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17/01/2016 / DEIXE UM COMENTÁRIO A carne e o cosmos: Rodrigo Lobo Damasceno estreia (anotações
17/01/2016 / DEIXE UM COMENTÁRIO
A carne e o cosmos: Rodrigo Lobo Damasceno estreia
(anotações à margem de Tatuagens complicadas do meu peito)

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Leonilson
Leonilson

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1. Inscrição, rastro, cicatriz

Voz que vem do futuro, a poesia – ainda inédita – de Rodrigo Lobo Damasceno apresenta uma série múltipla e intercambiável de sentidos para o ato da escrita, dos quais dois, em princípio, merecem ser destacados – posto que articulados e desdobráveis, retornando de diferentes maneiras ao longo do texto: para o poeta, escrever é tatuar (na pele do papel) a Letra indelével do afeto e da experiência, gravando-a a ferro e sangue; e escrever é também – num mesmo gesto – desvelar a tatuagem, as cores que o corpo abriga, expor o segredo indecifrável que se carrega no peito. Dessa forma, é possível observar como todo o vasto campo semântico que se articula em torno de ideias como gravação, marca e sobreimpressão se faz presente e decisivo no conjunto dos poemas, que não por acaso vai chamar-se Tatuagens complicadas do meu

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peito . Nele o corpo, a tela, a folha em branco são superfícies onde vão

peito. Nele o corpo, a tela, a folha em branco são superfícies onde vão se inscrever as palavras, cada uma delas indicando, para além da sua materialidade de signo (dado incontornável no projeto), o lastro vivo que as atravessa e de certo modo embasa: “‘diz ando bordando corações’ como se a bordo do corpo passasse a ser tudo tatuagem:e passa: […] repara na pele a linha magnífica e magenta q pode ser ruína,cicatriz,marca de unha,” (LOBO DAMASCENO, 2016, p. I).

As palavras/signos/imagens só são gravadas, só se fixam fortemente porque são sulcos, pegadas, ranhuras que a experiência e a imaginação – os choques com o mundo e os volteios da inteligência – deixam no sujeito da escrita. Não se trata, por suposto, de qualquer traço biográfico verificável: para além das cenas do dia a dia e do registro das atividades pessoais, os poemas propõem um modo visceral de conceber a escrita, segundo o qual ela é, só pode ser, cicatriz, isto é, memória do vivido que no entanto não traduz diretamente e de modo integral os acontecimentos

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do passado; toda cicatriz é uma inscrição que é preciso decifrar, para a qual faz-se

do passado; toda cicatriz é uma inscrição que é preciso decifrar, para a qual faz-se necessário inventar um sentido que a torne legível. Matéria de recordação, a escrita/cicatriz de Rodrigo Lobo Damasceno é também elaboração permanente de outras possibilidades, outras identidades, outras leituras possíveis para o que nos afeta e marca o corpo:

querida.01 noite pode durar 3 dias(e ser uma apoteose de brigas e cantos e galos bêbados lágrimas carícias-de histórias russas protagonizadas por bailarinas).assumir o risco:levá-lo no peito p/ todos os lados./estrelas,planetas,álcool:o coquetel explosivo nas mãos do universo-ou nos teus bolsos/.querida.pense no big bang:isto é,ato de vandalismo repetido a cada vez que a águia sai da tua cabeça(e grita)e encontra o lobo sobre a minha;a cada vez q o peixe atravessa os fluidos

cada vez que a águia sai da tua cabeça(e grita)e encontra o lobo sobre a minha;a

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tuas águas o doce de leite e chega se debatendo em tua perna(ou chaga a minha língua).recordo e reconto todas as penas de uma ave extinta(q sobrevive pelo plágio das aves tóxicas q ainda voam em nosso dias).1 noite pode durar 03 vidas(e ser a colina úmida sobre a qual os pés esfriam qnd já nda contém a paixão q escapa do barro e dos lábios:td pode ser expulso às quatro da manhã-eu não fui.querida). huma noche pode durar 3 dias.ou nunca mais acabar, tatuar-se complicada em nosso peito.ferida.

[LOBO DAMASCENO, 2016, p. VII]

O elemento visual que constitui os poemas – e que se afirma desde o título

– é mais que uma metáfora: como se vê, além da referência às tatuagens

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e às diversas marcas que o amor, a frustração e o desejo podem deixar sobre as superfícies que se espalham, o próprio corpo do texto se coloca como uma imagem antes de tudo. Aproveitando o espaço entre as palavras, ou a ausência dele, como elemento criativo, e aproveitando igualmente, e de modo muito sofisticado, a linguagem telegráfica (ou diríamos eletrônica) da comunicação on-line, reduzida tantas vezes a apenas duas ou três consoantes, o poeta constrói uma poesia para os olhos, que tem consciência da sua condição de matéria sígnica e do espaço que ocupa na página, sendo antes de tudo mancha gráfica, forma visual que se entrega também à contemplação (e não apenas à leitura). Conscientes de ser imagens, os poemas – como o exemplo antes transcrito permite perceber – aproximam-se da tatuagem e aceitam, como um seu tema fundamental, a relação entre escrita e memória. A duração expansiva, virtualmente interminável de uma noite intensa é expressão do caráter incontrolável do vivido, que se desdobra, metamorfoseia e confunde pela lembrança, ora transformando-se em símile do universo, ora reduzindo-se a simples ponto sobre a pele. Mais do que apresentarem- se como poesia (também) visual – o que certamente será muitas vezes

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intensificado com a entrada em cena dos desenhos e bordados da artista plástica Camila Hion,
intensificado com a entrada em cena dos desenhos e bordados da artista
plástica Camila Hion, que irão se costurar aos textos e dar forma final ao
livro – as Tatuagens complicadas do meu peito assumem e incorporam o
que há nelas de rastro e pegada viva, fazendo disso mote e obsessão.

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2. Saturno entre os pelos A melancolia percorre o livro de Rodrigo Lobo Damasceno de
2.
Saturno entre os pelos
A melancolia percorre o livro de Rodrigo Lobo Damasceno de modo
discreto mas seguro. Tratando de ser uma poesia do afeto e da memória,
ela é também uma poesia da finitude, para a qual a intensidade do
instante se paga com a consciência dolorosa da sua condição fugaz, do

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seu aspecto passageiro e incerto. O fato de que as experiências podem ser reelaboradas e,

seu aspecto passageiro e incerto. O fato de que as experiências podem ser reelaboradas e, de certo modo, fixadas na pele e na página, gravadas como tatuagens, não anula o que há de inconstante nelas, antes o acentua, na medida em que se revela, no próprio gesto da escrita, a sua precariedade (e das suas técnicas de condensação, deslocamento e livre associação) diante da inapreensibilidade de uma realidade fugaz; escrever é identificar e produzir rastros – o livro parece nos dizer – sabendo-os sinais breves e necessários.

A representação proposta nas Tatuagens complicadas do meu peito do encontro amoroso, suas alegrias e tensões – elementos que se intuem desde o título – dá bem a medida do que afirmamos. Um traço constante do texto, repetido em vários poemas, é significativo aqui: a cadeia metafórica perseguida muitas vezes para descrever o que há de impactante e único na aproximação desejante dos corpos guarda a memória da morte e da destruição, fazendo ver que a beleza do amor se

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constrói também da certeza de seu fim. No segundo dos poemas do livro (que não têm título ou numeração específica), o eu-lírico procura descrever metonimicamente a mulher a quem, em outras passagens, se dirige: seus traços físicos e seu temperamento, seus encantos e fúrias, partindo sempre de imagens como essas: “a de cachos mais revoltos q as fronteiras onde o espaço e o tempo devoram o vazio”; ou “a de boca mais rubra que as águas do pacífico antes de dissolverem em azul o sangue quente e vermelho do último corsário devorado pelo grande tubarão branco.” (LOBO DAMASCENO, 2016, p. II) Nos dois trechos o procedimento é o mesmo: os caracteres da mulher tornam-se as circunstâncias extremas de uma experiência irrepetível e finita, marcada pelo desaparecimento e pela fragilidade. O naufrágio e a deglutição do último corsário, que se apaga sem deixar vestígio, tragado pelo oceano, traz junto a si, como imagem, a sensação do irrecuperável que caracteriza a melancolia, essa constelação afetiva que se liga, de diferentes maneiras, à perda do objeto amado e ao desencantamento do mundo. Do mesmo modo, todas “as penas de uma ave extinta” (LOBO DAMASCENO, 2016, p. VII), no dúbio sentido que o trecho propõe, e a altura inalcançável de uma certa nota

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musical são outras tantas imagens possíveis daquela sensação ambígua de vazio e esplendor que cerca o amor e suas ruínas:

a de olhos mais longos q a noite e que o ano da

serpente.dizem que nos limites do universo o big bang ainda é um perigo iminente.a de cachos mais revoltos q as fronteiras onde o espaço e o tempo devoram o vazio(com o pó de estrelas que ainda vão nascer de dentro do fogo).dizem q nos traços mais finos de toda

pele,todo pelo,tudo,energias opostas se encontram se chocam se curtem para formar o coração e a faca,os olás

e as rosas,os lobos e as águias:a de boca mais rubra que as águas do pacífico antes de dissolverem em azul o

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sangue quente e vermelho do último corsário devorado pelo grande tubarão branco.dizem q nos movemos

sangue quente e vermelho do último corsário devorado pelo grande tubarão branco.dizem q nos movemos por entre cordas e q cada passo e cada toque entre corpos dispara uma nota que nenhum músico alcança(apenas lou reed em sua prática diária e eterna do tai chi):a de cílios mais longos que as noites e as flautas.dizem que ainda nesta galáxia circula a canção “dark was the night,cold was the ground”,o blues que nos apresentará à eternidade:a de pé quente(cabeça idem). [LOBO DAMASCENO, 2016, p. II]

was the ground”,o blues que nos apresentará à eternidade:a de pé quente(cabeça idem). [LOBO DAMASCENO, 2016,
was the ground”,o blues que nos apresentará à eternidade:a de pé quente(cabeça idem). [LOBO DAMASCENO, 2016,

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Outra indicação da presença da melancolia no livro pode ser percebida na configuração de um olhar atento às muitas formas de desespero e solidão que vão como que se multiplicando ao seu redor. A partir de uma estrutura de oposições, os poemas constroem-se quase sempre pelo contraste entre uma cena interior, profundamente íntima (que pode se dar no espaço fechado do quarto, sobre a superfície do colchão, no recesso do coração ou da memória) e os movimentos que crescem à sua volta, venham eles da rua, do céu povoado de signos ou da consciência angustiada da morte ou do sofrimento próximo. Instigado, talvez, pela lembrança “matinal de mallarmé(carne e tristeza)” – cuja brise marine invade, trazendo tédio e cansaço, alguns dos textos de Tatuagens complicadas do meu peito – o poeta pressinta e procure abrigar em si ‘o choro que há sempre no campus’, quase tão comum, naquele cenário, como ‘o cheiro de cânhamo’ (cf. LOBO DAMASCENO, 2016, p. VI), ou ainda a força da dissolução, “a foice afoita” (LOBO DAMASCENO, 2016, p. VI) que espreita a vida geral e lhe deixa um gosto vago e persistente de negatividade. Mais do que em qualquer outro dos textos do livro, o poema (o quinto da série) no qual a imagem do poeta se confunde com a de seu cadáver, dando a ver a

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prevalência do deserto, do Nada sobre esforços e racionalizações, é o ponto máximo a que

prevalência do deserto, do Nada sobre esforços e racionalizações, é o ponto máximo a que chega o tratamento dado pelo poeta à questão:

q importa a porta aberta se o q vinga além dela é terra? nado.mas não sei nadar.pode ser q confunda os movimentos ágeis dos meus ombros com os braços pensos do meu cadáver afogado.extremar:esta,a via p/ o verso e p/ as mamas onde andorinhas mergulham,mordiscam e ressuscitam os corpos q morrem sem ar.um imenso livro azul e sem paginas.um abismo.outro deserto.filosofia:nenhuma:nenhum:medo.pode ser q sereias.a noite(e a viagem)não é óbvia-ela tem mil bocas

abismo.outro deserto.filosofia:nenhuma:nenhum:medo.pode ser q sereias.a noite(e a viagem)não é óbvia-ela tem mil bocas

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e 03 mil bucetas:

ninguém

irá

conhecê-la.

não importa a porta aberta(observá-la,escrevê-la:nada disso adianta):nade,adiante.

(LOBO DAMASCENO, 2016, p. V)

3.

O coração e a faca

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Há um interessante jogo de ficção proposto pelo livro de Rodrigo Lobo Damasceno. Nele, o poeta aproveita o próprio sobrenome para figurar-se como um personagem de seus poemas, o Lobo. Falando quase sempre na terceira pessoa, vendo-se de longe, ele lança mão de um dispositivo autobiográfico interessante, na medida em que a sua imagem mistura-se e sobrepõe-se aos desenhos que formam as tatuagens tão presentes no texto, indicando uma intrincada rede de significados: lobo é o animal feroz, solitário e capaz de uivos extensos, naturalmente associado à violência; lobo será também a imagem impregnada na pele, espécie de insígnia (ou inscrição totêmica) a lembrar tanto a devoração quanto o canto, atividades co-extensivas da escrita e da criação poética; por fim, Lobo é a máscara com que se apresenta, em certos momentos-chave, o autor, costurando a partir dela os sentidos mobilizados pelo signo plural que escolhe e instaurando assim um regime de ficcionalidade que potencializa a presença das muitas identidades e das muitas vozes que se reúnem e combinam no corpo dos poemas:

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(…) mas,então,existe o LOBO-aquele para o qual já nenhum segredo existe porque é da natureza do lobo devorar todo e qlq número,toda e qlq palavra-:dizem q qnd o lobo uiva por dentro da noite,atravessando a planície ou superando o planalto,está tentando nos revelar esse segredo q não sabemos,mas é q nós não sabemos também como escutá-lo.e falamos.

[LOBO DAMASCENO, 2016, p. III]

esse segredo q não sabemos,mas é q nós não sabemos também como escutá-lo.e falamos. [LOBO DAMASCENO,
esse segredo q não sabemos,mas é q nós não sabemos também como escutá-lo.e falamos. [LOBO DAMASCENO,
esse segredo q não sabemos,mas é q nós não sabemos também como escutá-lo.e falamos. [LOBO DAMASCENO,

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foto: Camila Hion A presença mais marcante dessa figura no texto está associada, uma vez
foto: Camila Hion
A presença mais marcante dessa figura no texto está associada, uma vez
mais, à abordagem feita dos traços e tramas amorosas que o povoam.
Dessa vez, no entanto, a melancolia não é o afeto decisivo, mas a paixão,
talvez mais propriamente a intensa carga erótica com que ela se inscreve
nos poemas. O encontro dos corpos é às vezes doce, às vezes enérgico em
Tatuagens complicadas do meu peito, mas sempre é a experiência

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fundadora, aquela que é capaz de criar novos mundos e novas linguagens. A palavra mais

fundadora, aquela que é capaz de criar novos mundos e novas linguagens. A palavra mais adequada para descrevê-lo é a luta. O toque, a descoberta, a troca, atos inerentes ao exercício amoroso e à aventura do sexo, são quase sempre violentos, apresentados a partir de metáforas bélicas (“e se esta tua bota preta-a de cano curto-for uma espécie de beretta pronta p/ me acertar no peito?”) ou relativas a conflitos entre animais selvagens, todos eles aptos à captura da presa ou à defesa de seu espaço vital. É precisamente nesse ponto que a figura do Lobo ganha destaque, uma vez que será em torno do sentido ambíguo e flutuante desse termo que o poeta irá situar o erotismo que tão decisivamente marca o livro.

Assentado na imagem do lobo, Rodrigo Damasceno traz para o centro da cena um outro personagem, outra figura de animal que aqui irá ocupar o lugar do feminino: a águia. Imagem icônica de certos tipos de tatuagem, bicho agressivo e perigoso, ela liga-se ao voo e ao céu, enquanto o lobo está preso à terra (e não é demais lembrar que à terra está atado, pelo pensamento analógico, o melancólico). A luta que se dá entre os dois, a diferença existente entre ambos e o contato tenso que mantém anima a

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dinâmica erótica que percorre os poemas, dando a eles uma carga de crueza, um quê

dinâmica erótica que percorre os poemas, dando a eles uma carga de crueza, um quê de naturalismo que torna mais forte e sensorial o rito da paixão que eles encenam. As tatuagens complicadas de que fala o título, e que vão estampadas na altura do coração, revelam aqui um dos seus sentidos mais imediatos: colocados lado a lado na superfície do corpo, essas imagens (e tudo que elas simbolicamente arrastam consigo) vão enfrentar-se e desejar-se, fazendo do peito palco privilegiado da ação, símile da página em branco e da tela de tecido, sobre as quais vão se lançar as palavras e os bordados que prolongam, em registro e linguagens diversas, o mesmo combate. A violência disruptiva desse momento, a potência oculta na sua mistura de abraço e peleia, ganha, quem sabe?, sua melhor formulação nos versos a seguir, nos quais o instante preciso do amor vai ser comparado à grande explosão, ao estouro (como o gozo? como um soco?) que inaugurou o universo. Como se vê, nela vão juntos a carne e o cosmos – a matéria vasta e perecível com que é feita essa poesia:

universo. Como se vê, nela vão juntos a carne e o cosmos – a matéria vasta
universo. Como se vê, nela vão juntos a carne e o cosmos – a matéria vasta

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(…).querida.pense no big bang:isto é,ato de vandalismo repetido a cada vez que a águia sai

(…).querida.pense no big bang:isto é,ato de vandalismo repetido a cada vez que a águia sai da tua cabeça(e grita)e encontra o lobo sobre a minha;

[LOBO DAMASCENO, 2016, p. VII]

o lobo sobre a minha; [LOBO DAMASCENO, 2016, p. VII] Figurações da ditadura na literatura brasileira

EMENTA

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O curso pretende problematizar o legado e o impacto, na literatura brasileira, do evento disruptivo
O curso pretende problematizar o legado e o impacto, na literatura brasileira, do evento disruptivo

O curso pretende problematizar o legado e o impacto, na literatura brasileira, do evento disruptivo do Golpe Civil-Militar de abril de 1964, abordando o tema a partir de duas perspectivas distintas: a) leitura, em diferentes textos, das representações da violência e do terror, elaboradas tanto no calor dos acontecimentos quanto na contemporaneidade; b) investigação das complexas relações entre cultura e barbárie que se renovam e repropõem, de modo profundo, depois do Golpe e seus múltiplos desdobramentos.

entre cultura e barbárie que se renovam e repropõem, de modo profundo, depois do Golpe e
entre cultura e barbárie que se renovam e repropõem, de modo profundo, depois do Golpe e
entre cultura e barbárie que se renovam e repropõem, de modo profundo, depois do Golpe e

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PROGRAMA 1. À beira do abismo – as circunstâncias do Golpe e a cultura brasileira.

PROGRAMA

1. À beira do abismo – as circunstâncias do Golpe e a cultura brasileira. Alguns antecedentes históricos. Pós-ditadura como questão. Pensar/escrever a violência: considerações teóricas.

2. País bloqueado – imagens da violência na literatura brasileira pós-64:

a) exílio; b) tortura; c) extermínio; d) desaparecimento forçado.

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3. Afeto, memória, distopia – viver sob o horror: impressões. Leituras de poesia: Torquato Neto, Ferreira Gullar, 26 poetas hoje. Passado perdido, futuro contaminado: narrativas de Rubem Fonseca e Caio F. Abreu.

4. Arquivos da catástrofe – o passado como campo de batalha. Presença da literatura contemporânea. A questão do testemunho: Retrato calado.

5. Cultura e barbárie – Os intelectuais e o poder: duas faces.

6. Autoritarismo hoje – Cenas do presente: dois momentos – a) o cárcere (em torno ao massacre do Carandiru) b) a repressão (em torno aos protestos de Junho/2013).

CRONOGRAMA

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Aula 1 – Apresentação do curso, do Programa, da turma e do professor. Relação das leituras obrigatórias e das formas de avaliação. Perspectiva geral.

Aula 2 – Introdução: o que resta do Golpe de 1964? (I) As narrativas, a disputa, os riscos. Textos: “Ditadura no Brasil entre memória e história”, Daniel Aarão Reis; “1964, o ano que não terminou”, Paulo Eduardo Arantes; “Índio (Poema-Wikipédia)”, Rodrigo Lobo Damasceno (In: Vinagre: uma antologia de poetas neobarracos).

Aula 3 – O que resta do Golpe de 1964? (II) O campo cultural: resistência e perlaboração (I). Texto: “Cultura e política, 1964-1969”, Roberto Schwarz.

Aula 4 – O que resta do Golpe de 1964? (III) O campo cultural: resistência e perlaboração (II). Texto: “A genealogia de uma derrota”, Idelber Avelar.

Aula 5 – Escrever/pensar a violência (I) Alguns pressupostos teóricos sobre luto, trauma e negatividade. Notas a partir de Freud, Benjamin, Adorno (I).

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Textos: “Luto e melancolia”, Sigmund Freud; “O narrador: considerações sobre a obra de Nicolai Leskov”, Walter Benjamin; “Palestra sobre lírica e sociedade”, Theodor W. Adorno.

Aula 6 – Escrever/pensar a violência (II) Alguns pressupostos teóricos sobre luto, trauma e negatividade. Notas a partir de Freud, Benjamin, Adorno (II). Textos: “Luto e melancolia”, Sigmund Freud; “O narrador:

considerações sobre a obra de Nicolai Leskov”, Walter Benjamin; “Palestra sobre lírica e sociedade”, Theodor W. Adorno.

Aula 7 País bloqueado: imagens da violência na literatura brasileira pós- 64 (I) Cenas do exílio. Textos: “Lixo e purpurina”, Caio Fernando Abreu; “Barra 69” & “London, London”, Caetano Veloso (In: Verdade tropical); “Até que ponto precisamos da nossa terra natal?”, Jean Améry.

Aula 8 País bloqueado: imagens da violência na literatura brasileira pós- 64 (II) A maquinaria infernal da tortura. Trechos de Em câmara lenta, Renato Tapajós; O que é isso, companheiro?, Fernando Gabeira. A dor e o Estado. Textos: “Castigo cruel, desumano e degradante”, Brasil: nunca

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mais; “Tortura, verdade e democracia”, Idelber Avelar; “A tortura”, Jean Améry.

Aula 9 País bloqueado: imagens da violência na literatura brasileira pós- 64 (III) O extermínio. Leitura de “Encontro no Amazonas”, Rubem Fonseca e “Alguma coisa urgentemente”, João Gilberto Noll. A Doutrina de Segurança Nacional e o inimigo interno. As Forças Armadas e o Esquadrão da Morte. Textos: Cena do crime, Karl Erich Schollhammer; “A matança”, Elio Gaspari (In: As ilusões armadas, vol. 2)

Aula 10 País bloqueado: imagens da violência na literatura brasileira pós-64 (IV) Cadáveres insepultos: o desaparecimento forçado. Leitura de K. – relato de uma busca, Bernardo Kucinski. Textos: “O passado subtraído da desaparição forçada: Araguaia como palimpsesto”, Roberto Vecchi; Poder e desaparecimento, Pilar Calveiro.

Aula 11 Afeto, memória, distopia: viver sob o horror (I) Poesia e política, três possibilidades (I). Os impasses de Torquato Neto. Textos: Torquatália (do lado de dentro); “O susto tropicalista na virada da década”, Heloísa

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Buarque de Hollanda (In: Impressões de viagem: CPC, vanguarda, desbunde); “Os últimos dias de paupéria”, André Bueno; Corpos pagãos, Marío Cámara.

Aula 12 Afeto, memória, distopia: viver sob o horror (II) Poesia e política, três possibilidades (II). A emergência da memória: Ferreira Gullar. Textos:

Poema sujo; “Traduzir-se”, João Luiz Lafetá; “Roteiro do poeta Ferreira Gullar”, Alfredo Bosi.

Aula 13 Afeto, memória, distopia: viver sob o horror (III) Poesia e política, três possibilidades (III). A resistência e o riso: 26 poetas hoje. Textos:

Poesia Marginal, Frederico Coelho (org.); “O poeta dos outros”, Cacaso; “O espanto com a biotômica vitalidade dos 70”, Heloísa Buarque de Hollanda.

Aula 14 Afeto, memória, distopia: viver sob o horror (IV) O avesso do Milagre: Rubem Fonseca. Esgotamento e desencanto: Caio Fernando Abreu. Leitura de “O cobrador” e “Os sobreviventes”. [Avaliação I]

Aula 15 Arquivos da catástrofe: a ditadura e suas ruínas (I) Considerações sobre Além do crime e do castigo, Jean Améry & O

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inconsciente jurídico, Shoshana Felman. Leitura de Nominata Morfina, Fabiano Calixto & Cálcio, Pádua Fernandes.

Aula 16 Arquivos da catástrofe: a ditadura e suas ruínas (II) Considerações sobre Além do crime e do castigo, Jean Améry & O inconsciente jurídico, Shoshana Felman. Leitura de Cálcio, Pádua Fernandes.

Aula 17 Arquivos da catástrofe: a ditadura e suas ruínas (III) A história se repete, a história se espalha: leitura de História natural da ditadura, Teixeira Coelho (I) Texto: “O limiar entre a poesia e a filosofia em História natural da ditadura, de Teixeira Coelho”, Ricardo Araújo Barberena.

Aula 18 Arquivos da catástrofe: a ditadura e suas ruínas (IV) A história se repete, a história se espalha: leitura de História natural da ditadura, Teixeira Coelho (II) Texto: “Teses sobre o conceito da História”, Walter Benjamin.

Aula 19 Arquivos da catástrofe: a ditadura e suas ruínas (V) A questão do

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testemunho: considerações teóricas. Leitura de História, Memória, Literatura, Márcio Seligmann-Silva. Análise de Retrato calado, Luiz Roberto Salinas Fortes.

Aula 20 Arquivos da catástrofe: a ditadura e suas ruínas (VI) Narrar e sobreviver. Análise de Retrato calado, Luiz Roberto Salinas Fortes. Textos:

“A aura do testemunho”, Alberto Moreiras; “Sobre viver (Giorgio Agamben e Primo Levi)”, João Camillo Penna.

Aula 21 Cultura e barbárie – os intelectuais e o poder, duas faces (I) Ética e exceção: considerações sobre Minima Moralia, Theodor Adorno & Homens em tempos sombrios, Hannah Arendt.

Aula 22 Cultura e barbárie – os intelectuais e o poder, duas faces (III) Cooptação, apropriação, negação. O caso Gilberto Freyre. Leitura de crônicas e memórias de Nelson Rodrigues (O óbvio ululante & O reacionário).

Aula 23 Cultura e barbárie – os intelectuais e o poder, duas faces (IV)

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Cooptação, apropriação, negação. Leitura de crônicas e memórias de Nelson Rodrigues (O óbvio ululante & O reacionário).

Aula 24 Cultura e barbárie – os intelectuais e o poder, duas faces (V) Perseguição, resistência, morte. Análise de Em liberdade, Silviano Santiago. Textos: Corpos escritos, Wander Melo Miranda; “Pastiche e repetição: a assinatura falsificada do anjo da História”, Idelber Avelar.

Aula 25 Cultura e barbárie – os intelectuais e o poder, duas faces (VI) Perseguição, resistência, morte. Análise de Em liberdade, Silviano Santiago. Textos: Corpos escritos, Wander Melo Miranda; “Pastiche e repetição: a assinatura falsificada do anjo da História”, Idelber Avelar.

Aula 26 Autoritarismo hoje: os dispositivos de exceção e a manutenção da violência de Estado (I) Representações do cárcere – em torno ao Massacre do Carandiru: 111, Nuno Ramos; Apocalipse 1,11, Teatro da Vertigem; Sobrevivente André du Rap, Bruno Zeni. Textos: “O sujeito carcerário”, João Camillo Penna; Cada história, uma sentença: estudo de narrativas contemporâneas do cárcere brasileiro, Rita Palmeira Sigaud.

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Aula 27 Autoritarismo hoje: os dispositivos de exceção e a manutenção da violência de Estado (II) Representações do cárcere – em torno ao Massacre do Carandiru: 111, Nuno Ramos; Apocalipse 1,11, Teatro da Vertigem; Sobrevivente André du Rap, Bruno Zeni. Textos: “O sujeito carcerário”, João Camillo Penna; “Catálogo dos mortos: a cultura latino- americana e os inventários do horror”, G. S. Ribeiro.

Aula 28 Autoritarismo hoje: os dispositivos de exceção e a manutenção da violência de Estado (III) As manifestações de Junho e a repressão policial: leitura de Vinagre: uma antologia de poetas neobarracos, Fabiano Calixto & Pedro Tostes (org.) Texto: “A noite explode nas cidades: três hipóteses sobre Vinagre”, G. S. Ribeiro.

Aula 29 Autoritarismo hoje: os dispositivos de exceção e a manutenção da violência de Estado (III) As manifestações de Junho e a repressão policial: leitura de Vinagre: uma antologia de poetas neobarracos, Fabiano Calixto & Pedro Tostes (org.) Texto: “A noite explode nas cidades: três hipóteses sobre Vinagre”, G. S. Ribeiro.

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Aula 30 – Avaliação II. Considerações finais.

BIBLIOGRAFIA

Apocalipse: 1, 11 [Teatro da Vertigem] (PubliFolha, 2001)

Brasil Nunca Mais (Vozes, 2011)

Relatório da Comissão Nacional da Verdade – 3 vol. (e-pub)

ABREU, Caio F. Lixo e purpurina In: Ovelhas negras (LP&M, 2012)

ABREU, Caio F. Morangos mofados (Brasiliense, 1982)

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ABREU, Caio F. Onde andará Dulce Veiga? (Companhia das Letras, 1990)

ADORNO, Theodor. Dialética do esclarecimento (Jorge Zahar, 2006)

ADORNO, Theodor. Teoria estética. (Edições 70, 2008)

AGAMBEN, Giorgio. Estado de exceção (Boitempo, 2010)

AGAMBEN, Giorgio. O que resta de Auschwitz? (Boitempo, 2008)

AMÉRY, Jean. Além do crime e do castigo (Contraponto, 2013)

ARENDT, Hannah. Eichmann em Jerusalém (Companhia das Letras, 2005)

ARENDT, Hannah. Homens em tempos sombrios (Companhia das Letras,

2008)

AVELAR, Idelber. Alegorias da derrota (UFMG, 2003)

AVELAR, Idelber. Crônicas do estado de exceção (Azougue, 2014)

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AVELAR, Idelber. Figuras da violência (Ed. UFMG, 2011)

AVELAR, Idelber. “Tortura, verdade, democracia” (Fórum, 2012)

BENJAMIN, Walter. Escritos sobre mito e linguagem (34, 2011)

BENJAMIN, Walter. Obras escolhidas I (Brasiliense, 2004)

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BOSI, Alfredo. Roteiro do poeta Ferreira Gullar. In: Céu, inferno (34, 2003)

BUENO, André. Pássaro de fogo no Terceiro Mundo: Torquato Neto e sua época (7Letras, 2005)

CACASO. Não quero prosa. Campinas: Ed. UNICAMP, 1997.

CALLADO, Antonio. Reflexos do baile (José Olympio, 2011)

CALLADO, Antonio. Sempreviva. (Novo Conceito, 1981)

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CALIXTO, Fabiano. Nominata Morfina (Corsário-Satã, 2014)

CALIXTO, Fabiano & TOSTES, Pedro (org.) Vinagre: uma antologia de poetas neobarracos

CALVEIRO, Pilar. Poder e desaparecimento (Boitempo, 2013)

CÁMARA, Mario. Corpos pagãos: usos e figurações na cultura brasileira (Ed. UFMG, 2014)

CÁMARA, Mario. El caso Torquato (Lumme Editor, 2011)

COELHO, Frederico (org.) Poesia Marginal (IMS, 2015)

COELHO, Teixeira. História natural da ditadura (Iluminuras, 2006)

COETZEE, J. M. Giving offense: essays on censorship (University of Chicago Press, 1996)

DALCASTANGNÈ, Regina. O espaço da dor. O golpe de 64 e o romance

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brasileiro. (UNB, 1996)

DERRIDA, Jacques. Mal de arquivo: uma impressão freudiana (Relume- Dumará, 2001)

ELIOT, T. S. Notas para uma definição de cultura (Perspectiva, 1995)

FELMAN, Shoshana. Inconsciente jurídico: julgamentos e traumas no século XX (EdiPro, 2014)

FERNANDES, Pádua. Cálcio (Hedra, 2015)

FONSECA, Rubem. Feliz ano novo (Companhia das Letras, 1994)

FONSECA, Rubem. Feliz ano novo (Companhia das Letras, 1994)

FONSECA, Rubem. O cobrador (Companhia das Letras, 1994)

FOOT HARDMAN, Francisco & GINZBURG, J. & SELIGMANN-SILVA,

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M. (org.) Escritas da violência [2 vol.] (7Letras, 2012)

FOOT HARDMAN, Francisco (org.) Morte e progresso: cultura brasileira como apagamento de rastros (Ed. UNESP, 2001)

FORTES, Luiz Roberto Salinas. Retrato calado (Cosac Naify, 2012)

Luiz Roberto Salinas. Retrato calado (Cosac Naify, 2012) FREUD, Sigmund. Totem e tabu (Companhia das Letras,

FREUD, Sigmund. Totem e tabu (Companhia das Letras, 2013)

GAGNEBIN, Jeanne Marie. Lembrar esquecer escrever (34, 2006)

GASPARI, Elio. As ilusões armadas [4 vol.] (Intrínseca, 2014)

GINZBURG, Jaime. Crítica em tempos de violência (Edusp, 2012)

GORENDER, Jacob. Combate nas trevas. (Ática, 1989)

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GULLAR, Ferreira. Poema sujo. (José Olympio, 2012)

HOLLANDA, Heloísa Buarque. 26 poetas hoje. (Aeroplano, 2007)

HOLLANDA, Heloísa Buarque. Impressões de viagem: CPC, vanguarda e desbunde (Aeroplano, 2006)

KUCISNSKI, Bernardo. K – relato de uma busca. (Cosac Naify, 2013)

LAFETÁ, João Luiz. A dimensão da noite (34, 2004)

LISPECTOR, Clarice. A hora da estrela. (Rocco, 1996)

LOUZEIRO, José. Lúcio Flávio, passageiro da agonia (Civilização Brasileira,

1976)

MACIEL, Emílio. O diabo provavelmente: luto e cisão comunitária em A hora da estrela (O eixo e a roda, 2013)

MAGRI, Milena Mulatti. Imagens da ditadura nos romances de Caio

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Fernando Abreu, Bernardo Carvalho e Milton Hatoum (FFLCH, 2015)

MIRANDA, Wander Melo. Corpos escritos (Edusp/UFMG, 1992)

MOTTA, Rodrigo Patto Sá (org.) Ditaduras militares. (UFMG, 2015)

NETO, Torquato. Os últimos dias de Paupéria. (Max Limonad, 1982)

NETO, Torquato. Torquatália [Geléia Geral] (Rocco, 2003)

NETO, Torquato. Torquatália [Do lado de dentro] (Rocco, 2004)

NOLL, João Gilberto. O cego e a dançarina. (Record, 2008)

PENNA, João Camillo. Escritos da sobrevivência (7Letras, 2013)

PINHEIRO, Paulo Sérgio. Autoritarismo e transição. (Novos Estudos, 1991)

PALMEIRA, Maria Rita Sigaud. Cada história, uma sentença: estudo de narrativas contemporâneas do cárcere brasileiro (USP, 2008)

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RAMOS, Nuno. Nuno Ramos (Cobogó, 2011)

REIMÃO, Sandra. Repressão e resistência: a censura a livros na Ditadura Militar (Edusp, 2011)

RIBEIRO, G. S. A noite explode nas cidades: três hipóteses sobre Vinagre

(2015)

RIBEIRO, G. S. Catálogo dos mortos: a cultura latino-americana e os inventários do horror (Alea, 2015)

RIBEIRO, G. S. Repertório de incêndios: variações sobre a poesia recente de Fabiano Calixto (Estudos Linguísticos e Literários, 2015)

RIBEIRO, G. S. ‘The age of music is past’: luto e distopia na cultura brasileira pós-64 [Torquato, Caetano e Caio F. Abreu] (2014)

RODRIGUES, Nelson. O reacionário (Companhia das Letras, 1997)

SAFATLE, Vladimir (org.) O que resta da ditadura? (Boitempo, 2008)

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SAID, Edward. Reflexões sobre o exílio e outros ensaios (Companhia das Letras, 2005)

SANTIAGO, Silviano. Em liberdade (Paz e Terra, 1981)

SANTIAGO, Silviano. Uma literatura nos trópicos (Rocco, 2000)

SARLO, Beatriz. Tempo passado (Companhia das Letras, 2009)

SCHOLLHAMMER, Karl Erik. Cena do crime (José Olympio, 2013)

SCHWARZ, Roberto. Martinha versus Lucrécia (Companhia das Letras,

2012)

SCHWARZ, Roberto. O pai de família e outros ensaios (Paz e Terra, 1992)

SELIGMANN-SILVA, Márcio (org.) Catástrofe e representação (Escuta,

2003)

SELIGMANN-SILVA, Márcio. História Memória Literatura (Ed. UNICAMP,

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2003)

STEINER, George. No castelo do Barba Azul: notas para uma redefinição da cultura (Companhia das Letras, 1991)

SUSSEKIND, Flora. Tal Brasil, qual romance? (Achiamé, 1984)

TAPAJÓS, Renato. Em câmara lenta (Alfa-Ômega, 1977)

TELES, Janaína (org.) Desarquivando a ditadura [2 vol.] (Ed. Hucitec, 2009)

VECCHI, Roberto. O passado subtraído da desaparição forçada: Araguaia como palimpsesto (Revista de Literatura Brasileira Contemporânea, 2014)

VELOSO, Caetano. Verdade tropical (Companhia das Letras, 1998)

ZENI, Bruno. Sobrevivente André du Rap [do Massacre do Carandiru] (Labortexto, 2002)

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Estudos Temáticos:

LITERATURA E FILOSOFIA NO BRASIL – A CENA DO PRESENTE

 

EMENTA

A disciplina pretende investigar, a partir de um ponto de vista comparatista e transdisciplinar, uma das tendências mais marcantes da literatura brasileira contemporânea: o diálogo que muitas obras e autores mantém com a filosofia, de modo a fazer do texto literário palco privilegiado do pensamento, espaço tenso de reflexão sobre o ser e a

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linguagem, a arte e a ética.
linguagem, a arte e a ética.

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PROGRAMA

1. Interseção, deslizamento, diálogo – literatura & filosofia: pressupostos (Aristóteles, Blanchot, Derrida)

2. Uma literatura pensante no Brasil: passado e presente

3. Poesia e pensamento (I): Orides Fontela, Hilda Hilst, Duda Machado, Leonardo Fróes

4. Poesia e pensamento (II): Alberto Pucheu, Mariana Ianelli, Ricardo Domeneck, Nuno Ramos

5. A palavra inquieta: gêneros, fronteiras, passagens (I): Platão, Benjamin, Derrida, Agamben

6.

A palavra inquieta: gêneros, fronteiras, passagens (II): Waly Salomão, Alberto Pucheu, Juliano Garcia Pessanha, Nuno Ramos

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7.

Interromper o instante, interrogar o agora: tensões entre ética e estética na literatura brasileira contemporânea: Carlito Azevedo, Rubem Fonseca, Eduardo Sterzi, Guilherme Gontijo Flores

CRONOGRAMA

Aula 1 – Apresentação do curso, do Programa, da turma e do professor. Relação das leituras obrigatórias e das formas de avaliação. Perspectiva geral.

Aula 2 – Introdução: a indistinção das origens e a progressiva compartimentação (I) Cantar/pensar o mundo: o papel da poesia, o lugar da filosofia. Textos: “Filosofia e poesia”, Benedito Nunes; “Poesia e filosofia”, Alberto Pucheu.

Aula 3 – Introdução: a indistinção das origens e a progressiva compartimentação (II) Cantar/pensar o mundo: o papel da poesia, o lugar

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da filosofia. Textos: “Filosofia e poesia”, Benedito Nunes; “Poesia e filosofia”, Alberto Pucheu.

Aula 4 Interseção, deslizamento, diálogo (I) Tensão, negociação, tráfico:

passagens teóricas e epistemológicas (I) Considerações sobre Maurice Blanchot e Jacques Derrida. Textos: Essa estranha instituição chamada literatura, J. Derrida; A parte do fogo, M. Blanchot.

Aula 5 Interseção, deslizamento, diálogo (II) Tensão, negociação, tráfico:

passagens teóricas e epistemológicas (II) Considerações sobre Maurice Blanchot e Jacques Derrida. Textos: Essa estranha instituição chamada literatura, J. Derrida; A parte do fogo, M. Blanchot.

Aula 6 Interseção, deslizamento, diálogo (III) Uma literatura pensante no Brasil: três momentos: Machado de Assis, Oswald de Andrade, Clarice Lispector (I) Textos: “Machado de Assis e a filosofia”, Sérgio Buarque de Hollanda; Oswald canibal, Benedito Nunes; Clarice Lispector: uma literatura pensante, Evando Nascimento; “A vida oblíqua: o hetairismo ontológico segundo G. H.”, Alexandre Nodari.

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Aula 7 Interseção, deslizamento, diálogo (IV) Uma literatura pensante no Brasil: três momentos: Machado de Assis, Oswald de Andrade, Clarice Lispector (I) Textos: “Machado de Assis e a filosofia”, Sérgio Buarque de Hollanda; Oswald canibal, Benedito Nunes; Clarice Lispector: uma literatura pensante, Evando Nascimento; “A vida oblíqua: o hetairismo ontológico segundo G. H.”, Alexandre Nodari.

Aula 8 Poesia e pensamento (I) O silêncio selvagem de Orides Fontela (I) Textos: Poesia reunida, O. Fontela; “Símbolo e acontecimento na poesia de Orides”, Alcides Villaça.

Aula 9 Poesia e pensamento (II) O silêncio selvagem de Orides Fontela (II) Textos: Poesia reunida, O. Fontela; “O canto e o silêncio na poética de Orides Fontela”, Marcos Lopes.

Aula 10 Poesia e pensamento (III) Hilda Hilst: figurações do sagrado. Leitura de Do desejo. Texto: “Do desejo: a expressão, o sentido, a experiência”, Bernardo Amorim.

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Aula 11 Poesia e pensamento (IV) O mundo inumano de Leonardo Fróes. Considerações sobre Trilha. Texto: “Forte fraqueza de Leonardo Fróes”, Ângela Melim.

Aula 12 Poesia e pensamento (V) Os sentidos do presente em Alberto Pucheu (I). Vozes e passagens discursivas: A fronteira desguarnecida. Texto: Ciranda de poesia: Alberto Pucheu, Mariana Ianelli.

Aula 13 Poesia e pensamento (VI) Os sentidos do presente em Alberto Pucheu (II) O tempo suspenso da experiência (e da escrita): Mais cotidiano que o cotidiano. Textos: “Mais poético do que o poético”, Pádua Fernandes; “Interromper o instante, interrogar o agora: sobre a poesia de Alberto Pucheu”, G. S. Ribeiro.

Aula 14 Poesia e pensamento (VII) Pathos e potência em Ricardo Domeneck (I) Exílio, memória, dualidades: Carta aos anfíbios & a cadela sem Logos. Textos: “A vertigem do arbitrário”, Ivan Marques; “A experiência irrespirável”, Elaine Cristina Cintra.

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Aula 15 Poesia e pensamento (VIII) Pathos e potência em Ricardo Domeneck (II) Os desastres do amor (e da História): Ciclo do amante substituível & Medir com as próprias mãos a febre. Textos: “Amor entre escombros de espelhos”, Laura Erber; “Acordar os mortos, remontar os fragmentos”, G. S. Ribeiro.

Aula 16 Poesia e pensamento (IX) Destruição e metamorfose em Nuno Ramos. Considerações sobre Junco. Texto: Ciranda de poesia: Nuno Ramos, Júlia Studart.

[Avaliação I]

Aula 17 A palavra inquieta: gêneros, fronteiras, trânsitos (I) O gênero como memória e promessa. Notas sobre La loi du genre, Jacques Derrida. O problema da normatividade em Platão. Texto: “A mimese Antiga”, Luiz Costa Lima.

Aula 18 A palavra inquieta: gêneros, fronteiras, trânsitos (II) O gênero como memória e promessa. Notas sobre La loi du genre, Jacques Derrida.

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Crítica e comentário em Walter Benjamin. Texto: “Teoria do conhecimento, teoria do progresso”, W. Benjamin (In: Obra das Passagens); “Walter Benjamin (1892 – 1940)”, Hannah Arendt.

Aula 19 A palavra inquieta: gêneros, fronteiras, trânsitos (III) O gênero como memória e promessa. Notas sobre La loi du genre. A palavra soprada de Jacques Derrida. Textos: O cartão postal, J. Derrida (excertos); “Literatura e pensamento”, Evando Nascimento (In: Derrida e a literatura).

Aula 20 A palavra inquieta: gêneros, fronteiras, trânsitos (IV) O gênero como memória e promessa. Notas sobre La loi du genre. Giorgio Agamben e a tarefa da profanação. Comentários sobre Ideia da prosa. Textos: “Ideia da prosa”, João Barrento (In: Nove abraços no inapreensível); “Poema e poesia”, Alberto Pucheu.

Aula 21 A palavra inquieta: gêneros, fronteiras, trânsitos (V) O gênero como memória e promessa. Nietzsche e o Carandiru: “Apontamentos do Pav Dois”, Waly Salomão. Textos: Genealogia da moral, Friedrich Nietzsche

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(excertos); O amante da algazarra, Flávio Boaventura.

Aula 22 A palavra inquieta: gêneros, fronteiras, trânsitos (VI) O gênero como memória e promessa. Heterotopia e heteronomia em Juliano Garcia Pessanha. A experiência da exterioridade (I). Leitura de “Heterotanatografia”. Texto: Ser e tempo, Martin Heidegger (excertos); “Uma breve introdução à poética de Juliano Garcia Pessanha”, Juciamara Tarricone.

Aula 23 A palavra inquieta: gêneros, fronteiras, trânsitos (VII) O gênero como memória e promessa. Heterotopia e heteronomia em Juliano Garcia Pessanha. A experiência da exterioridade (II). Leitura de “A exclusão transfigurada”. Textos: Ser e tempo, Martin Heidegger (excertos); “Singular filosofia”, Alcir Pécora.

Aula 24 A palavra inquieta: gêneros, fronteiras, trânsitos (VIII) O gênero como memória e promessa. Os ensaios errantes de Ó (I). Comentários sobre “Manchas na pele, linguagem” & “Bonecas russas, lição de teatro”. Texto: Ciranda de poesia: Nuno Ramos, Júlia Studart.

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Aula 25 A palavra inquieta: gêneros, fronteiras, trânsitos (IX) O gênero como memória e promessa. Os ensaios errantes de Ó (I). Comentários sobre “Galinhas, justiça” & “Esquecer os sonhos, ovas”. Texto: Inventar uma pele para tudo, Eduardo Jorge (excertos).

Aula 26 Interromper o instante, interrogar o agora: tensões entre ética e estética (I) A presença do Mal em “A recusa dos carniceiros”, Rubem Fonseca. Texto: “Deveres de um cidadão respeitador das leis”, Hannah Arendt (In: Eichmann em Jerusalém).

Aula 27 Interromper o instante, interrogar o agora: tensões entre ética e estética (II) Walter Benjamin e a poesia brasileira contemporânea (I) O horror e a cidade: Aleijão, Eduardo Sterzi. Texto: “Teses sobre o conceito da História”, W. Benjamin.

Aula 28 Interromper o instante, interrogar o agora: tensões entre ética e estética (III) Walter Benjamin e a poesia brasileira contemporânea (II) O anjo enlutado: Monodrama, Carlito Azevedo. Textos: “Teses sobre o

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conceito da História”, W. Benjamin; “Cadáveres, vaga-lumes, fogos- fátuos”, Eduardo Sterzi; “Expressão lírica de um mundo em colapso: Carlos Drummond de Andrade e Carlito Azevedo”, G. S. Ribeiro.

Aula 29 Interromper o instante, interrogar o agora: tensões entre ética e estética (IV) Walter Benjamin e a poesia brasileira contemporânea (III) Uma poética da catástrofe: Troiades – remix para o próximo milênio, Guilherme Gontijo Flores. Textos: “Teses sobre o conceito da História”, W. Benjamin; “Acordar os mortos, remontar os fragmentos”, G. S. Ribeiro.

Aula 30 – Avaliação II. Considerações finais.

BIBLIOGRAFIA

ADORNO, Theodor. Mínima Moralia (Azougue, 2008)

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BOAVENTURA, Flávio. O amante da algazarra: Nietzsche na poesia de Waly Salomão (Ed. UFMG, 2009)

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DERRIDA, Jacques. Acts of literature (Routledge, 2001)

DERRIDA, Jacques. A escritura e a diferença (Perspectiva, 2010)

DERRIDA, Jacques. Essa estranha instituição chamada literatura (Ed. UFMG, 2014)

DERRIDA, Jacques. Che cos’è la poesia? (Angelus Novus, 2003)

DERRIDA, Jacques. O animal que logo sou (a seguir) (UNESP, 2002)

DIDI-HUBERMAN, Georges. A sobrevivência dos vaga-lumes (Ed. UFMG,

2010)

DIDI-HUBERMAN, Georges. Falenas (KKYM, 2013)

DOMENECK, Ricardo. a cadela sem Logos (Cosac Naify, 2007)

DOMENECK, Ricardo. Carta aos anfíbios (Bem-Te-Vi, 2005)

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DOMENECK, Ricardo. Ciclo do amante substituível (7Letras, 2012)

DOMENECK, Ricardo. Medir com as próprias mãos a febre (7Letras, 2015)

FERNANDES, Pádua. Mais poético que o poético. (Luna Parque, 2016)

FLORES, Guilherme Gontijo. Troiades – remix para o próximo milênio (Patuá, 2015)

FONSECA, Rubem. Contos reunidos (Companhia das Letras, 1994)

FONTELA, Orides. Poesia reunida (Cosac Naify, 2006)

FONTELA, Orides. Poesia completa (Hedra, 2015)

FONTELA, Orides. Teia (Geração Editorial, 1996)

FREUD, Sigmund. O mal-estar na cultura (Companhia das Letras, 2014)

FREUD, Sigmund. Totem e tabu (Companhia das Letras, 2013)

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FRÓES, Leonardo. Trilha (Azougue, 2015)

GAGNEBIN, Jeanne Marie. História e narração em Walter Benjamin (Perspectiva, 1994)

GAGNEBIN, Jeanne Marie. Sete aulas sobre Linguagem, Memória, História (Imago, 1997)

GIRARD, René. A violência e o sagrado (Paz & Terra, 2008)

GUERREIRO, António. O acento agudo do presente (Cotovia, 2000)

GUMBRECHT, Hans U. Depois de 1945: latência como origem do presente (UNESP, 2014)

HILST, Hilda. A obscena senhora D (Globo, 2001)

HILST, Hilda. Do desejo ((Globo, 2001)

HILST, Hilda. Rútilos (Globo, 2001)

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HEIDEGGER, Marin. A caminho da linguagem (Vozes, 1993)

HEIDEGGER, Martin. Origem da obra de arte (Edições 70, 1992)

IANELLI, Mariana. Ciranda de poesia: Alberto Pucheu (EdUERJ, 2013)

IANELLI, Mariana. Fazer silêncio (Iluminuras, 2005)

IANELLI, Mariana. Treva Alvorada (Iluminuras, 2010)

JORGE, Eduardo. Inventar uma pele para tudo: texturas da animalidade na literatura e nas artes plásticas [tese de doutorado] (FaLe/UFMG, 2014)

LIMA, Luiz Costa. A ficção e o poema (Companhia das Letras, 2012)

LIMA, Luiz Costa. Mimesis: desafio ao pensamento (Civilização Brasileira,

2000)

LIMA, Luiz Costa. Sebastião Uchoa Leite: resposta ao agora (Dobra, 2014)

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LONGINO. Do sublime (Cultrix, 1997)

MACIEL, Maria Esther (org.) Pensar/escrever: o animal (Ed. UFSC, 2011)

MACHADO, Duda. Crescente (Brasiliense, 1990)

MACHADO, Duda. Margem de uma onda (34, 2015)

MACHADO, Roberto. Foucault, a literatura e a filosofia (Jorge Zahar, 1999)

MACHADO, Roberto. Nietzsche e a verdade (Paz e Terra, 1999)

MARQUES, Ivan. A vertigem do arbitrário (Aletria, 2007)

MARX, Karl & ENGELS, Friedrich. Sobre literatura e arte (Global, 1988)

MELIM, Ângela. Ciranda de poesia: Leonardo Fróes (Ed. UERJ, 2010)

NANCY, Jean Luc. Resistência da poesia (Vendaval, 2005)

NASCIMENTO, Evando. Derrida e a literatura (Ed. UFF, 1999)

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NIETZSCHE, Friedrich. A gaia ciência (Companhia das Letras, 2005)

NIETZSCHE, Friedrich. Genealogia da moral (Companhia das Letras, 2004)

NIETZSCHE, Friedrich. O nascimento da tragédia (Companhia das Letras,

2002)

NUNES, Benedito. A clave do poético (Companhia das Letras, 2011)

NUNES, Benedito. Hermenêutica e poesia (Ed. UFMG, 1999)

NUNES, Benedito. O dorso do tigre (34, 2009)

NUNES, Benedito. Passagem para o poético (Ática, 1986)

LABANCA, Maraíza. Pela rugosidade da vida: a solidão e a escrita como rotas de fuga em Juliano Garcia Pessanha. (Em tese, 2013)

LACAN, Jacques. Escritos (Jorge Zahar, 2009)

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RAMOS, Nuno. Junco (Iluminuras, 2011)

RAMOS, Nuno. Ó (Iluminuras, 2008)

RIBEIRO, Gustavo S. Expressão lírica de um mundo em colapso (Ipotesi,

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2016)

RIBEIRO, Gustavo S. Interromper o instante, interrogar o presente: a poesia de Alberto Pucheu (2016)

RIBEIRO, Gustavo S. & VERAS, Eduardo (org.) Por uma literatura pensante:

ensaios de filosofia e literatura (Fino Traço, 2012)

ROHDEN, Luiz (org.) Entre filosofia e literatura: recados do dito e do não- dito (Relicário, 2015)

SANT`ANNA, Sérgio. O monstro (Companhia das Letras, 1997)

SANT`ANNA, Sérgio. Contos e novelas reunidas (Companhia das Letras,

1998)

SANTOS, Luís Alberto Brandão. Um olho de vidro (FaLe/UFMG, 2000)

SAUSSURE, Ferdinand. Curso de linguística geral (Cultrix, 1996)

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SISCAR, Marcos. Poesia e crise (Ed. UNICAMP, 2010)

SPINOZA, Baruch. Ética (Autêntica, 2008)

STEINER, George. A poesia do pensamento (Relógio D’água, 2012)

STERZI, Eduardo. Aleijão (7Letras, 2009)

STERZI, Eduardo. Cadáveres, vaga-lumes, fogos-fátuos (Alameda, 2014)

STUDART, Julia. Ciranda de poesia: Nuno Ramos (EdUERJ, 2014)

TODOROV, Tzvetan. A beleza salvará o mundo (Difel, 2011)

VALÉRY, Paul. Variedades (Iluminuras, 1999)

VILLAÇA, Alcides. Símbolo e acontecimento na poesia de Orides (Novos Estudos, 1992)

WITTGENSTEIN, Ludwig. Os Pensadores (Abril, 1979)

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Esboço da terceira e última disciplina que oferecerei, às sextas à noite, na Faculdade de Letras da UFMG. Aos interessados, a porta estará sempre aberta:

Título

Estudos Temáticos:

EXERCÍCIOS CRÍTICOS: TEXTURAS E POSSIBILIDADES

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Ementa O curso propõe investigar algumas das tendências fundamentais da crítica
Ementa
O curso propõe investigar algumas das tendências fundamentais da crítica

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literária e cultural brasileira dos últimos anos, procurando compreender, ao mesmo tempo, a sua poética particular e os pressupostos teóricos que servem de base para o gesto de apropriação, para o salto no escuro que pretendem executar. A partir da leitura de autores, ensaios e trechos selecionados, o traçado de algumas linhas de força irá se esboçar: a) a crítica biográfica; b) a leitura filosoficamente informada da literatura brasileira; c) a proposição de novas temporalidades e eixos historiográficos; d) os percursos crítico-criativos; e) a irrupção da biopolítica e da subalternidade; f) as articulações entre cultura e barbárie no Brasil.

Bibliografia

1)

DIAS, Ângela Maria & PENNA, João Camillo. Comunidades sem fim (Circuito,

2015)

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FINAZZI-AGRÒ, Ettore. Entretempos (UNESP, 2013)

FOOT HARDMAN, Francisco. A vingança da Hileia (UNESP, 2009)

LIMA, Luiz Costa. Sebastião Uchoa Leite: resposta ao agora (Dobra, 2012)

NASCIMENTO, Evando. Clarice, uma literatura pensante (Civilização Brasileira, 2012)

PENNA, João Camillo. Escritos da sobrevivência (7Letras, 2013)

PUCHEU, Alberto. Apoesia contemporânea (Azougue, 2014)

RAMOS, Nuno. Ensaio geral (Globo, 2007)

RAMOS, Nuno. Ensaio geral (Globo, 2007)

SANTIAGO, Silviano. Em liberdade (Paz e Terra,

1981)

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SISCAR, Marcos. Poesia e crise (Ed. UNICAMP, 2010)

SISCAR, Marcos. Poesia e crise (Ed. UNICAMP, 2010)

SOUZA, Eneida Maria. Janelas indiscretas (Ed. UFMG, 2011)

WISNIK, José Miguel. Sem receita: ensaios e canções (PubliFolha, 2004)

2)

ADORNO, Theodor W. Ensaio como forma. In: Notas sobre literatura I (34,

2003)

BAPTISTA, Abel Barros. O livro agreste (Ed. UNICAMP, 2005)

BOSI, Alfredo. Dialética da colonização (Companhia das Letras, 1992)

CANDIDO, Antonio. Vários escritos (Ouro sobre Azul, 2006)

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DERRIDA, Jacques. Essa estranha instituição chamada literatura (Ed. UFMG, 2014) DERRIDA, Jacques. La loi du
DERRIDA, Jacques. Essa estranha instituição chamada literatura (Ed.
UFMG, 2014)
DERRIDA, Jacques. La loi du genre. In: Parages (Galilée, 1986)

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FOOT HARDMAN, Francisco & GINZBURG, J. & SELIGMANN-SILVA, M. (org.) Escritas da violência [2 vol.] (7Letras, 2012)

FOOT HARDMAN, Francisco (org.) Morte e progresso: cultura brasileira como apagamento de rastros (Ed. UNESP, 2001)

GARAMUñO, FLORENCIA. Frutos estranhos: sobre a inespecificidade da estética contemporânea (Rocco, 2014)

GINZBURG, Jaime. Crítica em tempos de violência (Edusp, 2012)

MACIEL, Maria Esther (org.) Pensar/escrever: o animal – ensaios de zoopoética e biopolítica (Ed. UFSC, 2011)

MIRANDA, Wander Melo. Corpos escritos (Edusp/UFMG, 1992)

MIRANDA, Wander Melo. Nações literárias (Ateliê, 2010)

NATALI, Marcos. Além da literatura. In: Literatura e sociedade (2006)

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NATALI, Marcos. Questões de herança: do amor à literatura (e ao escravo). In: Literafro (2012)

NODARI, Alexandre. Limitar o limite: modos de subsistência (2014)

PEREIRA, Antonio Marcos. Biografia literária: duas tradições. In: Outra Travessia (2013)

SANTIAGO, Silviano. Uma literatura nos trópicos (Rocco, 2000)

SANTIAGO, Silviano. Nas malhas da letra (Rocco, 2002)

SANTIAGO, Silviano. Ora direis, puxar conversa! (Ed. UFMG, 2005)

SCHOLLHAMMER, Karl Erik. Cena do crime (José Olympio, 2013)

SCHWARZ, Roberto. Martinha versus Lucrécia (Companhia das Letras,

2012)

SCHWARZ, Roberto. O pai de família e outros ensaios (Paz e Terra, 1992)

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SELIGMANN-SILVA, Márcio (org.) Catástrofe e representação (Escuta,

2003)

SELIGMANN-SILVA, Márcio. História Memória Literatura (Ed. UNICAMP,

2003)

STERZI, Eduardo. A prova dos nove: alguma poesia moderna e a tarefa da alegria (Lumme, 2008)

VECCHI, Roberto. O passado subtraído da desaparição forçada: Araguaia como palimpsesto (Revista de Literatura Brasileira Contemporânea, 2014)

subtraído da desaparição forçada: Araguaia como palimpsesto ( Revista de Literatura Brasileira Contemporânea , 2014)

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FaLe/UFMG – 2016.1 (II) 25/11/2015 / DEIXE UM COMENTÁRIO Esboço da segunda disciplina que oferecerei
FaLe/UFMG – 2016.1 (II) 25/11/2015 / DEIXE UM COMENTÁRIO Esboço da segunda disciplina que oferecerei

Esboço da segunda disciplina que oferecerei no próximo semestre em Minas. Ao que tudo indica, às segundas e quartas no turno da noite. A ver.

Universidade Federal de Minas Gerais

Faculdade de Letras

que tudo indica, às segundas e quartas no turno da noite. A ver. Universidade Federal de

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Título

Título Estudos Temáticos: FIGURAÇÕES DA DITADURA NA LITERATURA BRASILEIRA Ementa O curso pretende problematizar o

Estudos Temáticos:

FIGURAÇÕES DA DITADURA NA LITERATURA BRASILEIRA

Ementa

O curso pretende problematizar o legado e o impacto, na literatura brasileira, do evento disruptivo do Golpe Civil-Militar de abril de 1964,

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abordando o tema a partir de duas perspectivas distintas: a) leitura, em diferentes textos, das
abordando o tema a partir de duas perspectivas distintas: a) leitura, em
diferentes textos, das representações da violência e do terror, elaboradas
tanto no calor dos acontecimentos quanto na contemporaneidade; b)
investigação das complexas relações entre cultura e barbárie que se
renovam e repropõem, de modo profundo, depois do Golpe e seus múltiplos
desdobramentos.
Bibliografia
1)
ABREU, Caio F. Lixo e
purpurina In: Ovelhas
negras (LP&M, 2012)
ABREU, Caio F. Onde
andará Dulce Veiga?
(Companhia das
Letras, 1990)

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CALIXTO, Fabiano. Nominata Morfina (Corsário-Satã,

CALIXTO, Fabiano. Nominata Morfina (Corsário-Satã,

2014)

CALIXTO, Fabiano & TOSTES, Pedro (org.) Vinagre: uma antologia de poetas neobarracos.

COELHO, Teixeira. História natural da ditadura (Iluminuras, 2006)

FONSECA, Rubem. O cobrador (Companhia das Letras, 1994)

FORTES, Luiz Roberto Salinas. Retrato calado (Cosac Naify, 2012)

GULLAR, Ferreira. Poema sujo. (José Olympio, 2012)

HOLLANDA, Heloísa Buarque. 26 poetas hoje. (Aeroplano, 2007)

KUCISNSKI, Bernardo. K – relato de uma busca. (Cosac Naify, 2013)

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LISPECTOR, Clarice. A hora da estrela. (Rocco, 1998)

NETO, Torquato. Os últimos dias de Paupéria. (Max Limonad, 1982)

NOLL, João Gilberto. O cego e a dançarina. (Record, 2008)

SALOMÃO, Waly. Me segura qu’eu vou dar um troço (Aeroplano, 2004)

SANTIAGO, Silviano. Em liberdade (Paz e Terra, 1981)

TAPAJÓS, Renato. Em câmara lenta (Alfa-Ômega, 1977)

2)

Apocalipse: 1, 11 [Teatro da Vertigem] (PubliFolha, 2001)

Brasil Nunca Mais (Vozes, 2011)

ADORNO, Theodor. Dialética do esclarecimento (Jorge Zahar, 2006)

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ADORNO, Theodor. Teoria estética. (Edições 70, 2008)

AGAMBEN, Giorgio. Estado de exceção (Boitempo, 2010)

AGAMBEN, Giorgio. O que resta de Auschwitz? (Boitempo, 2008)

AMÉRY, Jean. Além do crime e do castigo (Contraponto, 2013)

AVELAR, Idelber. Alegorias da derrota (UFMG, 2003)

BENJAMIN, Walter. Obras escolhidas I (Brasiliense, 2004)

BENJAMIN, Walter. Origem do drama trágico alemão. (Assírio & Alvim,

2009)

BOSI, Alfredo. Roteiro do poeta Ferreira Gullar. In: Céu, inferno (34, 2003)

CALVEIRO, Pilar. Poder e desaparecimento (Boitempo, 2013)

COETZEE, J. M. Giving offense: essays on censorship (University of Chicago

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Press, 1996) DALCASTANGNÈ, Regina. O espaço da dor. O golpe de 64 e o romance
Press, 1996)
DALCASTANGNÈ, Regina. O espaço da dor. O golpe de 64 e o romance
brasileiro. (UNB, 1996)
DERRIDA,
Jacques. Mal
de arquivo:
uma
impressão
freudiana
(Relume-
Dumará,
2001)
FELMAN,
Shoshana.
Inconsciente
jurídico:

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julgamentos e traumas no século XX (EdiPro, 2014) FOOT HARDMAN, Francisco & GINZBURG, J. &
julgamentos e
traumas no
século XX
(EdiPro, 2014)
FOOT
HARDMAN,
Francisco &
GINZBURG, J.
&
SELIGMANN-
SILVA, M. (org.) Escritas da violência [2 vol.] (7Letras, 2012)
FOOT HARDMAN, Francisco (org.) Morte e progresso: cultura brasileira
como apagamento de rastros (Ed. UNESP, 2001)
GAGNEBIN, Jeanne Marie. Lembrar esquecer escrever (34, 2006)
GORENDER, Jacob. Combate nas trevas. (Ática, 1989)

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GINZBURG, Jaime. Crítica em tempos de violência (Edusp, 2012)

LAFETÁ, João Luiz. A dimensão da noite (34, 2004)

MIRANDA, Wander Melo. Corpos escritos (Edusp/UFMG, 1992)

MOTTA, Rodrigo Patto Sá (org.) Ditaduras militares. (UFMG, 2015)

PENNA, João Camillo. Escritos da sobrevivência (7Letras, 2013)

PINHEIRO, Paulo Sérgio. Autoritarismo e transição. (Novos Estudos, 1991)

PALMEIRA, Maria Rita Sigaud. Cada história, uma sentença: estudo de narrativas contemporâneas do cárcere brasileiro (USP, 2008)

RAMOS, Nuno. Nuno Ramos (Cobogó, 2011)

SAFATLE, Vladimir (org.) O que resta da ditadura? (Boitempo, 2008)

SANTIAGO, Silviano. Uma literatura nos trópicos (Rocco, 2000)

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SARLO, Beatriz. Tempo passado (Companhia das Letras, 2009)

SCHOLLHAMMER, Karl Erik. Cena do crime (José Olympio, 2013)

SCHWARZ, Roberto. Martinha versus Lucrécia (Companhia das Letras,

2012)

SCHWARZ, Roberto. O pai de família e outros ensaios (Paz e Terra, 1992)

SELIGMANN-SILVA, Márcio (org.) Catástrofe e representação (Escuta,

2003)

SELIGMANN-SILVA, Márcio. História Memória Literatura (Ed. UNICAMP,

2003)

STEINER, George. No castelo do Barba Azul: notas para uma redefinição da cultura (Companhia das Letras, 1991)

TELES, Janaína (org.) Desarquivando a ditadura [2 vol.] (Ed. Hucitec, 2009)

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VECCHI, Roberto. O passado subtraído da desaparição forçada: Araguaia como palimpsesto (Revista de Literatura
VECCHI, Roberto. O passado subtraído da desaparição forçada: Araguaia
como palimpsesto (Revista de Literatura Brasileira Contemporânea, 2014)
VELOSO, Caetano. Verdade tropical (Companhia das Letras, 1998)
ZENI, Bruno. Sobrevivente
André du Rap [do Massacre
do Carandiru] (Labortexto,
2002)

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Oferta

Oferta Saibam quantos este meu verso virem Que te amo Do amor maior Que possível for

Saibam quantos este meu verso virem

Que te amo

Do amor maior

Que possível for

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Canção e calendário

Sol de montanha

Sol esquivo de montanha

Felicidade

Teu nome é

Maria Antonieta d’Alkmin

No fundo do poço

No cimo do monte

No poço sem fundo

Na ponte quebrada

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No rego da fonte

Na ponta da lança

No monte profundo

Nevada

Entre os crimes contra mim

Maria Antonieta d’Alkmin

Felicidade forjada nas trevas

Entre os crimes contra mim

Sol de montanha

Maria Antonieta d’Alkmin

Não quero mais as moreninhas de Macedo

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Não quero mais as namoradas

Do senhor poeta

Alberto d’Oliveira

Quero você

Não quero mais

Crucificadas em meus cabelos

Quero você

Não quero mais

A inglesa Elena

Não quero mais

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A irmã da Nena

Não quero mais

A bela Elena

Anabela

Ana Bolena

Quero você

Toma conta do céu

Toma conta da terra

Toma conta do mar

Toma conta de mim

Maria Antonieta d’Alkmin

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E

se ele vier

Defenderei

E

se ela vier

Defenderei

E

se eles vierem

Defenderei

E

se elas vierem todas

Numa guirlanda de flechas

Defenderei

Defenderei

Defenderei

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Cais da minha vida

Partida sete vezes

Cais da minha vida quebrada

Nas prisões

Suada nas ruas

Modelada

Na aurora indecisa dos hospitais

Bonançosa bonança

Convite

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Escuta este verso

Qu’eu fiz pra você

Pra que todos saibam

Qu’eu quero você

Imemorial

Gesto de pudor de minha mãe

Estrela de abas abertas

Não sei quando começaste em mim

Em que idade

Em que eternidade

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Em que revolução solar

Do claustro materno

Eu te trazia no colo

Maria Antonieta d’Alkmin

Te levei solitário

Nos ergástulos vigilantes da ordem intraduzível

Nos trens de subúrbio

Nas casas alugadas

Nos quartos pobres

E nas fugas

Cais da minha vida errada

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Certeza do corsário

Porto esperado

Coral caído

Do oceano

Nas mãos vazias

Das plantas fumegantes

Mulher vinda da China

Para mim

Vestida de suplícios

Nos duros dorsos da amargura

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Para mim

Maria Antonieta d’Alkmin

Teus gestos saíram dos borralhos incompreendidos

Que tua boca ansiosa

De criança repetia

Sem saber

Teus passos subiam

Das barrocas desesperadas

Do desamor

Trazia nas mãos

Alguns livros de estudante

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E os olhos finais de minha mãe

Alerta

Lá vem o lança-chamas