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Alcineide Xavier da Silva ANÁLISE COMPARATIVA ENTRE LAJES MACIÇAS E NERVURADAS PARA OBRAS CIVIS DE
Alcineide Xavier da Silva ANÁLISE COMPARATIVA ENTRE LAJES MACIÇAS E NERVURADAS PARA OBRAS CIVIS DE
Alcineide Xavier da Silva ANÁLISE COMPARATIVA ENTRE LAJES MACIÇAS E NERVURADAS PARA OBRAS CIVIS DE
Alcineide Xavier da Silva ANÁLISE COMPARATIVA ENTRE LAJES MACIÇAS E NERVURADAS PARA OBRAS CIVIS DE
Alcineide Xavier da Silva ANÁLISE COMPARATIVA ENTRE LAJES MACIÇAS E NERVURADAS PARA OBRAS CIVIS DE

Alcineide Xavier da Silva

ANÁLISE COMPARATIVA ENTRE LAJES MACIÇAS E NERVURADAS PARA OBRAS CIVIS DE GRANDE PORTE

Palmas TO

2009

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Alcineide Xavier da Silva

ANÁLISE COMPARATIVA ENTRE LAJES MACIÇAS E NERVURADAS PARA OBRAS CIVIS DE GRANDE PORTE

Monografia apresentada ao Centro Universitário Luterano de Palmas, válida como requisito parcial da disciplina Trabalho de Conclusão de Curso (TCC II) do Curso de Engenharia Civil.

Orientador: Professor M. Sc. in. D.Sc. Moacyr Salles Neto

Palmas - TO

2009

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2

3

DEDICATÓRIA

Dedico o presente trabalho aos meus filhos, Crislla, Milleidy e Christopher.

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AGRADECIMENTOS

A DEUS, por me dar a vida e forças para nunca desistir nos momentos em que a tempestade parecia não passar. Aos meus filhos, Crislla, Milleidy e Christopher, por passarem a maioria do tempo me esperando para contemplar um momento que fosse mesmo por alguns minutos durante esses 5 anos. A milha querida manzinha que me conceder o dom mais precioso do universo: A vida. Obrigada pela presença, pela dedicação e pela palavra de carinho. Aos meus irmãos Assis, Alcidia e Andréa, pela torcida, incentivo, que mesmo longe torcem por minha vitória. Meu obrigado Ao meu orientador, Moacyr Salles Neto, que contribuiu para minha graduação. Obrigado professor. Aos meus professores, em especial os professores Gilson, Moacyr, e Flavio Rodão, vocês diretamente foram responsável pela escolha da minha graduação. Foi vendo e percebendo seu profissionalismo que me chamou atenção para essa área. O meu muito obrigado. Aos meus amigos, em especial Renata, Gabriela, Marlei, Karla, Rejane, Janaina, Ricardo, Pedro, Laila, Waerety, Karulina e Elcineia. Os nossos caminhos se cruzarão diante de um ideal comum. A presença de todos tornou a jornada mais fácil, aos seus lados, as intermináveis horas de estudo, as noites não dormidas e os dias de extremo cansaço, nos preparando para os dias de provas e apresentações de trabalhos. Por fim, a todos que estiveram comigo, meu reconhecimento. Obrigada a todos!

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“Ser sábio é melhor do que ser forte; o conhecimento é mais importante do que a força. Afinal, antes de entrar numa batalha, é preciso planejar bem, e quando a muitos conselheiros, é mais fácil vencer.”

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RESUMO

SILVA, Alcineide Xavier da. Análise comparativa entre lajes maciças e nervuradas para obras civis de grande porte. 2009 XX f. Monografia de Conclusão do Curso de Engenharia Civil do Centro Universitário Luterano de Palmas - TO.

Na indústria da construção civil a etapa de mais relevância é a de projeto. Visto que as decisões tomadas na fase inicial proporcionam otimização do empreendimento. Entre os projetos destaca-se o estrutural. O projetista estrutural deve prever o sistema construtivo mais adequado para superestrutura a partir do arquitetônico. Neste trabalho apresentam-se os sistemas construtivos de lajes nervuradas e lajes maciças de concreto armado para edificações de grande porte em Palmas-TO. Com intuito de informar os empreendedores na escolha do sistema construtivo da superestrutura mais viável quanto ao índice de consumo de materiais (concreto aço e fôrma). Os estudos foram realizados em obras que estavam em execução, utilizando como base norteadora a NBR 6118/2003 que trata da execução de projetos de concreto bem como os procedimentos corretos que devem ser seguidos para a execução do serviço de concretagens.

Palavras Chaves: Sistema construtivo; lajes nervuradas; lajes maciças.

para a execução do serviço de concretagens. Palavras Chaves: Sistema construtivo; lajes nervuradas; lajes maciças.

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ABSTRACT

SILVA, Alcineide Xavier da. Comparative analysis of massive slabs and ribbed slabs for large civil construction. 2009 XX f Monograph of Course Completion of Civil Engineering - Lutheran University Center of Palmas - TO.

In the civil construction’s industry the most important stage is the project. Since the decisions taken at the initial stage provides optimization of the assignment. Among the projects the structure ones are significant. The designer must choose the best structural building system that suit of superstructure of the building. This paper presents the construction techniques of ribbed slabs and massive slabs from large concrete buildings to the commercial area of Palmas-TO. In order to make inform to the entrepreneurs choose the construction system of the superstructure that is more viable as rate of consumption of materials (concrete, steel and mold), studies were performed in buildings that were running. As guiding, we sought the precepts leading by the NBR 6118/2003 that deals with the implementation of concrete projects and the correct procedures to be followed for the implementation of service concretagens.

Keywords: Constructive system; ribbed slabs; massive slabs.

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LISTA DE TABELAS

Tabela 1 Análise de Custo das Lajes Nervuradas

56

Tabela 2 Análise de Custo de Laje Maciça

56

Tabela 3 Demonstrativa de Consumo de Materiais

57

Tabela 4 Demonstrativa do Custo Unitário dos Insumos

57

Tabela 5 Custo Total Por m 2 das Lajes

57

Tabela 6 Demonstrativa de Consumo de concreto por m 2

59

9

LISTA DE FIGURAS

Figura 1 Laje cogumelo (A) e laje lisa (B) apoiadas diretamente sobre pilares

27

Figura

2

Vigotas

pré-moldadas

28

Figura 3 detalhe de laje com treliça

30

Figura 4 modelo de laje Steel

31

Figura

5

- Execução

 

34

Figura 6 - Reescoramento, lajes e vigas escoradas com escoras

35

Figura 7 Planta baixa de forma do primeiro pavimento

37

Figura 8 Maquete Shopping Capim Dourado

38

Figura

9 Croqui

 

39

Figura 10 Fachada frontal do prédio

40

Figura 11 Execução do escoramento da quarta laje

41

Figura 12 Execução de forma do primeiro pavimento

42

Figura 13 Disposição do aço da laje maciça

42

Figura 14 Lançamento de concreto da laje maciça

43

Figura 15 Execução de concretagem do primeiro pavimento

44

Figura 16 Execução de vibração do concreto da laje maciça

44

Figura 17 Término da concretagem do primeiro pavimento da laje maciça

45

10

Figura

19

Planta de cobertura

47

Figura 20 Cimbramento de vigas do bloco G

48

Figura 21 - Execução de torres e

48

Figura

22

Colocação

dos

49

Figura 23 Colocação das formas plásticas e disposição do aço

50

Figura

24

Colocação

de EPS

50

Figura 25 Execução da tela e negativo da laje nervurada

51

Figura 26 Lançamento de concreto

52

Figura 27 Execução da concretagem da laje nervurada

52

Figura 28 Execução de desforma (formas plásticas na cor pretas)

53

Figura 29 Execução de reescoramento da laje nervurada

54

Figura 30 Análise de custo

 

58

Figura 31 Análise de custo por m 2

58

Figura 32 Análise de custo por m 2

59

11

SUMÁRIO

1

INTRODUÇÃO

 

14

1.1

Objetivos

15

1.1.1 Geral

15

1.1.2 Objetivos Específicos

15

1.2

Justificativa

16

1.3

Estrutura do Trabalho

17

2.1

Otimização de materiais

19

2.2

Definição de laje

20

2.2

1 Lajes maciças

21

2.2.1.1 Prescrições da NBR-6118:2003

22

2.2.1.2 Características

do sistema

22

2.2.2

Laje nervurada

23

2.2.2.1 Laje Nervurada em grelha sem Capitéis com Viga

23

2.2.2.2 Resistência do concreto

24

2.2.2.3 Materiais de enchimento

24

2.2.2.4 Principais características

24

12

 

2.2.3 Lajes mistas

25

2.2.4 Laje cogumelo e laje lisa

26

2.2.5 Laje

pré-moldada

27

 

2.2.5.1 Tipos de vigotas de concreto armado pré-moldada

28

2.2.5.2 Principais vantagens deste tipo de laje

28

2.2.5.3 Principais desvantagens deste tipo de laje

28

2.2.6

Laje treliçada

29

2.2.6.1 Principais vantagens da laje treliçada

30

2.2.6.2 Principais desvantagens deste tipo de laje

31

2.2.7

Laje “Steel Deck”

31

2.2.7.1 Principais

características

32

2.2.7.2 Principais

vantagens

32

2.2.7.3 Principais

desvantagens

32

 

2.3

Cimbramento

33

 

2.3.1

Procedimentos de cimbramento

33

 

2.4

Reescoramento

34

3

METODOLOGIA

36

3.1 Características das obras estudadas

36

3.2 Processo construtivo da Laje maciça Edificação residencial

40

3.3 Processo

construtivo

das Lajes Nervuradas Shopping

45

3.3.1 Materiais utilizados na confecção da laje nervurada em estudo

45

3.3.2 Aços utilizados nas lajes nervuradas

46

3.3.3 Resistência do concreto nas lajes nervuradas

47

3.3.4 Materiais de enchimento da laje nervurada

47

13

 

4.1 Controle de Insumo

55

4.2 Análise de

Custos das Estruturas

56

5 CONCLUSÃO E SUGESTÕES PARA TRABALHOS FUTUROS

60

6.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

61

ANEXOS

 

61

14

1 INTRODUÇÃO

A indústria da construção civil atravessa uma fase de adequação à realidade financeira do país, onde o empreendedor de obras civis busca cada vez mais a viabilidade de custo da obra, como por exemplo, a melhor alternativa construtiva que seja harmônica com as características de projeto, e focando a otimização, agilidade, rapidez de execução e redução de materiais, sem que altere a qualidade do produto final.

Um dos sistemas construtivos mais utilizados no mundo é o sistema reticulado em concreto armado, e no Brasil não poderia ser diferente, onde a confecção de lajes é uma das principais etapas em uma obra. Assim, buscar novas tecnologias para desenvolver esta atividade é essencial para a engenharia civil. Cada tipo de laje tem suas potencialidades e limitações. No entanto, é importante conhecê-las para a melhor escolha. O presente trabalho tem a finalidade de analisar comparativamente o processo construtivo do sistema estrutural de lajes nervuradas em concreto armado e lajes maciças convencionais em concreto armado para edificações de grande porte. A decisão quanto ao tipo de sistema de laje a ser adotado e o processo construtivo utilizado, influencia no custo final da obra bem como na qualidade do serviço executado e no atendimento dos prazos planejados. A busca contínua em diminuir prazos de entrega da obra aliada à redução de custos facilita os processos construtivos e, neste caso, inserem-se os processos construtivos de laje.

15

1.1 Objetivos

1.1.1 Geral

O trabalho tem por objetivo realizar uma análise comparativa dos processos construtivos de lajes convencionais maciças de concreto armado e lajes nervuradas de concreto armado para edificações de grande porte.

1.1.2 Objetivos Específicos

Descrever as características dos processos construtivos das lajes maciça e nervurada;

Comparar o consumo de concreto, aço e fôrmas;

Fazer uma análise de custos das lajes maciça e nervurada;

16

1.2 Justificativa

Como o mercado está cada vez mais exigente, onde a excelência na produção tem como principais características a redução de custos e manter a competitividade da empresa, a busca constante por tecnologias em diversas áreas, em especial na área da construção civil, é essencial. Essa evolução continuada traz progressos para a sociedade como um todo, que muitas vezes reflete-se em reduções de custos e/ou um melhor método construtivo. No sistema produtivo da construção civil a transformação no processo construtivo começa pela qualidade dos projetos, entre os projetos destaca-se o projeto estrutural que dá embasamento de como a superestrutura, em especial a laje, deva ser executa, podendo gerar economia na execução, entrega da obra antecipada sem perder a qualidade da obra. A escolha do melhor método construtivo das lajes varia de projeto para projeto, onde se deve avaliar o melhor método a ser aplicado, levando em consideração os critérios técnicos - econômicos.

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1.3 Estrutura do Trabalho

Este trabalho foi desenvolvido em cinco capítulos onde:

O primeiro capítulo, Introdução, descreve as informações gerais sobre o

sistema e processo construtivo de lajes que se propõem neste estudo. No segundo capítulo, Referencial teórico, aborda estudos de vários autores no que tange aos critérios de projetos, características e particularidades de sistemas

construtivos de lajes nervuradas e maciças.

Já no terceiro capítulo, encontra-se a Metodologia do trabalho, que descreve

todos os métodos e procedimentos executivos para lajes maciças e nervuradas (com e sem EPS).

O quarto capítulo, Resultados e discussões, expõem os resultados obtidos

nesse trabalho, bem como análises desses resultados. E por fim, o quinto capítulo, Conclusão, que apresenta as idéias conclusivas.

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2 REFERENCIAL TEÓRICO

A partir da década de 70 as modificações arquitetônicas ocorridas no arranjo geral das edificações provocaram alterações nos sistemas estruturais, os diafragmas de alvenarias diminuíram e as estruturas passaram a trabalhar sem auxílio dos mesmos, ficando na dependência cada vez mais das lajes. Com esses fatores associados, os construtores e pesquisadores têm buscado soluções alternativas na execução de lajes, na possibilidade do uso de maiores vãos e também visando reduzir o número de vigas e pilares. Desse modo, permite-se maior liberdade arquitetônica e redução de custos em edifícios de múltiplos pisos. Deve-se salientar que as lajes respondem por uma elevada parcela do consumo de concreto das estruturas. Segundo Giroldo apud Silva (2001), os avanços tecnológicos têm possibilitado aos engenheiros e arquitetos uma grande quantidade de alternativas estruturais e construtivas. Com isto os projetistas estruturais assumem uma maior responsabilidade ao fazer a escolha do sistema estrutural a ser adotado em seus projetos. A preocupação constante dos projetistas é de encontrar soluções estruturais em que se permita construir a custos cada vez menores. De acordo com Giroldo apud Silva (2001), como existe uma grande quantidade de soluções estruturais, é necessário que se conheça a eficiência de cada solução para que se faça uma melhor escolha. Podem ocorrer situações em que às limitações impostas pelo projeto arquitetônico, o projetista tem pouca ou nenhuma escolha. Caso isso ocorra, ele deve ter conhecimento de viabilidade construtiva e do custo dessa solução. Pode-se caracterizar um Sistema Construtivo pelos materiais empregados na sua composição, como por exemplo, o sistema objeto deste estudo, Sistema

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Construtivo em Concreto Armado, onde o próprio nome já indica que são usados o concreto e armadura de aço na sua composição.

Como definido por Spohr apud Sabbatini (1989), Sistema Construtivo é um processo construtivos de elevados níveis de industrialização e de organização, constituídos por um conjunto de elementos e componentes inter-relacionados e completamente integrados pelo processo.

O trabalho adotou-se a denominação de sistema estrutural com a

característica de cada tipo de estrutura seguido do que caracteriza o processo

construtivo escolhido, concreto armado.

2.1 Otimização de materiais

De acordo com Stramandinoli apud Nappi (1993), cita que com o objetivo de

eliminar o concreto onde ele não é solicitado, reduzindo-se, conseqüentemente, o custo de execução, foi criada uma alternativa construtiva para as lajes, através da utilização de nervuras de concreto armado na face inferior das mesmas, com a permanência de uma camada de concreto na superfície superior. Entre estas nervuras pode ou não existir algum material, visto que não deve existir esforço algum sobre ele. Esse tipo de laje é denominado laje nervurada. A laje nervurada, conforme Stramandinoli apud França e Fusco (1997), é uma evolução natural da laje maciça, resultando da eliminação da maior parte do concreto abaixo da linha neutra, o que permite o aumento econômico da espessura total das lajes, pela criação de vazios em um padrão rítmico de arranjo, ou com a utilização de material inerte que não colabore com a resistência da laje. Embora as vantagens das lajes nervuradas fossem reconhecidas, já há

bastante tempo, o meio técnico apresentou resistência ao seu emprego, principalmente em relação às lajes nervuradas bidirecionais, em virtude do alto consumo de fôrmas necessárias à sua execução. Hoje, porém, este panorama está totalmente modificado. O desenvolvimento tecnológico que levou à criação de novos materiais, como as armaduras treliçadas, os blocos leves de EPS (poliestireno expandido) e as fôrmas plásticas aplicadas especialmente à produção de lajes nervuradas, tornaram o emprego dessas lajes uma solução bastante utilizada

20

atualmente nas estruturas de edifícios de múltiplos pisos (STRAMANDINOLI APUD FRANÇA E FUSCO, 1997). Citando Giroldo apud Albuquerque (1998), “ao fazer a concepção estrutural, o engenheiro tem que ter em mente vários aspectos, tais como: manter a estética e a funcionalidade do projeto arquitetônico, ter idéia aproximada dos esforços atuantes na estrutura, dos métodos construtivos e dos custos”. Geralmente o sistema estrutural é influenciado pelo projeto arquitetônico, método construtivo e a infra- estrutura da região. Nestes casos, o projetista estrutural deve sempre procurar a solução mais econômica para o seu projeto. “O aspecto econômico do edifício representa uma consideração não estrutural que, na análise final, deve também ser considerada importante”.

2.2 Definição de laje

As Lajes são constituídas por elementos estruturais geralmente horizontais e planos de comportamento bidimensional, que tem como função principal recolher e transmitir as cargas dos diferentes pisos aos elementos verticais. E por sua vez

estes são formados por vigas, pilares e fundações que respondem pela estabilidade

e solidez da edificação. Para se evitar problemas nas lajes é necessário fazer um

escoramento adequado para prevenir as possíveis patologias como, por exemplo, a flecha (BÖGER, 2007). Porém, as lajes desempenham outras funções importantes, como garantir o contraventamento da estrutura através de chapas horizontais rígidas no seu plano, que distribuem pelos diferentes pilares as forças horizontais atuantes. São as lajes e as vigas que ficam responsáveis por transmitir estas forças horizontais de

contraventamento. As lajes e as vigas são concretadas juntas, mas as lajes são consideradas simplesmente como apoiadas nas vigas para efeito de cálculo e dimensionamento desprezando assim os engastes entre elas. Este engaste também

é desprezado quando a laje sofre deformação ao receber o carregamento, pois as vigas não conseguem impedir a deformação da laje. O engastamento deve ser considerado somente em casos especiais (BÖGER, 2007).

21

Podemos dividir as lajes em dois tipos para que se possa fazer o cálculo, um para as lajes que a maior dimensão não ultrapasse o dobro da outra esta é chamada laje armada em duas direções e o outro tipo é a que uma dimensão é maior que o dobro da outra e esta é chamada de armada em uma só direção. Nas lajes, as ações verticais que podem atuar sobre ela é a carga acidental, à carga permanente estrutural (peso próprio da estrutura) e a sobrecarga permanente (revestimento do forro e pisos). Os valores destas cargas são fornecidos pela norma NBR 6120:1980. Já a altura da laje é adquirida conforme as razões construtivas, arquitetônicas, estéticas ou estruturais. Mas devemos lembrar que quanto menor for à espessura da laje, mais armadura ela necessita. E esta armadura é que absorve as tensões de tração devido aos esforços sobre ela. Os esforços sobre a laje consistem em determinar os momentos fletores no meio do vão e nos apoios, das forças cortantes e os esforços de punção. Ao sofrer o efeito das cargas a laje apresentará no meio do vão as trações embaixo e a compressão em cima (BÖGER,

2007).

Para se fazer o dimensionamento das lajes é necessário considerar os esforços de flexão e cisalhamento, fazer a verificação da punção, detalhamento das armaduras e ancoragem.

2.2 1 Lajes maciças

As lajes maciças são placas de espessura uniforme, apoiadas ao longo de seu contorno. Estes elementos estruturais são responsáveis pelo recebimento das cargas de utilização aplicadas nos pisos das edificações e transmissão aos apoios, que geralmente são constituídos por vigas (BÖGER, 2007). Um sistema convencional de estruturas de concreto armado é aquele que pode ser constituído basicamente por lajes maciças, vigas e pilares, sendo que as lajes recebem os carregamentos oriundos da utilização, ou seja, das pessoas, móveis acrescidos de seu peso próprio. Os quais são transmitidos às vigas, que por sua vez descarregam seus esforços aos pilares e esses às fundações.

22

2.2.1.1 Prescrições da NBR-6118:2003

Nas

lajes maciças

devem

ser respeitados

os

seguintes limites

para a

espessura:

a) 5 cm para lajes de cobertura não em balanço;

b) 7 cm para lajes de piso ou de cobertura em balanço;

c) 10 cm para lajes que suportem veículos de peso total menor ou igual a 30 kN;

d) 12 cm para lajes que suportem veículos de peso total maior que 30 kN;

2.2.1.2 Características do sistema

A laje maciça não é adequada para vencer grandes vãos. É pratica usual adotar-se como vão médio econômico um valor entre 3,5 m e 5 m. Características do sistema de laje maciça:

Apresenta uma grande quantidade de vigas, fato esse que deixa as formas do pavimento muito recortadas, diminuindo a produtividade da construção e o reaproveitamento das fôrmas;

Grande consumo de fôrmas;

Existência de muitas vigas, por outro lado, forma muitos pórticos que garantem uma boa rigidez à estrutura;

Um dos sistemas estruturais mais utilizados nas construções de concreto armado, por isso a mão-de-obra já é bastante treinada;

O volume de concreto é grande devido ao consumo das lajes;

Segundo Spohr apud Franca (1997), as lajes nos edifícios de vários pisos respondem por elevada parcela de consumo de concreto. No caso de lajes maciças, essa parcela chega usualmente a quase dois terços do volume total do concreto da estrutura.

23

2.2.2 Laje nervurada

Conforme o item 14.7.7 da NBR 6118 (2003) as “lajes nervuradas são lajes

moldadas no local ou com nervuras pré-moldadas, cuja zona de tração é constituída

por

relativamente simples: quando se tem um vão de grande dimensão às lajes maciças

acabam,

comprimido. Todavia há muito concreto abaixo da linha neutra que nesta situação acaba não ajudando na resistência à flexão. Portanto, nada mais racional do que substituí-lo por material inerte ou simplesmente moldar através de forma uma região tracionada composta apenas de nervuras. As lajes nervuradas terão o consumo de concreto diminuído e o peso próprio aliviado, pois na formação dos painéis são escolhidos materiais mais leves que o

concreto

as quais pode ser colocado material inerte”. A idéia é

nervuras

pelo

entre

menos

no

ELU,

apresentando

pequena

região

de

concreto. As lajes nervuradas adaptam-se a qualquer tipo de estrutura, tais como:

Prédios residenciais;

Prédios comerciais;

Garagens;

Escolas;

Indústrias;

Hospitais;

Hotéis;

Shopping Centers.

2.2.2.1 Laje Nervurada em grelha sem Capitéis com Viga

A estrutura convencional com lajes nervuradas é um sistema articulado plano, formado pelo cruzamento de pequenas vigotas, com afastamento menor que 1,10m, levando em consideração o piso como colaborante na resistência à flexão das vigas, denominadas nervuras, com objetivo de obter maiores distâncias entre os eixos dos pilares.

24

2.2.2.2 Resistência do concreto

A escolha da resistência à compressão do concreto depende da classe de agressividade ambiental. Em se tratando de um edifício comercial com ambiente interno seco, em zona urbana e estrutura revestida de argamassa e pintura, é possível considerar a classe de agressividade II para o edifício em estudo. Para esses casos tem-se pela NBR-6118:2003, a classe de resistência mínima exigida para o concreto é C25 (concreto com ck F =25 MPa aos 28 dias de idade).

2.2.2.3 Materiais de enchimento

A principal característica das lajes nervuradas é a diminuição da quantidade de concreto, na região tracionada, podendo-se usar um material de enchimento. Além de reduzir o consumo de concreto, há um alívio do peso próprio. Portanto, o material de enchimento deve ser o mais leve possível, mas com resistência suficiente para suportar as operações de execução. Deve-se ressaltar que a resistência do material de enchimento não é considerada no cálculo da laje. Podem ser utilizados vários tipos de materiais de enchimento, entre os quais:

blocos de EPS (poliestireno expandido), também conhecido como isopor.

2.2.2.4 Principais características

Permite execução de teto plano;

Facilidade de corte com fio quente ou com serra;

Resiste bem às operações de montagem das armaduras e de concretagem;

Coeficiente de absorção muito baixo, o que favorece a cura do concreto;

25

Baixo módulo de elasticidade, permitindo uma adequada distribuição das cargas;

Isolamento termo-acústico.

2.2.2.5 vantagens das lajes nervuradas

As lajes nervuradas apresentam vantagens em relação às demais, entre elas citam-se:

A maior inércia em relação às lajes convencionais possibilita o aumento dos vãos entre pilares, facilitando os projetos e criando maior área de manobras nos estacionamentos;

Os pilares podem ser distribuídos de acordo com as necessidades do projeto arquitetônico, sem a necessidade de alinhamento;

O posicionamento das paredes não fica condicionado por vigas, propiciando mais liberdade ao projeto arquitetônico;

Maior facilidade na execução, uma vez que as vigas são embutidas na própria laje (sem vigas altas), evitando-se recortes e agilizando-se os serviços de montagem das fôrmas;

Quando associadas a um sistema de formas industrializadas aceleram muito o processo construtivo, chegando a um ciclo médio de execução de sete dias por pavimentos com aproximadamente 450,00 m²;

Como na maioria dos casos usa-se material para enchimento (EPS) o mesmo contribuindo para o conforto acústico do ambiente.

2.2.3 Lajes mistas

Segundo Cunha e Souza (1998), são semelhantes às lajes nervuradas, tendo como diferença a não obrigatoriedade da utilização de mesa de concreto na região

26

comprimida, bem como a necessidade de preencher o espaço entre as nervuras com material cerâmico, o qual terá participação na resistência mecânica da laje, contribuindo na resistência a flexão na (região comprimida). Este tipo de laje também é normalizado, sendo suas características fixadas pela NBR 6119 (2).

2.2.4 Laje cogumelo e laje lisa

São consideradas lajes cogumelo as lajes contínuas apoiadas em pilares ou suportes de concreto, ou seja, sem vigas. Podem ser apoiadas diretamente nos pilares (Lajes Lisas) ou sobre capitéis (Lajes Cogumelo). As lajes podem ser maciças ou leves (nervuradas). Seu cálculo é realizado determinando os esforços desenvolvidos elasticamente. A influência das condições de suporte (capitéis ou engrossamento das lajes) é considerada com expressões e procedimentos empíricos baseados no comportamento real destas estruturas. Tais regras e critérios pressupõem algumas limitações no campo de aplicação. Nos casos em que a estrutura sai do padrão retangular ou quadrado deverá realizar-se uma análise mais detalhada, por exemplo, com programas computacionais. Capitel é um alargamento da cabeça do pilar na região de contato com a laje, existem diferentes tipos de capitéis, eles foram usados desde a antiguidade (Grécia, Roma, etc.). Atualmente não são muito comuns principalmente pelas suas dificuldades construtivas. Normalmente, chama-se de quadros de às regiões quadradas ou retangulares definidas pelas linhas que unem os eixos dos quatro pilares contíguos. Existindo assim, quadros internos e quadros externos em função de sua localização. De acordo com o item 14.7.8 da NBR 6118 (2003) Lajes-cogumelo são lajes apoiadas diretamente em pilares com capitéis, enquanto as lajes lisas são as apoiadas nos pilares sem capitéis. A análise estrutural de lajes lisas e cogumelo deve ser realizada mediante emprego de procedimento numérico adequado, por exemplo, diferenças finitas, elementos finitos e elementos de contorno. Nos casos em que os pilares estiverem dispostos em filas ortogonais, de maneira regular e com vãos pouco diferentes, o cálculo dos esforços pode ser

27

realizado pelo processo elástico aproximado, com redistribuição que consiste em adotar em cada direção pórticos múltiplos, para obtenção dos esforços solicitantes. Para cada pórtico deve ser considerada a carga total. A distribuição dos momentos, obtida em cada direção, segundo as faixas. Deve ser feita da seguinte maneira:

a) 45% dos momentos positivos para as duas faixas internas;

b) 27,5% dos momentos positivos para cada uma das faixas externas;

c) 25% dos momentos negativos para as duas faixas internas;

d) 37,5% dos momentos negativos para cada uma das faixas externas.

dos momentos negativos para cada uma das faixas externas. Figura 1 – Laje cogumelo (A) e

Figura 1 Laje cogumelo (A) e laje lisa (B) apoiadas diretamente sobre pilares. Fonte: Disponível em: <http:www.altoqi.com.br.htm> Acesso em 15/04/2009

2.2.5 Laje pré-moldada

Lajes composta de elementos pré-moldados lineares (vigotas), e elementos de enchimento que normalmente são blocos cerâmicos vazados ou blocos de poliestireno expandido (isopor), colocados sobre os elementos pré-moldados, e por cima destes é colocada uma capa de concreto. Os elementos pré-moldados (vigotas) possuem uma capacidade de suportar o seu peso próprio, o das lajotas cerâmicas, o da capa de concreto e de uma pequena carga acidental. Estes tipos de lajes geralmente são utilizados para vencerem pequenos e médios vãos com cargas

28

menores, por terem um comprimento limitado, não podem ser empregados em alguns tipos de projetos arquitetônicos.

2.2.5.1 Tipos de vigotas de concreto armado pré-moldada

2.2.5.1 Tipos de vigotas de concreto armado pré-moldada Concreto armado concreto protendido vigota treliçada Figura

Concreto armado

concreto protendido

vigota treliçada

Figura 2 Vigotas pré-moldadas Fonte: (FRANÇA e FUSCO, 1997).

2.2.5.2 Principais vantagens deste tipo de laje

Rapidez e simplicidade na execução;

Menor consumo de madeira para fôrmas e escoramento;

Redução da diversidade de mão-de-obra;

Facilidade de locomoção pelo interior da obra;

Obra com aspecto mais limpo.

2.2.5.3 Principais desvantagens deste tipo de laje

Menor rigidez na estrutura como um todo;

Falta de aderência do concreto das vigotas com a capa;

29

Grande possibilidade de fissuras devido aos movimentos de retração e dilatação provenientes dos fenômenos térmicos;

Altos riscos de acidentes tanto na colocação das vigotas e blocos como durante a concretagem;

Concentram a maior parte da carga em uma só direção.

2.2.6 Laje treliçada

A laje treliçada, é constituída por uma armadura com estrutura metálica

denominada treliça e por vigotas, treliçada pré-fabricadas, dispostas na direção do

menor vão. O custo da estrutura ainda é diminuído, pois é possível reduzir em até 40% o volume de concreto das lajes usando um enchimento de blocos de cerâmica, de concreto ou EPS (isopor) apoiados entre as vigotas, criando uma laje nervurada sem fôrmas e com escoramento muito simplificado. A altura das armaduras em treliça geralmente é fabricada de 8 a 30 cm, podendo variar de centímetro a centímetro.

A laje treliçada pode ser utilizada em obras grandes, pois ela oferece uma

maior resistência e com ela podem se obter vãos maiores aumentando-se as

treliças. Pelo fato de suportar grandes cargas, é permitida a execução de paredes diretamente sobre estas lajes. Este tipo de laje também pode ser aplicado na construção de obras residenciais de pequeno porte. As lajes treliçadas possuem baixo peso próprio, proporcionando uma estrutura mais leve, com redução na quantidade de vigas e pilares e alívio das cargas na fundação.

A configuração do sistema com treliças permite a confecção das lajes

nervuradas em uma ou em duas direções. O primeiro caso também é chamado de unidirecional, enquanto que o segundo é denominado por sistema bidirecional. A laje é considerada bidirecional, pois possui nervuras resistentes em duas direções ortogonais, que serão muito importantes para a diminuição das flechas e no travamento transversal da laje.

30

A altura (h) das lajes treliçadas varia entre 10 e 30 cm e vãos usuais de 4 a 7 m, podendo chegar a vãos de até 12 m. A laje tipo treliça necessita de escoras no sentido transversal das treliças. As vigotas são compostas por uma base de concreto englobando parcialmente a armadura de treliça que é uma treliça espacial de aço, constituída por dois fios de aço paralelos na base e um fio de aço no topo, soldados por meio de eletrofusão, o que permite uma perfeita aderência ao concreto lançado na obra. Esta armação treliçada, constitui um importante papel, pois é através dessa estrutura espacial que se obtém a rigidez necessária para a sua fabricação, transporte e montagem.

necessária para a sua fabricação, transporte e montagem. Figura 3 – detalhe de laje com treliça

Figura 3 detalhe de laje com treliça Disponível em: <http://www.altoqi.com.br.htm> Acesso em 15/04/2009.

2.2.6.1 Principais vantagens da laje treliçada

Economia de mão de obra na montagem;

Facilidade de recortes nas tubulações e cantos irregulares quando com EPS;

Economia de concreto;

Grande redução no peso próprio da laje treliça;

Isolamento térmico e acústico quando for bloco de EPS;

Rapidez e economia de mão-de-obra na montagem;

31

Menor consumo de escoramentos;

As instalações elétricas são facilitadas permitindo a abertura de “sulcos” no EPS.

2.2.6.2 Principais desvantagens deste tipo de laje

Frágeis, as lajotas podem quebras no transporte, na colocação e na

concretagem;

Não é possível fazer furos na parte inferior quando usa o bloco de EPS.

2.2.7 Laje Steel Deck

A laje “Steel Deck” é constituída por uma fôrma metálica que suporta o

concreto e tem como propriedade principal trabalhar como armadura positiva da laje. Por isso, nome Steel Deck, que, por tradução, significa “laje de aço”. Ele é

geralmente utilizado em obras de estrutura metálicas, mas também pode ser empregado em obras de concreto convencionais (ALTOQL,2009).

O formato dos painéis de Steel Deck tem assemelham as telhas de fibro-

cimento são fabricadas com tamanhos de até 12,0m de comprimento variando de

acordo com os vãos existentes na obra, e têm espessura de 0,80mm, 0,95mm e

1,20mm.

com os vãos existentes na obra, e têm espessura de 0,80mm, 0,95mm e 1,20mm. Figura 4

Figura 4 modelo de laje Steel Deck.

32

Fonte: Disponível em www.altoqi.com.br acesso em 15/04/2009

2.2.7.1 Principais características

Rapidez de execução e empregabilidade na obra, por causa, principalmente, da eliminação do uso de escoramentos. Outra característica importante é que ela torna desnecessária a utilização de armadura positiva. A armadura utilizada tem a função de evitar fissuras ao longo da superfície da laje, causadas por efeitos da retração e da dilatação do concreto e fissuras na região sobre as vigas de apoio, devido à tendência de continuidade da laje. As lajes Steel Deck adaptam-se a qualquer tipo de estrutura, tais como:

Prédios residenciais;

Prédios comerciais;

Garagens;

Escolas;

Indústrias;

Hospitais;

Hotéis;

Shopping Centers.

2.2.7.2 Principais vantagens

Acabamento das lajes;

Dispensa de escoramento;

Rapidez de instalação;

Redução de material.

33

Custo elevado em relação ao sistema convencional. 2.3 Cimbramento

Cimbramento é o conjunto de elementos-suporte que garantem o apoio consistente, indeformável, resistente às intempéries, às cargas de peso próprio do concreto e das fôrmas, inclusive às cargas decorrentes da movimentação operacional, de modo a garantir total segurança durante as operações de concretagem das unidades estruturais.

2.3.1 Procedimentos de cimbramento

Segundo Bernaud apud Pfeil (1987), o cimbramento é a estrutura de apoio provisória, que engloba todos os sistemas construtivos, formada por peças que se encaixam ou presa umas as outras formando uma estrutura estática, destinada a suportar a cargas atuantes. Estas cargas atuantes sobre os cimbramentos são:

a) Cargas fixas constituídas pelo peso próprio do cimbramento, do concreto,

das armaduras, alem dos esforços laterais provocados pelo concreto ainda no

estado fresco.

b) Sobrecargas aplicadas formadas pela movimentação de operários e pelo

peso dos materiais e equipamentos.

c) Solicitações devido às ações do meio ambiente, que são: vento aplicando

cargas laterais, a temperatura ocasionando esforços devido à dilatação térmica e a ação da água que acrescenta peso a estrutura.

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34 Figura 5 - Execução cimbramento. Fonte: Administração da Obra Shopping (2009). 2.4 Reescoramento O reescoramento

Figura 5 - Execução cimbramento. Fonte: Administração da Obra Shopping (2009).

2.4 Reescoramento

O reescoramento tem a função de transmitir carga dos pavimentos superior quando a laje já foi concretada retirando o cimbramento antes dos 28 (vinte oito), dias, a carga transferida a esse sistema é menor. Além, de apoiar diretamente as lajes e vigas já concretadas, essa etapa e muito importante para vida útil da estrutura e proteger a integridade do sistema estrutural do edifício BERNAUD, ( 2008) Para a realização de desforma e do escoramento o projetista da estrutura deve estabelecer um plano de escoramento, desforma e escoramento residual (“reescoramento”), principalmente as peças especificadas como as protendidas e as em balanço. Segundo Bernaud apud Tango (1993), desformar peças colocando-as em serviços sem que tenham atingido esta resistência pode acentuar a fissuração de componentes fletidos, com importante redução do momento de inércia e da capacidade de suporte, com pronunciamento de flechas.

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35 Figura 6 - Reescoramento, lajes e vigas escoradas com escoras metálicas. Fonte: Administração da Obra

Figura 6 - Reescoramento, lajes e vigas escoradas com escoras metálicas. Fonte: Administração da Obra Shopping (2009).

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3 METODOLOGIA

As análises comparativas entre os processos construtivos são para três tipos

de laje, ou seja, laje maciça em concreto armado, laje nervurada em concreto armado utilizando EPS (isopor) e laje nervurada sem EPS. No entanto, estas duas últimas, foram executadas com a mesma fôrma, apesar de apresentarem alturas

variadas.

Para fazer a análise da viabilidade dos processos construtivos de lajes maciça e nervurada, foi necessário identificar obras que estavam executando um dos três tipos de lajes abordadas nesse estudo. Neste caso, encontraram-se duas obras em execução, uma refere-se a uma edificação vertical residencial e a segunda a um

shopping, ambas as obras estão situada na cidade de Palmas TO.

3.1 Características das obras estudadas

Edificação vertical residencial Laje Maciça

É uma edificação residencial que ao final da obra será composta por 21 pavimentos tipo, com quatro apartamentos por andar e cada apartamento com uma

área útil de 87,26 m². A distância de piso a piso entre pavimentos é de 2,89 m, com exceção do pavimento térreo com 3,06 m, resultando em uma altura total de 60,86

m.

Este prédio está sendo construído em laje maciça convencional de concreto armado, com espessura da mesa da laje de 14 cm. Pelo fato de ainda se encontrar em fase construtiva, a análise do processo construtivo foi feita para os quatro

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primeiros pavimentos, onde se pôde acompanhar sua execução. A Figura 7 mostra a planta baixa desse edifício.

A Figura 7 mostra a planta baixa desse edifício. Figura 7 – Planta baixa de forma

Figura 7 Planta baixa de forma do primeiro pavimento Fonte: Administração da Obra Residencial (2009)

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Shopping

laje nervurada

A obra do Shopping possui dois tipos de lajes nervuradas que serão consideradas nesse trabalho, uma que utiliza EPS e outra sem EPS.

nesse trabalho, uma que utiliza EPS e outra sem EPS. Figura 8 – Maquete Shopping Capim

Figura 8 Maquete Shopping Capim Dourado Fonte: Incorporadora do Capim Dourado (2009)

O futuro shopping possuirá ao todo 7 blocos, como mostra o croqui na Figura 9, e alguns blocos com até 3 pavimentos. Desses 7 blocos, 5 estão em fase de execução e 2 blocos já foram concluídos, blocos D e G, e por esse motivo, esse dois blocos concluídos serão trabalhados nesse estudo, pois foi feito o acompanhamento durante suas execuções.

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39 Figura 9 – Croqui Fonte: Administração da Obra Shopping (2009) Bloco D O bloco D

Figura 9 Croqui Fonte: Administração da Obra Shopping (2009)

Bloco D O bloco D é constituído por três pavimentos, são denominados por níveis, onde o primeiro nível (ou pavimento) e chamado de nível 100 apresenta uma área de 1.100 m², distância de piso a piso variável entre 2,89 m a 7,10 m. Nesse primeiro nível a laje executada não tem EPS, a espessura da mesa dessa laje é de 11 cm com altura total de 29 cm. Já os outros níveis chamado respectivamente de nível 200 e 300 foram executados lajes com EPS, ambos possuem áreas de 1.100 m² cada, distância de piso a piso é de 3,50 m, a espessura da mesa da laje de 6 cm e do EPS 9 cm, altura total de 33cm.

Bloco G:

O bloco G é um bloco térreo com área de 6.685 m², a distância de piso a piso é de 2,88 m. Neste bloco, foi executada laje nervurada com EPS, onde a espessura da mesa foi de 5 cm e do EPS 7 cm, dando altura total de 30 cm.

40

Para uma melhor compreensão do sistema construtivo desses 3 tipos de laje, a pesquisa foi realizada bloco a bloco, pavimentos por pavimento e por fim foi feito comparativo de quantitativo de materiais e custo entre os métodos utilizados. Uma vez definida as obras que seriam trabalhadas, passou-se às pesquisas bibliográficas onde, buscou embasamento teórico sobre os tipos de lajes, dando enfoque as lajes nervurada e maciça. Por meio do referencial teórico, observou-se de maneira mais clara e prática, através de acompanhamento in loco”, os métodos construtivos e processos de execução de lajes nervurada (Shopping) e laje maciça (edifício) de concreto armado. O acompanhamento na obra compreende os serviços: de fôrma, colocação de aço, lançamento de concreto, cimbramento e tempo de execução de cada etapa.

3.2 Processo construtivo da Laje maciça Edificação residencial

construtivo da Laje maciça – Edificação residencial Figura 10 – Fachada frontal do prédio Fonte:

Figura 10 Fachada frontal do prédio Fonte: Administração da Obra Residencial (2009)

41

41 Figura 11 – Execução do escoramento da quarta laje Fonte: Administração da Obra Residencial (2009)

Figura 11 Execução do escoramento da quarta laje Fonte: Administração da Obra Residencial (2009)

Para a montagem da estrutura foi utilizado escoramento composto por quadros metálicos, escoras, barrotes e vigas metálicas, com seus acessórios e complementos e compensado de madeira resinado. O sistema utilizado para montagem das fôrmas foi o tramado caracterizado pela trama composta por vigamento inferior e superior. O vigamento inferior apóia nas escoras pontuais ou em torres metálicas, conforme a Figura 11.

42

42 Figura 12 – Execução de forma do primeiro pavimento Fonte: Administração da Obra Residencial (2009)

Figura 12 Execução de forma do primeiro pavimento Fonte: Administração da Obra Residencial (2009)

As esperas dos pilares devem ser verificadas se estão executadas conforme especificação do projeto. Pois quando estas não são executadas de acordo com o especificado (como por exemplo, tamanho das esperas diferente do projeto), causam transtornos no momento da execução do pilar subseqüente, sendo necessário refazer os serviços.

pilar subseqüente, sendo necessário refazer os serviços. Figura 13 – Disposição do aço da laje maciça

Figura 13 Disposição do aço da laje maciça Fonte: Administração da Obra Residencial (2009)

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Para facilitar a execução da laje maciça faz se necessário a montagem dos tabuleiros de fôrmas, que apoiará a armação da laje conforme especificação do projeto. Entre os tabuleiros e a armação da mesma foram colocados os espaçadores com espessura de 2,5 cm. As fôrmas possuem custo elevado e assim torna-se indispensável o projeto destas, principalmente para edificações com pavimento tipo (pavimentos com a mesma geometria) - caso do edifício residencial em estudo. Com o projeto de fôrmas é possível utiliza-las várias vezes dentro do canteiro de obras e consequentemente diminuírem custo final. Em vistas das demais lajes, as lajes maciças têm maior volume de concreto, mas em compensação a área de aço é menor, dando certo equilíbrio em termos de custo, Figura 13.

dando certo equilíbrio em termos de custo, Figura 13. Figura 14 – Lançamento de concreto da

Figura 14 Lançamento de concreto da laje maciça Fonte: Administração da Obra Residencial (2009)

Para iniciar a execução da concretagem, é necessário fazer uma rigorosa inspeção nas fôrmas e armaduras e a verificar a limpeza de todos os equipamentos utilizados para o lançamento do concreto.

44

44 Figura 15 – Execução de concretagem do primeiro pavimento Fonte: Administração da Obra Residencial (2009)

Figura 15 Execução de concretagem do primeiro pavimento Fonte: Administração da Obra Residencial (2009)

pavimento Fonte: Administração da Obra Residencial (2009) Figura 16 – Execução de vibração do concreto da

Figura 16 Execução de vibração do concreto da laje maciça Fonte: Administração da Obra Residencial (2009)

Para melhor adensamento do concreto, é essencial utilizar equipamentos que vibre, fazendo com este preencha todos os locais da forma e assim evitando a formação de ninhos, bicheiras e segregação dos materiais. O vibrador de imersão é o um dos equipamentos mais utilizados nessa etapa.

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O levantamento fotográfico comprova que durante a execução da

concretagem, os colaboradores utilizaram equipamentos de proteção individual (EPI)

garantindo sua integridade física. Não houve excesso de trabalhadores e cada colaborador recebeu treinamento prévio para exercer sua função. O equipamento de bombeamento foi administrado por um profissional treinado e com anos de experiência no ramo. A presença do responsável técnico foi constante durante toda a execução de concretagem.

foi constante durante toda a execução de concretagem. Figura 17 – Término da concretagem do primeiro

Figura 17 Término da concretagem do primeiro pavimento da laje maciça Fonte: Administração da Obra Residencial (2009)

No momento da concretagem devem ser colocados os mosquitos que são

peças pequenas de madeira com pregos em todo seu corpo horizontal conforme a Figura 17, para apoio de escoramento dos futuros pilares.

3.3 Processo construtivo das Lajes Nervuradas Shopping

3.3.1 Materiais utilizados na confecção da laje nervurada em estudo

46

Para as lajes nervuradas foram utilizadas fôrmas plásticas (cabacinha) removíveis invertidas de polipropileno, com dimensões (47 x 47 x 18) cm, e altura variada de lajes conforme o projeto.

Viga VE- 6 trabalham como uma única peça que se apoiada em dois pontos formando um conjunto de longarinas. Foram utilizadas 3 m, 4 m e 5 m como apoio dos barrotes para as fôrmas plásticas; que substituiu com segurança as peças de madeira e proporcionando maior capacidade de carga.

Viga VE- 3 é uma peça que garante o afastamento entre as fôrmas plásticas são também conhecidas como barrote. Fonte: (Catálogo de Produtos Estub)

como barrote. Fonte: (Catálogo de Produtos Estub) Figura 18 – Barrotes e longarinas. Fonte:

Figura 18 Barrotes e longarinas. Fonte: Administração da Obra Shopping (2009).

3.3.2 Aços utilizados nas lajes nervuradas

Aço CA 50 dimensões 6,3; 8.0; 10,0; 12,5; e 20,0;

Aço CA 60 dimensões 5,0 e 6,0 mm para o emprego de armaduras longitudinais das lajes.

47

3.3.3 Resistência do concreto nas lajes nervuradas

Como se trata de uma edificação comercial com ambiente interno seco, dentro de um núcleo urbano e estrutura será revestido de argamassa e pintura, a classe de agressividade adotada em para obra do Shopping, que possui as lajes nervuradas, foi de I. A resistência do concreto adotado, conforme o projeto, é de 30MPa

3.3.4 Materiais de enchimento da laje nervurada

O material de enchimento para as lajes nervuradas foi o EPS (poliestireno expandido), também conhecido como isopor. O EPS utilizado na execução da obra em estudo é de (50 x 50 x 7) cm e (50 x 50 x 9 )cm.

AVNO-13A AVENIDA NS-05 AVENIDA JK AVENIDA LO 2-A
AVNO-13A
AVENIDA NS-05
AVENIDA JK
AVENIDA LO 2-A

Figura 19 Planta de cobertura Fonte: Administração da Obra Shopping (2009)

48

48 Figura 20 – Cimbramento de vigas do bloco G Fonte: Administração da Obra Shopping (2009)

Figura 20 Cimbramento de vigas do bloco G Fonte: Administração da Obra Shopping (2009)

do bloco G Fonte: Administração da Obra Shopping (2009) Figura 21 - Execução de torres e

Figura 21 - Execução de torres e longarinas. Fonte: Administração da Obra Shopping (2009)

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49 Figura 22 – Colocação dos barrotes. Fonte: Administração da Obra Shopping (2009) Umas das etapas

Figura 22 Colocação dos barrotes. Fonte: Administração da Obra Shopping (2009)

Umas das etapas mais cuidadosas é o cimbramento de vigas e laje. É necessário fazer análise de projeto quanto à distribuição de cada torre e travamento do cimbramento. Os projetos de cimbramento foram elaborados pelos próprios fornecedores dando uma maior agilidade, precisão e garantindo a qualidade dos serviços. Na montagem do cimbramento, o solo deve estar nivelado e compactado de tal forma que garanta a sustentabilidade, de modo que, não sofra deformações prejudiciais ao formato da estrutura.

50

50 Figura 23 – Colocação das formas plásticas e disposição do aço. Fonte: Administração da Obra

Figura 23 Colocação das formas plásticas e disposição do aço. Fonte: Administração da Obra Shopping (2009)

do aço. Fonte: Administração da Obra Shopping (2009) Figura 24 – Colocação de EPS Fonte: Administração

Figura 24 Colocação de EPS Fonte: Administração da Obra Shopping (2009)

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51 Figura 25 – Execução da tela e negativo da laje nervurada Fonte: Administração da Obra

Figura 25 Execução da tela e negativo da laje nervurada Fonte: Administração da Obra Shopping (2009)

Após a execução de torres, barrote e longarinas (cimbramento), conforme as

Figuras 21 e 22 respectivamente. São feito o fechamento das formas das vigas com madeirite plastificado, em seguida faz-se a armação das mesmas. Logo após, inicia- se a colocação das formas plásticas com dimensões (47 x 47 x 18) cm. A partir daí coloca-se o EPS, dispostos sobre as formas plásticas. O EPS deverá ser preso, por

auxílio de com arame recozido (nº. 18), nas armaduras que estão dispostas entre as

nervuras da laje. Foi colocado espaçadores de 3 cm para garantir o espaçamento entre a tela de aço e o EPS. Por fim as armações negativas são colocadas conforme a indicação de projeto, para absorver as tensões que a estrutura poderá sofre quando forem solicitadas, evitando trincas e fissuras no piso.

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52 Figura 26 – Lançamento de concreto Fonte: Administração da Obra Shopping (2009) As operações de

Figura 26 Lançamento de concreto Fonte: Administração da Obra Shopping (2009)

As operações de execução da concretagem obtidos através dos métodos construtivos adotados pela empresa e a qualidade dos serviços da equipe foram verificadas através de visitas em obra e acompanhamento dos serviços.

através de visitas em obra e acompanhamento dos serviços. Figura 27 – Execução da concretagem da

Figura 27 Execução da concretagem da laje nervurada Fonte: Administração da Obra Shopping (2009)

53

Antes iniciar a concretagem da laje, foi feito mestras de madeira com mesma altura da mesa da laje, para facilitar a execução do sarrafiamento com as réguas metálicas e garantir a uniformidade do nível do piso. Todo concreto lançado é mapeado para controle de qualidade da empresa. De cada caminhão betoneira de concreto é retirada uma série de quatro corpos de prova, é verificado o slump do concreto no momento que o caminhão chega à obra. Na obra do Shopping foi usado o concreto usinado com Fck de 30 MPa e Slump

±10.

foi usado o concreto usinado com Fck de 30 MPa e Slump ±10. Figura 28 –

Figura 28 Execução de desforma (formas plásticas na cor pretas). Fonte: Administração da Obra Shopping (2009)

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54 Figura 29 – Execução de reescoramento da laje nervurada Fonte: Administração da Obra Shopping (2009)

Figura 29 Execução de reescoramento da laje nervurada Fonte: Administração da Obra Shopping (2009)

A execução de desforma das lajes nervuradas é uma etapa muito perigosa, os funcionários devem ter bastante cautela ao retirar o cimbramento, as formas plásticas e o madeirite das vigas. Essa etapa ocorre quando o concreto já estiver curado. A cura é o intervalo de tempo que ocorre a hidratação do cimento e o ganho de resistência do concreto. Tal processo tem por finalidade liberar as peças o mais cedo possível para seu reusou. Logo após, é colocado em prática o plano de reescoramento, que tem a função evitar deformações das peças. Neste plano deve constar o tempo de permanência do escoramento principal e residual de cada pavimento a ser executado, em função do ciclo de execução.

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4 RESULTADOS E DISCUSSÕES

Foram analisados os procedimentos de sistema construtivo e custo de duas obras distintas situada em Palmas-TO, quanto o sistema construtivo de lajes mais adequadas conforme as características de projetos.

Laje nervurada de concreto armado com EPS; 1ª Tipo;

Laje nervurada de concreto armado sem EPS; 2ª Tipo;

Laje maciça convencional de concreto armado; 3ª Tipo.

4.1 Controle de Insumo

A rastreabilidade das concretagens tem por finalidade saber em que local da estrutura o concreto foi lançado, para isto é realizado um mapa contendo o número da nota fiscal de cada caminhão betoneira. Conforme anexo apresenta um modelo de rastreamento de concretagem que foi utilizado para a obra do Shopping, indicando o local de lançamento de cada caminhão. O controle das medições do cimbramento na construção do Shopping é bastante rigoroso conforme anexo que demonstra a metodologia de controle, onde estão descritos os itens e seus respectivos valores e número de cada nota fiscal chegada na obra.

56

4.2 Análise de Custos das Estruturas

Tabela 1 Análise de Custo das Lajes Nervuradas

 

Quantidade

Preço Unit.(R$)

Preço Total (R$)

Laje nervurada D. concreto ( m³)

649

282,00

18.3018,00

Laje nervurada G Concreto ( m³)

1.147

282,00

323.454,00

Laje nervurada D Aço CA 50 (kg)

46.327

3,28

151.952,56

Laje nervurada G Aço CA 50 (kg)

86.860

3,28

284.900,80

Laje nervurada G/D Fôrma (und.)

3.600

51,00

183.600,00

Laje nervurada D EPS (m³)

94,95

124,00

11.773,80

Laje nervurada G EPS (m³)

248,90

112,00

27.877,00

Laje nervurada D/G Cimbramento (dia)

30,00

1.893,87

56.816,10

Custo total (R$) das Lajes Nervuradas do Bloco D/G

1.223.392,26

Fonte: Administração da Obra, 2009

Tabela 2 Análise de Custo de Laje Maciça

 

Quantidade

Preço Unit.(R$)

Preço Total (R$)

Laje Maciça. Concreto ( m³)

180,76

271,19

49.020,31

Laje Maciça Aço CA 50 (kg)

13.990,80

3,28

45.889,82

Laje Maciça

     

Fôrma (und.)

831,79

20,75

17.259,64

Laje Maciça Cimbramento (dia)

40

1.200,00

48.000,00

Custo Total (R$) da Laje Maciça Do 1ª A 4ª Pavimento.

125.630,24

Fonte: Administração da Obra, 2009.

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Custo comparativo entre as opções estruturais analisadas:

Laje nervurada de concreto armado com EPS; 1ª opção;

Laje nervurada de concreto armado sem EPS; 2ª opção;

Laje maciça convencional de concreto armado; 3ª opção.

Tabela 3 Demonstrativa de Consumo de Materiais

 

Maciça

Nervurada c/ EPS

Nervurada s/ EPS

Concreto (m 3 /m 2 )

0,13

0,15

0,19

Aço ( Kg. /m 2 )

10,02

13,33

13,33

Forma Madeira (m 2 /m 2 )

1

-

-

Formas Plásticas

(m 2 /m 2 )

-

0,06

0,06

EPS (m 3 /m 2 )

-

0,034

-

Cimbramento (UN/m 2 )

1,00

1,00

1,00

Fonte: Administração da Obra, 2009.

Tabela 4 Demonstrativa do Custo Unitário dos Insumos

 

Maciça

Nervurada c/ EPS

Nervurada s/ EPS

Concreto (R$/m 3 )

282,00

282,00

282,00

Aço CA 50 (R$/kg.)

6,58

6,58

6,58

Aço CA 50 (R$/kg.)

3,28

3,28

3,28

Forma madeira (R$/m2)

20,75

-

-

Formas plásticas (R$/m2)

 

- 18,38

18,38

EPS (R$/m 3 )

 

- 112,00

-

Cimbramento (R$/m 2 )

21,01

19,32

19,32

Fonte: Administração da Obra, 2009.

Tabela 5 Custo Total Por m 2 das Lajes

 

Maciça

Nervurada c/ EPS

Nervurada s/ EPS

Concreto R$

36,66

42,30

53,58

Aço R$

32,86

43,62

43,62

Forma madeira R$

20,75

-

-

Formas plásticas R$

 

- 1,10

1,10

EPS R$

 

- 3,81

-

Cimbramento R$

21,01

19,32

19,32

Mão de obra

27,07

7,68

6,49

Total por m 2

138,35

117,83

124,11

Fonte: Administração da Obra, 2009.

58

Custo de materiais e mão de obra por m 2

60

50

40

30

20

10

0

Concreto

Concreto Aço Cimbramento EPS Formas Plásticas
Concreto Aço Cimbramento EPS Formas Plásticas

Aço

Concreto Aço Cimbramento EPS Formas Plásticas
Concreto Aço Cimbramento EPS Formas Plásticas

Cimbramento

EPS

Formas Plásticas

Concreto Aço Cimbramento EPS Formas Plásticas

Mão de Obra

MaciçaNervurada com EPS Nervurada sem EPS

Nervurada comMaciça EPS Nervurada sem EPS

EPS

Nervurada semMaciça Nervurada com EPS EPS

EPS

Figura 30 Análise de custo Fonte: Administração da Obra, 2009.

Nervurada sem

EPS

Nervurada com

EPS

Maciça

Custo Total Por m 2

117,83

117,83
117,83
117,83
117,83
117,83
117,83
117,83
117,83
117,83
117,83
117,83

124,11

124,11
117,83 124,11
Total por m2

Total por m2

138,35

105

110

115

120

125

130

135

140

Figura 31 Análise de custo por m 2 . Fonte: Administração da Obra, 2009.

59

Tabela 6 Demonstrativa de Consumo de concreto por m 2

 

Maciça

Nervurada c/ EPS

Nervurada s/ EPS

Concreto projeto (m 3 )

33,84

31,02

42,30

Concreto obra (m 3 )

36,66

42,30

53,58

Comparativo quantitativo de concreto do projeto com o executado 60 50 40 30 20 10
Comparativo quantitativo de concreto do projeto com o executado
60
50
40
30
20
10
0

Maciça

Nervurada c/ EPS Nervurada s/ EPS

Concreto projeto (m3) Concreto obra (m3)

Concreto projeto (m3)

Concreto projeto (m3) Concreto obra (m3)

Concreto obra (m3)

Figura 32 Análise de custo por m 2 . Fonte: Administração da Obra, 2009.

Custo comparativo entre as opções estruturais analisadas através das tabelas

e gráficos demonstrou que: a laje nervurada com material inerte (EPS) é 5% mais

viável que a laje maciça e a laje nervurada sem EPS tiveram o custo reduzido de 3% em relação à laje maciça. Já o comparativo entre as lajes nervuradas com e sem EPS, observo-se que

a laje nervurada com material inerte (EPS) obteve 2% a mais de economia que as

que não utilizaram EPS. O sistema construtivo de lajes nervuradas tem também uma economia em

números de vigas e pilares deixando a estrutura aliviada do seu peso próprio. As lajes nervuradas do Shopping foram executadas em seis dias no total de 980 m 2 e já os pavimentos do edifício Residencial foram concluídos com dez dias no total de 349

m 2 com uma equipe equivalente.

60

5 CONCLUSÃO E SUGESTÕES PARA TRABALHOS FUTUROS

Mediante análise comparativa entre os edifícios conclui-se que cada sistema tem sua particularidade que devem ser levado em consideração; tempo de execução, mão-de-obra, materiais utilizados e método construtivo. Portanto o sistema construtivo de laje nervurada com EPS neste caso obteve resultados mais evolutivos em relação ao custo por metro quadro, de 5% menos em relação ao sistema convencional de laje maciça, e 2% menos entre a laje nervurada sem EPS. Já a laje nervurada sem EPS teve resultado de 3% menos do que a laje maciça. Logicamente o custo de uma edificação não é resumido somente em uma das etapas da obra. Mas lembrando-se que é uma das etapas de maior relevância é a execução de laje. Vale salientar que estes resultados obtidos através dos estudos, servem exclusivamente para os edifícios em pesquisa sendo assim não se aplicando em outros edifícios. Então antes de escolher o tipo de laje a ser utilizada, deve se verificar qual a finalidade da edificação para então fazer uma análise estrutural utilizando as diversas opções de lajes para então escolher qual será mais viável quanto os aspectos técnicos e econômicos que cada laje adquiriu na estrutura, desta forma poder fazer a escolha certa. Como sugestão para trabalhos futuros tem se a idéia de que poderia ser desenvolvido: análise comparativa entre os sistemas construtivos de laje nervurada de concreto armado e a laje Steel Deck.

61

6 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BERNAUD, L. G. Procedimento de descimbramento. Porto Alegre: Universidade Católica do Rio Grande do Sul, 2007.

BRASIL. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR. 6118 Projeto de estrutura de concreto armado. Rio de Janeiro: ABNT, 2003.

BOGER, C. C. Análise comparativa entre lajes maciças, lajes pré-moldadas e lajes treliçadas. Tubarão SC: UNISUL, 2007.

ESTUB. Catálogo de Produtos Estub. Rio de Janeiro: Impresso ilustrativo, S/D.

FRANCA, A.B.M.; FUSCO, P.B. As lajes nervuradas na moderna construção de edifícios. São Paulo, AFALA & ABRAPEX, 1997.

GIROLDO, L. C. Edifício residencial de múltiplos pisos: Análise comparativa de custos de sistemas estruturais em concreto para o pavimento tipo. Dissertação (mestrado). Curitiba: Universidade do Paraná, 2007.

SOUZA, V. C. M. & CUNHA, A. J. P. da. Lajes de Concreto Armado e Protendido. Rio de Janeiro: Ed. UERJ, 1998.

SPOHR, V. H. Análise comparativa sistemas estruturais convencionais e

estruturas de lajes nervuradas. Dissertação (mestrado). Santa Maria RS: UFSM,

2008.

STRAMANDINOLI, J. S. B. Análise de lajes nervuradas por analogia de grelha. Dissertação (mestrado). Florianópolis: Universidade de Santa Catarina, 2003.

62

ANEXOS

63

Controle de recebimento do concreto Obra: Shopping em Palmas TO

Característica de concreto mês fevereiro de 2009

– TO Característica de concreto mês fevereiro de 2009 Fevereiro/09 Dia horário Nota Fiscal   Fck
– TO Característica de concreto mês fevereiro de 2009 Fevereiro/09 Dia horário Nota Fiscal   Fck

Fevereiro/09

Dia

horário

Nota Fiscal

 

Fck

 

Tipo

 

Slump

Brita

Quant (m³)

 

Aplicação

 

19/02

07:30:0

557 a 567

30,0

Bomb

100+-20

 

B1

 

88,00

 

Laje nível 200 Eixo 24 a 26 BL D

 

Total Fck = 30 MPa - BombeáveL (M3)

   

88,00

Total Geral do Mês (M3)

   

88,00

Fonte: Administração da Obra, 2009

 
 

Característica de concreto mês Março 2009.

 
 

Março/09

 

Dia

horário

Nota Fiscal

Fck

Tipo

Slump

Brita

Quant (m³)

 

Aplicação

16:04:4

686/2270

30,0

Bomb

100+-20

B1

8,00

 

16:30:2

696/2271

 

30,0

Bomb

100+-20

B1

8,00

16:46:2

697/2272

30,0

Bomb

100+-20

B1

8,00

17:36:4

701/2273

30,0

Bomb

100+-20

B1

8,00

17:55:0

687/2274

30,0

Bomb

100+-20

B1

8,00

Laje nível 100-

 

03/03

18:09:4

689/2275

30,0

Bomb

100+-20

B1

8,00

Eixo 22 a 20 BL

18:28:0

690/2276

30,0

Bomb

100+-20

B1

8,00

 

D

19:1:29

688/2278

30,0

Bomb

100+-20

B1

8,00

 

19:40:1

691/2279

30,0

Bomb

100+-20

B1

8,00

19:41:0

692/2280

30,0

Bomb

100+-20

B1

8,00

22:12:3

694/2281

 

30,

Bomb

100+-20

B1

8,00

             

Laje nível 200 Eixo 22 a 24 BL

 

10:00:08

722

a 736

30,0

Bomb

100+-20

B1

112,00

 

D

10/03

             

Laje nível 200- Eixo 22 a 20 BL

 

08:05:00

781

a 790

30,0

Bomb

100+-20

B1

80,00

 

D

 

918 a

           

Laje Eixos 24 a 26 Bloco D

 

28/03

08:25:00

933/934

30,0

Bomb

100+-20

B1

93,00

Total Fck = 30 MPa -Bombeável (m 3

   

373,00

Total Geral do Mês (m 3 )

   

373,00

Fonte: Administração da Obra, 2009.

 
 

Característica de concreto mês abril 2009

 
 

Abril/09

 

Dia

Horário

Nota Fiscal

Fck

Tipo

Slump

Brita

Quant (m³)

 

Aplicação

 

09:42:00

1017 a 1030

30,0

Bomb

100+-20

 

B1

 

109,00

Laje nível 300- Eixos 22 a 24 Bl D

06/04/09

   

1074 a

         

Laje

- Eixos 20 a 22 Bl D

 

08:32:00

1082/1083

30,0

Bomb

100+-20

 

B1

 

76,00

Total Fck = 30 MPa - Bombeável (m 3 )

   

Total Geral do Mês (m 3 )

   

Fonte: Administração da Obra, 2009.

64

Característica de concreto mês julho 2009

64 Característica de concreto mês julho 2009 Julho/09 Dia Horário Nota Fiscal Fck Tipo Slump Brita
64 Característica de concreto mês julho 2009 Julho/09 Dia Horário Nota Fiscal Fck Tipo Slump Brita

Julho/09

Dia

Horário

Nota Fiscal

Fck

Tipo

Slump

Brita

Quant (m³)

Aplicação

 

09:33:00

2020

a 2028

30,0

Bomb

100+-20

B1

72,00

-Eixo B a C/ 26 a 28 do S G

14:10:44

2781

a 2785

30,0

Bomb

100+-20

B1

40,00

Eixo B a C/ 26 a 28 do S G

18/07/09

14:31:00

2095 30,0

 

Bomb

100+-20

B1

8,00

Laje do Mezanino do Setor G

15:12:00

2096 30,0

 

Bomb

100+-20

B1

8,00

Laje do Mezanino do Setor G

15:35:00

2097 30,0

 

Bomb

100+-20

B1

8,00

Laje do Mezanino do Ser G

Total Fck = 30 MPa - Bombeável (m 3 )

 

136,00

Total Geral do Mês (m 3 )

 

136,00

Fonte: Administração da Obra, 2009.

Característica de concreto mês agosto 2009

da Obra, 2009. Característica de concreto mês agosto 2009 Agosto/09 Dia horário Nota Fiscal Fck Tipo
da Obra, 2009. Característica de concreto mês agosto 2009 Agosto/09 Dia horário Nota Fiscal Fck Tipo

Agosto/09

Dia

horário

Nota Fiscal

Fck

Tipo

Slump

Brita

Quant (m³)

 

Aplicação

 

07:18:12

2157/2844

30,0

Bomb

100+-20

B1

8,00

C

a D /26 a 28 do Setor G

07:40:06

2845/2155

30,0

Bomb

100+-20

B1

8,00

C

a D /26 a 28 do Setor G

10:21:00

2159

30,0

Bomb

100+-20

B1

8,00

C

a D /26 a 28 do Setor G

09:57:00

2156

30,0

Bomb

100+-20

B1

8,00

C

a D /26 a 28 do Setor G

10:03:00

2847/2202

30,0

Bomb

100+-20

B1

8,00

C

a D /26 a 28 do Setor G

10:06:00

2848/2203

30,0

Bomb

100+-20

B1

8,00

C

a D /26 a 28 do Setor G

09:25:14

2849/2201

30,0

Bomb

100+-20

B1

8,00

C

a D /26 a 28 do Setor G

10:21:00

2160 30,0

 

Bomb

100+-20

B1

8,00

C

a D /26 a 28 do Setor G

01/08/09

10:42:00

2161 30,0

 

Bomb

100+-20

B1

8,00

C

a D /26 a 28 do Setor G

10:47:00

2162 30,0

 

Bomb

100+-20

B1

8,00

C

a D /26 a 28 do Setor G

11:52:37

2851/2199

30,0

Bomb

100+-20

B1

8,00

C

a D /26 a 28 do Setor G

11:52:37

2852/2206

30,0

Bomb

100+-20

B1

8,00

C

a D /26 a 28 do Setor G

11:52:37

2853/2197

30,0

Bomb

100+-20

B1

8,00

C

a D /26 a 28 do Setor G

 

6918/2204

30,0

Bomb

100+-20

B1

8,00

C

a D /26 a 28 do Setor G

13:52:27

2854/2205

30,0

Bomb

100+-20

B1

8,00

C

a D /26 a 28 do Setor G

13:52:27

2855/2198

30,0

Bomb

100+-20

B1

8,00

C

a D /26 a 28 do Setor G

10:20:00

2272 a 2280

30,0

Bomb

100+-20

B1

72,00

A

a C /28 a 31 do Setor G

65

   

Característica de concreto mês agosto 2009 (Cont.)

 
 

15:15:44

2929

30,0

Bomb

100+-20

B1

8,00

A

a C /28 a 31 do Setor G

15:36:52

2931

30,0

Bomb

100+-20

B1

8,00

A

a C /28 a 31 do Setor G

15:58:02

2932/2310

30,0

Bomb

100+-20

B1

8,00

A

a C /28 a 31 do Setor G

16:18:52

2933

30,0

Bomb

100+-20

B1

8,00

A

a C /28 a 31 do Setor G

16:39:15

2934/2308

30,0

Bomb

100+-20

B1

8,00

A

a C /28 a 31 do Setor G

17:15:27

2935 30,0

 

Bomb

100+-20

B1

8,00

A

a C /28 a 31 do Setor G

 

17:35:11

2936 30,0

 

Bomb

100+-20

B1

8,00

 

17:42:28

2937 30,0

 

Bomb

100+-20

B1

8,00

A

a C /28 a 31 do Setor G

18:37:27

2938/2316

30,0

Bomb

100+-20

B1

8,00

A

a C /28 a 31 do Setor G

19:06:32

2939/2314

30,0

Bomb

100+-20

B1

8,00

A

a C /28 a 31 do Setor G

19:20:26

2940/2313

30,0

Bomb

100+-20

B1

8,00

A

a C /28 a 31 do Setor G

14/08/09

19:37:31

2941

30,0

Bomb

100+-20

B1

8,00

A

a C /28 a 31 do Setor G

19:55:44

2942/2312

30,0

Bomb

100+-20

B1

8,00

A

a C /28 a 31 do Setor G

20:17:10

2943/2309

30,0

Bomb

100+-20

B1

8,00

A

a C /28 a 31 do Setor G

10:43:38

3026

a 3030

30,0

Bomb

100+-20

B1

40,00

C

a E /28 a 31 do Setor G

12;40;21

3031

a 3035

30,0

Bomb

100+-20

B1

40,00

C

a E /28 a 31 do Setor G

 

14:26:02

3036

a 3040

30,0

Bomb

100+-20

B1

40,00

C

a E /28 a 31 do Setor G

15;49;45

3041

a 3045

30,0

Bomb

100+-20

B1

40,00

C

a E /28 a 31 do Setor G

26/08/09

17:29:49

3046

a 3050

30,0

Bomb

100+-20

B1

40,00

C

a E /28 a 31 do Setor G

19:13:00

3051

a 3053

30,0

Bomb

100+-20

B1

24,00

C

a E /28 a 31 do Setor G

Total Fck = 30 MPa -Bombeável (m3)

 

1014,00

Total Geral do Mês (m3)

 

1014,00

Total Geral Acumulado

 

1.796,00

Fonte: Administração da Obra, 2009.

66

Controle de medição de cimbramento 1ª e 2ª Tipo

 

Medição de cimbramento ESTUB

 

Data:

 

Obra: Shopping em Palmas TO

 

Revisão:

     

Quantitativos

Preço

Media mês

Peso

Comprim.

Quant.

 

Setembro/09

Item

Descrição

(Kg)

(M)

(Un)

Unitário

Dias

Valor

1

PALESTUB - (Kg)

           

1.1

NF 1749 28/01/09

14.795,90

   

0,34

30

5.030,61

1.2

NF 1750 28/01/09

111,00

   

0,34

30

37,74

1.3

NF 1757 29/01/09

9.467,80

   

0,34

30

3.219,05

1.4

NF 1767 03/02/09

16.713,60

   

0,34

30

5.682,62

1.5

NF 1774 04/02/09

13.871,40

   

0,34

30

4.716,28

1.6

NF 1805 16/02/09

8.022,30

   

0,34

30

2.727,58

1.7

NF 1824 19/02/09

5.099,20

   

0,34

30

1.733,73

1.8

NF 2321 13/08/09

10.026,00

   

0,34

0

0,00

 

SUBTOTAL

78.107,20

       

23.147,61

2

ESCORAS - 3,00m

           

2.1

NF 1749 28/01/09

   

21,00

6,34

30

133,14

2.2

NF 1767 03/02/09

   

5,00

6,34

30

31,70

2.3

NF 1954- 03/04/09

   

431,00

8,61

28

3.463,52

 

SUBTOTAL

   

457,00

   

3.628,36

2

ESCORAS - 4,00m

           

2.1

NF 1749 28/01/09

   

36,00

8,61

30

309,96

2.2

NF 1934- 27/03/09

   

200,00

8,61

30

1.722,00

2.3

NF 1954- 03/04/09

   

151,00

8,61

28

1.213,44

 

SUBTOTAL

   

387,00

   

3.245,40

3

VIGAS VE-3

           

3.1

NF 1750 28/01/09

 

671,75

 

2,38

30

1.598,77

3.2

NF 1757 29/01/09

 

1.185,50

 

2,38

30

2.821,49

3.3

NF 1767 03/02/09

 

300,00

 

2,38

30

714,00

3.4

NF 1768-03/02/09

 

260,00

 

2,38

30

618,80

3.5

NF 1774 04/02/09

 

1.691,00

 

2,38

30

4.024,58

3.6

NF 1805 16/02/09

 

1.314,00

 

2,38

30

3.127,32

3.7

NF 1824 19/02/09

 

1.528,00

 

2,38

30

3.636,64

3.8

NF 2321 13/08/09

 

615,00