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Leia os fragmentos abaixo para responder às questões que seguem:

TEXTO I

O açúcar

O branco açúcar que adoçará meu café nesta manhã de Ipanema não foi produzido por mim

nem surgiu dentro do açucareiro por milagre. Vejo-o puro

e afável ao paladar

como beijo de moça, água na pele, flor que se dissolve na boca. Mas este açúcar não foi feito por mim. Este açúcar veio

da mercearia da esquina e tampouco o fez o Oliveira, dono da mercearia. Este açúcar veio de uma usina de açúcar em Pernambuco ou no Estado do Rio

e tampouco o fez o dono da usina. Este açúcar era cana

e veio dos canaviais extensos que não nascem por acaso no regaço do vale.

Em lugares distantes, onde não há hospital nem escola, homens que não sabem ler e morrem de fome aos 27 anos plantaram e colheram a cana que viraria açúcar. Em usinas escuras, homens de vida amarga

e dura

produziram este açúcar branco e puro com que adoço meu café esta manhã em Ipanema. fonte: “O açúcar”

(Ferreira Gullar. Toda poesia. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 1980, pp.227-228)

TEXTO II

A cana-de-açúcar

Originária da Ásia, a cana-de-açúcar foi introduzida no Brasil pelos colonizadores portugueses no século XVI. A região que durante séculos foi a grande produtora de cana-de-açúcar no Brasil é a Zona da Mata nordestina, onde os férteis solos de massapé, lém da menor distância em relação ao mercado europeu, propiciaram condições favoráveis a esse cultivo. Atualmente, o maior produtor nacional de cana-de-açúcar é São Paulo, seguido de Pernambuco, Alagoas, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Além de produzir o açúcar, que em parte é exportado e em parte abastece o mercado interno, a cana serve também para a produção de álcool, importante nos dias atuais como fonte de energia e de bebidas. A imensa expansão dos canaviais no Brasil, especialmente em São Paulo, está ligada ao uso do álcool como combustível.

(Comentários sobre os textos: “O açúcar” e “A cana-de-açúcar” )

01) Para que um texto seja literário:

(A)basta somente a correção gramatical; isto é, a expressão verbal segundo as leis lógicas ou naturais. (B)deve prescindir daquilo que não tenha correspondência na realidade palpável e externa. (C)deve fugir do inexato, daquilo que confunda a capacidade de compreensão do leitor. (D)deve assemelhar-se a uma ação de desnudamento. O escritor revela ao escrever, revela o mundo, e em especial o Homem, aos outros homens. (E)deve revelar diretamente as coisas do mundo: sentimentos, idéias, ações.

02) Sobre o textos I e II, só é possível afirmar que:

I. O texto I é literário também pela forma com que se apresenta. II. O texto II poderia ser literário pela forma. III. Pela pluralidade significativa da linguagem, só é possível afirmar que o literário é o texto II.

Está(ão) correta(s) apenas

(A)

a I e a II.

(B)

a II e a III.

(C)

a I e a III.

(D)

apenas a II.

(E)

todas estão corretas.

03) Ainda com relação ao textos I e II, assinale a opção incorreta

(A) No texto I, em lugar de apenas informar sobre o real, ou de produzi-lo, a expressão literária é utilizada

principalmente como um meio de refletir e recriar a realidade.

(B) No texto II, de expressão não-literária, o autor informa o leitor sobre a origem da cana-de-açúcar, os lugares

onde é produzida, como teve início seu cultivo no Brasil, etc.

(C) O texto I parte de uma palavra do domínio comum – açúcar – e vai ampliando seu potencial significativo,

explorando recursos formais para estabelecer um paralelo entre o açúcar – branco, doce, puro – e a vida do trabalhador que o produz – dura, amarga, triste.

(D) O texto I, a expressão literária desconstrói hábitos de linguagem, baseando sua recriação no aproveitamento

de novas formas de dizer.

(E) O texto II não é literário porque, diferentemente do literário, parte de um aspecto da realidade, e não da

imaginação.

04) Confronte as duas afirmações a seguir:

a) “ Se a literatura de uma nação entra em declínio, a nação se autrafia e decai.”

b) “O Brasil é um país de milhões analfabetos e mesmo os alfabetizados lêem pouco. Os livros novos dos

melhores escritores brasileiros raramente alcançam uma tiragem superior a dez mil exemplares.”

Texto 1

“Ele era um velho que pescava sozinho em seu barco, na Gulf Stream. Havia oitenta e quatro dias que não apanhava nenhum peixe. Nos primeiros quarenta, levara me sua companhia um garo para auxiliá-lo. Depois disso, os pais do garoto, convencidos que que o velho se tornara um salao, isto é, um azarento da pior espécie, puseram o filho para trabalhar noutro barco, que trouxera três bons peixes em apenas uma semana. O garoto ficava triste ao v er o velhor regressar todos os dias com a embarcação vazia e ia sempre ajudá-lo a carregar os rolos de linha, ou o gancho e o arpão, ou a vela que estava enrolado à volta do mastro. […] O velho pescador era magro e seco, tinha a parte posterior do pescoço vincadas de profundas rugas. As manchas escuras que os raios do sol produzem sempre, nos mares tropicais, enchiam-lhe o rosto, estendendo- se ao longo dos braços, e suas mãos estavam cobertas de cicatrizes fundas, causadas pela fricçãr das linhas ásperas enganchadas em pesados e neormes peixes. Mas nenhuma destas cicatrizes era recente. Tudo o que nele existia era velho, com exceção dos olhos que eram da cor do mar, alegres e indomáveis.”

Gulf Steam: corrente do golfo

Hemingway, Ernest. O velho e o mar. 46. ed. Tradução de Fernando de Castro Ferro. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 200.

Pescador reclama que peixes estão desaparecendo

“ 'Curimbatá, tainha, robalo, tambaqui e tilápia.' O pescador Joílson Silveir, 32, vai dizendo os peixes que retira da Lagoa Feia. 'Tem muito pescado, mais antes tinha mais. Vai chegar o dia em que não vai ter nenhum ', afirmou o pescador, enquanto navegava em sua canoa de fundo chato – típica da região. Silveira nasceu e foi criado às margens da lagoa. Da família, herdou a profissão. Mas até fervereiro, diz que só vai reparar o barco e conversar com os amigos. 'Estamos na época do defeso (temporada da desova) e é preciso parar a pesca' afirmou o pescador, que, enquanto não exerce a atividade, recebe um auxíio mensal de R$ 180. Essa é aa quanti que a Prefeitura dos Goyotacazes destina para 391 pescadores de lagoas e 350 de mar, nas épocas em que a pesca é poibida.”

Cotidiano. Folha de S. Paulo, 1° de jan. 2002.

05) Os dois textos lidos falam sobre pescadores.

a) Como é caracterizado (direta e indiretamente) o pescador apresentado no texto 1?

b) e o pescador apresentado no texto 2?

06) Agora, retorne aos textos e, com base na leitura atenta:

a) Identifique as informações referentes à pesca apresentadas no texto 1.

b) Faça o mesmo com relação ao texto 2.

07) Considerando as constatações feitas sobre os textos 1 e 2 nos execícios acima, associe as caracterísicas seguintes a cada um deles:

Preocupação em informar

Perspectiva objetiva

Perspectiva subjetiva

função estética

Função utilitária

Linguagem mais denotativa

Linguagem mais conotativa

09)

"O incidente que se vai narrar, e de que Antares foi teatro na sexta-feira 13 de dezembro do ano de 1963, tornou

(UFV) Considere o texto:

essa localidade conhecida e de certo modo famosa da noite para o dia. (

fatos nem ditos. Melhor será contar primeiro, de maneira tão sucinta e imparcial quanto possível, a história de Antares e de seus habitantes, para que se possa ter uma ideia mais clara do palco, do cenário e principalmente dos personagens principais, bem como da comparsaria, desse drama talvez inédito nos anais da espécie humana.”

)

Bem, mas não convém antecipar

(Fragmento do livro

Incidente em Antares, de Érico Veríssimo)

Assinale a alternativa que evidencia o papel do narrador no fragmento acima:

(A)

O narrador tem senso prático, utilitário e quer transmitir uma experiência pessoal.

(B)

É um narrador introspectivo, que relata experiências que aconteceram no passado, em 1963.

(C)

Em atitude semelhante à de um jornalista ou de um espectador, escreve para narrar o que aconteceu com x

ou y em tal lugar ou tal hora.

(D)

Fala de maneira exemplar ao leitor porque considera sua visão a mais correta.

(E)

É um narrador neutro, que não deixa o leitor perceber sua presença.

10) (UNIFESP-2007) Entrevista de Adélia Prado, em O coração disparado

Um homem do mundo me perguntou:

O que você pensa de sexo?

Uma das maravilhas da criação, eu respondi. Ele ficou atrapalhado, porque confunde as coisas

E esperava que eu dissesse maldição,

Só porque antes lhe confiara: o destino do homem é a

santidade.

Em discurso indireto, os dois primeiros versos assumem a seguinte forma:

(A)

Um homem do mundo me perguntou o que eu pensaria de sexo?

(B)

Um homem do mundo me perguntou o que você pensava de sexo.

(C)

Um homem do mundo me perguntou o que eu penso de sexo?

(D)

Um homem do mundo me perguntou o que você pensa de sexo.

(E)

Um homem do mundo me perguntou o que eu pensava de sexo.

11)

Faça o que se pede:

a) Transforme “a fala” abaixo em um discurso indireto. Para tal, imagine que há, na cena,

um narrador que utiliza verbos introdutórios (responder, dizer, perguntar

estruturais serão necessárias.

); modificações

O

aparelho de som foi a única coisa que eu salvei, respondeu o pobre homem.

b)

Passe para o discurso indireto:

"O tamanho deles dá uma ideia do que esses homens fizeram na busca do ouro", disse o arqueólogo à SUPER INTERESSANTE.

12)

me pareceu que descortinava o panorama. Mas quando me aproximei, percebi que era cego.”

panorama. Mas quando me aproximei, percebi que era cego.” “Na serra de Ibiapaba, numa de suas

“Na serra de Ibiapaba, numa de suas encostas mais altas, encontrei um jegue. Estava voltado para o lado e

(Oswaldo França Júnior, em As Laranjas Iguais).

O fragmento é representante do gênero:

(A)

lírico

(B)

épico

(C)

narrativo

(D)

dramático

(E)

nenhuma das opções acima.

13)

Leia o texto abaixo para responder às questões a e b.

A um passarinho

Para que vieste Na minha janela Meter o nariz? Se foi por um verso Não sou mais poeta Ando tão feliz!

(Vinícius de Moraes)

a) Segundo o texto, qual é o fator fundamental para a condição poética?

b) A que gênero literário pertence o texto?

14) Leia os trechos a seguir de Carlos Drummond de Andrade:

Os dias lindos

Acontece em abril, nessa curva do mês que descamba para a segunda metade. Os boletins meteorológicos não se lembraram de anunciá-lo em linguagem especial. Nenhuma autoridade, munida de

organismo publicitário, tirou partido do acontecimento. Discretos, silenciosos, chegaram os dias lindos.

E aboliram, sem providências drásticas, o estatuto do calor. A temperatura ficou amena, conduzindo à

revisão do vestuário. Protege-se um tudo-nada o corpo, que vivia por aí exposto e suado, bufando contra os excessos da natureza. Sob esse mínimo de agasalho, a pele contente recebe a visita dos dias lindos.

A cor. Redescobrimos o azul correto, o azul azul, que há meses se despedaçara em manchas cinzentas

no branco sujo do espaço. O azul reconstituiu-se na luz filtrada, decantada, que lava também os matizes empobrecidos das coisas naturais e das fabricadas. A cor é mais cor, na pureza deste ar que ousa desafiar os vapores, emanações e fuligens da era tecnológica. E o raio de sol benevolente, pousando no objeto, tem

alguma coisa de carícia.

O ar. Ficou mais leve, ou nós é que nos tornamos menos pesadões, movendo-nos com desembaraço,

quando, antes, andar era uma tarefa dividida entre o sacrifício e o tédio? Tornou-se quase voluptuoso andar pelo gosto de andar, captando os sinais inconfundíveis da presença dos dias lindos. Foi certamente num dia como estes que Cecília Meireles escreveu: "A doçura maior da vida flui na luz do sol, quando se está em silêncio. Até os urubus são belos, no largo círculo dos dias sossegados". Porque a primeira conseqüência da combinação de azul e leveza de ar é o sossego que baixa sobre nosso estoque de problemas. Eles não deixam de existir. Mas fica mais fácil carregá-los. Então, é preciso fazer justiça aos dias lindos, oferecer-lhes nossa gratidão. Será egoísmo curti-los na moita, deixando de comentar com os amigos e até com desconhecidos que por acaso ainda não perceberam o raro presente de abril: "Repare como o dia está lindo". Não precisa botar ênfase na exclamação. Pode até fazê- la baixinho, como quem transmite boato e não deseja comprometer-se com a segurança nacional. Mesmo assim, a afirmação pega. Não só o dia fica mais lindo, como também o ouvinte, quem sabe se distraído ou de lenta percepção sensorial, ganha a chance de descobri-lo igualmente. Descobre e passa adiante a informação.

Carlos Drummond de Andrade, texto publicado no Jornal do Brasil, 1970.

Sobre o texto de Carlos Drummond de Andrade, podemos afirmar que se trata de um texto do gênero:

(A)

Crônica

(B)

Poema.

(C)

Carta.

(D)

Reportagem.

(E)

Editorial.

15) Texto para as questões I, II, III, IV.

“É consenso entre os economistas que o setor automobilístico é o que impulsiona a economia de qualquer país. QUATRO RODAS foi conferir e viu que os números são espantosos. A começar pelo mercado de trabalho. Estima-se que um emprego em uma fábrica de carros gera, indiretamente, 46 outros empregos. Por esse cálculo, 5 milhões de brasileiros dependem, em maior ou menor grau, dessa indústria. Até na construção civil a presença das rodas é enorme: 1 em cada 4 metros quadrados de espaço nas grandes cidades se destina a ruas ou estacionamentos. Na ponta do lápis, o filão da economia relacionado a automóveis movimentou, no ano passado, pelo menos 216 bilhões de dólares. Como o PIB brasileiro, nesse período, foi de 803 bilhões de dólares (e ainda não havia ocorrido a maxidesvalorização), cerca de 1 em cada 4 reais que circularam no país andou sobre rodas em 1998. (Quatro Rodas, março/99)

I. Segundo o texto, a economia de um país:

(A)

é ajudada pelo setor automobilístico.

(B)

independe do setor automobilístico.

(C)

às vezes depende do setor automobilístico.

(D)

não pode prescindir do setor automobilístico.

(E)

fortalece o setor automobilístico.

II. A importância do setor automobilístico é destacada:

(A)

por boa parte dos economistas.

(B)

pela maioria dos economistas.

(C)

por todos os economistas.

(D)

por alguns economistas.

(E)

pelos economistas que atuam nessa área.

III.

Pelo texto, verifica-se que:

(A)

alguns países têm sua economia impulsionada pelo setor automobilístico.

(B)

o PIB brasileiro seria melhor sem o setor automobilístico.

(C)

para os economistas, o setor automobilístico tem importância relativa na economia brasileira.

(D)

cinco milhões de brasileiros têm seu sustento no setor automobilístico.

(E)

em 1998, três quartos da economia brasileira não tinham relação com o setor automobilístico.

IV.

Segundo o texto, o setor automobilístico:

(A)

está presente em segmentos diversos da sociedade.

(B)

limita-se às fábricas de veículos.

(C)

no ano de 1988 gerou salários de aproximadamente 216 bilhões de dólares.

(D)

ficou imune à maxidesvalorização.

(E)

gera, pelo menos, 47 empregos por fábrica de automóveis

16) Relacione as funções da literatura com seus objetivos.

(A)

lúdica

 

(

) comunicação

(B)

paradigmática

(

) desabafo

(C)

sintonizadora

 

(

) evasão

(D)

cognitiva

(

) deleite

(E)

catártica

(

) convencer, esninar

(F)

 

liberadora do eu

(

) imaginação