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EAD UNIVERSIDADE ABERTA DO BRASIL UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICA Voleibol
EAD
UNIVERSIDADE ABERTA DO BRASIL
UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA
LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICA
Voleibol
Salvador
2010
UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA
LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICA

LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICA

LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICA EAD ELABORAÇÃO Marcela Mota Freitas PROJETO GRÁFICO Nilton Rezende DIAGRAMAÇÃO

EAD

ELABORAÇÃO Marcela Mota Freitas

PROJETO GRÁFICO Nilton Rezende

DIAGRAMAÇÃO Sidney Santos Silva

Colaboradores desta Edição Editora da Universidade do Estado da Bahia - EDUNEB Diretora Maria Nadja
Colaboradores desta Edição

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Editora da Universidade do Estado da Bahia - EDUNEB

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Edição Editora da Universidade do Estado da Bahia - EDUNEB Diretora Maria Nadja Nunes Bittencourt Assessora
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Diretora

Diretora

Maria Nadja Nunes Bittencourt

Maria Nadja Nunes Bittencourt

da Bahia - EDUNEB Diretora Maria Nadja Nunes Bittencourt Assessora Editorial Carla Cristiani Honorato Colaboradores
da Bahia - EDUNEB Diretora Maria Nadja Nunes Bittencourt Assessora Editorial Carla Cristiani Honorato Colaboradores
Assessora Editorial

Assessora Editorial

Diretora Maria Nadja Nunes Bittencourt Assessora Editorial Carla Cristiani Honorato Colaboradores Sidney Santos Silva
Carla Cristiani Honorato

Carla Cristiani Honorato

Bittencourt Assessora Editorial Carla Cristiani Honorato Colaboradores Sidney Santos Silva Teodomiro A. de Souza
Bittencourt Assessora Editorial Carla Cristiani Honorato Colaboradores Sidney Santos Silva Teodomiro A. de Souza
Colaboradores

Colaboradores

Sidney Santos Silva Teodomiro A. de Souza João Victor Souza Dourado Fernando Luiz de Souza

Sidney Santos Silva Teodomiro A. de Souza João Victor Souza Dourado Fernando Luiz de Souza Junior Débora Alves Souza

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP). Catalogação na Fonte BIBLIOTECA DO NÚCLEO DE EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA – UNEB

BIBLIOTECA DO NÚCLEO DE EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA – UNEB F866 FREITAS, Marcela Mota. Voleibol - Licenciatura

F866

FREITAS, Marcela Mota. Voleibol - Licenciatura em Educação Física / Marcela Mota Freitas. Salvador: UNEB / GEAD, 2010.

54 p.

1. Educação física

2. Voleibol 3. Jogos educativos I. Título. II.

Universidade Aberta do Brasil. III. UNEB /GEAD

CDD: 797

educativos I. Título. II. Universidade Aberta do Brasil. III. UNEB /GEAD CDD: 797 UNIVERSIDADE DO ESTADO

UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA

LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICA

EAD

LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICA EAD PRESIDENTE DA REPÚBLICA Luis Inácio Lula da Silva MINISTRO DA EDUCAÇÃO

PRESIDENTE DA REPÚBLICA Luis Inácio Lula da Silva

MINISTRO DA EDUCAÇÃO Fernando Haddad

SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA Carlos Eduardo Bielschowsky

DIRETOR DO DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA Hélio Chaves Filho

 
 

SISTEMA UNIVERSIDADE ABERTA DO BRASIL

SISTEMA UNIVERSIDADE ABERTA DO BRASIL
  SISTEMA UNIVERSIDADE ABERTA DO BRASIL DIRETOR DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA DA CAPES Celso Costa  

DIRETOR DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA DA CAPES

DIRETOR DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA DA CAPES

Celso Costa

Celso Costa
DIRETOR DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA DA CAPES Celso Costa   COORD. GERAL DE ARTICULAÇÃO ACADÊMICA DA
 
 

COORD. GERAL DE ARTICULAÇÃO ACADÊMICA DA CAPES

COORD. GERAL DE ARTICULAÇÃO ACADÊMICA DA CAPES
  COORD. GERAL DE ARTICULAÇÃO ACADÊMICA DA CAPES Nara Maria Pimentel GOVERNO DO ESTADO DA BAHIA

Nara Maria Pimentel

Nara Maria Pimentel
COORD. GERAL DE ARTICULAÇÃO ACADÊMICA DA CAPES Nara Maria Pimentel GOVERNO DO ESTADO DA BAHIA GOVERNADOR

GOVERNO DO ESTADO DA BAHIA

GOVERNO DO ESTADO DA BAHIA
COORD. GERAL DE ARTICULAÇÃO ACADÊMICA DA CAPES Nara Maria Pimentel GOVERNO DO ESTADO DA BAHIA GOVERNADOR

GOVERNADOR

GOVERNADOR
COORD. GERAL DE ARTICULAÇÃO ACADÊMICA DA CAPES Nara Maria Pimentel GOVERNO DO ESTADO DA BAHIA GOVERNADOR

Jaques Wagner

Jaques Wagner
COORD. GERAL DE ARTICULAÇÃO ACADÊMICA DA CAPES Nara Maria Pimentel GOVERNO DO ESTADO DA BAHIA GOVERNADOR

VICE-GOVERNADOR Edmundo Pereira Santos

SECRETÁRIO DA EDUCAÇÃO Osvaldo Barreto Filho

UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA – UNEB REITOR Lourisvaldo Valentim da Silva

VICE-REITORA Amélia Tereza Maraux

PRÓ-REITOR DE ENSINO DE PÓS-GRADUAÇÃO José Claúdio Rocha

COORDENADOR UAB/UNEB Silvar Ferreira Ribeiro

COORDENADOR UAB/UNEB ADJUNTO Jader Cristiano Magalhães de Albuquerque

DIRETOR DO DEDC – I Antônio Amorim

COORDENADOR DO CURSO DE LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICA Francisco Pitanga Filho

COORDENADOR DE TUTORIA DO CURSO DE LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICA Valter Abrantes Pereira

UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA

DE TUTORIA DO CURSO DE LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICA Valter Abrantes Pereira UNIVERSIDADE DO ESTADO DA
DE TUTORIA DO CURSO DE LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICA Valter Abrantes Pereira UNIVERSIDADE DO ESTADO DA

LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICA

EAD

Caro (a) cursista,

LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICA EAD Caro (a) cursista, Estamos começando uma nova etapa de trabalho e

Estamos começando uma nova etapa de trabalho e para auxiliá-lo no desenvolvimento da sua aprendizagem estruturamos este material didático que atenderá ao Curso de Especialização em Licenciatura em Educação Física na modalidade à distância.

O componente curricular que agora lhe apresentamos foi preparado por profissionais habilitados, especialistas da

área, pesquisadores, docentes que tiveram a preocupação em alinhar conhecimento teórico-prático de maneira contextualizada, fazendo uso de uma linguagem motivacional, capaz de aprofundar o conhecimento prévio dos envolvidos com a disciplina em questão. Cabe salientar, porém, que esse não deve ser o único material a ser utilizado na disciplina, além dele, o Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA), as atividades propostas pelo Professor Formador e pelo Tutor, as atividades complementares, os horários destinados aos estudos individuais, tudo isso somado compõe os estudos relacionados a EAD.

É importante também que vocês estejam sempre atentos as caixas de diálogos e ícones específicos que aparecem

durante todo o texto apresentando informações complementares ao conteúdo. A idéia é mediar junto ao leitor, uma forma de dialogar questões para o aprofundamento dos assuntos, a fim de que o mesmo se torne interlocutor ativo desse material.

São objetivos dos ícones em destaque:

Você sabia? – convida-o a conhecer outros aspectos daquele tema/conteúdo. São curiosidades ou informações relevantes que podem ser convida-o a conhecer outros aspectos daquele tema/conteúdo. São curiosidades ou informações relevantes que podem ser associadas à discussão proposta;

Saiba mais – apresenta notas ou aprofundamento da argumentação em desenvolvimento no texto, trazendo conceitos, fatos, biografias, apresenta notas ou aprofundamento da argumentação em desenvolvimento no texto, trazendo conceitos, fatos, biografias, enfim, elementos que o auxiliem a compreender melhor o conteúdo abordado;

Indicação de leituras – neste campo, você encontrará sugestão de livros, sites, vídeos. A partir deles, você poderá aprofundar neste campo, você encontrará sugestão de livros, sites, vídeos. A partir deles, você poderá aprofundar seu estudo, conhecer melhor determinadas perspectivas teóricas ou outros olhares e interpretações sobre aquele tema;

Sugestões de atividades – consistem em indicações de atividades para você realizar autonomamente em seu processo de auto-estudo. Estas consistem em indicações de atividades para você realizar autonomamente em seu processo de auto-estudo. Estas atividades podem (ou não) vir a ser aproveitadas pelo professor- formador como instrumentos de avaliação, mas o objetivo primeiro delas é provocá-lo, desafiá-lo em seu processo de auto-aprendizagem.

Sua postura será essencial para o aproveitamento completo desta disciplina. Contamos com seu empenho e entusiasmo para, juntos, desenvolvermos uma prática pedagógica significativa.

COORDENAÇÃO DE MATERIAL DIDÁTICO Gestão dos Projetos e Atividades de Educação à Distância - GEAD

MATERIAL DIDÁTICO Gestão dos Projetos e Atividades de Educação à Distância - GEAD UNIVERSIDADE DO ESTADO

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MATERIAL DIDÁTICO Gestão dos Projetos e Atividades de Educação à Distância - GEAD UNIVERSIDADE DO ESTADO

LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICA

EAD

APRESENTAÇÃO

LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICA EAD APRESENTAÇÃO Sem dúvida alguma é um prazer encontrar com você nesse

Sem dúvida alguma é um prazer encontrar com você nesse módulo do Curso de Educação à Distância na graduação em Educação Física. A sua presença materializa um sonho, agora real de se tornar um grande professor. Acredito que nesse momento é incontestável a imensa vontade de aprender juntamente com todas as expectativas depositadas em cada um dos professores representados e apresentados, nas suas respectivas funções.

Espero que possa aproveitar ao máximo a Disciplina Metodologia do Ensino do Voleibol a qual servirá como um instrumento educacional na sua atuação enquanto professor de Educação Física no âmbito escolar. Foi com grande prazer e satisfação que esse material foi produzido buscando sempre conteúdo de qualidade.

 
 
  Nesse módulo, você encontrará no primeiro Capítulo uma breve revisão sobre as concepções que norteiam

Nesse módulo, você encontrará no primeiro Capítulo uma breve revisão sobre as concepções que norteiam a

Nesse módulo, você encontrará no primeiro Capítulo uma breve revisão sobre as concepções que norteiam a

prática da Educação Física Escolar e os métodos que podem ser utilizados durante a aplicação dos fundamentos

prática da Educação Física Escolar e os métodos que podem ser utilizados durante a aplicação dos
podem ser utilizados durante a aplicação dos fundamentos técnicos e táticos direcionados ao processo educacional da

técnicos e táticos direcionados ao processo educacional da criança.

técnicos e táticos direcionados ao processo educacional da criança.
e táticos direcionados ao processo educacional da criança. No Capítulo II serão abordados os aspectos relevantes
e táticos direcionados ao processo educacional da criança. No Capítulo II serão abordados os aspectos relevantes

No Capítulo II serão abordados os aspectos relevantes sobre a prática do Voleibol no âmbito escolar. Teremos

No Capítulo II serão abordados os aspectos relevantes sobre a prática do Voleibol no âmbito escolar.

uma breve explanação sobre as razões que levam o esporte Voleibol a ser inserido como disciplina obrigatória nos

uma breve explanação sobre as razões que levam o esporte Voleibol a ser inserido como disciplina
Voleibol a ser inserido como disciplina obrigatória nos cursos de Educação Física. Quais os aspectos que

cursos de Educação Física. Quais os aspectos que contribuem para essa alta aceitação e popularidade perante a

cursos de Educação Física. Quais os aspectos que contribuem para essa alta aceitação e popularidade perante

sociedade? Serão discutidas as dimensões do esporte na sociedade e sua interferência nas aulas de Educação

sociedade? Serão discutidas as dimensões do esporte na sociedade e sua interferência nas aulas de Educação
na sociedade e sua interferência nas aulas de Educação Física analisando os aspectos que caracterizam o

Física analisando os aspectos que caracterizam o Esporte DA escola e esporte NA escola.

Física analisando os aspectos que caracterizam o Esporte DA escola e esporte NA escola.
que caracterizam o Esporte DA escola e esporte NA escola. capítulo III evidencia a origem e
que caracterizam o Esporte DA escola e esporte NA escola. capítulo III evidencia a origem e

capítulo III evidencia a origem e história do esporte Voleibol dando ênfase ao contexto histórico brasileiro. Os principais elementos assim como os fatos mais marcantes.

O

O

Capítulo IV evidenciará os fundamentos técnicos utilizados no treinamento e na dinâmica que envolve o esporte

e o jogo Voleibol. Será discutido como? Por quê? E como utilizar cada um deles durante um jogo de Voleibol. Além de noções de regras, posição de jogadores e rodízio.

Finalmente no Capítulo V serão apresentados alguns jogos de Voleibol que poderão ser trabalhados nas escolas objetivando aspectos educacionais por meio dos instrumentos técnicos e tácticos, adequando à faixa etária e nível de desenvolvimento físico e motor de cada grupo.

Portanto, esse trabalho representa uma síntese dos principais aspectos a ser considerados pelos professores de Educação Física, ao se utilizar do Voleibol como instrumento educacional no processo pedagógico nas escolas.

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Bons Estudos!

A Autora.

como instrumento educacional no processo pedagógico nas escolas. UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA Bons Estudos! A

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SUMÁRIO

1

ASPECTOS PEDAGÓGICOS DO ENSINO DO VOLEIBOL NA ESCOLA

 

13

1.1 CONCEPÇÕES DA EDUCAÇÃO FÍSICA

13

1.2 MÉTODOS DE ENSINO DO VOLEIBOL

16

2

O VOLEIBOL E A SUA PRÁTICA NA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR

 

19

2.1 CARACTERÍSTICAS DO VOLEIBOL

19

2.2 DIMENSÕES SOCIAIS DO ESPORTE VOLEIBOL

 

21

2.3 VOLEIBOL NA ESCOLA E DA ESCOLA

22

3 ORIGEM E HISTÓRIA DO VOLEIBOL

26

4 FUNDAMENTOS TÉCNICOS DO VOLEIBOL

31

4.1 POSIÇÃO DE EXPECTATIVA E MOVIMENTAÇÃO

 

31

4.2 TOQUE DE BOLA

32

4.3 MANCHETE

34

4.4 SAQUE

34

4.4.1 Saque por baixo

35

4.4.2 Saque por cima

35

4.5 CORTADA

36

4.6 BLOQUEIO

37

4.7 ROLAMENTO

38

4.8 MERGULHO

39

4.9 NOÇÕES DE REGRAS DO VOLEIBOL

39

5 JOGO COM O TEMA VOLEIBOL

47

6 REFERÊNCIA

53

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VOLEIBOL 39 5 JOGO COM O TEMA VOLEIBOL 47 6 REFERÊNCIA 53 UNIVERSIDADE DO ESTADO DA
VOLEIBOL 39 5 JOGO COM O TEMA VOLEIBOL 47 6 REFERÊNCIA 53 UNIVERSIDADE DO ESTADO DA
VOLEIBOL
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LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICA

1 ASPECTOS PEDAGÓGICOS DO ENSINO DO VOLEIBOL NA ESCOLA

O Voleibol enquanto conteúdo da Educação Física sofre inúmeras interferências das diversas concepções que influenciaram e influenciam essa prática pedagógica. No decorrer da História da Educação, Física o Voleibol também serviu de elemento educacional dentro da escola, sendo apenas manipulado e utilizado de acordo com as concepções. Além disso, assim como outros esportes, o Voleibol pode ser utilizado através de vários métodos de ensino. Portanto, a seguir, será analisado como as concepções pedagógicas da Educação Física influenciam no planejamento de aula e como os métodos de ensino do esporte interfere nesse processo.

1.1 CONCEPÇÕES DA EDUCAÇÃO FÍSICA

Na disciplina História da Educação Física, você teve conhecimento sobre as diversas concepções que nortearam essa disciplina durante todo o seu processo histórico. Atualmente, podemos destacar algumas que influenciam e direcionam os professores no planejamento e na prática dos conteúdos nas escolas. Porém, ainda tem aqueles que não buscam uma fundamentação teórica para sua atuação, muitos ainda banalizam esse momento de intervenção do professor de Educação Física no processo crítico educativo dos alunos. Essa situação torna-se mais problemática quando o conteúdo é Esporte. Ainda, observa- se professores que se apoiam nas abordagens mecanicista, tecnicista e tradicional, direcionando a uma única educação, alienadora e acrítica. A seguir serão abordadas algumas das concepções da Educação Física que poderão contribuir na ação pedagógica do conteúdo Voleibol nas escolas. Construtivista, Desenvolvimentista, Crítico- Superadora, Crítico-emancipatória e Atividade Física na promoção da Saúde. Assim, diante de cada proposta, você poderá refletir e avaliar qual melhor se

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enquadra na proposta de educação como todo através do conteúdo Voleibol.

A concepção Construtivista da Educação Física,

também, está baseada em Piaget. Para ele, a aprendizagem no construtivismo acontece por contínuas ultrapassagens das elaborações sucessivas que, no ponto de vista pedagógico, leva toda a ênfase às atividades que favorecem a espontaneidade da criança. Deve-se exigir toda “verdade” a ser adquirida, seja reinventada pelo aluno, ou pelo menos reconstruída através de métodos ativos e, não simplesmente transmitida (NETO, 2000, p.93)

Este pensamento, embora não totalmente, está

presente em autores como Freire (1989), e Negrine (1986). Freire (1989) não acredita na existência de padrões do movimento. Esse movimento manifesta a favor de esquemas motores, isto é, de organizações de movimentos construídos pelos sujeitos, em cada situação; construções essas que dependem, tanto dos recursos biológicos e psicológicos de cada pessoa, quanto das condições do meio ambiente em que vive

o aluno.

Essa abordagem se preocupa com a construção do conhecimento do aluno, levando em consideração as estruturas cognitivas e o meio histórico-social. Através da Educação Física, ela irá contribuir para a construção de projetos educacionais que valorizem a cultura inicial do aluno. O aluno constrói o seu conhecimento a partir da interação com o meio, resolvendo problemas.

É apresentada como uma opção metodológica,

em oposição às linhas anteriores da Educação Física na escola, especificamente à abordagem Tecnicista, mecanicista, tradicional, caracterizada pela busca do desempenho máximo, de padrões de comportamento sem considerar as diferenças individuais, sem levar em conta as experiências vividas pelos alunos, com

o objetivo de selecionar os mais habilidosos para competições e esporte de alto nível.

A concepção Tradicional, trabalha o corpo de forma fragmentada, sua preocupação fundamental, é com

o biológico, com os aspectos anátomo-fisiológicos.

Ausência da ludicidade e individualismo exacerbado. O homem como objeto, onde o pensamento é melhorar

1313
1313
o rendimento.
o rendimento.

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LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICA EAD Nesse contexto da Concepção Construtivista, o processo de ensino e aprendizagem

EAD

Nesse contexto da Concepção Construtivista, o processo de ensino e aprendizagem em Educação

Física, não se limita ao simples exercício de certas habilidades e destrezas. Busca capacitar o indivíduo

a refletir sobre suas possibilidades corporais e,

com autonomia, exercê-las de maneira social e culturalmente significativa e adequada, dentro de seus limites.

Assim, no jogo desportivo, por exemplo, é necessário saber discernir o caráter mais competitivo ou recreativo de cada situação, conhecer o seu

histórico, compreender minimamente regras e

estratégias e saber adaptá-las. Por isso, é fundamental

a participação em atividades de caráter recreativo,

cooperativo, competitivo, entre outros, para aprender

a diferenciá-las.

O modelo Desenvolvimentista é explicitado no

Brasil, principalmente nos trabalhos de Tani (1987) e

Manoel (1994). Seus autores defendem a idéia de que

o movimento é o principal meio e fim da Educação

Física, ou seja, uma aula não pode ocorrer sem que

haja movimento. Deve privilegiar a aprendizagem do movimento, mesmo ocorrendo outras aprendizagens em decorrência da prática das habilidades motoras. Uma aula de Educação Física deve oferecer experiências de movimentos indicados ao nível de crescimento e desenvolvimento motor para que os alunos alcancem resultados. Esse aprendizado irá contribuir nas exigências e demandas do cotidiano. Os conteúdos devem obedecer uma sequência na seguinte ordem: Fase dos movimentos Fetais, Fase dos movimentos espontâneos e reflexos, Fase dos movimentos Rudimentares, Fase dos Movimentos Fundamentais, Fase da Combinação dos Movimentos Fundamentais e Movimentos culturalmente determinados. Tais conteúdos devem ser desenvolvidos dentro de uma ordem de habilidades básicas, para as mais complexas, as habilidades específicas. As habilidades básicas podem ser classificadas em habilidades locomotoras (andar, correr, saltar, arremessar, saltar), manipulativas (arremessar, chutar, rebater, receber), estabilização (girar, flexionar, posições invertidas). Os movimentos específicos são mais influenciados pela cultura: esportes, jogos, dança. Próxima a essa abordagem, encontra-se a Concepção Psicomotricidade ou Educação Psicomotora que exerceu grande influência na Educação Física

14
14
que exerceu grande influência na Educação Física 14 brasileira nos anos 70 e 80, apresentada por

brasileira nos anos 70 e 80, apresentada por Le Boulch

(1983).

A perspectiva renovadora da psicomotricidade está

[…] a proposição de um modelo pedagógico fundamentado na interdependência do desenvolvimento motor, cognitivo e afetivo dos indivíduos, bem como na tentativa de justificá-la como um componente curricular imprescindível à formação das estruturas de base para as tarefas instrucionais da escola. (RESENDE, 1994, p.26).

A concepção Crítico Superadora surge em oposição ao modelo mecanicista/tradicional. Foi elaborada por um grupo de autores : Carmen Soares, Celi Taffarel, Elizabeth Varjal, Lino Catellani Filho, Micheli Escobar, Valter Bracht (Metodologia do Ensino de Educação Física,São Paulo: Cortez, 1992). Essa Concepção chama a atenção sobre o meio social; provoca no aluno, reflexão a respeito da realidade social ressaltando a importância da Educação Física no papel de contribuir com a diminuição das desigualdades e injustiças sociais. Para essa proposta, o objeto da área de conhecimento da Educação Física é a cultura corporal; é aprender a expressão corporal como linguagem. Esse processo é concretizado através do conteúdo trabalhado, no nosso caso é o esporte Voleibol.

Na perspectiva da reflexão sobre a cultura corporal, a dinâmica curricular, no âmbito da Educação Física, tem características bem diferenciadas dos das tendências anteriores. Busca desenvolver um reflexão pedagógica sobre o acervo de formas de representação do mundo que o homem tem produzido no decorrer da história, exteriorizadas pela expressão corporal: jogos, danças, esporte, ginásticas e outros, que podem ser identificados como formas de representação simbólica de realidade vividas pelo homem, historicamente criadas e culturalmente desenvolvidas (SOARES et al,1992, p.38)

Para os autores existe uma cultura corporal produzida socialmente e historicamente acumulada que precisa ser reconsiderada desde a sua origem, para que o aluno perceba a idéia de historicidade. Ele precisa compreender que a produção humana é histórica, inesgotável e provisória. O professor precisa realizar atividades que estimulem a criatividade, buscando postura produtiva e criadora de cultura.

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EAD

LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICA EAD Essa concepção propõe adotar a simultaneidade na transmissão dos conteúdos; ou

Essa concepção propõe adotar a simultaneidade na transmissão dos conteúdos; ou seja, os mesmos conteúdos devem ser trabalhados de maneira mais aprofundada ao longo das séries, sem a visão de pré-requisitos. Esses autores propõem a sistematização do conhecimento da Educação Física divida em 4 ciclos:

O primeiro ciclo – pré-escola a 30 Série – é o ciclo da organização da identidade dos dados da realidade.

O segundo Ciclo – 40 à 60 séries- é o ciclo de iniciação à sistematização do conhecimento.

O terceiro Ciclo – 70 à 80 séries- é o ciclo de ampliação da sistematização do conhecimento.

O quarto Ciclo – 10 , 20 e ,30 séries do ensino médio – é o ciclo de aprofundamento da sistematização do conhecimento.

Para a concepção crítico-superadora, o Esporte enquanto tema da cultura corporal deve ser tratado na escola evidenciando o sentido e o significado dos valores que inculca e as normas que o regulamentam dentro de nosso contexto sócio-histórico.

Pode-se explicar ao aluno, por exemplo que um jogo de Voleibol só ocorre porque existe a contradição erro- acerto, fazendo-o constatar o quanto seria monótono e desprazerosos uma partida em que a bola não caísse. Para um bom desempenho do jogo é fundamental que as atividades corporais, as habilidades e o domínio da técnica de cada jogador (levantador, sacador, cortador, receptor, defensor etc) se relacionem, não na reduzida idéia de equipe ou conjunto somente para vencer, mas sim na perspectiva da compreensão das múltiplas determinações no desempenho de um jogo, (SOARES et al,1992, p.41).

A outra concepção é a Crítico-emancipatória que tem como idealizador o professor Elenor Kunz. Refere-se que a educação é um processo onde devem acontecer ações comunicativas. Lembra que essa capacidade de comunicação deve ser estimulada para ser desenvolvida. Através de reflexão crítica o aluno aprende a desenvolver a capacidade de conhecer, reconhecer e problematizar sentidos e significados não somente na vida esportiva, mas também na social e cultural.

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Busca através das atividades com o movimento humano, desenvolver as competências como a autonomia, competência social e competência objetiva (na prática, refere-se a instrumentalização específica de cada disciplina):

O

saber cultural historicamente acumulado, é apresentado

e

criticamente estudado pelo aluno. É por intermédio dessa

competência objetiva (praticamente a única objetivada nas outras concepções) que se valoriza, também, a condição

física, o esporte, as atividades de lazer, da aprendizagem motora, da dança ou das atividades lúdicas enquanto conteúdo específico, porém o estabelecimento de objetivos para desenvolver a competência de autonomia,

a competência social e competência objetivo-instrumental

precede à decisão temática e metodológica do ensino destas áreas (KUNZ, 2004, p.107)

O enfoque metodológico é baseado em categorias

de ação: trabalho (treinar habilidades técnicas), interação social (deve ser tematizada, valoriza o trabalho coletivo de forma responsável, cooperativa e participativa), linguagem (didática comunicativa – tematizar linguagem enquanto categoria de ensino, pois na Educação Física todo o ser corporal é linguagem - o se movimentar é a expressão de diálogo com o mundo).

A proposta visa desenvolver no aluno a capacidade

de analisar e agir criticamente nessa esfera. A concepção relacionada à Atividade Física e saúde, tem como principal objetivo incorporar aos alunos um comportamento ativo durante a sua infância adolescência e futuramente na idade adulta. A busca por uma conscientização da prática de ativdade física visa também atividades teóricas onde irão possibilitar uma fundamentação que permitam entender conceitos quanto ao porquê e como praticar atividade física, não praticar pelo fato de somente praticar. Ao aceitar essa idéia da prática de atividade física em busca da aptidão física durante os anos de escolarização, essa concepção remete uma maior aceitação a adoção desse estilo de vida. Diante dos avanços tecnológicos, uma das consequências é o maior aparecimento das doenças degenerativas, porém, essa manifestação somente acontece na idade adulta. A sua prevenção pode acontecer mediante a aquisição de hábitos saudáveis, entre eles a prática de atividade física buscando atingir um maior índice de aptidão física relacionada à

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entre eles a prática de atividade física buscando atingir um maior índice de aptidão física relacionada

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LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICA EAD saúde desenvolvido desde a infância. Para Guedes, o idealizador dessa proposta,

EAD

saúde desenvolvido desde a infância. Para Guedes, o idealizador dessa proposta, a Educação Física precisa realizar o seu papel nas escolas de uma educação para a saúde.

No momento atual, em que maior mecanização das tarefas do cotidiano destinadas ao ser humano vem induzindo modificações significativas nos padrões de vida de toda a população, registrando grande incidência do fenômeno da hipocinesia entre as pessoas, e, em conseqüência, o aparecimento das chamadas doenças da civilização, em

razão de um processo degenerativo mais intenso e precoce

razão de um processo degenerativo mais intenso e precoce

(GUEDES;1999, p.03)
(GUEDES;1999, p.03)

(GUEDES;1999, p.03)

degenerativo mais intenso e precoce (GUEDES;1999, p.03) Baseada nestes fatos, essa proposta leva o professor de
degenerativo mais intenso e precoce (GUEDES;1999, p.03) Baseada nestes fatos, essa proposta leva o professor de
Baseada nestes fatos, essa proposta leva o

Baseada nestes fatos, essa proposta leva o

professor de Educação Física dentro das escolas, a
professor de Educação Física dentro das escolas, a

professor de Educação Física dentro das escolas, a

priorizar atividade que levam os alunos:

priorizar atividade que levam os alunos:

das escolas, a priorizar atividade que levam os alunos: • preservar uma boa capacidade funcional nos
das escolas, a priorizar atividade que levam os alunos: • preservar uma boa capacidade funcional nos
das escolas, a priorizar atividade que levam os alunos: • preservar uma boa capacidade funcional nos
• preservar uma boa capacidade funcional nos

preservar uma boa capacidade funcional nos

componentes da aptidão física
componentes da aptidão física

componentes da aptidão física

• apresentar um nível de atividade física habitual

apresentar um nível de atividade física habitual

suficiente para estimular o crescimento e desenvolvimento esperado

suficiente para estimular o crescimento e desenvolvimento esperado

demonstrar um nível de aptidão física relacionada a saúde que possa minimizar os riscos mais tarde de desenvolvimento de doenças hipocinéticas

adquirir habilidades que possam otimizar as mudanças para a manutenção de uma boa aptidão física relacionada à saúde por toda a vida.

Portanto, percebe-se que as concepções da Educação Física foram surgindo de acordo com as necessidades e acontecimentos históricos sociais. Algumas em vários momentos se relacionam, já outras estão totalmente opostas no que se refere aos objetivos e forma de educar os alunos como sujeitos do processo.

e forma de educar os alunos como sujeitos do processo. SUGESTÃO DE ATIVIDADE Cabe a você

SUGESTÃO DE ATIVIDADE

Cabe a você agora fazer uma reflexão e apontar os aspectos de cada uma dessas Concepções da Educação Física que poderão contribuir na sua ação pedagógica nas aulas de Educação Física Escolar.

ação pedagógica nas aulas de Educação Física Escolar. 16 1.2 MÉTODOS DE ENSINO DO VOLEIBOL Após
16
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1.2 MÉTODOS DE ENSINO DO VOLEIBOL

Após abordagem de diversas concepções da Educação Física, iniciarei agora uma discussão a cerca dos aspectos pedagógica do Voleibol dentro do âmbito escolar. Não estou negando outros espaços práticos, mas são abordagens bastantes diferentes, que não atendem nosso objetivo.

A intenção agora é fazer uma abordagem que

atenda as especificidades do Voleibol como esporte

constituído pelos seus fundamentos e dinâmicas onde buscam melhorar as habilidades motoras individuais e

o trabalho em grupo.

A metodologia desenvolvida busca facilitar, a você

professor de Educação Física, o desenvolvimento de suas atividades dentro das condições existentes na política de ensino no Brasil, onde tem muitos alunos, porém a disponibilidade de recursos materiais é muito pouca. Diante do conhecimento teórico que envolve o Voleibol, o professor precisa ter consciência que irá apresentar os fundamentos para seus alunos, e que o objetivo é que eles desenvolvam em busca de jogar o Voleibol. O aprendizado dos fundamentos não caracteriza como o fim do processo, mas um instrumento para desenvolver a dinâmica do jogo Voleibol.

Através do ensino do Voleibol, o professor busca melhorar as Habilidades Motoras da criança. Barbanti (2003, p.303), define habilidades motoras:

são atos motores que surgem dos movimentos da vida diária do ser humano e dos animais: expressam um grau de qualidade de coordenação de movimentos. A habilidade motora encontra-se nos movimentos do dia a dia e do trabalho, como também na área dos esportes.

Ao trabalhar as Habilidades Motoras no esporte

Voleibol será dado uma abordagem bastante específica

e peculiar a esse esporte. A criança irá trabalhar as

Habilidades Motoras Naturais - correr, saltar, andar,

além das Habilidades Motoras específicas, que são os Fundamentos do Voleibol - são movimentos musculares realizados com objetivos definidos.

A busca pela aprendizagem do Voleibol na escola

requer todo um processo metodológico que envolvam aspectos cognitivos, afetivos e motores durante seu desenvolvimento. Serve como mais um conteúdo que vai enriquecer a memória motora das crianças,

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LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICA EAD promover discussões sobre a variedade de movimentos possíveis para o corpo

promover discussões sobre a variedade de movimentos possíveis para o corpo humano. O aluno que tiver um melhor desempenho, poderá iniciar um trabalho de carreira esportiva nas escolhinhas de Voleibol desenvolvidas em outros momentos, já que, objetivo aqui não está direcionado à busca de precisão na execução do gesto motor. Ao elaborar o planejamento de ensino, o professor deverá considerar que o Voleibol é apenas um conteúdo diante de vários que o aluno terá direito a participar nas aula de Educação Física, deve ser trabalhado de acordo com as faixas etárias respeitando o nível de desenvolvimento motor. A estrutura de uma aula de Educação Física Escolar tendo como conteúdo o Voleibol segue a seguinte estrutura: (CAMPOS, 2006, p.43)

Preparação Prévia (aquecimento)

Estudo dos elementos que compõe o jogo e suas relações fundamentos e suas técnicas e táticas de jogar, relacionadas à realidade do aluno.

O jogo

Exercício de relaxamento

No primeiro momento da aula, conhecido como aquecimento, poderá ter várias interpretações. Pode servir como um momento “quebrar gelo” com os alunos, alongamento, atividades recreativas… enfim, oferecer aos alunos um maior número de vivência motora. No segundo momento serão abordados os fundamentos do Voleibol: toque, manchete, saque, cortada, bloqueio, rolamento, mergulho. Eles deverão ser abordados através de atividades educativas recreacionais. No que se refere a metodologia de ensino do Voleibol, os estudos sobre o ensino de esporte apontam a metodologia de ensino analítica. Essa metodologia de ensino é mais adequada e usada (CAMPOS, 2006, p.44). De acordo com Xavier (1986, p.12), a Educação Física centra-se em três métodos de ensino de seus conteúdos, o método global, parcial, misto. Vale ressaltar que todos eles apresentam vantagens e desvantagens na sua aplicação que devem ser consideradas.

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O método global é caracterizado por proporcionar o

aprendizado do jogo através do próprio jogo. Através deste método, permite a vivência com as mais variadas formas de jogar Voleibol desde o primeiro contato com o esporte por parte do aluno. O professor precisa considerar a situação em que o jogo será aplicado. Ao determinar o jogo, além do objetivo pedagógico, devem ser observados alguns pontos, como número

de alunos, espaço disponível para a prática e o material

a ser utilizado. As vantagens do método global são: possibilitar que desde cedo o aluno comece a praticar o jogo;

a técnica e a tática do esporte estão sempre juntas

(idéia solta); possibilita a participação de todos os elementos envolvidos, como o movimento, a reação, percepção, ritmo e outros; melhora a motivação da prática. Mas esse método apresenta as desvantagens como: o aluno demora a ver seu progresso técnico, o que pode provocar a desestimulação; não proporciona uma avaliação eficaz sobre o desempenho do aluno;

a repetição não é uma constante neste método; não

permite o atendimento das limitações individuais.

O método parcial consiste no ensino do jogo do

Voleibol por partes, através do desenvolvimento dos fundamentos, habilidades motoras que compõem

o jogo por etapas, para ao final da aprendizagem,

agrupá-los no todo, ou seja, num único conjunto,que será o próprio jogo de Voleibol.

As vantagens são: possibilita o treino motor correto de todos os elementos técnicos do jogo;

possibilita ao professor aplicar correções imediatas

à realização de um gesto técnico; o acompanhamento

dos progressos de aprendizagem sob a forma de avaliação de desempenho é facilmente realizável; o método permite ao professor trabalhar dentro dos estágios de aprendizagem, individualizando o ensino das habilidades, respeitando, dessa forma, o ritmo de aprendizagem de cada aluno. As desvantagens: não possibilita o jogo por imediato, por conseqüência, não motiva a sua pratica; cria-se um ambiente que não há criatividade por parte dos alunos; pode proporcionar um ambiente monótono e pouco atraente; por se trabalhar as habilidades motoras, o método parcial não consegue criar situações de exigências próprias do jogo.

O problema é identificar o que seja uma parte. Quando se ensina um fundamento esportivo determinado – o toque

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jogo. O problema é identificar o que seja uma parte. Quando se ensina um fundamento esportivo

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LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICA EAD por cima em Voleibol, por exemplo- podemos considerar que vai ser

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por cima em Voleibol, por exemplo- podemos considerar que vai ser aprendida uma parte do esporte Voleibol. Numa outra perspectiva, porém, o fato de ensinarmos este

elemento isoladamente não significa que estamos utilizando

o método parcial. O que vai importar é como o toque por

cima, enquanto parte do Voleibol, vai ser ensinado. Se o toque por cima for ensinado por intermédio de jogos, evitando a linearidade de formação de colunas, o aluno, se vê diante da realidade do próprio Voleibol, que é estrutural, sistémica. Se o professor mantém viva a preocupação em fazer a bola cair no campo do adversário, que é a essência do jogo e lhe dá significação, isto representa a aplicação

do método global. Ao contrário o método parcial ficaria

do método global. Ao contrário o método parcial ficaria

do método global. Ao contrário o método parcial ficaria evidenciado quando o toque por cima é
evidenciado quando o toque por cima é ensinado a partir de

evidenciado quando o toque por cima é ensinado a partir de

posições presumivelmente corretas dos dedos e das mãos,

posições presumivelmente corretas dos dedos e das mãos,

posições presumivelmente corretas dos dedos e das mãos, formando determinadas figuras geométricas, e enquanto são
formando determinadas figuras geométricas, e enquanto

formando determinadas figuras geométricas, e enquanto

são respeitados certos ângulos das pernas, em função das posições baixa, média e alta para

são respeitados certos ângulos das pernas, em função

das posições baixa, média e alta para a realização do toque

posições baixa, média e alta para a realização do toque por cima. Só depois de aprendidas
posições baixa, média e alta para a realização do toque por cima. Só depois de aprendidas
por cima. Só depois de aprendidas estas partes, o aluno

por cima. Só depois de aprendidas estas partes, o aluno

realizaria o gesto total (OLIVEIRA, 1985 p.82)
realizaria o gesto total (OLIVEIRA, 1985 p.82)

realizaria o gesto total (OLIVEIRA, 1985 p.82)

o aluno realizaria o gesto total (OLIVEIRA, 1985 p.82) Método Misto possibilita a prática de exercícios
o aluno realizaria o gesto total (OLIVEIRA, 1985 p.82) Método Misto possibilita a prática de exercícios
Método Misto possibilita a prática de exercícios

Método Misto possibilita a prática de exercícios

isolados, bem como a iniciação ao jogo através das formas jogadas de Voleibol. Baseado neste
isolados, bem como a iniciação ao jogo através das formas jogadas de Voleibol. Baseado neste

isolados, bem como a iniciação ao jogo através das formas jogadas de Voleibol. Baseado neste objetivo e conforme o desempenho da turma, o professor enfatiza mais os jogos, que são à base do método global, ou aplica mais a execução isolada dos fundamentos, através de exercícios, que formam o método parcial. Neste método, é necessário respeitar o principio das séries metodológicas, no caso, série de exercícios e série de jogos. Permite que o professor utilize dentro da mesma aula exercícios e jogos, independente da ordem ou quantidade de atividades estabelecidas, mais jogos ou mais exercícios. Suas vantagens são todas as apresentadas pelos métodos parcial e global. No entanto, sua desvantagem é de que o professor pode, pela alternância de exercícios e jogos, confundir-se, não percebendo o momento mais oportuno para aplicar cada situação de ensino, podendo, dessa forma, perder-se dentro do objetivo do seu trabalho. Greco (2001, p.54) sugere :

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O método Global, quando comparado com os processos

analíticos, têm se mostrado mais consciente e apresentado melhores resultados no decorrer do tempo, pois as crianças ganham em motivação e na aprendizagem através de jogos de perseguição, de estafetas, recreativos, grandes jogos, jogos pré-desportivos etc.

recreativos, grandes jogos, jogos pré-desportivos etc. Entende-se que o método misto de ensino é mais apropriado

Entende-se que o método misto de ensino é mais apropriado para o ensino do Voleibol na aula de Educação Física (CAMPOS, 2006, p.45).

O mais importante nesse processo é a formação de

um aluno inteligente que possa resolver, da maneira mais apropriada, os problemas que ele encontra em forma de situação de jogo podendo ser útil na sua vida social e cultural. Contribuindo para que condutas de alguns professores em entregar a bola aos alunos e deixarem as práticas esportivas sem qualquer expectativa estejam presentes cada vez menos nas aulas de Educação Física Escolar. No terceiro momento caracterizado pelo jogo, é o principal momento e o professor deve está bastante atento às reações de prazer e satisfação desses alunos, assim como eles se utilizam do novo conhecimento técnico para criar e recriar movimentos que irão ajudar na dinâmica do jogo.

No último momento é a atividade de relaxamento, também conhecida como Volta a Calma. Essa atividade busca relaxar os alunos e prepará-los para o retorno à sala de aula.

O método de ensino adequado é o caminho mais

rápido e fácil para atingir os objetivos de qualquer modalidade esportiva. Para que isso aconteça, você precisa ter conhecimento e sensibilidade suficientes para empregar os métodos adequados para cada situação de ensino do jogo de Voleibol.

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SAIBA MAIS

Sobre os métodos de ensino do esporte, é essencial a leitura do livro XAVIER, Telmo Pagana. Métodos de ensino em Educação Física. 1ª ed. São Paulo: Manole, 1986.

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LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICA EAD ?? VOCÊ SABIA? A constituição da Educação Física, ou seja, a
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VOCÊ SABIA?

A constituição da Educação Física, ou seja, a instalação dessa

prática pedagógica na instituição escolar emergente dos séculos

XVIII

e XIX, foi fortemente influenciada pela instituição militar e

pela

medicina. A instituição militar tinha a prática- exercícios

sistematizados que foram ressignificados pelo conhecimento médico. Isso vai ser feito numa perspectiva terapêutica, mas principalmente pedagógica. Educar o corpo para a produção significa promover saúde e educação para a saúde (hábitos saudáveis). Essa saúde ou virilidade (força) também pode ser

(e foi) ressignificada numa perspectiva nacionalista/patriotista. Mais informação você encontra no site :

http://www.esefap.edu.br/arquivos/downloads/a-constituicao-

das-teorias-pedagogicas-de-educacao-fisica-1253894355.pdf

INDICAÇÃO DE LEITURA

INDICAÇÃO DE LEITURA

Faça leitura dos capítulos :

Análise da Concepção de Ensino e Esportes nas novas propostas metodológicas para a Educação Física Escolar e As mudanças Didáticas em desenvolvimento do livro Transformação Didático Pedagógica do Esporte de Elenor Kunz (2004). Artigo :

Educação Física e saúde na escola.

http://seer.ucg.br/index.php/estudos/article/viewFile/143/109

2 O VOLEIBOL E A SUA PRÁTICA NA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR

O Voleibol se constitui hoje como um dos esportes mais praticados no Brasil. Talvez por ter aspectos peculiares que, ao decorrer desses anos, vem evoluindo, tornando-se mais dinâmico, inclusivo e participativo. Caracteriza-se como esporte coletivo que depende essencialmente da forma com a qual seus jogadores se organizam para receber a bola e organizar o ataque. A prática desse jogo não se restringe apenas às modalidades de alta performance, observa-se ampla relação com as dimensões sociais do esporte. Baseado nesses aspectos, será discutido a seguir as principais características do Voleibol, como e porque ele deve ser trabalhado na prática da Educação física Escolar. Você entenderá quais são essas dimensões

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sociais do esporte e como ela está inserido no contexto escolar.

2.1 CARACTERÍSTICAS DO VOLEIBOL

Ao analisar a grade curricular dos cursos de graduação em Educação Física no Brasil, percebe-se que a disciplina Voleibol está presente na sua maioria. Diante disso, pare para pensar: qual o verdadeiro motivo ou razões que a levam a esse papel de destaque? Segundo Bojikian (2003a, p. 115), o Voleibol brasileiro é o melhor do mundo e, como tal, desperta interesse para a sua prática, como algo integrado à nossa cultura. Mesmo sendo considerado o país do Futebol, não se pode negar a grande evolução desse esporte no Brasil nas últimas décadas. O Voleibol hoje é o segundo esporte de maior aceitação entre os jovens no Brasil. Esse quadro é resultado das grandes conquistas internacionais da nossa seleção, levando a ocupar um espaço de destaque na mídia, sobrelevando o aparecimento de novos ídolos, além do grande marketing esportivo envolvido. Segundo Nuzman (1995, p.5) a união esporte televisão não poderia ter sido mais feliz. Desta união resultaram a popularização do esporte, a difusão do seu caráter educativo, a inserção do esporte na vida cotidiana das pessoas através da ampla cobertura deste meio e uma maior promoção dos eventos a partir da garantia de retorno ao patrocinador. A intervenção da mídia materializou e acentuou o processo de expansão da popularidade e aceitação do público independente da classe social. Os brasileiros passaram a se interessar, entender e praticar o Voleibol. Bojikian (2003b, p.20 e 21) cita alguns aspectos desse esporte que, segundo a Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), entusiasmam aqueles que gostam dessa prática esportiva, facilitam a sua prática, além de se adaptar aos códigos da Educação Física Escolar:

1- A atuação coletiva sobrepõe-se a individual. Por não poder ser retida, a bola deve ser passada rapidamente para os companheiros, da melhor forma possível. Um bom passe facilita um bom levantamento, que por sua vez, se for de boa qualidade, favorecerá

forma possível. Um bom passe facilita um bom levantamento, que por sua vez, se for de
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LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICA EAD um bom ataque (cortada) e assim sucessivamente. A ação de um

EAD

um bom ataque (cortada) e assim sucessivamente.

A ação de um praticante depende daquela feita pelo companheiro que o antecedeu, obrigando sempre um a torcer pelo êxito do outro. Cada componente de uma equipe é dependente dos demais, criando, consequentemente, um processo de sociabilização natural e obrigatório. Reflita esse aspecto do Voleibol em comparação ao Basquetebol citada por Campos (2006,p.25)

Diferentemente, em um esporte como o Basquete quando

a bola escapa da mão de um driblador, existe ainda a

a bola escapa da mão de um driblador, existe ainda a

a bola escapa da mão de um driblador, existe ainda a possibilidade de consertar a sua
possibilidade de consertar a sua falha empurrando a

possibilidade de consertar a sua falha empurrando a

bola para um companheiro da equipe. No Voleibol, se o

bola para um companheiro da equipe. No Voleibol, se o

a bola para um companheiro da equipe. No Voleibol, se o levantador colocar a mão de
levantador colocar a mão de forma inadequada ao tocar a

levantador colocar a mão de forma inadequada ao tocar a

bola, ele poderá cometer dois toques ou uma condução de

bola, ele poderá cometer dois toques ou uma condução de

a bola, ele poderá cometer dois toques ou uma condução de bola, determinando que a ação
bola, determinando que a ação seja interrompida ali, naquele

bola, determinando que a ação seja interrompida ali, naquele

momento do seu “erro”.

momento do seu “erro”.

seja interrompida ali, naquele momento do seu “erro”. 2- A não retenção da bola faz com
seja interrompida ali, naquele momento do seu “erro”. 2- A não retenção da bola faz com
seja interrompida ali, naquele momento do seu “erro”. 2- A não retenção da bola faz com
2- A não retenção da bola faz com que as habilidades

2- A não retenção da bola faz com que as habilidades

2- A não retenção da bola faz com que as habilidades motoras que compõem o Voleibol
motoras que compõem o Voleibol provoquem um contato rapidíssimo na bola, pois a condução da
motoras que compõem o Voleibol provoquem um contato rapidíssimo na bola, pois a condução da

motoras que compõem o Voleibol provoquem um

contato rapidíssimo na bola, pois a condução da mesma é punida pela regra. Esse toque rápido requer jogadores habilidosos, com mais recursos técnicos e uma coordenação motora especialmente desenvolvida, além de um raciocínio rápido para encontrar a melhor opção da jogada em cada situação. Essa dinâmica solicita dos nossos alunos na escola aspectos relacionados à percepção, concentração, e resposta motora imediata.

Suas características exigem que o praticante tenha uma percepção e compreensão contínua de cada situação do jogo, elaboração da informação recebida e resposta adequada à ação escolhida. Tudo isso em questão de segundos. Além do raciocínio rápido e da velocidade de reação, o praticante exercita muito a tomada de decisão com rapidez (BOJIKIAN, 2003b, p.20)

3- É uma atividade facilmente adaptável, pois a quadra pode ser diminuída ou aumentada, pode ser em um ginásio, gramado, terra ou areia. Na ausência de

uma rede, pode ser substituída por uma corda e variar

a altura a depender da faixa etária. Tal aspecto nos

leva a afirmar que esse esporte pode ser trabalhado como jogos educativos tanto nas escolas públicas, como nas particulares, já que os recursos materiais necessários para a sua prática são simples e de fácil aquisição.

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para a sua prática são simples e de fácil aquisição. 20 4- Não há impedimento da

4- Não há impedimento da participação simultânea dos dois sexos, já que a rede (corda) separa os adversários prevenindo choques que causam lesões. Isso também facilita a prática do Voleibol em qualquer faixa etária respeitando, é claro, o nível de desenvolvimento e aprendizagem motora no momento do planejamento e elaboração das atividades.

5- As conquistas das nossas equipes nacionais são espelhos para nossas crianças. Quando trabalhado esse esporte nas aulas de Educação Física, muitas delas se envolvem e até buscam escolinhas, a fim de se aprofundar nesse esporte, o que, consequentemente, abre mais um campo de atuação para você, professor de Educação Física. De fato, o Voleibol é um instrumento da Educação Física que pode ser utilizado tanto na saúde, como na educação e na competição. Ao utilizá-lo no campo da saúde, o principal objetivo é promover e melhorar qualidade de vida, proporcionar o bem-estar. Ele estimula o crescimento e desenvolvimento de crianças

e adolescentes, além de melhorar a aptidão física dos seus participantes. Para o momento de lazer, esse esporte garante melhoria nas tensões e ansiedades geradas pela

busca da alta produtividade do mundo moderno. Já o Voleibol enquanto esporte competição significa levar

o atleta/participante ao seu máximo de produção; é

a busca da performance. Mas, verdadeiramente, não

é objetivo nosso discutir o papel do Voleibol nesses

aspectos, aqui vamos nos direcionar para o Voleibol- Educação.

No campo da Educação, a discussão é acerca do seu verdadeiro papel educativo na sociedade. A preocupação da Educação Física vai além da melhoria do desempenho corporal. As atividades são planejadas

com o objetivo de promover a socialização, integração,

respeito…

Portanto, faça uma reflexão a cerca da sua formação nessa disciplina e leia atentamente o que Bojikian ( 2003a, p.116) destaca :

A disciplina Voleibol deve formar professores que saibam

extrair das características inerentes ao Voleibol situações

e

estratégias que colaborem com o processo educativo.

O

jogo coletivo e não a retenção da bola, que provocam

uma interdependência entre os participantes são aspectos

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EAD

LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICA EAD importantes para alcançar esse objetivo. Porém a preocupação maior vem pelo

importantes para alcançar esse objetivo. Porém a preocupação maior vem pelo fato de o jogo ser situacional, o que requer constante raciocínio, antecipação e tomada de decisão por parte dos participantes. Tomar decisões envolve espírito crítico e avaliador.

2.2 DIMENSÕES SOCIAIS DO ESPORTE VOLEIBOL

Como vimos, de acordo com todos os aspectos

citados acima, o Voleibol é um esporte que pode,

e deve fazer parte das aulas de Educação Física

Escolar, tanto como conteúdo de uma aula, como uma modalidade esportiva com objetivo competitivo.

É você professor, é o responsável pelo direcionamento desse trabalho. Comece a refletir e analise com calma

o que se segue. Quanto as dimensões sociais que o Voleibol pode ser trabalhado, (TUBINO, 2001 apud CAMPOS, 2006, p.26) podem ser classificadas em: Voleibol-participação, Voleibol-educação e Voleibol-performance. Campos (2006,p.26) as diferencia :

o vôlei-participação é aquele em que o praticante joga o Voleibol sem qualquer “compromisso” técnico-motor. No momento da prática, o que interessa são as ações motoras básicas do esporte regidas pelo prazer de estar realizando uma prática esportiva.

o vôlei-performance, é aquele onde o jogo de vôlei é desenvolvido com um alto padrão técnico- motor e visando um quase perfeito desempenho em busca da vitória. Esta prática do vôlei implica uma série de situações, envolvendo interesses políticos-esportivos e de grande repercussão social em uma cidade, um estado e um país.

o vôlei-educação, é aquele quando praticando dentro da escola devem ser enfatizados os princípios pedagógicos da educação. Neste âmbito, pode vir a ser um instrumento de educar para a vida e, constituir forma de desenvolver qualidades física, morais, éticas e estabelecer relações interdisciplinares com um conjunto de outras disciplinas formadoras.

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Obviamente, o objetivo do nosso módulo está centrado no vôlei-educação à medida em que você será formado para atuar no ambiente escolar, porém, não podemos negar que existirão algumas situações onde o vôlei-educação terá relação com o vôlei- competição e mais acentuadamente com o vôlei- participação. O Voleibol trabalhado dentro do contexto do vôlei- educação é encarado como conteúdo da Educação Física escolar como fator de inclusão e não de exclusão por parte dos alunos, onde todos os alunos têm o direito ao movimento que traduzem a seu jogo. Os movimentos técnicos devem ser trabalhados por meio de atividades e situações onde a busca seja evidenciada na formação integral do ser humano.

O esporte educação é aquele que deve ser praticado

nos sistemas de ensino e em formas assistemáticas de educação, se evitando a seletividade, a hipercompetitividade

e tendo como objetivo alcançar o desenvolvimento integral

do indivíduo e sua formação para o exercício da cidadania e

prática do lazer (TUBINO,1992,p.34)

Situação inversa é observada ao se trabalhar o vôlei- performance onde inicia-se com a seleção de crianças com habilidades motoras específicas do Voleibol. Há uma busca diária pela melhoria dos fundamentos técnicos e táticos, agora não mais identificados como alunos, mas sim como atletas. Nas escolas, a busca de campeões leva ao treinamento precoce do desenvolvimento psicomotor da criança. A atividade do jogo é sistematicamente direcionada para o tecnicismo buscando resultado de alto nível. Dentro da prática dessa dimensão do esporte, há necessidade de refletir sobre o treinamento precoce conduzido, cada vez mais intenso nessas crianças e adolescentes. Essa preocupação acontece quando a criança é introduzida antes da fase pubertária a um processo de treinamento planejado e organizado de longo prazo, com objetivo gradual de participação periódica em competições esportivas. Kunz (2004,p.50) cita alguns prejuízos encontrados em crianças que realizam treinamento especializado precoce:

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formação escolar deficiente, devido à grande

em crianças que realizam treinamento especializado precoce: 21 • formação escolar deficiente, devido à grande

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LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICA EAD exigência em acompanhar com êxito a carreira esportiva • unilateralização de

EAD

exigência em acompanhar com êxito a carreira esportiva

unilateralização de um desenvolvimento que deveria ser plural,

reduzidaparticipaçãoematividades,brincadeiras, jogo do mundo infantil indispensáveis para o desenvolvimento da personalidade na infância.

O grande problema encontra-se na substituição das aulas de Educação Física simplesmente por um escolinha de esporte. Precisamos zelar pelos nossos para o desenvolvimento da personalidade na infância. espaços na escola enquanto disciplina da grade curricular,

espaços na escola enquanto disciplina da gradepor um escolinha de esporte. Precisamos zelar pelos nossos curricular, tal como português, matemática, historia…

curricular, tal como português, matemática, historia… pelos nossos espaços na escola enquanto disciplina da grade pois, assim como essas, a Educação Física
curricular, tal como português, matemática, historia…

pois, assim como essas, a Educação Física tem seucurricular, tal como português, matemática, historia… conteúdo e, com certeza, não se traduz apenas no

conteúdo e, com certeza, não se traduz apenas nopois, assim como essas, a Educação Física tem seu esporte-competição. As escolinhas de esporte podem pois, assim como essas, a Educação Física tem seu esporte-competição. As escolinhas de esporte podem

esporte-competição. tem seu conteúdo e, com certeza, não se traduz apenas no As escolinhas de esporte podem
esporte-competição.

As escolinhas de esporte podem acontecer nacom certeza, não se traduz apenas no esporte-competição. escola à medida em que seja um segundo

escola à medida em que seja um segundo momentoAs escolinhas de esporte podem acontecer na da criança, porém com objetivos específicos da As escolinhas de esporte podem acontecer na da criança, porém com objetivos específicos da

da criança, porém com objetivos específicos da acontecer na escola à medida em que seja um segundo momento aprendizagem das técnicas e táticas
da criança, porém com objetivos específicos da

aprendizagem das técnicas e táticas do referidomomento da criança, porém com objetivos específicos da esporte. Precisamos apenas ter cuidado com a intensidade

esporte. Precisamos apenas ter cuidado com a intensidade de treinamento a qual ela é solicitada, pois, a própria saúde física e psíquica
intensidade de treinamento a qual ela é solicitada, pois, a própria saúde física e psíquica são atingidas num treinamento precoce; senão vejamos:esporte. Precisamos apenas ter cuidado com a

Indiscutível que o problema esportivo em idade precoce traz sérios prejuízos corporais à criança. Os próprios especialistas esportivos e da Medicina Esportiva acreditam nisto. Ao mesmo tempo em que afirmam, também, que estes prejuízos à saúde podem através de um controle médico permanentemente e rigoroso, serem evitados. Só podemos acreditar nisto se, com à descoberta de tais prejuízos à saúde, as imediatas consequências, no caso seriam o fim do treinamento e das competições, o que em via de regras não acontece. (DUSENBERG,1979 apud KUNZ, 2004, p. 50)

Acreditamos que a substituição das aulas de Educação Física por escolinhas de esporte, assim como as consequências desse treinamento precoce são dois aspectos relevantes que necessitam de destaque no âmbito da Educação. Pois além de consequências ao crescimento físico e motor, existem problemas de ordem psíquicas. Essas crianças passam por um processo de exclusão imediata, ou seja, um verdadeiro antagonismo a uma disciplina onde se busca a inclusão, integração companheirismo. Observe que, mesmo sendo selecionadas, elas ainda precisam aprender com os fracassos e desilusões.

elas ainda precisam aprender com os fracassos e desilusões. 22 Será que existe uma preocupação em
22
22

Será que existe uma preocupação em trabalhar essa questão psicológica com esses “atletas”? Ou o foco

é unicamente físico e busca de resultados?

2.3 VOLEIBOL NA ESCOLA E DA ESCOLA

Em análise a esse dois aspectos (DA escola e NA escola) que permeiam a prática do esporte na escola não poderíamos deixar de citar a discussão trazida por Soares et al (1992, p.70):

o esporte, como pratica social que institucionaliza temas lúdicos da cultura corporal, se projeta numa dimensão complexa de fenômeno que envolve códigos, sentidos e

significados da sociedade que o cria e o pratica. Por isso deve ser analisado nos seus variados aspectos, para determinar

a forma em que deve ser abordado pedagogicamente

no sentido de esporte “da” escola e não como o esporte

“na”escola

Os códigos a que se refere o autor estão relacionados aos aspectos do mundo competitivo da sociedade, aos princípios que regem uma sociedade

capitalista na busca frenética de resultados em meio

a uma competição diária. Esses códigos transferidos

para o mundo esportivo podem ser resumidos em: princípios de rendimento atlético/desportivo, competição, comparação de rendimento e recordes, regulamentação rígida, sucesso no esporte como sinônimo de vitória, racionalização de meios e técnicas etc.

Não podemos esquecer que a escola enquanto instituição educacional também tem seus próprios “códigos e funções”, assegurando uma certa autonomia no desenvolvimento das suas atividades em todas as disciplinas. A Educação Física pertencente a escola pode se utilizar desses códigos, redirecionando os sentidos e significados do esporte influenciado pelos aspectos sociais. A mídia é a grande influência sobre o esporte, principalmente através da televisão. Graças aos apelos publicitários e ao processo de espetacularização o esporte se torna mera mercadoria de consumo.

Assim, é preciso refletir a nossa conduta quando Abib (2000) cita que “o desporto não possui nenhuma

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EAD

LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICA EAD virtude mágica. Ele não é em si, nem socializante, nem anti-socializante,

virtude mágica. Ele não é em si, nem socializante, nem anti-socializante, ele é conforme o que se fizer dele”. Para afirmar que o esporte educa, é preciso uma interferência pedagógica consciente dos professores de Educação Física.

Então, é você professor, o responsável pelo direcionamento dado a prática do esporte na escola. Por isso, é preciso que tenha clareza que dentro da Escola o papel do esporte é o resgate aos valores morais, que defendam o coletivo sobre o individual, exatamente para que os alunos possam criticá-lo dentro de um determinado contexto sócio-econômico- político e cultural.

Quando fala-se em esporte DA escola prioriza-se os jogos. Todos os alunos podem participar na tomada de decisão. A progressão acontece através das dicussões em torno da dinâmica ao invés das habilidades técnicas esportivas. O professor serve apenas como um mediador interferindo, quando necessário, no processo de construção e idealização coletiva.

Santos et al (2006, p.25), analisa os resultados positivos que esses alunos adquirem com a prática do Esporte DA Escola:

a) Construir um jogo que é seu, algo que fizeram e criaram;

b) Descobrir por si mesmos por que as regras são importantes e a que propósito elas servem;

c) Estar envolvidos em seu próprio aprendizado;

trabalhar

d) Compar tilhar

suas

idéias

e

cooperativamente;

e) Comunicar-se e explicar como seu jogo desenvolveu-se;

f) Ensinar aos colegas, inclusive ao professor.

O papel do professor é fundamental em direcionar os grupos a tomar decisão e solucionar problemas. Realizar questionamentos sobre como o jogo é jogado e verificar qual o nível de envolvimento dos alunos, além da cooperação individual.

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Quanto ao Esporte NA escola, as aulas continuam sendo desenvolvidas de forma tradicional, conforme o modelo a seguir:

Introdução – nesta fase da aula, são realizados exercícios de aquecimento ou práticas de habilidades conhecidas.

Desenvolvimento – nesta etapa da aula, são desenvolvidas as habilidades técnicas, freqüentemente, realizadas de maneira isolada como por exemplo, os fundamentos de um determinado esporte.

Conclusão – habitualmente um jogo conclui uma aula. Tradicionalmente a formação as equipes é feita da seguinte maneira: uma turma é dividida em alunos que podem e alunos que não podem fazer a aula. No primeiro caso, os alunos que possuem habilidades para praticar fazem parte do jogo, enquanto que os demais aguardam sua vez para jogar. Outra alternativa é dividir a turma em várias equipes, enquanto duas jogam, as demais guardam sua vez (RED, 1988 apud SANTOS, 2006, p.24)

Não há dúvida que esse modelo representa a busca pelo desenvolvimento técnico, onde somente no último momento há um situação de jogo que podemos dizer que existe uma tentativa de integração e cooperação do grupo.

] [

significa levar indivíduo a internalizar valores, normas de comportamento, que lhe possibilitarão adaptar-se à sociedade capitalista. Em suma, é uma educação que leva ao acomodamento e não ao questionamento. Uma educação que ofusca, ou lança uma cortina de fumaça sobre as contradições da sociedade capitalista. na educação que não leva à formação do indivíduo consciente, crítico, sensível à realidade que o envolve” (OLIVEIRA,1994, p.33)

realmente o esporte educa. Mas, educação que

O quadro a seguir faz uma abordagem discutindo as principais diferenças ao se trabalhar com o esporte NA escola e o esporte DA escola.

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LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICA EAD ESPORTE NA ESCOLA ESPORTE DA ESCOLA Regras já estão estabelecidas

EAD

ESPORTE NA ESCOLA

ESPORTE DA ESCOLA

Regras já estão estabelecidas

As regras sofrem alteração de acordo com a necessidade dos alunos

Há exclusão dos não aptos

Há inclusão de todos

As habilidades motoras são mais complexas.

As habilidades motoras menos complexas.

Busca melhorar o gesto técnico do aluno

Busca a participação do aluno sem se preocupar com o gesto técnico

O profissional é tecnicista

O profissional é mediador nas atividades

Visa sempre um campeão

Visa a participação coletiva do grupo

Há necessidade de materiais específicos

Uso de materiais simples, sucatas

Os jogos são pré-existentes

Os jogos são criados pelos atletas

A partir dessas características observadas no

esporte DA escola e esporte NA escola, poderemos

estudar e direcionar essas ideias para o esporte

Voleibol, que a partir de agora será definido como

Voleibol NA escola e Voleibol DA escola.

Então, ao elaborar o planejamento de ensino,

o professor deverá considerar que nas aulas de

Educação Física Escolar, o Voleibol DA escola é mais um esporte dentre outros que o aluno terá direito em suas práticas esportivas escolares, como recreação, ginásticas, lutas etc. A partir do desenvolvimento desse conjunto de conteúdos inter-relacionados, é que o aluno terá condições de desenvolver a cultura corporal do movimento. Já no Voleibol-performance (Vôlei NA escola), esse espaço está voltado à programação dos conteúdos técnicos e táticos do esporte em função de uma temporada para competição.

No Voleibol DA escola, a prioridade do aluno é a

educação escolar com qualificação ampla, tanto que a sua ausência nas aulas estão relacionados a motivos

enquanto que a criança/

como: notas ruins, doenças

atleta somente falta aos treinos dentro do Voleibol NA escola devido a lesões ou alguma inviabilização decorrentes das regras do jogo ou da competição.

A busca do sucesso no vôlei-competição (Voleibol

NA escola) leva os treinadores a seguirem à risca

a programação e a intensidade dos treinos. No

Voleibol DA escola, o sucesso educacional está na programação flexível, dependendo da assimilação e evolução das atividades propostas, assim como a adequação das atividades às diversas faixas etárias. As ações motoras específicas do Voleibol devem ser trabalhadas em qualquer fase de desenvolvimento, o que irá variar é o grau de dificuldades dos exercícios aplicados.

variar é o grau de dificuldades dos exercícios aplicados. Quanto aos recursos materiais, conforme já citado

Quanto aos recursos materiais, conforme já citado anteriormente, para o vôlei-performance (Vôlei NA escola) é uma condição básica para o desenvolvimento do trabalho, assim como a determinação do espaço que precisa ser adequado. No Voleibol DA escola a necessidade desses recursos é mínima. O espaço é variável; algumas possuem espaço aberto, outras o terceirizam, além daquelas que nem apresentam pátios ou quadra, mas que, contudo, não inviabiliza a prática do conhecimento do Voleibol. Para o vôlei-competição (Vôlei NA escola) buscam-se crianças com perfis e habilidades motoras específicas para o esporte. No Vôlei DA escola esse aspecto é irrelevante pois todos participam das atividades. O objetivo se traduz em questões educacionais, aprendizagem motora em busca da melhoria dos movimentos da cultura corporal de cada criança, e não a capacidade cardiorrespiratória e movimentos técnicos específicos do Voleibol.

Portanto, priorizar o desempenho fisiológico e motor de alta performance no momento em que o Vôlei é um conteúdo da aula de Educação Física Escolar, está relevando a um segundo plano. O Vôlei, como conteúdo, se presta como mais um novo tipo de movimento que possa preencher tempo livre da criança, enriquecer o seu acervo de memória motora, promover discussões sobre a variedade de movimentos possíveis para o corpo humano, recreação, conhecimentos teóricos sobre os seus aspectos técnicos e táticos de jogos relacionados às ações de jogos infantis e, finalmente, talvez, o aluno que tiver um desempenho melhor nessa atividade esportiva poderá iniciar sua carreira esportiva nessa modalidade. O aluno pode virar um grande atleta, porém não é o principal objetivo do professor para ser trabalhado. (CAMPOS, 2006, p.40)

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EAD

LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICA EAD Assim, a diferença entre Esporte DA escola e Esporte NA Escola,

Assim, a diferença entre Esporte DA escola e Esporte NA Escola, aqui nos referindo ao Voleibol DA Escola e Voleibol NA Escola pode ser facilmente observada desde o planejamento e aplicação dos jogos trabalhados. O primeiro permite modificações na estrutura dos jogos esportivos, sendo possível adequá-lo facilmente às condições de aprendizagem dos alunos. O segundo inicia-se com execução de habilidades técnicas e visam principalmente o resultado da realização perfeita dos movimentos do Voleibol.

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VOCÊ SABIA?

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por causa de sua natureza espetacular, o esporte converteu-

se em instrumento e método de comunicação, contribuindo para formar uma opinião pública mundial mediante a universalização

do espetáculo. Por isso, o espetáculo esportivo deve ser visto, antes de tudo, como um acontecimento que impregna todas as esferas do mass media. Ele é o equivalente moderno das grandes representações populares da Antiguidade, e torna-se

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tema central dos meios de comunicação de massa.

SAIBA MAIS

O

artigo completo sobre a discussão acerca do esporte (Vôlei)

a influência da mídia você pode encontrar no site :

e

http://www.vsites.unb.br/ Voleibol_a partir_da_tv.pdf

Métodos de ensino em diversas faixas etárias (Xavier, 1986,

p.68)

 

VOLEIBOL

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1-Mini-

                           

Voleibol

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G- global, P- parcial, M- Misto, - ausência de dados

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LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICA INDICAÇÃO DE LEITURA Faça uma leitura do livro Voleibol “da” Escola, Capítulo
LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICA INDICAÇÃO DE LEITURA Faça uma leitura do livro Voleibol “da” Escola, Capítulo

INDICAÇÃO DE LEITURA

Faça uma leitura do livro Voleibol “da” Escola, Capítulo “ Entendendo a prática do Voleibol na Escola”. Campos, Luiz Antônio Silva. Jundiaí, SP: Fontoura Editora,2006.

Luiz Antônio Silva. Jundiaí, SP: Fontoura Editora,2006. SUGESTÃO DE ATIVIDADE Para aprofundar mais a discussão

SUGESTÃO DE ATIVIDADE

Para aprofundar mais a discussão sobre o papel do esporte na

sociedade e sua aplicação nas aulas de Educação Física leia

o artigo com o Título: Re-significando o esporte na Educação

Física escolar: uma perspectiva crítica e faça uma análise das

principais idéias

http://efartigos.atspace.org/efescolar.html

3 ORIGEM E HISTÓRIA DO VOLEIBOL

3 ORIGEM E HISTÓRIA DO VOLEIBOL Figura 1 - Willian G. Morgan - O Criador do

Figura 1 - Willian G. Morgan - O Criador do Voleibol

Fonte: http://www.fmVôlei.org.br/publicoHistoria1.aspx

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O vôlei foi criado em 9 de Fevereiro de 1895,

pelo americano William G. Morgan (1870-1942), então diretor de Educação Física da Associação Cristã de Moços (ACM) na cidade de Holyoke, em Massachusetts, nos Estados Unidos (Figura 1)

O esporte mais praticado naquela época era o

basquetebol, criado apenas quatro anos antes, mas que teve uma rápida aceitação por parte dos seus candidatos. Mas, era, um jogo muito cansativo para pessoas de idade, na maioria homens de negócios que não haviam se adaptado à prática também devido aos choques que provocavam muitas lesões. Morgan procurou, por sugestão do pastor Lawrence Rinder, idealizar um jogo menos fatigante para os associados mais velhos da ACM, mas que ao mesmo tempo fosse algo recreativo, com menor contato físico entre os participantes, mas que proporcionasse um esforço físico que pudesse trazer benefícios à saúde.

Inspirado no tênis, separou os adversários por uma rede e criou um esporte cujo objetivo era enviar a bola de encontro à quadra adversária por cima da mesma. Colocou uma rede semelhante à de tênis, a uma altura de 1,98 metros, sobre a qual uma câmara de bola de basquete era batida, surgindo assim o jogo de vôlei.

A primeira quadra media 15,75m de comprimento e

7,625m de largura. A rede tinha 0,61 de largura, 8,235

de comprimento e 1,98m de largura (do solo ao bordo

superior). O primeiro nome deste esporte que viria se tornar um dos maiores do mundo foi Mintonette (minonette).

A quadra atual possui dimensões de 18m x 9m. O

eixo da linha central divide a quadra de jogo em duas quadras de medidas iguais, tendo, cada uma, 9m x

9m. Em cada quadra, uma linha de ataque é colocada,

a 3m do eixo da linha central, determinando a zona de ataque.

A altura de rede deve ser de 2,43m para as equipes

masculinas e de 2,24m para as equipes femininas.

A rede mede 1m de largura por 9,50m a 10m de

comprimento. A antena é uma vara flexível medindo 1,80m de comprimento e 10mm de diâmetro. São consideradas como parte integrante da rede e delimitam lateralmente o espaço de cruzamento acima da rede. Os postes que sustentam a rede devem estar

a uma distância de 0,50m a 1 m de cada linha lateral. Eles devem ter uma altura de 2,55m e devem ser preferencialmente ajustáveis.(Figura 2)

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EAD LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICA Figura 2: Dimensões de uma quadra de Voleibol Fonte:
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Figura 2: Dimensões de uma quadra de Voleibol

Fonte: http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/Voleibol/imagens/quadra-de-Vôlei.jpg

A primeira bola utilizada foi a de Basquetebol (Figura 3) mas mostrou-se muito pesada, depois foi trabalhado somente com a sua câmara, porém muito leve. Então Morgan encomendou uma bola de uma câmara de borracha coberta de couro ou lona de cor clara e tinha por circunferência de 67,5cm e seu peso era de 255 a 340g. Suas características estão muito distantes da bola atual, com circunferência de 65 a 67 cm e peso de 260g a 280g (BOJIKIAN, 2003b,

p.35).

de 65 a 67 cm e peso de 260g a 280g (BOJIKIAN, 2003b, p.35). Figura 3

Figura 3 : Bola de Basquetebol

Fonte: http://www.edukbr.com.br/

/janela_basquete.asp

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As figuras 4 e 5 demonstram como são as atuais bolas do esporte Voleibol.

5 demonstram como são as atuais bolas do esporte Voleibol. Figura 4: Bola Oficial do Voleibol

Figura 4: Bola Oficial do Voleibol

Fonte: http://www.melhordovolei.com.br/colunas.asp?coluna=23>

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EAD Figura 5 : Bolas Oficial do Voleibol Fonte: http://www.sportcenterlopes.com.br/index.php?manufac No início, o

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Figura 5 : Bolas Oficial do Voleibol Fonte: http://www.sportcenterlopes.com.br/index.php?manufac No início, o
Figura 5 : Bolas Oficial do Voleibol
Fonte: http://www.sportcenterlopes.com.br/index.php?manufac
No início, o Mintonette ficou restrito à cidade de
Holyoke e ao ginásio onde Morgan era diretor. Um
ano mais tarde, numa conferência no Springfield’s
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College, entre diretores de educação física dos EUA, duas equipes de Holyoke fizeram uma demonstração

e assim o jogo começou a se difundir por Springfield.

Após assistir à demonstração e ouvir as explicações de Morgan, o professor Alfred T. Halstead chamou a atenção para a ação do vôo da bola por cima da rede (Voleio), sem tocar o chão, e propôs que o nome Mintonette fosse substituído por Volley Ball. O nome foi aceito por Morgan e pela conferência, permanecendo desta forma até 1952, quando o Comitê Administrativo da então Associação de Volley Ball dos Estados Unidos votou pela pronúncia do nome em apenas uma palavra, passando para a forma definitiva Volleyball.

Em 1896, foi publicado o primeiro artigo sobre

o volley ball, escrito por J.Y. Cameron na edição do

“Physical Education” na cidade de Búfalo, Nova Iorque.

Este artigo trazia um pequeno resumo sobre o jogo

e de suas regras de maneira geral. O autor escreveu:

“o Voleibol é um jogo novo, apropriado para o ginásio ou num campo aberto, mas que pode também ser praticado ao ar livre por um número ilimitado de pessoas. O jogo consiste em manter uma bola em movimento sobre uma rede alta, de um lado para o outro”. No ano seguinte (1897), estas regras foram incluídas oficialmente no primeiro handbook oficial da Liga Atlética da Associação Cristã de Moços da América do Norte.

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da Associação Cristã de Moços da América do Norte. 28 O volleyball foi rapidamente ganhando novos

O volleyball foi rapidamente ganhando novos adeptos, crescendo no cenário mundial ao decorrer dos anos. Em 1900, o esporte chegou ao Canadá (primeiro país fora dos Estados Unidos), sendo posteriormente desenvolvido em outros países, como na China, Japão (1908), Filipinas (1910) entre outros países europeus, asiáticos, africanos e sul americanos. Na América do Sul, o primeiro país a conhecer o volleyball foi o Peru, em 1910, através de uma missão governamental que tinha a finalidade de organizar a educação primária do país. Somente em 1918 que foi limitado o número de seis jogadores por equipe até então era livre, em 1922 o

número de toques por equipes também foi limitado a no máximo de três. Até os anos 30, o vôlei foi praticado mais como uma forma de recreação e lazer, e houve poucas atividades internacionais e competições. Isso devido ao fato que havia diferentes regras em várias partes do mundo. Entretanto, campeonatos nacionais

já eram disputados nos países da Europa oriental, para

onde o esporte foi levado pelos soldados americanos

a partir de 1915, na 1ª Guerra Mundial. Também em

função da 1ª Guerra Mundial, o Egito foi o primeiro país africano a descobrir o vôlei e escolas e clubes dos países como Polónia, França, Bulgária já adotavam esse esporte.

Não se tem registro de quando o vôlei chegou ao Brasil. Para alguns, oficialmente, a primeira competição do esporte no país foi realizada em Recife (PE), em 1915 no Colégio Marista, mas para outros foi por volta de 1916 e 1917 pela Associação Cristã de Moços (ACM) de São Paulo. Assim, tudo leva a crer que o esporte já era praticado informalmente antes desta data. A partir daquele momento, entretanto, colégios de outras cidades pernambucanas passaram a ter o vôlei como uma de suas disciplinas de educação física. A fácil adaptação da sua prática em qualquer terreno e seus recursos materiais (conforme discutido no Capítulo II) favoreceram, desde então, adequá-lo às condições de vida dos soldados em guerra. No dia 12 de Janeiro de 1946 foi fundada a Confederação Sul-Americana de Volleyball que organizou em 1951, no ginásio do Fluminense F.C no Rio de Janeiro, o primeiro campeonato de Voleibol da América do Sul, o Brasil na época venceu o masculino

e no feminino.

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LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICA EAD A Federação Internacional de Voleibol foi fundada em 20 de abril

A Federação Internacional de Voleibol foi fundada em 20 de abril de 1947, em Paris (França), sendo o primeiro presidente o Sr. Paul Libaud e

fundadores os seguintes países: Brasil, Bélgica, Egito, França, Holanda, Hungria, Itália, Polónia, Portugal, Roménia, Checoslováquia, Jugoslávia, Estados Unidos

e Uruguai.

Somente em 1954, com a criação da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), cujo primeiro presidente foi o Sr. Denis Hattaway, é que a organização do nosso Voleibol deixou de ser feita pela Confederação Brasileira de Desportos. Em 1924, houve uma demonstração de esportes americanos nas Olimpíadas de Paris (FRANÇA) e o vôlei estava entre eles. No entanto, foi apenas em setembro de 1962, no Congresso de Sofia (Bulgária), que o vôlei foi admitido como esporte olímpico. Sua primeira disputa se realizou nas Olimpíadas de Tóquio (JAPÃO) em Outubro de 1964, com a presença de dez países no masculino – Japão, Romênia, Rússia, Tchecoslováquia, Bulgária, Hungria, Holanda, Estados Unidos, Coréia do Sul e Brasil. O primeiro campeão olímpico masculino foi a Rússia, a Tchecoslováquia foi a vice e a medalha de bronze ficou com o Japão,

o Brasil terminou em sétimo. No feminino, o Japão

também levou o ouro. A Rússia ficou em segundo e a

Polônia, em terceiro. O Brasil não participou. O Brasil até 1970 não passava das posições intermediárias nas maiores competições. A partir de meados desse ano a CBV passou a se preocupar

com a busca da melhoria do nível técnico dos seus jogadores assim como na formação dos seus técnicos então passou a investir em cursos, amistosos, além

de vários campeonatos internacionais foram sediados

em nosso país.

Em 1981, a emissora de televisão Record, transmitiu ao vivo, em horário nobre o Mundialito de Voleibol Feminino realizado em São Paulo, com altos índices de audiência. A presença da televisão ajudou o Voleibol a trazer as empresas patrocinadoras tornando esse esporte profissional. O Voleibol foi melhorando também fora das quadras, na organização e infra-estrutura.

A sua estrutura enquanto equipe estava sendo

construída através de muitos estudos assim como aperfeiçoamento dos seus atletas. O brilho inicial do Voleibol brasileiro masculino, começou a aparecer na Olimpíada de Los Angeles

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com a conquista da medalha de prata. Em 1992, em Barcelona, foi conquistado o ouro. Depois, vieram a conquista da Liga Mundial, em 1993 e 2001 e, finalmente, o Mundial da Argentina, em 2002, coroando um trabalho primoroso do esporte no país. Nas Olimpíadas seguintes ficamos com 50 lugar nos EUA, 60 na Austrália, 10 na Grécia e 20 na China. Paralelamente, a Seleção feminina também passou a ser sinônimo de competitividade no cenário mundial ao conquistar duas medalhas olímpicas, ambas de bronze, em Atlanta/96 e Sydney/2000, além de três edições do Grand Prix (1993, 1995 e 1997). Na Olimpíada da Grécia em 2004 ficamos em 40 lugar porém, em 2008 na China levamos o ouro. E não foi apenas nas quadras duras que os brasileiros mostraram domínio. Nas areias, o Brasil vem dominando o cenário mundial há uma década. Na estréia do vôlei de praia nos Jogos Olímpicos de Atlanta, um feito histórico: ouro e prata no feminino. Em Sydney, foram duas pratas e um bronze. William Morgan, que era conhecido pelo apelido de Armário, devido ao seu porte físico, morreu em 27 de dezembro de 1942, aos 72 anos de idade. Porém, não poderia deixar de transcrever suas palavras ao se referir ao Voleibol:

O Voleibol veio preencher uma lacuna em matérias de jogos.

Trata-se de um jogo de recinto fechado para os que desejam uma modalidade esportiva menos rude que bola ao cesto, mas que ainda requer certo grau de atividade. É um jogo adequado a ginásio ou pátios de exercício, mas que também pode ser jogado em campo aberto. Pode jogá-lo qualquer número de jogadores. O jogo consiste em manter uma bola em movimento sobre uma rede alta participando assim do caráter de dois outros jogos: Ténis

e

Hand-ball.

O

Vôlei obriga à prática constante de sentimentos superiores

sob pena, de quem não o fizer, de ser excluído com elemento desnecesário e mesmo prejudicial; naturalmente repelido pelos demais companheiros, interessados no sucesso do quadro. Sob o ponto de vista social é uma recreação agradável e um processo poderoso de aproximação e de estímulo, incentivando em todos, como esporte coletivo que é, o espírito de corporação imprescindível à consistência de toda

organização social. Agrada, diverte e beneficia o indivíduo e

a coletividade…

Willian Morgan (QUASE 100 anos de disputa, 1984, p.8)

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EAD Figura 8: História do Voleibol Fonte :http//efebism.blogspot.com/2009/04/historia-do-vole ?? VOCÊ SABIA? • Em 51

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EAD Figura 8: História do Voleibol Fonte :http//efebism.blogspot.com/2009/04/historia-do-vole ?? VOCÊ SABIA? • Em 51

Figura 8: História do Voleibol

Fonte :http//efebism.blogspot.com/2009/04/historia-do-vole

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VOCÊ SABIA?

• Em 51 competições disputadas em 2007, o Brasil esteve

no pódio 56 vezes. Foram 31 ouros, 13 pratas e 12 bronzes. Entre as conquistas destacam-se o heptacampeonato da Liga Mundial, o ouro nos Jogos Pan-Americanos nas categorias

indoor masculino e praia masculino e feminino, além da prata no indoor feminino.

• Em 48 competições disputadas em 2006, o Brasil esteve

no pódio 67 vezes. Foram 32 ouros, 20 pratas e 15 bronzes, incluindo o bicampeonato mundial masculino e o vice- campeonato mundial feminino.

• Em 57 competições disputadas em 2005, o Brasil esteve no pódio 80 vezes. Foram 39 ouros, 22 pratas e 19 bronzes.

• Em 38 competições disputadas em 2004, o Brasil esteve

no pódio 47 vezes. Foram 22 ouros, 11 pratas e 14 bronzes.

Neste ano, a seleção masculina e a dupla Ricardo e Emanuel conquistaram o ouro olímpico, enquanto Adriana Behar e Shelda levaram a prata.

• Em 41 competições disputadas em 2003, o Brasil esteve no

pódio 46 vezes. Foram 20 ouros, 14 pratas e 12 bronzes.

• Em 35 competições disputadas em 2002, o Brasil esteve no

pódio 34 vezes. -> Foram 16 ouros, 11 pratas e 7 bronzes.

Figura 6 :1895/Associação Cristã de Moços (ACM) Fonte: http://nipobrasileiro.wordpress.com/2008/11/11/historia-
Figura 6 :1895/Associação Cristã de Moços (ACM)
Fonte: http://nipobrasileiro.wordpress.com/2008/11/11/historia-
doVoleibol/
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Figura 7: História do Voleibol

Fonte: http://www.birafitness.com/histVoleibol.htm

FÍSICA Figura 7: História do Voleibol Fonte: http://www.birafitness.com/histVoleibol.htm UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA

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LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICA

EAD

LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICA EAD ? ? ? ? ? ? SAIBA MAIS   Algumas datas
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SAIBA MAIS

 

Algumas datas importantes:

 

1896

– Em Julho realizou-se pela 1ª vez um jogo de Voleibol,

no

Springfield College.

 

1900

– Foi desenvolvida uma bola especial para o Voleibol.

 

1917 – O jogo passou de 21 para 15 pontos.

 

1920

– Foram introduzidas as regras dos 3 toques por equipe e

do

ataque da zona defensiva.

 

1922

– Realizou-se o 1º Campeonato Nacional YMCA, que

ocorreu em Brooklyn, NY. Participaram 27 equipas de 11 estados dos EUA.

1930

– 1º jogo de Voleibol de praia, 2x2.

 

1947

Fundação

da

FIVB,

Federation

Internacionale

De

VolleyBall.

 

1948

– 1º Torneio de Voleibol de Praia (2x2).

 

1949

Campeonato Mundial de Voleibol, Praga,

Checoslováquia.

 

1964

– Introdução do Voleibol como modalidade Olímpica, em

Tóquio.

 

1990

– Criação da Liga Mundial.

 

1995

– Centenário do Voleibol.

1996

– Introdução do Voleibol de Praia como modalidade

Olímpica, em Atlanta. Mais informações sobre história do Voleibol acesse o site:

http://www.cvaVôlei.com/histVôlei.htm

 
INDICAÇÃO DE LEITURA  

INDICAÇÃO DE LEITURA

 

http://www.cbv.com.br/newcbv/institucional/historia. asp?pag=h-Voleibol

http://www.cdof.com.br/Voleibol2.htm

VOLEI. História: quase 100 anos de disputas in : Vôlei, revista

do mês. São Paulo: Três, jun,1984.

in : Vôlei, revista do mês. São Paulo: Três, jun,1984. SUGESTÃO DE ATIVIDADE Através de uma

SUGESTÃO DE ATIVIDADE

Através de uma atividade prática vivencie as fase de criação

e origem do Voleibol, utilizando três bolas de diferentes

dimensões e características assim como as primeiras regras utilizadas. Depois descreva o que aprendeu e as sensações durante o desenrolar da atividade apontando os aspectos positivos e negativos.

Essa atividade você pode trabalhar com os seus alunos na escola ao discutir a Origem do Voleibol.

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4 FUNDAMENTOS TÉCNICOS DO VOLEIBOL

Antes de iniciar a discussão acerca dos fundamentos técnicos do Voleibol, é importante mais uma vez chamar a sua atenção quanto à forma de trabalho. A riqueza desse conteúdo está em como e quando você irá utilizá-lo como instrumento educacional durante o processo pedagógico nas aulas de Educação Física da sua escola. Os fundamentos do vôlei são ações motoras específicas desse esporte que irão estimular na criança ampliação do repertório motor durante o desenvolvimento de jogos temáticos desse esporte.

4.1 POSIÇÃO DE EXPECTATIVA E MOVIMENTAÇÃO

Essa posição caracteriza-se como a posição básica que introduz a execução dos principais fundamentos técnicos do Voleibol. Relaciona-se as posturas iniciais adotadas pelos jogadores no decorrer do jogo para que ele tenha condições de executar diferentes deslocamentos no sentido anterior, posterior e lateral assim como os fundamentos técnicos e ações táticas.

A criança, à medida que estuda os procedimentos

técnicos e as ações táticas, devem também dominar os posicionamentos iniciais mais cômodos a partir dos quais pode-se realizar uma outra ação (SUVOROV e GRISHIN, 2002, p.123).

É importante que esses participantes percebam

que precisam adotar uma postura inicial para receber uma bola de saque, cortada, para realizar uma levantamento… enfim, dá continuidade a jogada. Essa posição deve ser cômoda o suficiente para lhe permitir pronta entrada na bola. Se fosse para trabalhar com a técnica apurada do Voleibol, teria que analisar e estudar com você várias posições de expectativa, mas, busco apenas explorar o reportório motor das crianças através dos movimentos desse esporte. Então, indicarei a posição mais fácil de se realizar, para que a criança na escola possa realizá-la na busca da bola facilitando a dinâmica do jogo.

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de se realizar, para que a criança na escola possa realizá-la na busca da bola facilitando

LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICA

LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICA EAD Seguindo as orientações de Bojikian (2003b, p.70) a criança deverá:

EAD

Seguindo as orientações de Bojikian (2003b, p.70)

a criança deverá:

estar com as pernas em afastamento lateral (largura dos ombros), semi- flexionadas sendo uma ligeiramente a frente da outra. O Centro de Gravidade não deverá estar muito próximo a altura dos joelhos, nem abaixo deles, pois isso forçará um posicionamento muito abaixo ao quadril, fato que dificultará às partidas rápidas em direção à bola( Figura 9)

os braços devem estar semi-flexionados e os

cotovelos com um afastamento lateral um pouco

superior à largura dos ombros e um pouco à

frente da linha anterior à frente do corpo. Esse

posicionamento intermediário dos braços

permitirá a execução tanto da manchete quanto

do toque de bola por cima (Figura 9)

Os erros mais comuns encontrados na realização

dessa posição de expectativa são: não flexionar as pernas e sim o tronco; posicionar os braços muito aberto, atrás ou à frente demasiadamente; iniciar os deslocamentos com a perna errada; não coordenar as passadas; realizar os deslocamentos praticamente em pé. A partir desse conhecimento a criança já adquire condições de começar a realizar os deslocamentos. As principais formas de deslocamento são a sucessão de

passos para a direita, para a esquerda, para a frente

e para trás, a passada dupla para frente e para trás,

o salto para frente e para trás, a corrida e a parada após um deslocamento.

È muito importante que as crianças aprendam a combinar

as diferentes formas de deslocamento com paradas e a

adoção de uma determinada postura assim como aprendam

a escolher o modo de se deslocar dependendo da situação

de jogo (distância da bola, velocidade do voo da bola, tra- jetória etc) (SUVOROV e GRISHIN, 2002, p.124).

32
32
tra- jetória etc) (SUVOROV e GRISHIN, 2002, p.124). 32 Figura 9- Posição de expectativa no Voleibol

Figura 9- Posição de expectativa no Voleibol

Fonte: http://1.bp.blogspot.com/_nUDSkbVrXuw/Rk5H0Ev8GNI/

AAAAAAAAAB0/sg2mRoIb-CY/s320/posicao%2Bbase.jpg

4.2 TOQUE DE BOLA

Toque de bola por cima é o fundamento mais característico do Voleibol, na maioria das vezes é responsável pela preparação do ataque, mas também serve como defesa. Mesmo sendo mais utilizado pelos levantadores, os atacantes também são obrigados a utilizá-los. Vale lembrar que o nosso objetivo aqui não é formar atletas individualizando e direcionando o conhecimento específico para cada posição dos jogadores, portanto, os movimentos de cada fundamento técnico são direcionados para todas as crianças pois irão servir para as ações durante o jogo de Voleibol. O toque de bola por cima, apresenta 3 etapas:

(BOJIKIAN, 2003b, p.75)

1- Entrada sob a bola - nessa fase inicial as pernas e os braços deverão estar semiflexionados , com a bola acima da cabeça. As pernas com afastamento lateral (ombros) e um pé ligeiramente á frente do outro. Tronco levemente inclinado para frente. Os braços semiflexionados lateralmente em relação aos tronco. As mãos devem estar com os dedos quase que totalmente estendidos, mas de uma forma arredondada (como uma concha) para melhor acomodar a curvatura da bola. Polegares e indicadores

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LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICA EAD formarão a figura aproximada de um triângulo (Figura 10) Figura 10:

formarão a figura aproximada de um triângulo (Figura

10)

formarão a figura aproximada de um triângulo (Figura 10) Figura 10: Formação de um “triângulo” Fonte:

Figura 10: Formação de um “triângulo”

Fonte: http://www.avcoimbra.org/avc/Files/miniVôlei1.pdf

1-As mãos Os polegares e os indicadores devem formar um triângulo isósceles. As zonas das mãos que têm contacto com a bola estão evidenciadas a escuro. Os dedos Nem demasiado rígidos, nem ao contrário completamente relaxados. O contacto com a bola deve ser feito com todos os dez dedos. 2-Depois do passe, os braços e as mãos acompanham o impulso da bola. Os braços terminado o impulso, permanecem por instantes em extensão e depois voltam naturalmente ao longo do corpo.

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3- Execução -quando for dado o toque na bola todo o corpo participa, é de forma sutil com a parte interna dos dedos e uma pequena flexão dos punhos. Os braços e as pernas deverão estender para provocar uma transferência do peso do corpo sobre a perna de trás para a frente 4 -Término -o corpo terminará todo estendido

para a frente 4 -Término -o corpo terminará todo estendido Figura 11: Movimento completo do Toque

Figura 11: Movimento completo do Toque de Bola

Fonte : http://www.maisedufisica.com/moodle/file.php/1/passe_Vo- leibol.jpg

leibol.jpg Figura 12: Movimento Completo do Toque de bola

Figura 12: Movimento Completo do Toque de bola

Fonte:http://images.google.com.br/images?q=man

chete+Voleibol&btnG=Pesquisar&um=1&hl=pt-

BR&tbs=isch%3A1&sa=2&start=0

O toque de bola por cima constitui um fundamento técnico básico do Voleibol, através dele a criança irá facilmente desenvolver habilidades motoras para tocar a bola com maior precisão para seus colegas durante os jogos. Durante a sua execução observa-se alguns erros mais frequentes, entre eles: a criança

seus colegas durante os jogos. Durante a sua execução observa-se alguns erros mais frequentes, entre eles:
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LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICA

LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICA EAD não entra debaixo da bola antes do momento do Toque, não

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não entra debaixo da bola antes do momento do Toque, não coordenar o movimento de braço e pernas, posicionamento incorreto das mãos e dos cotovelos, além da falta de força para enviar a bola.

4.3 MANCHETE

É o fundamento mais utilizado na recepção de saques e para defesa de bolas cortadas. O contato da

bola se faz no antebraço pois é uma região que suporta

bola se faz no antebraço pois é uma região que suporta

bola se faz no antebraço pois é uma região que suporta melhor os fortes impactos provocados
melhor os fortes impactos provocados por ela.

melhor os fortes impactos provocados por ela.

que suporta melhor os fortes impactos provocados por ela. Para a execução da Manchete, deve-se observar
Para a execução da Manchete, deve-se observar :

Para a execução da Manchete, deve-se observar :

por ela. Para a execução da Manchete, deve-se observar : (BOJIKIAN, 2003b, p.88) 1- Entrada sob
(BOJIKIAN, 2003b, p.88)

(BOJIKIAN, 2003b, p.88)

da Manchete, deve-se observar : (BOJIKIAN, 2003b, p.88) 1- Entrada sob a bola – as pernas
da Manchete, deve-se observar : (BOJIKIAN, 2003b, p.88) 1- Entrada sob a bola – as pernas
da Manchete, deve-se observar : (BOJIKIAN, 2003b, p.88) 1- Entrada sob a bola – as pernas
1- Entrada sob a bola – as pernas semiflexionadas, afastadas lateralmente com distanciamento semelhante

1- Entrada sob a bola – as pernas semiflexionadas,

afastadas lateralmente com distanciamento semelhante

afastadas lateralmente com distanciamento semelhante à largura dos ombros e um pé ligeiramente á frente do
afastadas lateralmente com distanciamento semelhante à largura dos ombros e um pé ligeiramente á frente do
à largura dos ombros e um pé ligeiramente á frente do

à largura dos ombros e um pé ligeiramente á frente do

à largura dos ombros e um pé ligeiramente á frente do outro. Braços estendidos e unidos
outro. Braços estendidos e unidos á frente do corpo e

outro. Braços estendidos e unidos á frente do corpo e

os dedos unidos de uma mão devem estar sobrepostos aos da outra, os polegares estendidos

os dedos unidos de uma mão devem estar sobrepostos aos da outra, os polegares estendidos devem se tocar paralelamente (Figura 13).

2- Ataque à bola – no momento de ataque à bola as pernas se estenderão, o peso do corpo é transferido para frente e os braços permanecem sem movimento, com a musculatura enrijecida. O impacto da bola se dá no antebraço e isso será facilitado se os punhos estiverem bem estendidos, em direção ao solo (Figura

14)

3- Término do movimento – os braços e as pernas devem permanecer estendidos até o impacto da bola.

34
34
devem permanecer estendidos até o impacto da bola. 34 Figura 13: Posicionamento da mãos durante a

Figura 13: Posicionamento da mãos durante a Manchete

Fonte: http://www.cbv.com.br

da mãos durante a Manchete Fonte: http://www.cbv.com.br Figura 14:Bola batida no antebraço Fonte :

Figura 14:Bola batida no antebraço

Fonte : http://3.bp.blogspot.com/_nUDSkbVrXuw/Rk5KUkv8GPI/

AAAAAAAAACE/Jvp1P--zDgs/s320/manchete.jpg

É impor tante que você, professor, tenha conhecimento sobre a execução da Manchete à medida que será necessário orientar os alunos nessas ações. Assim, procure observar se eles estão flexionando os braços, não flexionando as pernas, tocando as mãos na bola ao invés do antebraço, flexionando o tronco e não os joelhos e se não estão coordenando os movimentos de braços e pernas, Estes costumam ser os maiores erros e dificuldades encontradas por elas. Você pode apresentar a Manchete Lateral, porém, pelo seu grau de dificuldade ser maior,

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LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICA EAD deverá ser trabalhada em crianças com maior faixa etária, principalmente, depois

deverá ser trabalhada em crianças com maior faixa etária, principalmente, depois de ter assimilado e se familiarizado com o movimento da Manchete.

A manchete utilizada como defesa difere-se da

manchete de uso para recepção de saque através do ângulo de queda e velocidade da bola que são maiores. Para realizar a defesa o jogador deve estar bastante abaixado de forma estável e equilibrado, já que o impacto da bola é muito forte. Ele também pode se antecipar à ação do atacante. Uma vez defendida deve ser dirigida ao levantador junto á rede para armar o contra ataque.

4.4 SAQUE

É o fundamento técnico do Voleibol responsável

pela iniciação do jogo. O jogador que ocupa a posição 1, tem que está atrás da linha de fundo, em qualquer lugar dos 9 m de comprimento que ela possui.

O saque são classificados em dois tipos :

-por baixo -por cima: flutuante e com rotação

4.4.1 Saque por baixo

De acordo com Bojikian (2003b, p.92) para o movimento correto do saque deve ter as seguintes etapas:

Fase preparatória:

- em pé de frente para a quadra adversária o aluno deverá se posicionar com o tronco ligeiramente inclinado para frente, pernas com afastamento ântero- posterior , perna contrária ao do lado que irá sacar deverá estar à frente com distanciamento lateral mais ou menos igual à largura dos ombros. O peso do corpo estará recaindo mais sobre a perna de trás. A bola deverá ser segura com a mão que não irá sacar ficando o braço quase totalmente estendido. O Braço que golpeará a bola estará estendido para trás.

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Execução : (Figura 15)

- bola será lançada para cima (altura máxima 30

cm), á frente do corpo e será golpeada com o braço

ao

contrário daquele que ela lançou, que realizará todo

o

movimento em direção a bola estando estendido.

O

peso do corpo é transferido todo para a perna

da frente. A mão, ao golpear a bola, tomará um posicionamento arredondado, com os dedos unidos

e

quase estendidos. Esse procedimento provocará

o

contato com uma superfície grande da bola,

aumentando a precisão. A contracção da musculatura da mão tornará a área de impacto mais sólida para facilitar o envio da bola a distâncias maiores. A mão, ao golpear a bola fica na posição arredondada, dedos unidos e quase estendido. Porém, pode ser utilizada outras técnicas mas, a precisão do movimento pode não ser garantida.

Para as crianças com falta de coordenação, recomenda-se uma rápida substituição da mão que sustenta a bola pela aquela que vai golpear. Isso descaracteriza bola presa que é punida pela regra, facilitando a execução. As bolas lançadas muito altas induzem as imprecisões.

Término do movimento:

- com o golpe na bola e a transferência do peso

do corpo para a perna da frente, há uma tendência natural da perna de trás ser lançada para frente, que deve ser aproveitada para o passo que introduzirá o sacador na quadra de jogo.

para o passo que introduzirá o sacador na quadra de jogo. Figura 15: Execução do Saque

Figura 15: Execução do Saque por baixo

Fonte : http://www.maisedufisica.com/moodle/file.php/1/servico_ por_baixo.jpg

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LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICA EAD 4.4.2 Saque por cima O Saque por cima também é conhecido

EAD

4.4.2 Saque por cima

O Saque por cima também é conhecido como saque

TIPO TÊNIS devido a sua semelhança com movimentos do tênis de campo. O impacto na bola é bem mais potente que o saque por baixo em virtude da velocidade que o braço pode atingir. A sua aprendizagem possibilita um grande avanço para futuramente estudar a cortada, pois os movimentos de braço e tronco são muito

semelhantes.

semelhantes.

semelhantes. Existem dois tipos: com rotação e flutuante Saque com ROTAÇÂO-> possui esse nome devido a
Existem dois tipos: com rotação e flutuante

Existem dois tipos: com rotação e flutuante

Saque com ROTAÇÂO-> possui esse nome devido

Saque com ROTAÇÂO-> possui esse nome devido

flutuante Saque com ROTAÇÂO-> possui esse nome devido a realizada no instante do golpe. É o
a realizada no instante do golpe. É o saque mais potente rotação que é dada

a

realizada no instante do golpe. É o saque mais potente

rotação que é dada à bola e flexão de punho que é

rotação que é dada à bola e flexão de punho que é e possui uma trajetória
rotação que é dada à bola e flexão de punho que é e possui uma trajetória
e possui uma trajetória bem definida.

e possui uma trajetória bem definida.

de punho que é e possui uma trajetória bem definida. EXECUÇÃO: (BOJIKIAN, 2003b, p.99) - em
de punho que é e possui uma trajetória bem definida. EXECUÇÃO: (BOJIKIAN, 2003b, p.99) - em
de punho que é e possui uma trajetória bem definida. EXECUÇÃO: (BOJIKIAN, 2003b, p.99) - em
EXECUÇÃO: (BOJIKIAN, 2003b, p.99)

EXECUÇÃO: (BOJIKIAN, 2003b, p.99)

bem definida. EXECUÇÃO: (BOJIKIAN, 2003b, p.99) - em pé, atrás da linha do fundo, de frente
- em pé, atrás da linha do fundo, de frente para

-

em pé, atrás da linha do fundo, de frente para

a região da quadra adversária para a qual o saque
a região da quadra adversária para a qual o saque

a região da quadra adversária para a qual o saque

será dirigido, segurando a bola com as duas mãos, afastamento ântero-posterior das pernas, com a perna contrária ao lado do braço de ataque se posicionando à frente. Há um afastamento lateral num distanciamento semelhante à largura dos ombros.

- bola é lançada com as duas mãos acima da

cabeça (1,50m), e um pouco atrás da linha normal do tronco. Com o lançamento da bola para o alto, os braços são movimentados naturalmente para cima, o que vai golpear a bola faz um movimento passando acima da linha do ombro, posicionando-se semiflexionado, na máxima amplitude escápulo- umeral. Quando a bola atingir ponto máximo, tronco executa hiperextensão. Ao descer, será golpeada com braço de ataque estendido, acontecendo uma rápida flexão do tronco. - mão em forma de concha, iniciará o contato com

a bola na sua parte inferior e posterior, ocorrendo a

flexão rápida do punho. Ao transferir o peso do corpo para a perna da frente, há uma tendência natural da perna de trás ser lançada para frente, que será aproveitada para dar a primeira passada de retorno do sacador para a quadra, de uma forma equilibrada.

SAQUE FLUTUANTE-> tem esse nome pois a bola, possui sua trajetória sem rotação, não há flexão de punho levando a uma flutuação, tendo uma Trajetória irregular.

36
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a uma flutuação, tendo uma Trajetória irregular. 36 EXECUÇÃO (BOJIKIAN, 2003b, p.101) - posição inicial

EXECUÇÃO (BOJIKIAN, 2003b, p.101)

- posição inicial praticamente igual a do Saque com Rotação, o braço que irá lançar a bola fica quase estendido á frente do corpo, já o outro semiflexionado com a palma da mão voltado para frente -com a bola lançada para cima o braço de ataque é movimentado para trás e chegará semiflexionado com

a palma da mão firme voltada para bola e hipertensão

punho. O Trabalho do tronco é quase imperceptível. - o braço de ataque é lançado em direção à rede, em

extensão máxima, terminando seu movimento quase paralelo ao solo. O peso do corpo é transferido para

a perna da frente. As principais diferenças existentes entre o Saque com Rotação e o Flutuante são:

Saque com rotação - trajetória uniforme ,rápida, definida, mais potente Saque flutuante - trajetória disforme e lenta

potente Saque flutuante - trajetória disforme e lenta Figura 16: Execução Saque por cima Fonte:

Figura 16: Execução Saque por cima

Fonte: http://fotos.sapo.pt/ZZ1aELznks1KCKvB0RM7/

Com a evolução do Voleibol, surgiram os chamados Saques especiais, que hoje ajudam abrilhantar o espetáculo de uma partida de Voleibol. Alguns exemplos são:

- Saque viagem ao fundo do mar - muito forte.

Com salto, objetivo é explorar o fundo da quadra adversária dificultando a recepção.

- Saque jornada nas estrelas - chega a 25 mts e desce a uma velocidade de70 km/h.

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LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICA EAD 4.5 CORTADA É o fundamento do Voleibol que finaliza a maioria

4.5 CORTADA

É o fundamento do Voleibol que finaliza a maioria

das ações ofensivas e visa por meio de um forte golpe enviar a bola de encontro ao solo da equipe adversária.

É uma habilidade motora de execução bastante

complexa. Requer muita coordenação viso-motora Normalmente é composta por 5 fases: deslocamento, chamada, salto, fase aérea e queda (BOJIKIAN, 2003b, p.106) (Figura 17)

1 -Deslocamento

- Pode ser realizado com 1,2, 3 ou mais passadas

de corrida, com braços semiflexionados ao lado do corpo.

- Para iniciante recomenda-se apenas 3 passadas.

- Quanto maior aceleração nesse deslocamento maior será a impulsão

2 -Chamada

- Após o deslocamento, ambos os pés tocam o

solo (a mais ou menos 80 a 90 cm da rede), com o esquerdo (para os destros) ligeiramente mais próximo da rede que o direito, e com um afastamento lateral um pouco menor que a largura dos ombros.

- O corpo se inclina um pouco para frente e os

braços estendidos são lançados para trás. As pernas são flexionadas aproximadamente 900 .

- É o instante que o cortador se posiciona junto à rede para receber a bola e depois saltar

3 -Salto

- Os pés tocam o chão, primeiro com os calcanhares

realizando o movimento rápido, e a última parte a perder o contato com o solo são as pontas dos pés.

- Esse movimento é simultâneo de uma brusca

extensão vertical das pernas e do lançamento vigoroso dos braços para cima e pela frente do corpo.

4- Fase aérea

- Os braços são lançados para cima. O braço que

vai bater a bola faz um movimento passando sobre a linha do ombro e em seguida executa a cortada e o outro é movido em direção ao tronco.

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- Ocorre uma Hiperextensão do tronco

- O ataque deve ocorrer quando a bola estiver a uma distância de 30 a 50 cm da rede.

- A batida na bola deve ser acompanhada de uma

flexão de punho para imprimir uma rotação à bola visando aumentar as chances dela cair dentro da quadra adversária.

5-Queda

- No instante do contato com o solo o executante

deve amortecer a queda, e se equilibrando para não cair na rede e evitar lesões traumáticas

- O salto deve ser o mais vertical possível evitando as quedas sobre a rede. Por se tratar de um movimento que exige complexa habilidade motora, são inúmeros os erros na sua execução, dentre eles destacam:

1. Não coordenar as passadas

2. Fazer a chamada muito próximo da rede

3. Não flexionar as pernas para realizar a chamada

4. Não estender os braços para trás na execução da chamada

5. Não elevar os braços pela frente do corpo na armada dos braços para cortar

6. Não atacar com os braços flexionados

7. Cair sobre a rede

8. Ter dificuldade no tempo da bola

9. Falta de precisão no contato bola-mão

10.Falta de potência de braço

no contato bola-mão 10.Falta de potência de braço Figura 17: Fases da Execução da Cortada Fonte:

Figura 17: Fases da Execução da Cortada

Fonte: http://www.justvolleyball.com.br/vptiart59cortada_seqpara- cortada.jpg

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Figura 17: Fases da Execução da Cortada Fonte: http://www.justvolleyball.com.br/vptiart59cortada_seqpara- cortada.jpg 37

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LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICA 4.6 BLOQUEIO EAD -Queda- deve ser realizada em equilíbrio. É preciso ter
4.6 BLOQUEIO
4.6 BLOQUEIO

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-Queda- deve ser realizada em equilíbrio.

É preciso ter cuidado com pequenos erros os quais prejudicam sua realização correta. Muitos jogadores ao saltarem projetam o corpo para frente e acabam tocando na rede, além da má posição das mãos (afastadas ou unidas demais), flexionam o tronco no momento de flexionar os joelhos para saltar.

o tronco no momento de flexionar os joelhos para saltar. - É o fundamento que visa

- É o fundamento que visa interceptar junto à rede

a bola cortada pelo adversário.

- Tem caráter defensivo, mas pode se tornar

ofensivo quando consegue enviar a bola contra o solo do atacante

- Há necessidade de coordenar o tempo de subida do bloqueador

- Pode ser individual, dupla ou trio

No movimento da Cortada, deve ser realizado como

a seguir: (BOJIKIAN, 2003b, p.119)

-Posição de expectativa- em pé, junto à rede, o

bloqueador se posiciona em semiflexão dos joelhos,

pés paralelos em afastamento lateral à largura dos

ombros.

Braços semiflexionados com as mãos ao lado dos

ombros a as palmas voltadas para a frente.

O tronco ereto e o bloqueador olha para a bola e para o atacante - Execução - o bloqueador salta, com extensão dos braços e pernas em direcção à bola.

- O bloqueio pode ser utilizado de forma Ofensiva

ou Defensiva. As principais características são:

OFENSIVO DEFENSIVO Mãos invadem o espa- ço aéreo do adversário (abertas, estendidas, firmes, serve como
OFENSIVO
DEFENSIVO
Mãos invadem o espa-
ço aéreo do adversário
(abertas, estendidas,
firmes, serve como um
obstáculo)
Mãos não invadem o es-
paço aéreo do adversá-
rio
Flexão dos punhos
Extensão dos punhos
Objetivo enviar contra o
solo do adversário
Objetivo é amortecer a
bola para ser recuperada
pelos membros da equipe
(montar anteparo )
38

Figura 18: Cortada no Voleibol

Fonte: www.justvolleyball.com.br/vppfart01_a_planeja

4.7 ROLAMENTO

É um fundamento para recuperação de bolas fora do alcance da manchete, principalmente para os lados, o que permite o atleta cobrir uma boa distância rapidamente e ainda estar pronto novamente para participar do jogo. Após um deslocamento lateral, realiza um “afundo” lateral, defende a bola com uma das mãos ou com a manchete, toca a parte lateral do tronco, os quadris rola sobre o tronco e volta à posição inicial (Figura

19)

Deve ter cuidado no momento da execução para não flexionar o braço que rebate a bola e após defesa, rolar sobre o ombro esquerdo.

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EAD LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICA Figura 19: Movimento do Rolamento Fonte:
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Figura 19: Movimento do Rolamento

Fonte: http://www.justvolleyball.com.br/vptiart29_manchete_defesa_5_fig1_rolamento.JPG

4.8 MERGULHO

É um fundamento que também visa á recuperação

de bolas distantes, mas geralmente à frente do atleta.

Após um deslocamento, o jogador deve se apoiar sobre uma perna semiflexionada e mergulhar em direção à bola.

A recuperação da bola pode ser com as costas das

mãos fechada, por meio de uma flexão dos braços. Com o contato progressivo do peito e do peso do corpo no solo, o atleta realiza uma remada (puxada das mãos para trás) para que o corpo deslize no solo (Figura 20).

Deve ter bastante cuidado na realização desse fundamento, para evitar acidentes antes de amortecer a queda o atleta deve elevar o queixo e flexionar os joelhos para não se chocar contra o solo.

Para as mulheres, a técnica é a mesma com um ângulo da queda menos acentuado para que o amortecimento e o deslize do corpo no solo se faça sobre o abdômen e não sobre os seios.

Em bolas muito distante, o jogador pode dar o mergulho sem o deslize, colocando a mão no chão para que ela bata sobre o dorso e suba.

a mão no chão para que ela bata sobre o dorso e suba. Figura 20: Movimento

Figura 20: Movimento do Mergulho

Fonte: http://www.justvolleyball.com.br/vptiart29_manchete_def-

esa_fig08_mergulho.JPG

4.9 NOÇÕES DE REGRAS DO VOLEIBOL

Em relação às regras do Voleibol (www.cbv. com.br) , esse módulo irá apresentar apenas uma breve noção das normas que regem esse esporte. Tais informações serão suficientes para que o aluno perceba qual a dinâmica dos jogadores e o que é necessário para que o jogo aconteça. Dessa forma, você terá condições de aplicar jogos escolares com a temática do Voleibol modificando, construindo e adaptando essas regras para a realidade da escola.

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LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICA EAD INSTALAÇÕES E EQUIPAMENTOS DIMENSÕES A quadra de jogo é um retângulo

EAD

INSTALAÇÕES E EQUIPAMENTOS

DIMENSÕES

A quadra de jogo é um retângulo medindo 18m x

9m. O eixo da linha central divide a quadra de jogo em duas quadras de medidas iguais, tendo, cada uma,

9m x 9m. Em cada quadra, uma linha de ataque é colocada, a 3m do eixo da linha central, determinando

a zona de ataque.

REDE E POSTES

REDE E POSTES

REDE E POSTES ALTURA DA REDE Deve ser de 2,43m para as equipes masculinas e de
REDE E POSTES ALTURA DA REDE Deve ser de 2,43m para as equipes masculinas e de
REDE E POSTES ALTURA DA REDE Deve ser de 2,43m para as equipes masculinas e de
ALTURA DA REDE

ALTURA DA REDE

REDE E POSTES ALTURA DA REDE Deve ser de 2,43m para as equipes masculinas e de
Deve ser de 2,43m para as equipes masculinas e

Deve ser de 2,43m para as equipes masculinas e

de 2,24m para as equipes femininas. A rede mede 1m
de 2,24m para as equipes femininas. A rede mede 1m

de 2,24m para as equipes femininas. A rede mede 1m

de largura por 9,50m a 10m de comprimento.

de largura por 9,50m a 10m de comprimento.

A rede mede 1m de largura por 9,50m a 10m de comprimento. ANTENAS É uma vara
A rede mede 1m de largura por 9,50m a 10m de comprimento. ANTENAS É uma vara
A rede mede 1m de largura por 9,50m a 10m de comprimento. ANTENAS É uma vara
ANTENAS

ANTENAS

É uma vara flexível medindo 1,80m de comprimento

É uma vara flexível medindo 1,80m de comprimento

 
 
 

e

10mm de diâmetro. São consideradas como parte

integrante da rede e delimitam lateralmente o espaço de cruzamento acima da rede.

POSTES

Os postes que sustentam a rede devem estar a uma distância de 0,50m a 1 m de cada linha lateral. Eles devem ter uma altura de 2,55m e devem ser preferencialmente ajustáveis.

BOLAS

A bola deve ser esférica, sendo sua capa feita de

couro flexível e a câmara interior feita de borracha ou material similar. Sua cor deve ser uniforme e clara ou uma combinação de cores. A circunferência deve ser

de 65 cm a 67 cm e o peso de 260g a 280g.

40
40
deve ser de 65 cm a 67 cm e o peso de 260g a 280g. 40

Figura 21: Instalações e equipamentos do Voleibol

Fonte: http://www.esaude.alojamentogratuito.com/trabalhos/1

PARTICIPANTES COMPOSIÇÃO DAS EQUIPES Uma equipe é constituída de no máximo 12 jogadores, um técnico, um assistente técnico, um preparador físico e um médico.

UNIFORME

O uniforme dos jogadores consiste em camisa,

calção, meias e tênis. As camisas dos jogadores devem estar numeradas de 1 a 18. É proibido o uso de uniformes de cor diferente dos demais jogadores

(exceto o Libero).

RESPONSÁVEIS PELAS EQUIPES

O capitão da equipe e o técnico são responsáveis

pela conduta e disciplina de todos os membros de sua

equipe. O Libero não pode ser o capitão.

FORMATO DO JOGO PARA MARCAR UM PONTO, VENCER UM SET E O JOGO

- A equipe ganha um ponto quando a bola toca na quadra de jogo do adversário; quando equipe adversária comete uma falta ou falha na devolução

da bola;

Penalidade. -Falta- uma equipe comete uma falta ao fazer uma ação contrária as regras. Se duas ou mais faltas são cometidas sucessivamente, somente a primeira é considerada; se duas ou mais faltas são cometidas, simultaneamente,

quando a equipe adversária recebe uma

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EAD

LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICA EAD por oponentes, é considerado como FALTA DUPLA e o “rally” deve

por oponentes, é considerado como FALTA DUPLA e o “rally” deve ser repetido. (Um “rally” é a seqüência de ações de jogadas desde o momento do toque do saque até a bola estar fora de jogo)

- Se a equipe que executa o saque vence o “rally”, ganha um ponto e continua sacando;

- Se a equipe que recebe o saque vence o “rally”,

ganha um ponto e deve executar o saque seguinte.

- PARA VENCER UM SET

Um set (exceto o decisivo - 5º set ) é ganho pela equipe que primeiro atingir 25 pontos com uma diferença mínima de dois pontos em relação à outra equipe. Em caso de empate em 24 pontos, o jogo continua até que uma diferença de dois pontos seja atingida (26 - 24, 27 - 25).

- PARA VENCER UM JOGO

Um jogo é ganho pela equipe que vencer três sets. Caso haja empate ( 2 - 2 ) em sets, um set decisivo (5º) é jogado de 15 pontos com um mínimo de 2 pontos de diferença.

ESTRUTURA DO JOGO O SORTEIO

Antes do jogo, o primeiro árbitro realiza um sorteio para decidir quem executa o primeiro saque e qual o lado da quadra das equipes no primeiro set. Um novo sorteio é realizado antes de um set decisivo.

- O sorteio é realizado na presença dos dois capitães das equipes. O vencedor do sorteio escolhe:

- ou o direito de sacar ou de receber o saque,

ou

- o lado da quadra. O perdedor fica com a alternativa restante.

FORMAÇÃO DAS EQUIPES

- Cada equipe deve ter sempre seis jogadores na

quadra de jogo. O formulário com a posição inicial, indica a ordem de saque dos jogadores na quadra. Esta ordem deve ser mantida até o final do set.

Antes do início de cada set, o técnico deve apresentar a formação inicial de sua equipe através do formulário de ordem de saque.

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POSIÇÕES No momento em que a bola é golpeada pelo sacador, cada equipe deve estar posicionada dentro

da sua própria quadra (exceto o sacador) (,) conforme

a ordem de saque. As posições dos jogadores estão assim numeradas:

Os três jogadores colocados ao longo da rede formam a linha de ataque e ocupam as posições

4(ataque - esquerda), 3(ataque - centro) e 2(ataque

- direita); Os outros três jogadores que formam a linha de defesa ocupam as posições 5(defesa - esquerda), 6(defesa - centro) e 1(defesa - direita).

RODÍZIO - A ordem do rodízio é determinada pela formação inicial e controlada através do formulário de ordem de saque, devendo ser mantida durante todo o set. - Quando a equipe receptora ganha o direito de sacar, seus jogadores efetuam um rodízio, avançando uma posição, sempre no sentido dos ponteiros do relógio: o jogador da posição 2 vai para a posição 1 para sacar, o jogador da posição 1 vai para a posição 6 etc.

sacar, o jogador da posição 1 vai para a posição 6 etc. Figura 22: Rodízio no

Figura 22: Rodízio no Voleibol

Fonte:http://cimino-ca.com/2010/Voleibol.html

posição 1 vai para a posição 6 etc. Figura 22: Rodízio no Voleibol Fonte:http://cimino-ca.com/2010/Voleibol.html 41
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LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICA

LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICA EAD SUBSTITUIÇÃO DE JOGADORES A substituição é o ato de um jogador,

EAD

SUBSTITUIÇÃO DE JOGADORES

A substituição é o ato de um jogador, depois de

estar registrado pelo apontador, entrar no jogo para ocupar a posição de outro jogador que sairá da quadra. A substituição requer a autorização dos árbitros .

- Cada equipe pode proceder a, no máximo, 6

substituições em cada set. Um ou mais jogadores podem ser substituídos ao mesmo tempo.

AÇÕES DE JOGO

- SITUAÇÕES DE JOGO

-

SITUAÇÕES DE JOGO

- SITUAÇÕES DE JOGO BOLA EM JOGO A bola está em jogo a partir do momento
- SITUAÇÕES DE JOGO BOLA EM JOGO A bola está em jogo a partir do momento
- SITUAÇÕES DE JOGO BOLA EM JOGO A bola está em jogo a partir do momento
BOLA EM JOGO

BOLA EM JOGO

- SITUAÇÕES DE JOGO BOLA EM JOGO A bola está em jogo a partir do momento
A bola está em jogo a partir do momento do toque

A

bola está em jogo a partir do momento do toque

de saque, autorizado pelo primeiro árbitro.

de saque, autorizado pelo primeiro árbitro.

do toque de saque, autorizado pelo primeiro árbitro. BOLA FORA DE JOGO A bola está fora
do toque de saque, autorizado pelo primeiro árbitro. BOLA FORA DE JOGO A bola está fora
do toque de saque, autorizado pelo primeiro árbitro. BOLA FORA DE JOGO A bola está fora
BOLA FORA DE JOGO

BOLA FORA DE JOGO

saque, autorizado pelo primeiro árbitro. BOLA FORA DE JOGO A bola está fora de jogo a
A bola está fora de jogo a partir do momento

A

bola está fora de jogo a partir do momento

em que uma falta é apitada por um dos árbitros; na
em que uma falta é apitada por um dos árbitros; na

em que uma falta é apitada por um dos árbitros; na

ausência de uma falta, no momento do apito.

ausência de uma falta, no momento do apito.

BOLA “DENTRO” Considera-se a bola “dentro” quando toca o piso da quadra de jogo, inclusive nas suas linhas de delimitação

BOLA”FORA”

Considera-se a bola “fora” quando:

- a parte da bola que toca o piso está totalmente fora das linhas de delimitação da quadra;

- toca um objeto fora da quadra, o teto ou uma

pessoa fora do jogo;

- toca as antenas, cabos de fixação, postes ou a própria rede, fora das faixas laterais;

- ultrapassa o plano vertical da rede, total ou parcialmente, fora do espaço de cruzamento

- cruza completamente o espaço por baixo da

rede.

TOQUES DA EQUIPE Cada equipe tem o direito de tocar a bola no máximo três vezes, além do toque do bloqueio, para devolver a bola.

42
42
vezes, além do toque do bloqueio, para devolver a bola. 42 - Quando dois jogadores adversários

- Quando dois jogadores adversários tocam

simultaneamente a bola acima da rede e esta continua em jogo, a equipe que a recebe tem direito a outro três

toques. Se a bola cair “fora” da quadra, a falta é da equipe do lado oposto onde ela caiu.

- Se contatos simultâneos entre jogadores oponentes resultam em “PRENDER A BOLA”, considera-se uma “FALTA DUPLA” e o rally é repetido.

- CARACTERÍSTICAS DO TOQUE

A bola pode ser tocada com qualquer parte do corpo.

- BOLA PASSANDO SOBRE A REDE

A bola enviada para a quadra adversária deve passar por cima da rede, dentro do espaço de cruzamento

- BOLA TOCANDO A REDE

Quando cruzando a rede a bola pode tocá-la.

- BOLA NA REDE

Uma bola dirigida de encontro à rede pode ser recuperada dentro do limite dos 3 toques da equipe.

- JOGADOR NA REDE

- INVASÃO POR CIMA DA REDE

No bloqueio, o bloqueador pode tocar a bola acima da rede no espaço do oponente, contanto que ele/ela não interfira antes ou durante o toque de ataque do adversário. É permitido ao jogador ultrapassar as mãos por cima da rede depois do seu toque de ataque, desde que o toque na bola tenha sido feito dentro do seu próprio espaço de jogo.

- INVASÃO POR BAIXO DA REDE

- É permitido invadir o espaço do adversário por

baixo da rede, contanto que não interfira em sua ação

de jogar.

- É permitido tocar a quadra adversária com o(s)

pé(s) ou a(s) mão(s), desde que parte do(s) pé(s) ou da(s) mão(s) permaneça(m) em contato direto com a linha central, ou tenha(m) a projeção sobre a mesma.

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LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICA

EAD

LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICA EAD - CONTATO COM A REDE - O contato com a rede

- CONTATO COM A REDE

- O contato com a rede ou a antena não é uma

falta, exceto quando um jogador(a) toca, durante sua ação de jogo na bola ou interfira na jogada. Algumas ações de jogo na bola podem incluir ações nas quais os jogadores não chegam a tocar realmente na bola.

-

BLOQUEIO DENTRO DO ESPAÇO ADVERSÁRIO

O

jogador no bloqueio pode colocar as mãos e

braços ultrapassando a rede contanto que esta ação

não interfira no jogo do adversário. Portanto, ele só pode tocar a bola depois que o adversário tiver concluído seu golpe de ataque.

-

SAQUE

-

BLOQUEIO E TOQUES DA EQUIPE

O

saque é a ação de colocar a bola em jogo pelo

O

toque do bloqueio não é considerado um toque

jogador de defesa direita posicionado na zona de

saque.

PRIMEIRO SAQUE DO SET

O primeiro saque do primeiro set, como também do

set decisivo (5º), é executado pela equipe determinada

pelo sorteio. Os outros sets começam com o saque da equipe que não tiver iniciado sacando no set anterior.

- ORDEM DE SAQUE

Os jogadores devem seguir a ordem de saque registrada no formulário de ordem de saque.

- ATAQUE TOQUE DE ATAQUE

- Toda ação de enviar a bola para a quadra

adversária, à exceção do saque e do bloqueio, é considerada um toque de ataque.

- Um toque de ataque é completado quando a bola

cruza completamente o plano vertical da rede ou é tocada por um adversário.

- BLOQUEIO

Bloquear é a ação dos jogadores, posicionados perto da rede, de interceptar a bola vinda da quadra adversária, acima do bordo superior da rede. Somente os jogadores do ataque podem realizar um bloqueio efetivo.

- CONTATOS DO BLOQUEIO

Contatos consecutivos (rápidos e contínuos) podem ser realizados por um ou mais bloqueadores, desde que esses contatos ocorram durante uma mesma ação.

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da equipe. Consequentemente, após o toque do bloqueio, a equipe tem direito aos três toques para retornar a bola.

O primeiro toque depois do bloqueio pode ser dado

por qualquer jogador, inclusive por aquele que tocou

a bola durante o bloqueio.

-

BLOQUEIO DO SAQUE

O

bloqueio do saque adversário é proibido.

-

TEMPOS DE DESCANSO E TEMPOS TÉCNICOS

-

Todos os tempos de Descanso tem 30 segundos

de duração. Nas Competições Mundiais e Oficiais da FIVB, do primeiro ao quarto set, dois adicionais Tempos Técnicos de sessenta (60) segundos são aplicados automaticamente quando uma das equipes, primeiro, atinge o 8° e o 16° ponto. -No set decisivo (5º) não há “Tempos Técnicos”; somente dois (2) tempos de descanso, de 30 segundos de duração, podem ser solicitados por cada equipe.

- INTERVALOS E TROCA DE QUADRA INTERVALOS Durante este tempo (3 min) é feita a troca de quadra. O intervalo entre o segundo e o terceiro set pode ser estendido até 10 minutos.

- TROCA DE QUADRA

Após cada set, as equipes trocam de quadra, exceto no set decisivo. No set decisivo, quando uma equipe atinge 8 pontos, as equipes trocam de quadra sem demora e as posições dos jogadores permanecem as mesmas.

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LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICA EAD - O JOGADOR LÍBERO - DESIGNAÇÃO DO LÍBERO - Cada equipe

EAD

- O JOGADOR LÍBERO

- DESIGNAÇÃO DO LÍBERO

- Cada equipe tem o direito, dentro da lista dos

12 jogadores relacionados, de designar um jogador especializado na defesa chamado de LIBERO.

- O Libero não pode ser nem o Capitão da Equipe nem no jogo.

- UNIFORME O Libero deve usar um uniforme

de cor diferente, ( ou jaleco para o seu substituto )

contrastante com os outros jogadores da equipe. O

contrastante com os outros jogadores da equipe. O

uniforme do Libero pode ter um feitio diferente porém