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ESCOLA TÉCNICA ESTADUAL LAURO GOMES

INSTALAÇÕES

ELÉTRICAS

RESIDENCIAIS

APOSTILA DE TEORIA

PROFª TERA MIHO SHIOZAKI PAREDE

-

ANO 2013

1. PROJETO

Definição de projeto: Em uma palavra, projetar pressupõe capacidade de criação, para elaborar as

soluções possíveis dentro de um determinado contexto, e capacidade de discernimento, para

compará-las e selecioná-las.

PROJETISTA

para compará - las e selecioná -las. PROJETISTA CLIENTE ENTIDADES REGULAMENTADORAS 2. ÉTICA PROFISSIONAL

CLIENTE

para compará - las e selecioná -las. PROJETISTA CLIENTE ENTIDADES REGULAMENTADORAS 2. ÉTICA PROFISSIONAL -

ENTIDADES

REGULAMENTADORAS

2. ÉTICA PROFISSIONAL

- Procurar sempre a melhor alternativa e solução.

- Inovar e buscar sempre novas tecnologias - atualização

- Relacionamento amigável com os colegas de profissão

- Acompanhar e verificar a sua funcionalidade.

- Sigilo quando necessário.

- Sempre contribuir para o bem estar ou melhoria da vida humana.

3. RESPONSABILIDADE TÉCNICA PROFISSIONAL

Para o desempenho profissional de suas atividades, o Projetista deverá obter habilitação especifica

através de formação em centros educacionais especializados (universidades, faculdades de

engenharia, centros de educação tecnológica, escolas técnicas, etc.) e registro no respectivo

Conselho Profissional.

O registro profissional, no caso de cursos superiores e cursos técnicos da área de engenharia, junto

ao CREA - Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia, confere ao profissional a

habilitação necessária, especificando as áreas e os limites de suas atribuições profissionais.

Segundo definição do próprio CREA. a função deste é atuar em defesa da sociedade contra os maus

profissionais, e não como associação de classe, como poderia nos parecer a princípio. Para a defesa

dos interesses dos técnicos e engenheiros existem as Associações e Sindicatos.

Cada projeto terá o seu respectivo registro junto ao CREA, através de documento próprio intitulado

ART - Anotação de Responsabilidade Técnica. Nesta ocasião o Conselho verificará se o profissional

está habilitado para aquela especialidade, fazendo a respectiva anotação que passará a constar do

acervo técnico do profissional.

A ART descreve o objeto do projeto, o qual, na forma da legislação em vigor, estará sob a

responsabilidade do técnico.

4. COMPETÊNCIA PROFISSIONAL

Os Profissionais habilitados para as atividades de elaboração e execução de projetos de instalação de energia elétrica são os Engenheiros e os Técnicos Industriais de Nível Médio, conforme atribuições específicas definidas para cada categoria profissional.

2ªCATEGORIA

Elaboração e execução de projetos de instalações de energia elétrica, em baixa tensão, para fins residenciais, com carga total instalada não superior a 50 KW, desde que a força motriz, já incluída neste limite, não ultrapasse 10 CV, excluída as instalações que:

a) Destinem-se ao suprimento de energia elétrica a locais que exigem a utilização de material

especial de segurança e proteção, como hospitais, postos de gasolina e afins;

b) Sejam dotadas de sistema de geração de energia, como centros de processamento de dados e

afins;

c) Destinem-se ao suprimento de recintos para reuniões, como teatros, cinemas,templos, ginásios,

hotéis,

d) Pela natureza dos materiais empregados ou dos trabalhos executados possa ser verificada a

presença de gases ou vapores inflamáveis, assim como poeiras, fibras, combustíveis, etc.

"shopping-centers", mercados, escolas e afins.

LEGISLAÇÃO PROFISSIONAL DOS TÉCNICOS INDUSTRIAIS

O exercício da profissão de Técnico Industrial de Nível Médio está definido e regulamentado pela seguinte legislação:

- Lei Nº 5.524/68 - Publicado no D.O.U. de 06.11.68. Dispõe sobre o Exercício da Profissão de Técnico Industrial de Nível Médio.

- Decreto N º 90.922 de 06.02.85 - Publicado no D.O.U. de 07.02.85. Regulamenta a Lei Nº 5.524/68, que dispõe sobre o exercício da profissão de técnico industrial e técnico agrícola de nível médio

ATRIBUIÇÕES DO TÉCNICO INDUSTRIAL DE NÍVEL MÉDIO LEI Nº 5.524/68:

Art. 20: A atividade profissional do Técnico Industrial de Nível Médio efetiva-se no seguinte campo de realizações:

I

II - Prestar assistência técnica no estudo e desenvolvimento de projetos e pesquisas tecnológicas;

III - Orientar e coordenar a execução dos serviços de manutenção de equipamentos e

instalações;

-

Conduzir a execução técnica dos trabalhos de sua especialidade;

IV

- Dar assistência técnica na compra, venda e utilização de produtos e equipamentos

especializados:

V- Responsabilizar-se pela elaboração e execução de projetos compatíveis com a respectiva

formação profissional.

Decreto N 9 90.922, de 06.02.85:

Art. 4: As atribuições dos Técnicos Industriais de 2 o Grau, em suas diversas modalidades, para efeito do exercício profissional e de sua fiscalização, respeitados os limites de sua formação, consistem em:

I.

Executar e conduzir a execução técnica de trabalhos profissionais, bem como orientar e coordenar equipes de execução de instalações, montagens, operações, reparos ou manutenção;

II.

Prestar assistência técnica e assessoria no estudo de viabilidade e desenvolvimento de projetos e pesquisas tecnológicas, ou nos trabalhos de vistoria perícia, avaliação, arbitramento e consultoria, exercendo, dentre outras, as seguintes atividades;

1. Coleta de dados de natureza técnica;

2. Desenho de detalhes e da representação gráfica de cálculos;

3. Elaboração do orçamento de materiais e equipamentos. Instalações e mão-de-obra;

4. Detalhamento de programas de trabalho, observando as normas técnicas e de

segurança;

5. Aplicação de normas técnicas concernentes aos respectivos processos de trabalho;

6. Execução de ensaios de rotina, registrando observações relativas ao controle de qualidade dos materiais, peças e conjuntos;

7. Regulagem de máquinas, aparelhos e instrumentos técnicos.

III

Executar, fiscalizar, orientar e coordenar diretamente serviços de manutenção e reparo de

equipamentos. Instalações e arquivos técnicos específicos, bem como, conduzir e treinar as

respectivas equipes;

IV Dar assistência técnica, na compra, venda e utilização de equipamentos

especializados assessorando, padronizando, mensurando e orçando;

e materiais

V -

formação profissional;

Responsabilizar-se pela elaboração e execução de projetos compatíveis com a respectiva

VI

Ministrar disciplinas técnicas de sua especialidade, constantes dos currículos do ensino de 1 o

e

2 o graus, desde que possua formação específica, incluída a pedagógica para o exercício do

magistério, nesses dois níveis de ensino:

§ 20 - Os técnicos em Eletrotécnica poderão projetar e dirigir instalações elétricas com demanda de

energia de até 800 KVA, bem como exercer a atividade de desenhista de sua especialidade.

PARTES COMPONENTES DE UM PROJETO

Sendo a representação escrita de uma instalação, o projeto consiste basicamente em desenhos e documentos. De uma maneira geral, em um projeto de instalações de edifícios de uso coletivo, temos as seguintes partes:

PROJETO ELÉTRICO:

ART Carta de Solicitação de Aprovação à Concessionária Memorial Descritivo Memória de Cálculo:

Cálculo da Demanda Dimensionamento dos Condutores Dimensionamento dos Condutos Dimensionamento das Proteções Plantas:

Planta de Situação Planta dos Pavimentos Esquemas Verticais (Prumadas):

Elétrica Antena Coletiva Porteiro Eletrônico Outras Instalações Complementares (alarme, segurança, iluminação de emergência etc). Quadros; Quadros de Distribuição de Cargas Diagramas Multifilares (ou unifilares) Detalhes:

Entrada de Serviço Caixa Seccionadora Centros de Medição Pára-raios Caixas de Passagem Aterramentos Outros (conforme a necessidade) Convenções Especificações Lista de Materiais

PROJETO TELEFÔNICO:

ART

Carta de Solicitação de Aprovação à Concessionária

Memorial Descritivo

Plantas:

1. Planta de Situação

2. Plantas dos Pavimentos

Esquemas Verticais (Prumadas):

1. Tubulação

2. Redes Internas

Tabela de Distribuição Secundária

Detalhes:

1. Caixa Subterrânea de Entrada

2. Distribuidor Geral

3. Caixas de Distribuição Aterramentos

4. Outros. (conforme a necessidade).

Convenções

Especificações

Lista de Materiais

NORMATIZAÇÃO

Simbologia

Os símbolos gráficos utilizados nos projetos de instalações elétricas são padronizados pela ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas, através das seguintes normas:

NBR-5444/XX: Símbolos gráficos para instalações prediais

NBR-5446/XX: Símbolos gráficos de relacionamento usados na confecção de esquemas

NBR-5453/XX: Sinais e símbolos para eletricidade.

RECOMENDAÇÕES E NORMAS TÉCNICAS

Um projeto de instalações elétricas prediais de baixa tensão deve observar as seguintes normas técnicas:

ABNT:

NBR 5410/XX - Instalações Elétricas de Baixa Tensão;

NBR 5419/XX - Proteção de Estruturas contra Descargas Atmosféricas;

Outras normas especificas aplicáveis.

CONCESSIONÁRIA LOCAL

O projetista deverá atentar para as normas técnicas da concessionária do local em que será

executado o projeto.

Em São Paulo, existe a NTU.01 que trata do Fornecimento de Energia Elétrica em Tensão

Secundária a Edificações Individuais. No âmbito da CESP, CPFL e ELETROPAULO.

No caso do estado do Paraná, existem as Normas NTC 9-01100-Fornecimento em Tensão

Secundária de Distribuição e NTC 9-01110 - Atendimento a Edifícios de Uso Coletivo, da COPEL.

Em Minas Gerais, existem as Normas ND-5.1 - Fornecimento em Tensão Secundária e ND-5.2 -

Fornecimento em Tensão Secundária a Edificações Coletivas, da CEMIG.

NORMAS ESPECÍFICAS

Além destas normas, o projetista deverá seguir as normas técnicas nacionais que se apliquem a itens

específicos do projeto. Deve também inteirar-se das normas e regulamentações do Corpo de

Bombeiros do local, visando o atendimento às normas referentes à segurança e combate a incêndios.

Um projeto telefônico deve acompanhar as seguintes normas técnicas:

TELEBRÁS - Norma 224-315-01/02: Tubulações Telefônicas em Edifícios.

Concessionária local - As normas referentes a tubulações e rede telefônica interna de edifícios.

CRITÉRIOS PARA A ELABORAÇÃO DO PROJETO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

Na concepção do projeto de instalações elétricas prediais, o projetista deve estar atento a pelo menos

três critérios, no que se refere à utilização das instalações projetadas:

Acessibilidade

Flexibilidade e Reserva de Carga

Confiabilidade

ETAPAS DA ELABORAÇÃO DE UM PROJETO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

a - Informações Preliminares

Esta é uma das etapas de maior importância para o sucesso da elaboração de um bom projeto. Nesta

etapa, o projetista procurará obter das diversas fontes todas as informações necessárias para a

formação da concepção geral do projeto a ser desenvolvido, através de:

1.

Planta de situação

2.

Projeto arquitetônico

3.

Projetos complementares

4.

Informações obtidas com o proprietário, arquiteto ou responsável.

b

- Quantificação do Sistema

Com os dados obtidos nas informações preliminares, e de posse das normas técnicas aplicáveis, no

caso a NBR-5410/XXXX , o projetista estará em condições de fazer um levantamento da previsão de cargas do projeto, tanto em termos da quantidade de pontos de utilização, quanto da potência nominal dos mesmos.

1. Previsão de iluminação;

2. Previsão de pontos de tomadas;

3. Previsão de cargas especiais: elevadores, bombas de recalque d'água, bombas de drenagem,

bombas de combate a incêndio, etc.

c - Determinação do Padrão de Atendimento

Concluída a etapa anterior, e tendo às mãos as normas técnicas da concessionária local, o projetista determinará a demanda de cada consumidor do edifício e a sua respectiva categoria de atendimento conforme os padrões da concessionária local. Determinará igualmente a Provável Demanda do Edifício e o Padrão da sua Entrada de Serviço.

1.

Determinação da Demanda e da Categoria de Atendimento de cada consumidor.

2.

Determinação da Provável Demanda do Edifício e Classificação da Entrada de Serviço.

d

- Desenho das Plantas

Esta etapa compreende basicamente:

1. Desenho dos pontos de utilização;

2. Localização dos Quadros de Distribuição de Luz (QL's ou QD’

3. Divisão das cargas em circuitos terminais;

4. Desenho dos eletrodutos dos circuitos terminais;

5. Traçado da fiação dos circuitos terminais;

6. Localização das Caixas de Passagem dos Pavimentos e da Prumada;

7. Localização do Quadro Geral de Baixa Tensão, Centros de Medidores, da Caixa Seccionadora,

do Ramal Alimentador e do Ponto de Entrega.

8. Desenho dos eletrodutos dos circuitos alimentadores;

9. Desenho do Esquema Vertical (Prumada);

10. Traçado da fiação dos circuitos alimentadores.

s) e Quadros de Força (QF's);

e

Dimensionamentos

Nesta etapa, serão feitos os dimensionamentos de todos os componentes do projeto, calculados com

base nos dados registrados nas etapas anteriores, nas normas técnicas aplicáveis a cada caso e nas tabelas de fabricantes.

1. Dimensionamento dos condutores:

2. Dimensionamento dos eletrodutos;

3. Dimensionamento dos dispositivos de proteção;

4. Dimensionamento dos Quadros.

f - Quadros de Distribuição e Diagramas

Nesta etapa, serão elaborados os Quadros de Distribuição de Carga (tabelas), que têm a função de representar a distribuição e o dimensionamento dos circuitos.

1. Quadros de Distribuição de Carga;

2. Diagramas Unifilares (ou multifilares) dos QL's;

3. Diagramas de Força e Comando dos Motores (QF's);

4. Diagrama Unifilar Geral.

g - Elaboração dos Detalhes Construtivos

O objetivo da elaboração dos detalhes construtivos é facilitar a interpretação do projeto, permitindo,

desta maneira, que o mesmo seja fielmente executado. Vale lembrar que quanto melhor detalhado está um projeto, melhor poderá ser a sua execução.

h - Memorial Descritivo

O Memorial Descritivo tem por objetivo fazer uma descrição sucinta do projeto, justificando, quando

necessário, as soluções adotadas. Ele é composto basicamente dos seguintes itens:

1. Dados básicos de identificação do projeto;

2. Dados quantitativos do projeto;

3. Descrição geral do projeto;

4. Documentação do projeto.

i - Memorial de Cálculo

Neste documento, será apresentado o resumo dos principais cálculos e dimensionamentos:

1. Cálculos das Previsões de cargas;

2. Determinação da Provável Demanda;

3. Dimensionamento de Condutores:

4. Dimensionamento de Eletrodutos;

5. Dimensionamento dos Dispositivos de proteção.

j - Elaboração das Especificações Técnicas

As Especificações Técnicas detalham os tipos de materiais que serão empregados, chegando ao nível de especificação do fabricante, prevendo, porém, o uso de similares com a mesma qualificação técnica. Neste documento, também, em alguns projetos, relacionam-se os serviços a executar, bem como os procedimentos de sua execução, com a citação das respectivas normas técnicas.

k - Elaboração da Lista de Material

Listagem de todos os materiais que serão empregados na execução do projeto, com as suas respectivas especificações e quantidades.

l - ART

Anotação de Responsabilidade Técnica do Responsável Técnico pelo projeto junto à jurisdição do CREA local.

m

Análise da Concessionária

Análise pelo órgão técnico da concessionária local, da adequação do projeto às normas técnicas e padrões de fornecimento. Em geral, esta análise fica limitada ao cálculo da demanda, ao padrão de fornecimento, à entrada de serviço e à rede de alimentadores até a chegada nos quadros terminais (prumada). É importante observar que, em hipótese alguma, a análise e a posterior aprovação por parte da concessionária exime o projetista de sua responsabilidade técnica.

n - Revisão do Projeto (se necessário)

Possíveis

concessionária.

adequações

ou

modificações

o - Aprovação da Concessionária

para

atender

à

padronização

e

normas

técnicas

da

Termo técnico que atesta que o projeto das instalações está de acordo com os padrões e normas técnicas da concessionária. e com o qual o consumidor poderá efetivar o pedido de ligação das instalações à Rede de Distribuição de Energia.

NOTA IMPORTANTE:

O roteiro descrito acima é em geral seguido por uma boa parcela de projetistas. Muitas vezes esta ordem pode ser alterada, em função da complexidade de cada projeto e conforme a composição numérica e qualitativa da equipe que o elabora. Conforme a necessidade, algumas etapas poderão ser acrescidas de outros níveis, suprimidas ou fundidas duas ou mais delas em uma só.

Introdução à Instalações Elétricas Residenciais

1) Geração, Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica.

As principais atividades estão agrupadas em quatro segmentos:

ati vidades estão agrupadas em quatro segmentos: SISTEMA ELÉTRICO POTÊNCIA a ) Tensão elétrica: Corrente

SISTEMA ELÉTRICO POTÊNCIA

a) Tensão elétrica: Corrente Contínua x Corrente Alternada

Na fonte de tensão contínua (CC), a corrente trafega sempre no mesmo sentido. O valor da tensão é constante.

sempre no mesmo sentido. O valor da tensão é constante. Na fonte de corrente alternada (CA),

Na fonte de corrente alternada (CA), a corrente trafega, ora em um sentido, ora em outro sentido. A fonte CA empurra e puxa a corrente, indefinidamente.

A fonte CA empurra e puxa a corrente, indefinidamente. 2) Modalidades de Tensões (em AC) Extra
A fonte CA empurra e puxa a corrente, indefinidamente. 2) Modalidades de Tensões (em AC) Extra

2) Modalidades de Tensões (em AC)

Extra Baixa Tensão –

Baixa Tensão – Média Tensão – Alta Tensão –

abaixo de 50V.

acima de 50V até 1.000V, inclusive. acima de 1.000V até 36.200V, inclusive. acima de 36.200V

– abaixo de 50V. acima de 50V até 1.000V , inclusive. acima de 1.000V até 36.200V,

Setor de Transmissão de Energia:

Extra Alta Tensão – Ultra Alta Tensão –

acima de 138.000V até 800.000V ou 138kV até 800kV acima de 1.000.000V ou 1MV

3) Tipos de Fornecimento de Energia

As tensões de fornecimento variam conforme o local, e antes de se iniciar um projeto, deve-se verificar junto às concessionárias, as condições locais específicas. É possível encontrar as seguintes tensões nominais de distribuição: 115V, 120V, 127V, 208V, 220V, 230V e 380V. Os sistemas de distribuição interna do consumidor devem ser compatíveis com a tensão de fornecimento. Os sistemas de fornecimento em baixa tensão, adotados para obtenção de cada uma das tensões nominais utilizadas na área de concessão podem ser de 2 tipos: Delta ou Estrela

a)Tensões de fornecimento em:

ESTRELA c/ NEUTRO

podem ser de 2 tipos: Delta ou Estrela a) Tensões de fornecimento em: ESTRELA c/ NEUTRO

DELTA ou TRIÂNGULO

podem ser de 2 tipos: Delta ou Estrela a) Tensões de fornecimento em: ESTRELA c/ NEUTRO
podem ser de 2 tipos: Delta ou Estrela a) Tensões de fornecimento em: ESTRELA c/ NEUTRO

b) Modalidades de Fornecimento de Energia

Exemplo Concessionária Eletropaulo

Há 3 sistemas de fornecimento, conforme o número de fases ou fios:

Modalidade A: Sistema Monofásico - uma fase e neutro: 2 fios.

Modalidade B: Sistema Bifásico - duas fases e neutro (quando existir): 2 ou 3 fios.

Modalidade C: Sistema Trifásico - três fases e neutro (quando existir): 3 ou 4 fios.

Em uma instalação predial, os circuitos possuem condutores denominados:

Fase: quando apresentam um potencial elevado em relação à terra; Neutro: condutor ligado ao neutro do transformador da distribuição pública (concessionária); Proteção: interliga as partes metálicas do sistema e as coloca ao mesmo potencial que o usuário, a fim de protegê-lo contra choques elétricos.

O código internacional prescreve as cores: azul- claro para o neutro e verde ou verde-amarelo para o de proteção.

o neutro e verde ou verde-amarelo para o de proteção. Simbologia dos Condutores e Eletroduto -

Simbologia dos Condutores e Eletroduto - Norma NBR5444/89

4) Elementos da Conexão da Rede Pública de Baixa Tensão com a Unidade Consumidora

Entrada de energia (Padrão de Entrada): instalação de responsabilidade do consumidor, compreendendo ramal de entrada, poste particular ou pontalete, caixas, dispositivos de proteção, eletrodo de aterramento e ferragens, preparada de forma a permitir a ligação de uma ou mais unidades consumidoras à rede das concessionárias.

Duas modalidades de Entrada de energia Entrada Subterrânea e Aérea

Circuito de distribuição: circuito que interliga a medição até o quadro de distribuição, também conhecido como quadro de luz.

Circuito terminal: circuitos que alimentam diretamente os equipamentos de utilização e/ou tomadas de corrente a partir dos quadros de distribuição ou dos quadros terminais.

Caixa de passagem: caixa destinada a possibilitar mudanças de direção e facilitar a enfiação dos condutores.

Entrada de serviço: condutores, equipamentos e acessórios, compreendidos entre o ponto de derivação da rede da concessionária e a medição. No caso de prédio de múltiplas unidades, até a proteção geral.

Origem da instalação: a origem da instalação de Baixa Tensão está localizada junto à proteção geral.

Ponto de entrega: ponto de conexão do sistema elétrico da empresa distribuidora de eletricidade com a instalação elétrica do consumidor, e que delimita as responsabilidades da distribuidora, definidas pela autoridade reguladora.

Quadro terminal: são quadros elétricos que alimentam exclusivamente circuitos terminais.

Ramal de entrada: Condutores e acessórios, compreendidos entre o ponto de entrega e a medição. No caso de prédio de múltiplas unidades, até a proteção geral.

Ramal de ligação: condutores e acessórios, compreendidos entre o ponto de derivação da rede da concessionária e o ponto de entrega.

5) Nas instalações prediais o diagrama esquemático pode ser desenhado ou representado de diversas maneiras, dentre os existentes citaremos três:

• Esquema Funcional;

Esquema Multifilar;

Esquema Unifilar.

Diagramas Esquemáticos para alguns componentes da Instalação

a) Interruptores Simples (10A - 250V) : Instala-se para ligar/desligar em um único ponto de comando.

Esquema Funcional : É uma forma de representação gráfica que mostra os detalhes de todo o sistema elétrico da forma como ela é montada.

forma de representação gráfica que most ra os detalhes de todo o sistema elétrico da forma

Multifilar:

Esquema

É

uma

representação

de

um

circuito

elétrico

completo

em

detalhes,

desenhado

por

linhas

que

representam

os

fios

condutores

utilizados

nas

ligações

dos

componentes.

utilizados nas ligações dos componentes.  Esquema Unifilar : Ele representa o sistema elétrico

Esquema Unifilar: Ele representa o sistema elétrico de modo simplificado, onde se indica o número de condutores e seu trajeto através de uma única linha. É o tipo de diagrama mais usado em instalações elétricas prediais.

de diagrama mais usado em instalações elétricas prediais. b) Interruptores Paralelos (10A - 250V) : Instala-se

b) Interruptores Paralelos (10A - 250V): Instala-se para ligar/desligar em dois pontos diferentes dentro do mesmo ambiente

Esquema Funcional: É uma forma de representação gráfica que mostra os detalhes de todo o sistema elétrico da forma como ela é montada.

de todo o sistema elétrico da forma como ela é montada.  Multifilar: Esquema É um

Multifilar:

Esquema

É

uma

representação

de

um

circuito

elétrico

completo

em

detalhes,

desenhado

por

linhas

que

representam

os

fios

condutores

utilizados

nas

ligações

dos

componentes.

utilizados nas ligações dos componentes.  Esquema Unifilar : Ele representa o sistema elétrico

Esquema Unifilar: Ele representa o sistema elétrico de modo simplificado, onde se indica o número de condutores e seu trajeto através de uma única linha. É o tipo de diagrama mais usado em instalações elétricas prediais.

c) Interruptores Intermediários (10A - 250V) : Instala-se para ligar/desligar sequencialmente lâmpadas em corredores

c) Interruptores Intermediários (10A - 250V) : Instala-se para ligar/desligar sequencialmente lâmpadas em corredores e escadarias. Onde teremos mais do que dois pontos de comando.

Esquema Funcional : É uma forma de representação gráfica que mostra os detalhes de todo o sistema elétrico da forma como ela é montada.

de todo o sistema elétrico da forma como ela é montada. ou  Multifilar: Esquema É

ou

de todo o sistema elétrico da forma como ela é montada. ou  Multifilar: Esquema É

Multifilar:

Esquema

É

uma

representação

de

um

circuito

elétrico

completo

em

detalhes,

desenhado

por

linhas

que

representam

os

fios

condutores

utilizados

nas

ligações

dos

componentes.

utilizados nas ligações dos componentes.  Esquema Unifilar : Ele representa o sistema elétrico

Esquema Unifilar: Ele representa o sistema elétrico de modo simplificado, onde se indica o número de condutores e seu trajeto através de uma única linha. É o tipo de diagrama mais usado em instalações elétricas prediais.

de diagrama mais usado em instalações elétricas prediais. 6) Interruptores e Tomadas  Interruptores Bipolares

6) Interruptores e Tomadas

Interruptores Bipolares utilizados em Sistemas Bifásicos (10A/250 V)

Interruptor Bipolar Simples  Tipos de Tomadas utilizadas: ( 10A e 20A – Interruptor Bipolar

Interruptor Bipolar Simples

Tipos de Tomadas utilizadas: ( 10A e 20A

Simples  Tipos de Tomadas utilizadas: ( 10A e 20A – Interruptor Bipolar Paralelo 250V) Tomada

Interruptor Bipolar Paralelo

250V)

( 10A e 20A – Interruptor Bipolar Paralelo 250V) Tomada Padrão Brasileiro Na mudança de padrão

Tomada Padrão Brasileiro

Na mudança de padrão de plugues e tomadas, a primeira determinação passou a valer em agosto de 2007. Mas para que haja tempo hábil para todos se adequarem ao padrão brasileiro, a portaria do Inmetro prevê prazos escalonados que vão até janeiro de 2010.

Após a implantação total haverá apenas um modelo de tomada fixa no Brasil (2P+T para 10A e 20A), além de plugues e tomadas móveis do tipo 2P e 2P+T, todos munidos de pinos e contatos com a mesma forma geométrica redonda, em substituição aos modelos que são comercializados atualmente, sendo que os modelos de dois pinos desmontáveis já deixam de ser comercializados a partir de agosto de 2007.

Vale destacar, que a nova tomada aceita plugues de dois e de três pinos. O plugue de dois pinos tradicionalmente utilizado no Brasil, com pinos redondos, é totalmente compatível com a tomada padrão NBR 14136.

tradicionalmente utilizado no Brasil, com pinos redondos, é totalmente compatível com a tomada padrão NBR 14136.
tradicionalmente utilizado no Brasil, com pinos redondos, é totalmente compatível com a tomada padrão NBR 14136.

Pontos de Tomadas Padrão Brasileiro em um único local. (conforme NBR14136)

Padrão Brasileiro em um ú nico local. (conforme NBR14136) Prazo para adaptação 7 ) Algumas Simbologias

Prazo para adaptação 7) Algumas Simbologias Gráficas: NBR5444/89

em um ú nico local. (conforme NBR14136) Prazo para adaptação 7 ) Algumas Simbologias Gráficas: NBR5444
em um ú nico local. (conforme NBR14136) Prazo para adaptação 7 ) Algumas Simbologias Gráficas: NBR5444
em um ú nico local. (conforme NBR14136) Prazo para adaptação 7 ) Algumas Simbologias Gráficas: NBR5444
8) C ritérios para Dimensionamento de Condutores:  Secção Mínima –  Máxima Capacidade de
8) C ritérios para Dimensionamento de Condutores:  Secção Mínima –  Máxima Capacidade de

8) Critérios para Dimensionamento de Condutores:

Secção Mínima –

Máxima Capacidade de Condução de Corrente

Queda de Tensão Admissível

Proteção Contra Sobrecargas

Proteção Contra Curto-Circuitos

Proteção Contra Contatos Indiretos

NBR5410

OBS: Após os cálculos deve ser adotado a maior seção. Escolhe-se o condutor padronizado comercialmente com seção nominal ≥ seção calculada.

Secção Mínima –

NBR5410

A Norma NBR5410 admite para condutor de cobre em Iluminação a secção mínima de 1,5mm 2 e para Tomadas de Força (tomadas de corrente) a secção mínima de 2,5mm 2 .

Cálculo pela Máxima Capacidade de Condução de Corrente (Limite de Temperatura)

Que tem como objetivo garantir condições satisfatórias de operação aos condutores e as isolações, submetidos aos efeitos térmicos, produzidos pela circulação da corrente elétrica. O tipo de isolação determina a temperatura máxima a que os condutores podem estar submetidos em regime contínuo, em sobrecarga ou em condição de curto-circuito. Em geral, utilizam-se condutores com isolação de PVC em instalações prediais convencionais.

Tabela - NBR5410 A maneira como os condutores são instalados influencia na capacidade de troca

Tabela - NBR5410

A maneira como os condutores são instalados influencia na capacidade de troca térmica entre os

condutores e o ambiente, e em conseqüência, na capacidade de condução da corrente elétrica. A tabela da NBR 5410 define as diversas maneiras de instalar codificando-as. O código corresponde

ao método de referência a ser utilizado na determinação da capacidade de condução de corrente.

Exemplos da maneira de instalar os condutores:

Eletrodutos embutidos ou aparentes;

Canaletas ou bandejas;

• Subterrâneos;

Diretamente enterrados ou ao ar livre;

Cabos unipolares ou multipolares.

Métodos de referência são os métodos de instalação determinados na NBR5410 para os quais a capacidade de condução de corrente foi determinada. Se um determinado circuito apresentar, ao longo de seus diversos trechos, mais de uma maneira de instalação, deve-se considerar, para efeito de dimensionamento, aquela que apresenta a condição mais desfavorável de troca térmica com o meio ambiente.

No dimensionamento:

Cálculo da Corrente Nominal de Projeto

Correção pelo Fator de Agrupamento e Temperatura

Número de Condutores Carregados - Condutor carregado (c.c.) é aquele que efetivamente é percorrido pela corrente elétrica no funcionamento normal do circuito Fase(s) e Neutro. Obs:

Condutor de proteção (PE) não é um condutor carregado.

Tipo de isolação (para residências – PVC) e material do condutor (para residências – cobre)

Maneira de Instalar os condutores

Tabela - NBR5410

Tabela - NBR5410 21

Cálculo pela Queda de Tensão Admissível

Queda de Tensão: É a diferença entre as tensões medidas na origem, lado da fonte, e no fim, lado da carga, do circuito. Deve ser limitada à certos valores, dados normalmente em percentual da tensão nominal da instalação, a fim de não prejudicar o funcionamento dos equipamentos alimentados.

S=2[1/e(%)V 2 ].(P1.L1+P2.L2+

)

Onde:

S= seção do condutor em mm 2 ; = resistividade do cobre = 1/58(Ω .mm 2 )/m e% = queda de tensão percentual P = potência consumida em Watts L = comprimento em metros V = 127V ou 220 V

em Watts L = comprimento em metros V = 127V ou 220 V Limite de Queda

Limite de Queda de Tensão, de acordo com a tabela 46 da NBR5410/2004

Instalações

Iluminação

Outros Usos

Instalações alimentadas diretamente por um ramal de baixa tensão, a partir de uma rede de distribuição pública de baixa tensão.

5%

5%

Instalações alimentadas diretamente por subestação de transformação ou transformador, a partir de uma instalação de alta tensão.

7%

7%

Instalações que possuam fonte própria

7%

7%

NOTA: Deve ser estimado em função das previsões de crescimento de carga. Na falta de outros dados, adotar-se-á de 1,2~1,3. Para utilização deste fator deverá ser calculado sobre a I de projeto.

9) Disjuntores Termomagnéticos

A norma ABNT que trata dos disjuntores é a NBR 5361, baseada na IEC 947-2. Há no mercado dois tipos de disjuntores:

Os que seguem as normas americanas (ANSI) e normalmente têm carcaça de baquelite preta,

E os que seguem as normas européias (IEC), que são de poliéster ou uréia branca.

Os mais comuns no mercado são os pretos, de norma americana. Mas como as nossas normas brasileiras são baseadas nas normas européias, os disjuntores brancos estão mais bem adaptados para os nossos circuitos elétricos.

A principal diferença entre eles é que o limite de corrente de curto circuito dos disjuntores de norma americana (ANSI) é mais alto do que o dos disjuntores de norma européia (IEC). Assim, se utilizarmos um disjuntor preto e se ele for associado à bitola do condutor normalmente utilizado em nossas instalações residenciais (ex: 2,5mm 2 para tomadas de corrente), no caso de ocorrer um curto circuito, ele poderá vir a causar um retardo no desligamento e possivelmente provocar danos à fiação existente. Portanto é mais aconselhável a utilização dos disjuntores brancos (IEC).

Existem muitas marcas de disjuntores que seguem as normas européias no mercado, como por exemplo: Siemens, Pial Legrand, Schneider e várias outras.

Todo disjuntor tem duas tarefas a desempenhar:

- Proteger o circuito de uma sobrecorrente, isto é, quando uma pequena quantidade a mais da corrente normal estiver porventura passando pelo disjuntor, ele deverá, dentro de um determinado tempo, desligar.

- A sua outra função, a principal, é proteger o circuito contra um curto circuito. E neste sentido, a norma brasileira apresenta duas curvas de disparo ou desligamento:

Curva C, onde o disjuntor desliga o circuito ao qual estiver ligado, através de uma bobina interna, quando a corrente que estiver passando por ela for de 5 a 10 vezes maior do que a corrente nominal do circuito. Exemplo: com um disjuntor de digamos 50A de corrente nominal, quando por ele passar uma corrente entre 250A a 500A ele desligará imediatamente. Estes disjuntores de curva C são utilizados preferencialmente para a proteção de motores.

Curva B, onde a corrente de curto circuito é mais baixa e está numa faixa que corresponde de 3 a 5 vezes a corrente nominal do circuito. Evidentemente, os disjuntores de curva B protegem melhor o nosso circuito, pois respondem a um curto circuito de menor intensidade. É importante lembrar que o objetivo primordial dos disjuntores é proteger a fiação instalada e não os aparelhos.

NBR IEC 947-2   = 1,30

Condições para dimensionamento do Disjuntor

IB In IZ

I2 1,45 IZ

a) IB In onde IB é a corrente do projeto

b) In IZ onde IZ é a máx. capacidade de condução de corrente do

condutor

I2 = In portanto pela NBR IEC- 947-2

In 1,45 IZ ou 1,30In 1,45 IZ

IEC- 947-2  I n  1,45 I Z ou 1,30I n  1,45 I Z

Atuação de Disjuntor de Proteção Ideal:

I IZ

IZ I 1,45 IZ

Não atua

Atua em tempos longos e decrescentes

1,45 IZ I kIZ Atua em tempos longos decrescentes (de 1 ou mais horas a poucos segundos)

I k Iz

Atua em tempos brevissímos

Onde K = 3,4,5,

10) Disjuntor Diferencial Residual (DDR) e Interruptor Diferencial Residual

DDR - São dispositivos que têm o objetivo de proteger contra sobrecargas, curto-circuito, fugas de corrente, choque elétrico. Esses dispositivos possuem disjuntores acoplados ao Diferencial fazendo também, a proteção contra sobrecargas e curtos-circuitos das instalações elétricas.

IDR - São dispositivos que têm somente o objetivo de proteger contra as fugas de corrente, choques elétricos. Como não possuem disjuntores acoplados, não protegem contra sobrecorrente e curto- circuito devendo portanto ser colocados em série com o disjuntor termomagnético .

Os DDR’

fases + neutro - (2F+N)- Sistema Bifásico:

s e IDR’

s podem ser instalados conforme configuração abaixo em alimentação com duas

DISJUNTOR DIFERENCIAL

DISJUNTOR DIFERENCIAL INTERRUPTOR DIFERENCIAL Alimentação 2 Fases + Neutro – Fonte CEMIG Fonte: CEMIG P roteção

INTERRUPTOR DIFERENCIAL

DISJUNTOR DIFERENCIAL INTERRUPTOR DIFERENCIAL Alimentação 2 Fases + Neutro – Fonte CEMIG Fonte: CEMIG P roteção

Alimentação 2 Fases + Neutro –

Fonte CEMIG

DIFERENCIAL Alimentação 2 Fases + Neutro – Fonte CEMIG Fonte: CEMIG P roteção feita por um

Fonte: CEMIG Proteção feita por um DDR, instalado em um chuveiro puramente bifásico (sem a utilização do neutro)

OBS: Em nenhum caso interligar o condutor de Proteção (PE) ao condutor Neutro, após o DR.

Quando o DDR é instalado como Disjuntor Geral de Proteção no Quadro de Distribuição se houver qualquer problema de “ fuga” de corrente, o DDR ou o IDR atuará, desligando todo o circuito da instalação elétrica, não havendo portanto, seletividade. Para obter seletividade, deve-se colocar um DDR ou um IDR para cada circuito em que for necessário esses dispositivos. Os DDR’ s são dimensionados de forma semelhante dos disjuntores Termomagnéticos, isto é a partir da corrente do circuito elétrico que irá proteger.

isto é a partir da corrente do circuito elétrico que irá proteger. Tabela: Exemplo de Corrente

Tabela: Exemplo de Corrente Nominal de DDR e IDR

26

Etapas de um Projeto de Instalação Elétrica

1. PREVISÃO DE POTÊNCIAS DAS CARGAS

Para definir o número de pontos de luz, pontos de tomadas e respectivas potências. De posse da planta baixa,utilizar a tabela abaixo:

Dependência

Dimensões

Área

Perímetro

Relacione todas as dependências da casa (sala, quartos, banheiros, etc

faça o cálculo de Área e Perímetro. Exemplo de cálculo de área e perímetro:

)

conforme a planta baixa e

h

Sala

Área

b

= b x h

Perímetro

( m²) = b + b + h + h

( m )

Exercício: Calcule a área e o perímetro de cada dependência e transfira o resultado para a tabela. Exemplo de Resolução

Dependência

Dimensões

Área [ m 2 ]

Perímetro [m]

Sala

4,20x2,50

10,50

13,40

Dormitório

4,50x2,50

11,25

14,00

Banheiro

2,50x1,50

3,75

8,00

Cozinha

2,80x2,50

7,00

10,60

Área de Serviço

2,80x1,30

3,64

8,20

NOTAS IMPORTANTES:

OBRIGATÓRIO distribuir o condutor de proteção (fio terra) em todos os circuitos (inclusive os de iluminação) e utilizar TODAS as tomadas de corrente na configuração 2P+T (dois pólos e terra).

Um condutor de proteção pode ser comum a mais de um circuito.

Todas as caixas de derivação e passagem deverão disponibilizar o fio terra (verde ou verde- amarelo) e, naquelas caixas onde forem instaladas tomadas estas deverão ser de três pólos (2P+T) que atendam as normas NBR 6147 e NBR 14136. A NBR 6147 é a norma que testa as tomadas em geral qualquer que seja o seu desenho (configuração) e a NBR 14136 é a norma que padroniza o formato das tomadas para uso residencial e análogo até 20A/250V.

2) CÁLCULO DA CARGA DE ILUMINAÇÃO - Números de Pontos de Luz e Potência

Para área inferior ou igual a 6m² considerar no mínimo 100VA e um ponto de luz.

Para área superior que 6m² considerar a área calculada. Estabelecer 100VA para os primeiros 6m² e 60VA para cada 4m² restantes (desconsiderar a área menor que 4m²).

Obs1: Para locais de habitação passa a ser permitido juntar os circuitos de iluminação social e de serviço aos de tomadas desde que a corrente nominal do projeto não seja superior a 16A. Exceção a esta regra está no caso de cozinhas, copas, copas-cozinhas, áreas de serviço, lavanderias e locais análogos onde iluminação e tomadas têm que estar em circuitos separados.

Obs2: Caso este circuito seja utilizado (circuito de iluminação + tomadas) devem ser previstos mais do que um circuito para atendê-los. Exercício: Calcule a carga de Iluminação e transfira o resultado para a tabela de cargas. Exemplo de Resolução Tendo área calculada = 21m² dividiremos a área em partes de 6m² e 4m² conforme se segue:

Área

Dividindo a área em 6m² e 4m²

Potência de iluminação

21m²

6m²

100VA

 

4m²

60VA

 

4m²

60VA

 

4m²

60VA

 

3m²

Abaixo de 4m² desconsiderar

Total

21m²

280VA

Para Potência de Iluminação acima de 250VA recomenda-se mais que um ponto de luz.

3) CÁLCULO DA CARGA DE PONTOS DE TOMADA (Número de Pontos de Tomadas e Potência)

Todas as tomadas de corrente fixas

Devem ser do tipo com contato de aterramento (PE). As tomadas de uso residencial e análogo devem ser conforme NBR 6147 e NBR 14136. Obs: Um ponto de tomada pode conter uma ou mais tomadas de corrente.

Potências dos Pontos de Tomadas para Sala e Dormitórios

Quantidade mínima e Potência: Considerar o perímetro calculado. Estabelecer 100VA para cada 5m ou fração de perímetro.

Além da quantidade mínima de pontos de tomada: Existe a “ possibilidade de que um ponto de tomada venha a ser usado para alimentação de mais de um equipamento, sendo recomendável equipá-lo, portanto, com a quantidade de tomadas julgada adequada” .

Exercício: Calcule a carga de pontos de tomada e transfira o resultado para a tabela de cargas. Exemplo de Resolução Tendo perímetro calculado = 16m dividiremos em cada 5m ou fração de perímetro , conforme se segue:

 

Dividindo o perímetro em 5m ou fração

Pontos de

 

Perímetro

Tomadas

Potência dos pontos de Tomada

16m

5m

1

100VA

 

5m

1

100VA

 

5m

1

100VA

 

1m

1

100VA

Total

16m

4

400VA

Importante: Verificar pontos de tomadas para equipamentos a serem utilizados neste ambiente.

Potência e pontos de tomadas para Varandas

Quando sua área for inferior a 2m 2 ou, ainda, quando sua profundidade for inferior a 80 cm admite-se que este ponto de tomada não seja instalado na própria varanda, mas próximo ao seu acesso, quando a varanda, por razões construtivas, não comportar o ponto de tomada.

Acima de 2m 2 ou a sua profundidade for superior a 80 cm deve ser previsto pelo menos um ponto de tomada.

Potências dos Pontos de Tomadas para Banheiros, Cozinhas, Copas, Copas-cozinhas, Áreas de Serviço, Lavanderias e locais análogos

Deve-se atribuir no mínimo 600 VA por ponto de tomada, até 3 pontos, e 100 VA por ponto para os excedentes, considerando-se cada um desses ambientes separadamente.

Quando o total de tomadas for superior a 6 pontos, admite-se que o critério de atribuição de potências seja de, no mínimo, 600 VA por ponto de tomada, até 2 pontos, e 100 VA por ponto para os excedentes. Sempre considerando cada um dos ambientes separadamente.

Considerar o perímetro calculado. Estabelecer 1 tomada para cada 3,5m ou fração de perímetro.

Na cozinha acima da bancada da pia devem ser previstas no mínimo duas tomadas de corrente no mesmo ponto ou em pontos distintos.

Para banheiros:

No mínimo: uma tomada junto ao lavatório, com uma distância mínima de 60cm do boxe, independente da área.

Exercício: Calcule a carga de pontos de tomadas e transfira o resultado para a tabela de cargas. Exemplo de Resolução Tendo perímetro calculado = 17m dividiremos em frações de 3,5m cada, conforme se segue:

Perímetro

Dividindo o perímetro em 3,5m ou fração

Tomadas

Potência da T.U.G

17m

3,5m

1

600VA

 

3,5m

1

600VA

 

3,5m

1

600VA

 

3,5m

1

100VA

 

3,0m

1

100VA

Total

17m

5

2.000VA

Exercício: Transfira o resultado para a tabela de cargas.

Para demais cômodos

Quando a área do cômodo ou dependência for igual ou inferior a 2,25 m 2

Sejam previstos, pelo menos, um ponto de tomada e admitindo-se que, em função da reduzida dimensão do local, esse ponto seja posicionado externamente ao cômodo ou dependência a até 80 cm de sua porta de acesso.

Quando a área do cômodo ou dependência for superior a 2,25 m 2 e igual ou inferior a 6 m 2

Exige-se, no mínimo, um ponto de tomada.

Cômodos com área superior a 6 m 2

Considerar o perímetro calculado. Considerando um ponto de tomada para cada 5 m, ou fração, de perímetro.

CÁLCULO DA CARGA DE PONTOS ESPECÍFICOS

Para estabelecer a Potência de pontos específicos, atribuir a potência nominal do equipamento a ser alimentado.

A Conexão do aquecedor elétrico de água ao ponto de utilização deve ser direta, sem uso de tomada de corrente.

Exercício: Verifique as potências dos aparelhos a serem instalados (Carga de Pontos Específicos) e transfira o resultado para a tabela de cargas.

FATOR DE POTÊNCIA Sendo a Potência Ativa uma parcela da Potência Aparente, pode-se dizer que a esta porcentagem damos o nome de Fator de Potência. Nos projetos elétricos residenciais aplicam-se os seguintes valores de fator de potência:

Tipo de Circuitos

F.P

Iluminação Incandescente

1,0

 

Com starter 18W a 65W

0,5

Iluminação Fluorescente

Partida Rápida 20W a 110W

0,5

Partida instantânea 20W a 40W

0,5

Pontos de Tomadas

0,8

Após a Previsão de Cargas teremos a Potência Aparente Total de Iluminação e Potência Aparente Total dos Pontos de Tomadas , aplicar o Fator de Potência para correção: Pat = Pap x F.P.

Exercício: Calcule as Potências Ativa e transfira o resultado para a tabela de cargas. Resolução Com as Potências Aparentes calculadas aplicaremos o Fator de Potência, conforme tabela acima:

Potência Aparente Total de Iluminação pela tabela 1

: 500VA

Fator de Potência a ser aplicado (incandescente)

: 1,0

Potência Ativa de Iluminação corrigida

: 500W

Potência Aparente dos Pontos de Tomadas Fator de Potência a ser aplicado Potência Ativa das Tomadas de Uso Geral corrigida

: 3100VA

: 0,8

: 2480W

Após o levantamento da Potência Ativa Total (somatória das Potências Ativas de Iluminação, Pontos de Tomadas e Pontos Específicos) , verificar o Tipo de Fornecimento, Tensões e o Padrão de Entrada .

TIPO DE FORNECIMENTO, TENSÕES E PADRÃO DE ENTRADA (caso for área de concessão da ELETROPAULO)

Se a Potência Ativa Total for:

Modalidade A: Até 5kW (Delta) e até 12kW(Estrela) – Fornecimento monofásico: feito a dois fios (uma fase e um neutro).

Modalidade B: Acima de 5kW (Delta) e até 20kW(Estrela) – Fornecimento bifásico: feito a três fios (duas fases e um neutro).

Modalidade C: Acima de 20kW (Estrela - Aéreo ou Subterrâneo) e no Delta somente quando houver equipamento trifásico, motores ou aparelhos – Fornecimento trifásico: feito a quatro fios ( três fases e um neutro).

co: feito a quatro fios ( três fases e um neutro). PADRÃO DE ENTRADA Padrão de
co: feito a quatro fios ( três fases e um neutro). PADRÃO DE ENTRADA Padrão de

PADRÃO DE ENTRADA

Padrão de Entrada são os tipos de componentes que deverão estar instalados, atendendo as especificações das normas técnicas da concessionária local, para o tipo de fornecimento. Os componentes a serem instalados são: poste com isolador de roldana, bengala, caixa de medição, haste de terra, etc.

Exercício: Preencher a Tabela de Cargas com as Previsões de Cargas da Iluminação e dos Pontos de Tomadas e Pontos de Utilização, sendo que os seguintes aparelhos serão instalados: 1 Torneira Elétrica de 4400W e um Chuveiro Elétrico de 4800W. Determine o Tipo de Fornecimento, Tensões e o Padrão de Entrada. Resolução Preenchendo a tabela de cargas e determinando Tipo,Tensões e Padrão de Entrada

Dependência

Área

Perímetr

Potência de

Pontos de Tomadas

Pontos de Utilização

 

[m

2 ]

o

Iluminação

Qtde.

Potência[VA]

Aparelho

Potência[W]

[m]

[VA]

Sala

10,50

13,4

200

3

300

---

---

Dormitório

11,25

14,00

200

3

300

---

---

Banheiro

3,75

8,00

100

1

600

Chuveiro

4800

Cozinha

7,00

10,60

100

4

1900

Torneira

4400

Área de

           

Serviço

3,63

8,20

100

3

1800

---

---

Total:

---

---

700

14

4900

2

9200

Potência ativa de Iluminação:

 

700VA x 1,0 = 700W

 

Potência ativa de Ponto de Tomada

4900VA x 0,8 = 3920W

 

Potência ativa de Pontos de Utilização

9200VA x 1,0 = 9200W

 

Potência ativa total:

 

700 + 3920 + 9200 = 13820W

 

Tipo de Fornecimento: Sistema Bifásico Características:Três fios (duas fases e um neutro). Tensões: 127V e 220V. Padrão de entrada: conforme padrão da concessionária local.

3. DEMANDA , FATOR DE DEMANDA E PROVÁVEL DEMANDA:

Demanda: É a potência elétrica realmente absorvida em um determinado instante pôr um aparelho ou pôr um sistema.

Potência instalada: É a soma das potências nominais de todos os aparelhos pertencentes a uma instalação ou sistema.

Potência de Demanda, Potência de Alimentação ou Provável Demanda: É a Demanda máxima da instalação. Este é o valor que será utilizado para o dimensionamento dos condutores alimentadores e dos respectivos dispositivos de proteção.

Potências de Iluminação e T.U.G - P1 (W)

Fator de Demanda

0

<

P1

1.000

0,88

 

1.000

<

P1

2.000

0,75

 

2.000

<

P1

3.000

0,66

 

3.000

<

P1

4.000

0,59

 

4.000

<

P1

5.000

0,52

 

5.000

<

P1

6.000

0,45

 

6.000

<

P1

7.000

0,40

 

7.000

<

P1

8.000

0,35

 

8.000

<

P1

9.000

0,31

9.000

<

P1

10.000

0,27

10.000

<

P1

0,24

Cálculo para Residências Individuais (Casas e Apartamentos)

Apenas para o caso de Residências Individuais aplicam-se os valores da tabela acima, usados para determinação do Fator de Demanda de Cargas de Iluminação e Pontos de Tomadas. Desta forma a Provável Demanda é calculada por:

PD = (g x P1) + P2

Onde

PD

= Provável Demanda, Potência de Alimentação ou Potência de Demanda

P1

= Pot. Nominais atribuídas aos pontos de tomadas+ iluminação

P2

= Pot. Nominais atribuídas aos Pontos de Utilização

g

= Fator de Demanda conforme tabela acima

Obs.: Nunca subdimensionar o Fator de Demanda.

Exercício: Calcular a Provável Demanda da instalação. Resolução

Onde :

PD = (g x P1) + P2

P1=PAtiva Iluminação+PAtiva dos Pontos de tomadas =700+3.920=4.620 W pela tabela o fator de demanda g =0,52 P2=PChuveiro+PTorneira elétrica=4.800+4.400=9.200 W pela tabela o fator de demanda igual a 1,00

Então teremos: PD=(0,52x4.620)+9.200=2.402+9.200=11.602W.

Portanto Provável Demanda = 11.602 W *Este é o valor utilizado para dimensionar os condutores do Circuito de Distribuição (condutores que interligam o QM ao QD) *Basta dividir pela tensão do circuito de distribuição (ex:220V) e verificar na tabela da ABNT.

4. DIVISÃO DA INSTALAÇÃO EM CIRCUITOS

Locação dos pontos de luz e tomadas de correntes:

A Locação dos Pontos Elétricos é feita, utilizando-se a simbologia gráfica definida na norma NBR-5444/89: Símbolos Gráficos para Instalações Elétricas Prediais. Ao fazer a locação dos pontos em planta, o projetista deverá estar atento a algumas recomendações:

Evitar locar pontos elétricos sobre elementos estruturais (pilares ou vigas de concreto), ou em interferência com outras instalações (p.ex.: com pontos dos projetos de instalações telefônicas, hidráulicas, sanitárias, de combate a incêndio, etc.)

Localizar os pontos de maneira a distribuir uniformemente os pontos de iluminação geral e prever pontos de iluminação para destaques específicos,

Distribuir uniformemente as tomadas de correntes.

Em copas, cozinhas, áreas de serviço, banheiros prever a localização de pelo menos duas tomadas de corrente para eventuais bancadas existentes e recomenda-se que estas estejam a 0,30m de altura da mesma.

Prever a localização de tomadas de corrente para uso específico a no máximo 1,50m do aparelho de utilização.

Localizar de maneira apropriada os comandos dos pontos de iluminação prevendo interruptores simples, duplos, triplos, paralelos ou intermediário onde se fizerem necessários.

Exercícios: Faça a Locação dos Pontos Elétricos da instalação. Resolução Em planta baixa utilizando simbologia gráfica para Instalações Elétricas.

Divisão dos Circuitos Terminais:

Circuitos Terminais: São os circuitos que alimentam diretamente os equipamentos (lâmpadas, aparelhos elétricos, etc.) e/ou pontos de tomadas de corrente ou pontos de utilização. Os Circuitos Terminais podem ser monofásicos, bifásicos ou trifásicos conforme a natureza das cargas que alimentam. Os Circuitos Terminais partem dos quadros terminais ou dos quadros de distribuição e são conectados diretamente aos terminais da(s) carga(s) que fazem parte do mesmo.

A instalação elétrica de uma residência deve ser dividida em Circuitos Terminais, isto facilitará a manutenção e a operação da instalação. Com a divisão teremos a redução de queda de tensão e da corrente nominal e consequentemente possibilitará o dimensionamento de condutores e dispositivos de proteção de menor secção e capacidade nominal. Cada Circuito Terminal será ligado a um dispositivo de proteção. No caso das instalações residenciais, poderão ser utilizados Disjuntores Termomagnéticos ou Disjuntores Diferenciais Residuais.

Devem ser previstos Circuitos Terminais independentes para os Pontos de Tomadas da cozinha, copa, copa-cozinha, área de serviço e análogos.

Circuitos de Iluminação + Pontos de Tomadas podem pertencer ao mesmo Circuito Terminal (exceção aos pontos de tomadas de copas, cozinhas, copas-cozinhas, áreas de serviço ou análogos). Deverão ser previstos novos Circuitos Terminais quando sua corrente for superior a

16A.

Equipamentos ou aparelhos que absorvam corrente igual ou superior a 10A devem possuir Circuito Terminais independentes.

A Potência dos Circuitos, com exceção de Pontos de Utilização exclusiva, deve estar limitada a 1200VA em 127V e 2500VA em 220V.

Em instalações com duas ou três fases, as cargas devem ser distribuídas uniformemente entre as fases, denomina-se como Balanceamento de Cargas, de modo a obter-se o maior equilíbrio possível.

Tensões dos Circuitos: De acordo com o número de fases e a tensão secundária de fornecimento, devemos observar as seguintes recomendações:

Quando a instalação for monofásica, todos os circuitos terminais terão ligação fase-neutro, na tensão de fornecimento padronizada da concessionária local,

Quando a instalação tiver duas ou três fases, deveremos ter os circuitos de iluminação e pontos de tomadas no menor valor de tensão. Ex.: No caso de ser bifásico, 2F+1N as tensões serão 127V e 220V , portanto neste caso, os circuitos de iluminação e pontos de tomadas serão em 127V .

Quando a instalação tiver duas ou três fases e a maior das tensões (fase-fase) for até 230V, poderemos ter circuitos de pontos exclusivos ligados em duas fases (circuitos bifásicos) ou circuitos ligados entre uma fase e o neutro (circuitos monofásicos). Nestes casos, geralmente utilizam-se circuitos bifásicos para aparelhos de uso exclusivo de maior potência, tais como chuveiros elétricos, torneiras elétricas e aparelhos de ar condicionado.

Exercício: Faça a Divisão dos Circuitos Terminais da instalação e o Balanceamento das Cargas. Resolução Divisão da Instalação em Circuitos - Preencha o quadro abaixo, indicando um Circuito Terminal (de acordo com a Norma) para cada um dos itens do projeto e distribua as potências dos circuitos nas fases para que ambas tenham aproximadamente a mesma soma de potências instaladas.

         

Balanceamento

Dependência

Tipo

Potência

Discriminação

Circuito

F1

F2

Sala

 

200

VA

- - -

   

200

Dormitório

Ilum.Social

200

VA

- - -

1

 

200

Banheiro

100

VA

- - -

 

100

Cozinha

 

100

VA

- - -

   

100

Área de

Ilum.Serv.

   

2

   

100

VA

- - -

100

Serviço

 

Sala

 

300

VA

- - -

 

300

 

Dormitório

Pontos de

300

VA

- - -

3

300

 

Banheiro

Tomadas

600

VA

- - -

600

 
 

Pontos de

         

Cozinha

1900

VA

- - -

4

1900

Tomadas

 

Área de

Pontos de

         

1800

VA

- - -

5

1800

Serviço

Tomadas

 
 

Pontos de

         

Banheiro

Utilização

4800W

Chuveiro

6

2400

2400

 

Pontos de

         

Cozinha

Utilização

4400W

Torneira

7

2200

2200

 

BALANCEAMENTO DE CARGAS

Total por Fase

7600

7200

5.

INTERLIGAÇÃO DOS ELETRODUTOS E FIAÇÕES DA INSTALAÇÃO

Locação do Quadro de Distribuição de Cargas: Inicialmente, devemos locar o Quadro de Distribuição de Cargas seguindo as seguintes recomendações:

Estar próximo ao centro de cargas.

Em ambiente de serviço ou circulação.

Em local de fácil acesso.

Em local visível e seguro.

Advertência no Quadro de Distribuição: No Quadro de Distribuição deve conter a seguinte advertência, conforme modelo abaixo, e este não deve ser facilmente removível:

modelo abaixo, e este não deve ser facilmente removível: ADVERTÊNCIA 1. Quando um disjuntor ou fusível

ADVERTÊNCIA 1. Quando um disjuntor ou fusível atua, desligando algum circuito ou a instalação inteira, a causa pode ser uma sobrecarga ou um curto-circuito. Desligamentos freqüentes são sinal de sobrecarga. Por isso, NUNCA troque seus disjuntores ou fusíveis por outros de maior corrente (maior amperagem) simplesmente. Como regra, a troca de um disjuntor ou fusível por outro de maior corrente requer, antes, a troca dos fios e cabos elétricos, por outros de maior seção (bitola).

2. Da mesma forma, NUNCA desative ou remova a chave automática de proteção contra choques

elétricos (dispositivo DR), mesmo em caso de desligamentos sem causa aparente. Se os desligamentos forem freqüentes e, principalmente, se as tentativas de religar a chave não tiverem êxito, isso significa, muito provavelmente, que a instalação elétrica apresenta anomalias internas, que só podem ser identificadas e corrigidas por profissionais qualificados. A DESATIVAÇÃO OU REMOÇÃO DA CHAVE SIGNIFICA A ELIMINAÇÃO DE MEDIDA PROTETORA CONTRA

CHOQUES ELÉTRICOS E RISCO DE VIDA PARA OS USUÁRIOS DA INSTALAÇÃO.

Espaço reserva do quadro de distribuição: Para futuras ampliações a NBR5410/2004 estabelece as seguintes reservas:

a NBR5410 /2004 estabelece as seguintes reservas: Obs: A capacidade de reserva deve ser considerada no

Obs: A capacidade de reserva deve ser considerada no lculo do alimentador do respectivo quadro de distribuição.

ELETRODUTOS

O tipo mais usado em instalações prediais, embutidos em paredes, lajes de concreto ou enterrado no solo é o eletroduto de PVC rígido roscável. A fixação do eletroduto às caixas de passagem e de ligação dos aparelhos se dá pôr meio de buchas e arruelas. Em instalações aparentes são utilizadas braçadeiras, espaçadas conforme as distâncias máximas estabelecidas pela norma NBR 5410/2004.

Instalação dos Eletrodutos

Os eletrodutos e outros tipos de condutos como calhas e blocos alveolados podem conter fiações de mais de um circuito nos seguintes casos, conforme estabelece a NBR5410/2004:

Quando as três condições forem simultaneamente atendidas:

Os circuitos pertençam ao mesmo dispositivo geral de manobra e proteção, sem a interposição de equipamentos ou aparelhos que transformem a corrente elétrica.

As seções nominais dos condutores fase estejam contidas em um intervalo de três valores normalizados sucessivos.

Os condutores isolados tenham a mesma temperatura máxima para serviço contínuo.

No caso de circuitos de força e de comando e/ou sinalização de um mesmo equipamento.

Nos eletrodutos devem ser instalados somente condutores (fios) isolados, cabos unipolares ou multipolares admitindo a utilização de condutor nú em eletrodutos isolantes exclusivo, quando tal condutor destinar-se a aterramento.

Elevação recomendada para Caixas de Derivação de Embutir

Elevação recomendada para Caixas de Derivação de Embutir ORIENTAÇÕES PARA O TRAÇADO DE ELETRODUTO S A

ORIENTAÇÕES PARA O TRAÇADO DE ELETRODUTOS

A partir do Quadro de Distribuição de Cargas iniciar o traçado dos eletrodutos:

Inicialmente interligar os pontos de luz , percorrendo e interligando todas as dependências.

Procurando os caminhamentos mais curtos e evitando, sempre que possível o cruzamento de tubulações.

Interligar os interruptores e tomadas ao(s) pontos de luz de cada dependência (tubulações embutidas nas paredes).

Devemos evitar que as caixas octogonais (4” x4” x4” com fundo móvel e 3” x3” x2” com fundo fixo) embutidas no teto estejam interligadas a mais de 5 (cinco) eletrodutos.

Devemos evitar que as caixas retangulares (4” x4” x2” ou 4” x2” x2” ) embutidas na parede estejam interligadas a mais de 4 (quatro) eletrodutos.

Exemplos de caixas:

a mais de 4 ( quatro ) eletrodutos. Exemplos de caixas:  Em algumas ocasiões recomenda

Em algumas ocasiões recomenda-se a utilização de eletrodutos embutidos no piso, para casos de tomadas baixas e médias.

Exercício: Faça o Traçado dos Eletrodutos da instalação. Resolução Traçados na Planta Baixa.

ORIENTAÇÕES PARA A REPRESENTAÇÃO DA FIAÇÃO

Após o traçado dos eletrodutos passamos a representação da fiação.

Representar a fiação que passa em cada trecho dos eletrodutos, assim como identificar suas secções nominais, em mm² (=mm 2 ) e identificar a que circuito pertencem os condutores representados. Obs.: Fiação de 1,5mm 2 não necessita identificação, exemplo circuito1.

Ex.

2 não necessita identificação , exemplo circuito1. Ex.  Util izar a simbologia gráfica normal izada.

Utilizar a simbologia gráfica normalizada.

Evitar que em trechos dos eletrodutos, principalmente para o trecho inicial (saída do Quadro de Distribuição) passem mais que 5 circuitos, preferencialmente. O nde circuitos passantes eleva o diâmetro do eletroduto além de influenciar no aumento da secção dos condutores devido ao Fator de Agrupamento.

Exercício: Faça a Representação da Fiação da instalação. Resolução Representação na Planta Baixa.

6. Dimensionamento da Fiação

Dimensionar a fiação de um circuito é determinar a secção padronizada (bitola) dos condutores deste circuito, de forma a garantir que a corrente calculada possa circular pelos fios, por um tempo ilimitado, sem que ocorra um superaquecimento.

Cálculo da Corrente dos Circuitos Terminais

Com os dados obtidos, calcularemos as Correntes dos Circuitos Terminais . Ex.:

Circ

Tipo

Tensão (V)

P.Ilum. (VA)

P.PT(VA)

P.PU(W)

Pot.(VA)

1

Iluminação

127

500

   

500

Com as Potências dos Circuitos Terminais já previstas e as Tensões já determinadas faremos os cálculos da Corrente Elétrica dos Circuitos Terminais. Sabendo a fórmula P = VI deduzimos através dela que: I=P/V

Se a Potência Aparente é igual a 500VA transformando para Potência Ativa teremos PAtiva=PAparente x FP , como a tensão é igual a 127V , então teremos que então I =500/127.Portanto, teremos I= 3,94 A.

Cálculo da Corrente do Circuito de Distribuição

Para o Cálculo da Corrente do Circuito de Distribuição é necessário conhecermos as Potências deste Circuito (Potência da Iluminação + Potência dos Pontos de Tomadas e Potência dos Pontos de Utilização) e o respectivo Fator de Demanda. Como as Potências Ativas de iluminação e Pontos de Tomadas já foram previstas, para encontrarmos especificamente o Fator de Demanda para Potência dos Pontos de Utilização entraremos com os dados na tabela a seguir.

Tabela de Fator de Demanda para Potência dos Pontos de Utilização

nde Circuitos

1

2

3

4

5

6

7

8

9

10

11

12

F.D.

1,00

1,00

0,84

0,76

0,70

0,65

0,60

0,57

0,54

0,52

0,49

0,48

Obs.: O Fator de Demanda para Pontos de Utilização é obtido em função do número de circuitos específicos.

Para correção das respectivas Potências multiplicaremos os valores já previstos pelo Fator de Demanda encontrado nas tabelas. Somando-se os valores das Potências Ativas de Iluminação, de

Pontos de Tomadas e de Utilização já corrigidos pelo Fator de Demanda, dividiremos o resultado pelo Fator de Potência de 0,95 (pré-estabelecido), obtendo-se assim o valor da Potência do Circuito de Distribuição. Calculando por fim a Corrente do Circuito de Distribuição, sabendo-se que a Tensão é a do fornecimento (ex. No caso de Bifásico = 220V).

Exercício: Calcular as Correntes dos Circuitos Terminais e a do Circuito de Distribuição. Resolução Cálculo da corrente de distribuição:

Potência distribuição =  ( P Ativa de iluminação + P Ativa de Pontos de Tomadas) x 0,52+ (P Ativa de Pontos de Utilização x 1,00 )   0,95 Obs. Como só temos dois circuitos de utilização (Torneira Elétrica e Chuveiro Elétrico) pela tabela fator é igual a 1,00.

Potência distribuição =  ( 700 + 3.920) x 0,52+ ( 9.200 x 1,00)   0,95 =2402 + 9200  0,95 = 11.602 0,95

Portanto : Potência distribuição = 12.213 W*

* Esta Potência será utilizada para Cálculo do Dimensionamento dos Condutores de Entrada.

7. Correção das Correntes calculadas dos Circuitos Terminais e de Distribuição

Para se corrigir o valor da corrente calculada para cada circuito é necessário consultar a planta com a representação gráfica da fiação e seguir o caminho que cada circuito percorre, verificando qual o maior número de circuitos que se agrupa com ele. A partir deste número verificamos qual o seu Fator de Agrupamento (Fator que deve ser aplicado para evitar um aquecimento excessivo dos fios quando se agruparem vários circuitos em um mesmo eletroduto), na tabela abaixo.

Nde Circuitos Agrupados

1

2

3

4

5

6

7

Fator de Agrupamento (f)

1,00

0,8

0,7

0,65

0,6

0,56

0,55

Exercícios: Preencha os campos na tabela com o número de circuitos agrupados a cada circuito. Resolução Preenchendo a Tabela de Cargas após análise na planta baixa

 

Circuito

   

Potência

 

Circuitos

N

º

Tipo

Local

Tensão (V)

Pot.(VA)

Pot.Tot (W)

Corrente (A)

agrupados

   

Sala

 

200

     

1

Ilum.Soc.

Dormitório

127

200

500

3,94

4

Banheiro

100

   

Cozinha Área de Serviço

 

100

     

2

Ilum.Serv.

127

100

200

1,57

4

   

Sala

 

300

     

3

Pontos de Tomadas

Dormitório

127

300

960

7,56

3

Banheiro

600

4

Pontos de Tomadas

Cozinha

127

1900

1520

11,97

4

5

Pontos de Tomadas

Área de Serviço

127

1800

1440

11,34

4

6

Ponto de Utilização

Banheiro

220

4800

4800

21,82

4

7

Ponto de Utilização

Cozinha

220

4400

4400

20,00

4

CD

Distribuição

Do Quadro Medidor ao Quadro de Distribuição

220

-

12.213

55,51

1

Tenha em mente que o número de circuitos agrupados deve ser igual ou superior a 1. O número de circuitos agrupados, encontraremos este valor verificando todos os trechos de eletrodutos e definindo aquele trecho que possui o maior número de circuitos agrupados, verificado individualmente para cada circuito.

Para corrigir o Valor da Corrente Calculada, dividimos este valor pelo Fator de Correção de Agrupamento e Fator Correção de Temperatura, caso a temperatura seja diferente de 30ºC, correspondente a cada Circuito Terminal.

diferente de 30ºC, correspondente a cada Circuito Terminal. Tabela NBR5410 – Fator de Correção de Temperatura

Tabela NBR5410

Fator de Correção de Temperatura

Exercício: Corrigir as Correntes Calculadas dos Circuitos Terminais e a do Circuito de Distribuição. Resolução Encontraremos o valor da corrente corrigida, dividindo o valor da corrente calculada pelo fator de agrupamento encontrado na tabela (F.A). Obs.No nosso caso a temperatura ambiente é de 30ºC e a isolação é de PVC - pela tabela NBR5410 - Fator igual a 1,0 (um).

 

Circuito

   

Circuito

 

Corrente Corrigida

n

o

Tipo

Local

Corrente (A)

Agrupados

F.A

(A)

   

Sala

       

Ilum.Soc.

Dormitório

3,94

4

1

Banheiro

0,65

6,06

2

Ilum.Serv.

Cozinha Área de Serviço

1,57

4

0,65

2,41

   

Sala

       

Pontos de

Dormitório

7,56

3

0,70

3

Tomadas

10,80

Banheiro

 

Pontos de

         

4

Tomadas

Cozinha

11,97

4

0,65

18,41

 

Pontos de

         

5

Tomadas

Área de Serviço

11,34

4

0,65

17,45

 

Ponto de

         

6

Utilização

Banheiro

21,82

4

0,65

33,56

 

Ponto de

         

7

Utilização

Cozinha

20,00

4

0,65

30,77