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5º TESTE SUMATIVO DE FILOSOFIA - SOLUÇÕES 2011/2012 Grupo I (5 valores: 10x 0,5 val.)

5º TESTE SUMATIVO DE FILOSOFIA - SOLUÇÕES

2011/2012

Grupo I (5 valores: 10x 0,5 val.)

Escolha apenas uma alínea correta para cada questão.

1. A Filosofia Política é uma área da filosofia que se ocupa da organização social e a avalia de um ponto de vista ético.

2. O Estado é uma estrutura política que regula e organiza a vida social, exercendo o seu poder e autoridade sobre os

cidadãos.

3. Segundo Aristóteles a cidade é o todo, anterior às partes, onde o homem atinge o máximo da autossuficiência.

4. Segundo Locke a sociedade civil resulta do consentimento individual e de um contrato social entre um grupo de

homens.

5.

John Rawls desenvolveu uma teoria da justiça que parte de um contrato hipotético que designa por “posição original”.

6 .

Para

John Rawls, uma sociedade justa é aquela que

promove a equidade pela articulação entre

igualdade e diferenças, liberdade e justiça social. 7. Segundo Rawls, as desigualdades económicas e sociais são justas se beneficiarem sobretudo os mais desfavorecidos.

8. De acordo com o 1º princípio de justiça rawlsiano, numa sociedade justa existirá igualdade de

liberdades e direitos fundamentais entre os cidadãos.

9. Para Rawls, “A igualdade de oportunidades tem prioridade sobre o princípio da diferença” é verdadeira, pois através da

criação de instituições justas e imparciais haverá oportunidades abertas a todos.

10. “Os limites do poder do Estado são estabelecidos por aqueles direitos dos cidadãos para cuja defesa ele nasceu”.

Esta afirmação é, segundo Locke, verdadeira, pois o Estado apenas dá força de lei aos direitos naturais dos homens.

Grupo II (10 valores: 2,5 + 2,5 + 2 + 3 val.) Tendo em atenção
Grupo II (10 valores: 2,5 + 2,5 + 2 + 3 val.) Tendo em atenção
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Grupo II (10 valores: 2,5 + 2,5 + 2 + 3 val.) Tendo em atenção os
Tendo em atenção os textos seguintes, responda às questões colocadas.

Tendo em atenção os textos seguintes, responda às questões colocadas.

Tendo em atenção os textos seguintes, responda às questões colocadas.

II.1. Partindo do texto anterior, exponha a teoria do filósofo sobre a origem do Estado.

- Segundo Aristóteles, «o Estado, ou sociedade política, é mesmo o primeiro objeto que a natureza se propôs», ou seja, o filósofo possui uma conceção naturalista da origem do Estado.

- O Estado existe por natureza: os homens associam-se naturalmente (é «a própria inclinação natural conduz

todos os homens a este género de sociedade»), primeiro em famílias; depois, em aldeias; e, por fim, em cidades. A cidade abrange todas as outras comunidades menores, que constituem os seus elementos mais simples. A

cidade é o todo, anterior às partes. A cidade é o fim para o qual tendem naturalmente todas as comunidades, visando o maior dos bens: a vida boa ou felicidade. - O homem é naturalmente um animal político, que necessita dos outros para se humanizar, pelo que «quem quer que seja que não tenha necessidade dos outros homens ou é um deus ou um animal», pois os animais agregam-se sem intencionalidade e os deuses são autossuficientes. Portanto, só a cidade (pólis) permite a realização integral da natureza humana.

II.2. Partindo do texto anterior, explique a teoria de Locke sobre a origem do Estado.

- Locke parte de uma questão: «Se o homem no estado de natureza é tão livre, conforme dissemos, se é senhor absoluto da sua própria pessoa e posses, igual ao maior e a ninguém sujeito, por que abrirá ele mão dessa liberdade, por que abandonará o seu império e sujeitar-se-á ao domínio e controlo de qualquer outro poder? », isto é, Locke questiona a origem do Estado, o qual aparentemente não traz vantagens. - Sobre o “estado de natureza”: antes da criação de uma sociedade civil/poder político, o homem vive em estado natural. Esse “estado de natureza” é um estado de perfeita liberdade, completa igualdade e plena independência, que é regido pela lei natural. Os direitos naturais do homem são a vida, a liberdade e a propriedade. No estado natural, a observância e execução da lei cabe a cada um individualmente, segundo o seu juízo particular. Por isso, falta uma administração imparcial da justiça. - Sobre o Estado: é para proteger os direitos naturais que os homens abdicam do estado natural e escolhem voluntariamente formar uma sociedade civil - «O objetivo grande e principal, portanto, da união dos homens em comunidades, colocando-se eles sob governo, é a preservação da propriedade. ()» A sociedade civil resulta do consentimento individual e de um contrato social entre um grupo de homens. A sociedade dá força de lei aos direitos naturais e elege os seus representantes os quais deverão ser depostos se não trabalharem em prol do bem comum. Portanto, contrariamente a Aristóteles, Locke considera que o Estado e o poder político são convenções criadas artificialmente pelo homem (não naturais).

Prof. Marina Santos

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5º TESTE SUMATIVO DE FILOSOFIA - SOLUÇÕES 2011/2012 II.3.1. De acordo com o texto, Rawls

5º TESTE SUMATIVO DE FILOSOFIA - SOLUÇÕES

2011/2012

II.3.1. De acordo com o texto, Rawls concorda com o sacrifício dos mais favorecidos? Porquê?

- Não, neste excerto de Rawls há uma recusa de sacrificar os mais favorecidos em prol da sociedade em geral.

- Confirma a afirmação com uma ou mais afirmações do excerto, por ex., «Não permite que os sacrifícios impostos

a uns poucos sejam compensados pelo aumento das vantagens usufruídas por um maior número.»

- Justifica a sua resposta indicando que os pressupostos rawlsianos são de cariz kantiano: igualdade racional de todos os Homens; o Homem é um fim em si mesmo e nunca um meio; a dignidade humana é uma característica essencial e intrínseca a cada um. Assim, é anti-utilitarista, facto evidente na afirmação de que «os direitos garantidos pela justiça não estão dependentes (…) do cálculo dos interesses sociais

II.3.2. Indique e explique quais são os princípios da justiça de Rawls e a sua hierarquia.

- Os princípios da Justiça como Equidade: conjunto de princípios de justiça que pessoas livres e racionais

aceitariam numa posição inicial de igualdade, visando constituir uma «sociedade bem ordenada». 1. Princípio da liberdade: «Cada pessoa tem igual direito a um conjunto de liberdades básicas, compatível com um regime de liberdades para todos.» Este princípio tem prioridade sobre o seguinte, uma vez que o mais importante é garantir os direitos e liberdades básicas dos indivíduos até ao ponto em que não impeçam as dos outros; 2. Princípio da diferença (e da igualdade de oportunidades): «As desigualdades económicas e sociais obedecem a duas condições: 2.a Os maiores benefícios possíveis devem ser distribuídos aos mais desfavorecidos; 2.b Devem resultar do exercício de cargos e funções disponíveis para todos em condições de uma igualdade equitativa de oportunidades».=> duplo princípio, que visa a igualdade e a justiça social. - PRIORIDADES: - do 1º princípio (liberdade) sobre o 2º princípio (diferença); - do 2.b (igualdade de oportunidades) sobre o 2.a (distribuição desigual). A prioridade vai para um amplo conjunto de liberdades de todos, inegociável e inviolável; depois, existe a necessidade de todos terem as mesmas oportunidades de acesso aos cargos e posições sociais; só então, - se permanecerem as desigualdades sociais e económicas -, se deve distribuir a riqueza de modo a beneficiar os mais necessitados. Portanto, a desigualdade de distribuição só é admissível se fomentar a igualdade.

Grupo III (5 valores) Leia com atenção o texto seguinte e responda ao solicitado.

Grupo III (5 valores)

Grupo III (5 valores) Leia com atenção o texto seguinte e responda ao solicitado.
Leia com atenção o texto seguinte e responda ao solicitado.

Leia com atenção o texto seguinte e responda ao solicitado.

Leia com atenção o texto seguinte e responda ao solicitado.

Opção A: texto de Nigel Warburton

Problema: A violação da lei poderá ser justificável? ou É a desobediência civil legítima/aceitável?

Tese: O autor expõe duas teses sobre a questão da violação da lei, parecendo valorizar e integrar-se na

«tradição de violação da lei em [determinadas] circunstâncias conhecida por desobediência civil». Argumentos:

1. A desobediência civil poderá ser legítima «quando as pessoas descobrem que lhes é pedido que obedeçam a

leis ou a políticas governamentais que consideram injustas» e os «protestos legais são completamente inúteis».

2. A desobediência civil trouxe «mudanças importantes no direito e na governação»:

- O movimento das sufragistas britânicas «desempenhou um papel significativo na mudança da lei injusta que impedia as mulheres de participar em eleições supostamente democráticas»;

- Martin Luther King e Mahatma Gandi ajudaram a combater o racismo através da desobiência civil («O desafio de

ao preconceito racial através de métodos análogos aos de Ghandi ajudou a garantir direitos civis básicos para os Negros americanos nos estados americanos do Sul»);

- A recusa de alguns americanos em participarem na Guerra do Vietname, apesar de requisitados pelo governo,

sendo que «a dimensão da oposição à guerra no Vietname acabou por conduzir os Estados Unidos à retirada». 3. A desobediência civil serve como um alerta para as injustiças cometidas no domínio político, pelo que a publicitação e protestos se dão no próprio espaço público: «A desobediência civil corresponde a uma tradição de violação não violenta e pública da lei, concebida para chamar a atenção para leis ou políticas injustas.» Os que agem nesta tradição de desobediência civil não violam a lei unicamente para seu benefício pessoal; fazem-no para chamar a atenção para uma lei injusta ou uma política moralmente objetável e para publicitar ao máximo a sua causa. Por isso é que estes protestos ocorrem habitualmente em lugares públicos, de preferência na presença de jornalistas, fotógrafos e câmaras de televisão».

Prof. Marina Santos

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5º TESTE SUMATIVO DE FILOSOFIA - SOLUÇÕES 2011/2012 Opção B: texto de John Rawls 

5º TESTE SUMATIVO DE FILOSOFIA - SOLUÇÕES

2011/2012

Opção B: texto de John Rawls

Problema: «O verdadeiro problema é o saber quais as circunstâncias, e em que medida, estaremos vinculados

a respeitar estruturas injustas» ou Sob que circunstâncias é a desobediência civil legítima/aceitável?

Tese: Rawls aceita a desobediência civil apenas limitada a «um estado democrático mais ou menos justo e

para aqueles cidadãos que reconheçam e aceitem a legitimidade da Constituição»

Argumentos:

1. Segundo Rawls, só por uma lei ser injusta, tal não legitima a desobediência civil nem a recusa em cumpri-la:

«A injustiça da lei não é, em geral, uma razão suficiente para não aderir a ela (…). Quando a estrutura básica da

sociedade é razoavelmente justa, (

excedam certos limites de injustiça.» 2. Rawls define a «desobediência civil como um ato público, não violento, decidido em consciência mas de

natureza política, contrário à lei e usualmente praticado com o objetivo de provocar uma mudança nas leis ou na política seguida pelo governo.»:

devemos reconhecer as leis injustas como vinculativas desde que não

),

- A desobediência civil é um ato político, pois visa reinstaurar a justiça no governo da cidade;

- A desobediência civil é um ato público: apela a ideais de cidadania e é exposta no espaço público;

- A desobediência civil não é violenta: não deverá provocar danos, sobretudo nas pessoas, e inscreve-se «dentro dos limites da fidelidade ao direito», ou seja, aceita as normas jurídicas e as consequências dos actos praticados.

«A desobediência civil foi definida (…) de forma a estar compreendida entre, por um lado, o protesto nos quadros da lei (…) e, por outro, a objeção de consciência e as várias formas de resistência.»

3. «Ao agir desta forma, apelamos ao sentido de justiça da maioria da comunidade e declaramos que na nossa

opinião ponderada, os princípios da cooperação social entre Homens livres e iguais não estão a ser respeitados», isto é, Rawls visa uma sociedade bem ordenada, pautada pelos princípios da justiça como equidade, pelo que se o Estado se desviar deste ideal regulador, será nosso dever alertar a opinião pública e melhorar a sociedade.

Finalmente, o aluno deverá avaliar o peso dos argumentos em jogo (fortes ou fracos) e colocar objeções; bem como expor a tese que defende através de argumentos plausíveis e adequados ao problema em causa.

Prof. Marina Santos

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