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PETROFÍSICA EXPERIMENTAL Prof. Marco Ceia Propriedades Acústicas Grupo 3: Flávio Rodrigues de Sousa Maximiano Kanda
PETROFÍSICA EXPERIMENTAL Prof. Marco Ceia Propriedades Acústicas Grupo 3: Flávio Rodrigues de Sousa Maximiano Kanda

PETROFÍSICA EXPERIMENTAL

Prof. Marco Ceia

Propriedades Acústicas

Grupo 3:

Flávio Rodrigues de Sousa Maximiano Kanda Ferraz Renan Marcos de Lima Filho Roger Rangel da Cunha

Macaé

2013

Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro 2

Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro

2

Sumário

1.

OBJETIVOS

3

2.

TEORIA

4

2.1.

APLICAÇÃO NA INDÚSTRIA DO PETRÓLEO

5

3.

PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL

6

3.1. MATERIAIS E EQUIPAMENTOS

6

3.2. PROCEDIMENTOS

6

4.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

7

5.

CONCLUSÃO

11

5.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

12

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Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro

3

1.

OBJETIVOS

Medir a velocidade de propagação de ondas ultra-sônicas em amostras de arenitos secas;

Determinar os módulos elásticos das rochas analisadas;

Calcular os valores teóricos descritos pela Equação de Gardner, e assumindo-os como os valores esperados, calcular o desvio padrão das velocidades medidas;

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4

2.

TEORIA

As velocidades de propagação de ondas variam em cada meio que atravessam, seguindo leis físicas definidas e podendo ser analisadas qualitativa e quantitativamente. O tipo de onda ‘utilizada’ no experimento, a onda acústica (ou sônica) se caracteriza por ser uma onda mecânica. Diferente de ondas eletromagnéticas, as ondas mecânicas necessitam de um meio de propagação (não se propagam no vácuo), e possuem velocidades menores e mais facilmente mensuráveis. Ao se determinar tais velocidades, é possível extrair informações valiosas sobre as propriedades da amostra de rocha a ser analisada. Essa velocidade depende da densidade (consequentemente, do volume e da massa do objeto a ser atravessado) do material. Em materiais mais densos, as ondas mecânicas se propagam com maior velocidade do que em materiais de menor densidade, como por exemplo, em formações porosas. As frentes de uma onda acústica são classificadas pela forma como elas se movem em relação ao movimento das partículas. Existem dois tipos de frentes de onda: a compressional e a de cisalhamento. Ondas de compressão também são conhecidas como ondas P. Esta frente de onda se move na direção do deslocamento das partículas. Ondas transversais ou de cisalhamento são também conhecidas como ondas S. Essas frentes de onda movem-se em direção perpendicular à direção de deslocamento da partícula e são mais lentas que as ondas compressionais. Ondas de cisalhamento só se propagam em meios que possuem propriedades elásticas tais como sólidos ou fluidos altamente viscosos, não se propagando em água.

ou fluidos altamente viscosos, não se propagando em água. Figura 2.1 – Modos de propagação de

Figura 2.1 Modos de propagação de ondas: em repouso, P e S

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Utilizando as velocidades de propagação das ondas P e S em um determinado meio de densidade definida, pode-se determinar os valores dos módulos elásticos deste meio. Neste trabalho determinaremos o Módulo de Young ou Módulo de Elasticidade (Y ou E) que é uma grandeza proporcional à rigidez de um material quando este é submetido a uma tensão externa de tração ou compressão. O Módulo de Cisalhamento ou Módulo de Rigidez (G) é definido como a razão entre a tensão cisalhante aplicada e a deformação elástica sofrida pelo corpo. A Razão de Poisson ( v ) mede a deformação transversal de um material homogêneo e isotrópico, ou seja, é a relação estabelecida entre as deformações ortogonais, não entre tensão e deformação. O módulo de compressão (K) define-se como sendo a variação infinitesimal do volume por unidade de variação de pressão, simplificando, é a propriedade que a matéria apresenta quando sofre ação de forças adequadamente distribuídas, tendo seu volume diminuído.

2.1. APLICAÇÃO NA INDÚSTRIA DO PETRÓLEO

As propriedades acústicas de rochas fornecem informações valiosas para a indústria do

petróleo.

A teoria de propagação e medição de ondas acústicas está intimamente ligada à

sísmica. A sísmica é um método geofísico de obtenção de dados da subsuperfície terrestre, de forma a auxiliar na identificação de potenciais campos produtores de hidrocarbonetos. Tais dados são obtidos a partir da medição do tempo de trânsito da onda: originando da fonte, sua reflexão na interface, até seu retorno para o receptor/medidor. Outra aplicação das ondas acústicas é na área de perfilagem, investigando propriedades das formações atravessadas pelo poço exploratório. A medição é feita através de uma ferramenta descida pelo poço. A mesma é formada basicamente por um transmissor e um receptor que medem o tempo de propagação de uma onda acústica na parede do poço, obtendo assim propriedades das rochas que se encontram em sub superfície. Neste experimento, mostraremos mais um uso das ondas acústicas. Através de amostras retiradas durante a perfuração de poços, e o uso de, analisaremos: tempo/velocidade de propagação; estimaremos a porosidade e propriedade mecânicas da rocha. Todas essas propriedades são importantes para definir as melhores ferramentas de perfuração, estimar o tamanho e viabilidade econômica de um reservatório, prever o comportamento do mesmo durante a produção, entre outras informações importantes para a exploração e para a produção de petróleo.

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3. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL

3.1. MATERIAIS E EQUIPAMENTOS

- Amostra de arenito Berea (PE-01);

- Amostra de arenito sintético (AT-12);

- Amostra de alumínio;

- Paquímetro digital;

- Balança de precisão;

- Luvas de borracha (para manuseio das amostras);

- Sistema de deformação e física de rocha;

- Gel acoplador e folhas de chumbo “lead foil”;

3.2. PROCEDIMENTOS

I. Medir o comprimento da amostra;

II. Medir a massa da amostra;

III. Configurar o equipamento (unidades, modo de operação, etc.)

IV. Usar as folhas de chumbo “lead foil” V. Medir o “tempo zero”, colocando os transdutores em contato direto com o uso do

gel acoplador;

VI. Medir os tempos de trânsito em cada uma das amostras;

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4. RESULTADOS E DISCUSSÃO

Foram medidos o diâmetro e a altura em 3 partes diferentes de cada amostra, para ser feita a média dos valores obtidos e assim ter um valor mais preciso dessas dimensões. Para a realização destas medidas foi utilizado um paquímetro digital. Os resultados obtidos são apresentados na tabela 4.1.

Tabela 4.1 Dimensões das amostras

   

Diâmetro (mm)

 

Altura (mm)

Amostras

Base

Meio

Topo

Base

Meio

Topo

AT-12

38,43 ±0,01

38,57 ±0,01

38,59 ±0,01

59,61 ±0,01

59,65 ±0,01

59,62 ±0,01

Berea

37,86 ±0,01

37,87 ±0,01

37,85 ±0,01

46,93 ±0,01

46,83 ±0,01

46,73 ±0,01

Alumínio

38,13 ±0,01

38,12 ±0,01

38,17 ±0,01

50,01 ±0,01

50,04 ±0,01

50,04 ±0,01

Tabela 4.2 Média das dimensões das amostras

Amostras

Diâmetro médio (mm)

Altura média (mm)

Massa (g)

AT-12

38,53±0,02

59,63±0,02

143,2014 ±0,0001

Berea

37,86±0,02

46,83±0,02

114,4154 ±0,0001

Alumínio

38,14±0,02

50,03±0,02

159,9168 ±0,0001

A partir das dimensões das amostras foi possível medir cada um de seus volumes (Equação 1). Com os valores do volume e da massa, calculou-se a densidade de cada amostra (Equação 2), para então obter um valor empírico da velocidade da onda P através da Equação de Gardner (Equação 3).

V cilindro = 4 * π * r 3 / 3

(1)

ρ b = massa / volume

(2)

V P = ( ρ b / 1,66 ) 1 / 0,261

(3)

Substituindo os valores da tabela 4.2 nas equações acima obtém-se os seguintes resultados.

Tabela 4.3 Volume, densidade e velocidade da onda P

Amostras

Volume

Densidade Total (bulk) (g/cm³)

Velocidade da onda P (Eq. De Gardner) (Km/s)

(cm³)

AT-12

69,53±0,06

2,06 ± 0,02

2,29 ±0,04

Berea

52,72±0,05

2,17 ± 0,02

2,79 ±0,05

Alumínio

57,16±0,05

2,80 ± 0,02

7,41 ±0,10

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Utilizando o aparelho gerador de ondas sônicas, foi calculado experimentalmente os valores de tempo de trânsito das ondas compressionais (Figura 4.1) e cisalhantes (Figuras 4.2). Conforme observado pelos seguintes gráficos.

(Figuras 4.2). Conforme observado pelos seguintes gráficos. Figura 4.1 – Representação do tempo de trânsito da

Figura 4.1 Representação do tempo de trânsito da onda compressional (P) para amostra

AT-12

de trânsito da onda compressional (P) para amostra AT-12 Figura 4.2 - Representação do tempo de

Figura 4.2 - Representação do tempo de trânsito da onda cisalhante (S 1 ) para amostra AT-12

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A partir da análise do gráfico de cada amostra podemos determinar os respectivos tempos de trânsito. Foi necessário medir o tempo zero do equipamento, que consiste em determinar o tempo necessário para cada onda atravessar o espaço entre a fonte e o receptor sem nenhuma amostra estar sendo analisada. Os valores obtidos estão contidos na tabela 4.4.

Tabela 4.4 Tempo de trânsito das ondas P, S 1 e S 2

Amostra

T P (µs)

T S1 (µs)

T S2 (µs)

AT-12

31,8 ± 0,01

60,0 ± 0,01

60,8 ± 0,01

Alumínio

15,54 ± 0,01

29,04 ± 0,01

29,93 ± 0,01

Tempo zero

7,69 ± 0,01

12,94 ± 0,01

13,74 ± 0,01

De posse dos tempos de trânsito podemos calcular as velocidades das ondas cisalhantes (S 1 e S 2 ) e compressionais (P) utilizando as equações 4,5 e 6.

V p = L / T p

(4)

V s1 = L / T s1

(5)

V s2 = L / T s2

(6)

Fazendo os cálculos necessários obtemos os valores das velocidades que estão dispostos na tabela 4.5.

Tabela 4.5 Velocidade das ondas P, S 1 e S 2

Amostra

V P (m/s)

V s1 (m/s)

V s2 (m/s)

AT-12

2473,25 ± 2,21

1267,11 ± 0,69

1267,11 ± 0,69

Alumínio

6373,25 ± 16,44

3107,45 ± 4,06

3090,18 ± 4,01

Com todos os dados obtidos foi calculado os módulos elásticos da amostra AT-12 e do alumínio utilizando as seguintes equações:

E

b

S 2

V

(3

V V

P 2

4

S 2

)

(

V V

P 2

S 2

)

2

G V

b

S

4

K V V

b

3

(

P 2

S 2

v

(

V V

P 2

2

S 2

)

2(

V V

P 2

S 2

)

)

(7)

(8)

(9)

(10)

Onde E representa o módulo de Young, G o módulo de Rigidez, K o módulo de compressão e v a Razão de Poisson. A Tabela 4.6 mostra os valores dos módulos obtidos para cada amostra.

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Tabela 4.6a Módulos elásticos das amostras

Amostra

E

1

E

2

 

G

1

 

G

2

(g/cm 3

.Km/s)

(g/cm 3 .Km/s)

(g/cm 3 .Km/s)

(g/cm 3 .Km/s)

AT-12

8,7437448

8,7437448

 

3,30689534

 

3,30689534

Alumínio

72,66147615

71,987438

 

27,0296572

 

26,73468

Tabela 4.6b Módulos elásticos das amostras (continuação)

 

Amostra

 

K

1

 

K

2

 

v

1

 

v

2

(g/cm 3 .Km 2 /s 2 )

(g/cm 3 .Km 2 /s 2 )

   

AT-12

 

8.189207953

8.189207953

 

0,322047405

0,322047405

Alumínio

 

77,68281827

78,0761212

 

0,344106505

0,346330654

Utiliza-se a Tabela 4.7 para verificar precisão dos valores obtidos experimentalmente.

Tabela 4.7 Módulos elásticos característicos para o alumínio

Amostra

E

G

K

v

(g/cm 3 .Km/s)

(g/cm 3 .Km/s)

(g/cm 3 .Km 2 /s 2 )

Alumínio

69-76

25,5

75

0,33

Para efeito de comparação, a Tabela 4.7 mostra os valores de V p calculados tanto empírica (Equação de Gardner) quanto experimentalmente.

Tabela 4.7 V P obtido através da equação de Gardner e medido experimentalmente

Amostra

V p eq. de Gardner (Km/s)

V p experimental

Desvio Padrão

AT-12

2,29 ±0,04

2,473 ± 0,002

0,016745

Alumínio

7,41 ±0,10

6,373 ± 0,002

0,537685

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5.

CONCLUSÃO

O experimento de petrofísica relatado teve como objetivo principal a determinação da

velocidade de ondas acústicas nas amostras de rochas também descritas. Como qualquer experimento, está sujeito a erros de medição, erros inerentes dos equipamentos e até mesmo

erros humanos. Contudo, obtiveram-se resultados satisfatórios e condizentes com a literatura e teoria apresentada.

A tabela 4.5 mostrou que na amostra menos porosa e mais densa (a de alumínio), a

velocidade da onda é maior, de acordo com a teoria apresentada na seção 2. Como pode ser observado na análise da Tabela 4.7, os valores das velocidades da onda P obtidos tanto experimentalmente quanto pela equação de Gardner para amostra AT-12 e a de Alumínio são bem próximos (apresentando pequeno desvio padrão entre eles). Isso mostra que o experimento teve um resultado satisfatório quanto à determinação da velocidade da

onda P.

Comparando os valores presentes nas tabelas 4.6 e 4.7 para a amostra de alumínio, pode-se constatar a precisão do experimento na obtenção dos valores dos módulos elásticos em relação à literatura. Podemos inferir que as demais medidas também apresentam a mesma confiabilidade.

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6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

[1] Vieira, T. S. Imageamento Acústico. LENEP/UENF 2011