Sei sulla pagina 1di 54

Universidade Regional de Blumenau. Centro de Ciências Tecnológicas. Departamento de Engenharia Florestal.

Fitossociologia

Prof. Lauri Amândio Schorn Organizadora: Acad. Sabine Lanzer

Proibida Reprodução Desautorizada pelo Departamento de Engenharia Florestal por quaisquer meios.

Lauri A. Schorn

Fitossociologia

2

SUMÁRIO

1.

Introdução

4

2.

Comportamento das Populações nas Comunidades

4

2.1

Padrão Espacial de uma Espécie

4

2.1.1 Razão Variância/Média 5

2.1.2 Índice de Morisita

2.1.3 Índice de McGuines 9

2.1.4 Índice de Dispersão de Fracker e Brischle

2.1.5 Tamanho da Unidade Amostral x Padrão da Espécie 11

7

10

2.2

Tamanho Mínimo da Unidade Amostral 12

2.2

Área Mínima da Comunidade x Intensidade Amostral

14

2.3.1 Gráfico da Área Mínima

15

2.3.2 Método de Cain

16

2.3.3 Método de DuRietz

17

2.3.4 Método de Moravec

17

2.3.5 Método da Média Corrente de Espécies

18

2.3.6 Outros Métodos

19

3.

Planejamento do Inventário

20

3.1

Seleção e delimitação da área

20

3.2

Intensidade e Número de Unidades Amostrais

20

3.3

Tamanho e Forma das Unidades Amostrais

20

3.4

CAP/DAP Mínimo de Inclusão

21

3.5

Métodos de Amostragem

21

3.5.1 Amostragem Aleatória Simples

21

3.5.2 Amostragem Estratificada

26

3.5.3 Amostragem Sistemática

27

4.

Métodos Usados em Levantamentos Fitossociológicos

28

4.1

Parcelas Múltiplas

28

4.2

Parcela Única

29

4.3

Método de Quadrantes

29

4.4

Método de Braun-Blanquet

30

4.5

Levantamento do Estrato Herbáceo e Subarbustivo

31

5.

Parâmetros Fitossociológicos

32

5.1

Estrutura Horizontal 32

5.1.1 Densidade 33

5.1.2 Frequência

5.1.3 Dominância 33

5.1.4 Porcentagem de Cobertura

5.1.5 Porcentagem de Importância 34

5.2 Estrutura Diamétrica 34

33

34

Lauri A. Schorn

Fitossociologia

3

5.3.1 Posição Sociológica

35

5.3.2 Regeneração Natural

38

5.4

Valor de Importância Ampliado

40

5.5

Parâmetros Fitossociológicos pelo Método de Quadrantes

40

5.6

Parâmetros para Espécies Herbáceas e Subarbustivas

43

5.7

Perfil Estrutural

43

6.

Índices de Associação e Similaridade

43

6.1

Índices de Associação Entre Espécies

43

6.1.1 Coeficiente de Associação

44

6.1.2 Índice de Coincidência

44

6.1.3 Coeficiente de Correlação Pontual

44

6.2

Índices para Comparação de Espécies

45

6.2.1 Coeficiente de Ellenberg

45

6.2.2 Coeficiente de Correlação r

45

6.3

Coeficientes de Similaridade Entre Comunidades

46

6.3.1 Coeficiente de Jaccard

46

6.3.2 Coeficiente de Sorensen

47

7.

Índices de Heterogeneidade de Comunidades

47

7.1

Quociente de Mistura de Jentsch

47

7.2

Grau de Homogeneidade

47

7.3

Outras Relações e Índices

48

7.3.1

Fidelidade das Espécies nas Comunidades

48

8.

Diversidade da Vegetação

48

8.1

Índices de Riqueza de Espécies

49

8.1.1 Riqueza Numérica

49

8.1.2 Densidade de Espécies

49

8.1.3 Índice de Diversidade de Margalef

50

8.1.4 Índice de Menhinick 50

8.2 Modelos de Abundância de Espécies

50

8.3 Abundância Proporcional de Espécies

50

8.3.1 Índice de Shannon 50

8.3.2 Índice de Uniformidade de Piellou 51

52

8.3.4 Medida de Diversidade de McIntosh 53

8.3.5 Índice de Berger-Parker 53

8.3.3 Índice de Simpson

8.3.6 Índice de Espécies Raras

53

9.

Referências Bibliográficas

54

Lauri A. Schorn

Fitossociologia

4

1. Introdução

Fitossociologia é o estudo das comunidades vegetais do ponto de vista florístico, ecológico, corológico e histórico (BRAUN-BLANQUET, 1979). MUELLER-DOMBOIS & ELLENBERG (1974), mencionam que a Fitossociologia recebe diferentes denominações de acordo com as escolas dos diferentes autores: geobotânica sociológica, ciência da vegetação, sociologia de plantas, fitocenologia, fitogeocenologia, ecologia de comunidades vegetais, sinecologia vegetal, ou ecologia da vegetação. No Brasil os primeiros estudos foram desenvolvidos por VELOSO, na década de 40, abrangendo principalmente formações da Floresta Ombrófila Densa.

Em Santa Catarina os primeiros levantamentos Fitossociológicos foram desenvolvidos por VELOSO e KLEIN, na década de 50, patrocinados pelo Serviço Nacional da Malária.

A Fitossociologia Florestal é uma área de conhecimentos com inúmeras

interfaces na Engenharia Florestal, especialmente com as áreas de manejo, silvicultura e recuperação de áreas. Esta apostila, embora ainda parcial, foi elabora com o objetivo de agregar e descrever os principais métodos usados em fitossociologia e servir de suporte aos alunos da respectiva disciplina na Universidade Regional de Blumenau.

2. Comportamento das Populações nas Comunidades

População é o conjunto de indivíduos de uma mesma espécie. Comunidade é o conjunto de populações que ocorrem em uma mesma

área.

2.1 Padrão Espacial de uma Espécie

A distribuição ou padrão espacial, refere-se à distribuição dos indivíduos

de uma espécie no espaço.

O padrão dos indivíduos de uma espécie em uma comunidade, podem

ser, segundo MATTEUCCI & COLMA (1982), aleatório, agrupado ou regular. A determinação da forma de agrupamento pode ser através dos seguintes métodos: razão média/variância (Índice de Payandech), Índice de Morisita, Índice de dispersão de McGuines, Índice de dis persão de Fracker e Briscle (BARROS & MACHADO, 1984).

Lauri A. Schorn

Fitossociologia

5

2.1.1 Razão Variância/Média

Determina-se com base nas unidades amostrais levantadas, a razão entre a variância e a média do número de indivíduos nas unidades amostrais, por espécie. Interpretação:

Quando o valor da razão variância/média for 1, o padrão de distribuição será aleatório; quando o valor for superior a 1, o padrão será agrupado ou tendendo ao agrupamento; quando o valor for menor que 1, considera-se que o padrão é regular.

Como exemplo, com os dados de um levantamento, da Tabela 01, obtém-se:

f(x) = n = 55 = Número de unidades amostrais f(x) * x = N = 91 = Número de indivíduos no levantamento f(x) * x 2 = 269

- Cálculo da Média

X m = ( f(x) * x)/( f(x)) = 91/55 = 1,65

- Cálculo da Variância

S 2 =(( f(x) * x 2 ) – (( f(x) * x) 2 /( f(x)))/( f(x))-1 S 2 = ((269 – ((91) 2 /55))/(55-1)) = 2,69

- Razão Variância/Média = 2,19/1,65 = 1,327

Tabela 01: Levantamento de Ocotea catharinensis em Floresta Ombrófila Densa Montana

Nº de

Indivíduos

Freq. Observada f(x)

f(x) . x

f(x) . x 2

(x)

 

0

13

0

0

1

17

17

17

2

13

26

52

3

3

9

27

4

7

28

112

5

1

5

25

6

1

6

36

Total

55

91

269

Lauri A. Schorn

Fitossociologia

6

Significância da Diferença em Relação à Aleatoriedade

A significância da diferença em relação a 1, pode ser determinada por um teste de qui-quadrado (à 2 ).

O

valor do à 2 pode ser obtido segundo duas notações:

a) à 2 = (n-1) * S 2 /X m ,

onde,

n = f(x) = 55 à 2 = (55-1)* 1,327 = 71,66

b)

à 2 = n * ( x 2 /N) – N à 2 = 55 * (269/91) – 91 = 71,58

O

valor do qui-quadrado calculado é comparado com o valor da tabela de

distribuição do quí-quadrado, ou calculado de acordo com a expressão abaixo, citada por BROWER e ZAR, apud BARROS & MACHADO (1980):

÷ 2 á; gl = gl (1- 2/(9 * gl) + c * (2/(9 * gl))) 3

onde os valores para “C” são:

á

0,05

0,01

c

1,64485

2,32635

Exemplo:

Graus de liberdade = n – 1 = 55 – 1 = 54

á = 0,05

× 2 0,05;54 = 54 * (1 – 2/(9 * 54) + 1,64485 * ( (2/(9 * 54)))) 3

× 2 0,05;54 = 54 * (0,9959 + 0,1055) 3 = 72,15

Comparando-se o qui-quadrado calculado (× 2 = 71,66), com o valor do qui-quadrado da tabela, para 54 g.l. ÷ 2 0,05;54 = 72,15, conclui-se que o valor do índice de agregação 1,327 é estatisticamente igual a 1,0, indicando que a espécie apresenta uma distribuição de indivíduos aleatória. O mesmo teste pode ser aplicado ao Índice de Morisita.

Lauri A. Schorn

Fitossociologia

7

2.1.2 Índice de Morisita

É determinado através da expressão:

N

I =

I=1

ni (ni – 1) n(n – 1)

* N

onde,

N

= Nº total de unidades amostrais

ni

= Nº de indivíduos na í-ésima amostra

n = Nº to tal de indivíduos em todas as amostras

Também pode ser utilizada a expressão:

I = n * x 2 – N

onde,

N

(N – 1)

n

= Nº total de unidades amostrais = f(x)

x

= Número de indivíduos por espécie e unidade amostral

x 2 = f(x) * x = somatório do quadrado do número de indivíduos por unidade amostral

N

= f(x) * x = Número total de indivíduos da espécie “i” encontrados em todas as unidades amostrais

Interpretação:

- Se o índice de Morisita for igual a 1, a disperão é aleatória;

- Se a distribuição for perfeitamente uniforme, o valor do índice será zero;

- Se a distribuição for totalmente agregada, todos os indivíduos ocorrem em uma única unidade amostral, e neste caso I = n.

Significância:

Para determinar se valores próximos a 1, são diferentes estatisticamente de

1, pode-se usar o teste do ÷ 2 (qui-quadrado).

Exemplo: Levantamento de 55 unidades amostrais. Obtém-se inicialmente a freqüência observada de parcelas f(x), por número de indivíduos (x), para cada uma das espécies. Com os dados da tabela, contendo um levantamento de Ocotea catharinensis, obtém-se que:

n

= f(x) = 55 = Número de unidades amostrais

N

= f(x) * x = 91 = Número de indivíduos amostrados da espécie

f(x) * x 2 = 269

Lauri A. Schorn

Fitossociologia

8

Utilizando-se a 2ª expressão,

I = n * f(x)*x 2 – N N (N – 1)

I = 55 * ((269 – 91)/(91 * (91-1))) = 1,195

Significância através do teste do Qui-quadrado:

÷ 2 = ( n * ( f(x)*x 2 /N) – N)

÷ 2 = (55 * (269/91) – 91)

÷ 2 = (55 * 2,956 – 91) = 71,58

O valor obtido é comparado com o valor da tabela do qui-quadrado com n-1

graus de liberdade e um nível de significância (á = 0,05 ou á = 0,01), ou calculado de acordo com a expressão abaixo:

÷ 2 á; gl = gl (1- 2/(9 * gl) + c * (2/(9 * gl))) 3

Exemplo:

Graus de liberdade = n – 1 = 55 – 1 = 54

á = 0,05

× 2 0,05;54 = 54 * (1 – 2/(9 * 54) + 1,64485 * ( (2/(9 * 54)))) 3

× 2 0,05;54 = 54 * (0,9959 + 0,1055) 3 = 72,15

Comparando-se o qui-quadrado calculado (× 2 = 71,66), com o valor do qui-quadrado da tabela, para 54 g.l. ÷ 2 0,05;54 = 72,15, conclui-se que o valor do índice de Morisita 1,195 é estatisticamente igual a 1,0, indicando que a espécie apresenta uma distribuição de indivíduos aleatória.

Significância Através do Teste F

A significância do desvio do índice de Morisita para 1, segundo POOLE (1974), apud BARROS & MACHADO (1980), pode ser testada através do teste

F.

Lauri A. Schorn

Fitossociologia

9

F = (I * (N – 1) + n – N)/ (n – 1)

onde,

I = Índice de dispersão de Morisita

N

= f(x) * x

n

= f(x)

Utilizando-se os dados do exemplo anterior:

F

= (1,195 * (91 – 1) + 55 – 91)/(55 – 1) = (71,55/54) = 1,325

O

numerador é o valor do qui-quadrado calculado anteriormente. O valor

calculado de F (1,325) é igual ao valor da variância/média.

O valor de F é comparado com o valor da distribuição de F, com o nível de

significância á (0,01 ou 0,05) e n - 1 g.l. Neste caso, o valor de F da tabela é 1,39. Como F calculado é menor do que o F da tabela, conclue-se que o o valor do Índice de Morisita (I = 1,195) é estatisticamente igual a 1,0 e o padrão de dispersão da espécie é aleatório.

2.1.3 Ïndice de McGuines

O

valor

deste

índice

é

obtido

pela

relação

observada/densidade esperada, ou seja:

IGA = D/d

onde,

entre

densidade

D

= Densidade observada

d

= densidade esperada

D

= Nº total de árvores da espécie/ Nº de amostras

D

= ( f(x) * x)/ f(x)

d

= - ln (1 – (F%/100))

F% = (Nº de amostras em que ocorre a espécie/Nº total de amostras) * 100

Interpretação

O valor do IGA maior que 1 indica uma tendência ao agrupamento; quando o valor é maior que 2,0 significa que a espécie apresenta um padrão de distribuição contagiosa ou agrupada; quando o valor é igual a 1,0, significa que a espécie tem uma distribuição aleatória, e quando o valor é menor que 1,0, indica que a espécie tem uma distribuição tendendo a uniforme.

Lauri A. Schorn

Fitossociologia

10

Significância

Quando o valor é próximo de 1, pode-se aplicar um teste de significância (Qui-quadrado) para determinar se o valor é estatisticamente diferente de 1 e em que tipo de dispersão a espécie se encontra.

Utilizando-se

os

catharinensis:

dados

do

exemplo

anterior

F% = (42/55) * 100 = 76,36 Densidade Observada (D):

D = 91/55 = 1,654 Densidade Esperada (d):

d = - ln (1 – (76,36/100)) = 1,4422 IGA = 1,654/1,4422 = 1,1468

O

valor

de

1,1468

indica

que

a

espécie

para

a

espécie

Ocotea

apresenta

tendência

a

agrupamento. No entanto, isto deve ser confirmado através de um teste de

significância. Usando-se o teste F:

F

= (IGA * (N – 1) + n – N)/ (n – 1)

F

= (1,1468 * (91-1) + 55 – 91)/(55 – 1) = 1,2447

Valor de F (tabela) para á = 0,05 e n-1 g.l. = 1,39 Portanto, o valor de F calculado é menor que o valor de F da tabela, indicando que estatisticamente o valor do IGA 1,1468 não é diferente de 1,0 e o padrão de dispersão da espécie é aleatório.

2.1.4 Índice de Dispersão de Fracker e Briscle

Este método também relaciona as densidades observadas e esperadas, como o método de McGuines, sendo expresso por:

K = (D – d)/d 2

Interpretação

- Valor de K < 0,15 indica uma distribuição aleatória dos indivíduos;

- Valor de K entre 0,15 e 1,0 indica a tendência de agrupamento dos indivíduos;

- Valor de K > 1,0 significa um padrão de dispersão agregado.

Lauri A. Schorn

Fitossociologia

11

Utilizando os dados do exemplo anterior, obtém-se:

D = 1,654

d = 1,4422

K = (1,654 – 1,4422)/(1,4422) 2 = 0,1018

Portanto, o valor 0,1018 no exemplo acima indica uma distribuição

aleatória dos indivíduos da espécie.

2.1.5 Tamanho da Unidade Amostral x Padrão da Espécie

Se a unidade amostral é menor que os agrupamentos da espécie ou que a distribuição entre estas, os resultados da análise demonstrarão um padrão aleatório. Se a unidade amostral é aproximadamente igual ao agrupamento ou a distância entre estes, os resultados demonstrarão o padrão agregado. Se a unidade amostral é maior que os agrupamentos ou à distância entre estes, os resultados demonstrarão o padrão real da distribuição.

Figura 1: Padrões de distribuição dos indivíduos em uma área hipotética.

de distribuição dos indivíduos em uma área hipotética . Padrão Aleatório Padrão Agrupado Padrão Regular Tabela

Padrão Aleatório

Padrão Agrupado

Padrão Regular

Tabela 2: Dados de inventário de

uma espécie com os três padrões de

distribuição. Fonte: MATTEUCCI & COLMA (1982)

Índices

Aleatório Agrupado Regular

n (u.a.)

100

100

100

Sx

350

350

350

S

2

x

3,25

6,97

0,43

x

3,5

3,5

3,5

S

2

x

0,93

1,99

0,12

x

Causas de Agregação

Síndrome de dispersão da semente: onde a dispersão zoocórica a barocórica caracterizam um padrão mais agrupado.

Lauri A. Schorn

Fitossociologia

12

Padrão x Idade

Quando a maior parte dos indivíduos de uma espécie são jovens, MATTEUCCI & COLMA (1982) citam que o padrão tende a ser agregado. Com o advento da competição intra-específica o padrão tende a ser aleatório. O padrão agregado pode aparecer nos bancos de plântulas ou indivíduos jovens de florestas naturais desenvolvidas. Os indivíduos adultos estão distribuídos de forma aleatória.

Na sucessão:

Área Abandonada Padrão Aleatório Padrão Agregado - para as plantas jovens ao redor das adultas
Área Abandonada
Padrão Aleatório
Padrão Agregado - para as plantas
jovens ao redor das adultas
Padrão Aleatório – para os indivíduos
adultos

Figura 2: Sucessão do padrão de distribuição dos indivíduos de uma espécie de acordo com o tempo de instalação da espécie.

2.2 Tamanho Mínimo da Unidade Amostral

De acordo com MATTEUCCI & COLMA (1982), pode-se determinar o tamanho mínimo de uma unidade amostral, seguindo-se os procedimentos abaixo:

Procedimentos:

1. Locar as subparcelas quadradas, de igual tamanho, em uma unidade

amostral ou área a ser estudada;

2. Contar o número de indivíduos da espécie em questão em cada

subparcela;

3. Combinam-se os dados da parcelas contíguas geometricamente

(segundo visualização na Figura 2);

4. Para o conjunto de dados calcula -se a variância relativa;

5. Quando a variância relativa for máxima a área da unidade amostral é

ideal para determinar o padrão espacial da espécie.

Lauri A. Schorn

Fitossociologia

13

1

2

3

4

5

6

7

8

9

10

11

12

13

14

15

16

17

18

19

20

21

22

23

24

25

26

27

28

29

30

Figura 3: Área hipotética dividida para determinação do tamanho da unidade amostral.

Etapas de selecionamento das subparcelas (segundo exemplo acima):

6. U.A.: 1 e 2

7. U.A.: 1, 2, 7 e 8

8. U.A.: 1, 2, 7, 8, 3, 4, 9 e 10

9. U.A.: 1, 2, 7, 8, 3, 4, 9, 10, 5, 6, 11 e 12

10. U.A.: 1, 2, 7, 8, 3, 4, 9, 10, 5, 6, 11, 12, 13, 14, 15, 16, 17 e 18

11. U.A.: 1, 2, 7, 8, 3, 4, 9, 10, 5, 6, 11, 12, 13, 14, 15, 16, 17, 18, 19, 20, 21, 22, 23 e 24

12. U.A.: 1, 2, 7, 8, 3, 4, 9, 10, 5, 6, 11, 12, 13, 14, 15, 16, 17, 18, 19, 20, 21, 22, 23, 24,25, 26, 27, 28, 29 e 30

Exemplo:

Cada subparcela contém área de 25m 2 .

Tabela 3: Dados hipotéticos de uma espécie para determinação da área mínima da unidade amostral.

Subparcela

Número de árvores da espécie “x”

1

2

2

2

2

2

1

1

1

1

3

 

1

1

1

4

 

3

3

3

5

 

1

1

6

 

1

1

7

 

0

0

8

 

3

3

9

 

0

10

   

1

S

2

x

0,500

0,916

1,140

1,120

x

1,500

1,750

1,500

1,300

S

2

x

0,330

0,520

0,760

0,860

Lauri A. Schorn

Fitossociologia

14

Tendo em vista que o padrão para determinação da área mínima de uma unidade amostral é dada pela variância relativa máxima, temos que a área mínima neste caso é de 200m 2 . Deve-se observar que o valor obtido somente é válido para utilização na comunidade onde foram obtidos os dados.

2.3 Área Mínima de Comunidade e Intensidade Amostral

Está relacionado com a homogeneidade florística e espacial e surge do critério de que:

f De acordo com MUELLER-DOMBOIS & ELLENBERG (1974),

para toda comunidade vegetal existe uma superfície abaixo da qual ela não pode se expressar.

Espécie

População

População

da qual ela não pode se expressar. Espécie População Variabilidade Genética Diversas populações interagindo

Variabilidade

Genética

Diversas populações interagindo

Diversas populações interagindo

Diversas populações interagindo
Diversas populações interagindo
Variabilidade Genética Diversas populações interagindo Comunidade Figura 4: Fluxograma de interrelações em uma

Comunidade

Figura 4: Fluxograma de interrelações em uma comunidade

f A área mínima está relacionada à homogeneidade florística e

espacial.

f

Para

obter

uma

amostragem

representativa

da

comunidade

é

necessário conhecer sua área mínima de expressão.

f O inventário deve incluir a maioria das espécies que compõe a

comunidade, a fim de ser representativo. Estas espécies estão distribuídas na

área mínima da comunidade.

Lauri A. Schorn

Fitossociologia

15

2.3.1 Gráfico da Área Mínima

Procedimentos para instalação, de acordo com CAIN & CASTRO

(1959):

f Locam-se

as

unidades

amostrais,

iniciando-se

com

uma

área

pequena, e dobrando-se a área sucessivamente;

f Registram-se para cada unidade, o número de espécies encontradas,

cumulativamente;

f Plota-se em um gráfico, o número de espécies na ordenada (eixo

“Y”) e a área amostrada na abscissa (eixo “X”);

f A área mínima corresponde ao ponto em que a curva torna-se

horizontal, indicando que a maioria das espécies foi amostrada. Comportamento dos dados:

f Quando se registra as espécies de uma unidade amostral pequena,

seu número é pequeno;

f À medida que aumenta a superfície, aumenta o número de espécies;

primeiro bruscamente, depois lentamente até o momento em que o incremento no número de espécies é pequeno ou nulo. Esta tendência é comum em comunidades mais ou menos homogêneas. Diferenças na homogeneidade levam ao aumento da curva.

f

Exemplo: Floresta xerofítica da Venezuela. (MATTEUCCI & COLMA, 1982)

Tabela 4: Dados hipotéticos de uma comunidade para a determinação da área mínima a ser amostrada.

u.a.

Área Amostral (m 2 )

N o acumulado de espécies

1 100

8

2 200

12

3 400

14

4 800

16

5 1600

18

6 3200

19

7 6400

19

Lauri A. Schorn

Fitossociologia

16

1

2

3

4

5

7

6

Figura 5: Croqui das unidades amostrais referentes à Tabela 4.

A área das parcelas vai sendo duplicada, conta-se então o número de espécies novas nesta área duplicada. Repete-se este procedimento até que o número de espécies novas diminua ao mínimo.

20 18 16 14 12 10 8 6 4 2 0 0 1000 2000 3000
20
18
16
14
12
10
8
6
4
2
0
0
1000
2000
3000
4000
5000
6000
7000
Número de espécies

Superfície (m 2 )

Figura 6: Determinação da área mínima amostrada de uma comunidade

Através da análise deste gráfico e segundo a técnica acima descrita, têm- se como a área mínima de amostragem para esta comunidade o valor de aproximadamente 3200m 2 .

2.3.1 Método de Cain

É uma derivação do método anterior, que define com mais precisão o valor da área mínima.

f A área correspondente à projeção do ponto da curva no qual a pendente é

igual à relação número total de espécies registradas / superfície do quadrado

maior (MUELLER-DOMBOIS & ELLENBERG, 1974).

Lauri A. Schorn

Fitossociologia

17

curva.

f

f

Traçar uma reta unindo os extremos da curva.

Traçar uma reta paralela à primeira, passando pela tangente da

f

Projetar no eixo “x” o ponto o ponto de intersecção tangencial,

obtendo-se o valor da área mínima. Exemplo:

Utilizando os dados da Tabela 4.

20 18 16 14 12 10 8 6 4 2 0 0 1000 2000 3000
20
18
16
14
12
10
8
6
4
2
0
0
1000
2000
3000
4000
5000
6000
7000
Número de espécie

Superfície (m 2 )

Figura 7: Determinação da área mínima amostrada através do Método de Cain.

2.3.3 Método de Du Rietz

MATTEUCCI & COLMA (1982), descrevem o método de Durietz através das espécies constantes. Espécies constantes são aquelas cuja constância é superior a 90%. Avaliando-se a freqüência das espécies a partir das áreas quadradas de diferentes tamanhos, temos que acima de um determinado tamanho, algumas espécies exibem uma freqüência acima de 90%. Se ao incrementar a área da unidade amostral não ocorrer aumento no número de espécies constantes, diz-se que se atingiu a área mínima da comunidade.

2.3.4 Método de Moravec

Este método define a área mínima como sendo aquela onde os índices de homogeneidade e similaridade se mantém relativamente constantes. Para isto, calculam-se os índices entre as unidades amostrais levantadas.

Lauri A. Schorn

Fitossociologia

18

2.3.5 Método da Média Corrente de Espécies

De acordo com GALVÃO (s/d) é utilizada para verificar, juntamente com a área mínima, se a confiabilidade do esforço amostral foi suficiente para representar floristicamente a comunidade estudada. É obtido com base no número médio acumulado de espécies por área amostrada. A partir da última média acumulada, delimita-se uma faixa de variação de 5% onde se traça 2,5% acima e abaixo da última média. Recomenda-se que esta faixa contenha 10% das unidades amostrais.

Procedimentos:

f Plotar no eixo “x” a área da primeira unidade amostral em m 2 , e no

eixo “y” o número de espécies encontradas;

f Plotar no eixo “x” a área acumulada da primeira unidade amostral

com a segunda unidade amostral e dividir por 2 o número de espécies existentes

nas duas unidades amostrais;

f

Repetir este procedimento até a última parcela;

f

Unir todos os pontos;

Delimitar a partir da média final a faixa de variação de 5% (2,5 acima e

abaixo desta).

Exemplo:

Tabela 5: Dados hipotéticos para a confecção da Curva da Média Corrente das espécies.

n o da u.a.

área

n o acum. sp.

n o sp. da u.a.

n o

acumulada

sp./u.a.

1

50

8

8

8

2

100

9

5

6,5

3

150

10

6

6,3

4

200

11

5

6,0

5

250

14

9

6,6

6

300

14

6

6,5

7

350

14

9

6,86

8

400

15

8

7,0

9

450

16

11

7,4

10

500

17

4

7,1

Lauri A. Schorn

Fitossociologia

19

9 8 7 6 5 4 3 2 1 0 0 50 100 150 200
9
8
7
6
5
4
3
2
1
0
0
50
100
150
200
250
300
350
400
450
500
550
Média do Número de Espéci
Acumulado

Área acumulada (m 2 )

-

Figura 8: Curva da Média Corrente das espécies (dados da tabela 5).

2.3.6 Outros Métodos para a Determinação da Área Amostral Mínima da Comunidade

Alguns autores (MUELLER-DOMBOIS & ELLENBERG, 1974), citam ainda os métodos abaixo, para a determinação da área amostral mínima:

1. Quando o incremento de 10% na área amostral, ocasionar um incremento inferior a 10%
1. Quando o incremento de 10% na área amostral, ocasionar um
incremento inferior a 10% no número de espécies novas. Pode-se adotar também
outros valores, de acordo com a precisão desejada.
2. Locar ao acaso, áreas quadradas de diferentes tamanhos e contar as
espécies em cada área.
3. Locar sistematicamente, áreas quadradas de mesmo tamanho e
registrar as espécies de cada área. Com a agregação de áreas vizinhas se
obtém incrementos sucessivos de superfície.
N o .
Acum.
Sp.
Área

amostrada

Figura 09:

Área Mínima pela % de incremento de área amostral e

espécies.

Lauri A. Schorn

Fitossociologia

20

Quando o aumento de 10% da intensidade amostral representa um incremento de menos de 10% em número de espécies, significa que se encontrou a área mínima necessária. No caso de uma maior confiabilidade o incremento no número de espécies pode ser de menos de 5%.

3. Planejamento do Inventário Para realização de um inventário fitossociológico é necessário seguir as seguintes etapas:

3.1 Seleção e delimitação da área de estudo;

Deve seguir os seguintes critérios:

f

Administrativo: divisas de Estados e municípios, etc;

f

Ambientais: topográfico, climático, geomorfológico;

f

Vegetacionais: estágio de desenvolvimento, grau de alteração, tipo

de formação.

3.2 Intensidade e do número de unidades amostrais

f Dependente

comunidade;

do

conhecimento

prévio

da

área

mínima

da

f

Plota-se uma curva espécie/área;

f

É imprescindível que o levantamento seja significativo.

3.3 Tamanho e da forma das unidades amostrais

f Tamanho:

f

Para áreas grandes e homogêneas – parcelas maiores;

f

Para áreas pequenas – parcelas menores.

f

Tamanho: 100 a 300m 2 (para a Floresta Ombrófila Densa

Atlântica, Floresta Ombrófila Mista, Floresta Estacional Decidual).

f Forma retangular:

f

São mais eficientes estatisticamente que as isodiamétricas;

f

O padrão dos agrupamentos de espécies tende a ser

isodiamétrico, por isso, unidades amostrais retangulares tem maior

probabilidade de interceptar os agrupamentos.

Lauri A. Schorn

Fitossociologia

21

3.4 CAP/DAP mínimo de inclusão;

A definição deste valor está na dependência principalmente dos objetivos do levantamento. Mais usado atualmente é o limite mínimo de 5cm de diâmetro para os indivíduos do estrato arbóreo superior. OBS.: Em áreas com vegetação muito jovem, o limite de inclusão deve ser menor que 5cm.

3.5 Métodos de amostragem

3.5.1 Amostragem Aleatória Simples

Métodos de amostragem 3.5.1 Amostragem Aleatória Simples Figura 10: Área hipotética dividida em parcelas

Figura 10: Área hipotética dividida em parcelas potenciais. Esta área hipotética tem 50 hectares, onde as linhas tracejadas representam estradas e a linha cheia representa um curso d’água.

f Definir o tamanho da unidade amostral: se tivermos uma unidade

amostral de 200m 2 , em uma área de 50 ha teremos 2500 unidades amostrais potenciais.

f Sorteia-se 50 unidades amostrais (que no exemplo corresponde a

1ha de área amostrada).

f Áreas pequenas e de bom acesso, sem grandes dificuldades para

locar as unidades amostrais. Evitar Áreas de Preservação Permanente e Bordaduras.

f Consiste em locar as unidades amostrais ao acaso.

f Cada unidade da população tem igual probabilidade de fazer parte

da amostra.

f Permite estimar a média e a precisão da amostragem.

Procedimentos:

f

Dividir a área amostral (sobre uma planta) em parcelas de igual

tamanho.

f

Numerar estas parcelas.

Lauri A. Schorn

Fitossociologia

22

f

Sortear determinado número de parcelas a serem levantados.

f

Marcar estas parcelas sorteadas na planta e locá-las no campo.

Condições para uso:

f

Áreas pequenas e homogêneas.

f

Áreas de fácil acesso.

f

Áreas com topografia pouco acidentada.

Vantagens:

f

Cálculo e análise simples.

f

Apresenta maior precisão para inventário em pequenas áreas.

Parâmetros e Estimativas (NETO & BRENA, 1997)

Média aritmética:

X =

n

Â

i = 1

x

i

n

Variância:

S

2

x =

n

Â

i = 1

(

x

i

-

X

)

2

n -

1

Desvio padrão

CV =

Sx

x

¥100

Variância da Média

S

2

x =

S

2

x

n

Lauri A. Schorn

Fitossociologia

23

Erro Padrão

Para população infinita, caso F 0,98, onde:

N - n F = N Temos que: Sx Sx = n
N
-
n
F =
N
Temos que:
Sx
Sx =
n

Para populações finitas, caso F<0,98, têm-se que:

Sx ( F ) Sx = ¥ n
Sx
( F )
Sx =
¥
n

Erro de Amostragem relativo:

e

=

t

¥

S x

¥100

x

Erro absoluto:

e

= t ¥S

x

Intensidade de Amostragem em função da variância:

Para população infinita:

n

t

2

¥

S

2

x

=

E

2

Para população finita:

 

t

2

¥

S

2

x

n

=

 
 
 

Ê

t

2

S

2

ˆ

 

2

   

-

 
 

E

+

Á

Á

Ë

N

 

x

˜

˜

¯

Onde:

 

E = (0,10 ¥ x)

 

Lauri A. Schorn

Fitossociologia

24

Intensidade de Amostragem em função do Coeficiente de Variação

Para população infinita:

n =

t

2

¥ (

CV

%

)

2

(

LE

%

)

2

Para população finita:

n =

 

t

2

¥ (

CV

%

)

2

 

Ê

Á

Á

t

2

(

CV

%

)

2

ˆ

(

LE

%

)

2

+

-

˜

˜

   

N

 

¯

Ë

Intervalo de Confiança para a Média

I [

c =

X

-

(t

¥

S x)]

<

X

<

[ X

+

(t

¥

S x)]

Intervalo de Confiança para o Total

I c =

[N

¥

X

-

(t

¥

N

¥

S x)]

<

Total

Notação:

X = média de um parâmetro

x =parâmetro analisado

i

<

[N

¥

X

-

(t

¥

N

¥

S x)]

F

=

N

= número potencial de parcela para uma determinada área

n = número de parâmetros analisados

S

2

x

= variância

Sx

= desvio padrão

CV

= coeficiente de variação

S

2

x

= variância da média

S x = erro padrão e= erro de amostragem

t = índice da tabela “T”

E = limite de erro da média

LE

% = limite de erro

Lauri A. Schorn

Fitossociologia

25

Exemplo:

Com os resultados do inventário florestal abaixo, calcular a análise estatística.

U.A.

N o de palmiteiros adultos

1

25

2

20

3

18

4

28

5

30

6

31

7

24

8

27

9

29

10

21

11

19

12

21

13

30

14

23

15

28

S

374

X

24,93

Área do inventário: 15 hectares Área da U.A.: 300m 2 Probabilidade de acerto: 90%

S 2 x = 19,3524 Sx = 19,3524 \ Sx = 4,3991 4,3991 CV =
S
2 x = 19,3524
Sx =
19,3524 \ Sx = 4,3991
4,3991
CV =
¥
100 \ CV = 17,6459%
24,93

S

2

x =

19,3524

15

\

S

2

x =

1,2902

Lauri A. Schorn

Fitossociologia

26

2 15 ha ¥ 10000 m N = \ N = 500 U.A. potenciais 2
2
15
ha
¥
10000
m
N
=
\ N = 500 U.A. potenciais
2
300 m
500 - 15
F
=
\ F = 0,97 û População Finita
500
4,3991
S x =
¥
0,97
\ S x = 1,118
15
= 1,761
¥
1,118 ¥
e
100
\ e = 7,897
24,93
(1,761)
2 ¥ 19,3524
n =
\ n = 9,7070 @ 10 U.A.
2
(1,761)
¥
19,3524
(0,10
¥
24,93)
2 +
500
ou
2
2
(1,761)
¥
(0,176459)
n
=
\ n = 9,4732 @ 10 U.A.
2
2
(1,761)
¥
(0,176459)
(0,10)
2 +
500

I

c

I

c

= [24,93 - (1,761¥1,118)] < X < [24,93 + (1,761¥1,118)]

= 22,96 < X < 26,89

I

c

=

[(500

¥

24,93)

+

-

(1,761

¥

500

500

¥

¥

1,118)]

[(500 ¥

24,93)

(1,761

¥

1,118)]

I

c = 11480,6 < Total < 13449,4

< Total <

3.5.2 Amostragem Estratificada

f Divide-se a área em subpopulações ou estratos e efetua-se uma

amostragem independente de cada uma delas;

f Baseia-se no princípio de que o agrupamento de indivíduos com

características similares fazem com que a variância por estrato seja menor que a variância da população;

f Podem-se reduzir custos e melhorar a precisão, de modo que a

população satisfaça as seguintes condições:

Lauri A. Schorn

Fitossociologia

27

a

estratificação é feita por tipologias florestais, a variação entre as tipologia deve ser maior que a variação dentro das tipologias (comprovação através da ANOVA).

f Unidades amostrais dentro de cada estrato devem ser tomadas

como se cada estrato fosse uma população independente.

f Deve-se limitar com boa precisão a área dos estratos para que

f Quando

se

amostra

uma

floresta

nativa,

em

que

se

possa avaliar corretamente o tamanho dos mesmos.

f

Vantagens:

f Redução dos custos de transporte e deslocamento, pois as

amostras se concentram nos mesmos estratos;

e

concentração do número de unidades amostrais;

f Aumento da precisão, pois se homogeneíza a variância da

população dividindo-a em estratos, havendo redução no erro de amostragem (função direta do grau de variação entre unidades amostrais).

f Restrições:

f Dificuldade em delimitar e medir o tamanho dos estratos,

principalmente quando a variação entre estratos ocorre de forma gradual.

f Redução

no

tempo

de

amostragem

devido

à

redução

3.5.3 Amostragem Sistemática

Consiste em alocar unidades amostrais em um padrão regular na área de

estudo.

Permite detectar variações espaciais na comunidade.

A instalação no campo é mais fácil.

Utilização obrigatória para plano de manejo de espécies nativas.

Pós-estratificação
Pós-estratificação

Figura 11: Distribuição das parcelas em amostragem sistemática

Lauri A. Schorn

Fitossociologia

28

Recomendações de uso:

f

Áreas extensas

f

Áreas em que não se dispõe de plantas

f

Planos de manejo

Locação de Unidades:

f Deve-se ter conhecimento prévio da variabilidade da população ou

do número de amostra a locar. Vantagens:

f

Pode ser mais representativa que a amostragem aleatória.

f

A locação das unidades no campo é mais fácil.

f

Maior facilidade de localização das unidades amostrais

futuramente.

Desvantagens:

f

Se

existirem

variações

cíclicas

nas

populações

detectadas, pode apresentar baixa precisão. Análise Estatística:

e

não

forem

f Igual a utilizada para a Aleatória Simples.

4. Métodos Usados em Levantamentos Fitossociológicos

Devem satisfazer os seguintes requisitos:

f Ser capaz de dar uma visão representativa da composição florística e

da estrutura da comunidade;

f

Ser aplicável em qualquer tipo de comunidade;

f

Que os resultados sejam livres de influência subjetivas;

f

Que o resultado de diferentes análises de comunidades seja passível

de comparação. Métodos usados, de acordo com DAUBENMIRE (1968):

4.1 Parcelas múltiplas

f

É o método mais utilizado;

f

Consiste em estabelecer diversas parcelas em vários locais de uma

comunidade;

f Usa-se a média de valores obtidos para cada espécie em cada unidade

amostral, as quais são generalizadas para toda a comunidade.

f

Permite avaliar a variabilidade dos parâmetros estimados;

f

Pode fornecer informações sobre o padrão espacial da distribuição

dos indivíduos na população.

Lauri A. Schorn

Fitossociologia

29

4.2 Parcela Única

f Consiste

em

estabelecer

uma

única

parcela

representativa de toda fitocenose;

que

se

considera

f

Dificulta a quantificação da variância dos parâmetros;

f

Utiliza-se neste caso, a área mínima da comunidade ou a área de 1 ha

de amostragem;

f Apresenta vantagens na locação, pois não há perda de tempo com

deslocamento.

f É menos precisa, pois não absorve as pequenas variações dentro da

comunidade.

4.3 Sem parcela (área variável) ou Método de Quadrantes

A execução de um levantamento fitossociológico pelo método de quadrantes pode ser realizado adotando-se os seguintes procedimentos (MARTINS, 1991; GALVÃO, s/d):

f

Deve-se determinar a direção das linhas do levantamento;

f

Determinar a intensidade das linhas;

f

Distância entre linhas depende:

f

da extensão;

f

da homogeneidade considerada;

f

transecto (uma só linha);

f

distância entre pontos de 20 a 50 m;

f

densidade de árvores (uma árvore não pode ser medida em 2

pontos amostrais).

f Percorre-se a linha de levantamento e traça-se uma linha imaginária

perpendicular a ela, de tal forma que o ponto de amostragem passa a ser o

vértice de quatro quadrantes gerados (conforme figura 6);

o vértice de quatro quadrantes gerados (conforme figura 6); Figura 12: Ponto amostral com os quatro

Figura 12: Ponto amostral com os quatro quadrantes

f Em cada quadrante determina-se à distância dos indivíduos que se

encontra mais próximo do ponto de amostragem, considerando o limite de CAP e DAP estipulado;

f A precisão aumenta com o número de pontos levantados;

Lauri A. Schorn

Fitossociologia

30

f

São recomendados no mínimo 20 pontos;

 

f

A

intensidade

amostral

pode

ser

determinada

pela

curva

espécie/ponto;

f

Permite o cálculo de todos os parâmetros fitossociológic os;

f

Deve-se medir a distância de cada árvores ao centro e, obter a média

para calcular a densidade;

f A regeneração natural pode ser obtida com uma subunidade em cada

ponto

natural pode ser obtida com uma subunidade em cada ponto Figura 13: Pontos amostrais e das

Figura 13: Pontos amostrais e das linhas de amostragem

4.4 Método de Braun-Blanquet

Para realização de inventário fitossociológico por este método, GALVÃO (s/d) observa que são registrados os seguintes dados:

Data, localização, altitude, exposição, inclinação, substrato geológico; Caracterização aproximada do habitat, tamanho da área estudada, classificação e perfil do solo; Influência humana, sua duração e efeitos. Ação visível da chuva, ventos, condições gerais de umidade;

Grau de cobertura a altura dos distintos estratos da vegetação, nas comunidades florestais: altura das árvores, altura das ramificações, diâmetro médio do tronco, presença e distribuição das comunidades dependentes (epífitas);

Lista de espécies por estrato. Valores de quantidade (densidade, dominância) e sociabilidade das espécies, seu estágio de desenvolvimento temporário (germinando, florescendo, frutificando, etc).

Para determinar a quantidade e a sociabilidade das espécies, empregam- se as seguintes escalas de valores:

Lauri A. Schorn

Fitossociologia

31

Quantidade:

r

: espécie muito rara (em condições de extrema raridade rr)

t

: presente em pequena quantidade

1

: moderadamente abundante, mas sua cobertura é escassa

2

: muito abundante, mas não cobre 25% da superfície

3

: cobre de 25% a 50% da superfície

4

: cobre de 50% a 75% da superfície

5

: cobre de mais de 75% da superfície

Sociabilidade:

1 : indivíduos ou fustes isolados

2 : formando pequenos grupos

3 : formando grandes grupos

4 : formando grandes maciços

5 : população contínua

Observação: Em geral a sociabilidade refere-se ao modo dos caules se agruparem, pertencendo ou não a um mesmo indivíduo. A atribuição de valores, tanto para qualidade como sociabilidade é feita visualmente, mesmo dando margem a erros em função da subjetividade. É necessário sempre que possível, a confecção de perfis estruturais da comunidade, o que será abordado no próximo capítulo.

4.5 Levantamento do Estrato Herbáceo e Subarbustivo

Levantamento envolvendo estas categorias de espécies pode ser feito em

área com vegetação arbórea ou em áreas abertas, onde o desenvolvimento é menos evoluido. Para a caracterização de espécies herbáceas e subarbustivas, é usado o sistema proposto por WHITTAKER (1975), baseado em formas biológicas (MENEZES-SILVA, 1998):

- Herbácea ereta (HBER): planta não lenhosa em geral com até 50 cm de altura, com ramos de crescimento perpendiculares ou obíquos ao substrato, geralmente bem visíveis. Ex.: várias Asteraceae (Adenostema sp) e Fabaceae (Desmodium sp).

- Herbácea bulbosa (HBBU): planta com caule hipógeo reduzido, geralmente descrito morfologicamente como do tipo “bulbo”, e partes aéreas que muitas vezes fenecem em um determinado período do ano. Ex.: várias Liliaceae e Amaryllidaceae (Hipoxis decumbens).

- Herbácea reptante (HBRE): caules herbáceos rasteiros que utilizam o substrato como apoio para desenvolvimento, enraizando-se esporadicamente pelos nós, eventualmente recobertos por serapilheira. Ex.: Algumas espécies de Commelinaceas.

Lauri A. Schorn

Fitossociologia

32

rasteiro,

frequentemente recoberto por solo e/ou serapilheira, enraizando-se praticamente ao longo de toda sua extensão. Ex.: várias Poaceae como Oplismenus sp. e Ichnahthus sp

- Herbácea rosulada (HBRO): planta com folhas agrupadas na extremidade de um caule curto não bulboso, formando ramos aéreos somente por ocasião da floração. Ex.: Eryngium sp

- Herbácea

rizomatosa

(HBRI):

planta

com

caule

- Herbácea cespitosa (HBCE): planta com altura variável, formando “touceiras”, com gemas geralmente protegidas pelas bainhas das folhas senescentes. Ex.: Muitas Poaceae e Cyperaceae.

- Subarbustiva ereta (SBER): planta lenhosa somente na base, a partir da qual em geral ramifica-se, com a maior parte dos ramos não ou pouco lignificados, raramente ultrapassando 1,5 m de altura.

O levantamento desta categoria de espécies é realizado geralmente em unidades amostrais pequenas (l m ). Nestas unidades é determinada a % de cobertura/espécie. Para o levantamento deste parâmetro, é adotado o seguinte procedimento:

Utiliza-se um quadro confeccionado com madeira e fios de arame ou plástico, formando 100 quadrículas de 10 cm x 10 cm. O quadro é colocado sobre a unidade amostral de 1 m 2 , estimando-se a cobertura de cada espécie, pelo número de quadrículas ocupadas. Pode-se também determinar a altura e diâmetro do colo indivíduais, dependendo dos objetivos do trabalho e nível de informações desejado. Em levantamento fitossociológico florestal, as unidades amostrais do estrato herbáceo e subarbustivo, constituem subunidades amostrais e geralmente estão inseridas em unidades maiores.

2

5. Parâmetros Fitossociológicos Referem-se aos valores e índices obtidos a partir dos dados coletados em campo. Os principais parâmetros utilizados estão descritos a seguir.

5.1 Estrutura Horizontal

É a organização e distribuição espacial dos indivíduos na superfície do terreno. Compreende os valores de densidade, frequência, dominância, porcentagem de importância e porcentagem de cobertura (LAMPRECHT, 1962; FINOL , 1971).

Lauri A. Schorn

Fitossociologia

33

5.1.1 Densidade

Grau de participação das diferentes espécies na floresta.

f

Absoluta = ha

n

f

Relativa =

¥100 100

Onde:

n

= número de indivíduos da espécie

N

= número de indivíduos total

5.1.2 Freqüência

Está relacionado com a distribuição espacial das espécies.

f

f

Absoluta =percentagem de ocorrência da espécie nas parcelas

Relativa =

Freq.Absoluta

¥100

 Freq.Absolutas

5.1.3 Dominância

Área ocupada pelo somatório diâmetro do fuste (alta correlação com o diâmetro de copa) das espécies.

f

g

Absoluta = ha

f

Relativa =

¥100 100

Onde:

g

= somatório da área basal de uma espécie

G

= somatório da área basal de todas as espécies

Lauri A. Schorn

Fitossociologia

34

5.1.4

Porcentagem de Cobertura

Integra os parâmetros relativos de densidade e dominância.

PC

= Densidade + Dominância

5.1.5

Porcentagem de Importância

Integra os parâmetros relativos da estrutura horizontal. PI = Densidade + Frequência + Dominância

5.2

Estrutura Diamétrica

Pode ser caracterizada pela densidade absoluta, área basal ou volume de uma população ou comunidade vegetal. Coeficiente de Liocourt: é a razão entre o número de árvores de uma classe de diâmetro e número da classe vizinha. (q)

O coeficiente “q” apresenta valores característicos e estáveis para

diversas formações florestais. Espécies climácicas: q > 2 Espécies pioneiras: q < 2 Espécies secundárias iniciais: q @ 2

800 700 600 500 400 300 200 100 0 0 10 20 30 40 50
800
700
600
500
400
300
200
100
0
0
10
20
30
40
50
60
Número de árvores

Classe de DAP (cm)

Exemplo: q = 2

Figura 14: Forma de distribuição para espécies estáveis

Lauri A. Schorn

Fitossociologia

35

Lauri A. Schorn Fitossociologia 35 Estágio Pioneiro Estágio Intermediário Estágio Avançado Figura 15: Formas de

Estágio Pioneiro

Lauri A. Schorn Fitossociologia 35 Estágio Pioneiro Estágio Intermediário Estágio Avançado Figura 15: Formas de

Estágio Intermediário

35 Estágio Pioneiro Estágio Intermediário Estágio Avançado Figura 15: Formas de dis tribuição

Estágio Avançado

Figura 15: Formas de dis tribuição diamétrica diferentes estágios.

de populações de espécies em

A distribuição diamétrica permite tirar conclusões sobre o estágio de

desenvolvimento da floresta. Revela características ecológicas da espécie cuja população está sendo estudada. Permite definir a intensidade do manejo florestal.

5.3 Estrutura Vertical

Organização e distribuição espacial dos indivíduos no perfil vertical da floresta.

É representado por:

5.3.1 Posição Sociológica

É a distribuição das árvores nos diversos estratos da floresta. O

conhecimento desta distribuição é importante pois uma espécie é estável e tem seu lugar assegurado na estrutura da floresta, quando encontra-se com densidade decrescente dos estratos inferiores para os superiores.

A

determinação dos estratos pode ser feita:

1.

Visualmente, definindo-se os estratos

inferior (1),

Médio (2) e

Superior (3).

2.

Através da freqüência relativa das alturas (LONGHI, 1980):

f

Primeiramente determina-se a percentagem da freqüência das alturas

de todas as árvores encontradas na floresta;

f Através das respectivas percentagens acumuladas, confecciona-se um

gráfico;

Lauri A. Schorn

Fitossociologia

36

f Estabelecendo-se o critério de que cada estrato deve abranger 1/3 das

alturas encontradas, delimita-se através do gráfico os respectivos estratos. Assim:

da

f O limite entre o

estrato 1 e 2 corresponde a 33,33%

freqüência acumulada;

f A

altura

correspondente

a

66,66%

desta

freqüência

acumulada, é o limite entre o estrato médio e o superior;

f Determinado os estratos, calcula-se a posição sociológica

(absoluta e relativa).

Valor Fitossociológico dos estratos (VF):

É

o

valor

simplificado

correspondente a cada estrato.

Exemplo:

Estrato 1: até 7,0m Estrato 2: de 7,1 a 12,0m Estrato 3: mais de 12,0m

da

percentagem

do

Estrato 1: 280 árvores = 280 / 500 = 0,56 VF 1 Estrato 2: 150 árvores = 150 / 500 = 0,30 VF 2 Estrato 3: 70 árvores = 70 / 500 = 0,14 VF 3

Total:

500 árvores

número

de

árvores

Posição Sociológica Absoluta por Espécie (PS abs )

espécie

PS

abs =

Onde:

(

VF

1

¥

n

1

)

+

(

VF

2

¥

n

2

)

+

(

VF

3

¥

n

3

)

VF = valor fitossociológico de cada estrato para uma determinada

n

n

n = número de indivíduos de cada estrato para uma determinada espécie

Posição Sociológica Relativa

Percentagem da Posição Sociológica da espécie, em relação a soma total da Posição Sociológic a Absoluta.

Lauri A. Schorn

Fitossociologia

37

Exemplo:

Determinação dos estratos:

f Primeiramente obtém-se a menor e a maior altura.

Menor altura: 2m Maior altura: 16m

Estrato 1: até 3,7m = 15 + 7 = 22 / 77 0,2857 (VF 1 ) Estrato 2: de 3,8 até 9,2m = 5 + 10 + 10 + 4 = 29 / 77 0,3766 (VF 2 ) Estrato 3: mais de 9,2m = 7 + 8 + 6 + 5 = 26 / 77 0,3377 (VF 3 )

Tabela 6: Distribuição da densidade de árvores em classes de altura

Classes de

Altura

N o de árvores por classe

% de árvores por classe

% acumulada

2

15

19,48

19,48

4

12

15,58

35,06

6

10

12,99

48,05

8

10

12,99

61,04

10

11

14,29

75,32

12

8

10,39

85,70

14

6

7,79

93,49

16

5

6,49

100,00

Total

77

100 90 80 70 60 50 Limite E 2 - E 3 40 30 20
100
90
80
70
60
50
Limite E 2 - E 3
40
30
20
Limite E 1 - E 2
10
0
0
2
4
6
8
10
12
14
16
% Acumulada

Classe de Altura

Figura 16: Deteminação dos limites entre os estratos

Lauri A. Schorn

Fitossociologia

38

5.3.2 Regeneração Natural

O valor da regeneração natural pode ser obtido a partir de 3 parâmetros:

densidade, frequência e categorias de tamanho (JARDIM & HOSOKAWA,

1987).

Natural

Natural

RN

abs

RN

rel

Onde:

=

Dens

abs

+

Freq

abs

+

CT

abs

3

=

Dens

rel

+

Freq

rel

+

CT

rel

3

RN = Regeneração Natural Absoluta Dens = Densidade Absoluta da Regeneração Natural Freq = Freqüência Absoluta da Regeneração Natural CT = Valor da Categoria de Tamanho Absoluta da Regeneração

abs

abs

abs

abs

RN = Regeneração Natural Relativa Dens = Densidade Relativa da Regeneração Natural Freq = Freqüência Relativa da Regeneração Natural CT = Valor da Categoria de Tamanho Relativa da Regeneração

rel

rel

rel

rel

A contagem dos indivíduos, nas subparcelas em campo, pode ser através

de 3 categorias pré-definidas (FINOL, 1964) ou com o levantamento das alturas dos indivíduos e posterior divisão em classes.

Classe 1: até 0,50m (Categoria de Tamanho 1 – CT 1 ) Classe 2: de 0,51 até 1,00m (CT 2 ) Classe 3: mais de 1,00m até o diâmetro limite (CT 3 )

Em estudos de parcelas permanentes também é importante o levantamento do diâmetro do colo dos indivíduos e a análise posterior da densidade em classes deste parâmetro.

Lauri A. Schorn

Fitossociologia

39

Valor Fitossociológico da Regeneração Natural (VF):

Exemplo:

Regeneração com 600 indivíduos.

CT 1 : 300 0,50 CT 1 : 200 0,33 CT 1 : 100 0,17

(VF 1 ) (VF 2 ) (VF 3 )

Categoria de Tamanho Absoluta por espécie

CT

abs =

Onde:

(

VF

1

¥

n

1

)

+

(

VF

2

¥

n

2

)

+

(

VF

3

¥

n

3

)

VF = valor fitossociológico da categoria de tamanho “n” para uma determinada espécie n = número de indivíduos da categoria de tamanho “n” para uma determinada espécie

n

n

Categoria de Tamanho Relativa por espécie

Percentagem da espécie em relação à soma da Categoria de Tamanho Absoluta de todas as espécies.

Densidade

f

Densidade Absoluta = número de indivíduos por espécie por hectare

f

Densidade Relativa = percentagem do número de indivíduos da

espécie em relação ao número total de indivíduos da Regeneração Natural.

Freqüência

f Freqüência absoluta = percentagem de ocorrência da espécie nas sub-

parcelas da Regeneração Natural.

f Freqüência relativa = percentagem da freqüência absoluta da espécie

em relação ao somatório das freqüências absolutas de todas as espécies na Regeneração Natural.

Lauri A. Schorn

Fitossociologia

40

5.4 Valor de Importância Ampliado

Este valor associa a estrutura horizontal e vertical da floresta, indicando com mais precisão a participação de cada espécie na floresta. São usados os seguintes parâmetros relativos:

VIA = densidade + freqüência + dominância + pos. sociológica + reg.

Natural

5.5 Parâmetros Fitossociológicos Pelo Método de Quadrantes

Para este exemplo, foram utilizados no quadro abaixo, dados de um levantamento citado por MUELLER-DOMBOIS & ELLENBERG (1974).

Tabela 7: Dados de um levantamento utilizando o método de quadrantes

Ponto

Quadrante

Distância (m) Espécie

DAP (cm)

1

I

0,7

Psidium guajava

5,5

 

II

1,6

Acacia koa

42,5

 

III

3,5

Metrasideros collina

17,0

 

IV

2,0

Metrasideros tremuloides 25,0

2

I

1,1

Psidium guajava

4,0

 

II

0,8

Psidium guajava

5,0

 

III

1,9

Psidium guajava

5,0

 

IV

1,8

Psidium guajava

4,0

3

I

1,3

Acacia koa

75,0

 

II

0,7

Psidium guajava

3,0

 

III

1,5

Metrasideros collina

9,0

 

IV

2,0

Metrasideros collina

23,0

4

I

3,1

Acacia koa

14,0

 

II

1,7

Psidium guajava

6,0

 

III

1,1

Psidium guajava

5,0

 

IV

1,9

Acacia koa

12,0

5

I

2,5

Acacia koa

23,0

 

II

2,2