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A motivação básica do empreendedor.

Mauro de Souza Henriques

No estudo dos aspectos que nos levarão à compreensão do que chamamos de componentes da motivação básica do empreendedor, será muito interessante abordar inicialmente o que seja motivação. A palavra motivação deriva do latim motivus, movere, que significa mover.Em seu sentido original, a palavra motivação indica o processo pelo qual o comportamento humano é estimulado ou energizado por algum tipo de motivo ou razão, como argumenta Maximiano (2006).

Não obstante os estudos da motivação humana estar afeitos a área da psicologia, a teoria da administração se utiliza destes estudos para criar as condições que possibilitem a aplicação dos mesmos nos estudos da administração ou como componente essencial de um conjunto de fatores que levam a idealização e concretização de um negócio próprio.

Neste texto, num primeiro momento, a abordagem conceitual de motivação, será feita em relação ao ambiente organizacional, e posteriormente, será inserida no contexto de desenvolvimento de uma atividade empreendedora, pois ela é um dos componentes das características do comportamento empreendedor, como vimos em textos de aulas anteriores.

Alguns autores no campo da administração, dentre eles Chiavenato (2005), diz que a motivação humana resulta da interação entre o indivíduo e a situação que o envolve, e que as pessoas diferem quanto ao seu impulso motivacional básico, e a mesma pessoa pode ter diferentes níveis de motivação que variam ao longo do tempo, ou seja, ele pode estar mais motivada em um determinado momento e menos motivada em outra ocasião.

Diz ainda Maximiano (2006), “que a motivação para o trabalho é um estado psicológico de disposição, interesse ou vontade de perseguir ou realizar uma tarefa ou meta”. Sobre isso, pode-se dizer que uma pessoa está motivada quando apresenta disposição para realizar o trabalho que lhe está destinado, integrando-o à um objetivo ou foco pré estabelecido.

As organizações empresariais são criadas, antes de qualquer coisa, com um objetivo social, ou seja, elas devem atender de forma inequívoca necessidades geradas pelas pessoas. Será para o atendimento à determinadas demandas dessas pessoas, que a empresa irá planejar, organizar, dirigir e controlar o seus processos. Este será agente propulsor das suas operações. Somente se propondo a atender à essa finalidade primordial, ela terá como desenvolver os seus processos, com o emprego dos recursos que normalmente estão à disposição do administrador ou gestor, quais sejam: recursos materiais, financeiros, tecnológicos e humanos. Neste sentido, deve haver uma busca pelo desempenho excepcional, elemento essencial para a realização dos objetivos que vierem a ser fixados e que precisam ser incansavelmente perseguidos como forma de garantir, no mínimo, a sobrevivência como um negócio.

Este negócio que, sem dúvida, nasceu da vontade de um ou mais empreendedores, que ao longo de tempo vão se transformar em administradores ou gestores de uma empresa em atividade, resulta de uma interação complexa entre os motivos internos desse empreendedor e os estímulos do ambiente ou estímulos externos.

Os motivos internos é que fazem cada pessoa se envolver na realização de uma determinada atividade; ser atraída por certas coisas, dedicar maior atenção a algumas situações ou deixar de valorizar outras. Esses motivos internos são as necessidades, aptidões, habilidades, valores e interesses que ela tem.

Os motivos externos são os incentivos ou estímulos que o ambiente ou meio social propicia ou mesmo os objetivos que ela persegue. Estão entre estes motivos externos, o trabalho que realiza, o próprio ambiente no qual realiza suas atividades e as recompensas obtidas.

Algumas teorias da motivação humana buscam explicar os motivos internos e os motivos externos, ou a interação entre ambos que influenciam as ações ou desempenho de uma pessoa.

Uma destas teorias que visam explicar a importância dos motivos internos na motivação humana, diz que o comportamento humano é motivado por estímulos interiores chamados necessidades. Neste sentido, as pessoas agem na busca da satisfação destas carências. Exemplo de uma necessidade interna é a fome, que motiva o organismo a procurar alimento para poder suprir ou atender a esta carência.

Como comenta Maximiano (2006), Abraham Maslow organizou estas necessidades internas numa espécie de ordem ou hierarquia, em cinco categorias, dispostas de tal forma que as necessidades fisiológicas estão na base e as pessoas procuram satisfazê-la antes de se preocupar com as de nível mais elevado. Uma necessidade em qualquer ponto da hierarquia precisa ser atendida antes que a necessidade de nível seguinte se manifeste. Se uma necessidade não for atendida, a pessoa ficará estacionada neste nível de motivação. Uma vez atendida, uma necessidades deixa de se fazer sentir. A pessoa passa a ser motivada pela necessidade imediatamente superior, pois as pessoas tendem a progredir ao longo desta cadeia de necessidades de tal forma que buscam atender uma após outra. O nível mais elevado de motivação, ou seja a auto realização é o que se deseja nesta hierarquia.

Explicitando, são estas as necessidade idealizadas por Maslow:

Necessidades fisiológicas: Constituem-se em necessidades básicas de sobrevivência biológica como alimentação, sono, descanso, comida e até mesmo sexo.Uma vez satisfeitas estas necessidades básicas nós abandonamos estas preocupações e passamos a nos preocupar com outras coisas.

Necessidades de segurança: É do instinto do ser humano a busca pela segurança, por procurar abrigo, correr do perigo, querer estabilidade.

Necessidades sociais: É a necessidade de boas relações, ter amizade, afeto, amor e se sentir aceito no grupo.

Necessidades de estima: São necessidades na qual é a maneira como o indivíduo se vê e como se sente perante as pessoas, é uma maneira de se auto-avaliar de forma que é preciso conquistar a auto confiança, respeito, ter aprovação social, status, prestígio, reconhecimento, atenção e consideração.

Necessidades de auto-realização: São necessidades que precisam ser satisfeitas de acordo com as posições que o indivíduo conquista pela aplicação máxima das suas aptidões e capacidades. O atingimento deste nível se expressa pelo crescimento pessoal e o alcance da plena potencialidade.

Aplicando a teoria de Maslow ao desempenho no trabalho, argumenta ainda Maximiano (2006) que o trabalho e o ambiente podem satisfazer uma ampla gama de necessidades, que se situam na parte inferior da hierarquia, como por exemplo, a necessidade de segurança – traduzida por manter o emprego, como a necessidade de auto realização que está no topo da hierarquia – traduzida aqui por ter autonomia para tomada de decisão ou tomar parte de um trabalho altamente desafiador

Seria realmente muito simples se todo o processo motivacional fosse restrito à teoria de Maslow. Não obstante sua grande importância e ampla aceitação, também por ser a mais conhecida de todas as terias a respeito da motivação humana como nos diz Chiavenato (2005), outras teorias existem, dentre essas, a formulada por David McClelland.

Para o psicólogo americano David McClelland, a motivação estaria intimamente ligada à própria personalidade da pessoa. Segundo ele, as pessoas poderiam ser divididas em três grandes grupos, de acordo com a predominância de suas “bases motivacionais”.

O primeiro grupo seria os afiliativos, que são pessoas que se motivam principalmente pela oportunidade de se relacionar com os outros.

Outro grupo seria o das pessoas orientadas para o poder. Esses precisam de situações ou condições em que possam demonstrar seu valor e, sobretudo, onde possam se diferenciar e se destacar. Para eles o importante é a sensação de poder.

E o último grupo, que é o das pessoas com a motivação para a

realização. Essa seria a base motivacional típica dos empreendedores. Essas pessoas são movidas pelo desafio e pela possibilidade de mostrar, para elas mesmas, a sua capacidade de superação. O importante é realizar, inovar e ter a sensação de que fez e faz a diferença para os resultados. São motivadas por ações desafiadoras onde precisem superar seus próprios padrões de excelência.

Seguindo o raciocínio de David McClelland, mas argumentando em outro sentido, Pereira (1995), quando se trata da motivação básica do empreendedor, chama a atenção para alguns motivos que podem

ser impeditivos ou dificultadores da criação e administração do seu próprio negócio. Dentre estes motivos e o que chama maior atenção

e que merece ser destacado neste texto, se refere a necessidade do empreendedor mostrar o quanto é capaz.

Quando esta necessidade existe e é forte, a pessoa tende a lidar com seus fracassos, a encobrir seus erros, a querer aprovação e valorização das pessoas para suas idéias e ações. Isso leva a pessoa a querer expor qualquer indício de seu sucesso por meio de aspectos exteriores ao mesmo, como luxo nas instalações, recursos pessoais adquiridos quando ainda não possíveis ou necessários, entre outros, desviando a atenção do empreendedor do que é essencial no negócio.

Finaliza Pereira (1995) que descobrir qual a motivação básica que leva uma pessoa a ser um empreendedor é tarefa fundamental que facilitará, pelo auto conhecimento, a análise das decisões, a escolha de metas e de caminhos e permitirá errar menos.

Referências bibliográficas:

PEREIRA, Heitor Jose. Criando seu próprio negócio: como desenvolver o potencial empreendedor.Brasília: Ed. SEBRAE, 1995

MAXIMIANO, Antonio Cesar Amaru. Introdução à administração. Ed. Compacta, São Paulo: Atlas, 2006

CHIAVENATO, Idalberto. Administração nos novos tempos. 2.ed. Rio de Janeiro, Elsevier, 2004

http://www.somaonline.com.br/blog/como-motivar-pessoas-sem-

errar-na-dose (Acesso em 14.09.09)