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&

ARQUITETURA

ARQUITETURA

AÇO

AÇO

UmaUma publicaçãopublicação dodo CentroCentro BrasileiroBrasileiro dada ConstruçãoConstrução emem AçoAço

númeronúmero 4141

marçomarço dede 20152015

9771678112036 41

9771678112036 41

CENTROS DE PESQUISA E TECNOlOgIA

SOlUçõES Em AçO CONfEREm mAIOR flExIbIlIDADE, bElEzA E SUSTENTAbIlIDADE AOS PROjETOS

Guia Brasil da Construção em Aço

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Guia Brasil da Construção em Aço 4 FABRICANTES Ÿ Defensas de aço Ÿ Proteção térmica Ÿ
FABRICANTES Ÿ Defensas de aço Ÿ Proteção térmica Ÿ Painéis e divisórias Ÿ Tintas Ÿ
FABRICANTES
Ÿ Defensas de aço
Ÿ Proteção térmica
Ÿ Painéis e divisórias
Ÿ Tintas
Ÿ Portas e janelas em aço
Ÿ Estruturas em aço
Ÿ Telhas de aço
Ÿ Perfis de aço
Ÿ Engradamento de aço
Ÿ Steel deck
Ÿ Parafusos e elementos de
fixação
Ÿ Tubos de aço

Aço

SERVIÇOS

Ÿ Distribuição e Centros de Serviço em

Ÿ Projetos e detalhamentos de

construções em aço

Ÿ Galvanização

Ÿ Software para projetos em aço

Ÿ Montagem de estruturas de aço

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Leonardo Finotti

editorial

investindo no futuro

Vivemos a Era do Conhecimento. Estimulante, surpreendente e marcada por muitas mudanças, que ocorrem em velocidade impressionante. Hoje entendemos com cla- reza que o investimento em pesquisa e inovação é essencial para o desenvolvimento das empresas e do país, bem como para possibilitar a melhoria das condições de vida da população. Nesta edição de Arquitetura & Aço, trazemos exemplos de centros de pesquisa e de tecnologia, instalações que vemos surgir com uma frequência cada vez maior no Brasil e que pressupõem uma visão de longo prazo dos investidores e governos para alavancar oportunidades, qualificar profissionais e potencializar os resultados que podemos obter em diversas áreas de atividade. Do Cenpes, Centro de Pesquisas da Petrobras, projeto premiado de Siegbert Zanettini, exemplo de aproveitamento em grande escala das qualidades e possi- bilidades do aço, ao edifício do Tecnocentro, construído no Parque Tecnológico da cidade de Salvador, na Bahia, no qual o aço viabilizou uma interessante solução estrutural, são diversas propostas arquitetônicas e construtivas que respondem a demandas específicas dos projetos nessa tipologia e nas quais o aço aparece com destaque, revelando toda sua versatilidade. Trazemos casos como o BHTec, em Minas Gerais, que adota o aço não apenas na estrutura, mas também em fechamentos que conferem flexibilidade à modu- lação dos espaços e reduzem a necessidade de manutenção. Ou, ainda, o Centro de Pesquisas da multinacional Schlumberger, líder mundial em serviços para a indús- tria de petróleo, no qual a plasticidade da cobertura em aço marca a expressão do edifício, e, também, o criativo projeto da Nave do Conhecimento, na cidade do Rio de Janeiro, em que um módulo construído em aço parece voar. Por fim, da Espanha, a interessante arquitetura de Sergio Baragaño para o Centro de Pesquisas da ArcelorMittal em Avilés, nas Astúrias. Muitos novos centros de pesquisa e tecnologia estão em construção no país, com

a inauguração prevista para breve, como o Instituto de Física Teórica, em São Paulo,

e as novas instalações da Neumayer Tekfor, em Jundiaí, no estado de São Paulo, pro- jetos que apresentamos nesta edição. Que estes investimentos tragam excelentes resultados e que novos projetos se viabilizem, cada vez mais pesquisando novas tecnologias, com a adoção de práti- cas sustentáveis e aplicação do conhecimento avançado para propiciar um futuro melhor para todos. São estes também os caminhos que deseja percorrer a constru- ção em aço. Boa leitura!

Leonardo Finotti
Leonardo Finotti

Foto da capa:

BHtec, Belo Horizonte, MG

04.
04.
08.
08.

sumário

Arquitetura & Aço nº 41 março 2015

ENDEREÇOS

32

12.
12.
22.
22.
14.
14.
26.
26.

18.

30.

04. Nave do Conhecimento, Parque de Madureira, RJ: estrutura futurista em aço e formato ovoide leva a inclu-

são digital a crianças e adolescentes

08. Centro de Pesquisa da Schlumberger, UFRJ, RJ: cobertura e brises

em aço garantem um melhor aproveitamento dos recursos naturais e propiciam maior conforto térmico 12. Entrevista:

Alexandre Brasil, do escritório mineiro de arquitetura Arquitetos Associados, fala sobre o uso do aço em centros de pesquisa no país

14. BHTec, Belo Horizonte, MG: fechamento em aço traz lexibilidade à ocupação e ainda reduz exigência de manutenção

nas fachadas 18. Centro de Pesquisas da Petrobras, RJ: solução industrializada em aço reduz prazo da obra e con-

tribui para a sustentabilidade no complexo 22. Tecnocentro, Salvador, BA: estrutura lembra árvore com galhos de aço e

define expressão do edifício 26. Centro de Pesquisa Arcelor Mittal, Astúrias, Espanha: conjunto com módulos

em aço se integra à paisagem da cidade 30. Acontece: Instituto de Física Teórica, em SP, e Centro de Pesquisa e Tecnologia

da Neumayer Tekfor, em Jundiaí, SP

Fotos Joana França

DIRETO DO FUTURO

Com estrutura em aço e expressão futurista, a Nave do Conhecimento leva educação digital a crianças e adolescentes do Rio de Janeiro

Inaugurada em 2012, a Nave do Conhe-

cimento, construída no Parque de Madureira, no Rio de Janeiro, foi uma das cinco estru- turas instaladas na capital fluminense para abrigar atividades educativas e culturais vol- tadas à inclusão digital de crianças e ado- lescentes. Nela, o conceito futurista adotado pelo arquiteto Dietmar Starke aparece em todo o projeto, que recebe paredes, rampas e fachada em aço.

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“No princípio, consideramos a possibili- dade de executar as paredes em concreto; contudo, decidimos empregar uma estrutura de aço, com revestimento em placas cimentí- cias para ampliar a racionalização, reduzir os custos e agilizar a execução”, explica o autor do projeto. Com área construída de 504 m 2 , a Nave do Conhecimento de Madureira foi insta- lada em um terreno de 600 m 2 . “As naves

À direita, o pavimento superior em formato ovoide, inteiramente em aço, abriga um pequeno auditório

À direita, o pavimento superior em formato ovoide, inteiramente em aço, abriga um pequeno auditório e uma sala de aula. À esquerda, vista externa do edifício, com o módulo ovoide em destaque

foram concebidas para serem assentadas em terrenos pequenos, como em praças e par- ques, ao lado de quadras de esportes, por exemplo”, aponta Starke. A Nave do Conhecimento tem dois pavi- mentos delimitados por duas paredes de aço inclinadas e encimadas pela cobertura. O prédio é composto por espaços destinados à recepção, área de estudos, biblioteca digital, administração, sala de aula, sanitários e copa.

Parece que voa

Ao todo, seis tirantes tubulares sustentam o pavimento superior, inteiramente em aço, que se liga ao pavimento inferior por uma

rampa também metálica – com declivida- de adequada para pessoas com necessida- des especiais. “O segundo piso, ovoide, é um espaço de 90 m 2 que contém um pequeno auditório e uma sala de aula. Com uma forma que se aproxima da elipse, o ovoide feito de aço é pendurado por tirantes na cobertura, sem pilares, de modo que dá a impressão de que ele está voando”, descreve Starke. Para executar o pavimento superior ovoi- de, o engenheiro civil Leonardo Perazzo Barbo- sa, responsável pelo projeto estrutural básico, precisou levar em conta aspectos como ação do vento, cargas verticais e móveis. “Uma das paredes da Nave inclina-se e forma um balanço

& ARQUITETURA AÇO
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Seis tirantes tubulares suportam o pavimento superior, inteiramente em aço, que se liga ao pavimento
Seis tirantes tubulares suportam o pavimento superior, inteiramente em aço, que se liga ao pavimento
inferior por uma rampa também metálica, acessível para pessoas com necessidades especiais
& 6 ARQUITETURA AÇO
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6 ARQUITETURA
AÇO

> Projeto arquitetônico:

Dietmar Starke

> Projeto executivo: JC&S

Arquitetos Associados – Jozé Candido, Dietmar Starke e Daniel Kamitami

> Área construída: 504 m²

> Aço empregado: ASTM A572

> Volume de aço: 54,8 t

> Projeto e cálculo estrutural: Leonardo

Perazzo Barbosa

> Fornecimento da estrutura

de aço: Grupo Projetec Guerra

> Construção: Delta

Construções

> Local: Rio de Janeiro,RJ

> Data do projeto: 2010

> Conclusão da obra:

2010-2012

Decidimos empregar

o aço para ampliar

a racionalização, reduzir os custos e agilizar

a execução.

de mais de 11 m e 45°. Essa parede apoia as treliças metálicas da cobertura, que por sua vez suporta a estrutura do ovoide pendurado”, explica Barbosa.

Iluminação natural

Inclinada em 37° para o norte para aproveitar a incidência solar, a Nave tem a face sul som- breada para permitir o resfriamento natural do edifício, reduzindo a dependência dos apa- relhos de ar-condicionado. Na fachada sul, uma esquadria com perfis metálicos I e fechamento com vidros propi- ciam iluminação natural ao espaço durante boa parte do dia, colaborando para a econo- mia energética. Ainda na fachada, um proje- tor colocado na parte interna cria um cinema ao ar livre na medida em que utiliza o vidro da esquadria como tela para reproduzir imagens para o público. A execução da Nave do Conhecimento do Parque Madureira levou apenas 60 dias. “Tra- balhamos com uma estrutura inteiramente pré-moldada. Os perfis de aço chegam prontos ao canteiro, são instalados e fixados por meio de guindastes”, conta Starke. A velocidade de execução, aliada à facilidade de manutenção, foi o elemento fundamental para a decisão de adotar o aço como solução estrutural. De acordo com Starke, atualmente a Pre- feitura do Rio de Janeiro, contratante da obra por meio da Empresa Municipal de Urbani- zação (RioUrbe), estuda a possibilidade de construir outras Naves do Conhecimento em diferentes pontos da cidade. (e.C.L.) M

Fotos Joana França
Fotos Joana França
outras Naves do Conhecimento em diferentes pontos da cidade. (e.C.L.) M Fotos Joana França & ARQUITETURA
& ARQUITETURA AÇO
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ARQUITETURA
AÇO

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COMO UMA ONDA

Estruturas em aço e cobertura ondulada zipada dão vida e forma ao Centro de Pesquisas da Schlumberger, no Rio de Janeiro. Projeto também conta com soluções sustentáveis

Janeiro. Projeto também conta com soluções sustentáveis Inaugurado em novembro de 2010 , A disposição do

Inaugurado em novembro de 2010,

A

disposição do complexo também seria fun-

na Ilha do Fundão, no Rio de Janeiro (RJ), o

damental para que conseguíssemos alcan-

Brazil Research & Geosciences Center da

çar ganhos de iluminação e ventilação, com

Schlumberger, empresa prestadora de serviços

o

aproveitamento dos ventos sul e da brisa

no

segmento de petróleo, parte de um volume

marinha”, explica o arquiteto.

arquitetônico geometricamente simples, com estrutura composta por vigas e pilares de aço, para abrigar um centro de pesquisas integra-

Com entradas principais nas três ruas que delimitam o lote, o centro de pesquisas abriga escritórios, laboratórios e possui quatro pavi-

do

à natureza com apelo sustentável. Oedifício,noParqueTecnológicodoCampus

mentos estruturados sobre vigas de aço que formam uma malha de 10 x 10 m, que, junto

da

UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janei-

de lajes em steel deck, fechamentos e divisó-

ro), encontra-se em uma área de 8.728,47 m 2

rias em dry-wall, conferem uma maior flexibi-

e

foi projetado pelo arquiteto Ziegbert

lidade ao conjunto.

Zanettini a partir de um jogo criado com pavi-

“A estrutura com perfis laminados de aço

mentos ortogonais de diferentes dimensões.

proporciona modularidade ao programa, per-

“A

ideia era que os pavimentos, articulados

mitindo não só uma operação e manutenção

pelas circulações verticais, gerassem vazios e, com isso, viabilizassem a criação de cobertu-

facilitada, mas também a ampliação dos espa- ços. Não queríamos nada rígido, queríamos algo

ras ajardinadas e áreas de estar no conjunto.

que garantisse uma perfeita integração entre

& 8 ARQUITETURA AÇO
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8 ARQUITETURA
AÇO

A cobertura do terceiro

pavimento, com telhas de aço termoacústicas zipadas e onduladas, marca a expressão do edifício. Nos demais andares, as coberturas verdes são destaques,

criando jardins e áreas de estar que promovem

a integração com a paisagem local

Fotos divulgação

as equipes em ambientes formais e informais de trabalho”, esclarece Zanettini, lembrando, ainda, que o aço foi adotado em outros pontos da edificação. Na fachada de vidro, por exemplo, os brises metálicos aparecem em diferentes níveis para proteger o interior do centro de pesquisas da radiação solar direta e, inclusive, garantem uma satisfatória economia de energia ao aproveitar a iluminação natural. A intenvenção também ajuda a minimizar o uso do ar-condicionado na medida em que abranda a carga térmica dentro do complexo. Na cobertura, telhas de aço termoacústicas zipadas e onduladas garantem o fechamento do restaurante localizado no terceiro pavimen- to. Nos demais andares, as coberturas verdes prevalecem sobre as lajes. “O uso de estruturas

to. Nos demais andares, as coberturas verdes prevalecem sobre as lajes. “O uso de estruturas &
& ARQUITETURA AÇO
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ARQUITETURA
AÇO

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Corte longitudinal “ Queríamos assegurar a renovação do ecossistema natural, minimizando os impactos ambientais

Corte longitudinal

Queríamos assegurar a renovação do

ecossistema natural, minimizando os impactos ambientais resultantes da intervenção urbana por meio da disposição de áreas verdes em

todos os pavimentos do edifício.

> Projeto arquitetônico:

Zanetini Arquitetura

Planejamento

e Consultoria Ltda.

> Área construída:

10.332,64 m²

> Aço empregado: perfis

laminados ASTM 572 GR50

e perfis soldados com aço

patinável de maior resistência

à corrosão atmosférica

> Volume de aço: 600 t

> Projeto e cálculo estrutural:

Projconsult Engenharia

de Projetos

> Fornecimento da estrutura

de aço: Medabil (estruturas)

e Bemo do Brasil (telhas termoacústicas)

> Execução da obra:

Construtora Rio Verde

> Local: Rio de Janeiro,RJ

> Data do projeto: 2009

> Conclusão da obra: 2011

& 10 ARQUITETURA AÇO
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10 ARQUITETURA
AÇO
Fotos divulgação
Fotos divulgação
obra: 2011 & 10 ARQUITETURA AÇO Fotos divulgação Contraventamentos na fachada dão identidade e modernidade

Contraventamentos na fachada dão

identidade e modernidade ao projeto

na fachada dão identidade e modernidade ao projeto Instalados em dois diferentes níveis na fachada, brises

Instalados em dois diferentes níveis na fachada, brises metálicos protegem o interior do centro de pesquisas da radiação solar

híbridas em concreto e aço trouxe leveza e bele-

za

ao projeto. Na obra, usamos perfis com aço

de

alta resistência mecânica e maior resistência

à corrosão atmosférica, em função da região

onde o edifício foi executado”, explica o enge-

nheiro Filemon Botto de Barros, da Projconsult Engenharia de Projetos.

Espaços definidos

O projeto que, em 2010, ganhou destaque no

VII

Grande Prêmio de Arquitetura Corporativa,

na

categoria Centros Educacionais e Culturais,

foi

executado em apenas dez meses e tem

uma área construída de 10.332,64 m 2 . No térreo, o conjunto abriga a recepção, salas de treinamento, auditório, laboratórios, centro de processamento de dados e escritó-

rio. Já no primeiro e segundo pavimentos, as salas de pesquisas são o foco com ambientes

de

apoio e instalações na área mais central.

O

refeitório, a academia de ginástica, os ves-

tiários e dormitórios encontram-se no tercei-

ro pavimento. (E.Q.) M

Para cidades cada vez mais modernas, nosso país tem a força do aço Gerdau. A

Para cidades cada vez mais modernas, nosso país tem a força do aço Gerdau. A força da transformação.

tem a força do aço Gerdau. A força da transformação. O aço da Gerdau tem a

O aço da Gerdau tem a força da transformação.

Os Perfis Estruturais Gerdau representam um jeito moderno de construir. Trazem beleza, inovação e flexibilidade, além de diminuir o tempo de construção e o desperdício de materiais. Do início ao fim, a qualidade que toda obra pede tem a marca da Gerdau.

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www.gerdau.com.br

/gerdauao fim, a qualidade que toda obra pede tem a marca da Gerdau. www.gerdau.com.br /gerdausa &

/gerdausa & ARQUITETURA AÇO
/gerdausa
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Aço: Construção IntelIgente e rápIdA Divulgação
Aço: Construção IntelIgente e rápIdA
Divulgação

AA – Como começaram os seus trabalhos com construções metálicas? Alexandre Brasil – Em 2003, surgiu a opor- tunidade para participar de um concurso cujo tema foi a realização de propostas para o Plano Diretor do Parque Tecnológico de Belo Horizonte (BHTec). Vencemos a competição e, além do Plano Diretor e do projeto urbanísti- co, desenvolvemos o projeto para o primeiro edifício institucional do complexo.

& 12 ARQUITETURA AÇO
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AA – Qual foi a premissa básica que condu- ziu o projeto? AB – Procuramos definir para o primeiro edifício um padrão construtivo, espacial e ambiental exemplar, que pudesse orientar a implantação dos novos prédios no Parque.

Formado em 1996 pela Escola de Arquitetura da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e mestre em construção metálica pela Escola de Engenharia da UFOP (Universidade Federal de Ouro Preto), ALEXANDRE BRASIL é sócio-fundador do Arquitetos Associados, escritório mineiro que lida com uma extensa variedade de escalas e programas, de moradia individual a edifícios públicos, comprometido em repensar as questões construtivas para além das aplicações usuais. À frente de vários projetos, com uma equipe colaborativa e multidisciplinar, Brasil responde, também, pela autoria do Parque Tecnológico de Belo Horizonte, mais conhecido como BHTec e, nesta entrevista, fala sobre o projeto e a construção em aço.

As premissas do projeto foram a implanta- ção em etapas, a criação de espaços públicos abertos e integrados à paisagem natural, a abertura a múltiplas possibilidades de ocupação, a construção a seco e a acessibili- dade universal.

AA – Então, a opção pelo aço foi uma conse- quência destas premissas? AB – Sim. Precisávamos adotar processos construtivos de tecnologia limpa, que mini- mizassem os danos ambientais e proporcio- nassem a redução de custos de manutenção predial a longo prazo. Por isso, a escolha pela estrutura metálica foi natural neste caso. Queríamos algo que trouxesse longevidade para as edificações e seus componentes.

AA – O BHTec é totalmente em aço? AB – Os espaços suspensos possuem estru- tura metálica, lajes protendidas pré-mol- dadas de concreto e vedações em dry-wall revestidas em aço de maior resistência à corrosão nas faces externas. A pátina que

surge na superfície da chapa de aço é o que

a protege da corrosão. A ideia era garantir que o edifício resistisse a um cenário de baixa manutenção, o que o torna mais eco- nômico também. Usamos o aço na estrutu- ra e também nos revestimentos. Além de garantir manutenção reduzida, ele é parte da expressão do edifício.

AA – Na concepção de um centro de pes- quisas, quais seriam as recomendações para o uso de elementos em aço, tal qual ocorreu com o Parque Tecnológico de Belo Horizonte? AB – Em edificações institucionais e centros de pesquisa, o maior interesse é criar uma construção inteligente e rápida, que não gere desperdício e que impacte pouco no meio ambiente. O aço contribui nestes aspectos na medida em que promove a construção de obras mais limpas e pensadas a partir da montagem de componentes a seco, além de melhorar a imagem arquitetônica do projeto. Também há a redução do tempo de constru- ção, o que costuma ser vantajoso do ponto de vista financeiro.

AA – Há alguma exigência por conheci- mento específico para atuar em projetos desse tipo? AB – Há questões construtivas que, ao se

projetar em aço, requerem um entendimento mais global da obra que está sendo proposta.

É preciso ter conhecimento de todas as etapas da construção, além de bagagem em técnicas. Entender o comportamento e o desempenho dos materiais empregados ajuda a evitar o surgimento de patologias.

AA – Poderia citar alguma diferença prática? AB – Por exemplo, uma estrutura metálica cujas ligações sejam feitas com parafusos exige uma qualificação técnica do montador menor do que para estruturas cujas ligações sejam soldadas, por exemplo. A definição sobre a adoção de ligações parafusadas ou soldadas pode ser importante, pois pode trazer problemas para a obra ou encarecê-la muito. A modulação estrutural, o tamanho das peças, a forma de transporte estão vincu- lados ao que se espera de uma construção.

AA – Como avalia a formação dos arquite- tos, no Brasil, para projetar para constru- ção em aço? AB – Temos avançado muito. Hoje é bastante comum os cursos de graduação em arquite- tura e urbanismo possuírem cadeiras que abordam conceitos iniciais da construção em aço. No entanto, acredito que é importante se investir mais na formação complementar. Especializações, pós-graduações, mestrados e doutorados são bem-vindos. (B.L.) M

Centros de pesquisa precisam de sistemas

inteligentes e de rápida execução. Para ser ideal, o processo construtivo adotado não deve gerar desperdício ou impactar o meio ambiente. Por isso, o aço é uma boa opção. Ele contribui em todos estes aspectos e ainda melhora a imagem

arquitetônica do projeto.

& ARQUITETURA AÇO
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ARQUITETURA
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Aço pArA A TECNOLOGIA

Estruturas e fechamentos metálicos em edifício institucional do Parque Tecnológico de Belo Horizonte (BHTec) viabilizam ocupação por múltiplas empresas e minimizam a necessidade de manutenção da fachada

O Parque TecnOLógicO de Belo Horizon-

te (BHTec), criado em 2005, funciona como um condomínio que abriga empresas de tecnologia e centros privados de pesquisa e desenvolvimento. Seu edifício institucional, que acomoda a administração do Parque e empresas residentes, foi planejado pelo escri- tório Arquitetos Associados em estrutura híbrida de aço e concreto de forma que a solu- ção empregada facilitasse a expansão do con- junto ao longo dos anos. Na época, a equipe do escritório foi respon- sável pela elaboração dos planos diretor e de parcelamento do solo, bem como pelo proje- to do edifício institucional, após conquistar o concurso realizado. “O plano diretor exigia que privilegiássemos metodologias de construção a seco, que a execução dos edifícios fosse feita em etapas e que os espaços públicos fossem aber- tos e integrados à paisagem natural e edifica- da”, recorda Bruno Santa Cecília, um dos quatro titulares do escritório responsável pelo projeto.

Os critérios básicos se estendiam, ainda,

à escolha de soluções que permitissem múl-

tiplas possibilidades de ocupação do edifício nos anos seguintes e ao uso de sistemas e materiais construtivos modernos – exigên-

cias que favoreceram a escolha do aço para a estrutura e para o fechamento dos pavimen-

tos. “O uso do aço também foi motivado por sabermos da dificuldade de manutenção nos edifícios públicos. Com as vedações metálicas,

a pintura não precisaria ser renovada anual-

mente”, completa Santa Cecília, lembrando que as peças em aço receberam apenas pintu-

ra intumescente para a proteção contra o fogo.

Conforme explica o arquiteto, o terreno irregular levou à necessidade de executar um embasamento de concreto na estrutura do edifício. O objetivo era que o mesmo acomo- dasse as variações da edificação e recebesse, posteriormente, uma construção leve, pré- -fabricada e flexível, com estrutura e fecha- mentos em aço.

Fotos Leonardo Finotti
Fotos Leonardo Finotti
& 14 ARQUITETURA AÇO
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AÇO

Bloco principal, com estruturas dos pavimentos abaixo do nível da rua em concreto armado e estrutura metálica a partir do primeiro pavimento. O subsolo tem três andares de estacionamento e dois pisos técnicos com vestiários e copa. No térreo, a estrutura metálica sobre pilotis abriga salas de reuniões, auditório, cafeteria, área de exposições e deque externo. As empresas ficam concentradas em salas que vão do segundo ao quarto andar

Fotos Leonardo Finotti & 16 ARQUITETURA AÇO > Projeto arquitetônico: Arquitetos Associados > Área
Fotos Leonardo Finotti & 16 ARQUITETURA AÇO > Projeto arquitetônico: Arquitetos Associados > Área
Fotos Leonardo Finotti
Fotos Leonardo Finotti
& 16 ARQUITETURA AÇO
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16 ARQUITETURA
AÇO

> Projeto arquitetônico:

Arquitetos Associados

> Área construída:

7.553 m² (área total)

> Aço empregado: ASTM

572 GR50 e aço patinável

de maior resistência à corrosão atmosférica

> Volume de aço:

720 t (estrutura); 50 t

(revestimento externo)

> Projeto executivo (estrutura de concreto):

Misa Engenharia

e Viatécnica

> Projeto executivo (estrutura metálica):

Engenheiro Ubirajara Alvim Camargo

> Fornecimento da estrutura de aço:

Pórtico Engenharia

> Execução da obra:

Haec Congel

> Local: Belo

Horizonte, MG

> Data do projeto: 2008

> Conclusão da obra:

2008-2012

O edifício tem cinco pavimentos do nível da rua para baixo. A estrutura em aço, por sua vez, começa a partir do nível térreo, se elevando por mais quatro pavimentos. “A estrutura metálica tem início sobre os pilo- tis e é constituída por pilares e vigas de aço montadas e parafusadas, e não soldadas in loco, conforme o previsto no primeiro projeto estrutural”, explica o engenheiro civil Eduar- do Roscoe, assessor da diretoria do BHTec. A interação entre aço e o concreto, no nível dos pilotis, foi projetada para eliminar os momen- tos fletores, com o engastamento dos perfis de aço diretamente no concreto. As lajes são alveolares, de concreto pretendido.

Ocupação facilitada

Os pavimentos situados acima do nível da rua são destinados à ocupação por empresas de tecnologia da informação, além de laboratórios de biotecnologia. “Um dos desafios era encon- trar uma solução que permitisse a implanta- ção de eventuais equipamentos e sistemas específicos, como filtros de ar, por exemplo. Por isso, optamos por utilizar a própria fachada, que está recuada em relação à estrutura, como shaft. Dessa forma, permitimos que as empre- sas possam usá-la como um plano vertical de

base para receber qualquer tipo de infraestru- tura demandada”, explica Santa Cecília. Nas duas faces do edifício, formam-se dois balanços com 9 m cada um. “Pilares com dois tirantes opostos, em 45°, se estendem por dois andares e fazem o suporte e contraventamento dos balanços”, acrescenta o engenheiro Roscoe. Dois blocos de elevadores e banheiros, com fechamentos em painéis de aço de alta resis- tência à corrosão, servem o corpo principal do prédio, que abriga uma área social e outra de serviço. No bloco social, três faces têm fecha- mento com estes painéis e outra é vedada em vidro. São também em aço de maior resistên- cia à corrosão as faces leste e oeste, sem jane- las, no corpo principal do edifício. De acordo com Roscoe, atualmente está prevista a execução de uma torre com mais de 20 pavimentos, ao lado do edifício, além de outro conjunto de prédios planejados para abrigar mais empresas de tecnologia. O BHTec é uma iniciativa conjunta da Prefeitura de Belo Horizonte, do Governo de Minas Gerais, da Universidade Federal de Minas Gerais, do Sebrae-MG (Serviço Brasi- leiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Minas Gerais) e da FIEMG (Federação das Indústrias de Minas Gerais). (e.c.L.) M

(Federação das Indústrias de Minas Gerais). (e.c.L.) M À esquerda, passarela de aço conduz os visitantes
(Federação das Indústrias de Minas Gerais). (e.c.L.) M À esquerda, passarela de aço conduz os visitantes

À esquerda, passarela

de aço conduz os visitantes ao acesso principal do edifício. Nos detalhes, apoio das estruturas de aço sobre pilotis, no nível térreo. Abaixo, os dois blocos de elevadores

e banheiros, com

fechamentos em painéis de aço patinável com maior resistência à corrosão atmosférica, que servem o corpo principal do prédio

& ARQUITETURA AÇO
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ARQUITETURA
AÇO

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GIGANTE sustentável Com 7 mil toneladas de aço em sua estrutura, o Centro de Pesquisas

GIGANTE sustentável

Com 7 mil toneladas de aço em sua estrutura, o Centro de Pesquisas da Petrobras, no Rio de Janeiro, tira partido de soluções em aço para otimizar o cronograma da obra e, ainda, atender aos requisitos de sustentabilidade

& 18 ARQUITETURA AÇO
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18 ARQUITETURA
AÇO

leonardo Finotti

Divulgação

NuNca o aço foi tão aplicado em um centro de pesquisas

nacional como no projeto de ampliação do Centro de Pesquisas

e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes),

da Petrobras, no Rio de Janeiro. A construção, idealizada em 2004

e inaugurada em 2010, foi projetada pelo arquiteto Siegbert

Zanettini, da Zanettini Arquitetura Planejamento e Consultoria, em coautoria com o também arquiteto José Wagner Garcia, e conta com cerca de 7 mil toneladas de aço em toda a sua estrutura. No complexo, implantado em uma área de 189.604,27 m 2 na Ilha do Fundão, a oeste da Baía de Guanabara, perfis lamina-

dos do tipo ASTM 572 GR50, com proteção anticorrosiva, foram

usados nas estruturas para dar origem a um edifício principal, laboratórios, Centro de Convenções, Centro de Realidade Virtual

e prédios de apoio. Segundo Zanettini, as soluções industrializadas em aço foram escolhidas para o projeto não só por suas contribuições à sus-

tentabilidade da obra, mas também por uma questão de prazo. “Deveríamos entregar o complexo no menor tempo possível; então, optamos por estruturas pré-fabricadas para atender ao prazo exigi- do. Como essas soluções permitem uma construção a seco, limpa

e não requerem grandes espaços para a estocagem de materiais,

transformamos a obra em um imenso canteiro de montagem e entregamos o conjunto em três anos”, detalha o arquiteto. Apenas as fundações, vigas baldrames e estruturas moldadas in loco em concreto foram executadas de forma convencional no canteiro.

Radiografia do projeto

Feito em estrutura radial com 75 m de diâmetro, o Centro de Convenções localiza-se próximo à entrada do complexo e conta com uma cobertura secundária de sombreamento em membra- na retesada (tensoestrutura) sobre a recepção, salas de reuniões, video-conferências e eventos. A estrutura metálica da tensoestru- tura é formada por 11 módulos, sendo cada um composto por arcos tubulares calandrados dispostos em planos radiais. “Cada plano é

Centro de Pesquisas da Petrobras abriga um Centro de Convenções circular próximo da entrada do complexo, um edifício central transversal, um Centro de Realidade Virtual, com estrutura geodésica elíptica, laboratórios e, por fim, concentra prédios de apoio no fundo do terreno

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ARQUITETURA
AÇO

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sustentado internamente por um mastro tubular vinculado ao solo e aos arcos de forma articulada.

sustentado internamente por um mastro tubular vinculado ao solo e aos arcos de forma articulada. Externamente, duas escoras tubu- lares inclinadas que se apoiam na cobertura cumprem este papel”, explica Zanettini. Já no prédio central, onde um núcleo com cinco módulos acima da estrutura dos labora- tórios serve de coluna vertebral para todas as atividades de produção científica, o aço surge em vigas mistas de 10 m e em painéis steel deck de 2,5 m sobre vigas secundárias. O tra- vamento das estruturas, que se dá nos blocos de circulação vertical moldados em concreto, dispensa escoramento. Neste eixo principal, que traz, ainda, uma cobertura também em aço com aberturas em planos opostos para favorecer a ventilação natural, foram utiliza- das 2.393 toneladas de aço. “Uma estrutura espacial com perfis tubu- lares e chapas metálicas termoacústicas foi projetada para sombreamento dos espaços da

cobertura do prédio central. Nas extremida- des, os beirais receberam chapas metálicas perfuradas como cobertura”, esclarece Zanet- tini, que reforça que a montagem da estrutura metálica foi realizada em uma sequência lógi- ca de pilares, vigas e lajes steel deck. “As árvo- res metálicas com cobertura em telha zipada vieram por último.” Para a engenheira Heloísa Martins Marin- goni, da Companhia de Projetos, empresa res- ponsável pelo projeto estrutural do Cenpes, tanto o edifício central, com seus balanços e cobertura arbórea, quanto o Centro de Con- venções com estruturas tensionadas, mere- cem destaque. “São estruturas sofisticadas, de uma complexidade muito grande. As varia- ções propostas não eram convencionais, e por isso, além do uso de softwares de cálculo, tam- bém desenvolvemos rotinas específicas para o pré-dimensionamento e detalhamento das mesmas”, garante.

Fotos leonardo Finotti
Fotos leonardo Finotti
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20 ARQUITETURA
AÇO

Cobertura em aço

e em balanço foi

projetada como uma espécie de "árvore metálica" com aberturas laterais para assegurar

ventilação cruzada

à edificação

central aliviando a

carga térmica do conjunto

> Projeto arquitetônico:

Zanetini Arquitetura

Planejamento e

Consultoria Ltda.

> área construída:

124.368,58 m²

> Aço empregado: perfis

laminados ASTM A572 GR50

> volume de aço: 7 mil t

> Projeto e cálculo estrutural: Companhia

de Projetos Ltda.

> Fornecimento da estrutura

de aço: HR Projetos

> execução da obra:

Consórcio Novo Cenpes (Construtora OAS Ltda.; Construbase Engenharia Ltda.; Carioca Christiani- Nielsen Engenharia S.A.; Schahin Engenharia S.A. e Construcap – CCPS Engenharia e Comércio S.A.

> local: Rio de Janeiro, RJ

> Data do projeto: 2004-2006

> Conclusão da obra: 2010

Prédio central abriga um núcleo com cinco módulos acima da estrutura dos laboratórios que serve

Prédio central abriga um núcleo com cinco módulos acima da estrutura dos laboratórios que serve de coluna vertebral para todas as atividades de produção científica. Ali, o aço surge em vigas mistas com 10 m de vão e em painéis em steel deck sobre as vigas secundárias

Laboratórios sustentáveis

Nos laboratórios, dispostos de forma trans- versal e abaixo do edifício principal, o apro- veitamento de recursos naturais, assim como as soluções em aço, também se repetem. A estrutura de aço segue uma modulação de 10 x 10 m em todos os laboratórios e foi conce- bida de forma a permitir total flexibilidade do layout interno, que pode ser modificado sem interferências na estrutura. As lajes alveolares protendidas que compõem o piso são apoiadas nas vigas de aço e dispõem de espaço para pas- sagem de utilidades formando um piso técnico. A superestrutura metálica suporta também pipe-racks, a cobertura de sombreamento e os painéis fotovoltaicos. “As estruturas são em vigas I e o plano de cobertura dos laboratórios tem vigas mistas com vãos de 10 m, espaça- das a cada 2,5 m, para a adoção do sistema de forma-laje. Os perfis metálicos totalizam 1.762 toneladas de aço”, informa Zanettini. Já os painéis fotovoltaicos, instalados sobre a cobertura dos laboratórios nas regiões com

maior incidência solar, surgem orientados para

o norte com inclinação de 22°50’ para assegurar

uma fonte alternativa energética limpa e reno-

vável ao conjunto. Além da energia natural, os laboratórios recebem iluminação artificial complementar dimerizável, com acionamento automatizado controlado por sensores. E tal como no edifício central e no Centro de Convenções, o aço também surge de forma diferenciada no Centro de Realidade Virtual,

à esquerda do terreno. Lá foi construída uma

estrutura geodésica elíptica de 35 x 20 x 14 m, formada por 960 triângulos, 1.623 barras e 477 nós, utilizando 345 toneladas de aço. “As peças da estrutura já chegaram prontas e sua mon-

tagem ocorreu de forma simultânea para que houvesse um significativo ganho de tempo na execução. A montagem das estruturas levou apenas um ano”, pontua o arquiteto. O conjunto ganhou o Prêmio Green Buil- ding Brasil, em 2011, e o Green Nation Fest, na categoria arquitetura sustentável no ano seguinte. (E.Q.) M

& ARQUITETURA AÇO
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ARQUITETURA
AÇO

21

PONTO DE CONVERGÊNCIA

Localizado em uma área privilegiada da cidade de Salvador, o Tecnocentro investe na integração com o entorno e ainda serve de marco visual para quem visita o Parque Tecnológico da Bahia

Com quatro pavimentos distribuídos

por duas alas, o Tecnocentro de Salvador, na Bahia, abriga empresas de tecnologia da comunicação e informação interessadas no desenvolvimento de pesquisas em bioinfor- mática, biossensores e softwares . O edifício, que tem uma área construída de 25.900 m 2 , conta, ainda, com espaço destinado ao fomen- to e incubação de empreendimentos inova- dores. Foi concebido em 2008 pelo arquiteto Adriano Mascarenhas, do escritório Sotero Arquitetos, que teve a integração urbanística como lema principal do projeto.

Essência em aço

O aço trouxe contribuição imprescindível em diversas soluções do projeto, segundo o pro- jetista estrutural da edificação, o engenheiro Clodoaldo Freitas. “Ele está presente em ele- mentos da fachada, nas passarelas, na estru- tura da cobertura, na cobertura em balanço e nos tubos que formam os galhos das 'árvores' do pátio central”, resume.

Ainda de acordo com Freitas, a opção pelo uso do aço visa atender requisitos arquitetô- nicos, como o balanço de aproximadamente 8 m da cobertura metálica. A possibilidade de trabalhar com grandes vãos, e a esbeltez no dimensionamento das peças estruturais são outros pontos destacados pelo arquiteto Mas- carenhas sobre as vantagens proporcionadas pelo aço nesse projeto. “Estas possibilidades resultaram em uma plástica mais interessan- te, esbelta e elegante. Além disso, sem o aço, a leveza da linguagem arquitetônica pretendi- da não seria alcançada sem incorrer em um custo muitíssimo elevado”, explica o arquiteto. A demanda por leveza também pautou a concepção do último pavimento do Tecnocen- tro, destinado a abrigar a sede da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Informação do Estado da Bahia. Segundo Mascarenhas, a estrutu- ra do andar surgiu como uma necessidade para apoiar tanto o último nível, em destaque, como as passarelas que cruzam o espaço e têm vão livre muito grande. “Tiramos partido

o espaço e têm vão livre muito grande. “Tiramos partido & 22 ARQUITETURA AÇO Apoiado sobre
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22 ARQUITETURA
AÇO

Apoiado sobre pilotis, edifício de linhas retas parte-se ao meio para seguir a curvatura definida pela topografia. Ao lado, destaque para a estrutura em forma de árvore com galhos de aço que sustenta o último pavimento e as passarelas de circulação

Fotos Leonardo Finotti
Fotos Leonardo Finotti

Aço está presente nos elementos da fachada, nas passarelas, na estrutura da cobertura em balanço e nos nos galhos que formam as árvores da estrutura central

da cobertura em balanço e nos nos galhos que formam as árvores da estrutura central &
& ARQUITETURA AÇO
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ARQUITETURA
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Brises metálicos e grandes beirais da cobertura com estrutura de aço, aliados à ventilação cruzada

Brises metálicos e grandes beirais da cobertura com estrutura de aço, aliados à ventilação cruzada e implantação, reduzem carga térmica e contribuem para o conforto térmico no edifício

térmica e contribuem para o conforto térmico no edifício & 24 ARQUITETURA AÇO > Projeto arquitetônico:
& 24 ARQUITETURA AÇO
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24 ARQUITETURA
AÇO

> Projeto arquitetônico:

Sotero Arquitetos

> Área construída: 25 mil m²

> Aço empregado: patinável

de maior resistência à corrosão e ASTM A570

> Volume de aço: Informação

não disponível

> Projeto estrutural:

Clodoaldo Freitas

> Fornecimento da estrutura

de aço: Informação não disponível

> Execução da obra:

Construtora NM

> Local: Salvador, BA

> Data do projeto: 2008-2012

> Conclusão da obra: 2012

da necessidade e criamos algo inusitado, que lembra os troncos de árvores e seus galhos a partir de uma estrutura metálica”, afirma. Seguindo a analogia, nessas “árvores” os troncos são em concreto e os diversos galhos, em aço. Os desmembramentos em aço susten- tam o último piso e as passarelas que cruzam o vão de chegada. “A princípio, estavam previstos pilares, mas a grande altura determinou que fossem colocados três pontos de travamento em cada coluna para conter o efeito de flam- bagem”, conta Mascarenhas. Segundo ele, o travamento foi feito com uso de peças de aço, no formato de cones cilíndricos alongados. As estruturas também serviram de apoio às pas- sarelas contribuindo para a esbeltez do projeto. Por sua localização, na região central do Parque Tecnológico da Bahia – área privilegia- da por uma vista panorâmica –, a implantação do edifício foi planejada para que o mesmo pudesse servir de ponto de convergência visu- al aos visitantes. “A ideia era acentuar a pre- sença e o simbolismo enquanto marco refe- rencial do empreendimento. Foi um ponto de partida do projeto não torná-lo um elemento isolado, mas, sim, convidativo aos usuários de todo o conjunto”, destaca Mascarenhas. Por

Fotos Leonardo Finotti
Fotos Leonardo Finotti

isso, a implantação procurou ser a mais racio- nal possível. “Acompanhando o traçado das curvas de níveis, o edifício de linhas retas par- te-se ao meio para seguir a curvatura definida pela topografia”, detalha o profissional, desta- cando que a implantação aproveita o declive existente no terreno para receber as garagens em subsolo e escalonar a praça que desce em direção à mata. A praça, em frente ao edifício, complementa a linguagem do projeto urba- nístico ao permitir o acesso do público e ainda promove a integração dos ambientes. “O edifício-sede se apoia em pilotis e, com isso, o térreo é livre. Os blocos de salas foram elevados do solo para que a praça pudesse percorrer todo o pavimento térreo e seguir nos níveis escalonados do declive existente no terreno”, complementa. Com a utilização de brises metálicos, alia- dos aos grandes beirais da cobertura de aço, à fachada ventilada em cerâmica extrudada e à implantação no eixo leste-oeste, o edifício ganhou o controle passivo de incidência solar. “A carga térmica provocada pela incidência solar foi reduzida drasticamente com esses elementos e com a ventilação cruzada”, pon- tua Mascarenhas. (B.L.) M

Abaixo, à esquerda, detalhes das passarelas de circulação que cruzam o vão de entrada e são sustentadas pelos galhos de aço da estrutura em árvore. À direita, brises metálicos garantem redução da incidência solar, preservando iluminação natural dos ambientes

garantem redução da incidência solar, preservando iluminação natural dos ambientes & ARQUITETURA AÇO 25
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ARQUITETURA
AÇO

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MODULAR E CONTEMPORÂNEO Com volumes em aço que mais parecem grandes contêineres e uma fachada

MODULAR E CONTEMPORÂNEO

Com volumes em aço que mais parecem grandes contêineres e uma fachada com apelo moderno e escultural, Centro de Pesquisa da ArcelorMittal estabele um diálogo com a histórica cidade de Avilés, na Espanha

Criar

um

Complexo

de

pesquisas

em um parque empresarial, mas que man- tivesse a essência das ruas, das praças e das sensações que se respiravam na antiga sede, localizada no centro histórico da cidade. Este foi o principal desafio do arquiteto espanhol Sergio Baragaño, do escritório de arquitetura [baragaño], ao projetar o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento Global da ArcelorMittal na cidade de Avilés, em Astúrias, no norte da Espanha. Para a construção, localizada em um terreno de 2.500 m 2 nos arredores de um

& 26 ARQUITETURA AÇO
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26 ARQUITETURA
AÇO

estuário, um conjunto arquitetônico modular em aço foi idealizado. Sobrepostos, os módu- los – que mais parecem contêineres – surgem em duas cores que conferem identidade à obra e remetem a uma grande zona portuária de aspecto fabril. De acordo com o arquiteto, enquanto a cor preta presente em quase todos os volu- mes lembra o carvão e o ferro, o vermelho faz alusão ao fogo, elemento imprescindível no processo de produção do aço. Externamente, uma escada vermelha de caráter escultural

Acima, destaque para a escada de aço vermelha que conecta os diversos módulos do complexo e confere um visual moderno e personalidade ao conjunto. O desenho da fachada foi elaborado pelo arquiteto japonês Toyo Ito

feita em chapa de aço lisa interliga os edi- fícios e marca a expressão arquitetônica de todo o conjunto. Segundo Baragaño, o desenho da fachada foi feito pelo arquiteto japonês Toyo Ito para a Feira de Barcelona – um dos maiores e mais modernos espaços de eventos da Europa – e, posteriormente, utilizado para compor a iden- tidade do centro de pesquisas. A fachada foi feita com chapas metálicas de superfície lisa na cor preta e com chapas perfuradas que, juntas, conferem um visual diferenciado ao conjunto. “As chapas perfura- das foram utilizadas onde a entrada de luz se fazia necessária. As chapas têm 30 cm de lar- gura e uma altura contínua do chão ao teto”, explica Baragaño.

Fotos Mariela Apollonio/ DIvulgação
Fotos Mariela Apollonio/ DIvulgação
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ARQUITETURA
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Fotos Mariela Apollonio/ DIvulgação & 28 ARQUITETURA AÇO > Projeto arquitetônico: Sergio Baragaño,
Fotos Mariela Apollonio/ DIvulgação & 28 ARQUITETURA AÇO > Projeto arquitetônico: Sergio Baragaño,
Fotos Mariela Apollonio/ DIvulgação
Fotos Mariela Apollonio/ DIvulgação
& 28 ARQUITETURA AÇO
&
28 ARQUITETURA
AÇO

> Projeto arquitetônico:

Sergio Baragaño, [baragaño]

> Área construída:

2.500 m²

> Aço empregado: vigas

laminadas EN 10025 S 275 JR, vigas celulares, steel deck e elementos de fachadas em aço

> Volume de aço: 500 t

> Projeto estrutural:

Tectum e Impulso

> Execução da obra:

Comsa, Esdehor, Tamargo, Contratas Iglesias

> Local: Avilés, Espanha

> Data do projeto: 2009-2011

> Conclusão da obra: 2011

Aço em destaque

Na entrada, um conjunto de volumes que se

abrem para o sul, em direção à cidade, dão

as boas-vindas aos visitantes. A maioria dos

perfis utilizados são laminados, com quali-

dade EN 10025 S-275JR de diferentes dimen- sões e vigas alveolares fabricadas a partir de perfis laminados. As lajes, por sua vez, foram feitas com forma laje tipo steel deck justa- mente por suas propriedades construtivas, que viabilizaram um transporte mais eco- nômico e uma rápida montagem. Segundo o arquiteto, o steel deck utiliza aço de 0,7 mm

de espessura para uma área de até 3,60 m em

duas seções contínuas. Para Baragaño, o ponto mais interessante e complexo do projeto encontra-se no trecho de entrada, onde uma estrutura em balanço suporta a maior carga da edificação, que abri-

ga um dos laboratórios do centro de pesquisas.

Nos espaços industriais, vigas alveolares conferem flexibilidade, menor peso e beleza à concepção arquitetônica destas áreas internas.

Construção sustentável

Segundo dados do arquiteto, 70% do aço usado na obra foi obtido por reciclagem e toda a estrutura é parafusada, o que facilita a desmontagem do edifício quando necessário.

O vidro também tem presença significativa

na edificação que recebeu materiais transpa- rentes, translúcidos e u-glass, favorecendo a entrada de luz por meio de grandes vidraças. O apelo sustentável do conjunto chama a atenção. O edifício, que ganhou o prestigioso prêmio europeu KNX de eficiência energética, recebeu um sistema de cogeração de energia que propiciou economia de 17% no consumo do complexo. “Acreditamos na importância da adoção de uma base sustentável na forma de se construir. Tentamos otimizar os recur-

sos e o tempo de execução do projeto apos- tando em uma construção seca e eficiente em que o aço teve um papel crucial”, finaliza Baragaño. (N.l.) M

teve um papel crucial”, finaliza Baragaño. (N.l.) M Abaixo, chapas perfuradas permitem a entrada de luz

Abaixo, chapas perfuradas permitem a entrada de luz natural no interior do conjunto. Na página ao lado e também abaixo, espaços internos com vigas alveolares

Fotos Mariela Apollonio/ DIvulgação
Fotos Mariela Apollonio/ DIvulgação
e também abaixo, espaços internos com vigas alveolares Fotos Mariela Apollonio/ DIvulgação & ARQUITETURA AÇO 29
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ARQUITETURA
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A LEVEZA DO AÇO NO CENTRO DE FÍSICA

A Praça Pamplona, complexo multiuso localizado no bairro Bela Vista, em São Paulo,

abrigará o edifício do novo centro de pesquisas do Instituto de Física Teórica, além de um teatro digital (o planetário) e uma torre de comercial com 28 andares. No projeto de Samuel Kruchin, do escritório Kruchin Arquitetura, a fachada do centro de pesquisas receberá uma estrutura trapezoidal em aço, com fechamento em vidro, que confere expressão ao edifício, trazendo leveza e personalidade ao volume. De acordo com Kruchin, a estrutura formada por tubos retangulares ASTM A36 será conectada à fachada do centro de pesquisas por meio de insertos posicionados nas colunas do edifício. “Vamos engastar consoles metálicos nos insertos e, em seguida, fixaremos os tubos que servem de coluna nos consoles. As vigas serão apoiadas por último”, detalha o profissional, que reforça a ideia de que a pele de vidro será uma estrutura independente do volume principal. Já o planetário, projetado como membrana que remete às conchas, contará com uma cúpula hemisférica para projeção em 360°, configurada sobre uma esbelta e engenhosa estrutura em aço.

O projeto, previsto para ser entregue até o final de 2015, contempla, ainda, a res-

tauração do casarão existente no terreno, construído na época dos barões do café, e que irá abrigar um centro social para ensinar física e matemática a jovens carentes, além de uma livraria e um café. Uma praça de convivência e um bosque abertos aos frequentadores são elementos que reforçam a integração do conjunto à cidade, uma das preocupações do projeto. (M.G.)

A intenção da estrutura em aço e vidro na fachada, além da transparência, é imprimir delicadeza e elegância

ao edifício do Instituto de Física Teórica da Unesp.

Samuel Kruchin

& 30 ARQUITETURA AÇO
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30 ARQUITETURA
AÇO
da Unesp. Samuel Kruchin “ & 30 ARQUITETURA AÇO Imagens divulgação Apesar do peso de 17,1
da Unesp. Samuel Kruchin “ & 30 ARQUITETURA AÇO Imagens divulgação Apesar do peso de 17,1
Imagens divulgação
Imagens divulgação

Apesar do peso de 17,1 toneladas, a estrutura metálica trapezoidal consegue transmitir leveza ao conjunto arquitetônico

Imagens divulgação

A construção da terceira

fase do projeto deve começar ainda no mês de março

e está prevista para ser entregue em setembro de 2015. A primeira

e a segunda fases

já estão prontas.

AÇO é DESTAquE EM CENTRO DE pESquISA As novas instalações da Neumayer Tekfor, em Jundiaí (SP), ganharão um complexo – com um

prédio administrativo e um centro de pesquisas

e tecnologia – construído inteiramente em aço.

Além da estrutura de aço, composta por pilares em perfis tipo W e vigas metálicas em perfil W

e U, com bitolas entre 310 mm e 610 mm, a

cobertura também será metálica, com telhas

termoisolantes do tipo sanduíche suportadas por vigas treliçadas pintadas.

O projeto prevê, ainda, um pergolado em aço

na fachada principal do edifício, composto por vigas retangulares feitas pela junção de dois

perfis tipo C revestidas com painéis de alumínio composto tipo ACM, além de brises, também metálicos. Todo o aço especificado na cons- trução do complexo é tipo ASTM A572 e ASTM

A6/A6M.

Segundo Davi Cotta, arquiteto da Oliveira Cotta Arquitetura, o principal motivo da especificação

do

aço no projeto foi a busca por uma arquitetu-

ra

inovadora. “A mistura do vidro com as estru-

turas metálicas, que podem ser vistas por quem

está dentro do edifício, não dão a sensação de que se está em um caixote. As vantagens do material também são muitas, como a rapidez de montagem e o menor desperdício em obra”, explica o arquiteto. (M.G.)

acontece

a rapidez de montagem e o menor desperdício em obra”, explica o arquiteto. (M.G.) acontece &
& ARQUITETURA AÇO
&
ARQUITETURA
AÇO

31

endereços

> Escritórios

> ProJEto EstruturAL

> EstruturA MEtÁLicA

dE ArquitEturA

> EXEcuÇÃo dE oBrA

 

Clodoaldo Freitas

ArcelorMittal

Arquitetos Associados

www.arquitetosassociados.arq.br

clodoaldo@clodoaldofreitas.com.br

www.arcelormittal.com

Carioca Christiani-Nielsen Engenharia S.A.

Companhia de Projetos Ltda.

Bemo do Brasil

www.cariocaengenharia.com.br

Baragaño

cia-projetos@companhiadeprojetos.

www.bemo.com.br

www.barchitects.eu

eng.br

Comsa + Esdehor

 

Grupo Projetec Guerra

www.comsaemte.com/wps/portal/

JC&S Arquitetos associados

Impulso

www.projetecguerra.com.br

ComsaEmteWP

www.jcsarquitetos.com.br

www.impulso.es

HR Projetos

Construbase Engenharia Ltda.

Kruchin Arquitetura

Leonardo Perazzo Barbosa

www.hrprojetos.com.br

www.construbase.com.br

www.kruchin.arq.br

lperazzo@veloxmail.com.br

 

Medabil

Construcap – CCPS Engenharia e

Oliveira Cotta Arquitetura

Misa Engenharia

www.medabil.com.br

Comércio S.A.

www.oliveiracotta.com.br

misa@misaengenharia.com.br

www.construcap.com.br

Sotero Arquitetos

Projconsult

Pórtico Engenharia

www.portico.ind.br

Construtora NM

www.soteroarquitetos.com.br

www.projconsult.com.br

www.construtoranm.com.br

Zanetini Arquitetura Planejamento

Tectum

Construtora OAS Ltda.

e Consultoria Ltda.

www.tectumarq.com

www.oas.com.br

www.zanettini.com.br

 

Ubirajara Alvim Camargo

Construtora Rio Verde

uac.bh@terra.com.br

www.rioverde.com.br

Viatécnica

Delta Construções

expediente

www.viatecnica.com.br

www.deltaconstrucao.com.br

Haec Congel

www.congel.com.br

Schahin Engenharia S.A.

www.schahin.com.br

Revista Arquitetura & Aço é uma publicação trimestral do CBCA (Centro Brasileiro da Construção em Aço) produzida pela Roma Editora CBCA: Av. Rio Branco, 108 – 29º andar 20040-001 – Rio de Janeiro/RJ

Roma Editora Rua Barão de Capanema, 343, 6º andar CEP 01411-011 – São Paulo/SP Tel.: (11) 3061-5778 cbca@arcdesign.com.br

Tel.: (21) 3445-6332 cbca@acobrasil.org.br www.cbca-acobrasil.org.br

Direção Cristiano S. Barata

GESTOR: INSTITUTO AÇO BRASIL

Coordenação Editorial

Eliane Quinalia

Conselho Editorial Carolina Fonseca – CBCA Eneida Jardim - CSN Humberto Bellei – Usiminas

Redação Bruno Loturco, Eduardo Campos Lima, Eliane Quinalia, Maryana Giribola e Nicole Lallée

Ronaldo do Carmo Soares – Gerdau Silvia Scalzo – ArcelorMittal Tubarão

Revisão

Deborah Peleias

Supervisão Técnica Arq. Silvia Scalzo

Editoração Cibele Cipola (edição de arte e design)

Revisão Técnica Arq. Roberto Inaba

Publicidade Ricardo Werneck: (21) 3445-6332

números anteriores

Endereço para envio de material:

Revista Arquitetura & Aço – CBCA Av. Rio Branco, 108 – 29º andar 20040-001 – Rio de Janeiro/RJ

Tiragem: 5.000 exemplares Distribuídos para os principais escritórios de engenharia e arquitetura do país, construtoras, bibliotecas de universidades, professores de engenharia e arquitetura, prefeituras, associações ligadas ao segmento da construção e associados do CBCA.

É permitida a reprodução total dos textos, desde que mencionada a fonte. É proibida a
É permitida a reprodução total dos textos, desde
que mencionada a fonte. É proibida a reprodução
das fotos e desenhos, exceto mediante autorização
expressa do autor.
desenhos, exceto mediante autorização expressa do autor. os números anteriores da revista Arquitetura & Aço

os números anteriores da revista Arquitetura & Aço estão disponíveis para download na área de biblioteca do site: www.cbca-acobrasil.org.br

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& 32 ARQUITETURA AÇO
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32 ARQUITETURA
AÇO

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CURSOS ONLINE Introdução à Construção em Aço Sistemas Estruturais em Aço Dimensionamento de Estruturas de
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Mais informações:

www.cbca-acobrasil.org.br

de Aço (básico) Dimensionamento de Estruturas de Aço (avançado) Mais informações: www.cbca-acobrasil.org.br

TUBOS ESTRUTURAIS VALLOUREC: SOLUÇÕES PARA GRANDES EMPREENDIMENTOS.

vallourec.com/br

Os tubos circulares e retangulares da Vallourec são a melhor solução para a construção civil. Isso porque o produto é esteticamente mais

bonito e versátil, permitindo o desenvolvimento de projetos ousados.

É mais leve e prático, exigindo menos fundação, menos pilares e,

consequentemente, menos tempo. Um material de ponta só poderia estar presente nas principais obras de infraestrutura do país, como shoppings, rodoviárias, estádios e aeroportos.

A Vallourec, primeira siderúrgica do Brasil a ser certificada na norma

ISO 50001 (Sistema de Gestão de Energia), é líder mundial na produção de tubos de aço sem costura e atende aos setores petrolífero, industrial, automotivo, de energia e da construção civil.

Vallourec. A solução para grandes desafios.

vendas.estrutural-bra@vallourec.com

+55 (31) 3328-2874

Aeroporto Guararapes - Recife - PE