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A FALÊNCIA DAS INSTITUIÇÕES SOCIAIS BRASILEIRAS E A “JUSTIÇA PELAS PRÓPRIAS MÃOS”.

Derek Silva Vieira RA 11003914 Luciano Henrique Lacerda de Araújo RA 11050314 Raul Fernandes Ribeiro RA 11018314 Rodrigo de Carvalho Santos RA 11000714 Victor Figueroa Arakaki RA 11006114

1.Introdução

A criminologia, ciência que estuda o crime, teve seu início a partir de estudos de Cesare Lombroso, cujo foco de explicação para o crime residia no individuo geneticamente predisposto. Contrário a essa corrente, a sociologia funcionalista, com ênfase em Émile Durkheim, toma o crime como um fenômeno acima de tudo social. Logo, para sua melhor compreensão, se faz crucial uma melhor compreensão das relações sociais e da coletividade. No cotidiano, em quase todos os noticiários brasileiros, a criminalidade e a violência da sociedade tem grande destaque. Existe até um grande segmento da mídia que explora esse fenômeno social. Em adição, é nítida a descrença das instituições governamentais por não cumprirem suas funções a fim de evitarem ou punirem o fenômeno criminal nas cidades do país. Fatalmente, os indivíduos, em face da descrença institucional, se sentem no “direito” de tornar a justiça real por seus próprios métodos. 1

2.Objetivos

Estabelecer relações sobre a crescente de situações em que a população decide tomar “justiça pelas próprias mãos” a partir da descredibilização das instituições sociais brasileiras, em especial, aquelas ligadas à criminalidade e violência. 3.Procedimentos Metodológicos Análise do tema a partir de uma abordagem teórica, pautada primariamente por Émile Durkheim e R. K. Merton (Sociologia Funcionalista), entre outros autores como Sérgio Adorno e pelo confronto desta análise com exemplos pertinentes ao tema da realidade brasileira.

1 DIMENSTEIN, Gilberto. Dez Lições de Sociologia para um Brasil Cidadão. São Paulo: FTD, 2008. pp. 223- 249. Esta referência foi à inspiração para a escolha do tema e objetivo, apresentando um panorama histórico e os principais autores da sociologia bem como outras referências que discutem o tema.

4. Principais Conceitos e Argumentos Para Émile Durkheim, a sociedade deve ser interpretada como um organismo vivo, uma consciência racional independente cuja relação com as ações individuais ultrapassam o senso comum de linearidade, caracterizando-se melhor como uma síntese daquelas (QUINTANEIRO, 2002).

Neste Sentido, desempenha um papel importante o conceito do “Fato Social”, este é sempre externo ao indivíduo, coercitivo e coletivo. As regras morais constituem-se como um bom exemplo do fato social. Deste modo, pela perspectiva durkheimiana, a explicação para qualquer fato social reside no estudo da coletividade a despeito do foco nas partes da sociedade, como uma análise conjuntural (QUINTANEIRO, 2002).

Quando há incapacidade de inclusão do indivíduo na sociedade, ou seja, inabilidade do individuo interiorizar as normas, caracteriza-se o estado de anomia. A criminalidade nesta perspectiva pode ser interpretada tanto como um fato social, segundo próprio Durkheim, ou como um resultado do estado anômico, segundo Roberto King Merton.

A criminalidade, bem como a violência, em qualquer interpretação produz uma ameaça à solidariedade social. Então, caso o crime não seja devidamente punido, ou normalizado pelas instituições sociais, resultará costumeiramente na vingança 2 , ou nos instintos individuais de se realizar a justiça pelos próprios meios.

2 CARMO, Paulo Sérgio. Sociologia e Sociedade Pós-Industrial. Paulus, 2007. pp. 75-79.

5.Resultados principais e considerações

A sociedade brasileira, a despeito do que muitas vezes é transmitido pelas mídias, é

pautada por uma teia de relações sociais muito complexas, fortemente caracterizadas pela

desigualdade social. Neste ambiente, a busca pelo sucesso, ou segundo Merton, as metas

socioculturais, através dos meios institucionalizados é inviável para todos os indivíduos, de

tal modo que se estabelece um estado de anomia cujo produto iminente é a criminalidade. 3

A falência das instituições sociais brasileiras, em destaque aquelas ligadas à

criminalidade e a violência, nos seus mais diversos aspectos, perpetuam esse estado de

anomia, afetando, segundo Durkheim, a solidariedade social brasileira. Como resposta, os

indivíduos retornam aos seus anseios individuais em que, inegavelmente, o desejo de

vingança toma parte latente, se confundindo com o sentimento de justiça, e resultam no ato

de se “fazer justiça pelas próprias mãos”, evidenciado, por exemplo, pelo linchamento de

supostos criminosos ou até mesmo pela execução.

6.Referências Bibliográficas

CARMO, Paulo Sérgio. Sociologia e Sociedade Pós-Industrial. Paulus, 2007.

DIMENSTEIN, Gilberto. Dez Lições de Sociologia para um Brasil Cidadão. São Paulo: FTD,

2008.

D’ORNELLAS, Camilo. O pensamento de Robert Merton sobre a Anomia [Internet]. Camilo DOrnellas, 2012. Disponível em: http://pensarcriminologico.blogspot.com.br/2012/07/o- pensamento-de-robert-merton-sobre.html. Acesso em 12 de março de 2016.

QUINTANEIRO, Tânia et al. Um Toque de Clássicos: Marx, Durkheim e Weber. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2002.

3 D’ORNELLAS, Camilo. O pensamento de Robert Merton sobre a Anomia [Internet]. Camilo DOrnellas, 2012. Disponível em: http://pensarcriminologico.blogspot.com.br/2012/07/o-pensamento-de-robert-merton- sobre.html. Acesso em 12 de março de 2016. Para consultas posteriores, a referência oferece um texto breve sobre a influência do sociólogo americano sobre o tema.