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FÍSICA EXPERIMENTAL I PROFESSOR: LUCIANO FEITOSA DO NASCIMENTO MATERIAL DE APOIO AO ESTUDANTE

FÍSICA EXPERIMENTAL I PROFESSOR: LUCIANO FEITOSA DO NASCIMENTO

MATERIAL DE APOIO AO ESTUDANTE

Sumário

INTRODUÇÃO

3

MEDIÇÃO DE GRANDEZAS FÍSICAS

4

Tipos de Medidas

 

5

NOTAÇÃO CIENTIFICA

6

ORDEM DE GRANDEZA

7

ALGARISMOS SIGNIFICATIVOS

9

Algarismos duvidosos

 

10

INCERTEZA E ERRO

11

Erros Aleatórios, Sistemáticos e Grosseiros

 

11

Diferença entre Erro e Incerteza

14

TRATAMENTO ESTATÍSTICO DE MEDIDAS COM ERROS ALEATÓRIOS

14

Média Aritmética

 

14

Erros absoluto, relativo e percentual

15

Erro relativo:

16

Erro percentual:

16

VARIÂNCIA E DESVIO PADRÃO

17

Desvio Padrão:

 

18

GRÁFICOS

18

AJUSTE LINEAR SIMPLES

21

O

método dos mínimos quadrados

22

MODELO DE RELATÓRIO

23

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS. ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.

INTRODUÇÃO

Quando se afirma que a “Física é o estudo dos fenômenos naturais”, está implícita sua característica fundamental: a natureza como o parâmetro de referência desse conhecimento. É a natureza que nos fornece elementos para a construção de modelos explicativos e é ela mesma que nos serve de referência para a confirmação de hipóteses, previsões e leis. Estudar a natureza significa observá-la. E para isso, necessitamos de instrumentos apropriados. Para enxergarmos qualquer fato ou fenômeno que está à nossa volta, necessitamos de nossos olhos, enquanto que para ouvirmos uma informação necessitamos de nossos ouvidos, o tato reconhece uma textura fina ou nossas mãos avaliam a temperatura da água de um banho e assim por diante. Nesses casos, nossos órgãos dos sentidos são os instrumentos que nos permitem obter as informações. As informações que os instrumentos dos sentidos nos fornecem normalmente são satisfatórias para o nosso cotidiano. No exemplo acima, o nosso tato é suficiente para avaliarmos a temperatura da água de um banho ou ainda o relógio biológico é suficiente para nos informar sobre a hora de dormir quando estamos de férias. Todavia, se temos um compromisso marcado, o mesmo relógio biológico não é adequado, pois além da possibilidade de falhar, não informará o horário com a precisão necessária. Em ciência, a utilização de um instrumento apropriado de medida é tão importante quanto o próprio experimento em si. Dessa forma, para que possamos realizar a medida de uma grandeza física da maneira mais precisa possível, é necessário escolher um instrumento adequado e aprender a utilizá-lo. Para medidas de comprimento, a régua é

o instrumento de medida mais conhecido. Todavia, nem sempre a mesma régua é o

instrumento mais apropriado. Se estivermos interessados na determinação de grandezas pequenas, por exemplo, na determinação do diâmetro de um fio de cabelo, a régua não

é um bom instrumento de medida, visto que o diâmetro de um fio de cabelo é menor que

a menor divisão da régua, e, portanto, a medida não seria nada confiável. Outra situação que ilustra a importância de escolhermos um instrumento de medida apropriado é quando desejamos medir grandezas “grandes”, como o comprimento de um estádio de futebol. Nessa situação, a régua também não é o instrumento mais adequado. Por outro lado, se estivermos interessados em medir o comprimento de uma folha de caderno, a régua nos fornecerá uma medida com a precisão necessária. Dessa forma, a escolha do instrumento de medida mais apropriado é tão importante quanto à própria medida. Muitas vezes é possível realizar diretamente uma medida, como é o caso de

medirmos o comprimento de uma folha de papel com uma régua, ou ainda o tempo de duração de um evento com o auxílio de um relógio de pulso ou um cronômetro. Nesses dois casos, a medida consiste em comparar o seu valor com um valor padrão. O valor padrão representa a medida de grandeza unitária. Quando medimos um comprimento com uma régua ou trena, simplesmente comparamos o nosso objeto com a escala do instrumento de medida utilizado. Podemos definir vários padrões de medida, por exemplo, podemos expressar o comprimento de uma cozinha com azulejos em unidades de azulejos ao invés de medi-la com uma trena. No entanto, para que uma medida possa

ter maior utilidade, é conveniente a utilização de padrões bem reconhecidos e estabelecidos. Entretanto, outras vezes não é possível realizarmos diretamente uma medida. Nesses casos, temos que medir outras grandezas que nos possibilitem determinar a grandeza desejada. Muitas vezes, grandezas muito “grandes” ou muito “pequenas” só podem ser medidas de maneira indireta. Dessa forma, a possibilidade de efetuarmos medidas de forma direta ou indireta vai depender de sua ordem de grandeza.

Medição de Grandezas Físicas

As grandezas físicas são entes para os quais podemos definir as propriedades de igualdade e adição.

Grandezas Primárias

entes para os quais podemos definir as propriedades de igualdade e adição. Grandezas Primárias Grandezas Derivadas

Grandezas Derivadas

Tipos de Medidas “Medida Direta” é uma comparação puramente mecânica. Quando é necessário realizar a

Tipos de Medidas

“Medida Direta” é uma comparação puramente mecânica. Quando é necessário realizar

a mesma medida várias vezes para diminuir a imprecisão na medida.

Ex.: medida de um comprimento com uma régua, o período de oscilação de um pêndulo

e etc.

uma régua, o período de oscilação de um pêndulo e etc. “Medida Indireta” é a grandeza

“Medida Indireta” é a grandeza que se quer conhecer e é calculada a partir de outras

medidas diretas. Ex.: =

, onde M (massa) e V (volume) são medidas diretamente.

Notação cientifica Nas ciências exatas, é muito comum a representação de medidas sob a forma

Notação cientifica

Nas ciências exatas, é muito comum a representação de medidas sob a forma de um número multiplicado por uma potência de 10, como, por exemplo, 6 x 10 23 . Esse modelo de expressão de medidas é chamado de notação científica ou exponencial. A notação científica é um modo de representação métrica muito útil porque permite escrever números muito extensos ou muito pequenos de uma maneira mais compacta, tornando os cálculos mais simples. Essa vantagem faz com que a notação científica seja muito utilizada nos ramos da Física, Química e Engenharias.

Todo número escrito em notação científica obedece à regra geral N x 10 n . Nessa expressão, o N é chamado de termo dígito e corresponde a um número no intervalo de 1 e 9,999…, enquanto 10 n é o termo exponencial, representando determinada potência de 10 inteira. Assim, o número 946, por exemplo, é expresso em notação científica como 9,46 x 10 2 , isto é, o número 9,46 multiplicado duas vezes por 10. Sempre que o número for maior que 1, o expoente será positivo na notação científica. De forma contrária, os números menores que 1 são divididos por 10 sucessivas vezes até se obter o modelo N x 10 n . Sendo assim, o número 0,036 escrito em notação científica seria 3,6 x 10 -2 , ou seja, o número 3,6 foi dividido duas vezes por 10 para chegar a 0,036. Nos números menores que 1, o expoente na notação científica sempre será negativo. Uma maneira fácil de converter qualquer número em notação científica é contar o número de casas decimais deslocadas até obter apenas 1 dígito antes da vírgula e usar esse valor como expoente. Veja alguns exemplos:

I. 54321 = 5,4321 x 10 4 (O expoente é 4 porque a vírgula foi deslocada 4 posições para a esquerda)

II.

0,0075 = 7,5 x 10 -3

(O expoente é -3 porque a vírgula foi deslocada 3 posições para a direita)

Utilizando o mesmo método, também podemos converter um número em notação científica para notação fixa, ou seja, sem potência de 10. Por exemplo:

III. 2,671 x 10 2 = 267,1

IV. 3, 141 x 10 -3 = 0,003141

Em alguns estudos, é necessário realizar operações matemáticas com número expressos em notação científica. Veja a seguir alguns fatores de conversão que irão nos auxiliar.

seguir alguns fatores de conversão que irão nos auxiliar. Ordem de Grandeza Geralmente quando estudamos alguns

Ordem de Grandeza

Geralmente quando estudamos alguns exercícios envolvendo cálculos sobre questões de Física, Química ou Matemática, optamos pelo valor aproximado de uma grandeza. Essa opção ocorre por diversos motivos, pois, em alguns casos, faltam-nos dados para a realização correta dos cálculos e, em outros, não há um valor exato.

Imagine que você e mais três amigos resolveram acampar em uma mata por um período de sete dias. Sem ter a certeza de que encontrariam água limpa para beber, vocês resolveram levar água em quantidade suficiente para toda a viagem. Então, qual é a quantidade de água que vocês devem levar?

Em geral, para fazermos cálculos aproximados, precisamos de certa dose de intuição e algum conhecimento referente à situação estudada. No nosso exemplo, podemos partir do fato de que devemos beber cerca de dois litros de água por dia. Como são quatro escoteiros, são necessários pelo menos oito litros de água por dia. Em uma semana, o número de litros de água que cada pessoa necessitará é 56.

Para dar certa margem de segurança, podemos arredondar esse número para 60. Assim, o ideal é que as pessoas levem pelo menos 60 litros de água. Esse é um exemplo básico do caso em que não existe um valor exato, pois o que se pode fazer é um cálculo aproximado.

Quando nossos cálculos são aproximados, costumamos dar o resultado final, ou seja, a resposta expressa em potência de 10 mais próxima do resultado encontrado. A resposta dada dessa maneira costuma ser chamada de ordem de grandeza. Assim, no exemplo citado anteriormente, em que a quantidade de água foi estimada em 60 litros, podemos observar que as potências de 10 mais próximas de 60 são 10 1 e 10 2 :

10 1 < 60 < 10 2 Mas 60 está mais próximo de 10² que de 10¹, assim, a ordem de grandeza de 60

é 10².

Consideremos, por exemplo, o número 850. As potências de 10 mais próximas do número 850 são 10² e 10³:

10 2 < 850 < 10 3 Porém, o número 850 está mais próximo de 10 3 do que 10 2 . Assim, a ordem de grandeza de 850 é 10 3 . Para obtermos a ordem de grandeza de um número N qualquer, em primeiro lugar,

devemos fazer a sua representação na notação científica, isso sem esquecer de utilizar

a aproximação exponencial.

isso sem esquecer de utilizar a aproximação exponencial. Exemplos ̅ Lembrando que √ 1 0 =̃

Exemplos

̅

Lembrando que 10 =̃ 3,16

I. 2345 = 2,345 x 10 3 → ordem de grandeza 3

II. 34 = 3,4 x 10 1 → ordem de grandeza 2

Algarismos significativos Os algarismos significativos são os algarismos que têm importância na exatidão de um

Algarismos significativos

Os algarismos significativos são os algarismos que têm importância na exatidão de um número, por exemplo, o número 2,67 tem três algarismos significativos. Se expressarmos o número como 2,6700, entretanto, temos cinco algarismos significativos, pois os zeros à direita dão maior exatidão para o número. Os exemplos abaixo têm 4 algarismos significativos:

56,00

0,2301

00000,0001000

1034

Números que contenham potência de dez, serão algarismos significativos tudo, exceto a própria potência, veja por quê:

785,4 = 7,854 x 10 2

Ambos têm os algarismos 7854 seguidos, a potência de dez apenas moverá a vírgula, que não afeta a quantidade de algarismos significativos.

Zeros à esquerda não são algarismos significativos, como em:

000000000003 -> apenas um algarismo significativo

Algarismos duvidosos

Ao realizar a medição de algum objeto, nunca teremos a medida exata do objeto, utilizando uma régua, por mais precisa que seja. Isso porquê o último algarismo dessa medição, será duvidoso.

Uma régua comum tem divisões de centímetros e/ou milímetros, observe a figura abaixo.

de centímetros e/ou milímetros, observe a figura abaixo. Ao medir um um objeto x, nota-se que

Ao medir um um objeto x, nota-se que na regua 1 que seu comprimento é aproximadamente 4cm (40mm), enquanto na régua 2 o valor é de aproximadamente 3,7cm (37mm), pois aparentemente ele fica em cima dessa medida. Porém não podemos ter certeza quanto ao algarismo 7 desse número. Poderia ser 3,69 ou 3,71.

Então este último algarismo é chamado de duvidoso, e representamos com um traço em

̅

cima: 3, 7

Em qualquer número, o algarismo duvidoso será o último algarismo significativo, contando da esquerda para direita.

I. 9,9999998 = o algarismo duvidoso é o 8

II. 14,79234320 = o algarismo duvidoso é o 0

III. 1,00000 = o algarismo duvidoso é o último zero

Exercícios

1) (FUVEST 2009) (Adaptado)

As células da bactéria Escherichia coli têm formato cilíndrico, com

0,000008 metros de diâmetro. O diâmetro de um fio de cabelo é de

aproximadamente 0,0001 metros. Dividindo-se o diâmetro de um fio de

cabelo pelo diâmetro de uma célula de Escherichia coli, obtém-se, como

resultado? Qual a ordem de grandeza da célula, do fio de cabelo e do

resultado da primeira pergunta?

Incerteza e Erro

A incerteza é um parâmetro que indica a qualidade de uma medida de uma forma

quantitativa.

A noção de incerteza é importante a partir do momento que afirmamos algo sobre

o mundo externo, sob o qual não temos absoluto conhecimento. Resultados obtidos a partir da matemática ou da física teórica não apresentam incertezas. Estes são exatos,

já que provém de definições (axiomas e teoremas, etc.) criados pelo homem. Ou seja, estes resultados são, de certa forma, uma reafirmação destas definições. Quando fazemos uma medida, não temos total controle e nem absoluta certeza sobre a natureza do mensurando (i.e., aquilo que é medido).

Incertezas têm um papel particularmente importante em ciências da natureza, já que é essencial a reprodutibilidade de resultados. Sendo assim, precisamos de uma quantidade que nos indique quando uma medida fora do usual é resultado de um erro na teoria ou na montagem do experimento e quando é um resultado de flutuações estatísticas aleatórias. Quando se realiza um experimento para medir alguma grandeza, tenta-se eliminar todos os erros que podem vir da teoria e/ou do aparato que utilizamos. Porém, é impossível tomar conta de todas as flutuações, como na temperatura, no suprimento de voltagem para os aparelhos, na radiação de fundo, vibração dos instrumentos de suporte, etc. Por isso, a incerteza é uma característica fundamental de qualquer experimento.

Existem métodos baseados em probabilidade que nos permitem analisar e julgar os resultados das medições e atribuir a elas um grau de confiabilidade, contanto que as flutuações provenham apenas destas flutuações.

Erros Aleatórios, Sistemáticos e Grosseiros

Em ciência e tecnologia, é fundamental a realização de medidas de grandezas físicas. Estas grandezas podem ser, por exemplo, comprimentos, intervalos de tempo, voltagem entre dois pontos, carga elétrica transportada, intensidade luminosa, e muitas outras. Para se caracterizar o sistema de freios de um automóvel, por exemplo, realiza- se uma medida da distância percorrida após o acionamento dos freios quando o carro se movia a uma certa velocidade. Ao se realizar uma medida, há sempre fontes de erro que a afetam. As fontes de erro fazem com que toda medida realizada, por mais cuidadosa que seja, esteja afetada por um erro experimental. Os erros experimentais podem ser classificados em dois grandes grupos: erros sistemáticos e erros aleatórios.

Os erros sistemáticos são causados por fontes identificáveis, e, em princípio, podem ser eliminados ou compensados. Erros sistemáticos fazem com que as medidas feitas estejam consistentemente acima ou abaixo do valor real, prejudicando a exatidão ("accuracy") da medida. Erros sistemáticos podem ser causados devido:

Ao instrumento que foi utilizado: por exemplo, erros causados em medidas de intervalos de tempo feitas com um relógio que atrasa;

Ao método de observação utilizado: por exemplo, medir o instante de ocorrência de um relâmpago pelo ruído do trovão associado;

A efeitos ambientais: por exemplo, a medida de frequência da luz emitida por um laser, que pode depender ligeiramente da temperatura ambiente;

A simplificações do modelo teórico utilizado: por exemplo, não incluir o efeito da Resistência do ar numa medida da aceleração da gravidade baseada na medida do tempo de queda de uma bolinha de ping-pong de uma altura fixa.

Uma das principais tarefas do idealizador ou realizador de medidas é identificar e eliminar o maior número possível de fontes de erro sistemático.

Os erros aleatórios são flutuações, para cima ou para baixo, que fazem com que aproximadamente a metade das medidas realizadas de uma mesma grandeza numa mesma situação experimental esteja desviada para mais, e a outra metade esteja desviada para menos. Os erros aleatórios afetam a precisão ("precision") da medida. Nem sempre se pode identificar as fontes de erros aleatórios. Algumas fontes típicas de erros aleatórios são:

Método de observação: erros devidos ao julgamento feito pelo observador ao fazer uma leitura abaixo da menor divisão de uma escala, como por exemplo, medir o comprimento de uma folha de papel com uma régua cuja menor divisão é 1 mm com precisão na medida de 0,5 mm;

Flutuações ambientais: mudanças não previsíveis na temperatura, voltagem da linha, correntes de ar, vibrações (por exemplo causadas por passagem de pessoas perto do aparato experimental ou veículos nas vizinhanças).

Erros aleatórios podem ser tratados quantitativamente através de métodos estatísticos, de maneira que seus efeitos na grandeza física medida podem ser, em geral, determinados. Em resumo

Erro é a diferença entre o valor encontrado em uma medida e o valor real desta medida. O valor verdadeiro, entretanto, nem sempre é conhecido. Existem alguns tipos de erros:

Erro grosseiro:

É aquele cometido por um engano grosseiro, como, por exemplo, ler 154 e registrar 145.

Erro sistemático:

É o tipo de erro devido a uma causa sistemática, como erro da calibração do equipamento, ou erro do operador. Este erro é repetitivo e difícil de ser detectado. Uma forma de encontrá-lo é medir uma amostra de valor conhecido e certificado, denominada:

material de referência ou padrão.

Erro aleatório:

São os erros que interferem na precisão de um experimento e fazem com que o resultado flutue em torno da média.

As principais fontes de erro são: instrumento, operador, materiais e procedimento.

A expressão erro é comumente empregada como desvio, mas rigorosamente, considera-se como erro a diferença entre o valor verdadeiro da medida de uma grandeza e a medida obtida por medições. Para expressar os erros ou desvios, usamos de algumas ferramentas estatísticas para determiná-los.

Para definirmos melhor os erros vamos diferenciar estes três conceitos abaixo

valor verdadeiro de uma grandeza física experimental pode ser considera do o objetivo final do processo de medição

exatidão, que se refere à proximidade da medida com seu valor alvo

Medidas precisas são menos dispersas, ou seja, quando repetidas, elas tendem a fornecer os mesmos resultados

alvo  Medidas precisas são menos dispersas, ou seja, quando repetidas, elas tendem a fornecer os
alvo  Medidas precisas são menos dispersas, ou seja, quando repetidas, elas tendem a fornecer os

Diferença entre Erro e Incerteza

Diferença entre Erro e Incerteza Tratamento Estatístico De Medidas Com Erros Aleatórios Média Aritmética A média

Tratamento Estatístico De Medidas Com Erros Aleatórios

Média Aritmética

A média aritmética é considerada uma medida de tendência central e é muito utilizada no cotidiano. Surge do resultado da divisão do somatório dos números dados pela quantidade de números somados.

̅ = ∑

1) Em uma escola, a média final a ser alcançada por qualquer aluno no intuito de obter aprovação é 7,0. Carlos obteve as seguintes notas na disciplina de Matemática durante

o ano letivo:

1º Bim 5,5

2º Bim 7,0

3º Bim 9,0

4º Bim 8,0

2) A tabela abaixo informa a cotação do dólar (moeda estrangeira) durante uma determinada semana. De acordo com a tabela informativa, determine o valor médio da moeda estrangeira na semana, sempre lembrando que esse valor é cotado de acordo com a moeda nacional: o Real.

segunda-feira

terça-feira

quarta-feira

quinta-feira

sexta-feira

R$ 2,24

R$ 2,20

R$ 2,21

R$ 2,23

R$ 2,20

3) Em uma sequência de 8 jogos amistosos, o time A obteve os seguintes resultados:

4x2, 3x0, 4x2, 0x1, 2x2, 3x0, 4x4, 2x0. Qual a média de gols marcados pelo time A nesses jogos amistosos? E a média de gols sofridos?

Erros absoluto, relativo e percentual

Erro absoluto:

Diferença entre o valor exato de um número x e seu valor aproximado ̅obtido a partir de um procedimento numérico

= − ̅

Em geral apenas x é conhecido, e o que se faz é assumir um limitante superior ou uma estimativa para o módulo do erro absoluto.

Exemplo:

a) Sabendo-se que π = (3,14; 3,15) tomaremos para π um valor dentro deste

intervalo e teremos, então um erro absoluto iguala?

b) Seja x representado por ̅= 2112,9 de forma que | |< 0,1 ,podemos dizer que

os valores possíveis para x serão.

Temos que os valores para os respectivos erros absolutos nas letras a e b foram próximos. Podemos afirmar que os valores de x e y foram representados com a mesma

precisão? O erro absoluto não é suficiente para descrever a precisão de um cálculo. Daí

a maior utilização do conceito de erro relativo.

Erro relativo:

Como dependendo das grandezas envolvidas o erro absoluto pode não ser muito significativo, portanto empregamos o erro relativo que é o erro absoluto dividido pelo valor aproximado.

=

̅

− ̅

̅

=

Erro percentual:

Calcular o erro relativo percentual permite que você compare uma estimativa com um valor exato. Ele lhe dá a diferença entre os valores aproximado e exato como uma porcentagem do valor exato, ajudando a descobrir o quão perto seu palpite ou estimativa estava do valor real. Se deseja saber como calculá-lo, tudo que precisa saber são os valores aproximado e exato. É o erro relativo em termos percentuais, ou seja:

= . %

c) Em um experimento de aceleração obtivemos um valor para a aceleração da gravidade igual
c)
Em um experimento de aceleração obtivemos um valor para a aceleração da
gravidade igual a g= 9,81 m/s 2 , observando a tabela abaixo identifique o valor
referente para Campina Grande e calcule o valor do erro absoluto e do erro
relativo
d)
Seja x representado por ̅= 2112,9 de forma que | |< 0,1 . Determine x, E rx e
E
px .
e)
Seja y representado por ̅= 5,3 de forma que | |< 0,2. Determine x, E rx e E px .
f)
Suponha que tenhamos um valor aproximado de 0.00004 para um valor exato de
0.00005. Calcular os erros absoluto, relativo e percentual para este caso.
g)
Suponha que tenhamos um valor aproximado de 100000 para um valor exato de
101000. Calcular os erros absoluto, relativo e percentual para este caso

h) Considerando os dois casos acima, onde se obteve uma aproximação com maior precisão? Justifique sua resposta.

Variância e desvio padrão

Variância e desvio padrão são medidas de dispersão que indicam a regularidade de um conjunto de dados em função da média aritmética.

= √

=1

( − ̅) 2

Onde:

̅=média aritmética da série

n= tamanho da população

xi=dado da série

σ=variância

(xi x)= dispersão de cada um dos dados da série em relação à média

 

JOÃO

MARIA

FÍSICA

7

7,5

QUÍMICA

10

6

MATAMÁTICA

6

7

HISTÓRIA

8

6,5

GEOGRAFIA

4

8

1°Passo: Calcular a média aritmética

João = 7

Maria 7

2°Passo: Fazer a diferença entre o “dado da série” e a média aritmética; e elevar ao quadrado

 

JOÃO

− ̅

( − ̅) 2

FÍSICA

7

0

0

QUÍMICA

10

3

9

MATAMÁTICA

6

-1

1

HISTÓRIA

8

1

1

GEOGRAFIA

4

-3

9

3°Passo: Fazer uma média dos valores encontrados no PASSO2

= 4

(Variância)

0 + 9 + 1 + 1 + 9

=

5

Desvio Padrão:

Mostra o quanto os valores “se afastaram” da sua média aritmética. Na prática, o desvio padrão indica qual é o “erro” se quiséssemos substituir um dos valores coletados pelo valor da média

=

= 2

Exercícios

1) Determine a variância e o desvio padrão de Maria, e analise o resultado comparando-o com o de José. 2) Determine o desvio padrão de cada um dos funcionários abaixo

o desvio padrão de cada um dos funcionários abaixo Gráficos Nas atividades experimentais, muitas vezes,

Gráficos

Nas atividades experimentais, muitas vezes, objetiva-se estudar a maneira como uma propriedade, ou quantidade, varia com relação a uma outra quantidade, por exemplo:

“De que modo o comprimento de um pêndulo afeta o seu período? ”

Ou ainda:

“Como se comporta a força de atrito entre duas superfícies relativamente à força normal exercida por uma superfície sobre a outra? ”

Tais questões podem ser estudadas e mais bem respondidas, muitas vezes, através de métodos gráficos evidenciando, dessa forma, a dependência de uma

grandeza em relação à outra. Apresentaremos os principais partes, bem como técnicas para a sua confecção.

Em um gráfico, em geral, temos:

1. O título, com uma breve descrição do que trata o gráfico (nos livros e revistas ele

aparece na legenda da figura).

2. Os eixos, que devem ser identificados com a abreviação da grandeza representada,

bem como sua unidade e, se for necessário, a potência de 10 pela qual devemos multiplicar os valores deste eixo.

3. As escalas, que devem ser marcadas na folha de gráfico a intervalos iguais e com

número de algarismos significativos obtidos no processo de medida. Preferencialmente usa-se múltiplos para construir escalas.

4. Como as medidas foram feitas para uma mola determinada, é interessante colocar

também as suas características.

5. É importante saber a convenção das abreviaturas usadas nos eixos dos gráficos.

6. Os pontos experimentais podem ser marcados com um ponto centrado em um símbolo (Um círculo, por exemplo).

7. Quando passar uma reta por pontos experimentais, faça-o de tal modo que passe pela

maioria dos pontos. Se não for possível, faça com que de cada lado da reta exista praticamente o mesmo número de pontos e o mais próximo possível. No caso de ter um ponto muito fora da reta, repita a medida ou então despreze este ponto ao traçar a reta (mas indique-o no gráfico).

ponto muito fora da reta, repita a medida ou então despreze este ponto ao traçar a

Os itens 1, 4 e 5 podem aparecer também sob a forma de legenda da figura.

Exemplos

Um gráfico bem feito é talvez a melhor forma de apresentar os dados experimentais. Tem muitos parâmetros que devem ser escolhidos criteriosamente como a função a ser representada, as escalas dos eixos, o tamanho, o símbolo para os pontos experimentais, etc. A função que você vai representar depende do tipo de informação que você quer transmitir e como se encaixa esta informação no argumento que você está seguindo para demonstrar algo. Por exemplo, se seus dados descrevem o movimento de queda livre de uma partícula, você pode representar x(t) se quer mostrar visualmente que o movimento é parabólico, mas se quiser determinar a aceleração da gravidade é mais conveniente representar x(t 2 ) já que aceleração pode ser extraída da inclinação desta reta. O guia para as outras escolhas deve ser sempre o conceito de que um gráfico é uma ajuda visual para a sua argumentação e para que o leitor entenda rapidamente as evidências experimentais. Os gráficos são figuras e você deve escolher o tamanho das figuras de modo que caibam na folha de papel do seu texto (seja este no seu caderno de laboratório, relatório ou artigo), ocupando não mais que a metade da folha. Isto não é um critério estético, é um critério de eficácia da apresentação baseada no fato de que dificilmente alguém consegue focalizar os olhos numa área maior a uns 30 cm dos seus olhos.

baseada no fato de que dificilmente alguém consegue focalizar os olhos numa área maior a uns

A Figura acima mostra um gráfico eficiente para mostrar que, dentro do erro experimental, os dados seguem um determinado modelo teórico.

os dados seguem um determinado modelo teórico. Os mesmos dados experimentais da inicial estão

Os mesmos dados experimentais da inicial estão representados novamente nos quatro gráficos acima para ilustrar defeitos típicos de alunos inexperientes. O tamanho dos pontos deve ser tal que cada ponto seja bem visível; nem muito pequeno como no gráfico 1 nem exagerado como no gráfico 2, onde o tamanho do símbolo é maior que a barra de erro para a maioria dos pontos. No gráfico 2, os números das escalas são difíceis de ler. No gráfico 3 as escalas foram mal escolhidas, desaproveitando a área; o fator 1/70 e os números das marcas da escala horizontal dificultam a leitura. No gráfico 4 a escala horizontal não deve ser indicada com os valores individuais dos pontos.

Ajuste linear simples

Muitas vezes sabemos que uma grandeza se comporta linearmente com relação `a (pequenas) variações em outra grandeza. Esta é, por exemplo, a relação que existe entre a distância percorrida e o tempo, para um móvel em MRU. Em outras palavras:

∆ ∝ ∆

Assim, se determinamos experimentalmente vários ∆′, podemos, em princípio, obter a constante de proporcionalidade na equação acima. Esta constante, como sabemos, chama-se velocidade

∆ = . ∆

A questão que podemos nos colocar é a seguinte: Suponha que tenhamos realizado o experimento e tenhamos obtido o seguinte gráfico de espaço percorrido versus intervalo de tempo (ver Figura 1). Note que os pontos devem representar uma reta, pois sabemos que o fenômeno se comporta linearmente. Mas eles não estão absolutamente alinhados! O que fazer nestes casos?

7 6 5 4 3 2 1 0 0 50 100 150 200 250 300
7
6
5
4
3
2
1
0
0
50
100
150
200
250
300
350
400
450

Figura 1

O método dos mínimos quadrados

Nestes casos, utilizamos o conceito de regressão linear, que permite-nos obter o melhor ajuste possível aos dados experimentais. Como aqui, neste caso em particular, estamos interessados no ajuste de uma reta, vamos, então, empregar o ajuste linear simples. Ou seja, supondo que:

Teremos:

= +

= ∑ 2 − ∑ 2 − (∑ )

2

= ∑ − ∑ 2 − (∑ ) 2

Estas equações são uma consequência do método dos mínimos quadrados, ver, Vuolo (1996). Nestas equações, os símbolos têm seus significados usuais: N é o número

de pontos, xi

é a coordenada x para cada ponto i (no nosso caso aqui, as posições) e yi

a coordenada y para os pontos xi (no nosso caso, os instantes de tempo).

E como resultado teremos: 8 7 6 5 4 3 2 1 0 0 50
E como resultado teremos:
8
7
6
5
4
3
2
1
0
0
50
100
150
200
250
300
350
400
450

Modelo De Relatório

RELATÓRIO EXPERIMENTAL

Título do experimento: Subtítulo do experimento.

Nome do Estudante (Número da matrícula IFPB). Nome do Professor (Turma X)

Resumo: O resumo deve ser extremamente conciso, mas conter todas as informações mais relevantes do relatório. Ele deve ser escrito em um único parágrafo contendo de 8 a 12 linhas. Deve informar: (1) A que fenômeno/ experimento se refere o relatório; (2) Qual é o objetivo do experimento realizado; (3) Quais foram os pressupostos adotados na análise dos dados; (4) Que conclusões se obtêm da análise? Importante: a conclusão deve sempre responder aos objetivos.

Introdução

Na introdução do relatório, deve ser declarado qual é o fenômeno abordado e quais são os objetivos experimentais pretendidos (observe que essas informações já foram dadas no resumo, mas é normal repeti-las de maneira mais detalhada na introdução).

Apresente também os pressupostos teóricos necessários para compreender o experimento e a análise dos dados (por exemplo, se o experimento trata do teorema trabalho-energia cinética, discuta esse teorema nesta seção). Enfim, TODAS as equações e conceitos-chave utilizados neste relatório devem ser devidamente apresentados nesta seção.

Não “enrole” na introdução. Aproveite o espaço disponível para apresentar a maior quantidade de informação relevante da maneira mais clara possível (mostrando que você domina o assunto). Utilize figuras e equações sempre que necessário. A introdução deve apresentar entre ½ página e 1 página inteira.

Materiais Utilizados

Faça uma lista de TODOS os materiais utilizados e suas quantidades. No caso dos instrumentos de medida, determine o limite de precisão da leitura (muito importante!), o fabricante e o modelo. Não invente informações. Elas devem ter sido registradas no caderno de laboratório durante a realização do experimento!

Procedimentos

Nesta seção, descreva, passo a passo, o processo de coleta de dados. Seja claro

e conciso sem omitir informações importantes. Coloque sempre uma figura representando a montagem experimental. Todas as figuras devem ser numeradas e conter legendas explicativas.

Dados Experimentais

Em uma tabela (ou mais de uma, conforme o caso) reporte os dados experimentais tais como foram obtidos. As tabelas devem ser numeradas e identificadas com título. Devem conter o nome das grandezas envolvidas e as unidades. Os valores devem ser declarados na tabela respeitando as regras dos algarismos significativos conforme o caso.

Análise dos Dados

De acordo com a atividade, será necessário fazer cálculos, produzir novas tabelas

ou elaborar gráficos para extrair informação dos dados. Apresente sua análise nesta

seção. Os gráficos devem estar devidamente identificados. As equações utilizadas devem estar bem apresentadas (aprenda a utilizar o editor de equações do seu editor de texto!).

Conclusão

Declare a conclusão do experimento. Sua conclusão deve ter duas características principais: (1) Ela deve ser uma resposta aos objetivos do experimento; (2) Ela deve ser fundamentada nos dados experimentais.

Referências

Todos os livros, textos de apoio, artigos e sites que forem consultados para elaborar o relatório devem ser listados nesta seção. Atenção: Não insira referências que não foram consultadas.

A seguir, são dados exemplos de referências. Substitua em cada exemplo as informações das referências desejadas conforme for o caso.

LIVROS

HALLIDAY, D.; WALKER, J.; RESNICK, R. Fundamentos de física 1: Mecânica. 8.ed. Rio de Janeiro, RJ: LTC, 2009. 368 p.

NUSSENZVEIG, H.M. Curso de física básica: Mecânica. 4.ed. São Paulo, SP: Edgard Blücher, 2002. 328 p.

VUOLO, J.H. Fundamentos da teoria de erros. 1 ed. São Paulo, SP: Edgard Blücher, 1992. 225 p.

CAPÍTULOS DE LIVROS

VEIT, E.A.; MORS, P.M. As leis de Newton para o movimento. In:

Universitária: Mecânica. 1. ed. Belo Horizonte, MG: Editora UFMG, 2010. 255 p.

Física Geral

ARTIGO PUBLICADO EM PERIÓDICO

SILVEIRA, F.L. Determinando a aceleração gravitacional. Revista de Enseñanza de la Fisica, Córdoba, v. 10, n. 2, p. 29-35, 1995.

TEXTOS DE APOIO DA DISCIPLINA

LIMA JUNIOR, P.; SILVA, M.T.X. O que é o valor verdadeiro de uma grandeza experimental? Série textos de apoio para Física Experimental I. Porto Alegre, RS:

Instituto de Física UFRGS, 2010. 2 p. Disponível em <www.if.ufrgs.br/fis1258/>. Acesso em 17 ago. 2010.

LIMA JUNIOR, P.; SILVA, M.T.X. Os algarismos significativos. Série textos de apoio para Física Experimental I. Porto Alegre, RS: Instituto de Física UFRGS, 2010. 3 p. Disponível em <www.if.ufrgs.br/fis1258/>. Acesso em 15 ago. 2010.