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REFLEXÃO SOBRE O TEXTO VOCÊ ACREDITA EM CULTURA

Considerando a ideia de ‘encontro’ como uma proposta pedagógica e uma prática artística o lugar da criação do conhecimento e da inventividade onde públicos e artistas estabelecem proposições e coautorias, significa siituar a experiência como condição para o aprofundamento sobre o objeto investigativo através de iniciativas e processos que gerem autonomia.

Desta forma, penso que talvez seja significativo apresentar alguns problemas como índices e identificá-los por conceitos.

Com isto, situa-se a prerrogativa do ‘encontro’ como conceito na tentativa de apresentar este espaço- lugar, do acontecimento, onde as práticas artísticas estariam mais próximas daquilo que o brincar pode ser para a criança: um estado de sonho, êxtase!

De outro modo, pude perceber que para a instauração deste acontecimento se dar de forma significativa é preciso que os participantes estejam em plena sintonia com os vários deslocamentos: de olhares, gestos, e pulsações vividas e intencionadas em função destas experimentações. Daí sim, podermos falar em apropriação do conhecimento ou das vivências simbólicas- reflexivas.

Outro ponto que surge quando consideramos o surgimento (instauração) destes encontros, ou seja; de que forma, ou em que momento, os artistas e seus públicos estão pré-dispostos para trocar experiências e construir afetos poéticos, é perceber o potencial (ou o problema) sutil que já existe neste espaço-ambiente de encontro.

Assim, seria a partir de um olhar sobre certas ‘espacialidades’ entendidas como: 1) o caminho daqueles que 'batem asas', 2) Lugar que espera ser habitado, 3) Está para o tempo assim como um ato ou efeito dinamiza uma ‘borda’, 4) Qualidade (qual- idade?) do brincar/sonhar; que as experiências lúdico-artísticas poderiam se encontrar em tempos comuns considerando que os processos iniciativos em arte e também para o brincar, se encontram intimamente ligados nos vários ‘tempos’ poéticos que compõe o coletivo partícipe de determinadas ações culturais.

Ou seja; significa dizer que estas aproximações entre espaços que

geram encontros e encontros que necessitam de novos espaços, pressupõem

pensar sobre potencializar determinados gestos- intenções como objetos

estéticos dentro das experiências lúdicas- poéticas. Cabe dizer, que é somente

no acontecimento da experiência que podemos vivenciar certas proposições

estéticas sem tentar rotulá-las a partir do conhecimento histórico dos

movimentos artísticos.

Com isto, seria preciso entender que as proposições criadas pelos

artistas educadores, e também pelos participantes, são antes de tudo, anseios

que necessitam de um lugar neste espaço comum que chamamos

manifestação artística.

Enfim, penso ainda que é a noção de encontro surgida como poética

alinhada com os vários ‘climas’ que existem nos espaços, o caminho para se

vislumbrar o pensamento espacial que orienta as práticas dos artistas

educadores e também o movimento disparador de sinergias que vive no ato do

brincar das crianças.

Contudo, e ainda mesmo com várias inquietações e suspiros penso que

o que fundamentaria mesmo o conceito de encontro como um modo de ativar

as substâncias que fazem vibrar nossos sentidos, é a relação que temos com

as coisas que fazemos e os laços que criamos antes e durante os processos,

que só podem se manifestar ativamente quando preexiste em cada partícipe as

condições conforme diz Simmel (2008) sobre o caminho do interpretante em

direção a si mesmo; onde estabeleceriam de forma circular as cadências entre

o processos artísticos, tempos e espaços que podem existir continuamente nas

vivências entre a arte, a ludicidade e a educação.

REFERÊNCIAS

COELHO, Teixeira. Fluidez e Permeabilidade. (Palestra oferecida no

curso de Especialização em Políticas Culturais) SP, Itaú Cultural, 2012.

SIMMEL, Georg. De la Esencia de la Cultura. Buenos Aires, Prometeo Libros, 2008