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MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO (MTE) DIREITOS HUMANOS – TEORIA E EXERCÍCIOS AUDITOR FISCAL DO

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AULA 00 - DEMONSTRATIVA PROF: RICARDO GOMES

Aula 00 – Aula Demonstrativa
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PROF: RICARDO GOMES Aula 00 – Aula Demonstrativa AUDITOR FISCAL DO TRABALHO (AFT) Conteúdo Programático do

AUDITOR FISCAL DO TRABALHO (AFT)

Conteúdo Programático do Curso

AFT/MTE - DIREITOS HUMANOS:

AULA 1 – 1 Teoria geral dos direitos humanos. 1.1 Conceito, terminologia, estrutura normativa, fundamentação. 2 Afirmação histórica dos direitos humanos.

AULA 2 – 3 Direitos humanos e a responsabilidade do Estado. 4 Direitos humanos na Constituição Federal. 5 Documentos históricos brasileiros.

AULA 3 – 6 Institucionalização dos direitos e garantias fundamentais. 7 Política nacional de direitos humanos. 8 Programas nacionais de direitos

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humanos.

AULA 4 - 9 Globalização e direitos humanos. 10 A proteção internacional dos direitos humanos. 11 Fundamentos dos direitos humanos. 12

Características dos direitos humanos no direito internacional. 13 Interpretação

e aplicação dos tratados internacionais de proteção aos direitos humanos.

AULA 5 – 14 As três vertentes da proteção internacional da pessoa humana. 14.1 Direitos humanos, direito humanitário e direito dos refugiados.

15 A interligação entre o direito internacional e o direito interno na proteção

dos direitos humanos. 16 A Constituição brasileira e os tratados internacionais

de direitos humanos.

AULA 6 – 17 Sistema internacional de proteção dos direitos humanos. 18 Universalismo e relativismo cultural. 18.1 Precedentes históricos. 19 O

sistema da liga das nações. 20 A Organização Internacional do Trabalho (OIT).

21 Instrumentos internacionais de direitos humanos.

AULA 7 – 22 O núcleo de direito internacional dos direitos humanos. 22.1 Carta das Nações Unidas. 22.2 Declaração universal de direitos humanos.

22.3 Pacto internacional de direitos civis e políticos. 22.4 Pacto internacional

de direitos econômicos, sociais e culturais. 22.5 Convenção internacional sobre

a eliminação de todas as formas de discriminação racial. 22.6 Convenção sobre

a eliminação de todas as formas de discriminação contra a mulher. 22.7

Convenção contra a tortura e outros tratamentos ou penas cruéis, desumanos

ou degradantes. 22.8 Convenção sobre os direitos da criança. 22.9 Convenção

internacional sobre a proteção de direitos de todos os migrantes trabalhadores

e membros de suas famílias.

AULA 8 – 23 Os limites dos direitos humanos na ordem internacional. 24

A natureza objetiva da proteção internacional dos direitos humanos. 25

Mecanismos de proteção contra as violações de direitos humanos. 26 Responsabilidade internacional em matéria de direitos humanos.

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AULA 9 – 27 Regra do esgotamento dos recursos internos na proteção dos direitos humanos. 28 Mecanismo unilateral e mecanismo institucional ou coletivo. 29 A proteção dos direitos humanos na ONU. 29.1 Sistemas convencional e extraconvencional da ONU.

AULA 10 – 30 Sistema europeu de direitos humanos. 31 Sistema interamericano de direitos humanos. 31.1 Comissão interamericana de direitos humanos e corte interamericana de direitos humanos. 31.2 Proteção dos direitos humanos no Mercosul. 32 Responsabilidade internacional dos estados por violações de direitos sociais, econômicos e culturais.

AULA 11 – 33 Mecanismos coletivos e afirmação do indivíduo como sujeito de direito internacional. 34 Implementação das decisões de responsabilização internacional do Estado por violação de direitos humanos. 35 Instrumentos e Normas Internacionais de Direitos Humanos. 35.1 Declaração Universal dos Direitos Humanos (Resolução Assembleia ONU de 10.12.1948).

35.2 Convenção Americana sobre Direitos Humanos (Pacto de San José de

Costa Rica, aprovada pelo Decreto Legislativo nº 27, em 25.09.1992 e promulgada pelo Decreto nº 678, de 06.11.1992).

AULA 12 – 36 A Auditoria Fiscal do Trabalho como agente de proteção e

concretização dos direitos fundamentais dos trabalhadores. 36.1 Segurança e Saúde no Trabalho. 36.2 Combate à redução análoga ao trabalho escravo.

36.3 Discriminação e ações afirmativas. 36.4 Direitos da mulher, da Criança,

do Adolescente e do Idoso. 36.5 Direito das Pessoas com Deficiência. 37

Programa Nacional de Direitos Humanos (Decreto nº 7.037/2009 – Eixos Orientadores II e III).

Breve Apresentação

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Prezado(as) Concurseiros(as) de Plantão,

É com muito prazer que inicio o Curso de Teoria e Exercícios de DIREITOS HUMANOS!

breve

apresentação:

Meu nome é RICARDO GOMES, sou Bacharel em Direito pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), formado no ano de 2007. Dei o primeiro passo na caminhada pelos concursos públicos no mesmo ano, quando fui aprovado exatamente no concurso do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nos anos de 2006/2007. Após isso, fui aprovado nos concursos do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e da Controladoria-Geral da União (CGU), no ano de 2008. Por último, logrei êxito no concurso para o cargo de Procurador do Banco Central do Brasil (BACEN), em 2009/2010.

Assim, também sou concurseiro igual a vocês! Atire a primeira pedra quem não é ou não foi! Rsrs.

Trabalhei por mais de 1 ano no TSE. Posteriormente, trabalhei no TJDFT e, desde 2008, atuo como Analista de Finanças e Controle da Controladoria-Geral da União (CGU).

Para

quem

ainda

não

me

conhece,

segue

a

minha

Concurso AFT

Informações úteis do Edital de AFT 2013 e dos Cursos que serão ministrados:

1. Banca: CESPE.

2. Serão 100 VAGAS!!!

3. Direitos Humanos é uma matéria específica que foi cobrada com muitos detalhes no edital 2013! Comentaremos todos os itens, ponto

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por ponto. Poderá ser cobrada na prova DISCURSIVA!!

4. Atenção!

Já aviso desde o início que lançarei Curso de AFT, ok? O curso sairá em breve, aguardem!

5. No Curso comentaremos todas as questões da Prova de 2013!

DISCURSIVAS

para

Metodologia e Conteúdo do Curso

Registro que nos Cursos de Direitos Humanos e de Legislação Específica de concursos pretéritos (TJDFT, CNJ, STJ, TST, TSE, MP/RJ, MP/PI, TREs, TRTs e TJs Estaduais) nós abarcamos, em todos eles, 100% das questões cobradas na prova! A nossa intenção é repetir a mesma experiência nesse concurso de AFT-2013! Portanto, aos estudos!

Com o estudo desse material, você, Aluno, não precisará preocupar-se com a aquisição de outros materiais adicionais ou Livros de Direitos Humanos e Cidadania. A dica é estudar as Aulas Teóricas, fazer os Exercícios Comentados, ler a lei seca e repetir os exercícios com gabarito.

Aconselho a ler o material pelo menos 3 VEZES, deixando 1 delas para a última semana antes da prova.

Uma das grandes vantagens dos Cursos do Ponto dos Concursos elaborados para determinados concursos (ex: AFT) é a abordagem específica de CADA PONTO DO EDITAL, fechando todas as lacunas possíveis de matérias e questões a serem cobradas pelo examinador.

Os livros (doutrina), a despeito de trazerem uma maior vastidão de assuntos, são muito pouco específicos, objetivos e direcionados para a sua prova. Por outro lado, os Cursos do Ponto, de uma maneira geral, tentam levar ao aluno os principais tópicos a serem cobrados na prova, com base em cada

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item do edital, com comentários teóricos e por meio de exercícios de fixação dos assuntos especificamente estudados nas aulas.

Seguindo a linha de nossos Cursos ministrados no Ponto dos Concursos, este Curso para terá um CARÁTER PRÁTICO, voltado para o que, efetivamente, vem sendo cobrado nas últimas provas de concursos.

Além do conhecimento e embasamento teórico que o aluno tem que dominar, é fundamental na preparação para concursos que o aluno faça e refaça quantos exercícios puder das matérias a ser estudadas, para que os conhecimentos apreendidos sejam verdadeiramente solidificados, aperfeiçoados e lapidados.

Prova disso é que, mesmo após ser realizada uma leitura atenta e debruçada sobre determinado material, quando vamos responder às questões ficamos com um “montão” de dúvidas. Parece até que não aprendemos direito, e ai dizemos: “mas eu estudei isto? como não sei responder à questão?

e

entendimento não foi pontual, não memorizou os pontos mais relevantes, correndo o risco de errar questões relativamente fáceis pela ausência de prática e por não ter visto o assunto com “outros olhos”, outro viés.

Nestes casos, o aluno aprende, mas

às

vezes a

sua visão

Desse modo, os exercícios propiciam exatamente isto aos alunos:

lapidarem seus conhecimentos teóricos para atentarem facetas não percebidas ao longo do estudo teórico, além também de revisarem e rememorarem a teoria.

A maioria dos exercícios serão por mim elaborados ou adaptados das bancas mais relevantes, sendo realizados na forma de ITENS Certos ou Errados e de questões já disponibilizadas pelas diversas bancas.

Desse modo, teremos uma parte teórica, com destaques e dicas dos pontos altos, e uma lista de várias questões comentadas!

Abarcaremos, ademais, os aspectos mais relevantes dos Direitos Humanos, trilha do que tem cobrado as organizadoras, evitando-se as

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indesejáveis discussões teórico-doutrinárias (ineficientes para provas!), pouco frutíferas para o resultado almejado pelos concursandos, que é saber o necessário para gabaritar as questões de Direitos Humanos.

Predisponho-me a ser um orientador dos estudos de cada um de vocês, e não um Professor que passa o conhecimento eminentemente técnico.

Ao final de cada aula, farei um RESUMO do assunto abordado, destacando os pontos mais relevantes.

Creio que, com a exaustiva resolução de questões e com uma metodologia mais prática e didática, conseguiremos fechar a matéria de Direitos Humanos! Até porque comentaremos exaustivamente todos os pontos do Edital listados abaixo, sem qualquer lacuna.

Gente, é assunto “pra caramba”!! Portanto, aos estudos!

Conteúdo do Curso:

DIREITOS HUMANOS:

1 Teoria geral dos direitos humanos.

1.1 Conceito, terminologia, estrutura normativa, fundamentação.

2 Afirmação histórica dos direitos humanos.

3 Direitos humanos e a responsabilidade do Estado.

4 Direitos humanos na Constituição Federal.

5 Documentos históricos brasileiros.

6 Institucionalização dos direitos e garantias fundamentais.

7 Política nacional de direitos humanos.

8 Programas nacionais de direitos humanos.

9 Globalização e direitos humanos.

10 A proteção internacional dos direitos humanos.

11 Fundamentos dos direitos humanos.

12 Características dos direitos humanos no direito internacional.

13 Interpretação e aplicação dos tratados internacionais de proteção aos direitos humanos.

14 As três vertentes da proteção internacional da pessoa humana.

14.1 Direitos humanos, direito humanitário e direito dos refugiados. 15 A interligação entre o direito internacional e o direito interno na proteção dos direitos

humanos.

16 A Constituição brasileira e os tratados internacionais de direitos humanos.

17 Sistema internacional de proteção dos direitos humanos.

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18 Universalismo e relativismo cultural.

18.1 Precedentes históricos.

19 O sistema da liga das nações.

20 A Organização Internacional do Trabalho (OIT).

21 Instrumentos internacionais de direitos humanos.

22 O núcleo de direito internacional dos direitos humanos.

22.1 Carta das Nações Unidas.

22.2 Declaração universal de direitos humanos.

22.3 Pacto internacional de direitos civis e políticos.

22.4 Pacto internacional de direitos econômicos, sociais e culturais.

22.5 Convenção internacional sobre a eliminação de todas as formas de discriminação racial.

22.6 Convenção sobre a eliminação de todas as formas de discriminação contra a mulher. 22.7

Convenção contra a tortura e outros tratamentos ou penas cruéis, desumanos ou degradantes.

22.8 Convenção sobre os direitos da criança.

22.9 Convenção internacional sobre a proteção de direitos de todos os migrantes

trabalhadores e membros de suas famílias.

23 Os limites dos direitos humanos na ordem internacional.

24 A natureza objetiva da proteção internacional dos direitos humanos.

25 Mecanismos de proteção contra as violações de direitos humanos.

26 Responsabilidade internacional em matéria de direitos humanos.

27 Regra do esgotamento dos recursos internos na proteção dos direitos humanos.

28 Mecanismo unilateral e mecanismo institucional ou coletivo.

29 A proteção dos direitos humanos na ONU.

29.1 Sistemas convencional e extraconvencional da ONU.

30 Sistema europeu de direitos humanos.

31 Sistema interamericano de direitos humanos.

31.1 Comissão interamericana de direitos humanos e corte interamericana de direitos

humanos.

31.2 Proteção dos direitos humanos no Mercosul.

32 Responsabilidade internacional dos estados por violações de direitos sociais, econômicos e

culturais.

33 Mecanismos coletivos e afirmação do indivíduo como sujeito de direito internacional. 34

Implementação das decisões de responsabilização internacional do Estado por violação de

direitos humanos.

35 Instrumentos e Normas Internacionais de Direitos Humanos.

35.1 Declaração Universal dos Direitos Humanos (Resolução Assembleia ONU de 10.12.1948).

35.2 Convenção Americana sobre Direitos Humanos (Pacto de San José de Costa Rica, aprovada pelo Decreto Legislativo nº 27, em 25.09.1992 e promulgada pelo Decreto nº 678, de

06.11.1992).

36 A Auditoria Fiscal do Trabalho como agente de proteção e concretização dos direitos

fundamentais dos trabalhadores.

36.1 Segurança e Saúde no Trabalho.

36.2 Combate à redução análoga ao trabalho escravo.

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36.3 Discriminação e ações afirmativas.

36.4 Direitos da mulher, da Criança, do Adolescente e do Idoso.

36.5 Direito das Pessoas com Deficiência.

37 Programa Nacional de Direitos Humanos (Decreto nº 7.037/2009 – Eixos Orientadores II e

III).

Obs: Sempre aconselho aos alunos a acompanharem a parte aberta do Curso, no Campo AVISOS, espaço onde postamos eventuais recados e informes durante a vigência do Curso, inclusive de possíveis alterações nas datas das aulas.

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AULA DEMONSTRATIVA

Prezados Alunos, esta é uma pequena Aula Demonstrativa de nosso Curso, apenas para iniciarmos o estudo da matéria.

de nosso Curso, apenas para iniciarmos o estudo da matéria. Foquem suas mentes e estudos para

Foquem suas mentes e estudos para esse concurso de AFT! Vocês trabalharão, em breve, em uma das unidades do MTE espalhadas pelo país! Tenham fé e preparem-se para a futura posse

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1. Direitos Humanos. Noções Gerais.

Evolução histórica dos Direitos Humanos: Fundamentos; Características; Princípios.

Caros colegas, espero que estejam focados e animados no propósito de alcançar o tão almejado cargo público! Assim sendo, não percamos mais tempo, em nossa aula demonstrativa abordarei temas muito interessantes, são eles: Evolução histórica dos Direitos Humanos:

Fundamentos; Características; Princípios.

Para referidos pontos.

Gente, o assunto “Direitos Humanos” é muito controverso e,

grande parte do público já possui conceitos ou até mesmo pré-conceitos sobre

o tema. Quem nunca questionou, em algum momento, as ações de

representantes dos direito humanos? “Só protegem marginal!” “Nunca se levantam para beneficiar o cidadão de bem!”. Em contrapartida, quase ninguém consegue definir o que realmente é, e como surgiram os conceitos inerentes aos Direitos Humanos.

os

tanto,

nesta

Aula

Demonstrativa

apenas

iniciaremos

Então vejamos: humano é o indivíduo que pertence à espécie homo-sapiens (ou seja, homens, mulheres e crianças) e direito é tudo aquilo que se garante a determinado grupo, uma prerrogativa. Então, pode-se concluir que Direitos Humanossão todas as garantias e ações conferidas

às pessoas pelo simples fato de pertencerem à espécie humana.

Em síntese, os Direitos Humanos abarcam a maneira pela qual cada um de nós gostaria de ser tratados pelos nossos pares, com respeito e igualdade. Além disso, trata-se do direito de ser respeitado por suas ideias e

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atitudes., engloba o direito de falar o que se pensa (liberdade de pensamento) e o de professar a sua fé (liberdade religiosa).

Ainda, de acordo com Napoleão Casado Filho:

Direitos Humanos são um conjunto de direitos, positivados ou não, cuja finalidade é assegurar o respeito à dignidade da pessoa humana, por meio da limitação do arbítrio estatal e do estabelecimento da igualdade nos pontos de partida dos indivíduos, em um dado momento histórico.”

Nesse sentido, os Direitos Humanos abarcam os seguintes conceitos fundamentais:

Conjunto de Direitos Direitos Humanos Respeito à Dignidade da pessoa humana. Limite ao arbítrio estatal
Conjunto de Direitos
Direitos Humanos
Respeito à Dignidade
da pessoa humana.
Limite ao arbítrio estatal
e o estabelecimento de
igualdade dos pontos de
partida.

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Consoante Erivaldo da Silva Oliveira, os direitos humanos correspondem à somatória de valores, de atos e de normas que possibilitam a todos uma vida digna.

De outro lado, André Carvalho Ramos ensina que Direitos Humanos podem ser conceituados como o conjunto mínimo de direitos necessário para assegurar uma vida ao ser humano baseada na liberdade e

na dignidade (Direitos Humanos em juízo).

Agora, atenção, é de relevo ressaltar que as várias fontes de produção e criação dos direitos humanos concorrem para um conceito em comum: a imperiosa necessidade de limitação e controle do Estado e a conseqüente consagração do primado da legalidade e da igualdade.

Em complemento, pode-se verificar que existem diversos tipos de direitos e leis aplicáveis a determinados grupos de indivíduos ou segmentos sociais. Por exemplo, a Lei 8.112/90 é aplicável somente aos servidores públicos civis da União (Estatuto dos servidores federais); a Lei 8.666/90 é aplicável nos casos de licitações públicas.

No entanto, os Direitos Humanos são aplicáveis igualitariamente

a todos aqueles pertencentes à espécie humana em qualquer lugar,

independentemente de cor, etnia, país, governo, classe social, idade etc. TODOS TÊM, EXATAMENTE, OS MESMOS DIREITOS!! Não há castas, separação e diferenciação entre os humanos (todos são iguais perante a lei).

Com base nessas premissas, as Nações Unidas elencaram os direitos inerentes à condição humana. Tais direitos foram insertos em um documento chamado Declaração Universal dos Direitos Humanos, transcrita a seguir:

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS

Adotada e proclamada pela resolução 217 A (III) da Assembléia Geral das Nações Unidas em 10 de dezembro de 1948

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Preâmbulo

Nenhuma disposição da presente Declaração pode ser interpretada como o reconhecimento a qualquer Estado, grupo ou pessoa, do direito de exercer qualquer atividade ou praticar qualquer ato destinado à destruição de quaisquer dos direitos e liberdades aqui estabelecidos.

Considerando que o reconhecimento da dignidade inerente a todos os membros da família humana e de seus direitos iguais e inalienáveis é o fundamento da liberdade, da justiça e da paz no mundo,

Considerando que o desprezo e o desrespeito pelos direitos humanos resultaram em atos bárbaros que ultrajaram a consciência da Humanidade e que o advento de um mundo em que os homens gozem de liberdade de palavra, de crença e da liberdade de viverem a salvo do temor e da necessidade foi proclamado como a mais alta aspiração do homem comum,

Considerando essencial que os direitos humanos sejam protegidos pelo Estado de Direito, para que o homem não seja compelido, como último recurso, à rebelião contra tirania e a opressão,

Considerando essencial promover o desenvolvimento de relações amistosas entre as nações,

Considerando que os povos das Nações Unidas reafirmaram, na Carta, sua fé nos direitos humanos fundamentais, na dignidade e no valor da pessoa humana e na igualdade de direitos dos homens e das mulheres, e que decidiram promover o progresso social e melhores condições de vida em uma liberdade mais ampla,

Considerando que os Estados-Membros se comprometeram a desenvolver, em cooperação com as Nações Unidas, o respeito universal aos direitos humanos e liberdades fundamentais e a observância desses direitos e liberdades,

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Considerando que uma compreensão comum desses direitos e liberdades é da mis alta importância para o pleno cumprimento desse compromisso,

A Assembléia Geral proclama

A presente Declaração Universal dos Diretos Humanos como o ideal comum a ser atingido por todos os povos e todas as nações, com o objetivo de que cada indivíduo e cada órgão da sociedade, tendo sempre em mente esta Declaração, se esforce, através do ensino e da educação, por promover o respeito a esses direitos e liberdades, e, pela adoção de medidas progressivas de caráter nacional e internacional, por assegurar o seu reconhecimento e a sua observância universais e efetivos, tanto entre os povos dos próprios Estados-Membros, quanto entre os povos dos territórios sob sua jurisdição.

Artigo I

Todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotadas de razão e consciência e devem agir em relação umas às outras com espírito de fraternidade.

Artigo II

Toda pessoa tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades estabelecidos nesta Declaração, sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento, ou qualquer outra condição.

Artigo III

Toda pessoa tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal.

Artigo IV

Ninguém será mantido em escravidão ou servidão, a escravidão e o tráfico de escravos serão proibidos em todas as suas formas.

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Artigo V

Ninguém será submetido à tortura, nem a tratamento ou castigo cruel, desumano ou degradante.

Artigo VI

Toda pessoa tem o direito de ser, em todos os lugares, reconhecida como pessoa perante a lei.

Artigo VII

Todos são iguais perante a lei e têm direito, sem qualquer distinção, a igual proteção da lei. Todos têm direito a igual proteção contra qualquer discriminação que viole a presente Declaração e contra qualquer incitamento a tal discriminação.

Artigo VIII

Toda pessoa tem direito a receber dos tributos nacionais competentes remédio efetivo para os atos que violem os direitos fundamentais que lhe sejam reconhecidos pela constituição ou pela lei.

Artigo IX

Ninguém será arbitrariamente preso, detido ou exilado.

Artigo X

Toda pessoa tem direito, em plena igualdade, a uma audiência justa e pública por parte de um tribunal independente e imparcial, para decidir de seus direitos e deveres ou do fundamento de qualquer acusação criminal contra ele.

Artigo XI

1. Toda pessoa acusada de um ato delituoso tem o direito de ser presumida inocente até que a sua culpabilidade tenha sido provada de acordo com a lei, em julgamento público no qual lhe tenham sido asseguradas todas as garantias necessárias à sua defesa.

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2. Ninguém poderá ser culpado por qualquer ação ou omissão que,

no momento, não constituíam delito perante o direito nacional ou internacional. Tampouco será imposta pena mais forte do que aquela que, no momento da prática, era aplicável ao ato delituoso.

Artigo XII

Ninguém será sujeito a interferências na sua vida privada, na sua família, no seu lar ou na sua correspondência, nem a ataques à sua honra e reputação. Toda pessoa tem direito à proteção da lei contra tais interferências ou ataques.

Artigo XIII

1. Toda pessoa tem direito à liberdade de locomoção e residência

dentro das fronteiras de cada Estado.

2. Toda pessoa tem o direito de deixar qualquer país, inclusive o

próprio, e a este regressar.

Artigo XIV

1.Toda pessoa, vítima de perseguição, tem o direito de procurar e de gozar asilo em outros países.

2. Este direito não pode ser invocado em caso de perseguição legitimamente motivada por crimes de direito comum ou por atos contrários aos propósitos e princípios das Nações Unidas.

Artigo XV

1. Toda pessoa tem direito a uma nacionalidade.

2. Ninguém será arbitrariamente privado de sua nacionalidade, nem do direito de mudar de nacionalidade.

Artigo XVI

1. Os homens e mulheres de maior idade, sem qualquer retrição de

raça, nacionalidade ou religião, têm o direito de contrair matrimônio e fundar uma família. Gozam de iguais direitos em

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relação ao casamento, sua duração e sua dissolução.

2. O casamento não será válido senão com o livre e pleno consentimento dos nubentes.

Artigo XVII

1. Toda pessoa tem direito à propriedade, só ou em sociedade com

outros.

2.Ninguém será arbitrariamente privado de sua propriedade.

Artigo XVIII

Toda pessoa tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião; este direito inclui a liberdade de mudar de religião ou crença e a liberdade de manifestar essa religião ou crença, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pela observância, isolada ou coletivamente, em público ou em particular.

Artigo XIX

Toda pessoa tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferência, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e idéias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras.

Artigo XX

1. Toda pessoa tem direito à liberdade de reunião e associação pacíficas.

2. Ninguém pode ser obrigado a fazer parte de uma associação.

Artigo XXI

1. Toda pessoa tem o direito de tomar parte no governo de seu

país, diretamente ou por intermédio de representantes livremente escolhidos.

2. Toda pessoa tem igual direito de acesso ao serviço público do

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seu país.

3. A vontade do povo será a base da autoridade do governo; esta

vontade será expressa em eleições periódicas e legítimas, por sufrágio universal, por voto secreto ou processo equivalente que assegure a liberdade de voto.

Artigo XXII

Toda pessoa, como membro da sociedade, tem direito à segurança social e à realização, pelo esforço nacional, pela cooperação internacional e de acordo com a organização e recursos de cada

Estado, dos direitos econômicos, sociais e culturais indispensáveis

à sua dignidade e ao livre desenvolvimento da sua personalidade.

Artigo XXIII

1.Toda pessoa tem direito ao trabalho, à livre escolha de emprego,

a condições justas e favoráveis de trabalho e à proteção contra o

desemprego.

2. Toda pessoa, sem qualquer distinção, tem direito a igual

remuneração por igual trabalho.

3.

Toda pessoa que trabalhe tem direito a uma remuneração justa

e

satisfatória, que lhe assegure, assim como à sua família, uma

existência compatível com a dignidade humana, e a que se acrescentarão, se necessário, outros meios de proteção social.

4. Toda pessoa tem direito a organizar sindicatos e neles ingressar

para proteção de seus interesses.

Artigo XXIV

Toda pessoa tem direito a repouso e lazer, inclusive a limitação razoável das horas de trabalho e férias periódicas remuneradas.

Artigo XXV

1. Toda pessoa tem direito a um padrão de vida capaz de

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assegurar a si e a sua família saúde e bem estar, inclusive alimentação, vestuário, habitação, cuidados médicos e os serviços sociais indispensáveis, e direito à segurança em caso de desemprego, doença, invalidez, viuvez, velhice ou outros casos de perda dos meios de subsistência fora de seu controle.

2. A maternidade e a infância têm direito a cuidados e assistência

especiais. Todas as crianças nascidas dentro ou fora do matrimônio, gozarão da mesma proteção social.

Artigo XXVI

1. Toda pessoa tem direito à instrução. A instrução será gratuita,

pelo menos nos graus elementares e fundamentais. A instrução elementar será obrigatória. A instrução técnico-profissional será acessível a todos, bem como a instrução superior, esta baseada no mérito.

2. A instrução será orientada no sentido do pleno desenvolvimento

da personalidade humana e do fortalecimento do respeito pelos direitos humanos e pelas liberdades fundamentais. A instrução promoverá a compreensão, a tolerância e a amizade entre todas as nações e grupos raciais ou religiosos, e coadjuvará as atividades das Nações Unidas em prol da manutenção da paz.

3. Os pais

têm prioridade de direito n escolha do gênero de

instrução que será ministrada a seus filhos.

Artigo XXVII

1. Toda pessoa tem o direito de participar livremente da vida

cultural da comunidade, de fruir as artes e de participar do processo científico e de seus benefícios.

2. Toda pessoa tem direito à proteção dos interesses morais e

materiais decorrentes de qualquer produção científica, literária ou

artística da qual seja autor.

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Artigo XVIII

Toda pessoa tem direito a uma ordem social e internacional em que os direitos e liberdades estabelecidos na presente Declaração possam ser plenamente realizados.

Artigo XXIX

1. Toda pessoa tem deveres para com a comunidade, em que o

livre e pleno desenvolvimento de sua personalidade é possível.

2. No exercício de seus direitos e liberdades, toda pessoa estará

sujeita apenas às limitações determinadas pela lei, exclusivamente com o fim de assegurar o devido reconhecimento e respeito dos direitos e liberdades de outrem e de satisfazer às justas exigências da moral, da ordem pública e do bem-estar de uma sociedade democrática.

3. Esses direitos e liberdades não podem, em hipótese alguma, ser

exercidos contrariamente aos propósitos e princípios das Nações

Unidas.

Artigo XXX

Nenhuma disposição da presente Declaração pode ser interpretada como o reconhecimento a qualquer Estado, grupo ou pessoa, do direito de exercer qualquer atividade ou praticar qualquer ato destinado à destruição de quaisquer dos direitos e liberdades aqui estabelecidos.

Aspectos Históricos iniciais dos Direitos Humanos.

É bom destacar que, para os direitos humanos consolidarem-se e serem aceitos atualmente como universais a toda espécie humana, foram necessários muitos séculos até o estágio atual. Aliás, a construção desses

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conceitos sofreu alterações durante a formação e reconstrução das instituições humanas. Esses aspectos serão devidamente abordados no tópico 2 desta aula.

No início da conformação de nossas sociedades, os direitos humanos não existiam. Diversas cidades guerreavam entre si, sendo que os ganhadores vendiam os vencidos como escravos e praticavam as mais variadas barbaridades. Nesse sentido, caso você estivesse do lado vitorioso “Tava tudo dominado” era só “Festa”. Mas, meu amigo, caso você tivesse o azar de estar do lado do perdedor “Tava lascado”.

Até que, um homem Ciro “o grande” decidiu mudar aquele estado de coisas. Depois de conquistar a Babilônia, ele fez algo completamente impensável na época: libertou todos os escravos. Também anunciou que todas as pessoas eram livres para professar sua própria religião. Então, suas palavras foram registradas em um tablete de barro denominado cilindro de Ciro. Assim nasceram os direitos humanos.

Com o tempo, os conceitos criados no momento explicitado no parágrafo anterior disseminaram-se em várias outras culturas. Além disso, foi percebido que as pessoas seguiam determinadas leis que não necessariamente eram expressas, identificando-se dessa forma uma maneira de agir peculiar a todos. Definiu-se esse modo de comportar-se em sociedade como “Lei Natural”. É bom frisar que, com o tempo, o conceito de “Lei Natural” transmutou para “Direito Natural”. No entanto, essas leis, não raramente, eram ignoradas por aqueles que detinham o poder.

Todavia, na Inglaterra, no ano de 1215 d.c, o Rei João sem terra foi obrigado a assinar a “Magna Carta” documento que, basicamente, limitou o poder monárquico. Esse é o primeiro instrumento 1 de defesa dos indivíduos que pode ser considerado referência para os futuros tratados sobre direitos humanos.

1 Embora com um forte viés econômico porquanto focava na proibição de arbitrariedades na cobrança de impostos por parte do monarca. www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Ricardo Gomes 22

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Assim, com a instituição da Magna Carta, o rei reconhecia e era compelido a não violar determinados direitos dos seus súditos. Foi um passo importante, mas não o decisivo porquanto não consolidou o direito a todos os indivíduos. Tanto é assim que, com a descoberta das Américas, os nativos não recebiam o tratamento humanitário devido. Muitos povos foram exterminados. Além disso, a escravidão ainda continuou sendo prática aceitável, oficialmente, em nosso país até o ano de 1888.

Seguindo a ordem de acontecimentos no tempo, acerca da evolução dos Direitos Humanos na História, Norberto Bobbio, em sua obra Dicionário de Política, esclarece que a Inglaterra e a França tiveram papel importante na vitória do cidadão sobre o poder, assim:

“O constitucionalismo moderno tem, na promulgação de um texto escrito contendo uma declaração dos Direitos Humanos e de cidadania, um dos seus momentos centrais de desenvolvimento e de conquista, que consagra as vitórias do cidadão sobre o poder.

Usualmente, para determinar a origem da declaração no plano histórico, é costume remontar à Déclaration des droits de l`homme et du citoyen, votada pela Assembléia Nacional francesa em 1789, na qual se proclamava a liberdade e a igualdade nos direitos de todos os homens, reivindicavam-se os seus direitos naturais e imprescritíveis (a liberdade, a propriedade, a segurança, a resistência à opressão), em vista dos quais se constitui toda a associação política legítima. Na realidade, a Déclaration tinha dois grandes precedentes: os Bills of rights de muitas colônias americanas que se rebelaram em 1776 contra o domínio da Inglaterra e o Bill of rights inglês, que consagrava a gloriosa revolução de 1689.

( )

Durante a Revolução Francesa foram proclamadas outras

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Déclarations (1793,1795): interessante a de 1793 pelo seu caráter menos individualista e mais social em nome da fraternidade, e a de 1795, porque ao lado dos “direitos” são precisados também os “deveres”, antecipando assim uma tendência que tomará corpo no século XIX (podemos pensar nos Doveri dell`uomo, de Mazzini); a própria Constituição italiana tem como título da primeira parte “Direitos e deveres do cidadão”.

Nesse ponto, podemos citar um grande marco histórico, importantíssimo para os Direitos Humanos, o ILUMINISMO. As ideias que permeavam os iluministas robusteceram o que veio a ser outro marco, a REVOLUÇÃO FRANCESA, que pode ser considerada mais abrangente e importante que a REVOLUÇÃO AMERICANA, porquanto seu caráter UNIVERSAL.

Ou seja, a Revolução Francesa teve um caráter universal, pois não houve restrições de qualquer natureza porque os direitos eram extendidos a todos. Nesse sentido, a 1ª Carta redigida nesse momento histórico atribuía a todos o direito à LIBERDADE, à IGUALDADE e à FRATERNIDADE. O objetivo era proteger o indivíduo da arbitrariedade do Estado. Outro marco da escalada dos Direitos Humanos será o fim da 2ª Guerra mundial a ser comentado mais adiante.

Outro ponto fundamental para o nosso estudo é a instituição, em 07 de junho de 1628, na Inglaterra, do documento “Petition of Rights”. Esse documento impunha ao soberano restrições, como a cobrança e/ou aumento de impostos sem a autorização parlamentar, a prisão de indivíduos sem julgamento justo e à lei marcial. Portanto, os pontos insertos na “Petition of Rights” submetiam e condicionavam a autoridade do Rei ao controle e autorização do Parlamento Inglês. Aqui, mais uma vez, fica patente a ideia de proteger o indivíduo de ações arbitrárias do Estado e das autoridades.

Portanto, pode-se considerar o documento “Petition of Rights”

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como sendo o embrião do sistema de freios e contrapesos, ou seja, a existência de Poderes autônomos que, ao mesmo tempo, harmonizam-se.

Nessa direção, é importante que abordemos também a criação do “Habeas Corpus Act” em 1679. Esse documento visava proteger a liberdade de locomoção encontrando-se presente no ordenamento jurídico de diversos países até os dias atuais. Nesse sentido, conforme o disposto no “Habeas Corpus Act” de 1679, a reclamação ou requerimento escrito de determinado indivíduo - ou a favor de algum súdito preso (ou acusado da autoria de algum crime) - era submetida à apreciação do magistrado.

Ademais, é de grande relevo destacar o documento denominado “Bill of Rights”. Essa carta de diretios – instituída em 16 de dezembro de 1689 – garantia, na Inglaterra, a supremacia do Parlamento sobre a vontade do soberano. Nesse sentido, objetivava-se diminuir os abusos cometidos pela nobreza com relação aos súditos. Dessa maneira, o Bill of Rights, em sua essência, procurava blindar a liberdade, a vida, a propriedade privada e o poder parlamentar.

Amigos, mas a história, às vezes dá uma pequena virada de tempos em tempos. Um jovem oficial francês, de nome Napoleão, não concordava muito com os ideais de liberdade, igualdade e fraternidade. Na realidade, ele tinha em mente um plano para derrubar a democracia francesa, coroar-se imperador e “dominar o mundo”.

Quase conseguiu, mas a Europa juntou forças e o derrotou. Só um comentário nesse ponto, os planos napoleônicos, salvo melhor juízo, até que não foram ruins para os brasileiros tendo em vista que a expansão de Napoleão no continente europeu forçou a família portuguesa a exilar-se (com toda sua côrte, no Brasil). Esse fato ajudou sobremaneira o desenvolvimento de nosso país 2 . Vamos prosseguir com nossa matéria.

Após a derrota de Napoleão, os Direitos Humanos voltaram a ser

2 Para os curiosos sobre o tema, recomendo a leitura do livro 1808 de autoria do escritor Laurentino Gomes.

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um tema importante na pauta mundial. Houve a assinatura de muitos acordos internacionais que consolidaram os direitos humanos na Europa. No entanto, como já foi colocado, só na Europa. O restante do mundo era consumido em suas riquezas (tanto materiais como culturais). Os habitantes das Colônias, principalmente os nativos das Américas e África, em sua maioria eram mortos ou escravizados pelos impérios europeus em crescimento.

Com o tempo, várias colônias europeias nas Américas se revoltaram conseguindo sua independência, quase sempre de maneira violenta. Nesse ambiente conturbado, um homem se destacou na luta a favor dos direitos humanos: Mahatma Gandhi, que liderou o povo indiano em uma revolução pacífica contra a opressão do império Britânico. Nesse sentido, insistiu que todos os povos do mundo tinha o direito de serem respeitados, não só os europeus. Por fim, mesmo os europeus começaram a concordar com essa ideia.

Todavia, mais uma vez, as coisas não transcorreriam de forma tranquila, 2 Guerras eclodiram. Na 2ª grande guerra, o nazismo tomou força. O conceito de superioridade entre “raças” (?!) cresceu na Alemanha nazista. Esse julgamento equivocado levou ao extermínio de milhões de judeus e pessoas de diversas nações. O flagelo humano extendeu-se à toda a Europa. O mundo nunca havia presenciado destruição de tamanha magnitude.

Com o fim da guerra e derrota da Alemanha nazista e de seus aliados, as nações vencedoras pensaram em vários mecanismos que evitassem uma catástrofe da mesma natureza no futuro e mantivessem a paz no mundo. Um deles foi a criação das Nações Unidas (ONU), que primava pelo fortalecimento dos Direitos Humanos. Portanto, podemos considerar o fim da 2ª grande guerra e a criação das Nações Unidas o 3º Marco histórico na evolução dos Direitos Humanos juntamente com o Iluminismo e a Revolução Francesa.

É importante destacar que a criação das Nações Unidas teve como foco não apenas a manutenção da paz internacional, mas também desenvolver a igualdade entre os povos. Isso porque a redução das desigualdades é fator

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sine qua non para a paz entre os Estados.

Apesar de todo esse histórico de ações que corroboraram para a afirmação de valores de respeito à vida e à liberdade, os documentos até então convencionados conceituavam os direitos humanos, não raramente, de pespectivas diferentes. Com o intuito de consolidar os conceitos, em 10 de dezembro de 1948, foi Adotada e proclamada, pela resolução 217 A (III) da Assembléia Geral das Nações Unidas, a Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Pessoal, é bom deixar claro que, apesar de toda essa evolução conceitual, muitos desses direitos não são respeitados. O fato é que a Declaração Universal dos Direitos Humanos NÃO TEM força de lei, portanto tem caráter apenas enunciativo e principiológico! Entretanto, a Declaração Universal dos Direitos Humanos RECOMENDA que todos os países integrantes da ONU sigam seus preceitos.

Além de ser uma RECOMENDAÇÃO, a Declaração Universal dos Direitos do Homem de 1948 também se afigura como um CERTIFICADO DE PRINCÍPIOS HUMANITÁRIOS que devem ser seguidos. Apesar de não possuir caráter vinculante e com força de lei, a Declaração de 1948 é hoje o principal instituto de proteção do indivíduo.

Em resumo, a Declaração Universal dos Direitos Humanos não é vinculante, não tem força de lei, mas guarda apenas um caráter enunciativo, de recomendação e princípios gerais a serem aplicáveis por cada Estado.

Por fim, cabem os seguintes comentários acerca dos fundamentos dos direitos humanos. Primeiro, é ponto pacífico nessa conversa que os direitos humanos estão fudamentados na DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA. Também, da Declaração Universal dos Direitos Humanos, decorrem 3 princípios fundamentais:

1) Inviolabilidade da pessoa humana;

2) Autonomia da pessoa humana;

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3) Dignidade da pessoa humana.

No entanto, diversos teóricos que se debruçaram sobre o tema formaram dois grupos com pensamentos opostos. Uns abraçaram o POSITIVISMO e outros o JUSNATURALISMO, como fundamentos dos Direitos Humanos.

Fundamentos dos Direitos Humanos:

Positivistas;

Jusnaturalistas.

Na defesa do POSITIVISMO temos dois renomados autores:

Hans Kelsen e Norberto Bobbio. Suas obras defendem a historicidade do direito, ou seja, o direito NÃO tem caráter absoluto, ele é mutável (de acordo com a evolução das sociedades e seus pontos de vista) no que concerne à cultura, à moral, à economia etc. Portanto, na visão desses autores, é inócuo atribuir um caráter imutável, ou até mesmo eterno no tempo e no espaço aos regramentos que orientam as diversas sociedades. De acordo com Norberto Bobbio, os direitos humanos não nascem todos de uma vez, nem de uma vez por todas.

Além disso, o Positivismo defende o caráter coercivo das normas. Para os positivistas, não há que se falar de eficácia de um dispositivo caso o não possa ser imposto aos indivíduos. Ora, se uma norma não é obrigatória, não passa de mera expectativa de conduta, tornando o futuro desse regramento bastante incerto. Nesse sentido, os positivistas defendem a inserção dos dispositivos relacionados aos direitos humanos na Lei máxima de cada Estado (nas Constituições). Além disso, os mesmo dispositivos devem ser insertos em tratados e convenções internacionais de direitos humanos para solidificar seus preceitos.

Nesse sentido, Norberto Bobbio aventa que, tendo em vista a superação da fase de positivação dos direitos humanos, o foco deva ser demovido da fundamentação para a efetividade dos mesmos. Ou seja, devem

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ser pensados mecanismos para a real aplicação dos direitos humanos.

Já o JUSNATURALISMO, defendido por autores como Dalmo de Abreu Dallari e Fábio Konder Comparato, apontam o indivíduo como centro e fundamento absoluto dos direitos humanos. Assim, nem o tempo, nem a diversidade de culturas, nem a localização geográfica podem extirpar do ser humano seus direitos. Nesse sentido, a dignidade do ser humano é alçada a princípio intangível que deve ser resguardado por todos.

Essa linha de pensamento mostra-se bastante coerente, porquanto toda prática que mutila, diminui ou exclui indivíduos colabora para o flagelo humano, para a dor das pessoas. Então, tudo que implicar em dor aos indivíduos deve ser totalmente condenado pela humanidade. Seguindo esse raciocínio, os direitos humanos não foram criados pelos homens ou mesmo pelos Estados, eles já existiam como pressupostos inerentes à pessoa humana.

Dessa forma, os direitos humanos deveriam ser um conjunto de

normas asseguradoras do bem-estar humano primando por sua dignidade

(junção

e

Jusnaturalista).

Ainda com relação aos fundamentos dos direitos humanos é importante conhecer dois pensamentos (divergentes também) acerca do assunto: o UNIVERSALISMO e o RELATIVISMO. Em uma breve síntese pode-se dizer que o UNIVERSALISMO adere ao JUSNATURALISMO e o RELATIVISMO ao POSITIVISMO.

Assim, no pensamento Universalista, os direitos humanos estão em patamar acima das Leis, da cultura, do Estado. Também é plausível a aplicação da coercitividade para obrigar um Estado soberano a seguir os ditames insertos na Declaração Universal dos Direitos Humanos.

pelo

pensamento Universalista. Segundo a linha do Relativismo, o Direito é uma produção cultural dependente do desenvolvimento dos povos na história. Nesse sentido, há que se respeitar o multiculturalismo e a soberania dos

dos

2

fundamentos

dos

Direitos

Humanos:

Positivista

O

Relativismo

opõe-se

às

conclusões

externalizadas

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povos. Universalizar os direitos humanos seria impor uma lógica cristã e ocidental ao restante do globo.

Na próxima Aula daremos continuidade ao nosso estudo de Direitos

Humanos.

Pessoal,

este

foi

continuaremos nosso estudo!

apenas

um

aperitivo.

Na

próxima

Aula

De todo modo, curtam alguns exercícios!!!!

Abaixo 2 listas de Exercícios: a 1ª com comentários e a 2ª apenas com gabarito.

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EXERCÍCIOS COMENTADOS

QUESTÃO 1 (Delegado de Polícia/2003/SP): Assinale o documento que não se relaciona aos antecedentes formais das declarações de direito:

a) Magna Carta (1215)

b) “Petition of Rights” (1628)

c) “Habeas Corpus Act” (1679)

d) “Chart of Liberties” (1732)

COMENTÁRIOS:

Essa é tranquila, como visto “Chart of Liberties” é o único documento que não é considerado um antecedente formal das declarações de direito.

RESPOSTA CERTA: D

QUESTÃO 2 (Delegado de Polícia/2000/SP):

Tecnicamente a Declaração Universal dos Direitos do Homem (1948) constitui:

a) um acordo internacional;

b) uma recomendação

c) um tratado internacional;

d) um pacto.

COMENTÁRIOS:

Na aula vimos que a Declaração Universal dos Direitos do Homem não tem força de lei. Assim sendo, é opcional a aderência do Estado as suas regras. No entanto, é RECOMENDADO que as nações integrantes da ONU respeitem esse

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regramento. A Declaração Universal dos Direitos do Homem é, portanto, uma RECOMENDAÇÃO.

RESPOSTA CERTA: B

EXERCÍCIOS com GABARITO

QUESTÃO 1 (Delegado de Polícia/2003/SP): Assinale o documento que não se relaciona aos antecedentes formais das declarações de direito:

a) Magna Carta (1215)

b) “Petition of Rights” (1628)

c) “Habeas Corpus Act” (1679)

d) “Chart of Liberties” (1732)

QUESTÃO 2 (Delegado de Polícia/2000/SP): Tecnicamente a Declaração Universal dos Direitos do Homem (1948) constitui:

e) um acordo internacional;

f) uma recomendação

g) um tratado internacional;

h) um pacto.

GABARITOS OFICIAIS

1

2

D

B

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RESUMO DA AULA

Os Direitos Humanos abarcam a maneira pela qual cada um de nós gostaria de ser tratados pelos nossos pares, com respeito e igualdade. Além disso, trata-se do direito de ser respeitado por suas ideias e atitudes., engloba o direito de falar o que se pensa (liberdade de pensamento) e o de professar a sua fé (liberdade religiosa), fundamentando-se na dignidade da pessoa humana.

Nesse sentido, os Direitos Humanos abarcam os seguintes conceitos fundamentais:

Conjunto de Direitos Direitos Humanos Respeito à Dignidade da pessoa humana. Limite ao arbítrio estatal
Conjunto de Direitos
Direitos Humanos
Respeito à Dignidade
da pessoa humana.
Limite ao arbítrio estatal
e o estabelecimento de
igualdade dos pontos de
partida.

Os Direitos Humanos são aplicáveis igualitariamente a todos

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lugar,

independentemente de cor, etnia, país, governo, classe social, idade etc. TODOS TÊM, EXATAMENTE, OS MESMOS DIREITOS!! Não há castas, separação e diferenciação entre os humanos (todos são iguais perante a lei).

A Declaração Universal dos Direitos Humanos é o documento que elenca os direitos inerentes à condição humana. Não tem força de lei, mas com caráter de recomendação a todos os países integrantes da Organização das Nações Unidas – ONU.

aqueles

pertencentes

à

espécie

humana

em

qualquer

No início da conformação de nossas sociedades, os direitos humanos não existiam. Diversas cidades guerreavam entre si, sendo que os ganhadores vendiam os vencidos como escravos e praticavam as mais variadas barbaridades.

monárquico. Este

A Magna

Carta de 1215

limitou o

poder

documento é considerado o 1º instrumento de defesa dos indivíduos e referência para os futuros tratados sobre direitos humanos.

Os ideais ILUMINISTAS fundamentaram revoltas populares dentre as quais se destacam a REVOLUÇÃO FRANCESA, de caráter UNIVERSAL (LIBERDADE, IGUALDADE E FRATERNIDADE) e a REVOLUÇÃO AMERICANA.

O Petition of Rights (07 de junho de 1628 na Inglaterra) foi o

documento que impôs ao soberano restrições, como a cobrança e/ou aumento de impostos sem a autorização parlamentar, a prisão de indivíduos sem julgamento justo e à lei marcial. Portanto, os pontos insertos no “Petition of Rights” submetiam e condicionavam a autoridade do Rei ao controle e autorização do Parlamento Inglês.

de

locomoção sendo que se encontra presente no ordenamento jurídico de

diversos países até os dias atuais.

O

Habeas

Corpus

Act

de

1679

protegeu

a

liberdade

O Bill of Rights foi o documento que buscava blindar a liberdade,

a vida, a propriedade privada e o poder parlamentar.

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O fim da 2ª grande guerra e a criação das Nações Unidas

foram o 3º marco histórico na evolução dos Direitos Humanos, juntamente com o Iluminismo e a Revolução Francesa.

A Declaração Universal dos Direitos Humanos não é vinculante,

não tem força de lei, mas guarda apenas um caráter enunciativo, de recomendação e princípios gerais a serem aplicáveis por cada Estado.

Da Declaração Universal dos Direitos Humanos, decorrem 3 princípios fundamentais:

1) Inviolabilidade da pessoa humana;

2) Autonomia da pessoa humana;

3) Dignidade da pessoa humana.

Fundamentos dos Direitos Humanos:

Positivistas;

Jusnaturalistas.

POSITIVISMO:

a) Mutável;

b) Caráter coercitivo das normas;

c) Foco na efetividade dos direitos humanos

JUSNATURALISMO:

a) Indivíduo

como

centro

e

fundamento

absoluto

dos

direitos

humanos;

b) Foco na dignidade do ser humano;

 

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c) Os direitos humanos independem da cultura e da história específica de cada povo;

d) Os direitos humanos já existiam antes mesmo da positivação das normas.

O

UNIVERSALISMO

adere

RELATIVISMO ao POSITIVISMO.

UNIVERSALISMO:

ao

JUSNATURALISMO

e

o

a) Direitos humanos acima da Lei, da cultura e do Estado;

b) Considera plausível a aplicação da coercitividade para obrigar um Estado soberano a seguir os ditames insertos na Declaração Universal dos Direitos Humanos.

RELATIVISMO:

a) O Direito é uma produção cultural dependente do desenvolvimento dos povos na história;

b) Considera necessário respeitar o multiculturalismo e a soberania dos povos;

c) Contra a universalização dos direitos humanos.

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REFERÊNCIAS

BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil: promulgada em 5 de outubro de 1988. 33. ed. São Paulo: Saraiva, 2010.

Nestor Sampaio Penteado Filho. Direitos Humanos – Doutrina – Legislação:

quarta edição;

Napoleão Casado Filho. Direitos Humanos Fundamentais. 2012

Erival da Silva Oliveira. Direito Constitucional - Direitos Humanos – terceira edição revisada e atualizada.

Norberto Bobbio, Nicola Matteucci, Gianfranco Pasquino. Dicionário de Política – Volume 1 – décima terceira edição.

Site: www.humanrights.com

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