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CIÊNCIAS CONTÁBEIS Prof. Fábio Joly

LEGISLAÇÃO SOCIAL, TRABALHISTA E PREVIDENCIÁRIA

AVISO PRÉVIO

CONCEITO

-

O

dimensões conceituais (comunicação – tempo – pagamento):

professor

Amauri

Mascaro

do

Nascimento

prevê

três

I) Trata-se da comunicação que a parte que quer rescindir o contrato de trabalho sem justa causa deve fazer à outra.

II) Assim, é o período durante o qual, após a comunicação, o empregado permanece trabalhando na empresa.

empregador ao empregado relativamente a esses dias,

mesmo que o trabalho não seja realizado.

- Enfim, trata-se de instituto jurídico relacionado com a extinção do contrato de trabalho.

III)

Por

fim,

é

o

pagamento

prestado

em

dinheiro

pelo

CABIMENTO E PRAZOS

- Estabelece o artigo 487, da CLT: “Não havendo prazo estipulado, a parte que, sem justo motivo, quiser rescindir o contrato deverá avisar a outra da sua resolução com a antecedência mínima de:

I - 8 (oito) dias, se o pagamento for efetuado por semana ou tempo inferior; II - 30 (trinta) dias aos que perceberem por quinzena ou mês, ou que tenham mais de 12 (doze) meses de serviço na empresa.

- Nesse sentido, a CLT exige aviso prévio nos contratos por prazo indeterminado, sendo um dever recíproco.

- É inexigível nos contratos por prazo determinado (as partes já conhecem antecipadamente o seu termo).

- Nesse

experiência.

sentido,

não

cabe

aviso

prévio

em

contrato

de

ENUNCIADOS DO TST

- A CLT não prevê uma forma específica para comunicar o aviso prévio. Assim, trata-se de ato informal, podendo ser realizado verbalmente ou por escrito.

- O TST já decidiu que a concessão de aviso prévio na vigência de garantia de emprego (estabilidades em geral) não tem validade.

- O TST já afirmou que eventuais aumentos salariais ocorridos durante o prazo de aviso prévio beneficiarão ao trabalhador.

- O TST já reiterou entendimento no sentido de que a prática de falta grave ao longo do cumprimento do aviso prévio retira qualquer direito à indenização de dispensa e suas reparações econômicas.

NÃO CONCESSÃO

- Se a ausência de aviso prévio decorrer do EMPREGADOR, este terá de pagar ao empregado os salários dos dias referentes ao tempo entre o aviso que deveria ser dado e o fim do contrato, caso esse período fossse cumprido (artigo 487, §1º, CLT).

- Por outro lado, se o EMPREGADO não comunicar o aviso prévio, o empregador terá o direito de reter o saldo do seu salário no valor correspondente ao número de dias do aviso prévio não concedido (artigo 487, §2º, CLT).

- OBS.: O artigo 488, parágrafo único, da CLT determina que durante o prazo do aviso prévio cumprido pelo empregado em razão de dispensa pelo empregador, haverá redução da jornada de trabalho: duas horas por dia ou 7 dias corridos – é ilegal o pagamento das horas correspondentes.

LEGISLAÇÃO SOCIAL, TRABALHISTA E PREVIDENCIÁRIA

EMPREGADO HORISTA

CONCEITO

- HORISTA é todo empregado que recebe seu salário determinado por VALOR-HORA.

- A terminologia “horista” decorre das situações em que o empregado labora jornada inferior ao limite máximo permitido.

- Nesse sentido, cabe analisar o artigo 58-A, da CLT: “Considera-se trabalho em regime de tempo parcial aquele cuja duração não exceda a vinte e cinco horas semanais”.

- Portanto, é correto afirmar que o empregado mensalista é o horista que trabalha a jornada permitida em lei de 44 horas semanais; enquanto o horista é o mensalista que labora jornada inferior à máxima permitida, com rendimentos proporcionais.

- Deste modo, a CLT protege a proporcionalidade salarial (adicionais legais em eventuais jornadas extraordinárias) para tais empregados que atuem nas mesmas atividades, mas em jornadas distintas.

QUADRO DE HORÁRIOS

- A CLT, em seu artigo 74, estabelece que todos os empregados terão bem delimitadas sua jornada de trabalho (QUADRO DE HORÁRIO).

- Artigo 74, caput, CLT: “O horário de trabalho constará do quadro, organizado conforme modelo expedido pelo Ministério do Trabalho e afixado em lugar bem visível. Esse quadro será discriminativo no caso de não ser o horário único para todos os empregados de uma mesma seção ou turma”.

- Assim, no sentido de facilitar a fiscalização tanto pelo empregado quanto pelo Ministério do Trabalho e da Previdência Social, a empresa é obrigada a exibir qualquer documento que comprove o efetivo cumprimento das normas trabalhistas.

- Nesse sentido, o quadro de horário é obrigatório, devendo ser afixado em local visível e de fácil acesso, contendo os seguintes dados: I) Nome do empregado; II) Função exercida; III) CTPS; IV) Horários; V) DSR.

REGISTRO DE HORÁRIOS

- Ainda, dispõe o §1º: “O horário de trabalho será anotado em registro de empregados, com a indicação de acordos ou contratos coletivos porventura celebrados”.

- Deste modo, concluí a CLT que o empregado horista não poderá ter seu horário de trabalho em aberto, devendo o mesmo ser devidamente definido, delineado.

- Diante disso, o empregador deverá garantir a remuneração mínima pactuada ao horista, ainda que o mesmo não venha a cumpri-la integralmente por necessidade do empregador (impossibilidade de compartilhamento dos riscos do negócio).

- Exemplo a ser lançado na CTPS, contrato de trabalho e Ficha de Registro: “Empregado contratado para trabalhar 04 horas por dia, 04 dias por semana, iniciando o expediente às 09 horas e encerrando às 12 horas, às segundas, terças, quartas e sextas, perfazendo um total de 16 horas semanais”.

PECULIARIDADES DO HORISTA

-

O empregado horista detém a mesma proteção jurídica que o empregado mensalista, porém, apresenta determinada peculiaridades:

I)

O

pagamento

do

DSR

ocorre

em

separado

do

valor

das

horas

trabalhadas;

- A Lei 605/49, em seu artigo 6º, determina que: “Não será devida a remuneração (do domingo) quando, sem motivo justificado, o empregado não tiver trabalhado durante toda a semana anterior, cumprindo integralmente o seu horário de trabalho”.

- Em outras palavras, para o horista desfrutar do direito ao DSR deverá ter trabalhado a jornada de trabalho da respectiva semana de modo integral, em todos os dias da semana, sem faltas.

- Diferentemente do que ocorre com o mensalista que, em caso de falta não justificada, perderá apenas o dia não trabalhado, pois o seu salário é ajustado de forma mensal (DSR já se encontra embutido na remuneração mensal).

PECULIARIDADES DO HORISTA

II) O rendimento mensal é variável, em decorrência do número de dias do mês (28 a 31);

III) O cálculo do 13º, das férias e aviso prévio indenizado é efetuado por médias.

-Nesse sentido, é essencial a correta manutenção da quantidade de horas extras e de horas de DSR na folha de pagamento.

-Para o cálculo do 13º salário, somam-se as horas de trabalho e as horas de DSR do respectivo ano, divindindo-se esse resultado pelo número de meses do período anual (12 meses ou inferior);

-No tocante ao aviso prévio indenizado, utiliza-se como base a remuneração equivalente a 30 dias (multiplica-se a quantidades de horas da semana por cinco semanas – equivalente ao mês; após, multiplica esse resultado pelo valor da hora atual);

-Já em relação ao cálculo das férias, somam-se as horas de trabalho e DSR do período aquisitivo de férias, divindindo-se pelo número de meses do período aquisitivo (12 meses ou inferior).

BIBLIOGRAFIA

PLT

578

LEGISLAÇÃO

– TRABALHISTA E PREVIDENCIÁRIA.

SOCIAL,

Consolidação das Leis do Trabalho – CLT – www.planalto.gov.br

INICIAÇÃO AO DIREITO DO TRABALHO – AMAURI MASCARO NASCIMENTO.