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1 Universidade de São Paulo Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas Av. Prof. Lineu

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Universidade de São Paulo Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas Av. Prof. Lineu Prestes nº 159 - CCJ - sala 05 CEP: 05508-000 Cidade Universitária São Paulo-SP. http://clinguas.fflch.usp.br Tel (11) 3091-2416

DATA DA PROVA:

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PAÍS DE ORIGEM:

NO BRASIL DESDE

ATÉ

UNIDADE DA USP:

DEPARTAMENTO:

ATENÇÃO: NÃO PREENCHER O QUADRO (ESPAÇO RESERVADO PARA AVALIAÇÃO POR PARTE DO EXAMINADOR)

PARTE ORAL(VALOR: 2,0)

NOTA

CONHECIMENTO DA FONOLOGIA

 

(VALOR: 0,5)

CONHECIMENTO DO LÉXICO

 

(VALOR: 0,5)

CONHECIMENTO DA MORFOSSINTAXE

 

(VALOR: 1,0)

EXERCÍCIO 2(VALOR: 1,0)

 

EXERCÍCIO 3(VALOR: 7,0)

 

ADEQUAÇÃO AO TEMA

 

(VALOR: 2,0)

CONHECIMENTO DO LÉXICO

 

(VALOR: 1,5)

CONHECIMENTO DA MORFOSSINTAXE

 

(VALOR: 3,5)

© Maria Elizabeth Leuba Salum (prova de proficiência aplicada pelo Centro de Línguas-FFLCH-USP em setembro de 2014)

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1 Leia uma adaptação do texto Leitura faz crescer”, publicado em www.cartafundamental.com.br/

single/show/209:

“Ainda acabo fazendo livros onde as nossas crianças possam morar.” A famosa frase de Monteiro Lobato sintetiza a ideia de que, enquanto vivem fantasias, os pequenos leitores constroem habilidades afetivas, cognitivas e críticas que podem ajudá-los no caminho rumo a um final feliz em desafios da vida real. Os benefícios do contato com as narrativas são maiores do que a tradicional familiaridade com a língua. Na tese de doutorado em Psicologia Educacional Percursos da literatura em educação:

ensinar contando histórias, defendida na Universidade de Campinas, Fernanda Maria Macahiba Massagardi aponta que “A literatura, sendo arte e reflexo de realidades, pode promover tanto a experiência estética quanto favorecer o desenvolvimento intelectual. Silvia Colello, professora de Linguagem e Psicologia da Educação da Universidade de São Paulo, concorda que a literatura favorece o desenvolvimento nos mais diversos campos e deve fazer parte da vida desde a mais tenra idade. Ela conta que, ao contrário das inquestionáveis finalidades linguísticas, o uso das narrativas pelas funções artísticas chegou a ser criticado por tomar o tempo de aprendizado do mundo concreto com fantasias. “Hoje, sabe-se que é o contrário, quanto mais ela experimenta o faz de conta, mais apta está para as situações reais”, diz. Em relação à língua, ao ouvir histórias a criança apropria-se da linguagem escrita, que é diferente da falada, e começa a reconhecer gêneros mesmo sem que o professor os nomeie. Se a atividade é frequente e diversificada, a criança amplia o vocabulário e ganha a capacidade de fazer antecipações lógicas que facilitarão o entendimento da estrutura dos textos mais tarde. Por causa da divisão dos saberes entre ciências humanas, biológicas e exatas, é comum que se reserve à literatura lugar apenas na primeira das três, mas grandes cientistas comumente foram vorazes leitores desde a infância. Ao aguçar percepção, atenção, memória, raciocínio e imaginação, a fantasia abre o apetite por experimentos reais. “O pensamento lúdico é essencial na prática científica. Carregado de vontade, persistência, descoberta, invenção, questionamento e convicção, deve ser considerado um elo e catalisador das grandes descobertas”, como explica Fernanda Massagardi. A autora de livros sobre formação de leitores infantis e pesquisadora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Ana Maria Filipouski, vai às origens da literatura para fazer a ligação entre o desenvolvimento científico e a arte de contar histórias. Mesmo antes de aprender a escrita, o homem já contava e cantava fantasias e conhecimentos acumulados sobre o mundo. Na tese acima citada, o aspecto mais destacado é o desenvolvimento do pensamento crítico. Se os alunos tiverem prazer na leitura das histórias, poderão interpretar e recriar situações, tornando-se cada vez mais críticos e preparados para lidar com a complexidade. Isso significa dizer que a

© Maria Elizabeth Leuba Salum (prova de proficiência aplicada pelo Centro de Línguas-FFLCH-USP em setembro de 2014)

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literatura auxilia a criança a construir seus conhecimentos, entender e sentir o mundo. “Dá asas em vez de grilhões, liberta o espírito para voos maiores e ilimitados, forma um cidadão em vez de um alienado. É permitir a tomada de consciência por meio da educação do sensível, do alinhavo da razão à experiência estética”, conclui a autora.

2 Dê um equivalente da palavra ou expressão em negrito:

2.1 Ainda acabo fazendo livros onde as nossas crianças possam morar.

2.2 nos mais diversos campos

2.3 mais apta está para as situações reais

2.4 Em relação à língua, ao ouvir histórias a criança apropria-se da linguagem escrita

2.5 é comum que se reserve à literatura lugar apenas na primeira das três

2.6 ligação entre o desenvolvimento científico e a arte de contar histórias

2.7 Na tese acima citada

2.8 poderão interpretar e recriar situações

2.9 a literatura auxilia a criança a construir seus conhecimentos

2.10 conclui a autora

© Maria Elizabeth Leuba Salum (prova de proficiência aplicada pelo Centro de Línguas-FFLCH-USP em setembro de 2014)

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3 Baseando-se nas ideias expressas no texto, redija um texto comentando a afirmação de que Por causa da

divisão dos saberes entre ciências humanas, biológicas e exatas, é comum que se reserve à literatura lugar apenas na primeira das três, mas grandes cientistas comumente foram vorazes leitores desde a infância.

© Maria Elizabeth Leuba Salum (prova de proficiência aplicada pelo Centro de Línguas-FFLCH-USP em setembro de 2014)