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Módulo 01 - Escalonando endereços IP

Visão Geral

O rápido crescimento da Internet surpreendeu a maioria dos observadores. Uma razão para a

Internet ter crescido tão rapidamente foi a flexibilidade do projeto original. Sem o desenvolvimento de novas metodologias para atribuição de endereços IP, esse rápido crescimento teria exaurido os endereços IP disponíveis. A fim de solucionar a diminuição da quantidade de endereços IP, foram desenvolvidas diversas soluções. Uma solução amplamente implementada é o NAT (Network Address Translation – Tradução de Endereços de Rede).

NAT é um mecanismo que visa economizar endereços IP registrados em grandes redes e simplificar as tarefas de gerenciamento do endereçamento IP. Quando um pacote é roteado através de um dispositivo de rede, geralmente um firewall ou roteador de borda, o endereço IP de origem é traduzido de um endereço privado interno da rede para um endereço IP público roteável. Isso permite que o pacote seja transportado por redes externas públicas, tais como a Internet. Em seguida, o endereço público da resposta é retraduzido para o endereço interno privado, para entrega dentro da rede interna. Uma variação do NAT, chamada de PAT (Port Address Translation – Tradução de Endereços de Portas), permite que vários endereços privados internos sejam traduzidos usando um único endereço público externo.

Geralmente, os roteadores, servidores e outros dispositivos importantes da rede exigem uma configuração de IP estático, que é inserida manualmente. Entretanto, os clientes desktop não exigem um endereço específico, mas sim qualquer endereço de um intervalo de endereços. Normalmente, esse intervalo está dentro de uma sub-rede IP. Uma estação de trabalho dentro de uma sub-rede específica pode receber qualquer endereço de um intervalo, enquanto outros valores são estáticos, como a máscara da sub-rede, o gateway padrão e o servidor DNS.

O DHCP (Dynamic Host Configuration Protocol – Protocolo para Configuração Dinâmica de

Hosts) foi projetado para atribuir dinamicamente endereços IP e outras informações importantes de configuração da rede. Como os clientes desktop geralmente constituem a grande maioria dos nós de uma rede, o DHCP é uma ferramenta extremamente útil para poupar o tempo dos administradores da rede.

Ao concluírem este módulo, os alunos deverão ser capazes de:

Identificar endereços IP privados, conforme descrito na RFC 1918;

Discutir características do NAT e do PAT;

Explicar as vantagens do NAT;

Explicar como configurar o NAT e o PAT, incluindo tradução estática, tradução dinâmica e overloading;

Identificar os comandos usados para verificar a configuração do NAT e do PAT;

Listar as etapas usadas para solucionar problemas de configuração do NAT e do PAT;

Discutir as vantagens e desvantagens do NAT;

Descrever as características do DHCP;

Explicar as diferenças entre BOOTP e DHCP;

Explicar o processo de configuração do cliente DHCP;

Configurar um servidor DHCP;

Verificar a operação do DHCP;

Solucionar problemas de uma configuração DHCP;

Explicar as solicitações de DHCP relay.

1.1 Escalonando redes com NAT e PAT

1.1.1 Endereçamento privado

A RFC 1918 reserva os três blocos de endereços IP privados a seguir:

1 endereço de classe A;

16 endereços de classe B;

256 endereços de classe C.

16 endereços de classe B; • 256 endereços de classe C. Esses endereços são apenas para

Esses endereços são apenas para uso de redes internas privadas. Pacotes que contenham esses endereços não são roteados pela Internet.

Os endereços públicos da Internet devem ser registrados por organizações que têm a autoridade para a distribuição e registro de números IP na Internet, como por exemplo, a ARIN (American Registry for Internet Numbers) ou a RIPE (Réseaux IP Européens), registro regional da Internet responsável pela Europa e norte da África. Esses endereços públicos da Internet também podem ser alugados de um provedor de serviços Internet (ISP). Os endereços IP privados são reservados e podem ser usados por qualquer pessoa. Isso significa que duas redes, ou dois milhões de redes, podem usar os mesmos endereços privados. Um roteador nunca deve rotear os endereços da RFC 1918. Geralmente, os provedores de serviço Internet (ISP) configuram os roteadores de borda, para evitar o encaminhamento do tráfego endereçado a redes que utilizam estes endereços. O uso de NAT fornece ótimas vantagens para as empresas e para a Internet. Antes do NAT, um host com endereço privado não podia acessar a Internet. Assim, cada empresa pode endereçar alguns ou todos os seus hosts com endereços privados e usar o NAT para fornecer acesso à Internet.

1.1.2 Introdução ao NAT e ao PAT

O NAT foi projetado para economizar endereços IP e permitir que as redes usem endereços IP privados em redes internas. Esses endereços privados internos são traduzidos em endereços públicos roteáveis. Isso é obtido por dispositivos de interconexão de redes que executam um software NAT, que aumenta a privacidade da rede, ocultando os endereços IP internos. Um dispositivo habilitado para NAT geralmente opera na borda de uma rede stub. Uma rede stub é uma rede que tem uma única conexão para a rede externa.

geralmente opera na borda de uma rede stub. Uma rede stub é uma rede que tem

Quando um host dentro da rede stub quer transmitir para um host fora dela, ele encaminha o pacote para o roteador do gateway de borda. O roteador do gateway de borda realiza o processo NAT, traduzindo o endereço privado interno de um host em um endereço público externo roteável.

de um host em um endereço público externo roteável. Na terminologia NAT, rede interna é o

Na terminologia NAT, rede interna é o conjunto de redes sujeitas a tradução. A rede externa refere-se a todos os outros endereços.

A Cisco define os seguintes termos NAT:

Endereço local interno (Inside local address) – Endereço IP atribuído a um host da rede interna. Geralmente, o endereço não é um endereço IP atribuído pelo InterNIC (Network Information Center) nem pelo provedor de serviço. Provavelmente, esse endereço é um dos endereços privados especificados na RFC 1918.

Endereço global interno (Inside global address) – Um endereço IP legítimo atribuído pelo InterNIC ou pelo provedor de serviço e que representa um ou mais endereços IP locais internos para o mundo exterior.

Endereço local externo (Inside local address) – Endereço IP de um host externo, tal como é conhecido pelos hosts da rede interna.

Endereço global externo (Outside global address) – Endereço IP atribuído a um host da rede externa. O proprietário do host atribui esse endereço.

1.1.3 Principais recursos do NAT e do PAT

As traduções NAT podem ser usadas para inúmeras finalidades e podem ser atribuídas tanto

de maneira dinâmica como estática. O NAT estáticoa foi projetado para permitir o mapeamento

dos endereços locais e endereços globais

ter um endereço consistente, acessível a partir da Internet. Esses hosts internos podem ser servidores corporativos ou dispositivos de rede.

Isso é particularmente útil para hosts que precisam

O NAT dinâmico foi projetado para mapear um endereço IP privado para um endereço público.

Qualquer endereço IP de um pool de endereços IP públicos é atribuído a um host da rede. Com o mecanismo de overloading, ou PAT (Port Address Translation – Tradução de Endereços de Portas), Vários endereços privados podem ser mapeados para um único endereço público, porque cada endereço privado é rastreado por um número de porta.

cada endereço privado é rastreado por um número de porta. O PAT usa números de porta

O PAT usa números de porta de origem exclusivos no endereço IP global interno, para

distinguir cada uma das traduções.

O número da porta é codificado em 16 bits. O número total de endereços internos

O número da porta é codificado em 16 bits. O número total de endereços internos que podem ser traduzidos para um endereço externo poderia ser, teoricamente, até 65.536 por endereço IP. Na realidade, a quantidade de portas que podem receber um único endereço IP fica em torno de 4.000. O PAT tenta preservar a porta de origem. Se essa porta de origem já estiver em uso, o PAT atribui o primeiro número de porta disponível, a partir do início do grupo de portas apropriado 0-511, 512-1023 ou 1024-65535. Quando não há mais portas disponíveis e há mais de um endereço IP externo configurado, o PAT passa para o próximo endereço IP, para tentar alocar novamente a porta de origem. Esse processo continua até que não haja mais portas disponíveis nem endereços IP externos.

O uso de NAT oferece as seguintes vantagens:

Elimina a necessidade de atribuir um novo endereço IP a cada host quando se muda para um novo provedor de serviços Internet (ISP). Elimina a necessidade de endereçar novamente todos os hosts que exigem acesso externo, economizando tempo e dinheiro.

Economiza endereços, pela aplicação de multiplexação no nível das portas. Com o uso de PAT, os hosts internos podem compartilhar um único endereço IP público para toda comunicação externa. Nesse tipo de configuração, são necessários pouquíssimos endereços externos para suportar muitos hosts internos, economizando, assim, endereços IP.

Protege a segurança da rede. Como as redes privadas não anunciam seus endereços nem sua topologia interna, elas permanecem razoavelmente seguras quando usadas em conjunto com o uso de NAT para obter acesso externo controlado.

1.1.4 Configurando NAT e PAT

Tradução estática Para configurar a tradução estática de endereços de origem internos, execute as tarefas das figuras.

A figura abaixo mostra o uso da tradução NAT estática. O roteador traduz pacotes do
A figura abaixo mostra o uso da tradução NAT estática. O roteador traduz pacotes do

A figura abaixo mostra o uso da tradução NAT estática. O roteador traduz pacotes do host 10.1.1.2 para um endereço de origem 192.168.1.2.

Tradução dinâmica Para configurar a tradução dinâmica de endereços de origem internos, execute as tarefas

Tradução dinâmica Para configurar a tradução dinâmica de endereços de origem internos, execute as tarefas da figura abaixo.

dinâmica Para configurar a tradução dinâmica de endereços de origem internos, execute as tarefas da figura
dinâmica Para configurar a tradução dinâmica de endereços de origem internos, execute as tarefas da figura
A lista de acesso deve permitir somente os endereços a serem traduzidos. Lembre-se de que

A lista de acesso deve permitir somente os endereços a serem traduzidos. Lembre-se de que há um "deny all" implícito no final de cada lista de acesso. Uma lista de acesso que seja muito permissiva pode causar resultados imprevisíveis. A Cisco recomenda que as listas de acesso referenciadas pelos comandos NAT não sejam configuradas com o comando permit any. A utilização de permit any pode fazer com que o NAT consuma muitos recursos do roteador, causando problemas na rede.

A figura acima traduz todos os endereços de origem que passam pela lista de acesso

A figura acima traduz todos os endereços de origem que passam pela lista de acesso 1, com endereço de origem 10.1.0.0/24, em um endereço do pool chamado nat-pool1. O pool contém endereços de 179.9.8.80/24 a 179.9.8.95/24.

OBSERVAÇÃO:

NAT não traduzirá o host 10.1.1.2, pois ele não tem permissão para ser traduzido, segundo a lista de acesso.

Overloading Overloading é configurado de duas maneiras, dependendo da forma como os endereços IP públicos foram alocados. Um provedor de serviços Internet (ISP) pode alocar somente um endereço IP público para uma rede, o qual geralmente é atribuído à interface externa que se conecta ao provedor. A figura abaixo mostra como configurar a sobrecarga nessa situação.

à interface externa que se conecta ao provedor. A figura abaixo mostra como configurar a sobrecarga
Outra maneira de configurar overloading é se o provedor de serviços Internet tiver disponibilizado um
Outra maneira de configurar overloading é se o provedor de serviços Internet tiver disponibilizado um

Outra maneira de configurar overloading é se o provedor de serviços Internet tiver disponibilizado um ou mais endereços IP públicos para uso como pool NAT. Esse pool pode ser sobrecarregado conforme mostrado na configuração da figura.

sobrecarregado conforme mostrado na configuração da figura. A figura abaixo mostra um exemplo de configuração PAT.

A figura abaixo mostra um exemplo de configuração PAT.

1.1.5 Verificando configurações PAT Uma vez configurado o NAT, use os comandos clear e show

1.1.5 Verificando configurações PAT

Uma vez configurado o NAT, use os comandos clear e show para verificar se ele está operando conforme o esperado.

Por padrão, as traduções dinâmicas de endereços saem da tabela de traduções NAT depois de excedido um limite de tempo em que não são utilizadas. Quando a tradução de portas (PAT) não está configurada, as entradas de tradução expiram após 24 horas, a menos que os temporizadores sejam reconfigurados com o comando ip nat translation timeout timeout_seconds no modo de configuração global. Limpe as entradas antes do tempo de expiração, usando um dos comandos da figura.

As informações de tradução podem ser exibidas realizando-se uma das tarefas do modo EXEC. 14

As informações de tradução podem ser exibidas realizando-se uma das tarefas do modo EXEC.

As informações de tradução podem ser exibidas realizando-se uma das tarefas do modo EXEC. 14

Uma alternativa é usar o comando show run e procurar os comandos de NAT, lista de acesso, interface ou pool com os valores exigidos.

1.1.6 Solucionando problemas em configurações NAT e PATAT

Quando há problemas de conectividade IP em um ambiente NAT, geralmente é difícil determinar suas causas. Muitas vezes, culpa-se o NAT indevidamente, quando, na verdade, existe um outro problema.

Ao tentar determinar a causa de um problema de conectividade IP, é importante eliminar o NAT. Siga as seguintes etapas para determinar se o NAT está operando conforme o esperado:

1. Com base na configuração, defina claramente o que o NAT deve realizar.

2. Verifique se as traduções corretas estão presentes na tabela de tradução.

3. Verifique se a tradução está ocorrendo, usando os comandos show e debug.

4. Examine em detalhe o que está ocorrendo com o pacote e verifique se os roteadores têm as informações corretas de roteamento para levar o pacote adiante.

Use o comando debug ip nat para verificar a operação do recurso NAT, exibindo informações sobre cada pacote que está sendo traduzido pelo roteador. O comando debug ip nat detailed gera uma descrição de cada pacote considerado para tradução. Esse comando também exibe informações sobre certos erros ou condições de exceção, tais como a impossibilidade de alocar um endereço global.

tais como a impossibilidade de alocar um endereço global. A figura mostra um exemplo da saída

A figura mostra um exemplo da saída do comando debug ip nat. Nesse exemplo, as duas primeiras linhas da saída da depuração mostram que foram produzidas uma requisiçãorequisição e uma resposta de DNS (Domain Name System – Sistema de Nomes de Domínio). As outras linhas mostram a saída da depuração de uma conexão Telnet de um host no interior da rede para um host no exterior da rede.

Decodifique a saída de debug usando os pontos-chave a seguir:

O asterisco ao lado da palavra NAT indica que a tradução está ocorrendo em um caminho com comutação mais rapida (fast-switch). O primeiro pacote de uma conversa sempre passa por um caminho com comutação mais lenta, o que significa que o primeiro pacote é comutado utilizando process-switch. Os outros pacotes passam com comutação fast-switch, se houver uma entrada no cache.

s

= a.b.c.dé o endereço de origem.

O endereço de origem a.b.c.d é traduzido em w.x.y.z.

d

= e.f.g.h é o endereço de destino.

O

valor entre parênteses é o número de identificação IP. Essas informações podem ser

úteis para depuração. Elas são úteis, por exemplo, porque permitem correlacioná-las com pacotes capturados por outros analisadores de protocolos.

1.1.7 Problemas no uso de NAT

O NAT tem diversas vantagens, dentre as quais:

no uso de NAT O NAT tem diversas vantagens, dentre as quais: • Economiza o esquema

Economiza o esquema de endereçamento legalmente registrado, permitindo a privatização das intranets.

Aumenta a flexibilidade das conexões à rede pública. Pools múltiplos, pools de backup

e pools de balanceamento de carga podem ser implementados para garantir conexões

de rede pública confiáveis.

Consistência do esquema de endereçamento da rede interna. Em uma rede sem endereços IP privados e NAT, a alteração de endereços IP públicos exige a renumeração de todos os hosts da rede existente. Os custos para renumerar os hosts podem ser significativos. O NAT permite manter o esquema existente e suportar um novo esquema de endereçamento público.

Mas o NAT também tem desvantagens. Ativar a tradução de endereços causa perda de funcionalidade, particularmente com qualquer protocolo ou aplicação que envolva o envio de informações de endereço IP dentro do payload IP. Isso exige um suporte adicional do dispositivo NAT.

O NAT aumenta o atraso. Surgem atrasos na comutação de caminhos devido à tradução de

cada endereço IP dentro dos cabeçalhos dos pacotes. O primeiro pacote sempre passa pelo caminho de comutação mais lenta, o que significa que o primeiro pacote é comutado utilizando

process-switch. Os outros pacotes passam pelo caminho com comutação mais rápida (fast- switch), se houver uma entrada no cache.

O desempenho pode ser outra preocupação, porque NAT é efetuado atualmente utilizando

comutação process-switch. A CPU precisa olhar cada pacote para decidir se deve traduzi-lo. Ela precisa alterar o cabeçalho IP e, possivelmente, o cabeçalho TCP.

Uma desvantagem significativa da implementação e utilização do NAT é a perda da rastreabilidade IP ponta-a-ponta. Torna-se muito mais difícil rastrear pacotes que passam por diversas alterações de endereço ao longo dos vários saltos do NAT. Se algum hacker quiser determinar a origem de um pacote, terá dificuldade em rastrear ou obter o endereço inicial da origem ou do destino.

O NAT também força alguns aplicativos que usam endereçamento IP a pararem de funcionar,

porque oculta os endereços IP ponta-a-ponta. Os aplicativos que usam endereços físicos em

vez de um nome de domínio qualificado não alcançam os destinos traduzidos através do roteador NAT. Às vezes, esse problema pode ser evitado através da implementação de mapeamentos NAT estáticos.

O

NAT do Cisco IOS suporta os seguintes tipos de tráfego:

ICMP;

FTP (File Transfer Protocol – Protocolo de Transferência de Arquivos), incluindo os comandos PORT e PASV;

NetBIOS sobre TCP/IP, serviços de datagrama, de nome e de sessão;

RealAudio da RealNetworks;

CUSeeMe da White Pines;

StreamWorks da Xing Technologies;

Consultas "A" e "PTR" do DNS;

H.323/Microsoft NetMeeting, IOS versões 12.0(1)/12.0(1)T e posteriores;

VDOLive da VDOnet, IOS versões 11.3(4)11.3(4)T e posteriores;

Web Theater da VXtreme, IOS versões 11.3(4)11.3(4)T e posteriores;

Multicast IP, IOS versão 12.0(1)T, somente com tradução do endereço de origem;

O

NAT do Cisco IOS não suporta os seguintes tipos de tráfego:

Atualizações de tabelas de roteamento;

Transferências de zonas DNS;

BOOTP;

Protocolos talk e ntalk;

SNMP (Simple Network Management Protocol – Protocolo Simples de Gerenciamento de Redes).

1.2 DHCP 1.2.1 Introdução ao DHCP

O DHCP (Dynamic Host Configuration Protocol – Protocolo para Configuração Dinâmica de

Hosts) funciona em modo cliente/servidor. O DHCP permite que os clientes DHCP de uma rede

IP obtenham suas configurações de um servidor DHCP. Quando se utiliza o DHCP, o trabalho

de gerenciamento de uma rede IP é menor. A opção de configuração mais significativa que um

cliente recebe do servidor é seu endereço IP. O protocolo DHCP está descrito na RFC 2131.

A maioria dos sistemas operacionais modernos inclui um cliente DHCP, como é o caso dos

vários sistemas operacionais Windows, Novell Netware, Sun Solaris, Linux e MAC OS. O cliente solicita valores de endereçamento ao servidor DHCP da rede.

Esse servidor gerencia a alocação de endereços IP e responde às solicitações de configuração dos

Esse servidor gerencia a alocação de endereços IP e responde às solicitações de configuração dos clientes. O servidor DHCP pode responder às solicitações de várias sub-redes. O DHCP não foi previsto para configurar roteadores, comutadores e servidores. Esses tipos de hosts precisam de endereços IP estáticos.

A função do DHCP é fornecer um processo para um servidor alocar informações IP aos clientes. Os clientes alugam as informações do servidor por um período definido administrativamente. Quando o aluguel (lease) expira, o cliente precisa pedir outro endereço, embora geralmente receba o mesmo endereço novamente.

Normalmente, os administradores preferem que um servidor da rede ofereça serviços DHCP, pois essas soluções são escalonáveis e relativamente fáceis de gerenciar. Os roteadores Cisco podem utilizar um conjunto de recursos do Cisco IOS, o Easy IP, para oferecer um servidor DHCP opcional completo. Por padrão, o Easy IP aluga as configurações por 24 horas. Isso é útil em escritórios pequenos ou domésticos, em que o usuário pode tirar proveito do DHCP e do NAT sem ter um servidor NT ou UNIX.

Os administradores configuram os servidores DHCP para atribuir endereços a partir de pools predefinidos. Os servidores DHCP também podem oferecer outras informações, tais como endereços de servidores DNS e WINS e nomes de domínios. A maioria dos servidores DHCP também permite que o administrador defina especificamente quais endereços MAC clientes podem ser servidos e atribuir-lhes automaticamente o mesmo endereço IP todas as vezes.

O DHCP usa o UDP (User Datagram Protocol – Protocolo de Datagrama de Usuário) como protocolo de transporte. O cliente envia mensagens para o servidor na porta 67. O servidor envia mensagens para o cliente na porta 68.

1.2.2

Diferenças entre BOOTP e DHCP

Inicialmente, a comunidade Internet desenvolveu o protocolo BOOTP para ativar a configuração de estações de trabalho sem disco. O BOOTP foi definido originalmente na RFC 951 em 1985. Como antecessor do DHCP, o BOOTP tem algumas características operacionais semelhantes. Os dois protocolos baseiam-se em uma estrutura cliente/servidor e usam as portas UDP 67 e 68. Essas portas ainda são conhecidas como portas BOOTP.

Os quatro parâmetros básicos do IP são:

Endereço IP;

Endereço do gateway;

Máscara de sub-rede;

Endereço do servidor DNS.

O BOOTP não aloca endereços IP dinamicamente a um host. Quando um cliente solicita um

endereço IP, o servidor BOOTP procura em uma tabela predefinida uma entrada que corresponda ao endereço MAC do cliente. Se houver uma entrada, o endereço IP correspondente é devolvido ao cliente. Isso significa que a vinculação entre o endereço MAC e o endereço IP já deve ter sido configurada no servidor BOOTP.

Há duas diferenças principais entre o DHCP e o BOOTP:

Há duas diferenças principais entre o DHCP e o BOOTP: • O DHCP define mecanismos através

O DHCP define mecanismos através dos quais os clientes podem receber um endereço IP alugado (em lease) por um período de tempo finito. Esse período de aluguel (lease) permite que o endereço IP seja atribuído a outro cliente posteriormente ou que o cliente receba outro endereço caso se mude para outra sub-rede. Os clientes também podem renovar o aluguel (lease) e manter o mesmo endereço IP.

O DHCP fornece o mecanismo para que um cliente reúna outros parâmetros de configuração IP, tais como WINS e nome de domínio.

1.2.3 Principais recursos do DHCP

Existem três mecanismos que são usados para atribuir um endereço IP ao cliente.

Alocação automática – O DHCP atribui um endereço IP permanente ao cliente.

Alocação manual – O administrador atribui o endereço IP ao cliente. O DHCP informa o endereço ao cliente.

Alocação dinâmica – O DHCP atribui, ou aluga, um endereço IP ao cliente por um período de tempo limitado.

O enfoque desta seção é o mecanismo de alocação dinâmica. Alguns dos parâmetros de

configuração disponíveis estão listados na RFC 1533 do IETF:

Máscara de sub-rede;

Roteador;

Nome de domínio;

Servidor(es) de nomes de domínio (DNS);

Servidor(es) WINS.

O servidor DHCP cria pools de endereços IP e parâmetros associados.

DHCP cria pools de endereços IP e parâmetros associados. Os pools são dedicados a uma sub-rede

Os pools são dedicados a uma sub-rede IP lógica individual. Isso permite que vários servidores DHCP respondam e que os clientes IP sejam móveis. Se vários servidores responderem, o cliente pode escolher somente um deles.

1.2.4 Operação do DHCP

O processo de configuração do cliente DHCP segue as seguintes etapas:

somente um deles. 1.2.4 Operação do DHCP O processo de configuração do cliente DHCP segue as
1. Um cliente precisa estar configurado para DHCP ao iniciar o processo de associação a

1. Um cliente precisa estar configurado para DHCP ao iniciar o processo de associação a uma rede. O cliente envia uma requisiçãorequisição a um servidor pedindo uma configuração IP. Em algumas situações o cliente pode sugerir o endereço IP desejado, por exemplo, ao solicitar uma prorrogação de um aluguel (lease) do DHCP. O cliente localiza um servidor DHCP, enviando um broadcast chamado DHCPDISCOVER.

2. Quando o servidor recebe o broadcast, ele determina se pode atender à requisição a partir de seu próprio banco de dados. Se não puder, ele encaminha a requisição a outro servidor DHCP. Se puder atender à requisição, o servidor DHCP oferece ao cliente informações de configuração IP na forma de um DHCPOFFER unicast. O DHCPOFFER é uma proposta de configuração que pode incluir endereço IP, endereço de servidor DNS e tempo de aluguel (lease).

3. Se o cliente considera a oferta aceitável, ele envia outro broadcast, um DHCPREQUEST, solicitando especificamente esses determinados parâmetros IP. Por que o cliente envia a requisição por broadcast e não por unicast ao servidor? Ele usa um broadcast porque a primeira mensagem, DHCPDISCOVER, pode ter alcançado mais de um servidor DHCP. Se mais de um servidor tiver feito sua oferta, a DHCPREQUEST enviada por broadcast permite que os outros servidores saibam qual delas foi aceita. Geralmente, a oferta aceita é a primeira que foi recebida.

4. O servidor que recebe a DHCPREQUEST oficializa a configuração, enviando uma confirmação por unicast, a DHCPACK. É possível, mas muito improvável, que o servidor não envie a DHCPACK. Isso pode ocorrer se o servidor tiver alugado as mesmas informações a outro cliente nesse ínterim. O recebimento da mensagem DHCPACK permite que o cliente comece a usar imediatamente o endereço atribuído.

5. Se o cliente detecta que o endereço já está em uso no segmento local, ele envia uma mensagem DHCPDECLINE e o processo é reiniciado. Se o cliente tiver recebido uma DHCPNACK do servidor depois de enviar a DHCPREQUEST, ele inicia o processo novamente.

6. Se o cliente não precisa mais do endereço IP, ele envia uma mensagem DHCPRELEASE ao servidor.

Dependendo das diretrizes adotadas por uma organização, pode ser permitido que um usuário ou um administrador atribua endereços IP estáticos a um host, com a possibilidade de utilizar um endereço IP que já pertença ao pool de endereços utilizado nos servidores DHCP. Por precaução, o servidor DHCP do Cisco IOS sempre confirma se um endereço não está em uso antes de oferecê-lo a um cliente. O servidor emite um ICMP echo request, ou ping, para um endereço do pool antes de enviar o DHCPOFFER a um cliente. Embora configurável, a quantidade padrão de pings usada para verificar um possível conflito de endereços IP é 2.

1.2.5

Configurando o DHCP

Como no caso do NAT, um servidor DHCP requer que o administrador defina um pool de endereços. O comando ip dhcp pool define quais endereços serão atribuídos aos hosts.

O primeiro comando, ip dhcp pool, cria um pool com o nome especificado e coloca o

roteador em um modo especializado de configuração do DHCP. Nesse modo, use a declaração

network para definir o intervalo de endereços a serem alugados.

para definir o intervalo de endereços a serem alugados. Se for necessário excluir endereços específicos da

Se for necessário excluir endereços específicos da rede, volte ao modo configuração global.

O comando ip dhcp excluded-address configura o roteador para excluir um determinado

endereço ou intervalo de endereços ao atribuir endereços aos clientes. O comando ip dhcp excluded-address pode ser usado para reservar endereços que estão atribuídos estaticamente aos hosts principais, como por exemplo, o endereço da interface do roteador.

como por exemplo, o endereço da interface do roteador. Geralmente, um servidor DHCP é configurado para

Geralmente, um servidor DHCP é configurado para atribuir muito mais do que um endereço IP. Outros valores de configuração IP, tais como o gateway padrão, podem ser definidos a partir do modo de configuração do DHCP. O comando default-router define o gateway padrão. Também é possível configurar o endereço do servidor DNS, dns-server, e do servidor WINS, netbios-name-server. O servidor DHCP do IOS pode configurar clientes com praticamente qualquer informação de TCP/IP.

Uma lista dos principais comandos do servidor DHCP do IOS inseridos no modo de configuração do pool DHCP estão mostrados na figura.

O serviço DHCP é ativado por padrão nas versões do Cisco IOS que o suportam.

O serviço DHCP é ativado por padrão nas versões do Cisco IOS que o suportam. Para desativar o serviço, use o comando no service dhcp. Use o comando de configuração global service dhcp para reativar o processo do servidor DHCP.

1.2.6 Verificando a operação do DHCP

Para verificar a operação do DHCP, pode-se usar o comando show ip dhcp binding. Ele exibe uma lista de todas as associações criadas pelo serviço DHCP.

lista de todas as associações criadas pelo serviço DHCP. Para verificar se as mensagens estão sendo

Para verificar se as mensagens estão sendo recebidas ou enviadas pelo roteador, use o comando show ip dhcp server statistics. Ele exibe informações sobre a quantidade de mensagens DHCP que foram enviadas e recebidas.

1.2.7 Solucionando problemas do DHCP

Para solucionar problemas com a operação do servidor DHCP, pode-se usar o comando debug ip dhcp server events. Esse comando mostra que o servidor verifica periodicamente se algum aluguel (lease) expirou. Também são exibidos os processos de devolução e alocação de endereços.

1.2.8 DHCP relay Os clientes DHCP usam broadcasts IP para encontrar o servidor DHCP do

1.2.8 DHCP relay

Os clientes DHCP usam broadcasts IP para encontrar o servidor DHCP do segmento. O que acontece quando o servidor e o cliente não estão no mesmo segmento e estão separados por um roteador? Os roteadores não encaminham esses broadcasts.

O DHCP não é o único serviço essencial que usa broadcasts. Os roteadores Cisco e outros dispositivos podem usar broadcasts para localizar servidores TFTP. Alguns clientes podem precisar enviar um broadcast para localizar um servidor TACACS. Um servidor TACACS é um servidor de segurança. Normalmente, em uma rede hierárquica complexa, nem todos os clientes residem na mesma sub-rede que os servidores principais. Tais clientes remotos enviam broadcasts para localizar esses servidores. Entretanto, os roteadores, por padrão, não encaminham os broadcasts dos clientes além de suas sub-redes.

Como alguns clientes não podem ser utilizados se não houver alguns serviços na rede, tais como o DHCP, deve-se implementar uma das duas opções: ou o administrador coloca servidores em todas as sub-redes ou usa o recurso helper-address do Cisco IOS. A execução de serviços, tais como DHCP ou DNS, em diversos computadores, cria sobrecarga e dificuldades administrativas, tornando a primeira opção ineficiente. Quando possível, os administradores devem usar o comando ip helper-address para retransmitir as solicitações de broadcast para esses importantes serviços UDP.

Usando o recurso de helper-address, um roteador pode ser configurado para aceitar uma requisição de broadcast para um serviço UDP e encaminhá-la como unicast a um endereço IP específico. Por padrão, o comando ip helper-address encaminha oito serviços UDP a seguir:

Time;

TACACS;

DNS;

Servidor BOOTP/DHCP;

Cliente BOOTP/DHCP;

TFTP;

Serviço de nomes NetBIOS;

Serviço de datagramas NetBIOS.

No caso específico do DHCP, um cliente envia um pacote brodcast de DHCPDISCOVER em seu segmento de rede local.

Esse pacote é capturado pelo gateway. Se houver um helper address configurado, o pacote DHCP

Esse pacote é capturado pelo gateway. Se houver um helper address configurado, o pacote DHCP é encaminhado para o endereço especificado. Antes de encaminhar o pacote, o roteador preenche o campo GIADDR do pacote com o endereço IP do roteador daquele segmento. Esse endereço será, então, o endereço do gateway do cliente DHCP, quando ele receber o endereço IP.

gateway do cliente DHCP, quando ele receber o endereço IP. O servidor DHCP recebe o pacote

O servidor DHCP recebe o pacote DISCOVER. O servidor usa o campo GIADDR como um índice na lista de pools de endereços em busca de um que tenha o endereço do gateway definido com o endereço que está em GIADDR. Em seguida, esse pool é usado para fornecer ao cliente seu endereço IP.

Resumo Devem ter sido compreendidos os importantes conceitos a seguir: • Os endereços privados são

Resumo

Devem ter sido compreendidos os importantes conceitos a seguir:

Os endereços privados são para uso privado e interno, e nunca devem ser roteados por um roteador da Internet pública.

O NAT altera o cabeçalho IP de um pacote, para que o endereço de destino, o endereço de origem ou ambos sejam substituídos por outros endereços.

O PAT usa números de porta de origem exclusivos no endereço IP global interno, para distinguir entre as traduções.

As traduções NAT podem ocorrer de maneira dinâmica ou estática e podem ser usadas para diversas finalidades.

PAT e NAT podem ser configurados para tradução estática, dinâmica e para overload.

O processo de verificação da configuração do NAT e do PAT inclui os comandos clear e show.

O comando debug ip nat é usado para solucionar problemas de configuração do NAT e do PAT.

O NAT tem vantagens e desvantagens.

O DHCP funciona em modo cliente/servidor, permitindo que os clientes obtenham configurações IP de um servidor DHCP.

O BOOTP é o antecessor do DHCP e ambos têm algumas características operacionais em comum, mas o BOOTP não é dinâmico.

Um servidor DHCP gerencia pools de endereços IP e parâmetros associados. Cada pool destina-se a uma sub-rede IP lógica individual.

O processo de configuração do cliente DHCP tem quatro etapas.

Geralmente, um servidor DHCP é configurado para fazer mais do que atribuir endereços IP.

O comando show ip dhcp binding é usado para verificar a operação do DHCP.

O comando debug ip dhcp server events é usado para solucionar problemas do DHCP.

Quando um servidor e um cliente DHCP não estão no mesmo segmento e estão separados por um roteador, usa-se o comando ip helper-address para retransmitir as solicitações de broadcast.

usa-se o comando ip helper-address para retransmitir as solicitações de broadcast. Módulo 02 - Tecnologias WAN

Módulo 02 - Tecnologias WAN

Visão Geral

Quando uma empresa cresce e passa a ter instalações em várias localidades, é necessário interconectar as redes locais das várias filiais para formar uma rede de longa distância (WAN). Este módulo examina algumas das opções disponíveis para essas interconexões, o hardware necessário para implementá-las e a terminologia usada para discuti-las.

Há muitas opções disponíveis hoje em dia para implementar soluções WAN. Elas diferem em termos de tecnologia, velocidade e custo. Familiarizar-se com essas tecnologias é uma peça importante do projeto e da avaliação da rede.

Se todo o tráfego de dados de uma empresa está dentro de um único edifício, uma rede local atende às necessidades dessa empresa. Prédios podem ser interconectados com enlaces de dados de alta velocidade para formar uma rede local no campus (Campus LAN), se os dados precisam fluir entre prédios localizados em um único campus. Entretanto, é necessário usar uma WAN para transportar dados que precisem ser transferidos entre locais geográficos distantes. O acesso remoto individual à rede local e a conexão da rede local à Internet são tópicos de estudos independentes e não serão tratados aqui.

A maioria dos alunos não terá a oportunidade de projetar uma nova WAN, mas muitos participarão de projetos de melhoria e atualização de WANs existentes e poderão aplicar as técnicas aprendidas neste módulo.

Ao concluírem este módulo, os alunos deverão ser capazes de:

Fazer distinção entre uma rede local e uma WAN;

Identificar os dispositivos usados em uma WAN;

Listar os padrões WAN;

Descrever o encapsulamento da WAN;

Classificar as várias opções de enlaces WAN;

Fazer distinção entre as tecnologias WAN comutadas por pacotes e comutadas por circuito;

Comparar e diferenciar as tecnologias WAN atuais;

Descrever os equipamentos envolvidos na implementação de vários serviços WAN;

Recomendar um serviço WAN a uma organização com base em suas necessidades;

Descrever os princípios básicos da conectividade DSL e cable modem;

Descrever um procedimento metódico para o projeto de WANs;

Comparar e diferenciar as topologias WAN;

Comparar e diferenciar os modelos de projeto WAN;

Recomendar um projeto WAN a uma organização com base em suas necessidades.

2.1 Visão geral das tecnologias WAN

2.1.1 Tecnologia WAN

Uma WAN é uma rede de comunicações de dados que opera além da abrangência geográfica de uma rede local. Uma das principais diferenças entre uma WAN e uma rede local é que uma empresa ou organização precisa ser assinante de um provedor de serviços WAN para poder usar os serviços de rede da operadora. Uma WAN usa os enlaces de dados fornecidos pelas operadoras para prover o acesso à Internet, a conexão entre as diversas localidades de uma organização e a conexão com as redes de outras organizações, possibilitando ainda, a oferta de serviços externos e o acesso de usuários remotos. WANs geralmente transportam vários tipos de tráfego, como voz, dados e vídeo. Os serviços telefônicos e de dados são os serviços WAN mais comumente usados.

Os dispositivos que ficam nas instalações do assinante são chamados CPE (customer premises equipment).

O assinante é dono do CPE ou o aluga do provedor de serviços. Um cabo

O assinante é dono do CPE ou o aluga do provedor de serviços. Um cabo de cobre ou fibra conecta o CPE à central da operadora (CO – Central Office). Esse cabeamento geralmente é chamado de loop local ou "last mile". Uma chamada discada é conectada a outros loops locais na mesma região através da própria central da operadora, ou a outros em regiões mais distantes através de um tronco com uma central principal. Em seguida, ela vai até uma central seccional e segue para uma central regional ou internacional da operadora, ao longo do trajeto até seu destino.

da operadora, ao longo do trajeto até seu destino. Para que o loop local transporte dados,

Para que o loop local transporte dados, é necessário um dispositivo (por exemplo, um modem) que prepare os dados para transmissão. Os dispositivos que colocam dados no loop local são chamados de equipamentos de terminação do circuito de dados, ou equipamentos de comunicações de dados (DCE – Data Communications Equipment). Os dispositivos do cliente que passam os dados para o DCE são chamados de equipamentos terminais de dados (DTE – Data terminal Equipment).

A principal função do DCE é fornecer ao DTE uma interface com o enlace de

A

principal função do DCE é fornecer ao DTE uma interface com o enlace de comunicação que

o

conecta à nuvem WAN. A interface DTE/DCE usa vários protocolos de camada física, tais

como HSSI (High-Speed Serial Interface – Interface Serial de Alta Velocidade) e V.35. Esses protocolos estabelecem os códigos e os parâmetros elétricos usados pelos dispositivos para se comunicarem.

elétricos usados pelos dispositivos para se comunicarem. Os enlaces WAN são fornecidos em diversas velocidades,

Os enlaces WAN são fornecidos em diversas velocidades, medidas em bits por segundo (bps), quilobits por segundo (kbps ou 1000 bps), megabits por segundo (Mbps ou 1000 kbps) ou gigabits por segundo (Gbps ou 1000 Mbps). Geralmente, os valores bps são full duplex. Isso significa que uma linha E1 pode transportar 2 Mbps ou que uma linha T1 pode transportar 1,5 Mbps em cada direção ao mesmo tempo.

2.1.2 Dispositivos WAN WANs são grupos de redes locais conectadas entre si com enlaces de

2.1.2 Dispositivos WAN

WANs são grupos de redes locais conectadas entre si com enlaces de comunicação de um provedor de serviços. Como os enlaces de comunicação não podem ser conectados diretamente à rede local, é necessário identificar os diversos equipamentos de interfaceamento.

identificar os diversos equipamentos de interfaceamento. Os computadores baseados na rede local que tenham dados a

Os computadores baseados na rede local que tenham dados a transmitir enviam os dados a um roteador que contém tanto interfaces de rede local quanto de WAN.

O roteador usa as informações de endereço da camada 3 para entregar os dados na

O roteador usa as informações de endereço da camada 3 para entregar os dados na interface WAN adequada. Os roteadores são dispositivos de rede ativos e inteligentes, podendo, assim, participar do gerenciamento da rede. Os roteadores gerenciam as redes fornecendo controle dinâmico sobre os recursos e suportando as tarefas e os objetivos das mesmas. Alguns desses objetivos são: conectividade, desempenho confiável, controle de gerenciamento e flexibilidade.

O enlace de comunicação precisa dos sinais em um formato apropriado. Para linhas digitais,

são necessárias uma unidade de serviço de canal (CSU) e uma unidade de serviço de dados

(DSU). Geralmente, as duas são combinadas em um único equipamento, chamado CSU/DSU.

O CSU/DSU também pode ser integrado à placa da interface do roteador.

pode ser integrado à placa da interface do roteador. Se o loop local for analógico em

Se o loop local for analógico em vez de digital, é necessário um modem.

Os modems transmitem dados através das linhas telefônicas de voz, modulando e demodulando o sinal.

Os modems transmitem dados através das linhas telefônicas de voz, modulando e demodulando o sinal. Os sinais digitais são superpostos em um sinal de voz analógico, que é modulado para transmissão. O sinal modulado pode ser ouvido como uma série de assobios se o alto-falante interno do modem for ligado. Na ponta receptora, os sinais analógicos são transformados novamente em sua forma digital, ou demodulados.

Quando se usa ISDN como enlace de comunicação, todos os equipamentos conectados ao barramento ISDN devem ser compatíveis com essa tecnologia. Geralmente, a compatibilidade está integrada à interface do computador, para conexões discadas diretas, ou à interface do roteador, para conexões de rede local para WAN. Equipamentos mais antigos sem interface ISDN precisam de um adaptador de terminal ISDN para ter compatibilidade com essa tecnologia.

Os servidores de comunicação concentram as comunicações dos usuários por discagem de entrada e o acesso remoto a uma rede local. Podem ter um misto de interfaces analógicas e digitais (ISDN) e suportar centenas de usuários simultâneos.

2.1.3 Padrões WAN

WANs usam o modelo de referência OSI, mas se concentram principalmente nas camadas 1 e 2. Os padrões WAN normalmente descrevem os métodos de distribuição da camada física como as exigências da camada de enlace de dados, incluindo o endereçamento físico, o controle de fluxo e o encapsulamento. Os padrões WAN são definidos e gerenciados por diversas autoridades reconhecidas.

de fluxo e o encapsulamento. Os padrões WAN são definidos e gerenciados por diversas autoridades reconhecidas.

Os protocolos da camada física descrevem como oferecer conexões elétricas, mecânicas, operacionais e funcionais aos serviços oferecidos por um provedor de serviços de comunicações. Alguns dos padrões comuns da camada física estão listados na figura

Alguns dos padrões comuns da camada física estão listados na figura e seus conectores estão ilustrados

e seus conectores estão ilustrados na figura.

Alguns dos padrões comuns da camada física estão listados na figura e seus conectores estão ilustrados

Os protocolos da camada de enlace definem a maneira como os dados são encapsulados para transmissão para localidades remotas e os mecanismos para transferir os quadros resultantes. São usadas diversas tecnologias diferentes, tais como ISDN, Frame Relay ou ATM (Asynchronous Transfer Mode – Modo de Transferência Assíncrona). Esses protocolos usam o mesmo mecanismo de enquadramento básico, o HDLC (high-level data link control), um padrão ISO ou um de seus subconjuntos ou variantes.

um padrão ISO ou um de seus subconjuntos ou variantes. 2.1.4 Encapsulamento WAN Os dados da

2.1.4 Encapsulamento WAN

Os dados da camada de rede são passados para a camada de enlace para serem entregues em um enlace físico, que normalmente em uma conexão WAN é ponto-a-ponto. A camada de enlace monta um quadro em torno dos dados da camada de rede, para que seja possível aplicar as verificações e controles necessários. Cada tipo de conexão WAN usa um protocolo da camada 2 para encapsular o tráfego enquanto ele atravessa o enlace WAN. Para garantir a utilização do protocolo de encapsulamento correto, deve-se configurar o tipo de encapsulamento da camada 2 usado na interface serial de cada roteador. A escolha dos protocolos de encapsulamento depende da tecnologia WAN e dos equipamentos utilizados. A maioria dos enquadramentos é baseada no padrão HDLC.

O enquadramento HDLC proporciona entrega confiável dos dados através de linhas não

confiáveis e inclui sinalização para controle de fluxo e de erros.

e inclui sinalização para controle de fluxo e de erros. O quadro sempre começa e termina

O quadro sempre começa e termina com um campo de flag de 8 bits, cujo padrão é 01111110.

Como existe uma probabilidade de que esse padrão ocorra nos dados reais, o sistema HDLC emissor sempre insere um bit 0 após cada cinco 1s no campo de dados; portanto, na prática, a seqüência de flag só pode ocorrer nas extremidades do quadro. O sistema receptor remove os bits inseridos. Quando os quadros são transmitidos consecutivamente, o flag final do primeiro

quadro é usado como flag inicial do quadro seguinte.

O campo de endereço não é necessário nos enlaces WAN, que são quase sempre ponto-a- ponto. Mesmo assim, o campo de endereço está presente e pode ter um ou dois bytes de comprimento. O campo de controle indica o tipo de quadro, que pode ser de informação, supervisão ou não numerado:

Os quadros não numerados (unnumbered frames) transportam mensagens de configuração da linha.

Os quadros de informação (information frames) transportam dados da camada de rede.

Os quadros de supervisão (supervision frames) controlam o fluxo dos quadros de informação e solicitam retransmissão dos dados em caso de erro.

Normalmente, o campo de controle tem 1 byte, mas pode ter 2 bytes em sistemas de janelas deslizantes. Juntos, o campo de endereço e o campo de controle são chamados de cabeçalho do quadro. Os dados encapsulados vêm após o campo de controle. Em seguida, uma seqüência de verificação do quadro (FCS) usa o mecanismo de verificação de redundância cíclica (CRC) para estabelecer um campo de dois ou quatro bytes.

São usados diversos protocolos de enlaces de dados, incluindo os subconjuntos e versões proprietárias do HDLC.

incluindo os subconjuntos e versões proprietárias do HDLC. Tanto o PPP quanto a versão do HDLC

Tanto o PPP quanto a versão do HDLC da Cisco tem um campo extra no cabeçalho para identificar o protocolo da camada de rede dos dados encapsulados.

o protocolo da camada de rede dos dados encapsulados. 2.1.5 Comutação por pacotes e por circuito

2.1.5 Comutação por pacotes e por circuito

As redes comutadas por pacotes foram desenvolvidas para diminuir os custos das redes públicas comutadas por circuito e para oferecer uma tecnologia WAN mais econômica.

Quando um assinante faz uma chamada telefônica, o número discado é usado para definir os switches nas estações de comutação ao longo da rota da chamada, para que haja um circuito contínuo do usuário que originou a chamada até o destinatário. Por causa da operação de comutação usada para estabelecer o circuito, o sistema telefônico é chamado de rede comutada por circuito. Se os telefones são substituídos por modems, o circuito comutado é capaz de transportar dados de computador.

O caminho interno seguido pelo circuito entre as estações de comutação é compartilhado por várias

O caminho interno seguido pelo circuito entre as estações de comutação é compartilhado por várias conversas. Usa-se a multiplexação por divisão de tempo (TDM) para dar a cada conversa uma parcela da conexão de cada vez. A TDM garante a disponibilização de uma conexão de capacidade fixa para o assinante.

Se o circuito transportar dados de computador, o uso dessa capacidade fixa pode não ser eficiente. Por exemplo, se o circuito for usado para acessar a Internet, haverá um pico de atividade quando uma página da Web estiver sendo transferida. Depois disso, pode não haver nenhuma atividade enquanto o usuário lê a página e, em seguida, outro pico de atividade quando a próxima página for transferida. Essa variação do uso entre zero e o máximo é típica do tráfego das redes de computadores. Como o assinante tem uso exclusivo da alocação de capacidade fixa, geralmente os circuitos comutados são uma maneira cara de movimentar dados.

Uma alternativa é alocar a capacidade para o tráfego somente quando isso for necessário, e compartilhar a capacidade disponível entre muitos usuários. Com uma conexão comutada por circuito, os bits de dados colocados no circuito são entregues automaticamente na ponta remota, pois o circuito já está estabelecido. Se o circuito precisar ser compartilhado, deverá haver algum mecanismo que rotule os bits para que o sistema saiba onde deve entregá-los. É difícil rotular bits individuais, portanto eles são agrupados em grupos chamados células, quadros ou pacotes. O pacote a ser entregue passa de uma estação comutadora para outra, através da rede do provedor. As redes que implementam esse sistema são chamadas de redes comutadas por pacotes.

Os enlaces que conectam os switches da rede do provedor pertencem a um assinante individual durante a transferência dos dados, portanto, muitos assinantes podem compartilhar o enlace. Os custos podem ser significativamente mais baixos do que em uma conexão comutada por circuito. Os dados nas redes comutadas por pacotes estão sujeitos a atrasos imprevisíveis quando pacotes individuais esperam que os pacotes de outro assinante sejam transmitidos por um switch.

Os switches de uma rede comutada por pacotes determinam, a partir das informações de endereçamento de cada pacote, o enlace para onde o pacote deve ser enviado em seguida. Há duas abordagens para a determinação desses enlaces: sem conexão ou orientada a conexão. Os sistemas sem conexão, como a Internet, transportam informações de endereçamento completas em cada pacote. Cada switch deve avaliar o endereço para determinar aonde deve enviar o pacote. Os sistemas orientados a conexão predeterminam a rota de um pacote, e cada pacote só precisa transportar um identificador. No caso do Frame Relay, esses identificadores

são chamados de DLCI (Data Link Control Identifiers). O switch determina a rota a seguir pesquisando o identificador em tabelas mantidas na memória. O conjunto de entradas das tabelas identifica uma determinada rota ou circuito através do sistema. Se esse circuito só existir fisicamente enquanto um pacote estiver viajando através dele, é chamado de Circuito Virtual (VC).

As entradas das tabelas que constituem um VC podem ser estabelecidas por meio do envio de uma solicitação de conexão através da rede. Neste caso, o circuito resultante é chamado de Circuito Virtual Comutado (SVC - Switched Virtual Circuit). Os dados que devem viajar em SVCs precisam esperar até que as entradas das tabelas tenham sido configuradas. Uma vez estabelecido, o SVC pode ficar em operação durante horas, dias ou semanas. Onde for necessário um circuito sempre disponível, será estabelecido um circuito virtual permanente (PVC - Permanent Virtual Circuit). As entradas das tabelas são carregadas pelos switches no momento da inicialização, para que o PVC esteja sempre disponível.

2.1.6 Opções de enlace WAN

A figura apresenta uma visão geral das opções de enlace WAN.

apresenta uma visão geral das opções de enlace WAN. A comutação por circuito estabelece uma conexão

A comutação por circuito estabelece uma conexão física dedicada para voz ou dados entre um emissor e um receptor. Antes que seja possível iniciar a comunicação, é necessário estabelecer a conexão, configurando os switches. Isso é feito pelo sistema telefônico, usando- se o número discado. O ISDN é usado tanto em linhas digitais como em linhas de voz.

Para evitar os atrasos associados ao estabelecimento de uma conexão, as prestadoras de serviços de telefonia também oferecem circuitos permanentes. Essas linhas dedicadas ou privadas oferecem banda mais larga do que a oferecida em um circuito comutado. Exemplos de conexões comutadas por circuito:

POTS (Plain Old Telephone System – Serviço Telefônico Comum);

ISDN BRI (Basic Rate Interface – Interface de Taxa Básica);

ISDN PRI (Primary Rate Interface – Interface de Taxa Primária).

Muitos usuários de WAN não fazem uso eficiente da largura de banda fixa disponível em circuitos dedicados, comutados ou permanentes, pois o fluxo de dados flutua. Os provedores de comunicações têm redes de dados disponíveis para atender esses usuários de maneira mais apropriada. Nessas redes, os dados são transmitidos em células, quadros ou pacotes rotulados, através de uma rede comutada por pacotes. Como os enlaces internos entre os

switches são compartilhados entre muitos usuários, os custos da comutação por pacotes são mais baixos do que os da comutação por circuito. Os atrasos (latência) e a variabilidade do atraso (jitter) são maiores em redes comutadas por pacotes do que em redes comutadas por circuito. Isso se deve ao fato de os enlaces serem compartilhados e os pacotes precisarem ser recebidos por inteiro em um switch antes de passarem para o próximo. Apesar da latência e do jitter inerentes às redes compartilhadas, a tecnologia moderna permite o transporte satisfatório de voz e até mesmo vídeo nessas redes.

As redes comutadas por pacotes podem estabelecer rotas através dos switches para determinadas conexões ponta a ponta. As rotas estabelecidas quando os switches são iniciados são PVCs. As rotas estabelecidas sob demanda são SVCs. Se o roteamento não for pré-estabelecido e for determinado por cada switch para cada pacote, a rede é dita sem conexão.

Para se conectar a uma rede comutada por pacotes, um assinante precisa de um loop local até

a localidade mais próxima onde o provedor disponibiliza o serviço. Isso é chamado de ponto de

presença (POP) do serviço. Normalmente, trata-se de uma linha privada dedicada. Essa linha é muito mais curta que uma linha privada que seja conectada diretamente às localidades do assinante e geralmente comporta vários VCs.

localidades do assinante e geralmente comporta vários VCs. Como é provável que nem todos os VCs

Como é provável que nem todos os VCs venham a exigir demanda máxima ao mesmo tempo,

a capacidade da linha privada pode ser menor que a soma dos VCs individuais. Exemplos de conexões comutadas por pacotes ou células:

Frame Relay;

X.25;

ATM.

2.2 Tecnologias WAN

2.2.1 Discagem analógica (Dialup)

Quando há necessidade de transferências intermitentes com baixo volume de dados, os

modems e as linhas telefônicas discadas analógicas permitem conexões comutadas dedicadas

e de baixa capacidade.

A telefonia tradicional usa um cabo de cobre, chamado de loop local, para conectar o

A telefonia tradicional usa um cabo de cobre, chamado de loop local, para conectar o aparelho

telefônico das instalações do assinante à rede telefônica pública comutada (PSTN). O sinal do loop local durante uma chamada é um sinal eletrônico que varia continuamente, que é uma conversão da voz do assinante.

O loop local não é adequado para o transporte direto dos dados binários de um computador,

mas um modem pode enviar esse tipo de dados através da rede telefônica de voz. O modem modula os dados binários em um sinal analógico na origem e demodula o sinal analógico em dados binários no destino.

As características físicas do loop local e sua conexão à PSTN limitam a taxa do sinal. O limite superior fica em torno de 33 kbps. A taxa pode ser aumentada para até cerca de 56 kbps se o sinal vier diretamente através de uma conexão digital.

Para pequenas empresas, isso pode ser adequado para a troca de informações, tais como números de vendas, preços, relatórios de rotina e e-mail. O uso de discagem automática à noite ou nos finais de semana para a transferência de arquivos grandes e backup de dados pode aproveitar as tarifas (cobranças de pulsos) mais baixas dos horários fora de pico. As tarifas baseiam-se na distância entre os nós, no horário e na duração da chamada.

As vantagens no uso das linhas analógicas e de modems são a simplicidade, a disponibilidade

e o baixo custo de implementação. As desvantagens são as baixas taxas de dados e o tempo

de conexão relativamente longo. O circuito dedicado proporcionado pela discagem (dialup) tem

pouco atraso ou jitter para o tráfego ponto-a-ponto, mas o tráfego de voz ou vídeo não opera adequadamente a taxas de bits relativamente baixas.

2.2.2 ISDN

As conexões internas, ou troncos, da PSTN deixaram de transportar sinais analógicos multiplexados por divisão de freqüência e passaram a transportar sinais digitais multiplexados por divisão de tempo (TDM). Uma etapa seguinte óbvia é ativar o loop local para transportar sinais digitais que resultem em conexões comutadas com maior capacidade.

O ISDN (Integrated Services Digital Network) transforma o loop local em uma conexão digital TDM. A conexão usa canais bearer (B) que suportam 64 kbps para transportar voz ou dados e um canal delta (D) de sinalização para o estabelecimento das chamadas e para outras finalidades.

O ISDN BRI (Basic Rate Interface) visa às aplicações domésticas e de pequenas empresas, oferecendo dois canais B de 64 kbps e um canal D de 16 kbps. Para instalações maiores, está disponível o ISDN PRI (Primary Rate Interface). Na América do Norte, o PRI oferece 23 canais

B de 64 kbps e um canal D de 64 kbps, perfazendo uma taxa de bits total de até 1,544 Mbps. Isso inclui ainda um tráfego adicional (overhead) para sincronização. Na Europa, na Austrália e em outras partes do mundo, o ISDN PRI oferece 30 canais B e um canal D, perfazendo uma taxa de bits total de até 2,048 Mbps, incluindo tráfego adicional (overhead) para sincronização.

tráfego adicional (overhead) para sincronização. Na América do Norte, o PRI corresponde a uma conexão T1.

Na América do Norte, o PRI corresponde a uma conexão T1. A taxa do PRI internacional corresponde a uma conexão E1.

O canal D BRI é sub-utilizado, pois tem apenas dois canais B para controlar. Alguns provedores permitem que o canal D transporte dados a baixas taxas de bits, tais como as conexões X.25 a 9,6 kbps.

Para WANs pequenas, o ISDN BRI pode oferecer um mecanismo de conexão ideal. O BRI tem um tempo de configuração da chamada de menos de um segundo, e seu canal B de 64 kbps oferece capacidade maior que a de um enlace de modem analógico.

capacidade maior que a de um enlace de modem analógico. Se for necessária uma maior capacidade,

Se for necessária uma maior capacidade, um segundo canal B pode ser ativado para oferecer um total de 128 kbps. Embora inadequado para vídeo, isso permite diversas conversas simultâneas de voz, além do tráfego de dados.

Outra aplicação comum do ISDN é oferecer capacidade adicional conforme a necessidade em uma conexão de linha privada. A linha privada é dimensionada para transportar cargas de tráfego médias, enquanto o ISDN é adicionado durante períodos de pico de demanda. O ISDN também é usado como backup em caso de falha da linha privada. As tarifas de ISDN dependem da quantidade de canais B e são semelhantes às das conexões analógicas de voz.

Com o ISDN PRI, é possível conectar vários canais B entre os dois nós. Isso permite videoconferências e conexões de dados de banda larga sem latência nem jitter. Várias conexões podem ser muito caras quando forem de longas distâncias.

2.2.3 Linha privada

Quando há necessidade de conexões dedicadas permanentes, são usadas linhas privadas com capacidades que chegam a 2,5 Gbps.

Um enlace ponto-a-ponto fornece um caminho de comunicação WAN preestabelecido a partir das instalações do cliente até um destino remoto através da rede do provedor. As linhas ponto- a-ponto geralmente são privadas de uma prestadora e são chamadas de linhas privadas. As linhas privadas estão disponíveis em diferentes capacidades.

privadas estão disponíveis em diferentes capacidades. Esses circuitos dedicados geralmente têm seu preço baseado

Esses circuitos dedicados geralmente têm seu preço baseado na largura de banda exigida e na distância entre os dois pontos conectados. Os enlaces ponto-a-ponto geralmente são mais caros do que os serviços compartilhados, tais como Frame Relay. O custo das soluções de linhas privadas pode se tornar significativo quando elas são usadas para conectar várias localidades. Há ocasiões em que o custo da linha privada é superado pelos benefícios. A capacidade dedicada não oferece latência nem jitter entre os nós. A disponibilidade constante é essencial para algumas aplicações, como o comércio eletrônico.

Para cada conexão de linha privada é necessária uma porta serial do roteador. Também são necessários uma CSU/DSU e o circuito do provedor de serviços.

As linhas privadas são usadas extensivamente para criar WANs e oferecem capacidade dedicada permanente.

Elas têm sido a conexão tradicionalmente mais escolhida, mas têm diversas desvantagens. Geralmente, o tráfego

Elas têm sido a conexão tradicionalmente mais escolhida, mas têm diversas desvantagens. Geralmente, o tráfego da WAN é variável e as linhas privadas têm capacidade fixa. Isso faz com que a largura de banda da linha raramente tenha o valor exato que é necessário. Além disso, cada nó precisaria de uma interface no roteador, o que aumentaria os custos dos equipamentos. Qualquer alteração na capacidade da linha privada geralmente exige uma visita da prestadora à localidade.

As linhas privadas fornecem conexões ponto-a-ponto entre redes locais corporativas e conectam as filiais a uma rede comutada por pacotes. Várias conexões podem ser multiplexadas em uma linha privada, resultando em enlaces mais curtos e necessidade de menos interfaces.

2.2.4 X.25

Em resposta ao preço das linhas privadas, os provedores de telecomunicações introduziram as redes comutadas por pacotes, usando linhas compartilhadas para reduzir custos. A primeira dessas redes comutadas por pacotes foi padronizada como o grupo de protocolos X.25. O X.25 oferece uma capacidade variável compartilhada com baixa taxa de bits, que pode ser tanto comutada como permanente.

taxa de bits, que pode ser tanto comutada como permanente. É um protocolo da camada de

É um protocolo da camada de rede e os assinantes recebem um endereço de rede. É possível estabelecer circuitos virtuais através da rede com pacotes de solicitação de chamadas para o endereço de destino. O SVC resultante é identificado por um número de canal. Os pacotes de dados rotulados com o número do canal são entregues no endereço correspondente. Vários canais podem estar ativos em uma única conexão.

Os assinantes conectam-se à rede X.25 com linhas privadas ou com conexões discadas (dialup). As redes X.25 também podem ter canais pré-estabelecidos entre os assinantes que fornecerem um PVC.

Elas podem ser bastante econômicas, pois as tarifas baseiam-se na quantidade de dados entregues, e não no tempo de conexão ou na distância. Os dados podem ser entregues a qualquer taxa até a capacidade da conexão. Isso oferece certa flexibilidade. Geralmente, as redes X.25 têm baixa capacidade, com um máximo de 48 kbps. Além disso, os pacotes de dados estão sujeitos aos atrasos típicos das redes compartilhadas.

A tecnologia X.25 não está mais amplamente disponível como tecnologia WAN nos Estados

Unidos. O Frame Relay substituiu a X.25 em vários provedores de serviços.

As aplicações típicas da X.25 são as leitoras de cartões em pontos de vendas. Essas leitoras usam X.25 no modo dialup para validar as transações em um computador central. Algumas empresas também usam redes de valor agregado (VAN) baseadas em X.25 para transferir faturas EDI (Electronic Data Interchange – Intercâmbio Eletrônico de Dados), conhecimentos de cargas e outros documentos comerciais. Para essas aplicações, a pequena largura de banda e a alta latência não são uma preocupação, pois o custo baixo torna a X.25 acessível.

2.2.5 Frame Relay

Com a crescente demanda por comutação de pacotes com maior largura de banda e latência mais baixa, os provedores de telecomunicações introduziram o Frame Relay. Embora a disposição física da rede pareça semelhante à da X.25, as taxas de dados disponíveis geralmente vão até 4 Mbps, sendo que alguns provedores oferecem taxas ainda maiores.

sendo que alguns provedores oferecem taxas ainda maiores. O Frame Relay difere da X.25 em diversos

O Frame Relay difere da X.25 em diversos aspectos. O mais importante é que se trata de um

protocolo muito mais simples, que funciona na camada de enlace e não na camada de rede.

O Frame Relay não implementa controle de erro nem de fluxo. O tratamento simplificado dos

quadros leva à redução da latência, e as medidas tomadas para evitar o aumento dos quadros

nos switches intermediários ajudam a reduzir o jitter.

A maioria das conexões Frame Relay são PVCs e não SVCs. Geralmente, a conexão à borda

da rede é realizada através de uma linha privada, mas alguns provedores disponibilizam conexões discadas (dialup) usando linhas ISDN. O canal D do ISDN é usado para configurar um SVC em um ou mais canais B. As tarifas do Frame Relay baseiam-se na capacidade da porta de conexão à rede. Outros fatores são a capacidade solicitada e a taxa de informações contratada (CIR) dos vários PVCs através da porta.

O Frame Relay oferece conectividade permanente através de um meio com largura de banda

compartilhada, que transporta tráfego tanto de voz como de dados. É ideal para conectar redes locais corporativas. O roteador da rede local precisa somente de uma interface, mesmo quando

são usados vários VCs. Uma linha privada de curta distância até à borda da rede Frame Relay permite conexões econômicas entre redes locais bastante distantes.

2.2.6 ATM

Os provedores de comunicações perceberam a necessidade de uma tecnologia de rede compartilhada permanente que oferecesse latência e jitter muito baixos, com larguras de banda muito maiores. A solução encontrada foi o ATM (Asynchronous Transfer Mode – Modo de Transferência Assíncrono). O ATM tem taxas de dados superiores a 155 Mbps. Assim como as outras tecnologias compartilhadas, tais como X.25 e Frame Relay, os diagramas de WANs ATM são parecidos.

X.25 e Frame Relay, os diagramas de WANs ATM são parecidos. ATM é uma tecnologia capaz

ATM é uma tecnologia capaz de transferir voz, vídeo e dados através de redes públicas e privadas. Foi construído sobre uma arquitetura baseada em células, em vez de uma arquitetura baseada em quadros. As células ATM têm sempre um comprimento fixo de 53 bytes. A célula ATM de 53 bytes contém um cabeçalho ATM de 5 bytes seguido de 48 bytes de payload ATM. Células pequenas de comprimento fixo são adequadas para transportar tráfego de voz e vídeo, pois esse tráfego não tolera atrasos. O tráfego de voz e vídeo não precisa esperar por um pacote de dados maior para ser transmitido.

A célula ATM de 53 bytes é menos eficiente que os quadros e pacotes maiores do Frame

Relay e do X.25. Além disso, a célula ATM tem pelo menos 5 bytes de tráfego adicional (overhead) para cada payload de 48 bytes. Quando a célula está transportando pacotes da camada de rede, o overhead é maior, pois o switch ATM deve ser capaz de remontar os pacotes no destino. Uma linha ATM típica precisa de quase 20% a mais de largura de banda do que o Frame Relay para transportar o mesmo volume de dados da camada de rede.

O ATM oferece tanto PVCs como SVCs, embora os PVCs sejam mais comuns em WANs.

Assim como outras tecnologias compartilhadas, o ATM permite vários circuitos virtuais em uma única conexão de linha privada até a borda da rede.

2.2.7 DSL

A tecnologia DSL (Digital Subscriber Line – Linha Digital de Assinantes) é uma tecnologia de

banda larga que usa as linhas telefônicas existentes de par trançado para transportar dados em banda larga para os assinantes do serviço. O serviço DSL é considerado de banda larga, diferentemente do serviço de banda base das redes locais comuns. Banda larga refere-se a uma técnica que usa várias freqüências dentro do mesmo meio físico para transmitir dados. O termo xDSL abrange diversas formas semelhantes, embora concorrentes, de tecnologias DSL:

• ADSL (Asymmetric DSL – DSL Assimétrica); • SDSL (Symmetric DSL – DSL Simétrica); •

ADSL (Asymmetric DSL – DSL Assimétrica);

SDSL (Symmetric DSL – DSL Simétrica);

HDSL (High Bit Rate DSL – DSL com Alta Taxa de Bits);

IDSL (ISDN-like DSL – DSL tipo ISDN);

CDSL (Consumer DSL – DSL do Consumidor), também chamada de DSL-lite ou G.lite.

A tecnologia DSL permite que o provedor de serviços ofereça serviços de rede de alta

velocidade aos clientes, utilizando as linhas de cobre do loop local instalado. A tecnologia DSL permite que a linha do loop local seja usada para a conexão telefônica normal de voz e oferece uma conexão permanente para conectividade instantânea à rede. Várias linhas de assinantes DSL são multiplexadas em um nico enlace de alta capacidade, através do uso de um DSLAM (DSL Access Multiplexer – Multiplexador de Acesso DSL) na localidade do provedor. Os DSLAMs incorporam a tecnologia TDM para agregar muitas linhas de assinantes em um único meio menos incômodo, geralmente uma conexão T3/DS3. As tecnologias DSL atuais estão usando técnicas sofisticadas de codificação e modulação para atingir taxas de dados de até 8,192 Mbps.

O canal de voz de um telefone padrão abrange o intervalo de freqüências de 330 Hz a 3,3 kHz.

Um intervalo de freqüências, ou janela, de 4 kHz é considerado a exigência para qualquer transmissão de voz no loop local. As tecnologias DSL fazem transmissões de dados upstream

e downstream em freqüências acima dessa janela de 4 kHz. Essa técnica é o que permite que as transmissões de voz e dados ocorram ao mesmo tempo em um serviço DSL.

de voz e dados ocorram ao mesmo tempo em um serviço DSL. Os dois tipos básicos

Os dois tipos básicos de tecnologias DSL são assimétrica (ADSL) e simétrica (SDSL). Todas as formas de serviço DSL são categorizadas como ADSL ou SDSL e há diversas variedades de cada tipo. O serviço assimétrico fornece maior largura de banda para download do que para upload ao usuário. O serviço simétrico oferece a mesma capacidade nas duas direções.

Nem todas as tecnologias DSL permitem o uso de um telefone. A SDSL é chamada de cobre seco, pois não tem tom de discagem e não oferece serviço de telefonia na mesma linha. Portanto, o serviço SDSL requer uma linha separada.

As diferentes variedades de DSL oferecem diferentes larguras de banda, com capacidades superiores às de uma linha privada T1 ou E1. As taxas de transferência dependem do comprimento real do loop local e do tipo e das condições do cabeamento. Para um serviço satisfatório, o loop deve ter menos de 5,5 quilômetros. A disponibilidade da DSL está longe de ser universal, havendo uma ampla variedade de tipos e padrões, novos e atuais. Não é uma opção comum dos departamentos de informática das empresas oferecer suporte a trabalhadores residenciais. Geralmente, um assinante não tem a opção de se conectar à rede da empresa diretamente, mas deve se conectar primeiramente a um provedor de serviços de Internet. A partir daí, é feita uma conexão IP através da Internet até a empresa. Assim, surgem riscos de segurança. Para resolver essas questões de segurança, os serviços DSL oferecem recursos para utilização de conexões VPN (Virtual Private Network – Rede Virtual Privada) até um servidor VPN, que geralmente fica nas instalações da empresa.

2.2.8 Cable modem

Os cabos coaxiais são amplamente utilizados em áreas urbanas para distribuir sinais de televisão.

em áreas urbanas para distribuir sinais de televisão. Algumas redes de televisão a cabo disponibilizam acesso

Algumas redes de televisão a cabo disponibilizam acesso à rede. Isso permite maior largura de banda do que o loop local do telefone convencional.

Cable modems aperfeiçoados permitem transmissões de dados bidirecionais de alta velocidade, usando as mesmas linhas coaxiais que transmitem a televisão a cabo. Alguns provedores de serviço a cabo prometem velocidades de dados até 6,5 vezes maiores que as das linhas privadas T1. Essa velocidade torna o cabo um meio atraente para transferir grandes quantidades de informações digitais rapidamente, como clipes de vídeo, arquivos de áudio e grandes volumes de dados. Informações que levariam dois minutos para ser baixadas usando ISDN BRI podem ser baixadas em dois segundos através de uma conexão com cable modem.

Os cable modems oferecem uma conexão permanente e uma instalação simples. Uma conexão a cabo permanente significa que os computadores conectados estão vulneráveis a

violações de segurança o tempo todo e precisam ser protegidos adequadamente com firewalls. Para resolver essas questões de segurança, os serviços de cable modem oferecem recursos para utilização de conexões VPN (Virtual Private Network – Rede Virtual Privada) até um servidor VPN, que geralmente fica nas instalações da empresa.

Um cable modem é capaz de transmitir até de 30 a 40 Mbps de dados em um único canal a cabo de 6 MHz. Isso é quase 500 vezes mais rápido que um modem de 56 kbps.

Com um cable modem, um assinante pode continuar a receber o serviço de televisão a cabo ao mesmo tempo em que recebe dados em um computador pessoal. Isso é feito com ajuda de um simples divisor (splitter) um-para-dois.

com ajuda de um simples divisor (splitter) um-para-dois. Os assinantes de cable modem precisam usar o

Os assinantes de cable modem precisam usar o provedor de serviços de Internet associado ao provedor do serviço. Todos os assinantes locais compartilham a mesma largura de banda do cabo. Conforme outros usuários forem assinando o serviço, a largura de banda disponível pode ficar abaixo da taxa esperada.

Uso de CMTS

Uso de CMTS Arquitetura de uma rede de dados a cabo 49

Arquitetura de uma rede de dados a cabo

Uso de CMTS Arquitetura de uma rede de dados a cabo 49

Arquitetura De Rede de Dados a Cabo

Arquitetura De Rede de Dados a Cabo 2.3 Projeto de WAN 2.3.1 Comunicação por WAN WANs

2.3 Projeto de WAN

2.3.1 Comunicação por WAN

WANs são consideradas um conjunto de enlaces de dados que conectam roteadores das redes locais. As estações dos usuários e os servidores nas redes locais trocam dados. Os roteadores transmitem dados entre as redes através dos enlaces de dados.

Devido ao custo e a questões legais, um provedor de comunicações ou uma prestadora comum normalmente são donos dos enlaces de dados que compõem uma WAN. Os enlaces são disponibilizados aos assinantes mediante o pagamento de uma taxa de uso e são utilizados para interconectar redes locais ou para estabelecer conexões com redes remotas. A velocidade de transferência de dados (largura de banda) em uma WAN é consideravelmente mais lenta do que os 100 Mbps que são comuns em uma rede local. As tarifas para fornecimento do enlace são o principal elemento do custo de uma WAN e o projeto deve preocupar-se em fornecer o máximo de largura de banda a um custo aceitável. Com a pressão dos usuários por mais acesso ao serviço a velocidades mais altas e com a pressão dos gerentes para contenção de custos, determinar a configuração ótima de uma WAN não é uma tarefa fácil.

WANs transportam vários tipos de tráfego, como voz, dados e vídeo. O projeto selecionado deve fornecer capacidade adequada e tempos de trânsito que atendam às exigências da empresa. Dentre outras especificações, o projeto deve considerar a topologia das conexões entre as diversas localidades, a natureza dessas conexões e a capacidade da largura de banda.

WANs mais antigas geralmente consistiam em enlaces de dados que conectavam diretamente computadores mainframe remotos.

As WANs de hoje, porém, conectam redes locais geograficamente distantes. Estações de usuários finais, servidores

As WANs de hoje, porém, conectam redes locais geograficamente distantes.

porém, conectam redes locais geograficamente distantes. Estações de usuários finais, servidores e roteadores

Estações de usuários finais, servidores e roteadores comunicam-se através das redes locais, e os enlaces de dados da WAN terminam nos roteadores locais. Trocando informações de endereço da camada 3 sobre as redes locais conectadas diretamente, os roteadores determinam o caminho mais apropriado através da rede para os fluxos de dados necessários. Os roteadores também podem fornecer gerenciamento da qualidade do serviço (QoS), que destina prioridades aos diferentes fluxos de tráfego.

Como a WAN é meramente um conjunto de interconexões entre roteadores baseados em redes locais, não há serviços na WAN. As tecnologias WAN funcionam nas três camadas inferiores do modelo de referência OSI.

Os roteadores determinam o destino dos dados a partir dos cabeçalhos da camada de rede

Os roteadores determinam o destino dos dados a partir dos cabeçalhos da camada de rede e transferem os pacotes para a conexão do enlace de dados apropriada, para serem entregues na conexão física.

2.3.2 Etapas do projeto de uma WAN

Projetar uma WAN pode ser uma tarefa desafiadora, mas abordar o projeto de forma sistemática pode levar a um melhor desempenho com custo reduzido. Muitas WANs evoluíram ao longo do tempo, portanto muitas das diretrizes discutidas aqui podem não ter sido consideradas. Toda vez que se considerar uma modificação em uma WAN existente, deve-se seguir os passos deste módulo. As modificações em uma WAN podem ser resultado de mudanças, tais como uma expansão da empresa servida pela WAN ou a acomodação de novas práticas de trabalho e métodos de negócios.

As empresas instalam conectividade WAN porque existe uma necessidade de movimentar dados de maneira ágil entre filiais externas. A função da WAN é atender às exigências da empresa. Atender a essas exigências representa custos, por exemplo, em equipamentos e gerenciamento dos enlaces de dados.

Ao projetar a WAN, é necessário conhecer o tráfego de dados que deve ser transportado, sua origem e seu destino. WANs transportam diversos tipos de tráfego, com exigências variáveis quanto a largura de banda, latência e jitter.

variáveis quanto a largura de banda, latência e jitter. Para cada par de nós e para

Para cada par de nós e para cada tipo de tráfego, é necessário ter informações sobre as diversas características do tráfego.

Para determiná-las, podem ser necessários estudos extensos e consultas aos usuários da rede. O projeto

Para determiná-las, podem ser necessários estudos extensos e consultas aos usuários da rede. O projeto geralmente envolve atualização, expansão ou modificação de uma WAN existente. Muitos dos dados necessários podem vir das estatísticas existentes do gerenciamento da rede.

Conhecer os diversos nós permite selecionar uma topologia ou layout para a WAN. A topologia será influenciada por considerações geográficas, mas também por exigências, tais como a disponibilidade. Uma forte exigência de disponibilidade requer enlaces extras que forneçam caminhos de dados alternativos para redundância e balanceamento de carga.

Uma vez escolhidos os nós e os enlaces, pode-se estimar a largura de banda necessária. O tráfego nos enlaces pode ter exigências variáveis de latência e jitter. Uma vez determinada a disponibilidade da largura de banda, deve-se selecionar as tecnologias de enlace apropriadas.

Finalmente, pode-se determinar os custos de instalação e operacionais da WAN e compará-los com a necessidade comercial que motivou a criação da WAN.

com a necessidade comercial que motivou a criação da WAN. Na prática, o processo de seguir

Na prática, o processo de seguir as etapas mostradas na figura acima raramente é linear. Várias modificações podem ser necessárias antes da finalização de um projeto. Um monitoramento e uma reavaliação constantes também são necessários após a instalação da WAN, a fim de manter o desempenho otimizado.

2.3.3

Como identificar e selecionar os recursos de rede

Projetar uma WAN consiste essencialmente no seguinte:

Selecionar um padrão ou layout de interconexão para os enlaces entre as diversas localidades;

Selecionar as tecnologias para esses enlaces, a fim de atender às exigências da empresa a um custo aceitável.

Muitas WANs usam uma topologia em estrela. Conforme a empresa cresce e novas filiais são adicionadas, essas filiais são conectadas à matriz, produzindo uma topologia em estrela tradicional.

à matriz, produzindo uma topologia em estrela tradicional. Às vezes, os nós em estrela estão em

Às vezes, os nós em estrela estão em conexão cruzada, criando uma topologia em malha ou malha parcial.

cruzada, criando uma topologia em malha ou malha parcial. Isso proporciona muitas combinações possíveis para as

Isso proporciona muitas combinações possíveis para as interconexões. Ao reprojetar, reavaliar ou modificar uma WAN, deve-se selecionar uma topologia que atenda às exigências do projeto.

Ao selecionar um layout, há vários fatores a se considerar. Uma maior quantidade de enlaces aumenta o custo dos serviços de rede e a existência de vários caminhos entre os destinos aumenta a confiabilidade. Adicionar dispositivos de rede no caminho de dados aumenta a latência e diminui a confiabilidade. Geralmente, cada pacote precisa ser completamente recebido em um nó para poder ser passado para o próximo. Uma variedade de tecnologias dedicadas com diferentes recursos está disponível para os enlaces de dados.

recursos está disponível para os enlaces de dados. Tecnologias que exigem o estabelecimento de uma conexão

Tecnologias que exigem o estabelecimento de uma conexão para que os dados possam ser transmitidos, como o telefone convencional, ISDN ou X.25, não são adequadas para WANs que exijam tempo de resposta pequeno ou baixa latência. Uma vez estabelecidos, os serviços ISDN e outros serviços de discagem são circuitos de baixa latência e baixo jitter. Geralmente, o ISDN é a aplicação escolhida para conectar um pequeno escritório residencial (SOHO) à rede da empresa, oferecendo conectividade confiável e largura de banda adaptável. Diferentemente do cabo e da DSL, o ISDN é uma opção sempre que um serviço de telefonia moderno estiver disponível. Ela também é útil como enlace de backup para conexões principais e para fornecer conexões com largura de banda sob demanda em paralelo com uma conexão principal. Uma característica dessas tecnologias é que a empresa só precisa pagar quando o circuito estiver em uso.

As diferentes partes da empresa podem ser conectadas diretamente com linhas privadas ou podem ser conectadas com um enlace de acesso ao ponto de presença (POP) mais próximo de uma rede compartilhada. X.25, Frame Relay e ATM são exemplos de redes compartilhadas. As linhas privadas geralmente são muito mais longas e, portanto, mais caras que os enlaces de acesso, mas estão disponíveis em praticamente qualquer largura de banda. Oferecem latência e jitter muito baixos.

As redes ATM, Frame Relay e X.25 transportam tráfego de diversos clientes nos mesmos enlaces internos. A empresa não tem controle sobre a quantidade de enlaces ou saltos que precisam ser percorridos pelos dados na rede compartilhada. Ela não pode controlar o tempo que os dados precisam esperar em cada nó antes de se moverem para o enlace seguinte. Essa incerteza quanto à latência e ao jitter tornam essas tecnologias inadequadas para alguns tipos de tráfego de rede. Entretanto, as desvantagens de uma rede compartilhada geralmente podem ser superadas pelo custo reduzido. Como diversos clientes estão compartilhando o enlace, o custo para cada um deles geralmente será menor do que o custo de um enlace direto com a mesma capacidade.

Embora o ATM seja uma rede compartilhada, ele foi projetado para produzir latência e jitter mínimos, por meio do uso de enlaces internos de alta velocidade, enviando unidades de dados facilmente gerenciáveis, chamadas células. As células ATM têm um comprimento fixo de 53 bytes, 48 para dados e 5 para o cabeçalho. O ATM é amplamente utilizado para transportar tráfego sensível a atrasos. O Frame Relay também pode ser utilizado para tráfego sensível a atrasos, freqüentemente usando mecanismos de QoS para dar prioridade aos dados mais sensíveis.

Uma WAN típica usa uma combinação de tecnologias, que normalmente são escolhidas com base no tipo e no volume do tráfego. ISDN, DSL, Frame Relay ou linhas privadas são usados para conectar filiais individuais em uma área. Frame Relay, ATM ou linhas privadas são usados para conectar áreas externas ao backbone. ATM ou linhas privadas formam o backbone WAN.

2.3.4 Modelo de projeto em três camadas

É necessária uma abordagem sistemática quando for preciso unir muitas localidades. Uma solução hierárquica em três camadas oferece muitas vantagens.

hierárquica em três camadas oferece muitas vantagens. Imagine uma empresa que opere em todos os países

Imagine uma empresa que opere em todos os países da União Européia e que tenha uma filial em cada cidade com população superior a 10.000 habitantes. Cada filial tem uma rede local e foi decidido que todas as filiais devem ser interconectadas. Fica claro que uma rede em malha não é factível, pois seriam necessários cerca de 500.000 enlaces para os 900 centros. Uma estrela simples seria muito difícil de implementar, pois necessita de um roteador com 900 interfaces no ponto de concentração (hub) ou de uma única interface que transporte 900 circuitos virtuais para uma rede comutada por pacotes.

Em vez disso, considere um modelo de projeto hierárquico. As redes locais de uma área são interconectadas para formar um grupo, várias áreas são interconectadas para formar uma região e as várias regiões são interconectadas para formar o núcleo da WAN.

regiões são interconectadas para formar o núcleo da WAN. A área poderia ter como base a

A área poderia ter como base a quantidade de localidades a serem conectadas, com um limite máximo entre 30 e 50. A área teria uma topologia em estrela, com os hubs das estrelas conectados para formar a região.

entre 30 e 50. A área teria uma topologia em estrela, com os hubs das estrelas
entre 30 e 50. A área teria uma topologia em estrela, com os hubs das estrelas

As regiões poderiam ser geográficas, conectando de três a dez áreas, e o hub de cada região poderia ser ligado ponto-a-ponto.

e o hub de cada região poderia ser ligado ponto-a-ponto. Esse modelo em três camadas segue

Esse modelo em três camadas segue o projeto hierárquico usado nos sistemas telefônicos. Os enlaces que conectam as várias localidades de uma área que fornecem acesso à rede da empresa são chamados de enlaces de acesso ou camada de acesso da WAN. O tráfego entre as áreas é distribuído pelos enlaces de distribuição e é repassado para os enlaces do núcleo, a fim de ser transferido a outras regiões, quando necessário.

Geralmente, essa hierarquia é útil quando o tráfego da rede espelha a estrutura de filiais da empresa e é divido em regiões, áreas e filiais. Ela também é útil quando há um serviço central ao qual todas as filiais devem ter acesso, mas os níveis de tráfego são insuficientes para justificar uma conexão direta de uma filial ao serviço.

A rede local do centro da área pode ter servidores que ofereçam serviço local ou para a área. Dependendo dos volumes e dos tipos de tráfego, as conexões de acesso podem ser discadas, privadas ou Frame Relay. O Frame Relay facilita malhas para redundância, sem exigir conexões físicas adicionais. Os enlaces de distribuição podem ser Frame Relay ou ATM e o núcleo da rede pode ser ATM ou com linhas privadas.

2.3.5 Outros modelos de projeto em camadas

Muitas redes não exigem a complexidade de uma hierarquia completa em três camadas.

É possível usar hierarquias mais simples. Uma empresa com diversas filiais relativamente pequenas, que exijam

É possível usar hierarquias mais simples.

É possível usar hierarquias mais simples. Uma empresa com diversas filiais relativamente pequenas, que exijam tráfego

Uma empresa com diversas filiais relativamente pequenas, que exijam tráfego mínimo entre elas, pode optar por um projeto com uma só camada. Historicamente, isso não foi muito comum, devido ao comprimento das linhas privadas. O Frame Relay, em que a cobrança não está relacionada à distância, está tornando possível essa solução de projeto.

Se houver necessidade de certa concentração geográfica, um projeto em duas camadas é adequado. Isso produz um padrão de "estrela de estrelas". Novamente, o padrão escolhido

com base na tecnologia de linha privada será consideravelmente diferente do padrão baseado na tecnologia Frame Relay.

Mesmo no planejamento de redes mais simples, o modelo em três camadas deve ser considerado, pois pode oferecer melhor escalonabilidade da rede. O hub no centro de um modelo em duas camadas também é um núcleo, mas sem outros roteadores de núcleo conectados a ele. Da mesma forma, em uma solução em uma camada, o hub da área serve como hub regional e como hub do núcleo. Isso permite um crescimento futuro fácil e rápido, já que o projeto básico pode ser replicado para adicionar novas áreas de serviço.

2.3.6 Outras considerações sobre o projeto de WANs

Muitas WANs corporativas terão conexões com a Internet. Isso coloca problemas de segurança, mas também oferece uma alternativa para o tráfego entre as filiais.

Parte do tráfego que precisa ser considerado durante o projeto vai para a Internet ou vem dela. Como a Internet existe provavelmente em todo lugar onde a empresa tenha redes locais, há duas maneiras típicas de transportar esse tráfego. Cada rede local pode ter uma conexão com seu provedor local de serviços de Internet ou pode haver uma única conexão de um dos roteadores do núcleo a um provedor. A vantagem do primeiro método é que o tráfego é transportado pela Internet e não pela rede da empresa, provavelmente resultando em enlaces WAN menores. A desvantagem de permitir vários enlaces é que toda a WAN corporativa fica aberta a ataques oriundos da Internet. Também fica difícil monitorar e proteger os vários pontos de conexão. Um único ponto de conexão é mais fácil de monitorar e proteger, mesmo que a WAN corporativa passe a transportar um tráfego que, de outra maneira, teria sido transportado através da Internet.

Se cada rede local da empresa tiver uma conexão à Internet individual, surge outra possibilidade para a WAN corporativa. Onde os volumes de tráfego forem relativamente pequenos, a Internet pode ser usada como WAN corporativa, com todo o tráfego entre as filiais atravessando a Internet.

todo o tráfego entre as filiais atravessando a Internet. Proteger as várias redes locais passa a

Proteger as várias redes locais passa a ser um problema, mas a economia em conexões WAN pode pagar pela segurança.

Os servidores devem ser colocados o mais próximo possível dos locais que os acessarão com maior freqüência. A replicação de servidores, com arranjo para atualizações entre servidores fora do pico, reduz a capacidade exigida dos enlaces. A localização dos serviços acessíveis pela Internet dependerá da natureza do serviço, do tráfego previsto e de questões de segurança. Esse é um tópico de projeto especializado que está além do escopo deste currículo.

Resumo

Devem ter sido compreendidos os importantes conceitos a seguir:

Diferenças entre as áreas geográficas atendidas por WANs e pelas redes locais;

Semelhanças entre as camadas do modelo OSI envolvidas em WANs e em redes locais;

Familiaridade com a terminologia WAN usada para descrever equipamentos, tais como CPE, CO, loop local, DTE, DCE, CSU/DSU e TA;

Familiaridade com a terminologia WAN usada para descrever serviços e padrões, tais como ISDN, Frame Relay, ATM, T1, HDLC, PPP, POST, BRI, PRI, X.25 e DSL;

Diferenças entre redes comutadas por pacotes e redes comutadas por circuito;

Diferenças e semelhanças entre as tecnologias WAN atuais, tais como serviços de discagem (dialup) analógica, ISDN, linha privada, X.25, Frame Relay e ATM;

Vantagens e desvantagens dos serviços DSL e cable modem;

Propriedade e custo associados aos enlaces de dados WAN;

Exigências de capacidade e tempos de trânsito de vários tipos de tráfego WAN, tais como voz, dados e vídeo;

Familiaridade com topologias WAN, tais como ponto-a-ponto, estrela e malha;

Elementos do projeto de uma WAN, como atualização, expansão e modificação de uma WAN existente, e recomendação de um serviço WAN a uma organização conforme suas necessidades;

Vantagens oferecidas pelo projeto de WAN hierárquica em três camadas;

Alternativas para o tráfego WAN entre filiais

oferecidas pelo projeto de WAN hierárquica em três camadas; • Alternativas para o tráfego WAN entre

Visão Geral

Módulo 03 – PPP

Este módulo apresenta uma visão geral das tecnologias WAN. Ele introduz e explica a terminologia WAN, como, por exemplo: transmissão serial, multiplexação por divisão de tempo (TDM), demarcação, equipamento terminal de dados (DTE) e equipamento de comunicação de dados (DCE). São apresentados o desenvolvimento e a utilização do encapsulamento HDLC (controle de enlace de dados de alto nível), assim como os métodos para configurar e solucionar problemas de uma interface serial.

PPP (Point-to-Point Protocol) é o protocolo escolhido para ser implementado em uma conexão comutada WAN serial. Ele pode tratar tanto a comunicação síncrona como assíncrona e inclui detecção de erros. O mais importante é que ele incorpora um processo de autenticação, usando CHAP ou PAP. PPP pode ser usado em vários meios físicos, incluindo par trançado, linhas de fibra ótica e transmissão por satélite.

Neste módulo, são descritos os procedimentos de configuração do PPP, assim como as opções disponíveis e os conceitos de solução de problemas. Dentre as opções disponíveis, está a capacidade do PPP de usar autenticação PAP ou CHAP.

Ao concluírem este módulo, os alunos deverão ser capazes de:

Explicar a comunicação serial;

Descrever e dar um exemplo de TDM;

Identificar o ponto de demarcação de uma WAN;

Descrever as funções do DTE e do DCE;

Discutir o desenvolvimento do encapsulamento HDLC;

Usar o comando encapsulation hdlc para configurar o HDLC;

Solucionar problemas de uma interface serial, usando os comandos show interface e show controllers;

Identificar as vantagens da utilização do PPP;

Explicar as funções do LCP (Link Control Protocol) e do NCP (Network Control Protocol), componentes do PPP;

Descrever as partes de um quadro PPP;

Identificar as três fases de uma sessão PPP;

Explicar a diferença entre PAP e CHAP;

Listar as etapas do processo de autenticação do PPP;

Identificar as várias opções de configuração do PPP;

Configurar o encapsulamento PPP;

Configurar a autenticação CHAP e PAP;

Usar show interface para verificar o encapsulamento serial;

Solucionar qualquer problema da configuração do PPP usando debug PPP.

3.1 Links Seriais Ponto-a-Ponto

3.1.1 Introdução à comunicação serial

As tecnologias WAN baseiam-se em transmissão serial na camada física. Isso significa que os bits de um quadro são transmitidos um de cada vez pelo meio físico.

Os bits que compõem o quadro da camada 2 são sinalizados, um a um, pelos processos da camada física para o meio físico.

Os métodos de sinalização incluem NRZ-L (Nonreturn to Zero Level), HDB3 (High Density Binary 3)

Os métodos de sinalização incluem NRZ-L (Nonreturn to Zero Level), HDB3 (High Density Binary 3) e AMI (Alternative Mark Inversion). Esses são exemplos de padrões de codificação da camada física, semelhantes à codificação Manchester para a Ethernet. Dentre outras coisas, esses métodos de sinalização fazem distinção entre diferentes métodos de comunicação serial. Alguns dos muitos padrões de comunicação serial são:RS-232-E.

V.35

HSSI (High Speed Serial Interface)

3.1.2 Multiplexação por divisão de tempo

A multiplexação por divisão de tempo (TDM) é a transmissão de diversas fontes de informação usando um canal (ou sinal) comum e a posterior reconstrução dos fluxos originais na extremidade remota.

reconstrução dos fluxos originais na extremidade remota. No exemplo mostrado na figura acima, há três fontes

No exemplo mostrado na figura acima, há três fontes de informação transportadas alternadamente pelo canal de saída. Inicialmente, uma amostra dade informação é obtida de cada canal de entrada. O tamanho dessa amostra pode variar, mas geralmente é um bit ou um byte de cada vez. Dependendo da utilização de bits ou bytes, esse tipo de TDM é chamado intercalação de bits (bit-interleaving) ou intercalação de bytes (byte-interleaving).

Cada um dos três canais de entrada tem sua própria capacidade. Para que o canal de saída possa acomodar todas as informações dessas três entradas, sua capacidade deve ser maior ou igual à soma das entradas.

Em TDM, a alocação de tempo da saída está sempre presente, mesmo que a entrada TDM não tenha informações a transmitir. A saída TDM pode ser comparada a um trem com 32 vagões. Cada um é de propriedade de uma empresa de transporte e, todos os dias, o trem parte com os 32 vagões. Se uma das empresas produziu para enviar, o vagão é carregado. Se a empresa não tem nada para enviar, o vagão fica vazio, mas continua fazendo parte do trem.

TDM é um conceito da camada física; ela não tem relação com a natureza das informações que estão sendo multiplexadas no canal de saída. A TDM é independente do protocolo de camada 2 que foi usado pelos canais de entrada.

Um exemplo de TDM é o ISDN (Integrated Services Digital Network). A taxa básica do ISDN (BRI) tem três canais constituídos de dois canais B de 64 kbps (B1 e B2) e um canal D de 16 kbps. A TDM tem nove alocações de tempo, que são repetidas.

A TDM tem nove alocações de tempo, que são repetidas. Isso permite que a companhia telefônica

Isso permite que a companhia telefônica gerencie, identifique e solucione problemas no loop local quando o ponto de demarcação ocorrer depois da unidade de terminação da rede (NTU), em locais onde a NT1 não faz parte do CPE.

3.1.3 Ponto de demarcação

O ponto de demarcação (ou "demarc", como também é conhecido) é o ponto da rede onde termina a responsabilidade do provedor de serviços ou da companhia telefônica. Nos Estados Unidos, uma companhia telefônica fornece o loop local até dentro das instalações do cliente e este fornece os equipamentos ativos, tais como a unidade de serviço de canal/dados (CSU/DSU), nos quais termina o loop local. Geralmente, essa terminação ocorre em um painel de telefonia e o cliente é responsável pela manutenção, substituição e conserto desse equipamento.

Em outros países, a unidade de terminação da rede (NTU) é fornecida e gerenciada pela companhia telefônica. Isso permite que a companhia gerencie, identifique e solucione problemas no loop local, com a ocorrência do ponto de demarcação depois da NTU. O cliente conecta um dispositivo CPE (customer premises equipment), tal como um roteador ou dispositivo de acesso frame relay, a uma NTU usando uma interface serial V.35 ou RS-232.

3.1.4 DTE/DCE Uma conexão serial tem um dispositivo DTE (data terminal equipment) em um lado

3.1.4 DTE/DCE

Uma conexão serial tem um dispositivo DTE (data terminal equipment) em um lado da conexão e um dispositivo DCE (data communications equipment) no outro lado. A conexão entre os dois DCEs é a rede de transmissão do provedor de serviços de WAN. O CPE, geralmente um roteador, é o DTE. Outros exemplos de DTE podem ser um terminal, um computador, uma impressora ou um fax. O DCE, geralmente um modem ou CSU/DSU, é o dispositivo usado para converter os dados de usuários do DTE em uma forma aceitável para o enlace de transmissão do provedor de serviços de WAN. Esse sinal é recebido no DCE remoto, que o decodifica novamente em uma seqüência de bits. Em seguida, essa seqüência é sinalizada para o DTE remoto.

seguida, essa seqüência é sinalizada para o DTE remoto. Foram desenvolvidos diversos padrões que permitem que

Foram desenvolvidos diversos padrões que permitem que os DTEs comuniquem-se com os DCEs. A EIA (Electronics Industry Association) e a ITU-T (International Telecommunication Union Telecommunications Standardization Sector) têm sido as mais ativas no desenvolvimento desses padrões.

A ITU-T refere-se ao DCE como equipamento de terminação do circuito de dados. A EIA

A ITU-T refere-se ao DCE como equipamento de terminação do circuito de dados. A EIA refere-

se ao DCE como equipamento de comunicação de dados.

A interface DTE/DCE de um determinado padrão define as seguintes especificações:

Mecânicas/físicas – Quantidade de pinos e tipo de conector;

Elétricas – Definem os níveis de tensão do 0 e do 1;

Funcionais – Especificam as funções que são realizadas, atribuindo significados a cada linha de sinalização da interface;

Procedimentais – Especificam a seqüência de eventos para transmissão de dados.

Se dois DTEs precisam estar conectados entre si, como dois computadores ou dois roteadores no laboratório, é necessário um cabo especial, chamado modem nulo, para eliminar a necessidade de um DCE. Em conexões síncronas, em que é necessário um sinal de clock, este precisa ser gerado por um dispositivo externo ou por um dos DTEs.

A porta serial síncrona de um roteador é configurada como DTE ou DCE, dependendo do cabo

conectado, que é DTE ou DCE, de acordo com a configuração do roteador. Se a porta estiver configurada como DTE, que é a configuração default, será necessário um sinal de clock externo gerado pelo CSU/DSU ou por outro dispositivo DCE.

O cabo para a conexão DTE - DCE é um cabo de transição serial blindado. A extremidade do

roteador do cabo de transição serial blindado pode ser um conector DB-60, que se conecta à porta DB-60 de uma placa de interface WAN. A outra extremidade do cabo de transição serial está disponível com o conector apropriado para o default a ser usado. Geralmente, o provedor de WAN ou o CSU/DSU indicam o tipo desse cabo. Os dispositivos Cisco suportam os padrões seriais EIA/TIA-232, EIA/TIA-449, V.35, X.21 e EIA/TIA-530.

Para suportar densidades mais altas em um formato menor, a Cisco lançou um cabo Smart Serial. A extremidade da interface do roteador do cabo Smart Serial é um conector de 26 pinos, significativamente mais compacto do que o conector DB-60.

3.1.5

Encapsulamento HDLC

Inicialmente, as comunicações seriais baseavam-se em protocolos orientados a caracteres. Os protocolos orientados a bits eram mais eficientes, mas eram proprietários. Em 1979, a ISO definiu o HDLC como default de protocolo da camada de enlace orientado a bits, que encapsula os dados em enlaces de dados seriais síncronos. Essa padronização levou outros comitês a adotarem e estenderem o protocolo. Desde 1981, a ITU-T desenvolveu uma série de protocolos derivados do HDLC. Os exemplos de protocolos derivativos a seguir são chamados de protocolos de acesso a enlaces:

LAPB (Link Access Procedure, Balanced) para X.25;

LAPD (Link Access Procedure on the D channel) para ISDN;

LAPM (Link Access Procedure for Modems) e PPP para modems;

LAPF (Link Access Procedure for Frame Relay) para Frame Relay.

O HDLC usa transmissão serial síncrona, fornecendo comunicação livre de erros entre dois

pontos. O HDLC define uma estrutura de quadros de camada 2, que proporciona controle de fluxo e controle de erro, usando confirmações e um esquema de janelamento. Cada quadro tem o mesmo formato, quer seja um quadro de dados ou um quadro de controle.

O HDLC default não suporta de maneira inerente vários protocolos em um único enlace, já que

ele não tem uma forma de indicar qual protocolo está sendo transportado. A Cisco oferece uma

versão proprietária do HDLC. O quadro HDLC da Cisco usa um campo "tipo" proprietário, que funciona como campo de protocolo. Esse campo permite que vários protocolos da camada de rede compartilhem o mesmo enlace serial. HDLC é o protocolo default de camada 2 das interfaces seriais dos roteadores Cisco.

O HDLC define os seguintes três tipos de quadros, cada um com um diferente formato do

campo de controle:

cada um com um diferente formato do campo de controle: • Quadros de informação (I-frames) –

Quadros de informação (I-frames) – Transportam os dados a serem transmitidos para a estação. Adicionalmente, existe controle de fluxo e erro, e os dados podem ser adicionados por piggybacking a um quadro de informações.

Quadros de supervisão (S-frames) – Fornecem mecanismos de solicitação/resposta quando o piggybacking não é usado.

Quadros não-numerados (U-frames) – Fornecem funções suplementares de controle de enlaces, tais como configuração da conexão. O campo do código identifica o tipo do quadro não numerado.

Os primeiros um ou dois bits do campo de controle servem para identificar o tipo de quadro. No campo de controle de um quadro de informações (I), o número da seqüência de envio refere-se ao número do quadro a ser enviado a seguir. O número da seqüência de recebimento fornece

o número do quadro a ser recebido a seguir. Tanto o remetente quanto o destinatário mantêm números de seqüência de envio e recebimento.

3.1.6 Configurando o encapsulamento HDLC

O método default de encapsulamento usado pelos dispositivos Cisco em linhas seriais síncronas é o Cisco HDLC. Se a interface serial estiver configurada com outro protocolo de encapsulamento e este precisar ser mudado para HDLC, entre no modo de configuração da interface serial. Em seguida, digite o comando encapsulation hdlc, para especificar o protocolo de encapsulamento da interface.

para especificar o protocolo de encapsulamento da interface. O Cisco HDLC é um protocolo ponto-a-ponto, que
para especificar o protocolo de encapsulamento da interface. O Cisco HDLC é um protocolo ponto-a-ponto, que

O Cisco HDLC é um protocolo ponto-a-ponto, que pode ser usado em linhas alugadas (leased

lines) entre dois dispositivos Cisco. Ao comunicar-se com um dispositivo não Cisco, o PPP

síncrono é uma opção mais viável.

3.1.7 Solucionando problemas de uma interface serial

A saída do comando show interfaces serial exibe informações específicas das

interfaces seriais. Quando o HDLC está configurado, a saída deve mostrar "Encapsulation

HDLC".

a saída deve mostrar "Encapsulation HDLC". Quando o PPP está configurado, deve-se ver

Quando o PPP está configurado, deve-se ver "Encapsulation PPP" na saída.

Cinco possíveis estados de problema podem ser identificados na linha de status da interface na

Cinco possíveis estados de problema podem ser identificados na linha de status da interface na exibição de show interfaces serial:

estados de problema podem ser identificados na linha de status da interface na exibição de show
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• Serial x is down, line protocol is down – (Serial x está inativa, o

Serial x is down, line protocol is down – (Serial x está inativa, o protocolo de linha está inativo)

Serial x is up, line protocol is down – (Serial x está ativa, o protocolo de linha está inativo)

Serial x is up, line protocol is up (looped) – (Serial x está ativa, o protocolo de linha está ativo (em loop))

Serial x is up, line protocol is down (disabled) – (Serial x está ativo, o protocolo de linha está inativo (desativado))

Serial x is administratively down, line protocol is down – (Serial x está administrativamente inativa, o protocolo de linha está inativo)

O comando show controllers é outra importante ferramenta de diagnóstico ao solucionar problemas das linhas seriais. A saída de show controllers indica o estado dos canais da interface e se um cabo está conectado a ela.

seriais. A saída de show controllers indica o estado dos canais da interface e se um

Na figura acima, a interface serial 0/0 tem um cabo DTE V.35 conectado a ela. A sintaxe do comando varia, dependendo da plataforma. No caso das interfaces seriais dos roteadores Cisco da série 7000, use o comando show controllers cbus.

Se a saída da interface elétrica for indicada por UNKNOWN (DESCONHECIDA), em vez de V.35, EIA/TIA-449 ou algum outro tipo de interface elétrica, provavelmente o problema é um cabo conectado de forma inadequada. Também é possível que haja um problema nos fios internos da placa. Se a interface elétrica for desconhecida, a exibição correspondente do comando show interfaces serial <X> mostrará que a interface e o protocolo da linha estão inativos.

A seguir estão alguns comandos de depuração que são úteis para solucionar problemas de WAN e seriais:

que são úteis para solucionar problemas de WAN e seriais: • debug serial interface – Verifica

debug serial interface – Verifica se o número de pacotes de keepalive está aumentando. Se não estiver, existe um possível problema de temporização na placa da interface ou na rede.

debug arp – Indica se o roteador está enviando informações ou aprendendo sobre os roteadores (com pacotes ARP) do outro lado da nuvem WAN. Use este comando quando alguns nós de uma rede TCP/IP estiverem respondendo, mas outros não.

debug frame-relay lmi – Obtém informações da LMI (Local Management Interface), que são úteis para determinar se um switch Frame Relay e um roteador estão enviando e recebendo pacotes LMI.

debug frame-relay events – Determina se estão ocorrendo trocas entre um roteador e um switch Frame Relay.

debug ppp negotiation – Mostra os pacotes PPP (protocolo ponto-a-ponto) transmitidos durante a inicialização do PPP, quando as opções do PPP são negociadas.

debug ppp packet – Mostra os pacotes PPP que estão sendo enviados e recebidos. Este comando exibe dumps de pacotes em baixo nível.

debug ppp – Mostra erros de PPP, tais como quadros ilegais ou malformados, associados à negociação e à operação da conexão PPP.

debug ppp authentication – Mostra as trocas de pacotes CHAP (Challenge Handshake Authentication Protocol) e PAP (Password Authentication Protocol) do PPP.

CUIDADO:

A depuração da saída recebe alta prioridade no processo da CPU e pode tornar o sistema inutilizável. Por essa razão, os comandos de depuração só devem ser usados para solucionar problemas específicos ou durante as sessões de solução de problemas com o pessoal de suporte técnico da Cisco. É uma boa prática usar os comandos de depuração durante períodos de baixo tráfego na rede e quando a quantidade de usuários online for mínima. A depuração durante esses períodos diminui a probabilidade de que a sobrecarga de processamento dos comandos de depuração afete a utilização do sistema.

3.2 Autenticação PPP

3.2.1 Arquitetura em camadas do PPP

O PPP usa uma arquitetura em camadas. Uma arquitetura em camadas é um modelo, projeto ou planta lógica que ajuda na comunicação entre camadas interconectadas. O modelo OSI (Open System Interconnection) é a arquitetura em camadas usada em sistemas de redes. O PPP fornece um método para encapsular datagramas multiprocolos através de um enlace ponto-a-ponto e usa a camada de enlace para testar a conexão. Portanto, o PPP é composto de dois sub-protocolos:

Portanto, o PPP é composto de dois sub-protocolos: • Protocolo de controle do enlace – Usado

Protocolo de controle do enlace – Usado para estabelecer o enlace ponto-a-ponto.

de dois sub-protocolos: • Protocolo de controle do enlace – Usado para estabelecer o enlace ponto-a-ponto.

Protocolo de controle da rede – Usado para configurar os vários protocolos de camadas da rede.

para configurar os vários protocolos de camadas da rede. O PPP pode ser configurado nos seguintes

O

PPP pode ser configurado nos seguintes tipos de interfaces físicas:

Serial assíncrona;

Serial síncrona;

HSSI (High-Speed Serial Interface);

Integrated Services Digital Network (ISDN)

O

PPP usa o LCP (Link Control Protocol) para negociar e configurar as opções de controle do

enlace de dados da WAN. O PPP usa o componente NCP (Network Control Protocol) para encapsular e negociar opções para vários protocolos de camada da rede. O LCP fica por cima da camada física e é usado para estabelecer, configurar e testar a conexão do enlace de dados.

O PPP também usa o LCP para entrar em acordo automaticamente sobre as opções de

formato de encapsulamento, tais como:

Autenticação – As opções de autenticação exigem que o lado do enlace que faz a chamada insira informações para ajudar a garantir que o usuário obtenha permissão do administrador de rede para fazer a chamada. Os roteadores adjacentes trocam mensagens de autenticação. Duas opções de autenticação são o PAP e o CHAP.

Compressão – As opções de compressão aumentam o throughput efetivo das conexões PPP, reduzindo a quantidade de dados no quadro que precisam viajar através do enlace. O protocolo descomprime o quadro no destino. Dois protocolos de compressão disponíveis nos roteadores Cisco são o Stacker e o Predictor.

Detecção de erros – Os mecanismos de detecção de erros com o PPP permitem que um processo identifique condições de falha. As opções Quality e Magic Number ajudam a garantir um enlace de dados confiável e sem loops.

Multilink – O Cisco IOS versão 11.1 ou posterior suporta PPP multilink. Essa alternativa oferece balanceamento de carga nas interfaces do roteador usadas pelo PPP.

Retorno de chamada do PPP – Para aprimorar ainda mais a segurança, o Cisco IOS versão 11.1 oferece retorno de chamada pelo PPP. Com essa opção do LCP, um roteador Cisco pode atuar como cliente de retorno de chamada ou como servidor de retorno de chamada. O cliente efetua a chamada inicial, solicita que ela seja retornada e encerra essa chamada inicial. O roteador de retorno de chamada responde à chamada inicial e efetua a chamada de retorno para o cliente, com base nas declarações da sua configuração.

O

LCP também realiza o seguinte:

Trata limites variáveis de tamanho de pacote;

Detecta erros comuns de configuração;

Encerra o enlace;

Determina quando um enlace está funcionando corretamente ou quando está falhando.

O

PPP permite que vários protocolos de camada de rede operem no mesmo enlace de

comunicação. Para cada protocolo de camada de rede utilizado, é fornecido um diferente NCP (Network Control Protocol). Por exemplo, o IP (Internet Protocol) usa o IPCP (IP Control Protocol) e o IPX (Internetwork Packet Exchange) usa o IPXCP (Novell IPX Control Protocol). Os NCPs incluem campos funcionais que contêm códigos padronizados, para indicar o tipo de protocolo de camada de rede encapsulado pelo PPP.

Os campos de um quadro PPP são os seguintes:

Flag – Indica o começo ou o fim de um quadro e consiste na seqüência binária

01111110.

Endereço – Consiste no endereço de broadcast default, que é a seqüência binária 11111111. O PPP não atribui endereços de estações individuais.

Controle – 1 byte que consiste na seqüência binária 00000011, que requer a transmissão de dados do usuário em um quadro sem seqüência. É oferecido um serviço de enlace sem conexão, semelhante ao LLC (Logical Link Control) tipo 1.

Protocolo – 2 bytes que identificam o protocolo encapsulado no campo de dados do quadro.

o protocolo encapsulado no campo de dados do quadro. • Dados – 0 ou mais bytes

Dados – 0 ou mais bytes que contêm o datagrama do protocolo especificado no campo de protocolo. O final do campo de dados é encontrado localizando-se a seqüência de flags de fechamento e deixando-se 2 bytes para o campo de FCS (frame check sequence). O tamanho máximo default do campo de dados é de 1500 bytes.

FCS – Normalmente, 16 bits ou 2 bytes, que se referem aos caracteres extra adicionados ao quadro para fins de controle de erros.

3.2.2 Estabelecendo uma sessão PPP

O estabelecimento de uma sessão PPP é feito em três fases. Elas são: estabelecimento de

enlace, autenticação e protocolo da camada de rede.

Os quadros LCP são usados para realizar o trabalho de cada uma das fases do

Os quadros LCP são usados para realizar o trabalho de cada uma das fases do LCP. As três classes de quadros LCP a seguir são usadas em uma sessão PPP:

Os quadros de estabelecimento de enlace são usados para estabelecer e configurar um enlace;

Os quadros de encerramento de enlace são usados para encerrar um enlace;

Os quadros de manutenção de enlace são usados para gerenciar e depurar um enlace.

As três fases de estabelecimento de uma sessão PPP são:

Fase de estabelecimento do enlace – Nesta fase, cada dispositivo PPP envia quadros LCP para configurar e testar o enlace de dados. Os quadros LCP contêm um campo de opção de configuração, que permite que os dispositivos negociem o uso de opções, tais como MTU (Maximum Transmission Unit), compressão de determinados campos PPP e protocolo de autenticação de enlace. Se uma opção de configuração não estiver incluída em um pacote LCP, considera-se o valor default para essa opção de configuração.

o valor default para essa opção de configuração. Antes que qualquer pacote da camada de rede
o valor default para essa opção de configuração. Antes que qualquer pacote da camada de rede

Antes que qualquer pacote da camada de rede possa ser trocado, o LCP deve abrir a conexão e negociar os parâmetros de configuração. Essa fase estará concluída quando um quadro de confirmação da configuração tiver sido enviado e recebido.

Fase de autenticação (opcional) – Depois que o enlace tiver sido estabelecido e a decisão sobre o protocolo de autenticação tiver sido tomada, o par pode ser autenticado. A autenticação, se usada, ocorre antes do início da fase do protocolo da

camada de rede. Como parte dessa fase, o LCP também oferece um teste opcional de determinação da qualidade do enlace. O enlace é testado para determinar se sua qualidade é suficiente para ativar os protocolos da camada de rede.

é suficiente para ativar os protocolos da camada de rede. • Fase do protocolo da camada
é suficiente para ativar os protocolos da camada de rede. • Fase do protocolo da camada

Fase do protocolo da camada de rede – Nesta fase, os dispositivos PPP enviam pacotes NCP para escolher e configurar um ou mais protocolos da camada de rede, como o IP.

um ou mais protocolos da camada de rede, como o IP. Após a configuração de cada

Após a configuração de cada um dos protocolos da camada de rede escolhidos, os pacotes de cada protocolo da camada de rede podem ser enviados através do enlace. Se o LCP fechar o enlace, ele informará os protocolos da camada de rede para que estes possam tomar a medida adequada. O comando show interfaces revela os estados do LCP e do NCP sob a configuração do PPP.

O enlace do PPP permanece configurado para comunicação, até que ocorra um dos eventos a seguir:

Encerramento do enlace por quadros do LCP ou NCP;

Expiração de um temporizador de inatividade;

Intervenção de um usuário.

3.2.3 Protocolos de autenticação do PPP

A fase de autenticação de uma sessão PPP é opcional. Depois do estabelecimento do enlace e da escolha do protocolo de autenticação, o ponto pode ser autenticado. A autenticação, se utilizada, ocorre antes do início da fase de configuração do protocolo da camada de rede.

As opções de autenticação exigem que o lado do enlace que efetua a chamada forneça informações de autenticação. Isso ajuda a garantir que o usuário tenha permissão do administrador da rede para efetuar a chamada. Os roteadores adjacentes trocam mensagens de autenticação.

Ao configurar a autenticação PPP, o administrador da rede pode selecionar o PAP (Password Authentication Protocol) ou o CHAP (Challenge Handshake Authentication Protocol).

Protocol) ou o CHAP (Challenge Handshake Authentication Protocol). Em geral, o CHAP é o protocolo preferido.
Protocol) ou o CHAP (Challenge Handshake Authentication Protocol). Em geral, o CHAP é o protocolo preferido.

Em geral, o CHAP é o protocolo preferido.

3.2.4

PAP (Password Authentication Protocol)

O PAP fornece um método simples para que um nó remoto estabeleça sua identidade, usando

um handshake duplo.

estabeleça sua identidade, usando um handshake duplo. Após a conclusão da fase de estabelecimento do enlace

Após a conclusão da fase de estabelecimento do enlace PPP, um par nome de usuário/senha é enviado repetidamente pelo nó remoto através do enlace, até que a autenticação seja confirmada ou que a conexão seja encerrada.

seja confirmada ou que a conexão seja encerrada. O PAP não é um protocolo de autenticação

O PAP não é um protocolo de autenticação forte. As senhas são enviadas pelo enlace em texto

claro e não há nenhuma proteção contra reprodução ou contra ataques repetidos de tentativa e

erro. O nó remoto controla a freqüência e a temporização das tentativas de registro.

3.2.5 CHAP (Challenge Handshake Authentication Protocol)

O CHAP é usado na inicialização de um enlace e verifica periodicamente a identidade do nó

remoto usando um handshake triplo. Ele é realizado no estabelecimento inicial do enlace e é repetido durante o tempo em que o enlace está ativo.

Após a conclusão da fase de estabelecimento do enlace PPP, o roteador local envia uma mensagem de "desafio" ao nó remoto. O nó remoto responde com um valor calculado, usando uma função hash de direção única, que geralmente é MD5 (Message Digest 5). Essa resposta baseia-se na senha e na mensagem de desafio. O roteador local verifica a resposta, comparando-a com seu próprio cálculo do valor hash esperado. Se os valores hash coincidirem, a autenticação é confirmada; caso contrário, a conexão é encerrada imediatamente.

O CHAP oferece proteção contra ataques de reprodução, através do uso de um valor de

desafio variável, que é exclusivo e imprevisível. Como o desafio é exclusivo e aleatório, o valor

hash resultante também é exclusivo e aleatório. O uso de repetidos desafios visa a limitar o tempo de exposição a um determinado ataque. O roteador local (ou outro servidor de autenticação) controla a freqüência e a temporização dos desafios.

3.2.6 Processo de encapsulamento e autenticação do PPP

Ao usar o comando encapsulation ppp, pode-se adicionar opcionalmente a autenticação PAP ou CHAP. Se nenhuma autenticação for especificada, a sessão PPP é iniciada imediatamente. Se a autenticação for exigida, o processo passa pelas seguintes etapas:

for exigida, o processo passa pelas seguintes etapas: • O método de autenticação é determinado. •

O método de autenticação é determinado.

O banco de dados local ou o servidor de segurança (que tem um banco de dados de nomes de usuários e senhas) são verificados para determinar se o nome de usuário e a senha fornecidos correspondem.

O processo verifica a resposta de autenticação devolvida pelo banco de dados local. Se a resposta é positiva, a sessão PPP é iniciada. Se é negativa, a sessão é encerrada.

82
82

3.3 Configurando o PPP

3.3.1 Introdução à configuração do PPP

Os aspectos configuráveis do PPP incluem métodos de autenticação, compressão, detecção de erros e o suporte ou não a multilink. A seção a seguir descreve as diferentes opções de configuração do PPP.

Os roteadores Cisco que usam encapsulamento PPP podem incluir as opções de configuração de LCP descritas na figura

Os roteadores Cisco que usam encapsulamento PPP podem incluir as opções de configuração de LCP descritas
. 3.3.2 Configurando o PPP O exemplo a seguir ativa o encapsulamento PPP na interface

.

3.3.2 Configurando o PPP

O exemplo a seguir ativa o encapsulamento PPP na interface serial 0/0:

Router#configure terminal Router(config)#interface serial 0/0 Router(config-if)#encapsulation ppp

É possível configurar a compressão de software ponto-a-ponto em interfaces seriais que usam o encapsulamento PPP. A compressão é realizada por software e pode afetar significativamente o desempenho do sistema. A compressão não é recomendável se a maior parte do tráfego for constituída de arquivos comprimidos.

do sistema. A compressão não é recomendável se a maior parte do tráfego for constituída de

Para configurar a compressão no PPP, digite os seguintes comandos:

Router(config)#interface serial 0/0 Router(config-if)#encapsulation ppp Router(config-if)#compress [predictor | stac]

Digite o seguinte para monitorar os dados descartados no enlace e evitar o loop de quadros:

Router(config)#interface serial 0/0 Router(config-if)#encapsulation ppp Router(config-if)#ppp quality percentage

Os comandos a seguir realizam o balanceamento de carga através de vários enlaces:

Router(config)#interface serial 0/0 Router(config-if)#encapsulation ppp Router(config-if)#ppp multilink

3.3.3 Configurando a autenticação PPP

O procedimento descrito na tabela descreve como configurar o encapsulamento PPP e os protocolos de autenticação PAP/CHAP.

descrito na tabela descreve como configurar o encapsulamento PPP e os protocolos de autenticação PAP/CHAP. 85
Uma configuração correta é essencial, já que o PAP e o CHAP usarão esses parâmetros

Uma configuração correta é essencial, já que o PAP e o CHAP usarão esses parâmetros para autenticação.

A figura

roteadores autenticam e são autenticados e, portanto, os comandos de autenticação PAP espelham um ao outro. O nome do usuário e a senha do PAP enviados por um roteador devem corresponder àqueles especificados no comando username name password passworddo outro roteador.

username name password password do outro roteador. é um exemplo de configuração de autenticação PAP de

é um exemplo de configuração de autenticação PAP de duas direções. Os dois

O PAP fornece um método simples para que um nó remoto estabeleça sua identidade, usando

um handshake duplo. Isso é feito somente no estabelecimento inicial do enlace. O nome do host em um roteador deve corresponder ao nome do usuário configurado no outro roteador. As senhas também precisam coincidir.

no outro roteador. As senhas também precisam coincidir. O CHAP é usado para verificar periodicamente a

O CHAP é usado para verificar periodicamente a identidade do nó remoto, usando um

handshake triplo. O nome do host em um roteador deve corresponder ao nome do usuário configurado no outro roteador. As senhas também precisam coincidir. Isso é feito no momento

do estabelecimento inicial do enlace e pode ser repetido a qualquer momento, depois que o enlace tiver sido estabelecido.

momento, depois que o enlace tiver sido estabelecido. 3.3.4 Verificando a configuração do encapsulamento PPP

3.3.4 Verificando a configuração do encapsulamento PPP serial

Use o comando show interfaces serial para verificar a configuração adequada do encapsulamento HDLC ou PPP.

a configuração adequada do encapsulamento HDLC ou PPP. A saída do comando na figura ilustra uma

A saída do comando na figura ilustra uma configuração PPP. Quando o HDLC estiver configurado, a saída do comando show interfaces serial deve indicar "Encapsulation HDLC". Quando o PPP estiver configurado, os estados de seus LCP e NCP podem ser verificados com o comando show interfaces serial.

A figura lista os comandos usados ao ativar, configurar e verificar o PPP. 3.3.5 Solucionando

A figura lista os comandos usados ao ativar, configurar e verificar o PPP.

3.3.5 Solucionando problemas da configuração do encapsulamento serial

O comando debug ppp authentication exibe a seqüência de troca de autenticação.

exibe a seqüência de troca de autenticação. A figura ilustra a saída do roteador esquerdo durante

A figura ilustra a saída do roteador esquerdo durante a autenticação CHAP com o roteador da

direita quando debug ppp authentication está ativado. Com a autenticação dupla configurada, um roteador autentica o outro. Aparecem mensagens tanto para o processo de autenticar como para o processo de ser autenticado. Use o comando debug ppp authentication para exibir a seqüência de troca enquanto ela ocorre.

A figura destaca a saída do roteador para uma autenticação PAP dupla. O comando debug

A figura destaca a saída do roteador para uma autenticação PAP dupla.

O comando debug ppp é usado para exibir informações sobre a operação do PPP. A forma no desse comando desativa a saída da depuração.

A forma no desse comando desativa a saída da depuração. Router# debug ppp { authentication |

Router#debug ppp {authentication | packet | negotiation | error | chap} Router#no debug ppp {authentication | packet | negotiation | error | chap}

Resumo

Devem ter sido compreendidos os importantes conceitos a seguir:

Multiplexação por divisão de tempo;

Ponto de demarcação de uma WAN;

Definição e funções do DTE e do DCE;

Desenvolvimento do encapsulamento HDLC;

Utilização do comando encapsulation hdlc para configurar o HDLC;

Solução de problemas de uma interface serial, usando os comandos show interface e show controllers;

Vantagens da utilização do protocolo PPP;

Funções do LCP (Link Control Protocol) e do NCP (Network Control Protocol), componentes do PPP;

As partes de um quadro PPP;

As três fases de uma sessão PPP;

Diferença entre PAP e CHAP;

Etapas do processo de autenticação do PPP;

As várias opções de configuração do PPP;

Como configurar o encapsulamento PPP;

Como configurar a autenticação CHAP e PAP;

Utilização de show interface para verificar o encapsulamento serial;

Solução de problemas da configuração do PPP, usando o comando debug ppp.

da configuração do PPP, usando o comando debug ppp . Módulo 04 – ISDN e DDR

Módulo 04 – ISDN e DDR

Visão Geral

ISDN (Integrated Services Digital Network) é uma rede que fornece conectividade digital fim-a- fim, oferecendo suporte a uma ampla gama de serviços, como voz e dados.

O ISDN permite que vários canais digitais operem simultaneamente através dos mesmos cabos comuns de telefone usados para linhas analógicas, mas transmitindo um sinal digital em vez de analógico. A latência em uma linha ISDN é muito mais baixa do que em uma linha analógica.

DDR (Dial-on-Demand Routing) é uma técnica desenvolvida pela Cisco, que permite a utilização das linhas telefônicas existentes para formar uma rede de longa distância (WAN), em vez de usar linhas dedicadas independentes. As linhas telefônicas comutadas públicas (PSTNs) fazem parte desse processo.

DDR é usado quando não há necessidade de uma conexão constante, reduzindo, assim, os custos. DDR define o processo para que um roteador se conecte usando uma rede de discagem (dial-up) quando houver tráfego a ser enviado e se desconecte quando a transferência for concluída.

Ao concluírem este módulo, os alunos deverão ser capazes de:

Definir os padrões ISDN usados para endereçamento, conceitos e sinalização;

Descrever como o ISDN usa as camadas física e de enlace;

Listar as interfaces e os pontos de referência do ISDN;

Configurar a interface ISDN do roteador;

Determinar o tráfego permitido ao se configurar DDR;

Configurar rotas estáticas para DDR;

Escolher o tipo correto de encapsulamento para DDR;

Determinar e aplicar uma lista de acesso que afete o tráfego DDR;

Configurar as interfaces do discador.

4.1 Conceitos de ISDN

4.1.1 Introdução ao ISDN

Há várias tecnologias WAN usadas para fornecer acesso à rede a partir de locais remotos. Uma dessas tecnologias é ISDN. O ISDN pode ser usado como solução para os problemas de pequena largura de banda enfrentados por pequenos escritórios ou usuários de discagem com os serviços telefônicos de discagem tradicionais.

PSTN tradicional baseava-se em uma conexão analógica entre as instalações do cliente e a estação comutadora local, também chamada loop local.

e a estação comutadora local, também chamada loop local. Os circuitos analógicos introduzem limitações na largura

Os circuitos analógicos introduzem limitações na largura de banda que pode ser obtida no loop local. Restrições do circuito não permitem larguras de banda analógicas superiores a 3000 Hz, aproximadamente. A tecnologia ISDN permite utilizar dados digitais no loop local, oferecendo melhores velocidades de acesso aos usuários remotos.

ISDN permite utilizar dados digitais no loop local, oferecendo melhores velocidades de acesso aos usuários remotos.

As empresas telefônicas desenvolveram o ISDN com a intenção de criar uma rede totalmente digital. O ISDN permite que sinais digitais sejam transmitidos através do cabeamento telefônico existente. Isso tornou-se possível quando os switches das companhias telefônicas foram atualizados para suportar sinais digitais. Geralmente, o ISDN é usado para telecomutar e ligar em rede escritórios pequenos e remotos à rede local corporativa.

As companhias telefônicas desenvolveram o ISDN como parte de um esforço para padronizar os serviços aos assinantes. Isso incluiu a UNI (User-Network Interface), mais conhecida como loop local. Os padrões ISDN definem os esquemas de configuração de chamada e de hardware para a conectividade digital fim-a-fim. Esses padrões ajudam a atingir o objetivo de conectividade mundial, garantindo que as redes ISDN comuniquem-se facilmente umas com as outras. Em uma rede ISDN, a função de digitalização é realizada na localidade do usuário e não na companhia telefônica.

O ISDN traz a conectividade digital para as instalações locais. A lista a seguir mostra alguns

dos benefícios do ISDN:

A lista a seguir mostra alguns dos benefícios do ISDN: • Transporta uma variedade de sinais

Transporta uma variedade de sinais de tráfego do usuário, como dados, voz e vídeo;

Oferece configuração de chamada muito mais rápida do que as conexões por modem;

Os canais B oferecem uma taxa de transferência de dados muito mais rápida do que as dos modems;

Os canais B são apropriados para enlaces negociados PPP (Point-to-Point Protocol).

O ISDN é um serviço versátil, capaz de transportar tráfego de voz, vídeo e dados. É possível

usar vários canais para transportar diferentes tipos de tráfego através de uma única conexão.

O ISDN usa sinalização fora de banda, o delta (canal D), para configuração de chamada e

sinalização. Para fazer uma chamada telefônica normal, o usuário disca o número, inserindo

um algarismo de cada vez. Quando todos os algarismos são recebidos, a chamada ao usuário remoto pode ser efetuada. O ISDN fornece os algarismos para o switch às taxas do canal D, reduzindo, assim, o tempo de configuração da chamada.

Ele também oferece maior largura de banda do que uma conexão discada tradicional de 56 kbps. O ISDN usa canais portadores (bearer), também chamados canais B, como caminhos

limpos para os dados. Cada canal B fornece 64 kbps de largura de banda. Com vários canais

B, o ISDN oferece maior largura de banda para as conexões WAN do que alguns serviços

alugados. Uma conexão ISDN com dois canais B fornece uma largura de banda utilizável total de 128 kbps.

Cada canal B do ISDN pode fazer uma conexão serial independente com qualquer outra localidade da rede ISDN. Como o PPP opera tanto nos enlaces síncronos como assíncronos, as linhas ISDN podem ser usadas em conjunto com o encapsulamento do PPP.

4.1.2 Padrões e métodos de acesso do ISDN

O trabalho com os padrões para o ISDN começou no final da década de 1960. Um conjunto abrangente de recomendações ISDN foi publicado em 1984 e é continuamente atualizado pela ITU-T (International Telecommunication Union Telecommunications Standardization Sector), anteriormente conhecida como CCITT (Consultative Committee for International Telegraph and Telephone). Os padrões ISDN são um conjunto de protocolos que abrangem as comunicações de dados e telefonia digital. A ITU-T agrupa e organiza os protocolos ISDN de acordo com os seguintes tópicos gerais:

protocolos ISDN de acordo com os seguintes tópicos gerais: • Protocolos E – Recomendam padrões de

Protocolos E – Recomendam padrões de rede de telefonia para o ISDN. Por exemplo,

o protocolo E.164 descreve o endereçamento internacional do ISDN.

Protocolos I – Tratam de conceitos, terminologia e métodos gerais. A série I.100 inclui conceitos ISDN gerais e a estrutura de outras recomendações da série I. A I.200 trata de aspectos de serviço do ISDN. A I.300 descreve aspectos de rede. A I.400 descreve

a maneira como a UNI é fornecida.

Protocolos Q – Abordam a maneira como a comutação e a sinalização devem operar.

O termo sinalização, neste contexto, significa o processo de estabelecer uma chamada

ISDN.

Os padrões ISDN definem dois tipos principais de canais, cada um com uma taxa de transmissão diferente. O canal portador, ou canal B, é definido como um caminho digital limpo de 64 kbps. É denominado limpo porque pode ser usado para transmitir qualquer tipo de dados digitalizados em modo full-duplex. Por exemplo, uma chamada de voz digitalizada pode ser transmitida em um único canal B. O segundo tipo de canal é conhecido como canal delta, ou canal D. Ele pode ter 16 kbps para o BRI (Basic Rate Interface) ou 64 kbps para o PRI (Primary Rate Interface).

ou canal D. Ele pode ter 16 kbps para o BRI (Basic Rate Interface) ou 64

O canal D é usado para transportar informações de controle do canal B.

Quando se estabelece uma conexão TCP, há uma troca de informações conhecida como configuração da conexão. Essas informações são trocadas pelo caminho em que os dados serão transmitidos. Tanto as informações de controle quanto os dados compartilham o mesmo caminho. Isso é chamado sinalização dentro da banda. Entretanto, o ISDN usa um canal independente para as informações de controle, o canal D. Isso é chamado sinalização fora da banda.

O ISDN especifica dois métodos de acesso default, BRI e PRI. Uma única interface BRI ou PRI

fornece um conjunto multiplexado de canais B e D.

A BRI usa dois canais B de 64 kbps mais um canal D de 16kbps. A BRI opera em muitos

roteadores Cisco. Como ela usa dois canais B e um canal D, às vezes é conhecida como

2B+D.

Os canais B podem ser usados para transmissão de fala digitalizada. Nesse caso, são usados métodos especializados para codificação da voz. Além disso, os canais B também podem ser usados para o transporte de dados a velocidades relativamente altas. Neste modo, as informações são transportadas em formato de quadro, usando HDLC ou PPP como o protocolo da camada 2. O PPP é mais robusto que o HDLC porque fornece um mecanismo para autenticação e negociação da configuração de enlaces e protocolos compatíveis.

O ISDN é considerado uma conexão comutada por circuito. O canal B é a unidade elementar

da comutação por circuito.

O canal D transporta mensagens de sinalização, como configuração e encerramento de

chamadas, para controlar as chamadas dos canais B. O tráfego no canal D emprega o protocolo LAPD (Link Access Procedure on the D Channel). O LAPD é um protocolo da camada de enlace baseado no HDLC.

Na América do Norte e no Japão, o PRI oferece 23 canais B de 64 kbps e um canal D de 64 kbps. Um PRI oferece o mesmo serviço de uma conexão T1 ou DS1. Na Europa e em praticamente todos os outros países, o PRI oferece 30 canais B e um canal D, fornecendo o mesmo nível de serviço de um circuito E1. O PRI usa uma DSU/CSU (Data Service Unit/Channel Service Unit) para as conexões T1/E1.

4.1.3 Modelo em três camadas e protocolos ISDN

O ISDN utiliza um conjunto de padrões da ITU-T que abrange as camadas física, de enlace e

de rede do modelo de referência OSI:

física, de enlace e de rede do modelo de referência OSI: • As especificações da camada

As especificações da camada física do ISDN BRI e PRI estão definidas em I.430 e I.431 da ITU-T, respectivamente.

A especificação do enlace de dados do ISDN está baseada no LAPD e está formalmente especificada nos seguintes itens:

Q.920 da ITU-T;

Q.921 da ITU-T;

Q.922 da ITU-T;

Q.923 da ITU-T.

A camada de rede do ISDN está definida no Q.930 da ITU-T, também conhecido como I.450, e no Q.931 da ITU-T, também conhecido como I.451. Esses padrões especificam conexões comutadas por circuito, comutadas por pacotes e de usuário para usuário.

O serviço BRI é fornecido por um loop local de cobre, que tradicionalmente transporta o serviço telefônico analógico. Embora haja apenas um caminho físico para um BRI, há três caminhos de informação independentes, 2B+D. As informações dos três canais são multiplexadas nesse caminho físico único.

Os formatos dos quadros da camada física do ISDN, ou camada 1, são diferentes, dependendo se o quadro está sendo recebido ou transmitido. Se o quadro está sendo transmitido, ele é enviado do terminal para a rede. Quadros que estão sendo transmitidos usam o formato de quadro TE. Se o quadro está sendo recebido, ele é enviado da rede para o terminal. Quadros que estão sendo recebidos usam o formato de quadro TE. Se o quadro está entrando, ele é enviado da rede para o terminal. Quadros que estão entrando usam o formato de quadro NT.

Quadros que estão entrando usam o formato de quadro NT. Cada quadro contém duas amostras de

Cada quadro contém duas amostras de quadro, cada uma contendo o seguinte:

8 bits do canal B1;

8 bits do canal B2;

4 bits do canal D;

6 bits de sobrecarga (overhead).

Os quadros do ISDN BRI contêm 48 bits. 4000 quadros desse tipo são transmitidos por segundo. Cada canal B (B1 e B2) tem uma capacidade de 2*(8*4000) = 64 kbps. O canal D tem uma capacidade de 4*4000 = 16 kbps. Ele é responsável por 144 kbps da taxa de bits total da interface física do ISDN BRI, que é de 192 kbps. O resto da taxa de dados são os bits de sobrecarga (overhead) necessários para a transmissão.

Os bits de sobrecarga (overhead) de um quadro da camada física ISDN são usados da seguinte maneira:

Bit de enquadramento – Fornece a sincronização.

Bit de balanceamento de carga – Ajusta o valor médio de bits.

Eco dos bits anteriores do canal D – Usado para a resolução de disputas, quando vários terminais de um barramento passivo disputam um canal.

Bit de ativação – Ativa os dispositivos.

Bit reserva – Não atribuído.

Observe que a taxa de bits física da interface BRI é de 48*4000 = 192 kbps. A taxa efetiva é de 144 kbps = 64 kbps + 64 kbps + 16 kbps (2B+D).

A camada 2 do canal de sinalização ISDN é LAPD. O LAPD é semelhante ao HDLC. O LAPD é

usado no canal D para garantir que as informações de controle e sinalização estejam sendo

recebidas e fluindo corretamente.

Os campos de controle e de flag do LAPD são idênticos aos do HDLC.

de controle e de flag do LAPD são idênticos aos do HDLC. O campo de endereço

O campo de endereço do LAPD tem 2 bytes de comprimento. O primeiro byte do campo de

endereço contém o SAPI (Service Access Point Identifier), que identifica o portal no qual os serviços LAPD são fornecidos à camada 3. O bit de comando/resposta (C/R) indica se o quadro contém um comando ou uma resposta. O segundo byte contém o TEI (Terminal Endpoint Identifier). Cada equipamento terminal nas instalações do cliente precisa de um identificador exclusivo. O TEI pode ser atribuído estaticamente na instalação ou pode ser atribuído dinamicamente pelo switch quando o equipamento for iniciado. Se o TEI for atribuído estaticamente durante a instalação, ele será um número de 0 a 63. Os TEIs atribuídos dinamicamente variam de 64 a 126. Um TEI igual a 127, ou somente 1s, indica um broadcast.

4.1.4 Funções da ISDN

Devem ocorrer várias trocas para que um roteador conecte-se a outro usando ISDN. Para estabelecer uma chamada ISDN, usa-se o canal D entre o roteador e o switch ISDN. A sinalização SS7 (Signal System 7) é usada entre os switches dentro da rede do provedor do serviço.

O canal D entre o roteador e o switch ISDN está sempre ativo. O Q.921 descreve os processos

dos enlaces de dados ISDN do LAPD, que funcionam como os processos da camada 2 do modelo de referência OSI. O canal D é usado para funções de controle de chamadas, tais como configuração, sinalização e encerramento de chamadas. Essas funções são implementadas no protocolo Q.931. O Q.931 especifica funções da camada 3 do modelo de referência OSI. O default Q.931 recomenda uma conexão da camada de rede entre o nó de extremidade terminal e o switch ISDN local, mas não impõe uma recomendação fim-a-fim. Como alguns switches ISDN foram desenvolvidos antes que o Q.931 fosse padronizado, os diversos provedores e switches ISDN usam diversas implementações do Q.931. Como os tipos

de switches não são padrão, os roteadores precisam ter comandos em suas configurações que especifiquem o switch ISDN ao qual estão se conectando.

A seqüência de eventos a seguir ocorre durante o estabelecimento de uma chamada BRI ou PRI:

ocorre durante o estabelecimento de uma chamada BRI ou PRI: 1. O canal D é usado
ocorre durante o estabelecimento de uma chamada BRI ou PRI: 1. O canal D é usado

1. O canal D é usado para enviar o número chamado ao switch ISDN local.

2. O switch local usa o protocolo de sinalização SS7 para configurar um caminho e transmitir o número chamado ao switch ISDN remoto.

3. O switch ISDN remoto sinaliza o destino através do canal D.

4. O dispositivo NT-1 de destino do ISDN envia ao switch ISDN remoto uma mensagem de conexão da chamada.

5. O switch ISDN remoto usa o SS7 para enviar uma mensagem de conexão da chamada ao switch local.

6. O switch ISDN local conecta um canal B fim-a-fim, deixando o outro canal B disponível para uma nova conversa ou transferência de dados. Os dois canais B podem ser usados simultaneamente.

4.1.5

Pontos de referência do ISDN

Os padrões ISDN definem grupos funcionais, como dispositivos ou componentes de hardware, que permitem que o usuário acesse os serviços do BRI ou PRI. Os fabricantes podem criar hardware que suporte uma ou mais funções. As especificações ISDN definem quatro pontos de referência que conectam um dispositivo ISDN ao outro.

de referência que conectam um dispositivo ISDN ao outro. Cada dispositivo de uma rede ISDN realiza

Cada dispositivo de uma rede ISDN realiza uma tarefa específica para facilitar a conectividade fim-a-fim.

tarefa específica para facilitar a conectividade fim-a-fim. Para conectar dispositivos que realizam funções

Para conectar dispositivos que realizam funções específicas, a interface entre os dois dispositivos precisa ser bem definida. Essas interfaces são conhecidas como pontos de referência.

Os pontos de referência que afetam o lado do cliente da conexão ISDN são os

Os pontos de referência que afetam o lado do cliente da conexão ISDN são os seguintes:

R – Faz referência à conexão entre um dispositivo TE2 (Terminal Equipment type 2) não compatível com ISDN e um TA (Terminal Adapter), como por exemplo, uma interface serial RS-232.

S – Faz referência aos pontos que se conectam ao dispositivo de comutação do cliente NT2 (Network Termination type 2) e que permitem chamadas entre os vários tipos de equipamentos das instalações do cliente.

T – Eletricamente idêntica à interface S, faz referência à conexão que sai da NT2 e vai para a rede ISDN ou NT1 (Network Termination type 1).

U – Faz referência à conexão entre a NT1 e a rede ISDN de propriedade da companhia telefônica.

Como as referências S e T são eletricamente semelhantes, algumas interfaces são indicadas por S/T. Embora realizem funções diferentes, a porta é eletricamente idêntica e pode ser usada para qualquer uma das funções.

4.1.6 Determinando a interface ISDN do roteador

Nos Estados Unidos, exige-se que o cliente forneça a NT1. Na Europa e em vários outros países, a companhia telefônica fornece a função NT1 e apresenta uma interface S/T ao cliente. Nessas configurações, não se exige que o cliente forneça um dispositivo NT1 separado ou função NT1 integrada no dispositivo terminal. Equipamentos, tais como módulos e interfaces ISDN do roteador, devem ser solicitados conforme o caso.

Para selecionar um roteador Cisco com a interface ISDN apropriada, faça o seguinte: 1. Determine

Para selecionar um roteador Cisco com a interface ISDN apropriada, faça o seguinte:

1. Determine se o roteador suporta ISDN BRI. Na parte traseira do roteador, procure um conector BRI ou uma WIC (WAN Interface Card) BRI.

2. Determine quem deve fornecer a NT1. Uma NT1 termina o loop local para a central da operadora (CO) do provedor de serviços ISDN. Nos Estados Unidos, a NT1 é um CPE (Customer Premise Equipment), o que significa que é de responsabilidade do cliente. Na Europa, normalmente o provedor do serviço fornece a NT1.

3. Se a NT1 for integrada ao CPE, o roteador deve ter uma interface U. Se o roteador tiver uma interface S/T, ele precisará de uma NT1 externa para se conectar ao provedor ISDN.

Se o roteador tiver um conector rotulado como BRI, ele já está ativado para ISDN. Com uma interface ISDN nativa já integrada, o roteador é um TE1 e precisará conectar-se a uma NT1. Se o roteador tiver uma interface U, ele também terá uma NT1 integrada.

um TE1 e precisará conectar-se a uma NT1. Se o roteador tiver uma interface U, ele

Se o roteador não tiver um conector rotulado como BRI e for de configuração fixa ou não modular, ele precisará usar uma interface serial existente. Com interfaces ISDN não nativas, tais como as interfaces seriais, deve-se conectar um dispositivo TA externo à interface serial para oferecer conectividade BRI. Se o roteador for modular, pode ser possível atualizá-lo para uma interface ISDN nativa, desde que ele tenha um slot disponível.

CUIDADO:

Um roteador com uma interface U nunca deve ser conectado a uma NT1, pois isso danificaria a interface

4.1.7 Tipos de switch ISDN

Os roteadores precisam ser configurados para identificar o tipo de switch com o qual vão comunicar-se. Os tipos de switch ISDN disponíveis variam, dependendo em parte do país no qual o switch está sendo usado. Como conseqüência das diversas implementações do Q.931, o protocolo de sinalização do canal D usado nos switches ISDN varia conforme o fabricante.

Os serviços oferecidos pelas prestadoras de ISDN variam consideravelmente conforme o país ou a região.

ISDN variam consideravelmente conforme o país ou a região. Assim como os modems, cada tipo de

Assim como os modems, cada tipo de switch opera de forma ligeiramente diferente e tem um conjunto específico de requisitos de configuração de chamada. Para poder se conectar a um serviço ISDN, o roteador precisa ser configurado para o tipo de switch usado na central. Essa informação deve ser especificada durante a configuração do roteador, para que ele possa comunicar-se com o switch, efetuar chamadas no âmbito da rede ISDN e enviar dados.

Além de conhecer o tipo de switch usado pelo provedor do serviço, também pode ser

Além de conhecer o tipo de switch usado pelo provedor do serviço, também pode ser necessário saber quais SPIDs (Service Profile Identifiers) são atribuídos pela companhia telefônica. Um SPID é um número fornecido pela prestadora de ISDN para identificar a configuração da linha do serviço BRI. Os SPIDs permitem que vários dispositivos ISDN, como equipamentos de dados e voz, compartilhem o loop local. Os SPIDs são exigidos pelos switches DMS-100 e National ISDN-1.

Os SPIDs são usados somente na América do Norte e no Japão. A prestadora de ISDN fornece um SPID para identificar a configuração da linha do serviço ISDN. Em muitos casos, ao configurar um roteador, será necessário inserir os SPIDs.

Cada SPID aponta para a configuração da linha e para informações de configuração. Os SPIDs são uma série de caracteres que geralmente parecem números de telefone. Os SPIDs identificam cada canal B para o switch da central. Uma vez identificado, o switch vincula os serviços disponíveis à conexão. Lembre-se: normalmente, o ISDN é usada para conectividade de discagem. Os SPIDs são processados quando o roteador conecta-se inicialmente ao switch ISDN. Se os SPIDs forem necessários mas não estiverem configurados corretamente, a inicialização falhará e os serviços ISDN não poderão ser usados.

4.2 Configuração do ISDN

4.2.1 Configurando o ISDN BRI

O comando isdn switch-typeswitch-type pode ser configurado no modo de configuração global ou de interface para especificar o switch ISDN do provedor.

ou de interface para especificar o switch ISDN do provedor. Se o comando isdn switch-type for

Se o comando isdn switch-type for executado no modo de configuração global, o tipo de switch ISDN será definido de maneira idêntica para todas as interfaces ISDN. As interfaces individuais podem ser configuradas após o comando de configuração global para refletir um tipo de switch alternativo.

Quando o serviço ISDN for instalado, o provedor do serviço emitirá informações sobre o tipo de switch e sobre os SPIDs. Os SPIDs são usados para definir os serviços disponíveis para assinantes ISDN individuais. Dependendo do tipo de switch, pode ser necessário adicionar esses SPIDs à configuração. Os switches ISDN National ISDN-1 e DMS-100 exigem SPIDs para serem configurados, mas o switch AT&T 5ESS não exige. Os SPIDs devem ser especificados ao se usar o simulador ISDN Adtran.

O formato dos SPIDs pode variar, dependendo do tipo de switch ISDN e das exigências

específicas do provedor. Use os comandos do modo de configuração de interface isdn spid1 e isdn spid2 para especificar o SPID exigido pela rede ISDN quando o roteador

iniciar uma chamada para a estação comutadora ISDN local.

iniciar uma chamada para a estação comutadora ISDN local. A configuração do ISDN BRI é um

A configuração do ISDN BRI é um misto de comandos globais e de interface.

do ISDN BRI é um misto de comandos globais e de interface. Para configurar o tipo

Para configurar o tipo de switch ISDN, use o comando isdn switch-type no modo de configuração global:

Router(config)#isdn switch-typeswitch-type

O argumento switch-type indica o tipo do switch do provedor do serviço. Para desativar o

switch na interface ISDN, especifique isdn switch-type none. O exemplo a seguir configura o tipo de switch National ISDN-1 no modo de configuração global:

Router(config)#isdn switch-type basic-ni

Para definir os SPIDs, use o comando isdn spid# no modo de configuração de interface. Esse comando é usado para definir os números de SPIDs que foram atribuídos aos canais B:

Router(config-if)#isdn spid1spid-number [ldn] Router(config-if)#isdn spid2spid-number [ldn]

O argumento opcional ldn define um número de catálogo de discagem local. Na maioria dos

switches, esse número deve coincidir com as informações da parte chamada, que chegam pelo switch ISDN. Os SPIDs são especificados no modo de configuração de interface. Para entrar no modo de configuração de interface, use o comando interface bri no modo de configuração global:

Router(config)#interface brislot/port Router(config)#interface bri0/0 Router(config-if)#isdn spid1 51055540000001 5554000 Router(config-if)#isdn spid2 51055540010001 5554001

4.2.2 Configurando o ISDN PRI

O ISDN PRI é fornecida por meio de uma linha alugada T1 ou E1. As principais tarefas de

configuração do PRI são as seguintes:

tarefas de configuração do PRI são as seguintes: 1. Especificar o tipo correto de switch PRI

1. Especificar o tipo correto de switch PRI que faz interface com o roteador na central do provedor de ISDN.

2. Especificar o controlador T1/E1, o tipo de enquadramento e a codificação da linha referentes às instalações do provedor de ISDN.

3. Definir uma alocação de tempo de grupo do PRI para as instalações T1/E1 e indicar a velocidade utilizada.

Como os roteadores conectam-se à PRI usando T1/E1, não existe um comando "interface pri". Em vez disso, a interface física do roteador que se conecta à linha alugada é denominada controlador T1 (ou controlador E1, se estiver sendo usada uma linha E1). Esse controlador precisa ser configurado adequadamente, a fim de se comunicar com a rede da prestadora. Os canais D e B do ISDN PRI são configurados separadamente do controlador, usando-se o comando interface serial.

Use o comando isdn switch-type para especificar o switch ISDN usado pelo provedor ao qual o PRI conecta-se. Assim como no caso do BRI, esse comando pode ser emitido globalmente ou no modo de configuração de interface. A tabela mostra os tipos de switch disponíveis para configuração do ISDN PRI:

Router(config)# isdn switch-type primary-net5 A configuração de um controlador T1 ou E1 é feita em

Router(config)#isdn switch-type primary-net5

A configuração de um controlador T1 ou E1 é feita em quatro partes:

de um controlador T1 ou E1 é feita em quatro partes: 1. No modo de configuração

1. No modo de configuração global, especifique o controlador e o slot/porta do roteador onde a placa PRI está localizada:

Router(config)#controller {t1 | e1} {slot/port}

Router(config-controller)#

2. Configure o enquadramento, a codificação da linha e o clock conforme a recomendação do provedor do serviço. O comando framing é usado para selecionar o tipo de quadro usado pelo provedor do serviço PRI. Para T1, use a seguinte sintaxe do comando:

Router(config-controller)#framing {sf | esf}

Para linhas E1, use o comando framing com as seguintes opções:

Router(config-controller)#framing {crc4 | no-crc4} [australia]

Use o comando linecode para identificar o método de sinalização da camada física nas instalações digitais do provedor:

Router(config-controller)#linecode {ami | b8zs| hdb3}

Na América do Norte, usa-se o método de sinalização B8ZS nas instalações de prestadoras de T1. Ele permite 64 kbps totais em cada canal ISDN. Na Europa, geralmente é usada a codificação HDB3.

3. Configure a interface especificada para operação do PRI e a quantidade de alocações de tempo fixas que estão definidas nas instalações digitais do provedor:

Router(config-controller)#pri-group [timeslots range]

Para a T1, o intervalo de alocações de tempo utilizado vai de 1 a 24. Para a E1, o intervalo de alocações de tempo utilizado vai de 1 a 31.

4. Especifique uma interface para operação do canal D do PRI. A interface é uma interface serial para uma T1/E1 no roteador:

Router(config)#interface serial{slot/port: | unit:}{23 | 15}

Dentro de uma instalação E1 ou T1, os canais começam a ser numerados a partir de 1. A numeração vai de 1 a 31 na E1 e de 1 a 24 na T1. As interfaces seriais nos roteadores Cisco começam a ser numeradas a partir de 0. Portanto, o canal 16, canal de sinalização da E1, é o canal 15 da interface. O canal 24, canal de sinalização da T1, torna-se o canal 23 da interface. Portanto, a interface serial 0/0:23 refere-se ao canal D de um PRI T1.

As sub-interfaces, geralmente usadas com Frame Relay, são designadas por um ponto. Por exemplo, o serial 0/0.16 é uma sub-interface. Não confunda os canais de uma T1 ou E1 com as sub-interfaces. Os canais usam dois pontos em vez de ponto para indicar o número do canal:

S0/0.23 refere-se a uma sub-interface;

S0/0:23 refere-se a um canal.

4.2.3 Verificando a configuração do ISDN

É possível usar vários comandos show para verificar se a configuração do ISDN foi implementada corretamente.

se a configuração do ISDN foi implementada corretamente. Para confirmar as operações do BRI, use o

Para confirmar as operações do BRI, use o comando show isdn status, que permite inspecionar o status das interfaces do BRI. Esse comando pode ser usado após a configuração do ISDN BRI para verificar se o TE1, ou roteador, está comunicando-se corretamente com o switch ISDN. Na saída da figura, os TEIs foram negociados com sucesso e a camada 3 do ISDN está pronta para fazer ou receber chamadas.

Verifique se o status da camada 1 é ACTIVE (ATIVO) e se o estado MULTIPLE_FRAME_ESTABLISHED (MÚLTIPLOS QUADROS ESTABELECIDOS) aparece no status da camada 2. Esse comando também exibe a quantidade de chamadas ativas.

O

comando show isdn active exibe informações da chamada atual, dentre elas:

Número chamado;

Tempo até que a chamada seja desconectada;

Aviso de cobrança;

Unidades de cobrança utilizadas durante a chamada;

Se as informações de aviso de cobrança são fornecidas durante as chamadas ou no final.

O

comando show dialer exibe informações sobre a interface do discador:

Status da chamada atual;

Valores do temporizador de discagem;

Motivo da discagem;

Dispositivo remoto que está conectado.

O

comando show interface bri0/0 exibe estatísticas da interface BRI configurada no

roteador. Informações específicas de um canal são exibidas colocando-se o número do canal no final do comando. Nesse caso, o comando show interface bri0/0:1 mostra o

seguinte:

O canal B está usando encapsulamento PPP.

O LCP fez negociações e está aberto.

Há dois NCPs em execução, o IPCP e o CDPCP (Cisco Discovery Protocol Control Protocol).

e está aberto. • Há dois NCPs em execução, o IPCP e o CDPCP (Cisco Discovery

4.2.4

Solucionando problemas de configuração da ISDN

Os seguintes comandos são usados para depurar e solucionar problemas de configuração do ISDN:

depurar e solucionar problemas de configuração do ISDN: • O comando debug isdn q921 mostra mensagens

O comando debug isdn q921 mostra mensagens da camada de enlace, ou camada 2, no canal D entre o roteador e o switch ISDN. Use este comando se o comando show isdn status não mostrar a camada 1 como ACTIVE (ATIVA) e a camada 2 como MULTIPLE_FRAME_ESTABLISHED (MÚLTIPLOS QUADROS ESTABELECIDOS).

O comando debug isdn q931 mostra a troca de mensagens de configuração e encerramento de chamadas da conexão ISDN da camada 3.

O comando debug ppp authentication exibe as mensagens do protocolo de autenticação PPP, incluindo as trocas de pacotes CHAP (Challenge Handshake Authentication Protocol) e PAP (Password Authentication Protocol).

O comando debug ppp negotiation exibe informações sobre o tráfego e sobre as trocas PPP enquanto os componentes PPP são negociados. Isso inclui as trocas de LCP, autenticação e NCP. Uma negociação PPP bem sucedida abre primeiro o estado LCP, em seguida autentica e, finalmente, negocia o NCP.

O comando debug ppp error exibe erros de protocolo e estatísticas de erro referentes à negociação e operação da conexão PPP. Use o comando debug ppp para solucionar problemas da camada 2 se o comando show isdn status não indicar um problema com o ISDN.

4.3 Configuração DDR

4.3.1 Operação DDR

O roteamento de discagem por demanda (DDR) é acionado quando um tráfego que corresponda a um conjunto predefinido de critérios é enfileirado para ser enviado por uma interface habilitada para DDR. O tráfego que faz com que uma chamada DDR seja efetuada é conhecido por tráfego significativo. Uma vez que o roteador tenha transmitido o tráfego significativo, a chamada é encerrada.

A chave para uma operação eficiente DDR está na definição do tráfego significativo. O tráfego significativo é definido com o comando dialer-list. As listas de discadores podem permitir que todo o tráfego de um protocolo específico ative um enlace DDR, ou podem consultar uma lista de acesso para ver quais tipos específicos de tráfego devem ativar o enlace. As listas de discadores não filtram o tráfego em uma interface. Mesmo o tráfego que não seja significativo será encaminhado se a conexão ao destino estiver ativa.

DDR é implementado nos roteadores Cisco de acordo com as seguintes etapas:

nos roteadores Cisco de acordo com as seguintes etapas: 1. O roteador recebe o tráfego, realiza

1. O roteador recebe o tráfego, realiza uma procura na tabela de roteamento para determinar se há uma rota até o destino e identifica a interface de saída.

2. Se a interface de saída estiver configurada para DDR, o roteador faz uma procura para determinar se o tráfego é significativo.

3. O roteador identifica as informações de discagem necessárias para fazer a chamada usando um mapa de discadores para acessar o roteador do próximo salto.

4. Em seguida, o roteador verifica se o mapa de discadores está em uso. Se a interface está conectada atualmente ao destino remoto desejado, o tráfego é enviado. Se a interface não está conectada atualmente ao destino remoto, o roteador envia informações de configuração da chamada através do BRI, usando o canal D.

5. Depois que o enlace é estabelecido, o roteador transmite tanto o tráfego significativo quanto o tráfego não significativo. O tráfego não significativo pode incluir dados e atualizações de roteamento.

6. O temporizador de inatividade é iniciado e permanece em funcionamento enquanto não houver tráfego significativo durante o período-limite de inatividade e desconecta a chamada com base na configuração do temporizador de inatividade.

com base na configuração do temporizador de inatividade. A configuração do temporizador de inatividade especifica o

A configuração do temporizador de inatividade especifica o tempo durante o qual o roteador deve permanecer conectado se nenhum tráfego significativo é enviado. Uma vez estabelecida

uma conexão DDR, todo tráfego para esse destino será permitido. Entretanto, somente o tráfego significativo reinicia o temporizador de inatividade.

4.3.2 Configurando DDR legado

DDR legado é um termo usado para definir uma configuração DDR simples, na qual um único conjunto de parâmetros de discagem é aplicado a uma interface. Se forem necessárias várias configurações de discadores exclusivas em uma única interface, devem ser usados perfis de discadores.

Para configurar DDR legado, realize as seguintes etapas:

Defina as rotas estáticas;

as seguintes etapas: • Defina as rotas estáticas; • Especifique o tráfego significativo; • Configure as

Especifique o tráfego significativo;

Configure as informações do discador.

significativo; • Configure as informações do discador. 4.3.3 Definindo rotas estáticas para DDR Para encaminhar

4.3.3 Definindo rotas estáticas para DDR

Para encaminhar tráfego, os roteadores precisam saber qual rota usar para um determinado destino. Quando se usa um protocolo de roteamento dinâmico, a interface DDR disca para a localidade remota no caso de qualquer atualização de roteamento ou mensagem de "hello" se esses pacotes estiverem definidos como tráfego significativo. Para evitar a ativação freqüente ou constante do enlace DDR, configure as rotas necessárias estaticamente.

Para configurar uma rota estática para IP, use o seguinte comando:

Router(config)#ip routenet-prefix mask {address | interface} [distance] [permanent]

O roteador Central tem uma rota estática até a rede 10.40.0.0 no roteador Home.

uma rota estática até a rede 10.40.0.0 no roteador Home. O roteador Home tem duas rotas

O roteador Home tem duas rotas estáticas definidas para as duas sub-redes da rede local Central. Se a rede conectada ao roteador Home for uma rede stub, todo o tráfego não local deve ser enviado para a Central. Uma rota default é a melhor escolha para o roteador Home neste caso.

Home(config)#ip route 0.0.0.0 0.0.0.0 10.1.0.2

Ao configurar rotas estáticas, considere o seguinte:

Por default, uma rota estática tem precedência sobre uma rota dinâmica, devido à sua menor distância administrativa. Sem configuração adicional, uma rota dinâmica para uma rede será ignorada se uma rota estática para a mesma rede estiver presente na tabela de roteamento.

Para reduzir a quantidade de entradas de rotas estáticas, defina uma rota estática default ou resumida.

4.3.4 Especificando o tráfego significativo para DDR

As chamadas DDR são acionadas por tráfego significativo. Esse tráfego pode ser definido como qualquer um dos seguintes itens:

Tráfego IP de um determinado tipo de protocolo;

Pacotes com um determinado endereço origem ou destino;

Outros critérios definidos pelo administrador da rede.

Use o comando dialer-listpara identificar o tráfego significativo. A sintaxe do comando é a seguinte:

Router(config)#dialer-listdialer-group-numprotocolprotocol-name {permit | deny | listaccess-list-number}

O número dialer-group-num é um inteiro entre 1 e 10, que identifica a lista de discadores para o roteador. O comando dialer-list 1 protocol ip permit permite que qualquer tráfego IP acione uma chamada.

permit permite que qualquer tráfego IP acione uma chamada. Em vez de permitir qualquer tráfego IP,

Em vez de permitir qualquer tráfego IP, uma lista de discadores pode apontar para uma lista de acesso, a fim de especificar exatamente quais tipos de tráfego devem ativar o enlace. A referência à lista de acesso 101 na lista de discadores 2 impede que tráfegos FTP e Telnet ativem o enlace DDR. Qualquer outro pacote IP será considerado significativo e, portanto, iniciará o enlace DDR.

4.3.5 Configurando informações de discadores DDR

Há diversas etapas envolvidas no processo de configuração da interface DDR. O PPP é configurado na interface do discador, usando-se os mesmos comandos que habilitam o PPP em uma interface serial. O HDLC é o encapsulamento default de uma interface ISDN em um roteador Cisco, mas a maioria das redes emprega o PPP para conexões comutadas por circuito. Devido a sua robustez, interoperabilidade e recursos adicionais, tais como autenticação, o PPP é o protocolo de enlace de dados utilizado nos canais B da maioria dos roteadores. Para configurar o PPP na interface DDR, use os seguintes comandos:

utilizado nos canais B da maioria dos roteadores. Para configurar o PPP na interface DDR, use

Home(config)#username Central password cisco Home(config)#interface bri0/0 Home(config-if)#encapsulation ppp Home(config-if)#ppp authentication chap Home(config-if)#ip address 10.1.0.1 255.255.255.0

Uma lista de discadores especificando o tráfego significativo para essa interface DDR precisa estar associada à interface DDR. Isso é feito por meio do comando dialer-groupgroup- number:

é feito por meio do comando dialer-group group- number : Home(config-if)# dialer-group 1 Nesse comando, group-number

Home(config-if)#dialer-group 1

Nesse comando, group-number especifica o número do grupo de discadores ao qual a interface pertence. O número do grupo pode ser um inteiro de 1 a 10. Esse número deve

corresponder ao dialer-list group-number. Cada interface pode ter apenas um grupo de discadores. Entretanto, a mesma lista de discadores pode ser atribuída a várias interfaces, com

o comando dialer-group.

É necessário especificar as informações de discagem corretas da interface DDR remota. Isso é

feito por meio do comando dialer map.

as informações de discagem corretas da interface DDR remota. Isso é feito por meio do comando

O comando dialer map mapeia o endereço do protocolo remoto para um número de

telefone. Esse comando é necessário para discar para múltiplas localidades.

Router(config-if)#dialer mapprotocol next-hop-address [namehostname] [speed 56 | 64] [broadcast] dial-string

Se estiver discando para apenas uma localidade, use um comando dialer string incondicional, que sempre disca o mesmo número de telefone, independentemente do destino do tráfego. Esta etapa é exclusiva de DDR legado. Embora as informações sejam sempre necessárias, as etapas para configurar as informações de destino são diferentes ao se usar perfis de discador em vez de DDR legado.

O comando dialer idle-timeoutseconds pode ser usado para especificar a quantidade

de segundos de inatividade antes que uma chamada seja desconectada.

de inatividade antes que uma chamada seja desconectada. seconds representa a quantidade de segundos até que

seconds representa a quantidade de segundos até que uma chamada seja desconectada depois do envio do último pacote significativo. O default é 120.

4.3.6 Perfis de discador

DDR legado é limitado, pois a configuração é aplicada diretamente a uma interface física. Como o endereço IP é aplicado diretamente à interface, somente as interfaces DDR configuradas nessa sub-rede específica podem estabelecer uma conexão DDR com essa interface. Isso significa que há uma correspondência um-a-um entre as duas interfaces DDR em cada ponta do enlace.

Os perfis de discador removem a configuração da interface que recebe ou efetua as chamadas e somente vinculam a configuração à interface com base nas chamadas individuais. Os perfis de discador permitem que as interfaces físicas assumam características diferentes dinamicamente com base nas exigências das chamadas de entrada ou saída. Os perfis de discador podem fazer tudo o que está indicado a seguir:

Definir encapsulamento e listas de controle de acesso;

Determinar a quantidade mínima ou máxima de chamadas;

Ativar ou desativar recursos.

Os perfis de discador ajudam no projeto e na implantação de inter-redes comutadas por circuito mais complexas e escalonáveis, implementando um modelo DDR mais escalonável nos roteadores Cisco e servidores de acesso. Os perfis de discador separam a parte lógica de DDR, tais como a camada de rede, o encapsulamento e os parâmetros do discador, da interface física que efetua ou recebe as chamadas.

da interface física que efetua ou recebe as chamadas. Utilizando perfis de discador, é possível realizar

Utilizando perfis de discador, é possível realizar as seguintes tarefas:

Configurar os canais B de uma interface ISDN com diferentes sub-redes IP.

Usar diferentes encapsulamentos nos canais B de uma interface ISDN.

Definir diferentes parâmetros DDR para os canais B de uma interface ISDN.

Eliminar o desperdício de canais B do ISDN, permitindo que as ISDN BRIs pertençam a vários pools de discadores.

Um perfil de discador consiste nos seguintes elementos:

que as ISDN BRIs pertençam a vários pools de discadores. Um perfil de discador consiste nos

Interface do discador – Uma entidade lógica que usa um perfil de discador por destino.

Pool de discadores – Cada interface de discador faz referência a um pool de discadores, que é um grupo de uma ou mais interfaces físicas associadas a um perfil de discador.

Interfaces físicas – As interfaces de um pool de discadores são configuradas quanto aos parâmetros de encapsulamento e para identificar os pools de discadores aos quais a interface pertence. A autenticação PPP, o tipo de encapsulamento e o PPP multilink são todos configurados na interface física.

PPP multilink são todos configurados na interface física. Como DDR legado, os perfis de discador são

Como DDR legado, os perfis de discador são ativados quando um tráfego significativo é

enfileirado para ser enviado a partir de uma interface DDR. Inicialmente, um pacote significativo

é roteado para um endereço IP DDR. Em seguida, o roteador verifica as interfaces

configuradas do discador em busca de uma que compartilhe a mesma sub-rede do endereço IP DDR remoto. Se existir alguma, o roteador procura uma interface DDR física não utilizada no pool de discadores. A configuração do perfil do discador é, então, aplicada à interface e o roteador tenta criar a conexão DDR. Quando a conexão é encerrada, a interface é devolvida ao pool de discadores para a próxima chamada.

4.3.7 Configurando perfis de discador

É possível configurar várias interfaces de discador em um roteador. Cada interface de discador

é a configuração completa para um destino. O comando interface dialercria uma interface de discador e entra no modo de configuração da interface.

Para configurar a interface de discador, execute as seguintes tarefas:

1. Configure uma ou mais interfaces de discador, com todos os comandos DDR básicos:

Endereço IP;

Tipo de encapsulamento e autenticação;

Temporizador de inatividade;

Grupo de discadores para tráfego significativo.

2. Configure uma dialer string (cadeia de discador) e um dialer remote-name (nome remoto de discador) para especificar o nome do roteador remoto e o número de telefone para discar para ele. O dialer pool associa essa interface lógica a um pool de interfaces físicas.

3. Configure as interfaces físicas e atribua-as a um pool de discadores, usando o comando dialer pool-member. Uma interface pode ser atribuída a vários pools de discadores, usando vários comandos dialer pool-member. Se existir mais de uma interface física no pool, use a opção priority do comando dialer pool-member para definir a prioridade da interface dentro de um pool de discadores. Se for necessário efetuar várias chamadas e só houver uma interface

disponível, o pool de discadores com prioridade mais alta é o que fará a discagem.

É possível usar uma combinação de qualquer uma destas interfaces com pools de discadores:

Serial síncrona;

Serial assíncrona;

BRI;

PRI.

4.3.8 Verificando a configuração DDR

O comando show dialer interface [BRI] exibe informações no mesmo formato que as

estatísticas de DDR legado sobre chamadas de entrada e de saída.

A mensagem "Dialer state is data link layer up" sugere que o discador foi ativado corretamente

e que a interface BRI 0/0:1 está vinculada ao perfil dialer1.

que a interface BRI 0/0:1 está vinculada ao perfil dialer1. O comando show isdn active exibe

O comando show isdn active exibe informações sobre as chamadas ISDN ativas no

momento.

informações sobre as chamadas ISDN ativas no momento. Nesta saída, a chamada ISDN está indo para

Nesta saída, a chamada ISDN está indo para um roteador remoto chamado Seattle.

O comando show isdn status exibe informações sobre as três camadas da interface BRI.

Nesta saída, a camada 1 do ISDN está ativa, a camada 2 do ISDN foi

Nesta saída, a camada 1 do ISDN está ativa, a camada 2 do ISDN foi estabelecida com SPID1 e SPID2 validados e há uma conexão ativa na camada 3.

4.3.9 Solucionando problemas de configuração DDR

Há dois tipos principais de problemas de DDR. Ou um roteador não está discando quando deveria ou está discando constantemente quando não deveria. É possível usar vários comandos debug para ajudar a solucionar problemas com uma configuração DDR.

Nas linhas a seguir, o sétimo e o oitavo hexadecimais mais significativos indicam o tipo de mensagem.

hexadecimais mais significativos indicam o tipo de mensagem. • 0x05 indica uma mensagem de configuração de

0x05 indica uma mensagem de configuração de chamada;

0x02 indica uma mensagem de andamento de chamada;

0x07 indica uma mensagem de conexão de chamada;

0x0F indica uma mensagem de confirmação (ack) de conexão.

O comando debug isdn q931 é útil para observar trocas de configuração de chamada, tanto

para chamadas de saída como de entrada.

de chamada, tanto para chamadas de saída como de entrada. O comando debug dialer [ events

O comando debug dialer [events | packets] é útil para solucionar problemas de

conectividade DDR. O comando debug dialer events envia uma mensagem para a console, indicando quando um enlace DDR se conectou e o tráfego que fez com que ele se

conectasse.

se conectou e o tráfego que fez com que ele se conectasse. Se um roteador não

Se um roteador não está configurado corretamente para DDR, a saída do comando geralmente indica a origem do problema. Se não houver saída da depuração, o roteador não tem conhecimento de nenhum tráfego significativo. Um discador ou uma lista de acesso configurados incorretamente podem ser o motivo.

Nem todos os problemas de DDR fazem com que uma interface deixe de discar. Os protocolos de roteamento podem fazer com que uma interface disque continuamente, mesmo que não haja dados de usuário a enviar. Quando uma interface torna-se ativa e inativa constantemente, diz-se que ela está oscilante. O comando debug dialer packet envia uma mensagem à console toda vez que um pacote é enviado a partir de uma interface DDR. Use esse comando de depuração para ver exatamente qual tráfego é responsável por uma interface DDR oscilante.

Se um roteador não estiver conectando-se quando deveria, é possível que a causa seja um problema de ISDN, e não um problema de DDR. O roteador remoto pode ter sido configurado incorretamente ou pode haver um problema com a rede da prestadora ISDN. Use o comando isdn call interface para forçar o roteador local a tentar discar para o roteador remoto.

o roteador local a tentar discar para o roteador remoto. Se os roteadores não podem comunicar-se

Se os roteadores não podem comunicar-se usando esse comando, a falta de conectividade é um problema do ISDN e não de DDR. Entretanto, se os roteadores podem comunicar-se, tanto

a rede tarifada quanto as configurações do ISDN do roteador estão funcionando corretamente.

Neste caso, é muito provável que o problema seja um erro na configuração DDR de algum dos roteadores.

Em alguns casos, é recomendável reiniciar a conexão entre o roteador e o switch ISDN local. O comando clear interface bri limpa as conexões estabelecidas atualmente na interface e reinicia a interface com o switch ISDN. Esse comando força o roteador a renegociar seus SPIDs com o switch ISDN, sendo, às vezes, necessário depois de mudanças nos comandos isdn spid1 e isdn spid2 de uma interface.

Resumo

ISDN refere-se a um conjunto de protocolos de comunicação proposto pelas companhias telefônicas para permitir que as redes telefônicas transportem serviços integrados de voz, vídeo e dados. O ISDN permite a comunicação através de canais de comunicação digitais de alta velocidade e alta qualidade.

DDR é usado para reduzir os custos de uma linha WAN dedicada para organizações e empresas que não precisam de uma conexão permanente. Também pode ser usado como backup por organizações que usam a linha dedicada para aplicações críticas.

Devem ter sido compreendidos os importantes conceitos a seguir:

O ISDN transporta dados, voz e vídeo;

O ISDN usa padrões para endereçamento, conceitos e sinalização;

O ISDN usa as camadas física e de enlace;

Interfaces e pontos de referência para o ISDN;

Configuração de roteadores para o ISDN;

Qual tráfego é permitido ao se configurar DDR;

Rotas estáticas para DDR;

O tipo correto de encapsulamento para DDR;

Listas de acesso que afetam o tráfego DDR;

Interfaces do discador.

tipo correto de encapsulamento para DDR; • Listas de acesso que afetam o tráfego DDR; •

MODULO 05 – Frame Relay

Visão Geral

O Frame Relay foi originalmente desenvolvido como uma extensão do ISDN. Ele foi

projetado para possibilitar que a tecnologia de circuitos comutados seja transportada em

uma rede com comutação de pacotes. A tecnologia tornou-se uma maneira independente e econômica para criar uma WAN.

Os comutadores de Frame Relay criam circuitos virtuais para conectar redes locais a uma WAN. A rede Frame Relay existe entre um dispositivo de borda de uma rede local, normalmente um roteador, e o switch do portador. A tecnologia usada pelo portador para transportar os dados entre os switches não é importante para o Frame Relay.

A sofisticação da tecnologia exige um conhecimento completo dos termos usados para

descrever o funcionamento do Frame Relay. Sem um entendimento firme do Frame

Relay, é difícil resolver problemas com o seu desempenho.

O Frame Relay já se tornou um dos protocolos de WAN mais largamente utilizados.

Uma razão da sua popularidade é que ele é econômico quando comparado com linhas alugadas. Outro motivo da popularidade do Frame Relay é que a configuração dos

equipamentos dos usuários em uma rede Frame Relay é muito simples.

Este módulo explica como configurar o Frame Relay em um roteador Cisco. As conexões do Frame Relay são criadas pela configuração dos roteadores ou outros dispositivos, para que se comuniquem com o switch Frame Relay. O provedor de serviços geralmente configura o switch Frame Relay. Isto ajuda a manter ao mínimo as tarefas de configuração para o usuário final.

Ao concluírem este módulo, os alunos deverão ser capazes de:

Explicar a abrangência e a finalidade do Frame Relay

Discutir a tecnologia do Frame Relay

Comparar as topologias ponto-a-ponto e ponto-a-multiponto

Examinar a topologia de uma rede Frame Relay

Configurar um Circuito Virtual Permanente (PVC) para Frame Relay

Criar um Mapa de Frame Relay em uma rede remota

Explicar as considerações de uma rede de multiacesso e sem broadcast

Descrever a necessidade de sub-interfaces e como configurá-las

Verificar e resolver problemas com uma conexão Frame Relay

5.1

Conceitos do Frame Relay

5.1.1 Introdução ao Frame Relay

O Frame Relay é um padrão ITU-T (International Telecommunication Union Telecommunications Standardization Sector) e ANSI (American National Standards Institute) O Frame Relay é um serviço WAN orientado a conexões com comutação de pacotes. Ele opera na camada de enlace de dados do modelo OSI. O Frame Relay usa um subconjunto do protocolo HDCL (high-level data-link control) denominado LAPF (Link Access Procedure for Frame Relay). Os quadros transportam dados entre dispositivos de usuários denominados DTE (equipamentos terminal de dados) e os equipamentos DCE (equipamentos de comunicação de dados) na borda da WAN.

(equipamentos de comunicação de dados) na borda da WAN. Originalmente, o Frame Relay foi projetado para

Originalmente, o Frame Relay foi projetado para permitir que os equipamentos ISDN tivessem acesso aos serviços de comutação de pacotes em um canal B. No entanto, o Frame Relay é agora uma tecnologia independente.

Uma rede Frame Relay pode ser de propriedade privada, mas é mais freqüentemente oferecida como um serviço de um provedor público. Tipicamente, ela consiste em vários switches Frame Relay geograficamente espalhados e interligados por linhas de tronco.

ela consiste em vários switches Frame Relay geograficamente espalhados e interligados por linhas de tronco. 122

O Frame Relay freqüentemente é usado para a interconexão de redes locais. Quando

esse for o caso, um roteador em cada rede local será o DTE. Uma conexão serial, tal como uma linha alugada T1/E1, ligará o roteador a um switch Frame Relay do provedor

no seu ponto de presença mais próximo. O switch Frame Relay é um dispositivo DCE. Os quadros de um DTE serão transportados através da rede e entregues a outros DTEs através dos DCEs.