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Resumão – Perito

Conteúdo
Conteúdo........................................................................................................1

1 - QUÍMICA ANALÍTICA...................................................................................2

1.1. Preparo de soluções...............................................................................2

1.2. Titulometria............................................................................................2

1.3. Complexometria.....................................................................................2

1.4. Espectroscopia de absorção na região do ultravioleta, visível e


infravermelho.................................................................................................4

1.5. Espectroscopia de absorção atômica.....................................................6

1.6. Espectrometria de massa.......................................................................7

1.7. Processos de extração (Líquido-Líquido, Extração em Fase Sólida,


Extração de Voláteis por “Headspace”).........................................................8

1.8. Técnicas cromatográficas.......................................................................8

2 – BIOLÓGIA................................................................................................10

2.1. Biologia molecular.................................................................................10

2.1.1. Replicação.......................................................................................10

2.1.2. Mutação, recombinação e reparo do DNA.......................................12

2.1.3. Expressão gênica............................................................................15

2.2. Técnica de biologia molecular...............................................................15

2.2.1 Sequenciamento do DNA................................................................16

2.2.2. Técnica de PCR...............................................................................16

3 – NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL..............................................18

3.1. Sistemas Processuais............................................................................18

3.2. Investigação Criminal............................................................................19

3.3. Do Inquérito Policial...............................................................................19

3.4. Da Prova................................................................................................21

3.5. Do Juiz, do Ministério Público, do Acusado e seu Defensor, dos


Assistentes e Auxiliares da Justiça...............................................................21
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3.6. Processos dos crimes de responsabilidade dos funcionários públicos...23

4 – LEGISLAÇÃO EXTRAVAGANTE.................................................................24

4.1 10. Código de Trânsito Brasileiro (Lei n° 9.503/97)................................24

1 - QUÍMICA ANALÍTICA
1.1. Preparo de soluções
1.2. Titulometria
Titulação: É o método pelo qual se determina uma quantidade desconhecida
de uma substância particular, mediante a adição de um reativo-padrão que reage
com ela em proporção definida e conhecida.
Exemplo: Vejamos como é feita a titulação da solução de ac. Sulfúrico de
concentração X mol/L por meio de uma solução de hidróxido de sódio de
concentraçao 0,10 mol/L. 1. Por meio de uma pipeta ou de uma buretamedimos o
volume de 25,00mL da solução de ac. Sulfúrico e transferimos essa solução para
um erlenmeyer, adicionando algumas gotas de solução alcoólicas de fenolftaleína,
que ira atuar como indicador. A solução no erlenmeyer ficará incolor, pois a
fenolftaleína em meio ácido permanece incolor. 2. Colocamos a solução de
hidróxido de sódio de concentração 0.10 mol/L no interior de uma bureta e fazemos
o nível dessa solução coincidir com o zero da bureta. Agora, iniciamos a titulação
propriamente dita. Gotejamos a solução de hidróxido de sódio no interior do
erlenmeyer, sob agitação continua. À medida que a solução de hidróxido de sódio
vai sendo introduzida no frasco, a quantidade de ac. Sulfúrico no seu interior vai
diminuindo, porque há neutralização do ácido pela base. 3. Enquanto houver ac.
Sulfúrico no erlenmeyer, a solução no seu interior permanecerá incolor. Num dado
instante, ao cair uma gota de hidróxido de sódio no erlenmeyer , a solução ficará
avermelhada. Nesse instante fecha-se a torneira da bureta e esta terminada a
titulação. A última gota de NaOH que caiu contem excesso de NaOH, pois apareceu
a coloração avermelhada, porém esse excesso é desprezível. Qiando a solução
passa de incolor a avermelhada , significa que o ac. sulfúrico reagiu completamente
com o NaOH (fim da titulação) Volume de NaOH gasto na titulação: 22,50 mL.
Portanto, 25,00 mL de sol. De ac. Sulfúrico de concentração X mol/L exigiram na
titulação 22,50 mL de NaOH de concentração 0.10 mol/L

1.3. Complexometria
As titulações complexométricas baseiam-se na formação de um complexo
solúvel. São reações extremamente comuns, mas poucas satisfazem as condições
para serem usadas em química analítica: na sua maioria, os complexos não são
estáveis bastante para permitir uma titulação. Os complexos
que podem ser usados são quase sempre agentes quelatantes, sendo o reagente
mais comum o sal dissódico do ácido etilenodiaminotetracético (EDTA). Quase todos
os metais podem ser titulados pelo EDTA ou reagentes semelhantes, e essas
titulações representam um dos maiores desenvolvimentos da química analítica
clássica nos últimos anos.
A titulação de complexação, titulação complexométrica, complexometria,
compleximetria, ou ainda quelatometria, é uma técnica de análise volumétrica na
qual a formação de um complexo colorido entre o analito e o titulante é usado para
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indicar o ponto final da titulação. Titulações complexométricas são particularmente


úteis para a determinação de deferentes íons metálicos em solução. Um indicador
capaz de produzir uma ambígua mudança de cor é usualmente usado para detectar
o ponto final da titulação.
Qualquer reação de complexação pode em teoria ser usada como técnica
volumétrica desde que:
• a reação alcance o equilíbrio rapidamente a cada adição de titulante.
• situações de interferência não se manifeste, (tais como passos nos quais
a formação de vários complexos resultantes na presença de mais do que
um complexo em solução em concentração significativa durante o
processo de titulação).
• um indicador complexométrico capaz de apresentar o ponto de
equivalência com significativa precisão esteja disponível.
Na prática, o uso de EDTA como um titulante está bem estabelecido.

Titulação complexométrica com EDTA

Complexo metal-EDTA

EDTA, ácido etilenodiaminotetracético, tem quatro grupos carboxila e dois


grupos amina que podem atuar como doadores de pares de elétrons, ou bases de
Lewis. A habilidade do EDTA para potencialmente doar estes seis pares de elétrons
para a formação de ligações covalentes coordenadas a cátions metálicos faz do
EDTA um "ligante hexadentado". Entretanto, na prática o EDTA é usualmente
somente parcialmente ionizado, e então ele forma menos que seis ligações
covalentes coordenadas com cátions metálicos. O EDTA dissódico, comumente
usado na padronização de soluções aquosas de cátions metálicos de transição,
somente forma quatro ligações covalente a cátions metálicos em valores de pH
menores ou iguais a 12 como nesta faixa de valores de pH os grupos amina
mantem-se protonados e então inábeis para doar elétrons para a formação de
ligações covalentes coordenadas.
Em química analítica a abreviatura "Na2H2Y" é tipicamente usada para
designar EDTA dissódico. Esta abreviatura pode ser usada para denominar qualquer
espécie de EDTA. O "Y" representa a molécula de EDTA, e o "Hn" designa o número
de prótons ácidos ligados à molécula de EDTA.
EDTA forma um complexo octaédrico com a maioria do cátions metálicos 2+,
M2+, em solução aquosa. A principal razão pela qual o EDTA é usado tão
extensivamente em padronização de cátions metálicos é que a constante de
formação para muitos complexos de cátion metálico-EDTA é muito alta, mantendo
que o equilíbrio para a reação:
M2+ + H4Y → MH2Y + 2H+
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tenda para a direita.


Realizar a reação em uma solução tampão básica remove H+ assim que ele
é formado, o que favorece a formação de complexo EDTA-cátion metálico como
produto da reação. Para a maioria dos propósitos pode ser considerado que a
formação do complexo EDTA-cátion metálico chegará ao término, e isto é o
principal motivo pelo que EDTA é usado em titulações / padronização deste tipo.
Para conduzir titulações de cátion metálico usando EDTA é quase sempre
necessário usar um indicador complexométrico, usualmente um corante orgânico
tal como Preto sulfon rápido, Preto de eriocromo T, Vermelho de eriocromo B ou
Murexida, para determinar quando o ponto final tenha sido alcançado. Estes
corantes ligam-se aos cátions metálicos em solução e formam complexos coloridos.
Entretanto, desde que EDTA liga-se aos cátions metálicos muito mais fortemente
que o fazem tais corantes usados como um indicador, o EDTA irá substituir o
corante junto ao cátion metálico à medida que é adicionado à solução de analito.
Uma mudança de cor na solução sendo titulada indica que todo o corante tenha
sido substituido nos cátions metálicos em solução, e que o ponto final foi alcançado.

1.4. Espectroscopia de absorção na região do ultravioleta, visível e infravermelho


A espectrofotometria é o método de análises óptico mais usado nas
investigações biológicas e fisico-químicas. O espectrofotômetro é um instrumento
que permite comparar a radiação absorvida ou transmitida por uma solução que
contém uma quantidade desconhecida de soluto, e uma quantidade conhecida da
mesma substância.
Todas as substâncias podem absorver energia radiante, mesmo o vidro que
parece completamente transparente absorve comprimentos de ondas que
pertencem ao espectro visível. A água absorve fortemente na região do
infravermelho.
A absorção das radiações ultravioletas, visíveis e infravermelhas dependem
das estruturas das moléculas, e é característica para cada substância química.
Quando a luz atravessa uma substância, parte da energia é absorvida
(absorbância): a energia radiante não pode produzir nenhum efeito sem ser
absorvida.
A cor das substâncias se deve a absorção (transmitância) de certos
comprimentos de ondas da luz branca que incide sobre elas, deixando transmitir
aos nossos olhos apenas aqueles comprimentos de ondas não absorvidos.
Em Química e Física o termo espectroscopia é a designação para toda
técnica de levantamento de dados físico-químicos através da transmissão, absorção
ou reflexão da energia radiante incidente em uma amostra. Por extensão, o termo
espectroscopia ainda é usado na técnica de espectroscopia de massas, onde íons
moleculares monovalentes são defletidos por um campo magnético.
O resultado gráfico de uma técnica espectroscópica qualquer, a resposta
como uma função do comprimento de onda - ou mais comumente a frequência - é
chamado espectro. Sua impressão gráfica pode ser chamada espectrograma ou, por
comodidade, simplesmente espectro; ver também largura de linha espectral
Originalmente o termo espectropia designava o estudo da interação entre
radiação e matéria como uma função do comprimento de onda (λ). De fato,
historicamente, espectroscopia referia-se a ao uso de luz visível dispersa de acordo
com seu comprimento de onda, e.g. por um prisma.
Posteriormente o conceito foi expandido para compreender qualquer medida
de uma grandeza como função tanto de comprimento de onda ou frequência.
Assim, este termo também pode se referir a uma resposta a um campo alternado
ou freqüência variável (ν). Uma posterior extensão do escopo da definição
adicionou energia (E) como uma variável, dada quando obtido o relacionamento
muito próximo expresso por E = hν para fótons (h é a constante de Planck).
A espectroscopia no ultravioleta visível (UV/VIS) envolve a espectroscopia de
fótons (espectrofotometria). Ela utiliza luz na faixa do visível, do ultravioleta (UV)
próximo e do infravermelho próximo. Nessas faixas de energia as moléculas sofrem
transições eletrônicas moleculares.
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Lei de Beer-Lambert

O método utilizado para determinar de um modo quantitativo a


concentração de substâncias em solução que absorvem radiação, é usando a Lei de
Beer-Lambert:
,
onde A é a absorvância medida, I0 é a intensidade da luz incidente a um
dado comprimento de onda, I é a intensidade transmitida pela amostra, L é o
caminho óptico pela amostra (distância que a luz percorreu por ela), ε é uma
constante conhecida como absorbtividade molar (a qual varia de substância para
substância), e c é a concentração da substância em (mol/L).
A absorvância e ε às vezes são definidos em termos do logaritmo natural em
vez do logaritmo na base 10.
A concentração também pode ser dada em (g/L) onde em vez de ε e
utilizado a (absorbtividade), onde temos a relação entre ε e a dada pela formula:

onde MM é a massa molecular da substancia analisada

O instrumento usado na espectroscopia UV/VIS é chamado de


espectrofotômetro. Para se obter informação sobre a absorção de uma amostra, ela
é inserida no caminho óptico do aparelho. Então, luz UV e/ou visível em um certo
comprimento de onda (ou uma faixa de comprimentos de ondas) é passada pela
amostra. O espectrofotómetro mede o quanto de luz foi absorvida pela amostra. A
intensidade da luz antes de passar pela amostra é simbolizada por I0, e a
intensidade da luz depois de passar pela amostra é simbolizada por I. A
transmitância da amostra é definida pela razão (I / I0), a qual normalmente é
expressa em porcentagem de transmitância (%T). A partir dessa informação, a
absorvância da ambos é determinada para esse certo comprimento de onda ou
como uma função de uma faixa de comprimentos de onda. Os espectrofotômetros
mais sofisticados normalmente fazem isso automaticamente. Existem dois tipos de
espectofotometros: de feixe simples e de feixe duplo.
Apesar de as amostras poderem ser sólidas (ou mesmo gasosas), elas
usualmente são líquidas. Uma cela transparente (ou seja, que não absorve radiação
na faixa de comprimentos de onda usada), comumente chamada de cuvete, é
enchida com a amostra líquida e inserida no espectrofotómetro. O caminho óptico L
pela a amostra é então a largura da cuvete. Espectrofotómetros mais simples
(económicos) usam cuvetes com a forma cilíndrica (tubos de ensaio), porém, os
mais sofisticados usam cuvetes retangulares, geralmente com uma largura de
1 cm. Para espectroscopia apenas no visível, simples cuvetes de vidro podem ser
usadas, porém a espectroscopia no ultravioleta requer cuvetes especiais feitas de
um material que (ao contrário do vidro) não absorva luz UV, como o quartzo.
A espectroscopia de infravermelho (espectroscopia IV) é um tipo de
espectroscopia de absorção a qual usa a região do infravermelho do espectro
eletromagnético. Como as demais técnicas espectroscópicas, ela pode ser usada
para identificar um composto ou investigar a composição de uma amostra.
A espectroscopia no infravermelho se baseia no fato de que as ligações
químicas das substâncias possuem freqüências de vibração específicas, as quais
correspondem a níveis de energia da molécula (chamados nesse caso de níveis
vibracionais). Tais freqüências dependem da forma da superfície de energia
potencial da molécula, da geometria molecular, das massas dos átomos e
eventualmente do acoplamento vibrônico.
Se a molécula receber radiação eletromagnética com 'exatamente' a mesma
energia de uma dessas vibrações, então a luz será absorvida desde que sejam
atendidos a determinadas condições. Para que uma vibração apareça no espectro
IV, a molécula precisa sofrer uma variação no seu momento dipolar durante essa
vibração. Em particular, na aproximação de Born-Oppenheimer e aproximações
harmônicas, isto é, quando o hamiltoniano molecular correspondente ao estado
padrão eletrônico pode ser aproximado por um oscilador harmônico quântico nas
vizinhanças da geometria molecular de equilíbrio, as freqüências vibracionais de
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ressonância são determinadas pelos modos normais correspondentes à superfície


de energia potencial do estado eletrônico padrão. Não obstante, as freqüências de
ressonância podem ser em uma primeira aproximação relacionadas ao
comprimento da ligação e às massas dos átomos em cada ponta dela. As ligações
podem vibrar de seis modos: estiramento simétrico, estiramento assimétrico,
tesoura, rotação, wag e twist.
A espectroscopia no infravermelho é largamente usada tanto na indústria
quanto na pesquisa científica pois ela é uma técnica rápida e confiável para
medidas, controle de qualidade e análises dinâmicas. Os instrumentos agora são
pequenos, e podem ser transportados, mesmo para medidas de campo. Com a
crescente tecnologia em filtragem computacional e manipulação de resultados,
agora as amostras em solução podem ser medidas com precisão (a água produz
uma banda larga de absorbância na faixa de interesse, o que daria um espectro
ilegível sem esse tratamento computacional). Algumas máquinas até mesmo dirão
automaticamente que substância está sendo analisada a partir de milhares de
espectros de referência armazenados na memória.
Medindo-se a uma freqüência específica ao longo do tempo, mudanças no
caráter ou na quantidade de uma ligação em particular podem ser medidas, isso é
especialmente útil na medida do grau de polimerização na manufatura de
polímeros. As máquinas modernas podem tirar medidas na faixa de interesse
freqüentemente, como 32 vezes por segundo. Isso pode ser feito enquanto se
fazem medidas simultâneas com outras técnicas. Isso faz com que as observações
de reações químicas sejam processadas mais rapidamente, de forma mais precisa e
mais exata.

1.5. Espectroscopia de absorção atômica


Espectroscopia de absorção atômica, também chamada de
espectrofotometria de absorção atômica, é o método de análise usado para
determinar qualitativamente e quantitativamente a presença de metais. O
método consiste em determinar a presença e quantidade de um determinado metal
em uma solução qualquer (embora possam ser usadas amostras sólidas), usando
como princípio a absorção de radiação ultravioleta por parte dos elétrons. Os
elétrons ao sofrerem um salto quântico depois de devidamente excitados por uma
fonte de de energia, que pode ser a chama de um gás e um comburente, como o
acetileno a 3.000 graus Celsius, no caso da espectroscopia de absorção atômica de
chama, devolvem a energia recebida para o meio, voltando assim para a sua
camada orbital de origem.
Como comburente pode ser usado o ar ou o óxido nitroso (N2O).
A energia devolvida na forma de um fóton de luz, por sua vez, absorve a
radiação ultravioleta emitida pela fonte específica (cátodo ôco) do elemento
químico em questão. Dessa forma, elétrons que estão contidos na solução, e que
sofrem também um salto quântico e que não pertencem ao mesmo elemento que
constitui o cátodo ôco que está sendo usado no momento, não serão capazes de
causar uma interferência, isso porque eles absorverão apenas radiação com
comprimento de onda referente ao elemento químico do qual fazem parte.
Quase todas as interferências encontradas na espectrocospia de absorção
atômica podem ser reduzidas ou completamente eliminadas pelos seguintes
procedimentos:
1 - Usar se possível, padrões e amostras de decomposição semelhante para
eliminar os efeitos de matriz (ajuste de matriz).
2 - Alterar a composição da chama ou sua temperatura para reduzir a
formação de compostos estáveis na chama
3 - Selecionar raias de ressonância que não sofram interferência espectral de
outros átomos ou moléculas e de fragmentos moleculares.
4 - Separar por extração com solventes ou processos de troca iônica o
elemento interferente. Este procedimento é mais necessário na espectroscopia de
emissão de chama.
5 - Usar um método de correção de radiação de fundo.
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Entre os elementos analisados principais encontram-se: Ca, Na, K, Mn, Fe,


Zn, Se e Cu.[1]
É tratada muitas vezes entre os profissionais do meio de química analítica
como AAS, do inglês Atomic Absorption Spectroscopy.

1.6. Espectrometria de massa


A espectrometria de massa é um método para identificar os diferentes
átomos que compõe uma substância. Um espectrômetro de massa bombardeia uma
substância com elétrons para produzir íons, ou átomos eletricamente carregados.
Os íons atravessam um campo magnético que curva suas trajetórias de modos
diferentes, dependendo de suas massas. O campo separa os íons em um padrão
chamado espectro de massa. A massa e a carga dos íons podem ser medidas por
sua posição no espectro. Os cientistas identificam assim os elementos e isótopos
presentes na amostra.
Francis Aston foi quem inventou o espectrômetro de massa, em 1919.
Dentre os vários tipos de espectrômetros, o TIMS, o SIMS e o LA-ICP-MS são
os mais utilizados.

TIMS
O Espectrometro de Massa de Ionização Térmica ou TIMS (Thermal Ionization
Mass Spectrometer) tem maior precisão analítica e os métodos analíticos são
sustentados pelas amplas experiências acumuladas. Podem-se analisar elementos
terras raras e a razão isotópica de urânio, chumbo e tório, a partir de um grão de
zircão. Esta tecnologia viabilizou a datação U-Pb em zircão desde a década de 1980.
As análises consomem completamente os grãos de minerais devido à ionização.
Com a utilização do isótopo artificial, chamado de spike, o TIMS realiza análises
primárias, sem necessidade de padrão. Tal método é denominado ID-TIMS e pode
analisar aproximadamente 10 amostras por dia. O custo para aquisição do aparelho
e as despesas para sua operação são muito altos.

SIMS
O Espectrômetro de Massa por Ionização Secundária ou SIMS, chamado
também de ion prove, é o espectrômetro de massa para análise de pequenas áreas
na superfície polida de um grão de mineral, com um diâmetro de 20 a 30
micrômetros. A ionização é realizada com o auxílio do impacto do feixe de íons de
oxigênio. Portanto, são possíveis as análises de elementos ultra-traços e razões
isotópicas de uma pequena parte do grão de mineral. Os operadores miram nos
pontos a serem analisados ao microscópio óptico. A operação similar à microssonda
eletrônica permite as análises sem destruição total das amostras. Entretanto, não
há precisão comparável com o ID-TIMS. Para as análises, é necessário um padrão. O
SIMS fabricado e calibrado exclusivamente para datações de U-Pb é chamado de
SHRIMP e, realizam-se em torno de 50 datações U-Pb por dia.

LA-ICP-MS
O LA-ICP-MS (laser ablation inductively coupled plasma mass spectrometer),
ou seja, espectrômetro de massa por ionização acoplada por plasma com ablação a
laser, utiliza feixe de laser de diâmetro de 20 a 30 micrômetros (spot analyses) para
ionização da superfície de amostra. As seções polidas e lâminas delgadas de 100
micrômetros de espessura podem ser analisadas sem necessidade de pré-
tratamentos químicos. Sendo similar ao SIMS, os operadores miram os pontos a
serem analisados ao microscópio óptico. As análises precisam do padrão e, a
precisão analítica não chega ao nível do SIMS. Por outro lado, as preparações de
amostras, operações e manutenção são extremamente simples e práticos,
conseguindo no máximo 300 datações U-Pb por dia. Além disso, sua aplicabilidade é
muito ampla, desde a datação de U-Pb até a determinação de metais pesados
poluidores nos estudos ambientais. O custo para aquisição do aparelho e sua
operação é muito mais baixo do que o TIMS e SIMS.
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1.7. Processos de extração (Líquido-Líquido, Extração em Fase Sólida, Extração de


Voláteis por “Headspace”)
Extração líquido-líquido (ELL), também conhecida como extração por
solvente e partição, é um método para separar compostos baseado em suas
diferentes solubilidades em dois líquidos diferentes imiscíveis, normalmente água e
um solvente orgânico. É um processo de separação que objetiva a extração de uma
substância de uma fase líquida em outra fase líquida. Extração líquido-líquido é uma
técnica básica em laboratórios químicos, onde é realizada usando-se um funil de
separação. Este tipo de processo é comumente realizado após uma reação química
como parte de work-up (rotina de trabalho em laboratório de química visando isolar
e purificar o(s) produto(s) de uma reação química).
Em outras palavras, é a separação de uma substância de uma mistura por
preferencialmente dissolver esta substância em um solvente adequado. Por este
processo, um composto solúvel é normalmente separado de um composto
insolúvel. Extração de solvente é utilizado no reprocessamento nuclear,
processamento de minérios, a produção de compostos orgânicos finos, o
processamento de perfumes e outras indústrias.
Por exemplo, em uma situação onde temos dois líquidos, A e B, miscíveis
entre si, e queremos separar A de B, podemos usar um terceiro líquido, C, que seja
mais miscível com A do que com B. A separação entre o extrato, A e C, e o rafinado,
A e B, é feita com uma ampola de decantação ou um funil separador, em escala
laboratorial, e em equipamentos de extração industriais como colunas de
extração[1] ou misturadores-decantadores.[2] O rafinado pode ser mais purificado
com etapas adicionais sucessivas de extração líquido-líquido. A recuperação de A a
partir do extrato é geralmente feita por destilação.
Extração líquido-líquido é possível em sistemas não aquosos: Em um sistema
consistindo de um metal fundido (ou líquido) em contato com sal fundido, metais
podem ser xtraídos de uma fase para a outra. Isto é relacionado ao eletrodo de
mercúrio electrode onde um metal pode ser reduzido, o metal irá frequentemente
dissolver-se no mercúrio formando uma amálgama que modifica grandemente sua
eletroquímica. Por exemplo, é possível para cátions sódio serem reduzidos em um
cátodo de mercúrio para formar amálgama de sódio, enquanto em um eletrodo
inerte (tal como a platina) os cátions sódio não são reduzidos. Em vez disso, água é
reduzida a hidrogênio. Um detergente ou sólido fino pode ser usado para estabilizar
uma emulsão, ou uma terceira fase.

1.8. Técnicas cromatográficas


A cromatografia (do grego χρώμα:chroma, cor e γραφειν:"grafein", grafia)
envolve uma série de processos de separação de misturas. A cromatografia
acontece pela passagem de uma mistura através de duas fases: uma estacionária
(fixa) e outra móvel. A grande variabilidade de combinações entre a fase móvel e
estacionária faz com que a cromatografia tenha uma série de técnicas
diferenciadas.
Cromatografia é uma técnica de separação de misturas e identificação de
seus componentes. Esta separação depende da diferença entre o comportamento
dos analitos entre a fase móvel e a fase estacionária. A interação dos componentes
da mistura com estas duas fases é influenciada por diferentes forças
intermoleculares, incluindo iônica, bipolar, apolar, e específicos efeitos de afinidade
e solubilidade.
Uma analogia que é as vezes útil é a suposição da mistura de abelhas e
moscas passando sobre uma flor. As abelhas serão atraídas pela flor e serão
separadas das moscas por esta atração. Se observarmos esta passagem sobre a
flor, as moscas irão passar antes seguidas pelas abelhas. Nesta anologia, as
abelhas e as moscas são os analitos, as flores representariam a fase estacionária e
o ar onde as duas espécies passam seria a fase móvel. A chave da separação está
na diferença de afinidade entre o analito, a fase móvel e a fase estacionária. O
observador seria representado pelo detector usado em uma série de formas de
cromatografia. Todavia os valores determinados podem sofrer mudanças.
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Classificação das técnicas cromatográficas


De acordo com o sistema cromatográfico
• Em Coluna
o Cromatografia Líquida
o Cromatografia Gasosa
o Cromatografia Supercrítica
• Planar
o Centrífuga (Chromatotron)
o Cromatografia em Camada Delgada (CCD)
o Cromatografia em Papel (CP)
De acordo com a fase móvel
• Utilização de Gás
o Cromatografia Gasosa (CG)
o Cromatografia Gasosa de Alta Resolução (CGAR)
• Utilização de Líquido
o Cromatografia Líquida Clássica (CLC)
o Cromatografia Líquida de Alta Eficiência (CLAE)
• Utilização de Gás Pressurizado
• Cromatografia Supercrítica (CSC)
De acordo com a Fase Estacionária
• Líquida
• Sólida
• Quimicamente Ligadas
De acordo com o modo de separação
• Por adsorção
• Por partição
• Por troca iônica
• Por Afinidade

Principais técnicas cromatográficas


Cromatografia de adsorção
O mais utilizado. Duas substâncias ligadas por uma interface onde não
ocorre solubilização. A fase estacionária é sólida e a fase móvel pode ser líquida ou
gasosa. Baseia-se nas atrações eletrostáticas ou dipolares da superfície da fase
estacionária pelas moléculas da substância a separar.

Cromatografia de partição
A fase estacionária é líquida. Este processo é baseado na diferente
solubilidade dos componentes da mistura nas duas fases líquidas.

Cromatografia Planar
Na cromatografia planar, a fase estacionária é suportada sobre uma placa
plana ou nos poros de um papel. Nesse caso, a fase móvel desloca-se através da
fase estacionária por ação da capilaridade ou sob a influência da gravidade. Útil em
separação de compostos polares. Encontra-se bastante difundida devido à sua
facilidade experimental e ao seu baixo custo. Cromatografia em papel(CP) É uma
técnica de partição, utiliza dois líquidos(líquido-líquido)sendo um fixado em um
suporte sólido(papel de filtro).Um bom exemplo:a separação da tinta verde. Com o
processo de cromatografia é possível verificar que a cor verde é uma mistura de
tintura azul e amarela.

Cromatografia em camada fina (CCD)


Ou TLC, do inglês thin-layer chromatography. É uma técnica de adsorção,
utiliza um líquido e um sólido. Ocorre a retenção das substâncias devido a absorção
sofrida na superfície da fase estacionária. Utiliza-se uma placa de vidro ou metal
como suporte e geralmente sílica gel, alumina, terra diatomácea ou celulose como
fase estacionária.
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Exemplificando: a mistura é aplicada na placa de vidro coberta com sílica


(fase estacionária), a placa de vidro é colocada em um cuba contendo a fase móvel.
Esta fase móvel (solvente) sobe por capilaridade e arrasta a substância menos
adsorvida separando-a das substâncias mais adsorvidas. Como a maioria das
substâncias separadas são incolores, utiliza-se um revelador. As manchas podem
ser reveladas por meio de luz UV, vapores de iodo, soluções de cloreto férrico e
tiocianoferrato de potássio, fluorescências, radioatividade,etc.

Cromatografia em coluna
É a técnica de separação cuja fase estacionária acontece dentro de um tubo.
Utiliza-se uma coluna de vidro aberta na parte superior e munida de uma torneira
na extremidade inferior, por onde sai o líquido (eluído). Dentro da coluna encontra-
se a fase estacionária constituída por um enchimento sólido no caso da
cromatografia de adsorção, ou por uma fase líquida no caso da cromatografia de
partição. A fase móvel é líquida em ambos os casos.A ordem das substâncias
dependerá da sua polaridade.

Cromatografia de leito móvel


A cromatografia de leito móvel verdadeiro (True moving bed, TMB) é uma
forma de transformar a cromatografia de leito fixo num processo contínuo em
contracorrente, e desta forma maximizar as taxas de transferência de massa entre
fases. Nesta técnica, o absorvente move-se no sentido oposto ao do eluente com
uma velocidade compreendida entre as velocidades de migração dos dois
componentes.

2 – BIOLÓGIA
2.1. Biologia molecular
2.1.1. Replicação
A replicação é um processo no qual uma molécula de DNA dupla fita é
duplicado. Devido ao fato do DNA conter a "informação" que é fundamental
para codificar todas as proteínas e RNAs necessários para se "construir" um
organismo, é através da replicação que os seres vivos conseguem dar
origem a um novo ser que possui as mesmas características de quem o
originou. A replicação também explica como nós, seres multicelulares, fomos
formados a partir de uma única célula - o zigoto. Portanto a replicação do
material genético é importante para todas as formas de vidas conhecidas.
No entanto os mecanismos de replicação dos procariotos e eucariotos não
são idênticos. Como cada fita de DNA contem a mesma informação genética,
qualquer uma das duas fitas podem servir como molde por isso a replicação
do DNA é dita semi-conservativa os detalhes serão abordados ao longo do
texto.
Nas células a replicação deve acontecer antes da divisão celular. Em
procariotos a replicação ocorre entre as divisões celular enquanto que nos
eucariotos ocorre na fase S da interfase (para maiores detalhes veja ciclo
celular). A replicação também pode ser reproduzida em laboratório
através de um ensaio conhecido como PCR.
Os nucleotídeos de uma fita da molécula de DNA pode interagir com
os nucleotídeos da fita complementar através de ligações de hidrogênio
entre suas bases nitrogenadas, sendo que a Adenina se liga por meio de
duas ligações de hidrogênio à Timina, e a Citosina se liga através de três
ligações com a Guanina.
11

A replicação do DNA é semi-conservativa porque na formação de uma


nova cadeia nucleotídica tem-se como referência uma cadeia nucleotídica
molde (ou mãe) do DNA que está sendo replicado.
O DNA não se replica sozinho
Para que o processo de replicação se inicie é necessário que a
atuação de uma enzima, a DNA helicase. A enzima liga-se à cadeia de DNA e
desliza sobre esta, quebrando as ligações entre as duas cadeias de
nucleótidos - ligações de hidrogênio - ficando então as duas cadeias de DNA
separadas. Em seguida, os nucleotídeos livres existentes no núcleo ligam-se,
por complementaridade de bases, às cadeias de DNA. De uma cadeia
original de DNA formam-se duas novas cadeias. Replicação do DNA é o
processo de auto-duplicação do material genético mantendo assim o padrão
de herança ao longo das gerações.
Duas teorias tentaram explicar a replicação do DNA:
• Teoria conservativa: Cada fita do DNA sofre duplicação e as fitas
formadas sofrem pareamento resultando num novo DNA dupla fita, sem
a participação das fitas "parentais" (fita nova com fita nova formam uma
dupla hélice e fita velha com fita velha formam a outra dupla fita).
• Teoria semi-conservativa: Cada fita do DNA é duplicada formando uma
fita híbrida, isto é, a fita velha pareia com a fita nova formando um novo
DNA; de uma molécula de DNA formam-se duas outras iguais a ela. Cada
DNA recém formado possui uma das cadeias da molécula mãe, por isso o
nome semi-conservativa.
A molécula do DNA vai-se abrindo ao meio, por ação de uma enzima
chamada DNA helicase. Essa enzima quebra as ligações de hidrogênio
existentes entre as duas bases nitrogenadas das cadeias complementares
de nucleotídeos.
Ao mesmo tempo que o DNA helicase vai abrindo a molécula de DNA,
outra enzima chamada polimerase vai ligando um grupo de nucleotídeos que
se pareiam com os nucleotídeos da molécula mãe.
Além da capacidade de duplicação o DNA também é responsável pela
síntese de outro ácido nucleico muito importante para a célula: o ácido
ribonucleico ou RNA. Da mesma forma que o DNA, o RNA também é uma
molécula grande formada por várias partes menores chamadas nucleotídeos.
Por isso diz-se que tanto DNA como RNA são polinucleotídios.

Etapas da polimerização do DNA


A replicação inicia-se numa zona da cadeia denominada tripleto de
iniciação. Neste local as helicases começam a abrir a cadeia para ambos os
lados da origem quebrando as ligações de hidrogênio existentes entre as
bases complementares, formando-se uma bolha de replicação que é
constituído por duas forquilhas de replicação. Em seguida liga-se às cadeias
de DNA a enzima RNA primase que vai sintetizar um primer que consiste
numa sequência de bases de RNA que vão iniciar a síntese visto que a DNA
polimerase III não tem a capacidade de o fazer, devido a ausência de grupos
hidroxilos -OH expostos. Após a síntese do primer a DNA polimerase III vai
continuar o processo que ocorre no sentido da extremidade 5' para a
extremidade 3' da nova cadeia. Como a DNA polimerase vai atuar para
ambos os lados da origem de replicação, por cada cadeia simples de DNA
existente vai existir uma parte da nova cadeia que vai ser sintetizada na
direção da replicação, essa cadeia é sintetizada de modo continuo e
denomina-se cadeia contínua e existe uma outra parte da cadeia em que a
12

direção da replicação é contrária à direção da síntese, esta cadeia vai ser


sintetizada descontinuamente, isto é, a RNA primase vai sintetizar vários
primers ao longo da cadeia começando o mais próximo da origem de
replicação e terminando no mais distante e a partir daí vão formar-se
fragmentos, denominados fragmentos de Okazaki constituídos pelo DNA,
enquanto que entre estes fragmentos vão ainda existir os primers, que serão
removidos e substituídos por DNA, pela ação de uma outra DNA polimerase,
a DNA polimerase I. Como a DNA polimerase não consegue estabelecer a
ligação entre esses nucleótidos e os que se encontram nas extremidades dos
fragmentos de Okazaki, formam-se lacunas entre o grupo fosfato de um, e o
carbono 3' do outro. Esses nucleótidos são posteriormente ligados pela DNA
ligase. A esta cadeia chama-se cadeia descontínua. As partes finais da
cadeia de DNA denominadas telômeros são sintetizadas pela RNA
telomerase por um processo de transcrição inversa, isto é, esta enzima
sintetiza DNA tendo por molde RNA. Durante todo o processo de replicação
atuam outras enzimas entre elas as SSB e as topoisomerases que têm como
função evitar o enrolamento da cadeia durante a síntese.

2.1.2. Mutação, recombinação e reparo do DNA


Em Biologia, mutações são mudanças na sequência dos nucleotídeos
do material genético de um organismo. Mutações podem ser causadas por
erros de copia do material durante a divisão celular, por exposição a
radiação ultravioleta ou ionizante, mutagênicos químicos, ou vírus. A célula
pode também causar mutações deliberadamente durante processos
conhecidos como hipermutação. Em organismos multicelulares, as mutações
podem ser divididas entre mutação de linhagem germinativa, que pode ser
passada aos descendentes, e mutações somáticas, que não são transmitidas
aos descendentes em animais. Em alguns casos, plantas podem transmitir
mutações somáticas aos seus descendentes, de forma assexuada ou
sexuada (em casos em que as gemas de flores se desenvolvam numa parte
que sofreu mutação somática. Assim, essa classificação é pouco eficiente
para plantas, se ajustando melhor a animais. Uma nova mutação que não foi
herdada de nenhum dos pais é chamada de mutação de novo. A fonte da
mutação não se relaciona com seus efeitos, apesar de seus efeitos estarem
relacionados com quais células são afetadas pela mutação.
Mutações geram variações no conjunto de genes da população.
Mutações desfavoráveis (ou deletérias) podem ter sua frequência reduzida
na população por meio da seleção natural, enquanto mutações favoráveis
(benéficas ou vantajosas) podem se acumular, resultando em mudanças
evolutivas adaptativas. Por exemplo, uma borboleta pode produzir uma prole
com novas mutações. A maioria dessas mutações não terá efeito. No
entanto, uma delas pode mudar a cor dos descendentes desse indivíduo,
tornando-os mais difíceis (ou fáceis) de serem vistos por predadores. Se essa
mudança de cor for vantajosa, a chance dessa borboleta sobreviver e
produzir sua própria prole será um pouco maior, e com o tempo o número de
borboletas com essa mutação constituir formar uma maior proporção da
população.
Mutações neutras são definidas como mutações cujos efeitos não
influenciam a aptidão dos indivíduos. Essas mutações podem se acumular ao
longo do tempo devido à deriva genética. Acredita-se que a imensa maioria
das mutações não tem efeito significativo na aptidão dos organismos. Essa
13

teoria neutralista foi desenvolvida por Motoo Kimura em seu livro "The
Neutral Theory of Molecular Evolution". Além disso, mecanismos de reparo
de DNA são capazes de corrigir a maior parte das mudanças antes que elas
se tornem mutações permanentes, e muitos organismos têm mecanismos
para eliminar células somáticas que sofreram mutações.
As mutações são consideradas o mecanismo que permite a ação da
seleção natural, já que insere a variação genética sobre a qual ela irá agir,
fornecendo as novas características vantajosas que sobrevivem e se
multiplicam nas gerações subsequentes ou as características deletérias que
desaparecem em organismos mais fracos.
Reparação de ADN é um processo em constante funcionamento nas
células; sendo essencial para a sobrevivência das mesmas. A reparação
protege o genoma de danos que podem levar a mutações nocivas. A
reparação ocorre em todas as células e em todos os organismos. Em células
humanas, tanto atividades metabólicas normais quanto fatores ambientais
(como raios UV) podem causar danos no ADN, resultando em cerca de 500
000 lesões moleculares individuais por dia. Essas lesões causam danos
estruturais à molécula de ADN, e podem dramaticamente alterar o resultado
da transcrição gênica. Conseqüentemente, o processo de reparo de ADN
precisa estar operando constantemente, para corrigir rapidamente qualquer
dano a estrutura do ADN
Conforme as células envelhecem, a taxa de reparo de ADN decresce
até que não mais possa reparar todos danos ocasionados na sequência de
ADN. A célula então terá um dos três possíveis destinos:
1 - um irreversível estado de dormência, conhecido como
senescência;
2 - a célula se "suicida", o que é conhecido como apoptose, ou morte
celular programada;
3 - carcinogênese, a formação de câncer.
A maioria das células no corpo primeiramente tornam-se
senescentes. Então, depois de danos irreparáveis ao ADN, ocorre a
apoptose. Nesse caso, a apoptose funciona como um "último recurso"
prevenindo a célula de tornar-se carcinogênica ameaçando o organismo.
Quando as células tornam-se senescentes, alterações na biossíntese
fazem com que funcionem menos eficientemente. A capacidade do reparo
de ADN de uma célula é vital para a integridade do genoma e
conseqüentemente para o seu funcionamento normal e o do organismo.
Sabe-se que vários genes que inicialmente foram demonstrados como
influentes na longevidade estão envolvidos em proteção e reparo aos danos
no ADN.

Mecanismos de Reparo de DNA


Células não podem tolerar danos no DNA que comprometam a
integridade e a acessibilidade das informações essenciais do Genoma (mas,
células remanescem superficialmente funcionais quando os então chamados
genes não-essenciais são perdidos ou danificados.). Dependendo do tipo de
dano infligido na estrutura duplo-helicoidal de DNA, uma variedade de
estratégias de reparo tem sido envolvidos para restaurar informações
perdidas. Como modelos de restauração, as células utilizam uma fita
complementar não modificada de DNA ou do cromossoma-irmão. Sem
acesso a informação modelo, o reparo de DNA é propenso a erros (mas isso
14

pode ser uma via padrão: muitos danos na fita dupla nas células de
mamíferos, e.g: são reparados sem ajuda de um modelo; veja a frente).
Danos ao DNA alteram a configuração espacial da hélice e tais
alterações podem ser detectadas pela célula. Uma vez o dano seja
localizado, moléculas específicas de reparo de DNA são enviadas ao local e
se ligam à região ou nas proximidades do local do dano, incluindo outras
moléculas para ligar e formar um complexo que habilita o reparo a agir no
local. Os tipos de moléculas envolvidas e o mecanismo de reparo que é
mobilizado depende:
1 - Do tipo de dano no DNA que está em jogo
2 - Se a célula entrou no estado de senescência
3 - A fase do ciclo celular que a célula esteja

Danos à fita simples


Quando somente uma das fitas de um cromossomo tem defeito, a
outra fita pode ser usada como modelo para guiar a correção da fita
danificada. Para a reparação do dano de uma das fitas dos domínios
helicoidais de DNA, são numerosos mecanismos para qual o reparo de DNA
atue. Incluem:
1 - Reversão direta do dano pelos vários mecanismos que são
especializados em inverter tipos específicos de dano. Exemplos
incluem metil-guanina metil-transferase (MGMT) que remove
especificamente grupamentos metila da guanina, e fotólise na
bactéria, que, através da luz UV, quebra a ligação química entre
bases de timidina 2 – 2 adjacentes. Uma fita-molde não é requerida
para essa forma de reparo.
2 - Reparo por mecanismos de excisão que removem o nucleotídeo
danificado, recolocando em pareamento um nucleotídeo são na fita
de DNA complementar sã.
Esses incluem:
 Reparo de excisão de bases (BER – Base excison repair, em
inglês), que repara danos em nucleotídeos decorrentes de
oxidação, alquilação, hidrólise ou desaminação;
 Reparo por excisão de nucleotídeos (NER – Nucleotide
excision repair, em inglês), que repara os danos, retirando
os nucleotídeos em bloco. Esse reparo inclui vultosos
mecanismos de distorção da hélice, assim como a
dimerização de timidina causada por luz UV, bem como
quebras em fitas-simples. Uma forma especializada de NER
conhecida como Reparo de Transcrição Casada (TCR –
Transcription-Coupled Repair) que descarrega
prioritariamente enzimas de reparo NER em genes que
estejam em atividade;
 Reparo de pareamentos errados (MMR – Mismatch repair),
que corrige erros da replicação do DNA e da recombinação
gênica que resulta em pareamento errôneo em
nucleotídeos seguindo a replicação do DNA.

Quebras em fitas duplas


Um tipo perigoso em particular de dano em DNA às células que estão
em divisão é a quebra de ambas as fitas da dupla-hélice. Dois mecanismos
existem para reparar esse dano. Eles são geralmente conhecidos como união
15

terminal não-homóloga (em inglês, Non-Homologous End-Joining - NHEJ) e


recombinação genética, reparo recombinante e reparo assistido por cópia,
ou recombinação homóloga.
O reparo recombinante requer a presença de uma idêntica ou quase
idêntica seqüência para ser usada como cópia para o reparo do dano. A
maquinaria enzimática responsável para esse processo de reparo é quase
idêntica àquela usada para o crossing-over (ou permuta) vista nas células
germinativas durante a meiose. O reparo recombinante é
predominantemente usado durante as fases do ciclo celular quando o DNA
está em replicação ou está terminando a replicação do DNA. Isso permite
que o cromossomo danificado seja reparado usando a nova cromátide-irmã
como cópia, isto é, uma cópia idêntica que é, além disso, ordinariamente
pareada à região danificada. Muitos genes no genoma humano são copiados
várias vezes para prover muitas fontes de seqüências idênticas para suprir
este mecanismo de reparo. Mas o reparo recombinante que confia nessas
cópias como cópias de cada gene, é outra problemática porque isso leva a
translocação cromossômica e outros tipos de rearranjos cromossômicos. A
união terminal não-homóloga (em inglês, Non-Homologous End-Joining -
NHEJ) reúne dois términos de uma quebra na falta de uma seqüência
copiada. Porém, há freqüentemente seqüência de DNA perdida durante esse
processo e então o reparo pode ser mutagênico. A NHEJ pode ocorrer em
todos os estágios do ciclo celular, mas, nas células dos mamíferos é o
principal mecanismo de reparo de DNA até que seja possível a utilização do
reparo recombinante operado por cromátides-irmãs como cópias. Desde a
vastidão do genoma humano até outros organismos multicelulares, o código
genético é composto por regiões que não contém genes, chamadas então de
DNA-lixo (sabe-se no entanto que essas regiões estão implicadas com o
controle da expressão de vários genes, sendo importantes mecanismos de
repressão e de ativação destes e até de mecanismos de reparo de outros
genes que tenham sofrido danos eventuais), o potencialmente mutagênico
NHEJ pode ser menos prejudicial do que mecanismos operados por cópias
seqüenciais múltiplas, desde então nos casos que são indesejáveis os
rearranjos de DNA são gerados com mais facilidade do que por NHEJ. A
maquinaria enzimática usada pelo reparo NHEJ é também utilizadas em
linfócitos-B para reunir quebrar decorrentes de proteínas RAG durante a
recombinação VDJ, um passo crucial na geração de variedades de
imunoglobulinas diversas pelo sistema imune.

2.1.3. Expressão gênica


Expressão gênica é o processo pelo qual a informação hereditária
contida em um gene, tal como a seqüência de DNA, é processada em um
produto gênico funcional, tal como proteínas ou RNA.

Vários passos no processo de expressão gênica podem ser


modulados, incluindo a transcrição e a modificação pós-traducional de uma
proteína. A regulação gênica dá à célula controle sobre sua estrutura e
função e é a base para a diferenciação celular, morfogênese e para a
versatilidade e adaptabilidade de qualquer organismo. A regulação gênica
pode também servir como substrato para mudanças evolutivas, dado que o
controle do timing, localização e quantidades de expressão gênica podem ter
um efeito profundo nas funções (ações) do gene num organismo.

2.2. Técnica de biologia molecular


16

2.2.1 Sequenciamento do DNA


O sequenciamento ou sequenciação de DNA é uma série de métodos
bioquímicos que têm como finalidade determinar a ordem das bases
nitrogenadas adenina (A), guanina (G), citosina (C) e timina (T) da molécula
de DNA.
O método tradicional de sequenciamento de DNA foi proposto por
Frederick Sanger na década de 70 e consiste na adição de nucleotídeos
modificados, chamados didesoxirribonucleotídeos, que impedem o
crescimento de um fragmento de DNA em replicação pela DNA polimerase
após sua adição. Tem sido largamente utilizado por centros de pesquisa ao
redor do globo.
O método de pirosequenciamento consiste em uma nova abordagem
molecular do sequenciamento e se beneficia de uma técnica capaz de captar
a emissão de luz causada pela adição de uma luciferase, acoplada à
polimerização do DNA previamente fragmentado e aderido a microesferas,
com o uso de sequências adaptadoras.

Método de Sanger
Pelo método de Sanger, uma fita simples de DNA que será
sequenciada, é hibridizada com um primer de desoxinucleotídeos marcado
na ponta 5´ (cinco linha). Quatro misturas de reação são preparadas onde os
primers utilizados serão elongados por uma DNA polimerase. Cada mistura
contém os quatro desoxinucleosídeos trifosfato normais mais um dos quatro
didesoxinucleosídeos trifosfato em uma razão de aproximadamente 1/100.
Uma vez que um didesoxinucleotídeo não tem ponta 3´-OH, não é possível
haver elongação a partir do nucleotídeo adicionado, parando a reação. Desta
forma, cada mistura de reação produzirá cadeias prematuramente
terminadas de acordo com toda ocorrência de um didesoxinucleotídeo
adicionado. Cada mistura é então separada em um gel de sequenciamento
por eletroforese para se detectar cada um dos nucleotídeos presentes na
seqüência de DNA lida.

Métodos modernos - 454


Um novo método de sequenciamento de DNA, usualmente chamado
de pirosequenciamento, foi desenvolvido pela Roche Applied Sciences [1].
Através deste método, pode-se sequenciar genomas de organismos diversos
de uma maneira muito mais rápida e barata.

2.2.2. Técnica de PCR


Reacção em cadeia da polimerase (em inglês Polymerase
Chain Reaction - PCR) é um método de amplificação (de criação de
múltiplas cópias) de DNA (ácido desoxirribonucleico) sem o uso de um
organismo vivo, por exemplo, Escherichia coli (bactéria) ou leveduras.
Inventada em 1983 por Kary Mullis, a PCR é uma das técnicas
mais comuns utilizadas em laboratórios de pesquisas médicas e
biológicas para diversas tarefas, como o sequenciamento de genes e
diagnóstico de doenças hereditárias, identificação de fingerprint
genético (usado em testes de paterninade e na medicina forense),
detecção de diagnóstico de doenças infecciosas e criação de
organismos transgênicos.

Diversas técnicas de biologia molecular estão hoje disponíveis


para a detecção de variabilidade genética ao nível de sequência de
DNA, ou seja, para a detecção de polimorfismo genético. Estas
técnicas permitem a obtenção de um número virtualmente ilimitado
de marcadores moleculares cobrindo todo o genoma do organismo.
17

Tais marcadores podem ser utilizados para as mais diversas


aplicações.
O desenvolvimento tecnológico na área de marcadores
moleculares tem sido fascinante e extremamente rápido. A tecnologia
de DNA recombinante e o desenvolvimento da amplificação dos
segmentos de DNA viam PCR (“Polymerase Chain Reaction”, ou a
reação de polimerase em cadeia), abriram o caminho para uma
mudança no paradigma genético básico: da inferência do genótipo a
partir do fenótipo, onde Mendel foi o pioneiro, para a análise genética
direta da variação na seqüência de DNA. Tecnologias de análise
moleculares mais acessíveis e eficientes estão constantemente sendo
aprimoradas. Métodos estatísticos acompanham este
desenvolvimento, e têm permitido a manipulação de enormes
quantidades de dados.
PCR é uma técnica poderosa, que envolve a síntese enzimática
in vitro de milhões de cópias de um segmento específico de DNA na
presença da enzima DNA polimerase. A reação de PCR se baseia no
anelamento e extensão enzimática de um par de oligonucleotídeos
(pequenas moléculas de DNA de fita simples) utilizados como
iniciadores (primers), que delimitam a seqüência de DNA de fita dupla
alvo da amplificação. Estes primers são sintetizados artificialmente de
maneira que suas seqüência de nucleotídeos sejam complementares
às seqüências específicas que flanqueiam a região alvo.
O PCR encontra sua principal aplicação em situações onde a
quantidade de DNA disponível é reduzida. Em teoria, é possível
amplificar qualquer DNA. Uma das principais aplicações do PCR é na
medicina forense, onde pequenas amostras de DNA retiradas da cena
de um crime (pedaços de cabelo, gotas de sangue ou saliva, pedaços
de pêlo ou até mesmo a minúscula quantidade de DNA deixada em
uma impressão digital) são amplificadas para serem analisadas pelo
método de fingerprinting. O PCR também é rotineiramente utilizado
em procedimentos científicos de Biologia Molecular como
amplificação para gerar mutagênese, detecção de mutações ou
preparação de fragmentos de DNA para clonagem (inserção em
plasmídeo, por exemplo) como também pode ser utilizado para
identificação de patógenos que estão presentes em amostras como
por a exemplo identificação de agentes como Cândida sp, Chlamydia
trachomatis, HPV Vírus do papiloma humano e seus genótipos, HBV
Vírus da Hepatite B. etc O PCR também é utilizado na paleontologia
para o sequenciamento genico de animais pré-históricos.
A Reação em Cadeia da Polimerase (PCR) é um método muito
sensível de análise e por isso é realizado com muito cuidado para
evitar contaminações que possam inviabilizar ou tornar errôneo o
resultado. Em primeiro lugar, deve-se extrair o material genético da
célula ou outro material a ser estudado (exemplo: vestígios de
crimes) sem danificá-lo. Normalmente o material extraído é o DNA
(ADN), mas pode-se trabalhar com o RNA (ARN) em uma RT-PCR que
é um desdobramento da PCR e possui outras aplicações.
18

Resultado da PCR após ser realizada uma eletroforese em gel de agarose ou


de poliacrilamida.

Depois de extraído o DNA, a este é adicionada uma mistura


(também conhecida como pré-mix) que contém os dNTPs
(desoxirribonucleotídeos trifosfatos), que são as bases nitrogenadas
ligadas com um três fosfato, os primers também chamados de
oligonucleotídeos (ou iniciadores) e a enzima DNA polimerase em
uma solução tampão. Toda esta mistura é colocada no termociclador,
o qual faz ciclos de temperatura pré-estabelecidos com tempos
exatos específicos para cada reação (fragmento a ser amplificado).
Na primeira etapa do ciclo a temperatura é elevada de 94 a
96°C por pouco tempo para que haja a separação da dupla cadeia de
DNA (Desnaturação). Na segunda etapa, a temperatura é reduzida
entre 50 a 60°C dependendo da quantidade de C e G encontrada no
primer, para que os primers se anelem (pareiem) com a fita molde de
DNA (anelamento). Na última etapa do ciclo a temperatura é elevada
a 72°C para que a enzima possa funcionar sintetizando a nova
molécula (extensão), em seguida um novo ciclo é iniciado.
Normalmente são realizados de 25 a 40 ciclos para cada reação na
qual a taxa de replicação é exponencial 2 ciclos
O resultado é analisado através de uma eletroforese em gel de
agarose ou de poliacrilamida e depois é interpretado com a ajuda de
um profissional competente.

3 – NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL


3.1. Sistemas Processuais
- Criados com o objetivo de fazer justiça.
- São identificados pelos Princípios da Legislação processual penal.

FUNÇÕES PROCESSUAIS
a) Acusar
b) Defender
c) Julgar

SISTEMA ACUSATÓRIO
Verdadeira relação processual.actum trium personarum = as diferentes
funções processuais são entregues a diversas pessoas onde uma acusa, outra
defende e uma terceira julga. Fundamentação: ninguém será processado senão em
virtude de acusação de outro que lhe mova (Princípio da Iniciativa das partes).
Presença das partes, às quais superpõe-se um terceiro imparcial. Nasceu na Roma
antiga, com o objetivo de outorgar, a qualquer um do povo, o direito de acusar. Não
alterou a essência, já que o MP faz a voz do povo
19

Características: Contraditório como garantia do cidadão. Igualdade Processual =


igualdade das partes sob o ponto de vista processual. Publicidade = o processo é
público, fiscalizável pelo povo.
Característica Secundária: Embora a publicidade sempre acompanhe tal sistema, a
publicidade não é essencial para sua existência. Isso se prova pela hipótese em que
é possível, em tese, um processo que respeite o contraditório e a igualdade e que
seja sigiloso.

SISTEMA INQUISITÓRIO
Funções concentradas em uma pessoa apenas, só há o juiz. Contrário ao sistema
anterior. Vigorou no mundo patrocinado pela Igreja. Para o sistema, a confissão é a
“rainha das provas” permitindo-se, para tal, inclusive, a tortura.
Características: Não há contraditório = pois não há partes. Confissão como prova
bastante para a condenação. Não há partes.
Característica Secundária: Sigilo = hipoteticamente, é possível, em tese, haver as
características acima citadas num processo que seja público.

SISTEMA MISTO
Historicamente, o sistema acusatório surge primeiro, mas nem ele nem o sistema
inquisitório funcionaram. “A virtude está no meio”.
Fases
Fase preliminar = polícia judiciária = sistema inquisitivo. Instrução Preparatória =
sistema inquisitivo. Julgamento = sistema acusatório.

SISTEMA ADOTADO NO BRASIL


No Brasil há na instrução preparatória o sistema inquisitivo.
Portanto, no Brasil, o sistema adotado é o Sistema Acusatório, pois “inquérito
policial” não é considerado processo, apesar de interferir de forma significativa no
mesmo e até mesmo podendo influenciá-lo, em alguns casos.

3.2. Investigação Criminal


3.3. Do Inquérito Policial
É procedimento administrativo, dispensável, presidido pelas autoridades
policiais (delegado estadual e delegado federal), de caráter informativo (peça de
informação), inquisitivo (não há ampla defesa, nem contraditório), que tem por
finalidade colher provas da infração e indícios suficientes de autoria, viabilizando o
exercício da ação penal (destinatário é o titular da ação penal).

Dos Indícios
Ao delegado não e possível limitar antecipadamente qual vai ser sua linha de
investigação. O delegado não colhe provas, mas sim indícios. Indício é uma
presunção sem certeza.
O artigo 6°CPP, é um rol exemplificativo para o delegado; este baseia-se na
sua discricionariedade.
Art. 6º Logo que tiver conhecimento da prática da infração penal, a
autoridade policial deverá:
I – dirigir-se ao local, providenciando para que não se alterem o estado e
conservação das coisas, até a chegada dos peritos criminais;
II – apreender os objetos que tiverem relação com o fato, após liberados
pelos peritos criminais;
III – colher todas as provas que servirem para o esclarecimento do fato e
suas circunstâncias;
IV – ouvir o ofendido;
V – ouvir o indiciado, com observância, no que for aplicável, do disposto no
Capítulo III do Título VII, deste Livro, devendo o respectivo termo ser assinado por
duas testemunhas que lhe tenham ouvido a leitura;
c Arts. 185 a 196 deste Código.
VI – proceder a reconhecimento de pessoas e coisas e a acareações;
20

VII – determinar, se for caso, que se proceda a exame de corpo de delito e a


quaisquer outras perícias;
VIII – ordenar a identificação do indiciado pelo processo datiloscópico, se
possível, e fazer juntar aos autos sua folha de antecedentes; Direito Processual
Penal – Ana Cristina Mendonça 39 Curso Aprobatum – 1º Semestre 2009
IX – averiguar a vida pregressa do indiciado, sob o ponto de vista individual,
familiar e social, sua condição econômica, sua atitude e estado de ânimo antes e
depois do crime e durante ele, e quaisquer outros elementos que contribuírem para
a apreciação do seu temperamento e caráter.

O inquérito não é “formal” como procedimento, sendo sua forma pré-


definida pela lei.
Pode o delegado alterar a ordem e a forma de colheita dos indícios.
O inquérito policial é formal (escrito) à medida que o delegado deve seguir
as formalidades legais, ex: o inquérito policial é escrito, o delegado deve rubricar
todas as suas folhas. Isso não significa rito procedimental rígido. Não há nulidades
na fase de inquérito, pois não se aplica a Teoria das Nulidades no Inquérito Policial.
Exceções à discricionariedade do Delegado de Polícia:
1 - Diante do Exame de Corpo de Delito(crimes que deixam vestígios)
2 - Quando lavrar Auto de Prisão em Flagrante( imposição legal/cognição
coercitiva), Não HÁ AUTO DE PRISÃO EM FLAGRANTE SEM INQUÉRITO
POLICIAL, se lavrar tem que instaurar inquérito!
3- Quando existe requisição do MP
O MP é o destinatário do Inquérito Policial (e não o juiz), por isso, quando o
art. 10 do CPP diz que o inquérito será remetido para o “juiz”, deve ser lido
“juízo”, pois se trata de atuação administrativa do juiz – critério de
distribuição, para saber qual membro do MP vai atuar no caso, uma vez que
é o MP quem irá requerer o que entender cabível.

NATUREZA JURÍDICA: Peça investigatória, escrita, inquisitória e sigilosa,


preparatória da ação penal. É considerada por alguns autores como uma Instrução
Provisória.

Quanto a instauração do inquérito policial, este pode ser:


1) De oficio: Significa que o Inquérito Policial é iniciado por “ato voluntário” da
autoridade policial, sem que tenha havido pedido expresso de qualquer
pessoa nesse sentido, é o “Princípio da Oficiosidade”.
1.1) Portaria: Quando o delegado de polícia fica sabendo da prática de
um delito, deve baixar a chamada “portaria”, que é peça inaugural do
procedimento inquisitorial. Nesta a autoridade declara instaurado o
Inquérito e determina as providências iniciais.
1.2) Auto de Prisão em Flagrante: Quando uma pessoa é presa em
flagrante, deve ser encaminhada à Delegacia de Polícia. Nesta é lavrado
o auto de prisão, que é o documento no qual ficam constando as
circunstâncias do delito e da prisão. Lavrado o auto o Inquérito é
instaurado.
O flagrante será obrigatório se realizado pela autoridade policial e seus
agentes, pois há o dever legal de se efetuar a prisão daquele que se ache
em estado de flagrante delito, podendo incidir a autoridade, conforme o
caso, em crime de prevaricação.
1.3) Auto de Resistência

2) Mediante Requisição do Juiz ou MP: Requisição é a exigência legal (o que


não pode ser feito pelo ofendido), assim, quando o Juiz ou Promotor
requisitam a instauração do inquérito, o delegado está obrigado a dar início
às investigações, caso se recuse ou por outras causas não o faça, poderá dar
causa a crime de prevaricação ou sanções administrativas.
Aqui não é necessário baixar portaria, no entanto se o fizer não haverá
problema. Poderá desde já pedir Diligências.
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É importante lembrar neste momento o “Princípio da Obrigatoriedade”, onde


o MP não tem liberdade para decidir se vai ou não processar o réu.
3) A Requerimento do Ofendido
4) Por Notícia de Qualquer do Povo
5) Mediante representação do ofendido

3.4. Da Prova
A prova é a soma dos fatos produtores de convicção do julgador dentro do
processo. É o conjunto de elementos produzidos pelas partes, ou pelo próprio Juiz,
visando estabelecer dentro do processo, a existência de certos fatos.
São os meios de demonstrar a existência de um fato jurídico ou os meios
destinados a fornecer ao julgador o conhecimento da verdade dos fatos deduzidos
no processo.
A função da prova é formar a convicção do julgador sobre a veracidade ou
não dos fatos alegados pelas partes. Primeiro cria a certeza, que, tornada
inabalável pela exclusão de todos os motivos contrários, faz-se convicção.

3.5. Do Juiz, do Ministério Público, do Acusado e seu Defensor, dos Assistentes e


Auxiliares da Justiça
Do Juiz
O juiz exerce o papel de maior relevo no processo. A lei confere-lhe os poderes
necessários para zelar pelo processo e solucionar a lide. Para tanto, são necessários
alguns pressupostos processuais subjetivos relativos à função de juiz. São eles:
• Investidura: a jurisdição só pode ser exercida por quem tenha sido
regularmente investido na autoridade de juiz, atualmente pela aprovação
em concurso público de provas e títulos, observando-se nas nomeações a
ordem de classificação (art. 93, inc. I, da Constituição Federal).
• Imparcialidade: o juiz deve estar, no processo, acima e eqüidistante das
partes, super et inter partes. Se presentes algumas das causas de
suspeição (art. 254 do Código de Processo Penal), impedimento (art. 252
do Código de Processo Penal) ou incompatibilidade (art. 253 do Código
de Processo Penal), o juiz deverá ser afastado do processo. Nos casos de
impedimento, o juiz tem algum vínculo com uma das partes; são causas
graves que afetam a imparcialidade, acarretando a inexistência do ato
realizado pelo juiz impedido. Na suspeição, o juiz tem interesse no
resultado do processo. Esta gera a nulidade absoluta do processo. Para
parte da doutrina, o rol que trata do impedimento e da suspeição, por ser
restritivo de direitos, é um rol taxativo que não pode ser ampliado.
• Competência: o juiz deve ser o competente para julgar a lide, segundo as
regras de competência previstas na Constituição Federal e no Código de
Processo Penal.

Do Ministério Público (Acusador)


Instituição permanente, essencial à formação jurisdicional do estado,
incumbindo-lhe a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses
sociais e individuais indispensáveis. Exerce função de parte e de fiscal.
O acusador, no processo penal, é representado pelo Ministério Público, no
caso da ação penal pública, e pelo querelante (ofendido ou seu representante
legal), no caso de ação penal privada ou ação penal subsidiária da pública. O
Ministério Público atuará sempre no processo penal, seja como parte na ação penal
pública, seja como custus legis, isto é, fiscal da lei na ação penal privada.
Conforme o art. 68 do Código de Processo Penal, o Ministério Público
também tem legitimidade para promover a ação civil ex delicto em nome do
ofendido. Nesse caso, o Ministério Público atua como substituto processual.
A Constituição Federal, no art. 129, relaciona as funções institucionais do
Ministério Público e prevê, no § 2.º, que essas funções só podem ser exercidas por
integrantes da carreira. A Constituição Federal vedou a possibilidade do promotor
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ad hoc, isto é, a nomeação de uma pessoa que faça as vezes do promotor para
algum ato processual.
O Ministério Público, porque exerce a acusação pública, possui algumas
peculiaridades, como a possibilidade de impetrar habeas corpus e de recorrer em
favor do réu; além disso, seus membros estão sujeitos à disciplina das suspeições e
impedimentos, entre outras. Uma vez que atuam em nome da instituição e não em
nome próprio, podem ser substituídos no curso do processo, proibindo-se,
entretanto, designações discricionárias feitas pelo Procurador-Geral de Justiça.
Os membros do Ministério Público não se encontram subordinados, quer ao
Poder Executivo, quer ao Judiciário, possuindo total independência.

Do Acusado
O acusado é aquele contra quem se dirige a pretensão punitiva. É o sujeito
passivo da relação jurídico-processual. O acusado deve ser identificado com o nome
e com os demais dados. O Código de Processo Penal permite a propositura da ação
penal somente com a descrição das características físicas do indivíduo.
É necessário que o acusado tenha capacidade para ser parte (sujeito de
direitos e obrigações) e capacidade para estar em juízo em nome próprio, o que
advém com a idade de 18 anos. Ao acusado menor de 21 anos, será nomeado
curador, que poderá ser advogado ou outra pessoa idônea. Se o acusado teve a
assistência de defensor dativo, a falta de curador não anula o processo, conforme a
Súmula n. 352 do Supremo Tribunal Federal.
Não podem ser acusadas as pessoas que dispõem de imunidade parlamentar
ou diplomática.
O acusado que, citado pessoalmente, não comparecer ao interrogatório, será
considerado revel.
A Constituição Federal previu a possibilidade de a pessoa jurídica ser o
sujeito passivo da infração penal nos casos de crime contra a economia popular,
contra a ordem econômica e financeira e nas condutas lesivas ao meio ambiente.
A Constituição Federal prevê uma série de garantias ao acusado no processo
penal, entre as quais:
• o direito ao respeito à integridade física e moral;
• o direito ao devido processo legal;
• o direito ao contraditório e à ampla defesa, que inclui a autodefesa e a
defesa técnica feita por defensor;
• o direito ao silêncio.
O acusado poderá, sem o defensor: impetrar habeas corpus, interpor
recurso, interpor revisão criminal, pagar fiança arbitrada pelo juiz e argüir
suspeição.

Do Defensor
O defensor não é sujeito processual, mas sim o representante do acusado,
que age em nome e no interesse dele. Exerce a defesa técnica do acusado, que é
tão importante e indisponível que poderá ser exercida ainda que contra a vontade
do representado ou mesmo na sua ausência. No processo penal, o contraditório e a
ampla defesa são efeitos. A ciência e a participação são necessárias.
A ampla defesa, no processo penal, constitui-se de autodefesa, feita pelo
próprio acusado no interrogatório, e de defesa técnica, desempenhada por pessoa
legalmente habilitada, o advogado (art.133 da Constituição Federal).
Se o acusado não possuir defensor constituído, também chamado de
procurador, o juiz irá nomear-lhe um defensor, chamado de defensor dativo. Se o
acusado possuir habilitação técnica, ele mesmo poderá defender-se.
A constituição do defensor faz-se por meio de outorga de procuração com
cláusula ad judicia. A constituição do defensor pode ser também apud acta, isto é, o
próprio acusado em seu interrogatório indica quem é seu defensor.
Para a realização de alguns atos no processo, o defensor precisa de poderes
especiais, como poderes para argüir a suspeição, argüir falsidade de documento e
concordar com perdão do querelante.
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Conforme entendimento do Supremo Tribunal Federal, o defensor dativo não


tem a obrigação de recorrer, mas, se o acusado interpuser recurso, o defensor
dativo tem a obrigação de arrazoar o recurso.
A intimação do defensor dativo é feita pessoalmente e a intimação do
defensor constituído é feita por publicação na imprensa oficial. A Lei n. 1.060/50,
art. 5.º, § 5.º, que trata da assistência judiciária, prevê o prazo em dobro para o
defensor público. A jurisprudência estende a prerrogativa do prazo em dobro ao
defensor dativo e aos advogados com convênio na Procuradoria-Geral do Estado.
A falta do defensor, ainda que motivada, não implica adiamento do ato
processual, devendo o juiz nomear ao réu um substituto ad hoc para o ato.

3.6. Processos dos crimes de responsabilidade dos funcionários públicos.


O procedimento dos crimes funcionais é aplicado a todos os crimes em que a
condição de funcionário público funcione como elementar ou circunstância do tipo
penal. Ex.: o Título XI, Capítulo I, do Código Penal aborda os crimes praticados por
funcionário público contra a Administração
Pública, e o Capítulo IV trata dos crimes praticados contra as finanças públicas.
O procedimento dos crimes funcionais segue o rito ordinário após o
recebimento da denúncia ou queixa subsidiária; a peculiaridade que o torna
especial é a possibilidade de o funcionário apresentar defesa preliminar antes do
recebimento da peça inicial.
Para tanto, o acusado é notificado com prazo de 15 dias para se defender
(art. 514 do CPP). Se não for encontrado, ser-lhe-á nomeado defensor dativo para
exibir a resposta preliminar.
O próprio acusado pode apresentar a defesa preliminar, mesmo não sendo
advogado.
Descumprida essa formalidade prévia, a nulidade é relativa (anulam-se os
atos seguintes mediante comprovação de prejuízo). Essa é a orientação do
Supremo Tribunal Federal. Nada obstante, consigna-se a posição minoritária do
Professor Tourinho a favor da existência de nulidade absoluta pela violação do
contraditório e da ampla defesa.
O objetivo da defesa preliminar é evitar que ocupantes de cargos públicos
sejam alvo de acusação infundada, tendo aplicação apenas aos crimes funcionais
afiançáveis (são inafiançáveis o excesso de exação e a facilitação do contrabando e
descaminho – arts. 316, § 1.º, e 318, do CP).
P.: Há algum meio para garantir a apresentação da defesa preliminar?
R.: Sim, pela correição parcial, caso o juiz não conceda a oportunidade para a sua
apresentação.
P.: Se o funcionário público, aposentado ou exonerado, for processado por um fato
que praticou enquanto exercia a função de funcionário público, terá direito a defesa
preliminar?
R.: O entendimento atual é no sentido de não ter direito à defesa preliminar, em
razão da revogação da Súmula n. 394 do Supremo Tribunal Federal. A súmula não
se refere a esse procedimento, mas o fundamento de sua revogação é o mesmo
dessa questão.
A súmula determinava que: “Cometido o crime durante o exercício funcional,
prevalece a competência especial por prerrogativa de função, ainda que o inquérito
policial ou a ação penal sejam iniciados após a cessação daquele exercício”.
Com o cancelamento dessa súmula, os fatos ocorridos durante a existência do foro
especial são processados após o término dessa prerrogativa na primeira instância e
não no foro especial, pois este existe em razão da função que a pessoa
desempenha (do cargo), não se tratando de um privilégio individual.
Ex.: se um funcionário público pratica um crime durante o exercício de sua função,
mas só vem a ser processado quando já estava aposentado ou exonerado, não será
adotado o procedimento que permite a defesa preliminar, mas sim o procedimento
comum.
Verificado o concurso de agentes no crime, os co-autores e partícipes, que não
sejam funcionários públicos, não serão notificados para a apresentação da defesa
preliminar – pois não possuem essa faculdade.
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Conforme entendimento do Supremo Tribunal Federal, o recebimento da


denúncia ou da queixa deve ser fundamentado. Isso porque os crimes funcionais
têm o contraditório antecipado na defesa preliminar. Trata-se de exceção, pois, em
regra, no despacho que recebe ou rejeita a denúncia ou a queixa não há
fundamentação. Recebida a denúncia ou a queixa, o acusado é citado – seguindo-se
o procedimento ordinário.

4 – LEGISLAÇÃO EXTRAVAGANTE
4.1 10. Código de Trânsito Brasileiro (Lei n° 9.503/97)