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ISOLADA DE DIREITO PENAL E PROCESSO PENAL PARA A SEGUNDA FASE DO CONCURSO DE DELEGADO
ISOLADA DE DIREITO PENAL E PROCESSO PENAL PARA
A SEGUNDA FASE DO CONCURSO DE DELEGADO DE POLÍCIA FEDERAL 2012
Processo Penal
Ana Cristina Mendonça

MODELO DE PETIÇÃO DE REPRESENTAÇÃO POR INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA

INVESTIGAÇÃO DIRETA POR MEMBROS DO MINISTÉRIO PÚBLICO ARGUMENTOS ARGUMENTOS CONTRÁRIOS FAVORÁVEIS - - - O
INVESTIGAÇÃO DIRETA POR MEMBROS DO MINISTÉRIO PÚBLICO
ARGUMENTOS
ARGUMENTOS
CONTRÁRIOS
FAVORÁVEIS
-
-
- O
presidência do Inquérito Civil Público.
- Art. 129, incisos
VI
e
VIII da
requisição de documentos e diligências.
-
-

CRFB/88, art. 58, § 3º., autoriza a investigação através das comissões parlamentares de inquérito (CPI).

A própria CRFB/88 atribui ao Ministério Público à investigação

dos membros do próprio Ministério Público. Neste caso se houver

prerrogativa de função somente o Procurador geral poderá presidir a investigação. Ver também a LOMP

-

ART. 144 da CRFB/88:

art. 129, III, da CRFB/88 atribui ao Ministério Público a

a

§ 1º A polícia federal, instituída por lei como órgão permanente, organizado e mantido pela União e estruturado em carreira, destina-se a:

CRFB/88, atribui ao MP

IV - exercer, com exclusividade, as funções de polícia judiciária da União.

Art. 129, incisos VII da CRFB/88, atribui ao MP o controle externo da atividade policial.

Art. 4º, parágrafo único, do CPP, dispõe que a “competência” definida no artigo não exclui a de outras autoridades administrativas.

A antiga lei de falências previa o inquérito falimentar, que na ocasião era presidido por um juiz.

Ao investigar o Ministério Público perde o caráter/função de custos legis, transformando-se exclusivamente em persecutor e, consequentemente, perdendo a imparcialidade necessária à função de “parte mparcial”

-

- Teoria dos poderes implícitos, quem pode o mais pode o menos.

- Não há um procedimento previsto em lei para condução da investigação direta pelo Ministério Público.

- O Ministério Público poderá se utilizar dos artigos relacionados ao inquérito no momento em que realiza a investigação direta.

- Se o Ministério Público investiga seus próprios membros, não há óbice a que a polícia também o faça.

- Não haveria usurpação de função, uma vez que a investigação direta se daria apenas em casos específicos, em especial naqueles em que a polícia estaria comprometida.

investigação direta se daria apenas em casos específicos, em especial naqueles em que a polícia estaria
ISOLADA DE DIREITO PENAL E PROCESSO PENAL PARA A SEGUNDA FASE DO CONCURSO DE DELEGADO
ISOLADA DE DIREITO PENAL E PROCESSO PENAL PARA
A SEGUNDA FASE DO CONCURSO DE DELEGADO DE POLÍCIA FEDERAL 2012
Processo Penal
Ana Cristina Mendonça

- A autoridade policial não é parte na relação processual, guardando assim a necessária impessoalidade. Tal argumento é um dos que são utilizados a justificar a ausência de ampla defesa no inquérito policial.

- O Ministério Público já exerce o controle externo na atividade policial, bem como requisita diligências, portanto, de alguma forma já participa efetivamente da investigação. Portanto, não haveria, com isso, problema em presidir o inquérito policial.

Recente decisão do STF sobre a excepcionalidade da investigação direta por parte do MP:

Notícias STF - Quinta-feira, 21 de junho de 2012 Relator só admite investigação criminal pelo
Notícias STF - Quinta-feira, 21 de junho de 2012
Relator só admite investigação criminal pelo MP em casos excepcionais

Não há previsão constitucional para o Ministério Público (MP) exercer investigações criminais, em substituição à Polícia Judiciária, a não ser em casos excepcionais. Com esse argumento, o ministro Cezar Peluso votou pelo provimento do Recurso Extraordinário (RE) 593727, com repercussão geral reconhecida, em que o ex-prefeito de Ipanema (MG) Jairo de Souza Coelho questiona decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG) que recebeu denúncia contra ele por crime de responsabilidade, proposta pelo Ministério Público daquele estado (MP-MG), subsidiada unicamente por procedimento administrativo investigatório realizado pelo próprio MP, sem participação da polícia.

Diante desse entendimento e por entender que não estão presentes, no caso em julgamento, as circunstâncias excepcionais que justificassem a investigação do MP, o ministro Cezar Peluso, em seu voto, decretou a nulidade, desde o início, do processo-crime em curso contra o ex-prefeito no TJ-MG, proposto pelo Ministério Público estadual.

Limitações

Segundo o ministro-relator, o MP apenas pode realizar investigações criminais quando a investigação tiver por objeto fatos teoricamente criminosos praticados por membros ou servidores do próprio MP, por autoridades ou agentes policiais e, ainda, por terceiros, quando a autoridade policial, notificada sobre o caso, não tiver instaurado o devido inquérito policial. Esse procedimento investigatório deverá obedecer, por analogia, as normas que regem o inquérito policial, que deve ser, em regra, público e sempre supervisionado pelo Poder Judiciário.

O ex-prefeito foi denunciado pelo crime de responsabilidade previsto no artigo 1º, inciso XIV, do Decreto-Lei 201/1967, que consiste em “negar execução a lei federal, estadual ou municipal, ou deixar de cumprir ordem judicial, sem dar o motivo da recusa ou da impossibilidade, por escrito, à autoridade competente”.

“Tratando-se de crime de desobediência praticado pelo prefeito, o Ministério Público não tem, a meu sentir, legitimidade para conduzir procedimento investigatório autônomo”, disse o ministro Cezar Peluso.

Repercussão geral e voto

Em agosto de 2009, o Plenário Virtual da Suprema Corte votou, por unanimidade, pela repercussão geral do tema constitucional contido no recurso. No RE, o recorrente alega que a realização de procedimento investigatório de natureza penal pelo MP ultrapassa suas atribuições funcionais previstas na Constituição Federal. Por isso, teriam sido violados os artigos 5º, incisos LIV e LV; 129, incisos III e VIII, e 144, IV, parágrafo 4º, da CF.

Em seu voto na sessão de hoje (21), o ministro Cezar Peluso concordou com o núcleo dessa fundamentação. “Do ponto de vista específico do ordenamento institucional, não subsiste, a meu aviso, nenhuma dúvida de que não compete ao Ministério Público exercer atividades de polícia judiciária, as quais, tendentes à apuração das infrações

ao Ministério Público exercer atividades de polícia judiciária, as quais, tendentes à apuração das infrações
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A SEGUNDA FASE DO CONCURSO DE DELEGADO DE POLÍCIA FEDERAL 2012
Processo Penal
Ana Cristina Mendonça

penais, seja lá o nome que se dê aos procedimentos ou à capa dos autos, foram, com declarada exclusividade, acometidas às polícias federal e civis pela Constituição Federal, segundo cláusulas pontuais do artigo 144”, afirmou ele.

Isto porque, de acordo com o ministro, “no quadro das razões constitucionais, a instituição que investiga não promove ação penal e a que promove, não investiga”. Ele lembrou que o procurador-geral da República observou que isso pode ser objeto de deliberação político-constitucional.

“O Brasil não adotou a possibilidade da conjunção dessas legitimações”, afirmou o ministro Cezar Peluso. “Não por acaso, senão por deliberada congruência, deu-se ao Ministério Público, no artigo 129, inciso VII, da Constituição Federal, a função e a competência de exercer o controle externo da atividade policial, por ser intuitivo que, quem investiga não pode, ao mesmo tempo, controlar a legalidade das investigações”.

RE 593727
RE 593727

O ministro Ricardo Lewandowski adiantou o voto, acompanhando integralmente o relator.

Processos relacionados:

Decisão: Preliminarmente, o Tribunal indeferiu o pedido de adiamento para colher o parecer do Ministério Público Federal, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Em seguida, o Tribunal resolveu questão de ordem, suscitada pelo Procurador-Geral da República, no sentido da legitimidade do Procurador-Geral de Justiça do Estado de Minas Gerais para proferir sustentação oral, vencido o Senhor Ministro Dias Toffoli. Votou o Presidente. Após o voto do Senhor Ministro Cezar Peluso (Relator), conhecendo e dando provimento ao recurso, no que foi acompanhado pelo Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, o julgamento foi suspenso. Falaram, pelo recorrente, o Dr. Wladimir Sérgio Reale; pelo recorrido, o Dr. Alceu José Torres Marques, Procurador-Geral de Justiça do Estado de Minas Gerais, e, pelo Ministério Público Federal, o Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos, Procurador-Geral da República. Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Plenário, 21.06.2012.

Gurgel Santos, Procurador-Geral da República. Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Plenário, 21.06.2012.