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Paz & Arte Título do artigo principal
Paz
&
Arte
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artigo principal

Maio

de 2015

ano I

número 3

mensal

Boletim Informativo da PASpeace and art society

Escapou das balas e fez-se artista

S onia Cabanas, 68 anos, é a

próxima convidada a expor

na sede da PAS. Durante

um mês, a partir de 16 de maio, a portuguesa nascida no México terá duas dezenas de pinturas e várias peças de cerâmica expos- tas na Casa do Sabino, jardim da Alameda, em Faro.

Quando chegou ao Algarve, aos 35

anos, já Sonia Cabanas pintava há mais de vinte. Aos 12 anos, a mãe

via nela um tal jeito para as artes que tratou de lhe arranjar uma professora particular, ao domicílio,

duas vezes por semana.

Na Cidade do México a pintura, as artes em geral, eram coisa de gente pobre e Sonia sempre visou outras formas de subsistência: o ensino por vocação, a medicina primeiro por imposição materna, depois também por gosto e dedicação.

Na grande cidade capital do país em que nasceu vamos encontrá-la aos 21 anos correndo da escola

primária em que já era professora, embora com funções administrati-

vas, para a escola de medicina dentária, de onde sairia diplomada aos 27 anos, em 1974. Anos loucos de correria, estudo e trabalho, em

que a arte ficou para trás.

E é assim que, com menos de 30 anos, senhora de três cursos en- tretanto ainda arranjou tempo pa- ra estudar pintura na Escola Naci- onal de Artes Plásticas da Universi- dade Autónoma do México -, já sem a mãe, que morreu tinha ela

16 anos, Sofia monta o seu pró- prio consultório e finalmente ar- ranja tempo para retomar a pin- tura.

(Continua na págna 3)

ranja tempo para retomar a pin- tura. (Continua na págna 3)   Nesta edição PAS na
 

Nesta edição

PAS na plataforma do (anti) petróleo, pág 2

Fukushima sobe o rio Guadiana, pág 2

Como foi a nossa Re- volução, pág 4

 

Roadshow da Formação

vai ser vizinho da PAS!

Nos dias 20 e 21 de maio, o Jardim da Alameda vai acolher o Roadshow do Ensino e Formação Profissional, que está a percorrer o País com a mostra “Magia da Qualificação”. Espera-se que o Jardim da Alameda se encha de jovens e menos jovens e que os espectadores aproveitem para dar um salto à sede da PAS, onde estará a

decorrer a exposição de Sofia Cabanas.

A iniciativa é da Agência Nacional para

a Qualificação e o Ensino Profissional e

é assegurada por alunos de cursos se-

cundários de dupla certificação, escolar

e

profissional.

Destina-se essencialmente aos jovens que, estando a terminar o 9.º ano de

escolaridade, necessitam de obter in- formação para poderem escolher um curso de nível secundário. No distrito de Faro, além do Jardim da Alameda João de Deus, o Roadshow estará também nas instalações do IPDJ, na Escola Tomás Cabreira e na Bibliote- ca Municipal, das 10:00 às 18:00.

estará também nas instalações do IPDJ, na Escola Tomás Cabreira e na Bibliote- ca Municipal, das

PAS integra plataforma contra exploração de petróleo na região

Deixem o Algarve em paz!

F oi no passado dia 19 de abril que se realizou a primeira

grande ação de rua da Pla-

taforma Algarve Livre de Petróleo (PALP) contra a exploração de petróleo e gás natural no Algarve,

cujos trabalhos prelimina- res deverão estar a decor- rer por estes dias, no mais profundo segredo. A ação "A Arte Saiu À Rua - Por Um Algarve Livre de

Petróleo" decorreu no Lar-

go do Carmo, em Faro, com a participação de várias dezenas de pessoas e de representantes das associ- ações que integram a PALP, entre as quais a Pea- ce and Art Society (PAS). Tratou-se da primeira de

várias ações previstas para os próximos meses, a pró- xima das quais terá lugar no final deste mês de maio junto ao Fórum Algarve, em Faro.

promovida uma petição à Assembleia da República com o objetivo de que o problema da exploração de petróleo e gás natural

na costa algarvia ali pos- sa ser debatido. “Esperamos que os nos- sos representantes no parlamento possam fazer prevalecer o interesse público da região do Al- garve e do país sobre os interesses privados liga-

dos às empresas de ex-

ploração petrolífera”, afir-

ma Fernando Dias, da Quercus/Algarve. “A petição tem como obje- tivo exigir a divulgação dos contratos assinados pelo estado e alertar para os perigos da exploração de hidrocarbonetos nos mares do Algarve, uma vez que consideramos que esta exploração vai pôr em risco todo o território al- garvio e a qualidade de vida das populações”,

acrescenta.

Foi anunciado que será

das populações”, acrescenta. Foi anunciado que será De 8 a 30 de maio, em Alcoutim e
das populações”, acrescenta. Foi anunciado que será De 8 a 30 de maio, em Alcoutim e
das populações”, acrescenta. Foi anunciado que será De 8 a 30 de maio, em Alcoutim e

De 8 a 30 de maio, em Alcoutim e San Lucar:

Fukushima sobe o Guadiana

de maio, em Alcoutim e San Lucar: Fukushima sobe o Guadiana D epois de ter estado,

D epois de ter estado, até 5 de abril, nas povoações de Vila Real de Santo António, Castro Marim e Ayamon- te, a exposição internacional “Minha Fukushima” so-

be o Guadiana e vai estar em Alcoutim e na vizinha povoação espanhola de San Lucar del Guadiana entre 8 e 30 de Maio. Mais uma oportunidade para portugueses e espanhóis verem

uma exposição que reúne trabalhos de uma centena de artistas de todo o mundo e também já fez o seu percurso em Faro e Cachopo.

Alcoutim e San Lucar del Guadiana ficam separadas por poucas

centenas de metros, pelas águas do rio ibérico que serve de fronteira aos dois países. Os visitantes podem fazer a travessia de barco e os mais radicais podem regressar a Portugal deslizando pelo slide que agora liga as duas povoações, numa descida que começa pró- ximo do castelo de San Lucar, a 100 metros de altura, e acaba num local baixo de Alcoutim, 15 metros acima do ní- vel do rio. Inspirada na obra homónima do poeta nipónico Taro Aizu, “My Fukushima” retrata artisticamente as terríveis conse- quências ambientais e sociais da catástrofe nuclear daquela cidade japonesa, em 2011, na visão de artistas de países como Portugal, Espanha, Israel, Arménia, Rússia, Japão, Alemanha, México, Brasil, Holanda, França, Argentina e mui-

tos outros.

.

Israel, Arménia, Rússia, Japão, Alemanha, México, Brasil, Holanda, França, Argentina e mui- tos outros. . Página

Sonia Cabanas, do México para o Algarve

“Evoluí na pintura quando Portugal

me dificultou a vida”

reram então, uns sob as ba- las da polícia, outros desa- parecidos posteriormente nas prisões
reram então, uns sob as ba-
las da polícia, outros desa-
parecidos posteriormente
nas prisões do regime.
O tríptico ficou lá, na cidade
gigante onde Sonia gostava
um dia de voltar, para sem-
pre. Não estará, portanto,
entre as duas dezenas de
obras que vai expor a partir
de 16 de maio na Casa do
Sabino.
Algumas das pin-
turas de Sonia
Cabanas que esta-
rão expostas na
Casa do Sabino,
sede da PAS, a
partir de dia 16 de
maio

(continuação da página 1)

Nunca mais haveria de largá -la. Nem na Holanda, para onde vai viver em finais dos anos 70, depois de ter co- nhecido um português nu- ma viagem turística (em 1977) com quem acabaria por casar, nem em Portugal, para onde se muda definiti- vamente em 1982, cansada do clima de Amsterdão e

das doenças que lhe trazia.

Ao contrário da Holanda, onde sempre trabalhou, Portugal não a recebeu pro- fissionalmente de braços abertos. Pelo contrário, a corporação dos médicos difi- cultou-lhe a vida. Durante 10 anos enquanto os den- tistas brasileiros enxamea- vam o país a cidadã mexi- cana era obrigada a fazer cadeiras avulsas, uma por ano e sequencialmente, na Universidade de Lisboa, pa- ra poder assentar cadeira clínica em Portugal.

“Aproveitei esses anos para me dedicar mais à pintura”, ameniza hoje. E evoluiu. Do naturalismo paisagístico e das naturezas mortas pas- sou para o expressionismo, do óleo passou para o acríli- co.

E mesmo depois de final- mente montar consultório, na sua casa próximo de Vi- lamoura, em 1991, Sonia sempre foi aprimorando a sua arte.

Já naturalizada portuguesa,

voltou ao México em 2008,

com um tríptico muito espe- cial na bagagem, enrolado em tubos de cartão. “É uma evocação do genocídio de 2 de outubro de 1968”, escla- rece. Acontecimento em que participou e de que escapou por pouco, então estudante universitária, em protesto contra o regime de partido único. Ninguém sabe ao cer- to quantos estudantes mor-

Foi Bonita a Festa, Pá

S im, foi bonita a festa que reuniu dezenas

de pessoas na Casa do Sabino, em Faro, dias 24 e 25 de abril, para
de pessoas na Casa do Sabino, em Faro,
dias 24 e 25 de abril, para comemorar o
41º aniversário da Revolução dos Cravos.
No dia 24, sexta-feira, a surpresa foi um grupo
de alunos do colégio João de Deus, que trouxe
frescura às canções de Afonso Dias. A sede da
PAS foi pequena para tanta gente, novos e ve-
lhos.
No mesmo dia, a professora aposentada Henri-
queta Silva deu um pequeno recital de poesia, tal
como um grupo de alunos da Escola Secundária
Pinheiro e Rosa.
Professora e um dos alunos, o Duarte, voltariam
no dia seguinte, já no exterior do jardim da Ala-
meda, para um recital, que terminaria com o re-
gresso de Afonso Dias e uma sessão de canto
livre por Rosinda Vargues, acompanhada à viola
por Luciano Vargues.
As comemorações foram acompanhadas de ani-
mação, junto à Casa do Sabino, em todo o Jar-
dim da Alameda e na Biblioteca Municipal, pelo
grupo de teatro Mimarte, dirigido pelo encenador
Fernando Cabral.
Acidentes na EN125 são tema
de exposição fotográfica

Propriedade: Associação PASPeace & Art Society

Presidente: Paulo Duarte Filipe

Coordenador editorial: João Prudêncio

Este Boletim Informativo, de periodicidade mensal, é propriedade exclusiva da PAS e não pode ser copiado, ou citado, no todo ou em parte, sem autorização prévia desta associação