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Língua Portuguesa para AFT Teoria e questões comentadas Prof. Fabiano Sales - Aula 02 AULA 02www.estrategiaconcursos.com.br 1 de 60 ATENÇÃO! ESSE MATERIAL PERTENCE AO SITE: WWW.MATERIALPARACONCURSOS.COM " id="pdf-obj-0-2" src="pdf-obj-0-2.jpg">

Língua Portuguesa para AFT Teoria e questões comentadas Prof. Fabiano Sales - Aula 02

AULA 02

Olá, estimados aaallluuunnnooosss e futuros Auditores-Fiscais do Trabalho Hoje, na

aula 02 , do curso de teoria e de questões comentadas, apresentarei um tema muito recorrente nas provas da ESAF: VERBOS.

Para

refletir:

"Se

você

quer

ser

bem-sucedido,

precisa ter dedicação total, buscar seu último limite

e dar o melhor de si mesmo."

Venham comigo!

(Ayrton Senna)

Prof.Fabiano Sales

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Língua Portuguesa para AFT Teoria e questões comentadas Prof. Fabiano Sales - Aula 02 ESTRUTURA VERBALwww.estrategiaconcursos.com.br 2 de 60 ATENÇÃO! ESSE MATERIAL PERTENCE AO SITE: WWW.MATERIALPARACONCURSOS.COM " id="pdf-obj-1-2" src="pdf-obj-1-2.jpg">

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ESTRUTURA VERBAL

Inicialmente, apresento a vocês a estrutura que compõe os verbos, uma vez que será por meio dela que identificaremos a conjugação e o sentido no texto.

Em regra, o verbo é formado por três elementos: radical, vogal temática e

desinências.

>

RADICAL

Por radical devemos entender o elemento que apresenta o significado da palavra. Em se tratando de formas verbais, o radical é obtido a partir de sua forma infinitiva (o "nome” do verbo), suprimindo as terminações -AR, -ER ou -IR:

Cantar ^

Cant- (radical)

Vender ^

Vend- (radical)

Partir ^

Part- (radical)

>

VOGAL TEMÁTICA

É o elemento que prepara o radical para o recebimento das desinências. É por meio da vogal temática que se identifica a conjugação a que o verbo pertence.

Cantar ^

-a- (1ã conjugação)

Vender ^

-e- (2ã conjugação)

Partir ^

-i- (3ã conjugação)

E a que conjugação pertence o verbo pôr ? Meus amigos, esse

verbo (e os

derivados compor, decompor, supor etc.) pertence à 2ã conjugação, uma vez que apresenta -e- como vogal temática, devido à sua origem da forma latina ponere. Notem que, em algumas pessoas verbais, a vogal temática -e- aparece ao longo da conjugação.

Exemplo:

Presente do indicativo

Eu ponho / Tu pões / Ele põe / Nós pomos / Vós pondes / Eles põem

>

TEMA

tema.

Por meio

da união entre

radical

e vogal temática temos

o que

se

chama

Fala (tema) ^ fal- (radical) + -a (vogal temática)

Vende (tema) ^

vend- (radical) + -e (vogal temática)

Parti (tema) ^ part- (radical) + -i (vogal temática)

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Aqui chamo a atenção de vocês para as desinências, pois é a partir delas que perceberemos as flexões verbais. As desinências subdividem-se em:

modo-temporais - indicam o modo (indicativo, subjuntivo e imperativo) e o tempo verbal (presente, passado e futuro); e

>

> número-pessoais - indicam o número (singular e plural) e a pessoa do

discurso (, e ).

Exemplos:

C a nt

a

v a

y r

r

yr

y

radical

vogal

DMT

DNP

temática

CANT- : radical - apresenta o significado da palavra. -A- : vogal temática - indica que o verbo pertence à 1- conjugação. -VA- : desinência modo-temporal - indica que o verbo está flexionado no pretérito

imperfeito do indicativo.

-S : desinência número-pessoal - indica que o verbo está flexionado na 2- pessoa

do singular.

<

CD

—>

  • Cl CD

n o s

 

e

1

 

y '

r

yr

yr

radical

vogal

DMT

DNP

temática

VEND- : radical - apresenta o significado da palavra.

-E- : vogal temática - indica que o verbo pertence à 2- conjugação.

-RE- : desinência modo-temporal - indica que o verbo está flexionado no futuro do

presente do indicativo.

-MOS

: desinência número-pessoal -

pessoa do plural.

indica que

o verbo

está flexionado

na

1-

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Pcart

i

r a

1

s

yr

radical

yr

vogal

yr

DMT

temática

yr

DNP

PART- : radical - apresenta o significado da palavra.

-I- : vogal temática - indica que o verbo pertence à 3- conjugação.

-RA- : desinência modo-temporal - indica que o verbo está flexionado no pretérito

mais-que-perfeito do indicativo.

-S : desinência número-pessoal - indica que o verbo está flexionado na 2- pessoa

do singular.

A

seguir,

apresentarei

a

vocês

o

paradigma

-tem porais e núm ero-pessoais.

das

desinências

modo-

DESINÊNCIAS MODO-TEMPORAIS

Modo

Indicativo

Subjuntivo

Tempo

Presente

Pretérito

perfeito

Pretérito

imperfeito

Conjugação

0 (zero)

0 (zero)

-va (-ve)

Pretérito

mais-que-

-perfeito

Futuro do

presente

-ra (-re)

átono

-ra (-re)

tônico

Futuro do

pretérito

Presente

Pretérito

imperfeito

Futuro

-ria (-ríe)

-e

-sse

-r

Exemplo

falo

falei

falava,

faláveis

falara,

faláreis

falará,

falareis

falaria,

falarieis

fale, faleis

falasse,

falasses

falar,

falares

2ã e 3ã Conjugações

0 (zero)

0 (zero)

-ia (-íe)

-ra (-re)

átono

-ra (-re)

tônico

-ria (-ríe)

-a

-sse

-r

Exemplo

vendo, parto

vendi, parti

vendia,

vendíeis;

partia,

partíeis

vendera,

vendêreis;

partira,

partíreis

venderá,

vendereis;

partirá,

partireis

venderia,

venderieis;

partiria,

partirieis

venda,

parta

vendesse,

partisse

vender,

partir

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Modo Tempo
Modo
Tempo

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DESINÊNCIAS MODO-TEMPORAIS

  • 1- Exemplo

Conjugação

2- e 3- Conjugações

Exemplo

 

Afirmativo

-e

Imperativo

 

Negativo

-e

Infinitivo

Pessoal

-r

fale,

falemos

não fale,

não

falemos

falar,

falares

-a

-a

-r

vendam,

partam

não vendam,

não partam

vendermos,

partirmos

DESINÊNCIAS NÚMERO-PESSOAIS

>

1- pessoa do singular

-o (no Presente do indicativo): falo, vendo, parto. -i (no Pretérito perfeito e no Futuro do presente do indicativo): falei, vendi, parti; falarei.

  • 0 (nos demais tempos e modos): falava, falaria, falara, falasse ._____________________

>

2- pessoa do singular

-s (em todos os tempos, exceto no Imperativo afirmativo): falas, vendes, partes; falarás. -ste (no Pretérito perfeito do indicativo): falaste, vendeste, partiste.

  • 0 (no Imperativo afirmativo):

fala (tu), vende (tu), parte (tu) .__________________________

>

3- pessoa do singular

-u (Pretérito perfeito do indicativo): falou, vendeu, partiu.

  • 0 (nos demais tempos e modos): falava, falaria, falara, falasse.

>

1- pessoa do plural

-mos: falamos, vendemos, partimos .___________________

>

2- pessoa do plural

-stes (no Pretérito perfeito do indicativo): falastes, vendestes, partistes. -des (no Futuro do subjuntivo e no Infinitivo pessoal): falardes, venderdes, partirdes. -i (no Imperativo afirmativo): falai (vós), vendei (vós), parti (vós). -is (nos demais tempos e modos): falais, vendeis, partis. -des(no Presente do indicativo dos verbos irregulares ter, vir, pôr, ver, rir, ir): vindes, ides.

>

3- pessoa do plural

-ram (Pretérito perfeito do indicativo): cantaram, venderam, partiram. -o (no Futuro do presente do indicativo): cantarão, venderão, partirão. -em (no Futuro do subjuntivo e no Infinitivo pessoal): cantarem, venderem, partirem. -m (nos demais tempos e modos): cantam, vendem, partem; cantavam, vendiam, partiam.

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MODOS E TEMPOS VERBAIS

Modo verbal apresenta a relação existente entre o falante e o fato expresso pela ação verbal. Os modos verbais são indicativo, subjuntivo e imperativo.

Modo indicativo - transmite a ideia de fatos certos, reais.

Exemplo: Nós estudamos para o concurso.

Modo

hipotéticos.

subjuntivo

-

transmite

a

ideia

de

fatos

duvidosos,

possíveis,

Exemplo: É provável que estudemos para o concurso.

Modo imperativo - transmite a ideia de ordem, pedido, desejo.

Exemplo: Estudem para o concurso.

_______________________EMPREGO

DOS TEMPOS VERBAIS _______________________

>

INDICATIVO

O presente é empregado para:

-

denotar um fato atual,

ou seja, que acontece

no momento em

que

se fala.

É

denominado presente atual.

 

Exemplo: Enquanto falo, você estuda.

-

denotar verdades permanentes. É denominado presente universal.

Exemplos: O homem é mortal.

 

-

denotar uma ação habitual, frequente. É denominado presente frequentativo.

 

Exemplo: Estudamos muito.

 

-

proporcionar vivacidade a fatos ocorridos

no passado.

Denomina-se presente

histórico.

Exemplo:

1994: Romário dribla a pobreza, o preconceito e as regras e se torna o rei da

Copa.

-

denotar uma ação futura, contudo próxima.

Exemplo: Amanhã vou ao jogo do Vasco.

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Língua Portuguesa para AFT Teoria e questões comentadas Prof. Fabiano Sales - Aula 02 O pretéritowww.estrategiaconcursos.com.br 7 de 60 ATENÇÃO! ESSE MATERIAL PERTENCE AO SITE: WWW.MATERIALPARACONCURSOS.COM " id="pdf-obj-6-2" src="pdf-obj-6-2.jpg">

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O pretérito perfeito apresenta a ação totalmente concluída.

Exemplo: Estudei para passar nesta prova.

O pretérito imperfeito é empregado para:

- indicar

uma ação

que,

no passado,

imperfeito frequentativo.

ocorria com

habitualidade.

É denominado

Exemplo: Acordava, tomava banho e ia estudar.

- indicar uma ação passada, porém não totalmente concluída em relação à outra.

Exemplo: Quando o professor entrou, o aluno fazia a prova.

- substituir o presente, com o matiz semântico de cortesia, atenuando um pedido.

Exemplo: Eu queria saber se você estudou para a prova.

O pretérito mais-que-perfeito indica uma ação passada anterior à outra, também passada.

Exemplo: A sessão de cinema já começara quando entramos.

Dica estratégica!

O pretérito

mais-que-perfeito

pode

substituir o futuro

do

pretérito

do

indicativo ou o pretérito imperfeito do subjuntivo.

Exemplos: Quem me dera ficar em primeiro lugar!

Não fora o fiscal de sala, teríamos passado

na prova. (Não fosse o fiscal de sala

...

)

O futuro do presente indica uma ação que ainda será realizada.

Exemplo: Neste concurso, seremos aprovados .___________________________________

Dica estratégica!

O futuro do presente do indicativo pode indicar uma verdade universal, surgindo com valor semântico de imperativo.

Exemplo: Não matarás!

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O futuro do pretérito é empregado para: Língua Portuguesa para AFT Teoria e questões comentadas Prof.www.estrategiaconcursos.com.br 8 de 60 ATENÇÃO! ESSE MATERIAL PERTENCE AO SITE: WWW.MATERIALPARACONCURSOS.COM " id="pdf-obj-7-2" src="pdf-obj-7-2.jpg">

O futuro do pretérito é empregado para:

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  • - indicar um futuro dependente de alguma condição, ou seja, pode denotar situações tomadas como hipotéticas.

Exemplo: Se tivesse estudado, passaria no concurso.

Atenção!

Segundo as lições de Evanildo Bechara, em Moderna Gramática Portuguesa, o pretérito imperfeito do indicativo "aparece em lugar do futuro do pretérito para denotar um fato certo como consequência de outro que não ocorreu.

Exemplo: Eu, se tivesse crédito na praça, pedia outro empréstimo.”

Entretanto, no padrão culto escrito, emprega-se a forma pediria, conjugada no futuro do pretérito do indicativo.

Exemplo: Eu, se tivesse crédito na praça, pediria outro empréstimo.”

Na música "Me deixa em paz”, de Airton Amorim e Monsueto, o verso

"Se você não me queria, não

devia me procurar "

,

o pretérito imperfeito foi empregado incorretamente. Esse tempo verbal deve ser utilizado para denotar uma ação ocorrida no passado. Não se trata do caso em análise. Como há uma condição, demonstrada pelo excerto "Se você não me queria”, o correto é empregar a forma deveria, no futuro do pretérito do indicativo.

Na linguagem oral, é muito comum o emprego do pretérito imperfeito do indicativo sem a indicação do passado.

Exemplo: O evento "Rio + 20” está complicando o trânsito estava lá.

hoje. Se eu viesse a pé, eu já

No exemplo acima, foi indicada uma condição - Se eu viesse a pé. Logo, deveria ser empregada a forma verbal estaria, conjugada no futuro do pretérito do indicativo.

Continuando ...

  • - indicar um fato (futuro) posterior em relação a outro passado.

Exemplo: Elas disseram que estudariam para o concurso.

  • - expressar polidez.

Exemplo: Você poderia abrir a janela?

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> SUBJUNTIVO
>
SUBJUNTIVO

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O presente é empregado indica um fato duvidoso ou provável. Para facilitar a conjugação, insiram o advérbio talvez.

Exemplo: (Talvez) Tenha sucesso no concurso.

O

pretérito

imperfeito

indica

uma

concessão,

por

meio

de

um

fato

hipotético. Para facilitar a conjugação, insiram a conjunção se.

Exemplos: Se você estudasse mais, ficaria em primeiro lugar no concurso. "Era provável que a ocasião aparecesse.” (Machado de Assis)

O futuro indica uma ação eventual. conjunção quando.

Para facilitar a conjugação, insiram a

Exemplo: Quando eu passar no concurso, ficarei tranquilo.

>

IMPERATIVO

O modo imperativo exprime ordem, pedido, desejo. O imperativo subdivide­ -se em:

  • - afirmativo.

Exemplo: Estudem!

  • - negativo.

Exemplo: Não estudem a poucos instantes da prova!

O modo imperativo subjuntivo.

é formado a partir dos presentes do indicativo

e do

 

Presente do

Imperativo

 

Presente do

Imperativo

indicativo

afirmativo

subjuntivo

negativo

1-----------------------

+

Eu falo

-

Eu fale

-

T u

falas

Fala tu

Tu

fales

Não fales tu

Ele fala

Fale você

Ele fale

Não fale você

Nós

falamos

Falemos nós

Nós

falemos .

Não

falemos nós

Vós falais

Falai vós

Vós faleis

Não faleis vós

Eles falam

Falem vocês

Eles falem

Não falem vocês

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> Afirmativo
>
Afirmativo

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FORMAÇAO DO IMPERATIVO

O imperativo afirmativo não apresenta a 1â pessoa do singular.

Por sua vez,

a 2â pessoa do singular

(tu)

e

a

2â pessoa

do

plural

(vós) do

imperativo afirmativo são formadas a partir do presente do indicativo, suprimindo-se

a desinência número-pessoal “-s”:

Tu falas (presente do indicativo) :: fala tu (imperativo afirmativo) Vós falais (presente do indicativo) :: falai vós (imperativo afirmativo)

As demais pessoas do imperativo afirmativo são oriundas do presente do subjuntivo:

Que ele fale (presente do subjuntivo) :: fale você (imperativo afirmativo) Que nós falemos (presente do subjuntivo) :: falemos nós (imperativo afirmativo) Que eles falem (presente do subjuntivo) :: falem vocês (imperativo afirmativo)

>

Negativo

Assim como o afirmativo, o imperativo negativo não apresenta a 1â pessoa do singular. As demais pessoas são integralmente formadas a partir do presente do subjuntivo, com o acréscimo do advérbio “não”:

Que tu fales (presente do subjuntivo) :: Não fales tu (imperativo negativo) Que ele fale (presente do subjuntivo) :: Não fale você (imperativo negativo) Que nós falemos (presente do subjuntivo) :: Não falemos nós (imperativo negativo) Que vós faleis (presente do subjuntivo) :: Não faleis vós (imperativo negativo) Que eles falem (presente do subjuntivo) :: Não falem vocês (imperativo negativo)

FORMAS NOMINAIS

Além dos modos indicativo, subjuntivo e imperativo,

nominais.

há, ainda,

as formas

Neste

momento,

alguém

sempre

me

pergunta:

“Fabiano,

por

que

a

nomenclatura formas nominais se são verbos”? Respondo a vocês que essa nomenclatura surgiu devido ao comportamento dessas estruturas como nomes (substantivo, adjetivo e advérbio).

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As formas nominais são: Língua Portuguesa para AFT Teoria e questões comentadas Prof. Fabiano Sales -www.estrategiaconcursos.com.br 11 de 60 ATENÇÃO! ESSE MATERIAL PERTENCE AO SITE: WWW.MATERIALPARACONCURSOS.COM " id="pdf-obj-10-2" src="pdf-obj-10-2.jpg">

As formas nominais são:

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Infinitivo -

é a forma como se designam

os verbos, ou seja,

verbo. Termina em "-r” (falar, vender, partir).

é o próprio "nome” do

E quando o infinitivo se comporta como nome? Nos seguintes exemplos:

Recordar é viver. (= A recordação é vida.)

Sorrir é alegria. (= Sorriso é alegria.)

Gerúndio - indica um processo prolongado ou incompleto. Termina em "-ndo”. Aparece em locuções verbais e em orações reduzidas.

Exemplo: Estamos estudando. (locução verbal ^ equivale a "Estudamos”.) Estudando, passaremos no concurso. (oração subordinada adverbial condicional reduzida de gerúndio ^ equivale a "Se estudarmos, passaremos no concurso”.)

Dica estratégica!

O gerúndio:

  • - equivale a um advérbio.

Exemplo: O homem caminhava cantando. (o modo como caminhava)

  • - pode ter valor adjetivo.

Exemplo: Crianças sorrindo. (= Crianças sorridentes.)

Particípio -

termina em "-do”. Pode ser empregado em tempos compostos, na

voz passiva, em orações reduzidas e sob a forma de adjetivos.

Exemplos:

Ele tem passado em muitos concursos. (pretérito perfeito composto do subjuntivo) Até a prova, terei estudado muito. (futuro do presente composto do indicativo) O aluno foi aprovado pela banca examinadora. (locução verbal de voz passiva) Aprovado o aluno, tomou posse no cargo. (oração subordinada adverbial temporal reduzida de particípio) Este aluno está aprovado. (adjetivo)

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Dica estratégica! Língua Portuguesa para AFT Teoria e questões comentadas Prof. Fabiano Sales - Aula 02(www.bcb.gov.br) I. O emprego do modo indicativo em “corresponde” (linha 5) deve ser substituído pelo subjuntivo “corresponda” para que o texto respeite a norma culta. Prof.Fabiano Sales www.estrategiaconcursos.com.br 12 de 60 ATENÇÃO! ESSE MATERIAL PERTENCE AO SITE: WWW.MATERIALPARACONCURSOS.COM " id="pdf-obj-11-2" src="pdf-obj-11-2.jpg">

Dica estratégica!

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O particípio pode referir-se a fatos presentes, passados ou futuros.

Exemplos:

Terminada a prova, vamos para casa. (presente) Terminada a prova, fomos para casa. (passado) Terminada a prova, iremos para casa. (futuro)

Uma curiosidade:

no gerúndio

e

no

particípio,

o verbo

"vir” apresenta

a

mesma forma: “vindo”. Para fazer a diferenciação, substituam o verbo "vir” pelo verbo “ir”: se, como resultado, aparecer “-ido”, a forma verbal estará no particípio; por outro lado, se aparecer “-indo”, o verbo estará no gerúndio.

Exemplos:

Assim que o professor chegou, a diretora já tinha vindo.

No exemplo acima, notem que cabe apenas a substituição da forma “vindo” por “ido”: Assim que o professor chegou, a diretora já tinha ido. Logo, “vindo” está

no particípio.

 
 

A diretora já está vindo.

 

Em

“A

diretora já

está

vindo ”,

a

forma

verbal

em

destaque

pode

ser

substituída

apenas

por

“indo”: A

diretora já

está

indo. Logo,

“vindo”

está

no

gerúndio.

Dica estratégica! Língua Portuguesa para AFT Teoria e questões comentadas Prof. Fabiano Sales - Aula 02(www.bcb.gov.br) I. O emprego do modo indicativo em “corresponde” (linha 5) deve ser substituído pelo subjuntivo “corresponda” para que o texto respeite a norma culta. Prof.Fabiano Sales www.estrategiaconcursos.com.br 12 de 60 ATENÇÃO! ESSE MATERIAL PERTENCE AO SITE: WWW.MATERIALPARACONCURSOS.COM " id="pdf-obj-11-142" src="pdf-obj-11-142.jpg">

HORA DE

praticar!

  • 1. (ESAF-2002/BACEN-Adaptada) Analise a opção a seguir a respeito das formas

verbais no texto.

Uma crise bancária pode ser comparada a um vendaval. Suas consequências são imprevisíveis sobre a economia das famílias e das empresas. Os agentes econômicos relacionam-se em suas operações de compra, venda e troca de mercadorias e serviços, de modo que, a cada fato econômico, seja ele de simples circulação, de transformação ou de consumo, corresponde, ao menos, uma operação de natureza monetária realizada junto a um intermediário financeiro, em regra um banco comercial, que recebe um depósito, paga um cheque, desconta um título ou antecipa a realização de um crédito futuro. A estabilidade do sistema que intermedeia as operações monetárias, portanto, é fundamental para a própria segurança e estabilidade das relações entre os agentes econômicos.

I. O emprego do modo indicativo em “corresponde” (linha 5) deve ser substituído pelo subjuntivo “corresponda” para que o texto respeite a norma culta.

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Língua Portuguesa para AFT Teoria e questões comentadas Prof. Fabiano Sales - Aula 02 Comentário: Inicialmente,www.estrategiaconcursos.com.br 13 de 60 ATENÇÃO! ESSE MATERIAL PERTENCE AO SITE: WWW.MATERIALPARACONCURSOS.COM " id="pdf-obj-12-2" src="pdf-obj-12-2.jpg">

Língua Portuguesa para AFT Teoria e questões comentadas Prof. Fabiano Sales - Aula 02

Comentário: Inicialmente, percebemos que, no texto, há uma relação entre o autor do texto e o que é enunciado. Ao longo da superfície textual, notamos que foram empregadas diversas formas verbais flexionadas no presente do indicativo (modo que indica um fato, uma certeza), quais sejam, "são” (linha 1), "relacionam-se” (linha 2), entre outros, caracterizando um texto enunciativo. No contexto, é possível notar que o verbo "corresponder” está conjugado no presente do indicativo. Portanto, está em conformidade com a norma culta. Ademais, não seria correta a substituição pela forma verbal "corresponda”, pois esta, por estar flexionada no presente do subjuntivo, transmite a ideia de hipótese, possibilidade.

Gabarito: Errado.

  • 2. (ESAF-2001/BACEN-Adaptada) Analise o item a respeito do emprego das formas

verbais no texto.

Uma profunda transformação tecnológica será promovida nos bancos brasileiros neste primeiro semestre para que eles se adaptem às normas determinadas pelo Banco Central (BC), que prevêem a reestruturação do Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB). O novo modelo entra em vigor no dia 1o de outubro, quando já deve estar em funcionamento a transferência de grandes valores com liquidação bruta em tempo real e o monitoramento on line da conta reservas bancárias mantida no BC, que se livrará da obrigação de cobrir os saldos negativos deixados pelos bancos nas operações do dia-a-dia. Se, de um lado, as cerca de 170 instituições financeiras movimentam-se para modernizar seu aparato tecnológico, de outro as indústrias de software travam uma batalha para conquistar uma fatia dos investimentos que serão feitos.

(Gazeta Mercantil, 20/2/2001, com adaptações)

I. O emprego do tempo presente em “entra em vigor” (linha 4) desrespeita as regras da conjugação verbal e da coerência textual porque o texto pede que aí se empregue o futuro entrará.

Comentário: O presente do indicativo pode ser empregado para denotar uma ação futura, tornando-a atual, no momento em que se fala. Trata-se apenas de um recurso utilizado pelo autor, sem desrespeitar as regras de conjugação verbal ou causar incoerência textual.

Gabarito: Errado.

  • 3. (ESAF-2005/MPOG-Adaptada) Analise a opção a seguir em relação às estruturas do

texto.

É natural

que cada

grupo

procure

fazer valer

os

seus

interesses.

O problema do

desmatamento é que ele é a expressão de uma visão predatória e de curto prazo que vai de

encontro à lei e ao interesse geral da nação. É fundamental, portanto, encontrar fórmulas sustentáveis que aliem desenvolvimento e preservação dos recursos naturais do país.

(EDITORIAL, Folha de S. Paulo,21/6/2005)

I. O emprego do subjuntivo em “ procure” (linha 1) justifica-se por expressar uma possibilidade de ação.

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Língua Portuguesa para AFT Teoria e questões comentadas Prof. Fabiano Sales - Aula 02 Comentário: Conforme(http://pt.wikipdia.org (acessado em 14 de dezembro de 2005, com adaptações)) I. O desenvolvimento das ideias do texto permitiria mudar o tempo verbal de “surgira” (linha 7) para surgiu, alterando as relações temporais do texto, mas preservando sua coerência. Prof.Fabiano Sales WWW.estrategiaconcursoS.COm.br 14 de 60 ATENÇÃO! ESSE MATERIAL PERTENCE AO SITE: WWW.MATERIALPARACONCURSOS.COM " id="pdf-obj-13-2" src="pdf-obj-13-2.jpg">

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Comentário: Conforme estudamos nas lições, o subjuntivo é situado no plano da hipótese, possibilidade, incerteza. No texto, a forma verbal "procure” está flexionada no presente do

subjuntivo - que eu procure, que tu procures, que ele procure

...

- , transmitindo uma

possibilidade de "fazer valer os direitos”, segundo mencionou o examinador da banca. Portanto, o emprego do subjuntivo está correto.

Gabarito: Certo.

4. (ESAF-2008/CGU-Adaptada) Em relação às ideias e estruturas do texto, analise a assertiva a seguir.

No embalo da dinâmica mundial, talvez se justifique rever a ironia que tem

revestido a

referência ao Brasil como o "país do futuro”. Com presença internacional crescente, um quadro geral propício na economia, iniciativas relevantes, dinamismo real em vários setores e sendo objeto de apostas favoráveis para um futuro visível por parte de analistas presumidamente competentes e distantes da briga política doméstica e da correspondente atribuição de culpas e méritos, dir-se-ia que a promessa do país começa a cumprir-se. Com todos os muitos problemas e as reservas que a ideia envolve ...

(Fábio Wanderley Reis, Valor Econômico, 14/01/2008.)

I. Estaria gramaticalmente correta a substituição de “justifique” (linha 1) por justifica.

Comentário: Novamente, temos uma questão que versa sobre o emprego dos tempos e modos verbais. No contexto, a forma verbal "justifique” está conjugada no presente do subjuntivo. Conforme já estudamos, esse modo (subjuntivo) transmite a ideia de hipótese, possibilidade, dúvida, incerteza. Percebam que essa noção é ratificada pelo vocábulo "talvez” (linha 1). Por sua vez, a forma "justifica” está flexionada no presente do indicativo, denotando certeza, realidade. Logo, estaria gramaticalmente incorreta a substituição daquela (justifique) por esta (justifica).

Gabarito: Errado.

5. (ESAF-2006/CGU-Adaptada) Analise a proposição a seguir em relação ao texto abaixo.

O final do século XX assistiu a um processo sem precedentes de mudanças na história do pensamento e da técnica. Ao lado da aceleração avassaladora nas tecnologias da comunicação, de artes, de materiais e de genética, ocorreram mudanças paradigmáticas no modo de se pensar a sociedade e suas instituições. De modo geral, as críticas apontam para as raízes da maioria dos atuais conceitos sobre o homem e seus aspectos, constituídos no momento histórico iniciado no século XV e consolidado no século XVIII. A modernidade que surgira nesse período é agora criticada em seus pilares fundamentais,

como a crença na verdade, alcançável

pela razão, e na linearidade histórica rumo ao

progresso. Para substituir esses dogmas, são propostos novos valores, menos fechados e

categorizantes.

(http://pt.wikipdia.org (acessado em 14 de dezembro de 2005, com adaptações))

I. O desenvolvimento das ideias do texto permitiria mudar o tempo verbal de “surgira” (linha 7) para surgiu, alterando as relações temporais do texto, mas preservando sua coerência.

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Comentário: A forma verbal "surgira” está flexionada no pretérito mais-que-perfeito do indicativo. Esse tempo verbal é empregado para denotar uma ação passada, anterior à outra, também passada. A substituição pela forma "surgiu”, a qual está flexionada no pretérito perfeito do indicativo, alteraria as relações temporais do texto, pois, conforme estudamos nas lições, esse tempo verbal denota uma ação completamente concluída, encerrada. Entretanto, não causaria incoerência, pois ambos os tempos remetem a fatos passados, pretéritos:

"A modernidade que surgira nesse período

...

"A modernidade que surgiu nesse período

...

Gabarito: Certo.

  • 6. (ESAF-2009/Ministério da Fazenda-Adaptada) Em relação ao texto analise a opção a

seguir.

A OAB nacional está pedindo ao Supremo Tribunal Federal uma súmula vinculante que discipline o uso do segredo de Justiça, prerrogativa que tem sido utilizada por juízes nem sempre em defesa do interesse público, mas, em alguns casos, na proteção a suspeitos de só pode ser decretado em dois casos excepcionais previstos: um, quando há risco de exposição pública de questões privadas do investigado ou réu, como relacionamentos amorosos e doenças; e, outro, quando o processo contém documentos sigilosos, como extratos bancários ou escutas telefônicas. Mas, na prática, tem sido diferente: por motivos nem sempre claros, especialmente em processos que envolvem autoridades, alguns juízes privam a sociedade de saber a verdade. Os atos públicos, em especial os que envolvem procedimentos judiciais, têm como regra básica a transparência, a publicidade sem restrições e o acesso dos cidadãos. O contrário - ou seja, o sigilo - é sempre a exceção.

(Zero Hora, 27/2/2009)

I. O emprego do subjuntivo em “discipline” (linha 2) justifica-se por se tratar de uma informação categórica, de uma afirmação indiscutível.

Comentário: No contexto, a forma verbal "discipline” está flexionada no presente do subjuntivo. O emprego desse modo no texto justifica-se por se tratar de um fato hipotético, provável, ou seja, uma possibilidade. Logo, a afirmação do examinador está incorreta.

Gabarito: Errado.

  • 7. (ESAF-2003/Receita Federal-Adaptada) Acerca das estruturas linguísticas do texto,

analise a afirmativa abaixo.

Um dos motivos principais pelos quais a temática das identidades é tão freqüentemente focalizada tanto na mídia assim como na universidade são as mudanças culturais, sociais, econômicas, políticas e tecnológicas que estão atravessando o mundo e que são experienciadas, em maior ou menor escala, em comunidades locais específicas. Como indica Fridman (2000, p. 11), "se a modernidade alterou a face do mundo com suas conquistas materiais, tecnológicas, científicas e culturais, algo de abrangência semelhante ocorreu nas últimas décadas, fazendo surgir novos estilos, costumes de vida e formas de organização social”. Há nas práticas sociais cotidianas que vivemos um questionamento constante de modos de viver a vida social que têm afetado a compreensão da classe

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social, do gênero, da sexualidade, da idade, da raça, da nacionalidade etc., em resumo, de quem somos na vida social contemporânea. É inegável que a possibilidade de vermos a multiplicidade da vida humana em um mundo globalizado, que as telas do computador e de

outros meios de comunicação possibilitam,

tem colaborado em tal questionamento

ao vermos de perto como vivemos em um mundo multicultural e que essa

multiculturalidade, para qual muitas vezes torcíamos/torcemos os narizes, está em nossa própria vida local, atravessando os limites nacionais: os grupos gays, feministas, de rastafaris, de hip-hop, de trabalhadores rurais sem-terra etc.

I. A dupla possibilidade verbal que o texto oferece, “torcíamos/torcemos” envolve variação no tempo e modo verbais, mas preserva a pessoa gramatical.

Comentário: Para resolver esta questão é necessário fazer a distinção entre as formas "torcíamos” e "torcemos”.

"torcíamos” - está flexionado na 1§ pessoa do plural (desinência número-pessoal "-mos”) do pretérito imperfeito do indicativo. Percebemos o tempo verbal por meio da desinência modo- -temporal "-ia”, característica de verbos de 2a e 3a conjugações:

torc- radical ia - desinência modo-temporal de pretérito imperfeito do indicativo mos - desinência número-pessoal (1§ pessoa do plural)

"torcemos” - está flexionado na 1§ pessoa do plural (desinência número-pessoal "-mos”) do presente do indicativo.

torc- radical e - vogal temática torce - tema mos - desinência número-pessoal (1§ pessoa do plural)

Portanto, a pessoa gramatical "nós” (ia pessoa do plural) foi mantida. Entretanto, houve variação verbal tão somente no tempo, mas não no modo verbal (indicativo).

Gabarito: Errado.

8.

(ESAF-2008/CGU) Abaixo estão recomendações para evitar o estresse. Assinale a

opção na qual os verbos estão conjuh ados, corretamente,

na terceira

pessoa do

singular.

  • a) Saboreie a vida, dai mais valor a suas experiências.

  • b) Aprende a dizer não. Peça ajuda sempre que necessário.

  • c) Para e medite. Põe uma uva passa na boca. Note textura, cheiro e sabor.

  • d) Fique atenta à respiração. Inspira e expira lentamente.

  • e) Invista em prazeres: ouça música, leia, dê-se o direito de não fazer nada.

(Cristina Nabuco, “Para desacelerar” Cláudia, junho 2007, p. 227.)

Comentário: Em regra, a questão versa sobre a flexão do verbo no imperativo. Vamos analisar cada assertiva.

  • A) Errada. A forma verbal "saboreie” está conjugada na 3a pessoa do singular do presente

do subjuntivo. Por sua vez, "dai”, proveniente do verbo "dar”, está conjugada na 2a pessoa do plural (vós) do imperativo afirmativo.

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  • B) Errada. A forma verbal "aprende” está conjugada na 2a pessoa do singular do presente

do indicativo. Já a estrutura "peça” está na 3a pessoa do singular do imperativo afirmativo.

  • C) Errada. No contexto, "para” é proveniente do verbo "parar” e está conjugada na 2a

pessoa do singular do imperativo afirmativo. Por sua vez, a forma verbal "medite” está

flexionada na 3§ pessoa do singular do mesmo tempo e modo que o verbo "parar”. Por fim,

"põe” denota flexão na 2a pessoa do singular.

  • D) Errada. A forma "fique” está flexionada na 3a pessoa do singular do imperativo

afirmativo. Entretanto, isso não ocorre com as estruturas verbais "inspira” e "expira”, pois

ambas conjugadas na

2§ pessoa do singular.

  • E) Esta é a resposta da questão. No período, todas as formas verbais - "invista”, "ouça”,

"leia” e "dê” - estão conjugadas na 3§ pessoa do singular do imperativo afirmativo.

Percebam que todas são formadas a partir do presente do subjuntivo:

Que ele invista (presente do subjuntivo) :: Invista você (imperativo afirmativo) - 3- pessoa

Que ele ouça (presente do subjuntivo) :: Ouça você (imperativo afirmativo) - 3- pessoa

Que ele leia (presente do subjuntivo) :: Leia você (imperativo afirmativo) - 3- pessoa

Que ele dê (presente do subjuntivo) :: Dê você (imperativo afirmativo) - 3- pessoa

Gabarito: E.

9. (ESAF-2006/SUSEP-Adaptada) Analise as opções a respeito do emprego dos

verbos no texto.

O homem mais humilde, desprovido de ambição do acúmulo de riqueza, vivendo numa

sociedade razoavelmente organizada, já não mais consegue cumprir apenas a sua

atividade laborativa. As leis e diretrizes sociais obrigam-no a compromissos que o

excedente da sua atividade laborativa não atenderá.

A sua alimentação, que ele mesmo produz por meio de uma agricultura primitiva, talvez não

consiga atingir um valor no mercado, de tal forma que o excedente, sendo vendido, não

será suficiente para que ele pague as taxas e impostos da "sua propriedade”. Até mesmo a

água que ele bebe, seja de um poço ou de um sistema de captação e distribuição, sofre um

controle tecnológico. Ele pode até ser obrigado a se mudar do lugar que escolhera para

viver, se os controladores do meio ambiente concluírem que o ar por ele respirado tem uma

concentração muito alta de dióxido de carbono. No seu isolamento, sequer uma atitude

estóica, de convívio com a dor lhe é permitida. A dor, reflexo de uma enfermidade de causa

desconhecida, implicará uma investigação p rofunda, para que se afaste o perigo de eclosão

de uma epidemia.

(Adaptado de José Liberato Ferreira Caboclo, Ética e tecnologia)

I. O emprego do modo subjuntivo em “consiga” confere ao texto uma ideia de

hipótese ou probabilidade; sua substituição pelo indicativo, consegue, preserva a

correção gramatical, mas tira do texto tal ideia.

Comentário: No texto, foi empregada a forma verbal "consegue”, a qual está conjugada no

presente do indicativo. Esse modo verbal transmite ideia de certeza, realidade. Ao fazer a

substituição pela forma "consiga”, flexionada no presente do subjuntivo, transmitir-se-á ideia

de hipótese, possibilidade, dúvida. Além disso, acarretará erro gramatical. Vejam como o

período fica incorreto:

"O homem mais humilde (

...

)

já não mais consiga cumprir ...

Gabarito: Errado.

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II. A forma nominal de gerúndio em “vivendo” corresponde, numa forma flexionada, a

vivia.

Comentário: Como o verbo da oração "conseguir”, situado na oração principal, está

conjugado no presente do indicativo, será necessário que o verbo da oração reduzida de

gerúndio "vivendo numa sociedade razoavelmente organizada” também seja flexionado no

mesmo tempo e modo verbal. Sendo assim, a forma "vivia”, conjugada no pretérito

imperfeito do indicativo, não equivale ao gerúndio "vivendo”.

Gabarito: Errado.

TEMPOS COMPOSTOS

As formas verbais compostas são formadas por meio da seguinte estrutura:

Ter ou Haver

(verbo auxiliar)

+

Particípio

(verbo principal)

Na Língua Portuguesa, os tempos compostos são:

>

MODO INDICATIVO

a) Pretérito perfeito ^

(presente do indicativo + particípio)

- traduz

um fato

cujo

início se deu no passado, mas que se repete até o momento presente.

Exemplos: Cidadezinha que não tem cabido no mapa. (= Cidadezinha que não coube

no mapa.)

O papel da polícia tem sido

o de impor o medo.

b) Pretérito mais-que-perfeito ^ (pretérito imperfeito do indicativo + particípio) -

traduz um evento passado anterior a outro, também passado.

Exemplos: Apesar do vultoso investimento feito pelo governo, eu nunca tinha visto

uma seca tão severa no Nordeste.

"A essa altura eu já tinha pegado a segunda de uma figueira

...

Quando cheguei, ele já tinha saído.

Atenção!

O pretérito mais-que-perfeito composto é o único que apresenta o mesmo

valor semântico de sua forma simples. Portanto, ambas as estruturas se equivalem.

Exemplos: Apesar do vultoso investimento feito pelo governo, eu nunca vira uma seca

tão severa no Nordeste.

"A essa altura eu já pegara a segunda de uma figueira

Quando cheguei, ele já saíra.

...

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  • c) Futuro do presente ^

(futuro do presente do indicativo + particípio) - traduz um fato

futuro em relação ao momento do texto, porém anterior a outro evento.

Exemplo: Quando você chegar, eu já terei concluído o relatório.

  • d) Futuro do pretérito ^

(futuro do pretérito do indicativo + particípio) - traduz um fato

que poderia ter ocorrido posteriormente a determinado fato passado.

Exemplo: Se dependesse de mim, teria vetado o repasse das verbas.

>

MODO SUBJUNTIVO

  • a) Pretérito perfeito ^

(presente do subjuntivo + particípio) - traduz um fato totalmente

terminado num momento passado.

Exemplo: Basta que ele tenha existido.

Nunca ouvi dizer que uma dessas trocas tenham obtido resultados aproveitáveis.

  • b) Pretérito mais-que-perfeito

^

(imperfeito do subjuntivo

+ particípio)

- traduz

um

evento passado anterior a outro, também passado.

Exemplos: Esperávamos que ela já tivesse chegado.

Desejaria que ela já tivesse chegado.

  • c) Futuro ^

(futuro do subjuntivo + particípio) - traduz um fato posterior ao momento

atual, mas já terminado antes de outro fato futuro.

Exemplo: Comemoraremos quando tiveres passado.

>

FORMAS NOMINAIS COMPOSTAS

  • a) Infinitivo (infinitivo + particípio).

Exemplo: Ter feito os exercícios foi o diferencial.

  • b) Gerúndio (gerúndio + particípio).

Exemplo: Tendo estudado as disciplinas, passei no concurso.

  • 10. (ESAF-2006/SUSEP-Adaptada) Analise a opção a respeito do emprego dos verbos

no texto.

O homem mais humilde, desprovido de ambição do acúmulo de riqueza, vivendo numa

sociedade razoavelmente organizada, já não mais consegue cumprir apenas a sua

atividade laborativa. As leis e diretrizes sociais obrigam-no a compromissos que o

excedente da sua atividade laborativa não atenderá.

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A sua alimentação, que ele mesmo produz por meio de uma agricultura primitiva, talvez não

consiga atingir um valor no mercado, de tal forma que o excedente, sendo vendido, não

será suficiente para que ele pague as taxas e impostos da "sua propriedade”. Até mesmo a

água que ele bebe, seja de um poço ou de um sistema de captação e distribuição, sofre um

controle tecnológico. Ele pode até ser obrigado a se mudar do lugar que escolhera para

viver, se os controladores do meio ambiente concluírem que o ar por ele respirado tem uma

concentração muito alta de dióxido de carbono. No seu isolamento, sequer uma atitude

estóica, de convívio com a dor lhe é permitida. A dor, reflexo de uma enfermidade de causa

desconhecida, implicará uma investigação profunda, para que se afaste o perigo de eclosão

de uma epidemia.

(Adaptado de José Liberato Ferreira Caboclo, Ética e tecnologia)

I.

O tempo em que está flexionado "escolhera” (linha 9) indica que a ação de escolher

acontece antes de outra também mencionada no período; corresponde, por isso, a tivera

 

escolhido.

Comentário: O pretérito mais-que-perfeito simples do indicativo é usado para denotar uma

ação passada anterior à outra, também passada, como bem menciona o examinador. Essa

mesma noção semântica é apresentada pela forma composta. Entretanto, o pretérito mais-

-que-perfeito composto é formado pela seguinte estrutura:

 

(pretérito imperfeito do indicativo + particípio)

Portanto, na terceira pessoa do singular, a forma correta não é "tivera escolhido”, e

sim "tinha escolhido” (o verbo auxiliar deve estar flexionado no pretérito imperfeito do

 

indicativo).

Gabarito: Errado.

I

I

.

(ESAF-2010/MPOG-Adaptada) Com base no texto abaixo, analise a afirmação a

 

seguir.

O desenvolvimento é um processo complexo, que deriva de uma gama de fatores - entre os

quais se realça a educação - e precisa de tempo para enraizar-se. É obra construída pela

contribuição sistemática de vários governos. Depende da produtividade, que se nutre da

ciência, das inovações e, assim, dos avanços da tecnologia. Na verdade, a humanidade

somente começou seu desenvolvimento depois da Revolução Industrial, iniciada no século

XVIII, na Inglaterra. A estagnação da renda per capita havia sido a característica da história.

A Revolução desarmou a Armadilha MalOhusiana e deu início à Grande Divergência. A

Armadilha deve seu nome ao demógrafo Thomas Malthus, para quem o potencial de

crescimento era limitado pela oferta de alimentos. A evolução da renda per capita dependia

das taxas de natalidade e mortalidade. A renda per capita da Inglaterra começou a crescer

descolada da demografia, graças ao aumento da produtividade na agricultura e da

exploração do potencial agrícola da América.

 

(Adaptado de Maílson da Nóbrega, Lula e o mistério do desenvolvimento . VEJA, 26 de agosto, 2009, p.74)

I.

Provoca-se erro gramatical ou incoerência na argumentação do texto ao substituir

“ havia sido” (linha 6) por “fora” .

Comentário: Novamente, a ESAF insistiu em trabalhar a correlação entre os tempos

compostos e as formas simples. Na expressão "havia sido”, o verbo auxiliar "haver” está

flexionado no pretérito imperfeito do indicativo, seguido do particípio. Temos, então, o

pretérito mais-que-perfeito composto, o qual corresponde à forma verbal simples "fora”:

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A estagnação da renda per capita havia sido a característica da história.

A estagnação da renda per capita fora a característica da história.

Uma vez que ambas as estruturas se correspondem, não há erro gramatical ou

incoerência textual ao substituir uma por outra.

Gabarito: Errado.

12. (ESAF-2010/SUSEP-Adaptada) Com base no texto abaixo, analise a afirmação a

seguir.

Nos países em geral, economistas, políticos e o noticiário gostam é de índices sobre

macroeconomia, números abstratos que indicam a situação geral da economia, mas não

revelam o que se passa em seu interior. A internet, por exemplo, apareceu em grande

escala em 1992, e o mundo se deu conta da revolução que ela fizera nos negócios, na

cultura e na vida das pessoas 10 anos depois.

(Antônio Machado, Mundo invisível. Correio Braziliense, 14 de fevereiro de 2010, com adaptações)

I. No texto acima, provoca-se erro gramatical ou incoerência na argumentação do

texto ao substituir “fizera” por havia feito.

Comentário: No texto, a forma verbal "fizera” está flexionada no pretérito mais-que-perfeito

simples do indicativo. Percebemos essa flexão por meio da desinência modo-temporal "ra”

(átona). No trecho "

...

o

mundo se deu conta da revolução que ela (a internet) fizera nos

negócios

...

”,

o verbo está conjugado na terceira pessoa do singular. Conforme já sabemos,

a forma composta do pretérito mais-que-perfeito do indicativo apresenta a mesma noção

semântica que a simples, referindo-se a uma ação pretérita anterior à outra, também

passada. Agora, reparem que a estrutura "havia feito” é composta pelo verbo auxiliar

"haver”, flexionado no pretérito imperfeito do indicativo, seguido do particípio. Isso

caracteriza o pretérito mais-que-perfeito composto. Portanto, não há erro gramatical ou

incoerência textual ao substituir uma forma por outra.

Gabarito: Errado.

CORRELAÇÃO VERBAL

Quando falamos de correlação verbal, fazemos alusão à correspondência

harmônica entre formas verbais (tempo e modo) em uma frase ou período. Em

outras palavras, é preciso que haja articulação temporal entre os verbos, que

eles se correspondam, de maneira a expressar as ideias com lógica, coerência.

Tempos e modos verbais devem, portanto, combinar entre si.

Exemplo: Se você estudasse antes da prova, passará no concurso.

No período acima, temos o verbo estudar flexionado no pretérito imperfeito

do subjuntivo. Como já sabemos, o subjuntivo expressa dúvida, incerteza, possibilidade. Porém, o verbo passar está conjugado no futuro do presente do

indicativo, modo que expressa, dentre outras ideias, fatos certos ou reais.

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Língua Portuguesa para AFT Teoria e questões comentadas Prof. Fabiano Sales - Aula 02 Nesse caso,WWW.estrategiaconcursoS.COm.br 22 de 60 ATENÇÃO! ESSE MATERIAL PERTENCE AO SITE: WWW.MATERIALPARACONCURSOS.COM " id="pdf-obj-21-2" src="pdf-obj-21-2.jpg">

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Nesse caso, não podemos dizer "você passará no concurso”, pois o ato de

passar

está

condicionado

não

a

uma

certeza,

mas

apenas

a

uma

hipótese,

transmitida pelo pretérito imperfeito do subjuntivo de estudar. Logo, percebemos

que o período está incoerente, ou seja, não há uma correlação verbal.

Corrigindo o exemplo acima, teremos:

Se você estudasse antes da prova, passaria no concurso.

O verbo estudar está flexionado no pretérito imperfeito do subjuntivo.

Assim, em que tempo o verbo passar deve estar conjugado, de modo a garantir que

o período tenha coerência? Na frase, o verbo

passar é usado

no futuro

do

pretérito -

passaria

-,

um

tempo

que

expressa,

dentre

outras

ideias,

uma

afirmação condicionada - que depende de algo -, quando esta se refere a fatos

que não se realizaram e que, provavelmente, não se realizarão.

 

Podemos

dizer,

portanto,

que

o

período

está

coerente, já

que

a

ideia

transmitida por estudasse

é

exatamente

a

de

uma

dúvida,

a

de

uma

possibilidade, de uma hipótese que não temos certeza se ocorrerá.

Em virtude da presença deste tema nas provas da banca ESAF, elencarei

para vocês

uma

lista

exemplificativa

com

os

casos

de

correlação

verbal

mais

recorrentes:

1) Presente do indicativo + Presente do subjuntivo

Ex.: Quero que você gabarite a prova.

2) Presente do indicativo + Futuro do presente do indicativo

Ex.: Sabemos que você gabaritará a prova.

3)

Presente

do

indicativo

+

Pretérito

perfeito

composto

do

subjuntivo

Ex.: Desejo que você tenha gabaritado a prova.

4) Pretérito perfeito do indicativo + Pretérito imperfeito do indicativo

Ex.: Notou que seu desempenho nas provas melhorava à medida que resolvia

questões anteriores.

5) Pretérito perfeito do indicativo + Pretérito imperfeito do subjuntivo

Ex.: Desejei que você gabaritasse a prova.

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Língua Portuguesa para AFT Teoria e questões comentadas Prof. Fabiano Sales - Aula 02 6) Pretéritowww.estrategiaconcursos.com.br 23 de 60 ATENÇÃO! ESSE MATERIAL PERTENCE AO SITE: WWW.MATERIALPARACONCURSOS.COM " id="pdf-obj-22-2" src="pdf-obj-22-2.jpg">

Língua Portuguesa para AFT Teoria e questões comentadas Prof. Fabiano Sales - Aula 02

6) Pretérito perfeito do indicativo + Pretérito mais-que-perfeito composto do subjuntivo

Ex.: Quis que eles tivessem gabaritado a prova.

7) Pretérito imperfeito do indicativo + Pretérito imperfeito do subjuntivo

Ex.: Pedia que gabaritasse a prova.

8) Pretérito mais-que-perfeito do indicativo + Pretérito imperfeito do subjuntivo

Ex.: Solicitara que gabaritasse a prova.

9) Futuro do pretérito do indicativo + Pretérito imperfeito do subjuntivo

Ex.: Eu ficaria feliz se você gabaritasse a prova.

10) Futuro do pretérito do indicativo + Pretérito mais-que-perfeito composto do subjuntivo

Ex.: Desejaria que você tivesse gabaritado a prova.

11) Futuro do pretérito composto do indicativo + Pretérito mais-que-perfeito composto do subjuntivo

Ex.:

Eu

teria

gabaritado

as

questões

se

o

fiscal

de

sala

não

me

tivesse

atrapalhado.

 

12) Futuro do subjuntivo + Futuro do presente do indicativo

 

Ex.:

Se vocês refizerem os exercícios, acertarão as questões da prova.

 

13) Futuro do subjuntivo + Futuro do presente composto do indicativo

 

Ex.: Quando ele terminar a prova, já terei comentado as questões.

 

Atenção!

 
 

Notem

que,

na

3â hipótese

de

correlação

verbal,

o

Pretérito

Perfeito

Composto do Subjuntivo é formado com o verbo auxiliar conjugado no Presente

do Subjuntivo.

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Assim, podemos
Assim,
podemos

esquemático:

sintetizar

a

Língua Portuguesa para AFT Teoria e questões comentadas Prof. Fabiano Sales - Aula 02

correlação

verbal

no

seguinte

quadro

Correlação Verbal

(Quadro Esquemático)

Presente

◄------------------► Presente

Presente

Futuro do

Presente

Passado

Passado

Futuro do

Passado

Pretérito

 

Futuro do

Presente

Futuro do

Subjuntivo

ou

Futuro do Presente Composto do indicativo

13.

(ESAF-2012/CGU) Assinale a opção em que o preenchimento das lacunas do

fragmento abaixo preserva a correção gramatical e a coerência entre os argumentos

do texto.

O principal componente dos juros é a taxa Selic. É referência de custo de captação:

(1)_______

em

títulos

públicos,

o

depositante

não

aceitará

do

banco

remuneração muito inferior à Selic. Para o banco, a Selic sinaliza o custo de

 

ao Tesouro à taxa Selic, só emprestará a terceiros

a juros maior, pois maior é o risco.

(Adaptado de Joca Levy, Juros, demagogia e bravatas. O Estado de São Paulo, 21 de abril de 2012)

(1)

  • a) enquanto possa aplicar

  • b) se pudesse aplicar

/

/

(2)

se pudesse emprestar

quando pudesse emprestar

  • c) caso emprestasse

caso aplicasse

/

  • d) se pode emprestar

se pode aplicar

/

  • e) quando pudesse aplicar /

enquanto possa emprestar

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Língua Portuguesa para AFT Teoria e questões comentadas Prof. Fabiano Sales - Aula 02 Comentário: Awww.estrategiaconcursos.com.br 25 de 60 ATENÇÃO! ESSE MATERIAL PERTENCE AO SITE: WWW.MATERIALPARACONCURSOS.COM " id="pdf-obj-24-2" src="pdf-obj-24-2.jpg">

Língua Portuguesa para AFT Teoria e questões comentadas Prof. Fabiano Sales - Aula 02

Comentário: A correção gramatical e a coerência são preservadas na opção D. Vejamos as

lacunas.

Lacuna (1):

"Se

pode aplicar” -

o verbo em destaque está flexionado no presente do

indicativo, mantendo uma correta correlação com verbo “aceitar”, constante do trecho "

o ...

depositante não aceitará

...

”.

Lacuna (2): “Se pode emprestar” - a forma verbal destacada está flexionada no presente do

indicativo, mantendo uma adequada correlação verbal com a forma “emprestará”, constante

do trecho “

...

emprestará a terceiros

...

”.

Vejamos os erros das demais opções.

A) Errada. Lacuna (1): “Enquanto possa aplicar” - a forma em destaque deve ser conjugada no
A)
Errada.
Lacuna (1): “Enquanto possa aplicar” - a forma em destaque deve ser conjugada no futuro
do subjuntivo - “enquanto puder aplicar” - para correlacionar-se de maneira correta com o
futuro do presente em “aceitará”.
Lacuna (2): “Se pudesse aplicar” - a forma em destaque deveria flexionar-se no futuro do
subjuntivo -
se
puder aplicar -,
a
fim
de
manter a correta correlação com
o verbo
“emprestar”.
B)
Errada.
Lacuna (1): “Se pudesse aplicar” - a forma destacada deve flexionar-se no futuro do
subjuntivo (se puder aplicar) para correlacionar-se de modo adequado ao verbo “aceitar”, o
qual está no futuro do presente.
Outra possibilidade seria manter a forma verbal “pudesse” - “se pudesse aplicar - e
conjugar o verbo “aceitar” no futuro do pretérito (aceitaria), indicando uma ideia hipotética.
Lacuna (2): “Quando pudesse emprestar - a forma destacada deve flexionar-se no futuro do
subjuntivo (se puder aplicar) para correlacionar-se de modo adequado ao verbo
“emprestar”, que está no futuro do presente (emprestará).
C)
Errada.
Lacuna (1): “Caso aplicasse” - o verbo “aplicar” está conjugado no pretérito imperfeito do
subjuntivo, tempo e modo verbais que ex» rimem ideia hipotética. Por essa razão, o verbo
“aceitar”, constante do trecho “
...
o depositante não aceitará
”,
deveria ser conjugado no
futuro do pretérito (aceitaria).
Lacuna (2): “Caso emprestasse” - o verbo “emprestar” está conjugado no pretérito
imperfeito do subjuntivo, tempo e modo verbais que exprimem ideia hipotética. Por essa
razão, o verbo “emprestar”, constante do trecho “
...
só emprestará a terceiros
”,
deveria ser
conjugado no futuro do pretérito (emprestaria).
E)
Errada.

Lacuna (1): “Quando pudesse aplicar” - o verbo “poder” está conjugado no pretérito

imperfeito do subjuntivo. Porém, para manter a correlação adequada com o verbo “aceitar”,

constante do trecho “

...

o depositante não aceitará ...

”,

subjuntivo: “quando puder aplicar”.

deve ser flexionado no futuro do

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Língua Portuguesa para AFT Teoria e questões comentadas Prof. Fabiano Sales - Aula 02 Lacuna (2):http://cienciaemdia.folha.blog.uol.com.br/arch2009-02-08) I. A forma verbal “completaria” (linha 1) se refere a uma ação que vai ocorrer no futuro, a menos que acontecimentos no tempo presente o impeçam. Comentário: A forma verbal "completaria” está flexionada no futuro do pretérito do indicativo. Esse tempo verbal transmite, entre outras noções, a ideia de hipótese, e não a de que uma ação vai ocorrer no futuro. No texto, a noção hipotética é ratificada pela presença da forma verbal "fosse”, flexionada no pretérito imperfeito do subjuntivo, no trecho "não fosse pela seleção natural”. No momento da confecção do texto, Charles Darwin já havia falecido, não podendo, portanto, completar 200 anos. Reparem, ainda, na harmônica correlação entre as formas verbais "completaria” e "fosse”. A primeira está flexionada no futuro do pretérito do indicativo, ao passo que a segunda foi conjugada no pretérito imperfeito do subjuntivo. A correspondência entre esses tempos verbais denota a ideia hipotética trazida pelo texto. Gabarito: Errado. Prof.Fabiano Sales www.estrategiaconcursos.com.br 26 de 60 ATENÇÃO! ESSE MATERIAL PERTENCE AO SITE: WWW.MATERIALPARACONCURSOS.COM " id="pdf-obj-25-2" src="pdf-obj-25-2.jpg">

Língua Portuguesa para AFT Teoria e questões comentadas Prof. Fabiano Sales - Aula 02

Lacuna (2): "Enquanto possa emprestar” - o verbo "poder” está conjugado no presente do

subjuntivo. Entretanto, para manter a correlação adequada com o verbo "emprestar”,

constante do trecho "

...

só emprestará a terceiros

...

”,

subjuntivo: "enquanto puder emprestar”

deve flexionar-se no futuro do

Gabarito: D.

14. (ESAF-2009/Ministério da Fazenda-Adaptada) Analise a proposição a seguir

quanto aos elementos linguísticos e semânticos do texto.

Feliz aniversário, Darwin!

Charles Darwin completaria hoje 200 anos, não fosse pela seleção natural. Ela, afinal, é a

maior responsável pelo barroco processo de desenvolvimento que leva os organismos

complexos inexoravelmente à morte - conceito que não se aplica muito a bactérias e

Arqueobactérias, seres que se reproduzem gerando clones de si próprios, partilham

identidades com a transferência horizontal de genes e podem ficar milênios em vida

suspensa (no gelo, por exemplo). A contribuição de Darwin para a ciência e para a história,

porém, continua viva, e muito viva, exatamente com a ideia de seleção natural. Só por isso

ele já merece os parabéns. Feliz aniversário, Darwin.

I. A forma verbal “completaria”

(linha

1)

se

refere

a

uma

ação

que vai

ocorrer no

futuro, a menos que acontecimentos no tempo presente o impeçam.

Comentário: A forma verbal "completaria” está flexionada no futuro do pretérito do

indicativo. Esse tempo verbal transmite, entre outras noções, a ideia de hipótese, e não a de

que uma ação vai ocorrer no futuro. No texto, a noção hipotética é ratificada pela presença

da forma verbal "fosse”, flexionada no pretérito imperfeito do subjuntivo, no trecho "não

fosse pela seleção natural”. No momento da confecção do texto, Charles Darwin já havia

falecido, não podendo, portanto, completar 200 anos. Reparem, ainda, na harmônica

correlação entre as formas verbais "completaria” e "fosse”. A primeira está flexionada no

futuro do pretérito do indicativo, ao passo que a segunda foi conjugada no pretérito

imperfeito do subjuntivo. A correspondência entre esses tempos verbais denota a ideia

hipotética trazida pelo texto.

Gabarito: Errado.

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Língua Portuguesa para AFT Teoria e questões comentadas Prof. Fabiano Sales - Aula 02 CLASSIFICAÇÃO DOSwww.estrategiaconcursos.com.br 27 de 60 ATENÇÃO! ESSE MATERIAL PERTENCE AO SITE: WWW.MATERIALPARACONCURSOS.COM " id="pdf-obj-26-2" src="pdf-obj-26-2.jpg">

Língua Portuguesa para AFT Teoria e questões comentadas Prof. Fabiano Sales - Aula 02

CLASSIFICAÇÃO DOS VERBOS

Os verbos classificam-se em regulares, irregulares, anômalos, defectivos e abundantes.

a) Regulares - mantêm o paradigma (modelo) do radical e das desinências no

decorrer da conjugação.

Exemplos:

Falar: eu falo, tu falas, ele fala, nós falamos, vós falais, eles falam.

Correr: eu corro, tu corres, ele corre, nós corremos, vós correis, eles correm.

Partir: eu parto, tu partes, ele parte, nós partimos, vós partis, eles partem.

Dica estratégica!

Como saber se um verbo é regular? É simples! Há dois tempos verbais que

nos mostram se o verbo é regular ou não: presente do indicativo e pretérito

perfeito do indicativo Se, nessas conjugações, a forma verbal mantiver o

paradigma (modelo) de conjugação, será regular.

Exemplo:

COMER (verbo de 2â conjugação)

Presente do indicativo

Pretérito perfeito do indicativo

eu como

eu comi

tu comes

tu comeste

ele come

ele comeu

nós comemos

nós comemos

vós comeis

vós comestes

eles comem

eles comeram

Em regra, as formas verbais terminadas em -iar são regulares.

Exemplo:

ARRIAR

(abaixar-se)

-

eu

arrio,

tu

arrias,

ele

arria,

nós

arriamos,

vós arriais, eles arriam.

 

Por que eu disse "em regra”, acima? Porque

algumas

formas

verbais

terminadas em -iar são irregulares. São elas: mediar (além do derivado intermediar), ansiar, remediar, incendiar e odiar.

E o que isso significa? Meus amigos, por serem irregulares, os verbos acima

receberão a vogal E nas formas rizotônicas (rizo = raiz + tônica = sílaba forte), ou

seja, rizotônica é a forma cuja sílaba tônica recai no radical do verbo.

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ATENÇÃO! ESSE MATERIAL PERTENCE AO SITE: WWW.MATERIALPARACONCURSOS.COM

Língua Portuguesa para AFT Teoria e questões comentadas Prof. Fabiano Sales - Aula 02 As formasWWW.MATERIALPARACONCURSOS.COM HORA DE praticar! 15. (ESAF-2002/BACEN- Adaptada) Analise as opções a seguir a respeito das formas verbais no texto. Uma crise bancária pode ser comparada a um vendaval. Suas consequências são imprevisíveis sobre a economia das famílias e das empresas. Os agentes econômicos relacionam-se em suas operações de compra, venda e troca de mercadorias e serviços, de modo que, a cada fato econômico, seja ele de simples circulação, de transformação ou de consumo, corresponde, ao menos, uma operação de natureza monetária realizada junto a um intermediário financeiro, em regra um banco comercial, que recebe um depósito, paga um cheque, desconta um título ou antecipa a realização de um crédito futuro. A estabilidade do sistema que intermedeia as operações monetárias, portanto, é fundamental para a própria segurança e estabilidade das relações entre os agentes econômicos. (www.bcb.gov.br) I. A forma verbal “intermedeia” (linha 9) pode ser substituída por “intermedia” sem que haja transgressão à norma culta formal. Comentário: Em regra, os verbos terminados em "-iar” são regulares, ou seja, obedecem a um paradigma (modelo) de conjugação. Entretanto, há um grupo de verbos que é irregular. São eles: "mediar” (e seu derivado "intermediar”), "ansiar”, "remediar”, "incendiar” e "odiar”. Esse conjunto de verbos recebe a vogal "E” nas formas rizotônicas (aquelas em que a sílaba tônica recai no radical). Exemplos: Eu medeio, tu medeias, ele medeia ... Eu intermedeio, tu intermedeias, ele intermedeia ... Sendo assim, percebemos que é incorreta a forma "intermedia”. Gabarito: Errado. Prof.Fabiano Sales www.estrategiaconcursos.com.br 28 de 60 ATENÇÃO! ESSE MATERIAL PERTENCE AO SITE: WWW.MATERIALPARACONCURSOS.COM " id="pdf-obj-27-2" src="pdf-obj-27-2.jpg">

Língua Portuguesa para AFT Teoria e questões comentadas Prof. Fabiano Sales - Aula 02

As formas rizotônicas ocorrem na 1a, 2a e 3a pessoas do singular ("eu”, "tu”,

"ele”) e

na

3a pessoa

do

plural

("eles”):

eu medeio,

tu medeias,

ele medeia, eles

medeiam.

E existe possibilidade de a sílaba tônica recair fora do radical do verbo? Sim,

claro! São as chamadas formas arrizotônicas, aquelas cuja sílaba tônica recai

fora do radical. Ocorrem na 1â e 2â pessoas do plural: "nós” e "vós”.

E

isso

traz

alguma

implicação?

Perfeitamente!

Vimos

que

as

formas

rizotônicas dos verbos acima assinalados (mediar - e derivados ansiar,

remediar, incendiar e odiar) receberão a vogal E, o que NÃO ocorre nas formas

arrizotônicas. Desse modo, é errado fazer a flexão "nós medeiamos”, "vós

medeiais”, por exemplo. Por serem formas arrizotônicas, o correto é "nós

mediamos”, “vós mediais”.

ATENÇÃO! ESSE MATERIAL PERTENCE AO SITE: WWW.MATERIALPARACONCURSOS.COM

Língua Portuguesa para AFT Teoria e questões comentadas Prof. Fabiano Sales - Aula 02 As formasWWW.MATERIALPARACONCURSOS.COM HORA DE praticar! 15. (ESAF-2002/BACEN- Adaptada) Analise as opções a seguir a respeito das formas verbais no texto. Uma crise bancária pode ser comparada a um vendaval. Suas consequências são imprevisíveis sobre a economia das famílias e das empresas. Os agentes econômicos relacionam-se em suas operações de compra, venda e troca de mercadorias e serviços, de modo que, a cada fato econômico, seja ele de simples circulação, de transformação ou de consumo, corresponde, ao menos, uma operação de natureza monetária realizada junto a um intermediário financeiro, em regra um banco comercial, que recebe um depósito, paga um cheque, desconta um título ou antecipa a realização de um crédito futuro. A estabilidade do sistema que intermedeia as operações monetárias, portanto, é fundamental para a própria segurança e estabilidade das relações entre os agentes econômicos. (www.bcb.gov.br) I. A forma verbal “intermedeia” (linha 9) pode ser substituída por “intermedia” sem que haja transgressão à norma culta formal. Comentário: Em regra, os verbos terminados em "-iar” são regulares, ou seja, obedecem a um paradigma (modelo) de conjugação. Entretanto, há um grupo de verbos que é irregular. São eles: "mediar” (e seu derivado "intermediar”), "ansiar”, "remediar”, "incendiar” e "odiar”. Esse conjunto de verbos recebe a vogal "E” nas formas rizotônicas (aquelas em que a sílaba tônica recai no radical). Exemplos: Eu medeio, tu medeias, ele medeia ... Eu intermedeio, tu intermedeias, ele intermedeia ... Sendo assim, percebemos que é incorreta a forma "intermedia”. Gabarito: Errado. Prof.Fabiano Sales www.estrategiaconcursos.com.br 28 de 60 ATENÇÃO! ESSE MATERIAL PERTENCE AO SITE: WWW.MATERIALPARACONCURSOS.COM " id="pdf-obj-27-88" src="pdf-obj-27-88.jpg">

HORA DE

praticar!

  • 15. (ESAF-2002/BACEN-Adaptada) Analise as opções a seguir a respeito das formas

verbais no texto.

Uma crise bancária pode ser comparada a um vendaval. Suas consequências são

imprevisíveis sobre a economia das famílias e das empresas. Os agentes econômicos

relacionam-se em suas operações de compra, venda e troca de mercadorias e serviços, de

modo que, a cada fato econômico, seja ele de simples circulação, de transformação ou de

consumo, corresponde, ao menos, uma operação de natureza monetária realizada junto a

um intermediário financeiro, em regra um banco comercial, que recebe um depósito, paga

um cheque, desconta um título ou antecipa a realização de um crédito futuro. A estabilidade

do sistema que intermedeia as operações monetárias, portanto, é fundamental para a

própria segurança e estabilidade das relações entre os agentes econômicos.

I. A forma verbal “intermedeia” (linha 9) pode ser substituída por “intermedia” sem que haja

transgressão à norma culta formal.

Comentário: Em regra, os verbos terminados em "-iar” são regulares, ou seja, obedecem a

um paradigma (modelo) de conjugação. Entretanto, há um grupo de verbos que é irregular.

São eles: "mediar” (e seu derivado "intermediar”), "ansiar”, "remediar”, "incendiar” e "odiar”.

Esse conjunto de verbos recebe a vogal "E” nas formas rizotônicas (aquelas em que

a sílaba tônica recai no radical).

 

Exemplos:

Eu

medeio, tu medeias, ele medeia ...

Eu

intermedeio, tu intermedeias, ele intermedeia ...

Sendo assim, percebemos que é incorreta a forma "intermedia”.

Gabarito: Errado.

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Língua Portuguesa para AFT Teoria e questões comentadas Prof. Fabiano Sales - Aula 02 b) Irregulareswww.estrategiaconcursos.com.br 29 de 60 ATENÇÃO! ESSE MATERIAL PERTENCE AO SITE: WWW.MATERIALPARACONCURSOS.COM " id="pdf-obj-28-2" src="pdf-obj-28-2.jpg">

Língua Portuguesa para AFT Teoria e questões comentadas Prof. Fabiano Sales - Aula 02

b) Irregulares - apresentam variação no paradigma (modelo) do radical e/ou

das desinências.

Exemplos:

Fazer: eu faço, tu fazes, ele faz, nós fazemos, vós fazeis, eles fazem.

Ouvir: eu ouço, tu ouves, ele ouve, nós ouvimos, vós ouvis, eles ouvem.

Dica estratégica!

Como saber se um verbo é irregular? É simples! Há dois tempos verbais que

nos mostram a regularidade ou não de um verbo: presente do indicativo e

pretérito perfeito do indicativo. Se, nessas conjugações, a forma verbal

apresentar variações no paradigma (modelo), será irregular.

Exemplo:

CABER (verbo de 2â conjugação)

Presente do indicativo

Pretérito perfeito do indicativo

eu caibo

eu coube

tu cabes

tu coubeste

ele cabe

ele coube

nós cabemos

nós coubemos

 

vós cabeis

vós coubestes

eles cabem

eles couberam

Os verbos

terminados

em

-ear são

irregulares.

E

o

que

isso

significa?

Significa que essas formas verbais receberão a vogal i nas formas rizotônicas

("eu”, "tu”, "ele” e "eles”), mas não nas arrizotônicas ("nós” e "vós”).

Exemplo: ARREAR (pôr arreio) - eu arreio, tu arreias, ele arreia, nós arreamos,

vós arreais, eles arreiam.

Viram que os verbos arriar e arrear são diferentes? Geralmente, aparecem

em provas. Portanto, muita atenção!

Segundo as lições de Evanildo Bechara, em Moderna Gramática Portuguesa,

37a edição, pág. 226, "não entram no rol dos verbos irregulares aqueles que, para

conservar a pronúncia, têm de sofrer variação de grafia”. Em outras palavras, como

não há alteração fonética, o verbo não é irregular.

Exemplos: carrega - carregue - carreguei - carregues; ficar - fico - fiquei - fique.

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Língua Portuguesa para AFT Teoria e questões comentadas Prof. Fabiano Sales - Aula 02 16. (ESAF-2010/SUSEP)www.estrategiaconcursos.com.br 30 de 60 ATENÇÃO! ESSE MATERIAL PERTENCE AO SITE: WWW.MATERIALPARACONCURSOS.COM " id="pdf-obj-29-2" src="pdf-obj-29-2.jpg">

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16. (ESAF-2010/SUSEP) Os trechos a seguir constituem um texto adaptado do Correio

Braziliense, Editorial, 18/02/2010. Assinale a opção transcrita com erro gramatical.

a)

Operação destinada a facilitar a vida do contribuinte coloca a Receita Federal na

vanguarda das iniciativas que, ao longo dos últimos anos, objetivam reduzir a ineficiência

operacional de agências públicas. É o que se materializa agora com as medidas que

desobrigam cerca de 10 milhões de brasileiros de prestar declaração de renda.

b)

A inovação é aplicável aos rendimentos auferidos em 2010 (ano-base 2009) e aos que

serão obtidos em 2011 (ano-base 2010). Os principais beneficiários das novas regras são

sócios de empresas ou pessoas que tenham patrimônio inferior a R$ 300 mil. Basta que os

ganhos estejam dentro do limite de isenção (r$ 17.215,08, em 2009, e de R$ 22.487,25,

em 2010).

 

c)

Há outras condicionantes que, previstas nas mudanças, não chegam a alterar os efeitos

práticos. Foram obrigadas a explicar-se ao fisco, por serem qualificadas como integrantes

de sociedades comerciais, em 2009, nada menos de 5 milhões de pessoas. Agora, estão

livres da obrigação, segundo o supervisor nacional do Programa do IR.

d)

Os trabalhadores com remuneração anual abaixo do teto de isenção previsto para 2010

desde logo estão dispensados de entregar a declaração. Apenas deverão fazê-lo os que

tivessem IR retido na fonte e pleiteam restituição.

 

e)

Outra mudança importante: este ano será o último em que a Receita aceitará formulários

de papel. Também é decisão compatível com a necessidade de elevar os padrões

operacionais do órgão. Hoje, apenas 127 mil pessoas físicas optam por semelhante forma

de declarar a renda.

 

Comentário: Há erro gramatical na opção (D). O verbo “frear” termina em “-ear”, sendo,

portanto, irregular. Como consequência, receberá a vogal “i” nas formas rizotônicas

(aquelas em que a sílaba tônica recai no radical).

 

Eu freio, tu freias, ele freia

...

eles freiam ;

Eu pleteio, tu pleiteias, ele pleteia

eles

pleiteiam.

 

Assim, no trecho "

...

tivessem Ir retido na fonte e pleiteam restituição”, a forma verbal

destacada está incorreta. O certo é “pleiteiam”.

 

Gabarito: D.

 

17. (ESAF-2005/MPOG) Assinale a opção que corresponde a erro gramatical ou de

grafia.

 

Diante da atual mediocridade da representação política, é necessária(1) a participação e a

organização da sociedade, operando uma profunda mudança em nossa cultura política.

Quanto maior(2) o individualismo, mais frágeis são os governos. As regras formais

constitucionais não são suficientes para freiar(3) os vícios exacerbados(4) pelo poder. As

organizações da sociedade devem ter o poder de vigiar e cobrar prestação de contas. Por

isso, em vez de desacreditar da política, devemos agir em co-responsabilidade, com

coragem, lucidez e discernimento(5) num grande mutirão para abrir caminho para um país

democrático, justo, desenvolvido e pacífico.

 
 

(Adaptado de Dom Geraldo Majella, cardeal Agnelo, Folha de S. Paulo, 21/6/2005)

a)

1

b) 2

c) 3

d) 4

e) 5

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Comentário: Há gramatical/ortográfico na assertiva (C). Os verbos terminados em “-ear”

são irregulares, recebendo a vogal “i” nas formas rizotônicas.

Eu freio, tu freias, ele freia

...

eles freiam ;

Eu pleteio, tu pleiteias, ele pleteia

...

eles

pleiteiam.

Na forma

infinita (o “nome” do verbo,

grosso modo),

“freiar”, como aparece em "

...

não são suficientes para freiar ...

”.

o correto

é

“frear”, e

não

Gabarito: C.

c)

Anômalos - para facilitar a vida de vocês (rs

...

),

são apenas dois: ser e ir.

>

SER

Pretérito perfeito do indicativo

Pretérito imperfeito do indicativo

eu fui

eu era

tu foste

tu eras

ele foi

ele era

nós fomos

nós éramos

vós fostes

vós éreis

eles foram

eles eram

>

IR

Pretérito perfeito do indicativo

Pretérito imperfeito do indicativo

eu fui

eu ia

tu foste

tu ias

ele foi

ele ia

nós fomos

nós íamos

vós fostes

vós íeis

eles foram

eles iam

Perceberam que os verbos ser e ir apresentam a mesma conjugação no

pretérito perfeito do indicativo? Sendo assim, somente poderemos identificar o

verbo que está sendo empregado ao visualizar o contexto. A semelhança de formas

ocorre, também, nos seguintes tempos verbais: pretérito mais-que-perfeito do

indicativo, pretérito imperfeito do subjuntivo e futuro do subjuntivo.

d) Defectivos - são verbos que, em sua conjugação, não apresentam todas as

formas (tempos, modos e pessoas). É na 3ã conjugação que se encontra a maioria

dos verbos defectivos.

De onde

provém

o defeito verbal?

Futuros servidores

públicos,

o defeito

verbal sempre se refere ao tempo presente, ou seja, nunca ao passado ou ao

futuro. Em outras palavras, quando nos referirmos a defeito verbal, deveremos

fazer essa relação com

o presente

do

indicativo, presente do subjuntivo

e

imperativo, sendo estes dois últimos derivados do primeiro (presente do indicativo).

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O defeito verbal deve-se:

Língua Portuguesa para AFT Teoria e questões comentadas Prof. Fabiano Sales - Aula 02

- à ausência da 1- pessoa do singular no presente do indicativo.

E qual a consequência desse defeito? Consequentemente, o verbo não é

conjugado no presente do subjuntivo e no imperativo negativo. No imperativo afirmativo, apresentam as segundas pessoas do singular e plural, pois estas

provêm das respectivas pessoas do presente do indicativo.

Exemplos:

abolir, banir, colorir, delinquir, demolir, exaurir, explodir, feder,

fremer (ou fremir), explodir, haurir, viger etc.

- à conjugação apenas na 1- e 2- pessoas do plural (formas arrizotônicas - "nós” e "vós”) no presente do indicativo.

E qual a consequência desse outro defeito? Os verbos não apresentam o

presente do subjuntivo e, por consequência, o imperativo negativo. Além disso, o imperativo afirmativo só terá a 2- pessoa do plural (lembrem-se da formação do imperativo!).

Exemplos:

PRECAVER

Presente do indicativo

nós precavemos

vós precaveis

Imperativo afirmativo

precavei vós

REAVER

Presente do indicativo

Imperativo afirmativo

nós reavemos

vós reaveis

reavei vós

Nos demais tempos e modos, os verbos são conjugados normalmente.

Pretérito perfeito do indicativo

REAVER

Futuro do subjuntivo

eu reouve

(quando) eu reouver

tu reouveste

(quando) tu reouveres

ele reouve

(quando) ele reouver

nós reouvemos

(quando) nós reouvermos

vós reouvestes

(quando) vós reouverdes

eles reouveram

(quando) eles reouverem

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