Sei sulla pagina 1di 21

CADERNO DE RESOLUÇÕES

10º Encontro Nacional da Juventude Revolução


- 19, 20 e 21 de abril, Juiz de Fora/MG -
Preço: R$ 2,50

www.juventuderevolucao.org – contato@jr-irj.org
A Juventude Revolução – seção da Internacional Revolucionária da Juventude – JR-IRJ - realizou em
Juiz de Fora (MG), de 19 a 21 de abril, na Escola Municipal Caic Rocha Pombo o 10º Encontro Nacional da
Juventude Revolução – 10º ENJR. O Encontro contou com a presença de 91 delegados, de 11 estados do
Brasil, além de dois companheiros internacionais, da Venezuela e EUA.
Publicamos aqui todas as resoluções do 10º Encontro Nacional da Juventude Revolução
Essa publicação é responsabilidade do Conselho Nacional da Juventude Revolução, eleito no 10º
ENJR composto por:
Gabriel Mendoza - São Carlos/SP Ludmila Rios Maia – Fortaleza/CE
(16) 92047481 (85) 88998923
gabriel.mmendoza@gmail.com ludmilariosmares@gmail.com

Gilberto Neto (Malukinho) - Maceió/AL Clara Cerminaro - São Carlos/SP


(82) 91030575 (16) 92351112
malukinho_h2@yahoo.com.br clara.ubes@gmail.com

Luísa Fernandes Belo Horizonte/MG Maucha Andrade - Juiz de Fora/MG


(31) 91647575 (32) 88048767
luisaufmg@yahoo.com.br maucha_andrade@hotmail.com

Raquel Negrão - São Carlos/SP Renata Orlandi - Maceió/AL


(16) 91088497 - (82) 88391623
raquelnegrao@yahoo.com.br renata_melo2@hotmail.com

Roberto Pocai - Ponta Grossa/PR Joelson Souza - Ilheus/BA


(42) 99344363 - (71) 88243614
robertopocai@hotmail.com joelsonfono@yahoo.com.br

Maíra Gentil - Salvador/BA Marcius Siddartha - Rio de Janeiro/RJ


(71) 88476760 - (21) 92875145 -
mai_gentil@yahoo.com.br marciussiddartha@gmail.com

Alexandre Linares - São Paulo/SP Luã Cupolillo - Juiz de Fora/MG


(11) 72749864 - (32) 88017356
alexandrelinares@gmail.com lolsa3@hotmail.com

Daniel Quaresma - Campinas/SP Rose de Freitas - Cuiabá/MT


(19) 96871823 - (65) 84043397
nicampestre@gmail.com rosineiafreitas@gmail.com
Sumário:

 Manifesto do 10º ENJR.................pág 4


 Apelo aos jovens do Mundo........pág 7
 Regimento.....................................pág 9
 Resoluções dos Grupos..............pág 12
 Anexos:
1. Abaixo Assinado Pela
retirada das tropas brasileiras
do Haiti....................................pág 18
2. Carta dos Jovens Negros......pág 19
3. Moção Mumia Abul Jamal......pág 21

Nós, delegados do 10° ENJR, presentes em Juiz de


Fora-MG, depois de 3 dias de debates intensos
recolhendo experiencias das delegações de 11
estados, todas auto-financiadas. Constatamos
que este encontro foi marcado pela discussão livre,
sem qualquer constrangimento, permitindo pela
democracia chegar as conclusões que chegamos.
Agora chamamos a todos os Núcleos e militantes da
JR-IRJ a colocarem em pratica as resoluções do
10°Encontro Nacional da Juventude Revolução.
Adotada por unanimidade
Manifesto do 10º Encontro Nacional da Juventude Revolução – IRJ

QUEREMOS UM FUTURO PARA A JUVENTUDE!


Organizemo-nos para a revolução!
AOS JOVENS DO BRASIL
Todos nós sabemos bem a situação que a juventude vive em todo o mundo! Sabemos que estamos ameaçados
pela fome que já provoca revoltas abertas em vários países do mundo, e por todas as desastrosas conseqüências
da atual crise econômica mundial. Somos as maiores vítimas de uma política permanente de guerra contra os
povos, de ofensivas que buscam retirar nossos direitos, e o próprio direito a um futuro! Todos nós sabemos que
essa é a realidade deste sistema capitalista!
Não estamos dispostos a aceitá-la! E buscamos abrir uma saída!

Ocupação e crime no Haiti


Não aceitamos a ocupação do Haiti que já dura quatro anos. Tropas brasileiras lideram as forças da ONU para
fazerem o papel de coturno de Bush no solo haitiano.
Nesse momento o povo haitiano se rebela contra a alta dos preços e tomam as ruas para protestar. Em resposta as
forças de ocupação abrem fogo.
Como relata a carta de um militante haitiano dirigida ao presidente Lula que chegou ao nosso encontro:
“Alguma coisa desonesta se passa com os seus soldados no Haiti. A responsabilidade repousa em você,
Presidente da Silva. Você é o seu comandante-em- chefe. O que fazem os seus soldados ao povo inocente do
Haiti é pior do que as forças armadas do Haiti foram acusadas de fazer. (...)Presidente Lula da Silva, o que você
diria a Fredi Romelus por sua perda terrível? Seu filho de um ano, Nelson Romelus. Qual foi seu crime ? Por que
ele foi executado pelos seus soldados? (...) Você e seu governo ficarão silenciosos sobre essas atrocidades?"
É possível não se indignar e se revoltar frente a isso? É possível aceitar que o governo do presidente Lula, eleito
por 58 milhões de brasileiros para tomar medidas de soberania desrespeite assim a soberania do povo haitiano?
A Juventude Revolução não aceita essa ocupação, por isso inicia neste momento uma campanha de abaixo-
assinado, para exigir do governo Lula a imediata Retirada das Tropas Brasileiras do Haiti. Todos os militantes da
JR-IRJ irão se engajar nessa campanha, e convidamos todos aqueles que não querem ver brasileiros sendo
obrigados a assassinar o povo irmão do Haiti e ferir sua soberania a se engajar nesta luta conosco!

Guerras e genocídios
Vemos conflitos e mais conflitos. Só no Iraque, mais de meio milhão de pessoas foram mortas pela criminosa
ocupação militar, destes, mais de 4000 jovens estadunidenses. Pretensas guerras étnicas escondem os interesses
das multinacionais que querem pilhar e rapinar as riquezas naturais dos povos deste continente. Sem contar os
milhares de soldados estadunidenses, entre eles muitos jovens, que são empurrados para a guerra, sem a
perspectiva de um futuro! A perseguição continua contra os negros da Diáspora. Nos EUA a política de genocídio
do povo negro por parte dos governantes é um fato. E usaram a tragédia do Furacão Katrina na região de Nova
Orleans para uma limpeza étnica. Até hoje, mais da metade dos atingidos, em sua maioria negros, ainda não
puderam voltar para suas casas!

Guerra em nosso continente


Há poucas semanas, vimos a guerra chegar ao nosso continente. Tropas do exército colombiano atacaram o
território do Equador, com apoio das forças armadas dos EUA. Bush e o presidente Uribe, sob a desculpa da
guerra ao terrorismo, ameaçam jogar sua máquina de guerra contra a soberania das nações e dos povos de nosso
continente. O que querem é fazer o que já fazem no Iraque, no Afeganistão, na Palestina. É a política das
"fronteiras flexíveis", da "soberania relativas" de Bush, contra a soberania das nações.

Crise imobiliária, crise financeira, crise do capitalismo


A crise em curso na economia estadunidense arrasta a economia mundial para um fosso sem fundo. Segundo o
próprio Fundo Monetário Internacional, o custo dessa crise chegará a quase US$ 1 trilhão. Todo esse montante
consumido para salvar bancos e investidores. O que o Wall Street e Washington querem é que os povos de todo o
mundo paguem essa conta. Por isso exigem mais tratados de livre comércio, mais desregulamentação e
privatizações.

Resistência e luta
Mas os povos resistem. Essa resistência levada em nosso continente demonstra que o movimento dos povos pela
revolução está presente.
Um exemplo disso são as medidas de nacionalização do governo Hugo Chavez que, sob o fundo da mobilização
das massas, acena com medidas concretas de soberania, medidas essas que apoiamos incondicionalmente.
Defendemos integralmente a nação equatoriana contra a absurda agressão das forças militares da Colômbia
assessorado pelo imperialismo estadunidense.
Nós estamos com o povo boliviano e o governo Evo Morales pela unidade do país frente ao plebiscito da falsa
“autonomia” promovido pelas elites para explodir nação.
Estamos com os jovens e trabalhadores argentinos, que lutam por um futuro e pela memória de luta de seu povo, e
sofrem perseguições mesmo depois da ditadura! Isso tem que parar!
Do México recebemos uma saudação da reunião de jovens realizada no II Encontro Continental contra os Tratados
de Livre Comércio, as Privatizações e pela Soberania, e nos colocamos claramente ao lado do governo legítimo de
André Manuel Lopes Obrador em defesa da companhia estatal de petróleo Pemex contra o usurpador Calderon,
agente de Bush.
E não estamos fora desse movimento do continente. No Brasil exigimos do governo Lula a anulação do leilão da
Vale do Rio Doce e a reestatização de tudo que foi privatizado, em resposta aos anseios de todo povo e juventude
que votaram em Lula contra as privatizações e pelo atendimento de suas necessidades!

Um livre debate
Em nosso encontro a palavra foi tomada pelos delegados que mostraram a realidade.
De Pernambuco ouvimos : “Em minha cidade hoje 85% da terra é canavial. Antes íamos ao Ceasa na Capital para
vendermos jaca e mandioca que plantávamos. Hoje temos de ir ao Ceasa para comprar essas coisas para poder
comer. O que reina é a cana para o Etanol”.
Do Rio de Janeiro também escutamos: “Essa crise financeira está queimando bilhões e bilhões, para salvar
bancos, mas não há dinheiro para o serviço público. No Rio de Janeiro a epidemia de dengue que assola milhares
de pessoas é resultado dessa tipo de política.”
Uma delegada paulista relatou a “dura realidade dos jovens trabalhadores do telemarketing, super-explorados”.
Diversos delegados relataram a situação da educação tanto nas escolas, nas universidades publicas ou nas
particulares a situação é caótica. Nas escolas, há repressão policial, os estudantes muitas vezes abandonam os
estudos por falta de passe-livre, os professores são mal-remunerados e a estrutura é precária. Nas universidades
publicas, o governo (e o imperialismo) ataca com o REUNI, que ameaça os diplomas profissionais. Muitos
estudantes não têm como permanecer na universidade por falta de assistência estudantil. As fundações de apoio
são um verdadeiro paraíso de desvio de verbas públicas! Nas particulares os estudantes são impedidos de estudar
por estarem inadimplentes, como se o estudante tivesse culpa de não ter dinheiro para pagar!
A delegada venezuelana foi clara: “viemos aqui com grande esforço e vejo que ninguém está buscando beneficio
próprio”. Ao contrário, o que queremos é uma saída para todos os jovens e é nesse sentido que estamos de
acordo quando ela diz que “só a união faz a força”.

A juventude vai se unir! E o imperialismo vai cair!


Em nosso encontro ainda recebemos saudações da França, dos EUA, do México, do Equador e da Bolívia.
Da França os companheiros da AJR (membro da IRJ) dizem “Na França e na Europa, os jovens revolucionários
observam com esperança este 10° Encontro Nacional da Juventude Revolução que, temos certeza, assinalará um
passo adiante no combate para a construção da IRJ, no combate contra a barbárie e para a revolução, combate
que passa hoje pela ruptura com os Tratados de Livre Comércio, a ruptura com a União Européia e todas as
instituições do imperialismo”.
Da Bolívia, os jovens de Revolución Juvenil saúdam e relatam a situação de crise de sua nação onde as
oligarquias e o imperialismo querem dividir a nação e o povo boliviano e apontam a saída: “A palavra chave é
unidade. Unidade de todos os setores: jovens, operários, camponeses e suas organizações, a Central Obrera
Boliviana (COB), o MAS e todos aqueles que se reivindicam da defesa dos interesses populares e da ‘agenda de
outubro’ para enfrentar juntos a direita e o imperialismo que agora levanta o pretexto das autonomias regionais
para não permitir nenhuma medida de recuperação de nossas riquezas!”

Vamos a luta!
Por isso nós, 91 delegados de 11 estados do Brasil reunidos no 10º Encontro Nacional da Juventude Revolução -
IRJ dizemos:
-- Pelo fim da ocupação militar do Haiti! Retirada imediata das tropas brasileiras do Haiti!
-- Ruptura do acordo do Etanol, de Lula com Bush! Reforma Agraria já!
-- Não as privatizações! Pela defesa dos recursos naturais! A Vale é nossa! Pela anulação do Leilão de sua
privatização! Pela reestatização de tudo que foi privatizado, a começar pelas áreas de petróleo, ferrovias e
estradas!
-- Passe Livre estudantil para todo estudante ter como chegar a sua escola! Organizar e divulgar a batalha
por uma delegação dia 28 de maio exigindo Passe Livre do presidente Lula!
-- Pelo direito ao aborto no sistema de saúde público!
-- Drogas, não obrigado. A juventude quer educação, emprego, esporte, diversão e arte!
--Não a repressão policial! Não a redução da maioridade penal! Queremos a juventude nas escolas e não
nas cadeias!
-- Fim do genocídio da juventude negra! Justiça para Anderson, punição para os responsáveis! Liberdade
para o Mumia Abu-Jamal!
-- Vaga para todos nas universidades públicas! O direito à educação é de todos os jovens!
-- Nenhum estudante fora da universidade! Matricula dos inadimplentes das universidades privadas! Pela
redução das mensalidades! Pelo fim do ensino pago!
-- Não aos cortes de verbas! Mais verbas para educação! Rubrica de 200 milhões para assistência
estudantil já! Contra as fundações de “apoio”!
-- Revogação do Reuni! Queremos nossos diplomas e profissões! Exigir que Lula que revogue esse
decreto!
-- Revogação do PROUNI e transferência dos estudantes atendidos pelo programa para universidades
federais!
-- Não aos Tratados de Livre Comércio, instrumentos do capital contra as nações, os povos e a juventude. É
preciso romper com o Mercosul. Pela fraternidade entre os povos, pela União das Nações Soberanas e
Povos Livres das Américas!

Nós exigimos que o presidente Lula atenda as reivindicações da juventude já. E não fique de braços dados com
Bush e sua política!

Independência para lutar!


Nós, da Juventude Revolução, não temos os recursos e meios materiais das agências do imperialismo, nem
tampouco das ONGs e de todos que perfilam nos Fóruns Sociais. Mas temos plenas condições de ajudar a
juventude a superar seus obstáculos, que emperram a luta pela revolução. Não por razões sobrenaturais ou outras,
mas porque somos independentes de todos aqueles que atacam a juventude.
É essa independência que nos dá força e disposição para lutar pelas reivindicações da juventude.

Adotado por unanimidade


APELO AOS JOVENS DO MUNDO
Nos dias 19, 20 e 21 de abril de 2008 em Juiz de Fora (MG), reuniram-se 91 jovens de 11 Estados do Brasil, no 10º Encontro
Nacional da Juventude Revolução (aderente da Internacional Revolucionaria da Juventude), que contou com a participação
de delegados da Venezuela e dos EUA. O Encontro adotou a proposta da reunião da IRJ na ocasião de se dirigir aos jovens
do mundo e suas organizações.

Acompanhamos nos últimos meses a revolta em mais de 30 países de todo o mundo contra o aumento do preço
dos alimentos, o que desencadeou uma crise de fome.

QUEM É O RESPONSÁVEL POR ESSA SITUAÇÃO?


Escutamos um jovem do Rio de Janeiro (Brasil) relatar a grave situação de seu Estado, onde ocorre um surto de
dengue que poderia ter sido remediado se a saúde pública não estivesse sucateada. Isso é fruto de uma política de
desmantelamento dos serviços públicos, conseqüência do desvio dos recursos para o pagamento da divida
(externa e interna) que continua sangrando a nação para satisfazer a especulação. Foi a especulação que levou à
atual crise econômica mundial. Foi a especulação que disparou os preços dos alimentos.
Recebemos uma saudação de uma reunião de 50 jovens do México e EUA explicando: “Concluímos que os
problemas que enfrentamos são derivados de uma política de guerra, de dominação contra os povos que no nosso
caso é levada através do Tratado de Livre Comércio. Hoje no México nasce um movimento pela defesa de Petróleo
Mexicanos (PEMEX), empresa pública pilar da nação mexicana que contribui com 40% do orçamento nacional. A
resistência que mobilizou aos milhões em 2006 contra a fraude hoje o faz pela defesa da PEMEX”.
Os depoimentos são contundentes: os responsáveis são o Fundo Monetário Internacional (FMI), o Banco Mundial
e os Tratados de Livre Comércio, todas as demais instituições internacionais subordinadas ao imperialismo,
especialmente dos EUA. Isso é o capitalismo, sistema baseado na propriedade privada dos meios de produção,
que hoje leva o mundo ao caos e à barbárie. Como explicou um companheiro no encontro: "Ou nós acabamos com
o capitalismo ou o ele com a agente".
Este sistema leva centenas de milhares de jovens americanos a serem massacrados e massacrarem outros jovens
na guerra do Iraque. Este sistema nega um futuro à juventude, destrói a educação pública e os empregos,
empurrando milhões de jovens às drogas, ao trabalho informal e ao desemprego.
No Haiti, o povo enfrenta uma ocupação militar brutal por parte da ONU, dirigida por tropas brasileiras. No nosso
Encontro discutimos uma Carta Aberta a Lula, presidente do Brasil, de um militante haitiano que relata várias
mortes e pergunta: "E você e seu governo ficarão silenciosos sobre essas atrocidades?” É inaceitável essa
brutalidade!
A recente operação do presidente Uribe, da Colômbia, a serviço do presidente Bush dos EUA, que violou a
soberania nacional do Equador, demonstrou a disposição do imperialismo em jogar a guerra contra os povos do
continente. Uma saudação do Equador ao Encontro explica: “A agressão do exercito colombiano ao território
equatoriano a pretexto de combater grupos insurgentes, é uma mostra clara da pretensão de envolver-nos no
Plano Colômbia, plano desenhado e financiado pelo imperialismo norte-americano para apoderar-se dos recursos
naturais existentes”. Não aceitamos essa provocação! Queremos a paz.

DIANTE DESSA SITUAÇÃO A JUVENTUDE RESISTE E LUTA PELAS SUAS REIVINDICAÇÕES


A delegada da Venezuela ao Encontro registrou a importância da ação das massas nos avanços da revolução na
Venezuela, como a extensão da educação pública, medidas de nacionalização de várias empresas como mais
recentemente a siderúrgica de Sidor. Estamos com a revolução, apoiamos todas as medidas de ruptura com o
imperialismo.
O delegado da Revolution Youth (IRJ), dos EUA, explicou aos presentes: “a política de destruição do governo dos
EUA não ataca somente os povos do mundo, mas também o seu próprio povo. O orçamento da educação pública é
diminuído constantemente em função da ocupação do Iraque. Em Nova Órleans acontece um verdadeiro processo
de limpeza étnica. Por isso a gente organiza o apoio à candidatura independente de Cynthia McKinney para a
presidência contra os partidos gêmeos da guerra e racismo”.
Uma saudação recebida da Alliance de Jeunes pour la Revolution (IRJ-França) diz que "a juventude se levantou
de forma massiva em sucessivas ocasiões nos últimos anos: contra o Contrato Primeiro Emprego (CPE, forma de
terminar com o Contrato de Duração Indeterminada) em 2006... este ano, contra o LRU (lei de privatização das
universidades), e, há mais de um mês, milhares de secundaristas se manifestam com seus professores contra as
11.200 supressões de empregos de professores".
Da Bolívia recebemos uma carta de “Revolución Juvenil” que diz: “A luta da juventude tem seu centro no momento
no combate às oligarquias regionais encabeçadas pela oligarquia de Santa Cruz - departamento mais rico em
recursos naturais que organiza um ilegal referendo autonômico em 4 de maio – que usa a bandeira da autonomia
para esquartejar a Bolívia e liquidar a situação revolucionaria que está aberta, produto das lutas operarias e
populares, onde os jovens têm uma participação muito importante”.
Aqui no Brasil, em setembro do ano passado, ajudamos a realizar, junto com as organizações dos trabalhadores e
dos estudantes, a União Nacional dos Estudantes (UNE), da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas
(UBES), a Central Única dos Trabalhadore (CUT), o PT, o Movimento Sem-Terra e outras entidades, a consulta
popular onde quase 4 milhões de brasileiros exigiram do presidente Lula a Anulação do Leilão de Privatização da
Vale do Rio Doce.
Para enfrentarmos todos aqueles que negam nossos direitos, só podemos contar com nossa organização, com
nossa disposição e com nossa vontade de lutar, para, em aliança com os trabalhadores e os oprimidos,
constituirmos uma força real.
Para ajudar a unir internacionalmente a juventude e suas organizações, nasceu a Internacional Revolucionária da
Juventude.

COMPANHEIRAS E COMPANHEIROS,
Nós não temos todas as respostas, nem somos mais iluminados. Nossa única certeza é que podemos ajudar a
juventude a encontrar uma saída na luta, pois somos independentes de todos os inimigos da juventude. É essa
independência que nos permite buscar os meios para avançarmos pela revolução.
Nós lutamos por um futuro para a juventude, sem guerras, sem exploração e opressão. Não aceitamos que a
juventude tenha seus direitos negados, sua vida arrancada. Sabemos que se depender desse sistema, os jovens
terão o futuro destruído. Como ocorre com os jovens assassinados nas periferias brasileiras, como nosso
companheiro Anderson Luiz, fundador da IRJ e militante sindical, que há 2 anos lutamos pela apuração e punição
dos responsáveis. Ou dos jovens negros de Nova Órleans mortos pela negligencia dos governos democratas e
republicamos nos EUA. Ou mesmo dos jovens palestinos que tem suas vilas cercadas pelo muro e são
massacrados sistematicamente pelas forças de Israel.
Nós recebemos um convite ao 2º Congresso da AJR, aderente francesa da IRJ, que acontecerá em outubro de
2008, e respondemos sim, vamos batalhar para participarmos com um delegado representando este Encontro.
Chamamos os jovens no mundo a que nos façam chegar informações e contribuições para o boletim da IRJ sobre
os desafios e resistência dos jovens nos seus paises. Nomeiem correspondentes para integrar o Comitê de
Redação do boletim da IRJ.

NÃO A GUERRA, RACISMO E EXPLORAÇÃO!


LUTAMOS PELA REVOLUÇÃO!
JUNTOS, CONSTRUÍMOS A INTERNACIONAL REVOLUCIONÁRIA DA
JUVENTUDE (IRJ)!

Dia 21 de Abril de 2008, Juiz de Fora (MG)


10º Encontro Nacional da Juventude Revolução - IRJ

Adotado por unanimidade


REGIMENTO DA JUVENTUDE REVOLUÇÃO – IRJ
Aderente da Internacional Revolucionária da Juventude

Aprovado em Juiz de Fora (MG) no dia 21 de Abril na plenária final do


10º Encontro Nacional da Juventude Revolução

Título I – Dos Objetivos Fundamentais

Artigo 1º A Juventude Revolução – Internacional revolucionária Juventude (JR - IRJ) constituída em 1989 é
uma organização que luta contra a exploração, a guerra e luta pelo fim da propriedade privada dos meios de
produção no Brasil e no mundo.
Parágrafo único. É fundadora e aderente da Internacional Revolucionária da Juventude.

Artigo 2º Constitui-se de uma organização de jovens, com expressão autônoma, independente perante
governos, ONG`s, igrejas, empresas e autônoma perante os Partidos Políticos.
Parágrafo único. A adesão dos jovens é voluntária.

Artigo 3º São objetivos da Juventude Revolução:


I- lutar pela união da juventude na luta por suas reivindicações;
II- lutar contra as guerras e a exploração;
III- lutar contra as drogas e o narcotráfico;
IV- combater pela independência das entidades estudantis;
V- defender a educação publica e lutar pelo acesso a diversão e arte;
VI- lutar contra a destruição do meio ambiente
VII- lutar pelo fim da propriedade privada dos meios de produção.

Título II – Dos militantes

Artigo 4º É considerado militante da Juventude Revolução – IRJ, quem preenche os seguintes requisitos:
I- preencher a ficha de filiação;
II- estar de acordo e defender os objetivos fundamentais da JR-IRJ;
III- auxiliar na batalha pela arrecadação independente.

Artigo 5º Todo militante tem direito a participar como delegado eleito no Encontro Nacional da JR-IRJ, votar e
ser votado, eleger e ser eleito nas instancias da Juventude Revolução-IRJ

Artigo 6º A adesão a JR-IRJ é livre e individual.


Parágrafo único. Para ser militante da Juventude Revolução – IRJ não é condição estar filiado em algum
Partido Político.

Artigo 7º A contribuição financeira à Organização é voluntária.

Título III – Da Ordem Financeira

Artigo 8º As atividades se baseiam na livre contribuição de militantes, simpatizantes e, também, na venda


materiais ou periódicos.

§ 1º Não dependemos e recusamos o financiamento por parte de governos, ONG`s, empresas, igrejas,
fundações e partidos políticos.

Artigo 9º A Juventude Revolução-IRJ considera que a independência financeira é pré-condição para a


independência política.

Título IV – Da Organização Política

Capítulo I – Das instâncias JR - IRJ

Artigo 10 São instâncias da JR – IRJ:


I - Em âmbito nacional:
a) o Encontro Nacional da Juventude Revolução (CNJR);
b) a Plenária Nacional;
c) o Conselho nacional;
d) a Secretaria Nacional.

II – Em âmbito estadual:
a) os Núcleos;
b) as Coordenações

III – Em âmbito municipal:


a) os Núcleos.

Artigo 11 O ENJR é a instância máxima de deliberação da Juventude Revolução – IRJ:


§1º o Encontro Nacional da Juventude Revolução (ENJR) é convocado ordinariamente a cada dois anos pelo
CNJR;
§2º extraordinariamente por 2/3 do CNJR;
§3º pela Plenária Nacional, por maioria simples.

Artigo 12 É função do ENJR:


I- Definir em linhas gerais a orientação política da JR-IRJ nas diferentes intervenções até o próximo Encontro;
II- Eleger o Conselho Nacional da Juventude Revolução (CNJR) em plenária final.

Capítulo II – Da Plenária Nacional

Artigo 13 A Plenária Nacional é a instância máxima entre dois Encontros Nacionais e composta por
delegados dos Núcleos municipais e pelo CNJR.

Artigo 14 É função da Plenária Nacional discutir a aplicação da linha política do último ENJR.

Capítulo III – Do Conselho Nacional da Juventude Revolução

Artigo 15 O CNJR é responsável por aplicar a linha política estabelecida no ENJR que o elegeu.

Artigo 16 É composto por militantes em número definido na plenária final do ENJR.

Artigo17 O CNJR deve se reunir ordinariamente a cada 4 meses.


§1º Poderá reunir-se extraordinariamente perante convocação da Secretaria Nacional.

Artigo 18 É função do CNJR eleger a Secretaria Nacional.

Capítulo III – Da Secretaria Nacional

Artigo 19 A Secretaria Nacional é parte integrante do CNJR.


§1º Tem a função de executar as deliberações do CNJR, organizar semanalmente as atividades da JR-IRJ,
acompanhar seus Núcleos e produzir o periódico.

§2º A Secretaria Nacional é subordinada ao CNJR.


I- A Secretaria Nacional é composta por:
a) Secretário Nacional;
b) Secretário de Finanças;
c) Secretário de Comunicação;
d) Secretário de Formação;
e) Secretário de Movimento Estudantil.

Artigo 20 É função do Secretário Nacional:


I – organizar as reuniões do CNJR;
II – organizar as reuniões da Secretaria Nacional;
III – representar publicamente a organização;
IV- acompanhar as Coordenações estaduais, regionais e municipais.

Artigo 21 É função do Secretário de Finanças:


I – organizar as finanças da JR – IRJ;
II – prestar contas ao CNJR em todas as reuniões ordinárias e extraordinárias, e sempre que solicitado;
III – acompanhar o desenvolvimento das campanhas financeiras da JR – IRJ.

Artigo 22 É função do Secretário de Comunicação:


I – organizar a produção do periódicos da JR – IRJ;
II – organizar o sítio na internete da JR – IRJ.

Artigo 23 É função do Secretário de Formação e Cultura:


I – organizar as atividades de formação nacional já JR – IRJ;
II – acompanhar as atividades de formação e cultura estaduais, regionais e municipais;
III – organizar e produzir os cadernos da JR – IRJ.

Artigo 24 É função do Secretário de Movimento Estudantil:


I- coordenar as atividades nacionais referentes ao movimento estudantil;
II- coordenar as atividades estaduais, regionais e municipais referentes ao movimento estudantil.

Capítulo IV – Dos Núcleos

Artigo 25 Os Núcleos são a expressão local da JR-IRJ e têm a responsabilidade de organizar as atividades
de intervenção em cada local e região.
§1º - Cada núcleo deve ter um coordenador geral e um coordenador de finanças, eleitos pelo próprio Núcleo.

§ 2º - Os Núcleos devem se reunir com a periodicidade mínima mensal.

§ 3º - Os Núcleos de um município,região,estado podem se reunir em uma plenária para eleger


coordenadores municipais,regionais e estaduais conforme necessário.

§ 4º – Os Núcleos são independentes para determinar a respeito da intervenção municipal e suas atividades,
desde que não firam as resoluções do último Encontro.

Título V – Do Regimento

Artigo 26 O presente estatuto só poderá ser alterado no Encontro Nacional da Juventude Revolução.

Adotado por unanimidade


 Construção, Organização e Finanças:
A Juventude Revolução – IRJ é uma organização que mantém sua independência financeira, condição para
sua independência política; para concretizar a independência financeira e política foi deliberado que:
1. Criar um caixa nacional;
2. Manter um periódico impresso, com periodicidade mínima, mensal e um boletim eletrônico semanal;
3. Disponibilizar formulários de filiação, arte das camisas, dos cartazes e boletins, e um texto sobre como
organizar a JR, disponibilizados no site da JR.
4. Produzir uma cartilha sobre arrecadação financeira;
5. Estabelecer uma sede a médio prazo;
6. Promover atividades culturais como forma de diálogo com os jovens.

Adotado por unanimidade

 Passe-Livre e educação básica


Há mais de um ano a Juventude Revolução apóia e impulsiona a carta aberta a Lula pelo Passe-Livre. A
partir do 37º Congresso da UBES, a campanha ganhou fôlego com a proposta da ida de uma delegação a
Brasília para exigir de Lula o Passe-Livre. Hoje mais de 1/4 dos estudantes deixam de ir a escola pela ausência
do Passe-Livre, que a Lei 10.709 de 2003 não garante, pois transfere a responsabilidade para os estados e
municípios. Diante de tal situação a JR-IRJ decide:
1. Apoiar e organizar a delegação de 18 estudantes secundaristas proposta pela UMES de São Carlos para
dirigir-se ao Lula no dia 28 de maio, em Brasília.
2. Mobilizar nas escolas com a carta a Lula pelo Passe-Livre, com a convocatória e materiais informativos
produzidos pela JR-IRJ.
3. Se dirigir a UNES e entidades esstaduaus para que estas também impulsionem a campanha.
4. Construir uma tribuna livre no sítio da JR para discutir abertamente o tema Passe-Livre e as diferentes
lutas. Prazo de 60 dias para encerrar a discussão.
5. A JR-IRJ também deve assumir o compromisso de produzir em 30 dias uma cartilha em defesa da
educação publica”.

Adotado por unanimidade

 Aborto e Saúde:
“Legalização do aborto: o direito sobre o próprio corpo.
Em fevereiro, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) da Igreja Católica lançou sua Campanha
da Fraternidade de 2008. O tema, “Escolha, pois, a vida”, é explicado com a“expressão da preocupação com a
vida humana, ameaçada desde o início pelo aborto até sua consumação com a eutanásia”. Não é de hoje que a
Igreja é uma das principais forças conservadoras que se opõem radicalmente à legalização do aborto, tendo
contribuído por séculos para a perpetuação da criminalização desta prática. Ainda hoje, afirma: “A liberalização
e a banalização das práticas abortivas são crimes abomináveis” (Documento de Aparecida, V Conferência
Geral do Episcopado Latino Americano e do Caribe, 2007, citado pela CNBB por ocasião do lançamento da
Campanha da Fraternidade).
Mas esta afirmação enfrenta oposição entre os próprios católicos. As Católicas pelo Direito de Decidir, p.
ex., afirmam: “entendemos que defender a vida é criar condições para que se realize o direito a uma vida sem
violência, sem desigualdade de nenhuma ordem, sem opressão, sem exploração, sem medo, sem preconceitos
(...)”. Pode-se afirmar a defesa da vida e desrespeitar o princípio fundamental à realização de uma vida digna e
feliz, que é o direito de decisão autônoma sobre o próprio corpo?
A Igreja Católica tem o direito de não aceitar o aborto, pelas suas próprias razões, sejam elas quais forem.
Mas não tem o direito de impor os seus princípios a todos os cidadãos brasileiros. O Estado brasileiro é laico, o
que significa que reconhece a diversidade de credos da população, e deveria se fundamentar na neutralidade
religiosa e moral. Defendemos o direito de cada mulher decidir a partir de suas próprias crenças, princípios,
motivos, de acordo com as suas condições, sem ser obrigada a seguir o que diz qualquer instituição.
A luta pela legalização do aborto está historicamente associada ao combate em torno do das liberdades
democráticas, reivindicação incorporada há mais de um século à tradição do movimento operário. O controle do
corpo, da sexualidade e da reprodução pertence exclusivamente às mulheres. Negar este direito é manter as
mulheres como “pessoas de 2ª categoria”, cuja sexualidade tem como finalidade apenas a reprodução.
O ABORTO CLANDESTINO PÕE EM RISCO A VIDA E O FUTURO REPRODUTIVO DA MULHER
Nenhum método contraceptivo é 100% eficaz. Muitas mulheres engravidam porque não foram informadas,
por exemplo, que antibióticos podem interagir com a pílula anticoncepcional, tornando-a ineficaz.
Principalmente: inúmeras mulheres, grande parte jovens e adolescentes, mesmo quando têm informação sobre
métodos de prevenção, acabam cedendo a uma relação sexual sem proteção por pressão do parceiro. Não há
estatísticas ou dados que possam mensurar uma série de condições (sociais, culturais e psicológicas) que
levam as mulheres a ceder a esta pressão, mesmo quando não desejam um filho. A conseqüência quase
sempre é uma gravidez indesejada. Como resultado, estima-se que 1 milhão de abortos clandestinos, em
condições inseguras, são realizados anualmente no Brasil.
Segundo dados oficiais, cerca de 250 mil mulheres são internadas anualmente por complicações
associadas ao abortamento clandestino, a maioria adolescentes. O aborto é 5ª causa de internação de
mulheres em hospitais públicos, e a 3ª causa de morte materna (IBGE, 2001). A curetagem pós-aborto é o
segundo procedimento obstétrico mais realizado na rede pública. O próprio Ministro da Saúde, José Gomes
Temporão, afirmou que o aborto é uma questão de saúde pública.
Legalizar o aborto não significa incentivar a prática indiscriminada, o aborto não é um método contraceptivo.
O que defendemos é uma legislação que permita à mulher exercer o seu direito de escolha, e que ofereça
condições clínicas e de menores riscos para as mulheres que se vejam na iminência de ter que recorrer a um
aborto. Mais ainda quando percebemos que são as trabalhadoras e a juventude da periferia que mais sofrem
com essa situação, pois a burguesia tem acesso a métodos abortivos seguros.
Em Portugal, o aborto foi legalizado depois de um referendo popular que aprovou a medida. Em 2006, ano
do referendo, 14 mil portuguesas realizaram o aborto clandestino, segundo estimativas. Com a legalização, as
mulheres pobres e trabalhadoras têm acesso a procedimentos seguros, já que a Interrupção Voluntária da
Gravidez (IVG) é gratuita nos hospitais públicos.
A IVG envolve mais do que o abortamento propriamente dito. O médico, na primeira consulta, deve
esclarecer à mulher sobre as possibilidades e sobre as conseqüências físicas e psicológicas do ato. Durante os
três dias para reflexão obrigatórios entre esta consulta e o procedimento, a mulher tem acesso a assistentes
sociais ou psicólogos. Depois do aborto, recebe obrigatoriamente informações e instruções sobre saúde
reprodutiva e planejamento familiar. Um detalhe importante: nas mulheres atendidas, a principal justificativa
pela opção é a situação econômica.
No Brasil, o aborto só é considerado legal quando a gravidez coloca em risco à vida da mãe ou quando é
resultante de estupro. Todas as outras situações são consideradas como crime, que pode resultar em 01 a 10
anos de prisão. Desde 1991, tramita no Congresso Nacional o Projeto de Lei 1135/91 que representa um
avanço ao legalizar o aborto até a 12ª semana (e até a 20ª quando a gravidez significar risco de vida à mulher
ou em caso de má-formação fetal incompatível com a vida), assegurar a obrigatoriedade de realização do
aborto em instituições públicas de saúde e revogar os artigos do Código Penal que criminalizam a interrupção
da gravidez.
Com a eleição de Lula, sob o impulso popular, esse projeto foi retomado, resultando num substitutivo 2005
da deputada federal Jandira Feghali (PCdoB, RJ), o qual mantinha o mesmo conteúdo. Mas neste mesmo ano,
o substitutivo sofreu novas alterações, retirando a posição de legalização do aborto e sobrando apenas o
caráter de atenuação da criminalização do aborto. Atualmente, está parado no Congresso Nacional.
A luta pela legalização do aborto envolve o combate pela sua realização nos serviços públicos de saúde
(incluindo a exigência de serviços de aconselhamento e apoio psico-social) e não está separada da
necessidade de que o Estado ofereça à mulher condições para a prevenção da gravidez e educação familiar e
sexual.
Dada a gravidade da situação, a Juventude Revolução - IRJ reafirma sua posição adotada no 5º ENJR
(1995), de defesa do direito de escolha das mulheres sobre o aborto, decidindo abrir a discussão em torno de
uma campanha nacional com os seguintes eixos:
a) Luta pela legalização do aborto;
b) Garantia de sua realização nos serviços públicos de saúde, o que passa pela luta por sua recuperação e
adequação como, por exemplo, organizando serviços de aconselhamento e apoio psico-social;
c) Exigência de serviço público para educação no planejamento familiar e sexual, e de medidas de prevenção
da gravidez”
Diante do exposto o 10º ENJR reafirma o posicionamento da JR-IRJ do 5º ENJR e delibera:
1. Realizar uma campanha ofensiva pela legalização do aborto e liberdade de escolha da mulher com um dia
nacional de Luta, que inclua a necessidade da educação sexual.
Entendemos que há a necessidade da educação sexual e orientação para planejamento familiar, colocando
inclusive o papel do homem. E essa educação não deve ser apenas sobre métodos contraceptivos, mas
também sobre prevenção de DST's.
2. O CNJR deve abrir a discussão sobre o SUS.
3. Abordar a questão da opressão da mulher inserida no contexto histórico.
4. Nenhum centavo público para hospitais privados.
5. Produção de uma brochura sobre Aborto e Saúde.
6. Pesquisar a Lei sobre o Aborto em tramitação no Congresso Nacional para se posicionar a respeito.

Adotado por unanimidade

 Drogas e Juventude Trabalhadora


1. Construção de uma Cartilha com a temática “Drogas”, a partir do texto “Uma discussão necessária: a quem
e para que serve as drogas?”

2. Promover debates nos núcleos da JR, com filmes (com base na cartilha) falando sobre drogas nas escolas,
universidades e comunidades, incluindo a influência das drogas nas crianças;

3. Adotar a palavra de ordem: DROGAS, NÃO OBRIGADO! A Juventude quer educação, emprego, esportes,
diversão e arte!

4. Impulsionar a Campanha da JR por lazer e cultura (lutar pelos centros culturais, centros de convivência);

5. Produzir um texto acerca da desregulamentação do trabalho, tomando como exemplos os telemarketing's e


estágios, sob responsabilidade de: Mhel (SP), Mateus (SP) e Caio (BA).

 Arte e Cultura

1. Lutar por investimentos públicos para que haja produção artística.

2. Realizar Festivais locais com a temática “PELA RETIRADA DAS TROPAS BRASILEIRAS DO HAITI” -
Integrando a questões locais.

3. Construir no mês de agosto o “Agosto Revolução”: Discussão e atividades em todos núcleos da JR,
focando a questão cultural e artística;

4. Construir com caráter permanente o cine-debate, propondo a temática nacional do site da JR;

5. Criar uma seção cultural no site da JR, inserindo material artístico;

6. Realizar por ocasião da Bienal da UNE em Salvador um Seminário Nacional de Formação política da JR-
IRJ

7. Realizar durante a Bienal da UNE em 2009 uma atividade comemorativa de 20 anos de existência da
Juventude Revolução.

8. Produzir de Cartilha sobre Arte e Cultura abordando a Lei Rouanet;

9. Utilizar a arte e cultura como instrumento de aproximação e conscientização da juventude, como forma de
construção da JR (realização de cine-debates, apresentações culturais etc).

Aprovado com 1 (uma) abstenção.

 REUNI, Assistência Estudantil e Lei das Mensalidades.

1. Impulsionar uma campanha de moções das entidades estudantis, dirigida à UNE, para que coloque em
pratica a campanha dos 200 Milhões em verba específica para assistência estudantil, como definido em
resolução do 50º CONUNE.

2. Participar dos seminários da UNE, regionais e nacionais, sobre a Assistência estudantil, para garantir que a
resolução dos 200 milhões seja cumprida.

3. Os militantes da JR devem se dirigir às suas entidades gerais (DCE`S, EXECUTIVAS) e assim propor que
no CONEG seja deliberado que a UNE encampe a exigência de auditorias públicas nas ditas Fundações de
apoio das universidades públicas.

4. Produzir uma cartilha para as Universidades Particulares abordando os empecilhos para os estudantes se
organizarem com CA's e DCE's.

5. Impulsionar a Campanha contra a Lei de Mensalidades do FHC, produzindo material e instruindo os


núcleos a abordarem os estudantes no dias de renovação de matricula, quando muitos são impedido de se
matricularem com base na já citada lei.

b) “REUNI”

O 10° ENJR discutiu a questão do REUNI e concluiu que o combate a este projeto continua na ordem do
dia para o movimento estudantil.

O REUNI é um decreto de reestruturação das universidades federais que se apresenta como uma
verdadeira chantagem aos estudantes na medida em que prevê uma ampliação de verbas e vagas com a
condição de destruir os diplomas universitários, seja com bacharelado interdisciplinares, como na UFBA, ou
com a criação de novos cursos sem regulamentação profissional, como acontece na UFSCar.

Fizemos o combate em diversas universidades. No último período, os estudantes estiveram mobilizados em


atos de rua, assembléias gerais e ocupações de reitoria na luta contra o Reuni, e em todas as universidades
fomos, de forma truculenta, atropelados pelos Conselhos Universitários QUE APROVARAM DE FORMA ANTI-
DEMOCRÁTICA o decreto.

Isso nos leva a concluir que só nos resta uma saída: unificar o ME nacionalmente para exigir de LULA a
revogação do REUNI. Para isso a JR se dirige ao ME na seguinte questão: não seria necessário formularmos
um documento que agrupe os estudantes, CA's, DA’s, DCE's, UEE's e a UNE para construir nacionalmente
uma proposta de ação para exigir do governo Lula que revogue o decreto?

1. Cada militante da JR deve se dirigir às suas entidades representativas e em conjunto promover uma
campanha de esclarecimento dos estudantes sobre o impacto do REUNI agora aprovado e sendo colocado
em prática rapidamente

2. Cada militante da JR deve se dirigir à suas entidades representativas chamando que se dirijam a Lula
exigindo a retirada do REUNI.

c)“Carta da JR sobre as Fundações de Apoio

Acompanhamos no último período a ocupação da reitoria da UnB. Os estudantes exigiam a saída do reitor
Timothy Mulholland que por meio de uma fundação de apoio desviou verbas de pesquisa para uma reforma
superfaturada de seu apartamento funcional.

Essa não é uma situação isolada!

Na UFMG, os estudantes têm as suas matriculas atreladas ao pagamento de uma taxa, que chega a 200
reais, para uma fundação de apoio. Na UPE, os estudantes pagam mensalidades; na USP temos fundações,
como a da FACULDADE DE ECONOMIA E ADMINISTRAÇÃO, que propõem aos cursos de pós-graduação
pagos, que usem a estrutura como materiais, o nome, e professores da universidade.

As fundações de apoio nas universidades estaduais e federais intensificam o processo de sucateamento do


ensino público. Possibilitam o desvio de verbas públicas e reiteram a autonomia política e pedagógica nas
universidades. É mais uma política para desresponsabilizar o Estado com o aspecto educativo.

Não é suficiente a regulamentação das fundações de apoio. Não podemos aceitar uma destruição das
universidades estaduais e federais de forma alguma!
Nós, estudantes, temos um papel central para colocar em nossas entidades representativas ( DA’s, CA's,
DCE's, EXECUTIVAS, UEE's e UNE) na linha de frente de luta pela erradicação das fundações de apoio, que
são um passo para a destruição da universidade pública e gratuita”.

d) “Universidades privadas: os estudantes têm o direito de ter seus estudos garantidos!

Num país, em que o direito à educação superior pública é negado, a maioria dos jovens que querem ter um
futuro digno, são empurrados para as instituições privadas. Mais de 85% dos estudantes brasileiros – que como
os demais, deveriam ter o acesso à universidade, garantida pelo Estado - são obrigados a pagar altas
mensalidades para ter acesso a um diploma.

Quase todos estes alunos enfrentam uma verdadeira batalha cotidiana para conseguir pagar seus estudos.
Esta batalha termina muitas vezes com o estudante fora da sala de aula, já que pela legislação atual os
inadimplentes podem ter sua re-matrícula negada. Para se ter idéia da gravidade do problema, no primeiro
semestre de 2007, 30,3% dos estudantes da região metropolitana de São Paulo eram inadimplentes,
segundo dados das próprias instituições particulares. Ou seja, um em cada três estudantes corria o risco de ser
impedido de terminar os seus estudos.

É no mínimo um absurdo que estes alunos, além de terem que pagar o que por direito deveria ser provido
pelo Estado, não tenham nenhum tipo de proteção frente aos abusos praticados pelos donos das particulares.

Não é possível suportar uma lei (9870/99, a chamada lei de mensalidades de FHC), que permite aos donos
de pagas negar a re-matrícula aos inadimplentes, e em alguns casos aplicar penalidades educacionais com a
retenção de documentos. Essa lei diz claramente que o estudante que não consegue pagar a mensalidade não
tem direito de continuar seus estudos. Por essa razão a Juventude Revolução – IRJ sempre levantou a
bandeira da “Revogação da lei 9870! Nenhuma punição ou impedimento para os inadimplentes!” em cada
instância do movimento estudantil.

A União Nacional dos Estudantes (UNE) fez um Projeto de Lei 6489/06, apresentado no congresso pelo
deputado Renildo Calheiros (PCdoB/AL), que pretende modificar a lei de mensalidades de FHC. Esse projeto
contém avanços, como a garantia de matrícula, mas traz uma perigosa lista de outros itens, como aqueles que
instituem o “controle dos aumentos”.

A direção majoritária de nossa entidade defende o PL 6489/06 contra o aumento abusivo das
mensalidades. Em alguns casos, os estudantes teriam um amparo legal para impedir o reajuste. Qualquer
iniciativa que represente um mínimo avanço no sentido de oferecer instrumentos para os estudantes se
protegerem é positiva.

Mas, em troca disso, podemos aceitar algum tipo de aumento “justificado”?

É possível aceitar comissões permanentes entre as entidades e as reitorias para o estabelecimento dos
aumentos?

Por isso acreditamos ser necessário soar o alerta aos estudantes sobre uma armadilha contida no PL
6489/06.

O Projeto de lei da UNE institui a criação de comissões para negociar as condições do aumento. À primeira
vista, uma comissão paritária entre alunos, professores, funcionários e a instituição particular podem parecer
positivas. Mas na prática, esta comissão serviria para fazer os estudantes, suas entidades e seu movimento
para discutir “melhores condições”, ou seja, assumir um papel de transformar o aumento em algo aceitável,
quando sabemos que aceitável é a última coisa que pode ser! Quando sabemos que não aceitar qualquer
aumento, qualquer que seja, é decisivo para muitos estudantes continuarem matriculados!

As entidades estudantis não devem “colaborar” com as reitorias na definição dos índices de aumentos. Ao
contrário, devem partir da exigência de redução ou congelamento das mensalidades. É evidente que no
decorrer as mobilizações, as assembléias gerais podem, na livre discussão optar por negociar índices, mas não
é papel das entidades colaborar com as reitorias, mas sim defender intransigentemente os interesses dos
estudantes.

Por isso não nos interessa que a planilha da reitoria que mostre “necessidade” de reajuste. Interessa a
planilha dos estudantes que não podem pagar mais caro! Somos contra qualquer aumento!
A posição deve ser clara: educação é direito. Deve ser pública e gratuita. E o movimento estudantil não
pode abrir mão de sua posição sobre isso. A posição definida pelo congresso de reconstrução da UNE que
definiu como posição do movimento estudantil a exigência do FIM DO ENSINO PAGO.

A Juventude Revolução - IRJ reafirma seu compromisso de estar ao lado dos estudantes em qualquer
batalha que defenda as condições necessárias para que continuem estudando. Em cada universidade onde
haja ameaça de reajuste, estamos ao lado dos estudantes para tentar barrá-lo.

Temos consciência que os estudantes não podem contar com condições plenas de estudo enquanto
estiverem em universidades particulares. Nesta situação, sempre estarão ameaçados, seja por aumentos, corte
de gastos educacionais, tudo “devidamente justificado” com a planilha da instituição.

É por isso que afirmamos que ao lado das lutas contra os aumentos e pelos direitos dos alunos
inadimplentes, deve-se lutar por vagas nas públicas - até que nenhum estudante precise se matricular numa
universidade paga.

1. Exigir do governo Lula: “Garanta vagas para todos nas universidades públicas e gratuitas”.

Adotado por unanimidade

Anexo 1:
PELA RETIRADA DAS TROPAS BRASILEIRAS DO HAITI!
Nós, jovens brasileiros, não podemos aceitar que as tropas brasileiras liderem a ocupação militar da ONU, que ataca a
soberania do povo do Haiti e massacra suas vidas.
Por isso, chamamos todos os jovens e estudantes a assinar e a ajudar a coletar assinaturas a carta do militante haitiano
Davi Josué ao presidente expondo a realidade da ocupação e reafirmando a exigência de retirada das tropas brasileiras
do Haiti já!

CARTA DE DAVI JOSUE AO PRESIDENTE LULA


PRESIDENTE LULA DA SILVA,
Alguma coisa desonesta se passa com os seus soldados no Haiti. Os soldados brasileiros fazem "raides" terríveis
contra os habitantes de comunidades pobres e sem defesa no Haiti, deixando em sua esteira um rastro de
sangue, lágrimas e mortes. A responsabilidade repousa em você, Presidente da Silva. Você é o seu comandante-
em- chefe.
O que fazem os seus soldados ao povo inocente do Haiti é pior do que as forças armadas do Haiti foram
acusadas de fazer.
Ninguém tentará diminuir a extrema importância de viver num estado de direito. Ninguém contestará a
necessidade de obter um mandato de prisão apropriado antes que a corte apropriada peça a prisão do acusado e
o envie à justiça. Mas um mandato de prisão coletivo que declara uma comunidade inteira criminosa é, em si,
criminoso.
Presidente Lula da Silva, o que você diria a Fredi Romelus por sua perda terrível? Seu filho de um ano, Nelson
Romelus. Qual foi seu crime ? Por que ele foi executado pelos seus soldados? Seu irmão de quatro anos,
Stanley, que morreu por causa de um ferimento na cabeça causado por uma poderosa arma de fogo? Sua mãe,
Sonia Romelus, morta quando ainda abraçava seu bebe, Nelson, qual é o seu crime?
Lelene Mertina, 24 anos, estava grávida de seis meses quando uma bala atravessou seu ventre, matando
instantaneamente o feto. Do que era culpada para merecer isso?
Presidente da Silva, segundo o relatório da ONU depois de um combate, os seus soldados passaram 7 horas
atirando sobre uma população desarmada. Eles gastaram 22.000 cargas de munição, sabendo que visavam
alvos sem motivo. Não é possível que seja isso o melhor que o povo brasileiro tem a oferecer. Como isso pode
ocorrer enquanto é você o presidente do Brasil?
O Dr. Martin Luther King Jr. nos lembrou que chega um momento em que o silêncio é uma traição. E você e seu
governo ficarão silenciosos sobre essas atrocidades?
5 de abril de 2008,
2º Encontro Continental, Cidade do México

Davi Josué
Militante haitiano, membro da Coalizão « Power to the People » (Poder para o Povo)
pela eleição de Cynthia McKinney Presidente dos EUA

EU SUBSCREVO A CARTA DE DAVI JOSUÉ E EXIJO DO PRESIDENTE LULA


A RETIRADA DAS TROPAS BRASILEIRAS DO HAITI!

ESCOLA /
NOME RG CONTATO (E-MAIL e/ou TEL.)
UNIVERSIDADE

Adotado por unanimidade


Anexo 2:
O povo negro no mundo todo se
organiza e resiste para sobreviver
Na atualidade podemos perceber cada vez de forma mais nítida que a situação do capitalismo, na sua fase
de decomposição imperialista, ataca e destrói a juventude e a classe trabalhadora de maneira gritante,
atingindo mais duramente ainda o povo negro.
Nesse processo, a juventude, e em particular a juventude negra, seja nas periferias e favelas de norte a sul
do Brasil, nos países africanos como nos bairros negros de Nova Órleans (EUA) ou nas favelas do Haiti, é
quem mais sofre na pele as atrocidades do imperialismo.
Os negros que sofrem com a Diáspora desde a época da escravidão. Começou com um verdadeiro seqüestro
da força de trabalho do continente africano, o que continuou depois com o saque das matérias-primas e
recursos naturais, para terminar agora com a pilhagem no continente africano e o extermínio dos negros em
todas as partes do mundo. Podemos perceber na situação atual dos negros na Diáspora, seja dispersos nos
EUA, no Caribe ou na América do Sul, onde têm a sua mão de obra descartada por um sistema decadente
que destrói as forças produtivas, e só tende a piorar.
Nos EUA, com a realização do Tribunal Internacional Katrina - que condenou a política deliberada de
genocídio da população negra dos partidos Democratas e Republicanos - o povo negro avançou no combate
ao racismo/imperialismo. Avançou com a candidatura independente de Cynthia McKinney pela coalizão
"Poder para o Povo", como impulsionadora da construção do Partido da Reconstrução do povo negro.
A carta do Davi Josué, militante haitiano exilado nos EUA, exigindo de Lula que as tropas brasileiras parem
de massacrar o seu povo, nos alerta: não podemos aceitar que o Brasil comande essa absurda ocupação
militar da ONU (Minustah) a mando do Imperialismo de Bush.
É inaceitável que o governo Lula, que diz respeitar a autodeterminação dos povos, mantenha as tropas
brasileiras esmagando o povo negro haitiano. São quase meio bilhão de reais gastos para oprimir um povo
irmão, que poderiam ser usados para a educação da juventude brasileira.
Enquanto isso a situação do Haiti só se deteriora, como podemos ver nas manifestações de rua contra o
aumento dos preços dos alimentos, reprimidas pelas forças da Minustah – lutamos pela Retirada das Tropas
Brasileiras do Haiti!
Combater o Genocídio da Juventude Negra no Brasil
No Brasil a política de exclusão e massacre da Juventude Negra se perpetua cotidianamente. É inaceitável que o
Governo Lula, eleito pela juventude negra e pelos trabalhadores, deixe os jovens negros abandonados e
ameaçados cotidianamente pela violência.
A violência que sofremos é cada vez mais trágica, como exemplo em Salvador-BA, cidade com 77% da população
negra onde diariamente vemos nos jornais casos de jovens negros que têm as suas vidas brutalmente retirada. Os
diversos casos de jovens negros assassinados pela polícia no início de 2008 se amontoam, e a impunidade
persiste.
É o caso de nosso camarada Anderson Luis, jovem negro fundador da Internacional Revolucionária da Juventude
(IRJ), que até hoje, dois anos após seu assassinato, não teve os assassinos/culpados encontrados pela polícia do
Estado do Rio – por isso, exigimos a federalização da apuração do caso pelo governo Lula.
Por tudo isso, em defesa da juventude negra, aumenta a necessidade da mais ampla frente única para garantir as
nossas reivindicações. Essa é a forma de combater a política de limpeza étnica da nossa juventude!
Vagas para todos nas universidades públicas, cotistas e não-cotistas!
A defesa do acesso de todos os jovens no ensino superior é a única saída para a imensa maioria dos jovens
negros terem acesso ao ensino superior. Com os recursos públicos desviados para as universidades privadas,
através do Prouni, por exemplo, se poderia dobrar as vagas nas universidades públicas (mais de 500 mil).
A ampliação das universidades públicas e a transferência de todos os estudantes do Prouni para o sistema público
de ensino é a alternativa que temos para que verdadeiramente exista uma democratização no ensino superior
público.
É necessário explicar que as políticas de cotas (“ações afirmativas”) não resolvem os problemas dos jovens negros.
Pois a maioria dos jovens, principalmente os negros e índios, continuariam fora das universidades com esse
sistema.
Porque ao invés de facilitar o acesso para todos os estudantes, só se cria uma válvula de escape e, sobretudo, se
tende a dividir os estudantes. Quando defendemos as cotas como solução, na verdade, renunciamos à luta por
vagas para todos negros, índios e pobres nas universidades.
Claro, não se criam vagas para todos da noite para o dia. Porém é preciso que o governo Lula sinalize uma
verdadeira expansão de vagas, na perspectiva da universalização do ensino (garantia de acesso para todos) com
direito ao acesso à universidade pública por todo jovem que terminar o ensino médio.
Recursos para tanto existem, desde que não sejam carreados para pagamento da dívida aos banqueiros, ou para
subvenções aos donos de escolas privadas. Com isso defendemos também os nossos diplomas (revogação
imediata do REUNI), pois todo jovem negro tem o direito a uma profissão.
Mas a alternativa às cotas não pode ser a defesa do absurdo sistema de seleção, e discriminação, que marginaliza
a maioria. Não aceitamos que milhões de jovens sejam excluídos do direito à universidade pela sua cor, nem por
suas dificuldades para ultrapassar a nefasta barreira, cada vez mais alta do vestibular. Não queremos escolher
entre uns ou outros. Defendemos todos os jovens na universidade.
Convidamos todos os jovens e estudantes negros (cotistas e não-cotistas) para a unidade na luta em defesa de
vagas para todos nas universidades públicas.
Lutar ombro a ombro com a Juventude Negra, defender os nossos direitos
Apenas a organização da juventude – e da juventude negra - nos dará condições para resistir e defender os nossos
direitos.
Por isso, em cada entidade estudantil, cada Grêmio, DA e CA, DCE e UEE, e a UNE, devem organizar grupos,
coordenações e outros espaços para debaterem e intervirem na questão negra.
Não podemos mais aceitar a diferença nos salários e trabalhos entre os negros e brancos, assim como temos que
garantir a implementação da história do negro nos currículos escolares.
Por fim, exigimos do Governo Lula a reparação histórica das terras do povo negro quilombola.
Saudações,
Juiz de Fora, 21 de Abril de 2008
1ª Reunião de jovens negros da Juventude Revolução – IRJ
Contatos: www.juventuderevolucao.org

Resolução da Reunião de Jovens Negros


Anexo 3:

Ao governo Estadunidense,

Semanas atrás, recebemos a notícia sobre a mais recente decisão do Tribunal Federal de Apelações dos EUA
que negou à Mumia Abu Jahmal a realização de um novo julgamento, como exige uma ampla campanha
internacional, para que Mumia tenha a chance de provar sua inocência. Soubemos que foi anulada a sentença
de pena de morte, mas será realizada uma nova audiência para definir entre a pena e a prisão perpétua.
A Juventude Revolução, sessão brasileira da Internacional Revolucionária da Juventude, há anos faz parte
dessa campanha que luta pela liberdade de Mumia. Por isso, reunidos em nosso 10º Encontro Nacional, nos
dirigimos ao governo americano exigindo que conceda o novo julgamento, frente às inúmeras irregularidades
em sua condenação.
Jornalista e militante negro, Abu Jahmal criticava duramente a Polícia da Filadélfia. Acusado injustamente pelo
assassinato de um policial branco, está claro para qualquer um ver que ele foi condenado por causa de suas
posições políticas.
Não aceitamos que um militante seja perseguido por suas posições. Exigimos um novo julgamento, pela
liberdade de Mumia Abu Jahmal!

Juventude Revolução – seção brasileira da Internacional Revolucionária da Juventude.

Adotado por unanimidade