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DIREITO INTERNACIONAL PRIVADO

Professora: Carolina Araújo de Azevedo

carolina_adea@yahoo.com.br

Aula 1

Denominação

Dominio

Fontes

Professora: Carolina Araújo de Azevedo carolina_adea@yahoo.com.br  Aula 1  Denominação  Dominio  Fontes

BIBLIOGRAFIA BÁSICA

DOLINGER, Jacob. Direito Internacional Privado parte geral. Rio de Janeiro: Renovar

DOLINGER, Jacob. TIBÚRCIO, Carmen. Vade-Mecum de Direito Internacional Privado. Rio de Janeiro: Renovar

ARAUJO, Nadia de. Direito Internacional Privado Teoria e Prática. Rio de Janeiro: Renovar

RECHSTEINER, Beat W. Direito Internacional Privado

Teoria e Prática. Rio de Janeiro: Saraiva

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2

CONTEXTO CONTEMPORÂNEO

Descolonização criou grande número de Estados e de ordenamentos jurídicos

Diversidade cultural e tolerância de outros sistemas jurídicos

Direito Internacional não é reduto exclusivo dos juristas

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3

CONTEXTO CONTEMPORÂNEO

Personalidade Jurídica Internacional Democratização

Segurança econômica coletiva

Divisão Internacional de Trabalho, competição

econômica

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4

CONTEXTO CONTEMPORÂNEO

Soberania História

Igualdade formal dos Estados

Globalização/mundialização

Vida privada

Limites territoriais de aplicação da lei

Relações jurídicas multiconectadas

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CONTEXTO CONTEMPORÂNEO

Erik Jaime Pós-modernidade

Pluralidade Comunicação

Velocidade

Fluidez

Internacionalidade

Tolerância

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6

PRINCÍPIOS

Nadia de Araujo

DIPRI e os Direitos Humanos

Analisar consequências das aplicações das normas

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DENOMINAÇÃO DO DIPRI

A denominação DIPRI foi criada pela primeira vez

por Joseph Story no EUA em 1834.

Existem críticas a essa nomeclatura?

Termo internacional

Termo privado

por Joseph Story no EUA em 1834.  Existem críticas a essa nomeclatura?  Termo internacional

CONCEPÇÕES DO DIPRI

Restritiva - Common Law

Luiz Ivani Araújo

Edgar Carlos de Amorim

Ampla Jacob Dolinger, Carmen Tiburcio, Marilda

Rosado, Nadia de Araujo

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9

OBJETO - (CLÁUDIA LIMA MARQUES)

DIPRI é o ramo do direito interno que regula, direta ou indiretamente, as relações privadas internacionais.

Desafio do DIPRI é dar respaldo eficiente e justo para a crescente internacionalidade das relações jurídicas

privadas.

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OBJETO DE ESTUDO

Nacionalidade

Direito Comparado

Conflito de Leis

Condição Jurídica do Estrangeiro

Direitos Adquiridos

Aplicação Prova e Interpretação do Direito

Estrangeiro

Conflito de Jurisdição

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TEMAS

(a) Extradição

(b) Dupla Nacionalidade

(c) Crime internacional

(d) Visto de entrada

(e) Réu estrangeiro em processo penal

(f) Apatridia

 (c) Crime internacional  (d) Visto de entrada  (e) Réu estrangeiro em processo penal

NACIONALIDADE

vínculo jurídico da pessoa com determinado Estado

Art. 12. São brasileiros:

I - natos:

a) os nascidos na República Federativa do Brasil, ainda que de pais estrangeiros, desde que estes não estejam a serviço de seu país;

b) os nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro ou mãe brasileira, desde que qualquer deles esteja a serviço da República Federativa do Brasil;

c) os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro ou de

mãe brasileira, desde que sejam registrados em repartição brasileira competente ou venham a residir na República Federativa do Brasil e optem, em qualquer

na República Federativa do Brasil e optem, em qualquer tempo, depois de atingida a maioridade, pela

tempo, depois de atingida a maioridade, pela

nacionalidade brasileira;

CONDIÇÃO JURÍDICA DO ESTRANGEIRO

Entrada

Permanência

Saída

Direitos e Obrigações

C ONDIÇÃO J URÍDICA DO E STRANGEIRO • Entrada • Permanência • Saída • Direitos e

CONFLITO DE JURISDIÇÃO

CPC

CAPÍTULO II DA COMPETÊNCIA INTERNACIONAL

Art. 88. É competente a autoridade judiciária brasileira

quando:

I - o réu, qualquer que seja a sua nacionalidade, estiver domiciliado no Brasil;

II - no Brasil tiver de ser cumprida a obrigação;

III - a ação se originar de fato ocorrido ou de ato praticado no Brasil. Parágrafo único. Para o fim do disposto no n o I, reputa-se domiciliada no Brasil a pessoa jurídica estrangeira que aqui tiver agência, filial ou sucursal.

no n o I, reputa-se domiciliada no Brasil a pessoa jurídica estrangeira que aqui tiver agência,

Art. 89. Compete à autoridade judiciária brasileira, com

exclusão de qualquer outra:

I - conhecer de ações relativas a imóveis situados no Brasil;

II - proceder a inventário e partilha de bens, situados no

Brasil, ainda que o autor da herança seja estrangeiro e

tenha residido fora do território nacional.

Art. 90. A ação intentada perante tribunal estrangeiro não

induz litispendência, nem obsta a que a autoridade judiciária brasileira conheça da mesma causa e das que Ihe são conexas.

litispendência, nem obsta a que a autoridade judiciária brasileira conheça da mesma causa e das que

DIREITO ADQUIRIDO

proteger e reconhecer os direitos validamente adquiridos no estrangeiro

D IREITO A DQUIRIDO  proteger e reconhecer os direitos validamente adquiridos no estrangeiro

SITUAÇÕES MULTICONECTADAS

necessitam regras jurídicas próprias

método conflitual o juiz se refere a uma norma de conflito para determinar o direito aplicável ao litígio. Tanto faz usar o direito do foro ou o estrangeiro.

Multilaterismo (Savigny) x Unilateralismo.

“que lei se aplica?”

x “qual é o alcance da minha lei”

Ex: art 7 da LINDB / Regra 188 do Restatement x FCPA

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18

CONFLITOS INTERESPACIAIS

Antigamente:

cidades do norte da Itália conflitos entre colônias

Hoje:

México cada província tem seu código civil EUA cada estado federativo tem autonomia para

editar leis processuais, penais, civeis e até mesmo

de DIPRI

Caso Miliken x Pratt EUA

Fazem parte do estudo do DIPRI? Oscar Tenorio e Pontes de Miranda Não Haroldo Valladão - Sim

x Pratt – EUA Fazem parte do estudo do DIPRI? Oscar Tenorio e Pontes de Miranda

CONFLITOS INTERPESSOAIS

Não tem aspecto espacial

Mais de uma legislação

Motivação subjetiva decorrentes de qualificações pessoais

Ex: na Europa Oriental até a 2 Guerra Mundial os casamentos eram celebrados de acordo com a religião de cada um.

Fazem parte do estudo do DIPRI? Sim (Arminjon e Jacob Dolinger)

eram celebrados de acordo com a religião de cada um.  Fazem parte do estudo do

“O Direito Internacional Privado por excelência é constituído de regras de sobredireito colisionais que visam solucionar conflitos entre normas atemporais,

interpespaciais, internacionais. Contudo, as demais

normas colisionais atemporais, tanto as interespaciais

internas como as interpessoais também devem ser consideradas integrantes da ciência dos conflitos, objeto principal do DIPRI.Jacob Dolinger

também devem ser consideradas integrantes da ciência dos conflitos, objeto principal do DIPRI. ” Jacob Dolinger

NORMAS DE DIPRI

SOBREDIREITO

Normas indiretas ou conflituais - regras de conexão: apenas indicam a lei aplicável, mas não resolvem a questão jurídica

Normas diretas - resolvem a questão sem apontar a utilização de outra norma

Normas qualificadoras - conceituam os institutos jurídicos.

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22

NORMAS APLICÁVEIS AO INDIVÍDUO

Estatuto pessoal:

critérios existentes : Domicílio e Nacionalidade

No Direito Brasileiro:

até 1942 - nacionalidade - antiga introdução ao Código Civil a partir de 1942 - domicílio - Lei de Introdução ao Código Civil - art.

7o.

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23

APLICAÇÃO DA LEI ESTRANGEIRA

Limites à aplicação da Lei Estrangeira

Ordem Pública Bons Costumes

Soberania Nacional

Também não se aplica o direito estrangeiro que pretenda fraudar a lei e aquele que atinja direitos adquiridos.

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ORDEM PÚBLICA

Impede:

a aplicação de leis estrangeiras pelo juiz nacional

o reconhecimento de atos praticados no exterior ou sentenças proferidas por outro país.

Características:

sensibilidade média de determinada sociedade em determinada época. Apurada no caso concreto. mutável, relativa, contemporânea, cabendo ao juiz determiná-la.

Ordem Pública é o conjunto de princípios tidos como fundamentais e integrantes do sistema jurídico, sendo inderrogáveis.

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UNIFORMIZAÇÃO

modos

Uniformizar - todo direito igual

harmonizar - coordenação dos resultados, caminhando na mesma direção. Harmonização através da uniformização das regras de Dipr. Haia. Cidips.

regras materiais Uncitral/Unidroit - uniformização de um instituto jurídico, como p.e., a C & V Int, propriedade intelectual, . Direito

material uniforme

regras conflituais Haia/Oea (Cidips) direito uniforme dirigido. Dipr uniforme.

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DIREITO UNIFORME

quando direitos autônomos não divergem. Naturalmente ou porque sofreram um processo de harmonização. Direito uniforme dirigido, um direito de leis, e não como o Dipri sobre

leis. Direito Uniforme é antítese do Dipri.

Mas a aplicação do direito uniforme ainda convive com o problema da interpretação divergente dos tribunais de cada

país. Só a existência de um tribunal único garante a

uniformização.

Complicador moderno processos de integração trazem

novos problemas, pois temos agora um ordenamento jurídico

comunitário.

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27

Exemplos:

Influência observada pelo Brasil do direito português,

francês, alemão e italiano na confecção de sua

legislação interna.

Mercosul, União Européia, Normas internacionais contábeis (IFRS)

União Européia, Normas internacionais contábeis (IFRS) No Direito Uniforme há regras de aplicação direta

No Direito Uniforme há regras de aplicação direta enquanto que no DIPRI a aplicação é indireta.

contábeis (IFRS) No Direito Uniforme há regras de aplicação direta enquanto que no DIPRI a aplicação

UNIDROIT (Unification Droit)

Fundação: 1928

Objetivo: trabalhar no sentido de unificar o Direito Privado.

Continua em funcionamento

 Fundação: 1928  Objetivo: trabalhar no sentido de unificar o Direito Privado.  Continua em

DIREITO COMPARADO

Método que auxilia o Dipri e a Justiça.

Estudo sistemático de outros sistemas jurídicos.

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FONTES

Internas :

Lei, doutrina, jurisprudência

Internacionais tratados e convenções

 Internacionais  tratados e convenções O Direito diverge de acordo com as condições climáticas,

O Direito diverge de acordo com as condições climáticas, étnicas, físicas, geográficas, econômicas, sociais, religiosas e políticas.

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Tratados de Montevideu

Código de Bustamante

Convenções da Haia

Restatement of the law of Conflicts of Law

Liga das Nações / ONU (comércio internacional)

of Law  Liga das Nações / ONU (comércio internacional) UNCITRAL  Academia de Direito Internacional

UNCITRAL

Academia de Direito Internacional de Haia

of Law  Liga das Nações / ONU (comércio internacional) UNCITRAL  Academia de Direito Internacional

CASO PARA DISCUSSÃO

Capacidade

Um rapaz frances aparentando ser novo pretende comprar seu apartamento.

Para que o negócio juríco seja válido o que você deve perguntar ao rapaz?

pretende comprar seu apartamento.  Para que o negócio juríco seja válido o que você deve

CASO PARA DISCUSSÃO

Cidadão brasileiro, domiciliado no Rio de Janeiro, vai

a Casino em Las Vegas

Recebe crédito de US$ 500.000,00 para jogar no cassino do hotel, quantia que deveria ser paga ao final de sua estada.

Perdeu toda a quantia volta ao Brasil sem pagá-la

Revel em processo perante a Justiça americana perde a ação

Homologação de sentença estrangeira no STJ

busca de bens para serem executados ?

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OBRIGADA!

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DIREITO INTERNACIONAL PRIVADO

Aula 2

Domínio

Definição de Dipri

Otíca do Dipri

Direito Intertemporal e Dipri

P RIVADO  Aula 2  Domínio  Definição de Dipri  Otíca do Dipri 

DEFINIÇÃO DE DIPRI - (HAROLDO VALLADÃO)

o ramo da ciência jurídica que resolve os conflitos de leis no espaço,

disciplinando os fatos em conexão no espaço com leis divergentes e

autônomas”

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37

“O Direito Internacional Privado por excelência é constituído de regras de sobredireito colisionais que visam solucionar conflitos entre normas atemporais,

interpespaciais, internacionais. Contudo, as demais

normas colisionais atemporais, tanto as interespaciais

internas como as interpessoais também devem ser consideradas integrantes da ciência dos conflitos, objeto principal do DIPRI.Jacob Dolinger

também devem ser consideradas integrantes da ciência dos conflitos, objeto principal do DIPRI. ” Jacob Dolinger
 

s

o

Regras

b

Colisionais

r

e

d

i

r

e

i

t

o

Temporais (Direito Intertemporal) Internacionais

Atemporais

(DIPRI)

Interespaciais

Interpessoais

Internas

Civil

Comercial

Fiscal, etc Interestaduais Interprovinciais Inter-regionais Intercantonais

Interreligiosas

Intertribais

Intercastais

Interétnicas

etc Interestaduais Interprovinciais Inter-regionais Intercantonais Interreligiosas Intertribais Intercastais Interétnicas

SITUAÇÕES MULTICONECTADAS

necessitam regras jurídicas próprias

método conflitual o juiz se refere a uma norma de conflito para determinar o direito aplicável ao litígio. Tanto faz usar o direito do foro ou o estrangeiro.

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DOMÍNIO DO DIPRI

ESCOLA FRANCESA

Nacionalidade;

Condição Jurídica do Estrangeiro;

Conflito de Leis;

Conflito de Jurisdições;

Direitos Adquiridos na sua dimensão internacional - Antoine Pillet

Conflito de Leis; Conflito de Jurisdições; Direitos Adquiridos na sua dimensão internacional - Antoine Pillet

DOMÍNIO DO DIPRI

ESCOLA ANGLO-SAXÃ / CONFLICT OF LAWS

Conflito de Leis;

Conflito de Jurisdições;

ESCOLA ALEMÃ

Conflito de Leis;

D IPRI ESCOLA ANGLO-SAXÃ / CONFLICT OF LAWS Conflito de Leis; Conflito de Jurisdições; ESCOLA ALEMÃ

CONCEPÇÕES DO DIPRI

Restritiva - Common Law

Luiz Ivani Araújo

Edgar Carlos de Amorim

Ampla Jacob Dolinger, Carmen Tiburcio, Marilda

Rosado, Nadia de Araujo

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43
Lei do País A
Lei do
País A
Lei do País A Lei do País B N ÃO HÁ EFETIVAMENTE UM CONFLITO HÁ UM
Lei do País B
Lei do
País B

NÃO HÁ EFETIVAMENTE UM CONFLITO

HÁ UM CONCURSO DE LEIS

PARA RESOLUÇÃO DESSA QUESTÃO SE APLICA O

DIPRI

do País B N ÃO HÁ EFETIVAMENTE UM CONFLITO HÁ UM CONCURSO DE LEIS PARA RESOLUÇÃO

CONFLITOS INTERESPACIAIS

Caso Miliken x Pratt EUA

Fazem parte do estudo do DIPRI? Oscar Tenorio e Pontes de Miranda Não Haroldo Valladão - Sim

x Pratt – EUA Fazem parte do estudo do DIPRI? Oscar Tenorio e Pontes de Miranda

CONFLITOS INTERPESSOAIS

Não tem aspecto espacial

Mais de uma legislação

Motivação subjetiva decorrentes de qualificações pessoais

Ex: na Europa Oriental até a 2 Guerra Mundial os casamentos eram celebrados de acordo com a religião de cada um.

Fazem parte do estudo do DIPRI? Sim (Arminjon e Jacob Dolinger)

eram celebrados de acordo com a religião de cada um.  Fazem parte do estudo do

VISÃO DO DIPRI / ÓTICA DO DIPRI

Multilaterismo (Savigny) x Unilateralismo.

“que lei se aplica?”

Classifica relações

Jurídicas e atribui a uma

Ordem jurídica

Ex: art 7 da LINDB

x “qual

é o alcance

minha lei?”

da

x enfoque da relação

jurídica e sua conexão

territorial ou nacional

x FCPA

x “qual é o alcance minha lei?” da x enfoque da relação jurídica e sua conexão

DIPRI

Relação jurídica

Análise

sua qualificaçãoD IPRI Relação jurídica Análise  Localizar a conexão ao sistema jurídico mais adequado, visando a

D IPRI Relação jurídica Análise sua qualificação  Localizar a conexão ao sistema jurídico mais adequado,

Localizar a conexão ao sistema jurídico mais adequado, visando a sua aplicação

Análise sua qualificação  Localizar a conexão ao sistema jurídico mais adequado, visando a sua aplicação

EXEMPLO: CONDIÇÃO JURÍDICA DO ESTRANGEIRO E CONFLITO DE LEIS

Um estrangeiro = 17 anos = domiciliado em seu país

De passagem pelo Brasil

Deseja fazer um testamento

Condição jurídica do estrangeiro = Pode um estrangeiro

efetuar ato de testamento no Brasil?

Conflito de leis: qual lei civil será aplicada ao

testamento, no que tange à capacidade e às normas testamentárias?

Conflito de leis: qual lei civil será aplicada ao testamento, no que tange à capacidade e

O DIPRI BRASILEIRO RESPONDE:

Condição jurídica do estrangeiro = Pode um

estrangeiro efetuar ato de testamento no Brasil?

Sim, o estrangeiro tem condição jurídica para testar

no Brasil.

Conflito de leis: qual lei civil será aplicada ao testamento, no que tange à capacidade e às normas testamentárias?

Os aspectos formais serão regidos pelo local da feitura do ato e os aspectos de substância e

capacidade pela lei do país onde o estrangeiro é

domiciliado.

local da feitura do ato e os aspectos de substância e capacidade pela lei do país

EXEMPLO NACIONALIDADE, CONDIÇÃO JURÍDICA DO ESTRANGEIRO, CONFLITO DE JURISDIÇÃO

Um homem nascido em Paris, de pais brasileiros, casado com uma francesa, firmou em Paris contrato, juntamento com sua esposa, com quem é

casado no regime de separação de bens, contrato

de compra de controle acionário de uma sociedade brasileira, proprietária de um órgão jornalístico e que descumpre as obrigações assumidas com o

vendedor no que tange ao pagamento parcelado

do preço da aquisição.

e que descumpre as obrigações assumidas com o vendedor no que tange ao pagamento parcelado do

O homem é brasileiro? (art. 12 CF)

Pode a esposa ser titular dessas ações? (art. 15,

CC frances)

Qual tribunal competente para julgar a ação do vendedor contra o casal? (art. 88, II, CPC)

Se for competente Tribunal brasileiro, como deve

ser cumprida a obrigação?

Qual a lei aplicável a validade formal do contrato?

Tribunal brasileiro, como deve ser cumprida a obrigação?  Qual a lei aplicável a validade formal

Qual a lei aplicável para substância do contrato?

(interpretação de suas cláusulas, o entendimento dos direitos e obrigações das partes e as consequencias de um eventual inadimplemento)

Há possibilidade de se confirmar e executar a setença prolatada no Brasil na França?

um eventual inadimplemento)  Há possibilidade de se confirmar e executar a setença prolatada no Brasil

5423/08/10

DIREITO INTERTEMPORAL E DIPRI

Sobredireito

Lei Antiga

D IREITO I NTERTEMPORAL E DIP RI Sobredireito Lei Antiga fator tempo Direito Intertemporal Lei Nova
D IREITO I NTERTEMPORAL E DIP RI Sobredireito Lei Antiga fator tempo Direito Intertemporal Lei Nova

fator tempo

Direito

Intertemporal

Lei Nova (conflito Intertemporal)

fator espaço

Lei Nova (conflito Intertemporal) fator espaço Lei do Foro Lei Estranha (conflito interespacial) (conflito

Lei do Foro

Lei Nova (conflito Intertemporal) fator espaço Lei do Foro Lei Estranha (conflito interespacial) (conflito

Lei Estranha

(conflito interespacial)

(conflito interpessoal)

DIPRI

(conflito Intertemporal) fator espaço Lei do Foro Lei Estranha (conflito interespacial) (conflito interpessoal) DIPRI

PODE OCORRER

Conflito temporal de normas de DIPRI

Conflito espacial de normas temporais

P ODE OCORRER  Conflito temporal de normas de DIPRI  Conflito espacial de normas temporais

CONFLITO TEMPORAL DE NORMAS DE DIPRI

alteração na legislação interna de conflitos de leis interespaciais ou interpessoais.

Exemplo Brasileiro

 alteração na legislação interna de conflitos de leis interespaciais ou interpessoais.  Exemplo Brasileiro

5723/08/10

CONFLITO TEMPORAL DE NORMAS DE DIPRI

Casamento Lei de Introdução ao CC1916 Art. 8. A lei nacional da pessoa

determina a capacidade civil, os direitos

de família, as relações pessoais dos cônjuges e o regimen dos bens no

casamento, sendo lícito quanto a este a

opção pela lei brasileira.

pessoais dos cônjuges e o regimen dos bens no casamento, sendo lícito quanto a este a

5823/08/10

CONFLITO TEMPORAL DE NORMAS DE DIPRI

LINDB - 1942

Art. 6º A Lei em vigor terá efeito imediato e geral, respeitados o ato jurídico perfeito, o direito adquirido e a coisa julgada.

§ 1º Reputa-se ato jurídico perfeito o já consumado segundo a lei vigente ao tempo em que se efetuou.

Art. 7o A lei do país em que domiciliada a pessoa determina as regras sobre o começo e o fim da personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de

família.

a pessoa determina as regras sobre o começo e o fim da personalidade, o nome, a

5923/08/10

CONFLITO TEMPORAL DE NORMAS DE DIPRI

CONSEQUÊNCIA:

Casamentos entre estrangeiros, domiciliados no Brasil, celebrados antes

de 1942 obedecem até hoje o princípio da

nacionalidade

entre estrangeiros, domiciliados no Brasil, celebrados antes de 1942 obedecem até hoje o princípio da nacionalidade

CONFLITO TEMPORAL DE NORMAS DE DIPRI

Esse conflito é resolvido pelo Direito Intertemporal internacional

Direito Intertemporal Internacional = Direito que rege os

conflitos temporais das regras do DIPRI

As regras de DIPRI seguem as mesmas regras que regem os conflitos temporais das normas jurídicas em geral.

Dto Intertemporal Internacional = Dto Intertemporal Comum

os conflitos temporais das normas jurídicas em geral.  Dto Intertemporal Internacional = Dto Intertemporal Comum

CONFLITO TEMPORAL DE NORMAS DE DIPRI

“O efeito do tempo da modificação de uma regras de

DIPRI é determinado pelo sistema ao qual referida

regra pertenceClunet

do tempo da modificação de uma regras de DIPRI é determinado pelo sistema ao qual referida

CONFLITO ESPACIAL DE NORMAS TEMPORAIS

DIPRI do foro

C ONFLITO E SPACIAL DE NORMAS T EMPORAIS DIPRI do foro Dto estrangeiro Alteração temporal no

Dto estrangeiro

C ONFLITO E SPACIAL DE NORMAS T EMPORAIS DIPRI do foro Dto estrangeiro Alteração temporal no

Alteração temporal no Dto Interno

C ONFLITO E SPACIAL DE NORMAS T EMPORAIS DIPRI do foro Dto estrangeiro Alteração temporal no

6323/08/10

CONFLITO ESPACIAL DE NORMAS TEMPORAIS

Casal de alemães casou-se em 1943 na Alemanha separação de bens

Lei alemã de 1957 comunhão de aquestos

retroatividade da lei

1943 na Alemanha – separação de bens  Lei alemã de 1957 – comunhão de aquestos

CONFLITO ESPACIAL DE NORMAS TEMPORAIS

Como proceder?

Brasil ou Alemanha?

Aceitar o Dto estrangeiro como um todo, inclusive a

regra retroativa?

Aplicar o Dto estrangeiro material anterior, em

respeito a regra de Dto intertemporal do foro que

determina a aplicação da norma vigente à época da ocorrência do fato?

a regra de Dto intertemporal do foro que determina a aplicação da norma vigente à época

CONFLITO ESPACIAL DE NORMAS TEMPORAIS

Respeitar a regra de Dto Intertemporal do sistema jurídico declarado competente

Dto Intertemporal interno do Estado Estrangeiro

Opção do DIPRI tem efeitos amplos e incluí o Dto Intertemporal do sistema jurídico indicado

Exceção art. 17 LINDB

do DIPRI tem efeitos amplos e incluí o Dto Intertemporal do sistema jurídico indicado  Exceção

6623/08/10

CONFLITO ESPACIAL DE NORMAS TEMPORAIS

Aplicação integral da lei alemã

6623/08/10 C ONFLITO E SPACIAL DE NORMAS T EMPORAIS  Aplicação integral da lei alemã

DIREITO INTERNACIONAL PRIVADO

Aula 3

Direito Uniforme

Direito Uniformizado

Direito Comparado

Fontes

Conflito de Fontes

 Aula 3  Direito Uniforme  Direito Uniformizado  Direito Comparado  Fontes  Conflito

UNIFORMIZAÇÃO

modos

Uniformizar - todo direito igual

harmonizar - coordenação dos resultados, caminhando na mesma direção. Harmonização através da uniformização das regras de Dipr. Haia. Cidips.

regras materiais Uncitral/Unidroit - uniformização de um instituto jurídico, como p.e., a C & V Int, propriedade intelectual, . Direito

material uniforme

regras conflituais Haia/Oea (Cidips) direito uniforme dirigido. Dipr uniforme.

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68

DIREITO UNIFORME

quando direitos autônomos não divergem. Naturalmente ou porque sofreram um processo de harmonização. Direito uniforme dirigido, um direito de leis, e não como o Dipri sobre

leis. Direito Uniforme é antítese do Dipri.

Mas a aplicação do direito uniforme ainda convive com o problema da interpretação divergente dos tribunais de cada

país. Só a existência de um tribunal único garante a

uniformização.

Complicador moderno processos de integração trazem

novos problemas, pois temos agora um ordenamento jurídico

comunitário.

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DIREITO COMPARADO

Método que auxilia o Dipri e a Justiça.

Estudo sistemático de outros sistemas jurídicos.

Comparação

Macro

Micro

70
70

RENÉ DAVID E OS SISTEMAS DE DIREITO

Direitos Ocidentais

Subgrupo Romano-Germânico

Subgrupo Anglo-Saxão

Direito Soviético

Direito Islâmico (Sharia)

Direito Hindú

Direito Chinês

Subgrupo Anglo-Saxão • Direito Soviético • Direito Islâmico (Sharia) • Direito Hindú • Direito Chinês

ASPECTOS ATUAIS

Polinização cruzada

Transplantes legais

Voluntários

Impostos

Aproximação dos sistemas de Common Law e de Direito Romano-Germânico

legais – Voluntários – Impostos • Aproximação dos sistemas de Common Law e de Direito Romano-Germânico

LINDB/CPC

LICC Art. 14. Não conhecendo a lei estrangeira, poderá o juiz exigir de quem a

invoca prova do texto e da vigência.

CPC Art. 337. A parte, que alegar direito municipal, estadual, estrangeiro ou

consuetudinário, provar-lhe-á o teor e a vigência, se assim o determinar o juiz.

municipal, estadual, estrangeiro ou consuetudinário, provar-lhe-á o teor e a vigência, se assim o determinar o

Common Law

Desenvolvimento de caso a caso

Decisões não são

formuladas até elas serem

necessárias

Particular - Geral

Fé em

Precedentes

Céticos de Generalizações

Civil Law

Lei é codificação

Decisões feitas

anteriormente

Geral - Particular

Fé em silogismos lógicos

Interesse em sistematizações

Decisões feitas anteriormente • Geral - Particular • Fé em silogismos lógicos • Interesse em sistematizações

DIREITO COMPARADO

(02) Comparar termos jurídicos em distintas legislações.

Compensação: Segundo o Código Civil Brasileiro:

“Art. 368. Se duas pessoas forem ao mesmo tempo

credor e devedor uma da outra, as duas obrigações

extinguem-se, até onde se compensarem”.

No Common Law, o mesmo instituto é chamado set-

off que, segundo Black’s Law Dictionary, significa: “A debtor’s right to reduce the amount of a debt by any sum the creditor owes the debtor. The

counterbalancing sum owed by the creditor”

to reduce the amount of a debt by any sum the creditor owes the debtor. The

DIREITO UNIFORME Espontâneo Constituição Espanhola de 1978

Artículo 15.

Todos tienen derecho a la vida y a la integridad física y moral, sin que, en ningún caso, puedan ser sometidos a tortura ni a penas o tratos

inhumanos o degradantes. Queda abolida la pena de

muerte, salvo lo que puedan disponer las leyes penales militares para tiempos de guerra.

Queda abolida la pena de muerte, salvo lo que puedan disponer las leyes penales militares para

DIREITO UNIFORME

Espontâneo Art 5º CF88

III - ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante;

XLVII - não haverá penas:

a) de morte, salvo em caso de guerra declarada,

nos termos do art. 84, XIX;

• XLVII - não haverá penas: • a) de morte, salvo em caso de guerra declarada,

DIREITO UNIFORME

Provocado ou Uniformizado

Convenções para adoção de uma lei uniforme em matéria de letras de câmbio e notas promissórias Decreto 57663 - 1966

Convenções para adoção de uma lei uniforme em matéria de letras de câmbio e notas promissórias

Dipri na mídia

Convenções de Genebra completam 60 anos sendo menos respeitadas

 Dipri na mídia  Convenções de Genebra completam 60 anos sendo menos respeitadas

DIREITO UNIFORMIZADO

DECRETO N. 18.871 DE 13 DE AGOSTO DE 1929 Convenção de Direito Internacional Privado de Havana

CUBA: Antonio S. de Bustamante

Art. 1º As Republicas, contractantes acceitam e

põem em vigor o Codigo de Direito Internacional

Privado, annexo á presente convenção.

contractantes acceitam e põem em vigor o Codigo de Direito Internacional Privado, annexo á presente convenção.

DIFICULDADES

Abrangência

Uniformidade de Aplicação

Verificar ratificação por outros Estados

Cláusulas gerais, conceitos abertos

• Uniformidade de Aplicação • Verificar ratificação por outros Estados • Cláusulas gerais, conceitos abertos

DIPRI X DIREITO UNIFORME

DIPRI é usado quando não há Direito Uniforme diversidade normativa (Asser antítese)

Jitta Direito Uniforme é uma das manifestações do DIPRI

UNIFORMIZAÇÃO DO DIPRI:

– antítese) • Jitta – Direito Uniforme é uma das manifestações do DIPRI  UNIFORMIZAÇÃO DO

CIDIP

CONFERÊNCIA ESPECIALIZADA INTERAMERICANA SOBRE DIREITO INTERNACIONAL PRIVADO (CIDIP-VII)

Convenção Interamericana sobre a Restituição Internacional de Menores

Promulgada pelo Decreto nº 1.212, de 3 de agosto de

1994

Convenção Interamericana sobre Obrigação Alimentar

Promulgada pelo Decreto nº 2.428, de 17 de dezembro

de 1997

• Convenção Interamericana sobre Obrigação Alimentar Promulgada pelo Decreto nº 2.428, de 17 de dezembro de

Convenção Interamericana sobre Conflito de Leis em Matéria de Adoção de Menores Promulgada pelo Decreto nº 2.429, de 17 de dezembro de 1997

Convenção Interamericana sobre Normas Gerais de

Direito Internacional Privado

Promulgada pelo Decreto nº 1.979, de 9 de agosto de

1996

sobre Normas Gerais de Direito Internacional Privado Promulgada pelo Decreto nº 1.979, de 9 de agosto

Convenção Interamericana sobre Eficácia Extraterritorial das Sentenças e Laudos Arbitrais Estrangeiros

Promulgada pelo Decreto nº 2.411, de 2 de dezembro de 1997

Convenção Interamericana sobre Cartas Rogatórias

Promulgada pelo Decreto nº 1.899, de 9 de maio de

1996

de 1997 • Convenção Interamericana sobre Cartas Rogatórias Promulgada pelo Decreto nº 1.899, de 9 de

SUCESSO

Direito Marítimo

Direito das Telecomunicações

Direito Aeronáutico

Direito da Propriedade Intelectual

Direito da União Europeia

Código Aduaneiro do Mercosul evitar dupla

cobrança da Tarifa de Exportação Comum

Direito da União Europeia • Código Aduaneiro do Mercosul – evitar dupla cobrança da Tarifa de

UNIDROIT

International Institute for the Unification of Private Law

1926 Órgão auxiliar da Liga das Nações

1940 Estados Membro 61

Estatuto independente, tentativa de imparcialidade entre sistemas jurídicos

Convenções + Soft Law

Arbitragem

Estatuto independente, tentativa de imparcialidade entre sistemas jurídicos • Convenções + Soft Law • Arbitragem

UNCITRAL

United Nations Commission on International Trade Law 1966

Convenções

United Nations Convention on the Carriage of Goods by Sea

Leis Modelo

UNCITRAL Model Law on International Commercial

Arbitration (inspiração da lei brasileira)

by Sea • Leis Modelo – UNCITRAL Model Law on International Commercial Arbitration (inspiração da lei

SOFT LAW

Direito não-estatal

Incoterms - ICC

international commerce terms

FOB Free on board (named loading port)

CIF Cost, Insurance and Freight

(named destination port)

– FOB – Free on board (named loading port) – CIF – Cost, Insurance and Freight

FONTES

Internas :

Lei, doutrina, jurisprudência

Internacionais tratados e convenções doutrina, jurisprudência e costume

e convenções  doutrina, jurisprudência e costume O Direito diverge de acordo com as condições climáticas,

O Direito diverge de acordo com as condições

climáticas, étnicas, físicas, geográficas, econômicas, sociais, religiosas e políticas.

91
91

NORMAS INTERNACIONAIS ESTATUTO CIJ

Artigo 38

1. A Corte, cuja função seja decidir conforme o direito internacional as controvérsias que sejam submetidas, deverá aplicar; 2. as convenções internacionais, sejam gerais ou particulares, que estabeleçam regras expressamente reconhecidas pelos Estados

litigantes;

3. o costume internacional como prova de uma prática geralmente aceita como direito;

pelos Estados litigantes;  3. o costume internacional como prova de uma prática geralmente aceita como

4. os princípios gerais do direito reconhecidos pelas nações civilizadas; 5. as decisões judiciais e as doutrinas dos publicitários de maior competência das

diversas nações, como meio auxiliar para a determinação das regras de direito, sem prejuízo do disposto no Artigo 59. 6. A presente disposição não restringe a

faculdade da Corte para decidir um litígio ex

aequo et bono, se convier às partes.

disposição não restringe a faculdade da Corte para decidir um litígio ex aequo et bono ,

TRATADO CONVENÇÃO DE VIENA SOBRE O DIREITO DOS TRATADOS

DECRETO Nº 7.030, DE 14 DE DEZEMBRO DE 2009

Artigo 2

Expressões Empregadas

1. Para os fins da presente Convenção:

a) "tratado" significa um acordo internacional concluído por escrito entre Estados e regido pelo Direito Internacional, quer conste de um instrumento

único, quer de dois ou mais instrumentos conexos,

qualquer que seja sua denominação específica;

de um instrumento único, quer de dois ou mais instrumentos conexos, qualquer que seja sua denominação

DIPR:

ELABORAÇÃO E INTERNALIZAÇÃO DOS TRATADOS

Fases:

1. Negociação;

2. Assinatura;

Poder para celebrar tratados = Presidente da República (CF art 84,VIII) que delega ao Ministério das Relações Exteriores (Decreto 2.246/97).

Competência originária: Presidente.

Competência derivada: Ministro das Relações Exteriores.

3. Executivo envia ao CN - exposição de motivos + mensagem presidencial

4. Resolução pelo Congresso Nacional Crivo do Poder Legislativo

CF: Artigo 49, I.

Competência Ad referendum

Pode apresentar reservas

Decreto Legislativo do Presidente do Senado Federal

I.  Competência Ad referendum  Pode apresentar reservas  Decreto Legislativo do Presidente do Senado

5. Ratificação Presidente da República validade externa Troca de notas diplomáticas (bilateral). Depósito: alcance do nº mínimo de ratificações

(multilateral).

2 momento de manifestação de vontade do Executivo

Comunicação formal de que o Estado se obriga

Internacionalmente

6. Promulgação Presidente da República validade interna.

Mediante Decreto

7. Registro e Publicação. ato externo no orgão

responsável para depósito

validade interna.  Mediante Decreto 7. Registro e Publicação. ato externo no orgão responsável para depósito

EXERCÍCIOS OAB 1 - Qual das assertivas abaixo demonstra de maneira correta os trâmites necessários para que um Tratado

ou Acordo Internacional, do qual o Brasil é signatário,

tenha plena vigência no direito pátrio:

a. Não existem trâmites legais internos posteriores a assinatura dos Tratados ou Acordos Internacionais.

Uma vez que, firmados pela autoridade competente, têm vigência imediata;

dos Tratados ou Acordos Internacionais. Uma vez que, firmados pela autoridade competente, têm vigência imediata;

EXERCÍCIOS OAB

B - A integração da norma internacional no direito positivo se dá no momento em que é ratificada pelo Poder Executivo, através de Decreto Presidencial; c. A adesão efetiva ao diploma internacional dar-se-á somente após ter sido aprovado pelo Congresso Na- cional, mediante Decreto Legislativo, e posteriormente ratificado pelo Poder Executivo; d. Os trâmites legais internos resumem-se na aprovação, por maioria simples, pelo Senado Federal.

Executivo;  d. Os trâmites legais internos resumem-se na aprovação, por maioria simples, pelo Senado Federal.

EXERCÍCIOS OAB

2 - As declarações de vontade, atos e leis de outro país só terão eficácia no Brasil se:

a. Forem homologadas pelo Supremo Tribunal Federal;

b. Não ofenderem a soberania nacional, a ordem

pública e aos bons costumes;

c. Forem ratificados pelo Congresso Nacional;

d. Estiverem fundamentados em protocolos elaborados pelo Ministério das Relações Exteriores.

Congresso Nacional;  d. Estiverem fundamentados em protocolos elaborados pelo Ministério das Relações Exteriores.

DIPR: CONFLITO DE FONTES

Teorias:

Monista (Kelsen)

Sustentava não ser possível admitir a existência de dois sistemas jurídicos distintos, válidos e independentes um do outro.

As relações de direito interno e internacional convergem-se superpõe e formam uma única ordem jurídica.

Norma internacional no topo da pirâmide - hierarquia das normas - primazia do direito internacional sobre o direito interno.

A norma internacional ratificada pelo Estado passa a integrar seu ordenamento jurídico, regendo as relações internas.

A norma internacional ratificada pelo Estado passa a integrar seu ordenamento jurídico, regendo as relações internas.

3 correntes:

Primazia do Direito Interno

Primazia do Direito Internacional

Moderado

A concepção monista da primazia do Direito

Internacional é a que atualmente prevalece em vários

países, dentre os quais Argentina e Paraguai, no âmbito do MERCOSUL, e Portugal na Europa.

prevalece em vários países, dentre os quais Argentina e Paraguai, no âmbito do MERCOSUL, e Portugal

CTN - LEI Nº 5.172, DE 25 DE OUTUBRO DE 1966.

Art. 98. Os tratados e as convenções

internacionais revogam ou modificam a legislação tributária interna, e serão

observados pela que lhes sobrevenha.

internacionais revogam ou modificam a legislação tributária interna, e serão observados pela que lhes sobrevenha.

DIPR: CONFLITO DE FONTES

Teorias:

Dualista (Trieppel)

Face às suas características, o direito interno e o direito internacional constituem sistemas jurídicos distintos; são dois círculos que não se sobrepõem, apenas se tangenciam. Daí não haver possibilidade de conflito. O direito interno rege relações de direito intra-estatais e o direito internacional, relações interestatais.

Necessidade de fazer editar, no plano interno, norma idêntica à internacional, para que incida sobre as relações internas.

de fazer editar, no plano interno, norma idêntica à internacional, para que incida sobre as relações

DUALISMO

ANZILOTTI que as ordens jurídicas internas e

externas são diversas porque tem destinatários diferentes, enquanto a

internacional regulamenta as relações entre os

Estados, a interna regulamenta a dos indivíduos, emanando de fontes diversas

tendo, portanto, destinatários diferentes.

Duas correntes:

Dualismo Radical

Dualismo Moderado

fontes diversas tendo, portanto, destinatários diferentes. Duas correntes:  Dualismo Radical  Dualismo Moderado

DIREITO INTERNACIONAL E DIREITO INTERNO

Monismo

Unidade de todo o sistema

Jurídico

Primazia do direito natural

Primazia dos direitos

humanos

Primazia do “pacta sunt

servanda”

Recepção automática plena

Dualismo

Autonomia da ordem Estadual

Primazia da soberania

Preservação da primazia

democrático-parlamentar

Transformação dos

tratados em leis

da soberania  Preservação da primazia  democrático-parlamentar  Transformação dos tratados em leis

DIPR: CONFLITO DE FONTES

Critérios de Solução de Conflitos

(O direito não suporta antinomias)

Hierárquico

(primazia

para

a

Constitução

ou

para

o

Direito

Internacionalista, e no plano interno, pirâmide das leis).

Especialização (lex specialis derogat generali).

Temporal (later in time - US Supreme Court).

Exceção: direito comunitário - primazia (UE), com fundamento no direito constitucional interno.

- US Supreme Court). Exceção: direito comunitário - primazia (UE), com fundamento no direito constitucional interno.

Carmen Tiburcio enfatiza que o Dualismo não mais subsiste, tendo

em vista que normas oriundas de convenções sobre direitos

humanos têm aplicação imediata à esfera dos particulares, bem como no caso de normas protetivas dos trabalhadores advindas das Convenções da OIT que, igualmente, são aplicadas diretamente na relação empregador-empregado.

Art. 5º, § 3º, CF/88. “Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros, serão equivalentes às emendas constitucionais.” (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de

Carmen Tiburcio ressalta que os conflitos entre lei e tratados- contrato não se resolvem com a equiparação dos mesmos e uso do critério temporal, pois estes têm por natureza criar normas especiais, que afastam, no caso, a regra geral consubstanciada na

lei interna. Para que não mais sejam aplicados faz-se necessária

sua denúncia formal.

Há quem defenda (Gustavo Binenbojm, Nádia de Araújo) que o sistema adotado no âmbito do direito brasileiro seja o dualismo moderado, em razão da exigência de promulgação do decreto presidencial que marca o início da vigência do tratado no plano interno

razão da exigência de promulgação do decreto presidencial que marca o início da vigência do tratado

CF X TRATADO

Carmen Tibúrcio

“ Hoje a doutrina e a jurisprudência

brasileiras são quase unânimes

quanto à solução desse tipo de conflito: tem-se entendido que

prevalece a Constituição, sem atentar para qualquer critério

cronológico”

tipo de conflito: tem-se entendido que prevalece a Constituição, sem atentar para qualquer critério cronológico”

CF 1988

Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer

natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes

no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à

segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

[ ]

§ 2º - Os direitos e garantias expressos nesta Constituição não

excluem outros decorrentes do regime e dos princípios por ela

adotados, ou dos tratados internacionais em que a República

Federativa do Brasil seja parte.

§ 3° - Os tratados e convenções internacionais sobre direitos

humanos que foram aprovados, em cada Casa do Congresso

Nacional, em dois turnos, por três quinto dos votos dos respectivos

membros, serão equivalentes às emendas constitucionais.

dois turnos, por três quinto dos votos dos respectivos  membros, serão equivalentes às emendas constitucionais

CF 1988

Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a

guarda da Constituição, cabendo-lhe:

III - julgar, mediante recurso extraordinário, as causas decididas em

única ou última instância, quando a decisão recorrida:

[ ]

b) declarar a inconstitucionalidade de tratado ou lei federal;

[ ]

Art. 178. A lei disporá sobre a ordenação dos transportes aéreo,

aquático e terrestre, devendo, quanto à ordenação do transporte

internacional, observar os acordos firmados pela União, atendido

o princípio da reciprocidade.

do transporte  internacional, observar os acordos firmados pela União , atendido  o princípio da

o poder de interpretar o ordenamento normativo do Estado, ainda que disseminado por todo o corpo social, traduz prerrogativa essencial daqueles que o aplicam, incumbindo, ao Judiciário, notadamente ao Supremo Tribunal Federal - que detém, em matéria constitucional, "o monopólio da última palavra" -, o exercício dessa relevantíssima atribuição de ordem

jurídica. (STF, acórdão proferido na ADIN N° 1.675-1 DF)

-, o exercício dessa relevantíssima atribuição de ordem jurídica. (STF, acórdão proferido na ADIN N° 1.675-1

CONVENÇÃO DE VARSÓVIA X CDC E CF

STF RE 172720-9 (ver)

Indenização e dano moral

C ONVENÇÃO DE V ARSÓVIA X CDC E CF • STF RE 172720-9 (ver) • Indenização

Constituição Federal x Convenção da OIT que trata da reintegração compulsória do trabalhador demitido sem

justa causa:

Dispunha o art. 492 da CLT que, completados dez anos junto ao mesmo empregador, o trabalhador passaria a gozar de estabilidade, não podendo ser despedido senão pela prática de falta grave. Com o advento da Lei nº 5.107/66, que cria o

FGTS, faculta-se ao trabalhador optar por uma indenização

em caso de despedida.

advento da Lei nº 5.107/66, que cria o FGTS, faculta-se ao trabalhador optar por uma indenização

A Constituição Federal de 1988 consagra, em seu

art. 7º, I e III, o FGTS (indenização) como direito de

todos os trabalhadores, deixando de existir a estabilidade decenal. Entretanto, em 1996, o Brasil

ratifica a Convenção nº 158 da OIT, por meio do

Decreto nº 1.855/96, que prevê a reintegração compulsória do trabalhador dispensado sem justa causa, em retomada ao instituto da estabilidade.

ADIN = viola o art. 7º, I, da CF/88, ao adotar, contrariamente, o critério da estabilidade; a Convenção é incorporada à órbita interna com status de lei ordinária, inconstitucional = deveria ser apenas por lei complementar.

incorporada à órbita interna com status de lei ordinária, inconstitucional = deveria ser apenas por lei

Restou assentado na ementa da ADIN que, no sistema jurídico brasileiro, os tratados ou convenções internacionais estão

hierarquicamente subordinados à autoridade

normativa da Constituição e, em conseqüência, não podem versar matéria posta sob reserva constitucional de lei complementar.

da Constituição e, em conseqüência, não podem versar matéria posta sob reserva constitucional de lei complementar.

Entretanto, a Corte entendeu que a Convenção da OIT é dotada de conteúdo programático, cuja aplicabilidade depende da ação normativa do legislador interno de cada país. A este é

possibilitada a “adequação das diretrizes

constantes da Convenção nº 158/OIT às exigências formais e materiais do estatuto constitucional brasileiro”, adotando, em conseqüência, a fórmula

da reintegração no emprego e/ou da indenização compensatória, que se revelar mais consentânea com a legislação e a prática nacionais.

Em junho de 2001, a ADIN é julgada extinta pela perda superveniente de seu objeto, já que o Presidente da República denunciou a referida Convenção.

extinta pela perda superveniente de seu objeto, já que o Presidente da República denunciou a referida

Conflito entre a Constituição Federal e o Pacto de San José da Costa Rica, que não admite prisão civil por dívida:

A Constituição Federal de 1988, em seu art. 5º, LXVII, prevê a prisão civil do “responsável pelo inadimplemento voluntário e inescusável de obrigação alimentícia” e a do “depositário infiel”.

A Lei Ordinária nº 4.728/65, em seu art. 66, equipara o devedor fiduciante ao depositário, pois em ambos os casos o domínio e a posse indireta

continuam a pertencer ao credor, pela natureza do

contrato.

Discute-se, primeiramente, se lei ordinária

pode acrescentar outras hipóteses de cabimento

de prisão civil por dívida às já previstas na norma

constitucional (devedor fiduciante).

hipóteses de cabimento de prisão civil por dívida às já previstas na norma constitucional (devedor fiduciante).

O Brasil ratificou o Pacto de São José da Costa Rica,

que só admite prisão civil por inadimplemento de prestação alimentar, enquanto a Constituição brasileira contempla também a prisão do depositário infiel. Surge,

daí, outra discussão com respeito à norma que

prevalece.

A doutrina e a jurisprudência pátrias, majoritariamente, consolidaram-se no sentido de admitir a prisão civil do depositário infiel, adotando a tese da primazia da Constituição sobre os tratados.

Parte da doutrina, no entanto, defendia que tratados de

direitos humanos como o é o Pacto de São José

seriam incorporados ao direito interno com status de norma constitucional, de modo que só restaria possível a prisão civil de devedor de alimentos.

interno com status de norma constitucional, de modo que só restaria possível a prisão civil de

Anteriormente à vigência da Emenda Constitucional nº 45, de 30/12/2004 ficou

consagrado o entendimento da supralegalidade do pacto e dos tratados de direitos humanos. E caso respeitem o quorum de internalização, pós emenda

45 seriam considerados como emenda constitucional

humanos. E caso respeitem o quorum de internalização, pós emenda 45 seriam considerados como emenda constitucional

HOLANDA CONSTITUIÇÃO 1983

Art 94 As disposições legais em vigor no

Reino deixarão de se aplicar quando colidirem

com disposições de tratados obrigatórias para

todas as pessoas ou com decisões de

organizações internacionais.

com disposições de tratados obrigatórias para todas as pessoas ou com decisões de organizações internacionais.

FRANÇA CONSTITUIÇÃO 1958

Art. 55 Os tratados ou acordos

regularmente ratificados ou aprovados têm, a partir de sua publicação, uma autoridade superior à das leis, desde que respeitados pela outra parte signatária

a partir de sua publicação, uma autoridade superior à das leis, desde que respeitados pela outra

Código de Bustamante - Brasil - STF

SE 933, RT vol. 136, p. 824. “Competência - Direito Internacional Privado - Ação contra residente no Brasil perante a justiça de país diverso - Inexistência de atentado à soberania nacional - Aplicação dos

artigos 318 a 322 do Código de Bustamante” e no corpo do acórdão se

lê: “Observou-se, algures, aplicar-se no Brasil o Código de Bustamante exclusivamente aos súditos dos países que o adotaram. Não parece apoiado em boa razão e acerto: os tratados, sim, apenas obrigam as partes contratantes, mas um Código, seja qual for a sua origem, é lei do

país que o promulgou, rege o direito por ele regulado, qualquer que seja a nacionalidade das pessoas que naquele território o invoquem. O professor Clovis Bevilaqua, ao comentar o Código Civil, ensinou aplicar-se a lei pessoal do marido para determinar o regime dos bens

entre os cônjuges. Sobrevindo o Código de Bustamante, entendeu o

mestre estar eliminada a exegese por ele proferida, no artigo 8o da Introdução ao Código, em virtude da regra geral do art. 187 do

repositório de normas civis adotado em Havana

internacional vigente no Brasil. Não opôs exceção alguma; não o restringiu aos súditos de países que participavam da Conferência de Havana.”

É este, hoje, o direito

alguma; não o restringiu aos súditos de países que participavam da Conferência de Havana.” É este,

DECRETO Nº 7.030, DE 14 DE DEZEMBRO DE 2009. CONVENÇÃO DE VIENA SOBRE O DIREITO

DOS TRATADOS

Artigo 27 Direito Interno e Observância de Tratados Uma parte não pode invocar as

disposições de seu direito interno para

justificar o inadimplemento de um tratado. Esta regra não prejudica o artigo 46.

de seu direito interno para justificar o inadimplemento de um tratado. Esta regra não prejudica o

OBRIGADA!

carolina_adea@yahoo.com.br

124
124

DIREITO INTERNACIONAL PRIVADO

Aula 4

Normas

Classificação das Normas de DIPRI

Regras de Conexão

D IREITO I NTERNACIONAL P RIVADO  Aula 4  Normas  Classificação das Normas de

JACOB DOLINGER:

’No entanto, há que se diferenciar entre as convenções que elaboram direito uniforme, por

coordenação internacional, como as convenções de Genebra sobre títulos de crédito, que não distinguem entre as relações jurídicas internas das internacionais, que criam direito civil ou comercial uniformizado, de um lado, e, de outro lado, as convenções que estabelecem normas uniformes

em assuntos de estrita aplicação na atividade

internacional, como a compra e venda internacional e o transporte marítimo e aéreo internacional. Aí temos normas de Direito Internacional

Uniformizado

internacional e o transporte marítimo e aéreo internacional. Aí temos normas de Direito Internacional Uniformizado

As normas de DIPRI podem ser classificadas

quanto à

fonte,

natureza e

estrutura

 As normas de DIPRI podem ser classificadas quanto à  fonte,  natureza e 

NORMAS DE DIPRI

Quanto a Fonte

Interna

Internacional

N ORMAS DE DIPRI  Quanto a Fonte  Interna  Internacional

Page 129

Normas de DIPri

Classificação:

Quanto a Natureza:

Normas Indiretas;

Normas Diretas;

Normas Qualificadoras

Normas de DIPri Classificação: Quanto a Natureza:  Normas Indiretas;  Normas Diretas;  Normas Qualificadoras

QUANTO A NATUREZA

Indireta apontam a regra material Art. 7 caput LINDB

Direta Solucionam a questio juridico Art. 12 CF

Qualificadora qualificam um instituto jurídico

Direta – Solucionam a questio juridico – Art. 12 CF  Qualificadora – qualificam um instituto

Norma Qualificadora

Convenção Interamericana sobre o Domicílio de Pessoas Físicas no DIP, aprovada na 2ª

Conferência Interamericana de Direito Internacional

Privado, Montevidéu, 1979, assim define o domicílio em seu artigo 2°:

‘’O domicílio da pessoa física será determinado pelas circunstâncias discriminadas na seguinte

ordem:

O local de sua residência habitual;

O local de seu principal lugar de negócios;

Na ausência dos dois fatores acima, o lugar de sua residência;

Na ausência de sua residência, o lugar onde a pessoa se encontrar.’’

acima, o lugar de sua residência;  Na ausência de sua residência, o lugar onde a

NORMAS DE DIPRI

Classificação quanto à estrutura

Unilaterais ou incompletas

Bilaterais ou completas

N ORMAS DE DIPRI  Classificação quanto à estrutura  Unilaterais ou incompletas  Bilaterais ou

QUANTO A ESTRUTURA: NORMA UNILATERAL

Consiste em uma norma imperfeita, que se restringe ao âmbito dos nacionais de apenas um

Estado. É dizer, a preocupação do legislador unilateralista é a aplicação da lex fori, razão pela qual, em meio a um conflito, estará sempre

inclinado a aplicar sua própria lei.

“Quando se aplica minha lei?”

em meio a um conflito, estará sempre inclinado a aplicar sua própria lei.   “Quando

NORMA UNILATERAL

V. art. 3º, alínea 3ª, Código de Napoleão de 1804:

“As leis concernentes ao estado e à capacidade das pessoas regem os franceses, mesmo residente

em país estrangeiro.”

OTICA/METODO UNILATERALISTA: cuida da extensão geográfica da sua própria lei,

em país estrangeiro.”  OTICA/METODO UNILATERALISTA: cuida da extensão geográfica da sua própria lei,

Invariavelmente unilaterais são as regras sobre nacionalidade, condição jurídica dos estrangeiros normas processuais

(Exemplos: art. 7º, §1º, art. 9º, §1º e art. 10, §1º todos

da LINDB).

dos estrangeiros  normas processuais (Exemplos: art. 7º, §1º, art. 9º, §1º e art. 10, §1º

CORRENTES UNILATERALISTAS

bilateralização da norma unilateral:

quando a mesma se defrontar com uma situação que não pode ser resolvida pela lei unilateral do

foro.

se o DIPRI francês determina a aplicação da lei francesa para os franceses em matéria de estado e capacidade, resulta que os tribunais franceses

devem aplicar a lei alemã para o cidadão de nacionalidade alemã, e a lei inglesa para o estado e a capacidade do cidadão inglês. Esta tem sido a

orientação da jurisprudência francesa.

a lei inglesa para o estado e a capacidade do cidadão inglês. Esta tem sido a

CORRENTES UNILATERALISTAS

não aceita esta bilateralização

a lei estrangeira só pode ser aplicada se ela mesma assim desejar, isto é, se ela se declarar competente.

na França, o alemão será regido pela lei alemã, de sua nacionalidade, porque o DIPRI alemão estabelece esta regra para o estado e a capacidade do alemão.

Já o inglês, cuja legislação não adota a regra da nacionalidade, mas a do domicílio, não poderá ter aplicada à sua pessoa na França a lei de sua nacionalidade, pois ela não admite a sua competência

nesta hipótese. Os tribunais franceses não poderiam

aplicar a lei inglesa contra a vontade desta.

a sua competência nesta hipótese. Os tribunais franceses não poderiam aplicar a lei inglesa contra a

CORRENTE QUE NÃO ACEITA A BILATERALIZAÇÃO

’Esta corrente é fortemente criticada, pois dela resultam duas situações sem solução: a lacuna e o

acúmulo.

A lacuna se verifica quando nenhuma outra lei se considera competente na espécie, como, por exemplo, no caso do inglês domiciliado na França.

E o acúmulo se verificará quando mais de uma lei estrangeira se considerar competente

domiciliado na França.  E o acúmulo se verificará quando mais de uma lei estrangeira se

NORMA BILATERAL

É uma norma tida como perfeita e universal, na medida em que se ocupa de todo mundo, e não

objetiva a aplicação exclusiva de sua própria lei. Está mais voltada para o exame de suas particularidades e nuances, o que induz à procura

da lei mais apropriada para a solução do conflito (maior capacidade de universalizar).

o que induz à procura da lei mais apropriada para a solução do conflito (maior capacidade

“Que lei se aplica?”

V. art. 20 da lei italiana de 1995:

“A capacidade jurídica da pessoa física é regida por sua lei nacional.”

OTICA /METODO MULTILATERALISTA: cuida dos institutos do estado e da capacidade das pessoas, dispondo que os mesmos se submetem à lei da nacionalidade das pessoas

institutos do estado e da capacidade das pessoas, dispondo que os mesmos se submetem à lei

A escola que defende o bilateralismo repudia o argumento da competência exclusiva do legislador

estrangeiro de limitar a aplicação de sua lei, argumentando que aplicar a lei de determinado Estado não implica em atribuir-lhe competência, eis

que a existência das duas regras é um fato no mundo jurídico.

Estado não implica em atribuir-lhe competência, eis que a existência das duas regras é um fato

A tendência do Direito Internacional Privado

brasileiro é a de formular normas bilaterais, haja

vista a maioria das regras contidas na Lei de Introdução ao Código Civil, estruturadas de forma bilateral.

haja vista a maioria das regras contidas na Lei de Introdução ao Código Civil, estruturadas de

DEFINIÇÃO - DOLINGER

As regras de conexão são os normas

estatuídas pelo DIP que indicam o direito aplicável às diversas situações jurídicas

conectadas a mais de um sistema legal

pelo DIP que indicam o direito aplicável às diversas situações jurídicas conectadas a mais de um

MOMENTOS DO DIPRI

Classificar a situação ou

relação jurídica

Localizar a sede jurídica

Determinar a aplicação do direito vigente

a situação ou relação jurídica • Localizar a sede jurídica • Determinar a aplicação do direito

Page 145

CLASSIFICAÇÃO DOS ELEMENTOS DA CONEXÃO:

a) Pessoais (nacionalidade,domicílio e residência);

b) Reais (local onde está situado o bem móvel ou imóvel); e

c) Conducistas (autonomia das partes, celebração do contrato, execução do contrato e local onde foi cometido ato ilícito).

(autonomia das partes, celebração do contrato, execução do contrato e local onde foi cometido ato ilícito).

Page 146

a) como saber qual direito deve ser aplicado?

b) de que modo deve ser estabelecida a

vinculação entre dois ou mais direitos, para

que seja decidida a aplicação de direito

estrangeiro ou nacional?

• Teoria das Qualificações: Qualificação é técnica

de classificação de questão jurídica, segundo as

regras do DIPRI, de modo a enquadrá-la no sistema

legal de determinado Estado.

de questão jurídica, segundo as regras do DIPRI, de modo a enquadrá-la no sistema legal de

Page 147

METODO

a) Caracterização da situação jurídica, classificando-a (a questão é relativa ao estado da pessoa, à sua capacidade, à situação de

um bem, a um ato jurídico?);

• b) Localização da sede jurídica da questão (o estado da pessoa tem localização no país de sua nacionalidade ou de seu domicílio?), que leva ao elemento de conexão;

• c) Aplicação da regra de conexão, que permite indicar a norma aplicável.

que leva ao elemento de conexão;  • c) Aplicação da regra de conexão, que permite

CARACTERIZAÇÃO

Estado ou capacidade da pessoa

LINDB

Art. 7 o A lei do país em que domiciliada a pessoa determina as regras sobre o

começo e o fim da personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de

família.

a pessoa determina as regras sobre o começo e o fim da personalidade, o nome, a
Lei do estatuto pessoal O estatuto pessoal é o conjunto de atributos constitutivos da individualidade

Lei do estatuto pessoal

Lei do estatuto pessoal O estatuto pessoal é o conjunto de atributos constitutivos da individualidade jurídica

O estatuto pessoal é o conjunto de atributos constitutivos da individualidade jurídica de uma pessoa humana. Estado da pessoa e sua capacidade: nascimento, aquisição de personalidade, questões atinentes à filiação, nome, pátrio poder (poder familiar), casamento, separação etc.

- Artigo 7º da LINDB

- Principais critérios existentes:

o Nacionalidade (Europa) e Domicílio (América Latina)

Prof. Fernando Borges Vieira

critérios existentes: o Nacionalidade (Europa) e Domicílio (América Latina)  Prof. Fernando Borges Vieira  149

149

CARACTERIZAÇÃO

Situação de um bem - LINDB

Art. 8 o Para qualificar os bens e regular as relações a eles concernentes,

aplicar-se-á a lei do país em que estiverem situados.

qualificar os bens e regular as relações a eles concernentes, aplicar-se-á a lei do país em

LOCALIZAÇÃO DA SEDE JURÍDICA

Categorias têm sua sede jurídica

Quando encontrada, encontra-se o elemento de conexão

Conexão é a ligação, o contato entre a

situação da vida e a norma que vai regê-

la

o elemento de conexão • Conexão é a ligação, o contato entre a situação da vida

CLASSIFICAÇÃO 3 ELEMENTOS

Sujeito

Objeto

Ato jurídico

C LASSIFICAÇÃO – 3 ELEMENTOS • Sujeito • Objeto • Ato jurídico

DIREITO COMPARADO

Europa centro de gravidade

EUA most significant

relationship

Maior liberdade ao aplicador

• Europa – centro de gravidade • EUA – most significant relationship • Maior liberdade ao

Classicamente regras apontavam para uma só conexão

Suíça, Itália e Japão regras de múltiplas conexões - dépeçage

regras apontavam para uma só conexão • Suíça, Itália e Japão – regras de múltiplas conexões

03) Regras de conexão

- Regras de conexão são normas indiretas que indi- cam o direito aplicável às diversas situações ju- rídicas, quando ligadas a mais de um sistema

Classificar a situação jurídica estado e capacidade bem ato jurídico da pessoa
Classificar a situação jurídica
estado e capacidade
bem
ato jurídico
da pessoa

país de sua naciona- lidade ou domicílio

país em que estiver situada

legal.

lidade ou domicílio país em que estiver situada legal. local de constitu- ção ou que deva

local de constitu- ção ou que deva ser cumprido

em que estiver situada legal. local de constitu- ção ou que deva ser cumprido  Prof.

Prof. Fernando Borges Vieira

155

Nacionalidade

o a lei nacional é mais adequada porque reflete os costumes nacionais;

o critério mais estável do que o domicílio; e

o maior facilidade na determinação da nacionalidade do que o domicílio.

Prof. Fernando Borges Vieira

e o maior facilidade na determinação da nacionalidade do que o domicílio.  Prof. Fernando Borges

156

Domicílio

Domicílio o corresponde aos interesses do imigrante, conhece melhor a legislação do país onde vive e

o corresponde aos interesses do imigrante, conhece melhor a legislação do país onde vive e trabalha;

o interesses de terceiros são mais bem protegidos apli- cando-se-lhes a lei local;

o aplicação da lei do Estado facilita a assimilação dos estrangeiros e abrange o direito de família; e

o competência jurisdicional quase sempre domicílio.

Prof. Fernando Borges Vieira

de família; e o competência jurisdicional – quase sempre domicílio.  Prof. Fernando Borges Vieira 

157

INTRODUÇÃO AO CC1916

Art. 8. A lei nacional da pessoa determina a capacidade civil, os

direitos de família, as relações

pessoais dos cônjuges e o regimen dos bens no casamento, sendo licito quanto

a este a opção pela lei brasileira.

pessoais dos cônjuges e o regimen dos bens no casamento, sendo licito quanto a este a

LINDB

Art. 7 o A lei do país em que domiciliada a pessoa determina as regras sobre o começo e o fim da personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de família.

Relação exemplificativa: direitos da personalidade, vida, imagem, honra lex fori

e os direitos de família.  Relação exemplificativa: direitos da personalidade, vida, imagem, honra – lex
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OBRIGADA!

carolina_adea@yahoo.com.br

164
164

AULA 5

A ULA 5 Professora Carolina Azevedo – DIPRI I Exercícios Regras de Conexão Reenvio Exercícios de

Professora Carolina Azevedo DIPRI I Exercícios Regras de Conexão

Reenvio

Exercícios de Reenvio Questão Prévia Aplicação e Prova do Direito Estrangeiro

LINDB - LEX DOMICILLI

LINDB - LEX DOMICILLI  Art. 7 o A lei do país em que domiciliada a

Art. 7 o A lei do país em que domiciliada a pessoa determina

as regras sobre o começo e o

fim da personalidade, o nome, a

capacidade e os direitos de

família.

a pessoa determina as regras sobre o começo e o fim da personalidade, o nome, a

QUESTÃO OAB MG 2005

Jorge, cidadão de nacionalidade síria, domiciliado na Índia, morre em um acidente aéreo no Brasil, quando viajava em uma aeronave da companhia americana “Bill Air”, vindo a ser enterrado na Bélgica, onde residem seus herdeiros. Segundo a lei brasileira, o fim da personalidade jurídica de Jorge será determinado pelas regras de direito:

A - Sírio

B - Brasileiro

C - Indiano

D - Belga

de Jorge será determinado pelas regras de direito: • A - Sírio • B - Brasileiro

OAB

Com relação ao Direito Internacional Privado, é CORRETO

afirmar:

a) Constitui o conjunto de normas válidas para todos os países do mundo;

b) Constitui o conjunto de normas válidas para todos os países que sejam signatários de tratados internacionais, especificamente nas matérias tratadas;

c) Constitui o conjunto de normas internas de cada país

que tem por finalidade determinar qual direito material

deve ser aplicado, naquele país, aos fatos e atos internacionais;

d) Constitui o conjunto de normas internas de cada país que têm por finalidade o tratamento das relações jurídicas entre pessoas de nacionalidades diversas.

de cada país que têm por finalidade o tratamento das relações jurídicas entre pessoas de nacionalidades

É CORRETO afirmar que os Incoterms são:

a) cláusula padrão de uso obrigatório pelos países

membros da Câmara de Comércio Internacional, sediada em Paris (CCI/Paris). b) cláusula padrão editadas pela Câmara de Comércio Internacional, sediada em Paris (CCI/Paris), e largamente utilizadas nos contratos de importação e exportação.

c) Termos internacionais de comércio definidos em tratado internacional firmado no âmbito da Câmara de Comércio Internacional, sediada em Paris (CCI/Paris).

d) termos internacionais de comércio definidos em tratado

internacional, que determina a aplicação da chamada Lex

Mercatoria pelos países signatários.

definidos em tratado internacional, que determina a aplicação da chamada Lex Mercatoria pelos países signatários.

LINDB

Art. 9 o Para qualificar e reger as obrigações, aplicar- se-á a lei do país em que se constituírem. § 1 o Destinando-se a obrigação a ser executada no Brasil e dependendo de forma essencial, será esta

observada, admitidas as peculiaridades da lei estrangeira quanto aos requisitos extrínsecos do ato.

essencial, será esta observada, admitidas as peculiaridades da lei estrangeira quanto aos requisitos extrínsecos do ato.

Foi celebrado, no Canadá, entre um brasileiro e um americano, um contrato internacional de compra e venda de imóvel situado no Brasil. Posteriormente, dada a inadimplência do americano, o brasileiro pretendeu ajuizar ação judicial. Quanto à lei material aplicável, é CORRETO afirmar que será utilizada

a) somente a lei brasileira.

b) somente a lei americana.

c) somente a lei canadense.

d) a lei canadense e, quanto à forma essencial do ato, a lei

brasileira.

americana.  c) somente a lei canadense.  d) a lei canadense e, quanto à forma

LINDB

Art. 9 o Para qualificar e reger as obrigações, aplicar-se-á a lei do país em que se constituírem.

§ 2 o A obrigação resultante do contrato

reputa-se constituída no lugar em que residir

o proponente.

  § 2 o A obrigação resultante do contrato reputa-se constituída no lugar em que

Empresa brasileira formula proposta escrita dirigida a

empresa na Itália para o fornecimento de

equipamentos a serem entregues no Brasil. Visto que as partes não elegeram expressamente a lei de regência de sua relação, é correto afirmar que:

a) A lei de ambos os países será aplicável, no que couber.

b) A lei italiana regerá as obrigações decorrentes do

contrato.

c) A lei brasileira será a aplicável para regência do contrato.

d) Eventuais conflitos deverão ser submetidos a uma

corte arbitral internacional.

para regência do contrato.  d) Eventuais conflitos deverão ser submetidos a uma corte arbitral internacional.

LINDB

Art. 18. Tratando-se de brasileiros, são competentes as autoridades consulares brasileiras para lhes celebrar o casamento e os mais atos de Registro Civil e de tabelionato, inclusive o registro de nascimento e de óbito dos filhos de brasileiro ou brasileira nascido no país da sede do Consulado.

o registro de nascimento e de óbito dos filhos de brasileiro ou brasileira nascido no país

LINDB

Art 7 § 2 o O casamento de estrangeiros poderá celebrar- se perante autoridades diplomáticas ou consulares do país de ambos os nubentes.

de estrangeiros poderá celebrar- se perante autoridades diplomáticas ou consulares do país de ambos os nubentes.

Um casal formado por um brasileiro, domiciliado no Brasil, e uma indiana, domiciliada na Índia, resolve se casar na França. Ao chegar ao Consulado brasileiro, o cônsul se recusa a celebrar o matrimônio. É correto afirmar que o cônsul

a) agiu equivocadamente, tendo em vista que o casamento de

brasileiro no exterior, perante consulado do Brasil, é

permitido;

b) agiu acertadamente, tendo em vista que ambos os nubentes deveriam ter o mesmo domicílio para que seu

casamento fosse realizado perante o Consulado brasileiro;

c) agiu acertadamente, porque ambos os nubentes deveriam

ter a mesma nacionalidade para que seu casamento fosse realizado perante o Consulado brasileiro; d) agiu acertadamente, uma vez que o casamento de brasileiro, no exterior, somente pode ser celebrado perante autoridade local.

acertadamente, uma vez que o casamento de brasileiro, no exterior, somente pode ser celebrado perante autoridade

LINDB

Art. 7 o A lei do país em que domiciliada a pessoa determina as regras sobre o começo e o fim da personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de família. § 1 o Realizando-se o casamento no Brasil, será aplicada a lei brasileira quanto aos

impedimentos dirimentes e às formalidades da celebração.

no Brasil, será aplicada a lei brasileira quanto aos impedimentos dirimentes e às formalidades da celebração.

CÓDIGO CIVIL

CAPÍTULO III

Dos Impedimentos

Art. 1521. Não podem casar:

I - os ascendentes com os descendentes, seja o parentesco natural ou civil;

II - os afins em linha reta;

III - o adotante com quem foi cônjuge do adotado e o adotado com quem o foi do

adotante;

IV - os irmãos, unilaterais ou bilaterais, e demais colaterais, até o terceiro grau

inclusive;

V - o adotado com o filho do adotante;

VI - as pessoas casadas;

VII - o cônjuge sobrevivente com o condenado por homicídio ou tentativa de homicídio contra o seu consorte.

casadas; VII - o cônjuge sobrevivente com o condenado por homicídio ou tentativa de homicídio contra

IMPEDIMENTOS DIRIMENTES

Não podem casar é impedimento absoluto.

I MPEDIMENTOS D IRIMENTES  Não podem casar é impedimento absoluto.

CC

CAPÍTULO IV

Das causas suspensivas

Art. 1523. Não devem casar:

I - o viúvo ou a viúva que tiver filho do cônjuge falecido, enquanto não fizer inventário dos bens do casal e der partilha aos herdeiros;

II - a viúva, ou a mulher cujo casamento se desfez por ser nulo ou ter sido anulado,

até dez meses depois do começo da viuvez, ou da dissolução da sociedade conjugal;

III - o divorciado, enquanto não houver sido homologada ou decidida a partilha dos bens do casal;

IV - o tutor ou o curador e os seus descendentes, ascendentes, irmãos, cunhados ou

sobrinhos, com a pessoa tutelada ou curatelada, enquanto não cessar a tutela ou curatela, e não estiverem saldadas as respectivas contas.

Parágrafo único. É permitido aos nubentes solicitar ao juiz que não lhes sejam aplicadas as causas suspensivas previstas nos incisos I, III e IV deste artigo, provando-se a inexistência de prejuízo, respectivamente, para o herdeiro, para o ex- cônjuge e para a pessoa tutelada ou curatelada; no caso do inciso II, a nubente deverá provar nascimento de filho, ou inexistência de gravidez, na fluência do prazo.

no caso do inciso II, a nubente deverá provar nascimento de filho, ou inexistência de gravidez,

CAUSAS SUSPENSIVAS

“não devem casar”. Esta expressão é uma recomendação apenas. Se houver o casamento,

ele será válido, mas exige como consequência o regime de separação de bens.

apenas. Se houver o casamento, ele será válido, mas exige como consequência o regime de separação

Uma viúva francesa, domiciliada na Itália, veio para o Brasil para se casar com um brasileiro aqui domiciliado, sob o regime da comunhão parcial de bens. Entretanto, haviam se passado apenas oito meses de sua viuvez, o que é considerado CAUSA SUSPENSIVA no Brasil, mas não na França e na Itália. É correto afirmar que a francesa

a) poderia se casar sob o regime que pretendesse, já que as causas suspensivas são reguladas pela lei do domicílio;

b) não poderia se casar sob o regime da comunhão parcial,

tendo em vista que a lei brasileira, local do casamento,

considera causa suspensiva o fato de terem se passado apenas oito meses a viuvez;

c) poderia se casar sob o regime da comunhão parcial, uma vez

que as causas suspensivas são reguladas pela lei da

nacionalidade;

d) não poderia se casar pelo regime da comunhão parcial, tendo em vista que estrangeiros apenas podem se casar no Brasil pelo

regime da separação de bens.

da comunhão parcial, tendo em vista que estrangeiros apenas podem se casar no Brasil pelo regime

LINDB

Art. 9 o Para qualificar e reger as obrigações, aplicar- se-á a lei do país em que se constituírem. § 1 o Destinando-se a obrigação a ser executada no Brasil e dependendo de forma essencial, será esta

observada, admitidas as peculiaridades da lei estrangeira quanto aos requisitos extrínsecos do ato.

essencial, será esta observada, admitidas as peculiaridades da lei estrangeira quanto aos requisitos extrínsecos do ato.

Foi celebrado, no Paraguai, entre um paraguaio e um brasileiro, um contrato de compra e venda de automóvel, de acordo com a lei paraguaia, sem que o veículo fosse

entregue ao brasileiro. Pretendendo este último registrar,

no Brasil, o veículo em seu nome, o órgão próprio se negou a fazê-lo. Sobre tal decisão, é correto afirmar que ela foi a) equivocada, uma vez que o contrato de compra e venda foi celebrado de acordo com a lei do local de sua constituição;

b) equivocada, uma vez que, tendo havido a correta

celebração do contrato, não interessa a entrega do veículo;

c) acertada, tendo em vista que o contrato deveria ter sido regido apenas pela lei brasileira, local da execução;

d) acertada, tendo em vista que também deve ser aplicada a lei brasileira por ser a tradição forma essencial nela

 d) acertada, tendo em vista que também deve ser aplicada a lei brasileira por ser

LINDB

Art. 9 o Para qualificar e reger as obrigações, aplicar- se-á a lei do país em que se

constituírem.

LINDB  Art. 9 o Para qualificar e reger as obrigações, aplicar- se-á a lei do

Para qualificar e reger as obrigações, entre presentes, no âmbito do Direito Internacional Privado brasileiro, é CORRETO afirmar, segundo

a Lei de Introdução ao Código Civil (Lei nº

4.657/42), que deverá ser aplicada a lei

a) da residência do proponente.

b) do domicílio do proponente.

c) do local do cumprimento da obrigação.

d) do país em que se constituírem.

proponente.  c) do local do cumprimento da obrigação.  d) do país em que se

LINDB

Art. 7 o A lei do país em que domiciliada a pessoa determina as regras sobre o começo e o fim da personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de família. § 1 o Realizando-se o casamento no Brasil, será aplicada a lei brasileira quanto aos

impedimentos dirimentes e às formalidades da celebração.

no Brasil, será aplicada a lei brasileira quanto aos impedimentos dirimentes e às formalidades da celebração.

Jean, empresário francês, era residente e domiciliado

em Paris, quando, de férias no Rio de Janeiro,

conheceu Maria, estudante brasileira, residente e domiciliada em Brasília. Os dois casaram-se em

Brasília e lá passaram a residir. Transcorridos alguns

anos, verificou-se que Jean já era casado na França. Com base na legislação brasileira, qual o elemento de conexão a ser adotado para invalidar o matrimônio? a) O local de celebração do casamento

b) O primeiro domicílio conjugal

c) A legislação francesa

d) A autonomia da vontade das partes

casamento  b) O primeiro domicílio conjugal  c) A legislação francesa  d) A autonomia

LINDB

Art. 9 o Para qualificar e reger as obrigações, aplicar-se-á a lei do país em que se constituírem. § 1 o Destinando-se a obrigação a ser executada no Brasil e dependendo de forma

essencial, será esta observada, admitidas

as peculiaridades da lei estrangeira quanto

aos requisitos extrínsecos do ato.

essencial, será esta observada, admitidas as peculiaridades da lei estrangeira quanto aos requisitos extrínsecos do ato.

Uma empresa brasileira e uma empresa norte-americana

assinam um contrato de prestação de serviços de engenharia,

por meio do qual a empresa norte-americana, com sede em Houston, Texas (Estados Unidos), prestará serviços para atualizar tecnologicamente uma fábrica da empresa brasileira

no interior de São Paulo. O contrato previu Houston como foro

do contrato. No tocante à lei aplicável ao contrato, este será regido pela(os)

(A) lei norte-americana, foro do contrato.

(B) lei norte-americana, sede da empresa contratada.

(C) lei brasileira se o contrato tiver sido assinado no Brasil.

(D) lei brasileira, local do cumprimento da obrigação principal.

(E) tratados internacionais, que prevalecem sobre lei interna.

local do cumprimento da obrigação principal.  (E) tratados internacionais, que prevalecem sobre lei interna.

Art. 9 o Para qualificar e reger as obrigações, aplicar-se-á a lei do país em que se constituírem. § 1 o Destinando-se a obrigação a ser executada no Brasil e dependendo de forma essencial, será

esta observada, admitidas as peculiaridades da lei estrangeira quanto aos requisitos extrínsecos do

ato.

essencial, será esta observada, admitidas as peculiaridades da lei estrangeira quanto aos requisitos extrínsecos do ato.

Qual o elemento de conexão previsto, como regra

geral, pela LINDB para determinar a legislação aplicável, no Brasil, às obrigações contraídas no

estrangeiro?

a) Local da celebração da obrigação

b) Local da execução da obrigação

c) Domicílio do contratante

d) Domicílio do Contratado.

obrigação • b) Local da execução da obrigação • c) Domicílio do contratante • d) Domicílio

REENVIO

Sistematização leva a dois ordenamentos

jurídicos chegarem a soluções diferentes para o

mesmo caso

Conflito de 2° Grau conflitos entre sistemas de solução de conflitos de lei

Conflito positivo x Conflito negativo

de 2° Grau – conflitos entre sistemas de solução de conflitos de lei • Conflito positivo

DIPRI País A

DIPRI País B

 DIPRI País A  DIPRI País B Dto País B Dto País B  Não

Dto País B

Dto País B

 DIPRI País A  DIPRI País B Dto País B Dto País B  Não

Não há reenvio = Inexistem problemas

Aplicável Dto material do País B

DIPRI País B Dto País B Dto País B  Não há reenvio = Inexistem problemas

DIPRI País A

DIPRI País B

 DIPRI País A  DIPRI País B Dto País B Dto País A  Não

Dto País B

Dto País A

 DIPRI País A  DIPRI País B Dto País B Dto País A  Não

Não há reenvio = Inexistem problemas

Aplicável Dto material do País A

DIPRI País B Dto País B Dto País A  Não há reenvio = Inexistem problemas