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Nione Torres 1 , Kellen M. Escaraboto Fernandes 2 . O AMOR E O CIÚME SOB

OLHAR “CLÍNICO” DA ANÁLISE DO COMPORTAMENTO.

A análise do comportamento compreende que falar de sentimentos pressupõe dizer tanto de uma relação organismo-ambiente, bem como de todo o conjunto de alterações produzidas neste organismo e todos os aspectos constituintes de tal relação: a filogênese (história da espécie), a ontogênese (história do indivíduo) e a cultura. No contexto analítico comportamental, os sentimentos são vistos como produto colateral em uma contingência de reforçamento. Isso significa que os sentimentos não têm status causal e nem assumem posição hierárquica em relação a outros produtos da contingência, como por exemplo, o comportamento publicamente observável. Dentro do contexto terapêutico, os sentimentos auxiliam na identificação das contingências atuantes na vida do cliente, e nesse sentido, cabe ao terapeuta se comportar como audiência não-punitiva estabelecendo um ambiente que propicie a expressão de sentimentos, a fim de que a reflexão e análise destes torne o cliente apto a identificar e descrever as contingências nas quais está inserido, ampliando assim, seu repertório para mudança. Este trabalho tem como objetivo demonstrar como a Clínica Comportamental analisa os sentimentos amor e ciúme como se dá a construção de tal repertório nos seres humanos.

Palavras chaves: análise clínica do comportamento, amor, repertório comportamental.

1 Mestre em Psicologia Clínica na área de Análise do Comportamento pela Pontifícia Universidade católica de Campinas. Psicóloga Clínica pelo IACEP Londrina. Endereço: Rua Farrapos, 111. Jd. Canadá. Londrina-PR. E-mail: nione@iacep.com.br

2 Especialista em Análise do Comportamento pela Universidade Estadual de Londrina e em Educação Especial pela Universidade Norte do Paraná. Mestranda em Neuropsicologia Clínica pela Universidad Miguel de Cervantes Espanha. Professora de Pós graduação pela Universidade Norte do Paraná e Psicóloga Clínica pelo IACEP Londrina.

O amor e o ciúme: intervenções terapêuticas.

Considera-se fato inquestionável, independentemente do momento histórico, social ou econômico da humanidade desde os tempos mais remotos até os dias de hoje, que os seres humanos precisam uns dos outros e isto adquire uma maior dimensão quando se refere a um estado sentido que se denominou de amor experiência afetiva idiossincrática e única para cada ser humano (Guilhardi, 2007). Assim, seres humanos anseiam por um relacionamento especial em suas vidas (uma pessoa que busca outra pessoa para estar ao seu lado “para o que der e vier”, que seja seu cúmplice, e que a defenda ou seja, que reforce seu comportamento a partir das contingências vivenciadas da/na própria relação). Enfim, relacionar-se tem um lugar especial na vida dos seres humanos saudáveis: é um vínculo maior, mais profundo e íntimo que qualquer outro.

Entretanto, estamos habituados como seres pertencentes a uma comunidade sócio-verbal, a ler, a ouvir e até a falar do amor em uma linguagem tanto de senso comum, quanto artística como religiosa, o que, talvez, torne um pouco árdua a tarefa de compreender mais profundamente sobre este estado sentido (o amor). Por outro lado, uma visão científica do amor à luz da Análise do Comportamento poderá nos dar esse suporte. Sabemos que a Análise do Comportamento está de mãos dadas com a Etologia e a Neurociência (ou seja, propõe-se o modelo de seleção do comportamento pelas suas conseqüências), dessa forma, o amor pode ser compreendido como sendo um aspecto do nosso comportamento selecionado pela história filogenética, ontogenética e cultural. Guilhardi (2007), neste sentido, acrescenta que a história filogenética é caracterizada como primeiro nível, ou seja, há a predominância de determinações genética e biológicas: os seres humanos mostram grandes semelhanças existência, portanto, do amor erótico, que é peculiar a todos os membros da mesma espécie. Num segundo nível, enxerga-se a história ontogenética: o amor se constitui a partir da história de desenvolvimento de cada pessoa em particular (experiências pessoais). Não há como negar: este segundo nível interage com o primeiro - o que resultará em padrões individuais únicos, que não se repetem. Ainda para Guilhardi (2007), será tal aspecto que fará com que as pessoas amem seres diferentes uns dos outros, assim como as farão reagir às peculiaridades um do outro de maneira bastante própria e com importante amplitude.

Já no terceiro nível, o cultural, observa-se a influência dos aspectos culturais na aprendizagem do amor. Assim, por exemplo, é possível citar que somente grupos culturais dispõem condições e proporcionam estratégias e conseqüências para desenvolver em seus membros sensibilidade pelo outro, como bem assinala Guilhardi (2007). O autor acima citado finaliza que o “amor pleno é composto pela interação equilibrada dos três níveis expostos”. Seqüenciando de forma similar este “olhar” sobre amor, Zortea, Machado e Borloti (2008), em seus estudos, vão explicitá-lo trazendo à tona, premissas oriundas de uma metodologia de ciência - ou seja, premissas estas distintas do senso comum, da religião e da arte. Para os autores acima citados, no que se refere à Análise do Comportamento atual, tais premissas são baseadas em três fundamentos de gênese epistemológica e que foram sintetizados por Owen (2003) como se segue:

“Monismo: tudo o que fazemos (pensar, sentir, dar nome ao sentir ou qualquer outra relação, mesmo aquelas as quais não sabemos que fazemos) é comportamento e tem uma natureza única, como todos os demais fenômenos da natureza, e simbolizar este tudoé uma forma especializada de comportamento social; 2) Contextualismo: o significado de um comportamento (como no caso de dizer Eu te amo, por exemplo) está nas condições que ocasionam o comportamento; 3) Contextualismo funcional: os comportamentos abertos (o dizer Eu te amo) e os encobertos (o sentir amor) são definidos em termos da sua relatividade funcional a outros eventos (estar junto, compartilhar idéias, sentir tesão, etc.) em um contexto cultural e histórico específico (Owen, 2003)”.

É possível agora nos “aprofundar um pouco mais no amor”. Skinner (1969/1991, p.3) discute sobre esse sentimento ao abordar o papel que os sentimentos tem na Análise do Comportamento afirmando que quando alguém diz “Eu o amo” é o mesmo que fazer uma descrição total do que sente em uma relação que poderia ser descrita como “você reforça meu comportamento e, assim, me dá prazer”, pois a relação entre ambiente e organismo, e não a pessoa que se comporta, que é fortalecida (reforçada, por assim dizer).

Evidentemente existem propriedades reforçadoras no amor. Tais propriedades foram denominadas por Skinner (1985/1987) de prazer e de fortalecimento. Ambas são sentidas como diferentes e concomitantes:

“Sentir prazer não é sentir a inclinação que nos leva a agir como um amante; e quando emitimos novamente os operantes que foram reforçados no início de uma relação amorosa, por exemplo, não sentimos o mesmo prazer que sentimos no momento em que o

reforçamento ocorreu. Se pessoas que se amam se comportam em função de estarem juntas ou de evitarem a separação é porque seus comportamentos são mantidos por conseqüências reforçadoras, ou seja, por conseqüências que aumentam a probabilidade de essas pessoas se comportarem novamente em função de estarem juntas e de sentirem prazer ao estarem juntas. Qualquer análise do amor que desconsidere qualquer um desses efeitos será incompleta. Um sujeito amante não é sujeito porque sente ou porque age como um amante. Ele sente e age como amante, em última instância, como produto da sua própria interação, já que o amante ‘não é um expectador indiferente a absorver o mundo como uma esponja’ (Skinner, 1974/1982, p. 67). Em síntese, como um sentimento, o amor-prazer sentido por um amante é tão importante quanto a própria alteração do seu comportamento e a consequência que produz na pessoa amada. É tudo isto o que nos leva a chamá-lo de amante (e aqui inclui o dizer ‘Eu te amo’)” (ZORTEA, MACHADO, BORLOT, 2008).

A despeito destas questões, ainda ressalta-se que a comunidade verbal, notadamente, dá nome aos sentimentos, e o faz sem que haja evidências empíricas e ou funcionais, com a finalidade de atribuir nomes de sentimentos aos estados corporais. Dessa maneira, amor se torna “sentimento” quando se nomeia um estado corporal sentido em contingências de reforçamento específicas. Na verdade, as contingências é que são relevantes uma vez que o estado sentido em um contexto pode se assemelhar ao estado sentido em outro por exemplo, a palpitação é sentido na paixão e no medo. A Análise do Comportamento nos confere que denominar amor um estado sentido ocorre porque no decorrer da história de vida o comportamento de nomear esse estado corporal nessas contingências específicas foi e é reforçado pela comunidade verbal.

A seguir, citações de pessoas que estão em processo psicoterápico em que se é possível observar tais considerações, ao mesmo tempo em que se observam citações de poetas sobre este mesmo sentimento quando as pessoas vivenciam o estado sentido que chamamos de amor:

CLIENTE:

“Eu queria poder vincular uma coisa dessa: estou no meu melhor momento; por que não pode ser mais divertida essa procura? Por que tanta frustração nos encontros? Teria que ir sem expectativas! É isso? Mas como? Afinal, me explica, o que é o amor? Acho que não sei jogar esse jogo! Cada vez mais me convenço disso!

(35 a. assumiu

Gente, eu quero alguém para eu amar recentemente sua homossexualidade)

para me amar

“Na vida e no amor, não temos garantias Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar Nem todo beijo é para romancear

E nem todo sexo bom é para descartar (Trenelly, B. 2008)

ou

se apaixonar

ou

se culpar!!”

CLIENTE:

“Estou feliz sozinho

Algo leve

que não preciso de tantos conflitos por tão pouco

que amo! Acho que isto não é amor não

amor que seja bom para mim!” (Sexo M. 23 a. “ficando”).

quietinho

Eu procuro um amor que eu nunca encontrei

Eu descobri nestes dois últimos anos

provando

Eu quero o que Frejat fala: “procuro um

ficar

indo atrás

ficar

nada pesado

Que me dê paz

“O amor é uma demanda da terra, é o profundo desejo de vivermos sem linguagem, sem fala, como os animais em sua paz absoluta. Queremos atingir esse “absoluto”, que está na calma felicidade dos animais” (Trenelly, B. 2008).

CLIENTE:

“Ele tem me procurado, mas quero amor

fazer tudo o que ele queria (nem acredito, hoje, no que eu fazia)

E eu achava que aquilo era amor Amor para mim é muita conquista

nem sei se o que sinto é amor um namoro há 3 meses).

não quero apenas transar

Aceitava

Era sexo

sexo Agora tanto faz

acreditei no amor dele!

precisa ser terno, ter muita conversa. Hoje já

(Sexo F, 25 a. terminou

Parece que só tinha sexo

O “

amor sonha com a pureza,

Sexo precisa de pecado

) (

O amor tem jardim, cerca, projeto. O sexo invade tudo isso.

Amor é uma construção

Amor fala muito

Amor é prosa (Jabor, 2004)

sexo

grita, geme, ruge, mas não se explica.

Sexo

é poesia

CLIENTE:

“Será que ainda amo meu marido? Nossa: explodi com ele esta semana! Tive

tanta raiva dele

pode pensar isso de mim! Como somos diferentes! Como tudo dói! A gente tem que aguentar, me responda?” (Sexo F. 42 a. casada há 15 a., padrão sócio-cultural inverso do marido e provedora economicamente da família).

Deus, como ele

tanto

ódio!

Agora

passou! Vou lhe contar

Meu

“Gostar dói

Você convive com outro ser, um outro mundo, um outro universo ” (Jabor, A. 2007)

Muitas vezes você vai sentir raiva, ciúmes, ódio, frustração. Faz parte.

CLIENTE:

“Hoje tenho pena dele

me separei emocionalmente dele faz tempo

eu

sei

disso!

Você tem razão! Eu sempre tive esperanças de que ele ia mudar.

Tentei

mas

tentei

tentei

tanto!

Amei muito este homem!

Lembro-me que já

tinha 5 a. de casada e ainda quando ouvia o barulho do carro dele entrando na

garagem, meu coração disparava de tanta alegria

sem me olhar

Fui

Ele entrava, passava por mim

voltava

e perguntava o que eu tinha feito para ele comer

perdendo a admiração por ele

recentemente separação).

(Sexo F. 50 a., 27 anos de casamento, pediu

“Em meu coração congelado, Fragmentos de amor, Pelo tempo levados. Saudades de tais que quais nunca me pertenceram. E em silêncio compreendo O porquê de tanto gelo”. (Araújo, K. 2008)

Embora as falas dos clientes e as dos poetas apresentam-se didaticamente separadas, as mesmas demonstram importantes similaridades, e, que pautam aspectos até aqui discutidos:

a) quando o ser humano é interrogado qual o sentido do amor, ele naturalmente irá

buscar as contingências responsáveis por um sentido que tem significado no sentimento de amor. Dessa maneira, segundo Zortea, Machado & Borloti (2008), pode-se constatar:

“O significado do sentimento de amor está nas contingências de reforçamento verbais ao longo dessa história e é definido por situações específicas para estados corporais específicos, diferenciadas pelos antigos gregos em três palavras: Eros, Philia e Ágape, as quais descrevem contingências relevantes de seleção, não só da seleção natural, mas também da seleção por conseqüências durante o reforçamento operante que ocorre em dada cultura (Skinner, 1989/1991). Assim, a forma verbal genérica ‘Eu te amo x’ pode ter implicações românticas, éticas e políticas, a depender do ‘x’ envolvido” (ZORTEA, MACHADO, BORLOTI, 2008).

b) quando se fala de amor está, na verdade, se referindo a um misto, e ao mesmo tempo,

a uma somatória de sentimentos que vêm e vão ininterruptamente. Certamente, pode-se assim identificar uma lista completa e interminável deles. Á medida que a relação vai sendo construída, os parceiros conhecerão e aprenderão:

“momentos de ternura e de aspereza; de alegria e de tristeza; de proteção e de abandono; de aconchego e de raiva; de tolerância e de incompreensão; de aceitação e de rejeição; de aproximação e de esquiva; de segurança e desconfiança; de intimidade do corpo e do emocional e de enfado; de desejo e de repulsa; de prepotência, de

(GUILHARDI, 2007;

humildade, de dependência, de cumplicidade TORRES, 2008)

c) ainda, quando se fala de amor é possível discriminar que é nessa tão desejada

intimidade especial que o comportar-se no amor está sendo aprendido pelo ser humano, assim como estarão interagindo, ao mesmo tempo, em tal construção tanto o modelo de amor que a pessoa aprendeu a partir de suas primeiras experiências (ou seja, sua própria história de contingências), quanto as contingências vivenciadas na própria relação naquele momento em que ela está ocorrendo (Guilhardi, 2007).

Na verdade, constata-se que a aprendizagem do amor vai acontecendo, se mantendo, se desenvolvendo, segundo estudos de Guilhardi (2007), e finalmente, se fortalecendo sem que, muitas vezes, o parceiro discrimine a relação contingencial que está relacionada ao desenvolvimento do padrão comportamental. Por certo, nesse contexto (ao mesmo tempo, processo) surgirão conflitos e com eles uma ampla variabilidade comportamental dos parceiros envolvidos, que vão desde simples dificuldades de entendimento - de comunicação ou de idéias, por exemplos no

relacionamento até sua própria ruptura. Evidentemente estarão, ao mesmo tempo,

emergindo comportamentos de desamparo, dor, tristeza, ansiedade, raiva, medo, solidão (entre tantos outros) que tornarão, à medida que se mantém e se prolongam, o vínculo vulnerável ou até mesmo construtivo. Por outro lado, pessoas que experienciam relações afetivas de perfil construtivo:

a) discriminam que a perfeição não faz parte do universo dos humanos;

b) dispõem a desenvolver habilidades:

empatia (aprender a se colocar no lugar do outro);

assertividade (expressar sentimentos e pensamentos, saber dizer não);

flexibilidade de pensamento e de ações;

dar suporte emocional (dar “colo”em fases difíceis do processo de viver);

aceitação, compaixão, acolhimento, comprometimento, parceria, humildade e identificação, com vistas a tornar o relacionamento saudável e reforçador, promovendo, consequentemente, uma maior descoberta do parceiro e de si mesmo.

Abaixo, são apresentados de forma sucinta e objetiva alguns comportamentos que fazem parte das habilidades acima citadas, e que, a partir de sua aprendizagem na relação amorosa, conseqüências extremamente reforçadoras poderão advir e tornar o vínculo uma fonte de crescimento, bem-estar emocional e maturidade:

Estabelecer, com clareza, os próprios limites ao parceiro(a);

Aceitar os limites descritos por ele(ela);

Expressar claramente o que sente, sem esperar que o outro adivinhe seus pensamentos;

Aprender a agradecer as gentilezas e aprender a retribuir gestos de carinho;

Ficar atento às idiossincrasias e respeitá-las;

Negociar quando houver interesses divergentes;

Indagar o outro sobre seus desejos e suas vontades;

Demonstrar comportamentos de apreciação no comportamento da pessoa;

Comportar-se de forma que fique claro ao parceiro(a) o quanto a companhia dele(a) é prazerosa;

Demonstrar interesse pelos projetos e atividades dele(a);

Planejar atividades com amigos de ambos (juntos ou separados);

Comportar-se cordialmente ao receber os amigos do outro;

Respeitar a necessidade de momentos de solidão (sua e do outro ainda que estes não ocorram simultaneamente);

Diante de brigas e conflito comportar-se de maneira que não se arrependa no dia seguinte (lembre-se de que a raiva passa, a mágoa fica);

Ter seus próprios interesses e amigos independentes do(a) parceiro(a);

Comportar-se de forma respeitosa com relação aos amigos e interesses do outro ainda que independentes dos seus.

Cabe ao terapeuta discriminar se o cliente possui estas habilidades, uma vez que muitos indivíduos apresentam dificuldades para amar o que significa que tais comportamentos precisam, em primeiro lugar, serem aprendidos na relação terapêutica, que também é uma relação de intimidade. O resultado dessa construção deve trazer ao relacionamento uma relação de intimidade criando condições, assim, para a aceitação de sentimentos e emoções, para flexibilização de controle verbal, como também, para ampliação de um espaço para que novos comportamentos sejam construídos e/ou reconstruídos aqueles existentes. Desse vínculo surgirá, certamente, um clima de confiança, respeito, honestidade e compartilhamento propiciando um processo de determinação recíproca ou seja, terapeuta e cliente são mutuamente tocados pelos efeitos dessa interação (Braga e Vanderberghe, 2004). Enfim, a realidade dos versos de Mário Quintana: “Não existem príncipes nem

princesas. Amor não é se envolver com a ‘pessoa perfeita, aquela dos nossos sonhos. Encare a outra pessoa de forma sincera e real, exaltando suas qualidades, mas sabendo também de seus defeitos. O amor só é lindo quando encontramos alguém que nos transforme no melhor que podemos ser”. Destaca ainda que “um casal feliz é aquele

feito de dois bons perdoadores. O amor não te fazer dizer ‘a culpa é

‘me perdoe’. O amor não te faz compreender o outro, te faz tentar sentir a diferença, te

’, mas te faz dizer

faz colocar-se no lugar do outro”. Assim como o amor, o ciúme também é um fenômeno universal e humano, constituído a partir de fatores que ocorrem no passado do indivíduo e que repercutem em sua vida adulta, podendo ser compreendido de diferentes formas, de acordo com cada cultura (Buss, 2005).

O comportamento de enciumar-se é uma queixa comum na Terapia Analítico

Comportamental. Tal assunto faz-se relevante considerando que o ciúme permeia

importantes questões ligadas à atividade do psicólogo, especialmente na terapia

individual e de casais, na terapia infantil, na compreensão e intervenção diante da

violência doméstica e até na atuação nas organizações.

Análises e considerações sobre ciúme respaldadas na Análise do

Comportamento já foram feitas por Costa (1998/ 2005), Parriot (1991) e pelo próprio

Skinner (1948/1976; 1969/1984).

“Na obra “Contingências de Reforço”, Skinner (1969/1984) analisa o ciúme partindo do exemplo de Otelo, personagem de Shakespeare. Skinner afirma que o comportamento ciumento emitido por Otelo, de matar a esposa sufocada, é constituído tanto de respostas emocionais públicas quanto privadas ou encobertas, chamando atenção para o fato destas respostas (públicas e privadas) não possuírem relação de causalidade entre si. Sugere que a emissão de uma resposta emocional operante (sufocar) pode ocorrer conjuntamente a outras respostas emocionais (por exemplo, raiva da esposa “infiel”). Uma consequência provável da resposta de sufocar a esposa é que ela pode eliminar a própria fonte de reforçadores pela qual o indivíduo ciumento estava competindo. Embora ao longo do capítulo Skinner (1969/1984) também use o termo sentimento para referir-se às emoções, identifica-se que ele as denomina especificamente de respostas. Em síntese, para Skinner, o ciúme é um comportamento composto de diferentes respostas emocionais. Tal compreensão pouco contribui para diferenciar o ciúme de outros fenômenos”. (COSTA E BARROS, 2009, p. 137)

A Análise do Comportamento, ao falar de sentimentos e/ ou emoções, aponta

para uma relação organismo-ambiente e todo o conjunto de alterações incondicionadas

e/ou condicionadas (à partir do condicionamento operante e respondente) produzidas

nesse organismo, bem como os aspectos que constituem tal relação (a filogenia, a

ontogenia e a cultura).

Nesse sentido, Skinner (1995, 1989) enfatiza:

Os terapeutas comportamentais atribuem o que é feito a dois tipos de conseqüências seletivas: comportamento inato à seleção

natural e comportamento aprendido ao reforçamento operante.

) (

não é só uma resposta das glândulas e dos músculos lisos, mas também uma probabilidade reduzida de movimento em direção ao objeto temido e uma alta probabilidade de afastamento dele. O lado operante da raiva é uma probabilidade maior de causar dano a alguém e uma menor probabilidade de ser agradável. Enquanto o estado corporal resultante de condicionamento respondente é usualmente chamado de sentimento, o estado resultante do condicionamento operante, observado pela introspecção, geralmente é chamado de estado da mente” (p. 103-104).

Existe, por exemplo, um lado operante na emoção. O medo

O comportamento de enciumar-se, no nível filogenético, pode ter sido

selecionado em função de vantagens evolutivas para espécie. No nível ontogenético

obedece à história de vida de cada indivíduo e aos processos envolvidos na instalação

e/ou manutenção do comportamento de sentir ciúme. Em nível cultural, Costa (2001)

ressalta os valores vigentes em sociedades capitalistas, como exclusividade e

competição, que contribuem para a ocorrência de comportamentos ciumentos, bem

como outras conseqüências reforçadoras, uma vez que, comportar-se apresentando a

classe de respostas denominada como ciúme em algumas culturas é indicativo da

representação do comportamento denominado amor.

Costa (2005) cita autores contemporâneos como Menezes e Castro (2001), os

quais entendem o ciúme como um sentimento que ocorre em uma situação que sinaliza

possibilidade de perda de reforço “para outro indivíduo, podendo envolver a emissão de

respostas coercitivas que visam evitar esta perda e a produção de consequências

reforçadoras e/ou punitivas para o comportamento dos indivíduos envolvidos”.

Diante dos aspectos expostos acima, pode-se compreender o ciúme levando em

consideração algumas perspectivas, quer sejam, o ciúme pode ser compreendido como

um comportamento privado e, como um comportamento, deve-se recorrer ao modelo de

seleção por conseqüências, sendo produto de condicionamento respondente e operante.

Enquanto evento comportamental privado, pode controlar operantes públicos

(interrogar, seguir a (o) parceira (o), dentro outras classes de comportamentos) e esta

sujeito a regras sociais.

O ciúme romântico pode ser organizado a partir de um comportamento onde

ocorre a interpretação de um estímulo como sendo um aviso que vai perder o objeto

reforçador e, portanto, o parceiro passa a emitir todos os operantes para evitar a perda

dos reforçadores (geralmente respostas aversivas e agressivas modeladas por contingências na historia de vida da pessoa) e respondentes pareados a processos de extinção que o organismo já tenha sofrido anteriormente. Desta forma, pode ser considerado um problema quando as conseqüências produzidas pelas relações funcionais produzem eventos que sejam ao mesmo tempo aversivos e contingentes. Banaco (2005) citado por Costa (2005) faz uma análise interessante do ciúme romântico partindo dos significados de ciúme encontrados no dicionário Novo Aurélio (Ferreira, 1999). O ciúme é apresentado como um fenômeno que se relaciona ou é sinônimo de amor, cuidado, posse, suspeita ou certeza da infidelidade, competição, rivalidade, inveja e medo da perda. Também destaca a falta de habilidade do indivíduo ciumento, da habilidade maior do concorrente (rival), da falta de controle sobre a posse nas afeições e/ou da infidelidade. Sugere que o ciúme seria uma emoção social (provavelmente em contraposição às emoções básicas ligadas especificamente à filogênese) como o amor, por envolver contingências sociais. Diante das definições expostas acima pode-se perceber o quanto este comportamento pode produzir contingências tanto aversivas quanto reforçadoras. Quando chegam a terapia, os clientes que apresentam dificuldades de relacionamento afetivo ou interpessoal, esperam que o terapeuta lhes forneça ferramentas para resolver as suas dificuldades. É comum atribuírem estes problemas aos comportamentos das outras pessoas, apresentando dificuldades para analisar as relações funcionais entre os comportamentos e as variáveis ambientais que os determinam. A cliente A, 24 anos, sexo feminino chega a terapia relatando estar casada há, aproximadamente, um ano. Chora muito na primeira sessão e diz para a terapeuta que este é o seu último recurso antes do processo de separação. Quando questionada sobre a queixa afirma “ser extremamente ciumenta” e relata que faz inúmeras perguntas ao parceiro, liga diversas vezes durante o dia e, quando ele não atende fica insistindo até que o faça. Também conta que tem o proibido de sair com amigos, que as brigas e choro são freqüentes e que já houve episódios em que aconteceram agressões verbais e físicas. Relata que o que a motivou a procurar a terapia foi a última briga do casal, na qual atirou-se do carro em movimento.

Ao ser questionada sobre a história do relacionamento conta que sempre se comportou desta forma, porém com menor intensidade. O parceiro, diante de seus comportamentos, tentava amenizar a situação dizendo que a amava e brincava dizendo

que ela “ficava linda ciumenta”. Ele também reforçava o comportamento da cliente destacando que ela não precisava se preocupar e que jamais a trocaria por ninguém”.

Quando mudaram as contingências e o comportamento da cliente aumentou em intensidade e frequencia o parceiro passou a responder de forma diferencial, fingindo que não a estava escutando, tentando “ignorar todo o jogo agressivo e manhoso” (sic). Sob condição de procedimento de extinção a cliente passa a apresentar variabilidade, a fim de que o reforçador fosse novamente apresentado (brigas intensas). Tal condição acabou sendo fortalecida pela intermitência apresentada pelo esposo, o qual também não sabia como responder a situação.

Uma analise funcional do caso pode ser apresentada em forma de tabela:

 

AS

CR

SC

   

Controlar seu objeto

 

PRIMEIRO MOMENTO

Sensação de medo, angustia e ansiedade

Sensação de não receber atenção desejada de seu objeto de posse

de posse (manipular, possuir e alienar)

Cuidar para que não se perca seu objeto de posse

Atenção do objeto de posse

Aumento da necessidade de preservar seu objeto de posse

Necessidade de preservação do objeto de posse

Sentir-se culpado por ter feito algo de errado para seu objeto de posse

SEGUNDO MOMENTO

TERCEIRO MOMENTO

Aumento da necessidade de preservar seu objeto de posse

Quaisquer respostas que façam com que o objeto de posse continue dando atenção para o sujeito (choro, ligação telefônica, ameaças)

Invadir e desrespeitar o espaço do objeto de posse

Suspeita de

rivalidade

A situação se agrava quando é nítida a superior capacidade de atração de outrem em relação ao objeto de posse

A situação se agrava;

Sensação de inferioridade e incapacidade de lidar com a situação;

Brigas, choros, agressões físicas e verbais;

Iminência da

separação;

É importante destacar que na, história de contingências da cliente, seu pai traiu a sua mãe, o que concomitou em separação conjugal. A mãe, por sua vez, relatava a cliente que o mesmo tinha acontecido porque ela “não cuidou direto do marido”, não discriminando para a mesma o que seria este cuidar (dar atenção, produzir conseqüências reforçadoras positivas).

A partir do exposto acima, pode-se apresentar algumas intervenções propostas acerca do comportamento da cliente. A análise funcional foi o ponto de partida para o entendimento do problema. Sturmey (1996) afirma que o terapeuta precisa entender o

propósito do comportamento para a pessoa, o que necessariamente implica em análises funcionais mais amplas que tentem relacionar funcionalmente todo o repertório ou pelo menos boa parte dele. Assim fez-se necessário entender a função do relacionamento e dos comportamentos de ciúmes dentro da história de aprendizagem; quais foram seus modelos e como aprendeu sobre o que é um relacionamento e como o casal aprendeu a se relacionar, destacando pontos em que apresentam problemas e condições reforçadoras positivas. Outro ponto de destaque foi o estabelecimento de reforço diferencial para relatos que descreviam contingências e sentimentos. Conforme sugerem Banaco (1999) e Silvares e Gongorra (2005), o terapeuta deve fortalecer descrições mais acuradas, modelando descrições que contemplem os elementos da tríplice contingência. Também foi necessário quebrar regras e autoregras como, as citadas pela cliente, em que acreditava que “o ciúme apimenta a relação”. Alguns autores (Matos, 2001; Meyer, 2005; Nico, 1999) destacaram que as autoregras formuladas ao longo da história de exposição às contingências podem fazer com que a pessoa comporte-se de maneira incoerente com as contingências em vigor. Uma forma eficaz de quebrar tais regras é colocar a cliente sob controle das contingências, principalmente das conseqüências (ganhos e perdas) correlacionadas ao seu comportamento. Foram estabelecidas assim novas regras como “apimentar a relação através do cuidado, carinho e bom relacionamento sexual.” É importante destacar a necessidade do cuidado que o profissional deve apresentar ao expor o cliente as contingências da relação, uma vez que uma contingência não exerce controle pela sua simples presença. É necessário uma história de reforçamento que a estabeleça como estímulo antecedente e para que, consequentemente, sejam produzidos reforçadores. O favorecimento de autoconhecimento da cliente ajudou- a a entender seu padrão comportamental, uma vez que o resgate da sua história fez com que ela compreendesse o quanto respondia as regras e generalizações estabelecidas ao longo da sua vida. Também auxiliou na ampliação de repertório adequado. Segundo Skinner (2004/1974) uma pessoa pode saber que “está fazendo alguma coisa”, “que tende a fazer alguma coisa”, “que fez alguma coisa” ou “o porquê de ter feito alguma coisa”. Neste sentido, perceber o próprio comportamento pode ser útil ao tentar mudar. Diante dos aspectos acima expostos pode-se perceber a condição de mudança da cliente a qual passou a ficar sob controle de eventos positivamente reforçadores. Tais eventos, atuando como conseqüências positivas contribuíram para o

fortalecimento e ampliação do repertório íntimo do casal, o qual passou a responder a contingências naturais da relação. A diminuição da freqüência de comportamentos pertencentes a categoria comportamental “enciumar-se, tornou possível a aquisição de novos padrões comportamentais, incluindo respostas de cuidado e afeto de um para com o outro.

O amor e o ciúme: falando sobre sentimentos.

Pode-se perceber ao logo da explanação que, tanto em uma sessão de terapia

quanto na vida, o amor e o ciúme podem ser dois assuntos amplamente discutidos. As

pessoas comportam-se, influenciam-se mutuamente e ao falarem sobre sentimentos os

relatos geralmente são genéricos e não descrevem com precisão as contingências

relacionadas, principalmente porque é comum, aprenderem a nomear o sentimento e não

as relações que estabeleceram tal comportamento.

Neste contexto pode-se perceber que ao terapeuta cabe ensinar aos clientes que

“sentir é comportar-se. Fundamentado na definição de comportamento proposta por

Skinner (1938/1991), o qual aponta que “comportamento é a parte do funcionamento do

organismo que está engajada em agir sobre ou ter intercâmbio com o mundo externo”,

pode-se entender junto do cliente que sentir é uma ação que estabelece uma relação, a

qual engloba o ambiente e não simplesmente é causado por ele.

Os sentimentos amor e ciúme, portanto, estão correlacionados a tal definição,

uma vez que podem ser considerados classes de respostas diante de determinados

estímulos, o que foi denominado por Skinner (1938, 1991) de comportamento operante.

Outro ponto que mereceu é a condição de que tais comportamentos, por serem

operantes, não acontecem a despeito do contexto em que o indivíduo está. Com o

tempo, passam a ocorrer somente em determinadas situações (emissão de respostas que

produzem reforçadores) e podem aumentar sua intensidade e freqüência de acordo com

o contexto de cada indivíduo.

Desta forma, o terapeuta

Também pode-se observar que falar sobre sentimentos na Terapia Analítico

Comportamental é relevante da perspectiva que a maioria dos clientes, quando chegam

para um tratamento, acreditam que o amor ou o ciúme esta relacionado a “aquilo que

ocorre dentro da pele de uma pessoa” (Skinner, 1953/ 1965) e acabam justificando seus

comportamentos a essas causas internas, sendo comuns os relatos “eu só briguei com

ele porque fiquei com raiva” ou “eu tenho ciúme porque o amo”.

Para a Análise do Comportamento, a emoção não é um estado do organismo ou

justificativa para as ações. Skinner (1953/ 1965) destaca que é uma alteração em um

conjunto amplo de comportamentos e de operações ambientais. Este conjunto amplo

envolve a interação entre comportamentos respondentes e operantes, os quais estão sob

controle de uma classe de estímulos (antecedentes ou conseqüentes) e, tais estímulos

eliciam, portanto, respostas. No caso das emoções, as respostas respondentes estão sob

controle dos músculos lisos e glândulas e um episódio emocional refere-se a relação

entre eventos ambientais e todas as alterações em um conjunto amplo de diferentes

classes de respostas (Skinner, 1953/1965).

Outro ponto que mereceu destaque foi o cuidado que deve ser tomado em

relação as descrições dos clientes, uma vez que um episódio corporal pode ter diferentes

nomes, de acordo com cada cultura e história de contingências de cada indivíduo, ou

seja, “o mesmo nome pode ser usado sob controle de diferentes contingências”

(Thomaz, 2011).

Fundamenta-se tal aspecto em Darwich e Tourinho (2005), os quais sugerem

que a definição ou nomeação de um episódio emocional deve ser produto não só da

discriminação de condições corporais como também da relação de contingência entre os

estímulos e as respostas.

Diante do exposto, pode-se observar o quanto as emoções que aparecem

descritas na clínica, as quais chama-se episódio emocional implicam em “condições

ambientais que alteram o organismo como um todo de tal forma que há uma interação

entre o comportamento operante e respondente” (Skinner, 1953/1965).

Assim a condição do cliente assumir a terapia passa a ser estabelecido (em

contexto clínico e mais tarde generalizado para outros ambientes) como condição de

assumir responsabilidade pelo “que” e “como” se comporta, ou seja, o cliente torna-se

autor da sua própria mudança.

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