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20, 21 e 22 de junho de 2013 ISSN 1984-9354
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ISSN 1984-9354

ANÁLISE COMPARATIVA ENTRE AS NORMAS REGULAMENTADORAS - NR’S E A OHSAS - OCCUPATIONAL HEALTH AND SAFETY ASSESSMENT SERIES

Hermom Leal Moreira (UNIC - Universidade de Cuiabá) Joseph Herondino Rodrigues Rosa (UNIC - Universidade de Cuiabá)

Resumo A Gestão de Segurança do Trabalho deve ser contínua no ambiente laboral e as normatizações regem e estabelecem obrigações a respeito das condições de segurança nas quais os trabalhadores devem exercer suas atividades, cabendo às organizaçõees implementar ações que visem o estabelecimento de boas condições de Segurança e Saúde do Trabalho - SST , logrando êxito no atendimentos de indicadores de desempenho de Programas de Gestão atuando de forma competitiva e responsável. Este artigo visa analisar comparativamente as diretrizes das Normas Regulamentadoras instituídas pela Portaria nº 3.214, de 08 de Junho de 1978 do Ministério do Trabalho, com a norma internacional OHSAS - Occupational Health and Safety Assessment Series - Sistema de Gestão da Segurança e Saúde no Trabalho.

Palavras-chaves: Normas Regulamentadoras (NR’s), OHSAS, Segurança e Saúde no Trabalho.

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1. INTRODUÇÃO

A implantação de sistemas de gestão trazem como benefício imediato a identificação de falhas que podem ser utilizadas para a prática de ações corretivas e futuras implementações bem como incorporam em seu escopo o atendimentos à legislação vigente em termos de segurança e saúde no trabalho, produção de produtos com qualidade e certificação, que tanto no mercado nacional como no mercado internacional. Com isso foram criadas regras de norteamento que, constantemente atualizadas, tornaram-se normas padronizadas, tais como:

OHSAS 18001 internacional e NR - Norma Regulamentadora - 1 a 35 nacionais e como existem no momento várias normas em vigor (nacional e internacional), torna-se necessário escolher a referência técnica na qual se deseja trabalhar visando atender especificamente as demandas produzidas e, com isso, deixar tanto o profissional quanto o cliente cientes da matriz normativa que deverá ser seguida. Araújo, Santos e Mafra (2006) consideram que para implementação do Sistema de Gestão de Segurança e Saúde no Trabalho, também é importante conhecer os níveis de desempenho em relação à Segurança e Saúde no Trabalho que as organizações podem apresentar, visto que o propósito básico do sistema é atuar sobre esse desempenho e concordado com análises como esta o presente estudo tem como escopo apresentar características e semelhanças entre as normas supracitadas, podendo servir como parâmetro para analise e atendimento as questões legais de ordem previdenciária e trabalhista evitando- se sobreposição e retrabalho de atividades e ações que são correlatas.

2. Sistemas de Gestão e Legislação Laboral

Atualmente existem normas de nível nacional como também normas a nível internacional que norteiam a qualidade e a certificação principalmente para empresas que procuram expandir seu mercado de atuação e encontram desafios não só em bem cumprir as normas nacionais, bem como, em satisfazer o cumprimento das normas internacionais, visando uma maior competitividade.

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Partindo do principio de que se intervir nas causas e não nos efeitos, conforme descrição de Falconi, os administradores dos sistemas de gestão em segurança e saúde do trabalho ganham mais responsabilidades, principalmente pelo dever de praticar o prevencionismo, no processo e na gestão focada na produtividade segura. Pois na medida com que se reduzem os custos com ações corretivas, ou seja, atacam as causas de forma preventiva, os custos e perdas decorrentes dos mesmos tendem a ser reduzido de modo proporcional. No momento em que procede ao cotejamento entre as diferentes normas, é importante orientar as empresas no esforço contínuo de cumprir com suficiência os requisitos dos programas, visto as características estritamente técnicas de uma em relação à outra, buscando-se assim o vislumbre de uma plataforma comum para as ações dos gestores dentro das ações a serem executadas.

3. Gestão de SST Segurança e Saúda no Trabalho

Atender aos requisitos legais de saúde e segurança, regidos pela Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) e Normas Regulamentadoras que tratam de Segurança e Saúde ocupacional é vital para as organizações conforme Araujo (2006) e o conhecimento das normas regulamentadoras geralmente fica restrito aos profissionais das áreas de engenharia de segurança e/ou jurídica das empresas devido às características do próprio sistema de gestão que oferece de forma genérica dispositivo para o cumprimento de exigências legais. A comparação sistemática entre a norma nacional e a norma internacional facilitará o alcance de melhor nível de entendimento dos envolvidos nas gestão do programas de gestão em estudo. O gestor que além de ter o dever de possuir o conhecimento técnico e da legislação em saúde e segurança, mas, também um perfil com conhecimento dos processos de trabalho, das legislações trabalhista, previdenciária e ambiental brasileira e estrangeira, e, principalmente com cultura de gestão.

4. Comparativo entre OHSAS E NR’s

Buscou-se demonstrar a existência de termos, atividades e ações correlatas entre os itens legais a serem cumpridos pelas empresas no quesito laboral e nas diretrizes da norma OHSAS buscando assim deixar identificar estes itens para que os resultados obtidos nas ações

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possam ser possam ser compartilhados e utilizados nos diversos instrumentos que exijam ou venham exigir ações semelhantes entre si. Com isto, é possível implementar uma gestão eficiente e eficaz a ser realizada de modo a atender não somente os objetivos das múltiplas áreas e setores da organização, mas também os dos órgãos de fiscalização. Campos (2004) descreve bem a relação entre as pessoas e o meio organizacional quando ele descreve que uma empresa é uma organização de seres humanos:

e para atender a esta

necessidade de sobrevivência é que o ser humano se organiza em

, portanto, uma

empresa é uma organização de seres humanos que facilitar a luta pela

“Nós, seres humanos, precisamos sobreviver

indústrias, hospitais, escolas, prefeituras,

sobrevivência de outros seres humanos”.

De modo geral a gestão organizacional é um conjunto de elementos inter-relacionados, interatuantes e interdependentes, utilizados no planejamento, operações e controle das atividades. Comparar a norma internacional OHSAS com a nacional NR: normas estas que servem à qualificação e à certificação das empresas. A OHSAS (Occupational Health and Safety Assesment Series Série de Avaliação da Segurança e Saúde do Trabalho) é um conjunto de diretrizes criadas e publicadas em resposta às necessidades das empresas internacionais que visavam padronizar e certificar suas empresas a nível global. Estando em sua 2º edição, as diretrizes hoje atingem o nível de norma internacional para avaliação e certificação de sistemas de gestão. A NR (Normas Regulamentadoras) é uma série de normas criadas para regulamentarem e fornecerem orientações sobre procedimentos obrigatórios relacionados à segurança e medicina do trabalho no Brasil. A primeira NR foi criada na década de 80 e atualizada e revisada conforme o surgimento das necessidades atuais, existindo hoje 35 NR’s. Utilizando o método comparativo buscou-se demonstrar entre as normas OHSAS e NR’s o grau das diferenças complexas entre ambas, citando o item da OHSAS e o assunto correspondente nas NR’s demonstrando suas diferentes aplicabilidades. A OHSAS: 18001- 2007, em si está subdividida em itens, os mesmos foram utilizados para a sua comparação replicando trechos importantes e comparando-os com a NR de assunto correspondente.

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5. Análise comparativa

A análise dos itens abaixo visa mostrar em que sentido as normas se correlacionam observando-se a partir da norma internacional os itens aplicáveis nas NR’s. É importante notar que este estudo pode ser utilizado em futuras discussões sobre a criação de uma norma regulamentadora específica de gestão de segurança do trabalho que venha operacionalizar a aplicação de todas as demais NR’s, uma vez que atender integralmente a todos os requisitos das NR’s via OHSAS, constitui-se em uma tarefa hercúlea, e a análise do custo benefício deste tipo foge ao escopo deste estudo.

5.1. OHSAS: Item 1 Escopo

Esta norma da Série de Avaliação da Segurança e Saúde Ocupacional (OHSAS) especifica requisitos para um Sistema de Gestão da Segurança e Saúde Ocupacional (SSO), permitindo a uma organização controlar os riscos e melhorar seu desempenho em SSO.

No 1º item da norma OHSAS que trata do objetivo e campo de aplicação da mesma, percebe-se que ela possui o caráter de sugerir o que é apropriado à empresa do que uma obrigar aos que dela se servem, podendo ser ou não adotada por qualquer empresa que almeja uma certificação - a nível nacional como a nível internacional. Contudo na NR-1 existe a obrigatoriedade de aplicá-la às empresas privadas e públicas, e também aos trabalhadores autônomos, aos sindicatos e aos próprios órgãos públicos que possuem empregados celetistas; e sua inobservância gera penalidades pecuniárias (Lei nº 6514/77, Lei nº 6986/82 e Portaria nº 290/97).

5.2. OHSAS: Item 2 Publicações

Outras publicações que fornecem informações ou diretrizes estão listadas na Bibliografia. É aconselhável que sejam consultadas as

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últimas edições de cada publicação. Especificamente, deve ser feita referência a:

- OHSAS 18002: 1999, Diretrizes para a implementação da OHSAS

18001;

- Organização Internacional do Trabalho:2001 Guia para sistemas de gestão de saúde e segurança ocupacional (OSH-MS);

No caso das NR’s, as leis complementares que corroboram com sua complementação e atualização baseiam-se nas CLT artigos 154 a 201, juntamente com a Portaria de nº3.214 de 08/06/1978 (ambas fazendo referência à Lei de nº 6.514 de 22/12/1977 que outorga a existência e a exigência das NR-1 a 35).

5.3. OHSAS: Item 3 Termos e Definições

No item 03 da OHSAS, a mesma cita vários tipos de nomenclaturas explicando caso a caso as suas funcionalidades e aplicabilidades. São eles:

3.1 Risco Aceitável: Risco que foi reduzido a um nível que pode ser

tolerado pela organização considerando suas obrigações legais e a

sua política de SSO.

Este termo “Risco Aceitável” é também tratado nas NR’s – principalmente na NR-2 (Inspeção Prévia) e na NR-9 (Programa de Prevenção a Riscos Ambientais) visando fazer com que as ferramentas de trabalho e o trabalho em si não sejam maléficos ao trabalhador, baixando os riscos de acidente de trabalho a quase zero.

3.2 Auditoria: Processo sistemático, documentado e independente

para obter evidências de auditoria e avaliá-las objetivamente para determinar a extensão na qual os critérios de auditoria são atendidos.

O termo “Auditoria”, citado é similar ao abordado na NR-5 (Comissão Interna de Prevenção de acidentes CIPA) e NR-28 (Fiscalização e Penalidades). Porém, embora haja similaridade, ambas possuem aplicabilidades levemente divergentes. Tal qual: na OHSAS a

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Auditoria é preliminarmente efetuada por uma auditoria interna podendo apontar as falhas existentes e logo após, será efetuada a auditoria externa que procederá ou não à certificação requerida pela empresa. Já no caso da norma nacional, a empresa emprega seus próprios trabalhadores para formar a CIPA (Comissão Interna de Acidentes) prevista na NR-5, tem como função principal fiscalizar a adequação da empresa às normas vigentes (auditoria interna) e, somente em caso de denuncias ou de alto índice acidentes será realizada a auditoria externa através da fiscalização (NR-28 Fiscalização e Penalidades) efetuada pelo Ministério Público do Trabalho.

3.3 Melhoria Contínua: Processo recorrente de se avançar com o sistema de gestão em SSO com o propósito de atingir o aprimoramento do desempenho em SSO geral, coerente com a política de SSO da organização. Nota: Não é necessário que este processo seja aplicado simultaneamente a todas as áreas de atividade.

Possuindo metas, o termo de “Melhoria Contínua” abrangido pela OHSAS pode ser aplicado ora a uma ora a outra etapa do serviço, não sendo necessário aplicá-lo ao todo simultaneamente. Esta forma de aplicação difere da aplicabilidade prevista na NR-9 (Programa de Prevenção a Riscos Ambientais PPRA) que visa uma constante atuação de melhoramento envolvendo todos os serviços feitos.

3.4 Ação Corretiva: Ação para eliminar a causa de uma não conformidade identificada ou outra situação indesejável. Nota 01: Podem existir mais de uma causa para uma não conformidade. Nota 02: Ação corretiva e tomada para evitar a repetição e ação preventiva é tomada para prevenir a ocorrência.

Este item encontra-se desdobrado em várias NR’s para que haja abrangência máxima de correção de um possível acidente e também de prevenção do erro que o originaria. Assim, este tópico surge as NR’s: NR-7 (Programa de Controle de Saúde Ocupacional PCMSO) que visa descobrir os riscos existentes e a auxiliar na elaboração e implementação do PCMSO na empresa; NR-8 (Edificações) que tem por fim tornar o local de trabalho seguro

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para a execução do trabalho; NR-9 (Programa de Prevenção a Riscos Ambientais PPRA) que objetiva antecipar, reconhecer, avaliar e controlar a ocorrência ao risco ambiental.

3.5 Documentação: Informação e o meio no qual ela está contida.

Nota: O meio físico pode ser papel, magnético, disco de computador de leitura ótica ou eletrônica, fotografia ou amostra padrão, ou uma

combinação destes.

Tanto a OHSAS como a NR possibilitam o uso de todos os meios físicos para oficializar ou mesmo instruir as empresas. Mas realçando que as empresas, ao procederem, à utilização da NR-7 (Programa de Controle de saúde Ocupacional PCMSO) e da NR-9 (Programa de Prevenção a Riscos Ambientais PPRA), costumam empregar mais o método de visualização de imagens visando obter maior clareza documental.

3.6 Perigo: Fonte, situação ou ato com um potencial para dano em

termos de prejuízo humano ou doença, ou uma combinação destes.

A OHSAS trata genericamente o tema perigo. Já as NR’s tratam o tema mais minuciosamente, fazendo uso da NR-7 (Programa de Controle de Saúde Ocupacional PCMSO) e NR-9 (Programa de Prevenção a Riscos Ambientais PPRA) como normas regulamentadoras que visam trabalhar a fundo esse problema. Nas NR’s citadas é possível identificar o tipo de perigo e os possíveis danos que o mesmo pode causar, bem como indicam as possíveis medidas de prevenção que devem ser tomadas.

3.7 Identificação do Perigo: Processo de reconhecimento de que um

perigo existe e definição de suas características.

Este é um tema polêmico cuja avaliação muitas vezes depende de ponto-de-vista subjetivo, embora tanto a OHSAS como as NR’s dediquem a ele imenso cuidado apesar da abordagem diferenciada.

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Neste item da OHSAS está configurado tão somente a definição da situação identificação do perigo. Já as NR’s versam sobre o assunto em todas as suas publicações, às vezes de maneira abrandada, às vezes com maior profundidade: como se vê na NR-7 (Programa de Controle de Saúde Ocupacional PCMSO) e na NR-9 (Programa de Prevenção a Riscos Ambientais PPRA), ambas identificam, preveem e sanam os riscos de perigo as quais são dirigidas.

3.8 Doença e Doença Ocupacional: Identificável, condição física ou

mental adversa originada ou agravada pelo trabalho ou situação relacionada ao trabalho.

Este item está diretamente associado à saúde do trabalhador e é tratado na NR-7 (Programa de Controle de Saúde Ocupacional PCMSO) e na NR-17 (Ergonomia) visando sempre a proteção do mesmo. De acordo com a NR-7 o PCMSO que vá a ser redigido pela empresa deve visar a proteção e a manutenção da saúde do trabalhador. Já a NR-17 estabelece parâmetros de ergonomia que permite ao trabalhador um certo nível de conforto aumentando assim seu rendimento e segurança.

3.9 Incidente: Evento relacionado ao trabalho no qual ocorreu ou

poderia ter ocorrido lesão ou doença (não importando a severidade)

ou morte.

Devido à característica deste item citado que prejudica notoriamente o andamento dos trabalhos em uma empresa muitas são as NR’s que dele tratam: NR-3 (Embargo ou Interdição), NR-5 (Comissão Interna de Prevenção de acidentes CIPA) e NR-7 (Programa de Controle de Saúde Ocupacional PCMSO).

A NR-3 determina que para todo acidente deve ser aberto uma CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho) e entregue para a Delegacia do Trabalho; já a NR-5 oriente que o meio de trabalho deve ser constantemente verificado a fim de ser efetuado diagnóstico de possíveis locais, ou mesmo de função, que possam estar trazendo risco ao trabalhador e ao local de trabalho; e, por fim, temos a NR-7 que visa preservar a saúde do trabalhador estudando o

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histórico de acidentes para promover futuras ações de segurança, assim como também localizar possíveis acidentes iminentes.

3.10 Parte Interessada: Pessoa ou grupo, dentro ou fora do local de

trabalho, interessado ou afetado pelo desempenho do SSO de uma

organização.

Como citado neste item da OHSAS, vemos que esta norma é endereçada àqueles que dela se utilizam e dela participam para alcançarem seus fins. Já as NR’s são vinculadas a todos aqueles que trabalham em território nacional indistintamente. Contudo como é lógico, de maior interesse ao trabalhador, empresa contratante e ao Ministério do Trabalho.

3.11 Não Conformidade: Não atendimento a um requisito.

Nota: Uma não conformidade pode ser qualquer desvio em relação a:

- Relevantes normas de trabalho, práticas, procedimentos, requisitos

legais, etc. - Requisitos do sistema de gestão em SSO.

Ao não atendimento da empresa a todos as exigências (legais, técnicas, trabalhistas, citadas pela OHSAS para que lhe seja concedida a qualificação ou certificação

etc

pretendida, a todo serviço ou mesmo ação que não esteja de acordo a OHSAS alega ser uma não conformidade”. Já a própria NR possui outros métodos de avaliação que estão contidas na: NR-3 (Embargo ou Interdição) e na NR-28 (Fiscalização e Penalidades). Devido as suas determinações a NR-28 pode, por exemplo, ser aplicada na fiscalização da empresa como um todo: desde o engenheiro responsável pela empresa até mesmo ao próprio Agente de Segurança enviado pela Delegacia do Trabalho. Já a NR-3 visa exclusivamente embargar ou mesmo interditar uma empresa/serviço, sendo mais comumente aplicada pelo Agente de segurança da Delegacia do trabalho após uma vistoria (vistoria anual ou através de denúncia).

)

3.12 Saúde e Segurança Ocupacional: Condições e fatores que afetam, ou podem afetar, a saúde e a segurança dos funcionários, e

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outros trabalhadores (incluindo pessoal temporário e contratado),

visitantes e qualquer outra pessoa no local de trabalho.

Este item é tratado igualmente nas NR’s que determinam práticas de segurança que

abrangem não só o trabalhador em serviço, mas também ao visitante que esteja de passagem

ou mesmo inspecionando o serviço. São elas: NR-5 (Comissão Interna de Prevenção de

acidentes CIPA) e a NR-7 (Programa de Controle de Saúde Ocupacional PCMSO).

3.13 Sistema de Gestão da SSO: Parte do sistema de gestão da

organização utilizado para desenvolver e implementar sua política de

SSO e gerenciar os riscos a SSO.

Nota 01: Um sistema de gestão é um conjunto de elementos inter-

relacionados utilizados para estabelecer a política, os objetivos e

para atingir esses objetivos.

Nota 02: Um sistema de gestão inclui estrutura organizacional,

atividades de planejamento, responsabilidades, práticas,

procedimentos, processos e recursos.

A OHSAS em si se estrutura para o cumprimento deste item e suas notas. Também a

NR no geral atende a este tópico da OHSAS. Por isso cotejar esse item as NR’s

individualmente é praticamente impossível, pois todas as suas normatização evoluem no todo

para cumprir este quesito.

3.14 Objetivo de SSO: Metas, em termos de desempenho da SSO,

que uma organização estabelece para ela própria alcançar.

O objetivo da Segurança e Saúde Operacional da empresa (SSO) deve fazer parte dos

objetivos gerais da empresa, estar vinculado ao próprio sistema operacional da empresa, e

embora as NR’s tratem das mesmas questões das OHSAS, o assunto deste item só possui

similaridade com a NR-7 (Programa de Controle de Saúde Ocupacional PCMSO) que

objetiva procurar ter um maior controle sobre a saúde e segurança do trabalhador.

3.15 Desempenho em SSO: Resultados mensuráveis do gerenciamento dos riscos de uma organização.

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Nota 01: A medição do desempenho em SSO inclui a medição da eficácia dos controles da organização.

Tanto as NR’s como a OHSAS trabalham a partir de registros documentais criando

assim seu sistema. No caso das NR’s esse “nível” de desempenho é medido com aplicação da

NR-2 (Inspeção Prévia), NR-3 (Embargo ou Interdição), NR-5 (Comissão Interna Contra

Acidentes CIPA) e NR-7 (Programa de Controle de Saúde Ocupacional - PCMSO) cada

uma possuindo um foco diferenciado que possibilita uma visão geral da empresa.

3.16

organização em relação ao seu desempenho em SSO, conforme

de uma

Política

de

SSO: Intenções

e princípios

gerais

formalmente expresso pela alta administração.

Nota: A política de SSO provê uma estrutura para ação e definição de

seus objetivos de SSO.

O tema levantado por este item da OHSAS é similar à realidade da criação das NR’s,

não cabendo a uma só NR específica. Em vista disso, é correto afirmar que as NR’s no geral,

embasam as orientações administrativas das empresas para alcançarem uma melhoria da

saúde e segurança do trabalhado.

3.17 Organização: Empresa, corporação, firma, empreendimento,

autoridade ou instituição, ou parte ou combinação desses,

incorporada ou não, pública ou privada, que tenha funções e

administração próprias.

Nota: Para organizações que tenham mais de uma unidade

operacional, uma única unidade operacional pode ser definida como

uma organização.

Embora seja óbvia a necessidade desse item da OHSAS para o funcionamento de

qualquer empresa, ele não é trabalhado pelas NR’s. As NR’s passam pelo pressuposto de que

essa organização jurídica já tem existência legal definida em código próprio.

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3.18 Ação Preventiva: Ação para eliminar a causa de uma potencial

não conformidade.

Nota 01: Podem existir mais de uma causa para uma potencial não conformidade. Nota 02: Ação corretiva e tomada para evitar a repetição e ação preventiva é tomada para prevenir a ocorrência. Assim como o item 3.7 Identificação do Perigo, esse item também se torna polêmico visto que o responsável pela “ação preventiva” (Engenheiro de Segurança do Trabalho e/ou Técnico de segurança do Trabalho) precisará ter muita experiência no assunto para poder ter o discernimento necessário e identificar as possíveis falhas. Contudo, a NR-2 (Inspeção Prévia) tende a facilitar o trabalho da ação preventiva ao tornar necessária a inspeção prévia que determina as ações a serem tomadas de acordo com o trabalho.

3.19 Procedimento: Forma especificada de executar uma atividade

ou um processo.

Nota: Os procedimentos podem ser documentados ou não.

Embora tanto a OHSAS como a NR-7 (Programa de Controle de Saúde Ocupacional - PCMSO) trate desse mesmo assunto, ambas são divergentes quando o assunto é a obrigatoriedade da documentação. A NR-7 determina claramente que toda ordem deve ser feita na forma escrita/papel, devendo ter uma cópia de todo a documentação arquivada na empresa para futuras auditorias.

3.20 Registro: Documento que apresenta resultados obtidos ou fornece evidências de atividades realizadas.

O item “registro” aqui citado é o documento final, o relatório final das atividades empresariais realizadas e este será armazenado para consultas futuras. De acordo com as NR’s todos os documentos utilizados no procedimento da empresa no quesito SSO devem ser por escrito e armazenados para futuras fiscalizações; devendo ser obrigação do responsável pela área de atuação a sua criação e seu armazenamento.

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3.21 Risco: Combinação entre a probabilidade de ocorrência de um

evento ou exposição perigosa e a gravidade da lesão ou doença que pode ser causada pelo este evento ou exposição.

A preocupação com a saúde do trabalhador é uma constante nas duas normas. Na

norma nacional temos a NR-7 (Programa de Controle de Saúde Ocupacional - PCMSO) que trata sobre doenças que possam afetar o desempenho do trabalhador. Também a NR-9 (Programa de Prevenção a Riscos Ambientais PPRA) trata dos riscos e possíveis acidentes que possam prejudicar a saúde do trabalhador.

3.22 Análise de risco: Processo para avaliar os riscos originados

dos perigos, levando em consideração a adequação dos controles existentes e decidir se o risco é aceitável ou não.

A preocupação com o controle dos riscos também existe na NR-5 (Comissão Interna

de acidentes CIPA) que determina a essa comissão que elabore regulamente o Mapa de Riscos previsto na Portaria nº 25 de 29.12.1994, para permanentemente tornar compatível o trabalho desenvolvido pela empresa e a preservação da vida e saúde do trabalhador.

3.23 Local de Trabalho: Qualquer local físico no qual atividades

relacionadas ao trabalho são realizadas sob o controle da

organização.

Nota: Quando considerar o quê constitui-se local de trabalho, a organização deve levar em conta os efeitos a OH&S de pessoas que, por exemplo, viajam ou estejam em trânsito (dirigindo, voando ou navegando), trabalhando sob a supervisão de clientes ou trabalhando em casa).

O Local de trabalho é o próprio meio ambiente ao qual o trabalhador está exposto no

exercício de suas funções. Tanto a OHSAS quanto a NR-1 (Disposições Gerais) determina que o local de trabalho é a área onde se encontra à disposição da empresa.

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6. CONCLUSÕES

Atuando como parâmetro de padrão internacional, a OSHA serve tanto como um

apoio para orientar países que não possuem sua própria regulamentação como também um

incentivo para o aperfeiçoamento da regulamentação existente se for o caso.

No caso do Brasil que possui a NR já regulamentada e revisada, a OSHA serve mais

como um complemento e parâmetro para que possamos estar aperfeiçoando as NR’s, visto que

ambas tratam praticamente de vários assuntos correlacionados sendo que uma se completa com

a outra.

Devido ao fato de ambas se completarem, é certo que uma revisão que incrementasse

as NR’s com os itens e artigos contidos na OSHA, que hoje são pouco claros ou mesmo

inexistentes nas NR’s, faria com que as NR’s atuassem com muito mais clareza e abrangência

na implementação e normatização da Segurança do Trabalho.

Tomando o fato que ambas as normas já possuem teorias e pesquisas de profissionais

da área, o uso de ambas padronizando-as no mercado nacional torná-los-ia mais competitivos

internacionalmente sem grandes custos em longo prazo. Por outro lado, em curto prazo várias

empresas nacionais teriam dificuldades tanto financeiramente como profissionalmente para se

adequarem ao novo panorama legal, visto que a demanda de profissionais qualificados para

exercer as NR’s hoje vigentes ainda se encontra escassa.

Ou seja, a interação da NR com a OSHA forçaria um salto quantitativo e qualitativo de

conhecimento a nível acadêmico e dos profissionais que atuam na área, que considero benéfico

e é importante que esse esforço ocorra.

7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ALBERTON, A. Uma Metodologia para auxiliar no gerenciamento de riscos e na seleção de alternativas de investimentos de segurança. Dissertação (Mestrado em Engenharia de Produção) - Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 1996.

ARAUJO, R. P. Sistemas de Gestão em Segurança e Saúde no Trabalho: Uma Ferramenta Organizacional. Joinville: Monografia Apresentada à Universidade de Santa Catarina para obtenção de título de especialista em Segurança do Trabalho, UDESC 2006.

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BRITISH STANDART INSTITUITION. Guide to occupation health and safety management systems BS 8800. Londres, 1996.

BRITISH STANDART INSTITUITION. Occupation health and safety management systems Guidelines SpecificationBSI OHSAS 18001. London, 1999.

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MPAS MINISTÉRIO DA PREVIDÊNCIA E ASSISTÊNCIA SOCIAL. Seminário Regional

sobre Reformas dos Sistemas de Pensão na América Latina. Coleção Previdência Social,

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<http://www.previdenciasocial.gov.br/arquivos/office/3_081014-111357-268.pdf> acesso em

Brasília,

MPAS,

2001.

Disponível

2012.

OHSA Occupational Safety and Health Administration. Norma 18001. Apostila da Norma.

OLIVEIRA, Cláudio Antônio Dias de. Manual Prático de Saúde e Segurança do Trabalho. São Caetano do Sul, São Paulo: Yendis Editora, 2010.