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Capitulo 3

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Aplicações das integrais impróprias

3.1 Funções das por uma integral imprópria

condições, podemos considerar a função : dada por

Seja

:

tal

para todo x,

que

.

seja convergente. Nestas

Fixado , para todo ,

e, portanto,

Sendo

.

é contínua e derivável para todo x em que f for contínua (Guidorizzi, 2001, p. 33).

é constante, resulta

que F é contínua e que em todo x em que f for contínua. (Guidorizzi,

2001, p. 34)

E, além disso, pelo teorema 2.3 . Como

Exemplo

3.1-

Seja

onde

2

| | 1 ,

0 | | 1

determine

expressão de F(x).

Resolução:

0

Eliminando o módulo, f(t) pode ser reescrita como 2

0

1

1 1 1

a

assim, para integrar f temos que olhar para três intervalos, (-,-1), [-1,1] e (1,). Dessa

forma efetuaremos três cálculos:

primeiro:

0

0;

depois:

0

2

2 2 e

finalmente,

Concluindo então que

0

2

0

4.

0

2 2

4

1 1

1

1

Podemos observar ainda que F é contínua e que 2 | | 1 .

0 | | 1

3.2 Transformada de Laplace

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Existem muitos problemas práticos de engenharia que envolvem sistemas

mecânicos ou elétricos sob a ação de forças contínuas ou de impulso. Uma ferramenta

matemática muito útil em métodos para resolução destes problemas é a transformada de

Laplace. A modelagem matemática de tais problemas geralmente recaí em equações

diferenciais que são resolvidas com o auxílio da transformada de Laplace.

A transformada de Laplace faz parte de um grupo conhecido com transformadas

integrais. Uma transformada da integral é a relação da forma

,

(3.1)

Onde são limites da integral, e os valores dos seus respectivos limites são dados.

Por exemplo e . , é o núcleo da transformada, e é a

função que desejamos passar para o domínio transformado. A idéia geral ao se usar uma

transformada integral para se resolver uma equação diferencial é a seguinte: utiliza-se a

relação (3.1) para transformar f em outra função F que é a transformada de f.

Geralmente, f é uma função desconhecida e F é mais simples de se trabalhar

matematicamente. Normalmente, através de F é possível recuperar f, esse processo é

conhecido como inverter a transformada.

A Transformada de Laplace é denotada por ou

e definida por

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A transformada de Laplace usa o núcleo K s, t e . Como as soluções das

equações diferenciais lineares com coeficientes constantes são baseadas na função

exponencial. A transformada de Laplace é particularmente útil para essas equações.

A seguir, temos como exemplos, as transformadas de Laplace de duas funções

importantes, a função constante e a exponencial.

Exemplo 3.2 - Seja ,

0 e A uma constante real qualquer. Então

1

, 0.

Exemplo 3.3 - Seja , 0 e a real. Então

,

3.3 Transformada de Fourier

, 0.

(BOYCE e DIPRIMA, 2001, p. 158-164)

Transformada de Fourier - Seja : , a função

,

é conhecida como a integral de Fourier ou a Transformada de Fourier de f(x).

(IÓRIO, 2001, p. 179)

A transformada de Fourier é uma transformada integral que também se vale para

analisar os componentes de frequência da função f(x) através do seu núcleo . A

transformada de Fourier é muito usada em processamento de sinais, para análise de

sinais unidimensionais, como eletrocardiogramas, eletro encefalogramas, sinais de voz,

imagens biomédicas, etc.

Exemplo 3.4 - Apresentamos agora, como exemplo, o cálculo da transformada de

Fourier da função

,

0 ,

sendo , , 0, 0.

Resolução:

Se 0,

e, se 0,

√2

1

2

√2

√2

0

.

√2

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3.4 Aplicações das integrais impróprias à Estatística

Algumas das aplicações mais importantes das integrais impróprias estão nas

áreas da probabilidade e estatística. Nesse momento iremos explorar a relação entre a

integração e a probabilidade. Integrais impróprias representarão um papel importante

nesta discussão.

Variáveis aleatórias

A duração de vida de uma lâmpada selecionada ao acaso de um estoque do

fabricante é uma quantidade que não pode ser prevista com certeza. Na terminologia

estatística, o processo de selecionar uma lâmpada ao acaso é chamado de um

experimento aleatório, ou seja, S é um conjunto de todos os possíveis resultados de tal

experimento.

E a duração de vida da lâmpada é dita ser uma variável aleatória. E se cada

resultado possível desse experimento seja associado a um número x e está variável

obtida é chamada de variável aleatória discreta.

Uma variável aleatória que pode assumir qualquer valor em um determinado

intervalo é dita contínua. Algumas variáveis aleatórias contínuas são: o tempo que um

motorista selecionado ao acaso espera em um sinal de trânsito, o intervalo de tempo

entre as chegadas de aviões sucessivos selecionados ao acaso no aeroporto. O cálculo

integral é usado no estudo das variáveis aleatórias contínuas.

Probabilidade

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A probabilidade de um evento que pode resultar de um experimento aleatório é um número entre 0 e 1 que especifica a chance de ocorrência do evento. Em particular, a probabilidade é a fração do tempo que o evento pode ser esperado ocorrer se o experimento for repetido um grande número de vezes. Em um grupo contendo 13

homens e 10 mulheres, a probabilidade é de de que uma pessoa selecionada ao acaso

seja uma mulher. Considere novamente o experimento aleatório no qual uma lâmpada é selecionada ao acaso de um estoque de um fabricante. Um possível evento resultante deste experimento é que a duração de vida da lâmpada selecionada seja entre 20 e 35 horas. Se X é a variável aleatória que denota a duração de vida de uma lâmpada selecionada ao acaso, este evento pode ser descrito pela inequação 20 x 45, e sua probabilidade denotada por P(20 x 45). Analogamente, a probabilidade de que a lâmpada funcionará por pelo menos 50 horas é denotada por P(X 50) ou P(50 X ≤ ∞).

Função Densidade de Probabilidade (fdp)

Uma função densidade de probabilidade para uma variável aleatória contínua X é a função não negativa f com a propriedade de que P(a X b) seja a área sob o gráfico de f de x = a até x = b.

Definição 3.1 - Seja uma função definida para todo real e integrável em todo intervalo , , com a e b reais . Dizemos que I é uma função densidade de probabilidade se as seguintes condições estiverem satisfeitas.

i) 0 para todo x;

ii)

1

Uma função densidade de probabilidade possível para a duração de vida de uma lâmpada está esboçada no gráfico a seguir.

30

30 Observe que a forma do gráfico reflete o fato de que a maioria das lâmpadas

Observe que a forma do gráfico reflete o fato de que a maioria das lâmpadas queima relativamente rápido. Por exemplo, a probabilidade de que uma lâmpada falhará dentro das primeiras 40 horas é representada pela área sob a curva entre x = 0 e x = 40. Isto é um número muito maior do que a área sob a curva entre x = 80 e x = 120, que representa a probabilidade de que a lâmpada falhará entre a sua 80a hora e a 120a hora de uso.

A propriedade básica das funções densidade de probabilidade pode ser estabelecida em termos de integrais que você usaria para calcular suas áreas apropriadas. Função Densidade de Probabilidade (fdp): Uma Definição

Uma função densidade de probabilidade para uma variável aleatória continua X é uma função não negativa f, a mesma não é discreta, mas admite uma função densidade probabilidade, tal que:

Definição 3.2 - Sejam uma variável aleatória e uma função densidade de probabilidade. Dizemos que a variável aleatória tem densidade de probabilidade f se a probabilidade de pertencer ao intervalo , , com quaisquer , se for dada por

Os valores de a e b nesta formula não precisam ser finitos. Se um ou outro for infinito, a probabilidade correspondente é dada por uma integral imprópria. Por exemplo, a probabilidade de que seja maior ou igual que a é:

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A área total sob o gráfico de uma função densidade de probabilidade deve ser igual a 1. Isto é porque a área total representa a probabilidade de que X esteja entre −e +, o que é um evento que certamente ocorrerá. Está observação pode ser reescrita em termos de integrais impróprias.

dx

(SILVA e DONIZETTI, p.5-7, GUIDORIZZI, 2001, p.45-70)