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Universidade Presbiteriana Mackenzie Faculdade de Arquitetura e Urbanismo

Atividade 03 – Fundamentação e Crítica - Profº Paulo Emilio

Distrito do Campo Belo

Setor sudoeste da cidade de São Paulo

Relatório Síntese

Marise Pereira Jacobsen Murilo Rollo Barcellos

São Paulo, 23 de setembro de 2014.

INTRODUÇÃO

Nesse relatório síntese serão estudadas evolução urbana, instrumentos urbanísticos, estratégias do espaço vazio e desenho do chão relacionados a dois projetos propostos em terrenos próximos, localizados no bairro Campo Belo, zona sudeste da cidade de São Paulo. O projeto “CEU - Campo Belo” é proposto na quadra definida pela Av. Jornalista Roberto Marinho, R. Casemiro de Abreu, R. Xavier Gouveia e R. Cristovão Pereira será chamado de “área de estudo 01”. O projeto “Escola pública ciclo I, ciclo II e ensino médio” é proposto na quadra definida pelas ruas Estevão Baião, Tapes e Avenida Washigton Luís , será chamado de “área de estudo 02”.

Aeroporto de Congonhas - SP 1 2
Aeroporto de
Congonhas - SP
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1. EVOLUÇÃO URBANA

Aeroporto de Congonhas - SP
Aeroporto de
Congonhas - SP
Imagem retirada do site: http://www.geoportal.com.br/default.aspx em 18/09/14 às 11h45. Aeroporto de Congonhas - SP Córrego Água
Imagem retirada do site: http://www.geoportal.com.br/default.aspx em 18/09/14 às 11h45.
Aeroporto de
Congonhas - SP
Córrego Água Espraiada

Imagem 1958 retirada do site: http://www.geoportal.com.br/default.aspx em 18/09/14 às 11h47.

As imagens de 1958 apontam a região do córrego Água Espraiada ainda com inúmeros terrenos vazios e desocupados. Na gestão de Prestes Maia (1961-65), quando o então prefeito eleito estabeleceu uma faixa de melhoramento urbano que previa a construção da avenida junto ao córrego Água Espraiada com 60 (sessenta) metros de largura e 7 (sete) mil metros de extensão, da marginal do Rio Pinheiros até o Jabaquara; porém, em 1970, o Departamento de Estradas e Rodagem (DER) reformulou o desenho do anel viário modificando a ligação da marginal com a Rodovia dos Imigrantes para a Avenida Roque Petroni, com isso, a grande área desapropriada ao longo do córrego Água Espraiada foi sendo ocupada, iniciando- se a formação de favelas;

Corredor norte-sul 2 1 Córrego Água Espraiada Imagem 1958 retirada do site: http://www.geoportal.com.br/default.aspx em 18/09/14 às
Corredor norte-sul
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Córrego Água Espraiada
Imagem 1958 retirada do site: http://www.geoportal.com.br/default.aspx em 18/09/14 às 11h54.

Por outro lado, foi no final da década de 1970 que “o centro já ‘deteriorado’ e a Paulista e a Faria Lima indicavam excesso de crescimento” “Nasce uma nova cidade”. O Centro Empresarial São Paulo (CENESP) na marginal e a presença da Bratke-Collet na região da Berrini foram pioneiros na concentração de edifícios que atendessem a demanda crescente do setor terciário da economia. A “apropriação quase completa da valorização do solo pelo novo uso” contribui para a produção monopolista do espaço e concentra em uma parcela da cidade toda uma infraestrutura de comércio, serviços, transportes e residências de alto padrão; a mão de obra necessária na construção e na manutenção dos novos edifícios contribui também para o aumento da população favelada ao longo do córrego Água Espraiada.

Corredor norte-sul 2 1 Córrego Água Espraiada Imagem 1958 retirada do site: http://www.geoportal.com.br/default.aspx em 18/09/14 às

Fonte do mapa da OUC: Maleronka, 2010, p.136. Elaboração da autora a partir de informações da Emurb e do Grupo da Operação Urbana até o ano de 2009, para o LUME (Laboratório de Urbanismo da Metrópole), 2010.

O projeto de investir na região do córrego foi retomado na gestão Jânio Quadros (1986-89) - a lei de 64 estava desatualizada e foi redesenhada. O projeto de drenagem reelaborado definia a canalização do córrego (a céu aberto) com paredes e fundo de concreto; considerando que a avenida não tinha tanta importância para o sistema viário, mas era atrativa para o mercado imobiliário, não faria a ligação com a Rodovia dos Imigrantes, evitando o transito de caminhões, e, assim, manteria o ‘glamour’. Com visão progressista, a prefeita eleita Luiza Erundina (1989-93) consolidou o instrumento da Operação Urbana como capaz de atrair recursos para a resolução dos problemas; mas foi na gestão de Paulo Salim Maluf (1993- 96) que a Prefeitura, interessada em fazer a obra e utilizar a avenida como âncora, enviou à Câmara um projeto de lei. Este separava as obras viárias e de drenagem das obras sociais, assim, os “encargos sociais” foram diminuídos tornando a lei mais fácil de ser aprovada, servindo de “alavanca” para aprovação da Operação.

O projeto de investir na região do córrego foi retomado na gestão Jânio Quadros (1986-89) -

Localização das favelas ao longo do córrego Água Espraiada (fonte do mapa: Operação Urbana Água Espraiada, Emurb, 15-04-91).

Em janeiro de 1996 haviam 68 favelas situadas nas margens do córrego Água Espraiada. O projeto de lei foi reenviado à Câmara e a aprovado em junho de 1996, mesmo a Secretaria do Meio Ambiente detectando por meio do programa de urbanização de favelas na represa Guarapiranga, a chegada de grande número de favelados vindos de Água Espraiada. Neste mesmo ano o então prefeito inaugurou a avenida.

O projeto de investir na região do córrego foi retomado na gestão Jânio Quadros (1986-89) -

Avenida Água Espraiada inaugurada 1996. Favelas ainda não removidas.

Imagem retirada do livro Parceiros da Exclusão. Fix, Mariana, 2001.

Circo Vostok e conjunto de torres do CENU (em obras). Nova sede da rede Globo em

Circo Vostok e conjunto de torres do CENU (em obras).

Circo Vostok e conjunto de torres do CENU (em obras). Nova sede da rede Globo em

Nova sede da rede Globo em São Paulo.

Circo Vostok e conjunto de torres do CENU (em obras). Nova sede da rede Globo em

Hotel Hyatt e edifício do Bank Boston (em obras).

Após a abertura da Av. Água Espraiada (2001). Imagens retiradas do livro Parceiros da Exclusão. Fix, Mariana, 2001.

Circo Vostok e conjunto de torres do CENU (em obras). Nova sede da rede Globo em

Foto aérea: construção do conjunto de HIS Jardim Edith (onde havia uma parte da favela que dá nome ao conjunto) e edifícios da região da Berrini à direita, ponte estaiada, marginal do rio pinheiros, bairro do Morumbi ao fundo. Imagem retirada da internet em 04/04/2013.

Favela Jardim Edith no chão. Ao fundo, ponte estaiada e edifícios do setor terciário da economia.

Favela Jardim Edith no chão. Ao fundo, ponte estaiada e edifícios do setor terciário da economia.

Favela Jardim Edith no chão. Ao fundo, ponte estaiada e edifícios do setor terciário da economia.

Conjunto de HIS Jardim Edith ao fundo e quadra poliesportiva integrada à praça. Imagens retiradas da internet em 04/04/2013.

Favela Jardim Edith no chão. Ao fundo, ponte estaiada e edifícios do setor terciário da economia.

Conjunto HIS Jardim Edith – Fachada principal.

Foto retirada em 31/03/2013 por Murilo R. Barcellos

Vistas da Av. Jorn. Roberto Marinho sentido Marginal (novos edifícios residenciais de alto padrão) e sentido
Vistas da Av. Jorn. Roberto Marinho sentido Marginal (novos edifícios residenciais de alto padrão) e sentido

Vistas da Av. Jorn. Roberto Marinho sentido Marginal (novos edifícios residenciais de alto padrão) e sentido aeroporto de Congonhas, favela Sonia Ribeiro (área de estudo 01).

Vistas da Av. Jorn. Roberto Marinho sentido Marginal (novos edifícios residenciais de alto padrão) e sentido
Vistas da Av. Jorn. Roberto Marinho sentido Marginal (novos edifícios residenciais de alto padrão) e sentido

Vista de passarela sobre a Av. Washington Luís sentido zona sul (corredor norte -sul) e vista para favela do buraco quente, já sem alguns barracos. Fotos retiradas em 04 e 05/11/2013 por Murilo R. Barcellos

Vistas da Av. Jorn. Roberto Marinho sentido Marginal (novos edifícios residenciais de alto padrão) e sentido
Vistas da Av. Jorn. Roberto Marinho sentido Marginal (novos edifícios residenciais de alto padrão) e sentido

Favela do buraco quente sendo retirada. Fotos retiradas em 12/02/2014 por Murilo R. Barcellos

Favela do buraco quente sendo retirada a esquerda e novo Conj. HIS já implantado a direita
Favela do buraco quente sendo retirada a esquerda e novo Conj. HIS já implantado a direita

Favela do buraco quente sendo retirada a esquerda e novo Conj. HIS já implantado a direita . Fotos retiradas em 12/02/2014 por Murilo R. Barcellos

Favela do buraco quente sendo retirada a esquerda e novo Conj. HIS já implantado a direita
Favela do buraco quente sendo retirada a esquerda e novo Conj. HIS já implantado a direita

Obras da nova linha do Monotrilho sentido zona sul a esquerda e galpão desativado da área de estudo 02 a direita. Fotos retiradas em 12/02/2014 por Murilo R. Barcellos

Favela do buraco quente sendo retirada a esquerda e novo Conj. HIS já implantado a direita
Favela do buraco quente sendo retirada a esquerda e novo Conj. HIS já implantado a direita

Obras da nova linha do Monotrilho. Fotos retiradas em 12/02/2014 por Murilo R. Barcellos

Foto da área de estudo 01 vista da Av. Jornalista Roberto Marinho a esquerda e novo

Foto da área de estudo 01 vista da Av. Jornalista Roberto Marinho a esquerda e novo Conj. HIS próximo a direita. Fotos retiradas po r Marise P. Jacobsen.

Foto da área de estudo 01 vista da Av. Jornalista Roberto Marinho a esquerda e novo

Fotos da área de estudo 01 vista da Rua Gutemberg a esquerda e vista da Rua Xavier Gouveia a a

direita.

Fotos

retiradas

por

Marise

P.

Jacobsen.

Mapa de previsão para 2020 das novas linhas da CPTM e metro 10

Mapa de previsão para 2020 das novas linhas da CPTM e metro

Mapa de previsão para 2020 das novas linhas da CPTM e metro 10
Proposta Estação Monotrilho Linha17- ouro 2. INSTRUMENTOS URBANÍSTICOS 11

Proposta Estação Monotrilho Linha17- ouro

2. INSTRUMENTOS URBANÍSTICOS

Proposta Estação Monotrilho Linha17- ouro 2. INSTRUMENTOS URBANÍSTICOS 11
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De acordo com o Novo Plano Diretor proposto pela prefeitura de São Paulo o coeficiente de aproveitamento básico seria 1 e o máximo 2 para a cidade inteira. Entretanto estabeleceram -se exceções. Em áreas localizadas na margem de 150m dos eixos de estruturação e transformação urbana ou no raio de 400m de estações de metro/monotrilho o coeficiente de aproveitamento máximo pode chegar a 4.

Pode-se observar nos mapas acima que as áreas de estudo 01 e 02 encontram-se dentro da Macroárea de Estruturação Metropolitana e na margem de eixos de estruturação urbana. Está prevista para o ano de 2016 a passagem do monotrilho pelas avenidas Jornalista Roberto Marinho e Washington Luís e será implantado, também até 2016, corredores de ônibus na Av. Washington Luís. Desse modo prevê-se intenso movimento de verticalização e valorização imobiliária nos eixos dessas avenidas.

Além disso, as áreas de estudo 01 e 02 estão dentro da área de ação da Operação Urbana Água Espraiada (Lei nº 13.260/2001 e Lei 15.416/2011), como mencionado anteriormente. Em áreas de Operação Urbana, as novas regras propostas pelo Novo Plano Diretor são relativizadas.

Na área de estudo 01, foram estabelecidas zonas especiais de interesse social tipo 1 e 3 (ZEIS-1 e ZEIS-3). A área de estudo 02 esta ao lado de uma zona especial de interesse social tipo 02 (ZEIS-2)

ZEIS 01:

Áreas ocupadas por população de baixa renda, abrangendo favelas, loteamentos precários e empreendimentos habitacionais de interesse social ou do mercado popular em que haja interesse público em promover a recuperação urbanística, regularização fundiária, a produção e manutenção de HIS, incluindo equipamentos sociais e culturais, espaços públicos, serviço e comércio de caráter local. Os parâmetros das ZEIS-1 permitem uma ocupação densa e buscam a recuperação urbanística voltada, principalmente, à construção de HIS e de HMP. Nestas áreas, devem ser observadas as disposições dos artigos 136 a 144, do Decreto 44.667/04 e alterações posteriores.

Uso do solo: 50% HIS, 30% HIS ou HMP e 20% para padaria, escritórios, agencia bancária, creche, asilo e/ou orfanato.

CA min: 0,2 / CA básico: 1,0 / CA máx: 1,0 a 2,5 / TO máx: 0,5 a 0,7

ZEIS 02:

Áreas com predominância de glebas ou terrenos não edificados ou subutilizados, adequados à urbanização, onde haja interesse público na promoção de HIS ou HMP, incluindo equipamentos sociais e culturais, espaços públicos, serviços e comércio de caráter local. Nas ZEIS-2, os parâmetros de ocupação são parecidos com os das ZEIS- 1, buscando, no entanto, a urbanização de terrenos vazios, com foco em sua utilização para reduzir o déficit habitacional do Município. Nestas áreas, devem ser observadas as disposições dos artigos 136 a 144, do Decreto 44.667/04 e alterações posteriores.

Uso do solo: 40% HIS, 40% HIS ou HMP e 20% para padaria, escritórios, agencia bancária, creche, asilo e/ou orfanato.

CA min: 0,2 / CA básico: 1,0 / CA máx: 1,0 a 2,5 / TO máx: 0,5 a 0,7

ZEIS 03:

Áreas com predominância de terrenos ou edificações subutilizados situados em áreas dotadas de infra-estrutura, serviços urbanos e oferta de emprego, ou que estejam recebendo investimento desta natureza, onde haja interesse público em promover ou ampliar o uso por HIS e HMP e melhorar as condições habitacionais da população moradora. Nas ZEIS-3, os parâmetros de ocupação visam densidades construtivas e demográficas altas, para incentivar a recuperação ou urbanização de terrenos e edificações subutilizados onde tem oferta de infraestrutura e emprego, com foco em sua utilização para diminuir o déficit habitacional do Município. Nestas áreas, devem ser observadas as disposições dos artigos 136 a 144, do Decreto 44.667/04 e alterações posteriores.

Uso do solo: 40% HIS, 40% HIS ou HMP e 20% para padaria, escritórios, agencia bancária, creche, asilo e/ou orfanato.

CA min: 0,3 / CA básico: 1,0 / CA máx: 1,0 a 4,0 / TO máx: 0,7

O diferencial da Operação Urbana Água Espraiada é que, ao invés de realocar os moradores das favelas para Conj.s Habitacionais na periferia da cidade, os novos Conj.s habitacionais estão sendo implantados em terrenos próximos de onde essas pessoas estavam sendo retiradas. Sendo assim, torna-se importante a criação e manutenção de equipamentos públicos na região para atender essa população que passará a morar ali permanentemente.

Desse modo, os projetos propostos para as áreas de estudo 01 e 02, o CEU – Campo Belo e a Escola pública ciclo I, ciclo II e ensino médio respectivamente, mostram-se pertinentes nesse contexto urbano. Apesar de não seguirem o estabelecido pelo Novo Plano Diretor , equipamentos que não sejam voltados apenas para o esporte e o lazer, como os propostos

pela Operação Urbana, mas também voltados para a saúde e a educação são necessários na região.

3. ESTRATÉGIAS DO ESPAÇO VAZIO

pela Operação Urbana, mas também voltados para a saúde e a educação são necessários na região.
pela Operação Urbana, mas também voltados para a saúde e a educação são necessários na região.

Fotos tiradas de apresentação realizada durante Bienal de Arquitetura 2013

Fotos tiradas de apresentação realizada durante Bienal de Arquitetura 2013 Fotos tiradas de apresentação realizada durante

Fotos tiradas de apresentação realizada durante Bienal de Arquitetura 2013

Fotos tiradas de apresentação realizada durante Bienal de Arquitetura 2013 Fotos tiradas de apresentação realizada durante

Fotos tiradas de apresentação realizada durante Bienal de Arquitetura 2013

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Fotos tiradas de apresentaçã o realizada durante Bienal de Arquitetura 2013 21
Fotos tiradas de apresentaçã o realizada durante Bienal de Arquitetura 2013 21

Fotos tiradas de apresentaçã o realizada durante Bienal de Arquitetura 2013

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Fotos tiradas de apresentação realizada durante Bienal de Arquitetura 2013 3. ESTRATÉGIAS DO ESPAÇO VAZIO 23

Fotos tiradas de apresentação realizada durante Bienal de Arquitetura 2013

3. ESTRATÉGIAS DO ESPAÇO VAZIO

ÁREA DE ESTUDO 01

4. O CHÃO URBANO

ÁREA DE ESTUDO 01

3. ESTRATÉGIAS DO ESPAÇO VAZIO

4. O CHÃO URBANO ÁREA DE ESTUDO 02