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O Coração dos Mamíferos

Constituído por tecido muscular cardíaco

Aurículas: paredes mais finas; Ventrículos:

parede mais grossa.

Lado direito:

bombeia

para

a

circulação

pulmonar;

Lado

esquerdo:

bombeia

para

a

circulação sistémica.

4 válvulas, constituídas por tecido conjuntivo, que evitam o retorno do sangue:

Válvulas atrioventriculares

Válvulas semilunares ou sigmóides

atrioventriculares Válvulas semilunares ou sigmóides Sístole + Diástole = Ciclo Cardíaco O coração contrai e

Sístole + Diástole = Ciclo Cardíaco

O coração contrai e relaxa alternadamente, num ciclo rítmico quando contrai (sístole) bombeia sangue e quando relaxa (diástole) enche-se de sangue.

Débito cardíaco: volume de sangue/min que o ventrículo esquerdo bombeia para a circulação sistémica. Dependente de: pulsação (taxa de contracção) e volume de sangue que sai em cada contracção (média 75ml).

70 pulsações/min = 5,25 L/min <=> Vtotal de sangue no corpo humano

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Manutenção do ritmo de batimento cardíaco

A manutenção da função cardíaca é crucial à sobrevivência. Vários mecanismos asseguram a continuidade e o controlo do batimento cardíaco e do seu ritmo.

e o controlo do batimento cardíaco e do seu ritmo. 1) O nódulo sinoauricular ( pacemaker

1) O nódulo sinoauricular (pacemaker) regula o batimento cardíaco ao produzir sinais eléctricos similares aos nervosos; 2) Os sinais espalham-se pelas 2 aurículas (contracção simultânea). Chegam ao nódulo atrioventricular, onde são retidos durante 0.1s (relaxamento simultâneo dos ventrículos); 3) Os sinais são conduzidos até ao vértice do coração pelo Sistema de Purkinje (fibras musculares especializadas); 4) Os sinais são transportados pela paredes dos ventrículos, estimulando uma contracção poderosa e simultânea dos 2 ventrículos.

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Manutenção do ritmo de batimento cardíaco

O pacemaker do coração (nódulo SA) define o ritmo dos batimentos cardíacos, mas pode ser influenciado por alguns factores:

Nervo do S.N. simpático aumenta o ritmo de batimento cardíaco

Nervo do S.N. parassimpático diminui o ritmo de batimento cardíaco

Hormonas exemplo: epinefrina (segregada pelas glândulas supra-renais) promove o aumento do ritmo cardíaco

Temperatura corporal um aumento de 1ºC implica um aumento de 10 pulsações/min!

Exercício

Os pacemakers podem ser de 2 tipos:

Miogénicos – constituídos por células musculares. Pode apresentar várias células com capacidade de induzir o ritmo prevalece a célula ou grupo de células com

actividade intrínseca mais rápida.

Vertebrados, moluscos e outros invertebrados

Neurogénicos – constituído por células nervosas que formam um gânglio cardíaco. Se removido, o coração do animal deixa de bater, embora o gânglio permaneça

activo.

Crustáceos decápodes

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Diferenças estruturais de artérias, veias e capilares

Todos os vasos sanguíneos são constituídos por tecidos similares, apresentando um padrão de constituição similar.

As diferenças estruturais observadas nas paredes dos vasos estão relacionadas com as suas funções:

Capilares: não têm as 2 camadas exteriores facilita a troca de substâncias entre o sangue e o fluido intersticial

Artérias: as 2 camadas exteriores são mais espessas do que nas veias o sangue circula a velocidades e pressões distintas nestes 2 tipos de vasos

veias → o sangue circula a velocidades e pressões distintas nestes 2 tipos de vasos Sílvia

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3.4 Mecanismos do fluxo sanguíneo

Velocidade do fluxo sanguíneo

do fluxo sanguíneo Velocidade do fluxo sanguíneo O sangue desloca-se muito mais rápido na aorta (cerca

O sangue desloca-se muito mais rápido na aorta (cerca de 50cm/s) do que nos capilares (cerca de 0,026cm/s)

Lei da continuidade determina o fluxo de fluidos em tubos

Área de secção total dos capilares > área de secção total das artérias ou veias

> área de secção total das artérias ou veias Velocidade do sangue ↓ nas arteríolas e

Velocidade do sangue nas arteríolas e ainda mais nas redes de capilares

Redes de capilares:

Velocidade reduzida + estrutura dos vasos = aumentam a troca de substâncias entre o sangue e o fluido intersticial

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3.4 Mecanismos do fluxo sanguíneo

Pressão sanguínea

É a força hidrostática que o sangue exerce sobre a parede dos vasos sanguíneos.

Muito maior nas artérias do que nas veias

Atinge o seu máximo nas artérias junto ao coração, durante a sístole ventricular

Impele o sangue desde o coração até às redes de capilares

Durante a sístole ventricular: o sangue entra nas artérias a uma velocidade maior do que aquela a que consegue sair artérias dilatam!

Resistência periférica – o menor calibre das arteríolas relativamente às artérias, força o sangue a deixar as artérias a uma velocidade mais baixa.

o sangue a deixar as artérias a uma velocidade mais baixa. Trabalho elástico das artérias contraria

Trabalho elástico das artérias contraria a resistência periférica existe pressão sanguínea mesmo durante a diástole e o sangue circula continuamente!

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3.4 Mecanismos do fluxo sanguíneo

A pressão sanguínea é determinada pelo débito cardíaco e pelo grau de resistência periférica ao fluxo sanguíneo nas arteríolas:

A contracção do músculo liso nas arteríolas aumenta a resistência periférica ao fluxo, aumentando a Psanguínea nas artérias

O relaxamento do músculo liso nas arteríolas dilata-as, aumentando o fluxo e diminuindo a Psanguínea nas artérias

aumentando o fluxo e diminuindo a Psanguínea nas artérias Impulsos nervosos, hormonas e outros sinais controlam

Impulsos nervosos, hormonas e outros sinais controlam este músculo liso

Nos grandes animais terrestres, a gravidade também afecta a Psanguínea

Quando o sangue chega às veias a sua P é muito baixa e não é afectada pelo coração. Como regressa ao coração?

não é afectada pelo coração. Como regressa ao coração? Contracções rítmicas do músculo liso de vénulas

Contracções rítmicas do músculo liso de vénulas e veias Válvulas unidireccionais nas veias Actividade dos músculos esqueléticos Movimentos respiratórios do diafragma (P negativa)

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3.4 Mecanismos do fluxo sanguíneo

Fluxo sanguíneo através das redes de capilares

Apenas 5 a 10% dos capilares têm sangue num determinado momento. Porém, cérebro, fígado, rins e coração são órgãos sempre bem irrigados. A distribuição do sangue pelas redes capilares é regulada por:

Dilatação e contracção do musculo liso das arteríolas

Esfíncteres pré-capilares – anéis de músculo liso presentes em determinados capilares e que abrem ou fecham determinados circuitos

liso presentes em determinados capilares e que abrem ou fecham determinados circuitos Sílvia Gonçalves - ESTM
liso presentes em determinados capilares e que abrem ou fecham determinados circuitos Sílvia Gonçalves - ESTM

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3.4 Mecanismos do fluxo sanguíneo

As trocas nos capilares

O 2 e CO 2 difundem-se através das membranas das células endoteliais dos capilares

Algumas substâncias podem ser transportadas através das células endoteliais por endocitose num lado da célula, seguida de exocitose no lado oposto

Moléculas de grande dimensão (ex: proteínas plasmáticas) e células sanguíneas permanecem nos capilares

Ocorre ainda algum transporte por difusão através dos espaços existentes entre células adjacentes, graças à pressão sanguínea nos capilares força o líquido (água + pequenos solutos: açucares, sais, ureia) através destes espaços!

Perda líquida de fluido no início das redes capilares, junto às arteríolas

O gradiente osmótico criado pela saída de fluido acentua-se na zona terminal da rede de capilares reentrada de fluido para a rede capilar junto às vénulas

reentrada de fluido para a rede capilar junto às vénulas 85% do fluido inicial regressa ao

85% do fluido inicial regressa ao sangue

15% devolvidos pelo sistema linfático

regressa ao sangue 15% devolvidos pelo sistema linfático Movimento de fluido entre os capilares e o

Movimento de fluido entre os capilares e o fluido intersticial

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Distribuição do fluxo sanguíneo

O sangue não se encontra distribuído uniformemente no corpo de uma animal. Alguns órgãos recebem mais sangue do que outros.

Embora representem apenas cerca

de 5% do peso do corpo, os 4 órgãos

mais irrigados recebem mais de ½ do

débito cardíaco

Considerando o tamanho do órgão,

os rins recebem mais sangue do que

qualquer outro órgão do corpo

Rins recebem 100x mais sangue do que os músculos em repouso, tendo em conta os seus pesos

do que os músculos em repouso, tendo em conta os seus pesos A distribuição do fluxo

A distribuição do fluxo sanguíneo não é estática, modificando-se de acordo com

o estado em que o organismo se encontra (exs: exercício versus repouso, temperatura corporal)

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Circulação durante o exercício

A actividade muscular aumenta as necessidades em O 2 , aumentando assim a quantidade de O 2 que o coração tem de distribuir pelos tecidos.

Solução?

1. Aumentar a quantidade de O 2 distribuído por cada volume de sangue

Em repouso, a extracção de O 2 do sangue arterial é de apenas 25%. Durante o exercício, a extracção deste gás do sangue arterial chega aos 80-90%.

2. Aumentar o volume de sangue bombeado pelo coração (débito cardíaco)

Aumentando o ritmo cardíaco

(pode chegar aos 200 bat/min versus 70 bat/min)

Aumentando o volume de sangue que sai em cada contracção cardíaca

(pode exceder os 100ml versus 75ml)

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de sangue que sai em cada contracção cardíaca (pode exceder os 100ml versus 75ml) Sílvia Gonçalves

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3.5 A circulação nos Vertebrados

Cada classe de vertebrados apresenta um tipo uniforme de circulação. Verificam-se diferenças claras entre os vertebrados que respiram ar e os que respiram na água. A colonização do ambiente terrestre tornou a circulação mais complexa:

Vertebrados que respiram ar têm a circulação sistémica separada da pulmonar

A circulação pulmonar de Aves e Mamíferos é mantida a Psanguíneas mais baixas que a sistémica – existência de 2 séries de câmaras cardíacas em paralelo, completamente separadas.

Vantagens da elevada Psanguínea:

Tempo rápido de passagem do sangue + alterações bruscas do fluxo nos capilares

Pulmões dos Mamíferos

O fluxo capilar é mantido a baixas pressões reduz a necessidade de drenagem linfática e evita a formação de grandes espaços extracelulares com líquido, diminuindo assim as distâncias de difusão entre o ar e o sangue.

assim as distâncias de difusão entre o ar e o sangue. Aumenta a capacidade de transferência

Aumenta a capacidade de transferência de gases dos pulmões

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3.5

A circulação nos Vertebrados

 

Coração dividido

 

Vantagem: o fluxo de sangue para os pulmões e para o resto do organismo pode ser mantido a diferentes pressões

 

Desvantagem: para evitar mudanças no volume de sangue em cada 1 dos 2 circuitos, o débito cardíaco tem de ser o mesmo nos 2 lados do coração, independentemente das necessidades de cada circuito.

Coração não dividido

 

Os anfíbios, répteis, embriões de aves e fetos dos mamíferos possuem um ventrículo não dividido e outros mecanismos que lhes permitem desviar o sangue de uma circulação para a outra.

 

Os desvios resultam no movimento de sangue do lado direito (pulmonar) para o esquerdo (sistémica) do coração, quando as transferências de gases nos pulmões são reduzidas

A mesma pressão tem de ser mantida nos 2 circuitos!

 

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3.5

A circulação nos Vertebrados

 

Peixes

 

Para além das 2 câmaras cardíacas dispostas em série (aurícula + ventrículo) que formam o coração, os peixes apresentam ainda 2 outras câmaras acessórias:

série (aurícula + ventrículo) que formam o coração, os peixes apresentam ainda 2 outras câmaras acessórias:
 

Seio Venoso – situado antes da aurícula

 

Cone ou Bulbo Arterial – situado após o ventrículo

Cone arterial – desenvolvimento do músculo cardíaco que contem também válvulas. Elasmobrânquios

Bulbo

arterial

zona

musculada

da

aorta.

Teleósteos

 
 

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3.6

A circulação nos Invertebrados

 

Anelídeos, equinodermes, artrópodes e moluscos apresentam sistemas circulatórios bem desenvolvidos, sendo na sua maioria sistemas abertos.

Moluscos

Sangue: contém hemocianina. Em alguns existe hemoglobina.

 

A capacidade de transporte de O 2 pelo sangue está relacionada com o tamanho do animal e principalmente com a sua actividade.

Possuem um coração bem desenvolvido, em que o ritmo cardíaco é ajustado de acordo com as necessidades em O 2 .

O coração possui um pacemaker (independente do SN) que lhe confere uma ritmicidade inerente

Cefalópodes: possuem um sistema circulatório fechado e bem desenvolvido.

Porquê?

- Grande organização

- Actividade intensa

- Sangue é aqui especialmente importante nas trocas respiratórias e no funcionamento dos rins

 
 

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3.6

A circulação nos Invertebrados

 

Crustáceos

Apresentam um sistema circulatório muito variável:

 

Crustáceos pequenos – pouco desenvolvidos, com frequência sem coração

Crustáceos grandes, em particular os decápodes – bem desenvolvidos, em que o sangue contem hemocianina

Nos crustáceos grandes:

 

Coração dorsal colocado num seio pericardial, entrando o sangue por orifícios (óstios).

2 artérias saem do coração (1 na direcção anterior e a outra na posterior)

As artérias ramificam-se e o sangue sai dos vasos, fluindo através dos tecidos até um sistema de seios ventrais

Fluí então até às brânquias e regressa ao coração através de outros vasos

até um sistema de seios ventrais Fluí então até às brânquias e regressa ao coração através
 

Disposição oposta à dos peixes – coração recebe sangue oxigenado!

 

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Coagulação e Homeostasia

Vários mecanismos previnem a perda de sangue através da ruptura dos vasos sanguíneos. A perda severa de sangue devido a uma ruptura provoca:

Diminuição da Psanguínea reduz o fluxo de sangue para a área lesionada

Vasoconstrição reduz o fluxo sanguíneo

Fecho da ruptura através de um Coágulo, formado por proteínas e células sanguíneas Mecanismo mais importante!

e células sanguíneas Mecanismo mais importante! Coágulo de sangue A coagulação sanguínea será

Coágulo de sangue

A coagulação sanguínea será eficiente se:

Actuar rapidamente

Garantir a não coagulação dentro do sistema vascular

Nos Vertebrados o coágulo é formado por uma proteína fibrosa insolúvel, a Fibrina:

Forma uma rede de filamentos que aprisiona as células sanguíneas O seu percurssor é o Fibrinogénio (proteína solúvel do sangue – 0,3%) A enzima Trombina cataliza a transformação do Fibrinogénio em Fibrina A Trombina é obtida a partir da Protrombina presente no plasma sanguíneo

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Para se dar início à coagulação sanguínea é necessário haver a formação de Trombina no sangue Passo final de uma sequência complexa de acontecimentos bioquímicos!

Já foram identificados 12 factores de coagulação, numerados de I a XIII, uma vez que o VI já não se usa

O mecanismo de coagulação é desencadeado quando o sangue contacta com superfícies “estranhas” ou com tecidos lesionados

com superfícies “estranhas” ou com tecidos lesionados Inicia uma sequência de passos enzimáticos, onde a enzima

Inicia uma sequência de passos enzimáticos, onde a enzima formada no 1º passo serve de catalizador para o passo seguinte, e assim sucessivamente – cascata enzimática

seguinte, e assim sucessivamente – cascata enzimática Sequência final da cascata enzimática que conduz à

Sequência final da cascata enzimática que conduz à formação de Fibrina e, consequentemente, à coagulação sanguínea

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