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EspiritualidadedaComunicação A pergunta primeira, ao escrever sobre a espiritualidade da comunicação, é porque? Por

A pergunta primeira, ao escrever sobre a espiritualidade da comunicação, é porque? Por que uma reflexão sobre a comunicaçãonumaperspectivamísticaeespiritual? NestesquasedezanosdePastoraldaComunicação,masmesmo anteriormente, quandocomeceiameapaixonarpelacomunicação na Igreja, pensei que o fazer comunicação só teria um sentido evangélicosenascessedeumsercomunicação, nãomeramente instrumentalepragmático,portanto. Eesteéumperigograndeaotrabalharcomalgotãoexigente,tão instantâneo,quedemandatantaatençãoeesforçofísicoemental.

Quem trabalha com ela já sabe: comunicação é trabalho braçal. Longedaidéiadeglamouresofisticaçãoquetransparecedomitomidiático,oqueexisteésuor, frutodoesforço.EnãoédiferentecomacomunicaçãonaIgreja.Acadadiaumnovoprograma narádioeTV, acadasemanaoumês um novojornal ourevista, acadainstanteumanova postagem no site. E, quando concluímos uma etapa, tudo começa de novo e do zero. É o trabalho da cozinheira que, a cada manhã, trabalha tanto para ver o fruto do seu esforço consumidoemminutose,tantasvezes,criticado. Instrumentalizar a comunicação é, de fato, um perigo gigantesco. Esta atitude levaria, inevitavelmente, a um fazer sem sentido, uma luta sem vitória, um esgotamento atrás do sucessoque, tantas etantas vezes, nãochega. Nalógicadomundo, todos os argumentos e atributos podem serusados paraalcançarestesucessodesejado. E algumacoisasemprese consegue.NadinâmicadoEvangelho,não. OEvangelhonosimpõeumaposturaquepodenosdistanciardosucesso,nosafastardavitória fácil e preterir as nossas aspirações humanas de facilidade e portas largas. Mas, para compreenderoEvangelhoeentrarnumadinâmicadaessênciaenãodaaparência,doconteúdoe não da forma é preciso uma atitude que envolva o ser e, consequentemente, toque as profundezasdavida,determinandoasescolhaseoshorizontes. Assim,oprimeiroargumentoparaumespiritualidadedacomunicaçãoquenãocompreendaeste serviçoapenascomoinstrumentoéoser. Sercomunicaçãodeveserabasedofazer.Ocristianismotemassuasbasesnoserquegerao fazer. Lembrobemdo, então, PadreGiancarloPetrini, ReitordoSeminárioPropedêuticoSanta Teresa do Menino Jesus, onde fiz meu primeiro ano de formação, falando sobre a vocação sacerdotalquenãopodiaseralicerçadanofazere,sim,noser.Elefalavadaquelepadrerecém ordenadoque,voltandoparaasuacidadenataldepoisdafesta,sofreumacidentedecarroefica tetraplégico.Nuncamaisfeznada.Masnuncadeixoudeserpadre. Osertemraízesprofundas,tocaaexistência,defineaidentidade,marcaatotalidadedavida.O sernãomudaaosabordosventosedoshumores.Osernãocansacomopassardosanos,não esmaececomaquantidadedehorasdetrabalho. Quemfaz,emalgummomentopodedeixardefazer.Quemé,nuncadeixadeser.Éverdadeque anaturezahumana,circunscritapelafragilidadedopecado,temoseuserrelativizado,passível demudançasconstantesevariaçõesdeinteresses.Noentanto,quantomaisaraizdoserestiver fincadanaprofundidadedaterra,maiselesetornaráimuneaosventosdasmudanças. *PadreManoeldeOliveiraFilho­CoordenadorArquidiocesanodaPASCOM

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quarta­feira,11deagostode2010

VivenciarosensinamentosdeJesus Nãobasta,aoagentedaPascom,sabertodasestascoisasbonitassobreJesusCristo, fazerdiscursosoupregaçõessobreacomunicaçãoideal.Ocomunicadorcristãobuscaseeducar

e se reeducar, cotidianamente, para vivenciar o modelo de comunicação revelado por Jesus Cristo.

EleéchamadoaVIVENCIARosvaloresevangélicosdacomunicaçãocristã,fazendoa

experiência do diálogo, da tolerância, da escuta, do acolhimento, da comunicação positiva,

sempre;comunicaçãoquelevaàsolidariedade,acomportamentosjustos,àpartilhadosbense

dosdons,aoexercíciodacidadania,àtransformaçãopessoalesocial. Comopodemos concretizaristo?Dentrodas realidades das nossas comunidades, nos

espaçoenotempoemquevivemos,nascircunstânciaseconjunturasqueexigirãorespostase

tomadas de atitudes de cada um de nós. Na Pastoral da Comunicação, estas atitudes são

tomadasdeformaindividual(nocotidianodecadaagente)edeformacoletiva(nasaçõesquese

realizamemequipe,deformaplanejada).

Para viver a experiência da Comunicação Cristã, o agente da Pascom ou de outras pastorais,movimentos eserviços precisatomariniciativa,tercoragemdeseabriraonovo,de seguiromodeloensinadoporJesus.Quandoorelacionamentodentrodecasaémarcadopela

violênciadanão­escutaentreosseusmembros,quandoaagressãoverbaleatéfísicatomao

lugardaconversaedodiálogo,acriançacrescepensandoqueaquilotudoénormal.Aíreproduz estes desvios de comunicação nas suas relações com as outras pessoas da sociedade, até mesmodentrodaIgreja.

O processo de reeducação para a comunicação requer alguns exercícios; algumas tomadas de atitudes bem concretas em nossa vida. Eis alguns passos para trabalharmos a místicadacomunicaçãocristãemnossoscomportamentosdiários. a)Buscaroauto­conhecimento

Oprimeiropassonesteprocessodereeducaçãoparaacomunicaçãohumanaecristãpassapor

umaavaliaçãodesimesmo. Quemsoueu?Comosou?Comomepercebo?Comometrato?

Comomesintoemrelaçãoamimmesmo?Quaissãoasminhasvirtudes?Quaissãoasminhas

fragilidades?Comoeureajoemocionalmenteaos acontecimentos eaos outros?Comoandaa

minhaauto­estima?Comoéomeulazer?Eminhavidaafetiva?Comomecomunico/relaciono

comasoutraspessoasdentrodecasa,naescola,narua,naIgreja,atravésdorádioououtros

meios?Quembuscaterconsciênciadesimesmo,ama­se,preza­se.Assim,ficabemmaisfácil de amar e prezar os outros, respeitando suas qualidades e limites humanos. Aceitar­se para aceitar:esteéocaminhodocrescimentoespiritualdocomunicadorcristão. b)Tomarainiciativadeiraoencontrodosoutros O agente da Pastoral da Comunicação toma a iniciativa e vai ao encontro do outro, com o objetivo de estabelecer comunicação e construir comunhão com ele. Nossa missão requer

trabalho, vivacidade, boa esperteza e antenas ligadas. Dormir no ponto ou passar batido são termosquenãodevemfazerpartedonossocotidiano.Agir,sempre,masagirnotempocerto, com cautela, usando uma certa diplomacia para conquistar o coração e a amizade de cada pessoa. Quemvaicomjeitoganhaaadesãoeaconfiançados outros. Estaconfiançajamais deve ser traída ou abalada. Sem confiança fica difícil desenvolver qualquer trabalho em comunidadeouemequipe.Aestradaquenosseparadosoutros,àsvezes,émuitolonga.Nossa missãoéencurtarestecaminhoeatéeliminardistâncias,semesperarqueosoutroscomecem. Esperarqueasoutraspastoraisnoschamem,nosenviemnotíciasédormirnoponto. c)Cultivaraalegriadevivereapositividade

O agentedaPascom cultivaaalegriaeoânimo. ComoJesus Cristo, eleéportadordaBoa

Novidade. Quem entraem contatocom ocomunicadorcristãosai cheiodeboas notícias que trazemesperança.Játemgentedemaisanunciandodesgraçasetristezas,enquantoascoisas boas e os motivos de alegria ficam esquecidos. Aqui não cabe a alegria falsa, inventada, alienada.Estamosfalandodaalegriaverdadeiraquebrotadocoraçãoeseexpressaempessoas quetêmospésnochãodarealidade.Pessoasque,mesmovivendonomeiodeumasociedade comoanossa, anunciamqueummundonovoépossível, quandofazemos algumacoisapara transformá­lo,aquieagora,hoje.Estamosfalandodaalegriadesersolidário,desedespojarpara experimentaracaridade,defazerobem,deescutarquemnãotemchancedesedizernomodelo de comunicação que predomina nesta sociedade excludente. Em tudo, mesmo nas situações maisfrustrantesedolorosas,podemosencontrarumafacepositiva,ummotivodeesperançae

deânimo.“Tudopossonaquelequemefortalece”,dizSãoPaulo(cfFl4,13).Éprecisoaprender

aver, nomundoenasociedade, nãoapenas as desgraças, mas, sobretudo, aesperança. É precisoaprenderaverascoisaspositivasdavida,mesmoemmeioàsdesgraçasqueomundo cantaedecanta. Viverapositividadedavidaépreciso! Sóassimpodemos superaras coisas ruinsefazervigorarascoisasboas! d)Cultivarapaciênciaparaouvirosoutroscomocoração Aescutarequeraberturaaooutro.Quemescuta,verdadeiramente,procuraentendereacolhero queoseuinterlocutorestáquerendocomunicar.Nãoésimularqueestáouvindo,martirizando­se. O coração de quem escuta tem paciência verdadeira e doa­se para fazer o outro mais feliz. Quantobempodefazerumaescutaverdadeira!Queméescutadosesentevalorizado,amado, acolhido. Ocomunicadoré, antes detudo, escutador: realiza­se, também, naescuta. É assim que podemos convencer os outros a também escutarem os outros, nas suas respectivas pastorais,movimentos,serviçosenocotidianodesuasvidas.OagentedaPascomeducapelo testemunhodacomunicação. e)Serdemocráticoedividirresponsabilidadescomosoutros Autoritarismo não combina com comunicação cristã. A arrogância bloqueia, cria barreiras, provocaruídosecortaqualquerpossibilidadedecomunhão.Nossoobjetivoégerarcomunidade, espaços de diálogo. O comunicador educa­se, dia após dia, para dividir responsabilidades e deixarqueoutrosexerçamodireitodedaropinião,departicipardasdecisões,deexpressarsuas ideias,deexercerasuacidadaniatambémdentrodaIgreja.AIgrejanãoépropriedadeprivadade ninguém. Não somos donos; somos, apenas, filhos do Dono. Todos temos iguais direitos de exercer o direito de ser Igreja, cada um com a sua especificidade: leigos, padres, bispos, diáconos,religiososereligiosas.DevemosencararnossasfunçõesnotrabalhopastoraldaIgreja comoserviçoenãocomopoderdemando,tipo“eumandoevocêfaz”.“Deusnãoescolheos capacitados;capacitaosescolhidos”,dizumafrasedeefeito.Quantosdenósnãocomeçamosa trabalharnaIgrejadeformatímida?A capacitaçãoéconseqüênciadanossaperseverançano trabalho. O tempo vai passando e vamos adquirindo saberes com a vivência pastoral, com a práticaenosmomentosdeestudos.JesusCristoconfiouresponsabilidadesaosseusdiscípulos. ElesvestiramacamisaporcausadestaconfiançademonstradaporJesus. f)Falaretestemunharcomautoridade Otestemunhoéoinstrumentodetrabalhomaiseficazdocomunicador,dentrodacomunidade. Ao viver os valores da comunicação cristã, o agente da Pastoral da Comunicação ganha credibilidade,confiançaeamizade.ÉissooquetornaaequipedePascomumareferênciapara osoutrosagentesdepastoral,paraasoutraspastorais,setoresdaIgrejaeoutrossegmentosda sociedade local. O comunicador cristão se capacita para desempenhar melhor a sua comunicação ao estabelecer contatos interpessoais, nos momentos de falar em público, com representantesdeoutrasinstituiçõeseatravésdosmeiosdecomunicação.Falarcomsegurança, expressando­secomqualidade, comconvicçãoéosegredodesuaautoridade. Mais umavez, aqui não cabe autoritarismo, arrogância e nem agressividade. Cabe, sim, a serenidade, a espontaneidade,aharmoniadosgestosedafala,asobriedadenojeitodefalaresecomportar. g)Cultivaroespíritocomunicativo

Ser comunicador da Pastoral da Comunicação é um apostolado. Quem opta pelo projeto de comunicaçãodeJesusCristocultivaoardormissionárioeprocuraviverosvaloresdesteprojeto, em todas as ocasiões e em todos os ambientes. Somos chamados a viver esta experiência pastoral muito mais com atitudes do que com palavras. O que significa cultivar um espírito comunicativo? Significa estar disponível à escuta, ao encontro, à visita, aos contatos, à comunicação. Sóalcançaestetipodecomunicaçãoquemcultivaaespiritualidade. Vocêdeve estarperguntando:“Umcomunicadorassimnãoseriaumsuper­homem?Umespéciedeanjo?”É bomlembrarquesomoshumanosetemosnossasquedas,nossosdiasdemau­humor,nossos limites. Por isso que é imprescindível conhecer esses limites para superá­los. Ser um comunicadorcristãoéumalutadiáriaparavenceraquiloqueatrapalhaaboacomunicação. Em resumo, segundo as religiosas Joana Puntel e Heleza Corazza, no livro Pastoral da Comunicação – Diálogo entre fé e cultura, o agente da Pascom deve ter as seguintes características:

.Sercapazdeescutaediálogo;

.Estaraberto(a)paraaprendersempre;

.Terpresença,aliadaàcapacidadeprofissionaleaotestemunho;

.Tergrandeamorepaixãopelacomunicação,capazdevibrarpelamissão;

.Saberinteragircomadiversidade,nestasociedadepluralista;

.Saberlidarcomospontosdevistadiferentesnointernodoprópriogrupoedaspastorais;

.Sercriativonabuscadesoluções.

Produzidopor:

CacildaMedeiros–dacoordenaçãodaPastoraldaComunicação,naArquidiocesedeNatal/RN

FranciscoMorais–colaboradordaPascom–ArquidiocesedeNatal

Referênciasbibliográficas:

Documento59,daCNBB–IgrejaeComunicaçãorumoaoNovoMilênio,1997.

FOGOLARI,ÉlideMaria&BORGES,RosanedaSilva.NovasFronteirasdaPastoralda

Comunicação.SãoPaulo,Paulinas,2009

PUNTEL,Joana&CORAZZA,Helena.PastoraldaComunicação–Diálogoentrefée

cultural.SãoPaulo,Paulinas,2007