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o SENAD - MEC - UnB

Curso de Prevenção do Uso de Drogas para Educadores das Escolas Públicas

Edição 2012

Atividade colaborativa de aprendizagem 4

PROJETO DE PREVENÇÃO AO USO DE DROGAS

Tutor: José Francisco Mendes Frazão

Cursistas: Ivete da Silva Soleke Jane Aparecida Martins Licele Ferreira de Barros Ligia Maria Jonsson Sirlene Pereira da Silva Valdir Camenar Machado

Data de conclusão: Novembro/2013

Colégio Estadual Anita Canet Ensino Fundamental e Médio - Jaguariaíva- PR

INTRODUÇÃO

Devido às inúmeras mudanças da sociedade, interferindo na formação de valores, o Colégio onde atuamos e implantaremos a proposta, elaborou seu projeto Político Pedagógico embasado nos valores ético-políticos, na formação de profissionais éticos, competentes, atuando em transformação com sabedoria e justiça. É uma construção coletiva dos integrantes da comunidade escolar, cuja construção envolveu todos os seus segmentos: APMF, Conselho Escolar, Direção, Corpo Docente, Corpo Discente, Grêmio Estudantil e membros da comunidade. É uma direção para a ação pedagógica do colégio, definida pela visão dos educadores, em relação à legislação educacional vigente e a nossa realidade escolar. Para a sua construção, foram detectados os problemas que enfrentamos e levamos em frente às alternativas para enfrentá-los. Realizamos a sua construção através de um processo, permanente de reflexão e discussão pelo diálogo construtivo. O projeto constitui um pensar detido sobre o rumo que devemos dar ao nosso trabalho, os princípios, diretrizes e procedimentos que assegurem a articulação entre as tarefas da sociedade, prevendo objetivos, conteúdos e métodos a partir da construção das exigências social e estabelecendo estratégias para alcançar as metas propostas, visando à formação de uma equipe de trabalho para o seu cotidiano e que desencadeie uma ação que forme indivíduos conscientes e críticos. Sabemos que toda a comunidade escolar (pais, alunos, demais familiares, funcionários, professores e direção) visa o desenvolvimento integral do educando em busca de soluções para os desafios cotidianos, para cumprir a função social e específica da escola, os anseios e necessidades da comunidade escolar. Sendo a adolescência uma fase privilegiada na aquisição de muitos dos hábitos de vida, que poderão ser ou não saudáveis, é um momento fundamental para que se interfira no sentido preventivo, visando à promoção da saúde não só na adolescência, mas também na vida adulta. A escola é um espaço potencial de transformações sociais e de constituição de conhecimentos e valores. Toda e qualquer atividade de promoção da saúde visa à redução das chamadas vulnerabilidades da ordem individual, social e institucional, como, por exemplo, uso de drogas (sejam lícitas como álcool e tabaco ou ilícitas), que comprometem o crescimento e o desenvolvimento pleno das crianças, adolescentes e jovens. A escola é a instituição por excelência em que a prevenção pode e deve ser trabalhada. Tomamos aqui a prevenção como sinônimo de educação. Prevenir é colocar de sobreaviso a criança, o adolescente e o adulto, de tal forma que ele esteja preparado e consciente para tomar a decisão acertada no momento oportuno. As pessoas possuem o livre arbítrio e, por isso, a educação se torna um desafio permanente para se buscar

saídas positivas e para que a prevenção alcance maior sucesso. Uma prevenção que promova cada vez mais os valores do ser humano deve ser priorizada entrelaçando fatores protetores. A atividade docente deve habituar os alunos a apreender a realidade enfocando os conteúdos escolares de forma crítica e reflexiva. Deve ainda, ter a capacidade de problematizar e contextualizar um tema, procurando suas ligações com a prática da vida humana. Além de respeitar as diferenças entre as pessoas, integrar e valorizar a dimensão afetiva, desenvolver comportamento ético, as escolas precisam entender que, em seu cotidiano, estão sempre ensinando valores. Dessa forma, a ação sistemática de um programa de prevenção ao uso indevido de drogas não pode se limitar à faixa interna da escola: alunos, professores, pessoal técnico-administrativo e funcionários. Os pais e a comunidade têm papel decisivo na prevenção. A colaboração e o entrosamento harmonioso entre comunidade, pais e escola são fundamentais para a prevenção.

ASPECTOS TEÓRICOS

Vivemos hoje em um país formado pela multiplicidade cultural de cidadãos oriundos de etnias e crenças distintas, que fazem com que existam formas singulares de vivenciar o cotidiano. Constituímos uma sociedade que transmite valores de referência positivos às suas gerações, mas que estimula também o consumismo, o imediatismo, o individualismo e a competitividade, valores estes que têm subsidiado muitas vezes uma estrutura social disfuncional, onde a droga, lícita ou ilícita, se estabelece como meio para atingir o status quo exigido e esperado. A adolescência é um período de grandes desafios, inquietações e turbulências. E é principalmente nesse momento, que o jovem procura um rumo para sua vida, como, reagir às modificações sofridas pelo corpo, escolher um caminho para seguir numa sociedade, que às vezes não respeita os direitos mínimos dos cidadãos, escolher uma profissão numa sociedade cheia de competições e lidar com as tensões do dia a dia, às quais os próprios adultos sucumbem desiludidos. É nesse período, que muitos jovens entram em contato com o mundo das drogas. É quando surge a “fumaça” que relaxa, a “picada” que dá prazer, a “ bola” que afasta o cansaço , a “pílula” que tranquiliza, o “pó” que calça a vida e o “chá” que faz viajar. As drogas acabam sendo o caminho para suavizar os obstáculos que surgem principalmente na adolescência. Muitas pessoas são impelidas a experimentar, ao menos uma única vez, mesmo que seja pela curiosidade, algum tipo de droga. Vários são os motivos que levam ao uso de drogas: para ter prazer, para se acalmar, relaxar, para se sentir mais criativo, para aliviar o desprazer, as angústias, ou simplesmente para ser aceito num grupo de amigos. E muito se tem feito para que as pessoas se previnam contra o uso de drogas. Trabalhar no campo da prevenção é mais eficiente e ético. E uma forma de se fazer isso é com a

informação, assim as pessoas poderão tomar decisões conscientes e bem fundamentadas sobre as drogas.

Cabe ao governo, família, escola e toda a sociedade, oferecer e favorecer a prática de ações, que favoreçam a qualidade de vida. A melhor forma de se combater o uso de drogas por parte dos adolescentes é a prevenção e a conscientização dos mesmos. A prevenção deve ser feita no dia-a-dia da escola de forma integrada ao currículo escolar, pois a promoção da saúde abrange diferentes dimensões humanas, ou seja, realizar nos limites das suas atribuições, de forma obstinada e incessante, o fomento de ações que visam a melhoria da qualidade de vida, contribuindo, através de informações, treinamentos e ações pontuais na luta pela prevenção ao uso indevido de drogas, como forma de impedir a dor, a exclusão, a degradação humana que o comprometimento com as drogas lícitas e ilícitas produzem nos que com elas se envolvem. Instigar para provocar a discussão, informar para evitar o desconhecimento das consequências, buscar a reflexão para questões que façam com que achemos respostas para perguntas que não calam: por que permitir que a droga se torne uma opção? Esperamos contar com a união dos segmentos sociais para vencer as drogas e para a construção de uma sociedade mais justa e solidária. O que podemos fazer é tentar evitar que as pessoas se envolvam com drogas precocemente, especialmente com o álcool, desenvolvendo estratégias educativas e preventivas junto aos pais, cuidadores e educadores. Aos que já se envolveram, cabe-nos ajudá-los a evitar que se tornem dependentes; aos que já se tornaram dependentes, cabe-nos oferecer os melhores meios para que possam abandonar a dependência, auxiliando-os a se reinserirem na sociedade. Se, apesar de todos os nossos esforços, eles continuarem a consumir drogas, temos a obrigação de orientá-los para que o façam da maneira menos prejudicial possível. Uma das melhores estratégias da prevenção é a informação. É preciso saber sobre as drogas, especialmente sobre seus riscos. Drogas podem causar danos à saúde, além de diminuir a percepção de perigos. Por alterar o nível de consciência, o uso de drogas pode levar a práticas arriscadas, como sexo sem preservativo ou compartilhamento de seringas e outros materiais que podem transmitir doenças, como o HIV/Aids e a hepatite.

OBJETIVO GERAL

Ajudar os jovens a reconhecer os mitos e concepções equivocadas, disseminadas socialmente em relação ao cigarro, álcool, medicamentos e drogas, assim como lidar com a pressão dos meios de comunicação de massa e dos amigos para o consumo de drogas.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Identificar as causas facilitadoras do primeiro contato do jovem com as drogas;

Mostrar para a comunidade escolar como é a ação do tráfico e suas consequências;

Fornecer informações sobre os principais tipos de drogas e seus riscos;

Promover debates com os estudantes;

Recolher informações que possam ajudar na política de segurança pública;

Diminuir o público consumidor de drogas.

METODOLOGIA

Antes de desenvolver qualquer ação junto à comunidade, os agentes de prevenção devem preparar-se com uma base de sólidos conhecimentos teórico-científicos, que permita refletir sobre formas de atuação seguras e tê-las em mente ao cumprir suas ações dentro do processo. Sabe-se que

os usuários de drogas não se tornam dependentes da noite para o dia. O dependente já foi um usuário inicial e passou por várias fases de padrão de uso. Porém, grande parte dos profissionais tem a tendência de se preocupar com o problema somente quando o usuário se torna um dependente.

a mobilização da comunidade escolar é

primordial e a troca de saberes entre alunos e professores será um ponto forte neste projeto.

para

que ambas possam crescer juntas. Articular escola e vida cidadã implica na

mudança de paradigmas e de relações.

se

apropriar de algo que pertence a ela, se tornado sujeito da transformação e não mero espectador, atualizando os objetivos, discutindo alternativas e visando sempre à melhoria do

processo.

social,

Acreditamos

que

nesse

contexto

A

sociedade

atual

exige

que

a

escola

esteja

em

sintonia

com

a

vida

A

comunidade

escolar

precisa

estar

presente

para

Buscamos

um

mundo

de

qualidade.

A

Educação

que

queremos

é

justa,

democrática, participativa para a construção do homem, ser social, com valores sociais e humanos que possibilitem o respeito à vida. Enfim, a pessoa é nosso objetivo. A formação ou construção de um cidadão consciente de si mesmo, daquilo que é no momento, do espaço que ocupa no mundo e daquilo que pretende ser. O público-alvo de nosso projeto será toda a comunidade escolar. Será utilizado o espaço do colégio para trabalhos com os alunos através de oficinas, palestras e reuniões. A fim de introduzir o assunto de drogas nas turmas selecionaremos filmes que retratam o uso das drogas, e a partir da sua exibição várias abordagens serão trabalhadas. A utilização daquele aluno que se destaca no grupo para formar elos entre a escola e a família é muito interessante. Procuraremos alguns alunos protagonistas que podem e devem ser utilizados no projeto de intervenção para a prevenção ao uso de drogas. Não teremos custos, pois usaremos o material disponível na escola e palestrantes voluntários da nossa comunidade.

Os materiais necessários:

Data-show;

Computador;

Filmes

Papel (para o mural e folders);

Figuras ilustrativas, impressora, livro ata (para registrar as reuniões).

Como recursos humanos teremos:

Professores;

Enfermeiros;

Palestrantes;

Integrante do Conselho Tutelar;

Médicos;

Ex viciados.

As atividades desenvolvidas serão:

reuniões de mobilização e sensibilização da comunidade escolar;

apresentação de vídeos;

palestras;

criação de mural;

preparação do folder;

divulgação do material confeccionado.

CRONOGRAMA

março abril maio junho julho agosto setembro outubro novembro Elaboração do Projeto e preparativos iniciais
março
abril
maio
junho
julho
agosto
setembro
outubro
novembro
Elaboração do
Projeto e
preparativos iniciais
Sensibilização dos
gestores,
professores e
funcionários
Reunião com a
comunidade escolar
Sensibilização da
família
Integração: família
x escola x jovem
Apresentação de
vídeos
Palestras
Confecção de
Painel
Criação do
folder
Distribuição dos
folders

REFERÊNCIAS

BAUS, et al. Prevalência e fatores de risco relacionados ao uso de drogas entre escolares. Rev. de

Saúde Pública, v. 36, n 1, São Paulo, fev., 2002.

BRASIL / MINISTÉRIO DA SAÚDE. Secretaria de Atenção à Saúde. SVS/ CN DST/ AIDS. A

Política Saúde para Atenção Integral a Usuários de Álcool e outras Drogas / Ministério da

Saúde. 2 ed. ver. ampl. Brasília: Ministério da Saúde, 2004.

PARANÁ, Capacitação para multiplicadores de ações de prevenção às drogas. Secretaria de Estado da Justiça e da Cidadania; Coordenadoria Estadual Antidrogas; Conselho Estadual Antidrogas. Curitiba-PR, 2009

PARANÁ, Prevenção ao uso indevido de drogas. Série Cadernos Temáticos da Diversidade.

Curitiba-PR, 2008.