Sei sulla pagina 1di 33

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ

Setor de Ciências da Terra


Departamento de Geomática

NOVO CÓDIGO CIVIL

Disciplina: Cadastro Técnico e Planejamento Urbano


Alunos:
Professora Drª Maria Cecília Brandalize
Anderson Marcon
Mariana de Mello Schüler
Sibele Mazur
Talyta Camargo
Thiago Vitor de Paula

Abril / 2008

Definição
• Teoria de Savigny (Subjetiva):
Para Savigny, a fim de se caracterizar
a posse, é necessário que o possuidor
tenha o "corpus" e "animus", sendo que se
tiver somente o "corpus" não será
considerado possuidor e sim, detentor,
não tendo, com isto, proteção
possessória.
Definição
• Teoria de Ihering (Objetiva):
Para Ihering, a fim de se configurar a
posse, há necessidade de se comprovar
apenas o "corpus", dispensando-se o
"animus", pois este encontra-se inserido
naquele.

Definição
• o corpus é o elemento material que se
traduz no poder físico da pessoa sobre a
coisa.
• o animus é o elemento intelectual que
representa a vontade de ter a coisa como
sua.
• o fato: para Savigny é uma situação que
vai gerar direito (proprietário que esteja na
posse); para Ihering é um direito (basta
apenas que seja proprietário).
Classificação
• POSSE DIRETA – são possuidores
diretos os que obtém a coisa transmitida
pelo dono, que conservou a posse
indireta. Exemplo: usufrutuário,
comodatário e locatário.
O possuidor direto é o que detém o
poder físico da coisa, também os tutores e
curadosres possuidores são diretos.

Classificação
• POSSE INDIRETA — é a que o
proprietário mantém, ao transferir o uso
direto da coisa, a outrem. A tradição opera
a bipartição da posse, que requer uma
relação jurídica negocial, para esse
desdobramento da posse.
Classificação
• COMPOSSE — a composse é a
possibilidade do exercício simultâneo de
mais de um possuidor, desde que um não
impeça o exercício do outro consorte. Ex:
Cônjuges no regime de comunhão de
bens ao exercerem sobre seu patrimônio,
os direitos de compossuidores. O
condomínio é a mesma situação.

Classificação
Tanto num quanto noutro os
compossuidores podem reclamar a
proteção possessória, caso sejam
ameaçados em sua posse. Art. 1199 cc.
Assim, podem coexistir dois ou mais
locadores, locatários, comodatários, como
se condôminos fossem, por vontade
comum, caso se trate de propriedade
Classificação
Não serão compossuidores os
invasores de uma área, visto que não são
proprietários.

Classificação

• JUSTA — Art. 1200 – O doutrinador deve-


se basear pelo terreno do objeto. A posse
poderá ser justa em relação a um sujeito e
injusta em relação ao outro, tudo depende
da relação dos envolvidos.
Classificação

• INJUSTA — A posse somente será


viciada em relação a alguém, sendo
relativa a terceiros que até podem ignorar
o vício. Ex: Vender coisa furtada.

Classificação

• POSSE VIOLENTA — É violenta a posse,


por ser exercida de forma violenta no
início de seu exercício. É violenta ainda, a
posse conseguida pela força injusta. O
Código Civil não autoriza a posse violenta,
art. 1208 cc.
Classificação

• POSSE CLANDESTINA — É a que se


constituir às escondidas. Ocupar coisa
alheia sem que ninguém perceba,
acautelando-se para não ser visto. A rigor
isto não é posse. Porque a posse
pressupõe a exteriorização do domínio,
1208 cc.

Classificação

• POSSE PRECÁRIA — Precária é a posse


daquele que a recebeu para depois
devolvê-la. Ex: Locatário, comodatário,
usufrutuário, etc.
Classificação
• POSSE DE BOA-FÉ — O doutrinador
deve-se situar neste caso no terreno do
direito subjetivo, examinando a postura
psicológica do possuidor, em face de
relação jurídica ou ignora o vício ou
obstáculo.
Possuidor de boa-fé tem justo título,
hábil para pedir ou transmitir o direito à
posse, que deve ser mantida de forma
mansa e pacífica, art. 1201 e 1202 cc.

Classificação

• POSSE DE MÁ-FÉ — É de má-fé, quando


o possuidor está ciente de que a posse é
precária, clandestina ou violenta, que não
possui legitimidade jurídica, não
possuindo justo título, art. 1202 cc.
Classificação

• JUSTO TÍTULO — configura o estado de


aparência que permite concluir que o
possuidor encontra-se gozando de boa
posse.
O fato gerador da posse definirá em
cada caso o justo título.

Classificação
• POSSE “AD” USUCAPIONEM — É
aquela capaz de conferir a usucapião da
coisa ao titular, caso supridos os
requisitos legais art, 1238 e 1242 cc.
Aquisição da Posse

• Art. 1.204. Adquire-se a posse desde o


momento em que se torna possível o
exercício, em nome próprio, de qualquer
dos poderes inerentes à propriedade.

Aquisição da Posse

• Art. 1.205. A posse pode ser adquirida:


I - pela própria pessoa que a pretende ou
por seu representante;
II - por terceiro sem mandato, dependendo
de ratificação.
Aquisição da Posse
• Art. 1.206. A posse transmite-se aos
herdeiros ou legatários do possuidor com
os mesmos caracteres.

• Art. 1.207. O sucessor universal continua


de direito a posse do seu antecessor; e ao
sucessor singular é facultado unir sua
posse à do antecessor, para os efeitos
legais.

Aquisição da Posse
• Art. 1.208. Não induzem posse os atos de
mera permissão ou tolerância assim como
não autorizam a sua aquisição os atos
violentos, ou clandestinos, senão depois
de cessar a violência ou a
clandestinidade.

• Art. 1.209. A posse do imóvel faz


presumir, até prova contrária, a das coisas
móveis que nele estiverem.
Aquisição da Posse
• Art. 1.208. Não induzem posse os atos de
mera permissão ou tolerância assim como
não autorizam a sua aquisição os atos
violentos, ou clandestinos, senão depois
de cessar a violência ou a
clandestinidade.

• Art. 1.209. A posse do imóvel faz


presumir, até prova contrária, a das coisas
móveis que nele estiverem.

Aquisição da Posse
Aquisição Originária
Ocorre sem qualquer vinculação
com o possuidor anterior e, portanto,
despida de vícios. Ademais, independe de
sua anuência, de sorte que prevalece
unicamente a vontade do adquirente.
Por ser unilateral, concretiza-se pelo
exercício de um poder de fato sobre a
coisa, no interesse de que o exerce.
Aquisição da Posse
Aquisição Derivada
É um ato ou negócio jurídico, bilateral,
decorre de transmissão da posse de um
titular (vendedor) ao outro, o possuidor
(comprador).

Perda da Posse
Perde-se a posse quando os direitos
de usar, gozar, dispor ou fruir, exercidos
sobre determinado imóvel, são
interrompidos, conforme regula o artigo
1223 do NCC.
Direitos Reais
O NCC divide os direitos civis em vários
ramos:
• Direito das obrigações e contratos;
• Direito de família;
• Direito das sucessões;
• Direito das coisas.

Direitos Reais
Direito das coisas pois se refere ás
regras sobre aquisição, exercício,
transferência, manutenção e perda ou
extinção de direitos sobre objetos
materiais, físicos, apreensíveis
materialmente, como os bens móveis e os
bens imóveis.
Direitos Reais
Direitos reais referem-se, portanto, ao
direito das coisas (em latim, “res” significa
coisa) e, desse modo DIREITOS REAIS
SOBRE IMÓVEIS referem-se aos direitos
relacionados aos bens imóveis.

Direitos Reais
O direito real mais amplo é o direito de
propriedade, que garante, para quem o
exerce, exercer os seguintes direitos:
I. Direito de Posse;
II. Direito de Uso;
III. Direito de Dispor;
IV. Direito de Gozar ou Fruir;
VI. Direito de Reivindicar.
Direitos Reais
No Brasil existem apenas os direitos
reais sobre imóveis previstos no artigo
1225 do Código Civil:
a) Direito de Propriedade;
b) Direito de Superfície;
c)Direito de Servidão;
d) Direito de Usufruto;
e) Direito de Uso;
f) Direito de Habitação;

Direitos Reais
g) Direito de compromisso de Compra e
Venda;
h) Direito de Penhor;
i) Direito de Hipoteca;
j) Direito de Antricrese;
k)Direito de Concessão de Uso Especial
para fins de Moradia (acrescentado ao
artigo 1225 em 2007 através da lei
11.481/2007);
l) Concessão de Direito real de Uso
Direito de Propriedade
Antes do NCC (2002), vigorava o
Código Civil de 1916, elaborado numa
época onde havia pouca gente e muita
terra. A propriedade de imóvel urbano e
rural era utilizada somente para satisfazer
os interesses privados e particulares do
proprietário.

Direito de Propriedade
Com o incessante crescimento da
população, houve a necessidade de um
aproveitamento racional da propriedade
urbana e rural, assim, foram editadas
importantes leis como o Estatuto da terra,
a Lei do parcelamento e loteamento do
solo urbano.
Direito de Propriedade
Em 1988 foi editada a atual
Constituição Federal, que exige que o
direito de propriedade cumpra a sua
função social e, em 2002 passou a valer o
NCC, que também exige, no artigo 1228,
parágrafo 1º que a propriedade cumpra
sua função social.

Direito de Propriedade

FUNÇÃO SOCIAL DA
PROPRIEDADE: Significa que a
propriedade, seja urbana, seja rural, deve
ser utilizada de modo que traga benefícios
não só ao seu proprietário, mas também
para toda a sociedade, isto é,
satisfazendo os interesses privados e
particulares do proprietário e os interesse
coletivos da sociedade.
Aquisição da Propriedade
Imóvel

Seção I: Da Usucapião
• Direito de posse de bens móveis e
imóveis, adquirido pelo uso durante
determinado tempo;
• No caso da propriedade imóvel, o tempo
estabelecido é de 15 anos, podendo
reduzir-se à 10 anos;
Seção II: Da Aquisição pelo
Registro do Título
• Transferência entre vivos a propriedade
mediante o registro do título translativo no
Registro de Imóveis;
• Se o registro for cancelado, o proprietário
poderá reivindicar o imóvel,
independentemente da boa-fé ou do título
do terceiro adquirente;

Seção III: Da Aquisição por


Acessão

I. Por formação de ilhas;


II. Por aluvião;
III. Por avulsão;
IV. Por abandono de álveo;
V. Por plantações ou construções;
Subseção I: Das Ilhas

• As ilhas que se formarem em correntes


comuns ou particulares pertencem aos
proprietários ribeirinhos fronteiros,
observadas algumas regras;

Subseção II: Da Aluvião

• Os acréscimos formados, sucessiva e


imperceptivelmente, por depósitos e
aterros naturais ao longo das margens
das correntes, ou pelo desvio das águas
destas, pertencem aos donos dos terrenos
marginais, sem indenização;
Subseção III: Da Avulsão
• Quando, por força natural violenta, uma
porção de terra se destacar de um prédio
e se juntar a outro, o dono deste adquirirá
a propriedade do acréscimo, se indenizar
o dono do primeiro ou, sem indenização,
se, em um ano, ninguém houver
reclamado;

Subseção IV: Do Álveo


Abandonado
• O álveo abandonado de corrente pertence
aos proprietários ribeirinhos das duas
margens, sem que tenham indenização os
donos dos terrenos por onde as águas
abrirem novo curso, entendendo-se que
os prédios marginais se estendem até o
meio do álveo;
Subseção V: Das Construções
e Plantações
• Toda construção ou plantação existente
em um terreno presume-se feita pelo
proprietário e à sua custa, até que se
prove o contrário;
• Aquele que construir ou plantar em
terreno alheio, perde tudo o que foi
construído ou plantado; se procedeu de
boa-fé, terá direito a indenização;

Perda da Propriedade Imóvel


A perda da propriedade pode ocorrer
através de:
I. Por alienação;
II. Pela renúncia;
III. Por abandono;
IV. Por perecimento da coisa;
V. Por desapropriação;

OBS.: Nos casos dos incisos I e II, os efeitos da


perda da propriedade imóvel serão
subordinados ao registro do título
transmissivo ou do ato renunciativo no
Registro de Imóveis;

• O imóvel urbano que o proprietário


abandonar, com a intenção de não mais o
conservar em seu patrimônio, e que se
não encontrar na posse de outrem, poderá
ser arrecadado, como bem vago, e
passar, três anos depois, à propriedade
do Município ou à do Distrito Federal, se
se achar nas respectivas circunscrições.
Uso Anormal da Propriedade
• A propriedade deve ser utilizada de
maneira que torne possível a coexistência
social pacífica entre os vizinhos.

• Imóveis vizinhos não são apenas os


confinantes, mas também os que se
localizam nas proximidades.

Uso Anormal da Propriedade


• O proprietário ou o inquilino de um prédio
tem o direito de impedir o mau uso da
propriedade vizinha que possa prejudicar
a segurança, o sossego e a saúde dos
que o habitam.
Uso Anormal da Propriedade
• Tais disposições legais limitam o uso
anormal da propriedade, em múltiplas
situações:
-Uma das mais freqüentes é a do prédio
que ameace ruína.
-Também anormal está o uso do terreno
baldio que se infesta de ratos.

Direito de Construção
• O proprietário pode levantar em seu
terreno as construções que lhe aprouver,
salvo o direito dos vizinhos e os
regulamentos administrativos.

• É proibido abrir janelas, fazer terraço ou


varanda, a menos de um metro e meio do
terreno vizinho.
Direito de Construção
• Em se tratando de vãos, ou aberturas
para luz, seja qual for a quantidade, altura
e disposição, o vizinho poderá, a todo
tempo, levantar a sua edificação, ou
contramuro, ainda que lhes vede a
claridade.

Direito de Construção
• Na zona rural, não será permitido levantar
edificações a menos de três metros do
terreno vizinho.
• Todo aquele que violar as proibições
estabelecidas é obrigado a demolir as
construções feitas,respondendo por
perdas e danos.
Direito de Construção
• Na zona rural, não será permitido levantar
edificações a menos de três metros do
terreno vizinho.
• Todo aquele que violar as proibições
estabelecidas é obrigado a demolir as
construções feitas,respondendo por
perdas e danos.

Direito de Superfície
• O direito de superfície consiste na
faculdade de construir ou manter,
perpétua ou temporariamente, uma obra
em terreno alheio, ou de nele fazer ou
manter plantações.
Direito de Superfície
• Art. 1369. O proprietário pode conceder a
outrem o direito de construir ou de plantar
em seu terreno, por tempo determinado,
mediante escritura pública devidamente
registrada no Cartório de Registro de
Imóveis.
• Parágrafo Único. O direito de superfície
não autoriza obra no subsolo, salvo se for
inerente ao objeto da concessão.

Direito de Superfície
• Art. 1370. A concessão da superfície será
gratuita ou onerosa; se onerosa,
estipularão as partes se o pagamento será
feito de uma só vez, ou parceladamente.
• Art. 1372. O direito de superfície pode
transferir-se a terceiros e, por morte do
superficiário, aos seus herdeiros.
Direito de Superfície
• Art. 1376. No caso de extinção do direito
de superfície em conseqüência de
desapropriação, a indenização cabe ao
proprietário e ao superficiário, no valor
correspondente ao direito real de cada
um.

Penhor
• Art. 1431. Constitui-se o penhor pela
transferência efetiva da posse que, em
garantia do débito ao credor ou a quem o
represente, faz o devedor, ou alguém por
ele, de uma coisa móvel, suscetível de
alienação.
Penhor
• Art. 1432. O instrumento do penhor
deverá ser levado a registro, por qualquer
dos contratantes; o do penhor comum
será registrado no Cartório de Títulos e
Documentos.

Hipoteca
• Hipoteca é uma garantia real extrajudicial
e incide sobre bens imóveis ou
equiparados que pertençam ao devedor
ou a terceiros.
• Art. 1474. A Hipoteca abrange todas as
acessões, melhoramentos ou construções
do imóvel. Subsistem os ônus reais
constituídos e registrados, anteriormente à
hipoteca, sobre o mesmo imóvel.
Hipoteca
• Art. 1476. O dono do imóvel hipotecado
pode constituir outra hipoteca sobre ele,
mediante novo título, em favor do mesmo
ou de outro credor.

Antícrese
• A anticrese é um instituto civil, espécie de
direito real de garantia, no qual o devedor,
ou representante deste, entrega um bem
imóvel ao credor, para que os frutos deste
bem compensem a dívida. É sempre
originado de um contrato (negócio
jurídico).
Antícrese
• Art. 1506. § 1º É permitido estipular que
os frutos e rendimentos do imóvel sejam
percebidos pelo credor à conta de juros,
mas se o seu valor ultrapassar a taxa
máxima permitida em lei para as
operações financeiras, o remanescente
será imputado ao capital.