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Programa de Leitura – 2º Semestre de 2014

Programa de Leitura – 2º Semestre de 2014 TEMA: EDUCAÇÃO AMBIENTAL COLETÂNEA 2014 1

TEMA: EDUCAÇÃO AMBIENTAL

COLETÂNEA

2014

Programa de Leitura – 2º Semestre de 2014

SUMÁRIO

Programa de Leitura – 2º Semestre de 2014 SUMÁRIO TEMA: EDUCAÇÃO AMBIENTAL 03 REPORTAGENS 03 Texto

TEMA: EDUCAÇÃO AMBIENTAL

03

REPORTAGENS

03

Texto 1.1.1 – Reportagem “Água de reuso ajuda na preservação ambiental”

03

Texto 1.1.2 – Reportagem “Educação ambiental começa na escola ”

05

Texto 1.1.3 – Reportagem “Educação para sobreviver”

07

NOTICIAS

14

Texto 1.2.1 – Notícia – “Fim dos lixões até 2014 é tema da Conferência Nacional do Meio Ambiente”

14

Texto 1.2.2 – Notícia – “Ao conscientizar produtores sobre a importância de preservar o meio ambiente, Lar Valoriza os seus produtores”

15

CARTAS DE LEITOR

16

Carta de leitor

16

ARTIGOS DE OPINIÃO

17

Texto 1.4.1. – Artigo de Opinião “Meio Ambiente: uma questão de cultura”

17

Texto 1.4.2 – Artigo de Opinião ”Um futuro sustentável passa pela educação ambiental”

18

Texto 1.4.3 – Artigo de Opinião “Juventude em movimento: um exemplo de educação ambiental”

19

Texto 1.4.4. - Artigo de Opinião “Economia verde: reinvenção do capitalismo ou nova utopia”

21

CHARGES

24

Charge 1.5.1

24

Charge 1.5.2

24

Charge 1.5.3

25

ENTREVISTA

25

Entrevista 1.6.1 – Rita Mendonça “O educador ambiental ensina por suas atitudes”

25

MÚSICAS

28

Música 1.7.1. – Educação Ambiental

28

Música 1.7.2. – Comece já

29

TIRAS

30

Tira 1.8.1

30

Tira 1.8.2

31

Tira 1.8.3

31

Tira 1.8.4

32

Tira 1.8.5

32

QUADRINHOS

33

Quadrinhos 1.9

33

CAMPANHA

34

Campanha 1.9

34

DECLARAÇÃO DE PRINCÍPIOS

34

Declaração de Princípios 1.10 – A carta da Terra

34

ARTIGO CIENTÍFICO

43

Texto 1.11.1 – “Educação Ambiental, cidadania e sustentabilidade” (ANEXO 1)

43

Texto 1.11.2 – “Educação Ambiental como política pública”(ANEXO 2)

43

Texto 1.11.3 – “Identidades da Educação Ambiental Brasileira”(ANEXO 3)

43

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TEMA: EDUCAÇÃO AMBIENTAL

TEXTOS 1.1 – REPORTAGENS

Texto 1.1.1 – Reportagem

TEXTOS 1.1 – REPORTAGENS Texto 1.1.1 – Reportagem Água de reuso ajuda na preservação ambiental “Água

Água de reuso ajuda na preservação ambiental

“Água de reuso é um efluente tratado, resultante de todo um processo de purificação e tratamento. Essa água atende aos parâmetros de qualidade exigidos na legislação brasileira e pode ser usada para fins que não sejam o consumo humano”.

Marcelo Camargo/ABr

fins que não sejam o consumo humano”. Marcelo Camargo/ABr Diante do atual quadro de escassez, a

Diante do atual quadro de escassez, a solução é economizar, reciclar e investir no uso consciente da água.

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Programa de Leitura – 2º Semestre de 2014 Brasília - Muitos brasileiros cresceram ouvindo que o

Brasília - Muitos brasileiros cresceram ouvindo que o país tem água em abundância, mas sem o alerta de que esse recurso natural é um bem finito e em muitos lugares até mesmo escasso. As grandes regiões metropolitanas são as que mais sofrem com a baixa disponibilidadee hídrica. No Paraná, por exemplo, na região metropolitana de Curitiba, a disponibilidade é de 500 metros cúbicos (m³) por habitante ao ano, enquanto a recomendação da Organização das Nações Unidas (ONU) é 1.700 m³ anuais por habitante. Diante desse quadro de escassez, a solução é economizar, reciclar e investir no uso consciente da água. Uma prática que vem se tornado cada vez mais comum no Brasil é o reuso da água. Empresas de saneamento tratam os esgotos e reutilizam esse efluente tratado, a chamada água de reuso. “Água de reuso é um efluente tratado, resultante de todo um processo de purificação e tratamento. Essa água atende aos parâmetros de qualidade exigidos na legislação brasileira e pode ser usada para fins que não sejam o consumo humano”, explica o diretor de operações da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan), Ricardo Rover Machado. Segundo o gerente de planejamento e desenvolvimento ambiental da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), Pedro Luís Prado Franco, essa água não é própria para o consumo humano, mas tem qualidade suficiente para ser usada na irrigação agrícola e de jardins, na indústria e na lavagem de ruas, praças, calçadas e automóveis, entre outros. “O reuso de água é extremamente importante para áreas de escassez hídrica. Essa água que estaria sendo tratada e lançada no rio, vai ser novamente usada fazendo com que a pressão na demanda por recursos hídricos diminua”, diz Pedro Luís. No Sul do país, a água de reuso tem sido aproveitada na irrigação de lavouras de arroz. Por lá, a produção de água de reuso chega a 30 mil litros por dia, o suficiente para irrigar uma área de 270 hectares. “75% de toda água que é captada nas duas maiores bacias da região metropolitana de Porto Alegre – a do Sinos e a do Gravataí – é usada na irrigação. Então, [aproveitar] a água de reuso para a irrigação diminui consideravelmente a captação nos mananciais, preservando os cursos d'água e aumentando a disponibilidade para o consumo humano”, destaca o diretor de operações da Corsan. No Rio de Janeiro o exemplo começa em casa. A nova sede da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) foi construída com sustentabilidade ambiental e entre outras medidas aproveita água de reuso nas atividades que não exigem água 100% limpa, como nos sanitários e no cultivo de jardins. Semanalmente são armazenados 88 mil litros de água para suprir essas demandas. Também no Rio está o maior projeto de reuso de água industrial do mundo. Em parceria com a Petrobras, a Cedae vai fornecer 1.500 litros de água por segundo para o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj).

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Programa de Leitura – 2º Semestre de 2014 “A água de reuso na indústria é usada

“A água de reuso na indústria é usada em processos [nos quais] normalmente a empresa usa água

potável, uma água que serve para a população. Ao adotar a água de reuso há uma economia em escala: você

deixa de jogar o efluente tratado nos cursos d'água; promove economia da água tratada que é reaproveitável;

diminui a captação de água e aumenta a disponibilidade para a população”, diz o assessor ambiental da

Cedae, José Maria de Mesquita Junior. Segundo cálculos da Cedae, o montante de água envolvido nesse

projeto poderia abastecer 500 mil pessoas.

No Nordeste, região que sofre com a seca, os efluentes tratados também são aproveitados. A

Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) aproveita a água de reuso na irrigação de

uma plantação de capim no município de Pendências. O capim é base de ração animal e também serve para a

fabricação de lenha ecológica.

O projeto é piloto e disponibiliza 700 mil litros por dia de água de reuso, mas a experiência deu tão

certo que a companhia pretende ampliar a prática. “Esse é o laboratório em escala real que precisávamos. A

ideia agora é continuar este projeto e até mesmo expandi-lo para outros cultivos”, conta o engenheiro de

desenvolvimento de operações da Caern, Marco Calazans.

Texto disponível em http://www.cntdespoluir.org.br/paginas/Reportagens.aspx?n=231. Acesso em o6 de ago. 2014.

Texto 1.1.2 – Reportagem

EDUCAÇÃO AMBIENTAL COMEÇA NA ESCOLA

A educação ambiental deve ser conduzida de maneira expansiva, despertando nos alunos o interesse.

Por João Guilherme jhpg2009@gmail.com em Reportagem Publicado em 08/11/2012 12:54 Atualizado em 08/11/2012 12:58

Publicado em 08/11/2012 12:54 Atualizado em 08/11/2012 12:58 O foco principal da educação ambiental é conscientizar

O foco principal da educação ambiental é

conscientizar ecologicamente as crianças e adultos,

preocupando-se em prover oportunidade de conhecimento

que permita a mudança de comportamento do ser humano

quanto à proteção da natureza. As ações sustentáveis estão

diretamente ligadas à educação ambiental, e a escola,

juntamente com o apoio familiar, serão pontos

fundamentais para o início desta educação de preservação

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Programa de Leitura – 2º Semestre de 2014 ao meio ambiente. A criança sendo educada ambientalmente

ao meio ambiente. A criança sendo educada ambientalmente desde os primeiros passos na escola terá este

conhecimento para o resto de sua vida.

Em Vitória, o Cmei (Centro Municipal de Educação Infantil) Cecília Meireles, na Ilha de Monte Belo, já

ensina aos alunos com até quatro anos de idade a cuidarem e preservarem o meio ambiente, através do projeto

Sustentabilidade e Educação Ambiental: Possibilidades na Educação em Tempo Integral.

O projeto viabilizou a criação de uma horta dentro da própria escola, ajudando aos alunos nas práticas

desenvolvidas por antigas gerações da humanidade como o plantio de alimentos sem uso de agrotóxico, o uso de

plantas medicinais para a cura de algumas enfermidades, entre outras ações que promovem um entendimento das

condições atuais da humanidade com meio ambiente.

De acordo com a professora Mônica Peccolo, uma das idealizadoras do projeto, a educação ambiental está

sendo bem aceita pelos alunos, porque no Cmei é possível que elas, ainda com pouca idade, possam aprender e

crescer, dando prosseguimento ao cultivo de alimentos, que elas mesmas vão plantar, colher e consumir,

participando ativamente do processo educativo.

As famílias interagem neste processo de mudança de comportamento com meio ambiente, são convidadas

a participar das ações e observar as proporções adquiridas por elas. As famílias percebem a necessidade de se

realizar uma aproximação maior com os diversos elementos do planeta que estão presentes como matéria-prima

na produção de conhecimento delas através da parceria que vêm tendo com a educação infantil deste Cmei,

explica a professora.

Os resultados após a implantação da educação ambiental na escola “têm sido de grande valor, pois os

alunos têm oportunidade de sair e visitar instituições ambientais como o Incaper, e terem a sensibilidade de tocar

em mudas de diferentes plantas, conhecendo seu valor nutricional, medicinal. E os professores trazem mudas para

o plantio na escola”, afirma Sueli.

Outro resultado marcante foi a construção dos eixos de trabalho no centro, “dando ao espaço da horta a

forma de mandala: plantas medicinais, plantio e doação de mudas, compostagem, visita de campo, minhocário,

culinária e arte”, exemplifica a pedagoga

Escola sustentável

De acordo com a professora Mônica Peccolo, a escola sustentável foi iniciativa da própria escola,

começando com a construção do Projeto Horta “e se estendendo para o projeto que hoje desenvolvemos

(Sustentabilidade e Educação Ambiental: Possibilidades na Educação em Tempo Integral). As mudanças são

notáveis, pois nota-se na horta os frutos que são colhidos deste trabalho. Todo mês se pesa os restos das cascas de

frutas, legumes, talos e folhas da cozinha. São cerca de 200 kg que vem sendo reciclados com a compostagem. O

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Programa de Leitura – 2º Semestre de 2014 que vem representando cerca de uma e meia

que vem representando cerca de uma e meia tonelada de lixo que não vai para o aterro. Todo esse resíduo é revestido em adubo para a horta”, conclui Mônica. Segundo Rogério Rodrigues, biólogo da empresa Ello Ambiental Consultoria, o ensino da sustentabilidade deve começar com projetos. Eles enfatizam o pensamento crítico, resolução de problemas, a tomada de decisões, análise, o aprendizado cooperativo, liderança e a capacidade de comunicação. Já o meio ambiente deve entrar como uma coisa divertida e dinâmica, “algo que mostre para os futuros cidadãos que nós fazemos parte do que chamamos natureza e que não é apenas na semana dedicada ao meio ambiente, ou no Dia da Árvore, que devemos pensar sobre ela”. Existem muitas definições sobre o que é sustentável. A mais apropriada diz que o sistema em que vivemos deve satisfazer nossas necessidades de crescimento e manutenção armazenando mais energia do que a despendida para construí-lo. Por isso, uma escola sustentável deve ser construída a partir desses conceitos e de práticas, envolvendo os educandos, explica o biólogo.

Implantação dos projetos sustentáveis

Atividades como a horta, a coleta seletiva de lixo, a utilização de papel reciclado e o uso de canecas plásticas no lugar de copos descartáveis são algumas das iniciativas da escola na tentativa de conscientizar os alunos na preservação do meio ambiente. No Cmei Cecília Meireles, alguns projetos sustentáveis já estão sendo trabalhados como visitação e exploração do espaço da horta, passeios relacionados ao projeto, importância do solo na reprodução de alimento e os cuidados com a preparação deste, minhocário, compostagem, plantio de plantas medicinais e comestíveis e culinária. Segundo a pedagoga Sueli Moraes, o comportamento dos alunos mudou muito, pois foi de uma riqueza sem igual o contato com a terra no preparo dos canteiros, tirar matinhos, espantar formigas com o uso da borra de café. Isso veio somar e afirmar a diversidade e o entendimento de que a criança é ator e narrador da produção do conhecimento.

Texto disponível em http://www.faesadigital.com.br/ artigo/categoria/reportagem/educacao+ ambiental+ comeca+ na+escola. Acesso em 18 de jan. 2014.

Texto 1.1.3. - Reportagem

Educar para sobreviver

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Programa de Leitura – 2º Semestre de 2014 Escolas despertam para a importância da educação ambiental,

Escolas despertam para a importância da educação ambiental, mas ainda se ressentem da carência de metodologias integradas ao cotidiano

Carolina Cassiano

Já se passaram quinze anos desde as discussões da Conferência das Nações Unidas sobre Meio

Ambiente e Desenvolvimento, a Eco-92, e dez anos do Protocolo de Kyoto, quando mais de 160 países se

comprometeram a lutar contra o aquecimento global. Enquanto o debate teórico amadurecia e culminava no

Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas das Nações Unidas - com a conclusão de que a redução

da emissão de gases causadores do efeito estufa é capaz de desacelerar o aquecimento global -, os

termômetros das cidades mostravam a palpável realidade das alterações climáticas, percebida pela

população. Pesquisa recente do Ibope mostra que, mesmo entre aqueles com formação até o ensino médio e

com renda de até um salário mínimo, 80% se dizem muito preocupados com a questão ambiental.

Acompanhando a tendência mundial, as escolas assumiram a responsabilidade de introduzir as

questões relativas ao meio ambiente em seu dia-a-dia, com o intuito de formar cidadãos conscientes quanto

ao impacto de suas práticas. Cada uma com fórmulas e métodos variados, com resultados que não podem ser

avaliados com nota, muito menos no curto prazo. O desafio é sair do discurso vazio e criar novos hábitos

entre os jovens.

Segundo o Censo Escolar 2004, quase todas as escolas brasileiras de ensino fundamental incluem

educação ambiental em sua grade curricular. O salto é recente. Em 2001, 115 mil escolas, ou 61,2% do

universo escolar, declaravam dedicar-se ao tema. Em 2004, eram 152 mil escolas - 94% do total. Nesses três

anos, o percentual de escolas ligadas ao tema na região Norte passou de 54% para 93%; no Sul e Sudeste

atingiu 97%.

O problema é como fazem isso. O Censo mostra que 66% das escolas declararam desenvolver ações

de educação ambiental por meio de projetos; 38% utilizam a modalidade inserção no projeto político

pedagógico e 34% o meio ambiente como tema transversal às outras disciplinas. O ponto de partida de cada

uma está intimamente relacionado à iniciativa de um ou mais docentes em 59% dos casos. Os dados fazem

crer que a educação ambiental ainda não está sistematizada como parte constante do programa da maioria

das escolas. Ainda assim, há boas iniciativas em curso.

Transversalidade

Felipe Pacheco, estudante do 2o ano do ensino médio do Colégio Arquidiocesano, em São Paulo,

achava uma bobagem reciclar. "Eu pensava 'ninguém faz, por que vou fazer?'", diz. Na 8a série, o professor

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Programa de Leitura – 2º Semestre de 2014 de ciências propôs um trabalho em que ele

de ciências propôs um trabalho em que ele deveria verificar a quantidade de lixo que se produzia por mês

em sua casa. "Isso me abriu os olhos", diz.

Na maioria das escolas, a educação ambiental é orientada pelos professores de ciências ou biologia,

pela afinidade natural com o tema - nem sempre com a obrigação sistemática de sensibilizar alunos, mas

com o objetivo de informar ou fazer refletir sobre as consequências da atuação das fábricas, da tecnologia,

do consumismo excessivo e sobre a preservação do ar. Para formar um projeto de educação ambiental

eficiente, no entanto, muitas escolas perceberam que precisam ir além da teoria em uma única disciplina. Por

essa razão, muitas incorporaram nos currículos projetos transversais que mobilizam todas as matérias.

Assim fez o Arquidiocesano que, desde 2004, mantém o projeto Saber Cuidar, que incentiva a

atenção ao meio ambiente, com as pessoas e com as relações. Motivado pela assembleia internacional que

culminou na criação da Agenda 21, o projeto tem encontros de formação com professores, alunos e

funcionários, para que todos discutam sobre o futuro do planeta e aprendam novos hábitos, como economia

de papel e redução do uso de copinhos plásticos.

Também há medidas práticas, como a coleta de 10 mil garrafas pet junto aos alunos para fazer a

ornamentação de Natal ou a coleta de pilhas e baterias para que não sejam descartadas com o lixo comum.

Essa coerência entre discurso e prática é detectada pelos alunos, que aprendem com o exemplo. "Percebo

que o Arqui aplica os conceitos que ensina. Isso diminui o risco de os ensinamentos ficarem apenas no

blablablá", diz Felipe.

Outra abordagem foi escolhida pelo Colégio Rio Branco, em São Paulo, que criou uma organização

de combate ao desperdício, incentivo à reciclagem e busca da qualidade de vida. A escola elaborou um

trabalho conjunto com a Eletropaulo, que pedia aos alunos que levassem as contas de luz à escola para

mapear os gastos e propor a redução. "Usamos esse mote para fazer estudos em matemática, geografia,

história, ciências e outras matérias, com o objetivo de levantar quais novas atitudes poderiam mudar e por

que isso seria positivo para o mundo", diz Rosângela Guedes, supervisora pedagógica. O Rio Branco

também passou a desligar as luzes do corredor em horário de almoço e das salas nos intervalos de aula.

Surtiu efeito. "Reduzimos em 80 kwh o consumo na minha casa", conta Tito Bicalho da Fonseca, dez anos,

estudante da 4ª série. "Ninguém mais deixa a TV ligada quando sai da sala. Também aprendi a não poluir o

meio ambiente e a andar mais de transporte público."

Segundo especialistas, ao trabalhar a educação ambiental, a escola deve ter claro o intuito de mudar

hábitos dos estudantes, professores e funcionários. Afinal, educação ambiental significa ensinar a ideia de

desenvolvimento sustentável, segundo a qual os crescimentos econômico, social e ambiental estão

associados e não podem comprometer o futuro um do outro. "A educação ambiental está ligada a um

conceito ético que quer criar uma cultura não-predatória, com estilos de vida diferentes dos nossos, que hoje

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Programa de Leitura – 2º Semestre de 2014 caminham para um mundo insustentável", diz Célio da

caminham para um mundo insustentável", diz Célio da Cunha, porta-voz da Unesco no Brasil para a educação. Daí a importância de o tema passar por todas as disciplinas e por toda a instituição. "É um assunto transversal, assim como ética e cidadania, daqueles que só se ensina se toda a escola estiver sintonizada e transpirando o mesmo modo de pensar e agir", conceitua Rachel Trabjer, antropóloga, linguista e coordenadora de Educação Ambiental do Ministério da Educação (MEC). Mas não são todos que afinam bem teoria e prática. O Censo Escolar 2004 mostra, por exemplo, que apenas 49% das escolas brasileiras que têm educação ambiental utilizavam a coleta periódica como destino final do lixo; 41% delas declararam queimar o lixo e apenas 5% o reutilizavam ou reciclavam.

Estudos do meio

Os estudos do meio estão entre os projetos de maior efetividade quando o tema é meio ambiente. Levar os alunos a um trabalho de campo, em lugares cujo ecossistema se destaca - seja pela preservação exemplar ou pela impactante devastação local - surte efeito. Por meio do contato com esses cenários e seus moradores, as instituições sensibilizam os jovens para refletir e realizar sínteses coletivas e trabalhos. Na lista dos principais destinos selecionados pelas escolas paulistanas estão Cananéia, Baixada Santista, Ilha do Cardoso, Paraibuna, Volta Redonda, Vale do Ribeira, Angra dos Reis e Pantanal. No Colégio Santa Cruz, por exemplo, esse tipo de projeto começa no ensino fundamental e se estende até o primeiro ano do ensino médio, quando, durante um semestre, o professor de biologia ministra a disciplina "meio ambiente". O trabalho prevê que os alunos escolham um destino (Ilha Grande, Vale do Ribeira, Paraty, Pico de Itatiaia ou Amazônia) e passem dez dias visitando os lugares e conhecendo as comunidades de perto. "Eles dormem em redes, interagem com as pessoas, comem o que elas comem. O projeto é obrigatório e o objetivo pedagógico é sensibilizar o aluno", diz Fabio Aidar, vice-diretor do colégio paulistano. Isabela Campos Deveza, de 16 anos, cursa o 2º ano do ensino médio no Santa Cruz. Viajou ano passado à Amazônia com a escola. Na bagagem de volta, trouxe uma nova visão de mundo. "Nossa demanda de consumo aqui chega à Amazônia em forma de devastação predatória dos recursos naturais. Enxergando isso, muda a sua maneira de consumir", reflete. A estudante diz que outros valores foram também resgatados com a experiência. "A comunidade abriu as portas para nós e dividia tudo o que tinha conosco. Isso me fez valorizar esse tipo de carinho e de relação humana", conta.

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Atividades complementares

Leitura – 2º Semestre de 2014 Atividades complementares Para promover a discussão sobre o impacto das

Para promover a discussão sobre o impacto das mudanças climáticas no Brasil e no mundo, o Colégio São Luís colocou cerca de 40 alunos do ensino médio em contato, via videoconferência, com outros 60 estudantes do Colégio Boa Viagem, de Recife, e do colégio The Grey Coat School, de Londres. Para esse evento, preparou aulas extras, fez reuniões e propôs uma pesquisa de campo, que os alunos fizeram com familiares e amigos, para saber o que as pessoas sabiam sobre o fenômeno do aquecimento global, quais medidas deveriam ser tomadas, quais aceitariam encampar. No encontro, discutiram a realidade de cada cidade e, ao final, os estudantes concluíram ser necessário o uso de meios de transporte coletivos como o metrô, de combustíveis alternativos como o biodiesel, além do rodízio de veículos. Rodrigo Dornelles, do 3º ano, participou da videoconferência. Para ele, apesar de o tema ser sempre debatido na imprensa, o processo formador compete à escola. "Confiamos nos nossos professores mais do que na mídia, por isso a escola é tão importante para nos orientar, sensibilizar e sermos mais críticos. O debate ético e o convite à reflexão quem faz é a escola", diz. Apesar de trabalhar com a transversalidade, o Colégio Oswald Caravelas, também de São Paulo, optou por criar uma disciplina que aborde exclusivamente aspectos do meio ambiente. No ensino médio, a escola oferece aos alunos opções para uma matéria eletiva a cada ano. Entre as do 2º ano, está a "biodiversidade". No 1o semestre, além de discussões aprofundadas, o curso aborda ética e ajuda cada aluno a escolher um tema sobre o qual deverá escrever uma monografia, em moldes acadêmicos. "A escola ensina metodologia de pesquisa e cobra envolvimento dos alunos que, com isso, adquirem discurso político, postura crítica e sensibilizada", diz Adélia Pasta, diretora do ensino médio.

Com crianças

Na educação infantil, há escolas bastante empenhadas em propor trabalhos que desenvolvam hábitos responsáveis desde cedo, o que parece mais simples do que consertar comportamentos viciados. As iniciativas são bem diversas. Na Escola Viva, cujo projeto nasceu em 1991, há algumas frentes de ação: um trabalho educativo com professores e funcionários para desenvolver valores ligados à preservação do meio ambiente; um coletor de lixo reciclável instalado na porta da escola para a comunidade; e uma central de sucata, que recolhe objetos reaproveitáveis para utilizar no ateliê da escola, entre outros.

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Programa de Leitura – 2º Semestre de 2014 O plano pedagógico prevê o uso do quintal

O plano pedagógico prevê o uso do quintal da escola, projetado com o intuito de aproximar crianças

urbanas da natureza - coelhos, galinhas, marrecos, jabutis, borboletas, tatus, passarinhos e plantas. "O

convívio com bichos e plantas ajuda a provocar conflitos, a exercitar valores em situações concretas, a

discutir a relação com o outro e a respeitar a vida", diz Sônia Marina Muhringer, coordenadora de meio

ambiente da escola e coautora do livro infantil Verde e a Vida

da escola e coautora do livro infantil Verde e a Vida (Editora Ática). Segundo a educadora,

(Editora Ática).

Segundo a educadora, os pequenos absorvem esse

conhecimento, aderem às práticas adequadas e logo viram fiscais

dos adultos. "Eles levam para fora da escola, impedem os pais de

desperdiçar, não matam insetos, ensinam o jardineiro a cortar certo

a grama e ficam incomodados com a postura errada", diz. "O

adulto resiste mais a abrir mão de hábitos. Nada melhor do que

uma criança para fazê-lo rever sua postura", diz Sônia.

Inspirado na Assembleia Geral das Nações Unidas, que

proclamou a Declaração do Milênio e os "8 Jeitos de Mudar o

Mundo", o Colégio Guilherme Dumont Villares resolver criar,

como estratégia pedagógica, um personagem infantil para interagir com as crianças da educação infantil, o

Dumonzinho. Por meio de histórias, criadas em classe, o personagem aborda temas como

empreendedorismo, erradicação da fome, saúde, qualidade de vida e meio ambiente. Todo ano, uma história

é publicada em livro.

Este ano, a sustentabilidade ambiental é o foco do personagem. Em 2006, foi o processo de

desertificação. "A meninada de até 10 anos é a mais consciente. É a geração dos tsunamis, da mudança de

temperatura, do rio Amazonas seco, de Nova Orleans alagada. Estão com medo dessa realidade e precisamos

lidar com isso, em linguagem infantil, para buscar a preservação da vida", diz a diretora, Eliana Aun.

Também na linha de materiais pedagógicos lúdicos vai a escola Trilha da Criança, que este ano

desenvolve um álbum de figurinhas com o tema "Para preservar o meio ambiente, basta plantar a semente".

Cada evento feito na escola gera um cromo. "Trouxemos uma pessoa que trabalha com coleta seletiva para

uma conversa com as crianças. A foto virou uma figurinha", explica Ana Maria Pereira Teixeira,

coordenadora pedagógica. Todos os alunos recebem o álbum, que contém explicações sobre os temas

ilustrados, e também os cromos, que chegam em pacotinhos, alguns propositalmente repetidos, para que os

alunos os troquem. O álbum, de 125 imagens, ficará completo até o fim do ano.

A escola, que tem como lema o cuidado consigo, com o outro e com o mundo, tem 19

compromissos, entre eles o combate ao desperdício e uso racional da água. "Todo mês, a garotada de quatro,

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Programa de Leitura – 2º Semestre de 2014 cinco anos faz reuniões para discutir questões ambientais

cinco anos faz reuniões para discutir questões ambientais e o reaproveitamento de alimentos", diz Ana

Maria.

No Colégio Elvira Brandão, as crianças são levadas a fazer experimentos para comparar a qualidade

da água da torneira com a água de um rio, por exemplo. A turma do maternal foi ao laboratório observar

quais materiais boiariam e quais afundariam, se jogados na água. "Aprenderam que não se pode jogar nada

no rio para não impedir a luz de entrar e para não encher o fundo de lixo", conta a professora do laboratório

de ciências, Lídia Yamana.

O trabalho pedagógico da escola levou um dos alunos a propor uma campanha de reciclagem no

prédio. Com ajuda da mãe, conversou com a síndica e agora está elaborando cartazes para o prédio todo,

além de querer levar os latões de coleta seletiva para o edifício. "Tirar o lixo do meio ambiente é uma forma

de melhorar o mundo e evitar que aumente o efeito estufa na atmosfera. Aprendi isso este ano na escola", diz

Lucas Couto, nove anos, estudante da 3ª série. Lucas também quer ensinar as crianças do prédio a reciclar

papel. "Fica bonito e dá para usar para escrever, desenhar, fazer jornalzinho e origami", diz.

Rede pública

Em nível nacional, o Brasil hoje tem uma política de educação ambiental, colocada em prática por

meio de parcerias entre o Ministério da Educação e o Ministério do Meio Ambiente. O intuito é prover

ferramentas e conhecimento a professores e escolas da rede pública para que articulem o debate sobre a

educação ambiental na instituição e na comunidade. Entre os projetos, está a Conferência Nacional Infanto-

Juvenil pelo Meio Ambiente, da qual participaram cerca de 20 mil escolas, que dá subsídios aos professores

para a discussão de problemas locais e mundiais com alunos, professores e comunidade.

Também há um projeto de formação de professores, pelo qual já passaram quase 30 mil docentes, em

seminários de três dias. "A estratégia é a construção do conhecimento dialógico, não reprodutor, mas

produtor de diferentes formas de agir e pensar", diz Rachel Trabjer, do MEC.

A crítica da antropóloga é direcionada aos projetos isolados da proposta pedagógica. "As escolas

acabam muitas vezes relacionando educação ambiental a uma coisa pontual, como plantar uma árvore, e não

percebem que deve ser tratada como uma visão de mundo, elaborada a partir do meio ambiente", alerta. Ela

diz que isso se dá por falta de preparo dos professores. "Infelizmente, isso ainda não é disciplina das

licenciaturas, por isso o que fazem muitas vezes é voltado para o imediato."

Autor de diversas publicações sobre o meio ambiente para uso pedagógico, o professor Paulo

Robson de Souza, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, concorda com Rachel. "As licenciaturas

deveriam trabalhar o assunto e a universidade deve esvaziar as gavetas com o conhecimento sobre meio

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Programa de Leitura – 2º Semestre de 2014 ambiente, para que venha a público em linguagem

ambiente, para que venha a público em linguagem acessível", diz o biólogo, que acaba de lançar a coleção

Valorizando a Biodiversidade no Ensino de Botânica, que orienta como explorar a flora do Pantanal de

forma didática.

Texto disponível em http://revistaeducacao.uol.com.br/textos/122/artigo234183-1.asp. Acesso em 18 de jan.

2014.

TEXTOS 1.2 – NOTÍCIAS

Texto 1.2.1. – Notícia

Fim dos lixões até 2014 é tema da Conferência Nacional do Meio Ambiente

Ana Cristina Campos

Repórter da Agência Brasil

Brasília - O Brasil tem 2.906 lixões em atividade e das 189 mil toneladas de resíduos sólidos

produzidas por dia apenas 1,4% é reciclado. Mudar esse quadro – acabando com os lixões até 2014 e

aumentando o percentual de reciclagem – é uma das principais metas da 4ª Conferência Nacional de Meio

Ambiente, que este ano vai discutir a geração e o tratamento dos resíduos sólidos. O evento ocorre em

Brasília, de 24 a 27 de outubro.

O tema ganhou relevância após a publicação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS),

instituída pela Lei 12.305, de 2010, que determina que todos os municípios tenham um plano de gestão de

resíduos sólidos para ter acesso a recursos financeiros do governo federal e investimento no setor.

Os 1.352 delegados debaterão a PNRS com base nas propostas apresentadas nas 26 etapas estaduais

e na etapa distrital e nas 643 conferências municipais e 179 regionais que mobilizaram 3.602 cidades e 200

mil pessoas. A conferência terá quatro eixos temáticos: produção e consumo sustentáveis, redução dos

impactos ambientais, geração de emprego e renda e educação ambiental.

Na etapa nacional, será produzido um documento com 60 ações prioritárias, sendo 15 por eixo. “O

governo vai deter sua atenção nessas ações demandadas pela conferência para implementação da Política

Nacional de Resíduos Sólidos,” disse o diretor de Cidadania e Responsabilidade Socioambiental do

Ministério do Meio Ambiente (MMA), Geraldo Abreu. Esses resultados constarão na carta de

responsabilidade compartilhada da 4ª CNMA.

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Programa de Leitura – 2º Semestre de 2014 Pela Lei 12.305, após 2014 o Brasil não

Pela Lei 12.305, após 2014 o Brasil não poderá mais ter lixões, que serão substituídos pelos aterros

sanitários. Além disso, os resíduos recicláveis não poderão ser enviados para os aterros sanitários e os

municípios que desrespeitarem a norma podem ser multados.

O desafio é grande: existem quase 3 mil lixões no Brasil para serem fechados no prazo fixado na

PNRS, apenas 27% das cidades brasileiras têm aterros sanitários e somente 14% dos municípios brasileiros

fazem coleta seletiva do lixo. “Precisamos transformar os resíduos em matéria-prima para que o meio

ambiente não seja tão pressionado. Perdemos potencial econômico com a não reutilização dos produtos”,

explicou Abreu. Segundo o MMA, se os resíduos forem reaproveitados podem valer cerca de R$ 8 bilhões

por ano.

“A gestão de resíduos sólidos, até a publicação da lei, se deu de forma muito desordenada, trazendo

uma série de prejuízos à população. Vimos proliferar lixões por todo o Brasil, com desperdício de recursos

naturais que, pela ausência de um processo de reciclagem, acabam indo para esses locais inadequados”,

disse Abreu.

A conferência vai discutir, entre outras medidas, o fortalecimento da organização dos catadores de

material reciclável por meio de incentivos à criação de cooperativas, da ampliação da coleta seletiva, do

fomento ao consumo consciente e da intensificação da logística reversa, que obriga as empresas a fazer a

coleta e dar uma destinação final ambientalmente adequada dos produtos.

Texto disponível em http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/noticia/2013-10-20/fim-dos-lixoes-ate-2014- e-tema-da-conferencia-nacional-do-meio-ambiente. Acesso em: 05 de ago. 2014.

TEXTO 1.2.2 - Notícia

MEIO AMBIENTE

Duplo benefício

Ao conscientizar produtores sobre a importância de preservar o meio ambiente, Lar valoriza os seus produtos

Texto: Gustavo Laredo Fotos: Kenji Honda

Preservar o meio ambiente tornou-se um quesito fundamental para as empresas quando o assunto é a

disputa por mercados. Os consumidores estão cada vez mais preocupados em saber de onde vem as

mercadorias que consomem. E muitas vezes preferem pagar caro por produtos de companhias que dão

atenção a questões ecológicas.

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Programa de Leitura – 2º Semestre de 2014 A Cooperativa Agroindustrial Lar, de Medianeira, PR, investe

A Cooperativa Agroindustrial Lar, de Medianeira, PR,

de 2014 A Cooperativa Agroindustrial Lar, de Medianeira, PR, investe há mais de 20 anos em

investe há mais de 20 anos em ações ligadas à preservação da

natureza. No início, a ideia era criar um modelo alternativo de

desenvolvimento sustentável. "Hoje nós sabemos que, além da

preocupação com o meio ambiente, há também o apelo comercial. O

próprio consumidor quer mercadorias que sejam produzidas de

forma correta", avalia Irineo da Costa Rodrigues, presidente da

cooperativa.

Para que isso seja feito, a Lar implementou no ano passado uma área de gestão ambiental. Entre os

projetos está a utilização do efluente final do tratamento dos dejetos da unidade industrial de aves para

irrigação das árvores de eucalipto plantadas ao lado da fábrica

Texto

Acesso em 18 de jan. 2014.

disponível

em

http://revistagloborural.globo.com/GloboRural/0,6993,EEC790807-1641,00.html.

TEXTOS 1.3 – CARTAS DE LEITOR

Eu assino

Eu assino a Revista Ecológico pela excelente qualidade e relevância de suas diversas matérias. A publicação

me subsidia, como membro da Comissão Interinstitucional de Educação Ambiental da Zona da Mata (CIEA)

e

Coordenador Técnico do Fórum Regional de Educação Ambiental da Zona da Mata (ForEA), na promoção

e

envolvimento de atores sociais na educação ambiental a partir da construção dos conhecimentos sobre

temas relacionados aos problemas ambientais locais, bem como suas potencialidades. Após a leitura e

anotações, fazemos a doação da revista à E.E. Emilia Esteves Marques de Carangola-MG, contribuindo para

trabalhos de grande alcance socioambiental no município, tais como projetos elaborados e executados por

professores e alunos daquele estabelecimento de ensino.

Renato Gomes, analista ambiental SEMAD-MG

Texto

Acesso em 19 de jan. 2014.

disponível

em

http://www.revistaecologico.com.br/materia.php?id=53&secao=741&mat=783.

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TEXTOS 1.4 – ARTIGOS DE OPINIÃO

Texto 1.4.1 – Artigo de Opinião

– ARTIGOS DE OPINIÃO Texto 1.4.1 – Artigo de Opinião MEIO AMBIENTE: UMA QUESTÃO DE CULTURA

MEIO AMBIENTE: UMA QUESTÃO DE CULTURA

Juliana Moreno

A questão ambiental tem sido atualmente alvo de discussões na sociedade, tanto no ambiente

político, empresarial como acadêmico. Termos como aquecimento global e desenvolvimento sustentável passaram a fazer parte do vocabulário do dia a dia das pessoas.

A preocupação tornou-se constante, mas pergunta-se: o que as pessoas têm feito para mudar suas

atitudes com relação à questão ambiental? Mesmo distante das decisões sobre as grandes questões ambientais, há muitas atitudes que qualquer cidadão pode tomar em seu convívio social. É comum, e quase natural, pessoas jogando papel nas ruas e calçadas, sem ter uma preocupação com os danos que essa atitude pode estar causando ao meio ambiente. Muitas vezes as pessoas realizam, inconscientemente, algumas ações como, por exemplo, esquecem torneiras ligadas, não apagam as luzes ao ser o último a sair de determinado ambiente e pode-se perceber que essas ações são automáticas. Mudar o comportamento de pessoas adultas, com hábitos já arraigados, e que não receberam uma educação ambiental exige um grande esforço. A maneira pela qual o homem assimila determinados conteúdos vai estabelecer conceitos padrões dentro de si, que geralmente são persistentes. Quando criança, o homem recebe algumas informações que vão formando ideias e conceitos que

passarão a fazer parte integrante da sua vida, conduzindo-o sempre em suas decisões e atitudes comportamentais, por isso torna-se importante sensibilizar as pessoas com relação a questão ambiental para que possam agir de forma ética em relação ao meio ambiente.

As discussões tocam exatamente neste ponto, pois é chegada a hora de repensarmos nossas atitudes e

criarmos um padrão de comportamento mais coletivo pensando no bem estar de toda uma sociedade da qual fazemos parte e, disso depende a nossa condição de vida, tanto em termos de recursos naturais como em

saúde.

Nesse sentido se faz necessário que as pessoas mudem seus hábitos para contribuir com a preservação do patrimônio que pertence a todos, o meio ambiente.

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Programa de Leitura – 2º Semestre de 2014 Mas a realidade que se enfrenta para resolver

Mas a realidade que se enfrenta para resolver essa questão não é das mais simples porque é quase inerente no ser humano a dificuldade de mudar hábitos, sejam eles quais forem, alguém sempre irá resistir quando se tiver que mudar algum hábito.

A mudança de atitude em relação ao meio ambiente implica em duas questões fundamentais, o

exercício da cidadania, compreendida como sendo a consciência de seus deveres e direitos no convívio social e a responsabilidade social, como sendo os efeitos que cada ação pode interferir na sociedade como um todo, pois quando o indivíduo toma consciência de seus deveres e direitos perante si mesmo e a sociedade em que vive e age sempre respeitando o bem comum, pode-se obter o primeiro passo em direção à mudança de atitude. Sobre esse aspecto está sendo desenvolvido na Universidade Estadual de Maringá um projeto denominado Cidadania com Responsabilidade Social, cujo objetivo é sensibilizar toda a comunidade universitária quanto a responsabilidade de cada um na conservação e preservação do ambiente em que vivem, principalmente com relação ao patrimônio público, para diminuir o impacto, que algumas ações como deixar luz acesa, ventiladores e equipamentos ligados e jogar lixo no chão causam ao meio ambiente e oneram os gastos da universidade.

O projeto é apresentado à comunidade acadêmica no sentido de mostrar a cada ser humano que,

independente da posição que ocupe dentro da Universidade e com pequenas atitudes pode colaborar para a manutenção e conservação do ambiente. Com metas de longo prazo, o grande esforço do projeto está em formar uma nova cultura, um novo modo de pensar e agir com o que é de todos, e, a partir disso, que este comportamento também se reflita na comunidade externa.

Texto disponível em http://www.odiario.com/odiario/noticia/220280. Acesso em 06 de ago. 2014.

Texto 1.4.2 – Artigo de Opinião

Um futuro sustentável passa pela educação ambiental

Norman Arruda Filho

A questão da escala é inerente a todos os debates que envolvem a construção de um futuro em bases mais sustentáveis. Como fazer com que mais empresas incluam padrões éticos em suas relações? Como fazer com que mais pessoas consumam de forma responsável? Como fazer com que mais governos invistam de forma significativa em políticas de cuidado ambiental e social?

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Programa de Leitura – 2º Semestre de 2014 A Rio+20 busca desenvolver as estratégias para atingir

A Rio+20 busca desenvolver as estratégias para atingir objetivos que todos já conhecem. Sabemos

que nossas reservas naturais não suportarão por muito tempo o modelo de produção e consumo existente.

Como disse um interessante vídeo que assisti - “There is no planet B (algo como Não há um planeta B, em

tradução livre)”.

Por isso, a importância significativa da homologação das diretrizes curriculares nacionais para a

educação ambiental e para a educação indígena, anunciada na última quarta-feira (13), em um evento do

Ministério da Educação, que antecedeu a agenda oficial da conferência.

A medida garante que nossas crianças e jovens passem a ter contato com questões sociais e

ambientais, desde o ensino mais básico. Sem o investimento na educação desta e das próximas gerações, as

mudanças necessárias nas empresas, governos e sociedade não acontecerão. Para que exista a construção de

uma consciência coletiva, que terá como consequência a mudança de atitude e hábitos, é preciso incluir estes

conteúdos cada vez mais cedo na agenda do aprendizado.

É satisfatório ver que um movimento até então represado em poucas universidades e escolas de

negócio deve ganhar força no modelo educacional brasileiro como um todo. Isso sim é um ganho de escala.

Norman Arruda Filho é presidente do ISAE/FGV e está participando da Rio+20.

Texto

20/conteudo.phtml?id=1265787. Acesso em 19 de jan. 2014.

disponível

em

http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/meio-ambiente/rio-

Texto 1.4.3 – Artigo de Opinião

23/07/13 Juventude em movimento: um exemplo de educação ambiental

"Trote" de cunho sócio - ambiental, atividade pela qual os novos alunos da universidade possam contribuir

para implantar a estrutura de uma horta em um ambiente escolar, com conceitos e princípios da agricultura

sustentável

Edgar de Souza Silva Junior e Sandro Donnini Mancini

Ficou claro que a recente onda de protestos espalhados por todo o país tinha nos jovens sua maior

parte. Isso nos remete ao exercício do direito democrático de reivindicar melhorias, inicialmente ligada ao

setor dos transportes públicos, mas que estão atreladas de certa forma à insatisfação coletiva em vários

outros aspectos. Foram vistas nas ruas queixas com relação à corrupção, aos gastos com os futuros eventos

esportivos e a má qualidade de diversos serviços públicos, como saúde e educação.

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Programa de Leitura – 2º Semestre de 2014 Essa onda de protestos pode ser considerada um

Essa onda de protestos pode ser considerada um processo de amadurecimento da democracia brasileira. E esta última é relativamente recente, visto que a consolidação democrática, promulgada pela Constituição de 1988, documento este que institui o Estado democrático e a república presidencialista com eleições diretas, completa seu 25 anos. Assim, boa parte da juventude do país cresceu nesse contexto e, embora muitas vezes criticada por certo comodismo e conformismo, hoje clama por mudanças. Tudo isso nos leva a questionamentos sobre quais mudanças são necessárias e prioritárias e, principalmente, como alcançá-las. Infelizmente, as respostas não estão prontas. Buscar um olhar mais crítico e dividir a responsabilidade por elas entre todos, pode ser um caminho. Isso porque é sabido que, efetivamente, não se ganha nada à base do grito. É como ficar reclamando por melhorias com relação aos resíduos sólidos (mais varrição de ruas, coleta seletiva e responsabilização dos fabricantes, por exemplo) e gerar cada vez mais lixo, jogar lixo no chão, não fazer a separação dos recicláveis, não reutilizar etc. Nesse sentido, a juventude tem um papel fundamental, já que é reflexo do passado e peça chave para o futuro da nação. Um olhar pra si próprio e o contribuir efetivamente para uma realidade diferente devem ser peças desse quebra-cabeça. Dessa forma, o jovem tem que assumir a responsabilidade de ser ator das mudanças sociais que vem cobrando. Pode ser considerada uma iniciativa neste sentido, uma ação dos estudantes da Unesp Sorocaba planejada para as atividades de recepção de seus novos calouros, ingressantes pelo vestibular Vunesp do Meio de Ano 2013. A ideia é de desenvolver um "trote" de cunho sócio-ambiental, atividade pela qual os novos alunos da universidade possam contribuir para implantar a estrutura de uma horta em um ambiente

escolar, com conceitos e princípios da agricultura sustentável. Essa atividade será coordenada pela Rede de Educação Ambiental Unesp Sorocaba (REA-USo), um grupo formado por alunos e ex-alunos do curso de Engenharia Ambiental do campus de Sorocaba. Desde 2006 a REA-Uso é responsável pelo planejamento, desenvolvimento e gestão de projetos que trabalham as diversas temáticas relacionadas à Educação Ambiental em Sorocaba e região.

A atividade será realizada no dia 30 de julho, próxima terça-feira, na Escola Estadual Prof. Flávio

Gagliard, no bairro Jardim Saira, escola próxima às residências da maioria dos estudantes da Unesp. Na escola já é executado outro projeto de extensão em educação ambiental, ligado ao tema recursos hídricos. E

com o interesse do projeto de uma horta, a escola disponibilizou a área e abriu-se o novo desafio a ser realizado pelos alunos do curso de Engenharia Ambiental.

A atividade tende a trazer um legado positivo para a escola, para os alunos e a para a universidade,

resultando em um processo em que todos saem ganhando. Com relação à universidade, certamente será interessante a ampliação da visão social dos seus novos integrantes e a difusão do caráter de extensão à sociedade de uma universidade pública.

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Programa de Leitura – 2º Semestre de 2014 Finalizando, a onda de protestos no Brasil pode

Finalizando, a onda de protestos no Brasil pode ser vista como um reflexo da Primeira Lei de

Newton, um dos pilares da Física: um corpo em repouso tende a continuar em repouso a não ser que uma

força atue sobre ele. Uma força, no caso a discrepância entre o custo e a qualidade do transporte público,

atuou sobre a juventude brasileira, que começou a se movimentar, tanto que o cartaz "O Gigante Acordou"

era um dos mais vistos nas manifestações de rua pelo país. A lei de Newton também fala que um corpo em

movimento tende a continuar em movimento se nada for feito contrariamente.

É isso que se espera da juventude brasileira: que continue em movimento, não só reivindicando, mas

também apontando soluções.

Edgar de Souza Silva Junior (edgarsj_mg@yahoo.com.br) é aluno do curso de graduação em

Engenharia Ambiental e membro da Rede de Educação Ambiental da Unesp-Sorocaba

(redeambientalsorocaba@yahoogrupos.com.br). Sandro Donnini Mancini (mancini@sorocaba.unesp.br) é

professor da Unesp de Sorocaba (www.sorocaba.unesp.br) e escreve a cada duas semanas, às terças-feiras,

neste espaço.

Texto

exemplo-de-educacao-ambiental. Acesso em 06 de ago. 2013.

disponível

em

http://www.cruzeirodosul.inf.br/materia/488932/juventude-em-movimento-um-

Texto 1.4.4. – Artigo de Opinião

ECONOMIA VERDE: REINVENÇÃO DO CAPITALISMO OU NOVA UTOPIA?

Michael Porter defende que o Estado deve criar uma regulação rigorosa, pois é a única forma de

fazer os empresários saírem da zona de conforto e investirem em inovações, analisando suas cadeias de

valores e identificando nos processos as causas da poluição. Ou seja, poluição é sinônimo de ineficiência

operacional.

A sustentabilidade nem bem conseguiu ser digerida pela academia e empresariado e já aparece um

novo termo para apaziguar os ânimos e a ansiedade em tempos de medo do novo apocalipse, um fim do

mundo provocado pelo próprio ser humano sem interferência divina. Muitas críticas já surgem com relação à

economia sustentável, sendo considerada como uma nova ideologia da contemporaneidade. Os que estão à

direita, que seriam os empresários arcaicos ou ideólogos radicais do liberalismo de John Locke, que

abominam as tentativas sob quaisquer justificativas de intervenção do Estado nas regras econômicas da

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Programa de Leitura – 2º Semestre de 2014 sociedade, continuam a defender o livre mercado e

sociedade, continuam a defender o livre mercado e o uso indiscriminado dos recursos naturais, deixados por

Deus ao homem que trabalha.

Os que estão à esquerda, que defendem o fim do capitalismo como sistema social e econômico

injusto, argumentam que a igualdade social, prometida há mais de um século, não pode ser barrada pelo

ecologicamente correto, agora que chegou a vez dos pobres. Os ricos estão desfrutando o conforto há

séculos. Agora é a vez dos pobres. Será mesmo?

Os empresários reclamam que qualquer ação regulatória é um balde de água fria na iniciativa privada

que é obrigada a fazer investimentos pesados para o controle das emissões de efluentes químicos líquidos ou

gasosos, além de metais pesados, sucatas, resíduos etc. Os ambientalistas defendem que os capitalistas estão

dando um tiro no pé ao resistirem ao controle das emissões, matando a galinha dos ovos de ouro.

Um guru do neoliberalismo e das gestões estratégicas, Michael Porter, defendeu tempos atrás, em um

artigo, que o Estado deve mesmo criar uma regulação rigorosa, pois é a única forma de fazer os empresários

saírem da zona de conforto e investirem em inovações, analisando suas cadeias de valores e identificando

nos processos as causas da poluição. Ou seja, poluição é sinônimo de ineficiência operacional. Ele vai mais

longe ao provar com exemplos que a inovação acaba gerando economias relevantes nos processos,

reduzindo custos e preços, além dos impactos positivos do ponto de vista ecológico.

Alguns discursos argumentam que a sustentabilidade e agora a economia verde são ideologias.

Afinal por que são ideologias? É preciso, mais do que nunca, entender porque estão sendo nominadas como

tal. A questão ambientalista, como nós já vimos, não encontra assento nem à direita, nem à esquerda do

espectro político ideológico da contemporaneidade. Fala-se em terceira via, inclusive no Brasil, onde uma

ex-ministra do Meio Ambiente, ambientalista de carteirinha, saiu como candidata a presidente e obteve a

expressiva votação de 20% do eleitorado no primeiro turno. Ideologia ou utopia?

O filósofo alemão Karl Manhein discutiu os conceitos tempos atrás, mostrando a confusão entre um e

outro do ponto de vista histórico. Ideologia, para os marxistas, vem a ser um mecanismo de manipulação da

realidade por parte de quem detém o poder com o objetivo de ocultar as suas contradições sociais, políticas e

econômicas ou também utilizando o cinismo de inverter as relações de causa e efeito, colocando os efeitos

no lugar das causas e vice-versa. O marxismo que é considerado uma ideologia, na realidade, é uma utopia e

as utopias para Michael Löwy é uma crítica ao presente com base em valores do passado.

Em resumo pode-se afirmar que a causa ambientalista, da sustentabilidade ou economia verde não

encontra assento nem à direita nem à esquerda porque é um tema embaraçoso e desconfortante para ambos

os lados do plenário político ideológico. Para a direita é uma ameaça afetando as estratégias de custo

conquistadas a duras penas e justificam, até com alguma razão, que os consumidores não pagam a conta,

pois querem sempre preços mais baixos. Para a esquerda, reduzir áreas de plantio, eliminar indústrias

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Programa de Leitura – 2º Semestre de 2014 poluidoras, pescas predatórias, construções de hidroelétricas em áreas

poluidoras, pescas predatórias, construções de hidroelétricas em áreas de florestas nativas etc é reduzir as possibilidades de crescimento econômico, impedindo que a população excluída possa ter acesso à mobilidade social. Por outro lado, universalizar os padrões de consumo dos ricos (América do Norte, Europa e Japão, além de alguns nichos da América), seria impossível. Se os asiáticos, com seus 3,5 bilhões de habitantes quisessem consumir a mesma quantidade de aves que os norte-americanos consomem, não haveria energia e insumos suficientes. Isso para não falar no automóvel, objeto de desejo de milhões e, felizmente, ainda acessível a tão poucos. Tudo indica que o cobertor é curto demais para tantas pernas. Aliás, essa é uma questão que Karl Marx, o histórico pai dos pobres, nunca estudou para valer, pois seu objetivo fundamental sempre foi colocar a classe operária no paraíso. Onde estará o paraíso? A questão ambiental talvez ficasse para o fim da História, ou seja, quando todos os resquícios da sociedade capitalista e burguesa tivessem sido erradicados do planeta. Seria então a economia verde um termo mais independente e genérico, que pode colar como uma nova utopia? Sustentabilidade é um conceito muito relacionado à ideia de um capitalismo sustentável o que não é tão simples assim, pois o estímulo ao crescimento e ao consumo são matrizes fundamentais para esse sistema. E convenhamos, crescimento e consumo sem limites são incompatíveis com a sustentabilidade, pois já há consenso de que a nossa pegada ecológica já está consumindo um planeta e meio. Como o nosso grande problema estratégico é que não temos nenhum planeta a vista e tampouco um criativo genovês capaz de colocar um ovo em pé, é preciso colocar as barbas de Marx e de outros de molho. Essa nova utopia, que ainda carece de uma fundamentação teórica mais profunda, pode ganhar adeptos no futuro, envolvendo a presença de um Estado mundial forte e regulador com uma governança que abarcaria o efeito estufa, a poluição dos rios, mares, solo, subsolo, recursos florestais, crescimento urbano etc. e ainda por cima determinaria os padrões de consumo. A vida humana precisaria ser mais simples, com menos trabalho, quase sem descarte, sem embalagens, com padrões de alimentação vegetarianos, já que a carne é também uma grande vilã. Alguém poderá dizer que a vida assim não teria graça. Pode ser, mas não sabemos se existem alternativas diferentes para o capitalismo predador que busca lucros infinitos sem se preocupar em repor os recursos utilizados. A vida na terra com temperaturas escaldantes, com pouquíssima água e alimentos escassos e racionados, pode ser bem pior do que essa nova utopia.

Renato Ladeia é professor do Departamento de Administração do Centro Universitário da FEI

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Programa de Leitura – 2º Semestre de 2014 Texto verde-reinvencao-do-capitalismo-ou-nova-utopia/74256/ Acesso em: 22 de

Texto

verde-reinvencao-do-capitalismo-ou-nova-utopia/74256/ Acesso em: 22 de jun. 2013.

disponível

em:

http://www.administradores.com.br/noticias/administracao-e-negocios/economia-

TEXTOS 1.5 – CHARGES

Texto 1.5.1 – Charge

TEXTOS 1.5 – CHARGES Texto 1.5.1 – Charge Texto disponível em

Texto disponível em http://oikosms.blogspot.com.br/p/charges.html. Acesso em 19 de jan. 2014.

Texto 1.5.2 – Charge

. Acesso em 19 de jan. 2014. Texto 1.5.2 – Charge Texto disponível em

Texto disponível em http://aambiental1.blogspot.com.br/search/label/Charge. Acesso em 19 de jan. 2014.

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Texto 1.5.3 – Charge

de Leitura – 2º Semestre de 2014 Texto 1.5.3 – Charge Texto disponível em
de Leitura – 2º Semestre de 2014 Texto 1.5.3 – Charge Texto disponível em

Texto disponível em http://jataovaqueiro.blogspot.com.br/2011/06/charges-da-falta-de-respeito-ao- meio.html. Acesso em 19 de jan. 2014.

TEXTO 1.6 – ENTREVISTA

Rita Mendonça "O educador ambiental ensina por suas atitudes"

Divulgadora no Brasil de uma nova metodologia de educação ambiental, a bióloga e socióloga acredita

que o professor deve explorar a natureza com os alunos e compartilhar com eles suas impressões

com os alunos e compartilhar com eles suas impressões Para resolver os problemas ambientais, é necessário

Para resolver os problemas ambientais, é necessário mais do que separar o lixo para reciclagem ou fechar a torneira enquanto se escova os dentes. Refletir sobre o nosso comportamento e as relações que temos com a natureza e com as pessoas também é parte fundamental desse processo na opinião de Rita Mendonça. Bióloga e socióloga, ela é co-fundadora do Instituto Romã, entidade sediada em São Paulo que representa no Brasil a Sharing Nature Foundation - organização não-governamental americana dedicada à educação ao ar livre. Rita abrasileirou a metodologia de ensino da Sharing, baseada em dinâmicas e jogos sequenciais. O objetivo é levar os participantes a concentrar a atenção, a aguçar a percepção e a ter um contato mais profundo com a natureza, já que a experiência é essencial

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Programa de Leitura – 2º Semestre de 2014

Programa de Leitura – 2º Semestre de 2014 para a mudança de comportamento em relação ao

para a mudança de comportamento em relação ao mundo. Educadores estão sendo formados pelo Instituto Romã para trabalhar com essa perspectiva em um programa que une teoria e muita prática, em viagens a campo. "O professor já sabe muita coisa sobre o tema, mas precisa experimentar o que ensina", diz Rita. Nesta entrevista concedida a NOVA ESCOLA, ela explica esse novo conceito de educação ambiental.

Como nasceu a educação ambiental?

Durante a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente realizada em Estocolmo, na Suécia, em 1972, a sociedade tomou conhecimento dos problemas ambientais e os governos definiram que a saída para mudar o mundo seria a educação. Foi necessário criar o termo educação ambiental porque nos afastamos da natureza. Os processos educativos ficaram racionais e a escola descuidou dos sentimentos, das sensações e das relações em sala de aula, esquecendo o ar, a água, o corpo, o bairro, a cidade, o planeta. Ora, se a educação ambiental pretende resolver os problemas ambientais pela formação das pessoas, é preciso usar ferramentas transformadoras. Uma delas é o aprendizado sequencial.

O que é o aprendizado sequencial em educação ambiental?

É uma pedagogia que desenvolve a percepção de alunos e professores. A proposta consiste em uma

sequência de atividades, em quatro fases, que deve ser aplicada em espaços naturais - na praça, no parque, na praia, na montanha, no mangue e até mesmo no jardim da escola.

Como se dá, na prática, esse aprendizado?

A primeira fase, Despertar Entusiasmo, é formada por jogos que servem para criar interação e harmonia no

grupo. Uma das dinâmicas é realizada em uma área com diferentes espécies de árvore. O professor escolhe uma que tenha uma aparência atraente - um salgueiro ou um pinheiro, por exemplo - e imita a forma dela com seu corpo. Observando o professor, as crianças tentam reconhecer qual é a árvore escolhida. A segunda, Concentrar a Atenção, é o foco da metodologia: visa promover a concentração da turma e acalmar a mente. Os exercícios despertam o interesse em ouvir os sons da natureza e perceber diferentes temperaturas e cheiros. A terceira, Experiência Direta, desenvolve a percepção das diferenças entre os elementos da natureza. Em uma das brincadeiras, os alunos, de olhos vendados, sentem uma árvore pela textura, pela forma e pelo cheiro. Depois, de olhos abertos, eles têm que reconhecer, na mata, qual é aquela árvore. Essa interação aguça a intuição e a percepção. Na última fase, Compartilhar, os estudantes dividem suas impressões sobre o que fizeram durante essas aulas contando histórias, fazendo desenhos, poesias coletivas e individuais e haicais.

Como é o trabalho do educador no aprendizado sequencial?

Ao explorar a natureza com as crianças, ele aplica cinco regras da educação ao ar livre. A primeira é ensinar menos e compartilhar mais. Isso torna qualquer visita mais agradável, porque a criança se cansa de ficar apenas ouvindo. A segunda é ser receptivo, perceber o que os alunos estão pedindo e humanizar as relações.

A terceira é se concentrar, porque não dá para fazer nada se a turma não estiver atenta. A quarta regra é

Programa de Leitura – 2º Semestre de 2014

Programa de Leitura – 2º Semestre de 2014 experimentar primeiro e falar depois. Nem tudo precisa

experimentar primeiro e falar depois. Nem tudo precisa ser explicado. É importante dar ao professor e às crianças tempo para encantar-se com detalhes que ainda ninguém viu e compartilhar o que todos estão sentindo. Por fim, criar um ambiente leve, alegre e receptivo, onde todos se sintam bem. O trabalho visa fazer alunos e professores perceberem o que estão sentindo, pois o sentimento influencia a maneira de compreender e pensar. É mais fácil discordar de uma ideia se você está irritado. Quando está feliz, tende a ser mais receptivo.

Professores de todas as disciplinas podem ser educadores ambientais?

Sim. O professor de Ciências tem muita informação sobre a natureza e acaba fazendo um trabalho mais explicativo. Mas o fundamental para qualquer professor é educar principalmente pelo que ele é, por suas atitudes, e não apenas pelo conhecimento que tem da matéria. As crianças aprendem muito pela imitação. O bom professor diz aquilo em que de fato acredita. Ele refletiu sobre o conteúdo que leciona e fala do assunto com convicção, fazendo uma confissão por meio da Física, da Matemática, da Língua Portuguesa.

O professor está preparado para ser um educador ambiental?

Especialmente preparado, porque é um educador. Mas, se ele quer se engajar na questão ambiental, deve começar pensando na sua vida, no seu comportamento e na sua relação com o próprio corpo e com a natureza. O contato mais direto que temos com ela é pela alimentação. Então, ele deve analisar a relação entre o que come, o ambiente e o modo como monta seu cardápio, por exemplo. Uma maneira de fazer isso é pensar sobre o ciclo que aquele alimento percorreu, desde sua origem até chegar à mesa. É importante também refletir sobre o que consome e como se relaciona com o mundo à sua volta. O professor pode ainda perceber como se sente na frente de uma vitrine. Tem vontade de comprar? Fica frustrado se não pode? Analisa por que necessita daquilo? Esse exercício dá uma grande bagagem, equivalente à que ele acumularia em vários cursos. É só aprender a usá-la.

Qual o benefício de a escola proporcionar uma vivência na natureza?

Em contato com a natureza percebemos que temos uma existência em comum. Quanto mais unificamos as relações entre nós e o ambiente, mais harmônica é nossa vida. Na nossa proposta pedagógica, o professor não ensina o que é natureza e não a descreve, mas relaciona-se com ela e compartilha com os alunos o que para ele faz sentido nessa experiência. O encantamento dos estudantes pelo tema vem dessa troca com o professor, que motiva a turma a querer aprender. O relacionamento entre eles se torna mais intenso e sincero, as mentes se acalmam e a concentração de todos melhora.

A questão ambiental tem caráter filosófico?

O problema ambiental é resultado de uma crise de percepção. Se queremos resolver essa crise, temos de melhorar nosso entendimento sobre o mundo. Assim, criamos um território fértil para encontrar soluções, e a escola pode ajudar nisso. Durante as aulas, promovemos momentos de diálogo - o que é muito diferente do debate -, em que os estudantes conversam, analisando o que pensam sobre aquele assunto e procurando entender o que está acontecendo em nosso planeta. Esse é um exercício de observação de nossa forma de pensar e das dificuldades de aceitar opiniões diferentes.

Programa de Leitura – 2º Semestre de 2014

Qual é a origem dos problemas ambientais?

Semestre de 2014 Qual é a origem dos problemas ambientais? Os biólogos chilenos Humberto Maturana e

Os biólogos chilenos Humberto Maturana e Francisco Valera e a historiadora austríaca Riane Eisler sustentam a ideia de que os problemas ambientais surgiram há 7 mil anos, com o fim das culturas "matrísticas" - o termo vem da palavra matriz e se refere à mulher - e o surgimento das culturas patriarcais. Na cultura matrística, a relação com a natureza e com as pessoas da comunidade e de outros povos era estabelecida por limites e de forma harmônica. Os povos se viam como parte do ambiente e a complexidade estava nas relações e não nas questões materiais. A cultura patriarcal surgiu na Mesopotâmia, quando o homem começou a desejar dominar o meio e outros povos. Hoje, temos o mesmo conflito: aceitar os limites impostos pela natureza sabendo que somos 6 bilhões e que vivemos em um planeta só ou atender ao desejo de ter uma vida confortável e consumir cada vez mais?

Por que a tecnologia e a ciência não conseguiram resolver esses problemas?

Albert Einstein dizia que nós não conseguimos solucionar um problema permanecendo no mesmo nível de consciência em que ele foi criado. Veja o exemplo do lixo: começamos a criar substâncias artificiais que a natureza não reconhece. Daí, desenvolvemos tecnologias de reciclagem que imitam com muita limitação o ciclo da natureza, mas não resolvem a questão. A confiança na tecnologia faz as pessoas consumirem sem compromisso. Hoje, o volume de produção de lixo é desproporcional ao que é possível reciclar. Então, a reciclagem nunca solucionará a questão, porque a indústria vai criar novas substâncias e as pessoas vão consumir cada vez mais achando que tudo pode ser reciclado.

Texto

ambiental-ensina-suas-atitudes-426107.shtml. Acesso em 18 de jan. 2014.

disponível

em

http://revistaescola.abril.com.br/ciencias/fundamentos/rita-mendonca-educador-

TEXTOS 1.7 – MÚSICA

Texto 1.7.1 - Música

Educação Ambiental

André Passos

O viés da luz é o meu caminho. Procurando amor faz-se um carinho. Alcança o todo! é coração de criança Que não se cansa, que de repente, Se acalma e se faz feliz! Um arrepio vindo d'alma é a força motriz. Transforma a terra, traz água ao sertão!

Solo

Programa de Leitura – 2º Semestre de 2014

Eu quero e devo te dizer: a hora é essa e é pra valer! Eu quero o bem vencendo o mal. educação ambiental!!

Não jogue lixo pelo chão. Preserve a mata, o ribeirão.

A natureza quer dizer

Que só depende de você!

Não jogue lixo pelo chão. refrão Preserve a mata, o ribeirão.

A

natureza quer viver

E

só depende de você!

A natureza quer viver E só depende de você! Texto disponível em

Texto disponível em http://letras.mus.br/andre-passos/1921749/. Acesso em 18 de jan. 2014.

Texto 1.7.2 – Música

Ecologia está na vida

É natureza, é preservação

Planeta Terra, água e ar

O

nosso mundo vamos cuidar.

O

Meio Ambiente está doente

O

aquecimento não vai parar

Se não cuidarmos da natureza, Toda a riqueza vai se acabar.

O que a gente não muda

Se o planeta pede ajuda

O que a gente não muda, muda, muda.

Apagar as luzes pra não faltar Seja esperto e comece já Fechar torneiras do desperdício Não suje a água, não suje o ar.

Basta plantar uma semente Não deixe o verde se apagar Plante uma árvore pros descendentes Eles um dia irão lembrar

Comece já!

Banda CO 2 Zero

Programa de Leitura – 2º Semestre de 2014

O que a gente não muda

Se o planeta pede ajuda

O que a gente não muda, muda, muda.

Comece já, com os (04 erres) Repensar, reduzir, reciclar, reaproveitar

O nosso mundo vai se alegrar

Se todo mundo se organizar

O nosso mundo vai se alegrar

Se todo mundo colaborar.

O nosso mundo vai se alegrar Se todo mundo colaborar. Texto disponível em http://www.bandaco2zero.com.br/musicas

Texto disponível em http://www.bandaco2zero.com.br/musicas. Acesso em 18 de jan. 2014.

TEXTOS 1.8.- TIRAS

Texto 1.8.1. – Tira

em 18 de jan. 2014. TEXTOS 1.8.- TIRAS Texto 1.8.1. – Tira Texto disponível em

Texto disponível em http://diariodoverde.blogspot.com.br/2010/05/hqs-ambientais.html.Acesso em 19 de jan. 2014.

Programa de Leitura – 2º Semestre de 2014

Texto 1.8.2. – Tira

de Leitura – 2º Semestre de 2014 Texto 1.8.2. – Tira Texto disponível em
de Leitura – 2º Semestre de 2014 Texto 1.8.2. – Tira Texto disponível em

Texto disponível em http://www.gibihq.org/portal/artigos/divulgacao/261-1o-concurso-de-tiras-qualidade- em-quadrinhos.html. Acesso em 19 de jan. 2014.

Texto 1.8.3 – Tira

. Acesso em 19 de jan. 2014. Texto 1.8.3 – Tira Texto Acesso em 19 de

Texto

Acesso em 19 de jan. 2014.

disponível

em

http://diadaarte.blogspot.com.br/2009/11/historia-em-quadrinhos-como-meio.html.

Programa de Leitura – 2º Semestre de 2014

Texto 1.8.4 – Tira

de Leitura – 2º Semestre de 2014 Texto 1.8.4 – Tira Texto disponível em
de Leitura – 2º Semestre de 2014 Texto 1.8.4 – Tira Texto disponível em

Texto disponível em http://aambiental1.blogspot.com.br/search/label/Charge. Acesso em 19 de jan. 2014.

Texto 1.8.5. – Tira

. Acesso em 19 de jan. 2014. Texto 1.8.5. – Tira Texto quadrinhos.html . Acesso em

Texto

quadrinhos.html. Acesso em 06 de ago. 2014.

disponível

em

http://sustentavelmeioambiente.blogspot.com.br/2011/04/sustentabilidade-em-

Programa de Leitura – 2º Semestre de 2014

Texto 1.9 – Quadrinhos

Texto 1.9.1. – Quadrinhos.

2014 Texto 1.9 – Quadrinhos Texto 1.9.1. – Quadrinhos. Texto disponível em
2014 Texto 1.9 – Quadrinhos Texto 1.9.1. – Quadrinhos. Texto disponível em

Texto disponível em http://sustentavelmeioambiente.blogspot.com.br/2011/04/sustentabilidade-em- quadrinhos.html. Acesso em 06 de ago. 2014.

Programa de Leitura – 2º Semestre de 2014

TEXTO 1.10 – Campanha

Texto 1.10.1 – Campanha

de 2014 TEXTO 1.10 – Campanha Texto 1.10.1 – Campanha Texto disponível em
de 2014 TEXTO 1.10 – Campanha Texto 1.10.1 – Campanha Texto disponível em

Texto disponível em http://educacarambiental.blogspot.com.br/. Acesso em 19 de jan. 2014.

TEXTO 1.11 – Declaração de Princípios

1.11.1. – Declaração de princípios

CARTA DA TERRA

O que é a Carta da Terra?

Programa de Leitura – 2º Semestre de 2014

Programa de Leitura – 2º Semestre de 2014 A Carta da Terra é uma declaração de

A Carta da Terra é uma declaração de princípios éticos fundamentais para a construção, no século

21, de uma sociedade global justa, sustentável e pacífica. Busca inspirar todos os povos a um novo sentido

de interdependência global e responsabilidade compartilhada voltado para o bem-estar de toda a família humana, da grande comunidade da vida e das futuras gerações. É uma visão de esperança e um chamado à ação.

A Carta da Terra se preocupa com a transição para maneiras sustentáveis de vida e desenvolvimento

humano sustentável. Integridade ecológica é um tema maior. Entretanto, a Carta da Terra reconhece que os

objetivos de proteção ecológica, erradicação da pobreza, desenvolvimento econômico equitativo, respeito aos direitos humanos, democracia e paz são interdependentes e indivisíveis. Consequentemente oferece um novo marco, inclusivo e integralmente ético para guiar a transição para um futuro sustentável.

A Carta da Terra é resultado de uma década de diálogo intercultural, em torno de objetivos comuns e

valores compartilhados. O projeto da Carta da Terra começou como uma iniciativa das Nações Unidas, mas

se desenvolveu e finalizou como uma iniciativa global da sociedade civil. Em 2000 a Comissão da Carta da

Terra, uma entidade internacional independente, concluiu e divulgou o documento como a carta dos povos.

A redação da Carta da Terra envolveu o mais inclusivo e participativo processo associado à criação de uma

declaração internacional. Esse processo é a fonte básica de sua legitimidade como um marco de guia ético.

A legitimidade do documento foi fortalecida pela adesão de mais de 4.500 organizações, incluindo vários

organismos governamentais e organizações internacionais.

À luz desta legitimidade, um crescente número de juristas internacionais reconhece que a Carta da

Terra está adquirindo um status de lei branca (“soft law”). Leis brancas, como a Declaração Universal dos Direitos Humanos são consideradas como moralmente, mas não juridicamente obrigatórias para os Governos de Estado, que aceitam subscrevê-las e adotá-las, e muitas vezes servem de base para o desenvolvimento de uma lei stritu senso (hard law). Neste momento em que é urgentemente necessário mudar a maneira como pensamos e vivemos, a Carta da Terra nos desafia a examinar nossos valores e a escolher um melhor caminho. Alianças internacionais são cada vez mais necessárias, a Carta da Terra nos encoraja a buscar aspectos em comum em meio à nossa diversidade e adotar uma nova ética global, partilhada por um número crescente de pessoas por todo o mundo. Num momento onde educação para o desenvolvimento sustentável tornou-se essencial, a Carta da Terra oferece um instrumento educacional muito valioso.

O texto da Carta da Terra

PREÂMBULO

Programa de Leitura – 2º Semestre de 2014

Programa de Leitura – 2º Semestre de 2014 Estamos diante de um momento crítico na história

Estamos diante de um momento crítico na história da Terra, numa época em que a humanidade deve

escolher o seu futuro. À medida que o mundo torna-se cada vez mais interdependente e frágil, o futuro

reserva, ao mesmo tempo, grande perigo e grande esperança. Para seguir adiante, devemos reconhecer que,

no meio de uma magnífica diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana e uma

comunidade terrestre com um destino comum. Devemos nos juntar para gerar uma sociedade sustentável

global fundada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça econômica e numa

cultura da paz. Para chegar a este propósito, é imperativo que nós, os povos da Terra, declaremos nossa

responsabilidade uns para com os outros, com a grande comunidade de vida e com as futuras gerações.

TERRA, NOSSO LAR

A humanidade é parte de um vasto universo em evolução. A Terra, nosso lar, é viva como uma

comunidade de vida incomparável. As forças da natureza fazem da existência uma aventura exigente e

incerta, mas a Terra providenciou as condições essenciais para a evolução da vida. A capacidade de

recuperação da comunidade de vida e o bem-estar da humanidade dependem da preservação de uma biosfera

saudável com todos seus sistemas ecológicos, uma rica variedade de plantas e animais, solos férteis, águas

puras e ar limpo. O meio ambiente global com seus recursos finitos é uma preocupação comum de todos os

povos. A proteção da vitalidade, diversidade e beleza da Terra é um dever sagrado.

A SITUAÇÃO GLOBAL

Os padrões dominantes de produção e consumo estão causando devastação ambiental, esgotamento

dos recursos e uma massiva extinção de espécies. Comunidades estão sendo arruinadas. Os benefícios do

desenvolvimento não estão sendo divididos eqüitativamente e a diferença entre ricos e pobres está

aumentando. A injustiça, a pobreza, a ignorância e os conflitos violentos têm aumentado e são causas de

grande sofrimento. O crescimento sem precedentes da população humana tem sobrecarregado os sistemas

ecológico e social. As bases da segurança global estão ameaçadas. Essas tendências são perigosas, mas não

inevitáveis.

DESAFIOS FUTUROS

A escolha é nossa: formar uma aliança global para cuidar da Terra e uns dos outros ou arriscar a

nossa destruição e a da diversidade da vida. São necessárias mudanças fundamentais em nossos valores,

instituições e modos de vida. Devemos entender que, quando as necessidades básicas forem supridas, o

desenvolvimento humano será primariamente voltado a ser mais e não a ter mais. Temos o conhecimento e a

tecnologia necessários para abastecer a todos e reduzir nossos impactos no meio ambiente. O surgimento de

Programa de Leitura – 2º Semestre de 2014

Programa de Leitura – 2º Semestre de 2014 uma sociedade civil global está criando novas oportunidades

uma sociedade civil global está criando novas oportunidades para construir um mundo democrático e humano. Nossos desafios ambientais, econômicos, políticos, sociais e espirituais estão interligados e juntos podemos forjar soluções inclusivas.

RESPONSABILIDADE UNIVERSAL Para realizar estas aspirações, devemos decidir viver com um sentido de responsabilidade universal, identificando-nos com a comunidade terrestre como um todo, bem como com nossas comunidades locais. Somos, ao mesmo tempo, cidadãos de nações diferentes e de um mundo no qual as dimensões local e global estão ligadas. Cada um compartilha responsabilidade pelo presente e pelo futuro bem-estar da família humana e de todo o mundo dos seres vivos. O espírito de solidariedade humana e de parentesco com toda a vida é fortalecido quando vivemos com reverência o mistério da existência, com gratidão pelo dom da vida e com humildade em relação ao lugar que o ser humano ocupa na natureza. Necessitamos com urgência de uma visão compartilhada de valores básicos para proporcionar um fundamento ético à comunidade mundial emergente. Portanto, juntos na esperança, afirmamos os seguintes princípios, interdependentes, visando a um modo de vida sustentável como padrão comum, através dos quais a conduta de todos os indivíduos, organizações, empresas, governos e instituições transnacionais será dirigida e avaliada.

PRINCÍPIOS

I. RESPEITAR E CUIDAR DA COMUNIDADE DE VIDA

1. Respeitar a Terra e a vida em toda sua diversidade.

a. Reconhecer que todos os seres são interdependentes e cada forma de vida tem valor,

independentemente de sua utilidade para os seres humanos.

b. Afirmar a fé na dignidade inerente de todos os seres humanos e no potencial intelectual, artístico, ético e

espiritual da humanidade.

2. Cuidar da comunidade da vida com compreensão, compaixão e amor.

a. Aceitar que, com o direito de possuir, administrar e usar os recursos naturais, vem o dever de prevenir

os danos ao meio ambiente e de proteger os direitos das pessoas.

b. Assumir que, com o aumento da liberdade, dos conhecimentos e do poder, vem a

maior responsabilidade de promover o bem comum.

Programa de Leitura – 2º Semestre de 2014

Programa de Leitura – 2º Semestre de 2014 3. Construir sociedades democráticas que sejam justas, participativas,

3. Construir sociedades democráticas que sejam justas, participativas, sustentáveis e pacíficas.

a. Assegurar que as comunidades em todos os níveis garantam os direitos humanos e as liberdades

fundamentais e proporcionem a cada pessoa a oportunidade de realizar seu pleno potencial.

b. Promover a justiça econômica e social, propiciando a todos a obtenção de uma condição de vida

significativa e segura, que seja ecologicamente responsável.

4. Assegurar a generosidade e a beleza da Terra para as atuais e às futuras gerações.

a. Reconhecer que a liberdade de ação de cada geração é condicionada pelas necessidades das gerações

futuras.

b. Transmitir às futuras gerações valores, tradições e instituições que apoiem a prosperidade das

comunidades humanas e ecológicas da Terra a longo prazo.

II. INTEGRIDADE ECOLÓGICA

5. Proteger e restaurar a integridade dos sistemas ecológicos da Terra, com especial atenção à

diversidade biológica e aos processos naturais que sustentam a vida.

a. Adotar, em todos os níveis, planos e regulamentações de desenvolvimento sustentável que façam com

que a conservação e a reabilitação ambiental sejam parte integral de todas as iniciativas de desenvolvimento.

b. Estabelecer e proteger reservas naturais e da biosfera viáveis, incluindo terras selvagens e áreas

marinhas, para proteger os sistemas de sustento à vida da Terra, manter a biodiversidade e preservar nossa herança natural.

c. Promover a recuperação de espécies e ecossistemas ameaçados.

d. Controlar e erradicar organismos não-nativos ou modificados geneticamente que

causem dano às espécies nativas e ao meio ambiente e impedir a introdução desses organismos prejudiciais.

e. Administrar o uso de recursos renováveis como água, solo, produtos florestais e vida marinha de forma que não excedam às taxas de regeneração e que protejam a saúde dos ecossistemas.

f. Administrar a extração e o uso de recursos não-renováveis, como minerais e combustíveis fósseis de forma que minimizem o esgotamento e não causem dano ambiental grave.

6. Prevenir o dano ao ambiente como o melhor método de proteção ambiental e, quando o

conhecimento for limitado, assumir uma postura de precaução.

Programa de Leitura – 2º Semestre de 2014

Programa de Leitura – 2º Semestre de 2014 a. Agir para evitar a possibilidade de danos

a. Agir para evitar a possibilidade de danos ambientais sérios ou irreversíveis, mesmo quando o conhecimento científico for incompleto ou não-conclusivo.

b. Impor o ônus da prova naqueles que afirmarem que a atividade proposta não causará dano

significativo e fazer com que as partes interessadas sejam responsabilizadas pelo dano ambiental.

c. Assegurar que as tomadas de decisão considerem as consequências cumulativas, a longo prazo, indiretas, de longo alcance e globais das atividades humanas.

d. Impedir a poluição de qualquer parte do meio ambiente e não permitir o aumento de substâncias

radioativas, tóxicas ou outras substâncias perigosas.

e.

Evitar atividades militares que causem dano ao meio ambiente.

7.

Adotar padrões de produção, consumo e reprodução que protejam as capacidades regenerativas da

Terra, os direitos humanos e o bem-estar comunitário.

a. Reduzir, reutilizar e reciclar materiais usados nos sistemas de produção e consumo e garantir que os resíduos possam ser assimilados pelos sistemas ecológicos.

b. Atuar com moderação e eficiência no uso de energia e contar cada vez mais com fontes energéticas

renováveis, como a energia solar e do vento.

c. Promover o desenvolvimento, a adoção e a transferência eqüitativa de tecnologias ambientais seguras.

d. Incluir totalmente os custos ambientais e sociais de bens e serviços no preço de venda e habilitar os

consumidores a identificar produtos que satisfaçam às mais altas normas sociais e ambientais.

e. Garantir acesso universal à assistência de saúde que fomente a saúde reprodutiva e a reprodução

responsável.

f.

Adotar estilos de vida que acentuem a qualidade de vida e subsistência material num mundo finito.

8.

Avançar o estudo da sustentabilidade ecológica e promover o intercâmbio aberto e aplicação ampla

do conhecimento adquirido.

a. Apoiar a cooperação científica e técnica internacional relacionada à sustentabilidade, com especial

atenção às necessidades das nações em desenvolvimento.

b. Reconhecer e preservar os conhecimentos tradicionais e a sabedoria espiritual em todas as culturas que

contribuem para a proteção ambiental e o bem-estar humano.

c. Garantir que informações de vital importância para a saúde humana e para a proteção ambiental,

incluindo informação genética, permaneçam disponíveis ao domínio público.

Programa de Leitura – 2º Semestre de 2014

III. JUSTIÇA SOCIAL E ECONÔMICA

– 2º Semestre de 2014 III. JUSTIÇA SOCIAL E ECONÔMICA 9. Erradicar a pobreza como um

9. Erradicar a pobreza como um imperativo ético, social e ambiental.

a. Garantir o direito à água potável, ao ar puro, à segurança alimentar, aos solos não contaminados, ao abrigo e saneamento seguro, alocando os recursos nacionais e internacionais demandados.

b. Prover cada ser humano de educação e recursos para assegurar uma condição de vida sustentável e

proporcionar seguro social e segurança coletiva aos que não são capazes de se manter por conta própria.

c. Reconhecer os ignorados, proteger os vulneráveis, servir àqueles que sofrem e habilitá-los a desenvolverem suas capacidades e alcançarem suas aspirações.

10. Garantir que as atividades e instituições econômicas em todos os níveis promovam o desenvolvimento humano de forma equitativa e sustentável.

a. Promover a distribuição equitativa da riqueza dentro das e entre as nações.

b. Incrementar os recursos intelectuais, financeiros, técnicos e sociais das nações em desenvolvimento e

liberá-las de dívidas internacionais onerosas.

c. Assegurar que todas as transações comerciais apoiem o uso de recursos sustentáveis, a proteção ambiental e normas trabalhistas progressistas.

d. Exigir que corporações multinacionais e organizações financeiras internacionais

atuem com transparência em benefício do bem comum e responsabilizá-las pelas

consequências de suas atividades.

11. Afirmar a igualdade e a equidade dos gêneros como pré-requisitos para o desenvolvimento sustentável e assegurar o acesso universal à educação, assistência de saúde e às oportunidades econômicas.

a. Assegurar os direitos humanos das mulheres e das meninas e acabar com toda violência contra elas.

b. Promover a participação ativa das mulheres em todos os aspectos da vida econômica, política, civil,

social e cultural como parceiras plenas e paritárias, tomadoras de decisão, líderes e beneficiárias.

c. Fortalecer as famílias e garantir a segurança e o carinho de todos os membros da

família.

12. Defender, sem discriminação, os direitos de todas as pessoas a um ambiente natural e social capaz de assegurar a dignidade humana, a saúde corporal e o bem-estar espiritual, com especial atenção aos direitos dos povos indígenas e minorias.

Programa de Leitura – 2º Semestre de 2014

Programa de Leitura – 2º Semestre de 2014 a. Eliminar a discriminação em todas as suas

a. Eliminar a discriminação em todas as suas formas, como as baseadas em raça, cor, gênero, orientação sexual, religião, idioma e origem nacional, étnica ou social.

b. Afirmar o direito dos povos indígenas à sua espiritualidade, conhecimentos, terras e recursos, assim

como às suas práticas relacionadas com condições de vida sustentáveis.

c. Honrar e apoiar os jovens das nossas comunidades, habilitando-os a cumprir seu papel essencial na criação de sociedades sustentáveis.

d. Proteger e restaurar lugares notáveis pelo significado cultural e espiritual.

IV. DEMOCRACIA, NÃO-VIOLÊNCIA E PAZ

13. Fortalecer as instituições democráticas em todos os níveis e prover transparência e

responsabilização no exercício do governo, participação inclusiva na tomada de decisões e acesso à justiça.

a. Defender o direito de todas as pessoas receberem informação clara e oportuna sobre assuntos ambientais e todos os planos de desenvolvimento e atividades que possam afetá-las ou nos quais tenham interesse.

b. Apoiar sociedades civis locais, regionais e globais e promover a participação significativa de todos os

indivíduos e organizações interessados na tomada de decisões.

c. Proteger os direitos à liberdade de opinião, de expressão, de reunião pacífica, de associação e de

oposição.

d. Instituir o acesso efetivo e eficiente a procedimentos judiciais administrativos e independentes,

incluindo retificação e compensação por danos ambientais e pela ameaça de tais danos.

e. Eliminar a corrupção em todas as instituições públicas e privadas.

f. Fortalecer as comunidades locais, habilitando-as a cuidar dos seus próprios ambientes, e atribuir

responsabilidades ambientais aos níveis governamentais onde possam ser cumpridas mais efetivamente.

14. Integrar, na educação formal e na aprendizagem ao longo da vida, os conhecimentos, valores e habilidades necessárias para um modo de vida sustentável.

a. Prover a todos, especialmente a crianças e jovens, oportunidades educativas que lhes permitam contribuir ativamente para o desenvolvimento sustentável.

b. Promover a contribuição das artes e humanidades, assim como das ciências, na educação para

sustentabilidade.

Programa de Leitura – 2º Semestre de 2014

Programa de Leitura – 2º Semestre de 2014 c. Intensificar o papel dos meios de comunicação

c. Intensificar o papel dos meios de comunicação de massa no aumento da conscientização sobre os desafios ecológicos e sociais.

d. Reconhecer a importância da educação moral e espiritual para uma condição de vida sustentável.

15. Tratar todos os seres vivos com respeito e consideração.

a. Impedir crueldades aos animais mantidos em sociedades humanas e protegê-los de sofrimento.

b. Proteger animais selvagens de métodos de caça, armadilhas e pesca que causem sofrimento extremo,

prolongado ou evitável.

c. Evitar ou eliminar ao máximo possível a captura ou destruição de espécies não visadas.

16. Promover uma cultura de tolerância, não-violência e paz.

a. Estimular e apoiar o entendimento mútuo, a solidariedade e a cooperação entre todas as pessoas, dentro das e entre as nações.

b. Implementar estratégias amplas para prevenir conflitos violentos e usar a colaboração na resolução de

problemas para administrar e resolver conflitos ambientais e outras disputas.

c. Desmilitarizar os sistemas de segurança nacional até o nível de uma postura defensiva não-provocativa e converter os recursos militares para propósitos pacíficos, incluindo restauração ecológica.

d. Eliminar armas nucleares, biológicas e tóxicas e outras armas de destruição em

massa.

e. Assegurar que o uso do espaço orbital e cósmico ajude a proteção ambiental e a paz.

f. Reconhecer que a paz é a plenitude criada por relações corretas consigo mesmo, com outras pessoas, outras culturas, outras vidas, com a Terra e com a totalidade maior da qual somos parte.

O CAMINHO ADIANTE Como nunca antes na História, o destino comum nos conclama a buscar um novo começo. Tal renovação é a promessa destes princípios da Carta da Terra. Para cumprir esta promessa, temos que nos comprometer a adotar e promover os valores e objetivos da Carta. Isto requer uma mudança na mente e no coração. Requer um novo sentido de interdependência global e de responsabilidade universal. Devemos desenvolver e aplicar com imaginação a visão de um modo de vida sustentável nos níveis local, nacional, regional e global. Nossa diversidade cultural é uma herança preciosa e diferentes culturas encontrarão suas próprias e distintas formas de realizar esta visão. Devemos aprofundar e expandir o diálogo global que gerou a Carta da Terra, porque temos muito que aprender a partir da busca conjunta em andamento por verdade e sabedoria.

Programa de Leitura – 2º Semestre de 2014

Programa de Leitura – 2º Semestre de 2014 A vida muitas vezes envolve tensões entre valores

A vida muitas vezes envolve tensões entre valores importantes. Isto pode significar escolhas difíceis.

Entretanto, necessitamos encontrar caminhos para harmonizar a diversidade com a unidade, o exercício da

liberdade com o bem comum, objetivos de curto prazo com metas de longo prazo. Todo indivíduo, família,

organização e comunidade tem um papel vital a desempenhar. As artes, as ciências, as religiões, as

instituições educativas, os meios de comunicação, as empresas, as organizações não-governamentais e os

governos são todos chamados a oferecer uma liderança criativa. A parceria entre governo, sociedade civil e

empresas é essencial para uma governabilidade efetiva.

Para construir uma comunidade global sustentável, as nações do mundo devem renovar seu

compromisso com as Nações Unidas, cumprir com suas obrigações respeitando os acordos internacionais

existentes e apoiar a implementação dos princípios da Carta da Terra com um instrumento

internacionalmente legalizado e contratual sobre o ambiente e o desenvolvimento.

Que o nosso tempo seja lembrado pelo despertar de uma nova reverência face à vida, pelo

compromisso firme de alcançar a sustentabilidade, a intensificação dos esforços pela justiça e pela paz e a

alegre celebração da vida.

Texto disponível em http://www.cartadaterrabrasil.org/prt/index.html. Acesso em 09 de ago. de 2013.

TEXTO 1.12 – ARTIGO CIENTÍFICO (ANEXOS 1, 2 e 3)

1. JACOBI, Pedro. Educação Ambiental, cidadania e sustentabilidade. Texto disponível em http://www.scielo.br/pdf/cp/n118/16834.pdf. Acesso em 28 de jan. 2014.

2. SORRENTINO, Marcos et. al. Educação ambiental como política pública. Texto disponível em http://www.scielo.br/pdf/ep/v31n2/a10v31n2.pdf. Acesso em 28 de jan. 2014.

3. MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE. Identidades da Educação Ambiental Brasileira. Texto disponível em www.files.zeartur.webnode.com.br. Acesso em 28 de jan. 2014.