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AULA 03 – Parte 2 Tronqueiras e Assentamentos Meus irmãos, estamos de volta aqui nos

AULA 03 Parte 2

Tronqueiras e Assentamentos

Meus irmãos, estamos de volta aqui nos segundo bloco aí com a introdução do assunto de assentamentos, estamos dentro da tronqueira do Instituto Sete Porteiras, falei um pouquinho da questão da filosofia quando você tem a tradição Nagô Yorubá, que acredita no assentamento de um espirito, na tradição Bantu que é uma filosofia onde você assenta um poder. Nossa classificação na apostila, ela vai falar de assentamento de Oxalá, de Exu, de Ogum e tem um presente a todos que é um assentamento de Oxumaré tratado como Orixá da fortuna, da riqueza, das artes e ai é um assentamento que foi recebido por nós aqui na casa e vai ser comtemplado aí o pessoal via apostila. Então a ideia agora na nossa gravação, na montagem visual é entender a linha de pensamento que nós estamos buscando. Você vai receber na apostila lá uma relação com vários materiais para a montagem do assentamento de Exu, o procedimento com cada material, cada ponto que você deve ir porque isso aqui é uma vida que você está começando a plantar, depois de um tempo se torna um recém-nascido, uma criança, que vai ganhando proporção e demanda de cuidados. Então o que precisamos ter em mente é ter a tronqueira é um passo, ter o assentamento é um segundo passo e ele vai lhe exigir tempo, vai lhe exigir dinheiro, porque tudo que está aqui dentro acaba de certa forma tendo um custo e ele vai exigir manutenção. Como toda a criança que quer um alimento, que quer atenção, quer um momento ali, quer estar limpa, quer estar preparada e quer crescer para vida. O assentamento, o poder vai ter esse comportamento dentro da casa. Então aqui a gente tem na base um caldeirão, esse assentamento me acompanha já a mais ou menos 7 a 8 anos, então ele está num momento também que já houve uma exigência por parte da estrutura da casa, ele vai mudar de receptáculo ele vai sair dessa estrutura e passar para outra. Então eu preciso entender e observar a parte superior, muitos irmãos se preocupam na parte de ah eu não vou mostrar, deixar meus assentamentos expostos, eu não abro a minha tronqueira. O que não deve ser visto, que mantêm o segredo do meu assentamento, que mantêm o segredo da minha casa, segredo no intuito de proteção, de elementos que não podem ser acessados para que por esses mesmos elementos eu não seja atingindo energeticamente e espiritualmente. Eles estão ocultos, estão na parte fechada do assentamento né. Então a lista que vai na apostila é uma lista com elementos simples para um inicio de um assentamento de Exu com o momento da

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consagração lembrando que um assentamento ele é composto por coisas que estão fora também e

consagração lembrando que um assentamento ele é composto por coisas que estão fora também e que com o tempo ele vai ganhar um formato com coisas que são adquiridos. Aqui nesse assentamento tem um eixo central, é uma base fica até a recomendação, eu vou postar para o pessoal depois tem algumas fotos que vou encaminhar também para a plataforma que são os assentamentos de palo mayombe ou assentamentos dos palheiros e a gente vai enxergar sempre essa estrutura um eixo central com outros sete eixos no entorno aqui no caso eu tenho facões, tenho

estrutura de canas, facas internalizadas, então há uma linguagem nessa visão de assentamento que é como o mito da criação, ele tem sua estrutura de eixo do mundo onde as coisas vão começar acontecer e

o poder vai manifestar a partir desse eixo. Esse assentamento tem uma coluna de madeira, ele tem uma haste de cobre, e ele tem elementos fixados na sua superfície. Se nós fossemos acompanhar mais de perto eu vou fazer um descritivo para vocês, eu tenho

estruturas aqui dentro que estão no período de troca por quê? São espadas de ogum que foram cortadas

e colocadas aqui dentro, folhas de comigo ninguém pode sementes de pimenta que foram colocadas aqui

dentro, dinheiro, os assentamentos do Instituto sempre vão muito dinheiro não só para questão da prosperidade mais eu preciso de um entendimento para lidar com o dinheiro e Exu. O dinheiro é a forma material que passa pela mão de todos, então se eu pego uma moeda de 1 passo na mão de vinte e uma pessoas ao recolher essa moeda e colocar num assentamento eu estou colocando esse poder manifestado, essa memória da mão de vinte e uma pessoas. E todo dinheiro em si é abençoado porque ele quem dá a capacidade e condições para que o material seja providenciado. Quando eu comentei com vocês que a gente toma cuidado em relação ao depósito ao que acontece na conta do assentamento a gente precisa pensar da seguinte maneira. Do que eu acabo privando o meu assentamento principal, não trabalho com terra de cemitério nele, não trabalho com pó de hospital nele, porque eu preciso perceber que essas coisas em longo prazo elas vão passar por um processo de reversão corporal então nesse assentamento, nessa fixação eu preciso perceber que essa estrutura que eu vou colocar aqui são as estruturas que vão responder a minha defesa e ao meu corpo. Aí alguns mais pertinentes podem perguntar? Mais e se alguém faz um trabalho com terra de cemitério pra você e a terra não tá fixada no seu assentamento, como o assentamento vai reagir? Então eu preciso de estruturas aqui dentro ou outras qualidades de terra ou outras forças que possam dar combate energético à estrutura de terra do cemitério. Aqui atrás eu tenho uma foice fincada, ela foi consagrada no campo de Exu, no campo de Omulu que vem fazer o combate dentro do assentamento, então isso eu não tenho necessariamente a

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necessidade de ter a terra, a mesma coisa a estrutura de hospital, em algumas listas

necessidade de ter a terra, a mesma coisa a estrutura de hospital, em algumas listas de assentamento vai pó de hospital. A gente tem que pensar, o cemitério acaba sendo até mais benéfico que é onde tudo para, onde tudo finaliza mais no hospital a doença tá corrente, aquele estado de tormento, aquele estado precário, é corrente o tempo inteiro, as pessoas chegam doentes, as pessoas saem doentes então lidar com pó e terra de cemitério é extramente complicado. Aqui vão outros tipos de pó, vai estar na lista da apostila, como por exemplo, pó de ouro, pó de

ferro, pó de cobre, pó de banco, ah mais aí o pessoal fala poxa onde eu vou arrumar pó de banco, você dentro da sua genialidade vai pegar uma vassoura, uma pá, vai adentrar uma agência bancária, vai dar três varridas com a vassoura, vai recolher o pó, sorrindo, feliz e satisfeito e vai levar para o seu assentamento, por quê? Do mesmo jeito que o pó de banco, nós temos a questão do pó de feira que são locais onde o dinheiro está e Exu também está no local onde o dinheiro está.

A última recomendação que eu tive da esquerda da casa foi para colher pó de locais de alto

movimento, mais principalmente de trânsito de pessoas. Então nesse assentamento também foi colocado pó de rodoviária e pó de aeroporto, ai você fala pô esse Exu está muito moderno, não, não é uma questão de modernidade, mais eu preciso entender o que quero para casa, o que eu quero que esse assentamento vibre.

Esse assentamento de Exu ele busca por defesa, por guarda, mais ele presta principalmente por prosperidade, por fartura, por movimento das pessoas é uma maneira de chamar pelo elo que a esquerda tem de chamar as pessoas para esse trabalho, e uma rodoviária, um aeroporto são locais onde as pessoas se movimentam, pra viajar, pra descansar, pra conhecer outros lugares, mais principalmente para trabalhar. Então essa estrutura é uma forma de pensar o assentamento. Uma coisa bem bacana que está na apostila e lá eu coloco um texto bem explicado é a questão do uso do sangue. A gente precisa se estender nesse assunto para deixar uma coisa bem clara antes de qualquer comentário eu respeito toda e qualquer forma de rito, de ritualística, de manejo, mesmo que eu não venha a usá-la. Eu tomo muito cuidado quando alguns irmãos falam, ah o corte não é da Umbanda.

O corte não é da Umbanda porque ele começa muito antes da Umbanda, ele começa muito antes

do candomblé, o corte pertence em si a muitas linhagens e algumas vieram se adequando aos seus processos. Eu gosto de colocar também que muita gente fala ah, mais eu conto a Umbanda a partir do Zélio, eu gosto de estudar dessa forma também, mais eu preciso lembrar também que na festa de Ogum se sacrificava um porco para fazer a feijoada e não se deixa de ter ali um sacrifício, então à gente precisa tomar cuidado com o rótulo, precisa entender a legalidade do processo.

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Hoje em São Paulo existe uma lei que proíbe o sacrifício de animais para rito

Hoje em São Paulo existe uma lei que proíbe o sacrifício de animais para rito religioso, uma lei que implica em multa e apreensão do flagrante e a gente precisa estar antenado nessas coisas.

Aqui no Instituto eu nuca usei sangue para nenhum assentamento, algumas gotas de sangue que caíram aqui foram das minhas mãos, ora pelo manejo que tem muita coisa cortante aqui dentro, ora por uma necessidade, nunca entrou sangue animal em nenhum assentamento do Instituto. Reza uma lenda muito antiga que a grande mãe feiticeira, a mãe de todas as feiticeiras alimentavam seus filhos nos seios fartos. No seio direito ela alimentava seus filhos com leite, no seio esquerdo ela alimentava seus filhos com sangue. Seus filhos cresceram, se espalharam pelo mundo, criaram tribos, colônias, fizeram lá dentro do mito a dominação do mundo e eles continuaram com esse perfil, os que eram alimentados com leite e os que eram alimentados com sangue. Eu gosto de usar essa classificação com fundo mitológico hoje para respeitar, quem usa o sangue

e quem não usa o sangue. Eu por exemplo, uma vez por ano eu coloco nos meus assentamentos leite de cabra, porque é um elemento potencial, é um elemento viril e é um elemento que dá estrutura de vida sendo que no sacrifício alguns irmãos tentam fazer o jeitinho brasileiro, ah eu não vou cortar o animal então eu vou providenciar o sangue.

A gente precisa prestar atenção na liturgia porque o que ocorre no sacrifício além do sangue, que

é o segundo elemento, o primeiro elemento de um sacrifício é a vida que é doada ali, aquele animal está

doando a vida dele para que aquela estrutura ganhe força, ganhe vitalidade, então são dois elementos, só que não uso mais preciso entender e respeitar quem faz o uso.

E uma vez por ano eu faço um banho nas estruturas com o leite de cabra e fico dentro dessa

classificação né, eu acabo sendo um filho do lei, do que um filho de sangue. Aí alguns irmãos assíduos, temperados e nervosos também vão falar pô mais leite é um elemento frio, vai esfriar o assentamento, a gente joga tanto fogo aqui, tanta pinga o ano inteiro que a hora que joga o leite dá até um alivio e eu gosto de pensar da seguinte forma, se essa é uma estrutura que começou como um recém-nascido e tem uma vida, se a gente pensa numa criança recém-nascida eu devo alimenta-la com leite, se eu alimenta-la com sangue ele vai sobreviver? Então são maneiras de pensar, comparar e proteger o método que eu escolhi para formulação de um assentamento né.

Eu tenho colocado muito isso no fórum, em time que está ganhando a gente não mexe, mais venho respeitar a estrutura inicial desde que eu comecei o meu trabalho, desde que eu passei pelo meu processo de formação lá de trás eu nunca usei de sangue animal para os meus assentamentos.

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Eu não sei o dia de amanhã, não sou hipócrita, não sou ingênuo em relação

Eu não sei o dia de amanhã, não sou hipócrita, não sou ingênuo em relação às coisas e sei que a necessidade faz o homem. Amanhã ou depois alguém vira e fala assim olha seu filho tá morrendo por ele você mataria uma galinha? Pelo meu filho ou pela minha filha eu mataria o galinheiro inteiro, o dono das galinhas, onde as galinhas são criadas, então é preciso entender se é uma necessidade ou uma vontade. No que diz respeito à vontade hoje eu não tenho vontade e também não tenho a necessidade de estar alimentando os assentamentos com sangue. Então eu faço a utilização de pós, de outros elementos, outros recursos e uso principalmente o leite de cabra me tornando assim, continuando assim sendo um filho do leite. E eu conheço muitos irmãos, pessoas que são próximas, pessoas de uma ética, uma moral, de uma índole acima de qualquer coisa que usa do ritual de sangue, acompanhei algumas estruturas de trabalho, um ritual limpo, um ritual sem o sofrimento em si do animal, sendo que eu já presenciei materiais onde o animal era extramente judiado, onde o animal passava por um processo de dor, mais eu preciso ter em mente também que nós estamos agora esse curso está com seu lançamento aí no final do ano de 2011 e que ele se perdure por 2012, 13, 14, 15 enquanto o Rodrigo estiver aí à frente da plataforma, mais todo final de ano todos nós estamos lá né, é o chester, é o pernil, é o peru, tudo muito assado, tudo muito temperado em nossas mesas e boa parte do abate desses animais tem requinte de crueldade, então eu não posso virar para um irmão que faz um ritual diferente censurá-lo porque ele faz o sacrifício, sendo que no ato dele, eu já presenciei animais que tiveram rezas feitas no seu ouvido e o animal e o animal desmaiar antes do sacrifício e saber que comercialmente muitas vezes nós estamos consumindo uma carne que é fruto de dor, que é fruto de apreensão, que é fruto de cativeiro, que é fruto de confinamento, então se é para lidar com a religiosidade do outro eu preciso também lidar com o consumo do outro. Então esse assentamento de Exu é um assentamento que nunca ganhou sangue, que está aí já para passar por um processo de mudança, ele vai entrar, vai continuar nessa tronqueira, mais vai passar para outro receptáculo e alguns elementos que estão dentro vão passar por um processo de limpeza, de mudança, de purificação. Na lista do assentamento a gente vai perceber uma diversidade de elementos, se você pegar a lista que é uma lista simples, chegar lá na loja e falar olha eu preciso disso, você vai se assustar um pouco, então a gente fala começa devagar. Quando eu comecei esse assentamento ele tinha esse caldeirão, três armas que estão aqui, uma está escondida lá dentro, uma pedra e dois ou três tipos de sementes. Então esse assentamento, nesse formato, nessa estrutura, nesse tamanho, ele levou de 8 a 9 anos para ser concebido e agora que ele vem de encontro a uma necessidade maior, tanto minha pessoal quanto da casa, ele vai mudar sua Altar, Tronqueiras e Assentamentos Tutor Ministrante: Jorge Scritori

estrutura de base, vai ganhar novos elementos, vai ganhar uma nova manutenção de acordo com

estrutura de base, vai ganhar novos elementos, vai ganhar uma nova manutenção de acordo com o crescimento da casa e de acordo com o meu crescimento espiritual também. Esse assentamento hoje como um assentamento de Exu responde a minha individualidade, responde a minha estrutura de corpo, a minha estrutura da casa. É num momento de aflição, de aperto que eu fecho o olho e é para cá que eu direciono o meu pensamento. Alguns irmãos colocaram na internet que seria loucura expor tanto uma tronqueira ou um assentamento, eu costumo dizer que é de maior validade um minuto de loucura do que uma eternidade de tédio. Porque aí você passa 20, 30 anos, 40 anos à frente de um terreiro onde tudo é escondido, tudo é oculto, tudo é velado, nada é visto e aqueles que você tem na conta de filhos acabam se tornando filhos da ignorância em relação a não poder acessar. Aqui no Instituto eu tenho uma linha doutrinária, bem diferente, eu não crio filhos, não faço coroações, aqui eu cuido de médiuns que eu faço a gestão de pessoas, porque eu entendo que quando você cria um filho e isso qualquer pai ou mãe carnal pode responder para mim com veemência no coração, filho você não cria para o mundo, você cria para você, é muito difícil ver um filho ir embora de casa, então hoje eu tenho uma relação mediúnica com a estrutura da casa, eles conhecem o assentamento, eles entram aqui dentro, me ajudam no manejo, nada aqui dentro é oculto, fechado ou velado mais eu procuro com maior disciplina e dedicação possível cuidar das pessoas, porque os médiuns, eles vão ir, vir, possuem ciclos pessoais, médium não é para uma vida toda, médium é médium por um período de tempo e todos eles conhecem essa estrutura. Então o que eu tenho aqui hoje e a proposta que nós estamos apontando é uma proposta inovadora, de mudança, eu sei que alguns entraram com questionamento, poxa eu sempre fiz com sangue o que eu faço agora? Continua fazendo né, se está te fazendo bem, se você está vindo num ritmo de crescimento, num ritmo próspero, num ritmo maior continua. Eu sempre coloco que o que vale é o que está acontecendo de bom, porque coisas ruins, problemas, dificuldades todos nós temos, mais tem que pesar na balança, o quanto o motivo, o quanto a motivação no seu trabalho, o quanto a maneira, o manejo que você vem para esse trabalho, ele está te trazendo crescimento espiritual, material, familiar e assim por diante. A gente vai encerrar esse bloco dando essa olhadinha final aqui para o assentamento de Exu, depois no fórum a gente vai especificar o uso dos elementos e a gente vai caminhar para a firmeza de Exu, uma firmeza bem bacana, uma firmeza de porta, vamos falar um pouquinho do Exu do Ouro e vamos pode colocar também a questão da diversidade de assentamento, vamos conversar ali sobre o assentamento de Ogum tá.

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Então quero agradecer a todos vocês que estão se dedicando a plataforma, procurem usar o

Então quero agradecer a todos vocês que estão se dedicando a plataforma, procurem usar o fórum de uma forma eficiente, façam a leitura de todas as questões que estão sendo realizadas, muitas vezes você gostaria de perguntar uma coisa e se perdeu ai seu irmão foi lá e perguntou e você pode ter um aproveitamento maior fazendo a leitura do fórum e ai a gente está procurando enriquecer cada vez mais esse trabalho até o fechamento do curso, então daqui a pouco a gente volta para o nosso terceiro bloco.

Digitação: Equipe ICA Umbanda EAD

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