Sei sulla pagina 1di 21

PÓLEN APICOLA: PERFIL DA PRODUÇÃO NO BRASIL

Barreto, L.M.R.C.(1); Funari, S.R.C.(2); Orsi, R.O. (2)


Universidade de Taubaté(1); Universidade Estadual Paulista-Campus de Botucatu(2)
Rua 4 de março, 432, Taubaté, São Paulo, cep 12020-270, telefone (12) 36353603
lidia@agro.unitau.br

Resumo

Com o objetivo de realizar o levantamento de dados que caracterizem o perfil da


produção do pólen apícola brasileiro, realizou-se a coleta de dados sobre produção,
processamento e comercialização do produto no Brasil, através de informações
fornecidas por produtores de pólen e Associações Apícolas dos Estados Brasileiros. Os
resultados mostraram a existência de dois importantes pólos produtivos no país: a região
Sul, tendo Santa Catarina como principal Estado produtor, e o Nordeste, tendo a Bahia
como principal produtor. Pôde-se verificar que ainda existem regiões brasileiras não
produtoras de pólen, porém com alto potencial produtivo como Mato Grosso, Mato
Grosso do Sul e Ceará. Esses Estados apresentaram, ao longo do ano, grande estocagem
de pólen nos alvéolos das áreas de cria, levando os apicultores a instalarem coletores de
pólen somente para retirá-lo. Quanto à tecnologia de processamento, encontraram-se
desde as mais remotas formas artesanais de processamento até o emprego de uma
tecnologia básica, indicando o amplo espaço a ser desenvolvido nesse segmento da
cadeia apícola. Finalmente, o preço do produto no Brasil é um desafio, uma vez que o
quilo do produto apresentou variações no atacado, sendo entre R$ 10,00 a 15,00 para o
pólen não processado, R$ 15,00 a 40,00 o pólen processado e entre R$ 40,00 a 150,00
no varejo (2003).

Palavras-chave: cadeia apícola, pólen, produção, tecnologia.

BEE POLLEN: THE BRAZILIAN POLLEN PRODUCTION PROFILE

Abstract

In order to know the Brazilian pollen production profile surveys were developed
from formularies answered by pollen producers and Brazilian states leaders. It was
found out a lot of information about production, process and selling of this product in
Brazil. The results identified that the South region, regards for Santa Catarina, and
Northeast region, regards for Bahia, are the two most productive areas in the country
and It also showed there are many regions where pollen production haven’t been
developed yet such as Mato Grosso Mato Grosso do Sul and Ceará. The high productive
potential of those areas is due to during the whole year the honey bee combs is
concentrated in pollen areas stock growth, when beekeping set up pollen collectors only
to solve this “problem”. It is known that some producers use the pollen collected for
feeding their swarm, but the majority of beekeping doesn’t make good use of it. About
the process technology, the survey pointed out the technology ranges from artesian to
basic process, which opens a huge opportunity for process development in this segment.
Finally the formation of prices is going to be the next important challenge because the
kilogram cost varies from R$ 10,00 to 15,00 (pollen not processed), R$ 15,00 to 40,00
(processed pollen) at wholesale business and R$ 40,00 to 150,00 at retail.

Key words: pollen, production, technology


2

Introdução

Segundo a Normativa n.º 03 de 19 de Janeiro de 2001 do Ministério de


Agricultura e do Abastecimento (Brasil, 2001), define-se pólen apícola como o
resultado da aglutinação do pólen das flores, efetuada pelas abelhas operárias, mediante
néctar e suas substâncias salivares, o qual é recolhido no ingresso da colméia. O pólen
apícola é coletado por uma grade de retenção, caindo em um recipiente coletor,
conjunto este denominado de coletor de pólen. No final da coleta encontram-se reunidas
as bolotas de grãos de coloração variável, indicando as diversas comunidades botânicas
colecionadas pelas abelhas, formando uma mistura conhecida por “mix” polínico, sendo
esse material removido pelo apicultor para o beneficiamento, comercialização e
consumo animal e humano.
No Brasil, a produção de pólen apícola iniciou-se de forma modesta no final da
década de 80. Atualmente, o mercado favorável ao consumo de produtos naturais,
complementares à dieta ou com efeitos terapêuticos, vem estimulando e promovendo
essa modalidade da cadeia produtiva apícola. Se, por um lado, a procura e o consumo
pelo produto vêm aumentando, por outro não se constata que a produção científica
brasileira sobre o tema tenha se ampliado com a mesma velocidade. Diversas são as
ações benéficas do pólen apícola à saúde humana (LIGEN, 1989; ROCHA et al. 2002;
ANDRÉS et al.,1993; ROMAN,1976 a,b; PEREIRA et al.,1994), porém, há questões
básicas pendentes a serem esclarecidas visando assegurar a qualidade do produto para o
consumo, a partir do monitoramento da produção, elaboração e armazenamento do
mesmo.
Um dos primeiros países a estabelecer normas para a padronização do pólen
apícola foi a Espanha, pois a carência de normativas específicas sobre a qualidade do
pólen apícola espanhol resultou na expansão da comercialização de produtos de baixa
qualidade e conseqüente perda do mercado europeu (Buena, 1991).
Os primeiros trabalhos brasileiros sobre a caracterização, processamento, coleta,
preparo e comercialização de pólen foram realizados por Wiese (1982), Funari et al.
(1994), Sampaio (1994), Schause (1994), Alves (1995), Moreti (1995), Funari (1997),
Funari et al. (1998), Salomé & Salomé (1998), Barreto et al. (2000), Reis (2001),
Barreto (2002), Rocha et al.(2002) e Barreto & Funari (2003).
Por se tratar de uma modalidade recente na cadeia apícola brasileira, a produção
do pólen passa por estudos que objetivam adaptar a técnica de produção à realidade de
uma apicultura de clima tropical com abelhas africanizadas, ou seja, escolha do melhor
equipamento, ajuste de medidas das telas retentoras, manejo, conhecimento da flora
polinífera, conhecimento do comportamento de coleta de pólen na flora brasileira,
processamento e armazenamento (Funari et al., 1994; Alves, 1995; Moreti, 1995;
Funari, 1997; Salomé & Salomé,1998, Barreto & Funari, 2003). Frente a necessidade de
informações, o presente trabalho teve como objetivo realizar o levantamento de dados
para a formação do perfil da produção de pólen apícola no Brasil.

Objetivo

Frente a necessidade de informações, o presente trabalho teve como objetivo


realizar o levantamento de dados para a formação do perfil da produção de pólen
apícola no Brasil.
3

Material e Métodos

- Obtenção de Dados
A obtenção dos dados foi realizada por meio de:
a) Questionários distribuídos aos Apicultores
-1770 malas diretas, utilizando-se os arquivos pertencentes à Confederação
Brasileira de Apicultura (CBA) e ao Centro de Estudos Apícolas da
Universidade de Taubaté (CEA-UNITAU)
-120 correios eletrônicos, utilizando-se os arquivos pertencentes ao CEA-
UNITAU
-700 correios eletrônicos da lista de discussão em Apicultura coordenada pela
Associação Paulista de Apicultores de Abelhas Melíficas Européias
(APACAME).
b) Informações dos Representantes de Entidades Apícolas Federativas dos
Estados Brasileiros e da Confederação Brasileira de Apicultura (CBA).
A correspondência encaminhada continha uma carta de esclarecimento e
sensibilização para a importância da contribuição e de formulário para a aquisição dos
dados (Tabelas 1, 2 e 3).
4

TABELA 1: Formulário enviado aos Produtores de Pólen


Nome:
Endereço Completo e E-mail:
Número de colméias de produção de pólen:
Quais os meses de produção de pólen:
Quais as possíveis plantas responsáveis pela produção do pólen:
Qual a produção média mensal de pólen por colméia:
Qual o tipo de coletor usado? Se não souber o nome, descreva resumidamente:
Qual recipiente utilizado para transporte do pólen fresco até a sede?
Tem o hábito de congelar o pólen fresco para desidratá-lo?
Qual o tipo de Estufa utilizada para desidratação?, Caso não use estufa, descreva o
método para desidratação.

Como realiza a limpeza do pólen após sua desidratação?


Quais destas estruturas possui em seu apiário para produção de pólen:
( ) Freezer ( ) Estufa ( ) Câmara de Jato Seco ( ) Bandeja plástica
( ) Bandeja metal ( ) Cuba inox ( ) Pinça, ( ) Peneira classificadora metálica
( ) Peneira classificadora plástica, ( ) Coletor de Pólen frontal
( ) Coletor de pólen intermediário ( ) outro_________________________
( ) Sala de beneficiamento exclusivo p/ pólen
( ) Sala de Beneficiamento em comum com outros produtos apícolas
Possui registro ?______ Qual? ( ) SIF ( ) Serviço Estadual ( ) Serviço Municipal
Participa de alguma entidade da Classe Apícola ?
( ) Associação ( ) Cooperativa ( ) Federação
Qual o tipo de venda que pratica para o pólen apícola ?
( ) Atacado. Valor por kg R$___________ ( ) Varejo. Valor por kg R$_________

Tipo e capacidades de embalagem utilizada.


( ) Vidro Transparente ( ) Vidro Âmbar ( ) Potes Plástico Transparente
( ) Sacos Plástico Atóxico
Quanto a comercialização de pólen:
( ) Compra de outros estados. ( ) Compra de outros países
( ) Vende para outros estados ( ) Vende para outros países
5

TABELA 2: Formulário enviado aos Representantes das Entidades Apícolas dos


Estados Brasileiros.
Nome:
Endereço p/ correspondência e E- mail:
Entidade Apícola e Cargo:
Quantas associações dispõem seu estado?
Número de Colméias no Estado:
Número de Colméias destinadas a produção de pólen:

Produção Média anual por colméia:


Produção média anual do estado:
A federação dispõe de programa estadual para produção de pólen?:
Tecnologia empregada na produção, processamento e armazenagem do Pólen:
Quais as possíveis espécies botânicas responsáveis pela produção de pólen?:
Preços praticados em seu estado:
Preço Kg atacado:
Preço kg varejo:
Quanto a comercialização de pólen no seu estado:
( ) Compra de outros estados. ( ) Compra de outros países_____________

( ) Vende para outros estados ( ) Vende para outros países____________

Existe produção de pólen em áreas de cultivares geneticamente modificados:


6

TABELA 3: Formulário enviado ao Presidente da Confederação Brasileira de


Apicultura (CBA).
Nome e Cargo:
Endereço p/ correspondência e E- mail:
Quantas e quais são as Federações das Associações Apícolas ativas no Brasil?

Qual a estimativa da produção de pólen no Brasil?

Quais os Estados produtores de pólen apícola no Brasil?

Os produtores brasileiros de pólen possuem infra-estrutura para processamento do


produto?

Existe produção de pólen em áreas de cultivares geneticamente modificados?

A Confederação dispõe de programa para produção de pólen?


A produção do pólen apícola é uma atividade rentável para os produtores brasileiros?

Existe importação de pólen apícola pelo Brasil? Se afirmativo, quais são os países
fornecedores ?

Como está atuando a barreira sanitária para esse produto?


7

Resultados e Discussão

1. Estados Participantes
De acordo com o levantamento dos dados (Tabelas 4 à 10), foram obtidas
respostas aos formulários enviados aos apicultores e à Federação do Estado do Rio
Grande do Sul, somente apicultores dos Estados de Santa Catarina, Paraná, São Paulo,
Minas Gerais, Sergipe e Bahia; Maranhão (Empresa Apícola), e apicultores do Distrito
Federal, das Federações de Apicultura dos Estados do Rio Grande do Sul, Espírito
Santo, Rio de Janeiro, Tocantins, Mato Grosso do Sul, Ceará, Rio Grande do Norte,
Pará e da Confederação Brasileira de Apicultura. Verifica-se que não estão presentes
todos os Estados da Federação, fato justificado pela inexistência de Entidades Apícolas
representativas e, principalmente, pela ausência de produção do pólen apícola.

2. Dados da Produção de Pólen

2.1. Número de colméias


O número de colméias, destinadas à produção de pólen nos Estados analisados,
foi de 1737, sendo os Estados da Bahia (600 colméias), Santa Catarina (480 colméias) e
Paraná (300 colméias), os que apresentaram maior número (Tabela 4).

TABELA 4: Número de colméias utilizadas na produção de pólen nos Estados


Brasileiros que se dispuseram a colaborar com a pesquisa

Estados Número de Colméias Número de Apicultores


Rio Grande do Sul 70 2
Santa Catarina 480 15
Paraná 300 2
São Paulo 90 3
Minas Gerais 60 6
Tocantins 15 1
Distrito Federal 42 1
Sergipe 80 2
Bahia 600 10
Total 1737 41
2.2. Período de Produção de Pólen e Flora Apícola

O período de produção de pólen foi diversificado e variou entre os Estados


(Tabela 5). Foram observadas variações entre regiões de um mesmo estado, como a
Bahia, onde foram obtidas informações sobre apiários que permaneceram produtivos
durante todo o ano, produzindo pólen de forma intermitente.
Em um País com grandes dimensões como o Brasil, uma diversificada flora
polínica faz-se presente e, certamente, inúmeras espécies botânicas ainda não foram
observadas pelo produtor apícola ou descritas na literatura científica. Na Tabela 5 estão
relacionadas as espécies vegetais de acordo com o nome popular e regional e que
contribuem para a produção de pólen. Pode-se observar que a flora polínica disponível
varia entre os Estados analisados e está relacionada com o clima e o solo de cada região.
Entretanto, essas diferenças tornam o Brasil capaz de produzir o pólen apícola ao longo
do ano, podendo ser uma fonte de renda extra para a apicultura nacional.
8

TABELA 5: Período de Produção e Flora Apícola nos Estados Brasileiros informado


pelo produtor
Estados Período de Flora Apícola
Produção
Rio Grande do Sul Setembro a Abril Uva - do - Japão, Angico, Coqueiros,
Vassoura, Eucalipto, Aroeira, Maria-mole,
Pitangueira, Abacateiro, Carqueja, Erva
Santa, Açoita Cavalo, Erva de Santa Maria,
Nabo Forrageiro, Soja
Santa Catarina Agosto a Abril Guapuruvu, Palmeiras, Carquejas, Maria
mole, Vassouras, Arueira, Vassourão, Unha
de Gato, Bracatinga, Jerivá, Nabo
Forrageiro, Guarapeva, Santa Maria,
Pessegueiro Branco, Mamica de Cadela,
Camboatã
Paraná Agosto a Março Bracatinga, Guaçatonga, Aroeira, Miguel
Pintado
São Paulo Janeiro a Maio Aricurana, Vassourinha, Brachiaria, Jerivá,
Setembro a
Dezembro
Minas Gerais Março a Maio Cosmos Branco, Amarelo e Roxo, Paineira,
Canudo-de-Pito
Tocantins Junho a Agosto
*
Distrito Federal Maio a Outubro Lixeira, Jaú, Gonçalo Alves, Malva,
Palmáceas, Pombeiro, Cipó Caboclo, Cipó-
Uva,
Sergipe Janeiro a maio Palmáceas, Jurema Preta, Colombi, Flora
Agosto a Dezembro Típica da Caatinga, Restinga e Mata
Atlântica Litorânea
Bahia Janeiro a Dezembro Palmeiras, Camaçari, Cajá , Palmeira de
Dendê
* Não Informado

2.3. Produção Mensal de Pólen por Colméia e o Tipo de Coletor Utilizado

No que se refere à produção média de pólen por colméia/mês, esta variou de 900
g (Rio Grande do Sul) a um extraordinário recorde, registrado no município de
Canavieiras / BA, de 48 kg, proporcionado pela florada de cajá e camaçari (Tabela 6).
Quanto aos tipos de coletores utilizados pelos produtores, não existiu um
consenso nacional para o equipamento, variando de Estado ou de produtor para produtor
(Tabela 6). O equipamento que se pode destacar no momento é uma variação do Tipo
Tropical Africanizado, o Tipo Tropical Africanizado Baiano (Figura 1c), desenvolvido
no sul da Bahia. Nesse tipo de coletor, a tela de retenção no alvado é posicionada de
maneira inclinada e a caixa receptora das bolotas de pólen atinge dimensão quase três
vezes maior que a do coletor original.
Outro coletor em fase de teste pelo Centro de Estudos Apícolas da Universidade
de Taubaté e pelo Setor de Apicultura da Universidade Estadual Paulista, Campus de
Botucatu, é um modelo em plástico que permitirá uma melhor higienização do
9

equipamento de coleta, contribuindo diretamente para a qualidade do produto em


questão (Figura 1b).
Outros tipos de coletores foram o Frontal modelo ICEAL (Figura 1a), Interno
Intermediário (Figura 1d), entre outros.

TABELA 6: Produção Mensal de Pólen por Colméia e Tipo de Coletor de Pólen


Utilizado nos Estados Brasileiros e Distrito Federal
Estados Produção (g) Tipo de Coletor de Pólen
Mensal/Colméia Utilizado
Rio Grande do Sul 900 a 2.200 II
Santa Catarina 930 a 4.000 II
Paraná 1.200 a 1.900 TTA
São Paulo 2.000 a 3.500 TTA, F, II
Minas Gerais 2.000 a 3.000 II, TTA
Tocantins * F
Distrito Federal 1.800 F
Sergipe 1.000 a 1.800 F, TTABa
Bahia **2000 a 4000 F, TTABa
*** 30.000 a 48.000
II – Interno Intermediário, TTA –Tipo Tropical Africanizado, F- Frontal, TTABa Tipo Tropical
Africanizado Baiano, * produção doméstica, dados sem estimativas. ** Produção média rotineira,
***produção recorde de cajá
10

a) Tipo Frontal b) Coletor Plástico Injetado


(em teste)

c) Tipo Tropical Africanizado-Baiano d) Intermediário Interno

FIGURA 1: Coletores de pólen utilizados nos estados brasileiros.

3. Processamento do Pólen Apícola

3.1. Recipiente de Transporte do Pólen Fresco, Congelamento e Desidratação do


Pólen e Uso de Soprador ou Câmara de Jato Seco

O processamento do pólen apícola ocorre através de práticas artesanais até


emprego de tecnologia utilizada em diversos países produtores.
Para o transporte do pólen fresco (recém colhido) ao setor de processamento,
foram utilizados sacos plásticos, caixa receptora de pólen, baldes plásticos, caixas
plásticas organizadoras retangulares com base larga e baixa altura (Tabela 7), sendo
essa última, recomendada por Salomé & Salomé (1998) pelo fato de permitir maior
distribuição das bolotas de pólen com menor sobreposição do mesmo, evitando o
esmagamento do pólen fresco e o comprometimento da qualidade.
No que se refere ao congelamento do pólen apícola antes do processo de
desidratação, somente em Tocantins encontrou-se o processo imediato de desidratação
sem o congelamento prévio. Certamente trata-se de uma pequena produção artesanal de
11

consumo imediato e familiar, pois, na atualidade, pelo limite tecnológico, em uma


produção de escala comercial, dificilmente o apicultor teria condições de desidratar
grandes volumes do produto de forma imediata sem que a qualidade do mesmo não
fosse comprometida. Nos demais Estados brasileiros, o congelamento do pólen é
realizado utilizando-se freezer doméstico (Tabela 7 e Figura 2h). Segundo Salomé &
Salomé (1998) o congelamento do pólen é obrigatório, pois este processo funciona
como agente destruidor de ácaros, ovos e larvas de traça.
No processo de desidratação observou-se a utilização de “estufas” de ventilação
improvisadas, como a exposição do pólen fresco sobre bandejas teladas, ventiladores e
lâmpadas com ventoinha e ventilação com secadores de cabelo (Figura 2c). A utilização
improvisada da secadora de roupas também foi registrada nessa pesquisa (Tabela 7).
Todos esses processos de desidratação do pólen são utilizados, sobretudo por pequenos
apicultores, sendo que na escala comercial são utilizados equipamento com tecnologia
recente (Figura 2 a).
Para a remoção de partículas leves como fragmentos de abelhas, pernas, asas
dentre outros, utilizam-se sopradores. Nesse levantamento, encontrou-se pequenos
produtores utilizando o secador de cabelos e registra-se também um método semelhante
ao de ventilação de grãos sendo utilizado como ventilação do pólen desidratado (Figura
2d), sendo que produtores profissionais utilizam-se de sopradores próprios nessa etapa
do processamento (Tabela 7 e Figura 2b).
12

TABELA 7: Recipiente de Transporte do Pólen Fresco, Congelamento, Estufa de


Desidratação e Soprador (Câmara de Jato Seco) utilizados nos Estados
Brasileiros
Estados Recipiente Congelamento Desidratação Soprador
Rio Grande do Sul Balde plástico Freezer Tipo Ballardin, Não utiliza
Adaptada com
secador de
cabelos
Santa Catarina Caixa Freezer Tipo Ballardin Secador de
organizadora Caixa de madeira cabelos. Câmara
com lâmpada e de jato seco
ventoínha
Paraná Caixa plástica Freezer Tipo Ballardin Câmara de jato
organizadora seco
São Paulo Balde plástico Freezer Tipo Ballardin, Secador de
caixa plástica Caixa de madeira cabelos,
organizadora com lâmpada e Soprador
no próprio ventoínha
coletor sobre
bandeja
galvanizada
Minas Gerais Balde plástico Freezer Tipo Ballardin, Não utiliza
Exposição ao sol
Tocantins Saco plástico Não realiza Bandeja e Não utiliza
ventilador
Distrito Federal Caixa plástica Freezer Tipo Ballardin Secador de
organizadora cabelos
Sergipe Pote plástico Freezer Modelo Scharly Soprador
Scharly
Bahia Baldes Freezer Tipo Ballardin, Secador de
plástico caixa de madeira cabelos. Câmara
com lâmpada e de jato seco
ventoínha,
Tipo Laboratório

3.2. Uso de Peneiras Classificatórias, Limpeza do Pólen (Catação) e Sala de


Beneficiamento do Pólen
O jogo de peneiras classificatórias (Figura 2e) é um instrumento que separa as
bolotas de pólen que, por ventura, no processo de desidratação, tenham se agrupado.
Além disso, separa o pó e possíveis resíduos da parte comercial sendo este o principal
fator para tal processo; por fim, acaba por agrupar as bolotas de pólen por tamanho,
mesmo sendo a classificação por tamanho de bolotas desnecessária (Figura 2e). No que
se refere a utilização de peneiras classificatórias, apenas os Estados de Minas Gerais,
Sergipe e o Distrito Federal não as utilizam (Tabela 8).
A catação consiste na coleta de bolotas de própolis e demais partículas estranhas
ainda presentes no pólen apícola (Figura 2f). Tal processo ainda é rudimentar e
desgastante para o manipulador devido à falta de tecnologia nessa etapa do
processamento. No Estado de Santa Catarina foi desenvolvido um sistema de esteira
(modelo Ballardin) onde as bolotas de pólen vão sendo transportadas e o manipulador
vai removendo as partículas estranhas (Tabela 8 e Figura 2g).
13

O único Estado onde se tem registro da utilização de um misturador de pólen


(Figura 2i) é o Estado de Santa Catarina (Tabela 8). Trata-se de uma prática que reúne
as diversas colheitas de pólen monofloral para a elaboração artificial de uma mistura
polínica objetivando evidenciar a formação de um produto colorido ou de sabor
agradável caracterizando o pólen “blend”. O aparelho utilizado para essa operação pode
ser observado na Figura 2i.
Quanto à sala de processamento do pólen, esta é utilizada, na maioria das vezes,
para o processamento de outros produtos apícolas nos Estados analisados, sendo que
alguns apicultores profissionais nesses estados dispõem de salas próprias para o
processamento.

TABELA 8: Uso de Peneiras Classificatórias, Catação, Mistura de Pólen e Sala de


Beneficiamento do Pólen Utilizados nas Regiões Estudadas.
Estados Peneiras Catação Mistura Sala de beneficiamento
classificatórias de pólen para pólen
Rio Grande do Sul Sim Sim - Comum a outros produtos
Santa Catarina Sim Manual em Sim Comum a outros produtos
bandeja até até exclusiva
esteira rotativa
Paraná Sim Sim - Comum a outros produtos
São Paulo Sim Sim - Comum a outros produtos
até exclusiva
Minas Gerais - Sim - Comum a outros produtos
Tocantins Sim Sim - Comum a outros produtos
Distrito Federal - Sim - Comum a outros produtos
Sergipe - Sim - Exclusiva para Pólen
Bahia Sim Sim - Comum a outros produtos
até exclusiva
(-) processo não realizado / ou não informado
14

a) Estufa Ballardim b) “Soprador” (aerador) c) Estufa desidratadora de


Ballardim madeira

d) Ventilação rudimentar e) Peneira classificatória f) Catação artesanal


do pólen Ballardim

g) Esteira de catação h) Pólen de diferentes i) Misturador de pólen


Ballardim floradas conservados em
Freezer
FIGURA 2: Tecnologia utilizada no processamento do pólen apícola pelos Estados
brasileiros.
15

4. Comercialização do Pólen Apícola

4.1. Tipo de Registro, Participação em Associações Apícolas e Tipo de


Embalagem para a Comercialização

Com relação à regularização do produtor de pólen no que se refere à inspeção,


observou-se que a maioria encontra-se na clandestinidade (Tabela 9), seja por
desconhecimento, falta de incentivo ou por encontrar grandes dificuldades na
regularização perante os órgãos competentes. Existem relatos de processos no Estado de
São Paulo que duraram aproximadamente oito anos para a oficialização de um
entreposto para obtenção do Selo de Inspeção Federal (SIF). Como demonstrado na
Tabela 10, nos Estados brasileiros analisados, pode-se encontrar desde produtores com
registro no Serviço de Inspeção Federal (SIF), bem como sem registro.
Quanto à ligação do apicultor às Associações representativas, observou-se que
todos eram participantes (Tabela 10). Torna-se quase impossível ao pesquisador realizar
seus levantamentos se não contar com a colaboração das Entidades de classe, que
também serão beneficiadas pela pesquisa, demonstrando a necessidade das parcerias
entre as instituições.
Quanto aos tipos de embalagens utilizadas para a comercialização, encontrou-se
uma variedade de modelos em plástico ou vidro. Os sacos plásticos variaram entre
100g a 4kg de capacidade, os potes plásticos de 100 a 500g e as embalagens de vidro de
70g a 1kg. Observaram-se ainda embalagens de maior capacidade, variando de 30kg a
70kg, latas com revestimento sanitário ou tambor de papelão, ambos contendo sacos
plásticos para serem preenchidos e fechados a vácuo (Tabela 9). Este fechamento a
vácuo é utilizado, principalmente, para armazenamento do pólen pelo produtor, sem
comprometer a qualidade do produto e possibilitando aguardar um período favorável de
preço para a comercialização do mesmo.
16

TABELA 9: Tipo de Registro, Participação em Associações Apícolas e Tipo de


Embalagem para a Comercialização, nos Estados Brasileiros
Estados Registro Participação Tipo de Embalagem
Rio Grande do De nenhum a Sim Saco Plástico 100g e 1 kg
Sul Municipal Potes Plástico 125g e 220g
Santa Catarina De nenhum a Sim Vidro Transparente 150g
Inspeção Federal Potes Plásticos de 100 e 500g
Sacos Plásticos duplos 1 e 4
kg
Paraná Inspeção Federal Sim Vidro Transparente 150g
Saco Plástico 1 e 2 kg
São Paulo De nenhum a Sim Sacos Plástico 2kg
Inspeção Federal Vidro Transparente 70 e 200g
Minas Gerais De nenhum a Sim Vidro transparente 40g
Inspeção Federal
Tocantins Nenhum Sim Saco Plástico
Distrito Federal Inspeção Estadual Sim Vidro Transparente 70 e 200g
Sergipe Nenhum Sim Sacos Plásticos 2kg e 5kg
Bahia De nenhum a Sim Potes Plásticos 100 e 500g,
Inspeção Federal Sacos Plásticos 1 e 2 kg

4.2. Preço de Venda do Pólen Apícola e Tipo de Comercialização

Uma das maiores dificuldades na exploração do pólen apícola será a formação


de preço adequado para o produto no Brasil, uma vez que o presente levantamento
registrou grande variação nas diversas formas de comercialização. O preço do quilo
para o pólen não processado variou entre R$ 10,00 a R$ 15,00. No atacado, o quilo do
produto processado foi de R$ 25,00 a R$ 40,00 e, no varejo foi cotado entre R$ 30,00 a
R$ 150,00 (Tabela 10).
Este fato chama a atenção para a necessidade das Associações e a Confederação
Brasileira de Apicultura (CBA) desenvolverem programas que ensinem ao produtor, o
levantamento de seus custos de produção, bem como a formação de preços fixos para as
diversas vias de comercialização.
Quanto a rota de comercialização do pólen apícola, os Estados brasileiros, em
sua maioria, produzem para o próprio Estado. O Estado do Paraná, além de vender para
o seu próprio território, comercializa pólen principalmente com os Estados de São
Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. A Bahia, da mesma maneira abastece o seu
próprio território e exporta pólen para os Estados já citados, e a uma demanda dos
Estados de Goiás, Rio Grande do Sul e Distrito Federal. Por outro lado, Santa Catarina,
além de distribuir o produto em praticamente todos os Estados do Brasil, conta com um
produtor exportando para Colômbia e Uruguai.
No Estado do Ceará existem cerca de 4 a 5 mil pequenos apicultores que
possuem em média entre 40 a 50 colméias, trabalhando em sistemas de cooperativas, o
que possibilita a utilização de salas comunitárias de beneficiamento. No período
chuvoso, principalmente entre março e abril, ocorre um “fenômeno” de
congestionamento de alvéolos das áreas de cria, o que impede a postura da rainha.
Dessa forma, torna-se prática comum os apicultores instalarem coletores de pólen para
conseguirem espaço para o desenvolvimento da colméia. O pólen coletado, na maioria
das vezes, é descartado e somente alguns apicultores utilizam tal produto para a
17

elaboração de alimento protéico para as abelhas. Ainda no Estado do Ceará, há grande


área irrigada de coqueiros que proporciona um grande potencial para a produção do
pólen apícola.
No Mato Grosso do Sul, oficialmente não se tem conhecimento de produção
comercial de pólen, embora esteja sendo estabelecida a câmara setorial, em parceria
com SEBRAE, EMBRAPA Pantanal e Universidade Federal do Mato Grosso do Sul. O
Estado compra pólen de Santa Catarina, com o preço no atacado entre R$ 22,00 a
R$23,00 e, no varejo, de R$ 45,00 a R$ 50,00 (Tabela 10).
A produção de pólen apícola no Estado do Rio Grande do Sul, não é
representativa, sendo o pólen comprado de Santa Catarina.
No Espírito Santo existem oito Associações Apícolas, mas não há dados sobre a
produção de pólen no Estado, provavelmente pelo fato do pasto apícola ser voltado
principalmente para a produção de mel. A comercialização do pólen apícola não é
difundida nesse Estado, sendo realizada a compra de pólen do Estado da Bahia,
atingindo preços no atacado de R$ 20,00 (Tabela 10).
No Estado do Maranhão existem cerca de sete Associações Apícolas ativas,
embora não se tenha conhecimento de produção comercial de pólen apícola.
No Estado do Pará não há uma produção comercial de pólen. A Federação
Apícola foi criada recentemente, apresentando como objetivo principal atender o
consumo interno e, posteriormente, a exportação, explorando principalmente o aspecto
da diversidade de ecossistemas, riqueza de aromas, sabores e consistência do produto. A
atividade é desenvolvida com base na agricultura familiar, a qual têm recebido apoio
para qualificação da mão-de-obra dos programas PANFLOR (Plano Nacional de
Qualificação do Trabalhador) e SETEPS (Secretaria Executiva de Trabalho e Promoção
Social). O acesso ao financiamento tem sido realizado pelo FAT (Fundo de Amparo ao
Trabalhador). Outras instituições envolvidas no projeto para o desenvolvimento da
Apicultura do Pará são a EMATER, Faculdade de Ciências Agrárias do Pará, Programa
Pobreza e Meio Ambiente (POEMAR), Universidade Federal do Pará e Escola Técnica
de Castanhal.
No Estado do Rio Grande do Norte, não se tem conhecimento da produção
comercial de pólen. O Estado se prepara para uma nova fase da Apicultura, a
“Apicultura Racional”, realizando para isso treinamentos com apoio do SEBRAE.
A Confederação Brasileira de Apicultura (CBA) informou que: Atualmente, a
organização da Apicultura Brasileira apresenta dezesseis Federações e Associações
Apícolas, compreendendo os Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Mato
Grosso do Sul, Paraná, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia, Tocantins,
Pará, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe, Paraíba e Ceará. Existem
também centenas de Associações distribuídas em todo o território nacional e algumas
organizações que acabam por representar seus respectivos Estados. A CBA não dispõe
de um programa nacional para produção do pólen apícola, por entender que a referida
produção é de caráter regional. A produção de pólen é muito rentável, principalmente se
comparada ao mel, o que torna a atividade altamente atrativa. Os números da produção
de pólen brasileiro são estimados na ordem de 200 toneladas ao ano, sendo os maiores
Estados produtores: Bahia, Santa Catarina, Paraná. Quanto a infra-estrutura para
processamento, não são todos os produtores que a possuem. Conforme informações da
CBA parece não haver registros da produção de pólen em áreas contendo culturas
modificadas geneticamente. O Brasil vem importando pólen da China e da Espanha,
sendo que as barreiras sanitárias não apresentam praticamente nenhuma restrição a essa
atividade. Isso é visto pela CBA, como a grande dificuldade para evitar a importação de
doenças para os apiários brasileiros.
18

O Brasil possui um potencial elevadíssimo na área apícola, mas para competir no


mercado nacional e internacional, suas entidades representativas deverão passar por
reciclagens em controle de qualidade, formação de preço e mercado (“marketing”)
dentre outras e, estabelecer normas para uma legislação global de ação local atingindo
os diversos níveis fiscalizadores ou seja, municipal, estadual e federal.

TABELA 10: Preço de Venda do Quilo de Pólen Apícola e Tipo de Comercialização,


nos Estados Brasileiros
Estados Preço de Venda (R$)
Atacado Varejo
Rio Grande do Sul 25,00 a 35,00 40,00 a 50,00
Santa Catarina 25,00 a 40,00 30,00 a 40,00
Paraná 25,00 40,00
São Paulo 25,00 a 35,00 100,00 a 150,00
Minas Gerais * 120,00
Tocantins * *
Distrito Federal * 90,00
Sergipe 20,00 *
Bahia 15,00 a 30,00 *
* não informado
19

Conclusões

1. A produção do pólen ainda é pouco explorada no Brasil


2. Foram evidenciados dois importantes pólos da produção de pólen no Brasil:
Santa Catarina e Bahia.
3. Os produtores de pólen na sua maioria, não possuem nem instalações, nem
equipamentos adequados para produção do pólen apícola, permanecendo na
clandestinidade quanto ao registro junto aos órgãos fiscalizadores.
4. Não existe um consenso na formação de preços do pólen no atacado e varejo no
Brasil.
5. A tecnologia observada, para o processamento do pólen apícola, em sua maioria
ainda é rudimentar.

Sugestões

• A criação de Programas para Fomento de Produção e Centros de Processamentos


poderá contribuir significativamente para expansão da cadeia produtiva tendo em
foco o pólen apícola brasileiro.
• Os Órgãos Representativos devem se aplicar para a elaboração e formação do
chamado preço justo do pólen apícola, tanto no atacado como no varejo.
• As representações da apicultura brasileira devem intensificar as ações nas barreiras
sanitárias, defendendo o patrimônio apícola nacional das possíveis rotas de entradas
de doenças apícolas.
• Que sejam mobilizadas as entidades representativas da cadeia apícola para
sensibilizar governo e iniciativa privada para o desenvolvimento de tecnologia de
processamento.
• O Brasil apresenta grande potencial produtivo de pólen apícola, pois parece que o
clima e a flora potencial, que merece ser ainda identificada nos rigores científicos,
não são fatores limitantes para a produção.
• Solucionado esses aspectos, o Brasil deixará de perder toneladas de pólen
anualmente disponíveis em sua vasta vegetação polinífera, a política do alimento
seguro poderá ser concretizada em relação ao pólen, o reforço protéico na
alimentação se concretizará, bem como o ganho de divisas para os Estados pobres
com alto potencial polinífero, o que certamente resultará em melhorias da qualidade
de vida de muitos cidadãos brasileiros.
20

Referências Bibliográficas

ALVES, M.L.T.M.F. (1995) Produção de pólen. Pindamonhangaba: SAA/AMA. 30p.


ANDRÉS, I. M.; MORENO, M. E. B.; CASELLES, J. R. La Apicultura Valenciana:
Tradición y aprovechamiento. 1ª ed Valencia: Generalitat Valenciana, Conselleria
d’Agricultura y Pesca, 1993. 167p. (Divulgacion Tecnica, 23).
BARRETO, L.M.R.C., RABELO, P.C., BELEZIA, C.O. (2000) Perfil protéico do pólen
coletado por Apis mellifera (híbrida africanizada) no período outono-inverno no
Apiário Escola do Centro de Estudos Apícolas da Universidade de Taubaté. In:
CONGRESSO BRASILEIRO DE APICULTURA, 13, 2000, Florianópolis.
Anais... Florianópolis: Sonopress.
BARRETO, L.M.R.C. (2002) Qualidade do pólen brasileiro. In: CONGRESSO
BRASILEIRO DE APICULTURA, 14, 2002, Campo Grande-MS. Anais ...Campo
Grande-MS, 283-8.
BARRETO, L.M.R.C and FUNARI, S.R.C. (2003) Caracterização físico-química e
controle de qualidade do pólen apícola brasileiro. In: SEMINÁRIO DE PRÓPOLIS
DO NORDESTE 2., E ENCONTRO NACIONAL DE PRODUTORES DE PÓLEN
1. 2203. Anais..., Ilhéus/Itabuna, 53-66.
BRASIL(2001a). Ministério de Agricultura e do Abastecimento. Instrução Normativa no
3, de 19 de janeiro de 2001. Regulamento Técnico de Identidade e Qualidade do
Pólen Apícola. Diário Oficial da União [da] Republica Federativa do Brasil,
Brasília, D.F. 23 de jan 2001, Seção 16-I, 18-23.
BUENA, A.F. (1991) El pólen: su regulamentación como alimento dietético. Vida
Apícola, 46, 25-8.
FUNARI, S.R.C., CARMO, M.C.T., SOUZA, J.L.B, DIERCKX, S.M.A.G.,
BOLDONI, A., BIAGIO, O. (1994), Avaliação da coleta de pólen por colônias de
abelhas africanizadas Apis mellifera. In: Congresso Iberolatino Americano de
Apicultura, 4. 1994. Anais..., Cordoba: Argentina. 163-5.
FUNARI, S.R.C. (1997), Estudo da coleta de pólen por abelhas africanizadas (Apis
mellifera), na região de Botucatu (SP), Brasil. Botucatu, 1997, 92p. (tese de Livre-
Docência) – Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia- Universidade
Estadual Paulista.
FUNARI, S.R.C.; ROCHA, H.C.; SFORCIN, J.M.; CURI, P.R.; PEROSA, J.M.Y.
(1998), Coleta de pólen e produção de mel e própolis em colônias de abelhas
africanizadas (Apis mellifera L.). Bol. Ind. Anim., 55, 189-93.
LIGEN, X. La eficácia y el mecanismo de intervención del polen en la lucha contra el
cancer y el envejecimiento. IN: CONGRESSO INTERNACIONAL DE
APICULTURA, 32, 1989, Rio de Janeiro. Anais... Rio de Janeiro: APIMONDIA,
1989. p.223.
MORETI, A.C.C.C. (1995) Coleta e utilização do pólen pelas abelhas. In: CURSO DE
PRODUÇÃO DE PÓLEN. Pindamonhangaba: IZ/CAT. 32p.
PEREIRA, P.C.M.; VALÉRIO, M.A.R.N.; FUNARI, S.R.C. Perspectivas da utilização
do mel, própolis, geléia real e pólen na área médica. IN: BARRAVIERA, B. (ed.)
Venenos animais: uma visão integrada. Rio de Janeiro: Editora de publicações
científicas, 1994. p. 65-80.
21

REIS, V.D.A. (2001) Fatores que influenciam na coleta de pólen por Apis mellifera L. e
análises fisico-químicas do pólen coletado. Piracicaba. 76p. (Dissertação
Mestrado) - ESALQ, USP.
ROCHA, H.C., SUZANA, J., PORTO, S., FUNARI, S.R.C., LARA, A.A. (2002), O
uso de pólen apícola no controle de anemia ferropriva. In: ENCONTRO SOBRE
ABELHAS, 5, 2002, Ribeirão Preto/SP. Anais...Ribeirão Preto/SP,.2002. 295.
ROMAN, S. Apiterapia en el tratamiento pre y postoperatorio. In: SIMPÓSIO
INTERNACIONAL DE APITERAPIA, 2, 1976, Bucarest. Anais... Bucarest:
APIMONDIA, 1976 a. p.179.
ROMAN, S. Nuestros experiencias acerca de los efectos de los produtos apicolas en el
tratamiento del adenoma de prostata. In: SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE
APITERAPIA, 2, 1976. Bucarest. Anais... Bucarest: APIMONDIA, 1976 b. p.334.
SALOMÉ, J.A. and SALOMÉ, L.G. (1998) Manual prático de produção de pólen
apícola. Florianópolis – Secretaria de Estado do Desenvolvimento Rural e da
Apicultura (EPAGRI). 54p.
SAMPAIO, E.A.B. (1994) Pólen apícola – caracterização e processamento. In:
CONGRESSO BRASILEIRO DE APICULTURA, 10, Pousada do Rio Quente -
GO. Anais... Pousada do Rio Quente, 96-102.
SCHAUSE, L.P. (1994) Coleta, preparo e comercialização do pólen. In: CONGRESSO
BRASILEIRO DE APICULTURA, 10, Pousada do Rio Quente - GO. Anais...
Pousada do Rio Quente, 91-5.
WIESE, H. (1982) Informações sobre pólen: definição, coleta, utilização e
comercialização. Florianópolis, Secretaria da Agricultura e do Abastecimento de
Santa Catarina. 6p.

Interessi correlati