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INSTITUTO DE FÍSICA UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA DEPARTAMENTO DE FÍSICA DO ESTADO SÓLIDO EXPERIÊNCIA 4

INSTITUTO DE FÍSICA UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA DEPARTAMENTO DE FÍSICA DO ESTADO SÓLIDO

EXPERIÊNCIA 4

RESISTÊNCIAS NÃO LINEARES POR EFEITO DE TEMPERATURA

FÍSICA GERAL E EXPERIMENTAL III PROFESSOR: Luiz Santiago de Assis ALUNOS: Adrielle Nascimento Marques João Dantas do Nascimento Neto

Salvador, 02 de Junho de 2014

OBJETIVOS:

Mostrar o efeito da temperatura sobre um resistor metálico (lâmpada incandescente) e em um semicondutor termistor (NTC).

Levantar a curva característica da lâmpada e do termistor.

Interpretar a não - linearidade das características.

INTRODUÇÃO:

Em um condutor metálico os elétrons da última camada do átomo estão fracamente ligados aos seus núcleos. Por isso, estes elétrons podem se deslocar quase que livremente de um átomo a outro. A condução elétrica nos metais é devida a estes elétrons livres. O número de elétrons livres é aproximadamente constante e pode se verificar que quase não depende da temperatura. A uma dada temperatura, a nuvem eletrônica (elétrons livres) está submetida a um movimento térmico aleatório (movimento Browniano, velocidade média dos elétrons igual à zero). Quando se aplica uma diferença de potencial em um condutor aparece, além da agitação térmica aleatória, um movimento de deriva global dos elétrons livres, ou seja, uma corrente percorre o condutor. Essa corrente depende, essencialmente, do número de elétrons livres e da velocidade

de deriva (a velocidade de deriva é definida como a velocidade média dos elétrons e, neste caso, é diferente de zero). A agitação térmica dos elétrons aumenta com a temperatura. Isso traz uma consequência imediata. O crescimento do movimento aleatório cria dificuldade ao movimento de deriva global, o que implica numa velocidade de deriva menor. Assim, para uma ddp fixa, quando

a temperatura cresce, a corrente elétrica diminui. Em outras palavras, podemos dizer que: para um condutor metálico, a resistência elétrica é uma função crescente da temperatura. Em um semicondutor puro os elétrons da última camada estão fortemente ligados aos seus núcleos. Assim, não existe, como nos condutores metálicos, uma nuvem eletrônica livre para

participar do processo de condução elétrica. Para que um semicondutor passe a conduzir deve ser

a ele cedida uma quantidade de energia suficiente para romper as ligações covalentes de alguns

elétrons. Esta energia pode ser fornecida ao semicondutor através de calor: Assim, quando se aquece um semicondutor, elétrons antes fortemente ligados aos seus núcleos se liberam e podem participar da condução elétrica. O número de elétrons que são liberados por aquecimento é normalmente pequeno de maneira que não podemos falar em movimento aleatório dos mesmos. Dessa maneira, quando se aplica uma diferença de potencial fixa a um semicondutor e se aquece o mesmo, elétrons são liberados para conduzir e assim ocorre um aumento na corrente elétrica. Dito de maneira diferente: para um semicondutor a resistência elétrica é função decrescente da temperatura.

MATÉRIAIS E MÉTODOS

Materiais utilizados:

fonte de tensão

termistor -(NTC)

medidor multi -escala usado como

lâmpada comum - (piloto)

voltímetro

placa de ligação

medidor multi -escala usado como

fios

amperímetro

IV.1 Resistência Interna Ra do Miliamperímetro e Cálculo do Desvio Avaliado

A tabela abaixo contém os valores de diferença de potencial encontrados para as respectivas correntes. O desvio avaliado é a metade da sua menor divisão de escala.

Amperímetro

Voltímetro

Fundo de Escala (mA)

Desvio Avaliado

Fundo de Escala (V)

Desvio Avaliado

(mA)

(V)

2,5

0,025

0,16

0,005

25

0,25

0,29

0,005

250

2,5

0,46

0,005

Para o cálculo da resistência interna, utilizamos o circuito:

o cálculo da resistência interna, utilizamos o circuito:  - Fonte de tensão  A –

- Fonte de tensão

A Amperímetro

V Voltímetro

Como o voltímetro está ligado em paralelo com o amperímetro, a resistência interna do amperímetro pode ser medida utilizando a Lei de Ohm.

Para encontrar o desvio de cada resistência utilizamos as derivadas parciais em cada variável.

 R  Ra  a  V   V  I V 
R
 Ra 
a
 V 
V
 I V  I V
 R 
a
2
 R a  I
R
a
I

 I

I

Cálculos das Resistências Internas do Amperímetro

Para I = 2,5 mA

Para I = 25 mA

Para I = 250 mA

Os valores encontrados estão dispostos na tabela abaixo. Para o desvio das grandezas utilizamos a majoração do desvio para que este fique com apenas um algarismo significativo.

Amperímetro

Voltímetro

Resistência Interna

 

Fundo de

Desvio

Fundo de

Desvio

 

Desvio

 

(

Escala (mA)

Avaliado

Escala (V)

Avaliado

(

Avaliado

 

(mA)

(V)

(

2,5

0,025

0,16

0,005

64

2,64

(64

)

25

0,25

0,29

0,005

11,6

0,316

(11,6

)

250

2,5

0,46

0,005

1,84

0,0384

(1,84

)

Observamos que a resistência interna diminui com o aumento do calibre (aumento da escala). Independente do calibre a queda de tensão no amperímetro deve ser a mesma, isso pode ser mostrado pela Lei de Ohm:

Consideraremos que o voltímetro, ligado em paralelo com amperímetro, é ideal ou pelo menos possui uma resistência muito maior que 64 (maior resistência do amperímetro), com isso ele desvia a maior parte da corrente para o amperímetro.

Como sabemos a resistência da lâmpada, por esta ser um condutor, aumenta com o aumento da corrente.

provoca uma corrente diferente no circuito, entretanto esta corrente

modifica a resistência da lâmpada. Fazendo com que a queda de potencial na lâmpada também mude.

A mudança de

IV.2 Característica V(I) da Lâmpada

mude. A mudança de IV.2 Característica V(I) da Lâmpada Nesta parte, utilizamos o circuito ao lado:

Nesta parte, utilizamos o circuito ao lado:

Fundo de escala do Amperímetro = 250 mA

Fundo de escala do Voltímetro = 10 V

Resistência Interna do Amperímetro = 1,84

Para determinar a característica da lâmpada foram feitas medidas de ddp para correntes com intervalos de 25mA, a partir de 25mA, até 250mA, mantendo o amperímetro calibrado em 250mA. O voltímetro mede a voltagem dos pontos a’ e b, que é a soma das quedas de potencial devido ao amperímetro e a lâmpada. Como o amperímetro e a lâmpada estão ligados em série:

A resistência estática da lâmpada é dada por

(mA)

(V)

(V)

 

25

0,2

 

6,16

50

0,4

 

6,16

75

1,0

 

11,49

100

2,0

 

18,16

125

2,8

 

20,56

150

3,8

 

23,49

175

4,8

 

25,58

200

6,2

5,84

29,21

225

7,7

7,29

32,38

250

9,4

8,94

35,76

Em anexo, os gráficos (

versus

) e (

versus

para a lâmpada.

Observamos que o brilho da lâmpada apareceu em 75 mA. A partir do momento em que a lâmpada começou a brilhar foi observado que a resistência estática crescia linearmente com o aumento da temperatura. Indicando que com o aumento da temperatura, devido ao brilho da lâmpada, a resistência aumenta.

IV.3 Característica V(I) do Termistor.

A diferença de potencial no termistor é calculada do mesmo modo que na lâmpada. Já que os circuitos são idênticos mudando apenas a lâmpada pelo termistor.

As medidas foram feitas com dois fundos de escalas diferentes, até a quinta medida o fundo de escala usado foi de 25mA, de resistência interna 11,6 . A partir da quinta medida o fundo de escala utilizado foi de 250mA, de resistência interna 1,84 Segue abaixo a tabela com as correções para os dados encontrados com o termistor.

Da mesma maneira que a lâmpada a resistência estática da termistor é dada por

(mA)

(V)

 

(V)

 

5

1,2

 

228,4

10

2,4

 

228,4

15

3,4

 

215,1

20

4,2

 

198,4

25

4,8

 

180,4

30

4,8

 

158,2

35

5,0

 

141,0

40

4,8

 

4,726

 

118,2

50

5,2

 

5,108

 

102,2

60

5,0

 

4,890

 

81,5

 

No anexo 2, temos os gráficos (

versus

) e (

versus

para o termistor.

Tabela de Valores das Resistências Estáticas e Dinâmicas para o termistor

A partir da característica (

versus

) podemos determinar os seguintes valores para as

resistências estáticas e dinâmicas, nas respectivas intensidades de corrente.

A resistência dinâmica ou resistência diferencial do termistor pode ser calculada pela

equação abaixo:

Entretanto,

R

d

dV

R d

dI

dV V

dI I

Para I = 10 mA

Para I = 25 mA

Para I = 50 mA

(mA)

Resistência Estática (

Resistência Dinâmica (

10

228,4

228,4

25

180,4

108,4

50

102,16

38,2

Cálculo da Potência Máxima Dissipada

Se um condutor é submetido a uma diferença de potencial entre seus terminais, uma certa energia é gasta no transporte de carga de um terminal a outro. Se a carga transportada é , teremos

onde

é a diferença de potencial aplicada.

Admitamos que para o transporte de carga, seja necessário um tempo equação acima teremos

Mas

e

Logo,

,

então da

Para calcular a potência máxima, precisamos dos pontos em que a tensão e a intensidade de corrente são máximas, assim temos:

Potência máxima da lâmpada:

Potência máxima do termistor:

ANEXO 1 (Lâmpada)

Vab (V) x I (mA) 10 9 8 7 6 5 4 3 2 1
Vab (V) x I (mA)
10
9
8
7
6
5
4
3
2
1
0
0
50
100
150
200
250
300
Re (Ω) x I (mA)
40
35
30
25
20
15
10
5
0
0
50
100
150
200
250
300

ANEXO 2 (Termistor)

Vab (V) x I (mA) 6 5 4 3 2 1 0 0 10 20
Vab (V) x I (mA)
6
5
4
3
2
1
0
0
10
20
30
40
50
60
70
Re (Ω) x I (mA)
250
200
150
100
50
0
0
10
20
30
40
50
60
70

CONCLUSÃO E ANÁLISE DOS DADOS

Portanto, podemos concluir que o filamento de uma lâmpada incandescente e um termistor NTC não são elementos ôhmicos, devido à forma de suas curvas características, as quais não são lineares pelo fato de suas resistências não serem constantes, serem uma função da corrente. Para a lâmpada a resistência aumenta conforme o aumento da corrente, graças ao Efeito Joule. Esse fenômeno ocorre devido o encontro dos elétrons da corrente elétrica com as partículas do condutor. Os elétrons sofrem colisões com átomos do condutor, parte da energia cinética(energia de movimento) do elétron é transferida para o átomo aumentando seu estado de agitação, consequentemente sua temperatura. Assim, a energia elétrica é transformada em energia térmica (calor), que aumenta a agitação dos elétrons e com isso a passagem da corrente fica mais difícil, caracterizando um aumento da resistência do condutor.

Observou-se como era esperado que a curva ( versus ) da lâmpada não é linear. A curva da resistência estática foi levantada e observou-se que não corresponde a uma constante, onde cresce com o aumento da corrente. Esse comportamento é explicado pelo fato do filamento da lâmpada ser metálico e por consequência possui elétrons livres, que com o aumento da temperatura, ocasionado pelo aumento da corrente, provoca o aumento do movimento aleatório destes elétrons, dificultando o seu fluxo pelo filamento caracterizando o aumento da resistência do material.

Para o termistor percebemos que a resistência diminuía com o aumento da corrente. O termistor por ser um semicondutor, quando é fornecido calor ao mesmo os elétrons deste ficam mais livres, com isso quando submetido a uma diferença de potencial, mais elétrons fluem através do condutor, aumentando a corrente que passa no termistor. Como na experiência todas as outras resistências foram mantidas constantes, e como a ddp fornecida pela fonte era a mesma, um aumento na corrente do circuito só pode ter sido provocado por uma diminuição da resistência do termistor. Essa característica do termistor foi observada na curva R e versus I. Aumentando a corrente, percebe-se claramente a tendência de Re para zero, porém chega a um determinado valor da corrente que o termistor é danificado.

Observou-se no gráfico versus do termistor uma rápida ascensão para depois manter- se aproximadamente constante, ao contrário da curva da lâmpada que no trecho inicial manteve- se aproximadamente constante para depois iniciar uma subida. Essa diferença é explicada pela diferença dos materiais, pois o filamento da lâmpada é metálico e termistor é um semicondutor que necessita de energia para libertar elétrons para condução elétrica. Esse fato é visualizado na curva ( versus onde a resistência estática decai com o incremento da corrente uma vez que, por efeito Joule, a temperatura aumenta e a condução é facilitada diminuindo a resistência no ponto onde a diferença de potencial torna-se quase constante. Aumentando a corrente, percebe- se claramente a tendência de para zero, porém chega a um determinado valor da corrente que o termistor é danificado.

A resistência estática pode ser definida como a resistência de um condutor ou semicondutor, quando não há gradiente de temperatura ou efeito Joule observável. Poderíamos

imaginar uma substância ideal em que os choques dos elétrons com as partículas fixas são perfeitamente elásticos e nesta os elétrons não perdem energia, e assim não dissipam mais calor para o condutor. Em outras palavras seria a resistência própria do elemento, sem influência de temperatura. Extrapolando os gráficos podemos observar quando I = 0 mA, os valores de resistência estática da lâmpada e do termistor iguais a 5 e 220 , respectivamente. Um estudo não pode ser feito neste experimento, entretanto podemos pensar em um experimento em que a temperatura no interior do condutor é controlada e assim observamos se a resistência deste varia com o aumento da corrente, sendo a temperatura em seu interior constante.

A resistência dinâmica pode ser mais uma ferramenta para analisar a resistência de uma substância. Através da resistência dinâmica podemos ver a tendência da resistência para determinados intervalos de corrente. E podemos ver que, para valores maiores de corrente, o decrescimento da resistência no termistor possui alguma linearidade. Esse efeito também foi observado na lâmpada só que a resistência diminuiu. Entretanto apesar dessa observação

experimental, a lâmpada e o termistor são dipolos não lineares, já que esse efeito só foi observado em alguns intervalos de correntes medidas. As diferenças de valores entre as resistências estáticas

e dinâmicas se explica pelo fato de enquanto a primeira é calculada pela lei de Ohm a partir de

pontos do gráfico, a segunda é calculada pelo valor das tangentes ao gráfico V x I nos referidos

pontos que é, neste caso, naturalmente menor.

No semicondutor, que no experimento era um termistor NTC, o coeficiente de temperatura

é negativo. Pois a resistividade do mesmo diminui com o aumento da temperatura. Esse aumento

da temperatura é devido a potência dissipada pela passagem da corrente, que é o efeito Joule. E por fim, devido ao efeito Joule foi possível calcular a potência máxima dissipada pela lâmpada e pelo termistor. A potência máxima dissipada pelo termistor foi maior que a dissipada pela lâmpada. Essa diferença é por que a resistência no termistor (quando a corrente é máxima) é muito maior do que a resistência da lâmpada.