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Direito do Consumidor Profª. Tatiana Marcello tatianamarcello@hotmail.com
Direito do Consumidor
Profª. Tatiana Marcello
tatianamarcello@hotmail.com
Premissas CF : art. 5°, XXXII - o Estado promoverá, na forma da lei, a
Premissas CF : art. 5°, XXXII - o Estado promoverá, na forma da lei, a

Premissas

CF: art. 5°, XXXII - o Estado promoverá, na forma da lei, a defesa do consumidor.

- cláusula pétrea

CDC: Lei 8.078/1990, cujas normas são de interesse social e de ordem pública.

Vulnerabilidade (art. 4º, I, CDC) – todo consumidor é presumidamente vulnerável.

CONCEITOS  CONSUMIDOR GERAL (art. 2º) - Pessoa física ou jurídica - Destinatário final (ex.:
CONCEITOS  CONSUMIDOR GERAL (art. 2º) - Pessoa física ou jurídica - Destinatário final (ex.:

CONCEITOS

CONSUMIDOR

GERAL (art. 2º)

- Pessoa física ou jurídica

- Destinatário final (ex.: seguro do estabelecimento, capital de giro)

POR EQUIPARAÇÃO

- Coletividade (art. 2º, p.u.)

- Vítimas de acidente de consumo (art. 17)

- Pessoas expostas a práticas comerciais e contratuais (art. 29).

 FORNECEDOR – art. 3º Pessoa  física ou jurídica;  pública ou privada; 
 FORNECEDOR – art. 3º Pessoa  física ou jurídica;  pública ou privada; 

FORNECEDOR – art. 3º

Pessoa

física ou jurídica;

pública ou privada;

nacional ou estrangeira;

entes despersonalizados;

Que desenvolve atividade de

produção, montagem, criação, construção, transformação, importação, exportação, distribuição ou comercialização de produtos ou prestação de serviços.

PRODUTO (art. 3º, § 1º)  Bem móvel ou imóvel, material ou imaterial SERVIÇO (art.
PRODUTO (art. 3º, § 1º)  Bem móvel ou imóvel, material ou imaterial SERVIÇO (art.

PRODUTO (art. 3º, § 1º)

Bem móvel ou imóvel, material ou imaterial

SERVIÇO (art. 3º § 2º)

Toda atividade fornecida no mercado, mediante remuneração

Incluindo: natureza bancária, financeira, crédito, securitária.

Súmulas do STJ: 297 (instituição financeira), 321 (previdência privada) e 469 (planos de saúde);

Excluindo: relações trabalhistas

DIREITOS BÁSICOS (ART. 6º) I - a proteção da vida, saúde e segurança contra os
DIREITOS BÁSICOS (ART. 6º) I - a proteção da vida, saúde e segurança contra os

DIREITOS BÁSICOS (ART. 6º)

I

-

a

proteção da vida, saúde e segurança contra

os riscos

provocados por práticas no fornecimento de produtos e serviços considerados perigosos ou nocivos;

II

- a educação e divulgação sobre o consumo adequado dos produtos e serviços, asseguradas a liberdade de escolha e a igualdade nas contratações;

III

- a informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços, com especificação correta de quantidade, características, composição, qualidade e preço, bem como sobre os riscos que apresentem;

IV

- a proteção contra a publicidade

enganosa

e

abusiva,

métodos comerciais coercitivos ou desleais, bem como contra práticas e cláusulas abusivas ou impostas no fornecimento de

produtos e serviços;

V - a modificação das cláusulas contratuais que estabeleçam prestações desproporcionais ou sua revisão em
V - a modificação das cláusulas contratuais que estabeleçam prestações desproporcionais ou sua revisão em

V - a modificação das cláusulas contratuais que estabeleçam prestações desproporcionais ou sua revisão em razão de fatos supervenientes que as tornem excessivamente onerosas;

VI - a efetiva prevenção e reparação de danos patrimoniais e morais, individuais, coletivos e difusos;

VII - o acesso aos órgãos judiciários e administrativos com vistas à prevenção ou reparação de danos patrimoniais e morais, individuais, coletivos ou difusos, assegurada a proteção Jurídica, administrativa e técnica aos necessitados;

VIII - ?

X - a adequada e eficaz prestação dos serviços públicos em geral.

VIII - a facilitação da defesa de seus direitos, inclusive com a inversão do ônus
VIII - a facilitação da defesa de seus direitos, inclusive com a inversão do ônus

VIII - a facilitação da defesa de seus direitos, inclusive com a inversão do ônus da prova, a seu favor, no processo civil, quando, a critério do juiz, for verossímil a alegação ou quando for ele hipossuficiente, segundo as regras ordinárias de experiências;

INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA Sempre em favor do consumidor! Aplicada de ofício? Requisitos?

RESPONSABILIDADE – OBJETIVA

FATO (art. 12)

dano causado por um defeito ou informação insuficiente ou inadequada

exclui a responsabilidade:

I - não colocou o produto no mercado;

II - inexiste o defeito;

III - culpa exclusiva do consumidor ou 3º.

profissional liberal – subjetiva

Prazo 5 anos PRESCRICIONAL – a contar do conhecimento do dano e autoria.

-----------------------------------------------------------

Quem responde? fabricante, produtor, construtor, nacional ou estrangeiro e importador.

E o comerciante?

I - não achar os outros;

II - não tiver identificação dos outros;

III - não armazenou bem produtos perecíveis

VÍCIO (art. 18)

• Inadequação de quantidade/qualidade

• - 30 dias ---------- não duráveis

• - 90 dias ---------- duráveis

Aparente/fácil constatação: entrega do produto ou fim execução serviço

oculto: quando ficar evidente

Fornecedor: 30 dias para sanar

• Se não sanar no prazo:

- Substituição; - Restituição; - Abatimento;

- Complementação (se quantidade)

• Opções de imediato (qualidade):

a) comprometer a característica ou qualidade, b) diminuir-lhe o valor; c) produto essencial.

----------------------------------------------------------

Quem responde?

OFERTA (art. 30)  A oferta obriga o fornecedor e vincula o contrato  Recusa:
OFERTA (art. 30)  A oferta obriga o fornecedor e vincula o contrato  Recusa:

OFERTA (art. 30)

A oferta obriga o fornecedor e vincula o contrato

Recusa:

I – exigir o cumprimento;

II – aceitar outro produto ou serviço;

III - rescisão do contrato, com restituição de $ pagos + perdas e danos.

- É proibida a publicidade de bens e serviços por telefone, quando a chamada for onerosa ao consumidor que a origina.

- O fornecedor do produto ou serviço é solidariamente responsável pelos atos de seus prepostos ou representantes autônomos.

- Os fabricantes e importadores deverão assegurar a oferta de componentes e peças de reposição enquanto não cessar a fabricação

ou importação do produto. Cessadas a produção ou importação, a oferta

deverá ser mantida por período razoável de tempo.

PUBLICIDADE (arts. 36 e 37)  Tem que ser explicito que é publicidade  ENGANOSA
PUBLICIDADE (arts. 36 e 37)  Tem que ser explicito que é publicidade  ENGANOSA

PUBLICIDADE (arts. 36 e 37)

Tem que ser explicito que é publicidade

ENGANOSA: inteira ou parcialmente falsa, induz em erro o consumidor a respeito da natureza, características, qualidade, quantidade, propriedades, origem, preço e quaisquer outros dados sobre produtos e serviços. Pode ser enganosa por omissão, quando deixa de informar dados essenciais.

ABUSIVA: ofende valores (discriminatória de qualquer natureza, a que incite à violência, explore o medo ou a superstição, se aproveite da deficiência de julgamento e experiência da criança, desrespeita valores ambientais, ou que seja capaz de induzir o consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa à sua saúde ou segurança).

PRÁTICAS ABUSIVAS (ART. 39) É vedado ao fornecedor, dentre outras (rol exemplificativo): I - condicionar
PRÁTICAS ABUSIVAS (ART. 39) É vedado ao fornecedor, dentre outras (rol exemplificativo): I - condicionar

PRÁTICAS ABUSIVAS (ART. 39)

É vedado ao fornecedor, dentre outras (rol exemplificativo):

I - condicionar o fornecimento de produto ou de serviço ao fornecimento de outro produto ou serviço (venda casada), bem como, sem justa causa, a limites quantitativos;

II - recusar atendimento às demandas dos consumidores, na exata medida de suas disponibilidades de estoque, e, ainda, de conformidade com os usos e costumes;

III - enviar ou entregar ao consumidor, sem solicitação prévia, qualquer produto, ou fornecer qualquer serviço; (se enviar?)

IV - prevalecer-se da fraqueza ou ignorância do consumidor, tendo em vista sua idade, saúde, conhecimento ou condição social, para impingir-lhe seus produtos ou serviços;

V - exigir do consumidor vantagem manifestamente excessiva;

VII - repassar informação depreciativa , referente a ato praticado pelo consumidor no exercício de
VII - repassar informação depreciativa , referente a ato praticado pelo consumidor no exercício de

VII - repassar informação depreciativa, referente a ato praticado pelo consumidor no exercício de seus direitos;

VIII - colocar, no mercado de consumo, qualquer produto ou serviço em desacordo com as normas expedidas pelos órgãos oficiais competentes ou, se normas específicas não existirem, pela ABNT ou outra entidade credenciada pelo Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Conmetro);

IX - recusar a venda de bens ou a prestação de serviços, diretamente a quem se disponha a adquiri-los mediante pronto pagamento, ressalvados os casos de intermediação regulados em leis especiais;

X - elevar sem justa causa o preço de produtos ou serviços;

XII - deixar de estipular prazo para o cumprimento de sua obrigação ou deixar a fixação de seu termo inicial a seu exclusivo critério;

Orçamento (art. 40) - 10 dias de validade a partir do recebimento. - aprovado, obriga
Orçamento (art. 40) - 10 dias de validade a partir do recebimento. - aprovado, obriga

Orçamento (art. 40)

- 10 dias de validade a partir do recebimento.

- aprovado, obriga os contraentes e somente poderá ser modificado mediante livre negociação das partes.

- O consumidor não responde por ônus ou acréscimos decorrente da contratação de 3º não previsto no orçamento.

Bancos de Dados e Cadastros de Consumidores - art. 43  Comunicação por escrito ;
Bancos de Dados e Cadastros de Consumidores - art. 43  Comunicação por escrito ;

Bancos de Dados e Cadastros de Consumidores - art. 43

Comunicação por escrito;

Entidades de caráter público;

Prazos:

- 5 dias úteis para o arquivista. - 5 anos máximo para ficar negativado pela mesma dívida, ou quando consumada a prescrição do débito.

- Súmula 323 A inscrição de inadimplente pode ser mantida nos serviços de proteção ao crédito por, no máximo, cinco anos, independentemente da prescrição da execução.

- Súmula 359 Cabe ao órgão mantenedor do Cadastro de Proteção ao Crédito a notificação do devedor antes de proceder à inscrição.

- Súmula 385 - Da anotação irregular em cadastro de proteção ao crédito, não cabe indenização por dano moral, quando preexistente legítima inscrição, ressalvado o direito ao cancelamento.

Cobrança de Dívidas – art. 42  O consumidor não poderá ser exposto a ridículo,
Cobrança de Dívidas – art. 42  O consumidor não poderá ser exposto a ridículo,

Cobrança de Dívidas – art. 42

O consumidor não poderá ser exposto a ridículo, constrangimento ou ameaça.

Pagou quantia indevida = repetição do indébito em dobro + correção monetária e juros legais, salvo engano justificável (repetição simples).

Documentos de cobrança - nome, o endereço e o número de CPF ou CNPJ.

Direito de Arrependimento (art. 49)  7 dias , contados da assinatura ou do recebimento.
Direito de Arrependimento (art. 49)  7 dias , contados da assinatura ou do recebimento.

Direito de Arrependimento (art. 49)

7 dias, contados da assinatura ou do recebimento.

fora do estabelecimento.

GARANTIAS (art. 50 + art. 26)  Art. 26 – legal - imposta por lei.
GARANTIAS (art. 50 + art. 26)  Art. 26 – legal - imposta por lei.

GARANTIAS (art. 50 + art. 26)

Art. 26 – legal - imposta por lei.

Art. 50 – contratual - faculdade do fornecedor.

Contratual complementa a legal

 CLÁUSULAS ABUSIVAS (ART. 51) São contratuais: nulas de pleno direito, dentre outras, as cláusulas I
 CLÁUSULAS ABUSIVAS (ART. 51) São contratuais: nulas de pleno direito, dentre outras, as cláusulas I

CLÁUSULAS ABUSIVAS (ART. 51)

São

contratuais:

nulas

de

pleno

direito,

dentre

outras,

as

cláusulas

I - impossibilitem, exonerem ou atenuem a responsabilidade do fornecedor por vícios de qualquer natureza dos produtos e serviços ou impliquem renúncia ou disposição de direitos. Nas relações de consumo entre o fornecedor e o consumidor pessoa jurídica, a indenização poderá ser limitada, em situações justificáveis;

II - subtraiam ao consumidor a opção de reembolso da quantia já paga, nos casos previstos neste código;

III - transfiram responsabilidades a terceiros;

VI - estabeleçam inversão do ônus da prova em prejuízo do consumidor; VII - determinem
VI - estabeleçam inversão do ônus da prova em prejuízo do consumidor; VII - determinem

VI - estabeleçam inversão do ônus da prova em prejuízo do consumidor;

VII - determinem a utilização compulsória de arbitragem;

VIII - imponham representante para concluir ou realizar negócio jurídico pelo consumidor (ex.: cláusula-mandato em contrato de cartão de crédito);

IX - deixem ao fornecedor a opção de concluir ou não o contrato, embora obrigando o consumidor;

X - permitam ao fornecedor, direta ou indiretamente, variação do preço de maneira unilateral;

XI - autorizem o fornecedor a cancelar o contrato unilateralmente, sem que igual direito seja
XI - autorizem o fornecedor a cancelar o contrato unilateralmente, sem que igual direito seja

XI - autorizem o fornecedor a cancelar o contrato unilateralmente, sem que igual direito seja conferido ao consumidor;

XII - obriguem o consumidor a ressarcir os custos de cobrança de sua obrigação, sem que igual direito lhe seja conferido contra o fornecedor;

XIII - autorizem o fornecedor a modificar unilateralmente o conteúdo ou a qualidade do contrato, após sua celebração;

XIV - infrinjam ou possibilitem a violação de normas ambientais;

XV - estejam em desacordo com o sistema de proteção ao consumidor;

XVI - possibilitem a renúncia do direito de indenização por benfeitorias necessárias.

 A nulidade de uma cláusula não invalida o contrato, salvo se o comprometer. 
 A nulidade de uma cláusula não invalida o contrato, salvo se o comprometer. 

A nulidade de uma cláusula não invalida o contrato, salvo se o comprometer.

Súmula 381, STJ - nos contratos bancários, é vedado ao julgador conhecer, de ofício, da abusividade das cláusulas.

Interpretação mais favorável ao consumidor. O contrato não obriga o consumidor se não lhe for dado oportunidade de tomar conhecimento prévio de seu conteúdo ou quando redigidos de forma a dificultar sua compreensão.

 Crédito ou financiamento fornecedor deverá informar: a) preço em moeda nacional; b) juros de
 Crédito ou financiamento fornecedor deverá informar: a) preço em moeda nacional; b) juros de

Crédito ou financiamento fornecedor deverá informar: a) preço em moeda nacional; b) juros de mora e taxa efetiva anual; c) acréscimos legais; d) número e periodicidade das prestações; e) soma total a pagar, com ou sem financiamento.

Multas de mora não poderão ser superiores 2% do valor das prestações.

É assegurado liquidação antecipada, total ou parcial, mediante redução proporcional de juros e demais acréscimos.

Compra e venda de móveis ou imóveis a prestação, bem como nas alienações fiduciárias em garantia é nula de pleno direito cláusula que estabeleça a perda total das prestações em razão do término do contrato por inadimplemento.

Consórcio - a compensação ou a restituição das parcelas quitadas terá descontada, além da vantagem econômica auferida com a fruição, os prejuízos que o desistente ou inadimplente causar ao grupo.

CONTRATO DE ADESÃO (ART. 54)  É aquele cujas cláusulas tenham sido aprovadas pela autoridade
CONTRATO DE ADESÃO (ART. 54)  É aquele cujas cláusulas tenham sido aprovadas pela autoridade

CONTRATO DE ADESÃO (ART. 54)

É aquele cujas cláusulas tenham sido aprovadas pela autoridade competente ou estabelecidas unilateralmente pelo fornecedor, sem que o consumidor possa discutir ou modificar substancialmente seu conteúdo.

A inserção de cláusulas não desfigura a natureza de adesão;

Admite-se cláusula resolutória, desde que alternativa ao consumidor;

Redigidos em termos claros, caracteres ostensivos, fonte não inferior ao tamanho 12;

Cláusulas que implicam em limitação de direitos deverão ser redigidas com destaque.

Defesa do consumidor - Art. 81  A defesa do consumidor individualmente ou coletivamente :
Defesa do consumidor - Art. 81  A defesa do consumidor individualmente ou coletivamente :

Defesa do consumidor - Art. 81

A defesa do consumidor individualmente ou coletivamente:

Será coletiva quando se tratar de:

A) direitos difusos (não há vínculo jurídico entre os titulares, apenas circunstancias fáticas; ex.: publicidade abusiva, poluição do ar);

B) direitos coletivos (stricto sensu) (grupo, categoria ou classe - pessoas ligadas por uma mesma relação jurídica, entre si ou com o fornecedor. ex.: má qualidade no ensino de uma escola);

C) direitos individuais homogêneos (decorrentes de origem comum; ex.: queda de aviões, como o da TAM)

Legitimados CONCORRENTEMENTE – art. 82 (Legitimação extraordinária – buscam em nome próprio direito alheio,
Legitimados CONCORRENTEMENTE – art. 82 (Legitimação extraordinária – buscam em nome próprio direito alheio,

Legitimados CONCORRENTEMENTE – art. 82

(Legitimação extraordinária – buscam em nome próprio direito alheio, autorizados por lei)

I - O MP (quando não ajuizar a ação, atuará sempre como fiscal da lei);

II - a União, os Estados, os Municípios e o Distrito Federal;

III - as entidades e órgãos da Administração Pública, direta ou indireta, destinados à defesa dos consumidores;

IV - as associações legalmente constituídas há pelo menos 1 ano e que incluam entre seus fins institucionais a defesa do consumidor. (a pré- constituição pode ser dispensada se houver manifesto interesse social, ou por relevância do bem jurídico a ser protegido)

- Lei 7.347/1985 (Lei da ACP), art. 5º, II – Defensoria Pública

Tutela Específica (art. 84, CDC)  Ações de obrigação de fazer  § 3° Sendo
Tutela Específica (art. 84, CDC)  Ações de obrigação de fazer  § 3° Sendo

Tutela Específica (art. 84, CDC)

Ações de obrigação de fazer

§ 3° Sendo relevante o fundamento da demanda e havendo justificado receio de ineficácia do provimento final, é lícito ao juiz conceder a tutela liminarmente ou após justificação prévia, citado o réu.

§ 4° O juiz poderá impor multa diária ao réu (de ofício), fixando prazo razoável para o cumprimento.

Ações de Responsabilidade do Fornecedor  Art. 101. Na ação de responsabilidade civil do fornecedor
Ações de Responsabilidade do Fornecedor  Art. 101. Na ação de responsabilidade civil do fornecedor

Ações de Responsabilidade do Fornecedor

Art. 101. Na ação de responsabilidade civil do fornecedor de produtos e serviços, serão observadas as seguintes normas:

I - a ação pode ser proposta no domicílio do autor;

Em contrato de adesão, caso haja cláusula de eleição de foro, impedindo o consumidor de ajuizar ação no seu domicílio, esta será considerada nula de pleno direito.

PRINCÍPIOS  Art. 4º A Política Nacional das Relações de Consumo tem por objetivo o
PRINCÍPIOS  Art. 4º A Política Nacional das Relações de Consumo tem por objetivo o

PRINCÍPIOS

Art. 4º A Política Nacional das Relações de Consumo tem por objetivo o atendimento das necessidades dos consumidores, o respeito à sua dignidade, saúde e segurança, a proteção de seus interesses econômicos, a melhoria da sua qualidade de vida, bem como a transparência e harmonia das relações de consumo, atendidos os seguintes princípios:

Princípio da Vulnerabilidade  Ao estudar o Direito do Consumidor, deve-se ter como premissa que
Princípio da Vulnerabilidade  Ao estudar o Direito do Consumidor, deve-se ter como premissa que

Princípio da Vulnerabilidade

Ao estudar o Direito do Consumidor, deve-se ter como premissa que todo consumidor é presumidamente vulnerável na relação de consumo. A intenção do legislador foi de criar uma situação jurídica mais favorável à parte mais fraca na relação (consumidor), a fim de equilibrar as desigualdades.

Princípio do Dever Governamental  É visto sob dois aspectos , o primeiro diz respeito
Princípio do Dever Governamental  É visto sob dois aspectos , o primeiro diz respeito

Princípio do Dever Governamental

É visto sob dois aspectos, o primeiro diz respeito ao dever do Estado em promover mecanismos suficientes à efetiva proteção do consumidor e o segundo diz respeito ao dever do Estado em promover a racionalização e melhoria do serviço público enquanto Estado-fornecedor.

Princípio Harmonização das Relações  A Política Nacional das Relações de Consumo deve propiciar a
Princípio Harmonização das Relações  A Política Nacional das Relações de Consumo deve propiciar a

Princípio Harmonização das Relações

A Política Nacional das Relações de Consumo deve propiciar a harmonia entre a necessidade de desenvolvimento econômico e tecnológico do mercado de consumo e a proteção do consumidor, evitando-se que um desses interesses prejudique ou inviabilize o outro.

Princípio da Garantia de Adequação  Emana da necessidade de garantir ao consumidor produtos e
Princípio da Garantia de Adequação  Emana da necessidade de garantir ao consumidor produtos e

Princípio da Garantia de Adequação

Emana da necessidade de garantir ao consumidor produtos e serviços adequados, atendendo-se sempre ao binômio qualidade/segurança.

Princípio da Boa-fé Objetiva  Norma de conduta norteadora das relações de consumo, consubstanciada no
Princípio da Boa-fé Objetiva  Norma de conduta norteadora das relações de consumo, consubstanciada no

Princípio da Boa-fé Objetiva

Norma de conduta norteadora das relações de

consumo,

consubstanciada

no

dever

de

honestidade,

lealdade

e

confiança

entre

fornecedor e consumidor.

Princípio Educação/Informação/Transparência  Quanto mais bem informado estiver o consumidor sobre os produtos e
Princípio Educação/Informação/Transparência  Quanto mais bem informado estiver o consumidor sobre os produtos e

Princípio

Educação/Informação/Transparência

Quanto mais bem informado estiver o consumidor sobre os produtos e serviços, mais conscientes serão suas escolhas. Para tanto, é preciso que haja a educação para o consumo, ao mesmo tempo que os produtos e serviços ofertados devem trazer de forma correta e clara todas as informações ao consumidor.

Princípio do Acesso à Justiça  De natureza constitucional, esse princípio é direcionado ao legislador,
Princípio do Acesso à Justiça  De natureza constitucional, esse princípio é direcionado ao legislador,

Princípio do Acesso à Justiça

De natureza constitucional, esse princípio é direcionado ao legislador, para que forneça mecanismos de acesso à justiça ao consumidor.

Exemplos:

Art. 5º, I - assistência jurídica, integral e gratuita para o consumidor carente;

Art. 6º, VII- o acesso aos órgãos judiciários e administrativo, assegurada a proteção jurídica, administrativa e técnica aos necessitados.

Art. 6º, VIII - a facilitação da defesa de seus direitos, inclusive com a inversão do ônus da prova.

Art. 100, I – a ação de responsabilidade em face do fornecedor pode ser proposta no domicílio do consumidor.

RESOLUÇÃO CMN/BACEN Nº 3694/09  Dispõe sobre a prevenção de riscos na contratação de operações
RESOLUÇÃO CMN/BACEN Nº 3694/09  Dispõe sobre a prevenção de riscos na contratação de operações

RESOLUÇÃO CMN/BACEN Nº 3694/09

Dispõe sobre a prevenção de riscos na contratação de operações e na prestação de serviços por parte de instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil.

A Resolução nº 3694/2009 é popularmente chamada de “Código de Defesa do Consumidor Bancário, trazendo disposições específicas à relação entre instituições financeiras e cliente.

CUIDADO: A Resolução nº 3694 teve sua vigência a partir de 2009, com alterações feitas em 2010, e revoga expressamente as Resoluções anteriores (nº 2878/2001 e nº 2892/2001). Cuidar materiais desatualizados e questões anteriores a essa data, com respostas fundamentadas nessas Resoluções já revogadas.

 Art. 1º As instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central
 Art. 1º As instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central

Art. 1º As instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil devem contemplar, em seus sistemas de controles internos e de prevenção de riscos previstos na regulamentação vigente, a adoção e a verificação de procedimentos, na contratação de operações e na prestação de serviços, que assegurem:

1 – a prestação das informações necessárias à livre escolha e à tomada de decisões por parte de seus clientes e usuários, explicitando, inclusive, as cláusulas contratuais ou práticas que impliquem deveres, responsabilidades e penalidades e fornecendo tempestivamente cópia de contratos, recibos, extratos, comprovantes e outros documentos relativos a operações e a serviços prestados;

 2 – a utilização em contratos e documentos de redação clara, objetiva e adequada
 2 – a utilização em contratos e documentos de redação clara, objetiva e adequada

2 – a utilização em contratos e documentos de redação clara, objetiva e adequada à natureza e à complexidade da operação ou do serviço prestado, de forma a permitir o entendimento do conteúdo e a identificação de prazos, valores, encargos, multas, datas, locais e demais condições;

3

-

a

adequação

dos

produtos

e

serviços

ofertados

ou

recomendados às necessidades, interesses e objetivos dos seus

clientes;

4 - a possibilidade de tempestivo cancelamento de contratos;

5 - a formalização de título adequado estipulando direitos e obrigações para fins de fornecimento de cartão de crédito;

6 – o encaminhamento de cartões de crédito ao domicílio do cliente somente em decorrência
6 – o encaminhamento de cartões de crédito ao domicílio do cliente somente em decorrência

6 – o encaminhamento de cartões de crédito ao domicílio do cliente somente em decorrência de sua expressa solicitação.

7 - As instituições referidas no art. 1º devem divulgar, em suas dependências e nas dependências dos estabelecimentos onde seus produtos são ofertados, em local visível e em formato legível, informações relativas a situações que impliquem recusa à realização de pagamentos ou à recepção de cheques, fichas de compensação, documentos, inclusive de cobrança, contas e outros.

IMPORTANTE :  É vedado (PROIBIDO) às instituições referidas no art. 1º recusar ou dificultar
IMPORTANTE :  É vedado (PROIBIDO) às instituições referidas no art. 1º recusar ou dificultar

IMPORTANTE:

É vedado (PROIBIDO) às instituições referidas no art. 1º recusar ou dificultar, aos clientes e usuários de seus produtos e serviços, o acesso aos canais de atendimento convencionais, inclusive guichês de caixa, mesmo na hipótese de oferecer atendimento alternativo ou eletrônico.

Entretanto, essa proibição não se aplica às dependências exclusivamente eletrônicas nem à prestação de serviços de cobrança e de recebimento decorrentes de contratos ou convênios que prevejam canais de atendimento específicos.

 A opção pela prestação de serviços por meios alternativos aos convencionais é admitida desde
 A opção pela prestação de serviços por meios alternativos aos convencionais é admitida desde

A opção pela prestação de serviços por meios alternativos aos convencionais é admitida desde que adotadas as medidas necessárias para preservar a integridade, a confiabilidade, a segurança e o sigilo das transações realizadas, assim como a legitimidade dos serviços prestados, em face dos direitos dos clientes e dos usuários, devendo as instituições informá-los dos riscos existentes.

QUESTÕES 1. (19948) Prova: CESGRANRIO - 2012 - BB – Médio Assunto: Resolução CMN nº
QUESTÕES 1. (19948) Prova: CESGRANRIO - 2012 - BB – Médio Assunto: Resolução CMN nº

QUESTÕES

1. (19948) Prova: CESGRANRIO - 2012 - BB – Médio Assunto: Resolução CMN nº

3.694/2009 - O município W possui uma única agência do banco Y. Gilberto, que trabalha e reside nesse município, é correntista do banco. Um dia, ao dirigir-se à agência, ele é surpreendido pela ausência completa de bancários, estando o atendimento limitado aos terminais eletrônicos. Utilizando um telefone disponibilizado na agência, Gilberto recebe a informação de que, por motivo de corte de custos, a agência com atendimento físico mais próximo está, agora, a sessenta quilômetros dali, mas que, para evitar prejuízos aos correntistas, um bancário, com múltiplas funções, passará a ir à sua agência, de quinze em quinze dias. Em relação ao atendimento bancário, as normas da Resolução CMN nº 3.694/2009 estabelecem que a(o)

a) adoção de tecnologia de atendimento bancário, nas agências das instituições financeiras, é vedada.

b) prestação de atendimento físico no local não é obrigatória quando as dependências da instituição financeira são exclusivamente eletrônicas.

c) transformação de agências físicas em eletrônicas caracteriza um obstáculo indevido ao consumidor.

d) transformação de agências físicas em eletrônicas depende da concordância dos correntistas.

e) atendimento realizado por bancários, durante o horário de expediente ao público, é obrigatório em todas as agências ou dependências com serviços eletrônicos.

2. (19950) DIREITO DO CONSUMIDOR | FCC | BANCO DO BRASIL | 2011 ASSUNTOS: RESOLUÇÃO
2. (19950) DIREITO DO CONSUMIDOR | FCC | BANCO DO BRASIL | 2011 ASSUNTOS: RESOLUÇÃO

2. (19950) DIREITO DO CONSUMIDOR | FCC | BANCO DO BRASIL | 2011 ASSUNTOS: RESOLUÇÃO CMN N°. 3.694/2009. A Resolução nº 3.694/2009 dispõe que as instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil devem divulgar, em suas dependências e nas dependências dos estabelecimentos onde seus produtos são ofertados, em local visível e em formato visível, informações relativas:

a) a situações que impliquem recusas à realização de pagamentos ou à recepção de cheques, fichas de compensação, documentos, inclusive de cobrança, contas e outros.

b) ao quadro de funcionários operacionais alocados no estabelecimento, com a indicação da qualificação dos responsáveis pela gestão.

c) ao volume de contratos de financiamentos e empréstimos consignados, e respectivas taxas de juros, realizados pelo estabelecimento.

d) a situações que impliquem apenas a realização de pagamentos por meio de ficha de compensação.

e) a recebimentos de pró-labore e empréstimos consignados pelo estabelecimento.

3. (19951) DIREITO DO CONSUMIDOR | FCC | BANCO DO BRASIL | 2011 ASSUNTOS: RESOLUÇÃO
3. (19951) DIREITO DO CONSUMIDOR | FCC | BANCO DO BRASIL | 2011 ASSUNTOS: RESOLUÇÃO

3. (19951) DIREITO DO CONSUMIDOR | FCC | BANCO DO BRASIL | 2011 ASSUNTOS:

RESOLUÇÃO CMN N°. 3.694/2009. Em conformidade com a Resolução nº 3.694/2009, as instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil devem contemplar, em seus sistemas de controles internos, a adoção de procedimentos que assegurem:

a) a prestação das informações necessárias à livre escolha e à tomada de decisões por parte dos dirigentes do Banco e do seu Conselho Diretor.

b) a utilização, em contratos e documentos, de redação clara, objetiva e adequada à natureza e à complexidade da operação ou do serviço prestado, de forma a permitir o entendimento, por parte de seus clientes e usuários, do conteúdo e a identificação de prazos, valores, encargos, multas, datas, locais e demais condições.

c) a divulgação de informações apenas em suas dependências internas, em local visível e em formato legível, exclusivamente aos funcionários do SAC − Serviço de Atendimento ao Consumidor.

d) a utilização em contratos e documentos operacionais de redação técnica bancária, de entendimento específico dos funcionários envolvidos na operação do serviço prestado.

e) a prestação das informações acerca das cláusulas contratuais ou práticas que impliquem deveres e responsabilidades do cliente e usuários nas operações ou serviço contratado, exclusivamente à auditoria do Banco e à Receita Federal.

4. (19953) DIREITO DO CONSUMIDOR | FCC | BANCO DO BRASIL | 2010 ASSUNTOS: RESOLUÇÃO
4. (19953) DIREITO DO CONSUMIDOR | FCC | BANCO DO BRASIL | 2010 ASSUNTOS: RESOLUÇÃO

4. (19953) DIREITO DO CONSUMIDOR | FCC | BANCO DO BRASIL | 2010 ASSUNTOS: RESOLUÇÃO CMN N°. 3.694/2009. A Resolução CMN nº 3.694 assegura aos clientes e usuários de instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil I o recebimento de cópias simplificadas de contratos, exceto de recibos, extratos, comprovantes e documentos relativos a operações e a serviços prestados. II a redação de contratos e documentos clara, objetiva e adequada à natureza e à complexidade da operação ou do serviço prestado de forma a permitir o entendimento do conteúdo e demais condições. III o direito a informações por parte destas instituições financeiras, relativas a situações que impliquem recusa à realização de pagamentos ou à recepção de cheques, fichas de compensação, documentos, inclusive de cobrança, contas e outros. IV a facilidade de acesso aos canais de atendimento convencionais, inclusive guichês de caixa, mesmo na hipótese de oferecer atendimento alternativo ou eletrônico.

V − a opção pela prestação de serviços por meio alternativos aos convencionais, não sendo
V − a opção pela prestação de serviços por meio alternativos aos convencionais, não sendo

V − a opção pela prestação de serviços por meio alternativos aos convencionais, não sendo obrigatório as instituições informá-los acerca dos riscos existentes e sigilo das transações realizadas. Está correto o que se afirma APENAS em:

a) I e II.

b) I, III e IV.

c) II, III e IV

d) II, IV e V.

e) III e V.

5. (19952) DIREITO DO CONSUMIDOR | FCC | BANCO DO BRASIL | 2011 ASSUNTOS: RESOLUÇÃO
5. (19952) DIREITO DO CONSUMIDOR | FCC | BANCO DO BRASIL | 2011 ASSUNTOS: RESOLUÇÃO

5. (19952) DIREITO DO CONSUMIDOR | FCC | BANCO DO BRASIL |

2011 ASSUNTOS: RESOLUÇÃO CMN N°. 3.694/2009. Conforme a Resolução nº 3.694/2009, é vedado às instituições financeiras:

a) explicitar as cláusulas contratuais das operações contratadas ou práticas que impliquem deveres e obrigações dos clientes ou usuários.

b) fornecer cópia de contratos, recibos, extratos, comprovantes e outros documentos relativos a operações e a serviços prestados.

c) recusar ou dificultar, aos clientes e usuários de seus produtos e serviços, o acesso aos canais de atendimento convencionais, inclusive guichês de caixa, mesmo na hipótese de oferecer atendimento alternativo eletrônico.

d) assegurar aos clientes e usuários procedimentos de controles internos que demonstrem a clareza e a segurança das operações e serviços prestados.

e) divulgar informações relativas a situações que impliquem recusa à realização de pagamentos ou à recepção de cheques, fichas de compensação, documentos, inclusive de cobrança, contas e outros.

 CÓDIGO CIVIL - “Pessoa física e pessoa jurídica: capacidade e incapacidade civil, representação e
 CÓDIGO CIVIL - “Pessoa física e pessoa jurídica: capacidade e incapacidade civil, representação e

CÓDIGO CIVIL - “Pessoa física e pessoa jurídica: capacidade e incapacidade civil, representação e domicílio”.

Pessoas Físicas e Pessoas Jurídicas  As “pessoas” podem ser de duas espécies: - Pessoas
Pessoas Físicas e Pessoas Jurídicas  As “pessoas” podem ser de duas espécies: - Pessoas

Pessoas Físicas e Pessoas Jurídicas

As “pessoas” podem ser de duas espécies:

- Pessoas Naturais (Pessoas Físicas) – todos os seres humanos; - Pessoas Jurídicas – entes formados por uma coletividade de pessoas ou de bens, que, por força de lei, adquirem personalidade jurídica.

O Art. 1º do CC dispõe que toda pessoa (física ou jurídica) é capaz de direitos e deveres na ordem civil (personalidade civil).

Pessoas Naturais (Pessoas Físicas)  Personalidade Civil - O art. 2 o do CC prevê
Pessoas Naturais (Pessoas Físicas)  Personalidade Civil - O art. 2 o do CC prevê

Pessoas Naturais (Pessoas Físicas)

Personalidade Civil - O

art.

2 o

do CC

prevê que “A

personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro”.

Portanto, mesmo que o nascituro (feto) tenha direitos assegurados desde a sua concepção (início da gravidez), a personalidade civil somente começa ao nascimento com vida.

Capacidade da pessoa física  Capacidade - há dois tipos que não podem ser confundidos:
Capacidade da pessoa física  Capacidade - há dois tipos que não podem ser confundidos:

Capacidade da pessoa física

Capacidade - há dois tipos que não podem ser confundidos:

- Capacidade de Direito = de Gozo = Jurídica – própria do ser humano e começa do nascimento com vida e só termina com a morte (art. 2º, CC);

- Capacidade de Fato = de Exercício = de Ação – é a capacidade de exercer pessoalmente os atos da vida civil, que em regra, é adquirida com a maioridade (18 anos).

Assim, é possível afirmar que todas as pessoas possuem

capacidade de direito, mas nem todas possuem capacidade de fato.

In capacidade da Pessoa Física  Quando se fala em incapacidade , trata-se da falta
In capacidade da Pessoa Física  Quando se fala em incapacidade , trata-se da falta

Incapacidade da Pessoa Física

Quando se fala em incapacidade, trata-se da falta

de capacidade de fato, já que capacidade de direito

toda pessoa possui.

O instituto da incapacidade serve para proteger a pessoa que não possui o completo discernimento para os atos da vida civil.

Graus de Incapacidade Art. 3 o São absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da
Graus de Incapacidade Art. 3 o São absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da

Graus de Incapacidade

Art. 3 o São absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil:

Art. 4 o São relativamente incapazes a certos atos, ou à maneira de os exercer:

I - os menores de 16 anos;

I - os maiores de 16 e menores de 18 anos;

II - os que, por enfermidade ou deficiência mental, não tiverem o necessário discernimento para a prática desses atos;

II - os ébrios habituais, os viciados em tóxicos, e os que, por deficiência mental, tenham o discernimento reduzido;

III - os que, mesmo por causa transitória, não puderem exprimir sua vontade.

III - os excepcionais, sem desenvolvimento mental completo;

IV - os pródigos.

Absolutamente incapaz

Relativamente incapaz

- Deve ser representado

- Deve ser assistido

- Se não for representado, o negócio é nulo

- Se não for assistido, o negócio é anulável

Cessação da Incapacidade  Geralmente, a incapacidade cessa pela extinção da sua causa: atingir a
Cessação da Incapacidade  Geralmente, a incapacidade cessa pela extinção da sua causa: atingir a

Cessação da Incapacidade

Geralmente, a incapacidade cessa pela extinção da sua causa: atingir a maioridade (18 anos completos); a cura de uma doença mental; a reabilitação do dependente de álcool ou drogas; ou pela emancipação.

Prevê o art. 5 o do CC que A menoridade cessa aos dezoito anos completos, quando a pessoa fica habilitada à prática de todos os atos da vida civil.

Emancipação

A emancipação (antecipação da capacidade do menor) se dará:

(antecipação da capacidade do menor) se dará:  I - pela concessão dos pais , ou
(antecipação da capacidade do menor) se dará:  I - pela concessão dos pais , ou

I - pela concessão dos pais, ou de um deles na falta do outro, mediante instrumento público, independentemente de homologação judicial, ou por sentença do juiz, ouvido o tutor, se o menor tiver dezesseis anos completos;

II - pelo casamento;

III - pelo exercício de emprego público efetivo;

IV - pela colação de grau em curso de ensino superior

Extinção da Pessoa Natural  A morte é o que determina o fim da pessoa
Extinção da Pessoa Natural  A morte é o que determina o fim da pessoa

Extinção da Pessoa Natural

A morte é o que determina o fim da pessoa natural.

A morte pode ser real (quando o corpo é examinado e a morte confirmada por atestado de óbito) ou pode ser presumida (quando a pessoa está ausente, desaparecida, mas o corpo não é encontrado, presumindo-se, então, que está morta).

PESSOA JURÍDICA Pessoas Jurídicas de Direito Público (Interno) Pessoas Jurídicas de Direito Privado União,
PESSOA JURÍDICA Pessoas Jurídicas de Direito Público (Interno) Pessoas Jurídicas de Direito Privado União,

PESSOA JURÍDICA

Pessoas Jurídicas de Direito Público (Interno)

Pessoas Jurídicas de Direito Privado

União, Estados, Distrito Federal, Territórios e Municípios

Associações

Autarquias, inclusive as associações públicas;

Sociedades

Demais entidades de caráter público criadas por lei.

Fundações

Pessoas Jurídicas de Direito Público (Externo)

Organizações religiosas

Estados estrangeiros

Partidos políticos

Todas as pessoas que forem regidas pelo direito internacional público (Organizações Intergovernamentais)

Empresas individuais de responsabilidade limitada

Responsabilidade da Pessoa Jurídica de Direito interno  As pessoas jurídicas de direito público interno
Responsabilidade da Pessoa Jurídica de Direito interno  As pessoas jurídicas de direito público interno

Responsabilidade da Pessoa Jurídica de Direito interno

As pessoas jurídicas de direito público interno são civilmente responsáveis por atos dos seus agentes que nessa qualidade causem danos a terceiros;

Porém, têm direito de regresso contra os causadores do dano, se houver, por parte destes, culpa ou dolo.

Representação da Pessoa Jurídica  Em regra, a Pessoa Jurídica é representada pelos seus administradores
Representação da Pessoa Jurídica  Em regra, a Pessoa Jurídica é representada pelos seus administradores

Representação da Pessoa Jurídica

Em regra, a Pessoa Jurídica é representada pelos seus administradores nomeados, nos limites dos poderes definidos no ato constitutivo (art. 47, CC).

Já se a Pessoa Jurídica tiver administração coletiva, as decisões serão tomadas por maioria de votos dos presentes, salvo se houver disposição diversa no ato constitutivo. Essas decisões tomadas pela maioria dos votos presentes podem ser anuladas no prazo decadencial de 3 anos em caso de violação do estatuto ou lei, erro, dolo, simulação ou fraude.

Personalidade da Pessoa Jurídica  Assim como ocorre com a PF, a PJ também é
Personalidade da Pessoa Jurídica  Assim como ocorre com a PF, a PJ também é

Personalidade da Pessoa Jurídica

Assim como ocorre com a PF, a PJ também é dotada de personalidade jurídica, sendo sujeito de direitos e deveres.

Início da Personalidade - Art. 45. Começa a existência legal das pessoas jurídicas de direito privado com a inscrição do ato constitutivo no respectivo registro, precedida, quando necessário, de autorização ou aprovação do Poder Executivo, averbando-se no registro todas as alterações por que passar o ato constitutivo.

Fim da Personalidade (Extinção da Pessoa Jurídica) – Finda a

personalidade com a dissolução da pessoa jurídica ou cassação da autorização para seu funcionamento, porém, subsistirá para os fins de liquidação, até que esta se conclua.

DOMICÍLIO  Domicílio é o lugar em que as pessoas (físicas ou jurídicas) podem ser
DOMICÍLIO  Domicílio é o lugar em que as pessoas (físicas ou jurídicas) podem ser

DOMICÍLIO

Domicílio é o lugar em que as pessoas (físicas ou jurídicas) podem ser encontradas para os efeitos jurídicos.

Domicílio da Pessoa Natural  O domicílio da pessoa natural é o lugar onde ela
Domicílio da Pessoa Natural  O domicílio da pessoa natural é o lugar onde ela

Domicílio da Pessoa Natural

O domicílio da pessoa natural é o lugar onde ela estabelece a sua residência com ânimo definitivo.

Entretanto, se ela tiver diversas residências, onde, alternadamente, viva, será considerado seu domicílio qualquer delas.

A pessoa natural pode ainda ter como domicilio o lugar onde exerça sua função profissional, quanto às relações que dizem respeito à sua profissão. Se exercer sua função em lugares diversos, cada um deles será considerado domicílio para fins profissionais.

A pessoa que não tem residência habitual (ex.: ciganos, circenses, mendigos), terá como domicílio o lugar onde for encontrada.

Domicílio Necessário Pessoa   Domicílio o incapaz → - o do seu representante ou assistente
Domicílio Necessário Pessoa   Domicílio o incapaz → - o do seu representante ou assistente

Domicílio Necessário

Pessoa

 

Domicílio

o incapaz

- o do seu representante ou assistente

o servidor público

- o lugar em que exercer

permanentemente suas funções

o militar

-

onde servir e, sendo da Marinha ou da

Aeronáutica, a sede do comando a que se encontrar imediatamente subordinado

o marítimo

- onde o navio estiver matriculado

o preso

- o lugar em que cumprir a sentença

Domicílio da Pessoa Jurídica Pessoa Jurídica   Domicílio União → - O Distrito Federal Estados
Domicílio da Pessoa Jurídica Pessoa Jurídica   Domicílio União → - O Distrito Federal Estados

Domicílio da Pessoa Jurídica

Pessoa Jurídica

 

Domicílio

União

- O Distrito Federal

Estados e Territórios

- As respectivas capitais

Município

O lugar onde funcione a administração municipal

-

Demais pessoas jurídicas

-

O lugar onde funcionarem as

respectivas diretorias e administrações, ou onde elegerem domicílio especial no seu estatuto ou atos constitutivos

 Tendo a pessoa jurídica diversos estabelecimentos em lugares diferentes (ex.: filiais), cada um deles
 Tendo a pessoa jurídica diversos estabelecimentos em lugares diferentes (ex.: filiais), cada um deles

Tendo a pessoa jurídica diversos estabelecimentos em lugares diferentes (ex.: filiais), cada um deles será considerado domicílio para os atos nele praticados.

Se a administração, ou diretoria, tiver a sede no estrangeiro, haver-se-á por domicílio da pessoa jurídica, no tocante às obrigações contraídas por cada uma das suas agências, o lugar do estabelecimento, situado no Brasil, a que ela corresponder.

Por fim, nos contratos escritos, poderão os contratantes especificar domicílio onde se exercitem e cumpram os direitos e obrigações deles resultantes - domicílio de eleição, decorrente do exercício da autonomia da vontade das partes.

QUESTÕES 1. (13572) DIREITO CIVIL | FEPESE | DPE - SC | 2013 ASSUNTOS: DAS
QUESTÕES 1. (13572) DIREITO CIVIL | FEPESE | DPE - SC | 2013 ASSUNTOS: DAS

QUESTÕES

1. (13572) DIREITO CIVIL | FEPESE | DPE - SC | 2013 ASSUNTOS: DAS PESSOAS - PESSOA JURÍDICA Assinale a alternativa correta de acordo com o Direito Civil. É pessoa de direito público interno:

a) Fundação.

b) Autarquia.

c) Partido político.

d) Estado Estrangeiro.

e) Associação de classe com representação nacional.

2. (10623) DIREITO CIVIL | FCC | TRE - PE | 2011 ASSUNTOS: DAS PESSOAS
2. (10623) DIREITO CIVIL | FCC | TRE - PE | 2011 ASSUNTOS: DAS PESSOAS

2. (10623) DIREITO CIVIL | FCC | TRE - PE | 2011 ASSUNTOS: DAS PESSOAS

- PESSOA NATURAL - Maria está grávida de João, que sofreu um acidente de moto e encontra-se internado no hospital X em estado grave. Sem saber sobre os direitos do filho que está no seu ventre, Maria procura sua vizinha Sueli que é advogada. Sueli expõe a Maria que a personalidade civil da pessoa começa.

a) da décima segunda semana após a concepção, que comprovada cientificamente, resguarda o direito do nascituro.

b) da concepção, que comprovada cientificamente, res- guarda o direito do nascituro.

c) do nascimento com vida, sendo que a lei resguarda os direitos do recém-nascido

somente após a constatação de vida feita pelo obstetra, momento em que este passa a existir no mundo jurídico. d) do nascimento com vida, mas que a lei põe a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro.

e) do nascimento com vida, sendo que a lei resguarda os direitos do recém-nascido somente após o registro civil de nascimento deste no cartório competente.

3. (13573) DIREITO CIVIL | FEPESE | DPE - SC | 2013 ASSUNTOS: DAS PESSOAS
3. (13573) DIREITO CIVIL | FEPESE | DPE - SC | 2013 ASSUNTOS: DAS PESSOAS

3. (13573) DIREITO CIVIL | FEPESE | DPE - SC | 2013 ASSUNTOS:

DAS PESSOAS - DOMICÍLIO - Assinale a alternativa correta de acordo com o Direito Civil brasileiro.

a) O domicílio do Município é a Câmara Municipal.

b) O domicílio do servidor público é a sua cidade de lotação.

c) O domicílio do preso é o local onde vive o seu cônjuge ou a sua família.

d) O domicílio do incapaz é o local do cartório civil em que foi averbada a sua incapacidade.

e) A pessoa jurídica tem por domicílio a sede ou a filial, para os atos nele praticados.

4. (10615) DIREITO CIVIL | FCC | TCE - SE | 2011 ASSUNTOS: DAS PESSOAS
4. (10615) DIREITO CIVIL | FCC | TCE - SE | 2011 ASSUNTOS: DAS PESSOAS

4. (10615) DIREITO CIVIL | FCC | TCE - SE | 2011 ASSUNTOS: DAS PESSOAS - DOMICÍLIO - João é presidiário; cumpre pena num presídio localizado na cidade de Água Limpa e sua família mora em Pedra Azul. José é marítimo, exercendo as funções de marinheiro de navio mercante matriculado na cidade de Rio Vermelho, sendo que sua esposa e filhos moram em Morrinhos. Pedro é servidor público e exerce permanentemente as suas funções na cidade de Serra Verde, sendo que sua esposa e filhos moram em Vale Dourado. O domicílio civil de João, de José e de Pedro é, respectivamente,

a) Água Limpa, Morrinhos e Vale Dourado.

b) Pedra Azul, Morrinhos e Serra Verde.

c) Água Limpa, Rio Vermelho e Serra Verde.

d) Pedra Azul, Rio Vermelho e Vale Dourado.

e) Água Limpa, Morrinhos e Serra Verde.

5. (7844) DIREITO CIVIL | CESPE | TJ - AC | 2012 ASSUNTOS: DAS PESSOAS
5. (7844) DIREITO CIVIL | CESPE | TJ - AC | 2012 ASSUNTOS: DAS PESSOAS

5. (7844) DIREITO CIVIL | CESPE | TJ - AC | 2012 ASSUNTOS: DAS PESSOAS - DOMICÍLIO | DAS PESSOAS - PESSOA JURÍDICA Com relação às pessoas jurídicas, julgue os itens subsequentes. Os estados e os territórios têm por domicílio as suas respectivas capitais. ( X) Certo ( )Errado

6. (10643) DIREITO CIVIL | FCC | PGE - MT | 2011 ASSUNTOS: DAS PESSOAS
6. (10643) DIREITO CIVIL | FCC | PGE - MT | 2011 ASSUNTOS: DAS PESSOAS

6. (10643) DIREITO CIVIL | FCC | PGE - MT | 2011 ASSUNTOS: DAS PESSOAS - PESSOA NATURAL

São incapazes, relativamente a certos atos, ou à maneira de os exercer:

a) os menores de dezesseis anos.

b) os pródigos, ainda que casados.

c) os que, mesmo por causa transitória, não puderem exprimir sua vontade. d) os maiores de dezesseis anos e menores de dezoito anos, ainda que casados. e) os maiores de dezesseis e menores de vinte e um anos.

7. (7845) DIREITO CIVIL | CESPE | TJ - AC | 2012 ASSUNTOS: DAS PESSOAS
7. (7845) DIREITO CIVIL | CESPE | TJ - AC | 2012 ASSUNTOS: DAS PESSOAS

7. (7845) DIREITO CIVIL | CESPE | TJ - AC | 2012 ASSUNTOS: DAS PESSOAS - PESSOA JURÍDICA Com relação às pessoas jurídicas, julgue os itens subsequentes. A existência legal das pessoas jurídicas de direito privado se inicia com o exercício da atividade. ( ) Certo ( X) Errado

8. (7842) DIREITO CIVIL | CESPE | TJ - AC | 2012 ASSUNTOS: DAS PESSOAS
8. (7842) DIREITO CIVIL | CESPE | TJ - AC | 2012 ASSUNTOS: DAS PESSOAS

8. (7842) DIREITO CIVIL | CESPE | TJ - AC | 2012 ASSUNTOS: DAS PESSOAS - DOMICÍLIO | DAS PESSOAS - PESSOA NATURAL No que diz respeito ao direito das pessoas naturais, conforme sua existência, personalidade, capacidade, nome, estado, domicílio e direitos da personalidade, julgue os itens que se seguem. A pessoa natural poderá ter várias residências, mas apenas um único domicílio. ( ) Certo ( X) Errado

9. (13578) DIREITO CIVIL | CESPE | TRE - BA | 2010 ASSUNTOS: DAS PESSOAS
9. (13578) DIREITO CIVIL | CESPE | TRE - BA | 2010 ASSUNTOS: DAS PESSOAS

9. (13578) DIREITO CIVIL | CESPE | TRE - BA | 2010 ASSUNTOS: DAS PESSOAS - DOMICÍLIO Acerca da capacidade, do domicílio, da Lei de Introdução ao Código Civil, dos direitos da personalidade e dos bens, julgue os itens que se seguem. O servidor público tem domicílio necessário no lugar em que exercer permanentemente as suas funções. (X ) Certo ( ) Errado