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PALAVRA DO EXECUTIVO

LEVE ESPERANÇA

S empre que iniciamos o planejamento de uma campanha de Missões

Mundiais olhamos para o que está acontecendo no mundo, a fim de que

o desafio a ser apresentado seja algo

claro. Nosso olhar tem encontrado situações de desespero em muitos lugares no mundo. E não são apenas indivíduos, mas populações inteiras que sofrem com a falta de esperança.

Foi com isso em mente que desenvolvemos o tema “Leve Esperança”, baseado em Mateus 12.18-21. Ao citar o texto de Isaías 42, Mateus identifica Jesus como o Servo Sofredor e com suas atitudes.

A primeira atitude do Servo Sofredor

é anunciar a justiça às nações (v.18). Faz isto porque foi capacitado, pois tem sobre ele o Espírito de Deus. Sua ação é resultado do fato de ter sido escolhido por Deus para

a missão de anunciar a justiça e

também por saber que Deus sempre nele se alegra. Anunciar a justiça significa mostrar que o pecado afasta o ser humano de Deus, mas também significa que o próprio Deus providenciou a solução para que tenhamos paz com Ele. A justiça de Deus deve ser anunciada não apenas aos próximos, mas às nações.

A segunda atitude do Servo Sofredor

é a não violência. Enquanto muitos

pregam que a solução deve vir pela

força, o Servo não discute, grita ou agita (v.19). Sua mensagem é a da paz com o Pai. A justiça de Deus não depende dos atributos dos seres humanos, mas do caráter do próprio Senhor. Não é resultado da ação humana, e sim da graça divina.

A violência não é uma opção, pois

significaria falta de submissão a Deus.

A terceira atitude do Servo Sofredor

é a valorização de todos, mesmo

daqueles que são considerados inúteis. A cana trilhada não serve para nada aos seres humanos, assim como o pavio fumegante (v.20), mas o Servo Sofredor vê neles o valor que só o Criador vê: eles são imagem e semelhança de Deus. Não há ninguém que possa ser descartado. Enquanto a sociedade olha para as pessoas pelo que elas têm ou podem produzir, Jesus vê cada ser humano como o alvo de sua missão redentora.

vê cada ser humano como o alvo de sua missão redentora. Cabe a nós levar-lhes esperança.

Cabe a nós levar-lhes esperança. Uma esperança que é leve, pois liberta do peso que os acorrenta.

que é leve, pois liberta do peso que os acorrenta. Ao agir a partir destas três

Ao agir a partir destas três atitudes,

o Servo Sofredor viabiliza a sua

missão, fazer a justiça de Deus triunfar (v.20). Quando isto acontece, as nações colocam nele a sua esperança (v.21).

Nós, que já fomos alcançados por estas atitudes, precisamos fazer mais que apenas olhar. Precisamos continuar esta missão que o próprio Cristo nos confiou.

Quando pesquisávamos para a

campanha, algo que se destacou foi

o drama dos refugiados. O mundo

vive um novo fluxo migratório de refugiados que fogem de conflitos políticos, étnicos, religiosos, problemas ecológicos, questões econômicas e outros motivos. Cada vez mais pessoas se arriscam a fugir de seus lugares para buscarem a

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1 MISSÕES MUNDIAIS 2016

sobrevivência. A maioria fracassa. Muitos morrem tentando alcançar

países onde imaginam estar seguros ou ter uma oportunidade de vida.

A maior parte dos que conseguem

alcançar outro país é confinada nos campos de refugiados e logo perde

a esperança de dias melhores. Os

que obtêm sucesso em entrar nos

lugares desejados sofrem com o preconceito, e muitos são sujeitos a condições similares à escravidão. Para o mundo, os refugiados são como um “caniço quebrado” ou “pavio fumegante”. São vistos como estorvos. Mas para Deus, eles são preciosos. Cabe a nós levar-lhes esperança. Uma esperança que

é leve, pois liberta do peso que os acorrenta.

Outra realidade que sempre nos impacta é a da igreja sofredora. Milhões de cristãos em todo

o mundo têm que suportar

perseguições cruéis para continuar

a adorar ao único Deus. Muitos têm

sido condenados à morte, outros têm sido escravizados e muitos tiveram que abandonar suas moradias. Cerca de um terço de nossos missionários está envolvido diretamente com a igreja sofredora e conhece profundamente a sua

luta. Além das perseguições, há falta de recursos. Bíblias são raras em muitos lugares. Treinamento para líderes também. Sua esperança

é que Deus envie alguém para

ajudá-los. Cabe a cada um de nós providenciar para que sejam socorridos em suas necessidades,

levando esperança.

sejam socorridos em suas necessidades, levando esperança. Pr. João Marcos Barreto Soares Diretor Executivo de

Pr. João Marcos Barreto Soares

Diretor Executivo de Missões Mundiais

EXPEDIENTE

REVISTA DO PASTOR – CAMPANHA LEVE ESPERANÇA

Diretor Executivo Pr. João Marcos B. Soares

Gerente de Comunicação e Marketing (interina) e Jornalista Responsável Marcia Pinheiro (22582/DRT/RJ)

Redação e Revisão Marcia Pinheiro (22582/DRT/RJ) Willy Rangel (31803/DRT/RJ)

Projeto Gráfico e Diagramação Ranieri Figueiredo

Colaboração

Sarala Kumar

Planejamento de Marketing Juliana Gonçalves

Fotos Arquivo JMM International Mission Board Bigstock.com

Proibida a venda

Contato:

Rua José Higino, 416 - Casa 21 - Tijuca Rio de Janeiro - RJ - CEP: 20510-412 Tel: 21 2122-1900 / Fax: 21 2122-1944

E-mail: campanha@jmm.org.br Website: www.missoesmundiais.com.br Twitter: @missoesmundiais Facebook: /missoesmundiais Soundcloud: /missoesmundiais Instagram: missoesmundiaisoficial

Central de Atendimento

(segunda a sexta-feira das 7h às 19h - horário de Brasília)

2122-1901

2730-6800

(cidades com DDD 21)

0800 709 1900

(demais localidades)

(21) 98884-5414

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1900 (demais localidades) ( 2 1 ) 98884-5414 WhatsApp SUMÁRIO 1 PALAVRA DO EXECUTIVO Leve Esperança
1900 (demais localidades) ( 2 1 ) 98884-5414 WhatsApp SUMÁRIO 1 PALAVRA DO EXECUTIVO Leve Esperança

SUMÁRIO

1

PALAVRA DO

EXECUTIVO

Leve Esperança

Pr. João Marcos Barreto Soares

3

MINHA MISSÃO

Eu levo a Esperança

4 IR Caminhos a percorrer 5 CAPACITAÇÃO Incentive vocacionados em sua igreja Pr. Ney Ladeia
4
IR
Caminhos
a percorrer
5
CAPACITAÇÃO
Incentive
vocacionados
em sua igreja
Pr. Ney Ladeia
7
LIDERANÇA
Formação
de líderes
Pr. Augusto
8
OFERTAR
Todos os dias
são especiais
9
ENTREVISTA
A importância
da igreja no
sustento da obra
11
REFUGIADOS
Um desafio que
requer prioridade
Pr. Jessé
12
VOCAÇÃO

Amor sem limites

14

Bíblias para

os povos

15 TESTEMUNHOS

Histórias que

emocionam

MINHA MISSÃO

EU LEVO

A ESPERANÇA

MISSÕES MUNDIAIS PRECISA DE PESSOAS COMPROMETIDAS COM O IDE DE JESUS PARA CONTINUAR LEVANDO A ESPERANÇA ÀS NAÇÕES. E VOCÊ, PASTOR, É PEÇA FUNDAMENTAL NESTA MISSÃO. SEJA MOBILIZANDO, SENDO VOLUNTÁRIO, ORANDO, LEVANTANDO VOCACIONADOS, OFERTANDO ENFIM, VOCÊ É PARTE DESTA MISSÃO.

VOCACIONADOS, OFERTANDO ENFIM, VOCÊ É PARTE DESTA MISSÃO. “Em 2010, eu estive no Haiti em seu

“Em 2010, eu estive no Haiti em seu pior terremoto. Senti cheiro de morte no ar! Foram cerca de 250 mil pessoas que perderam suas vidas naquele famigerado evento cataclísmico. Depois desse mergulho na realidade haitiana, voltei ao país outras quatro vezes para

construir um templo, uma unidade do PEPE (programa socioeducativo), treinar líderes para crianças e apoiar os missionários brasileiros

e locais. Nada me impactou mais do que

uma manhã inteira que passei visitando as tendas de desabrigados em um acampamento bem improvisado. Sentindo o cheiro da desesperança, pude perceber que, como

igreja, temos uma arma poderosa para o bem:

o amor. Missões não apenas nos aproxima

do outro, mas também nos aproxima de nós mesmos, na essência do que é ‘ser humano’.”

EZEQUIAS AMANCIO MARINS

Pastor titular na Igreja Batista Central em Japuíba, Angra dos Reis/RJ

“Nos últimos anos de ministério junto à Igreja Batista Belo Horizonte, temos encorajado a igreja a fazer investimentos que expressem nossa obediência ao IDE. De acordo com os relatórios da JMM, nossa igreja quadriplicou o seu investimento em missões no ano de 2014 em relação ao período de 2010 a 2013. Nosso objetivo é adotar famílias missionárias e para isso criamos o ‘Face de Missões’. Não queremos apenas enviar dinheiro, nós queremos conhecer e viver as derrotas e vitórias nos campos.”

FLÁVIO GARCIA AZAMBUJA

Pastor da Igreja Batista Belo Horizonte em Campo Grande/MS

“As organizações missionárias, se tratadas com este carinho que a Junta de Missões Mundiais tem concedido-lhes, terão uma quantidade imensa de vocacionados seja para a comunidade local ou para os campos por todo o mundo. Ser cristão é ser missionário. Como disse Charles Spurgeon: ‘Se o cristão não for missionário, ele é um impostor’. Os Embaixadores do Rei são uma organização que desperta este sentimento nos meninos. ‘Ser Embaixador do Rei é uma bênção!’.”

FERNANDO MACHADO

Conselheiro dos Embaixadores do Rei e membro da IB Poço de Jacó, em Duque de Caxias/RJ

“Gostei de ver os vídeos promocionais de 2015 da Junta de Missões Mundiais. Eles não falam que a JMM está precisando de dinheiro; eles não falam que a Junta tem dívidas para pagar; eles não falam que as igrejas têm o dever de contribuir; eles não reclamam das igrejas que não participam. Eles não falam nada disso. Eles mostram o trabalho que está sendo realizado com o dinheiro e as orações de nossos irmãos em Cristo. Eles agradecem às Igrejas e seus membros por estarem participando de tão importante trabalho. Eles mostram o quanto ainda há para ser feito, ou seja, quantos povos ainda não foram alcançados. Eles pedem as orações de todos. Eles enfatizam que tudo está acontecendo por causa das orações e ofertas dos irmãos! Creio que a Junta de Missões Mundiais está no caminho certo. Parabéns à JMM por sua postura sábia em relação às igrejas e

aos pastores!”

postura sábia em relação às igrejas e aos pastores!” ADRIANO PEREIRA DE OLIVEIRA Pastor da Congregação

ADRIANO PEREIRA DE OLIVEIRA

Pastor da Congregação Batista em Tapiraí/SP

REVISTA DO PASTOR

3 MISSÕES MUNDIAIS 2016

FOTO: OCUS FOCUS/BIGSTOCK.COM

IR
IR

CAMINHOS A PERCORRER

A visão da JMM é ser um

referencial de excelência do

Evangelho a todos os povos.

Para viabilizar a obra missionária

global, servimos e mobilizamos as igrejas da Convenção Batista Brasileira.

Os cerca de 200 projetos desenvolvidos atualmente por Missões Mundiais em 86 países estão alinhados com os Objetivos para o Desenvolvimento do Milênio, para serem cumpridos até 2030, aprovados em 2015 pela ONU. Sempre aproveitando todas as oportunidades para apresentar o Evangelho e sua mensagem de salvação em Jesus.

Estas são algumas das oportunidades para você levar a verdadeira esperança aos povos. Vem com a gente!

MISSIONÁRIO DE LONGO TERMO

Envio ao campo por tempo indeterminado e sustento através do Programa de Adoção Missionária (PAM) ou outras fontes. Categoria para quem deseja ser voz de Deus no campo por tempo indeterminado. As principais modalidades de envio e serviço missionário efetivo são:

• Pastoral-ministerial

Profissional

• Empresarial

CONTATO:

crh@jmm.org.br

MISSIONÁRIO DE TEMPO DETERMINADO

Modalidades de envio e serviço iguais aos do missionário de longo termo, porém por um período de 3 anos.

CONTATO: crh@jmm.org.br

VOLUNTÁRIOS SEM FRONTEIRAS

Com Missões Mundiais, você (sozinho ou com um grupo de amigos) é bem-vindo a cooperar com a transformação que Deus está fazendo no mundo. Por alguns dias ou até durante um ano, a ideia é ir com tudo e servir com suas habilidades e dons para sinalizar o Reino de Deus.

CONTATO:

voluntarios@jmm.org.br

sinalizar o Reino de Deus. CONTATO: voluntarios@jmm.org.br PROGRAMA RADICAL Com o Programa Radical, a JMM lançou

PROGRAMA

RADICAL

Com o Programa Radical, a JMM lançou um novo paradigma: enviar missionários jovens para atuar entre diferentes povos, especialmente os não alcançados. O programa cresceu e hoje tem várias turmas:

Radical África

Radical Luso-Africano

Radical Latino-Americano

Radical Haiti

Radical Ásia

CONTATO:

crh@jmm.org.br

REVISTA DO PASTOR

4 MISSÕES MUNDIAIS 2016

FOTO: GEORGEMURESAN/BIGSTOCK.COM

CAPACITAÇÃO

INCENTIVE VOCACIONADOS EM SUA IGREJA

“E O QUE DE MIM, ENTRE MUITAS TESTEMUNHAS, OUVISTE, CONFIA-O A HOMENS FIÉIS, QUE SEJAM IDÔNEOS PARA TAMBÉM ENSINAREM OS OUTROS.” (2TM 2.2)

Q uando consideramos as demandas do ministério,

é mister lembrar que um dos papéis do pastor é

despertar e acompanhar vocacionados. Tanto pelo

cuidado pastoral que precisa ter para com suas ovelhas quanto pela visão de Reino que se espera encontrar naquele que lidera uma igreja, o pastor precisa ser o

principal instrumento de Deus para a formação da visão e

o desenvolvimento da paixão, imprescindíveis àquele que se lança ao ministério.

Uma das muitas marcas identificadas na trajetória de meu querido Pr. Samuel de Oliveira Santos, que durante 50 anos pastoreou a Primeira Igreja Batista de Itapetinga/BA, era essa. Aquela igreja sempre foi celeiro de vocacionados,

e dali saíram servos de Deus que hoje ministram em diferentes lugares do Brasil e do mundo.

Lembro-me de quando, ao vir para o Recife/PE na década de 1980, éramos 11 itapetinguenses estudando no Seminário Teológico Batista do Norte do Brasil (STBNB) e no Seminário de Educação Cristã (SEC). Graças a sua visão e à referência que sempre foi para nós ao longo de seus 60 anos de ministério, completados este ano, foi um grande exemplo da importância do pastor na trajetória de um vocacionado.

É lamentável que haja quem, egoisticamente,

receie que sua igreja “perca” seus melhores elementos. Quando erguemos nossos olhos, somos capazes de agir como a Igreja de

Antioquia, a enviar “Barnabés” e “Saulos” para

a obra missionária.

REVISTA DO PASTOR

A visão apresentada nas Escrituras é sempre de multiplicação: por nosso amor a Deus e a Sua causa, por nossa capacidade de contemplar o mundo perdido, “movidos de íntima compaixão” à semelhança do Mestre, por nosso conhecimento da sublimidade da vocação e pelo amor que temos por nossas ovelhas, entre as quais estão servos escolhidos por Deus para a Sua obra… Por tudo isso, que o Senhor encontre em nós os instrumentos a serem usados por Ele para ampliar a visão missionária de nosso povo, para lhes infundir paixão pelas almas perdidas e para ver brotar genuínas e promissoras vocações.

Que o Senhor encontre em nós a alegria de acompanhar esses vocacionados: no processo de consolidação de sua convicção de chamado, no amadurecimento de sua vida cristã, no preparo para o ministério e no aperfeiçoamento de seus dons para a aplicação na obra missionária –

projeto maior de Deus para a Sua igreja.

missionária – projeto maior de Deus para a Sua igreja. Pr. Ney Ladeia Igreja Batista da

Pr. Ney Ladeia

Igreja Batista da Capunga, Recife/PE

5 MISSÕES MUNDIAIS 2016

REVISTA DO PASTOR 6 MISSÕES MUNDIAIS 2016
REVISTA DO PASTOR 6 MISSÕES MUNDIAIS 2016
REVISTA DO PASTOR 6 MISSÕES MUNDIAIS 2016
REVISTA DO PASTOR 6 MISSÕES MUNDIAIS 2016

FOTO: LINCOLNROGERS/BIGSTOCK.COM

LIDERANÇA

DNA

MISSIONÁRIO

FOTO: LINCOLNROGERS/BIGSTOCK.COM LIDERANÇA DNA MISSIONÁRIO “A FÉ VACILARÁ SE A AUTORIDADE DAS SAGRADAS ESCRITURAS

“A FÉ VACILARÁ SE A AUTORIDADE DAS SAGRADAS ESCRITURAS PERDER SUA FORÇA SOBRE OS HOMENS. PRECISAMOS RENDER-NOS À AUTORIDADE DA BÍBLIA, POIS ELA NÃO PODE CONDUZIR MAL NEM SER MAL CONDUZIDA.”

AGOSTINHO - 354-430 d.C.

N os dois primeiros anos em

que eu e minha esposa,

a missionária Kenya,

servimos no Chile, visitamos muitos vales e, tendo evangelizado tanto publicamente quanto pessoalmente, concluímos que a grande necessidade daquele país era a capacitação teológica e prática ministerial.

Assim, criamos um centro de

formação teológica e, através dele, percebemos o crescimento espiritual

e, claro, teológico na vida de nossos

alunos e o alto impacto que essa capacitação produziu em suas respectivas igrejas.

Durante os anos seguintes, tivemos

a grata experiência de ouvir alguns de nossos alunos expondo as Escrituras em suas respectivas igrejas e ficamos impressionados

como cresceram. Sempre críamos que, através desse pequeno grupo de alunos, conseguiríamos transformar

a realidade de algumas igrejas que

lutam pela sobrevivência. Pois tal projeto nos possibilitou alcançar pessoas não crentes (alguns de nossos alunos não eram cristãos) e

também outros que há anos tinham abandonado a fé.

Por mais de um ano, evangelizei o jovem arquiteto Carlos Allende. Nunca me identifiquei como pastor ou missionário, para que as portas desse relacionamento não se fechassem. Muito se passou até que ele soube que eu dava aulas de teologia, para as quais eu o convidei, e seu interesse foi despertado a partir do entendimento de que a Bíblia é um livro histórico e repleto de princípios para a vida.

Durante a exposição de 1Coríntios 1.18-25 e posterior atividade na qual Carlos teve que apresentar um trabalho relacionado à cruz de Cristo como “poder e sabedoria de Deus”, a “ficha caiu”. Entregou-se a Cristo e hoje, além de frequentar a igreja local, atraiu outros para o Evangelho.

Uma de nossas alunas, a senhora Yolanda, frequentava uma igreja evangélica há mais de cinco anos. Mesmo com esse tempo, aprendeu pouca coisa e não sabia, por exemplo, quem era Paulo, além de que temas relacionados à salvação lhe eram desconhecidos.

“A princípio, me entristeci, pois olho para o passado e vejo que por muito tempo não fui clara sobre a salvação em Cristo porque nem eu mesma compreendia”, contou-me.

Posteriormente, Yolanda nos chamou para uma reunião na casa dela. Quando chegamos, fomos “bombardeados” com uma série de questionamentos relacionados à salvação e ao Espírito Santo. Nossa reunião terminou depois da

meia-noite e saímos de lá jubilosos, pois nos sentíamos como Pedro, que orientado pelo Espírito, chegou à casa de Cornélio, um homem piedoso e temente a Deus, mas que ainda não conhecia a Cristo e Sua obra.

Creio que, uma vez exposto, o Evangelho é a força mais potente

contra a dureza do coração humano.

A Bíblia lida apropriadamente não

somente gera novas convicções, mas também muda completamente a trajetória de vida daqueles que por ela são confrontados. Ouvimos muitas declarações de irmãos nesse sentido.

Boa parte de nosso ministério foi ocupada no ensino e discipulado. Procuramos fornecer ferramentas teológicas e práticas a distintos grupos, a fim de que pudessem levar adiante alguns ministérios. Críamos que as doutrinas importantes deveriam ser ensinadas, porém procuramos vinculá-las à obediência ou mesmo a um necessidade social que precisava de intervenção.

Portanto, creio que o vigor da vida espiritual está na proporção exata do lugar que a Bíblia ocupa em

nossas vidas e na vida daqueles a quem discipulamos. Onde não se anuncia a Palavra com fidelidade, ali a espiritualidade será deteriorada. Creio ainda que uma das evidências da maturidade espiritual de um líder está em sua capacidade de reproduzir;

é vida que gera vida, exemplo que

gera exemplo! Pr. Augusto Missionário no Caribe; atuou no Chile de 2011 a 2015
gera exemplo!
Pr. Augusto
Missionário no Caribe;
atuou no Chile de 2011 a 2015

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7 MISSÕES MUNDIAIS 2016

OFERTAR

TODOS OS DIAS SÃO ESPECIAIS

A cada ano, milhares de igrejas e também pessoas físicas, jurídicas e grupos participam do que Deus está fazendo no mundo através da entrega

da oferta do Dia Especial por Missões Mundiais. São irmãos que reconhecem a urgência de levarmos a Esperança, que é Cristo, àqueles povos que ainda não

O conhecem. O que Missões Mundiais mantém não são apenas cerca de 1.600 missionários em 86 países.

Nós mantemos sonhos, chamados, esperança mantemos vidas conectadas com o Pai.

São cerca de 3.800 povos espalhados por todo o mundo que ainda não experimentaram uma vida com Cristo; pessoas que vemos nos noticiários que falam de

refugiados, guerras, atentados, exploração sexual, tráfico

humano, drogas dos filhos de Deus.

Muito temos feito com a participação daqueles que se mantêm fiéis ao propósito de levar esperança às nações. No entanto, com a desvalorização do real, precisamos mais do que dobrar nossa arrecadação para que nossas ações nos campos missionários não sejam prejudicadas. Em 2015, tivemos que investir 50% a mais no valor de reais necessários à manutenção de missionários no campo, em comparação a 2014.

Este ano, mais do que nunca, contamos com seu apoio para, juntos, encararmos de frente esta fase de forte desvalorização da moeda brasileira, sem perspectiva de equilíbrio a médio prazo. Neste sentindo, algumas medidas devem ser adotadas. Por exemplo, se a cada domingo a sua igreja recebe ofertas do Dia Especial, para nós é muito importante que elas nos sejam enviadas logo na semana seguinte. Isso nos permitirá negociar melhores valores da moeda estrangeira.

Nós

Pessoas que aguardam a manifestação

OFERTA DO DIA ESPECIAL

Todos os dias são especiais. Sua igreja pode determinar um dia para a entrega da oferta de Missões Mundiais, mas lembre-se que esta data é apenas simbólica. Ela pode ofertar em qualquer época do ano. Use preferencialmente os boletos bancários que a Junta de Missões Mundiais envia para a igreja. Não há data

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de vencimento e eles podem ser usados em qualquer agência bancária do país, em seu banco via internet ou nas agências dos Correios através do Banco Postal. Caso necessite de mais boletos, entre em contato com a JMM.

O boleto é a maneira mais rápida e oferece total segurança na identificação da igreja. Na revista Gratidão do ano que vem, será publicado o total das ofertas enviadas pela igreja (as ofertas do Dia Especial e as do PAM, tanto da igreja quanto dos adotantes individuais).

OUTRAS OPÇÕES:

Depósito – Caso sua igreja não receba os boletos, a

oferta poderá ser enviada através de depósito na conta corrente nº 580-0, Agência 1125-8 (Praça da Bandeira, Rio de Janeiro, RJ), do Banco Bradesco. Neste caso, é necessário enviar uma cópia do depósito à Junta de Missões Mundiais ou através do fax (21) 2122-1911.

Cheque Nominal – Para as igrejas que não puderem

optar pelo boleto bancário ou depósito, existe a opção de envio através de cheque nominal cruzado à Junta de Missões Mundiais, por carta registrada.

Ore sem cessar pelo governo brasileiro e por Missões Mundiais. Acreditamos que esta situação pode mudar com a oração do povo de Deus.

Missões Mundiais. Acreditamos que esta situação pode mudar com a oração do povo de Deus. 8
Missões Mundiais. Acreditamos que esta situação pode mudar com a oração do povo de Deus. 8

8 MISSÕES MUNDIAIS 2016

FOTO: ARQUIVO JMM

ENTREVISTA

A IMPORTÂNCIA DA IGREJA NO SUSTENTO DA OBRA

I grejas unidas fazem missões. É assim que o Pr. Sócrates Oliveira de Souza, diretor geral da Convenção

Batista Brasileira (CBB), define a missão do corpo de Cristo. Com sua experiência na administração eclesiástica e envolvimento pessoal com a obra missionária – o Pr. Sócrates foi diretor interino de Missões Mundiais de 2007

a 2010 –, ele fala sobre como os batistas brasileiros estão contribuindo para a evangelização mundial e também deixa uma mensagem para você, pastor.

Qual a importância da igreja no sustento da obra missionária?

PR. SÓCRATES: A compreensão que nós precisamos ter da obra missionária

é de que ela é feita pela igreja. É da igreja que saem os vocacionados que

se tornam missionários. É a igreja que sustenta em oração a obra de missões,

o

que é fundamental. Sem oração,

a

gente não vai a lugar nenhum.

E

é a igreja que sustenta de forma

financeira a obra de missões. Então, sem igreja não há missões.

Como a CBB tem trabalhado nos últimos anos em parceria com Missões Mundiais?

O planejamento estratégico da CBB

envolve todas as ações da área de Missões Mundiais. Já temos todas as diretrizes definidas até 2020, e damos graças a Deus porque muitas das metas definidas já foram alcançadas pela JMM.

Como o Plano Cooperativo da CBB ajuda no desenvolvimento da obra missionária?

A fundamentação bíblica dessa

cooperação vem do Novo Testamento, quando Paulo diz: “Somos todos cooperadores de Deus”. E essa é uma lição que aprendemos com aqueles que plantaram o trabalho aqui. Como o nome diz, é um plano através do

qual as igrejas cooperam com seus organismos (CBB, JMM, organizações, entre outras), e estes com a igreja

preparando conteúdo, material para campanhas, hinos, revistas de estudo.

O Plano Cooperativo faz parte disso.

Ao todo, 10% dos dízimos recebidos vão para a convenção estadual, que repassa para a CBB, que distribui, entre outras áreas, 28% para missões.

Imagine se na época de Campanha de Missões Mundiais não houvesse

na igreja um material para incentivar, para despertar. Quando a JMM envia

o kit com informações missionárias,

ela está cooperando com a igreja para que ela possa se manter viva e ter esse trabalho de despertamento.

O senhor ocupou interinamente o cargo de diretor executivo da JMM logo após o falecimento do Pr. Waldemiro Tymchak, em 2007, e permaneceu à frente da obra missionária dos batistas brasileiros até a eleição do Pr. João Marcos, em 2010. Hoje, como o senhor vê esse período de envolvimento pessoal e direto com Missões Mundiais?

Foi um momento bastante difícil para nós. O trabalho que o Pr. Tymchak desenvolveu criou um elo muito forte com a denominação. Mas algo que me marcou muito foi a relação com os missionários. Quando assumi, pude

visitar alguns campos e ter contato com os missionários que vinham ao Brasil,

e

essa relação se mantém até hoje.

E

o fato de ter vindo o Pr. João Marcos,

particularmente um amigo de longa data, facilitou bastante. Nossa relação hoje, de diretor geral da CBB com o diretor executivo da JMM, é extremamente eficiente, eficaz e produtiva.

Em 2016, o tema da nossa Campanha é “Leve Esperança” e

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9 MISSÕES MUNDIAIS 2016

Esperança” e REVISTA DO PASTOR 9 MISSÕES MUNDIAIS 2016 divisa em Mateus 12.21 NVI. Nossas igrejas

divisa em Mateus 12.21 NVI. Nossas igrejas anunciarão Cristo como a única esperança para o mundo, em uma época em que há tanta violência, perseguição aos cristãos. Como o senhor vê tudo isso?

Acho que esse tema incorpora a missão da JMM, pois o que nós temos feito é levar esperança às pessoas sem Cristo Jesus ao redor de todo o mundo. Nossa tarefa principal é levar Jesus Cristo, a única esperança, a todas as pessoas. Levar esperança tem a ver com a missão de Jesus, tem a ver com a nossa natureza enquanto JMM, enquanto CBB. O texto diz: “As nações esperarão”, mas esperam a mensagem de Jesus que só nós podemos materializar com nossa obra missionária.

Para terminar, que mensagem o senhor deixaria para nossos pastores?

Precisamos ter consciência de que a igreja é aquilo que o pastor é. Querido colega pastor, é fundamental que você assuma em seu coração o desafio, essa determinação que não é da CBB, não é da JMM, mas é de Deus, de levar esperança. É fundamental que você tenha paixão pela obra de evangelização

de missões como um todo.

É fundamental que você tenha paixão pela obra de evangelização de missões como um todo. Por
É fundamental que você tenha paixão pela obra de evangelização de missões como um todo. Por

Por Willy Rangel

REVISTA DO PASTOR 10 MISSÕES MUNDIAIS 2016
REVISTA DO PASTOR 10 MISSÕES MUNDIAIS 2016
REVISTA DO PASTOR 10 MISSÕES MUNDIAIS 2016
REVISTA DO PASTOR 10 MISSÕES MUNDIAIS 2016

FOTO: RADEKPROCYK/BIGSTOCK.COM

REFUGIADOS

UM DESAFIO QUE REQUER PRIORIDADE

REFUGIADOS UM DESAFIO QUE REQUER PRIORIDADE “DEIXE QUE OS MORTOS SEPULTEM OS SEUS PRÓPRIOS MORTOS;

“DEIXE QUE OS MORTOS SEPULTEM OS SEUS PRÓPRIOS MORTOS; VOCÊ, PORÉM, VÁ E PROCLAME O REINO DE DEUS.”

(LUCAS 9.60)

Q uando os conflitos na Síria

começaram, a primeiras

pessoas que fugiram para

os países vizinhos não levaram nada de suas posses, pois pensavam que os conflitos logo terminariam e elas poderiam voltar para suas casas. Já se passaram mais de quatro anos de guerras, e com o surgimento do Estado Islâmico, a situação se agravou ainda mais, saindo do território sírio e atingindo também o território iraquiano promovendo uma emigração de mais de 5 milhões de pessoas. O número de refugiados cadastrados pela ONU até o fim do primeiro semestre de 2015, era de:

627.287 na Jordânia; 3.989.977 no Líbano; 1.759.846 na Turquia e 248.367 vivendo no norte do Iraque. O pior é que não existe previsão para que esta

situação se reverta. Na verdade, a previsão é de que ela pode aumentar ainda mais.

Durante a nossa visita ao Iraque, conhecemos um pouco da realidade das vítimas dessa “tragédia”, milhares de famílias vivendo em construções inacabadas sem a menor infraestrutura. Em todos os países onde há a presença de refugiados, são poucos os que têm a sorte de conseguir uma vaga em um abrigo e receber alguma ajuda, a maioria vive fora lançada à própria sorte.

Sabemos que em situações de perdas e de sofrimento, as pessoas se tornam mais sensíveis e propensas

a ouvir sobre o amor de Deus por

elas; e isto tem acontecido. Ainda que não com a intensidade que desejamos, mas temos visto as ações dos nossos missionários que

vivem nessa região. Eles, em muitos casos com os próprios recursos, atendem às necessidades das famílias refugiadas e lhes anunciam

o Evangelho. Visitamos diversas

famílias assistidas pela missionária

Haná, que coopera com um projeto de assistência desenvolvido por colegas de outra agência.

Nosso missionário Nasser trabalha com atividades esportivas e também atende a famílias levando mantimento, roupas e outros materiais, não só em sua cidade, mas também no norte da região. Nosso missionário Said também desenvolve atividades esportivas com crianças refugiadas, em outra região. Um de nossos missionários autóctones atende a mais de 200 famílias com cestas básicas, recursos vindo de

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11 MISSÕES MUNDIAIS 2016

uma parceria com outra organização.

A JMM também já enviou ao

Oriente Médio equipes de médicos voluntários. Através dessas ações, refugiados estão recebendo bíblias, estudos bíblicos, orações e cuidado, que é a demonstração visível do amor

de Deus. Muitos são os que se decidem

a crer em Jesus.

Podemos pensar no texto de Mateus 25.42 e 43 como um apelo dos refugiados por toda a região: “Pois eu tive fome, e vocês não me deram de comer; tive sede, e nada me deram para beber; fui ‘refugiado’, e vocês não me acolheram; necessitei de roupas, e vocês não me vestiram; estive enfermo e preso, e vocês não me visitaram.” Como não pensar em toda dor, fome, frio e sofrimento que estas pessoas vivenciam sem não nos envolver? Na verdade, os campos estão brancos, prontos pra colheita.

O texto bíblico mencionado no início,

nos chama a atenção para a urgência da missão de proclamar o Reino, o Reino que é de justiça, paz, amor liberdade, igualdade e salvação. Os refugiados são um desafio que requer prioridade em nossas ações. Eles são uma realidade e uma oportunidade que não podemos desperdiçar.

Ore por eles, decida contribuir para ações que trarão benefícios e proporcionarão que famílias inteiras também tenham a oportunidade de receber o amor e a graça de Jesus em suas vidas. Decida levar a Esperança

aos refugiados no Oriente Médio.

Decida levar a Esperança aos refugiados no Oriente Médio. Pr. Jessé Coordenador dos missionários da JMM

Pr. Jessé

Coordenador dos missionários da JMM no Oriente Médio e Norte da África

VOCAÇÃO

AMOR SEM LIMITES

J onas Letieri é um jovem de 30 anos, atleta profissional

de stand up paddle, surfista e que hoje vive para levar esperança ao mundo. Mas nem sempre ele usou sua vida para glorificar a Deus. Dos 13 aos 23 anos de idade, ele viveu para as drogas, sem estudar, tampouco trabalhar. Foi num dia de sol, no litoral de Cabo Frio, Região dos Lagos do Rio de Janeiro, que ele nos contou como sua história mudou, passando a ser um voluntário de missões. Mas logo no início de sua caminhada com Cristo, Jonas sofreu um acidente que ele considera ter sido um verdadeiro “tratamento de choque”. Ele sofreu uma descarga elétrica que provocou a amputação de suas duas mãos.

“Aos 26 anos, eu passei por uma dificuldade muito grande que foi perder as duas mãos. Antes eu tinha aprendido que era preciso dar graças a Deus por todas as coisas. Só que chegou o momento da minha história que tive que ser grato por ter perdido as minhas duas mãos. Por ter sofrido um acidente e ter quase morrido. É difícil a gente entender isso”, conta Jonas.

O acidente que deixou

nosso amigo de missões entre a vida e a morte aconteceu enquanto ele instalava uma placa na fachada de sua igreja, o ministério Bola de Neve.

“A placa tocou num fio

de alta tensão e eu tomei

uma descarga elétrica de 13.500 volts. Tive meus dois antebraços e pernas queimados. Fiquei dois meses e meio internado

no hospital, entre a vida

e a morte. Amputaram

minhas mãos e quase

perdi as pernas também.

E ali foi o começo da

minha vida”, se emociona.

Jonas sempre quis ser um atleta profissional.

Até sofrer esse acidente, ele nunca havia conseguido patrocínio para viajar competindo. Mas todas estas dificuldades o levaram

a viver os seus sonhos.

Hoje, Jonas é um atleta profissional e participa de competições mundo afora.

“Foi a maneira que eu encontrei de pregar o Evangelho, de usar o meu talento nos esportes para falar do amor de Deus. Não só falar, mas também viver o amor de Deus em todo lugar que eu vá. E isso realmente é a minha vida, se tornou a minha profissão: ser atleta, mas

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acima de todas as coisas poder glorificar o nome de Deus e poder mostrar para

as pessoas que vale a pena se manter forte em meio

às dificuldades”, comenta.

NASCIDO DE NOVO PARA SERVIR

Em 2015, Jonas teve a oportunidade de viajar em uma caravana do Voluntários Sem

Fronteiras para o Chile.

E foi algo que mudou sua

vida para sempre.

“Eu fui com uma

expectativa muito boa.

E lá foi tudo ainda melhor

do que eu imaginei. Enxerguei como posso usar a minha vida e os meus dons, o meu dia a dia para falar de Deus. Conheci os melhores surfistas e skatistas da cidade de Iquique, onde ficamos. Eram pessoas

que nunca ouviram falar do Senhor e eu pude compartilhar o Evangelho com eles”, relata Jonas.

Foi apenas primeira de muitas viagens voluntárias que ele pretende fazer com a

JMM. Ele diz que foi para ajudar, mas acabou sendo

o maior beneficiado.

“Deus realmente mudou

a minha história nesta

viagem voluntária. É algo

12 MISSÕES MUNDIAIS 2016

que realmente eu quero fazer muitas e muitas vezes”, conta.

Jonas se alegra em hoje poder usar algo que ele tanto ama, que é surfar, para falar do amor de Deus, sobre como o Pai lhe permitiu escapar de um acidente para pegar novas ondas.

“Eu sou um surfista de ondas grandes. Tenho

contato com a galera mais

‘casca grossa’, digamos assim, aquela galera que não é muito de conversa.

E o surfe me deu abertura

para falar de Cristo com essa galera, de estar lá junto. O simples fato de eu estar lá com eles sorrindo, pegando onda junto, abre as portas para eu falar do amor de Deus”, diz Jonas.

Além do esporte, ele descobriu uma outra vocação: falar do amor de Cristo.

“Eu não sabia que eu tinha esse dom de poder compartilhar com as

pessoas como Jesus Cristo

é maravilhoso, como Ele

nos ama. E essa para mim se tornou a minha maior vocação. É algo que faço com prazer. Eu vou

aonde Ele quiser que eu

vá”, conclui. Por Marcia Pinheiro
vá”, conclui.
Por Marcia Pinheiro

FOTO: ARQUIVO JMM

FOTO: ARQUIVO JMM Eu não sabia que eu tinha esse dom de poder compartilhar com as

Eu não sabia que eu tinha esse dom de poder compartilhar com as pessoas como Jesus Cristo é maravilhoso, como Ele nos ama.

com as pessoas como Jesus Cristo é maravilhoso, como Ele nos ama. REVISTA DO PASTOR 13

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13 MISSÕES MUNDIAIS 2016

FOTO: ARQUIVO JMM

VÁ

BÍBLIAS PARA OS POVOS

E m maio de 1994, um dos maiores biblistas do Oriente Médio aceitou o desafio de iniciar a tradução atualizada da Bíblia para o idioma local. Um mês depois, ele foi sequestrado e morto. O trabalho parou, mas

Deus levantou outras pessoas, e em 1996 iniciaram a tradução. Finalmente,

em 2013, o Novo Testamento em persa moderno foi entregue.

A linguagem é clara e atual, mas a tradução segue os princípios de

fidelidade e beleza literária.

A Junta de Missões Mundiais assumiu o compromisso de enviar 300 mil

bíblias e 300 mil Novos Testamentos a este país no Oriente Médio, o qual não citamos o nome por questão de segurança, em cinco anos, além de levantar 60 mil intercessores por esta causa. Graças ao Senhor, pastores de

várias igrejas brasileiras estão juntos conosco neste desafio. Cada Bíblia custa o equivalente a 10 dólares. Mas a emoção de ver uma pessoa salva para Cristo é imensurável.

Quando o país se tornou uma república islâmica, no final dos anos 1970, tinha menos de 5 mil cristãos e apenas cerca de 500 eram evangélicos.

Em 1990, a Sociedade Bíblica local foi fechada. O prédio onde se lia: “A frase de Deus permanece para sempre” foi lacrado. No entanto, a voz de Deus não se calou.

Em 2014, durante culto de entrega do Novo Testamento vários ex-muçulmanos convertidos a Jesus Cristo estiveram presentes. A maioria vive longe de sua terra natal, pois corre risco de prisão e até mesmo de morte por pregarem a Palavra de Deus. As pessoas louvavam ao Senhor e caiam aos prantos por finalmente terem uma esperança.

Segundo o autor Patrick Johnstone, a igreja deste país no Oriente Médio

é a que mais cresce no mundo, cerca de 96% nos últimos anos. Hoje, após

mais de 35 anos da revolução islâmica, existem mais cristãos que todos os somados há 15 séculos. A estimativa mais conservadora fala em 300 mil convertidos. A mais otimista acredita em um milhão. A verdade é que, crescer de 5 mil para 300 mil em 35 anos, mesmo sob perseguição e severa

vigilância, só foi possível graças ao mover do Espírito Santo.

só foi possível graças ao mover do Espírito Santo. Por Marcia Pinheiro REVISTA DO PASTOR 14
só foi possível graças ao mover do Espírito Santo. Por Marcia Pinheiro REVISTA DO PASTOR 14

Por Marcia Pinheiro

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14 MISSÕES MUNDIAIS 2016

Marcia Pinheiro REVISTA DO PASTOR 14 MISSÕES MUNDIAIS 2016 Graças ao Senhor, pastores de várias igrejas
Marcia Pinheiro REVISTA DO PASTOR 14 MISSÕES MUNDIAIS 2016 Graças ao Senhor, pastores de várias igrejas

Graças ao Senhor, pastores de várias igrejas brasileiras estão juntos conosco neste desafio. Cada Bíblia custa o equivalente a 10 dólares. Mas a emoção de ver uma pessoa salva para Cristo é imensurável.

Cada Bíblia custa o equivalente a 10 dólares. Mas a emoção de ver uma pessoa salva

TESTEMUNHOS

HISTÓRIAS QUE EMOCIONAM

MOÇAMBIQUE

ESPERANÇA QUE LIBERTA

N o projeto de curso de inglês para jovens em Moçambique, tenho um aluno que se chama Pedro. Ele se mudou para a cidade do Dondo para tratar

um problema psicológico, e seu sonho é, um dia, se tornar professor de inglês.

Pedro procurou nosso curso e se matriculou. Em 2014, durante o período de férias, ele teve uma crise e acabou atacando outro jovem. A família não sabia como lidar com Pedro e o acorrentou em casa, deixando-o sem contato com mais ninguém. Tirou inclusive o telefone dele.

Procurei de várias formas saber da situação do Pedro, o que se passava com ele, mas só fiquei sabendo de toda essa situação através da diretora da escola onde ele trabalhava.

Comecei a orar junto com o grupo de crianças pelo Pedro. Sempre fazíamos um momento de intercessão pelo Pedro, para que ele fosse liberto das correntes físicas em que ele estava preso em casa, mas que também fosse liberto das correntes espirituais.

Todos os problemas pelos quais Pedro estava passando estão muito ligados à crença do povo moçambicano nos espíritos. Então, ele também estava preso a essa questão espiritual.

Foram dois meses de intercessão pelo Pedro e, um dia, ele aparece para estudar inglês, já no final do ano. Àquela

altura, eu já tinha aplicado a prova de nível avançado para

o outro aluno de nível avançado.

Então, Pedro me disse: “Eu vim para a aula”. Eu não sabia

o que dizer, só pensava em agradecer a Deus e comecei a

mostrar Pedro para as crianças que tinham orado comigo por ele. Pedro ali era a resposta das nossas orações.

Disse a Pedro: “Oramos por você durante dois meses, todos os dias, para que você estivesse aqui hoje. Ter você hoje aqui conosco é uma vitória do Senhor”. Isso foi em uma sexta-feira. No domingo, ele já estava na igreja. Pedro foi liberto das correntes físicas, e agora ele está caminhando para ser liberto espiritualmente também. Louvo a Deus porque ele responde as nossas orações.

TATIANE BATISTA

Missionária no Dondo, Moçambique

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PARAGUAI

O PODER DA ORAÇÃO

I niciamos o trabalho missionário na casa da irmã Antonia com apenas quatro crianças, e para a honra e glória de nosso Deus, contamos com a presença de

aproximadamente 40 crianças e pré-adolescentes. Todas as vezes que celebramos datas comemorativas, os pais estão presentes participando das programações.

Antes, isso não acontecia. Pelo contrário, alguns pais

proibiam seus filhos de ouvir da Palavra de Deus, e até ameaçavam a irmã Antonia, dizendo que ia denunciá-la

e tirá-la da comunidade. E nós orávamos e clamávamos a Deus para que mudasse essa realidade.

Deus ouviu nosso clamor e mudou a história dessas crianças e de suas famílias que impediam que elas participassem das classes bíblicas. Atualmente, os pais da comunidade pedem maior assistência, e esse trabalho tem se tornado pouco a pouco em uma frente

missionária. Já conseguimos levar um expressivo grupo

à igreja, bem como houve conversões de crianças e cinco mães. Deus seja louvado por essa vitória!

E outro dia, fui informada que os pais das crianças se

reuniram com o presidente da associação de moradores para comunicar que estão satisfeitos e agradecidos pelo trabalho realizado com seus filhos pelas missionárias da Primeira Igreja Batista em Itauguá, dizendo que elas preocupam em ensiná-los sobre os valores eternos. Citaram também que as crianças recebem um lanche e doações de roupas, que tanto necessitam, sem mencionar que também percebem um bom comportamento dos filhos, o que não acontecia antes.

Tudo foi possível através da sua oração e contribuição, querido irmão, e porque o nosso Deus é misericordioso e bondoso para conosco. Em primeiro lugar, agradecemos a Deus por nos honrar e abençoar aqui no Paraguai.

VLÁDIA SOARES

Missionária em Manágua, Nicarágua

15 MISSÕES MUNDIAIS 2016

PORTUGAL E ITÁLIA

HÁ ESPERANÇA PARA A EUROPA?

O Velho Continente vive um momento difícil, olhando por diferentes ângulos. A crise financeira vem criando um efeito dominó, ou seja, não foram

somente os empregos suprimidos, mas também a perda da esperança em dias melhores. Isso também inclui a religiosidade, uma grande decepção com a igreja, com os representantes de Deus aqui na Terra. “Onde está Deus?” é

a pergunta que mais ouvimos.

Porém, como é bom ouvir esta pergunta e poder dizer que Deus não está preso às tradições religiosas. Ele não fica entre quatro paredes dentro de um templo escuro e embolorado. Não discutimos religião, mas queremos que as pessoas tenham uma verdadeira experiência com o Deus vivo.

Uma boa notícia em tudo isso é que, após tantos anos desenvolvendo o trabalho missionário na Europa, nossos missionários estão investindo no treinamento de nacionais, ou seja, um europeu pregando para outro europeu.

Temos muitos bons exemplos aqui na Europa, mas comento apenas dois, o jovem Fernando Jorge Silva, em Portugal, e Massimo Burrasca, na Itália. Podemos chamá-los de dois “Timóteos”, e os nossos missionários José Calixto Patrício e Fabiano Nicodemo de “Paulos”.

O português Fernando é casado com Christiane, com

quem tem três filhos. Ele iniciou os trabalhos em 2010 na

Igreja Batista em Vila Real, norte de Portugal, ajudando o Pr. Calixto no ministério, e hoje já assumiu por completo

a liderança da igreja, embora ainda não tenha terminado

os estudos teológicos e tampouco tenha sido consagrado pastor. Mas na prática, já pastoreia aquele rebanho e

continua sendo orientado pelo Pr. Calixto, que comenta:

“Durante meus 40 anos de ministério pastoral, sempre tive

a

convicção de que sucesso sem sucessor é fracasso”.

O

italiano Massimo é o Timóteo do Pr. Nicodemo em

Valconca, próximo a Cesena, norte da Itália. Massimo e

a esposa, Enis Yanete, foram batizados em 2010, e desde

aquela época têm o grande sonho de plantar igrejas naquela

região e ganhar pessoas para Cristo.

Diante da crise na Europa, o casal não se intimidou ao perder o emprego, arrumar trabalhos informais tendo muitas vezes uma longa jornada de trabalho em lugares diferentes, mas estão sempre no fim de semana firmes desenvolvendo o trabalho de liderança da missão em Valconca, que pertence à igreja em Cesena.

A estratégia missionária para a Europa é levantar e treinar

“Timóteos”. Temos vários em treinamento, e logo veremos esses nomes em nosso quadro de obreiros, não como missionários brasileiros, mas portugueses, espanhóis, italianos… Hoje eles já estão levando as boas novas ao Velho Continente. Sim, há esperança para a Europa e

os europeus!

PR. PAULO PAGACIOV

Missionário em Portugal – Coordenador da JMM para a Europa

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NORTE DA ÁFRICA

ESPERANÇA DE VIDA

U m dia, estava na escola no campo de refugiados

e saí para andar. Eu sempre tive esse costume.

Quando eu passei perto de um monte de lixo,

eu percebi um movimento, mas continuei andando, pensando que era um cachorro. Mas um magnetismo me puxou para trás e, quando olhei, vi que era um menino. Vou chamá-lo de José.

José era um menino muito pequeno e estava ali, todo sujo, não estava vestido. Eu peguei o José nos meus braços e o levei para dentro da escola. Dei um banho e coloquei uma roupa nele e levei o José a uma pediatra.

A médica pesou José, que tinha apenas cinco quilos.

A idade dele, dois anos e meio, fiquei sabendo depois,

quando encontrei a família dele. Mas José não tinha pele

negra, era amarela, um sintoma do câncer de fígado que

a médica descobriu que ele tinha após vários exames.

A médica me falava: “Não coloque esperança nessa criança

porque ela vai morrer”, dizendo-me isso para que eu não sofresse. E me aconselhou a procurar a família do menino.

Foi o que fiz. Procurei a família de José, mas o levei para minha casa, para cuidar dele. Ele era só pele. Fiquei um mês e meio na minha casa, até que ele começou a criar peso, e passei a levá-lo aonde eu fosse. Ele foi ficando bem, ganhou vida, conseguia falar. Foi ficando muito bem, até que Deus curou o câncer dele.

Antes de ele completar três anos, ele foi trazendo a família dele para a escola. Irmão por irmão. Por fim, a mãe.

Essa família se converteu totalmente. Essa mãe entendeu

o amor de Cristo, falamos para ela como a criança é

importante, como Deus fez questão de deixar vir a Ele as criancinhas. Mostrei à mãe de José como a Bíblia trata a questão da criança, da inocência, de como nós podemos mudar uma vida. Depois, o pai também se converteu.

A mãe continuou falando de Cristo a todos os parentes que

moravam perto dela, em um lugar bem pobre.

Só Deus pode fazer o que fez na vida de José. A própria pediatra, que disse que José era praticamente um caso perdido, me disse: “Você foi um milagre na vida dessa criança”. Mas eu respondi: “Eu não sou um milagre na vida dessa criança. Essa criança que é um milagre de Deus. Eu apenas passei no caminho dela. E quando a senhora me disse que ele iria morrer e que eu ainda poderia ser condenada por isso, tive a certeza de que Deus não me colocou no caminho dele para morrer, mas para viver”.

José é um marco no povoado onde mora. Hoje ele tem 13 anos, tem uma pele bonita e é completamente saudável.

13 anos, tem uma pele bonita e é completamente saudável. LUDMILA GASPAR SCHMIDT Missionária no Norte

LUDMILA GASPAR SCHMIDT

Missionária no Norte da África

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