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Resenha do texto: “Modelos Pedagógicos e Modelos Epistemológicos”

O primeiro tópico, "Pedagogia diretiva e seu pressuposto epistemológico", configura-se no entrar

em sala de aula. Onde o professor aguarda seus alunos sentarem e ficarem em silencio, em carteiras enfileiradas. Então o professor começa a aula, tendo total monopólio da palavra. Nessa aula o professor fala e o aluno escuta, é o professor quem decide o que o aluno deve

executar. Na linguagem epistemológica, falemos em sujeito e objeto. O sujeito é o elemento conhecedor,

o centro do conhecimento. E o objeto é tudo que o sujeito não é. Segundo a epistemologia, o individuo

ao nascer é uma tábula rasa, ou seja, nada tem em termos de conhecimento. Sua capacidade de conhecer vem do meio físico e social. Empirismo é o nome dessa explicação da gênese e do desenvolvimento do

conhecimento.

O professor considera que o aluno é tábula rasa frente a cada novo conteúdo estocado na sua

grade curricular e por não saber nada, ele, o professor precisa ensinar tudo, acreditando que somente ele

é capaz de transferir conhecimento para a sala de aula e tudo que o aluno precisa fazer é submeter-se a fala do professor prestando atenção. Essa pedagogia, epistemologia empirista, configura o quadro da reprodução da ideologia. Traduzindo o modelo epistemológico em modelo pedagógico, temos a seguinte relação: A P.

O professor (P), representante do meio social, determina o aluno (A) que é tábula rasa frente a

cada novo conteúdo. Nessa relação o ensino e a aprendizagem não são polos complementares. É o modelo do fixismo, da repetição. Nada novo acontece.

O segundo tópico, "Pedagogia não diretiva e seu pressuposto epistemológico", se opõe à diretiva,

apresentada anteriormente, mas não necessariamente trata de uma alternativa melhor ou pior. Trata- se de uma visão diferente do processo de ensino-aprendizagem. Nessa visão, o professor deve

influenciar o menos possível na aprendizagem do aluno, de modo a não interferir no seu desenvolvimento autônomo. De acordo com a teoria, o aluno já nasce com os saberes a serem desenvolvidos ao longo da vida, e o professor deve apenas induzi-lo a desenvolvê-los. Mas como um indivíduo vai aprender sem nunca ter visto ou feito determinada coisa antes? Como uma criança aprende a andar sem nunca ter visto alguém andando antes e sem nunca ter andado? Parece impossível imaginar. Um aluno que nasce sabendo matemática e só precisa de um “incentivo” do professor para desenvolver seus conhecimentos? Não. Os alunos precisam de mais que isso. O professor precisa apresentar-se como figura exemplo e transmitir, sim, seus conhecimentos para os alunos, e, ao contrário do que diz a teoria diretiva, também deve aprender com seus alunos. Além disso, a teoria diz que há diferença no desenvolvimento de um indivíduo de acordo com sua classe social. Difícil acreditar que existam diferenças genéticas dos alunos de acordo com sua classe social, visto que a teoria afirma que eles já carregam o “saber de nascença”, ou seja, em seu material genético. Se o professor deve evitar interferir na aprendizagem, qual sua função afinal?

O terceiro tópico, "Pedagogia relacional e seu pressuposto epistemológico", começa com o

seguinte questionamento: Por que o professor age assim? Uma das respostas seria - Porque ele acredita? Ou melhor, ele (professor) compreende a teoria e construirá um conhecimento novo problematizando a sua ação? Aqui está alguns questionamentos de grande importância que tentaremos discutir a seguir. Uma primeira colocação afim de esclarecer essas questões, de acordo com Piaget,o professor precisa saber duas condições (habilidades) para que um conhecimento novo seja construído: a) Assimilação; b) Interpretação (pertubações). Diante disso, o professor construtivista, não acredita no ensino convencional (tradicional), dado que o conhecimento e uma direção prévia do conhecimento não possam transitar, como consequente não acreditando que a mente dos alunos é tábula rasa. Tal professor acredita que, o aluno constrói serve de base para continuar a construir. De acordo com Inhel-der et al, "aprender é proceder a uma síntese

indefinidamente renovada entre a continuidade e a novidade"; desse modo, aprendizagem é, por excelência construção e coordenação de ações.

O professor enxerga que seu aluno, criança, adolescente ou, adulto, possui uma história de

conhecimento já percorrida, sendo assim é o posto de uma folha de papel em branco, tendo o cuidado de não exagerar a importância da bagagem hereditária. Segundo Piaget, o sujeito constrói seu conhecimento por meio de duas dimensões complementares,ou seja, como conteúdo e como forma. Para ele, a consciência não existe antes da ação do sujeito, pois a consciência é, construída pelo próprio indivíduo, por meio de mecanismos íntimos de suas ações, ou seja, da coordenação de suas ações.

O professor acredita que seu aluno é capaz de aprender sempre. Para Freire, o professor, além

de ensinar, passa a aprender; e o aluno, além de aprender, passa a ensinar. Com isso o professor construirá, a sua docência, dinamizando seu processo de aprender, e por conseguinte os alunos, construirão, a sua "discência", ensinando, aos colegas e ao professor, novas coisas, noções, objetos culturais. Mas o que avança mesmo nesse processo é a condição prévia de todo aprender ou de todo conhecimento, ou seja, a capacidade de construir sempre mais e novos conhecimentos. Traduzindo pedagogicamente o modelo epistemológico, tem-se: A P. Para que aconteça uma mudança de mentalidade e de paradigmas sobre como o ensino- aprendizagem e a forma como o professor pode torna-lo mais interessante, e repleto de significados, é necessário que aja, não somente a crítica sociológica, mas uma postura que leve em consideração a crítica epistemológica. A desarticulação de um modelo pedagógico alimentado por uma epistemologia empirista ou apriorista só pode ser alcançada por meio da crítica epistemológica.

A epistemologia do professor mostra o quanto é necessário haver mudanças para que o

empoderamento de sua prática seja transformador no sentido de construir com seus educandos pensamentos críticos e reflexivos. Para tanto, é importante a critica epistemologia na formação de

docentes para que estes possam repensar e refletir sobre sua concepção epistemológica e sobre os modelos pedagógicos que utilizam, para que suas ações sejam (re)pensadas a fim de alcançar significações para suas ações que refletirão na vida individual e coletiva.

Autores: Brunna, Fabiana, Laís e Rafaela