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CURSO PREPARATÓRIO SEMESTRAL PARA OAB DIREITO ADMINISTRATIVO Professor: Marcos César Gonçalves de Oliveira 2011-1
CURSO PREPARATÓRIO
SEMESTRAL PARA OAB
DIREITO ADMINISTRATIVO
Professor: Marcos César Gonçalves de
Oliveira
2011-1
Direito Administrativo SUMÁRIO Fazer metas, ter Gostar de estudar Organizar-se Estudar as matérias “bases” de

Direito Administrativo

SUMÁRIO Fazer metas, ter Gostar de estudar Organizar-se Estudar as matérias “bases” de maneira aprofundada
SUMÁRIO
Fazer metas, ter
Gostar de estudar
Organizar-se
Estudar as matérias “bases” de maneira aprofundada
Ler jornais, revistas e assistir telejornais
Fazer
revisões periódicas
Fazer
esquemas
e resumos
Ler jurisprudências atualizadas
Fazer exercícios periodicamente
Sempre relacionar a teoria com a
Não ter pressa para aprender
Esteja atento para seu nível de
O sucesso sempre
Persevere, NÃO DESISTA
INTRODUTÓRIAS
ADMINISTRATIVO
POPULAR
CIVIL PÚBLICA
DILATADO

INTRÓITO. COMO ESTUDAR

1.

2.

3.

4.

5.

6.

7.

8. Ler a legislação

9. Alterar as fontes de

10.

11.

12.

13.

14.

15.

16.

17.

1. NOÇÕES

2. DIREITO

3. PRINCÍPIOS DA ADMINISTRAÇÃO

4. PODERES DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

5. ADMINISTRAÇÃO DIRETA E INDIRETA

6. FALÊNCIA

7. MANDADO DE SEGURANÇA

8. AÇÃO

9. AÇÃO

10. FORO COMPETENTE

11. LICITAÇÃO E CONTRATOS

12. RESPONSABILIDADE

13. BENS

14. PROCESSO ESPECIAL DE EXECUÇÃO

15. JUÍZO PRIVATIVO

16. PRAZO

17. DUPLO GRAU DE JURISDIÇÃO

18. IMUNIDADE TRIBUTÁRIA

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19. PRESCRIÇÃO

20. PAGAMENTO DAS DESPESAS PROCESSUAIS

335 19. PRESCRIÇÃO 20. PAGAMENTO DAS DESPESAS PROCESSUAIS 21. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA ATOS ADMINISTRATIVOS PROCESSO

21. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA

ATOS ADMINISTRATIVOS PROCESSO ADMINISTRATIVO FEDERAL (LEI Nº. 9.784/99) LICITAÇÃO SERVIDORES PÚBLICOS (LATO SENSU) ou AGENTES PÚBLICOS SERVIÇOS PÚBLICOS INTERVENÇÃO DO ESTADO NA PROPRIEDADE DESAPROPRIAÇÃO INTERVENÇÃO NO DOMÍNIO ECONÔMICO – (Art. 173 da CF.) BENS PÚBLICOS RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO CONTROLE DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ESTATUTO DOS SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS (Lei nº. 8.112/90)

Direito Administrativo GOIÂNIA – JANEIRO/2011 O E Ser aprovado em concurso público não é coisa

Direito Administrativo

GOIÂNIA – JANEIRO/2011 O E Ser aprovado em concurso público não é coisa para amadores.
GOIÂNIA – JANEIRO/2011
O
E
Ser aprovado em concurso público não é coisa para amadores.
É necessário muito profissionalismo para obter a aprovação.

Fazer metas, ter sonhos.

INTRÓITO. COMO ESTUDAR!

1.

ser humano tem sempre que ter metas e sonhos a perseguir, são eles que

nos dão forças para lutar, para continuar, para perseverar, mesmo nos momentos de

cansaço, descrença e desilusão. Sendo assim, programe sua vida. Sonhe e imagine suas conquistas daqui a 01 ano, 05 anos, 10 anos, 30 anos, enfim coloque ‘sua cabeça’ o que você quer conquistar e quando. Mas faça metas possíveis, sonhe sempre com ‘os pés no chão’, senão estas metas servirão apenas para desestimular. Feitas as metas comece a persegui-las incessantemente, dia-após-dia, hora- após-hora, minuto-após-minuto, não desperdice tempo algum.

mais, utilize estes sonhos e estas metas para te energizar nos momentos de cansaço, sono e descrença.

Isto vai com certeza te ajudar a alcançar seus objetos, ainda, mais rápido. Alcançou a meta. Ótimo, parabéns! Mas, faça uma nova meta e continue a

persegui-la

agora um concurso melhor. Se o primeiro era de R$ 3000,00 reais, agora

é de R$ 8.000,00, conquistou este, mire um de 13 mil, conquistou

mire o teto do

servidor público. Você sempre conseguirá, se sonhar e fazer metas. Então, sonhe sempre, sonhe muito, sonhe grande, sonhe alto, sonhe,

sonhe

2.

Gostar de estudar. Todos nós fazemos algo com uma melhor qualidade, ou ainda, estamos

sempre querendo fazer novamente, este algo, quanto gostamos e temos enorme prazê-lo. Quando o ser humano não gosta e não tem prazer em fazer algum trabalho sempre busca desculpas para não fazer este ofício ou para deixá-lo para depois, todavia, quando este fazer é prazeroso sempre arrumamos um tempinho. Quando você gosta da matéria sempre estuda mais do que quando não gosta, então imponha este gostar em seu inconsciente. Coloque no seu inconsciente o grande prazer da descoberta, da conquista,

da

do novo. Como é bom encontrar uma nova amizade, viajar para locais novos

mesma forma, como é bom conhecer e entender esta matéria. Saber a razão dela existir e em que ela vai ajudar você e os demais que estão em sua volta. Então, comece a trabalhar esse gostar em você. Comece imaginando as

suas conquistas, os benefícios que você terá, as suas novas viagens, a sua nova casa,

o

tudo de bom que surgirá em sua vida com esta conquista, use tudo isso para você ter mais e mais prazer em estudar. Quando os momentos são prazerosos sempre queremos um pouco, inclusive estudar, tome prazer pelos estudos.

seu novo carro ou apenas sua melhor auto-estima, os novos elogios, enfim imagine

3. Organizar-se.

Existe uma concorrência muito grande, seu concorrente esta estudando de modo profissional. Seu colega do lado se organizou. Quem organiza consegue o resultado mais rápido. Veja os atletas, estes

contratam técnicos, assessores e tantos outros profissionais para ajudá-los a organizar

o dia-a-dia e efetivar melhores resultados.

Direito Administrativo O estudante deve adotar uma estratégia “de guerra” para alcançar o fim desejado,

Direito Administrativo

O estudante deve adotar uma estratégia “de guerra” para alcançar o fim desejado, até porque o estudante deve vencer uma batalha por dia, “matar um leão por dia”, porquanto a todo dia, a toda hora surgem motivos para desconcentrar, para não estudar, tais como cansaço, matéria chata e difícil, professor desestimulante, resultados decepcionantes. Pessoalmente entendo que a melhor organização é aquela que promove o estudo de várias matérias concomitantemente, ou seja, o aluno vai desenvolvendo o estudo de maneira sistematizada, formando um crescimento contínuo. Organize-se, “abra mão” do supérfluo, do desnecessário, otimize o tempo e veja o quanto seu estudo vai aumentar.

otimize o tempo e veja o quanto seu estudo vai aumentar. Estudar as matérias “bases” de

Estudar as matérias “bases” de maneira aprofundada.

4.

Veja só, é de conhecimento comum, que existe um “núcleo básico” de disciplinas nos concursos públicos. Em outras palavras, em regra, qualquer que seja o seu concurso ele sempre conterá questões sobre direito administrativo, direito constitucional, lei 8112/90, lei 8666/93, lei 9784/99, bem como português e informática. Sendo assim, é indispensável que o estudante aprofunde o estudo nestas matérias que compõem o “núcleo duro” de qualquer concurso público. Então, faz-se imprescindível que o estudante estude, estude, volte a estudar, revise, revise e revise novamente, resolva exercícios, resolva mais e mais e mais, sobre aquela mesma matéria. Faça isso até você achar que o assunto é “óbvio”, mas não se deixe enganar por esse erro e volte a estudar, revisar e resolver exercícios sempre.

Todos os professores e doutrinadores são unânimes em dizer que quanto mais estudam sobre determinado assunto, sempre chegam à conclusão de que

precisam estudar mais, muito mais

então não seja você a única pessoa a ter certeza

que sabe tudo. Seja humilde, leia novos livros, faça novos exercícios, ouça novos professores e aguarde a aprovação.

5.

Ler jornais, revistas e assistir telejornais.

Tão importante quanto estudar a “lei seca”, ler as doutrinas e as jurisprudências pátrias é ler diuturnamente jornais, revistas e assistir telejornais. É saber comum que o conhecimento teórico deve ser interligado e relacionado com a

vivência prática para que consolide o aprendizado. Por exemplo, nada melhor que ler um jornal ou revista, ou ainda, assistir um telejornal para entender na prática quais são as atribuições de uma Comissão Parlamentar de Inquérito.

6.

Os atletas profissionais repetem um mesmo exercício infinitas vezes, Diego Hypólito repete o mesmo movimento várias e várias vezes no mesmo dia, a semana toda, o mês todo e até vários anos seguidos, mesmo já sabendo o movimento de “cor e salteado”, para se chegar à perfeição. Então, transpire, esforce, estudo o mesmo assunto várias e várias vezes, mesmo já sabendo ele. Como diz o Prof. Uadi Lammego Bulos a cada reestudo um aprendizado e uma interpretação diferente. Esta prática de repetição é sistemática, acontece com jogadores de futebol, com tenistas, com jogadores de vôlei, com nadadores, enfim com todos aqueles que querem melhorar. Inclusive com você, que quer sempre conquistar mais e mais. Então, matéria dada é matéria estudada, ou seja, a matéria explanada em sala de aula deve ser estudada no mesmo dia, revisada no final de semana, reestudada todo mês.

Fazer revisões periódicas.

Direito Administrativo Ademais, as revisões, por certo, são mais abreviadas que o primeiro e aprofundado

Direito Administrativo

Ademais, as revisões, por certo, são mais abreviadas que o primeiro e aprofundado estudo, por essa razão promova, ao menos, uma grande revisão semanal, quinzenal, mensal.

A para se obter o sucesso – A APROVAÇÃO! 7. Fazer esquemas e resumos. 8.
A
para se obter o sucesso – A APROVAÇÃO!
7.
Fazer esquemas e resumos.
8.
Ler a legislação ‘seca’.
Tão
importante
quanto,
é
a
necessidade
o
aluno
(re)(re)(re)(re)leituras
da
legislação
originalmente
fornecida
pelo
9.
Alterar as fontes de ensino.
O
fontes de aprendizado.
10. Ler jurisprudências atualizadas.
É
E
(www.stf.jus.br).

revisão periódica, no meu entender, é um dos mais importantes pontos

Outro ponto, que contribui em muito na eficiência do estudo é a elaboração de esquemas e resumos do assunto estudado. Eu, a ponto de comparação, sempre que faço a leitura de um assunto faço esquemas gráficos de todo o assunto estudado no rodapé da página. Pessoalmente, me ajuda a fixar a matéria como também auxilia a revisão quando vou fazê-la.

fazer

legislador

(www.planalto.gov.br). Oriento por site, porquanto toda e qualquer alteração posterior da lei é automaticamente atualizada neste sitio eletrônico. A leitura do dispositivo legal contribui enormemente para a fixação da matéria. Todavia, é importante que se faça uma leitura inteligente, ou seja, que a faça interpretando-a, tentando buscar verdadeiramente a vontade do legislador, e mais, buscando aplicá-la no dia-a-dia. Nada melhor para absorver a matéria que fazer o entrelaçamento da teoria com a prática, ou seja, relacionar a “lei seca” com os eventos reais e corriqueiros do nosso cotidiano.

O estudante deve organizar o estudo por uma apostila, um livro, um professor, mas quando já conhecedor do posicionamento destes instrumentos de estudo aceitar outra visão.

estudioso não pode se apegar a um doutrinador, um professor, um livro

como sendo o “dono da verdade”, é indispensável que promova o rotineiro rodízio das

imprescindível que o aluno esteja atento às ultimas decisões dos Tribunais

Superiores. É comum os institutos de elaboração de provas apresentar questões relacionadas às recentes decisões e importantes. Em verdade, é bem vindo esta prática, porquanto a prova avalia se o

estudante encontra-se atento para as decisões jurídicas de interesse nacional. Volto a dizer, utilizar esta pratica visa analisar a atualização do candidato, bem como saber se o mesmo está relacionando teoria com prática. Vejo ainda que jurisprudência é uma das melhores, para não dizer a melhor, formas de se concatenar a sala de aula com a realidade prática. Normalmente, os concursos atentam para as principais decisões dos tribunais superiores relacionados ao cargo do concurso. Por exemplo, se o concurso é do TRE, normalmente a banca examinadora apresenta decisões relacionadas ao TSE e ao STF, deste relacionadas ao direito constitucional eleitoral. Se o concurso é do executivo federal, ou ainda da OAB, a banca tende a apresentar questões relacionadas às ultimas decisões importantes do STJ e do STF.

para fazer este estudo jurisprudencial nada melhor que você, estudante,

fazer o cadastro no sistema push de cada tribunal, sendo STJ (www.stj.jus.br), STF

Direito Administrativo 11. Outra importante forma de estudo é a resolução de exercícios, mas é

Direito Administrativo

11.

Outra importante forma de estudo é a resolução de exercícios, mas é relevante ressaltar que a mesma deve ser utilizada após o estudo da matéria, para servir como forma de avaliação do estudo promovido. Ademais, este estudo deve ser feito sem qualquer tipo de consulta, ou seja, deve-se resolver os exercícios sem fazer qualquer tipo de exame às anotações, aos livros, bem como ao gabarito. Durante a resolução dos exercícios escreva na questão, quais foram as dúvidas surgidas. Desta feita, quando da correção da prova fica fácil conferir os pontos que precisam ser melhorados. Acho também relevante colocar a justificativa de cada alternativa, assim você entende a questão e ainda promove o grande estudo de revisão. Outro ponto importante para se estudar por exercícios é o cansaço, a fadiga e o stress mental. Explico, estando o estudante cansado da leitura dos livros e apostilas e não mais conseguindo se concentrar, o melhor é promover os estudos por meio da resolução de exercícios.

Fazer exercícios periodicamente. Sempre relacionar a teoria com a prática. Por isso, volto a repetir,
Fazer exercícios periodicamente.
Sempre relacionar a teoria com a prática.
Por isso, volto a repetir, não deixe de estudar jurisprudências.
Não ter pressa para aprender.
Esteja atento para seu nível de conhecimento.

12.

Como dito antes, faça sempre conexão da teoria com a prática. E notório o fato das bancas examinadoras, nos últimos tempos, buscarem cada vez mais o entrelaçamento da prática com teoria. Já não basta saber a teoria, de nada ela serve se o estudante não consegue aplicá-la no dia-a-dia.

13.

De nada adianta o desespero para querer estudar tudo ao mesmo tempo.

Estudo é gradativo, estudo é evolução, estudo é conquista

é aos poucos.

Conhecimento vai se agregando aos poucos, paulatinamente e progressivamente. Se você não promoveu um estudo diuturno e por longo tempo, não adianta querer descontar o tempo perdido e querer estudar tudo de uma só vez. Primeiro porque você não tem estrutura físico-mental para tanto, ou seja, vai cansar rápido e não mais vai conseguir se concentrar, segundo porque muitas matérias só podem ser

aprendidas se o estudante já tiver um conhecimento prévio e básico de outro assunto. Então, promova um estudo crescente e continuo. Costumo apresentar o seguinte exemplo. Se você nunca fez corridas, mas hoje resolve querer participar de maratonas (corridas de rua), mesmo que tenha essa vontade, esse desejo não conseguirá. E a resposta é simples, para fazer uma maratona você precisa de algo mais que pura vontade, precisa de grande preparo físico, o qual só se ganha com o tempo, com o treino rotineiro, periódico e progressivamente maior e mais intenso. Só assim, depois de meses e até anos de treinamento conseguir participar de maratonas.

14.

Outro ponto importante a ser analisado é seu nível de conhecimento, ou seja, se você está iniciando o estudo, se seu saber prévio do assunto ainda é incipiente

opte por começar o estudo em algum livro ou apostila que esteja no mesmo nível de seu conhecimento. Se você iniciar o estudo de alguma disciplina por meio de um livro extremamente profundo e teórico terá grandes dificuldades para apreender o assunto. Então se esta iniciando o aprendizado faça uso de um livro didático e simples, doutra banda, se já possui um conhecimento básico sobre o tema opte por um recurso mais profundo e sistematizado que agregue novos conhecimentos.

Direito Administrativo Desta feita, seja sincero com você, adapte seu estudo ao seu conhecimento. E

Direito Administrativo

Desta feita, seja sincero com você, adapte seu estudo ao seu conhecimento.

E

bons estudos!

15.

vá mais, vá mais um pouco força, coragem O sucesso sempre chegará.
vá mais, vá mais um pouco
força, coragem
O sucesso sempre chegará.

Descanse. Fazendo todo o exposto e indo de encontro ao seu limite físico-mental,

descanse.

Saiba achar seu limite, não pare antes e nem pare depois. Não utilize a desculpa do cansaço para parar os estudos. É natural seu próprio corpo expressar esgotamento, porquanto é melhor descansar, divertir, ficar

sossegado a estudar, esforçar, ultrapassar os limites, em sendo assim não desista no

mas

primeiro cansaço, ultrapasse-o

saiba que todo esforço tem um limite e quando chegar neste. Pare, relaxe e descanse.

Recarregue as energias, desligue completamente dos estudos, faça uma viagem, faça compras, coma chocolate (rsrs), não faça nada só durma, enfim faça aquilo que te renove as energias.

16.

Obter resultados excelentes significa fazer escolhas do que deve ser feito - escolher o que fazer corresponde também a escolher o que deve ser abandonado - e, em cada uma das escolhas, partir para a luta da obtenção dos resultados esperados. Obter resultados esperados não significa obter de imediato esses resultados, mas ter a persistência e a determinação para perseguir os resultados que se deseja obter, e aprender com o que der errado, em cada uma das tentativas que resultarem insucesso.

Este componente do sucesso exige tanto a inspiração da escolha do que deve ser tentado e feito, como a transpiração do empenho na obtenção do resultado esperado, desejado e necessário. Os resultados não podem ser aleatórios, mas sim fazer parte de um todo coerente, previamente planejado, e que encaminham, se dirijam, quando somados, ao alvo que você se propôs a atingir em seu plano original.

Os resultados excelentes, encadeados e somados, representam algo planejado, perseguido e significativo para o que você se propôs.

Tenha a certeza de uma verdade: o sucesso sempre estará dentro de você.

A

o

"Sucesso era alcançar qualquer coisa que você tivesse se proposto a fazer. É você quem deve definir o que é, e isso não pode ser determinado por mais ninguém. O sucesso não é, certamente, o comumente definido por sociedades mercantis como a acumulação de riqueza. Se a riqueza acompanhar o seu sucesso, ótimo. Mas o dinheiro em si não é medida de sucesso". Talvez você tenha feito tudo o que podia para alcançar seu objetivo, entretanto obstáculos fora de seu controle o impediram de alcançá-lo. O tempo pode te impedir de chegar ao cume da montanha, o clima econômico pode de impedir de alcançar outro objetivo. Mas você ainda pode se considerar bem-sucedido se deu tudo o que tinha por aquilo, e se aprendeu alguma coisa no processo. Perceba, não é uma definição fácil, mas também não é impossível. É sobre traçar um objetivo e se conectar de forma completa para chegar até ele".

sua determinação, a sua vontade e a sua persistência é que permitirão você alcançar

sucesso.

17.

Persevere, NÃO DESISTA NUNCA. “Nunca se afaste de seus sonhos. Porque se eles forem, você continuara

vivendo, mas terá deixado de existir.” Mark Twain

Direito Administrativo “Nunca deixe que lhe digam que não vale a pena acreditar nos sonhos

Direito Administrativo

“Nunca deixe que lhe digam que não vale a pena acreditar nos sonhos que se têm ou que os seus planos nunca vão dar certo ou que você nunca vais ser ”

Renato Russo O acaso vai me proteger enquanto eu andar distraído ".
Renato Russo
O acaso vai me proteger enquanto eu andar distraído
".

alguém

“O futuro pertence àqueles que acreditam na beleza de seus sonhos.” Elleanor Roosevelt "Tudo pode acontecer no melhor dos mundos possíveis". Assim, diz Dr Panglos personagem do famoso conto de Voltaire Cândido. Não sei, se vivo no melhor

dos mundos, mas que tudo pode acontecer não tenho dúvidas. É engraçado, como a vida da gente dá voltas, tudo acaba ajeitando-se como naquela música dos Titãs que

diz "

Acredite, lute, deixe que falem, no fundo todas as pessoas que lhe julgam gostariam de ser exatamente como você, mas infelizmente não detêm a coragem suficiente para assumir os riscos e as conseqüências dos atos que anseiam. Por isso produza, crie e recrie não fique com vergonha, medo ou insegurança perante os desafios da vida, arrisque-se não tenha medo do novo. Todas as vezes em que você se encontrar com medo ou inseguro em relação ao desconhecido, lembre-se daquele daquela pessoa muito inteligente e que esta semrpe a realiza planos "infalíveis" nos sábado e domingo, mas que na segunda-feira não consegue nem esboçá-los em um papel, tudo por medo de ousar, arriscar. Já dissera shakespeare "Não espere que lhe mandem flores", plante seu jardim enfeite sua alma e você verá o quanto é capaz. Eu termino, agora com palavras minhas, dizendo o seguinte, olhe o seu passado e o seu futuro com olhos otimistas. Esclareço o que vem a ser olhos otimistas. Olhe para traz não para reclamar dos insucessos, das perdas e das decepções, mas sim para visualizar o quanto cresceu e conquistou, mesmo no sofrimento, e, olhe para frente não para ver o quanto ainda tem que caminhar, mas sim para ver o quanto vai crescer, conquistar, ser feliz e realizar-se. Então, bons estudos e SUCESSO!

Direito Administrativo 1. NOÇÕES INTRODUTÓRIAS 1.1. Estado, Sociedade, Direito e Direito Administrativo A O evolução

Direito Administrativo

1. NOÇÕES INTRODUTÓRIAS 1.1. Estado, Sociedade, Direito e Direito Administrativo

A O
A
O

evolução dos interesses tutelados pelo Estado encontra-se em premente

expansão, posto que o Poder Público esta cada dia mais atuante na proteção do maior número de interesses da população, tais como: no início do século XX, valorizava essencialmente, os direitos e garantias do indivíduo, hoje além destes também os direitos fundamentais (direito à vida, integridade física, pensamento, locomoção, políticos, votar e ser votado, formação de partidos sociais (trabalho, moradia – bem de família, tributos – saúde, previdência) e por fim os direitos de terceira e quarta geração (direito ao meio ambiente, lazer, consumidor).

Além destes direitos e garantias o Estado moderno atenta para o campo econômico externo, decorrente da globalização (redução de barreiras alfandegárias, formação de blocos econômicos). No campo econômico interno o Estado também direciona o mercado (interferência no sistema econômico, taxas de juros), mas mantendo o principio da iniciativa privada e do mercado. O Direito Administrativo é o ramo do direito que trata dos preceitos que norteiam a estrutura e o funcionamento da Administração Pública, a qual integra a organização estatal. Então o modo de ser e de atuar do Estado e os seus valores

refletem diretamente nos conceitos e institutos do Direito Administrativo, por isso que

a

precipuamente na Constituição do país. Diante desta íntima relação entre o Estado e o Direito Administrativo é que reside a advertência de inúmeros doutrinadores acerca da aplicação indiscriminada de inúmeros tópicos estrangeiros no administrativismo brasileiro. Ex. Contrato de Gestão:

melhor compreensão deste ramo encontra-se nos aspectos fundamentais do Estado,

administração direta e pessoas da Administração Indireta. Arrestado do direito francês esta reforma administrativa busca celeridade. Agências reguladoras, alçado do direito norte-americano, e outro exemplo são as PPP’s (Parcerias Público Privado) modelo copiado do direito europeu.

1.2. Evolução do Estado e do Direito Administrativo 1.2.1. Estado absolutista

Estado absolutista (século XVIII) definia toda a vida social que estava sob

seu controle, realizando profunda e opressiva intromissão na vida dos indivíduos. Nestes Estados totalitários, tanto o Direito Administrativo quanto o Constitucional, padeceram de severas limitações, porquanto o poder encontrava-se centralizado exclusivamente na vontade daqueles que o detém, o Absolutista. Sendo assim, o

Direito Administrativo, durante o Estado Absolutista nada mais era do que um Direito repressor como alguns, ainda hoje o reconhecem, e não como um direito democrático

visando os interesses coletivos. Neste período histórico o Estado era o criador do ordenamento jurídico, todavia não se submetia a ele, estando assim o soberano com poderes ilimitados e insuscetíveis de qualquer controle interno ou externo. Durante o Estado Absolutista visualizava-se a existência do Estado de Polícia em que se impunha de modo ilimitado, quaisquer obrigações ou restrições às atividades dos particulares, produzindo por conseqüência a inexistência de direitos individuais contra o Estado.

1.2.2. Estado Democrático e de Direito Contracenando com este quadro de absolutismo estatal surge o Estado de Direito, em que o Estado encontra-se subjugado a uma ordem jurídica para realizar suas atividades, sujeitando, então, a este regramento não apenas os cidadãos, mas também o próprio Estado e desta maneira contrapondo-se essencialmente ao Estado de Polícia.

Direito Administrativo É neste contexto que nasce o direito administrativo. Veja quão necessário faz-se a

Direito Administrativo

É neste contexto que nasce o direito administrativo. Veja quão necessário faz-se a exteriorização das palavras do notável administrativista goiano Fabrício Motta 1 para ensinar o tema:

A O à Revolução Francesa. não estiver impedido por lei não pode ser proibido. A
A
O
à Revolução Francesa.
não estiver
impedido
por
lei
não
pode
ser
proibido. A
lei
é
expressão
de
presumido
inocente,
até
que
tenha
sido
declarado
culpado.
Ninguém

“O Direito Administrativo surgiu, sabe-se, no cenário das chamadas revoluções liberais (ou burguesas), como um misto de práticas e normas que deveria submeter a Administração a uma disciplina mais rigorosa, intentando conter os abusos verificados no antigo regime. Apesar da singularidade de cada processo revolucionário, costuma merecer atenção principal a Revolução Francesa, em razão de sua ligação mais direta com o nascimento e a consolidação do Direito Administrativo (chamado “continental” e oposto, inicialmente, àquele que foi concebido mais tardiamente nos moldes do common law, com nítida inspiração inglesa e americana). O fato é que todos os processos revolucionários contribuíram, em maior ou menor medida, para o estabelecimento de características do chamado Estado de Direito, emergente com distintas notas após tais processos”.

Esta nova realidade político-jurídica nasceu como reação às profundas opressões impostas e intromissões na vida dos “súditos” do absolutismo, predominantemente no século XIX, por meio do Estado Liberal ou Estado Abstencionista, pretendendo distanciar o Estado da relação social, econômica e religiosa dos indivíduos, garantindo assim a independência da sociedade às injunções do Estado. Seguindo esta premissa, o modelo liberal resultou em um Estado com o mínimo de funções.

primeira fase do Estado de Direito costuma ser denominada de Estado Liberal, caracterizando

um período em que o Estado foi incumbido, primordialmente, de defender a liberdade, a

igualdade formal e a propriedade dos indivíduos. Em razão da memória então recente das práticas verificadas no Estado absoluto francês, a maior preocupação reinante no período era com a limitação da interferência do Estado nos direitos individuais 2 . ( )

princípio da legalidade é decorrência lógica do Estado Liberal (primeira manifestação do que

costuma se denominar “Estado de Direito”) e liga-se diretamente à separação de poderes. O princípio em questão ganha relevo no momento de combate às antigas e pessoalistas práticas do absolutismo, trazendo em seu âmago o desejo de garantia, a certeza jurídica e o controle do poder do soberano. Ao relembrar que o direito público todo foi erguido sob as sólidas bases do princípio da legalidade 3 (

Veja uma matéria que bem exterioriza o sentimento e os direitos oriundos de um Estado de Direito.

14 de julho: Revolução Francesa Relembrada Mais do que Liberdade e Igualdade. Hora de marchar rumo à Fraternidade. Eis um dos apelos de Norberto Bobbio no belo livro O Futuro da Democracia. Com inspiração, hora de evocar a Revolução Francesa, neste 14 de julho, dia que se converteu em comemoração nacional francesa, mas, de algum modo, pertence à humanidade. Recordamos a tomada da Bastilha, em 1789. Em protesto forte contra o regime monárquico e contra a forte crise econômica (inclusive grave desabastecimento), o povo foi às ruas, invadiu o Hôtel des Invalides, tomou as armas e marchou rumo à Bastilha, fortaleza real, na qual estavam poucos prisioneiros (apenas 7), que foram imediatamente libertados. O povo apanhou as armas ali

depositadas e celebrou a vitória de alto valor simbólico sobre o Antigo Regime, dando início

Já, em 26 de agosto de 1789, aprovada pela Assembléia Nacional, teríamos a célebre Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, que afirmou, entre outros pontos decisivos

para a cultura jurídica, que os homens nascem e permanecem livres e iguais perante a lei. Ainda: o objetivo de toda associação política é a conservação dos direitos naturais e imprescritíveis do homem. A liberdade consiste em fazer tudo que não perturbe a outrem e a lei só tem o direito de proibir aquelas ações que prejudiquem a sociedade. Mais: tudo quanto

vontade

geral. Ninguém pode ser acusado, preso, nem detido, senão nos casos determinados pela lei. A lei só deve estabelecer as penas estritas e evidentemente necessárias. Todo homem é

deve

1 MOTTA, Fabrício, Função normativa da Administração Pública. Belo Horizonte: Fórum, 2007. Pg. 21.

2 MOTTA, 2007. Pg. 22.

3 MOTTA, 2007, pg. 31 e 32.

Direito Administrativo ser molestado por suas opiniões, desde que as suas manifestações não prejudiquem a

Direito Administrativo

ser molestado por suas opiniões, desde que as suas manifestações não prejudiquem a ordem

pública. Todo o cidadão pode falar, escrever, imprimir livremente, embora deva responder pelos abusos dessa
pública. Todo o cidadão pode falar, escrever, imprimir livremente, embora deva responder
pelos abusos dessa liberdade. A garantia dos direitos do homem e do cidadão necessita de
força pública. Para a manutenção dessa força, uma contribuição comum é indispensável. Os
cidadãos possuem
o
direito de
constatar por si mesmo ou
por
seus representantes, a
necessidade de tal
contribuição pública. A sociedade tem o direito de pedir contas a todo
agente público. Toda sociedade na qual a garantia dos direitos não é assegurada, nem a
separação dos poderes estabelecida, não tem Constituição. Finalmente, consagra: ninguém
será privado da propriedade, se não for por necessidade pública, legalmente constatada, sob a
condição de justa e prévia indenização 4 .
Todavia, este exemplo de Estado (liberal) não atendia a plenitude de anseios
da população, porquanto a simples forma de escolha dos representantes do povo e os
aspectos de formação do Estado não garantem a efetividade da democracia, porquanto
a
população necessitava de um maior amparo, assistência e proteção por parte do
Estado.
Como diz Motta, “o instrumental jurídico cunhado no Estado Liberal,
contudo, não é adequado para a Administração Pública atual – uma Administração
vinculada à efetividade dos direitos fundamentais, à qual se impõem tarefas mais
amplas, da qual se exigem resultados e que se vê obrigada a intervir na atividade
econômica privada e na prestação de novos serviços públicos, tudo isso sob uma
implacável diretriz de eficácia 5 ”.
Para alcançar este desiderato, a partir da década de 50 inicia-se a
preocupação por uma democracia mais completa, a qual abarca desde a eleição dos
representantes, como também, o modo pelo qual são tomadas e executadas as
decisões deste mesmo Estado.
Sendo assim, este Estado democrático de direito, dá idéia de “governo do
povo para o povo”, associado à formação do governo e escolha dos governantes.
Consolidada esta democratização o que se busca, neste momento, é a imposição
efetiva da mesma, qual seja, a aplicação da democracia na prática, englobando, como
dito, o modo como as decisões são tomadas e executadas, tendo como fim precípuo
sempre o interesse público.
Neste tomo, com a aproximação das concepções políticas e administrativas
com as vontades dos direitos dos cidadãos passa-se a existir a verdadeira democracia
administrativa, a qual pode ser incluída na chamada democracia de funcionamento ou
operacional.
O Brasil está adotando normas e medidas que efetive esta democracia
administrativa, isso porque, o caráter democrático de um Estado deve repercutir de
maneira plena em todos os setores estatais.
A nobre doutrinadora Odete Medauar nos ensina que:
“A expressão Estado de direito pode levar a entender que a mera existência de uma
Constituição e de um conjunto de normas, de conteúdo qualquer, permite qualificar um Estado
como “de direito”. Na verdade, hoje, a concepção de Estado de direito liga-se a um contexto de
valores e à idéia de que o direito não se resume na regra escrita. Seus elementos básicos são
os seguintes: sujeição do poder público à lei e ao direito (legalidade); declaração e garantia dos
direitos fundamentais; funcionamento de juízos e tribunais protetores dos direitos dos
indivíduos; criação e execução do direito como ordenamento destinado à justiça e à paz
social” 6 .
Continua a nobre doutrinadora dizendo que:
4 Matéria veiculada na revista eletrônica notadez no dia 14 de julho de 2006. Endereço eletrônico:
(http://www.notadez.com.br/content/noticias.asp?id=28044)
5

MOTTA, 2007, pg. 42. 6 Medauar, Odete. Direito Administrativo Moderno. 10 edição. São Paulo. Editora Revista dos Tribunais, 2006.

Direito Administrativo “O Direito administrativo vincula-se à concepção de Estado de direito, justamente porque fixa

Direito Administrativo

“O Direito administrativo vincula-se à concepção de Estado de direito, justamente porque fixa normas para as atividades da Administração, que é um dos setores do Estado. Somente sob inspiração da idéia de Estado de direito seria possível fixar preceitos que protegem direitos dos indivíduos, perante a Administração, limitando o poder das autoridades”.

), A À
),
A
À

Nestes termos, é fácil concluir que Estado de Direito não consubstancia necessariamente em um efetivo Estado Democrático, mas a existência deste obrigatoriamente exige a presença do Direito Administrativo no ínterim daquele. Ou seja, a verdadeira democracia só se consubstancia com a presença efetiva do Direito Administrativo, que é o instrumento de exteriorização do interesse público.

1.2.3. Do Estado Social à Reforma Administrativa Este novo modelo estatal surgiu, essencialmente, como forma de efetivar além dos termos “democrático” e “de direito” também as funções de assistência e integração social, cumprindo assim os dispositivos constitucionais que exigem Justiça e Direitos Sociais. Este novo modelo estatal surgiu, principalmente na segunda metade do século XX, quando o Estado passou a ter profundas interferências nos setores econômicos e sociais da coletividade. Atuando no âmbito econômico (limitando o livre

comércio, a taxa de juros

ampliando as funções sociais e assistenciais. Tudo isso

levou a máquina administrativa a crescer em quantidade e complexidade.

Constituição Federal de 1988 não menciona a expressão “Estado Social”,

mas é irretocável a essa preocupação e esta produz reflexos na atividade da Administração e nos institutos do direito administrativo. A Administração passa a suportar funções assistencialistas e integralistas cumprindo as exigências de justiça e direitos sociais declarados na Lei Maior, ocorrendo então, uma interdependência sempre mais forte entre a atuação administrativa e as necessidades da população.

No Brasil pós-democratização, o Direito Administrativo ganhou amplitude

considerável, decorrente da interferência maior da administração em toda a sociedade,

desta com a administração e no cenário jurídico, por conseqüência, reacenderam os debates, colocando este ramo entre os mais importantes na atualidade jurídica brasileira.

e

Surgiram inúmeras entidades e associações privadas que pressionam os

poderes estatais defendendo interesses próprios, as quais também exigem fiscalização. Tais transformações atenuam a distância entre o Estado e a sociedade, crescendo as inter-relações, obrigando a Administração a relacionar-se de modo mais intenso com o entorno social. Tudo isto leva a concluir que o Direito Administrativo adquire maior relevância no cenário jurídico proporcionalmente nas sociedades democráticas, globalizadas e modernas.

medida que ampliaram as funções do Estado aumentaram as atividades

da Administração, hoje o Estado possui dimensões gigantescas tornando fundamental e

indispensável na vida da coletividade. O Estado hoje é fator condicionante de grande parte das relações econômicas e sociais dos indivíduos, com a responsabilidade, sobretudo, de buscar

meios para a efetivação dos direitos assegurados pela Constituição. Tudo isto resulta numa enorme variedade e complexidade das atribuições a serem exercidas. Entretanto, não basta exercer uma grande quantidade de atribuições, é indispensável que as exerça com qualidade, para tanto o Estado deu início processo de modernização da administração pública. Nesta modernização enfatizou a eficiência, a qualidade, a redução de gastos, a transparência – publicidade, dentre outros quesitos que também contribuem para atender com qualidade o interesse público. Odete Medauar apresenta um rol de medidas necessárias para desencadear

o

contínuo processo de reforma, in ipsis litteris:

Direito Administrativo a) modelos organizacionais com menos graus hierárquicos, menos chefias, mas cada qual com

Direito Administrativo

a) modelos organizacionais com menos graus hierárquicos, menos chefias, mas cada qual com

mais poder de decisão; b) desconcentração e descentralização, para conferir poder de decisão a escalões
mais poder de decisão;
b)
desconcentração e descentralização, para conferir poder de decisão a escalões hierárquicos
inferiores ou setores locais;
c)
eliminação de superposição de órgãos com atribuições semelhantes;
d)
redução drástica dos cargos em comissão;
e)
aplicação rigorosa da exigência de concurso publico para investidura em cargo, função e
emprego público;
f) treinamento e reciclagem constante dos servidores públicos;
g) instituição de carreiras, em todas as funções, com avaliação verdadeira de mérito;
h) redução drástica de exigências de papéis e documentos inúteis;
i) implantação de controle de resultados e de gestão. 7
A
concepção idealizada no século XIX previa a elaboração de leis gerais e
O
Direito é dividido, inicialmente, em dois grandes ramos: Direito Público e

1.2.4. Separação dos Poderes As bases ideológicas do Direito Administrativo são as mesmas fontes inspiradoras do Estado de Direito. No Brasil, o Estado de Direito encontra-se estampado segundo o pensamento de Rousseau e de Montesquieu. Jean-Jacques Rousseau firmou o pensamento da igualdade de todos os homens e de que todos são livres. Assim ninguém teria direito de comandar ninguém. A concepção de Rousseau admitia que todos os homens devessem estar no Poder por serem os verdadeiros titulares. Ante a impossibilidade, compunha uma formula substitutiva, a representação. É a democracia representativa, em que os homens que assumem o Poder o têm na condição de representantes escolhidos pelos demais. Charles-Louis de Secondat, Barão de La Brède e de Montesquieu, por outro lado, anotou que todo aquele que detém o Poder tende a abusar dele e que o Poder vai até onde encontra limites. Com estas premissas conclui que o único que pode deter o Poder é o próprio Poder. Então fracionou quem faz as leis, não as executa nem as julga, aquele que julga, não as faz nem as executa e aquele que executa, nem as faz nem julga. Esta idéia surgiu como reação aos poderes plenos dos monarcas, significando o freio ao poder e garantia dos direitos individuais. Esta separação dos poderes é um dos pressupostos da existência do Direito

Administrativo, pois, se a Administração não existisse separada dos outros poderes do Estado, dificilmente poderia existir um direito específico que disciplinasse sua atuação.

impessoais pelo parlamento representado pelo povo, a execução das mesmas pelo executivo e o controle da observância das leis e dos direitos dos indivíduos por um judiciário independente. Existia então uma supremacia do legislativo sobre os demais poderes, porque daquele poder eram escolhidos pelo povo e os representantes do demais continuavam indicados pelo monarca. No Brasil, atualmente, o executivo é também eleito pelo povo diretamente não mais existindo, portanto a supremacia do legislativo. Hoje, esta separação dos poderes foi adaptada à realidade político- institucional (não é mais estanque). Frente a este relativismo da tripartição dos poderes temos, dentre tantos outros exemplos, o executivo legislando (decreto, resoluções, etc), o legislativo julgando (Senado Federal julgando o Presidente da República em crimes de responsabilidade).

1.2.5. Direito público e privado

Direito Privado, consoante a sua destinação, não com relação à sua elaboração; Direito Privado se ocupa dos interesses privados, regulando relações entre particulares.

Governado pela autonomia da vontade, em que vige o princípio fundamental de que as partes elegem as finalidades que querem alcançar desde que estas ou os meios não

7 MEDAUAR, Odete. Direito Administrativo Moderno. 10 edição. Ed. Revista dos Tribunais. SP.

Direito Administrativo sejam proibidos pelo Direito. Interferência do Poder Estatal, relativizando-o. Código do

Direito Administrativo

sejam proibidos pelo Direito. Interferência do Poder Estatal, relativizando-o. Código do Consumidor. Direito Público se ocupa dos interesses da Sociedade como um todo, interesses públicos, atingindo apenas reflexamente os interesses individuais. Sendo um dever jurídico inescusável de atendimento do interesse público. Não há espaço para a autonomia da vontade. Se subdivide em Interno e Externo. Direito Público Interno visa

a

conduta individual internamente: constitucional, administrativo, tributário, penal, processual, trabalho, eleitoral, dentre outros. Por sua vez, Direito Público Externo destina-se a reger as relações entre os Estados Soberanos. Ex. Legislações internacionais e Tratados Mercosul. O Direito Administrativo então é um ramo do Direito Público Interno, ocupando de uma das funções do Estado, qual seja a administrativa.

regular, precipuamente, os interesses estatais e sociais, cuidando reflexamente da

Sistema administrativo francês Sistema administrativo inglês e norte-americano Sistema administrativo brasileiro 3.
Sistema administrativo francês
Sistema administrativo inglês e norte-americano
Sistema administrativo brasileiro
3.

1.2.6. Sistemas administrativos Sistema administrativo ou sistema de controle jurisdicional da Administração

o regime adotado pelo Estado para o controle dos atos administrativos ilegais ou ilegítimos, praticados pelo Poder Público.

é

1.2.6.1.

Em nossos tempos, apesar de não existir um sistema absolutamente compacto e independente, dois sistemas se contrapõem e determinam as bases de todos os demais sistemas administrativos existentes: FRANCÊS, OU CONTENCIOSO ADMINISTRATIVO – o qual resultou do acirramento entre a Monarquia e o Parlamento. Neste sistema os tribunais (juízes indicados pelo monarca) não poderiam invalidar decisões administrativas, proferidas pelo Tribunal do Estado, as quais produziam “coisa julgada”.

1.2.6.2.

SISTEMA JUDICIÁRIO OU INGLÊS – modernamente denominado sistema de controle judicial. Toda controvérsia, litígio ou questão entre particular e a Administração resolve-se perante o Poder Judiciário, que é o único competente para proferir decisões com autoridade final e conclusiva. Sendo assim, neste sistema as decisões administrativas não produzem “coisa julgada”, porquanto a qualquer tempo

pode-se buscar o amparo do Poder Judiciário.

1.2.6.3.

O Brasil adotou este último sistema, sistema da jurisdição única, no qual para a correção judicial dos atos administrativos ou para remover a resistência dos particulares às atividades públicas a Administração e os administrados dispõem dos mesmos meios processuais admitidos pelo Direito Comum, e recorrerão ao mesmo Poder Judiciário uno e único – que decide os litígios de Direito Privado e de Direito Público, esta proteção encontra-se limpidamente estipulada, em nossa Carta Maior, no artigo 5º, XXXV. Veja um julgado sobre o tema:

"O julgamento de recurso administrativo torna vinculante para a Administração

seu pronunciamento decisório e atribui definitividade ao ato apreciado em última instância. Daí por diante, é imodificável pela própria Administração e só o Judiciário poderá reapreciá-lo e dizer de sua legitimidade" (Hely Lopes Meirelles, in Direito Administrativo Brasileiro, 18ª edição, p. 142). ( ) 5. Assim, diante da existência de apelação e de reexame necessário, como no caso em julgamento, prevalece a decisão do órgão superior, que produz coisa julgada administrativa, vinculante do órgão inferior.

TRF - PRIMEIRA REGIÃO. Classe: AG - AGRAVO DE INSTRUMENTO – 9601212515. Processo:

9601212515 UF: DF Órgão Julgador: PRIMEIRA TURMA. Data da decisão: 17/11/1998

Direito Administrativo Documento: TRF100070707 DJ DATA: 10/12/1998 PAGINA: 80. Relator: JUIZ ALOÍSIO PALMEIRA. Corrobora

Direito Administrativo

Documento: TRF100070707 DJ DATA: 10/12/1998 PAGINA: 80. Relator: JUIZ ALOÍSIO PALMEIRA.

10/12/1998 PAGINA: 80. Relator: JUIZ ALOÍSIO PALMEIRA. Corrobora com este entendimento as sábias palavras do

Corrobora com este entendimento as sábias palavras do doutrinador Edmir Netto de Araújo, quando diz que o Direito Administrativo brasileiro, na verdade, começa a tomar seus contornos atuais com a República, a partir de 1889. Nosso direito, com influencias européias (França, Itália) e mesmo norte-americanas, adapta-se ao fato de ter sido constituída uma república federativa presidencialista, nos moldes dos Estados Unidos, com o monopólio jurisdicional do Judiciário (jurisdição una norte-americana) que levou à supressão da jurisdição administrativa, já então pouco existente no Brasil 8 .

2. DIREITO ADMINISTRATIVO 2.1. Origem e evolução histórica do Direito Administrativo É um recente ramo do Direito. O impulso decisivo para a formação do Direito Administrativo foi dado pela teoria da separação dos poderes desenvolvida por Montesquieu em 1748, a qual foi acolhida universalmente pelos Estados de Direito. Até então o absolutismo reinante e todos os poderes nas mãos do Soberano não permitiam reconhecer direitos aos súditos. Dominava a vontade do monarca. As concepções político-institucionais que afloraram, no século XIX, propiciaram o surgimento de normas norteadoras do exercício dos poderes estatais, pois tinham clara conotação de limitação e controle do poder e de garantia dos direitos individuais. Na França, após a Revolução de 1789, a tripartição das funções do Estado ensejou a especialização das atividades do governo e a independência dos órgãos que as executavam. Daí surgiu a necessidade de julgamento dos atos da Administração ativa. Inicialmente ficou a cargo do Parlamento, posteriormente reconheceu a conveniência de desligar funções políticas das judiciais. Num estágio subseqüente foram criados, a par dos tribunais judiciais os administrativos. Assim, surgiu, a Justiça Administrativa, e como corolário lógico, foi estruturando um Direito específico da Administração e dos administrados, cuidando de suas relações recíprocas. Era o advento do Direito Administrativo. No Brasil, (o Direito Administrativo não atrasou muito cronologicamente das demais nações) em 1851 foi criada esta cadeira nos cursos jurídicos existentes, sob forte e quase exclusiva influência do direito francês. Com a implantação da República continuaram os estudos sistematizados do D.A., agora sob a influência do Direito Público norte-americano.

2.2. Conceito e objeto do Direito Administrativo Veja a definição produzida por alguns doutrinadores nacionais consagrados. Celso Antônio Bandeira de Mello ensina que o “Direito Administrativo é o ramo do direito público que disciplina a função administrativa e os órgãos que a exercem 9 ”.

Odete Medauar doutrina que o “Direito Administrativo é o conjunto de normas e princípios que regem a atuação da Administração Pública 10 ”. O consagrado professor Hely Lopes Meirelles doutrina que o “Direito Administrativo é o conjunto harmônico de princípios jurídicos (significa a sistematização de normas doutrinárias, indicando o caráter científico da disciplina) que regem os órgãos, os agentes (indica que ordena a estrutura e o pessoal do serviço público) e as atividades públicas (atos praticados na qualidade de Administração

8 ARAÚJO, Edmir Netto de. Curso de direito administrativo, 3ª edição. São Paulo: Saraiva, 2007, pg. 18. 9 BANDEIRA DE MELLO, Celso Antônio. Curso de direito administrativo. São Paulo: Malheiros, 2005, pg. 37. 10 MEDAUAR, Odete. Direito administrativo moderno. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2005, pg. 33.

Direito Administrativo Pública e não quando atua na condição de igualdade com o particular) tendentes

Direito Administrativo

Pública e não quando atua na condição de igualdade com o particular) tendentes a realizar concreta, direta e imediatamente os fins desejados pelo Estado (delimitação excluindo a atividade estatal abstrata – legislativa, indireta – judicial e a mediata – ação social do Estado. Tudo porque não cabe ao direito administrativo declarar quais os fins do Estado) 11 .

O Interpretação do Direito Administrativo A Desigualdade Jurídica entre a administração e os administrados O
O
Interpretação do Direito Administrativo
A
Desigualdade Jurídica entre a administração e os administrados
O
Presunção de legitimidade dos atos da administração
A necessidade de Poderes discricionários
Aplicação supletiva das normas de direito privado
Regime jurídico administrativo

Direito Administrativo disciplina apenas as atividades e os órgãos estatais

ou a eles assemelhados para o eficiente funcionamento da Administração Pública no seu aspecto dinâmico, prático, eficiente, relegando para o Direito Constitucional a parte estática, estrutural.

2.3.

diversidade de seu objeto, a natureza específica de suas normas, os fins

sociais a que elas se dirigem, o interesse público que elas visam sempre tutelar exigem regras próprias de interpretação e aplicação das leis, atos e contratos administrativos. Utiliza analogicamente as regras de Direito Privado que lhe forem aplicáveis,

considerando necessariamente três pressupostos.

2.3.1.

direito privado pugna pela igualdade das partes na relação jurídica, o

direito público assenta na supremacia do Poder Público sobre os cidadãos, dada a prevalência dos interesses coletivos sobre os individuais. Dessa desigualdade originária

resultam inegáveis privilégios e prerrogativas para o Poder Público.

2.3.2.

Presunção relativa. Acompanha toda a atividade pública, dispensando a administração da prova de legitimidade de seus atos. Caberá ao particular provar que a Administração praticou o ato fora ou além do permitido por lei, com ilegalidade flagrante ou dissimulada sob a forma de abuso ou desvio de poder.

2.3.3.

Esses poderes não podem ser recusados ao administrador público, embora deva ser interpretados restritivamente quando colidam com os direitos individuais dos administrados. Reconhecida a existência legal da discricionariedade administrativa,

cumpre ao intérprete e aplicador da lei delimitar seu campo de atuação . A finalidade pública, o bem comum, o interesse da comunidade é que demarca o poder discricionário. Extravasando desses lindes passa-se para o arbítrio, por excesso ou desvio de poder.

2.3.4.

Afora estas regras privadas do Direito Público admite-se a utilização dos métodos interpretativos do Direito Civil (LICC arts. 1º a 6º) que é a lei de todos, quando estabelece princípios gerais para aplicação do Direito. Estes princípios são traslada por via analógica, ou seja, por força da compreensão e não por extensão. A analogia permissível é a que permite aplicar no campo do Direito Público norma civilista não prevista em seu espírito. Porquanto a interpretação extensiva é a que estende o entendimento do Direito Privado, não expresso no texto administrativo, nem compreendido no seu espírito.

2.4.

Uma disciplina só é autônoma quando possui um conjunto sistematizado de princípios e normas. Assim ocorre com o Direito Administrativo, o qual possui princípios

11 MEIRELLES, Hely Lopes, Direito Administrativo Brasileiro. São Paulo: Malheiros, 2006, pg. 40 e 41.

Direito Administrativo que lhe são peculiares e lhe conferem uma unidade lógica e racional, compondo,

Direito Administrativo

que lhe são peculiares e lhe conferem uma unidade lógica e racional, compondo, portanto um sistema ou regime denominado jurídico-administrativo. Este conjunto sistematizado de princípios e normas é o Direito Administrativo subjetivo e a execução da administração é o Direito Administrativo objetivo.

Segundo a doutrinadora Maria Sylvia Zanella Di Pietro Segundo o doutrinador Celso Antônio Bandeira de
Segundo a doutrinadora Maria Sylvia Zanella Di Pietro
Segundo o doutrinador Celso Antônio Bandeira de Mello 12

Com grande sabedoria os doutrinadores Maria Sylvia Zanella Di Pietro e Celso Antônio Bandeira de Mello ensinam que o nosso regime jurídico administrativo brasileiro se estrutura da seguinte maneira, vejamos:

2.4.1

A expressão regime-jurídico administrativo é reservada para compor o conjunto de traços, conotações que tipificam, explicam o Direito Administrativo. Basicamente pode-se dizer que o regime administrativo resume-se a duas palavras apenas PRERROGATIVAS e SUJEIÇÕES. Para esta doutrinadora, aquelas são: a auto-executoriedade, a auto-tutela, o poder de expropriar, o de requisitar bens e serviços, de ocupar temporariamente o imóvel alheio, o de instituir servidão, o de aplicar sanções administrativas, o de alterar e rescindir unilateralmente os contratos, o de impor medidas de policia. As sujeições são: a observância da finalidade pública, dos princípios da moralidade administrativa e da legalidade, da obrigatoriedade de dar publicidade aos atos administrativos, a realização de concursos públicos e concorrências públicas.

2.4.2

Celso Antônio Bandeira de Mello leciona sobre o regime público administrativo ensinando que o mesmo se constrói sobre dois princípios basilares, sendo: supremacia do interesse público sobre o privado e indisponibilidade, pela administração, dos interesses públicos.

2.4.2.1. Supremacia do interesse público sobre o privado. Para Celso Antônio este é um dos pilares do Direito Administrativo, bem como do próprio Estado, o qual proclama a superioridade do interesse da coletividade sobre o interesse do particular, em outras palavras, é a verticalidade da relação entre o público e o privado. Esta “desigual” relação faz-se indispensável para que o Estado possa gerir os interesses públicos colocados em confronto com o particular, como, por exemplo, aplicação de atos unilaterais (multas, embargos, declaração de desapropriação), sobre os particulares. Atos estes investidos da presunção de legitimidade ou veracidade. No entender deste doutrinador esta supremacia é o princípio geral de Direito, inerente a qualquer sociedade. É a própria condição de sua existência, assim não se radica em dispositivo específico algum da CF, ainda que inúmeros exemplifiquem: função social da propriedade, do meio ambiente, dentre outros. Por tudo isso, é fácil concluir que se trata de verdadeiro axioma reconhecível no moderno direito público, o qual proclama a superioridade do interesse da coletividade, firmando a prevalência dele sobre a do particular, como condição, até mesmo, da sobrevivência e asseguramento deste último, este princípio é o motivo da desigualdade jurídica entre a Administração e os administrados. Entretanto, o próprio doutrinador ressalta que esta supremacia deve ser utilizada, pelo Estado, apenas nos casos revestidos de interesse público primário, não cabendo sua aplicação aos casos de interesses secundários. Veja as palavras do mestre:

12 BANDEIRA DE MELLO, Celso Antônio. Curso de Direito Administrativo, 20ª edição. São Paulo, Malheiros Editores, 2005. pg. 58 e seguintes.

Direito Administrativo Também assim melhor se compreenderá a distinção corrente da doutrina italiana entre interesses

Direito Administrativo

Também assim melhor se compreenderá a distinção corrente da doutrina italiana entre interesses públicos ou interesses primários – que são os interesses da coletividade como um todo – e interesses secundários, que o Estado (pelo só fato de ser sujeito de direitos) poderia ter como qualquer outra pessoa, isto é, independentemente de sua qualidade de servidor de interesses de terceiros: os da coletividade. Poderia, portanto, ter o interesse secundário de resistir ao pagamento de indenizações, ainda que procedentes, ou de denegar pretensões bem-fundadas que os administrados lhe fizessem, ou de cobrar tributos ou tarifas por valores exagerados. Estaria, por tal modo, defendo interesses apenas “seus”, enquanto pessoa, enquanto entidade animada do propósito de despender o mínimo de recursos e abarrotar-se deles ao máximo. Não estaria, entretanto, atendendo ao interesse público, ao interesse primário, isto é, àquele que a lei aponta como sendo o interesse da coletividade: o da observância da ordem jurídica estabelecida a título de bem curar o interesse de todos.

representa. Percebe-se, pois, que a Administração não pode proceder com a 3. PRINCÍPIOS DA ADMINISTRAÇÃO
representa.
Percebe-se,
pois,
que
a
Administração
não
pode
proceder
com
a
3. PRINCÍPIOS DA ADMINISTRAÇÃO
Noções gerais
Princípio da legalidade

Por isso os interesses secundários não são atendíveis senão quando coincidirem com interesses primários, únicos que podem ser perseguidos por quem axiomaticamente os encarna e

mesma

desenvoltura e liberdade com que agem os particulares, ocupados na defesa das próprias conveniências, sob pena de trair sua missão própria e sua própria razão de existir.

Em face do exposto, fácil é ver-se que as prerrogativas inerentes à supremacia do interesse público sobre o interesse privado só podem ser manejadas legitimamente para o alcance de interesse públicos 13 . Grifo nosso.

2.4.2.2. Indisponibilidade, pela Administração, dos interesses públicos. Significa dizer que os interesses qualificados como próprio da coletividade – interesses primários – não se encontram à livre disposição do administrador, por serem inapropriáveis. O próprio órgão administrativo que os representa não tem disponibilidade sobre eles. Continua Celso Antônio a lecionar que o necessário é afirmar que na administração pública os bens e os interesses não se acham entregues à livre disposição da vontade do administrador, mas sim à vinculação, dos mesmos, à finalidade definida pelo ordenamento legal.

3.1.

Segundo o doutrinador Bandeira de Mello princípio é o mandamento nuclear de um sistema, verdadeiro alicerce dele, disposição fundamental que se irradia sobre diferentes normas compondo-lhes o espírito e servindo de critério para sua exata compreensão e inteligência, exatamente por definir lógica e racionalidade ao sistema normativo, no que lhe confere tônica e lhe dá sentido harmônico 14 . Tais mandamentos administrativos têm duas finalidades precípuas: orientar o Administrador Público e garantir a boa administração para os administrados. O art. 37 da CF elenca os princípios da Administração: legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. Ademais, a Lei 9784/99 apresenta no seu artigo 2º os seguintes princípios: legalidade, finalidade, motivação, razoabilidade, proporcionalidade, moralidade, ampla defesa, contraditório, segurança jurídica, interesse e eficiência. Soma-se a todos estes outros reconhecidos pela doutrina dominante: auto-tutela, continuidade, auto-executoriedade, presunção de legitimidade, especialidade, hierarquia, e responsabilidade objetiva.

3.2.

Citam-se inúmeros dispositivos legais que versam sobre o presente princípio, mas vamos a alguns expressos na Constituição Federal: art. 37; art. 5º II e

XXXV; e, art. 84, IV. Este princípio determina que os agentes públicos estão, quando da prática de seus atos funcionais, vinculados aos mandamentos do ordenamento legal, bem

13 BANDEIRA DE MELLO, Celso Antônio. Idem, pg. 61. 14 MELLO, Celso Antônio Bandeira de Mello.

Direito Administrativo como às exigências do bem comum deles não podendo se afastar ou desviar,

Direito Administrativo

como às exigências do bem comum deles não podendo se afastar ou desviar, sob pena de praticar ato inválido e expor-se a responsabilidade disciplinar, civil e criminal, conforme o caso 15 . O administrador tem a sua atividade sujeita aos ditames da lei e não a vontades e interpretações pessoais. Viver num Estado de Direito é estar vinculado ao ordenamento legal, devendo se sujeitar a ele tanto o administrado como também os administrados públicos. Continua ensinando adiante, o mestre Hely Lopes Meirelles, que na administração pública não há liberdade nem vontade pessoal. Sendo assim, enquanto ao administração particular é licito fazer tudo que a lei não proíbe, à Administração Pública só é permitido fazer o que a lei autoriza.

Vejamos alguns julgados sobre o princípio em análise. LUIZ FUX. STJ - 22/03/2005.
Vejamos alguns julgados sobre o princípio em análise.
LUIZ FUX. STJ - 22/03/2005.

3.3. Princípio da Impessoalidade Disciplina constitucional: art. 37, caput e art. 37, § 1º. Segundo o professor Hely Lopes Meirelles impessoalidade é sinônimo de finalidade, nestes termos ser impessoal é simplesmente buscar o fim legal, ou seja, o interesse público. Mas, além desta visão defendida pelo Prof. Hely pode-se estendê-la e relacionar este princípio com outras vertentes. Vejamos:

Teoria da finalidade, relacionado à atuação da Administração. Dirige-se à consecução do bem comum, do interesse da coletividade. Teoria do órgão significa que os atos administrativos são imputáveis não ao servidor que os pratica, mas sim ao órgão ou entidade da Administração Pública, porquanto aquele atua em nome da Administração de forma totalmente vinculada à lei. Em outras palavras o agente é o instrumento da administração. Por isso, o § 1º do art. 37 da Constituição Federal veda que conste nome, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridade ou servidores públicos em publicidade de atos, programas, obras, serviços, e campanhas em órgãos públicos. Veja julgado do Supremo Tribunal Federal.

O Tribunal julgou parcialmente procedente pedido formulado em ação direta ajuizada pelo Procurador-Geral da República contra diversos artigos inseridos na Constituição do Estado do Ceará. Quanto ao art. 20, V, que veda ao Estado e aos Municípios atribuir nome de pessoa viva a avenida, praça, rua, logradouro, ponte, reservatório de água, viaduto, praça de esporte, biblioteca, hospital, maternidade, edifício público, auditórios, cidades e salas de aula, o Tribunal, julgou o pedido improcedente, por reputá-lo compatível com o princípio da impessoalidade (CF, art. 37, caput e § 1º). ADI 307/CE, rel. Min. Eros Grau, 13.2.2008. (ADI-307).

Teoria do funcionário de fato quando se reconhece validade aos atos praticados por funcionário irregularmente investido no cargo ou função, sob o fundamento de que os atos são do órgão e não do agente público.

PROCEDIMENTO LICITATÓRIO. VINCULAÇÃO AO EDITAL. PRINCÍPIO DA LEGALIDADE E IMPESSOALIDADE. ( ) 3. O princípio da impessoalidade obsta que critérios subjetivos ou anti-isonômicos influam na escolha dos candidatos exercentes da prestação de serviços públicos. 4. A impessoalidade opera-se pro populo, impedindo discriminações, e contra o administrador, ao vedar-lhe a contratação dirigida intuitu personae. Ministro relator:

15 MEIRELLES, Hely Lopes. Direito Administrativo Brasileiro, 32ª edição. Editora Malheiros, São Paulo – 2006. pg. 87.

Direito Administrativo 3.4. Disciplina normativa: art. 37, § 4º, art. 5º LXXIII e art. 85,

Direito Administrativo

3.4.

Disciplina normativa: art. 37, § 4º, art. 5º LXXIII e art. 85, V, tudo da Constituição Federal.

Princípio da Moralidade É Na Princípio da Publicidade A
Princípio da Moralidade
É
Na
Princípio da Publicidade
A

o conjunto de regras de conduta tiradas da disciplina interior da

Administração, ou seja, é inferida dos princípios e normas que regem o regime jurídico

da Administração Pública.

Este princípio está ligado ao conceito de bom administrador, constituindo-se junto com a legalidade e a finalidade, em pressupostos de validade da atividade pública, tornando-a legítima.

Constituição Federal se depara com este princípio em vários dispositivos,

tais como: art. 5º LXXIII (Ação Popular), art. 37, § 4º (punições) e art. 85, V (ação de

improbidade administrativa – crimes de responsabilidade). A Lei 8429/92 inseriu, nos casos de improbidade administrativa, condutas que não implicam necessariamente locupletamento de caráter financeiro ou material. Enquanto, para muitos, os princípios moralidade e probidade se confundem, em verdade no plano do direito positivo a probidade administrativa se revela mais ampla, porquanto implica no respeito e observância à própria moralidade e também à legalidade. Esta afirmação coaduna com a Lei 8429/92 vez que são classificados como atos ímprobos os atos que importem em enriquecimento ilícito, os que causam prejuízo ao erário e também aqueles que atentem contra os princípios da administração pública (legalidade, impessoalidade, moralidade, dentre outros). Assim, no caso concreto, improbidade é um gênero que possuem, dentre tantas espécies, a moralidade.

MANDADO DE SEGURANÇA. NEPOTISMO. CARGO EM COMISSÃO. IMPOSSIBILIDADE. PRINCÍPIO DA MORALIDADE ADMINISTRATIVA. A proibição do preenchimento de cargos em comissão por cônjuges e parentes de servidores públicos é medida que homenageia e concretiza o princípio da moralidade administrativa, o qual deve nortear toda a Administração Pública, em qualquer esfera do poder. Mandado de segurança denegado. Origem: STF - Supremo Tribunal Federal. Relator: Joaquim Barbosa. Classe: MS - MANDADO DE SEGURANÇA. Processo: 23780. UF: MA – MARANHÃO. Data da publicação: DJ 03-03-2006.

3.5.

Disciplina constitucional - Art. 5º XXXIII. Publicidade é a divulgação oficial do ato para conhecimento público e início de seus efeitos externos. A publicidade não é requisito formativo do ato é requisito de eficácia e moralidade. Por isso mesmo, os atos irregulares não se convalidam com a publicação, nem os regulares a dispensam para sua exeqüibilidade, quando a lei ou o regulamento a exige. CELSO LAFER pondera que “numa democracia a visibilidade e a publicidade do poder são ingredientes básicos, posto que permitem um importante mecanismo de controle ‘ex parte populi’ da conduta dos governantes ” Um dos desdobramentos desse princípio encontra-se no inc. XXXIII do art. 5º, que reconhece a todos o direito de receber, dos órgãos públicos, informações do

seu interesse particular ou de interesse coletivo ou geral. O preceito é bem claro: o acesso a informações provindas dos órgãos públicos incide não somente sobre matérias de interesse do próprio indivíduo, mas também sobre matérias de interesse coletivo e geral.

ressalva é mencionada no final do inciso: aquelas cujo sigilo seja

imprescindível à segurança da sociedade e do Estado, situações essas pouco freqüentes. Outro é preservação dos direitos declarados invioláveis, inc. X do art. 5º, sigilo dos prontuários médicos, de processos disciplinares (para quem não for sujeito do Processo) antes de decisão final.

Direito Administrativo Informa externamente sobre a ocorrência do ato administrativo, servindo para o seu controle

Direito Administrativo

Informa externamente sobre a ocorrência do ato administrativo, servindo para o seu controle externo, abrange toda atuação estatal, conferindo transparência à mesma. A relevância deste princípio recai sobre o instrumento que permite o controle social e judicial dos atos administrativos.

EM MANDADO DE A 2. 3. é 4.
EM
MANDADO
DE
A
2.
3.
é
4.

DIREITO ADMINISTRATIVO. PRINCÍPIO DA PUBLICIDADE. - A regra geral é de que os atos administrativos devem sempre observar o princípio da publicidade, o qual pode ser sopesado nas hipóteses legalmente previstas por aplicação do postulado da

proporcionalidade, todavia mediante necessária justificativa. Ausência de justificativa no caso. Apelação improvida. Origem: TRIBUNAL - QUARTA REGIÃO. Classe: AMS - APELAÇÃO

SEGURANÇA

Processo: 200171000336357 UF: RS Órgão Julgador: TERCEIRA TURMA. Relatora: MARCIANE BONZANINI. Data da decisão: 24/08/2004 Documento: TRF400099201. Fonte: DJU DATA:15/09/2004 PÁGINA: 681.

CERTIDÕES A SEREM FORNECIDAS PELOS ORGÃOS PUBLICOS. DIREITO LIQUIDO E CERTO. 1.

TODO CIDADÃO ASSISTE CONSTITUCIONALMENTE O DIREITO LIQUIDO E CERTO DE

OBTENÇÃO DE CERTIDÃO JUNTO AS REPARTIÇÕES PUBLICAS, PARA DEFESA DE DIREITOS. 2. A EXPEDIÇÃO, PELOS ORGÃOS PUBLICOS, DE CERTIDÕES AOS INTERESSADOS, DERIVA DO PRINCIPIO DA PUBLICIDADE DOS ATOS ADMINISTRATIVOS, E IMPOSTA PELA LEI MAIOR EM SEU ART. 153, PARG. 35 (CF/69). TRF - PRIMEIRA REGIÃO. Classe: REO - REMESSA EX-OFFICIO – 8901254077. Processo: 8901254077 UF: MA Órgão Julgador: QUARTA TURMA. Relator: JUIZ NELSON GOMES DA SILVA. Data da decisão: 14/2/1990 Documento: TRF100002284.

ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA. ENSINO SUPERIOR. VESTIBULAR. CANDIDATO REPROVADO NA PROVA DE REDAÇÃO. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. PROIBIÇÃO VISTA DA PROVA. ILEGALIDADE. I - Constitui garantia do Estado Democrático de Direito o controle de legalidade e legitimidade dos atos da Administração Pública. O direito de petição aos poderes públicos instrumentaliza essa garantia, cabendo à Autoridade Pública tornar viável o acesso a informações necessárias ao seu exercício. II - O concurso público deve desenvolver-se com obediência ao princípio da publicidade (art. 37 da Constituição), garantindo-se ao candidato participante o direito ao fornecimento de certidões, esclarecimento de situações de seu interesse pessoal e obtenção de cópias de suas provas e demais elementos do certame, para defesa de direitos, ainda quando já não seja possível sua aprovação. TRF - PRIMEIRA REGIÃO. Classe: REOMS - REMESSA EX OFFICIO EM MANDADO DE SEGURANÇA – 200332000014438. Processo: 200332000014438 UF: AM Órgão Julgador:

SEXTA TURMA. Data da decisão: 17/10/2005 Documento: TRF10223059. Fonte DJ DATA:13/02/2006 PAGINA:96. Relator(a) JUIZ FEDERAL CARLOS AUGUSTO PIRES BRANDÃO (CONV.)

MANDADO DE SEGURANÇA. CONSTITUIÇÃO FEDERAL, ARTIGO 5O, INCISOS X E LX, ARTIGO 93, INCISO IX. SIGILO DOS AUTOS. VIOLAÇÃO À INTIMIDADE. INOCORRÊNCIA. ARTIGO 792 E PARÁGRAFO 1º DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. ARTIGO 155 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. LEI COMPLEMENTAR N. 105/100. INAPLICABILIDADE. PRINCÍPIO DA PRESUNÇÃO.

OFENSA. INEXISTÊNCIA. SEGURANÇA DENEGADA. 1. Vigora em nosso ordenamento jurídico, o princípio da publicidade dos atos processuais, próprio do processo do tipo acusatório, pelo que o conhecimento a respeito da instauração da ação penal não pode, em princípio, ficar restrito somente às partes envolvidas, mas deve alcançar a comunidade.

A regra geral é a da publicidade dos atos processuais, somente sendo admitida a

restrição quando presentes razões autorizadoras, consistentes na violação da intimidade ou se o interesse público assim o determinar. Constituição Federal, artigo 5O, incisos X e LX, artigo 93, inciso IX.

A violação à intimidade a redundar em necessidade da imposição do sigilo dos autos

aquela que afeta a esfera privada das pessoas, assim entendida como aquela que

engloba sua vida doméstica, seus segredos pessoais e profissionais, suas relações familiares e afetivas, o conhecimento acerca de suas contas bancárias, suas declarações fiscais.

A mera existência do processo, bem como a sua divulgação, por si só, não gera

ofensa à intimidade, especialmente porque, no bojo dos autos, não são tratadas questões que pudessem ser enquadradas na esfera da intimidade do impetrante. ( )

Direito Administrativo 6. então, a ocorrência de fatos que digam respeito a casamento, filiação, separação

Direito Administrativo

6.

então, a ocorrência de fatos que digam respeito a casamento, filiação, separação de cônjuges, conversão em divórcio, alimentos e guarda de menores, o que não se verifica na espécie.

a decretação do segredo de justiça, exige a presença de interesse público ou,

(

)

7. 8. a reserva na divulgação dos atos judiciais. 9. o ofensa ao apontado princípio.
7.
8.
a
reserva na divulgação dos atos judiciais.
9.
o
ofensa ao apontado princípio.
10.
do decreto de sigilo nos termos da Lei Complementar n. 105/1001.
11.

O sigilo não pode ser imposto como forma de impedir o livre exercício da imprensa ou o

trabalho dos jornalistas, mas sim para assegurar o bom andamento das investigações, sob pena de tornar a regra da publicidade, uma verdadeira exceção, violadora da nossa Lei Maior, que

assegura a liberdade de imprensa, o direito à livre informação, bem como o direito de expressão.

O princípio da presunção de inocência, como norma basilar do processo penal, não exclui

liberdade de informar dos meios de comunicação, mas exige destes a adoção de cautelas e

Não havendo notícias da ocorrência de excessos por parte da imprensa, que leve a considerar

impetrante culpado, antes de eventual decisão condenatória definitiva, não há que se falar em

Inexistência nos autos de informações de natureza fiscal ou mesmo bancária, justificadoras

Inaplicabilidade da hipótese prevista no art. 5º, inc. LX, e art. 93, X, da Constituição

Federal, tampouco das normas infra-constitucionais que impõem o sigilo do processo-criminal. 12. Segurança denegada. TRF - TERCEIRA REGIÃO. Classe: MS 256719. Processo:

200403000085409 UF: SP Órgão Julgador: PRIMEIRA SEÇÃO. Fonte DJU DATA:09/09/2005 PÁGINA: 503. Relator(a) JUIZA SUZANA CAMARGO

3.6. Princípio da Eficiência Disciplina constitucional: art. 37, caput da CF/88; art. 41, § 1º III da CF/88; art. 247 da CF/88. Alçado à condição de princípio constitucional expresso por meio da E.C. 19/98. Este princípio revela a grande preocupação com o resultado prático da administração pública o que, aliás, é o fim primeiro e último de todo o Estado e, conseqüentemente, da Administração pública, sob pena de esta se tornar uma burocracia inútil. Este princípio impõe ao agente público o dever de realizar suas atribuições com presteza, perfeição e rendimento funcional, bem como determina à Administração pública a obrigação de exigir, sempre, resultados positivos para o serviço público e atendimento satisfatório das necessidades da comunidade e de seus membros 16 . É o mais moderno princípio da função administrativa, que já não se contenta em ser desempenhada apenas com legalidade, exige-se resultados positivos para o serviço público e satisfatório atendimento das necessidades da comunidade e de seus membros.

A eficiência do serviço prestado pela Administração Pública é, pois, atualmente um princípio basilar que deve ser obedecido, devendo o Estado atingir os fins a que se propõe, mormente, o alcance do bem comum da coletividade administrativa. Eficiência liga-se à idéia de ação, para produzir resultado de modo rápido e preciso. Associado à Administração Pública, o princípio da eficiência determina que a Administração deve agir de modo rápido, preciso e com o menor custo possível, para produzir resultados que satisfaçam as necessidades da população. Como exemplo de aplicação concreta deste princípio tem-se a situação na qual o servidor público passa por avaliações periódicas, podendo, ainda que estável, perder o cargo, se não lograr êxito em tais avaliações (art. 41, § 1º, III da CF, EC. 19/98). In verbis:

Art. 41. São estáveis após três anos de efetivo exercício os servidores nomeados para cargo de provimento efetivo em virtude de concurso público. ( )

16 MEIRELLES, Hely Lopes. Direito Administrativo Brasileiro, 32ª edição. Editora Malheiros, São Paulo – 2006. pg. 96.

Direito Administrativo III - mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho, na forma de lei

Direito Administrativo

III - mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho, na forma de lei complementar, assegurada ampla defesa.

a

em

No afã de tornar a máquina administrativa mais ágil Deve sempre interpretar-se que este princípio
No
afã
de
tornar
a máquina
administrativa
mais
ágil
Deve
sempre
interpretar-se
que
este
princípio
não
sacrifica,
3.
respeito, ao fim e à competência.
4.
Convenção 98 da OIT, ex vi do art. 5º, § 2º, da Constituição Federal.
5.
27/02/2007 Documento: STJ000734440.

e eficiente

administração tem proposto os contratos de gestão, as agências autônomas, etc.

momento algum, o princípio da legalidade, ambos devem se conciliar.

3.7. Princípio da Finalidade Impõe à Administração Pública o dever de sempre atuar colimando o atingimento de um dado fim desejado pela lei, o bem comum, a tutela do interesse público.

O fim visado, então, dá legitimidade ao ato administrativo, sendo que a busca de finalidade não querida pelo legislador conduz a um abuso de poder na modalidade desvio de finalidade.

RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA - SINDICATO – LIBERDADE SINDICAL - CONTRIBUIÇÃO VOLUNTÁRIA - ATO ADMINISTRATIVO DETERMINANDO A SUSPENSÃO DOS DESCONTOS DE CONTRIBUIÇÃO EM FOLHA DE PAGAMENTO - DESVIO DE FINALIDADE - ATO

ABUSIVO - CUNHO EMINENTEMENTE POLÍTICO - DIREITO LÍQUIDO E CERTO - INOBSERVÂNCIA DOS PRINCÍPIOS DA MORALIDADE, FINALIDADE E LIBERDADE SINDICAL. 1. Ainda que a lei estadual dê ampla margem discricionária à autoridade administrativa para retirar a consignação em folha de pagamento da contribuição voluntária devida pelos filiados do Sindicato, impossível assim proceder por revidação estritamente política. 2. Ocorre desvio de poder e, portanto, invalidade, quando o agente serve-se de um ato para satisfazer finalidade alheia à natureza do ato utilizado.

Nenhum ato é totalmente discricionário, pois será sempre vinculado, ao menos no que diz

Ato abusivo que vai de encontro ao princípio da moralidade, impessoalidade e liberdade

sindical, vistos nos arts. 37 e 8º, inciso I, da Constituição Federal, bem como art. 2º, item I, da

Direito líquido e certo configurado. Recurso ordinário conhecido e provido, para anular o ato

coator. STJ - SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. Classe: ROMS - RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA – 17081. Relator: Humberto Martins. Processo: 200301698540 UF:

PE. Órgão Julgador: SEGUNDA TURMA. DJ DATA:09/03/2007 PÁGINA:297. Data da decisão:

Esse princípio deve ser entendido, também, para excluir a promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos sobre suas realizações administrativas (CF, art.37, § 1º).

3.8. Princípio da Razoabilidade e Proporcionalidade

Originário do direito administrativo, o princípio da proporcionalidade tradicionalmente sempre esteve relacionado à atuação e limitação do Poder Executivo, como medida de legitimidade para as restrições administrativas à liberdade individual impostas no exercício do Poder de Polícia. Posteriormente, este princípio migrou para o Direito Constitucional, onde além de possibilitar sua aplicação autônoma, atua também como uma máxima informadora de todos os demais princípios, os quais devem ser aplicados de forma proporcional. É o princípio que proíbe os excessos; objetiva aferir a compatibilidade entre meios e fins, de modo a evitar restrições desnecessárias ou abusivas por parte da Administração, que lesione os direitos fundamentais. Encontrado expresso no artigo 2º, caput e inciso VI da lei nº. 9784/99.

Direito Administrativo Celso Antônio Bandeira de Mello ensina que o ato administrativo desarrazoado fere a

Direito Administrativo

Celso Antônio Bandeira de Mello ensina que o ato administrativo desarrazoado fere a finalidade da lei, e, em sendo assim, é ilegítimo, por conseqüência

O O A A Veja alguns julgados sobre o tema:
O
O
A
A
Veja alguns julgados sobre o tema:

deve ser anulado pelo Poder Judiciário 17 . Apesar de alguns autores traçarem uma distinção entre princípio da razoabilidade e princípio da proporcionalidade, via de regra, os dois termos são utilizados indistintamente. Não obstante, é possível verificar que razoabilidade é mais utilizado por autores anglo-saxões, por encontrar-se mais ligado ao direito costumeiro, enquanto autores de origem germânica preferem proporcionalidade, direito positivado. Celso Antônio também corrobora este entendimento, porquanto entende que a proporcionalidade é nada mais do que uma faceta da razoabilidade, tanto é que possui a mesma matriz constitucional 18 . Este princípio serve como um parâmetro de valoração dos atos do poder público, segundo os critérios de justiça. Em síntese de vários autores, Luís Roberto Barroso 19 afirma que “é razoável o que seja conforme à razão, supondo equilíbrio, moderação e harmonia; o que não seja arbitrário, caprichoso; o que corresponda ao sendo comum, aos valores vigentes em dado momento ou lugar”.

autor faz uma distinção entre razoabilidade interna e razoabilidade

externa. A primeira seria aquela aferida dentro da lei, ligada à existência de uma relação racional e proporcional entre seus motivos, meios e fins. Já a razoabilidade externa seria a adequação da norma “aos meios e fins admitidos e preconizados pelo texto constitucional”.

3.8.1. Subprincípios

princípio da proporcionalidade costuma ser dividido em três subprincípios:

adequação, necessidade (ou exigibilidade) e proporcionalidade em sentido estrito.

Há uma adequação entre meios e fins, quando as medidas adotadas são aptas para se alcançar os objetivos almejados. Este controle apresenta maiores dificuldades quando se refere à finalidade das leis, em razão da “liberdade de conformação do legislador”.

necessidade – também conhecida como “princípio da menor ingerência

possível” ou “proibição de excesso” – significa que o meio utilizado para se atingir um

determinado fim deve ser o menos oneroso possível. Assim, a lei poderá ser declarada inconstitucional, quando for possível constatar, de forma inequívoca, a existência de outra medida que seja adequada e menos onerosa.

proporcionalidade em sentido estrito está vinculada à verificação da

relação custo-benefício da medida, aferida por meio de uma ponderação entre os danos causados e os resultados a serem obtidos. A interferência na esfera dos direitos dos cidadãos só será justificável se o benefício trazido for maior que o ônus imposto. Neste caso, meio e fim são equacionados mediante um juízo de ponderação, para que sejam pesadas as “desvantagens do meio em relação às vantagens do fim”. Em resumo sumário, Luís Roberto Barroso, afirma que:

“o princípio da razoabilidade permite ao Judiciário invalidar atos legislativos ou administrativos quando: a) não haja adequação entre o fim perseguido e o instrumento empregado (adequação); b) a medida não seja exigível ou necessária, havendo meio alternativo menos gravoso para chegar ao mesmo resultado (necessidade/vedação do excesso); c) não haja proporcionalidade em sentido estrito, ou seja, o que se perde com a medida é de maior relevo do que aquilo que se ganha (proporcionalidade em sentido estrito) 20 ”.

17 BANDEIRA DE MELLO, pg. 98.

18 BANDEIRA DE MELLO, pg. 100.

19 BARROSO, Luís Roberto. Interpretação e aplicação da Constituição. Ed. Saraiva, São Paulo – 2004.

20

BARROSO, Luís Roberto. Interpretação e aplicação da Constituição: fundamentos de uma dogmática constitucional transformadora. São Paulo: Saraiva, 2004. pg. 373.

Direito Administrativo ao A punição administrativa há de se nortear, porém, segundo o proporcionalidade,

Direito Administrativo

ao A punição administrativa há de se nortear, porém, segundo o proporcionalidade, não se ajustando
ao
A punição
administrativa
de
se
nortear,
porém,
segundo
o
proporcionalidade,
não
se
ajustando
à
espécie
a
pena
de
demissão,
23/02/2005. Data da Publicação: DJ 30.03.2005 p. 131
Na
imposição
de
pena
disciplinar,
deve
a
autoridade
observar o
a)
incompetência;
b)
vício de forma;
c)
ilegalidade do objeto;
d)
inexistência dos motivos;
e)
desvio de finalidade.

princípio

ante

princípio

DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO FEDERAL. DEMISSÃO. DIÁRIAS INDEVIDAMENTE PERCEBIDAS E SOMENTE RESTITUÍDAS APÓS O INÍCIO DO PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. PRINCÍPIO DA PROPORCIONALIDADE. APLICAÇÃO. RECURSO ESPECIAL CONHECIDO E IMPROVIDO. 1. Na aplicação de penalidade, deve a Administração observar o princípio da

proporcionalidade em sentido amplo: "exigência de adequação da medida restritiva

fim ditado pela própria lei; necessidade da restrição para garantir a efetividade do

direito e a proporcionalidade em sentido estrito, pela qual se pondera a relação entre a carga de restrição e o resultado" (Suzana de Toledo Barros). 2. Hipótese em que se mostra desproporcional a aplicação da pena de demissão à parte recorrida, servidora pública com mais de vinte e um anos de serviço e sem antecedentes disciplinares, por ter, indevidamente, recebido cerca de mil e duzentos reais a título de diárias sem ter feito a correspondente viagem a serviço, tendo em vista que efetuou a restituição da referida quantia após o início do processo administrativo disciplinar. (STJ - RESP 866612. Relator: Min. Arnaldo Esteves Lima. Data da decisão:25/10/2007. Publicação: DJ de 17/12/2007, p. 305).

da

a

insignificância da conduta do agente, no universo amplo das irregularidades apuradas, em seu todo, consideradas as peculiaridades da espécie. (STJ - MS 7983/DF. Relator: Ministro HÉLIO QUAGLIA BARBOSA. Data do Julgamento:

da

proporcionalidade, pondo em confronto a gravidade da falta, o dano causado ao serviço público, o grau de responsabilidade de servidor e os seus antecedentes funcionais de modo a demonstrar a justeza da sanção. (STJ - MS 8106/DF. Relator: Ministro VICENTE LEAL. Data do Julgamento: 09/10/2002. Data da Publicação: DJ 28.10.2002 p. 216)

3.9. Princípio da Motivação Fundamentação constitucional: art. 93, X, da CF. Motivação é o dever de explicitar as razões fáticas e jurídicas que conduziram o agente público a tomar certa decisão. A obrigatoriedade de apresentar a motivação dos atos se impõe tanto aos vinculados como também aos discricionários. Veja o que impõe a Lei 4.717/65, que regula a ação popular:

Art. 2. São nulos os atos lesivos ao patrimônio das entidades mencionadas no artigo anterior, nos casos de:

Parágrafo único. Para a conceituação dos casos de nulidade observa-se-ão as seguintes normas:

( ) d) a inexistência dos motivos se verifica quando a matéria de fato ou de direito, em que se fundamenta o ato, é materialmente inexistente ou juridicamente inadequada ao resultado obtido. Grifo nosso.

Veja que a lei é clara em impor a necessidade de existir(em) o(s) motivo(s), mas não basta. É necessário, ainda, que o(s) motivo(s) tenha(m) pertinência com o objeto produzido, ou seja, que exista obrigatoriamente um correto liame de ligação entre o motivo e o objeto. Fato este denominado de Teoria dos Motivos Determinantes. Faz-se importante, ainda, diferenciar motivo de motivação. Aquele se subsume aos pressupostos fáticos e jurídicos analisados de forma objetiva e isolada. Esta é a articulação, explicação dos motivos, que demonstra a necessidade da execução do ato administrativo.

Direito Administrativo A motivação deve ser prévia à prática do ato , sob pena de

Direito Administrativo

A motivação deve ser prévia à prática do ato, sob pena de ser utilizada para justificar a prática de ato ilegal. A principal razão para se exigir a motivação dos atos administrativos praticados é permitir o controle dos mesmos pelo Poder Judiciário. Abstrai-se facilmente, então, que este princípio é base da tripartição aclarada por Montesquieu.

) ( assegurados no inciso IV, do artigo quinto da Constituição Federal. III – (
) (
assegurados no inciso IV, do artigo quinto da Constituição Federal. III – (
).

JURISDICAO.

ADMINISTRATIVO. AUTO DE INFRAÇÃO. IBAMA. RECURSO ADMINISTRATIVO. DEVIDO PROCESSO LEGAL. 1- SÃO NULOS OS ATOS PRATICADOS PELA AUTORIDADE ADMINISTRATIVA, POSTO QUE NÃO SE ENCONTRAM DEVIDAMENTE FUDAMENTADOS. É CERTO QUE TANTO NOS ATOS ADMINISTRATIVOS DISCRICIONÁRIOS, COMO NOS VINCULADOS OU REGRADOS, COMO É A SITUAÇÃO FOCALIZADA QUE IMPLICOU EM DECISÃO ADMINISTRATIVA E QUE IMPORTOU EM ATIVIDADE DE JURISDIÇÃO, INAFASTÁVEL É O DEVER DE MOTIVAR, EIS QUE O ATO DEVE ESTAR BALIZADO PELA LEI, DE SORTE A COMPELIR O ADMINISTRADOR À DEMONSTRAÇÃO DE QUE O MESMO ESTÁ EM CONSONÂNCIA AOS PRESSUPOSTOS DE DIREITO E DE FATO, PARA A EFICÁCIA E VALIDEZ DO ATO. TRIBUNAL - TERCEIRA REGIÃO. Classe: AMS - APELAÇÃO EM MANDADO DE SEGURANÇA – 163210. Relatora: JUIZA VERA LUCIA JUCOVSKY. Processo:

95030415799 UF: MS Órgão Julgador: SEGUNDA TURMA. Data da decisão: 14/03/2000 Documento: TRF300050761. Fonte: DJU DATA:24/05/2000 PÁGINA: 320.

ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA. INDEFERIMENTO DE AUTORIZAÇÃO PARA FUNCIONAMENTO DE CURSO SUPERIOR. AUSÊNCIA DE MOTIVAÇÃO DO ATO ADMINISTRATIVO. NULIDADE. 1. A margem de liberdade de escolha da conveniência e oportunidade, conferida à Administração Pública, na prática de atos discricionários, não a dispensa do dever de motivação. O ato administrativo que nega, limita ou afeta direitos ou interesses do administrado deve indicar, de forma explícita, clara e congruente, os motivos de fato e de direito em que está fundado (art. 50, I, e § 1º da Lei 9.784/99). Não atende a tal requisito a simples invocação da cláusula do interesse público ou a indicação genérica da causa do ato. Ministro relator: TEORI ALBINO ZAVASCKI. STJ: 25/05/2005

3.10. Princípio da Autotutela Convém iniciar o estudo sobre este princípio apresentando a diferença entre o princípio da autotutela e tutela. Este, tutela, é o poder-dever que a administração possui de proteger, controlar e fiscalizar as pessoas jurídicas por ela criadas, por exemplo, as entidades da administração indireta. Veja, o dever do Estado de Goiás tutelar, proteger o CELG – sociedade de economia mista do Estado de Goiás. Aqueloutro, autotutela, é o dever da administração pública de zelar pela legalidade de seus próprios atos e condutas e pela adequação dos mesmos ao interesse público. Se a administração verificar que certos atos e medidas contêm ilegalidades, deverá anulá-los por si própria; se concluir no sentido da oportunidade e inconveniência poderá revogá-los.

Veja a Súmula 473 do STF sobre o tema: A administração pode anular seus próprios atos, quando eivados de vícios que os tornam ilegais, porque deles não se originam direitos; ou revogá-los, por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos, e ressalvada, em todos os casos, a apreciação judicial.

II - CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. ACAO DECLARATORIA DE NULIDADE DE ATO

ADMINISTRATIVO. SERVIDORES PUBLICOS MUNICIPAIS. APOSENTADORIAS. ANULACAO. PODER-DEVER DA ADMINISTRACAO. PREVIO PROCESSO ADMINISTRATIVO. IMPRESCINDIBILIDADE. GARANTIA DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. A administração publica,

com base no poder de auto tutela, pode anular os seus próprios atos, quando eivados de vícios que os tornem ilegais, porque deles não se originam direitos, consoante entendimento consolidado pelo supremo tribunal federal a teor das sumulas números 346 e 473. Contudo, a anulação de aposentadorias concedidas regularmente a servidores públicos municipais, deverá ser precedida de instauração de processo administrativo pertinente, em obediência aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório,

Relator: DES.

JOAO WALDECK FELIX DE SOUSA. 200400985530. Recurso: 9725-4/195 - DUPLO GRAU DE

Direito Administrativo Além desta súmula 473 do STF, também versa sobre o tema o Estatuto

Direito Administrativo

Além desta súmula 473 do STF, também versa sobre o tema o Estatuto do Processo Administrativo Federal (lei 9784/99) quando impõe à Administração Pública o dever (aqui faz bem, porquanto a súmula diz pode e entendemos que não é prerrogativa é dever mesmo, como ensina Celso Antônio Bandeira de Mello) de anular seus próprios atos quando ilegais porque deles não se originam direitos e revogá-los em razão da conveniência e da oportunidade, respeitados os direitos adquiridos. Entretanto, este ordenamento processual expõe que a Administração possui um prazo decadencial de 05 (cinco) anos para anular estes atos ilegais quando, os mesmos, originarem direitos a terceiros e tiverem sido praticados sob a égide da boa- fé.

Dúvida existe, na jurisprudência e na doutrina, acerca do prazo para a Administração Pública anular estes atos ilegais quando praticados sob o manto da má- fé. Para alguns não existe prazo limite, portanto não decadência, para outros como o ordenamento legal não versa a respeito mantêm os mesmos 05 (cinco) anos e uma terceira corrente, defendida por Celso Antônio, utiliza o maior prazo do direito civil, qual seja 10 (dez) anos.

publicado no sítio oficial do STF, disponível no seguinte endereço
publicado
no
sítio
oficial
do
STF,
disponível
no
seguinte
endereço

Texto

Lei 9784/99. Processo Administrativo Federal Art. 53. A Administração deve anular seus próprios atos, quando eivados de vício de legalidade, e pode revogá-los por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos. Art. 54. O direito da Administração de anular os atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis para os destinatários decai em cinco anos, contados da data em que foram praticados, salvo comprovada má-fé. Grifo nosso.

Manda bem a Lei, neste ponto, uma vez que o administrado não pode ficar à mercê da vontade da Administração infinitamente. O princípio da segurança jurídica impõe a necessidade de se corrigir, mesmo os ilegais, dentro de um prazo razoável e proporcional.

3.11. Princípio da Continuidade 3.11.1. Princípio da continuidade e o direito de greve

Esse princípio impõe que as atividades exercidas pela Administração devem ser ininterruptas, para que o atendimento do interesse da coletividade não seja prejudicado. Por muito tempo este princípio foi justificativa para proibir greve de servidores públicos. Entretanto, hoje já se conhece o direito de greve (art. 37, VII da CF), principalmente após a decisão de 25/10/2007, proferida pelo STF, no julgamento conjunto dos Mandados de Injunção de n°. 670, 708 e 712, a qual determinou a aplicação da Lei n°. 7.783/89 no caso de greve dos servidores públicos.

Notícias STF 21 Quinta-feira, 25 de Outubro de 2007 Supremo determina aplicação da lei de greve dos trabalhadores privados aos servidores públicos O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu hoje (25), por unanimidade, declarar a omissão legislativa quanto ao dever constitucional em editar lei que regulamente o exercício do direito de greve no setor público e, por maioria, aplicar ao setor, no que couber, a lei de greve vigente no setor privado (Lei nº 7.783/89). A decisão foi tomada no julgamento dos Mandados de Injunção (MIs) 670, 708 e 712 ( ) Ao resumir o tema, o ministro Celso de Mello salientou que "não mais se pode tolerar, sob pena de fraudar-se a vontade da Constituição, esse estado de continuada, inaceitável, irrazoável e abusiva inércia do Congresso Nacional, cuja omissão, além de lesiva ao direito dos servidores públicos civis - a quem se vem negando,

21

eletrônico:

(http://www.stf.gov.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=75355)

Direito Administrativo arbitrariamente, o exercício do direito de greve, já assegurado pelo texto constitucional -,

Direito Administrativo

arbitrariamente, o exercício do direito de greve, já assegurado pelo texto constitucional -, traduz um incompreensível sentimento de desapreço pela autoridade, pelo valor e pelo alto significado de que se reveste a Constituição da República". Celso de Mello também destacou a importância da solução proposta pelos ministros Eros Grau e Gilmar Mendes. Segundo ele, a forma como esses ministros abordaram o tema "não só restitui ao mandado de injunção a sua real destinação constitucional, mas, em posição absolutamente coerente com essa visão, dá eficácia concretizadora ao direito de greve em favor dos servidores públicos civis". Processos relacionados: MI- 670 e MI-708.

Todavia, é importante ressaltar que este direito acima aclarado não abarca

3. 4. 5.
3.
4.
5.

)

militares. A CF/88 é induvidosa acerca do tema, veja o disposto no art. 142. § 3º,

os

IV da Carta Maior.

3.11.2. Princípio da continuidade e o direito de interromper o fornecimento de serviço público por inadimplência Outro ponto que merece ser destacado dentro do princípio da continuidade é

possibilidade, ou não, de interromper a prestação de serviços públicos, ditos essenciais, tais como água, energia elétrica e telefone. De pronto se constata um aparente conflito legal sobre o tema, qual seja o Código de Defesa do Consumidor e a Lei de Concessão e Permissão de Serviços Públicos. Veja alguns julgados recentes, proferido pelo STJ:

a

ADMINISTRATIVO – SERVIÇO PÚBLICO – CONCEDIDO – ENERGIA ELÉTRICA – INADIMPLÊNCIA. 1. Os serviços públicos podem ser próprios e gerais, sem possibilidade de identificação dos destinatários. São financiados pelos tributos e prestados pelo próprio Estado, tais como segurança pública, saúde, educação, etc. Podem ser também impróprios e individuais, com destinatários determinados ou determináveis.

Neste caso, têm uso específico e mensurável, tais como os serviços de telefone, água e energia elétrica. 2. Os serviços públicos impróprios podem ser prestados por órgãos da administração pública indireta ou, modernamente, por delegação, como previsto na CF (art. 175). São regulados pela Lei 8.987/95, que dispõe sobre a concessão e permissão dos serviços público.

Os serviços prestados por concessionárias são remunerados por tarifa, sendo

facultativa a sua utilização, que é regida pelo CDC, o que a diferencia da taxa, esta, remuneração do serviço público próprio.

Os serviços públicos essenciais, remunerados por tarifa, porque prestados por

concessionárias do serviço, podem sofrer interrupção quando há inadimplência, como

previsto no art. 6º, § 3º, II, da Lei 8.987/95. Exige-se, entretanto, que a interrupção seja antecedida por aviso, existindo na Lei 9.427/97, que criou a ANEEL, idêntica previsão.

A continuidade do serviço, sem o efetivo pagamento, quebra o princípio da

igualdade das partes e ocasiona o enriquecimento sem causa, repudiado pelo Direito (arts. 42 e 71 do CDC, em interpretação conjunta). 6. Recurso especial conhecido em parte e, nessa parte, provido. STJ. Relator(a): Ministra ELIANA CALMON (1114). Órgão Julgador: T2 - SEGUNDA TURMA. Data do Julgamento: 17/04/2007. Data da Publicação/Fonte: DJ 30.04.2007 p. 305.

PROCESSUAL CIVIL. ADMINISTRATIVO. EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA EM RECURSO ESPECIAL. ENERGIA ELÉTRICA. UNIDADES PÚBLICAS ESSENCIAIS, COMO SOEM SER HOSPITAIS;

PRONTO-SOCORROS; ESCOLAS; CRECHES; FONTES DE ABASTECIMENTO D'ÁGUA E ILUMINAÇÃO PÚBLICA; E SERVIÇOS DE SEGURANÇA PÚBLICA. INADIMPLÊNCIA. SUSPENSÃO DO FORNECIMENTO. SERVIÇO PÚBLICO ESSENCIAL. 1. A suspensão do serviço de energia elétrica, por empresa concessionária, em razão de inadimplemento de unidades públicas essenciais - hospitais; pronto-socorros; escolas; creches; fontes de abastecimento d'água e iluminação pública; e serviços de segurança pública -, como forma de compelir o usuário ao pagamento de tarifa ou multa, despreza o interesse da coletividade. 2. É que resta assente nesta Corte que: "O princípio da continuidade do serviço público assegurado pelo art. 22 do Código de Defesa do Consumidor deve ser obtemperado, ante a exegese do art. 6º, § 3º, II da Lei nº 8.987/95 que prevê a possibilidade de interrupção do fornecimento de energia elétrica quando, após aviso, permanecer inadimplente o usuário, considerado o interesse da coletividade.

" RESP 845.982/RJ. 3. Deveras,

Precedentes de ambas as Turmas de Direito Público (

Direito Administrativo não se concebe a aplicação da legislação infraconstitucional, in casu, art. 6.º, §

Direito Administrativo

não se concebe a aplicação da legislação infraconstitucional, in casu, art. 6.º, § 3.º, II, da Lei 8.987/95, sem o crivo dos princípios constitucionais, dentre os quais sobressai o da dignidade da pessoa humana, que é um dos fundamentos da República como previsto na Constituição Federal. 4. In casu, o acórdão recorrido (RESP 845.982/RJ), de relatoria do Ministro Castro Meira, Segunda Turma, decidiu pela impossibilidade de interrupção no fornecimento de energia elétrica das unidades de ensino do Colégio Pedro II, autarquia federal que presta serviço educacional, situado na Cidade do Rio de Janeiro, consoante se infere do voto-condutor: "( ) Entretanto, in casu, a concessionária pretende interromper o fornecimento de energia elétrica das unidades de ensino do Colégio Pedro II, autarquia federal que presta serviço educacional a "aproximadamente quinze mil alunos". Ainda que a falta de pagamento por pelos entes públicos deva ser repudiada, neste caso, a Corte regional que, ao tempo em que proibiu o corte da energia, também determinou que a verba seja afetada para o pagamento do valor devido, se for o caso, pela requisição de complementação orçamentária. Nas hipóteses em que o consumidor seja pessoa jurídica de direito público, prevalece nesta Turma a tese de que o corte de energia é possível, desde que não aconteça de forma indiscriminada, preservando-se as

Ressalto que a interrupção de fornecimento de energia

elétrica de ente público somente é considerada ilegítima quando atinge necessidades inadiáveis da comunidade, entendidas essas - por analogia à Lei de Greve - como "aquelas que, não atendidas, coloquem em perigo iminente a sobrevivência, a saúde ou a segurança da população" (art. 11, parágrafo único, da Lei n.º 7.783/89), aí

)

Divergência rejeitados.

unidades públicas essenciais ( ) incluídos, hospitais, prontos-socorros, centros de saúde, escolas e creches (
unidades públicas essenciais (
)
incluídos, hospitais, prontos-socorros, centros de saúde, escolas e creches (
)".
5.
Embargos
de
(ERESP 200602690867, LUIZ FUX, STJ - PRIMEIRA SEÇÃO, 03/08/2009)
1.
2.
ESPECIAL 2006/0156586-4. Relator: Ministro Luiz Fux. Fonte: DJ 31.05.2007 p. 389.

(

Entretanto, é importante salientar que o STJ não permite a utilização da

interrupção do fornecimento do serviço público como instrumento punitivo. Julgado

ipisis litteres:

ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL. CORTE NO FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA. ART. 535 DO CPC. VIOLAÇÃO NÃO CONFIGURADA. IMPOSSIBILIDADE DE SUSPENSÃO. HIPÓTESE DE EXIGÊNCIA DE DÉBITO DECORRENTE DE RECUPERAÇÃO DE CONSUMO NÃO- FATURADO. ALEGAÇÃO DE FRAUDE NO MEDIDOR. CONSTRANGIMENTO E AMEAÇA AO CONSUMIDOR. CDC, ART. 42. SÚMULA 7/STJ.

A concessionária não pode interromper o fornecimento de energia elétrica por

dívida relativa à recuperação de consumo não-faturado, apurada a partir da

constatação de fraude no medidor, em face da essencialidade do serviço, posto bem indispensável à vida. Entendimento assentado pela Primeira Turma, no julgamento do REsp n.º 772.489/RS, bem como no AgRg no AG 633.173/RS.

É que resta cediço que a "suspensão no fornecimento de energia elétrica somente é

permitida quando se tratar de inadimplemento de conta regular, relativa ao mês do consumo, restando incabível tal conduta quando for relativa a débitos antigos não- pagos, em que há os meios ordinários de cobrança, sob pena de infringência ao disposto no art. 42 do Código de Defesa do Consumidor. Precedente: AgRg no Ag nº 633.173/RS, Rel. Min. JOSÉ DELGADO, DJ de 02/05/05." (REsp 772.486/RS, Primeira Turma, Rel. Min. Francisco Falcão, DJ de 06.03.2006). 3. Uma vez contestada em juízo dívida apurada unilateralmente e decorrente de suposta fraude no medidor do consumo de energia elétrica, não há que cogitar em suspensão do fornecimento, em face da essencialidade do serviço, vez que é bem indispensável à vida. Máxime quando dispõe a concessionária e fornecedora dos meios judiciais cabíveis para buscar o ressarcimento que entender pertinente, sob pena de infringência ao disposto no art. 42, do Código de Defesa do Consumidor. ( ) STJ. Primeira Turma. AgRg no REsp 868816 / RS. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO

3.12. Princípio da Auto-executoriedade Segundo este princípio os atos e medidas da Administração são colocados em prática mediante coação, ou seja, sem necessidade de consentimento de qualquer outro poder, em especial o Poder Judiciário, são aplicados pela própria administração. As justificativas se encontram pautadas no princípio da continuidade – necessidade de não retardar o atendimento dos interesses da coletividade ante interesses contrários e na presunção de legalidade – própria de todos os atos e medidas administrativas.

Direito Administrativo O contrapeso se encontra nos instrumentos judiciais, quais sejam: as liminares no mandado

Direito Administrativo

O contrapeso se encontra nos instrumentos judiciais, quais sejam: as

liminares no mandado de segurança, na ação popular, na ação civil pública e nas cautelares, para impedir que direitos sofram danos irreparáveis. Apesar de ser um princípio inerente a toda à Administração Pública não é absoluto, porquanto existe situação as quais a Administração só pode efetivar sua vontade após a autorização judicial, como exemplo, tem a desapropriação e a servidão administrativa. No direito privado são raras as situações de auto-executoriedade, a título exemplificativo aventamos a legítima defesa, a defesa de posse no esbulho e o corte da árvore do vizinho que invade a propriedade alheia.

STJ:23/10/2001. As
STJ:23/10/2001.
As

AGRAVO REGIMENTAL. MEDIDA CAUTELAR. AUSÊNCIA DOS PRESSUPOSTOS AUTORIZATIVOS DA CONCESSÃO LIMINAR. ATO ADMINISTRATIVO. PRINCÍPIO DA LEGALIDADE E DA AUTO- EXECUTORIEDADE. ORDENS DE FECHAMENTO EMITIDAS CONTRA ESTABELECIMENTOS COMERCIAIS IRREGULARES NÃO EFETIVADAS PELA ADMINISTRAÇÃO MUNICIPAL. VIOLAÇÃO ÀS DIRETRIZES DO PLANO DE ZONEAMENTO URBANO. OFENSA AO PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA INDEPENDÊNCIA DOS PODERES NÃO CONFIGURADA. FRAGILIDADE DA FUNDAMENTAÇÃO. I - As ordens de fechamento expedidas pela Prefeitura, e reiteradamente descumpridas, devem ser efetivadas em face do princípio da legalidade e da auto-executoriedade dos atos administrativos. II - O uso e a ocupação do solo urbano deve propiciar a realização do bem estar social, para isso o Município deve promover a fiscalização das atividades residenciais e comerciais, não podendo ser conivente com irregularidades existentes. III - O agente público está adstrito ao princípio da legalidade, não podendo dele se afastar por razões de conveniência subjetiva da administração. Por conseguinte, não há na espécie violação ao princípio da independência dos poderes. IV - Agravo improvido. Ministra relatora: LAURITA VAZ.

3.13. Princípio da Presunção de Legitimidade

decisões da Administração são editadas com o pressuposto de que estão

conformes às normas legais e de que seu conteúdo é verdadeiro. Este princípio incide principalmente sobre os documentos expedidos pela administração – art. 19, inc. II da CF, vedado recusar fé aos documentos públicos. Ressalta-se que esta presunção é relativa, porquanto aceita prova em contrário. Sendo assim, é uma presunção iuris tantum. Todavia, este princípio enseja a famosa inversão do ônus da prova, ou seja, cabe ao administrado fazer prova de que o ato é ilegal. Ademais, este ato – mesmo ilegal -, em razão deste princípio, produz plenos efeitos até que se consiga provar o contrário. Outro ponto interessante relacionado a este princípio é o fato de que, como dito, todo ato administrativo é válido (legal) até que se prove o contrário, desta feita, enquanto não se promover a declaração de ilegalidade do ato administrativo este produzirá todos os seus efeitos. Em sendo assim, chega-se facilmente à conclusão de que todos os atos administrativos, mesmo os ilegais, produzem completos efeitos até a declaração de sua ilegalidade, situação decorrente deste princípio da presunção de legitimidade.

ATO ADMINISTRATIVO. EXPULSÃO. O ATO ADMINISTRATIVO GOZA DA PRESUNÇÃO DE LEGALIDADE E VERACIDADE. Além disso, comprovada observância dos requisitos formais e a competência do agente publico, no julgamento da decisão rescindenda, cumpre manter-se a sua eficácia. Ministro relator: CARLOS VELLOSO. STJ: 26/09/1989

Direito Administrativo 3.14. Princípio da Segurança Jurídica XIII público a que se dirige, vedada aplicação

Direito Administrativo

3.14.

Princípio da Segurança Jurídica XIII público a que se dirige, vedada aplicação retroativa de nova
Princípio da Segurança Jurídica
XIII
público a que se dirige, vedada aplicação retroativa de nova interpretação.
O
“no
o
que preservar o status quo 22 ”.
A Lei 9784/99 também versa a respeito, veja:
( )
X
situações de litígio;
O
presente
princípio
assegura
“aos
litigantes,
em

Princípio entendido também como da boa-fé dos administrados ou da proteção da confiança. Está ligado à exigência de maior estabilidade das situações jurídicas, mesmo daquelas que na origem apresentam vícios de ilegalidade. Este princípio veda, à Administração Pública, a aplicação retroativa de nova interpretação desenvolvida sobre um determinado tema. É o que se impõe a Lei

9.784/99 no seu artigo 2º, inciso XIII, in verbis:

- interpretação da norma administrativa da forma que melhor garanta o atendimento do fim

Professor Hely Lopes Meirelles citando o estudioso Almiro do Couto e Silva

leciona ensinando que:

Direito Público, não constitui uma excrescência ou uma aberração admitir-se a sanatória ou

convalescimento do nulo”. Diz mais, “ao contrário, em muitas hipóteses o interesse público

prevalecente estará precisamente na conservação do ato que nasceu viciado mas que, após, pela omissão do Poder Público em invalidá-lo, por prolongado período de tempo, consolidou nos destinatários a crença firme na legitimidade do ato, alterar esse estado de coisas, sob o pretexto de restabelecer a legalidade, causará mal maior do

Outro ponto que também possui relação com este princípio é a vedação da Administração Pública em anular após 05 (cinco) anos, mesmo os atos ilegais, quando estes originarem direitos e tiverem sido praticados de boa-fé. Art. 54 da Lei 9784/99, in ipses litteres:

Art. 54. O direito da Administração de anular os atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis para os destinatários decai em cinco anos, contados da data em que foram praticados, salvo comprovada má-fé.

3.15. Princípio da Ampla defesa e contraditório Este princípio é garantia constitucional, conforme disposto no 5º LV da

CF/88.

Art. 5°. ( ) LV - aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes;

Art. 2° A Administração Pública obedecerá, dentre outros, aos princípios da legalidade, finalidade, motivação, razoabilidade, proporcionalidade, moralidade, ampla defesa, contraditório, segurança jurídica, interesse público e eficiência.

Parágrafo único. Nos processos administrativos serão observados, entre outros, os critérios de:

- garantia dos direitos à comunicação, à apresentação de alegações finais, à produção de

provas e à interposição de recursos, nos processos de que possam resultar sanções e nas

processo ( )

administrativo o contraditório e a ampla defesa com os meios e recursos a ela

inerentes”.

Ada Pellegrini explana que incluindo litigantes ampliou-se este princípio também aos processos administrativos não punitivos, ainda que neles não haja acusados, mas simplesmente litigantes. Estes existem sempre que surgir um conflito de interesses.

22 MEIRELLES, Hely Lopes. Direito Administrativo Brasileiro. São Paulo – Malheiros, 2006. pg. 98.

Direito Administrativo Princípio da Especialidade Princípio da Hierarquia 9.527/97. MANDADO DE SEGURANÇA.

Direito Administrativo

Princípio da Especialidade Princípio da Hierarquia 9.527/97.
Princípio da Especialidade
Princípio da Hierarquia
9.527/97.

MANDADO DE SEGURANÇA. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. AUDITOR FISCAL DA PREVIDÊNCIA SOCIAL. DEMISSÃO. PORTARIA IMUNE DE VÍCIOS. COMISSÃO PROCESSANTE LEGALMENTE INSTAURADA. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME, PELO PODER JUDICIÁRIO, DO MÉRITO E DAS PROVAS QUE ENSEJARAM A PUNIÇÃO IMPOSTA. AUSÊNCIA DE PROVA PRÉ-CONSTITUÍDA. NECESSIDADE DE DILAÇÃO PROBATÓRIA. ( ) 3. No caso sub judice, acompanhado de procurador constituído, o ora Impetrante teve acesso aos autos do processo administrativo disciplinar, amplo conhecimento dos fatos investigados, produziu as provas e contraprovas pertinentes, bem como, oportunamente, ofereceu defesa escrita, o que afasta qualquer alegação relativa à ofensa ao devido processo legal e à ampla defesa. Eventual nulidade no processo administrativo exige a respectiva comprovação do prejuízo sofrido, hipótese não configurada na espécie, sendo, pois, aplicável o princípio pas de nullité sans grief. 4. A atuação do Poder Judiciário se circunscreve ao campo da regularidade do procedimento e à legalidade do ato demissionário, sendo-lhe defesa qualquer incursão no mérito administrativo e tampouco reapreciar as provas coligidas na sindicância. Ministra relatora: LAURITA VAZ. STJ: 27/04/2005

3.16.

É o princípio que determina a peculiaridade, a especificidade de cada órgão, entidade e agente segundo o seu específico conhecimento, definido em lei. Cada entidade, cada órgão e cada agente deve ter definido, no ordenamento legal, sua área de concentração, sua área de conhecimento, sua área de atuação. Este princípio é indispensável na administração indireta – descentralização – porquanto não pode ser criada entidade da administração indireta sem que a lei determine pormenorizadamente suas finalidades. Este princípio é indispensável em toda a Administração Pública, entretanto a doutrina rotineiramente o vincula às agências reguladoras (ANATEL, ANVISA, ANEEL, ANA, etc.), uma vez que as mesmas foram cridas para fiscalizar áreas específicas, respectivamente telefonia, saúde, energia elétrica, águas, etc.

3.17.

Hierarquia é um vinculo existente entre pessoas segundo uma relação de autoridade; dentro da Administração ela existe entre os agentes e/ou órgãos nos mais diversos escalões. É fácil interpretar, então, que a ausência de hierarquia no ínterim da administração, tornaria absolutamente inviável a existência da mesma, porquanto somente esta permite e viabiliza o poder de comando, de fiscalização, de revisão, de punir, de solucionar controvérsias e delegar/avocar competências.

ADMINISTRATIVO - RECURSO ESPECIAL - PROCURADOR AUTÁRQUICO – PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR - COMISSÃO - CONSTITUIÇÃO IRREGULAR (ARTS. 149, C/C 150, LEI 8.112/90) - NULIDADE. 1 - É nulo o processo administrativo disciplinar cuja comissão seja constituída por servidores que, apesar de estáveis, não sejam de grau hierárquico superior ou igual ao indiciado. Preserva-se, com isso, o princípio da hierarquia que rege a Administração Pública, bem como a independência e a imparcialidade do conselho processante, resguardando-se, ainda, a boa técnica processual. Inteligência dos arts. 149 e 150, ambos da Lei nº 8.112/90, com as alterações trazidas pela Lei nº

2 - Recurso conhecido, porém, desprovido. STJ - SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Classe: RESP - RECURSO ESPECIAL – 152224. Processo: 199700749070 UF: PB Órgão Julgador: QUINTA TURMA. Data da decisão:

16/05/2000 Documento: STJ000364873. Fonte DJ DATA:07/08/2000 PÁGINA:126 RSTJ VOL.:00137 PÁGINA:564. Relator(a) JORGE SCARTEZZINI

Direito Administrativo 3.18. Princípio da Responsabilidade Objetiva A Constituição Federal determina em seu art. 37,

Direito Administrativo

3.18. Princípio da Responsabilidade Objetiva A Constituição Federal determina em seu art. 37, § 6º que “as pessoas jurídicas de Direito Público e das de Direito Privado prestadoras de serviços responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa”.

1. da responsabilidade objetiva do Estado. 2. 3.
1.
da responsabilidade objetiva do Estado.
2.
3.

Nos termos deste dispositivo da Carta Magna a responsabilidade do Estado impõe-se frente a todo e qualquer ato público praticado por qualquer agente público, inclusive prestador de serviço público, que atuando com a prerrogativa de estatal, independentemente de se analisar a culpa ou dolo, causar dano a terceiro, ou seja, segundo a responsabilidade objetiva.

INDENIZAÇÃO. DANOS MORAIS. DIREITO DE VOTAR. IMPEDIMENTO. FALHA DA

ADMINISTRAÇÃO. ART-37, PAR-6º, CF-88. RESPONSABILIDADE OBJETIVA. QUANTIFICAÇÃO. LIMITES RAZOÁVEIS.

Havendo falha da Administração, através da Justiça Eleitoral, é indenizável o dano moral

causado ao autor pelo fato de ser impedido de votar em pleito municipal, corolário do princípio

A quantificação do dano moral deve ser feita dentro dos limites de razoabilidade, de modo a

impedir que o ato novamente se repita, sem, contudo, gerar o enriquecimento indevido da parte autora. Indenização arbitrada em 25 (vinte e cinco) salários mínimos.

Remessa oficial e apelação da União Federal parcialmente providas. Apelação do autor

improvida. TRF4. TRIBUNAL - QUARTA REGIÃO. Classe: AC - APELAÇÃO CIVEL. Processo:

199804010881211 UF: RS Órgão Julgador: TERCEIRA TURMA. Data da decisão: 03/08/2000 Documento: TRF400077360. Fonte DJU DATA: 13/09/2000 PÁGINA: 138. Relator(a) SÉRGIO RENATO TEJADA GARCIA

Exercícios de revisão sobre princípios administrativos

1)(Analista Jurídico – Área: Jurídica – TSE/2007) De acordo com o art. 37 da Constituição Federal, a administração publica direta e indireta de qualquer dos poderes da união, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios deve obedecer aos princípios de legalidade,

a)

b)

c)

d)

qualidade, liberdade, pluralidade e eficiência;

impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência;

impessoalidade, moralidade, pluralidade e eficiência;

imparcialidade, moralidade, publicidade e eficiência.

2)

correta:

a)

administrador.

b)

moralidade, publicidade e eficiência.

Considerando os Princípios do Direito Administrativo, assinale a afirmativa inteiramente

O princípio da razoabilidade ou proporcionalidade só pode ser aferido pelos critérios pessoais do

São princípios explícitos da Administração Publica, entre outros, os da legalidade, impessoalidade,

c) A eficiência não e princípio consagrado sequer implicitamente.

d) O princípio da publicidade permite a presença do nome do administrador nos atos, obras, serviço e

campanhas do poder público.

3)

administradores públicos, não se pode afirmar que:

a)

e

b)

em que é licito fazer tudo que a lei não proíbe.

c)

ligado ao interesse publico.

d)

de pretensas promoções pessoais de autoridades ou servidores públicos.

No que se refere aos princípios básicos para uma boa administração por parte dos

Os atos do bom administrador deverão estar consubstanciados em cinco regras de observação permanente

obrigatória, que são: legalidade, moralidade, impessoalidade, publicidade e eficiência.

Na Administração Publica não há liberdade nem vontade pessoal, ao contrário da Administração particular,

o principio da finalidade não impede o administrador de buscar um objetivo que não esteja diretamente

O principio da impessoalidade, imposto ao administrador público, deve ser entendimento como excludente

4) Entre os princípios básicos da Administração Pública, encontra-se o da segurança jurídica, que consiste, tecnicamente, na

a)

a

b)

interpretação da norma administrativa da forma que melhor garanta o atendimento do fim público a que

prerrogativa que detém a Administração Pública de exercer o controle interno sobre os próprios atos, com

possibilidade de anular os ilegais e revogar os inconvenientes ou inoportunos.

se dirige, vedada aplicação retroativa de nova interpretação.

Direito Administrativo c) ordenamento jurídico, até prova em contrário. d) superior àquelas estritamente necessárias

Direito Administrativo

c)

ordenamento jurídico, até prova em contrário.

d)

superior àquelas estritamente necessárias ao atendimento do interesse público.

e)

funcional.

presunção de que todo ato praticado pela Administração Pública encontra-se em conformidade com o

– “Administrar é aplicar a lei de ofício”. (MPSP/PROMOTOR DE JUSTIÇA/2002) Assinale a alternativa que
– “Administrar é aplicar a
lei
de
ofício”.
(MPSP/PROMOTOR
DE
JUSTIÇA/2002)
Assinale
a
alternativa
que
contraria

adequação entre os meios e fins, vedada a imposição de obrigações, restrições e sanções em medida

obrigação imposta a todo agente público de realizar suas atribuições com presteza, perfeição e rendimento

5) O princípio legalmente estabelecido à obediência pela Administração Pública e traduzido na observância, que lhe é prescrita, do critério segundo o qual lhe é vedada aplicação retroativa de nova interpretação de uma norma administrativa, denomina-se:

a) Razoabilidade

b) Proporcionalidade

c) Segurança Jurídica

d) Impessoalidade.

6) Na atual Carga Magna, estão expressos os seguintes princípios aplicáveis à Administração Pública:

a) legalidade e proporcionalidade

b) moralidade e economicidade

c) impessoalidade e razoabilidade

d) eficiência e motivação

e) publicidade e razoabilidade.

7) Acerca do princípio da continuidade, é CORRETO concluir que

a) é incompatível com a aplicação da exceção do contrato não cumprido.

b) afasta a incidência da claúsula rebus sic stantibus nos contratos administrativos.

c) não autoriza a ingerência da administração na execução dos contratos de concessão.

d) veda o direito de greve do servidor.

e) exige a prestação de serviço do servidor, nas hipóteses de licença, até sua efetiva concessão.

8) Na definição de Seabra Fagundes subjacente é o da:

a) legalidade

b) oficialidade

c) auto-executoriedade

d) formalidade.

– o princípio

9) Os tribunais administrativos surgiram em primeiro lugar na:

a) França

b) Estados Unidos

c) Brasil

d) Todas as alternativas estão corretas

e) Nenhuma das alternativas estão corretas.

10) Qual princípio do direito administrativo tem pertinência com o instituto da desapropriação:

a)

b) autotutela

c)

d)

c)

auto-executoriedade

supremacia do interesse público sobre o privado

Todas as alternativas estão corretas

Nenhuma das alternativas estão corretas.

11) Relacionando o estudo do ato administrativo com o do regime jurídico-administrativo, assinale no rol de princípios abaixo aquele que mais se coaduna com a imposição de limites ao atributo de auto-executoriedade do ato administrativo:

a) finalidade

b) moralidade

c) publicidade

d) proporcionalidade

e) motivação

12)

constitucional referente aos princípios da Administração Pública.

(A)

jurisdição, precedência sobre os demais setores administrativos, na forma da lei.

norma

A administração fazendária e seus servidores fiscais terão, dentro de suas áreas de competência e

(B)

pagos pelo Poder Executivo.

(C)

(D)

(E)

Os vencimentos dos cargos do Poder Legislativo e do Poder Judiciário não poderão ser superiores aos

A divulgação de programas e obras dos órgãos públicos é absolutamente vedada.

O prazo de validade do concurso público será de até dois anos, prorrogável uma vez, por igual período.

Em regra, é proibida a acumulação remunerada de cargos públicos, mas admitem-se exceções.

Direito Administrativo 13) (CONTROLADOR DE ARRECADAÇÃO/RIO DE JANEIRO/2002) A qualidade do serviço público prestado à

Direito Administrativo

13) (CONTROLADOR DE ARRECADAÇÃO/RIO DE JANEIRO/2002) A qualidade do serviço público prestado à população, a que corresponde o direito do usuário de exigi-la, é consectário do princípio constitucional da:

(A)

(B)

(C)

(D)

do princípio constitucional da: (A) (B) (C) (D) Regime jurídico de natureza legal para os servidores

Regime jurídico de natureza legal para os servidores dos entes de direito público.

Teoria da responsabilidade objetiva do Poder Público.

Natureza judicante da decisão do contencioso administrativo.

Cláusulas exorbitantes nos contratos administrativos.

Inserção da moralidade como princípio da Administração Pública.

da gratuidade

do contraditório

da oficialidade

da legalidade

da observância à forma

é lícito à Administração constituir os privados em obrigações por meio de ato unilateral

eficiência

moralidade

motivação necessária

continuidade dos serviços públicos

14) (FISCAL DE RENDAS/ISS/RIO DE JANEIRO/2002) O art. 39, § 3º, da Constituição da República autoriza a lei a estabelecer requisitos diferenciados de admissão a cargo público,

quando a natureza do cargo o exigir. A pertinência desses requisitos, em relação a determinado cargo a ser provido, é aferida mediante a aplicação do princípio da:

(A)

(B)

(C)

(D)

razoabilidade

publicidade

igualdade

eficiência

15) (CONTROLADOR DE ARRECADAÇÃO/RIO DE JANEIRO/2002) Só é legítima a atividade do administrador público se estiver condizente com preexistente norma geral, impessoal e abstrata que a autorize. O enunciado traduz o princípio da:

(A)

(B)

(C)

(D)

moralidade

legalidade

publicidade

impessoalidade

16) (ESAF/AFC/97) A exigência constitucional de provimento por concurso público dos cargos efetivos tem seu fundamento doutrinário básico no princípio da

(a)

(b)

(c)

(d)

(e)

publicidade

finalidade

legalidade

razoabilidade

isonomia

17) (ESAF/AGU/98) Um ato administrativo estará caracterizando desvio de poder, por faltar-lhe o elemento relativo à finalidade de interesse público, quando quem o praticou violou o princípio básico da:

(a)

(b)

(c)

(d)

(e)

economicidade

eficiência

impessoalidade

legalidade

moralidade

18) (ESAF/ASSISTENTE JURÍDICO/AGU/99) A influência do Direito Administrativo francês no

Direito Administrativo brasileiro é notável. Entre os institutos oriundos do direito francês abaixo, assinale aquele que não foi introduzido no sistema brasileiro.

(a)

(b)

(c)

(d)

(e)

19) (ESAF/ASSISTENTE JURÍDICO/AGU/99) No âmbito do processo administrativo, o princípio que autoriza a instituição do processo por iniciativa da Administração, sem necessidade de provocação, denomina-se princípio:

(a)

(b)

(c)

(d)

(e)

20) (ESAF/AFC/97) No âmbito do regime jurídico-administrativo é falso afirmar:

(a)

(b)

manifestação unilateral

(c)

exclusivamente administrativas

pela faculdade da autotutela, pode a Administração revogar os seus próprios atos válidos, por

o princípio da indisponibilidade do interesse público é excepcionalizado na esfera das pessoas

Direito Administrativo (d) do serviço público (e) relação com os particulares o princípio da obrigatoriedade

Direito Administrativo

(d)

do serviço público

(e)

relação com os particulares

o princípio da obrigatoriedade do desempenho da atividade pública importa no princípio da continuidade

JUDICIÁRIO/TRT-5/2003) É expressão do princípio da
JUDICIÁRIO/TRT-5/2003)
É
expressão
do
princípio
da

a exigibilidade do ato administrativo decorre, também, da posição de supremacia da Administração na

Por decorrência do regime jurídico-administrativo, não se tolera que o Poder Público celebre acordos

A aplicação do regime jurídico-administrativo autoriza que o Poder Público execute ações de coerção sobre

As relações entre entidades públicas estatais, de mesmo nível hierárquico, não se vinculam ao regime

O regime jurídico-administrativo deve pautar a elaboração de atos normativos administrativos, bem como

legalidade,

21) (ESAF/AUDITOR/TCE-PR/2003) Tratando-se do regime jurídico-administrativo, assinale a afirmativa falsa.

a)

O regime jurídico-administrativo é entendido como um conjunto de regras e princípios que informa a

atuação do Poder Público no exercício de suas funções de realização do interesse público.

b)

judiciais, ainda que benéficos, sem a expressa autorização legislativa.

c)

os administrados sem a necessidade de autorização judicial.

d)

jurídico-administrativo, em virtude de sua horizontalidade.

e)

a execução de atos administrativos e ainda a sua respectiva interpretação.

22)(FCC/ANALISTA

relativamente à atuação da Administração Pública, a

(A)

(B)

(C)

(D)

constitucionais.

(E)

que mediante simples atribuição de competência.

obrigação de o Administrador praticar apenas os atos que a lei expressamente determinar.

vinculação do Administrador aos textos normativos infralegais, oriundos de autoridades superiores.

possibilidade de o Administrador praticar quaisquer atos que não sejam expressamente vedados pela lei.

necessidade de os atos administrativos com força de lei estarem em conformidade com as disposições

permissão para a prática de atos administrativos que sejam expressamente autorizados pela lei, ainda

é vedado à autoridade administrativa identificar-se pessoalmente na prática de qualquer ato.

a nomeação e o provimento em cargo em comissão não poderão levar em consideração as características

a Administração Pública não poderá identificar-se como tal na divulgação de obras e serviços públicos.

fica vedada a publicidade dos atos praticados pela Administração Pública.

23) (FCC/ANALISTA JUDICIÁRIO/TRT-5/2003) Como possível corolário do princípio da impessoalidade, pode-se afirmar que

(A)

(B)

pessoais do nomeado.

(C)

deverá a Administração Pública evitar tratar desigualmente os administrados, na medida do possível, em

razão de circunstâncias pessoais de cada um deles.

(D)

(E)

24) (ESAF/CONTADOR RECIFE/2003) A rejeição à figura do nepotismo no serviço público tem seu amparo original no princípio constitucional da:

a) moralidade

b) legalidade

c) impessoalidade

d) razoabilidade

e) eficiência

25) (ESAF/ AFC/ 2002) – A Lei nº 9.784, de 29/01/1999, que regula o processo administrativo no âmbito da Administração Pública Federal, impôs a observância de alguns princípios já previstos expressamente na Constituição então vigente, tais como os de

a) legalidade, moralidade, eficiência e ampla defesa.

b) legalidade, razoabilidade, publicidade e economicidade.

c) legitimidade, segurança jurídica, economicidade e publicidade.

d) eficiência, eficácia, impessoalidade e proporcionalidade.

e) impessoalidade, publicidade, motivação e eficácia.

26) (JUIZ/TRT 17/2003) Não é princípio constitucional explícito aplicável à administração pública e seus servidores, segundo a Constituição:

a) Eficiência.

b) Legalidade.

c) Subsidiariedade.

d) Moralidade.

e) Impessoalidade.

Direito Administrativo 27) (ESAF/AFRF/2003) O estudo do regime jurídico-administrativo tem em Celso Bandeira de Mello

Direito Administrativo

27) (ESAF/AFRF/2003) O estudo do regime jurídico-administrativo tem em Celso Bandeira de

Mello o seu principal autor e formulador. Para o citado jurista, o regime jurídico-administrativo é construído, fundamentalmente, sobre dois princípios básicos, dos quais os demais decorrem. Para ele, estes princípios são:

a)

particular.

b) I,II e IV; c) I,II e V d) II,IV e V; e) III,IV e
b) I,II e IV;
c) I,II e V
d) II,IV e V;
e) III,IV e V.

indisponibilidade do interesse público pela Administração e supremacia do interesse público sobre o

b) Legalidade e supremacia do interesse público.

c) Igualdade dos administrados em face da Administração e controle jurisdicional dos atos administrativos.

d) Obrigatoriedade do desempenho da atividade pública e finalidade pública dos atos da Administração.

e) Legalidade e finalidade.

28) (ESAF/Analista MPU/2004) Um dos princípios informativos do Direito Administrativo, que o

distingue dos demais ramos, no disciplinamento das relações jurídicas, sob sua incidência, é o da

a) comutatividade na solução dos interesses em questão.

b) subordinação do interesse público ao privado.

c) supremacia do interesse público sobre o privado.

d) predominância da liberdade decisória.

e) correlação absoluta entre direitos e obrigações.

29) (PROCURADORIA GERAL DO ESTADO/MS/2001) - A Administração Pública ao realizar suas atividades deve obediência, exclusivamente, ao princípio da legalidade estrita.

30) (CESPE/UnB/AFPS) Julgue os seguintes itens, relativos aos princípios constitucionais da administração pública:

- Contraria o princípio constitucional de publicidade da administração pública o fato de um fiscal de contribuições previdenciárias autuar empresa exclusivamente porque o proprietário é seu desafeto.

I

II - Uma vez que a licitação permite a disputa de várias pessoas que satisfaçam a critérios da lei e do edital,

é correto afirmar que, com isso, estão sendo observados os princípios constitucionais da isonomia, da

legalidade e da impessoalidade da administração pública.

EXERCÍCIOS DE APROFUNDAMENTO

1.

princípios da administração publica e do processo administrativo previsto na lei nº 9.784/1999.

(Analista Jurídico- Administrativa – TRE/MA/2005) Julgue os itens seguintes com relação aos

o principio da publicidade determina a publicação oficial dos atos administrativos para que possam produzir efeitos externos.

I.

II.

garantias de respeito aos direitos individuais.

III.

vicio de legalidade.

IV.

motivação, da razoabilidade e da proporcionalidade.

V.

requisitar e de policiar. Estão certos apenas os itens:

O principio da legalidade, intimamente ligado à noção de estado de direito, representa uma das principais

A administração pública não pode declarar a nulidade de seus próprios atos, mesmo quando eivados de

Entre os princípios do processo administrativo presentes na lei nº. 9.784/1999, incluem-se os princípios da

o principio da supremacia do interesse publico não confere à administração os poderes de desapropriar, de

a) I,II e III;

2.

informam o direito administrativo, julgue os próximos itens.

a)

brasileira um tratamento próprio.

b)

para a pratica de um ato administrativo, pois o principio da publicidade administrativa exige a transparência

(Analista de controle externo – Área TCU/2007) Acerca dos princípios constitucionais que

A probidade administrativa é um aspecto da moralidade administrativa que recebeu da Constituição Federal

A declaração de sigilo dos atos administrativos, sob o argumento de segurança nacional, é privilegio indevido

absoluta dos atos, para possibilitar o seu controle de legalidade.

c)

para evitar uma ocorrência danosa. Exemplo disso é a situação em que há demora do estado em colocar um pára-raios em uma escola localizada em crianças atingidas em um dia chuvoso. Nesse caso, o principio da

A administração pública responde civilmente pela inércia em atender uma situação que exige a sua presença

eficiência, que exige da administração rapidez, perfeição e rendimento, deve incidir no processo de responsabilização do gestor publico.

d)

que vive não ofende o principio da impessoalidade da administração publica.

O atendimento do administrativo em consideração ao seu prestigio social angariado junto à comunidade em

3. A respeito dos princípios que regem a Administração Pública, considere as seguintes afirmações.

O instituto da requisição (CF, art. 5º, inciso XXV) tem pertinência com o princípio da finalidade pública ou supremacia do interesse público sobre o interesse privado.

I.

II.

da manutenção da ordem, da disciplina e da unidade de direcionamento de suas respectivas funções típicas.

III.

condições e os limites previstos no art. 62 da Constituição da República e nas demais normas pertinentes.

O princípio da hierarquia deve ser observado por todos os Poderes do Estado, tendo em vista a necessidade

A União pode editar medida provisória em matéria de Direito Administrativo, desde que observe as

IV.
IV.

Direito Administrativo

O princípio da impessoalidade está ligado ao princípio da igualdade ou isonomia constitucional, enquanto

que o princípio da moralidade relaciona-se com os princípios da lealdade e boa-fé.

V.

regularmente criado por lei. Somente é CORRETO o que se afirma em:

a)

É inconstitucional decreto do Presidente da República que extingue, em qualquer hipótese, cargo público

que extingue, em qualquer hipótese, cargo público todas estão certas. b) I, II e III. c)

todas estão certas. b) I, II e III. c) I, III e IV. d) II, III e V. e) III, IV e V.

4) Considerando que o Direito Administrativo Brasileiro encontra-se informado por princípios, examine os itens a seguir:

Em atenção à necessidade de se preservar os padrões de moralidade no serviço público, sublinha-se a disciplina aprovada pelo Conselho Nacional de Justiça, em resolução regulamentadora de dispositivo constitucional, pela qual ficou expressamente vedada a condenável prática do nepotismo;

II.

I.

O princípio da supremacia do interesse público sobre o interesse privado é princípio geral de Direito. Nesse

diapasão, como expressão dessa supremacia, a Administração, por representar o interesse público, tem a

possibilidade, nos termos da lei, de constituir terceiros em obrigações mediante atos unilaterais; III. O princípio da impessoalidade aparece expressamente mencionado na Lei n. 9.784/99, abrangendo a

presunção de verdade e de legalidade que devem nortear os atos praticados pela Administração Pública;

IV.

Administração, de invocar a exceptio non adimpleti contractus nos contratos que tenham por objeto a execução de serviço público;

a

Quanto ao princípio da continuidade do serviço público, entende-se a possibilidade, para quem contrata com

V.

administrativa, haver mudança de interpretação de determinadas normas legais, com a conseqüente mudança

O princípio da Segurança Jurídica, disposto na Lei n. 9.784/99, justifica-se pelo fato de ser comum, na esfera

de orientação, em caráter normativo, vedando, assim, aplicação retroativa.

A

quantidade de itens incorretos é igual a: a) 2 b) 1 c) 3 d) 5 e) 4

5) No que tange aos princípios expressos e implícitos consagrados no Direito Administrativo brasileiro, está correto asseverar que:

a)

concomitância da motivação pela autoridade que o proferiu com relação ao momento da prática do próprio ato.

b)

categoria dos interesses públicos propriamente ditos.

c)

na esfera administrativa, o sigilo, como exceção ao princípio da publicidade, é inadmissível ante a existência

à luz do Princípio da Motivação, a validade do ato administrativo independe do caráter prévio ou da

o denominado interesse secundário do Estado, na lição de Celso Antônio Bandeira de Mello, não se insere na

de preceito constitucional expresso que veda sua adoção pela Administração Pública.

d)

normativa, isto porque o princípio em questão é inerente ao princípio da legalidade.

e)

Democrático de Direito, a plenitude da vigência do princípio da legalidade (art. 37, caput, da CF) não pode sofrer constrição provisória e excepcional.

o Princípio da Finalidade prescreve que a Administração Pública detém a faculdade de alvejar a finalidade

em face da sistemática constitucional do Estado brasileiro, regido que é pelo fundamento do Estado

6)

seguintes afirmações. I. O instituto da requisição (CF, art. 5º, inciso XXV) tem pertinência com o princípio da finalidade pública ou

(MP/MG) Modificada. A respeito dos princípios que regem a Administração Pública, considere as

supremacia do interesse público sobre o interesse privado.

II.

necessidade da manutenção da ordem, da disciplina e da unidade de direcionamento de suas respectivas funções típicas.

III.

condições e os limites previstos no art. 62 da Constituição da República e nas demais normas pertinentes.

IV.

que o princípio da moralidade relaciona-se com os princípios da lealdade e boa-fé.

V.

regularmente criado por lei.

O princípio da hierarquia deve ser observado por todos os Poderes do Estado, tendo em vista a

A União pode editar medida provisória em matéria de Direito Administrativo, desde que observe as

O princípio da impessoalidade está ligado ao princípio da igualdade ou isonomia constitucional, enquanto

É inconstitucional decreto do Presidente da República que extingue, em qualquer hipótese, cargo público

Somente é CORRETO o que se afirma em:

a)

todas estão certas. b) I, II e III. c) I, III e IV. d) II, III e V. e) III, IV e V.

7)

INCORRETA:

a)

9.784/99, que regula o processo administrativo no âmbito da Administração Pública Federal, estabelece que o

(JUIZ/PR-adaptada) Sobre os princípios de Direito Administrativo, assinale a alternativa

Por uma injunção do princípio da supremacia do interesse público e do princípio da legalidade, a Lei n.

direito da Administração de anular os atos administrativos eivados de vício de legalidade dos quais decorram efeitos favoráveis para os destinatários é imprescritível.

b)

decisão administrativa.

c)

imposição de obrigações, restrições e sanções, em medida superior àquelas estritamente necessárias ao

O princípio da motivação exige a indicação dos pressupostos de fato e de direito que determinarem a

O princípio da proporcionalidade exige da Administração Pública adequação entre meios e fins, vedada a

atendimento do interesse público.

d)

pratica ato visando a fim diverso daquele previsto, explícita ou implicitamente, na regra de competência.

São nulos os atos praticados sem observância ao princípio da finalidade, o que se verifica quando o agente

Direito Administrativo e) princípio é o da eficiência. Existe um princípio constitucional que solidifica a

Direito Administrativo

e)

princípio é o da eficiência.

Existe um princípio constitucional que solidifica a estabilidade relativa dos servidores públicos, este

a estabilidade relativa dos servidores públicos, este 8) Considerando os princípios da administração pública,

8) Considerando os princípios da administração pública, assinale a opção correta.

A

não se estendendo ao dano moral.

B

aplicação retroativa de nova interpretação jurídica dada pela administração ao mesmo dispositivo legal.

C

qualquer bem particular, sem que haja prévia e justa indenização.

D

menos expressamente, aos processos administrativos.

O ato imoral não pode ser anulado por meio de ação popular, já que esta pressupõe lesividade econômica,

Com base no princípio da segurança jurídica, o ordenamento jurídico em vigor veda, no âmbito da União, a

Com base no princípio da supremacia do interesse público sobre o privado, é lícito ao Estado desapropriar

O princípio da razoável duração do processo, inserido na Constituição por emenda, não se estende, pelo

9) Julgue os seguintes itens.

1. O princípio da proporcionalidade consubstancia uma das limitações ao poder de polícia da Administração.

2. A doutrina admite a figura do poder de polícia delegado, quando o Estado delega tal poder a outras

pessoas administrativas a ele vinculadas.

3.

A polícia administrativa confunde-se com a polícia judiciária, voltada para a preparação da função

jurisdicional penal.

4.

poder, corrigível pelo particular na via judicial.

5.

atributos pela Administração busque a reparação na via judicial.

Se o administrador, no exercício do poder de polícia, ultrapassa o permitido em lei, incidirá em abuso de

O atributo da auto-executoriedade do poder de polícia obsta que o particular que teve violados seus

10) Julgue os seguintes itens, relativos aos princípios constitucionais da Administração Pública.

1.

contribuições previdenciárias autuar empresa exclusivamente porque o proprietário é seu desafeto.

Contraria o princípio constitucional de publicidade da Administração Pública o fato de um fiscal de

2. No regime da Constituição de 1988, em nenhuma hipótese haverá greve lícita no serviço público.

3. No regime constitucional vigente, a perda da função pública e dos direitos políticos, a indisponibilidade de

bens e a obrigação de ressarcir as entidades de Direito Público, por improbidade no exercício de cargo

público, só podem ser cumulativamente decretadas em conseqüência de condenação criminal.

4.

ocupar um cargo federal e outro municipal.

5.

correto afirmar que, com isso, estão sendo observados os princípios constitucionais da isonomia, da legalidade e da impessoalidade da Administração Pública.

O princípio constitucional da inacumulabilidade de cargos públicos não se aplica sempre que o servidor

Uma vez que a licitação permite a disputa de várias pessoas que satisfaçam critérios da lei e do edital, é

11) A responsabilidade civil da administração pública, disciplinada pela Constituição Federal em seu art. 37, § 6º, passou por diversas etapas até chegar ao seu estágio atual de evolução. De uma fase inicial, em que o Estado não respondia pelo prejuízos causados aos particulares, a responsabilidade civil da Administração Pública obedece atualmente a regras especiais de Direito Público. A respeito desse tema, julgue os itens a seguir.

1. Vigora no Brasil, como regra, a teoria do risco integral da responsabilidade civil.

2. Quando demandado regressivamente, o agente causador do prejuízo responderá de forma objetiva

perante a Administração Pública.

3.

submetem ás mesmas regras de responsabilidade civil aplicáveis aos entes públicos.

Em face de prejuízos causados a particulares, as empresas privadas prestadoras de serviço público se

4. Será subjetiva a responsabilidade do Estado por acidentes nucleares.

5. Ainda que se comprove erro judiciário, o Estado não estará obrigado a indenizar o condenado, haja vista a

sentença judicial não possuir natureza de ato administrativo.

TESTE FINAL

1)O princípio da impessoalidade, próprio do Direito Administrativo, é concebido pelos doutrinadores brasileiros por pontos de vista diversos, mas compatíveis e complementares. Assinale a alternativa que NÃO apresenta uma adequada compreensão do princípio da impessoalidade.

a)

entidade administrativa em nome do qual age o funcionário.

b)

praticar atos no interesse próprio ou de terceiros.

c)

Os atos e provimentos administrativos são imputáveis não ao funcionário que os pratica, mas ao órgão ou

O administrador fica impedido de buscar outro objetivo que não o atendimento do interesse público, ou de

Os atos praticados culposamente por agentes administrativos, no exercício de sua função, geram

responsabilidade à Administração, não acarretando responsabilidade pessoal do agente.

d)

o

e)

finalizam-se ao interesse de toda a coletividade, portanto a resultados desconectados de razões pessoais.

A Administração tem que tratar a todos os administrados sem discriminações, benéficas ou detrimentosas;

princípio em causa não é senão o próprio princípio da igualdade ou isonomia.

2)

Busca-se, desse modo, que predomine o sentido de função, isto é, a idéia de que os poderes atribuídos

Decorre do princípio da impessoalidade, ao qual está vinculada a Administração Pública, a

Direito Administrativo a) sua função, em relação à qual tenha competência privativa. b) disciplinares, sendo

Direito Administrativo

a)

sua função, em relação à qual tenha competência privativa.

b)

disciplinares, sendo a decisão atribuída ao órgão público ao qual pertença a autoridade.

c)

imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos.

d)

ingresso nas carreiras públicas.

e)

impossibilidade de responsabilização pessoal de servidor público por ato que corresponda ao exercício de

servidor público por ato que corresponda ao exercício de vedação da identificação nominal da autoridade

vedação da identificação nominal da autoridade responsável pela decisão de processos administrativos

proibição de que constem da publicidade de atos, programas e campanhas de órgãos públicos, símbolos ou

impossibilidade de tratamento favorecido de pessoas, pelo critério de condições físicas, para fins de

negação do caráter intuitu personae dos contratos administrativos em geral.

A revogação de um ato administrativo de caráter normativo geral

só pode ser feita pela própria Administração, de ofício ou mediante a provocação de qualquer interessado.

só pode ser feita pelo Poder Judiciário, mediante a provocação de qualquer interessado.

só pode ser feita pelo Poder Judiciário, mediante a provocação da própria Administração.

pode ser feita pela própria Administração, de ofício ou mediante a provocação de qualquer interessado, ou

3)

a) não é possível.

b)

c)

d)

e)

pelo Poder Judiciário, mediante a provocação de qualquer interessado.

4) Assinale a opção correta, relativamente ao princípio da legalidade.

a) tal princípio é de observância obrigatória apenas para a Administracao direta, em vista do caráter

eminentemente privatístico das atividades desenvolvidas pela Administracao indireta.

b)

em que, para alguns, sua conduta profissional é regida precipuamente por regulamentos, editados pelo Poder Executivo.

c)

simples faculdade – de revogar o ato.

d)

proibidos em lei.

e)

o princípio da legalidade é característico da atividade administrativa, não se estendendo à atividade

não se pode dizer que todos os servidores públicos estejam sujeitos ao princípio da legalidade, na medida

a inobservância ao princípio da legalidade, uma vez verificada, cria para o administrador o dever – e não a

tal princípio não autoriza o gestor público a, nessa qualidade, praticar todos os atos que não estejam

legislativa, pois esta tem como característica primordial a criação de leis, e não sua execução.

5)

princípios abaixo aquele que mais se coaduna com a imposição de limites ao atributo de auto-executoriedade do ato administrativo:

a)

d)

Relacionando o estudo do ato administrativo com o do regime jurídico-administrativo, assinale no rol de

finalidade b) moralidade c) publicidade

proporcionalidade e) motivação

6)

objeto

a)

b)

c)

d)

e)

A legalidade, como elemento sempre essencial dos atos administrativos em geral, consiste em que o seu

não seja vedado em lei.

não viole expressa disposição de lei.

seja expressamente previsto em lei.

seja expressamente autorizado em lei.

seja autorizado ou permitido em lei.

7)

a)

com a moral comum. Por isso, é pacífico que a ofensa à moral comum não implica também ofensa ao

No que tange aos princípios do Direito Administrativo, assinale a opção correta.

O princípio da moralidade administrativa se vincula a uma noção de moral jurídica, que não se confunde

princípio da moralidade administrativa.

b)

que pratica.

O princípio da autotutela faculta a Administração Pública que realize policiamento dos atos administrativos

c) O princípio da impessoalidade relaciona-se ao fim legal previsto para o ato administrativo.

d) A inobservância ao princípio da proporcionalidade pelo ato administrativo, por dizer respeito ao mérito do

ato, não autoriza o Poder Judiciário a sobre ele se manifestar.

e)

proibição de greve nos serviços públicos.

O princípio da continuidade do serviço público impediu que ocorresse um abrandamento com relação à

8) Tratando-se do regime jurídico-administrativo, assinale a afirmativa falsa.

a) O regime jurídico-administrativo compreende um conjunto de regras e princípios que baliza a atuação do

Poder Público, exclusivamente, no exercício de suas funções de realização do interesse público primário.

b)

Por decorrência do regime jurídico-administrativo não se tolera que o Poder Público celebre acordos

judiciais, ainda que benéficos, sem a expressa autorização legislativa.

c)

os administrados sem a necessidade de autorização judicial.

d)

regime jurídico-administrativo, a despeito de sua horizontalidade.

e)

a execução de atos administrativos e ainda a sua respectiva interpretação.

A aplicação do regime jurídico-administrativo autoriza que o Poder Público execute ações de coerção sobre

As relações entre entidades públicas estatais, ainda que de mesmo nível hierárquico, vinculam-se ao

O regime jurídico-administrativo deve pautar a elaboração de atos normativos administrativos, bem como

Direito Administrativo 9) formulador. Para o citado jurista, o regime jurídico-administrativo é construído,

Direito Administrativo

9)

formulador. Para o citado jurista, o regime jurídico-administrativo é construído, fundamentalmente, sobre dois princípios básicos, dos quais os demais decorrem. Para ele, estes princípios são:

a)

particular.

O estudo do regime jurídico-administrativo tem em Celso Antônio Bandeira de Mello o seu principal autor e

em Celso Antônio Bandeira de Mello o seu principal autor e Os princípios da razoabilidade e

Os princípios da razoabilidade e proporcionalidade encontram-se implícitos na Constituição Federal

O princípio da eficiência assegura a todos igualdade perante a lei, compreendida esta como

indisponibilidade do interesse público pela Administração e supremacia do interesse público sobre o

b) legalidade e supremacia do interesse público.

c) igualdade dos administrados em face da Administração e controle jurisdicional dos atos administrativos.

d) obrigatoriedade do desempenho da atividade pública e finalidade pública dos atos da Administração.

e) legalidade e finalidade.

10) (ESAF/2007) No que tange aos princípios expressos e implícitos consagrados no Direito Administrativo brasileiro, está correto asseverar que:

a)

concomitância da motivação pela autoridade que o proferiu com relação ao momento da prática do próprio

ato;

b)

na categoria dos interesses públicos propriamente ditos;

c)

existência de preceito constitucional expresso que veda sua adoção pela administração pública.

d)

normativa, isto porque o princípio em questão é inerente ao princípio da legalidade.

e)

Democrático de Direito, a plenitude da vigência do princípio da legalidade não pode sofrer constrição provisória e excepcional.

em face da sistemática constitucional do Estado brasileiro, regido que é pelo fundamento do Estado

o princípio da finalidade prescreve que a Administração Pública detém a faculdade de alvejar a finalidade

à luz do princípio da motivação, a validade do ato administrativo independe do caráter prévio ou da

o denominado interesse secundário do Estado, na lição de Celso Antônio Bandeira de Mello, não se insere

na esfera administrativa, o sigilo, como exceção ao princípio da publicidade, é inadmissível ante a

11) Na administração particular é permitido fazer tudo o que a lei não proíbe, na administração pública é permitido fazer o que a lei autoriza, regra esta que compõe o princípio básico da:

a)

d)

legalidade; b) impessoalidade; c) imperatividade;

moralidade; e) finalidade.

12)Assinale a alternativa correta, no que respeita aos Princípios da Administração Pública:

a)

37, caput, da Constituição da República Federativa do Brasil, o princípio da eficiência.

A Emenda Constitucional n° 19/98, relativa à Reforma Administrativa do Estado, não introduziu, no art.

b) Os princípios administrativos informam todo o modo de agir da Administração Pública.

c) O princípio da razoabilidade está expresso na Constituição da República Federativa do Brasil.

d) O princípio da continuidade dos serviços públicos não mostra a preocupação de paralisar as obras e

serviços públicos.

e)

supremacia do interesse público.

O princípio da continuidade do serviço público não guarda qualquer pertinência com o princípio da

13) De acordo com os princípios de direito administrativo, assinale a alternativa que contém a assertiva correta:

a) A competência administrativa para prática de ato é intransferível e improrrogável.

b) A competência administrativa pode ser transferível e prorrogável em função da vontade das partes.

c) A competência administrativa é essencial para validade do ato discricionário, sendo, contudo, dispensável

para prática de ato vinculado.

d)

prática de ato discricionário.

e)

A competência administrativa é essencial para validade do ato vinculado, sendo, contudo, dispensável para

Nenhuma das anteriores.

14) Sobre os princípios normativos da Administração Pública, observadas as proposições abaixo, assinale a

alternativa correta:

I. O princípio da legalidade vincula a Administração aos mandamentos da lei (Estado de Direito). Em todos os Estados contemporâneos se admite que a Administração está vinculada pela regra de Direito.

II.

presunção de fim legal equivale à presunção de moralidade.

III.

A moralidade administrativa consiste na lisura ou na exação nas práticas administrativas, pois, a

e ganham relevância cada dia no estudo da atividade administrativa, embora hoje eles se estendam a outras áreas do Direito.

IV.

equiparação de todos os homens no que concerne ao gozo e à fruição de direitos.

a) Somente as proposições I, II e III estão corretas.

b) Todas as proposições estão corretas.

c) Somente as proposições I e II estão corretas.

d) Todas as proposições estão incorretas.

e) Somente a proposição II está correta.

15) No que tange aos princípios do Direito Administrativo, assinale a opção correta.

Direito Administrativo a) com a moral comum. Por isso, é pacífico que a ofensa à

Direito Administrativo

a)

com a moral comum. Por isso, é pacífico que a ofensa à moral comum não implica também ofensa ao princípio da moralidade administrativa.

b)

que pratica.

O princípio da moralidade administrativa se vincula a uma noção de moral jurídica, que não se confunde

a uma noção de moral jurídica, que não se confunde O princípio da autotutela faculta a

O princípio da autotutela faculta a Administração Pública que realize policiamento dos atos administrativos

c) O princípio da impessoalidade relaciona-se ao fim legal previsto para o ato administrativo.

d) A inobservância ao princípio da proporcionalidade pelo ato administrativo, por dizer respeito ao mérito do

ato, não autoriza o Poder Judiciário a sobre ele se manifestar.

e)

proibição de greve nos serviços públicos.

O princípio da continuidade do serviço público impediu que ocorresse um abrandamento com relação à

o

16) O prazo, para a administração anular os seus atos de que decorram efeitos favoráveis para destinatário:

a)

b)

fé;

c)

comprovada má-fé;

d)

fé;

e)

os por inconveniência ou oportunidade.

é de decadência e se consuma em(5) cinco anos, salvo se houver boa fé deste;

é de decadência e se consuma em dois (2) dois anos, desde que o administrado não tenha agido de má-

não é de decadência e se consuma em (5) cinco anos, da data em que foram praticados , salvo

é de decadência e se consuma em cinco (5) anos, da data em que foram praticados, salvo comprovada má

a administração a qualquer tempo pode rever seus atos, anulando os que contrariarem a lei ou revogando-

17) Entre os princípios básicos da Administração Pública, conquanto todos devam ser observados em conjunto, o que se aplica, particular e apropriadamente, à exigência de o administrador, ao realizar uma obra pública, autorizada por lei, mediante procedimento licitatório, na modalidade de menor preço global, no exercício do seu poder discricionário, ao escolher determinados fatores, dever orientar-se para o de melhor atendimento do interesse público, seria o da

a)

e) publicidade

eficiência b) impessoalidade c) legalidade d) moralidade

18) O estudo do regime jurídico-administrativo tem em Celso Antônio Bandeira de Mello o seu principal autor

e formulador. Para o citado jurista, o regime jurídico-administrativo é construído, fundamentalmente, sobre dois princípios básicos, dos quais os demais decorrem. Para ele, estes princípios são:

a)

particular.

indisponibilidade do interesse público pela Administração e supremacia do interesse público sobre o

b) legalidade e supremacia do interesse público.

c) igualdade dos administrados em face da Administração e controle jurisdicional dos atos administrativos.

d) obrigatoriedade do desempenho da atividade pública e finalidade pública dos atos da Administração.

e) legalidade e finalidade.

GABARITO

1B/2B/3C/4B/5C/6B/7E/8A/10C/11D/12C/13A/14A/15B/16E/17C/18C/19C/20C/21D/22E/

23/24/25/26/27/28/29/30.

EXERCÍCIOS DE APROFUNDAMENTO

1B-I/II/IV/2V/F/V/F/3C-V/V/F/F/V/4C-V/V/F/F/V/5B/6C/7A/8B/9V/V/F/V/F/10V/F/F/F/V/

11F/F/V/F/F

TESTE FINAL

1C/2C/3B/4A/5D/6E/7C/8B/9A/10B/11A/12C/13A/14A/15C/16C/17B/18A.

4. PODERES DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 4.1. Noções Gerais A organização do Estado é matéria constitucional, a qual versa sobre estruturação dos Poderes do Estado (Legislativo, Executivo e Judiciário), a divisão política do território, a forma de governo e o modo de investidura dos governantes no poder e as garantias e direitos individuais da população, e, a organização da Administração Pública se dá após a organização soberana do Estado, através da legislação complementar e ordinária, estruturando legalmente as entidades e órgãos que irão desempenhar as funções, através dos agentes públicos. Entretanto, neste momento, não iremos tratar destes conceitos constitucionais, ou seja, dos Poderes do Estado, mas sim dos poderes instrumentais da administração pública. Em outras palavras, dos poderes que se encontram à disposição

Direito Administrativo da administração para que a mesma consiga alcançar seu desiderato – interesse público.

Direito Administrativo

da administração para que a mesma consiga alcançar seu desiderato – interesse público.

Segundo o inesquecível mestre a melhor definição para Governo Administração pública subsume-se nas
Segundo
o
inesquecível
mestre
a
melhor
definição
para
Governo
Administração pública subsume-se nas seguintes premissas:
4.2.1. Governo:
- no sentido formal, é o conjunto de Poderes e órgãos constitucionais;
- no sentido material, é o complexo de funções estatais básicas; e,
- no sentido operacional, é a condução política dos negócios jurídicos.
4.2.2. Administração pública:
-
-
GOVERNO
ADMINISTRAÇÃO
Sentido Formal
Poderes
e
órgãos
constitucionais
Órgãos que executam as
decisões governamentais
Sentido Material
Funções estatais básicas
Funções desenvolvidas
pelos servidores em geral
Sentido Operacional
Promover
decisões
políticas
Desempenho permanente
dos serviços públicos
Veja uma questão recente sobre o tema. Alternativa correta “b”.

4.2. Diferença entre Governo e Administração, segundo Hely Lopes Meirelles 23

e

no sentido formal é o conjunto de órgãos instituídos para consecução dos objetivos do Governo;

no sentido material, é o conjunto de funções necessárias desenvolvidas

pelos servidores públicos em geral; e, - na acepção operacional, é o desempenho perene e sistemático, legal e técnico dos serviços próprios do Estado ou por ele assumidos em benefício da coletividade. Conclui-se, portanto, que GOVERNO é a atividade política e discricionária, com conduta independente e comanda com responsabilidade constitucional e política, mas sem responsabilidade técnica e legal pela execução. Por sua vez, a ADMINISTRAÇÃO é neutra, normalmente vinculada à lei ou a norma técnica, com conduta hierarquizada, mas sem responsabilidade constitucional ou política, mas com responsabilidade técnica e legal pela execução.

4.3. Conceito de administração pública no sentido objetivo e subjetivo Maria Sylvia observa que o conceito de administração deve ser entendido no sentido objetivo e subjetivo. Naquele entende-se a administração pública como a “atividade concreta e imediata que o Estado, sob regime jurídico de direito público, para a consecução dos interesses coletivos” e subjetiva “o conjunto de órgãos e de pessoas jurídicas aos quais a lei atribui o exercício da função administrativa do Estado”.

(PROCURADOR/DF-2007/1-ESAF) Em relação ao conceito e evolução histórica do Direito Administrativo e ao conceito e abrangência da Administração Pública, selecione a opção correta. a) Na evolução do conceito de Direito Administrativo, surge a Escola do Serviço Público, que se desenvolveu em torno de duas concepções. Na concepção de Leon Duguit, o Serviço Público deveria ser entendido em sentido estrito, abrangendo toda a atividade material, submetida a regime exorbitante do direito comum, desenvolvida pelo Estado para a satisfação de necessidades da coletividade.

23 Pg. 64 e seguintes.

Direito Administrativo b) Na busca de conceituação do Direito Administrativo encontra-se o critério da Administração

Direito Administrativo

b) Na busca de conceituação do Direito Administrativo encontra-se o critério da Administração

Pública, segundo o qual, sinteticamente, o Direito Administrativo deve ser concebido como o conjunto de princípios que regem a Administração Pública.

c) pessoas jurídicas e dos órgãos incumbidos do exercício da função administrativa do Estado. e)
c)
pessoas jurídicas e dos órgãos incumbidos do exercício da função administrativa do Estado.
e)
carga normativa dos princípios aplicáveis à atividade da Administração Pública.
Fins da administração
O
E
Poderes administrativos
Poder vinculado
Poder discricionário

A Administração Pública, em sentido objetivo, deve ser compreendida como o conjunto das

d) O conceito estrito de Administração Pública abarca os Poderes estruturais do Estado, sobretudo o Poder Executivo.

Na evolução histórica do Direito Administrativo, encontramos a Escola Exegética, que tinha

por objeto a interpretação das leis administrativas, a qual também defendia o postulado da

4.4.

fim precípuo da administração é o atendimento do bem comum e deve

buscar sempre a satisfação dos interesses públicos, não sendo assim configura o que

se denomina de desvio de finalidade.

para atingir esse objetivo, qual seja o bem comum da coletividade, a

administração possui poderes que são instrumentos necessários para a realização das

diversas tarefas exigidas.

4.5.

A administração pública, no afã de atingir o seu objetivo maior que é o bem comum da coletividade administrada possui poderes, que são instrumentos necessários para a realização das diversas tarefas inerentes à administração. Os poderes administrativos são diversos dos poderes políticos da clássica tripartição de Montesquieu, eis que estes são imanentes e estruturais do Estado, enquanto que aqueles são incidentais e instrumentais, servindo tão somente para a realização de função que é atribuída à administração. Outrossim, convém lembrar que apesar da expressão “poder” dar idéia de faculdade, na verdade o que existe é um “poder-dever”, sendo, portanto, irrenunciáveis os poderes administrativos, conseqüência, aliás, do principio da indisponibilidade do interesse público que informa todo o regime jurídico- administrativo. Dentre os poderes administrativos apontados pela doutrina temos o vinculado, o discricionário, o normativo, o hierárquico, o disciplinar e o poder de polícia.

Maria Sylvia Zanella di Pietro entende que vinculado e discricionário não são poderes administrativos. Esclarece a conceituada autora: “Quanto aos chamados poderes, discricionário e vinculado, não existem como poderes autônomos; a discricionariedade e a vinculação são, quando muito, atributos de outros poderes ou competências da Administração.

4.5.1.

Entende aquele em que a Administração Pública exerce sua atividade de maneira totalmente bitolada pelo que determina a lei, o direito positivo. Deve, pois, o administrador observar os ditames legais em sua integridade, não havendo margem para opções discricionárias.

4.5.2.

Em sentido diametralmente oposto ao poder vinculado, em que o administrador tem toda a sua atividade regrada pela lei, existe o poder discricionário que confere liberdade ao administrador na escolha da conveniência, da oportunidade e do conteúdo da prática de atos administrativos. Deve-se contudo observar que a discricionariedade é liberdade de ação dentro dos lindes da lei, eis que o principio da legalidade deve informar toda a atividade administrativa. Se extrapolar os limites legais, a ação estatal poderá estar descambando para a arbitrariedade.

Direito Administrativo Neste sentido ensina Hely Lopes Meirelles que “discricionariedade é liberdade de ação

Direito Administrativo

Neste sentido ensina Hely Lopes Meirelles que “discricionariedade é liberdade de ação administrativa dentro dos limites permitidos em lei; arbítrio é ação contrária ou excedente da lei. Ato discricionário, quando autorizado pelo direito, é legal e válido; ato arbitrário é sempre ilegítimo e inválido”.

STJ - ROMS - 16280. a) b) e)
STJ - ROMS - 16280.
a)
b)
e)

DIREITO ADMINISTRATIVO. PODER DISCRICIONÁRIO. ESCOLHA DE ASSESSORES DE PRESIDENTE DE TRIBUNAL. DIÁRIAS E DESPESAS DE VIAGENS. Os Presidentes de Tribunais, por exercerem relevante função na estrutura administrativa do Poder Judiciário, dentro da margem de discricionariedade que lhes é conferida, têm o poder de decisão sobre a conveniência e oportunidade na escolha de servidores para desempenharem funções extraordinárias relacionadas com o interesse da administração. Segurança concedida. STF. MS: 23981 UF: DF. DJ 26-03-2004 . Rel. ELLEN GRACIE

PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. ATO ADMINISTRATIVO. PERMISSÃO DE USO DE IMÓVEL MUNICIPAL POR PARTICULAR. NATUREZA PRECÁRIA E DISCRICIONÁRIA. POSSIBILIDADE DE CANCELAMENTO. PREVISÃO CONTRATUAL. AUSÊNCIA DE DIREITO LÍQUIDO E CERTO. 1. A autorização de uso de imóvel municipal por particular é ato unilateral da Administração Pública, de natureza discricionária, precária, através do qual esta consente na prática de determinada atividade individual incidente sobre um bem público. Trata-se, portanto, de ato revogável, sumariamente, a qualquer tempo, e sem ônus para o Poder Público. 2. Como a Administração Pública Municipal não mais consente a permanência da impetrante no local, a autorização perdeu sua eficácia. Logo, não há direito líquido e certo a ser tutelado na hipótese dos autos. 3. Comprovação nos autos da existência de previsão contratual no tocante ao cancelamento da permissão debatida. 4. Recurso não provido. Origem:

É importante ressaltar que nenhuma atividade é totalmente discricionária, sendo a discricionariedade relativa e parcial. Existem elementos dos atos administrativos que são sempre vinculados,

quais sejam: a competência, a finalidade e a forma. Estes elementos podem sempre ser analisados pelo Judiciário. A discricionariedade existe no que tange o motivo e o objeto ou conteúdo, veja os casos em que normalmente existe discricionariedade:

quando a lei expressamente a confere à Administração, como

ocorre no caso da norma que permite a remoção ex officio do funcionário, a critério da Administração, para atender à conveniência do serviço, ou ainda, quando a Administração promove a exoneração ex officio do funcionário nomeado para cargo de provimento em comissão (exoneração ad mutum); não há qualquer motivo previsto na lei para justificar a prática do ato;

quando a lei é omissa, porque não lhe é possível prever todas as

situações supervenientes ao momento de sua promulgação, hipótese em que a autoridade deverá decidir de acordo com princípios extraídos do ordenamento jurídico; c) a lei define o motivo utilizando noções vagas, conceitos indeterminados, vocábulos plurissignificativos, que deixam à Administração a possibilidade de apreciação segundo critérios de oportunidade e conveniência administrativa; é o que ocorre quando a lei manda punir o servidor que praticar “falta grave” ou “procedimento irregular”, sem definir em que consistem; ou quando a lei prevê o tombamento de bem que tenha valor artístico ou cultural, também sem estabelecer critérios objetivos que permitam o enquadramento do bem nesses conceitos.

d) quando a lei prevê determinada competência, mas não estabelece a conduta a ser adotada, como exemplo dessa hipótese, encontra-se o poder de

policia, em que é impossível à lei traçar todas as condutas cabíveis diante de lesão ou ameaça de lesão à vida, à segurança pública, à saúde.

quando a lei apresentar vários objetos possíveis para atingir o

mesmo fim, sendo todos eles válidos perante o direito; é o que ocorre quando a lei

Direito Administrativo diz que, para a mesma infração, a Administração pode punir o funcionário com

Direito Administrativo

diz que, para a mesma infração, a Administração pode punir o funcionário com as penas de suspensão ou multa. Ponto importante a ser discutido é concernente ao controle judicial da discricionariedade. É importante fixar que parece ser de todo equivocado o entendimento de que o poder discricionário é imune ao controle do Judiciário. O que efetivamente não pode ocorrer é a substituição da discricionariedade do administrador pela do Juiz, o que vulneraria a tripartição de poderes. Porém, o Judiciário pode observar se a Administração está agindo dentro da competência, da finalidade, da moralidade, da razoabilidade, enfim adstritos dos princípios jurídicos que informam a Administração Pública.

ILEGITIMIDADE. ( )
ILEGITIMIDADE. (
)

ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. CONCESSÃO DE HORÁRIO ESPECIAL. ATO DISCRICIONÁRIO. ILEGALIDADE OU ABUSO. INEXISTÊNCIA. - Foge ao limite do controle jurisdicional o juízo de valoração sobre a oportunidade e conveniência do ato administrativo, porque ao Judiciário cabe unicamente analisar a legalidade do ato, sendo-lhe vedado substituir o Administrador Público. STJ - SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. ROMS – 14967. PROCESSO: 200200692565 UF: SP. DOCUMENTO: STJ000481170. DJ DATA: 22/04/2003 PÁGINA:272. RELATOR: VICENTE LEAL.

Contrariando, o professor Celso Antônio Bandeira de Mello 24 assevera que pode haver certa discricionariedade no que tange ao elemento finalidade do ato administrativo. Assim se expressa: “embora seja indiscutível que o fim do direito administrativo deva ser sempre e necessariamente um interesse público, sob pena de invalidade, na maior parte das vezes a apreciação do que é o interesse público depende, em certa medida, de uma apreciação subjetiva, isto é, de uma investigação insuscetível de se reduzir a uma objetividade absoluta. Preferimos dizer que o fim é sempre vinculante, de tal modo que só pode ser perseguido o interesse público; porém a qualificação do interesse público comporta certa margem, delimitada, é certo, de juízo discricionário”.

ADMINISTRATIVO. ANULAÇÃO DE ATO DE DEMISSÃO DE SERVIDOR PÚBLICO. PUNIÇÃO EXCESSIVA. AFRONTA AOS PRINCÍPIOS DA RAZOABILIDADE E PROPORCIONALIDADE. I. Não significa invasão no âmbito discricionário do mérito do ato administrativo, a análise, pelo Poder Judiciário, dos aspectos referentes aos princípios da legalidade, proporcionalidade e razoabilidade de decisão administrativa que pune o servidor público com a perda de seu cargo. II. É dever do magistrado proceder a uma acurada análise do caso concreto, com o fito de verificar se o administrador público, ao concluir processo administrativo aplicando a mais severa das penas ao servidor, agiu dentro dos limites da discricionariedade que lhe são assegurados, ou se, por acaso, ultrapassou as fronteiras do razoável e do proporcional. III. Verificado que no caso dos autos não foram observados os princípios constitucionais da razoabilidade e da proporcionalidade na aplicação da sanção administrativa, não há como não reconhecer a nulidade do ato de demissão. IV. APELAÇÃO PROVIDA. TRIBUNAL - QUINTA REGIAO. Classe: AC - Apelação Cível – 388168. Processo:

200584000065912 UF: RN Órgão Julgador: Quarta Turma. Data da decisão: 18/07/2006 Documento: TRF500122249. Fonte DJ - Data:06/09/2006 - Página::1157 - Nº::172 . Relator(a) Desembargador Federal Frederico Pinto de Azevedo

Ementa CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. PRELIMINARES DE

PROCESSO ADMINISTRATIVO. DESCABIMENTO NA HIPÓTESE. DESÍDIA

NÃO COMPROVADA PELA ADMINISTRAÇÃO. PRINCÍPIO DA PROPORCIONALIDADE NÃO OBSERVADO. PRECEDENTES DA CORTE E DO STJ. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. PARÂMETRO. ( ) 7. A insindicabilidade do mérito do ato administrativo não é princípio absoluto no direito administrativo contemporâneo, mormente em se tratando de aferir a proporção e razoabilidade entre ilícito e sanção.

24 Pg. 362 e seguintes.

Direito Administrativo mérito significa uso correto da discricionariedade, ou seja, a integração administrativa. Com

Direito Administrativo

mérito significa uso correto da discricionariedade, ou seja, a integração

administrativa. Com observância do limite do legal e o limite do legítimo, o ato tem mérito. Caso contrário, não tem mérito e deixa de ser discricionário para ser arbitrário e, assim, sujeito ao controle judicial." (Cf. REsp 647.417/DF, Primeira Turma, Min. José Delgado, ac. unânime, DJ 21.2.2005, p. 114.) ( )

8.

"

Discricionariedade técnica Atos políticos
Discricionariedade técnica
Atos políticos

TRF. AC. 200133000066513. Processo: 200133000066513 UF: BA. DJ DATA:02/10/2006 PAG17. Relator: JUIZ FED. ANTONIO CLAUDIO MACEDO DA SILVA (CONV.)

4.5.2.1.

Discricionariedade é a possibilidade, apresentada pela lei, de escolher entre duas ou mais alternativas validas perante o Direito. Essa escolha deve ser feita levando em consideração os critérios de conveniência, oportunidade, justiça, equidade, razoabilidade, proporcionalidade, interesse público, ou seja, o que comumente se passou a chamar de mérito administrativo. Assim, a discricionariedade repousa em, no mínimo, quatro grandes pilares, a um, a possibilidade de escolha entre duas ou mais alternativas, a dois, essas

alternativas encontram definidas em lei, a três, qualquer das alternativas é valida (ou legal) e, a quatro, a escolha se faz frente a um caso concreto segundo o comumente chamado de mérito administrativo. Ponto importante acerca da discricionariedade é saber se a mesma existe nos atos técnicos, nos conceitos indeterminados (conceitos abertos ou conceitos vagos) e nos atos políticos. Pois bem, a discricionariedade técnica, também chamada de discricionariedade imprópria, não é aplicada no direito brasileiro, porquanto no caso concreto, os dados fornecidos pelos órgãos técnicos possuem o condão de determinar a melhor opção naquela determinada situação. Ou seja, não existe a possibilidade do administrador fazer opções para se praticar o ato, vez que uma escolha sempre produzirá melhores resultados que a outra, e, sem sendo assim, não se abre à administração a possibilidade de analisar a conveniência e oportunidade.

4.5.2.2.

Discricionariedade nos conceitos indeterminados, conceitos vagos ou

conceitos abertos No mesmo diapasão se apresenta a analise da discricionariedade nos conceitos abertos, também chamados de conceitos indeterminados ou vagos. De maneira abreviada conceitua-se essas expressões como sendo imprecisas, indeterminadas, que não são objetivas. A título exemplificativo pode-se citar interesse público, boa-fé, notório saber, dentre outros. Pois bem, estas situações segundo a boa doutrina, não abarcam a possibilidade de discricionariedade, uma vez que no caso concreto estes termos, chamados de fluídos, permitem se chegar a uma conclusão que produzirá melhores resultados frente às demais escolhas, em sendo assim, não existe discricionariedade e sim vinculação. Em outras palavras, mesmo nestes conceitos abertos a interpretação da norma vai resultar em uma única situação adequada ao caso concreto.

4.5.2.3.

Atos políticos são aqueles que decorrem diretamente da constituição, possuindo predominantemente funções de caráter geral e impessoal, sem se referirem a liberdades individuais. São atos que se classificam em razão de sua natureza e não em razão do que órgão que a pratica. Estes atos em razão de decorrerem da função política e não da administrativa, possui sim característica discricionária e não estão suscetíveis de apreciação judicial, ou seja, insindicavel juridicamente.

Direito Administrativo 4.5.3. Poder hierárquico A organização da Administração Pública repousa sobre duas vigas

Direito Administrativo

4.5.3.

Poder hierárquico A organização da Administração Pública repousa sobre duas vigas mestras: O Poder Hierárquico
Poder hierárquico
A
organização da Administração Pública repousa sobre duas vigas mestras:
O
Poder Hierárquico é o vínculo que coordena e subordina uns órgãos aos
A
hierarquia, então, se caracteriza da seguinte forma:
a)
é
uma relação estabelecida entre órgãos, de forma necessária e
b) que os coordena;
c) que os subordina uns aos outros;