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editorial

Editora Leon

abre espaço para novos autores no mercado de joalheria

Você, que acompanha a Revista Joias & Design, sabe que recentemen- te implantamos na Editora Leon a gráfica própria por demanda. Assim, hoje, imprimimos apenas os livros que foram vendidos sem a necessidade de grandes estoques. Essa conquista tem valor inestimável para nós e para o mercado, pois agora o número de títulos publicados será maior e totalmente viabilizado. Toda editora de livros técnicos vive o problema da necessidade de impri- mir quantidades incompatíveis com as vendas mensais. Por isso, o número de livros técnicos em português foi sempre muito reduzido. Esse processo impediu que profissionais publicassem seus conhecimentos por meio de livros. No mercado de joias isso está mudando. A Editora Leon tem agora o recurso de publicar um grande número de títulos de maneira rápida e com grande qualidade sem depender dos grandes estoques.

Publique seu livro

Se você é um profissional que desenvolveu conhecimentos e experiên- cias e pretende dividí-los com outras pessoas, transforme tudo isso em um livro. A Editora Leon está preparada para ajudar você nesse processo e publicar seu livro. Entre em contato conosco através do email editor@editoraleon.com.br, seja qual for a sua ideia. Teremos grande prazer em trocar ideias e, quem sabe, transformá-las em livro.

Fiquem com Deus! Até a próxima!

Rene Carlos Cruz Rodrigues Editor chefe

Até a próxima! Rene Carlos Cruz Rodrigues Editor chefe Rene Carlos Cruz Rodrigues Diretor - Editor

Rene Carlos Cruz Rodrigues Diretor - Editor Chefe

Amanda Borges Rodrigues Diretora - Editora

Marcia Pompei

Colaboradora

Liviane Pires

Colaboradora

Projeto Gráfico Equipe Editora Leon

A Revista “Joias & Design” não se res-

ponsabiliza por eventuais mudanças

na programação de pauta, bem como

pelas opiniões emitidas por colabora- dores, colunistas emitidas em suas edições.

O conteúdo publicado em anúncios

é de total responsabilidade do anun- ciante.

Se você tem alguma crítica, suges- tão ou elogio, escreva para o email:

editor@editoraleon.com.br. Sua opinião é muito importante para nós.

Se você é designer e quer ver seu trabalho divulgado na revista escreva para: editor@editoraleon.com.br

Anúncios

A Editora Leon está abrindo espaço para anunciantes. Preços de anúncios assim como infor- mações sobre a revista serão di- vulgados no site da Editora Leon. Caso você queira anunciar na re- vista escreva para o email:

anuncio@editoraleon.com.br

Editora Leon Rua Fortaleza n.244/2 - Recanto Elizabeth - Bragança Paulista - SP - CEP 12903-374 Telefone (11)2473-3187

Elizabeth - Bragança Paulista - SP - CEP 12903-374 Telefone (11)2473-3187 2 Revista Joias & Design

tendência

Amanda Rodrigues

Joias com franjas

fluida como as águas

A moda das franjas já não é novidade, foi auge nos anos 20 e 70. Em 2013 e 2014 voltou com tudo nas passarelas de moda, nas roupas e bolsas. Agora estão fervendo, ou melhor, fluindo como água nas vitrines de acessó- rios e no visual das mais queridas celebridades.

Antes de começar a falar sobre joias com franjas, gostaria de fazer um comentário: todos os meses, a Revista Joias & Design, traz matérias de moda e estilo ou tendências. Você pode achar que não está no contexto de uma revista que se propõe a es- crever para quem cria e produz joias, no entanto, achamos que falar sobre tendências e moda proporciona aos iniciantes e, até mesmo, aos mais experientes no ramo da joalheria,

idéias, atualização e principalmente o conhecimento do que o cliente busca e quais são suas tendências. Claro que não temos a pretensão de dizer que conseguimos identificar tudo que está em alta no momento, mas esta- mos sempre recebendo informações do mercado, tanto nacional como in- ternacional. E não podemos deixar de compartilhar! Essa é a nossa filosofia.

no

Então, vamos lá mundo das franjas!!

“mergulhar”

Berry Jewelry

3 Revista Joias & Design - Outubro 2014

Corazzo

Na antiguidade as franjas eram símbolo de status e luxo, geralmen- te associadas com seda e outros te- cidos finos. Já no final dos anos 70, as franjas começaram a ser usadas a partir da influência que os artistas exerciam, era a “Década da disco- teca”, tinha o ritmo, empurrado pelo filme “Os Embalos de Sábado a Noi- te“, foi o auge e surgimento da dance music e musicas eletrônicas, o rock ganhou destaque. No Brasil, os ar- tistas de musica romântica e MPB exibiam suas melhores inspirações ao ritmo de “Dancing Days”. Essa in- fluência não era só na música, todos os jovens, queriam usar a roupa e os acessórios dos artistas do momento. Virou febre. Tanto os looks masculi- nos quanto femininos tinham franjas nas roupas e acessórios.

Moda Operandi Adia Kibur
Moda Operandi
Adia Kibur

Eureka Crystal Beads

Agora, em 2014, as franjas apare- cem com ar mais “clean” e cheio de balanço, com detalhes sutis, em cas- cata, parecendo água. Neste mesmo design podem ser utilizados diversos tipos de materiais, pedras, miçangas, pérolas e, ainda, correntes finas e delicadas.

Eureka Crystal Beads
Eureka Crystal Beads

Donna Karan

Esse ar leve e sutil é, provavel- mente o design mais inovador da franja, sem per- der a sofistica- ção e o toque de extravagância. A união das fran- jas com formas geométricas apa- recem em des- taque e comple- mentam o design arrojado.

Os coloridos dão um ar despojado às produções, enquanto os de cores mais só- brias, como o preto, dão um toque de luxo e glamour. Esses acessórios prometem estar em alta também no Outo- no-Inverno 2015. Outros tipos de materiais também são usados como couro e tecido. Não podemos deixar de falar que, dentro dessa tendência, os brincos e co- lares tassel (aqueles penduricalhos usados em cortinas e almofadas) são a grande sensação do momento. O estilo que parece decoração da vovó, ganhou espaço nas joias e bijuterias. Sua função é de elevar ao nível mais “arrumadinho”. Longo ou curto, pare- cido com uma franja ou com um pom- pom, o tassel é aquele tipo de detalhe que pode fazer toda a diferença.

Corazzo Isabel Marant
Corazzo
Isabel Marant

Denise Furlan

4 Revista Joias & Design - Outubro 2014

tumblr.com

Pinterest

www.thestyleoficial.com

Dá leveza e movimento à qualquer tipo de look e ocasião. Uma dica para as clientes: como sempre, em aces- sórios maxi, não vale exagerar! Tem que usar moderadamente.

ocasião. Uma dica para as clientes: como sempre, em aces - sórios maxi, não vale exagerar!

Escola de joalheria

Atelier Márcia Pompei

O Atelier Márcia Pompei desde 1997 conta com professores altamente qualificados e uma série de cursos para atender quem busca conhecimentos no ramo de joalheria

Cursos ministrados

Joalheria - Curso básico Joalheria - Curso intemediário Joalheria Clássica (Tradicional) Joalheria Contemporânea Criação em bancada Lapidação de Gemas Forja Casamento de metais Design de Joias - Curso básico Design de Joias - Curso avançado Design de Joias - 3D Rhinoceros Modelagem em cera Fundição por cera perdida Molde de borracha e Injeção de cera para fundição Esmaltação em Joalheria - Básico e Avançado Inlay de pedras Titânio na joalheria Cravação - Curso básico Cravação - Curso avançado Tear em joalheria Alumínio Anodizado na joalheria Acrílico na joalheria Laca Japonesa Gemologia Montagem de Colar de Pérolas Colar articulado com fio metálico Coleções de joias - A criação Formação de preços em joalheria Informações para o vendedor de joias

preços em joalheria Informações para o vendedor de joias Um dia na semana é reservado para
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Um dia na semana é reservado para o “Atelier Livre”, período em que o aluno utiliza as ferramen- tas, instalações e equi- pamentos do Atelier para adiantar seus exercícios ou produzir novas peças, por conta própria, sem a presença de professor. Uma pequena taxa é co- brada, por hora de Atelier Livre.

Uma pequena taxa é co- brada, por hora de Atelier Livre. www.joia-e-arte.com.br Tel: 11 5181-7968 São
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capa

Rene Rodrigues

www.tinydeal.com
www.tinydeal.com

Banho/Folheação

douração, niquelação, prateação, rodinagem

Seja qual for o nome adotado pelo profissional de joalheria, o processo de revestimento de uma peça metálica com outro metal - o banho de ouro sobre latão, por exemplo, é conhecido como GALVANOPLASTIA. O processo de galvanoplastia aplicado ao mercado de joias tem duas finalidades:

a primeira é proteger o metal básico da peça usando um metal mais nobre e mais resistente à corrosão. A segunda é conseguir mais beleza na peça.

Para se realizar o banho galvânico na joia, isto é, banho de ouro, prata, etc, é necessário colocar o objeto (joia) no lugar do cátodo de um cir- cuito de eletrólise e o ânodo deve ser uma placa do metal da qual a peça será revestida e a solução aquosa eletrolítica deve ser ser feita de um sal desse metal. Fácil, não é?

Galvanoplastia

feita de um sal desse metal. Fácil, não é? Galvanoplastia Aliança banhada a ouro O processo

Aliança banhada a ouro

O processo de galvanoplastia per- mite aplicar uma fina camada de um metal sobre outro.

Aliança em prata

Banho de ouro

de um metal sobre outro. Aliança em prata Banho de ouro 6 Revista Joias&Design - Outubro

6 Revista Joias&Design - Outubro 2014

Nossa! Parece que é preciso co- nhecer química para fazer folheação de metais? Qualquer um se assusta com esse palavreado fisico/químico. Mas, na re- alidade, não é necessário ser químico

para fazer a folheação das joias. Exis- tem equipamentos e recursos dispo- níveis no mercado que permitem que qualquer pessoa ou profissional faça

a folheação sem ser químico ou mes-

mo sem grandes estudos sobre o as-

sunto. No entanto, é importante saber como o processo funciona para fazer os procedimentos de maneira correta

e obter bons resultados. Neste artigo pretendo mostrar a você como funciona o processo de galvanoplastica para folheação de

joias, principalmente apresentando

o que há disponível no mercado para

a produção do processo em peque-

na escala, de maneira rápida, fácil e que, mesmo sendo leigo no assunto,

é possível folhear com qualidade.

A folheação

O aspecto e efeito do ouro sempre encantou as pessoas. Mesmo saben- do que é quase impossível carregar adornos pessoais de ouro, pelos mo- tivos óbvios, o aspecto dourado ainda continua encantando. Isso fez com que as joias folheadas fizessem cada

vez mais sucesso, pois sabemos que

a fina camada dourada depositada

sobre uma joia de prata por meio de banho, é ouro verdadeiro. Não podemos negar que muitos outros materiais estão sendo usados na joalheria e fazendo grande suces- so, no entanto, o tradicional aspecto dourado sempre fará sucesso. Muitas vezes você entra numa joa-

lheria ou loja de bijus e jura que aque-

la peça é de ouro e não folheada. Isso

se deve aos aspectos de qualidade da folheação, pois reflete a qualidade profissional de quem fez o banho. É evidente que esse aspecto de qualidade sempre valorizará uma joia ou biju independente do material de base de que ela é feita. Se você pretende aplicar folheação em suas joias, aconselho a se aprofundar um pouco mais no assunto para buscar essa qualidade na durabilidade e acabamento do banho.

assunto para buscar essa qualidade na durabilidade e acabamento do banho. Anel com banho de Ródio

Anel com

banho de

Ródio negro

www.vika.com.br

Como funciona

Apesar de você não precisar de conhecimentos mais aprofundados sobre galvanoplastia, acho importante saber como o processo funciona para evitar problemas, avaliar materiais e fornecedores, por isso estruturei este tópico “Como funciona”.

Galvanoplastia

A galvanoplastia é um processo

que trata superfícies. Esse tratamen-

to consiste em depositar uma fina pe-

lícula de metal sobre outro através de um processo químico chamado ele- trólise. De maneira bem simplificada,

a eletrólise é um processo não es-

pontâneo que converte energia elé-

trica em energia química. Ele não é espontâneo porque só ocorre quando a energia elétrica é ligada.

A fonte de energia puxa as partí-

culas do pólo negativo (ânodo) barra de ouro da figura abaixo, da cuba ele- trolítica e as transfere para o pólo po- sitivo (cátodo) anel de prata da figura abaixo.

Tipos de banho

Os professores Victor Mello e Ma- riana Mantovani do curso de recu- peração de metais do Atelier Már- cia Pompei apresentam em seu site

A galvanoplastia é usada na joalhe-

ria por meio dos banhos para proteger

a superfície do metal, para melhorar o

brilho ou ainda para melhoria estética. Ela pode ser definida como a tec- nologia que transfere partículas me- tálicas de uma dada superfície sólida, como é o caso da figura abaixo onde

a placa de ouro transfere as partícu-

la para a superfície do anel de prata. Ela também transfere partículas da solução chamada eletrólito. Neste caso, a placa de ouro é substituída por uma placa de platina e as partícu- las da solução (sal de ouro) é que são transferidas para a superfície do anel de prata. Isso é eletrólise. Na joalheria esse processo é conhe- cido também como banho eletrolítico.

www.8metais.com.br informações sobre os tipos de banhos. Reprodu- zimos o texto a seguir.

Solução

Barra condutora

Sal de ouro Polo negativo Polo positivo (+) (-) Ânodo Partículas microscópicas de ouro Tanque
Sal de ouro
Polo negativo
Polo positivo
(+)
(-)
Ânodo
Partículas
microscópicas de ouro
Tanque
Cátodo

Retificador

Anel de prata

Placa de Ouro

Fonte de energia

7 Revista Joias&Design - Outubro 2014

Qual a característica de cada banho?

Ródio:

O banho de ródio é a deposição de

uma camada do metal Ródio sobre a

joia, esta camada possui alta dureza

e brilho e sua utilização mais conhe- cida é como etapa final em peças de ouro branco. O Ródio é um me-

tal de transição da família da platina que possui a tonalidade semelhante

a da prata, entretanto, exibe uma alta resistência à corrosão e oxidação, tornando-o um vantajoso tratamento para finalização de peças.

Ouro 18K:

O banho de ouro 18K é a depo-

sição de uma liga de ouro 22K-23K com a tonalidade do Ouro 18K, tão

brilhante quanto a base do substrato,

e contém componentes endurecedo-

res que tornam os depósitos de ouro mais duros garantindo melhor resis- tência ao desgaste. Ouro 24K: O banho de ouro 24K

é a deposição de ouro puro, forman-

do uma camada dura com espessura de aproximadamente 0,1 micron, que será tão brilhante quanto a base do substrato.

Prata:

O banho de prata é a deposição

de prata pura, mais resistente à oxi- dação que as pratas ligadas, esta ca- mada fornecerá um alto brilho, com dureza de até 110 HV.

Cobre:

Os banhos de cobre são trata- mentos que fornecem a deposição de uma camada de cobre, normalmente utilizado como tratamento intermedi- ário, podendo ser utilizado como tra- tamento final.

Bronze Branco:

O banho de bronze branco forne-

cerá a deposição de uma liga de es- tanho e cobre sobre a peça. Pode ser utilizado como banho final ou como intermediário.

Verniz cataforético:

O banho de verniz cataforético

é formulado com um copolímero de

uretano, como este possui excelente dispersão em água sua aplicação é de modo eletrolítico sobre qualquer superfície metálica. Este banho ofe- rece alta dureza na camada eletrode- positada (superior a 4H) com um aca- bamento incolor que possui excelente transparência.

Qual a finalidades dos pré-banhos?

Antes dos banhos finais (Ródio, Ouro, Bronze) são aplicados banhos de cobre alcalino e cobre ácido nor- malmente sobre bijuterias. O banho de cobre alcalino é um banho que produz camadas semibrilhantes que possuem baixa tensão interna e boa ductibilidade, possibilita a aplicação de altas camadas. O banho de cobre ácido é um banho que produz cama- das de baixa tensão interna com boa ductibilidade e altamente brilhante, é

utilizado principalmente por seu po- der de nivelamento microscópico e brilho. Após a aplicação dos banhos de Cobre, o banho de Bronze Branco substitui o banho de níquel (nickel free), o qual tem a função de fornecer uma camada dura, niveladora e bri- lhante, não permitindo o desapareci- mento da cor do banho de Ouro 18K.

Para joias que receberão um ba- nho final de ródio, o banho de prata pode ser utilizado como intermediário para nivelamento de cor. Para joias que receberão um banho de ouro 18K, o banho de ouro 24K pode ser utilizado como intermediário também para nivelamento de cor.

Como enviar as peças para banho?

Todas as peças que forem re- ceber banho precisam estar com o polimento final, os banhos não con- seguem remover riscos, nem texturas da superfície. Os banhos que fazem o nivelamento microscópico não con-

Quem pode fazer

O processo de folheação usando banhos por meio da galvanoplastia pode ser feito por qualquer pessoa sem a necessidade de equipamen- tos sofisticados. Até mesmo usando vinagre, sal de cozinha, uma moeda de 5 centavos como ânodo, um clips

como cátodo, uma bateria de 9 volts

e garras tipo jacaré você banhará o clips com cobre.

A medida que se usa produtos

mais adequados e, principalmen-

te, conhecimento técnico é possível montar seu próprio sistema de ba- nhos. Tem muita gente que faz isso principalmente porque as soluções (banhos) são vendidas nas principais fornituras. No entanto, é necessário conhecimentos mais apurados para montar seu sistema de banhos. Existem cursos especializados de galvanoplastia aplicada em joias que ensinam cada um dos detalhes ne- cessários para esse tipo de trabalho.

Galvanoplastia profissional

Você pode montar um sistema de galvanoplastia profissional para apli- car diferentes tipos de banhos em suas joias. Todavia, como eu disse antes, é necessário conhecimento e experiência para isso. Por outro lado, acredito que seja mais prático e barato comprar equipamentos prontos e pro- fissionais para esse tipo de trabalho. Existem várias empresas que co- mercializam equipamentos específi- cos para joalheria. Essas empresas

8 Revista Joias&Design - Outubro 2014

fornecem kits apropriados para cada tipo de trabalho. Muitas delas também fornecem os insumos e produtos. Esses equipamentos são projeta- dos para cada tipo de trabalho e tem performance adequada na qualidade e produção. As opções são muitas: des- de sistemas simples para baixa produ- ção até sistemas industrializados. Nas próximas páginas descreve- mos como funcionam esses proces- sos profissionais para banhos.

seguem atingir o macroscópico (ris- cos, texturas, etc Também é necessário ressaltar

que toda peça sofre um desgaste com

o uso, o banho fornece uma camada

de aproximadamente 0,2 microns de espessura (1 micron = 0,000001 me-

tros ou 0,0001 centímetros), por isso

é esperado que um banho, em uma

peça usada diariamente, dure aproxi- madamente 2 anos.

Como funcionam os banhos para peças com pedras? Todos os banhos, inclusive o de verniz, necessitam de atenção para peças que contenham pedras. Pe- dras que são consideradas porosas, orgânicas, metálicas ou tingidas po- derão ser danificadas ao receber estes banhos, alguns exemplos são:

lápis lazuli, malaquita, gold stone, pé- rola, pirita, hematita.

Peças com pedras como rubi, safira, esmeralda e vários tipos de quartzo podem receber os banhos normalmente.

como rubi, safira, esmeralda e vários tipos de quartzo podem receber os banhos normalmente. www.realezajoias.com.br
como rubi, safira, esmeralda e vários tipos de quartzo podem receber os banhos normalmente. www.realezajoias.com.br

www.realezajoias.com.br

Antes de falarmos sobre os proces- sos profissionais para galvanoplastia, é importante saber que pode-se usar dois métodos para folheção: folheação por imersão e folheação por contato.

No caso de produção de quantidades maiores de peças usa-se a folhea- ção por imersão, bem mais adequa- da para um procedimento industrial. Já no caso de pequenas quantidades

pode-se usar a folheação por contato. Pode-se obter bons resultados com a folheação por contato. Todavia, o pro- cesso por imersão é mais adequado para produção.

Retificador Fonte de energia 3 Barras condutoras Solução Sal de ouro Polo negativo Polo positivo
Retificador
Fonte de energia
3 Barras condutoras
Solução
Sal de ouro
Polo negativo
Polo positivo
Tanque
Ânodo
2 Placas de Platina

Cátodo

Folheação por imersão

No caso de produção de maior nú- mero de peças ou sequência maior de banhos usa-se o esquema que vemos ao lado. Observe que neste caso usa- -se duas placas de platina como âno- dos que aumentarão o fluxo de partí- culas para o cátodo (anel). Nesse tipo de banho faz-se com- pósição com vários tanques como ve- remos mais adiante.

Anel de prata

Na composição abaixo, veremos uma estrutura para banho de ouro em seis etapas. Essas composições podem variar de acordo com o trabalho que será feito e o tipo de banho. É sempre importante seguir as instruções do fabricante do equipamento que você adquiriu. Também é importante conversar com o fabricante ou fornecedor dos insumos (líquidos dos banhos), pois existe variações nas quantidade de metais e produtos dispersos no líquido do banho.

Gancheira
Gancheira

Aconselho que antes de partir para um sistema mais sofisticado você procure estudar os aspectos práticos da galvanoplastia. Quando ela é feita para pequenas quantidades, pode- -se comprar sistemas bem simples e fáceis de operar. No entanto, quando se trata de processos para maiores quantidades de peças muitos aspec-

9 Revista Joias&Design - Outubro 2014

tos interferem nos resultados finais. Aspectos como concentração de me- tais e produtos químicos nos banhos, potencia do retificador. Circuito elétri- co para maior quantidade de tanques. Tempo de duração de cada etapa do banho, temperatura dos banhos, são determinantes para os resultados de qualidade do banho.

Muitos sistemas permitem que você coloque mais de uma peça na gancheira. Esse procedimento tam- bém requer ajustes de todo o equi- pamento. Existem ainda processos rotativos nos quais a peça (joia) é mo- vimentada no banho. Esse processos são mais utilizados para o caso de ba- nho em correntes.

A primeira etapa do processo é fei - ta através do banho de desengraxe. Nesse

A primeira etapa do processo é fei- ta através do banho de desengraxe. Nesse banho são usados produtos químicos adequados para a limpeza química da peça para que ela esteja preparada para receber outras etapas do banho. Essa limpeza química inter- fere na aderência e uniformidade da sequência de banhos.

fere na aderência e uniformidade da sequência de banhos. A quarta etapa consiste na depo -

A quarta etapa consiste na depo- sição de uma camada mais espessa de cobre. Para esse procedimento é usado cobre ácido cuja composição é de sulfato de cobre com 11 a 75 g/L e de ácido sulfúrico com 195 a 248 g/L. Esse banho tem um excelente nivela- mento. Ele preenche os poros da peça aumentanto o brilho do metal.

Ele preenche os poros da peça aumentanto o brilho do metal. A segunda etapa do processo

A segunda etapa do processo tem como objetivo eliminar camadas de óxidos formadas pela passagem do tempo na superfície do metal. Essa oxidação forma uma barreira para a deposição dos outros metais. Para assegurar a aderência do metal que será depositado são usadas soluções ácidas de baixa concentração.

são usadas soluções ácidas de baixa concentração. A quinta etapa tem a função de nivelar as

A quinta etapa tem a função de nivelar as imperfeições da peça me- lhorando muito a deposição do ouro ou outro metal. Sua composição mais popular é o sulfato de níquel com 249 a 310 g/L, cloreto de níquel com 30 a 50 g/L e ácido bórico com 30 a 50 g/L. Devido as características alergênicas desse metal, camadas de bronze po- dem substituir o níquel para evitar a migração do cobre para a camada de ouro tornando-a avermelhada.

do cobre para a camada de ouro tornando-a avermelhada. Na terceira etapa faz-se a depo -

Na terceira etapa faz-se a depo- sição metálica de uma fina camada de cobre alcalino (cobre base). Neste caso são, em geral, usados sais de cobre cianeto. Esse banho contém em média 30g/L de cobre cianeto de sódio. Essa etapa funciona como pre- paração para receber a camada se- guinte.

como pre - paração para receber a camada se - guinte. Os banhos de ouro alcalino

Os banhos de ouro alcalino são ba- seados em sais complexos de cianeto, ouro e potássio. Sua composição bá- sica é de cianeto de ouro e potássio por volta de 8 a 20 g/L e cianeto de potássio de 15 a 100 g/L. Existem ainda banhos de ouro onde é alterada a espessura da cama- da de ouro depositada. Esses banhos dependem muito da especificação de cada fabricante. O banho de ouro pode ser feito em várias camadas.

Após cada etapa é necessário lavar a peça para que o produto químico de cada tanque não contamine o outro. Também é importante cuidar para que os produtos não respinguem em outros tanques conforme a peça é movimentada sobre os tanques.

10 Revista Joias&Design - Outubro 2014

Folheação por contato

O passo-a-passo a seguir foi extraido do vídeo da empresa Gold Touch System BR, fornecedora de equipamentos e insumos para galvanoplastia. A demonstração é da folheação por contato onde no retificador digital são acoplados o ânodo e o cátodo em forma de cabo espiralado com aplicador (caneta). Nesse processo são usadas ponteiras com os produtos químicos correspondentes a sequência de banhos. www.goldtouchsystembr.com.br

a sequência de banhos. www.goldtouchsystembr.com.br Visão geral do equipamento - Fo - lheação por contato GT

Visão geral do equipamento - Fo- lheação por contato GT 2000.

geral do equipamento - Fo - lheação por contato GT 2000. Após cada etapa a peça

Após cada etapa a peça é lavada para eliminar resíduos do produto usa- do.

é lavada para eliminar resíduos do produto usa - do. Uma nova ponteira, com o produto

Uma nova ponteira, com o produto da próxima fase é rosqueada no apli- cador. Fase de ativação.

fase é rosqueada no apli - cador. Fase de ativação. Na terceira etapa é feita a

Na terceira etapa é feita a aplica- ção de ouro gel, a folheação de ouro propriamente dita. Nesta etapa o pro- cedimento é o mesmo da troca de ponteira e colocação da ponteira an- terior no seu reservatório.

11 Revista Joias&Design - Outubro 2014

1 1 Revista Joias&Design - Outubro 2014 Na primeira etapa, imagem ao lado, é feita a

Na primeira etapa, imagem ao lado, é feita a remoção do cromo caso

a peça seja cromada. Para essa etapa

o operador inseriu a ponteira apropria- da no aplicador. Durante a remoção do cromo sairá um líquido amarelo - cromo sendo removido.

A garra jacaré é colocada em con-

tato com a peça a ser banhada.

jacaré é colocada em con - tato com a peça a ser banhada. A garra jacaré

A garra jacaré é retirada da peça

que é seca com papel toalha.

jacaré é retirada da peça que é seca com papel toalha. A garra jacaré é novamente

A garra jacaré é novamente aco-

plada na peça e, com o aplicador, é feita a aplicação na área específica.

o aplicador, é feita a aplicação na área específica. Assim que o ouro gel começa a

Assim que o ouro gel começa a ser aplicado é possível verificar a folhea- ção da peça. Novamente a peça é re- tirada da garra jacaré. É lavada e seca e estará folheada.

da garra jacaré. É lavada e seca e estará folheada. A ponteira que foi usada é

A ponteira que foi usada é retirada

do aplicador e colocada no pote que contém o produto dessa etapa.

A solução é espalhada rapidamen-

te na área que se pretende folhear.

Observe que todo o trabalho é feito sobre uma bandeja de plástico.

O processo é simples e apresenta

bons resultados.

A cada etapa é necessário que a

peça seja lavada e seca. Durante a lavagem e secagem a peça deve ser retirada da garra jacaré.

e secagem a peça deve ser retirada da garra jacaré. A folheação por contato permite folhear

A folheação por contato permite folhear áreas isoladas de uma peça.

Os resultados de qualidade são bons.

É sempre importante seguir a ins-

truções e informações do seu fabrican- te para obter os melhores resultados.

É sempre importante seguir a ins - tru ções e informações do seu fabrican - te

gemas

Coral

um animal marinho primitivo

www.maxgioie.com

Sua cor e raridade deram ao coral, durante muito tempo, um status de pedra preciosa. Todavia, recentemente, o uso gemológico do coral começou a ser questionado por questões de agressão ao meio ambiente e por ele ser um animal marinho. Segundo algumas opiniões há desinformação sobre esse aspecto.

algumas opiniões há desinformação sobre esse aspecto. Hoje, Vittorio Fiorentino continua a saga de uma dinastia

Hoje, Vittorio Fiorentino continua a saga de uma dinastia de artesãos de co- ral com sua apaixonada busca pelos pro- jetos com corais, quase como quando ele começou ainda menino ao lado de seu fa- moso pai, Vincenzo em Torre del Greco.

O maior recife de coral vivo en-

contra-se na grande barreira de coral na costa de Queensland na Austrá- lia. Ela é formada por 2.900 recifes

e 300 atóis (recífes circulares). Lá vi- vem cerca de 360 espécies de corais

e uma rica biodiversidade completa-

da por peixes, moluscos, crustáceos, estrelas do mar, etc.

Literalmente em forma de árvores,

os corais se formam em recifes, atóis

e bancos de corais de água pouco pro-

fundas. Suas inúmeras ramificações é

o que lhes dão o aspecto de árvore. Ele é formado por pequenos ani- mais chamados pólipos. Crescem

Não é preciso matar o co- ral para usá-lo como gema

Não é preciso matar o co- ral para usá-lo como gema www.algarve-saibamais.blogspot.com.br Ondas, peixes,

www.algarve-saibamais.blogspot.com.br

Ondas, peixes, ouriços do mar, es- ponjas e outros organismos que- bram os esqueletos de corais em fragmentos que assentam em es- paços na estrutura do recife. Muitos outros organismos que vivem na comunidade do recife contribuem para o esqueleto de carbonato de cálcio do recife do mesmo modo.

algarve-saibamais.blogspot.com.br

sobre os restos de esqueletos calci- ficados de seus companheiros mor- tos em águas tropicais quentes. Os corais em árvore são encontrados em cores distintas dependendo do lugar de sua origem e profundidade

da água. Segundo Judith Crowe, em seu

livro “The Jeweller´s Directory of Ge- mstones”, existe um alto grau de de- sinformação quanto ao fato do dano

ao meio ambiente causado pela co-

leta de corais para uso gemológico.

Dos 2.000 tipos de corais conhecidos, somente certas variedades estão em risco de extinção e, as mais ameaça- das, não são usadas na indústria de joalheria. A altura dos corais vão de 20 a 40

cm e a espessura de seus ramos che-

ga a 6cm. Seria impossí- vel falar de coral sem mencionar Torre del Greco, que fica no sopé do vulcão Vesúvio, na província de Nápolis, na região italiana da Campa- nia, o maior centro de comércio de corais.

www.art-jewelry-shop.com
www.art-jewelry-shop.com

13 Revista Joias & Design - Outubro 2014

Coral sintético e imitações

Por ser uma gema escassa o co- ral é muito imitado usando diferentes produtos e substâncias. É importante diferenciar os as- pectos da imitação e da sintetização de uma gema. No caso das gemas sintéticas, os cientistas e técnicos buscam a repro- dução fiel da estutura do material a ser sintetizado. Assim, a gema sinté- tica tem todas as características da gema natural, no entanto, é feita em laboratório. Já no caso das imitações não exis- te a preocupação com a estrutura do material e, sim, apenas com o aspec- to visual. As imitações são feitas com diferentes tipos de materiais como

porcelana, vidro, plásticos e resinas. As gemas sintéticas são bem aceitas no mercado mundial de joa- lheria. Primeiro porque elas mantém as mesmas características da gema original e, segundo, porque são mais baratas.

A raridade de muitos tipos de ge-

mas e seu alto custo tem ampliado cada vez mais o mercado de gemas sintéticas.

O coral sintético pode ser entalha-

do, lapidado, polido e gravado, o que se torna difícil com o coral natural que tem baixa dureza e é frágil. Para verificar se um coral é imita- ção basta submetê-lo ao ácido clorí- drico diluído e a frio. As imitações não reagem ao ácido enquanto o coral

natural apresenta efervescência mui- to visível quando submetido à esse ácido.

www.artpalace.in Coral sintético

submetido à esse ácido. www.artpalace.in Coral sintético 1 4 Revista Joias & Design - Outubro 2014

14 Revista Joias & Design - Outubro 2014

Características gemológicas

Possuem baixa dureza - 3-4 Mohs. Densidade relativa - 2,60-

2,70. Fratura - irregular, estilhaçada

e quebradiça. Sistema cristalino - tri-

gonal, microcristalino. Transparência

- translúcido, opaco. Apresenta for-

ma ligeiramente cilíndrica e oca. Sua composição é de 87% de carbonato de cálcio, 7% de carbonato de mag- nésio e outras substâncias. Os corais vivem em associação, em verdadeira simbiose com algas unicelulares, como é o caso das zoo- xantelas. Isso dá ao coral a capacida- de de crescimento muito rápida e são esses organismos que dão ao coral a cor viva. O coral fica esbranquiçado quan- do as condições do meio ambiente mudam. Com alterações ambientais desfavoráveis eles expelem as algas de maneira parcial ou total, perdendo assim a sua cor vibrante. São encontrados nas cores rosa, vermelho, laranja e branco. O bran- queamento dos corais tem ocorrido em larga es- cala nas últi- mas décadas, dependendo do tempo do

desequilíbrio ambiental poderá haver a morte total ou parcial da colônia. O excesso de iluminação e tempo pro- longado de exposição à luz ultra-vio- leta também pode causar o branque- amento. A elevação da temperatura do planeta também afeta a vida dos corais. Na joalheria são usados como gemas nos mais diferentes tipos de joias e ainda como camafeus. Tam- bém são usados na joalheria em seu estado bruto. Existem ainda os corais negros e azuis, menos valiosos.

Jinja Jewelry
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Coral esponja

O coral esponja é encontrado em recifes. Não é um tipo de coral raro nem valioso. Tem um baixíssimo risco de extinção. Em estado natural é encontrado

risco de extinção. Em estado natural é encontrado Coral esponja natural em tonalidade vermelha, púrpura e

Coral esponja natural

em tonalidade vermelha, púrpura e amarela. No entanto, é comum en- contrá-lo tingido e com aplicação de resinas para obtenção de brilho.

No entanto, é comum en- contrá-lo tingido e com aplicação de resinas para obtenção de brilho.

Coral esponja polido

Coral nobre (Corallium rubrum)

O coral nobre ou Corallium ru- brum é o mais apreciado pelos de- signers de joias e consumidores em geral. Vive no ecossistema de maior biodiversidade no mundo e é consi- derado um dos mais vulneráveis. É muito trabalhoso converter o coral bruto em elemento gemológico, o que normalmente lhe dá alto custo. Esse processo é feito por lapidação, entalhe e polimento. Eles são frágeis.

por lapidação, entalhe e polimento. Eles são frágeis. www.aniika.com Coral bambu O coral bambu foi chamado

www.aniika.com

Coral bambu

O coral bambu foi chamado assim porque o crescimento de seus galhos se assemelha com o bambu. Em es- tado bruto é muito sensível e difícil de ser trabalhado (lapidação).

Coral secundum

São de cor rosa e branco proce- dentes do pacífico.

www.rubylane.com
www.rubylane.com
Coral Japonicum www.plataygemas.com São vermelhos e vermelho escu- ro, procedentes do Jãpão. Cuidados
Coral Japonicum
www.plataygemas.com
São vermelhos e vermelho escu-
ro, procedentes do Jãpão.
Cuidados
www.bostonproper.com
Assim como toda gema orgânica,
o coral é pouco resistente e requer
cuidados, tanto na produção da joia
quanto no seu uso pelo consumidor.
Os corais devem ser mantidos dis-
tantes de calor forte. Não devem ter con-
tato com produtos químicos agressivos.

15 Revista Joias & Design - Outubro 2014

Coral konojoi

São brancos e, às vezes, com manchas rosa, procedentes do Ja- pão e Filipinas.

com manchas rosa, procedentes do Ja- pão e Filipinas. Coral Elatius São laranjas, procedentes do Ja-

Coral Elatius

São laranjas, procedentes do Ja- pão e Filipinas.

Elatius São laranjas, procedentes do Ja- pão e Filipinas. www.foreverboho.com Não é aconselhável esfregá-lo com
www.foreverboho.com
www.foreverboho.com

Não é aconselhável esfregá-lo com escovas duras, pois, mesmo o coral tratado ainda apresenta fragilidade. É importante evitar contato com peças metálicas que podem arranhá- -lo. Para limpeza devem ser lavados com detergente neutro.

evitar contato com peças metálicas que podem arranhá- -lo. Para limpeza devem ser lavados com detergente

material didático

Márcia Pompei

Material didático

para o ensino da joalheria no Brasil

Material didático para o ensino da joalheria no Brasil Sabemos que o material didático para ensino
Material didático para o ensino da joalheria no Brasil Sabemos que o material didático para ensino

Sabemos que o material didático para ensino da joalheria no Brasil é escasso. Apesar de termos bons livros de autores experientes no ramo, ainda assim, são poucos. A Editora Leon tem esse foco e espera poder contribuir com o ensino da joalheria. Nesta matéria Márcia Pompei conta quais dificuldades ela encontrou, quando iniciou na joalheria, e o que ela “anda fazendo” para diminuir essa escassez.

apostila

para

meus

alunos

mas

verdade

os

na

estava fazendo para mim,

gostaria de ter quando estava apren- dendo. As etapas de produção de cada peça, de cada exercício, eram deta-

lhadas nas folhas da apostila, passo- -a-passo, conforme minha necessida- de pessoal. Dessa forma seria mais fácil assimilar o processo e revê-lo num momento de dúvida.

O fato é que a coisa foi crescendo e

alunos de outras escolas começavam

a ligar solicitando as tais apostilas! A minha intenção não era a comercia-

lização desse material, ele fora feito apenas para atender os alunos do Atelier Márcia Pompei, para facili- tar sua formação. Apesar disso essa solicitação foi muito boa pois me fez perceber que não era a única carente desse material.

como eu

Quando comecei estudar joalhe- ria, no início dos anos 90, me encan- tei tanto que abandonei uma carreira em outra área para dedicar-me inte- gralmente às joias. As coisas foram acontecendo e acabei enveredando para o ensino dessa arte/profissão. Quando inaugurei o Atelier Márcia Pompei, em 1997, já tinha programas próprios de exercícios para os cursos de Joalheria Básico e Intermediário, meus “carros chefes”. Esses progra- mas foram organizados de forma a tentar facilitar o aprendizado e a fa- miliarização com equipamentos, fer- ramentas e insumos, para o maior aproveitamento possível. Quando fui aprendiz, e mesmo as- sistente, do curso de Joalheria senti muita falta de material didático para consulta: um livro, uma apostila. Não havia nada! O livro indicado pelas es- colas na época era a “bíblia da joalhe- ria”, o Jewelry Concepts and Techno- logy do mestre Oppi Untracht. Apesar da “idade” ele ainda oferece, nos dias de hoje, informações “riquíssimas” e precisas. Essa é uma obra indispen- sável para quem trabalha no setor jo- alheiro, seja aprendiz ou profissional. Mas o “Oppi” era em inglês, tinha

17 Revista Joias & Design - Outubro 2014

muitas ferra- mentas que a gente nem so- nhava ter em nossas banca- das bra-
muitas
ferra-
mentas
que
a
gente
nem
so-
nhava
ter
em
nossas
banca-
das
bra-
sileiras,
usava
termos que eram
pra gente, enfim
desconhecidos
continuava
fal-

tando material didático de consulta. Comecei minha própria biblioteca joalheira adquirindo os raros títulos aos quais tive acesso. Hoje ela está “bem recheada” mas eu sei o quão difícil foi chegar até aqui. Baseada nas informações dos meus mestres, na expe- riência que só a bancada dá e na bibliografia que começa- va a nascer na minha oficina eu produzi as apostilas dos cursos de Joalheria básico e Joalheria intermediário dos meus alunos. Ilustrei, foto- grafei, diagramei, enchi de informações e dicas. Fiz uma

Foram tantos pe- didos que acabei
Foram tantos pe-
didos que acabei
meus alunos. Ilustrei, foto- grafei, diagramei, enchi de informações e dicas. Fiz uma Foram tantos pe-

cedendo e comecei a comercializa- ção de material didático impresso. As áreas foram sendo exploradas pouco a pouco: Design de Joias, Montagem de Colar de pérolas, Titânio na Joa- lheria, Fundição por Cera Perdida, Cravação, Modelagem em Cera, en- tre tantas outras. Sempre com muitas imagens, cores, qualidade e o “famo- so” passo-a-passo. Especialistas foram convidados a participar de algumas obras, enrique- cendo e aprimorando o trabalho. Vieram os vídeos, primeiro em fita cassete (!!!! Quanto tempo!!!) e de- pois em CD’s. Hoje, o Atelier Márcia Pompei conta com 17 apostilas e 2 vídeos de cursos.

Márcia Pompei conta com 17 apostilas e 2 vídeos de cursos. Mas os novos tempos chegam,
Márcia Pompei conta com 17 apostilas e 2 vídeos de cursos. Mas os novos tempos chegam,

Mas os novos tempos chegam, fe- lizmente, e trazem melhorias para o setor. Hoje podemos contar com alguns títulos nacionais voltados para o en-

sino da joalheria, nomes importantes estão compartilhando informações com os futuros joalheiros.

Hoje podemos contar com a Edi- tora Leon que vem se especializando no setor joalheiro e procura trazer no- vidades com qualidade, enobrecendo a formação do profissional brasileiro. Sua revista digital e gratuita, a Joias & Design, tem um conteúdo didático fantástico, detalhado, como gosta- mos, queremos e merecemos.

detalhado, como gosta- mos, queremos e merecemos. Uma das minhas apostilas (Monta- gem do Colar de
detalhado, como gosta- mos, queremos e merecemos. Uma das minhas apostilas (Monta- gem do Colar de
detalhado, como gosta- mos, queremos e merecemos. Uma das minhas apostilas (Monta- gem do Colar de

Uma das minhas apostilas (Monta- gem do Colar de Pérolas) foi “transfor- mada” em livro graças à Leon. Além do conteúdo já existente fui atrás de novidades e apresentação de novas montagens, de novas peças. Traba- lhos de talentosos joalheiros brasi- leiros, montagem passo-a-passo de diversos colares, informações sobre formação da pérola, cores, formatos, tamanhos, moluscos produtores, pé- rolas cultivadas, cuidados, limpeza, pérolas famosas e muito mais. A obra foi além das minhas expectativas.

Outra novidade que vem chegan- do é o curso de joalheria EAD (ensi- no à distância), outro desafio pionei- ro. Aprender sem sair de casa, no seu horário, no seu espaço, no seu ritmo.

Bons tempos chegam para o nos- so joalheiro. Não é à toa que o Brasil figura entre um dos (senão “o”) paí- ses mais representativos da joalheria na América Latina. Temos exportado conheci- mento para nossos irmãos de continente. Um orgulho!

Márcia Pompei Atelier Márcia Pompei www.joia-e-arte.com.br atelier@joia-e-arte.com.br

www.joalherianatela.com.br joalherianatela@gmail.com Tel.: 55 11 5181-7968 WhatsApp 55 11 96246-2226

Tel.: 55 11 5181-7968 WhatsApp 55 11 96246-2226 1 8 Revista Joias & Design - Outubro

Modelagem 3D

Rhinoceros

Velocidade, perfeição e precisão

Modelagem 3D Rhinoceros Velocidade, perfeição e precisão Amigo leitor, nessa matéria queremos compartilhar com você,

Amigo leitor, nessa matéria queremos compartilhar com você, as vanta- gens do uso do software Rhinoceros e o seu plug-in Rhinogold. Para isso, convidamos a designer espanhola Nuria Parrado para dar seu depoimento sobre o uso do software e como ele mudou seu processo de trabalho e criação.

Segue aqui o depoimento de Nu- ria sobre o uso do software: “Traba- lhando com Rhinoceros, certamente, os designers de joias ganham em ve- locidade ao exibir suas idéias. Embora eu seja da “velha esco- la” e comecei a desenhar tudo à mão, quando uso um computador e o sof- tware Rhinoceros, na minha opinião, o trabalho é apreciado ainda mais. Com ele, você pode visualizar ra- pidamente a sua ideia, sem contar a ferramenta de “órbita” que você pode examinar a peça de todos os ângulos. Já com o uso do RhinoGold você tem a vantagem de calcular os pesos de sua peça em metais diferentes, o que lhe dá uma idéia do preço da joia, além de muitos outros recursos. Do meu ponto de vista, tudo é positivo em termos de criação de

ponto de vista, tudo é positivo em termos de criação de protótipos e uso desses softwares.

protótipos e uso desses softwares. Velocidade, perfeição, precisão Modelagem e Impressão 3D é o futuro imediato da joia. A tecnologia de revolução para a nossa indústria. Para o desenvolvimento da cole- ção ALMA era essencial uma perfei- ção da forma e a precisão do encai- xe, que só um programa como o Rhi- noceros fornece. Reconheço que sou perfeccionista e, para mim, a precisão de um computador é esmagadora! Todas as etapas envolvidas na criação de joias à mão são simplifica- das, em absoluto, com o Rhinoceros. Não há necessidade de ter de

A designer Nuria Parrado foi o des- taque da 1ª edição da Revista Joias & Design. Na época, conheci o trabalho de Nuria através da Internet e o que mais me chamou a atenção foi o design inova- dor e a casualidade de suas peças. Além disso, destacamos a utilização da tecno- logia 3D, imprescindível para o perfeito encaixe de suas peças arrojadas, cria- tivas e funcionais. As coleções de Nu- ria que apresentamos eram basicamen- te de prata e resina colorida. Com a mesma linha de design Nu- ria desenvolveu uma nova coleção cha- mada “Alma”, todavia, esta nova coleção foi totalmente desenhada e aperfeiçoa- da no software Rhinoceros e seu plug-in RhinoGold, com materiais mais nobres e cravações. Esse detalhe importante do uso da tecnologia rendeu à ela um prêmio. Ela foi vencedora do II Concurso Madrid- Joya Designers.

Amanda Rodrigues

Ela foi vencedora do II Concurso Madrid- Joya Designers. Amanda Rodrigues 19 Revista Joias & Design

19 Revista Joias & Design - Outubro 2014

realizar o trabalho de bancada, utili- zar maçarico e outras ferramentas. Hoje, você pode projetar tudo no computador e ir diretamente para pro- totipagem e fundição. Sim, é verdade que depois de analisar as peças, li- mar, lixar e polir pode ser necessário. Mas essa é a beleza, combinar novas tecnologias com o bom conhecimento de um joalheiro artesão.

Acho que quem re- negar esse progres- so se tornará obsoleto. Acho, ainda, que não é sensato negar a evidên- cia de que a produção de joias não é o que era há alguns anos atrás. A indústria de joias está em plena trans- formação e evolução e, deve- mos nos unir - artesanato e indús- tria de tecnologia - para prosperar. O Rhinoceros certamente mudou a minha vida, agora fabricar minhas idéias é algo real, fácil, rápido e, ain- da, consigo fazer peças perfeitas. Este software permite-me experi- mentar com espessuras e pesos para otimizar minha produção.

com espessuras e pesos para otimizar minha produção. Trabalho e desenho com o confor- to de
com espessuras e pesos para otimizar minha produção. Trabalho e desenho com o confor- to de

Trabalho e desenho com o confor- to de ter o controle total do resultado final de minhas criações. Eu sei que como vejo a joia na tela ela será, na realidade, uma vez fabricada. Depois de ter a experiência de usar a modelagem com Rhinoce- ros acho que ninguém pode negar o grande avanço para o mundo da jo- alheria. Convido todos os joalheiros para experimentar esta nova forma de fa- zer joias e tenho certeza que não ha- verá arrependimento”.

Nós, da Revista Joias & Design es- peramos que o relato de Nuria faça a diferença no seu processo de produ- ção de joias e te desejamos sucesso! Grande abraço!

Amanda Rodrigues

Saiba mais em:

www.nuriaparrado.com

www.facebook.com/airunodarrap

Rodrigues Saiba mais em: www.nuriaparrado.com www.facebook.com/airunodarrap 20 Revista Joias & Design - Outubro 2014
Rodrigues Saiba mais em: www.nuriaparrado.com www.facebook.com/airunodarrap 20 Revista Joias & Design - Outubro 2014

20 Revista Joias & Design - Outubro 2014

macramé

Pulseira

com técnica de nós - Macramé

macramé Pulseira com técnica de nós - Macramé A paixão pela arte manual de tecer por

A paixão pela arte manual de tecer por meio de nós - Macramé - não é exclu- sividade da blogueira americana Erica. Tem muita gente, aqui no Brasil, que ama essa técnica e a utiliza para fazer trabalhos incríveis. Escolhemos o tutorial da Erica para iniciar artigos sobre macramé porque ele é bem simples. Em outras edições falaremos mais sobre essa técnica.

Macramé

O macramé é uma técnica que, se- gundo especialistas, se originou na pré- -história quando o homem aprendeu a amarrar fibras. É uma técnica de tecer com nós sem utilizar nenhum tipo de equipamento - totalmente artesanal. Até hoje é uma técnica muito usada e apreciada. Os fios vão se cruzando e são presos pelos nós que determinam

as formas geométricas finais. Existem muitos tutoriais na Internet que mostram o macramé, no entanto, o tutorial da Erica nos chamou a atenção por se tratar de uma joia de montagem, isto é, vocè usa a técnica de macramé para tecer partes da joia e as outras partes são peças prontas como as que você encontra na eFechos (www.efe- chos.com.br).

Erica é cidadã de SF, Nova York e Los Angeles. É editora exe- cutiva do blog Honestlywtf. É Amante de elefantes, árvores de álamo, dos Lakers e tudo artesanal. Viciada em botas, joias, rendas e algodão doce. É autora do passo-a-passo que publicamos neste artigo.

É autora do passo-a-passo que publicamos neste artigo. honestlywtf.com/ Muitos dos nossos leitores conhecem e

honestlywtf.com/

Muitos dos nossos leitores conhecem e aplicam a técnica de tecer - macramé. No entanto, muitos outros que não conhecem poderão desfrutar do passo-a-passo da Erica que publicamos a seguir:

1
1

1 - Você vai precisar de:

- 4 metros de fio encerado de 0,5 milímetros ou outro material conforme sua escolha.

- uma argola ou conector, também con- forme sua escolha.

- uma agulha de bordado.

- uma tesoura.

- alicate de ponta plana (opcional).

- um isqueiro (opcional).

2
2

2 - Comece cortando o fio em dois pedaços de 76cm cada, dois de 50cm cada e um de 25cm. Dobre o pedaço de 50cm ao meio, puxe o laço através do anel, dobre-o sobre o anel, e puxe o resto do fio através do laço. Repita o passo no outro lado do anel. Estas partes (dois fios) se manterão presas e paradas.

3
3

3 - Centralize o fio de 76cm sob os dois fios da argola.

Dobre o fio para a direita sobre os fios da argola e sob o fio de esquerda. Puxe o fio formando um nó.

5
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5 - Dobre a ponta esquerda que sobrou do fio de 76cm

sobre os fios da argola e passe por baixo do fio direito. Passe o fio da direita por baixo dos fios da esquerda e dos fios da argola, sobreponha o fio no final para que forme um nó.

7
7

7 - Para terminar os nós, passe um dos fios em uma

agulha de costura, no centro dos nós na parte trasei- ra. Um alicate ajuda a puxar a agulha através dos nós apertados.

4
4

4 - Puxe firmemente e deslize o nó até o topo.

6
6

6 - Puxe com força e repita os passos - esquerda, direita,

esquerda,

to desejado seja atingido. Tenha em mente que o fecho vai ocupar cerca de um centímetro.

Continue os nós até que o comprimen-

8
8

8 - Repita os mesmos passos no outro cordão.

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9

9 - Depois de costurar os fios que atam, apare qualquer excesso. Guarde as sobras e derreta as pontas com um isqueiro para selá-los. Repita o mesmo passo na segunda metade da pulseira.

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11 - Use o fio de 25cm e centralize-o sob os fios. Faça

nós quadrados da mesma maneira que foram feitos os da pulseira.

13
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13 - Os dois conjuntos de fios de 25cm formam, agora,

os laços ajustáveis da pulseira. Ajuste para caber no pul- so e amarre cada extremidade em nós. Apare qualquer excesso.

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10 - Para fazer um fecho ajustável, molde o bracelete em um círculo sobrepondo os fios da argola. Use marcações para amarrar temporariamente os fios juntos em cada ex- tremidade.

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12 - Faça o fecho com alguns centímetros e os costure na parte traseira do fecho. Retire os laços temporários.

na parte traseira do fecho. Retire os laços temporários. Suas pulseiras ajustáveis estão terminadas!!

Suas pulseiras ajustáveis estão terminadas!!

honestlywtf.com/author/erica/

pulseiras ajustáveis estão terminadas!! honestlywtf.com/author/erica/ 2 3 Revista Joias & Design - Outubro 2014

produtos

Cor na bijuteria

com Plasti Dip

produtos Cor na bijuteria com Plasti Dip As joias e bijuterias contemporâneas nunca desfrutaram de tanta

As joias e bijuterias contemporâneas nunca desfrutaram de tanta liberdade de criação como nas últimas décadas. Esse processo de liberdade criativa tem como protagonista as mulheres. Pois são elas que aceitaram, aprovaram e desfrutaram das ideias e criações dos designers mais audaciosos que extrapolaram em todos os aspectos e, assim, desenvolveram peças que agradam e atendem as necessidades das mulheres mais arrojadas.

A cor em peças de joalheria e biju- teria é um processo que tem conquis- tado cada vez mais o gosto das mulhe- res. No blog “gojane” Emily diz que as mulheres amam as joias tradicionais com ouro, prata, etc, mas tem momen- tos que a cor é indispensável e alegra o visual. O Plasti Dip é um recurso que permite colorir joias* e bijuterias com facilidade.

que permite colorir joias* e bijuterias com facilidade. Em nossas pesquisas descobri- mos que o Plasti

Em nossas pesquisas descobri- mos que o Plasti Dip é usado na joa- lheria como mostra o passo-a-passo da próxima página publicado no blog

http://blog.gojane.com/2013/01/15/

how-to-color-chain-link-jewelry/. A princípio a Emily Devine publi- cou no Blog “Jane Says” o artigo para as leitoras fazerem em casa, no en- tanto, o processo pode ser feito na oficina.

O Plasti Dip™ é uma borracha sintética líquida, altamen-

te elástica e pode ser aplicada em diversas superfícies, tais como metais (pintados ou não), cromados, vidro, plástico, ce- râmica, etc, sendo fácil remover manualmente quando cor- retamente aplicado em camadas mais grossas. Já em ma- teriais porosos, tais como madeira, alvenaria, tecidos, pode

ser muito difícil remover o produto sem o uso de solventes ou removedores, como ocorre com as demais tintas.

O produto depois de seco é atóxico, isolante elétrico e

possui ainda a característica de impermeabilizante ou vedan- te, além de funcionar como tinta, é claro. É comercializado nas cores (foscas) preto, cinza, branco, amarelo, vermelho, azul, verde e incolor, ainda as fosforescentes laranja e azul conhecidas como blaze. Para tornar brilhante o Plasti Dip™, basta aplicar mais ca-

madas usando o glossifier, uma espécie de verniz emborra- chante. Do mesmo modo é possível conferir um acabamento dourado ou prateado usando os acabamentos metalizer apli- cados sobre o preto fosco e mais, com o Plasti Dip™ fumê, é possível manter a transparência da peça, criando o efeito de escurecimento da superfície. *Salientamos que o uso em joias ou, caso deseje retirar o produto posteriormente, deve-se contatar o fabricante.

24 Revista Joias & Design - Outubro 2014

O Plasti Dip é comercializado no

Brasil pela DipBrasil, uma empresa

de comércio pela Internet criada para iniciar a venda do produto conhecido fora do Brasil como Plasti Dip™, um composto de borracha líquida sintéti- ca para diversos usos, agora emba- lado no Brasil pela Baston Aerossóis. Aqui, ele é comercializado em tubos um pouco diferentes, mais altos e mais finos, com o nome “Chemicolor Plasti Dip”, mas é exatamente o mes- mo produto importado.

O acesso aos produtos da linha

Plasti Dip™ e também a outros pro- dutos diferenciados é o objetivo da

DipBrasil para atender com agilidade e eficiência todos os seus clientes.

A empresa atende pela Internet,

realiza entregas via Correios ou Transportadora enviando para todo o país e oferece canais de pagamen-

tos por depósito em conta ou sistema PagSeguro.

O objetivo da empresa é buscar e

trazer para o mercado novas tecnolo- gias e produtos diferenciados.

sistema PagSeguro. O objetivo da empresa é buscar e trazer para o mercado novas tecnolo- gias

O Plasti Dip entra no mercado brasileiro como “envelopamento líquido”, que o popularizou, porém existe nos Esta- dos Unidos desde 1972, onde tem muitos usos na indústria, comércio, construção civil, artesanato, joias, em automó- veis e motocicletas, enfim, o limite é a criatividade.

O passo-a-passo a seguir foi publicado por Emily Devine no Blog “Jane Says” http://blog.gojane.com/2013/01/15/ how-to-color-chain-link-jewelry. Aqui foram utilizados produtos vendidos nos EUA, porém no site www.dipbrasil.com .br você encontrará produtos similares, com cores já prontas e em aerossol.

1
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1 - Detalhe da peça pronta.

4 5
4
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4 e 5 - Acrescente o corante branco e misture com a colher.

8
8

8 - Agora, adicione o corante amarelo e misture até ficar homogênio.

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11 - Deixe secar por pelo menos qua - tro horas antes de usar.

25 Revista Joias & Design - Outubro 2014

2
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2 - Plasti Dip Líquido incolor, corantes branco, amarelo e azul, uma lata de alumínio limpa, uma colher de plás- tico e a bijuteria que deseja colorir.

6 7
6
7

6 e 7 - Acrescente o corante azul e misture novamente.

9
9

9 - Mergulhe lentamente a bijuteria,

até a área que desejar, em torno de 5 segundos e retire lentamente.

12
12

Apesar do Plasti Dip ser utilizado mais comumente em revestimentos automotivos e náuticos, como disse- mos anteriormente a Emily publicou o passo-a-passo com o objetivo de

3
3

3 - Despeje o suficiente de Plasti Dip incolor, para cobrir metade de sua biju, na lata de alumínio.

10
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10 - Segure a peça sobre a lata por pelo menos um minuto para deixar o excesso de Plasti Dip escorrer.

divulgar o Plasti Dip para as leitoras consumidoras, no entanto, analisan- do o produto e a forma de uso po- demos afirmar que qualquer oficina de joalheria pode usá-lo em linha de produção para pequenas, médias e grandes produções. Nas próximas páginas publica- mos informações retiradas do site da DipBrasil que acreditamos ser de grande importância para quem pre- tende fazer uso do produto.

1 - Quanto tempo Plasti Dip ™

dura? Se aplicado corretamente, vai durar cerca de três anos sem ter que ser retocado. Após este período

é esperado um processo de “des-

botamento” gradual da cor quando exposto ao sol, mas que se resolve com uma nova e fina camada para recompor a coloração, já que basta estar bem limpo que o produto aceita uma nova camada sobre ele. É mui- to durável e não desgruda facilmente sem uma ação mecânica externa. A quantidade de revestimento aplicada é que irá determinar a resistência me- cânica do produto.

2 - Como agem às intempéries,

sol, chuva ou geadas? Plasti Dip™

é extremamente resistente aos ele-

mentos naturais incluindo salinidade e, ainda, alguns produtos químicos, mas com o tempo pode apresentar um desbotamento leve na cor. O pro- duto não é tóxico após a secagem, isola energia elétrica, possui elastici- dade acima de 400% e supera o tes- te de vapor de sal de mais de 1.000 horas.

3- E qual a resistência a tempe- ratura? Plasti Dip™ é resistente ao calor até 120º C, a partir do que irá derreter, uma vez que sua base é bor- racha. Até 90ºC é o mais tolerado.

4-O produto realmente sai fácil? Sim, Plasti Dip ™ realmente é fácil de remover e sua proposta é esta, po- rém, é preciso que ao ser aplicado re- ceba pelo menos 6 camadas, não só para garantir a boa cobertura e dura- bilidade, mas para a certeza que des- cascará em pedaços grandes quando você quiser remover manualmente. Confira nos vídeos do site como fun- ciona. Com o tempo, o produto adere mais fortemente e pode ocorrer de sair em pedaços menores ou precisar aplicar solvente específico para evitar danificar a pintura de base.

5- Quantas camadas devo apli- car? O minimo é de 4 camadas em pequenos objetos ou áreas pequenas e 6 camadas em áreas maiores, par- tes de veículos, etc., o que normal- mente é suficiente para cobertura. Cores claras podem precisar de mais camadas. Se for usado o produto na

26 Revista Joias & Design - Outubro 2014

forma líquida para mergulhar peças e objetos dentro dele, emborrachar cabos de ferramentas, etc., normal- mente um único mergulho já equivale a aproximadamente três camadas de uma aplicação de aerossol, ATEN- ÇÃO as cores: branco, amarelo, ver- melho e laranja precisam de 20 a 25% a mais de produto (+/-2 cama- das adicionais) para atingir a cober- tura ideal e necessitam de fundo para não manchar.

6- O que é uma “camada”? Con- sidera-se uma camada de produto, a pulverização na superfície em vai e vém até que fique molhada, normal- mente após três ou quatro passadas do spray, em demãos cruzadas para melhor cobertura gera a superfície com aspecto de molhada, está dada uma camada. Cuidado para não dei- xar escorrer. Tornando-se fosca a camada, pode ser aplicada a próxi- ma (cerca de 10 a 15 minutos entre uma e outra). ATENÇÃO, o semibrilho (glossifier) necessita de outro proce- dimento, item 13.

Os itens 7, 8 e 9 não serão citados aqui pois se referem exclusivamente ao uso do Plasti Dip em automóveis.

10- Posso lavar as áreas pintadas com Plasti Dip™ normalmente? Sim, com sabão normal para lavagem de carros, detergentes neutros. Use uma luva ou esponja macia e evite ja- tos de alta pressão concentrados ou próximo demais, não use escovas ou produtos químicos derivados de pe- tróleo, solventes em geral. Para se- car, use panos de microfibra que não soltem fiapos.

O item 11 não será citado aqui pois se refere exclusivamente ao uso do Plasti Dip em automóveis.

12- O Plasti Dip ™ risca?. Sim, risca, porque é borracha, fica “es- branquiçado” onde for arranhado, porém, água e sabão ou no máximo silicone líquido resolvem. Quando o risco for profundo e retirar pedaços, é preciso fazer o procedimento de re- paro removendo a parte solta, depois passando solvente apropriado para afinar as bordas que ficaram espes- sas e irregulares e então, reaplicar o

produto, podendo ser com aerossol mesmo, porque permite emendas.

13- O Glossifier (verniz) funciona e é removido igual ao Plasti Dip™ fosco? Sim, o mesmo ocorrendo com os de efeito metálico: dourado e pra- teado, inclusive pode ser usado em áreas não pintadas com Plasti Dip™, mas direto sobre a pintura e o resul- tado será uma camada semibrilho no local, uma película emborrachada que pode ser removida da mesma forma que o produto tradicional, mas será preciso 8 camadas mais finas. O procedimento de aplicação é pareci- do com os demais produtos da linha, porém, não deixe a camada grossa, com aspecto de “molhada”, como se faz com os demais produtos, tudo para não “esbraquiçar”. Pulverize o produto sem a preocupação de dei- xar a superfície “molhada” e aplique em várias demãos cruzadas, todas bem finas, mas esperando secar 10 minutos e ficar translúcido sem pon- tos “esbranquiçados” antes da próxi- ma demão. Observe com cuidado a distância em relação ao objeto, pois se sobrecarregar, irá “esbranquiçar”. Este revestimento pode ser aplicado diretamente sobre outras pinturas, mas sua aderência e resistência é bem melhor ancorada sobre uma base já feita com Plasti Dip fosco, pois o gloss (semibrilho) é mais lí- quido, inclusive escorre mais fácil. Dica: Quando for usado Plasti Dip™ com cores foscas e depois aplicada a camada de glossifier (brilho), consi- dere que as camadas se somam para atingir a espessura necessária. A cada camada de glossifier aplicada a superfície adquire mais brilho, sendo necessárias pelo menos três e o ideal com 5 camadas, que é o brilho má- ximo, a partir dai somente engrossa. Ainda assim não ocorre brilho como de verniz automotivo, pois sendo bor- racha, não há como obter o brilho re- flexivo tradicional.

14- Como devo pulverizar Plasti Dip™ fosco (tradicional)? A distância de pulverização usual com latas de aerossol é entre 15 a 25 cm de dis- tância. Aplique em mãos cruzadas, ou seja, em um sentido, depois em outro oposto (para os lados e depois para cima e para baixo) para ter uma

melhor cobertura. A primeira camada passe bem fraca e com mais distân- cia do objeto esperando a secagem de 10 a 15 minutos, o objetivo é dei- xar uma superfície áspera inicial para ajudar na fixação das camadas se- guintes. É considerada uma camada, a pulverização de produto suficiente que deixa a superfície molhada. Após secar, momento que fica fosca a área pintada, uma nova camada pode ser aplicada em quantidade suficiente para novamente deixar a superfície molhada e assim sucessivamente.

15- Como ocorre a secagem do Plasti Dip™? O produto é uma bor- racha sintética solúvel em solventes especiais. Durante o processo de se- cagem o solvente evapora deixando apenas a película de produto. A faixa de temperatura ideal para aplicação é entre 20ºC e 26ºC com umidade relativa do ar não muito elevada, pró- ximo ao ponto de precipitação, por isso, não aplique em dias de chuva. Se estiver chovendo ou muito frio, pode escorrer o produto ou formar manchas, pelo atraso na evaporação do solvente. Se estiver seco demais,

pode formar uma poeira excessiva, como fragmentos de teias de aranha, ocorrendo isso, é preciso umidificar o ambiente. Não acelere a secagem com sopradores térmicos nem seca- dores de cabelo ou qualquer fonte de ar quente, pois o calor faz com que o solvente se concentre e forme micro bolhas de vapor deixando marcas in- desejadas na superfície. A secagem pela proximidade de lâmpadas incan- descentes é menos problemática, mas ainda assim, não podem ficar muito próximas. É ideal que a seca- gem ocorra naturalmente. Todavia, as peças podem ser aquecidas sob o sol antes de receber a aplicação.

O item 11 não será citado aqui pois se refere exclusivamente ao uso do Plasti Dip em automóveis.

17- Cores vermelho, amarelo, la- ranjado e fosforecentes. As cores aqui citadas tendem a transferir pig- mentos para a pintura de base, espe- cialmente o branco. Embora possam ser removidas essas “sombras” saem facilmente com cera ou polimento, mas uma recomendação muito útil é

aplicar duas camadas de plasti dip branco, preto ou grafite como “fundo” e deixar secar por no mínimo 2 horas antes de aplicar a cor definitiva, isso evita qualquer transferência de pig- mentação para a pintura do veículo.

Os itens 18 e 19 não serão citados aqui pois se referem exclusivamente ao uso do Plasti Dip em automóveis.

20- O que é o efeito metálico (me- talizer)? A linha Plasti Dip ™ possui as cores prata e dourado como acaba- mento final. É o verniz brilhante com pigmentos metálicos de alta eficiên- cia e reflexão. Para um acabamento mais interessante, com mais “profun- didade” a cor de fundo deve ser preta, veja os videos em nossa página. Apli- que antes o Plasti Dip ™ preto fosco, pelo menos quatro camadas (desde que resulte em uma cobertura unifor- me e suficiente) e depois, aplique o efeito metálico dourado ou prata em pelo menos 2 camadas. Veja os víde- os! Os fundos mais usados são preto fosco e branco fosco.

Saiba mais em www.dipbrasil.com.br.

são preto fosco e branco fosco. Saiba mais em www.dipbrasil.com.br. 2 7 Revista Joias & Design

27 Revista Joias & Design - Outubro 2014

alianças

Aliança

Elo de ligação

A aliança, em outros tempos, significava somente o elo de ligação de um casal. Hoje, esse conceito ultrapassa a demonstração de um vínculo, é uma obra de arte do ourives ou designer de joias. O conceito, agora, é aplicar designers diferentes na tão clássica aliança.

Significado

A palavra aliança, por si só, signi- fica um acordo, um pacto entre duas partes. No contexto do casamento, as alianças celebram um acordo de cumplicidade, amor e fidelidade. Des- se modo, esse simples objeto ganhou um significado muito simbólico: repre- senta um elo material e espiritual en- tre duas pessoas, as quais comparti- lham as alegrias e tristezas da vida.

Origem das alianças

Os egípcios e hindus, cerca de 3.000 a.C., já usavam anéis para simbolizar a aliança entre homem e mulher. Para eles, um anel, um cír- culo, significava o que não tem um fim – mais modernamente represen- ta o amor contínuo entre o casal, um símbolo de amor, fidelidade e cumpli- cidade. No ano 3 a.C., Alexandre o Grande, dominou o território egípcio e, assim, o hábito foi introduzido na Grécia. O anel de noivado foi introduzi- do no ano 860, por decreto do papa Nicolau I (858-867), que o instituiu como uma afirmação pública obriga- tória da intenção dos noivos. A alian- ça passa da mão direita para a mão esquerda para significar o compro- misso definitivo. Um dos mais famosos e antigos casos da utilização das alianças

28 Revista Joias & Design - Outubro 2014

ocorreu em 1477, quando o Arquidu-

que Maxiliano, da Áustria, presenteou Mary Burgundy com um anel de dia- mante. Assim, iniciou-se a tradição dos anéis de noivado de brilhante. O diamante das alianças passou

a representar a solidez do relaciona- mento, isso porque, a valiosa gema é praticamente eterna, dura para sem- pre. Surge também o primeiro beijo em público na cerimônia de noivado,

e começa a ser difundida a ideia do amor romântico.

Na mão esquerda

Porque os gregos acreditavam que o terceiro dedo da mão esquerda possuía uma veia que levava direta- mente ao coração, passaram a usar nele um anel de ferro imantado, para que os corações dos amantes perma- necessem para sempre atraídos um pelo outro. Os romanos provavelmen- te adotaram a aliança ao conquistar a Grécia e, com a conversão do mundo greco-romano ao cristianismo roma- no, o uso da aliança na mão esquer- da tornou-se obrigatório para os que se casavam. O dedo anelar esquerdo tornou- -se, assim, o dedo da aliança de ca- samento em diversas culturas.

Segundo a acupuntura e o Do In (mé- todos de cura orientais mile- nares) há um

meridiano, o do coração, que passa pelo anu-

lar esquerdo e

pelo coração.

Segundo os

entendidos, os

meridianos são

como um rio por onde corre

a energia do

corpo.

são como um rio por onde corre a energia do corpo. A forma circular do anel

A forma circular do anel , sem começo nem fim, seria um prenúncio da continuidade do amor e devoção ao longo da vida do casal .

Tempos modernos

O ofício

Hoje em dia, alguns casais usam

alianças desde o namoro, ou anéis de noivado. Depois do namoro, noivado e ca- samento, chega a hora das bodas, que significam cada ano vivido pelo casal. Esta comemoração nada mais

é do que do que a confirmação do

compromisso de amor feito no ato do casamento. As alianças de casamento deixa- ram de ser simples anéis e passa- ram a ser consideradas verdadeiras

obras de arte. Os modelos, materiais, pedras utilizadas e formatos, deram

a essa joia, carregada de sentimen-

tos e tradição, um poder de sedução

uma participação toda especial na cerimônia de casamento. A alian- ça do ho- mem tem

o nome da

mulher e

do

início do

namoro

gravada e vice-versa. Alguns pre- ferem gra- var os dois nomes em ambas, se- guidos da data.

a data

e

Além de todas as infor- mações sobre alianças con- tadas por nossa querida Livi, nós, editores da Revista Joias & Design, por estarmos em contato com o meio joalheiro, percebemos que o mercado específico de alianças é muito promissor. Ourives e desig- ners de joias se especializam, cada vez mais, na produção de alianças, principalmente pelo conceito que a envolve. Um casal que procura uma aliança, busca algo além de uma peça com significado, eles pro- curam uma joia que reflita o elo espe- cífico e a personalidade de cada um. O ourives ou designer que se

e a personalidade de cada um. O ourives ou designer que se propõe a tornar real

propõe a tornar real o sentimento de união do casal é cada vez mais pro- curado. Algumas empresas levam esse detalhe tão à sério que oferecem aos noivos um “dia de ourives” para que eles participem ativamente do processo de produção das alianças, sempre supervisionados por profis- sionais experientes. O resultado é cheio de história e único. Além disso, o designer persona- lizado com “a cara do casal”, muitas vezes tem mais valor que o próprio metal ou gemas utilizadas. A demanda é sempre grande e, mesmo sendo uma peça específica, pode ter diversos tipos de design e uma ampla variedade de materiais. Com certeza é um ótimo caminho a ser trilhado, cheio de idéias e inovações.

Bodas

O termo boda tem sua origem no latim "vota" que significa "promessa". É uma celebração de casa-

mento. A tradição surgiu na Alemanha, onde era costu- me de pequenos povoados, oferecer uma coroa de pra-

ta aos casais que fizessem

25 anos de casados, e uma de ouro aos que chegas- sem aos 50. Então, com o passar dos séculos, foram criadas outras simbologias. Quanto mais tempo de ca-

sado, maior é a importância

do material, que vai do mais

frágil ao mais valorizado.

a importância do material, que vai do mais frágil ao mais valorizado. 2 9 Revista Joias
a importância do material, que vai do mais frágil ao mais valorizado. 2 9 Revista Joias

29 Revista Joias & Design - Outubro 2014

Quer saber mais sobre como desenhar e produzir joias?

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