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Uso dos geossintéticos em obras geotécnicas

Os geossintéicos são produtos polimérico (sintético ou natural), industrializado, desenvolvido para aplicação em obras geotécnicas, desempenhando uma ou mais funções, entre as quais destacam-se: reforço, filtração, drenagem, separação, impermeabilização e controle de erosão superficial (VERTEMATTI, 2004).

Os geossintéticos são constituídos essencialmente de polímeros em menor escala, por aditivos. Os aditivos têm função de introduzir melhorias no processo de fabricação ou modificar aspectos do comportamento de engenharia do polímero básico. Os polímeros mais empregados nos geossintético são poliéster, polipropileno e o polietileno. (VERTEMATTI, 2004). Podemos observar que o uso de geossintéticos em obras geotecnicas vem crescendo nos últimos anos, por diversos motivos como:

• velocidade de execução; • materiais com facilidade de instalação; • não precisar de mão de obra especializada; • controle de qualidade; • redução de custos; • possibilidade de substituir materiais de construção tradicionais como solo, areia, brita, reduzindo o volume de material de área de empréstimo.

Pode-se observar na tabela 2.1 as vantagem e desvantagens dos principais polímeros utilizados nos geossintéticos, segundo SIEIRA et al. (2003).

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Tabela 2.1 - Vantagens e Desvantagens dos principais polímeros SIEIRA et al.

(2003).

Uso dos geossintéticos em obras geotécnicas Os geossintéicos são produtos polimérico (sintético ou natural), industrializado, desenvolvido

Estrutura de contenção em solo reforçado com geossintéticos

Conceito da técnica

O conceito de solo reforçado consiste em uma técnica onde é introduzido na massa de solo compactado um elemento resistente à tração, que aumenta a resistência e diminui a deformação do maciço. Estes elementos resistentes à tração podem ser: materiais naturais ou sintéticos. A partir da técnica de terra armada patenteada pelo francês Henry Vidal, na década de 60, após estudos e desenvolvimento de novos materiais para servir como reforço, foi criado o reforço metálico (barras de aço) para ser utilizado em obras de contenção. Após anos surgiram reforços constituídos por materiais poliméricos. A introdução de elementos resistentes num maciço terroso, não conduz, em geral, a um melhoramento das características próprias do solo, mas sim a um melhoramento do comportamento mecânico global da estrutura, mediante a transferência de esforços do solo para o elemento de reforço (BORGES, 1995).

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Uma estrutura de solo reforçado com geossintético é classificada como um muro de peso ou gravidade, em que o peso do solo utilizado no aterro contribui para estabilizar o maciço garantindo a estabilidade externa. O material sintético é utilizado como reforço, de forma a garantir a estabilidade interna do aterro e para restringir deformações na estrutura, já que o solo não possui propriedades geomecânicas para tal. Os geossintéticos utilizados como elemento de reforço possuem elevada resistência à tração. A união deste elemento ao solo garante transmissão de esforços de tração, funcionando como uma armação para o solo. Desta forma os movimentos laterais são limitados pela rigidez do reforço. De acordo com PALMEIRA et al. (1993) apud OBANDO, (2012) o conjunto, solo mais reforço, apresenta material menos deformável e mais resistente que o solo natural, melhorando a resistência e reduzindo as deformações de obras como taludes íngremes, estruturas de contenção, etc. De acordo com SIEIRA et al. (2003), com a utilização de reforço, podem ser empregados solos locais, de qualidade inferior, que seriam menos adequadas para uma estrutura de contenção convencional. Desta forma, não há necessidade de transportar solos mais adequados para o local da obra, que as vezes, estão localizadas a grandes distâncias o que pode tornar a alternativa economicamente atraente. De acordo com AGUIAR et al. (2004), apud OBANDO, (2012), “os geossintéticos comumente especificados para atuar como reforço de estruturas geotécnicas são os geotêxteis tecidos e não tecidos, as geogrelhas, as geotiras e os geocompostos”.

De acordo com VERTEMATTI et al. (2004), os requisitos básicos que devem ser atendidos, para que um determinado geossintético possa ser utilizado como elemento de reforço em uma obra geotécnica são:

· Resistência à tração, T (kN/m); · Módulo de rigidez à tração, J (kN/m); · Elongação sob tração, e (%); · Taxa de deformação, e´ (%/s); 16 · Comportamento em fluência; · Resistência a esforços de instalação; · Resistência à degradação ambiental; · Interação mecânica com solo envolvente; · Fatores de redução; · Durabilidade compatível com a vida útil da obra. A estrutura de contenção de solo reforçado pode conter ou não um paramento em sua face, para evitar erosão superficial e proteger os geossintéticos contra as intempéries e vandalismos. O paramento também poderá conferir à estrutura uma aparência com melhor estética no acabamento. Não é um elemento estrutural, portanto, não é considerado no dimensionamento, por isso pode ser dispensado na estrutura.

O paramento pode ser executado com os seguintes materiais:

· Blocos pré-fabricados; · Painéis pré-moldados; · Bloco de rocha; · Argamassa projetada; · Malha de aço; · Vegetação.

Neste trabalho trataremos dos seguintes tipos de geossinteticos com a função de reforço: geotêxtil (tecido) e geogrelha. A seguir são apresentadas as definições de geotêxtil e geogrelha segundo a NBR 12553:2003.

• Geotêxtil – Produto têxtil bidimensional permeável, composto de fibras cortadas, filamentos contínuos, monofilamentos, laminetes ou fios, formando estruturas tecidas, não-tecidas ou tricotadas, cujas propriedades mecânicas e hidráulicas permitem que desempenhe várias funções numa obra geotécnica.

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• Geotêxtil tecido – Produto oriundo do entrelaçamento de fios, monofilamentos ou laminetes (fitas), segundo direções preferenciais de fabricação denominadas trama (sentido transversal) e urdume (sentido longitudinal).

•Geotêxtil Não tecido – Produto composto por fibras cortadas ou filamentos contínuos, distribuídos aleatoriamente, os quais são interligados por processos mecânicos, térmicos ou químicos.

• Geogrelha – Produto com estrutura em forma de grelha, com função predominante de reforço, cujas aberturas permitem a interação do meio em que estão confinadas, constituído por elementos resistentes à tração, sendo considerado unidirecional quando apresenta elevada resistência à tração apenas em uma direção e bidirecional quando apresenta elevada resistência à tração nas duas direções principais (ortogonais). Em função do processo de fabricação, as geogrelhas podem ser extrudadas, soldadas ou tecidas. De forma a indicar a visibilidade do uso da técnica da estrutura de contenção em solo reforçado, KOERNER et al. (1998), fez uma comparação de custo desta com outras opções conforme figura 2.7.

•Geotêxtil Não tecido – Produto composto por fibras cortadas ou filamentos contínuos, distribuídos aleatoriamente, os quais

Figura 2.7 - Valores de varias categorias de muro de contenção (KOERNER,

1998).

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Observa-se segundo a figura 2.7 que as estruturas reforçadas com geossinteticos são as que possuem menor custo/m² entre os outros tipos de estruturas não variando significativamente com a altura.