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iengbes, onde se enraiza a mais remota genealogia de também perfodos criticos e diffceis como este, Jonga nem o amanhecer mais dificil, Pauto Bonavipes pansivas de poder e forga. De tal sorte que, ‘ 1 O ESTADO MODERNO 41, O advento do Estado Modern, Sas rales Netirioa sua evolu 1. Oadvento do Estado Moderno. Suas races histiricas ce sua evolucto: do Absolutisimo ao Constitucionalisimo ignifica uma nova representago de poder grandemente que prevaleceu em passado mais remoto ou até mesmo 0, como foi o lange perfodo medievo. 11 O Estado na Antiguidade Com efeito, o Estado na Antiguidade todos os poderes. Da Cidade se inradiam as o ‘TEORIA GERALDO ESTADO ‘ga dos Impérios, das hegemonias, dos grandes reinos formados ao redor da boa fortuna com que as armas da conquista se fizeram triunfantes, Ninive, Babildnia, Tebas, Persépolis, Esparta, Atenas, Rom, ¢ tantas outras, sto a imagem eloquente do Estado Antigo com sua geografia poltica urbana, sua concentraglo personificada de poder, sua forma de autoridade secular ¢ divina expressa na vontade de um titular {nico ~ 0 faraé,o rei, o imperndor -, de quem cada ente humano, cada sito, & tributério, © payo © 0 templo, a Monarquia e o Sacerdécio, o temporal 0 spiritual, traduziam @ fuso completa do govemo dos homens com 0 ser sobrenairal de divndades, of names do Paganism, Eis af a que se reduzi, a forga brute das tiranias iny ttncia consuetudingria do Di vontade do corpo social, qulitativamente cifrado na éticateolégica da pélis grega au no zelo sagrado da coisa piblica, a res publica da civitas romana. 12 O Bstado na dade Média ‘Aldade Média cristé, apds 0 colapso do Império Romano, testificou ‘decerto modo a decadéncia ~ se nto o fim —ou ocaso de ume ideia, mo- delo ¢ formula de governo conhecida dos antigos, e que nds, os moder- nos, tendo em vista a versto que nos é familiar, designamos debaixo do nome de Estado; nome que eles, todavia, desconheceram, por encobrir uma realidade e dimensdo que lhes ea, por intero, estan Em verdade, toda a Idade Média, com sua organizagao feudal levantada sobre as ruinas do Império Romano, vira em certa maneira anrefecer a concepgéo de Estado. Pelo menos do Estado no sentido de instuiglo materialmente concentradora de coergo, apta a estampar a unidade de um sistema de plenitude normativa e eficécia absolute. A ideia fiaca ¢ palida de Estado no mundo medie contrabalangada, de algum modo, pela presenga ativa e militante daque- las cortentes que, inspiradas no modelo romano, buscav idade de cada poder desmembrado. ‘ autoridade temporal ressuscitada na imagem do Santo Império Romano-Germinico; doutra, a autoridade espirtual dos ‘OESTADOMODERNO 35 jestade, rodeada da aura divina com porfiar por lograda nem consumada ao longo de tantos sé- do Sumo Pontifice com os Imperadores da Coroe Romano-Germanica. 1.3 A soberania, fundamento do Estado Moderno Ao termo da Tdade Média © comego da primeira revolugao i nista que foi a Renascenga, brilhante precursora da segunda a revolugdo da razlo, ocortida no século XVUIL, 0 Estado Modern jé imanifestava tragos inconfundiveis de sua aparicio cristalizada naquele conceito sumo e unificador ~ ode soberania, que ainds hoje ¢ seu trago racteristico, sem embargo das reluténcias globalizadoras € neo- liberais convergentes no sentido de expurgé-lo das teorias contempora- reas de poder. A base justficativa dessa pretensto aniquiladora daquele conceito consiste em apontar uma realidade distinta, imposta por novos modelos associatives de miitua interdependéncia estatal, os quais, para ganharem eficdcia e prevaléncia na conjuntura globalizadora, buscam a todo transe remover e apagar e amortecer o conceito de soberania. E tais diligéncias destrutivas da antodeterminagdo das NagGes se Jada soberania dos mercados execute 0 pr tescas associagtes de ppovos e das NagGes periféricas a romper as cadeias do subdesenvolvi- mena eens var dnleem oe a paiaeo osm naugurouo Estado Modern, tmpossvel de const sélida doutrina de um poder inabalével e inexpug- coneretizado na qualidade superlativa de autoridade monopolizadora de coergio. Antes de se prendet, pois, a uma instituigao mas despersonalizada ~ a saber, 0 Estado propri 38 ‘TEORIA GERAL DO ESTADO se transformer, em época posterior das revolugbies do poder, no monarea de direito divino, no soberano titular de império incontastével, no rei absoluto, donde se itradiavam todas as competéncias e atribuigdes go- ‘vernativas, rei que se afigurava aos stiditos a eabeca, openhor ea efigie das leis fundamenteis do reino, agora repassadas ao centro de uma go- vveranga absoluta, de que a soberania era. o conceto, eo Estado o éredo, ambos em dimenso abstrata ‘No se compreendia na subjugaydo das Nobrezaso principe despi- oda qualidade de soberano ~ a saber, desfaleado do feixe das prero- aatvas absolut. A soberania, vista 4 uz da filosofia pragmética, que era entio a filosofia politica do Estado, enquanto ordenamento em gestagd0, se baragado de escripulos, vinculado unicamente aos fins que the justt cavam os meios no exercicio de uma autoridade sem limites © que, por isso mesmo, atravessava as fronteiras da moral, dos bons costumes, da obedincia-cidads, estabelecendo entre a pessoa do governante ¢ & res promiscuidade que desembocava no ebfirio enas demasias _ngido pela filosofia do oportunismo. ‘dein de grandeza, majestade ¢ sacralidade da soberania coroava a cabega do principe e levantava as colunas de sustentago do Estado Mo- demo, que ere Estado da soberania ou do soberan, antes de ser Estado da Nagio ou do povo. Eo era porque o Estado como instituigso ainda nto se despersona- lizara de todo, Mas lograra jf exprimiro grau de forgae a intensidade de ‘eu poder na vontade ~2 um tempo, coerciva ¢ agregativa.~do principe assentada na intuigo genial do fundador da modema Ciéa- na frieza dos racioeinios que desenvolven a0 servigo de um tempo depois, porquanto faltava 0 dado estabilizador ¢ legitimante do (CESADO MODERNO w ice the havia de ministrar para da soberania, o que avonteceu por obra s, Jean Bodin, autor dos Seis Livros da 10 empregou a palavra “Estado”, mas “Republica”, ‘As Monarquias de direito divino, a0 perfazerem o ciclo de subju- ado politica do estamento nobre — cujos privilégios, transcorrida a dade Média c operadas as grandes metemorfoses da revolugto merean- tilista que dete ‘a conquista do Oriente e do Nove Mundo pelas poténcias do Ocidente, se entendiam por ddiva da Realeza — quebran- tando o poder das a ias decadentes, se firmavam por titulares de ‘um poder absoluto, consolidando, a um tempo, a soberania ¢ 0 Estado, este projesio daquela Com efito, vivie-se « idade do Absolutismo numa sociedade em que, robustecido o Estado nacional, sobreviviam, contudo, as camadas sociais da antiga Nobreza feudal, « par de uma nova classe emergente~a Burguesia, Favorecida das da expansio coloni ‘uma vez limitado pelas formas representativas, entrou a exercité-io em. proveito préptio. 0 fz sempre na medida em que se assenhoreou da maquina do govemo, conquistada maiormente por via revoluciondria, eonforme ‘diane intentaremos demonstrat com o balango e a exegese constitacio- nal da heranga que nos veio da Revolugto Francesa, cujas consequéncias| foram erueiais para a consolidaso do Estado Modemo em sua qualidade de Estado nacional. 14. 0 Estado Modemo ¢ 0 Absolutismo * 0 Estado Modemo do Absolutismo passa par diss fses consecuti- vas de teorizagio da soberania, ‘Na primeira avulta o regime da Monarquia absolut de direito di- ua legitmidade, em termos abstratos, é ministrada grandemente, 38 TTEORIA GERALDO ESTADO tad. ia do Absolutismo se desata dos lagos freio ao monarca, por Jé na segunda fase teoldgicos e metafl ever este respeito o soberano de diel ‘nem sempre isenta de disputas e rival supremacia em deferminadas iatérias em que, por citcunstincias histéricas, 0 poder temporal colidia eventualmente nja ascendéncia no reino espiritual era, por sem A desconfianga reciproca entre a Monanquia e o Sacerdécio signifi- cava prolongamento amortecido do influxo que a Caria Romana, con- servando ainda viva a meméria da fase antecedente, buscava preservar, As diligéncias nesse sentido, posto que ent larga parte malogradas, no devem ser, contudo, menoscabadas, pois a Tgreja nunca perdeu de todo o prestigio e a forga em matéria de poder temporal. Aliés, a segunda fase testemunia, com toda evidéncia, a secula- rizagio do Absoluismo em bases filosdficas e consensuais. Haja vista «esse respeito 0 Contratualismo social que introduz com Hobbes uma ‘nova fundamentagio do poder, que é no promaan Homem e de sua razto pritica, dos imperativos ‘pensador. social de que € fiador 0 ‘Naquele eutor a forga infinita de quem governa e mantém a ordem 6 paradoxalment legitimada com base no contrato social ESTADO MODERNO » por sem diivide, nfo hé negar, toda a originalidade do Sua filosofi politica radica, como a de Rousseau e Locke, na dua lidade contrastante de um estado de natureza que antecede o estado de soviedade. ito o ser humano desfruta liberdade extrema, absolute, iberdade ser-the-4 etl se dele no se desfizer, porquanto etureza nfo sendo de paz, amor, eoncérdia e fratemidade, ‘mas de guerra, violencia e terror, acabetd por conduzilo a extingéo, Palco de uma guerra civil do género humano, o estado de natureza sparelhava, por conseguinte, o exterminio e mito aniquilamento de todos, Er un estado de sangue,desconfianga e ferdcia contumaz, em um sistema de relagbes fundado no estabelecimento da ordem e da se- guranga. Estado de natureza fadado a perpetuar-se se nfo houvesse logo, senhor abso! e dos comportamentos humanos, pelo menos segundo a tese nessa singular doutrina com que a azo buscou edificar o Estado 0. (© Homem perdia a liberdade, mas ganhava, em troca, a certeza da conservacio. Daqui talyez se possa inferir, em abono da boa-fé dessa doutrina, que nem a razio nem a vontade, porém 0 instinto fora o mével do pacto que fez 0 Hoem livre do estado de natureza ser, doravante, num sacri- cio inaudito, o sito do estado de sociedade. ot do totalitarismo estatal do século , psimeito flésofo smo na modema Cigncia do Diteito, clissico da seguranga lidade e do século politico em que viveu, Hobbes & em verdade, 0 por exceléneia do Ab te daquele Abs que ostenta uma sing ‘alist, © Bstado absoluto secularizado por Hobbes em esferas tedricas patece haver lograco em Portugal do século XVIII sua expresso mais acabada. « ‘THORIA GERALDO ESTADO A velha Monarquia Portuguesa inscreve em seus fastos o exemplo histérico deveras ilustrativo de como o Estado absoluto se trasladou da teoria& préxis. Tel ocorreu por ago de um grande ministro, brago forte da Realeza Bragantina, quando @ Coroa da velha Monarquia Lusitana cingiu a cabega de D. José, O ministo foi Pombal. Com pulso de ferro, 4 Vida do Rei, fez suprema @ majestade do Cetro, fomentou e favoreceu com a méo do progresso as empresas mercants'e interrompeu a dece- déncia portuguesa. Em sume, wm ministro do Absolutismo que fez a corrente da His- ‘ria avangar. Com efeito, o Estado Modemo ligado & derradeira versio do Abso- Iutisno monénquico entecipavajé em Portugal, pela exclusdo do inghuxo ioetitico e pela sujeiglo do Clero & onipoténcia da Realeza de que 0 tministro fora o mais seguro efiel executor, o advento das classes soci ‘eujo poder a revolugdo faria iresistivel A Burguesia, como corpo de vanguards, esteva a um passo de ‘ocupar os espagos de poder e autoridade que a Nobreza e 0 Clero, ‘mpulsio dialética da Histéria e das leis do determinismo des socet Jhumanas, haviam jé evacuado ou estavam prestes a fazt-o, dian ‘armas do povo e da consciéncia nacional emergentee sublevada. 0 Estado Modemo, a partir dat, rubricava com o sengue ¢ 0 cutelo des guilhotinas a era que havia de ineugurar as liberdades do Estado constitucionl © Absolutismo pré-1789 expirava, pare nunca mais erguerse com s sua feigfo, de seus caracteristicos, de sua importincia para a Histria e para a sociedades livres, que o perfilharam, haveremos de tratar CComege eno o capitulo da imitagdo do poder do Homem-povo, do Homem-cidadto, do Homem-politco, do Homem que faz a lei, que ntagio, que toma cons- ‘poder constituido, iza-se ao redor de uma nogio fundamental nascida dos escombros e ruinas da sociedade feudal: a noglo de povo, a ideia-forga que hd cerca de tés séculos ilumina © ‘OBSTADO MODERNO, a ceaminho para a criago definitiva de um sistema democritico de poder, 1esmo asso inspira a concretizagao dos direitos fundamentais dimensbes. Em verdade, 0 povo-simbolo, se ndo foi eriagtio do Idealismo burgués do século XVIL, foi, com certeza, heranga do Jusnaturalismo. Grandiosa heranga, em vérios sentidos! Mormente por fazer-se ele mola «eimpulso de agdes revolucionérias que alteraram profundamente a subs- , proclama os elementos espirituais de identidade ou se revela nas, ualidades moras e nas virtudes associativas da cidadania, esse povo € imoral. © tempo, inimigo dos Impérios e das Civilizagdes, passa; mas 0 ovo, criador da nacionalidade formada com o tecido da f€, 0 poder das ieias,o cimento de tradigZo, a presenga dos valores, a meméria © 0 sangue dos antepassados, esse povo jamais passaré, Ele é esperanca, abnegaeo, censtincia, sacriffcio e fraternidede. vvocacional de perpetuidade. ‘Tem, portanto, tudo para se resguardar e sobreviver e atravessar as incettezas, 0s dbices, as adversidades que, nfo aro, procuram apagar as Iuzes do sen caminho na direglo do porvit. 1S. A Burguesia ea transigdo do Estado absoluto ao Estado constitucional ‘Tomando as ratzes da ascensio politica da Burguesia até se tomar classe dominant, veificamos que o fendimeno nfo se pode desmembrar das guerras de religito e das competigdes econdmicas que diffcultavam. ‘em certa maneira a chamads politica do equilibrio europeu. essa potitica se faz cilavam entre a paz a seguranga ¢ a insta stiasreinantes, as quals os- a diplomacia eas armas, entre Mas foi no caldo desses conflitos que se fez paulatinamente a ascensio da classe burguesa, até o dia em que, levando a cabo por via revolucionitia 0 desafio ao Absolutismo, péde ela decretar o fim da e TEORIA GERALDO ESTADO caduca sociedade de prvilégios ainda presente por corolério da herenga feudal enxertada no corpo da Monarquia absoluta, qual apéndice marta © Estado Moderno sua nove institucional, aparelhada pelos sucessos revolucionérios da segunda metade do séeulo XVII ‘A queda da Bastilbe simbolizava, por conseguint, o fim. imedisto de uma ere, o claps da velhs orem morale socal eguide sobre « termos de emancipagio Brguesia, sentindo-se ‘40 monarca absoluto ¢ ‘casio tinica em que nasce o poder do povo e da Nagao em sua legitimidade incontrastavel para as instituigbes de governo 0 pértico ao ingres- fo politica das Leis Fundamentais Montesquieu ¢ Rousseau, 0 Espirito da Lets © 0 Contrato Social, © par da Bnclelopéaia de Diderot ¢ D'Alember, haviam feito j& a eman- cipagdo interior das depois no campo de sar, sobre o sangue derramado em nome da razio, ums nova soberania, uma nova legitimidade, um novo Estado, Se a Idade Média enquanto expresso de poder fora obra de uma teologi jusnaturalista, a mesina base flosbfica ~a saber, 0 direito natue Da esfera das ideia que @ Filosofia, como grande toudanga na Estado Moderno em sua feigo fasts histricos, tio deter- forga ceder & forga do Direito, ‘ais elementos de reflex ¢ andlise antecipam a pré-compreensio o Estado constitucional contemporineo. ESTADO MODERNO, “ Verifica-se, portanto, que a premissa capital do Estado Moderno a conversdo do Estado absoluto em lo & de pessoas, mas de leis. governam 0 ordenamento social ¢ valor supremo e se traduz com toda energia no texto des Cédigos ¢ das Constitaigses, De sua inaugurapdo até os tempos correntes, o Estado constitucio- nal ostenta trés distintas modalidades essenciais, de que a seguir nos 60 Estado constitucional da separagio de Poderes (Es- Demoerético-Participativo). \Nao hé propriamente ruptura no tempo tocante eo teor dessas trés formas imperantes de organizagto estatal, sendio metamorfose, que € aperfeigoamento ¢ enriquecimentoe ecréscimo, iustrados pela expanséo crescente dos diteitos fundamentais bem como pela eriagto de novos dieitos, O Estado Liberal no ¢ estético, e evolui; a dinAmica politica, sem eliminar-Ihe 0 substrato de lberdade, mas antes foreefando por amplié- -lo, faz nascer o Estado Social, o qual introduz nos artigos da Constitui- $0 0s direitos sociis prossegue, o Estado constitucional tem pela ado ou avangar parao futuro. iberal € globalizadora que afete , 0 que se acha prestes a acontecer se avanear, fez a opeto certa elege 0 ca- ativa, e busca, com determinasto, a8 franquiss que o Homem conquistou compendidas em direitos fundamentais, de diversas geragbes ou dimensées jéreconhecidas e proclamadas pelo Constitacionalismo de nosso tempo. 2, O Estado constitucional da separagio de Podéres Assim se qualia por Estado constitucional da separacio de Po- deres aquele que surgi imedietamente apés as duas grandes revolugdes| da segunda metade do século XVII: a Revoluglo da Independéncia Americana ¢ ¢ Revolugio Francesa, “6 ‘TEORIA GERALDO ESTADO Da primeira resultou a unido politica das 13 Coldnias emancipadas inglés, que formaram os Estados Unidos da Amé- eias e valores, o movimento ‘onias Espanholas, o qual, irradiando-se pela maior inente, fez. nascer considerdvel nimero de Repdiblicas Da segunda, a Revolugto Francesa, ptomanara & Europa das nacio- nalidades, da consciéneia constitucfonal, de legitimidade constiinte, das Monarquias consttucionas. ‘O Estado constituciona, artefeio politico, socal, morale juridico de uma rebelido de ideias, foi obra de filésofos contratualistas inclinados @ transformar o mundo e a reftzer as insituigdes, ‘Seus teoristas mais importantes, que figuram na galeria dos grandes iadores de nova concepeta de governo, ies a perempta estrutura da anti sociedade de sofia politica, expendida em livros do quilate do Contrato ou do Espirito das Leis de Montesquieu, teve na £p0ca sentido altamente subversivo, porquanto,inspirando a ago tevo- retudo 0 brevirio do novo credo, a eatilha por onde rezaram (08 constituintes de 1791 ¢ 1793, depois de escreverem, iluminados das ligdes de tho sébios preveptores, a célebre Declaragio dos Direitas do Homem. Ali, em o n, 16 do texto imortal, 0 gnio dos teorstas da liberdede