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A Mulher Cristã
A Mulher
Cristã

É Permitido que Mulheres Ensinem a Homens?

Owen D. Olbricht

Algum tempo atrás, uma mulher falou em particular para um jovem pregador que era errado uma mulher ensinar a um homem. A conversa terminou quando o moço perguntou à mulher: “Você está tentando me ensinar que é errado uma mulher ensinar a um homem?”

VARÕES EM TODO LUGAR Em 1 Timóteo 2:8, Paulo começou uma seção de instrução para homens afirmando: “Quero, portanto, que os varões orem em todo lugar, levantando mãos santas, sem ira e sem animosi- dade”. O que Paulo quis dizer com “todo lugar”? A palavras tropos, traduzida por “lugar” quan- do acompanhada da palavra panti (“todo”), era suada pelos cristãos primitivos referindo-se aos locais em que eles se reuniam para adorar (1 Co- ríntios 1:2; 2 Coríntios 2:14; 1 Tessalonicenses 1:8; 1 Timóteo 2:8). Nos contextos bíblicos em que aparece, “todo lugar” não pode significar todos os lugares da terra. Num artigo bem meticuloso, Everett Ferguson mostrou que panti tropos era usado na literatura cristã primitiva com o sentido de todo lugar em que os cristãos se reuniam para adorar. Isto pesa sobre a conclusão de que 1 Timóteo 2:8–12 aplica-se somente à assembléia geral dos cristãos. Ferguson discordou de Danker e Bauer, que aplicaram topos a lugares em geral. Ele afirmou:

“Isto é inadequado, pois uma afirmação mais forte pode ser feita no sentido de que entre os judeus ‘lugar’ adquiria em alguns contextos uma referência técnica ao ‘lugar de adoração’” 1 . Resumindo, Ferguson afirmou posteriormente:

11 Everett Ferguson, “Topos in 1 Timothy 2:8”, Restora- tion Quarterly. 1 de abril de 1991, p. 65.

O uso [do termo] pelos judeus e cristãos primi-

tivos analisado neste estudo constitui um forte argumento em favor de que en panti topos em 1 Ti-

móteo 2:8 deve ser entendido como uma referência

a homens (andras) liderando a oração (nas as-

sembléias dos cristãos). Como resultado, esta pas- sagem tem um paralelo muito próximo com 1 Co- ríntios 14:33–35, no que diz respeito ao sentido. 2

Num outro artigo, Ferguson e sua esposa escreve- ram: “Além disso, a palavra grega topos, entre seus muitos significados, tinha um uso técnico entre os judeus referindo-se ao templo ou a uma sinagoga, e esse uso se perpetuou entre os cristãos quando se referiam a locais de reunião da igreja” 3 . Andras, traduzido por “varões” nesta passa- gem (1 Timóteo 2:8), é a palavra especial que significa “homens” em contraste com “mulheres” (1 Timóteo 2:9) ou “uma mulher” (1 Timóteo 2:11), embora possa ser traduzida por “homens” ou “maridos”. A responsabilidade de liderar as orações em reuniões de cristãos não foi dada a mulheres, mas a homens — e somente aos homens que estavam vivendo vidas santas. Essa restrição é indicada pela expressão “levantando mãos santas” (1 Timóteo 2:8).

DA MESMA SORTE, AS MULHERES Os homens não foram os únicos a receberem instruções, mas as mulheres “da mesma sorte” receberam instruções. Paulo estava informando os homens sobre procedimentos no ambiente da assembléia geral da igreja, e “da mesma sorte” (gr.: hosautos) dando instruções às mu-

12 Ibid., p. 73. 13 Everett e Nancy Ferguson, “NT Teaching on the Role of Women in the Assembly” (“O Ensino do N.T. sobre o Papel das Mulheres na Assembléia”), Gospel Advocate, outubro de 1990, p. 30.

lheres (1 Timóteo 2:9). Gunaikos pode ser traduzido por “mulheres” ou “esposas”. O fato de não haver pronome possessivo nem artigo precedendo “mulheres” (1 Timóteo 2:9, 10, 11, 12) provavelmente indica que Paulo estava se referindo às mulheres da congregação em geral, e não às esposas ou a um grupo específico de mulheres. Ele disse para elas se vestirem com simplicidade e sem acessórios caros, e também para mostrarem por suas boas obras que professavam theosebeia 4 . As mãos dos homens deveriam ser “santas” no sentido de que eles as usavam para propósitos santos; da mesma sorte, as mulheres deveriam mostrar por sua aparência e ações que eram motivadas pelo respeito a Deus.

O APRENDER E O ENSINAR Paulo escreveu: “A mulher aprenda em silên- cio, com toda a submissão. E não permito que a mulher ensine, nem exerça autoridade de homem; esteja, porém, em silêncio” (1 Timóteo 2:11, 12). Nesta passagem, a palavra hesuchia, que a maioria das versões traduzem por “silêncio”, não é a mesma palavra equivalente a “caladas” (gr.:

signatosan) em 1 Coríntios 14:34, cujo significado é “não fazer barulho”. Hesuchia (Atos 22:2; 2 Tes- salonicenses 3:12) contém a idéia de “quieto” e “tranqüilo”, como também se vê em seu cognato hesuchios (1 Timóteo 2:2; 1 Pedro 3:4). É o oposto de “barulhento” e “sonoro” (Atos 22:2; 2 Tessalo- nicenses 3:12), como é evidente na forma verbal hesuchazo (“nada disseram”, Lucas 14:4; “descan- saram”, Lucas 23:56; “apaziguaram-se”, Atos 11:18; “conformados”, Atos 21:14; “viver tranqüi- lamente”, 1 Tessalonicenses 4:11). O comporta- mento das mulheres numa situação de aprendi- zado deve ser de submissão, silêncio e respeito — não agressivo nem dominador. Hesuchia descreve um espírito humilde que não procuraria exercer domínio numa reunião geral de cristãos, ou tentar assumir a posição de instrutor da assembléia. As mulheres que possuem esse tipo de espírito mostram respeito pela liderança masculina sendo submissas e comedidas, em vez de quererem dar ordens e serem imponentes. Além disso, as mulheres não deveriam “ensi-

4 Theosebeia significa literalmente “reverência a Deus”. A palavra ocorre somente aqui no Novo Testamento. É traduzida por “adoração a Deus” na NVI.

nar” a um homem. Essa proibição a respeito do ensino não inclui ambientes privados, mas refere- se a ensinar a homens nas reuniões públicas. Paulo escreveu que Timóteo deveria ensinar

“homens” fiéis (anthropos, que significa “pessoa”,

e não andras, que significa “homem”) que fossem

capazes de ensinar a outros também (2 Timóteo 2:2). Esta palavra é traduzida por “homens” mas significa “ser humano” em geral, incluindo as mulheres; por isso as mulheres deveriam ensinar as mais jovens (Tito 2:3–5). Priscila e o marido tomaram Apolo consigo e lhe ensinaram (Atos 18:26). A mãe e a avó de Timóteo lhe ensinaram as sagradas letras (2 Timóteo 1:5; 3:15). É permi- tido que as mulheres ensinem a outros — inclu- sive homens — fora das assembléias da igreja. Esse ensino deve ser feito no devido ambiente, sem que a mulher assuma uma posição de autoridade, e de um modo tranqüilo e submisso.

NÃO EXERÇA AUTORIDADE As mulheres não devem authentein, “exercer autoridade” de homem (1 Timóteo 2:12). A versão inglesa do Rei Tiago traduz erroneamente o termo por “usurpar autoridade”, dando margem para alguns comentaristas dizerem que uma mulher pode exercer autoridade sobre um homem, se esta lhe for conferida por homens. Dizem eles que em tais casos ela não estaria usurpando a autoridade de um homem, pois esta lhe teria sido concedida; porém, “usurpar” não está no grego. O signifi- cado de authentein é “ter autoridade” ou “exercer autoridade”. As mulheres da congregação não devem ter autoridade sobre os homens, mas devem ser submissas. Os homens não têm o direito de conferir às mulheres uma posição de autoridade que não lhes foi concedida por Deus. Paulo não baseou essa instrução no fator cul- tural, mas na ordem da criação e na transgressão ocorrida no jardim do Éden: “Porque, primeiro, foi formado Adão, depois, Eva. E Adão não foi

iludido, mas a mulher, sendo enganada, caiu em transgressão” (1 Timóteo 2:13, 14). Paulo não afir- mou que Eva havia cometido uma transgressão, mas sim que “a mulher” cometera. Talvez ele tenha se expressado dessa forma não tanto para apontar

a culpa, mas para explicar por que o castigo pela

transgressão de Eva (“e ele te governará”; Gênesis 3:16) ainda se aplica às mulheres. Além disso, este comentário prepara o cenário para a obser- vação conclusiva de Paulo de que a mulher “será

preservada através de” teknogonias (literalmente, “o ato de dar à luz um filho”).

SALVA PELA MISSÃO DE MÃE A ERAB parece traduzir corretamente o termo sothesetai por “preservada”, em vez de “salva” (1 Timóteo 2:15). Esse significado é possível e pode se encaixar melhor no contexto total. Atra-

vés da “missão de mãe” o ato de dar à luz um filho,

a mulher perpetua sua própria existência como

parte da raça humana e também garante sua exis- tência eterna, “se ela permanece em fé, e amor, e santificação, com bom senso” (1 Timóteo 2:15b).

Dessa maneira, a mulher obtém para si a vida eter- na que havia perdido por causa da transgressão. Outra explicação plausível é que o Filho gerado pela mulher proveu salvação para as mulheres. O Filho, Jesus, não veio por meio de homens. A salvação foi trazida por meio de mulheres porque uma mulher, e não um homem, deu à luz o Filho que possibilitou a salvação. Paulo não usou, na língua original, o plural “dar

à luz filhos”, mas o singular “dar à luz um filho”. Por isso a passagem poderia ser assim entendida:

“…mas ela será preservada”; ou seja, a mulher como uma classe, e não o homem, será preservada através do ato de dar à luz “o Filho”. Todavia, “elas” (plural no grego) — as mulheres em geral — recebem essa salvação condicionalmente, desde que permaneçam fiéis na vida cristã.

CONCLUSÃO Na igreja, as mulheres não devem ter autori- dade sobre os homens. Numa situação de apren- dizado, elas devem ter respeito e não serem

imponentes. Fora da assembléia geral, elas podem ensinar a homens, fazer comentários e perguntas; mas não devem assumir o controle do ensino quando houver homens presentes. Uma mulher não deve deixar de servir a Deus por causa das restrições a ela impostas em reuniões públicas. Nas relações diárias, ela pode ensinar muitas pessoas. Um de seus maiores desafios no ensino é instruir os filhos no cami- nho do Senhor. Muitas figuras importantes da história atingiram elevados patamares por cau- sa de lições que aprenderam com suas mães. Através de estudo, oração e sabedoria dada por Deus, a mulher cristã faz uma diferença nas vidas de muitas pessoas, tanto homens como

mulheres.

As Mulheres e o Ensino

Quando Paulo ensinou os jovens pregado- res a propagarem o evangelho, ele também os aconselhou a respeito de treinarem e instruí- rem os membros da igreja. Ele especificou em Tito 2 o que Tito deveria ensinar aos homens mais velhos, às mulheres mais velhas, às mulhe- res mais novas e aos homens mais novos 1 . Tito deveria ensinar a esses grupos de modo que eles, também, pudessem ser professores. As mulheres mais velhas deveriam ajudar a ensinar as mais novas, sendo “…mestras do bem, a fim de instruírem as jovens recém- casadas a amarem ao marido e a seus filhos, a serem sensatas, honestas, boas donas de casa, bondosas, sujeitas ao marido, para que a palavra de Deus não seja difamada” (2:3–5). Quem poderia ser um professor mais eficaz para uma jovem casada do que uma mulher mais velha e mais experiente? Seria um bom conselho um ministro do evangelho recrutar algumas mulheres mais velhas da congregação que pudessem dar aulas regu- larmente para as mais jovens, como também aconselhá-las em particular conforme surgisse a necessidade. Um versículo sozinho nos diz que as mulheres não devem pregar — ou seja, não se reportar a uma assembléia mista da igreja exercendo autoridade. Lemos em 1 Timóteo 2:11 e 12: “A mulher aprenda em silêncio, com toda a submissão. E não permito que a mulher ensine, nem exerça autoridade de homem; esteja, porém, em silêncio”. A mulher deve estar hupotage, “debaixo da autoridade” ou “sob controle” quando recebe instrução com “toda a submissão”. O pregador exercita “a autoridade” sobre ou “a plena autoridade” (gr.: epitage) — a idéia diametralmente oposta — em seu trabalho no púlpito. Muitas mulheres cristãs são professoras maravilhosas de outras mulheres e de crianças, mas sua área de domínio não é o púlpito. Deus nos deixou algo escrito sobre essa questão. Ed Sanders

11 Em 1 Timóteo 5 as viúvas e os ministros (presbíteros) da igreja também são tratados, e a seguir, os escravos. Em Tito 2, somente os escravos são acrescentados aos grupos de idade e sexo.

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