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INSTITUTO FE DERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊ NCIA E TE CNOLOGIA DO CEARÁ. E NGENHARIA MECATRÔNICA
INSTITUTO FE DERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊ NCIA E TE CNOLOGIA DO CEARÁ. E NGENHARIA MECATRÔNICA

INSTITUTO FE DERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊ NCIA E TE CNOLOGIA DO CEARÁ.

E NGENHARIA MECATRÔNICA

MARIA RAY ANNE ALVES RODRIGUES MOR EIRA

20122015010186

RELATÓRIO 0 1: RETIFICADORES DE MEI A-ONDA,

ONDA COMP LETA COM TAP CENTRAL E C OMPLETA EM PONTE.

Fortaleza

2015

ONDA

MARIA RAYANNE ALVES RODRIGUES MOREIRA

RELATÓRIO 01: RETIFICADORES DE MEIA-ONDA, ONDA COMPLETA COM TAP CENTRAL E ONDA COMPLETA EM PONTE.

Trabalho apresentado como requisito parcial para aprovação na disciplina Laboratório de Eletrônica Analógica do Curso de Engenharia Mecatrônica, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará.

Prof. Msc. Francisco Eudes Oliveira Barrozo

Fortaleza

2015

RESUMO

O dispositivo semicondutor eletrônico chamado diodo é capaz, dentre suas inúmeras aplicações, de converter tensão alternada em contínua. Sua aplicação como retificador permite que ele seja aplicado em circuitos cuja intenção é obter uma frequência de saída maior do que a de entrada permite que se obtenha um valor relativo da tensão de pico em sua saída além de que quando combinado com filtros capacitivos ele se mostra eficiente na sua produção de um sinal praticamente constante. A compreensão do princípio de funcionamento do diodo é a base para se entender ouros dispositivos eletrônicos.

Palavras-chave: Diodos; junção p-n; retificadores; filtros capacitivos.

SUMÁRIO

 

SUMÁRIO

4

LISTA DE FIGURAS

6

INTRODUÇÃO

7

1

DESENVOLVIMENTO

8

1.1

DIODO

8

1.2

RETIFICADOR DE MEIA-ONDA

12

1.3

RETIFICADOR DE ONDA COMPLETA COM TAP CENTRAL

13

1.4

RETIFICADOR DE ONDA COMPLETA EM PONTE

15

1.5

RETIFICADOR COM FILTRO CAPACITIVO

17

DESENVOLVIMENTO E RESULTADO DAS EXPERIÊNCIAS REALIZADAS NO LABORATÓRIO

2

17

2.1

EXPERIÊNCIA 01: RETIFICADOR DE MEIA ONDA

17

2.1.1

DIAGRAMA DE MONTAGEM

17

2.1.2

FORMA DE ONDA NA CARGA VISTA NO OSCILOSCÓPIO

18

2.1.3

VALOR MÉDIO NA CARGA

18

2.1.4

VALOR EFICAZ NA CARGA

19

2.1.5

RETIFICADOR DE MEIA ONDA COM FILTRO CAPACITIVO

19

2.2

EXPERIÊNCIA 02: RETIFICADOR DE ONDA COMPLETA COM TAP

CENTRAL

20

2.2.1

DIAGRAMA DE MONTAGEM

20

2.2.2

FORMA DE ONDA NA CARGA VISTA NO OSCILOSCÓPIO

21

2.2.3

VALOR MÉDIO NA CARGA

22

2.2.4

VALOR EFICAZ NA CARGA

22

2.2.5

RETIFICADOR DE MEIA ONDA COM FILTRO CAPACITIVO

23

2.3

EXPERIÊNCIA 03: RETIFICADOR DE ONDA COMPLETA EM PONTE

24

5

2.3.2 FORMA DE ONDA NA CARGA VISTA NO OSCILOSCÓPIO

24

2.3.3 VALOR MÉDIO NA CARGA

25

2.3.4 VALOR EFICAZ NA CARGA

25

2.3.5 RETIFICADOR DE MEIA ONDA COM FILTRO CAPACITIVO

26

3 CONCLUSÃO

28

4 REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

29

6

LISTA DE FIGURAS

Figura 1 Diodo sem polarização: distribuição interna de carga

10

Figura 2 Símbolo do diodo com a sua polaridade

10

Figura 3 Diodo reversamente

11

Figura 4 Polarização direta do diodo

12

Figura 5 Diagrama de circuito, entrada e saída do retificador de meia

12

Figura 6 Retificador de onda completa com tap central

13

Figura 7 Circuito equivalente para o semiciclo positivo e semiciclo negativo do retificador de

onda completa

14

Figura 8 Diagrama de circuito retificador de onda completa em

15

Figura 9 Sinal de saída do retificador de onda completa em ponte

16

Figura 10 Diagrama de circuito da primeira prática: retificador de meia onda

17

Figura 11 Sinal de saída de meia onda retificado no

18

Figura 12 Retificador de meia onda com filtro

19

Figura 13 Diagrama de circuito da segunda prática: retificador de onda completa com tap

20

Figura 14 Sinal de saída de onda completa com derivação central retificado no resistor

21

Figura 15 Retificador de onda completa com tap central com filtro capacitivo

23

Figura 16 Diagrama de circuito da terceira prática: retificador de onda completa em ponte

24

Figura 17 Sinal de saída de onda completa em ponte retificada no resistor

24

Figura 18 Retificador de onda em ponte com filtro

26

7

INTRODUÇÃO

Com os avanços da tecnologia e o advento da era moderna, é cada vez mais perceptível o uso de equipamentos eletrônicos. Devido a vários motivos, a distribuição de energia é feita em sistema alternado. Mas o funcionamento de equipamentos eletrônicos só acontece devido ao sistema contínuo. Portanto, é preciso de que exista componentes e /ou circuitos capazes de oferecer tamanha proeza: converter tensão alternada em tensão contínua. Os componentes que são responsáveis por esse feitio são os retificadores. Que podem ser monofásicos, trifásicos ou polifásicos, podem ser controlados ou não controlados. O retificador monofásico não controlado é chamado de diodo, devido às suas características e propriedades ele é capaz de converter c.a. em c.c. Com o objetivo de aprofundar os conhecimentos nessa área, esse relatório traz consigo as aplicações e uma brevidade sobre o funcionamento dos diodos retificadores. Além de promover a prática de ensaios da teoria em laboratório, permitindo o manuseio de equipamentos e componentes. Também se torna possível fazer análises e comparações das aplicações desse diodo em diferentes tipos de circuitos.

8

1

DESENVOLVIMENTO

1.1

DIODO

O diodo é um componente eletrônico semicondutor, cuja condutividade está entre os bons condutores e os dielétricos. Os materiais semicondutores são divididos em duas classes:

cristal singular e composto. Sendo que a primeira possui uma estrutura cristalina repetitiva e a segunda ocorre com a combinação de dois ou mais materiais semicondutores. Como exemplo desses materiais, destacam-se o germânio (Ge) e o silício (Si), da primeira classe, e o arseneto de gálio (GaAs), da segunda. Após a descoberta do diodo, o material mais utilizado para a sua confecção era o germânio porque era disponível em grandes quantidades, fácil de encontrar e ainda era fácil de obter seus elevados níveis de pureza. No entanto, ele possuía uma falha: sua corrente reversa era excessiva, além de ser muito sensível e sofrer variações de temperatura, dando-lhe baixa confiabilidade. Para resolver esse problema, cientistas recorreram para outro material semicondutor: o silício, que é extremamente abundante na Terra, e tem pouca sensibilidade às variações de temperatura. Todavia, a fabricação de dispositivos com silício sofria por conta dos problemas que seu polimento enfrentava, era difícil refiná-lo para a sua obtenção de pureza elevada. Felizmente, cientistas resolveram esse problema e conseguiram fabricar semicondutores com o silício. O arseneto de gálio em comparação ao silício e ao germânio possui uma qualidade importante: velocidade de operação elevada. Entretanto, ele é caro e bem mais difícil de purificar. Logo, o silício passou a ser o semicondutor mais utilizado na fabricação de componentes eletrônicos. Os materiais condutores possuem um elétron na camada de valência, os isolantes possuem oito e os semicondutores possuem quatro elétrons na sua última camada. O silício e o germânio são tetravalente, os que possuem três elétrons em sua camada de valência são chamados de trivalente e os que possuem cinco são os pentavalentes. Como os condutores só possuem um elétron, logo se torna mais fácil remover esse elétron livre isso mostra o porquê dele conduzir eletricidade mais facilmente, já que o potencial de ionização necessário para se remover o elétron de valência é menor do que o potencial para se remover os elétrons de valência dos semicondutores e dos dielétricos. Os elétrons de valência dos cristais de silício e germânio formam um arranjo de ligação com quatro átomos adjacentes. Essa ligação entre os átomos é conhecida como covalente.

9

O material semicondutor que foi refinado para reduzir o número de impurezas a um

nível muito baixo é chamado de intrínseco. Além da característica intrínseca do material outra

propriedade importante é a mobilidade relativa que é a capacidade dos portadores livres se moverem pelo material. Essa característica mostra a capacidade de resposta do semicondutor.

Os semicondutores e condutores se diferenciam também em relação à sua reação ao calor. Nos condutores, a resistência é proporcional ao calor, ou seja, se a temperatura aumenta a resistência também aumenta. Já nos condutores ocorre o contrário, a condutividade aumenta com o calor. Assim, materiais condutores têm coeficiente de temperatura positivo e os materiais semicondutores têm coeficiente de temperatura negativo.

A sensibilidade de cada semicondutor às variações de temperatura está relacionada ao

nível de energia que os elétrons de valência precisam para vencer a barreira de condução.

Um elétron na banda de valência do silício deve absorver mais energia do que outro na banda de valência do germânio para se tornar um portador livre. Da mesma forma, um elétron na banda de valência do arseneto de gálio deve ganhar mais energia do que outro no silício ou germânio para entrar na banda de condução. (BOYLESTAD, 2013, p. 5).

Para se alterar as características de um material semicondutor puro adicionam-se átomos de impurezas. Esse processo é conhecido como dopagem, a partir daí o semicondutor passará a ser um material extrínseco. O processo de dopagem gera dois tipos de materiais:

tipo n e tipo p. Um material do tipo n é criado pela adição de elementos de impureza no silício que

contenham cinco elétrons de valência, pentavalentes, nesse caso esses átomos são chamados de doadores. Já o tipo p é criado pela introdução de elementos de impureza que contenham três elétrons na sua última camada, trivalentes, átomos aceitadores. Então, no material do tipo n, devido à sua dopagem, como sobrará elétron, ele se chamará de portador majoritário e a lacuna de portador minoritário. Entende-se como lacuna o espaço vazio, que indica a ausência de carga negativa. Em um material do tipo p, a lacuna é o portador majoritário e o elétron é portador minoritário.

O diodo é a junção desses dois tipos de materiais. Nesse caso, dois materiais são

unidos, os elétrons e as lacunas se combinam na região de junção. Nessa região acontece a falta de portadores livres, conhecida como região de depleção. Quando se coloca dois terminais, um em cada lado, dessa junção existe o diodo.

O diodo pode ser polarizado de três formas: sem polarização, polarização direta e

polarização reversa. Ou seja, ao aplicar uma tensão externa a esses terminais excitando o dispositivo ele pode responder das três formas citadas.

10

Quando não há polarização significa que o componente não tem nenhuma tensão externa aplicada aos seus terminais. Dessa forma, a tensão sobre seus terminais é 0V e a corrente resultante é 0A.

sobre seus terminais é 0V e a corrente resultante é 0A. Figura 1 Diodo sem polarização:

Figura 1 Diodo sem polarização: distribuição interna de carga

Observa-se na Figura 1 o diodo sem polarização, assim a tensão sobre os terminais, V D

= 0V e consequentemente a corrente que circula no diodo, I D = 0A. É verificado também que

nessa situação, as lacunas (portadores minoritários) no material do tipo n que se encontrarem na região de depleção passarão rapidamente para o material do tipo p. Quanto mais próximo o portador minoritário estiver da junção, maior será a atração para a camada de íons negativos e

menor a oposição oferecida pelos íons positivos na região de depleção do material do tipo n.

positivos na região de depleção do material do tipo n. Figura 2 Símbolo do diodo com

Figura 2 Símbolo do diodo com a sua polaridade definida.

Na Figura 2 é mostrado o símbolo de um diodo, mostrando a junção p-n. Se for

aplicada no diodo uma tensão como mostrada na Figura 2, com a mesma polaridade indicada, tem-se uma tensão positiva. Onde o terminal pelo qual entra a corrente é chamado de anodo e

o terminal por onde ela sai é chamado de catodo.

11

Dessa forma, conclui-se que quando não há polarização o fluxo líquido de carga em um sentido é igual a zero, não havendo corrente. Na polarização reversa, existe uma diferença de potencial aplicada aos terminais do diodo, com o terminal positivo da excitação (fonte de tensão, por exemplo) ligado ao material do tipo n e o terminal negativo aplicado ao material do tipo p.

tipo n e o terminal negativo aplicado ao material do tipo p. Figura 3 Diodo reversamente

Figura 3 Diodo reversamente polarizado.

Na polarização reversa, quando V D < 0V, o diodo funciona como uma chave aberta, a corrente que o atravessa é praticamente nula, essa corrente é conhecida como corrente de saturação reversa, I S , essa corrente tem valor extremamente pequeno, praticamente nula, porque a camada de depleção do diodo é muito maior. Isso ocorre, pois o número de íons positivos descoberto na região de depleção do material do tipo n aumentará devido ao grande número de elétrons livres atraídos para o potencial positivo da tensão aplicada. Na Figura 3 ao lado direito pode-se ver o símbolo do diodo e sua polarização reversa. A polarização direta acontece quando a tensão aplicada aos terminais do diodo, V D , é maior do que zero. Ou seja, o terminal positivo da fonte é ligado ao material do tipo p e o terminal negativo da fonte é conectado ao terminal do tipo n. Como pode ser observado na Figura 4. Logo, o diodo funciona como uma chave fechada e passa a conduzir a corrente I D . Tendo em vista que a camada de depleção é bem menor, já que os elétrons contidos no material do tipo n e as lacunas do material do tipo p se recombinam com os íons próximos à fronteira, resultando na diminuição da região de depleção. Quanto mais a tensão entre os terminais do diodo aumenta, mais a região de depleção diminui. E a função I D versus V D é

12

exponencial. A tensão V D necessária para o diodo de silício conduzir é de 0,7V, já o germânio é de 0,3V.

de silício conduzir é de 0,7V, já o germânio é de 0,3V. Figura 4 Polarização direta

Figura 4 Polarização direta do diodo semicondutor.

Dentre as aplicações do diodo destacam-se os circuitos retificadores. Segundo Malvino, um diodo retificador é um diodo otimizado para ser capaz de converter corrente alternada em corrente contínua.

1.2 RETIFICADOR DE MEIA-ONDA

em corrente contínua. 1.2 RETIFICADOR DE MEIA-ONDA Figura 5 Diagrama de circuito, entrada e saída do
em corrente contínua. 1.2 RETIFICADOR DE MEIA-ONDA Figura 5 Diagrama de circuito, entrada e saída do

Figura 5 Diagrama de circuito, entrada e saída do retificador de meia onda.

13

Partindo do princípio do diodo, que quando polarizado diretamente ele conduz uma

corrente e quando polarizado reversamente ele bloqueia. O retificador de meia onda, de

acordo com a Figura 5, no semiciclo positivo da tensão de entrada, Vin, polariza o diodo

diretamente, permitindo que se tenha tensão na carga. Já no semiciclo negativo, o diodo é

polarizado reversamente e não há mais tensão na carga, toda a tensão fica sobre o diodo, pois

nesse instante ele funciona como uma chave aberta, que faz abrir o circuito e impede a

circulação de corrente. Logo, o retificador de meia onda só conduzirá quando a tensão estiver

no semiciclo positivo, assim a corrente na carga é unidirecional, ou seja, ela circula somente

em um sentido. Observando a Figura 5, pode-se notar que o sinal de saída de meia onda é uma

tensão cc pulsante.

O valor cc de um sinal é o mesmo valor médio. No retificador de meia onda, o valor cc

é dado pela fórmula a seguir:

=

= √2

≅ 0,45 ∗

Onde é a tensão de pico ou á e é a tensão eficaz de entrada.

O valor eficaz do sinal de saída do retificador de meia onda é dado por:

= 2 ≅ 0,7 ∗

2

Sobre a frequência de saída, ocorre que é a mesma de entrada, pois o período

permanece o mesmo.

1.3 RETIFICADOR DE ONDA COMPLETA COM TAP CENTRAL

permanece o mesmo. 1.3 RETIFICADOR DE ONDA COMPLETA COM TAP CENTRAL Figura 6 Retificador de onda

Figura 6 Retificador de onda completa com tap central.

14

O retificador de onda completa com tap central, ou derivação central, é equivalente a

dois retificadores de meia onda, por causa da tomada central, como indicado na Figura 6.

Cada um dos retificadores tem uma tensão de entrada igual a metade da tensão do secundário

do transformador. O ponto central do transformador é aterrado.

Conforme a Figura 6, no semiciclo positivo de tensão de entrada, o diodo D1 conduz

deixando circular uma corrente pela carga. Já no semiciclo negativo, o diodo D2 conduz,

assim circula uma corrente pelo resistor e se tem uma tensão sobre ele. Logo, a corrente

retificada circula pelos dois semiciclos. Durante os dois semiciclos, a tensão na carga tem as

mesmas polaridades e a corrente na carga circula no mesmo sentido. Dessa forma, a tensão

c.a. de entrada é transformada para uma tensão c.c. pulsante na carga.

é transformada para uma tensão c.c. pulsante na carga. Figura 7 Circuito equivalente para o semiciclo

Figura 7 Circuito equivalente para o semiciclo positivo e semiciclo negativo do retificador de onda completa.

O valor cc ou valor médio do sinal de saída do retificador de onda completa com

derivação central é o dobro do valor médio do sinal de meia onda, porque o sinal de onda

completa tem dois semiciclos positivos igual ao de meia onda, logo:

= 2

= 2 √2

≅ 0,9 ∗

15

Onde é a tensão de pico ou á e é a tensão eficaz de entrada, indicado na Figura 6 como Vi. O valor eficaz do sinal de saída do retificador onda completa com tap central é:

=

No retificador de onda completa, o período do sinal de saída é menor do que o período do sinal de entrada. Assim, conclui-se que a frequência de saída do sinal retificado é o dobro da frequência do sinal de entrada.

= 2 ∗

Onde é a frequência de saída e é a frequência de entrada.

1.4 RETIFICADOR DE ONDA COMPLETA EM PONTE

de entrada. 1.4 RETIFICADOR DE ONDA COMPLETA EM PONTE Figura 8 Diagrama de circuito retificador de

Figura 8 Diagrama de circuito retificador de onda completa em ponte.

No retificador de onda completa em ponte existe uma onda completa de tensão na saída, seu esquema de ligação está mostrado na Figura 8. O princípio de funcionamento é bem simples: no semiciclo positivo da tensão de entrada, o diodo D2 é polarizado diretamente aonde conduz deixando circular corrente pela carga e posteriormente pelo diodo D3, enquanto que os diodos D1 e D4 bloqueiam no semiciclo negativo.

16

No semiciclo negativo ocorre o inverso, os diodos D4 e D1 conduzem enquanto os

diodos D2 e D3 bloqueiam. Em ambos os casos a tensão na carga é positiva, ou seja, durante

os dois semiciclos, a tensão na carga tem a mesma polaridade e a corrente tem o mesmo

sentido. O retificador mudou a tensão c.a. de entrada para a tensão c.c. pulsante de saída. Em

comparação com o retificador de onda completa com derivação central, o retificador em ponte

utiliza a tensão total do secundário do transformador.

utiliza a tensão total do secundário do transformador. Figura 9 Sinal de saída do retificador de

Figura 9 Sinal de saída do retificador de onda completa em ponte.

O valor cc ou valor médio do sinal de saída do retificador de onda completa em ponte

é:

= 2

= 2 √2

≅ 0,9 ∗

Onde é a tensão de pico ou á e é a tensão eficaz de entrada total do

secundário do transformador.

O valor eficaz do sinal de saída do retificador de onda completa em ponte é:

=

A frequência de saída do sinal retificado é o dobro da frequência do sinal de entrada.

= 2 ∗

Onde é a frequência de saída e é a frequência de entrada.

17

1.5 RETIFICADOR COM FILTRO CAPACITIVO

Segundo Malvino, a saída do retificador tem dois componentes diferentes: uma tensão

c.c. (o valor médio) e uma tensão c.a. (a parte flutuante). Cada uma delas age como fontes

separadas. Quando se coloca um capacitor na saída tem-se uma tensão c.a. muito baixa no

resistor de carga. Quase todo o componente c.a. é bloqueado pelo capacitor e quase todo

componente c.c. passa para a carga. Assim, obtém-se uma tensão c.c. quase perfeita, quase

constante. O pequeno valor de tensão c.a. na carga é chamado de ondulação. Esse filtro com

capacitor produz uma tensão c.c. de saída igual ao valor de pico da tensão retificada.

2

DESENVOLVIMENTO E RESULTADO DAS EXPERIÊNCIAS REALIZADAS NO LABORATÓRIO

2 DESENVOLVIMENTO E RESULTADO DAS EXPERIÊNCIAS REALIZADAS NO LABORATÓRIO

2.1

2.1.1

EXPERIÊNCIA 01: RETIFICADOR DE MEIA ONDA

DIAGRAMA DE MONTAGEM

01: RETIFICADOR DE MEIA ONDA DIAGRAMA DE MONTAGEM Figura 10 Diagrama de circuito da primeira prática:

Figura 10 Diagrama de circuito da primeira prática: retificador de meia onda.

A Figura 10 mostra o diagrama do circuito montado na aula prática. Material utilizado:

Protoboard;

Multímetro;

Osciloscópio;

Transformador: Vp = 220V –Vs = 24V (12 + 12) – 60Hz ;

1 Diodo 1N4007

1 Resistor de 1k– 5W.

18

2.1.2 FORMA DE ONDA NA CARGA VISTA NO OSCILOSCÓPIO

18 2.1.2 FORMA DE ONDA NA CARGA VISTA NO OSCILOSCÓPIO Figura 11 Sinal de saída de

Figura 11 Sinal de saída de meia onda retificado no resistor.

A Figura 11 apresenta a forma de onda vista a partir do osciloscópio na carga, para a

imagem acima, a configuração do osciloscópio foi:

5 volts por divisão (vertical – eixo das ordenadas);

5 milissegundos por divisão (horizontal – eixo das abscissas).

Frequência de entrada: 60Hz.

Período: 17ms: frequência de saída: 60Hz.

Frequência de saída igual à frequência de entrada.

2.1.3 VALOR MÉDIO NA CARGA

Valor médio medido (com multímetro): 5,00V.

Valor médio calculado (a partir do osciloscópio): 5,09V.

Valor médio calculado (a partir dos dados do diagrama do circuito): 5,40V

=

= √2

≅ 0,45 ∗

Observa-se na Figura 11 que a tensão de pico, ou tensão máxima, Vp = 16V, assim a

tensão média calculada a partir do sinal visto no osciloscópio é:

16

= = 5,09

De acordo com a Figura 10, a tensão eficaz de entrada, Veef, é 12V, assim o valor

médio calculado a partir do diagrama de montagem é:

=

12√2

≅ 0,45 ∗ 12 = 5,40

19

2.1.4 VALOR EFICAZ NA CARGA

Valor eficaz medido: 7,90V.

= +

= 6,12 + 5,00

= 7,90

Valor eficaz calculado (a partir do osciloscópio): 8,00V.

=

2

= √2

2

≅ 0,7 ∗

= 2 =

16

2 = 8,00

Valor eficaz calculado (a partir dos dados do diagrama do circuito): 8,49V

(8,40V utilizando a aproximação: 0,7*Veef).

= 2 ≅ 0,7 ∗

2

=

12√2

2

= 8,49

= 0,7 ∗ 12 = 8,40

2.1.5 RETIFICADOR DE MEIA ONDA COM FILTRO CAPACITIVO

12 = 8,40 2.1.5 RETIFICADOR DE MEIA ONDA COM FILTRO CAPACITIVO Figura 12 Retificador de meia

Figura 12 Retificador de meia onda com filtro capacitivo.

20

Na Figura 12 observa-se que a onda está praticamente constante, tendo em vista que

foi adicionado um capacitor de 220µF / 63V em paralelo ao resistor. O capacitor se carrega no

semiciclo positivo e quando o diodo está bloqueado, no semiciclo negativo, ele descarrega.

Dessa forma, o capacitor funciona como uma fonte para o resistor. Enquanto a constante de

tempo RC for muito maior que o período, o capacitor permanecerá quase que totalmente

carregado e a tensão na carga será aproximadamente a tensão máxima.

A ondulação, pela Figura 12, é:

= á í

= 16 − 14,8 = 1,2

O valor médio na carga com o sinal retificado filtrado calculado

osciloscópio é:

á + í

=

2

16 + 14,8

=

2

= 15,4

a partir

do

O valor médio na carga com o sinal retificado filtrado medido com multímetro é:

= 15,23

2.2

2.2.1

EXPERIÊNCIA 02: RETIFICADOR DE ONDA COMPLETA COM TAP CENTRAL

DIAGRAMA DE MONTAGEM

DE ONDA COMPLETA COM TAP CENTRAL DIAGRAMA DE MONTAGEM Figura 13 Diagrama de circuito da segunda

Figura 13 Diagrama de circuito da segunda prática: retificador de onda completa com tap central.

21

A Figura 13 mostra o diagrama do circuito montado na aula prática. Material utilizado:

Protoboard;

Multímetro;

Osciloscópio;

Transformador: Vp = 220V –Vs = 24V (12 + 12) – 60Hz ;

2 Diodos 1N4007

1 Resistor de 1k– 5W.

2.2.2 FORMA DE ONDA NA CARGA VISTA NO OSCILOSCÓPIO

– 5W. 2.2.2 FORMA DE ONDA NA CARGA VISTA NO OSCILOSCÓPIO Figura 14 Sinal de saída

Figura 14 Sinal de saída de onda completa com derivação central retificado no resistor.

A Figura 14 apresenta a forma de onda vista a partir do osciloscópio na carga, para a

imagem acima, a configuração do osciloscópio foi:

2 volts por divisão (vertical – eixo das ordenadas);

2 milissegundos por divisão (horizontal – eixo das abscissas).

Frequência de entrada: 60Hz.

Período: 8ms: frequência de saída: 125Hz.

Frequência de saída duas vezes maior do que a frequência de entrada.

22

2.2.3 VALOR MÉDIO NA CARGA

Valor médio medido (com multímetro): 10,13V.

Valor médio calculado (a partir do osciloscópio): 10,19V.

Valor médio calculado (a partir dos dados do diagrama do circuito): 10,80V

= 2

= 2 √2

≅ 0,9 ∗

Observa-se na Figura 14 que a tensão de pico, ou tensão máxima, Vp = 16V, assim a

tensão média calculada a partir do sinal visto no osciloscópio é:

=

2 ∗ 16

= 10,19

De acordo com a Figura 13, a tensão eficaz de entrada, Veef, é 12V, assim o valor

médio calculado a partir do diagrama de montagem é:

2 ∗ 12√2

=

≅ 0,45 ∗ 12 = 10,80

2.2.4 VALOR EFICAZ NA CARGA

Valor eficaz medido: 11,30V.

= +

= 5,01 + 10,13

= 11,30

Valor eficaz calculado (a partir do osciloscópio): 11,31V.

= =

√2

16

= = √2 = 11,31

Valor eficaz calculado (a partir dos dados do diagrama do circuito): 12,00V

=

= 12,00

23

2.2.5 RETIFICADOR DE MEIA ONDA COM FILTRO CAPACITIVO

23 2.2.5 RETIFICADOR DE MEIA ONDA COM FILTRO CAPACITIVO Figura 15 Retificador de onda completa com

Figura 15 Retificador de onda completa com tap central com filtro capacitivo.

Na Figura 15 observa-se que a onda está praticamente constante, tendo em vista que

foi adicionado um capacitor de 220µF / 63V em paralelo ao resistor. Em comparação ao

retificador de meia onda, percebe-se que a ondulação de pico a pico do onda completa com

derivação central é a metade do valor de meia onda. Porque o período é bem menor, sabendo

que a frequência de saída é o dobro da de entrada.

A ondulação, pela Figura 15, é:

= á í

= 16 − 14,5 = 1,5

O valor médio na carga com o sinal retificado filtrado calculado

osciloscópio é:

á + í

=

2

=

16 + 14,5

2

= 15,25

a partir

do

O valor médio na carga com o sinal retificado filtrado medido com multímetro é:

= 15,57

24

2.3 EXPERIÊNCIA 03: RETIFICADOR DE ONDA COMPLETA EM PONTE 2.3.1 DIAGRAMA DE MONTAGEM Figura 16
2.3
EXPERIÊNCIA 03: RETIFICADOR DE ONDA COMPLETA EM PONTE
2.3.1
DIAGRAMA DE MONTAGEM
Figura 16 Diagrama de circuito da terceira prática: retificador de onda completa em ponte.
A Figura 13 mostra o diagrama do circuito montado na aula prática. Material utilizado:
• Protoboard;
• Multímetro;
• Osciloscópio;
• Transformador: Vp = 220V –Vs = 24V (12 + 12) – 60Hz ;
• 2 Diodos 1N4007
• 1 Resistor de 1kΩ – 5W.
2.3.2
FORMA DE ONDA NA CARGA VISTA NO OSCILOSCÓPIO
5W. 2.3.2 FORMA DE ONDA NA CARGA VISTA NO OSCILOSCÓPIO Figura 17 Sinal de saída de

Figura 17 Sinal de saída de onda completa em ponte retificada no resistor.

25

A Figura 17 apresenta a forma de onda vista a partir do osciloscópio na carga, para a

imagem acima, a configuração do osciloscópio foi:

5 volts por divisão (vertical – eixo das ordenadas);

2 milissegundos por divisão (horizontal – eixo das abscissas).

Frequência de entrada: 60Hz.

Período: 8,4ms: frequência de saída: 119Hz.

Frequência de saída duas vezes maior do que a frequência de entrada.

2.3.3 VALOR MÉDIO NA CARGA

Valor médio medido (com multímetro): 20,10V.

Valor médio calculado (a partir do osciloscópio): 19,73V.

Valor médio calculado (a partir dos dados do diagrama do circuito): 21,60V

= 2

= 2 √2

≅ 0,9 ∗

Observa-se na Figura 17 que a tensão de pico, ou tensão máxima, Vp = 31V, assim a

tensão média calculada a partir do sinal visto no osciloscópio é:

=

2 ∗ 31

= 19,73

De acordo com a Figura 16, a tensão eficaz de entrada, Ve’ef, é 24V, assim o valor

médio calculado a partir do diagrama de montagem é:

2 ∗ 24√2

=

≅ 0,9 ∗ 24 = 21,60

2.3.4 VALOR EFICAZ NA CARGA

Valor eficaz medido: 22,45V.

= +

= 10 + 20,1

= 22,45

Valor eficaz calculado (a partir do osciloscópio): 21,92V.

26

= =

√2

31

= = √2 = 21,92

Valor eficaz calculado (a partir dos dados do diagrama do circuito): 24,00V

=

= 24,00

Observação: foi cometido um erro na execução dessa experiência: quando foi

visto a forma de onda através do osciloscópio, o cursor de calibração não tinha

sido posto no seu local correto, por isso a Figura 17 não se torna fiel em

relação a valores de pico, mas se torna fiel em relação ao formato. Depois de

percebido o erro no laboratório, o mesmo foi corrigido, no entanto não foi

tirada outra foto.

2.3.5 RETIFICADOR DE MEIA ONDA COM FILTRO CAPACITIVO

foto. 2.3.5 RETIFICADOR DE MEIA ONDA COM FILTRO CAPACITIVO Figura 18 Retificador de onda em ponte

Figura 18 Retificador de onda em ponte com filtro capacitivo.

Na Figura 18 observa-se que a onda está praticamente constante, tendo em vista que

foi adicionado um capacitor de 47µF / 63V em paralelo ao resistor. Em comparação ao

retificador de meia onda e com o de onda completa com derivação central, observa-se uma

27

ondulação bem maior, resultado de uma capacitância bem menor. Que faz com que a constante de tempo RC seja menor, resultando em uma carga e descarga do capacitor mais rápida.

A ondulação, pela Figura 18, é:

= á í = 31,0 − 26,0 = 5,0

O valor médio na carga com o sinal retificado filtrado calculado a partir do osciloscópio é:

á + í

=

2

=

31 + 26

2

= 28,5

O valor médio na carga com o sinal retificado filtrado medido com multímetro é:

= 29,5

O valor eficaz na carga com o sinal retificado filtrado medido com multímetro é: 29,5V

= +

= 0,04 + 29,5 = 29,5

28

3

CONCLUSÃO

Após os ensaios realizados em laboratório pode-se observar e confirmar características do diodo quando o mesmo funciona como um retificador. Sua capacidade de converter uma tensão c.a. em uma tensão c.c. o promove como um dispositivo extremamente importante, sendo a base de muitos outros, tais como um transistor. Além de ser simples em sua construção e ser um componente bem diversificado no mercado, capaz de atender tantas aplicações. Os três modelos de retificadores apresentados se tornam úteis para suas aplicações, em geral, cada um transforma uma onda senoidal que tem valor médio zero em uma onda que tenha um nível c.c. Quando se deseja um sinal pulsante em que ocorra na mesma frequência da rede de alimentação e se deseja um nível de tensão mais baixo, consequentemente que venha a dissipar menos potência, e um projeto mais simples, que se torna mais barato por envolver menos material na construção do circuito e exige um transformador simples, o indicado é o retificador de meia onda. O retificador de onda completa é baseado no retificador de meia onda. Pode-se dizer que ele é uma versão aprimorada que permite um universo mais amplo em aplicação. É bem mais utilizado do que o primeiro. Ele pode ser dividido em dois tipos: os retificadores de onda completa com tap central e retificadores de onda completa em ponte. Ambos trabalham com a frequência de saída sendo o dobro da frequência de entrada. Além de apresentarem uma tensão média na saída bem maior do que o retificador de meia onda. Na retificação em ponte existe uma vantagem sobre a de onda completa, o transformador utilizado para conseguir os mesmos resultados que a de onda completa com derivação central é bem menor, o que o torna mais leve e mais barato. A fins de projetos ele se torna menos dispendioso, então a relação custo benefício passa a ser melhor. Quando se introduz filtros nesses retificadores, ou seja, quando se coloca um capacitor em paralelo com a carga na saída da retificação, a onda de saída passa a ser praticamente constante, dependendo das características do capacitor. Além dos filtros capacitivos permitirem uma diminuição gigantesca da tensão c.a. de saída. Em suma, os diodos permitem um vasto campo de atuação com o seu uso, para explorá-lo melhor, só é preciso de que o conheça, estudando-o com a sua folha de dados que mostra todas as suas características para aplicações.

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4 REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

BOYLESTAD, Robert L.; NASHELSKY, Louis. Dispositivos eletrônicos e teoria de circuitos. 11. ed. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2013. 766 p.

MALVINO, Albert; BATES, David J. Eletrônica: volume 1. 7. ed. Porto Alegre: AMGH, 2007. 672 p.

NBR 10719 – Apresentação de relatórios técnico-científicos. Rio de Janeiro: ABNT, 1989. 9 p.

NBR 6028 – Informação e documentação – Resumo - Apresentação. Rio de Janeiro:

ABNT, 2003. 2 p.