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INTRODUÇÃO AO DIREITO SOCIETÁRIO

As sociedades empresariais surgiram conforme a evolução da sociedade em que vivemos. Quanto maior a complexidade humana maior a necessidade de organização.

Da mesma forma em que se evoluiu a vida em sociedade evoluiu-se negociações empresariais.

O ordenamento jurídico criou alguns tipos de sociedade empresariais, cada qual com suas

características próprias, cabendo ao operador do direito optar para melhor orientar seu cliente, orientando-o delimitando as consequências do tipo jurídico, os custos de

investimentos gestão de negócios, composição dos interesses dos empresários, etc.

Buscando trazer mais segurança aos investidores a pessoa jurídica foi criada com autonomia em relação aos sócios. É o chamado princípio da autonomia da pessoa jurídica.

No sistema Francês se chamava sociedade comercial caracterizava-se pelos atos do comércio. (Código de 1850)

No sistema Italiano se chama sociedade empresária maneira de se organizar a atividade econômica de produção ou circulação de bens ou serviços. (Código Civil 2002).

PERSONALIZAÇÃO DA SOCIEDADE

Há sistemas em que as sociedades são entes despersonalizados, respondendo integralmente pelas obrigações sociais. No Brasil há sociedades personalizadas que respondem integralmente e outras não.

As sociedades no Brasil são sempre personalizadas, ou seja, as pessoas são distintas dos sócios.

Portanto, as sociedades são titulares de seus próprios direitos e obrigações.

A sociedade em conta de participação não é uma pessoa jurídica, mas um contrato de investimento em que a lei preferiu chamar de sociedade.

NATUREZA E CONCEITO DE PESSOA JURÍDICA

a) Teoria pré-normativistas. Consideram as pessoas jurídicas como seres de existência anterior e independente da ordem jurídica. A disciplina legal da pessoa jurídica é mero reconhecimento de algo preexistente. Para essa teoria a natureza das pessoas jurídicas é semelhante à dos homens.

b) Teoria normativa. Essa teoria sustenta o contrário, ou seja, a pessoa jurídica é criação do direito. As pessoas jurídicas são intangíveis à realidade dos seres humanos. Para Kelsen não existe diferença entre as duas pessoas, física e jurídica, ambas são auxiliares do direito; instrumentos para facilitar a descrição de complexas normas jurídicas. Para Fábio Ulhoa a pessoa jurídica, é uma ideia, cujo sentido é partilhado pelos membros da comunidade jurídica, que a utilizam na composição de interesses.

O que significa exatamente que as sociedades empresárias são pessoas jurídicas?

Pessoas jurídicas são sujeitos de direito, preexiste ao direito; é apenas uma ideia conhecida dos advogados, juízes e demais membros da comunidade jurídica.

“Sujeito de direito” é uma expressão que tem um significado mais amplo que “pessoa”, física ou jurídica.

Nem todos os sujeitos de direito são personalizados. Titulares de direito podem ou não ser dotados de personalidade jurídica

Exemplos de sujeito de direito: pessoas físicas, jurídicas, e ainda entes despersonalizados, como espólio, a massa falida, o nascituro. Todos são aptos para o exercer o direito e assumir obrigações.

Dois grupos:

a) Humanos - Pessoa física e o nascituro

b) Inanimados - As demais entidades despersonalizadas.

Outra classificação regime das pessoas

a) Entes personalizados - Pessoa física e pessoa jurídica.

b) Entes despersonalizados - Nascituro e demais entes.

O que diferencia entes personalizados e despersonalizados é a autorização para a prática dos

atos jurídicos. Os personalizados podem praticar todos os atos jurídicos que não sejam proibidos ao passo que os despersonalizados só podem praticar os atos essenciais para o seu funcionamento e aqueles expressamente definidos, ou seja, só o permitido.

OBS.: os impedimentos para o exercício do comércio é atributo da personalização, não se confunde com a personalização da pessoa jurídica.

OBS.: O ente público, embora seja pessoa jurídica, opera com conceitos diversos.

QUADRO GERAL DAS PESSOAS JURÍDICAS.

a) Pessoas jurídicas de direito público

b) Pessoas jurídicas de direito privado

Não é a origem do recurso empregado que distingue uma da outra. Há pessoas de direito privado com recurso totalmente público (empresa pública) e vice versa (OAB, CRC, CRO, etc)

O que diferenciam é o regime jurídico.

As pessoas de direito privado dividem-se em: estatais (sociedade de economia mista e empresa pública) e particulares (fundação, associação, sociedades).

Fundação resulta de uma afetação de um patrimônio para certas finalidades, relevantes para o fundador. Não resulta da união e esforços de pessoas.

Associação e sociedade resulta de agregação de pessoas para um objetivo comum, sendo que a sociedade tem finalidade econômica, e associação tem finalidade filantrópica, cultural, social, política, etc.

Dentre as sociedades nós temos a sociedade simples e a empresária.

Sociedade simples: explora atividade econômica específica (médicos, advogados, contabilistas, artesãos, etc)

Sociedade empresária: explora empresa, ou seja, desenvolve atividade econômica de produção ou circulação de bens ou serviços, normalmente sob a forma de sociedade limitada ou anônima.

EFEITOS DA PERSONALIZAÇÃO

Três são os efeitos da personalização da sociedade empresária: titularidade obrigacional, titularidade processual e responsabilidade patrimonial.

Titularidade obrigacional é a sociedade que é parte nos contratos e atos obrigacionais e não

os sócios. Contratos de aluguel, contrato de trabalho, a sociedade é devedora e credora.

Titularidade processual como autora e ré, será a sociedade a legitimada para demandar em juízo.

Responsabilidade patrimonial os bens adquiridos pela sociedade é dela e não dos sócios. O patrimônio dos sócios e da sociedade são inconfundíveis e incomunicáveis. Sócio e sociedade não são as mesmas pessoas.

A autonomia patrimonial é o princípio básico do direito societário. É de suma importância para o desenvolvimento das atividades econômicas, da produção e circulação de bens e serviços. Esse princípio limita a possibilidade de perdas em investimentos arriscados.

Se não tivesse esse princípio da separação patrimonial o insucesso na exploração econômica poderia atrapalhar o desenvolvimento econômico do país, e as pessoas e geral ficariam prejudicadas, tendo menos acesso a bens e serviços.

INÍCIO E TÉRMINO DA PERSONALIZAÇÃO

O início da personalização da pessoa jurídica é com o Registro na Junta Comercial nos termos

dos arts. 45 e 985 do CC.

Não obstante tal afirmação legal, Fábio Ulhoa entende que já se pode considerar existente a pessoa jurídica desde a formação do contrato, embora não discorde de que a regularidade da situação da sociedade empresária só ocorra com o registro.

Enquanto não registrada no registro de empresas o regime é o da sociedades em comum conforme regulam os arts. 986 e 990 do CC.

O fim da personalização da sociedade empresária se dá com o processo dissolutório, que pode ser judicial ou extrajudicial. Compreende, então, a dissolução, liquidação e partilha.

OBS.: A inatividade da sociedade não significa seu fim. Mesmo que esteja sem empregados, sem nenhuma atividade. A paralisação da atividade não importa necessariamente em dissolução.

LIMITES DA PERSONALIZAÇÃO

A proteção da personalidade da pessoa jurídica não é absoluta, em algumas situações é

necessário ponderar, relativizar. Que é quando ocorrem as fraudes. É o uso indevido do

princípio da autonomia da pessoa jurídica.

CLASSIFICAÇÃO DAS SOCIEDADES EMPRESÁRIAS

- Nome

Responsabilidade Limitada.

coletivo,

Comandita

Simples,

Comandita

por

Ações,

Sociedade

Anônima

e

a)

SOCIEDADE DE PESSOAS OU DE CAPITAL. As de pessoas são aquelas em que a realização do objeto social depende mais dos atributos individuais dos sócios que da constituição material que eles dão. As de capital são as sociedades em que essa contribuição material é mais importante que as características pessoais. Reflexos: na alienação das quotas ou ações e quanto à sua penhorabilidade. De pessoas Nome coletivo, e comandita simples - limitada De capital Sociedade Anônima e Comandita por ações limitada

b)

SOCIEDADES CONTRATUAIS E INSTITUCIONAIS. Contratuais: nome coletivo, comandita simples e limitada. Institucionais: Comandita por ações e S.A.

c)

ESTABILIDADE OU INSTABILIDADE DO VÍNCULO.

A

sociedade empresária é de vínculo instável quanto a declaração unilateral de

vontade de um sócio basta para o seu desligamento, obrigando a sociedade a reembolsar-lhe o capital investido. (nome coletivo e comandita simples com prazo

indeterminado)

A

de vínculo estável o desligamento com reembolso de capital não se admite, salvo

em casos expcepcionais. (nome coletivo e comandita simples com prazo,

determinado, a S.A. e comandita por ações)

d)

RESPONSABILIDADE DOS SÓCIOS.

A personalização induz a responsabilidade subsidiária.

Responsabilidade ilimitada

Responsabilidade mista

Responsabilidade limitada.

e) NACIONALIDADE DA SOCIEDADE.

De acordo com a legislação civil é considerada NACIONAL uma sociedade que atenda dois requisitos: sede no Brasil e organização de acordo com as leis brasileiras. (CC art. 1.126; Dec-lei 2.627/40, art. 60).

Portanto, torna-se irrelevante a nacionalidade dos sócios, nem a origem do capital investido na sua constituição.

Dessa forma, uma vez não preenchidos os dois requisitos a sociedade será estrangeira, e o funcionamento das sociedades estrangeiras, no Brasil, depende do Poder Executivo Federal (art. 1.134 e ss do CC), que será um Ministério, ou se não tiver deve o pedido deve ser protocolado junto ao DREI-Departamento Registro de Empresas e Integração.

Profª. Cássia Akemi Mizusaki Funada