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ARTIGO DE REVISÃO

ASPECTOS FISIOLÓGICOS E METODOLÓGICOS DA PREPARAÇÃO FÍSICA EM MODALIDADES ESPORTIVAS DE COMBATE

METHODOLOGICAL ASPECTS OF PHYSILOGICAL AND PHYSICAL PREPARATION IN TERMS OF FIGHTING SPORTS

Leandro Mendes Soncin, Roberto Américo do Nascimento Junior

Faculdade de Educação Física de Sorocaba (ACM), Sorocaba, Brasil.

Endereço para correspondência:

Leandro Mendes Soncin E-mail: leandro.soncin@bol.com.br

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RESUMO

Esta pesquisa bibliográfica enfocou os seguintes aspectos: Exercício intermitente e suas vias fisiológicas e metabólicas; as principais características dos esportes de combate e sua relação com o exercício intermitente; a preparação física de lutadores, otimizando as vias anaeróbia e aeróbia, visto que ambas estão presentes na maioria dos esportes de combate. Assim, o presente estudo teve como objetivo revisar a literatura científica sobre os aspectos fisiológicos e metodológicos da preparação física em modalidades esportivas de combate, baseado em estudos realizados com os principais esportes de combate praticados atualmente e em crescente desenvolvimento, como o Kickboxing, Boxe, Judô, Muay Thay, Taekwondo, Wushu e MMA. Conclui-se, nesta investigação, que esta revisão de literatura científica foi pertinente para o conhecimento das variáveis fisiológicas e metodológicas dos esportes de combate, visando um melhor programa de treinamento para atletas destas modalidades esportivas.

Palavras-Chave: Intermitente, fisiologia, metodologia, esportes de combate

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ABSTRACT

This bibliografic research focused the following aspects: Intermittent exercise and their physiological and metabolic means; the main characteristics of combat sports, and their relation to the intermittent exercise; the physical preparation of fighters optimizing the anaerobic and aerobic means, since both are present in the most of combat sports. Therefore, the current study had as a goal to review the scientific literature about the physiological and methodological aspects of physical preparation in combat sports, based on accoplished studies with the most important sports praticed nowadays and in constantly growing; such as Kickboxing, Boxing, Judo, Muay Thay, Taekwondo, Wushu e MMA. This investigation concluded that the review of the scientific literature was pertinent to the knowledge of the physiogical and methodogical variables of combat sports, searching for a better training program to athletes of these sports modalities.

Keywords: Intermittent, physiology, methodology, combat sports

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1. INTRODUÇÃO

A maioria dos esportes de combate foram criadas a partir das artes marciais. Estas são de origem milenar, e muitas de origem oriental. A China, para Breda; Galatti; Scaglia e Paes (2010), é o possível berço das artes marciais, mas a precisão de suas origens não podem ser definidas, uma vez que não se trata de uma ação isolada de um homem ou grupo que a propôs, mas sim de uma construção sociocultural que a foi modificando e dando novos significados ao longo dos anos.

Com o tempo e a criação dos jogos olímpicos tornaram algumas modalidades de luta, esportes oficiais dos jogos olímpicos, como o Taekwondo, Boxe, Judô, Wrestling e Esgrima (COMITÊ OLÍMPICO INTERNACIONAL, 2011). Também muitos esportes de combate se tornaram esportes profissionais, como o MMA (mistura das artes marciais).

Tanto os esportes olímpicos e profissionais assim como nos relatam Bounty; Campbell; Galvan; Cooke e Antonio (2011) tem apresentado um grande crescimento nos últimos anos. Principalmente o MMA que para a maioria das pessoas, é um esporte extremamente agressivo, este foi principalmente promovido, através da criação do Ultimate Fighting Championship (UFC), em Denver, Colorado nos Estados Unidos em 12 de novembro de 1993.

Dentro desta perspectiva, muitos estudos estão sendo realizados a fim de melhorar os resultados e o desempenho dos atletas. Logo, tem-se investigado as vias metabólicas que esses esportes envolvem, e para Buse e Santana (2008), a bioenergética deve ser considerada dentro de um plano de treinamento. Quando há uma análise metabólica específica de uma modalidade, esta faz a diferença no planejamento da preparação física, técnica e tática.

Portanto, o presente trabalho teve como objetivo revisar a literatura científica sobre os aspectos fisiológicos e metodológicos da preparação física em modalidades esportivas de combate.

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2. METODOLOGIA

O presente trabalho foi realizado a partir de uma revisão bibliográfica. Para a elaboração do presente texto, foram selecionados artigos nacionais e internacionais retirados das bases de dados: Medline, SciELO e PUBMED ; os artigos e livros apresentados foram publicados entre os anos de 1993 e 2011. Os termos-chave utilizados no idioma português foram: Intermitente, fisiologia, metodologia, esportes de combate. Os mesmos termos foram traduzidos para o inglês.

3. REVISÃO DE LITERATURA

3.1. Exercício Intermitente

O exercício intermitente é caracterizado por ser uma atividade de alta intensidade e curta duração, com intervalos de recuperação com tempos variáveis, podendo ser esta passiva ou ativa, de acordo com a modalidade esportiva. Através de estudos, tem-se conseguido promover o aumento da sobrecarga dos atletas, por permitir uma certa recuperação durante os períodos de pausa, e assim, a realização de um volume maior de exercícios, fazendo com que as reservas musculares de energia não se esgotam completamente, visto que os períodos de esforços são curtos apesar de intensos (ELENO, 2003).Os sistemas energéticos relacionados ao exercício intermitente e de alta intensidade são os fosfagênios e glicolítico (MARCHETTI; MELLO, 2007).

3.1.1. Sistema de Fosfagênios e Glicolíticos

Nos momentos iniciais de qualquer exercício, principalmente nos mais intensos, a energia fornecida é proveniente das reservas musculares anaeróbias (ELENO, 2003). Assim a fonte inicial de energia é o sistema de fosfagênios. Este, refere-se a concentração intramuscular de adenosina trifosfato (ATP) e de fosfocreatina (PCr, também conhecida como creatinafosfato). A principal propriedade dos fosfagênios é que o estoque de energia que eles representam torna-se disponível para o músculo quase que de modo imediato. O estoque de ATP intramuscular cai de maneira significativa durante os 10-60s de esforço máximo, sendo que a potência mais elevada do exercício

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máximo é culminada dentro de 2-3s, e após 10s, há, tipicamente, uma perda de 20-25% da produção de potência. A PCr pode ser utilizada na ressíntese de ATP numa taxa elevada e essa alta taxa de transferência de energia resulta na capacidade de gerar uma produtividade de alta potência no momento da realização do estímulo muscular. Contudo, sua desvantagem é que sua quantidade total de energia disponível é pequena e, portanto, limitada (MAUGHAN; GLEESON, 2007). Devido a este fato tenta-se perguntar por que o organismo não estoca uma quantidade maior de PCr em seus músculos. A razão mais provável é a desvantagem do peso que causariam a si próprios, já que a molécula de PCr é pequena e com sua crescente concentração no músculo, ocasionaria um efeito osmótico, retendo água neste tecido, aumentando sua massa muscular, e com isso, o contrabalanço da quantidade de energia retida estaria a disposição para movimentar um corpo mais pesado (MAUGHAN; GLEESON, 2007).

A degradação de PCr inicia-se imediatamente ao início da contração para

impedir o acúmulo rápido de adenosina difosfato (ADP) que resulta da hidrólise de

ATP. Segundo Matsushigue; Schneck; Hoianaki e Franchini (2007), apesar de sua alta potência, o sistema alático apresenta baixa capacidade metabólica, o que não possibilita

a manutenção da taxa de produção de potência por mais que poucos segundos. Portanto,

a taxa de ressíntese de ATP a partir da hidrólise de PCr diminui em poucos segundos (MAUGHAN; GLEESON, 2007). Um estudo realizado através de contração isométrica máxima fatigante durante

30s (evocada eletricamente), mostra que a hidrólise de PCr após 10s reduz em 50% e nos últimos 10s de contração é relativamente pequena, contribuindo apenas com 2% da produção inicial (MAUGHAN; GLEESON, 2007).

A glicogenólise, que consiste em degradar o glicogênio em glicose 1-fosfato

pela ação da fosforilase, e a glicólise, que constitui na seqüência de reações que converte glicose em piruvato (MAUGHAN; GLEESON, 2007), sofrem um aumento significativo na ressíntese de ATP após alguns segundos de atividade. A ativação muscular pelo cálcio (Ca 2+ ) e o acúmulo de produtos da hidrólise do ATP e da PCr (ADP, adenosina monofosfato (AMP), inosina monofosfato (IMP), amônia (NH 3 ) e fosfato inorgânico (Pi)), são estimuladores da glicólise e glicogenólise, sustentando por um curto período de tempo a produção anaeróbia de ATP. Por esta passar por mais

etapas que a hidrólise de PCr, seu fornecimento de ATP torna-se relativamente inferior (MARCHETTI; MELLO, 2007).

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3.1.2. Sistema Aeróbio e Exercício Intermitente

Apesar dos sistemas de fosfagênios e glicolítico (anaeróbio) serem predominantes no exercício intermitente, há uma contribuição da oxidação de glicídeos (sistema aeróbio) para ressíntetizar ATP, principalmente quando o tempo e a duração da atividade se tornam maior. Segundo estudo realizado por Franchini; Takito; Nakamura; Regazzini; Matsushigue; Kiss (1999), 19 atletas de judô foram submetidos a testes de esteira rolante de um teste anaeróbio intermitente para membros superiores (4 séries de Wingate com 3min de intervalo entre as séries), onde durante o intervalo sua recuperação era passiva. Os indivíduos com maior atividade aeróbia mostraram ser capazes de realizar mais trabalho anaeróbio intermitente quando comparados com indivíduos com menor atividade aeróbia, no entanto, com mesma capacidade e potência anaeróbia em uma única série de exercícios. Sua explicação se dá pelo fato de que a maior utilização do metabolismo aeróbio nas séries subseqüentes, configura-se como alternativa a diminuição da participação glicolítica. As contribuições aproximadas do metabolismo aeróbio e anaeróbio em eventos de corrida são exibidas na Tabela 1. Observe que a velocidade média da corrida, durante esses eventos, é bem maior do que a velocidade que produz 100% da captação máxima de oxigênio (VO 2max ) (MAUGHAN; GLEESON, 2007).

Tabela 1. Contribuição aproximada das fontes energéticas aeróbias e anaeróbias para a produção total de energia em eventos de corrida de durações diferentes envolvendo trabalho máximo (Adaptado de Maughan; Gleeson, 2007).

energia em eventos de corrida de durações diferentes envolvendo trabalho máximo (Adaptado de Maughan; Gleeson, 2007).

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No entanto, segundo estudo realizado por Tanisho e Hirakawa (2009), verificou-se os efeitos do treinamento sobre a capacidade de resistência em exercício intermitente máximo de duas formas: treinamento contínuo (CT) e intermitente (IT), na capacidade de resistência em exercício intermitente máximo. Neste estudo, o fornecimento de energia aeróbica parece aumentar com o CT, e o cansaço produzido pela via anaeróbia foi reduzida. Isto foi confirmado por uma diminuição significativa da concentração de lactato sanguíneo no CT. No entanto, houve poucas mudanças na capacidade de resistência. O estado de fadiga melhorou somente em TI, apesar de um aumento semelhante no VO 2max em ambos os grupos de treinamento. Considerou-se que o fornecimento de energia durante o exercício aeróbio aumentou e que a CT foi eficaz na redução da fadiga. No entanto, parecia haver pouco efeito sobre a ressíntese rápida do abastecimento de energia anaeróbia em exercício intermitente máximo. Em contrapartida, aumentou a potência ou capacidade de resistência, embora a produção de lactato não se alterou em comparação com o teste pré-treinamento. Assim, a capacidade de resistência atribuída a uma rápida recuperação em exercício intermitente máximo foi efetivamente melhorado por ela. Contudo, a capacidade de resistência em exercício intermitente máximo não foi melhorado pela CT de baixa intensidade, apesar de um aumento significativo na capacidade aeróbia (VO 2max ). Estes resultados indicam que a capacidade máxima de resistência para exercícios intermitentes e contínuos não são idênticos.

3.1.3. Efeitos Crônicos do Exercício Intermitente

Segundo revisão realizada por Fonseca; Barroso; Pivetti; Seabra; Drezner e Franchini (2010), verificou- se os efeitos crônicos dos exercícios intermitentes de alta intensidade, ocorrendo adaptações funcionais, metabólicas e morfológicas, sendo que esta última, apesar da relevância das pesquisas existentes, necessita de mais investigação. Segundo o autor, as variáveis mais utilizadas nos estudos com treinamento intermitente de alta intensidade no ciclo ergômetro são a potência pico (PP), potência média (PM), trabalho total (TT) e tempo de exaustão (TE). Em estudos realizados com ciclistas, durante treinamento de esforços máximos de 30s por quatro minutos de recuperação ativa com duração de quatro semanas, houve

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aumento médio de PP, PM e TT. Outros estudos apontados demonstraram que, apesar das variações nos tempos de intervalos, aumento de tiros e semanas de testes, os parâmetros PP, PM e TT sofreram alteração, aumentando o desempenho dos atletas (FONSECA; BARROSO; PIVETTI; SEABRA; DREZNER; FRANCHINI, 2010). Nas alterações fisiológicas e metabólicas, segundo Fonseca; Barroso; Pivetti; Seabra; Drezner; Franchini (2010), o VO 2max possui uma contribuição importante nas atividades intermitentes, visto que indivíduos com maiores valores de VO 2max demonstram, de uma forma geral, melhor desempenho em exercícios intervalados. O consumo de oxigênio está estritamente relacionado com a ressíntese de ATP-CP, visto que durante a recuperação o débito de oxigênio é maior, auxiliando na restauração das reservas energéticas, sugerindo que não somente o desempenho em tiros curtos é beneficiado, mas também a eficácia na recuperação de cada estímulo. Segundo o mesmo autor, observou-se aumento da atividade enzimática das enzimas glicolíticas como:

fosfofrutocinase (PFK), lactato desidrogenase (LDH), hexoquinase. Das enzimas oxidativas, os aumentos foram observados referentes às enzimas: citrato cinase (CS), succinato desidrogenase (SDH) e da malato desidrogenase (MDH). Quanto a PCr, não há aumento de sua concentração em repouso e na sua depleção em teste de Wingate. A melhora do desempenho segundo estudo de Linossier; Denis; Dormois; Geyssant e Lacour (1993) realizado durante o teste de Wigate após treinamento com tiros de 5s, revela um aumento do lactado muscular, sugerindo que com o treinamento intermitente há um aumento de energia via glicólise anaeróbia, e que a capacidade de gerar esforço de alta intensidade por meio da PCr quando sua concentração intramuscular é baixa, torna-se, principalmente quando se deseja atingir altas velocidades, uma via limitante. Outro fator metabólico é o pH (potencial de hidrogênio), que aumenta durante a atividade de alta intensidade. Muitos acreditavam que este aumento se dava pelo acúmulo de lactato intracelular, no entanto, a acidose muscular acontece pelo aumento de íons de H + (ionete hidrogênio ou próton) a partir da hidrólise de ATP durante o aumento da intensidade da atividade. Com isso, o pH intracelular diminui, ocasionando a acidose (ROBERGS; GHIASVAND; PARKER, 2004). Assim, o acido lático promovido durante o treinamento é componente de um possível aumento da capacidade de tamponamento, gerando diminuição na concentração de íon H + , e portanto, elevando o pH intracelular com maior velocidade (FONSECA; BARROSO; PIVETTI; SEABRA; DREZNER; FRANCHINI, 2010).

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Em relação ao desempenho, a acidose muscular pode prejudicar tiros de maneira repetida via inibição da glicogenólise/glicólise, ressintese de PCr e/ou interferência com o processo de contração muscular. Assim com a ação tamponante, que exprime a diminuição do pH intra e extracelular via efluxo de H + , minimizam um decréscimo no desempenho de exercícios intensos e baixa duração (FONSECA; BARROSO; PIVETTI; SEABRA; DREZNER; FRANCHINI, 2010).

3.2. Exercícios Intermitentes nos Esportes de Combate

Neste capítulo serão abordados os mecanismos fisiológicos e metodológicos que envolvem a preparação física dos atletas de esportes de combate. Para tanto, são apresentadas as principais características dos esportes de combate, que apesar da especificidade técnica e tática de cada modalidade ser um fator divergente, convergem para o exercício intermitente. O trabalho de força, velocidade e flexibilidade também são discutidos e estes, assim como as vias energéticas aqui referenciadas, são fatores que quando conhecidos, permitem programar com maior eficiência o trabalho de preparação física dos atletas.

3.2.1. Principais Características dos Esportes de Combate

Podemos classificar os esportes de combate segundo Gomes (2008), em três categorias: “Esportes de Lutas com agarre, onde estão inclusas as modalidades que se caracterizam pelas derrubadas, projeções e o controle no solo, sendo que todas em decorrência da imposição inicial do agarre (Judô, Jiu Jitsu Brasileiro, Sambo etc.). A segunda categoria refere-se aos “Esportes de lutas com golpes”, onde a incidência de golpes contundentes são características (socos, chutes, cotoveladas, joelhadas) com objetivo de acertar o adversário em várias regiões do corpo, como cabeça, tronco, e membros inferiores (Boxe, Karate, Taekwondo, Sanda, Muay Thay etc.). E a terceira categoria trata-se dos “Esportes de Implemento”, na qual o objetivo é tocar as várias partes do corpo com o auxílio, por exemplo, de uma espada (Kendo, Esgrima etc.).

Segundo Bounty; Campbell; Galvan; Cooke e Antonio (2011), o MMA combina técnicas de boxe, kickboxing, Muay Thay, e várias outras disciplinas de lutas

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como Greco-romana, Freestyle, Wrestlin e Jiu Jitsu Brasileiro. Apesar desta junção de técnicas de combates em uma, podemos classificá-la dentro dos “Esportes de lutas com golpes”, pois, apesar das projeções e finalizações no solo, a contundência de socos, joelhadas, cotoveladas são bem expressivas mesmo com o adversário caído sobre o solo.

Cada modalidade possuí, dentro de uma competição, um tempo pré- determinado de duração dos combates. Este tempo é defino por cada federação e confederação do respectivo esporte. No entanto, os rounds (rodadas) duram de 2 a 5 minutos, com intervalos variados entre 1 e 2 minutos de recuperação. Algumas modalidades têm apenas um round de 3 a 5 minutos, como no judô (CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE JUDÔ, 2011). E no boxe amador, por exemplo, os rounds podem chegar ao décimo (ASSOCIAÇÃO INTERNACIONAL DE BOXE, 2011) e no Kickboxing a 12 rounds ( GEORGE; BUSE e SANTANA, 2008).

3.2.2. Aspectos Fisiológicos dos Esportes de Combate

Para Santos; Gonzáles; Iscar; Brime; Fernandez; Egocheada; Rodrigues e Montoliu (2010), dentro dos esportes de combate, existe a predominância do sistema anaeróbio. Contudo, segundo Buse e Santana, (2008), a presença do sistema aeróbio nesses esportes também é evidenciada, sendo que dentro de uma única luta de Kickboxing, por exemplo, onde a duração de um combate pode chegar a 12 rounds, com duração de 2 a 4 minutos por 1 a 2 minutos de intervalo, pode-se obter 50% de ATP via metabolismo aeróbio. Portanto, tanto os sistemas anaeróbio como o aeróbio devem ser otimizados dentro de um plano de treinamento. O conhecimento do perfil fisiológico e a adequação dos atletas de elite em um determinado esporte é importante para determinar as capacidades associadas com o sucesso competitivo. Um estudo mostra que os atletas olímpicos de Wushu têm baixo teor de gordura corporal, alta flexibilidade, alta potência de membros inferiores e superiores e energia anaeróbia moderada. O Wushu Olímpico, que pode ser caracterizado por apresentar movimentos de luta demonstrando técnicas de ataque e defesa, e o próprio combate em si, parece exigir as mesmas capacidades como outros desportos de combate (ARTIOLI; GUALANO; FRANCHINI; BATISTA; POLACOW;

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JUNIOR, 2009). Em comparação o Wrestlin mostrou-se semelhante em alguns aspectos apresentando ter boa capacidade anaeróbia e aeróbia, força dos membros inferiores e superiores, potência, agilidade e flexibilidade. Fatores estes necessários para alcançar bons resultados em competições de luta livre (MIRZAEI; CURBY; NIA; MOGHADASI, 2009). Como conhecer os aspectos fisiológicos de uma modalidades são importantes para melhor conhecer suas demandas e assim, projetar um treinamento com maiores índices de sucesso, Chiodo; Tessitore; Cortis; Lupo; Ammendolia; Iona e Capranica (2011), investigaram os aspectos fisiológicos e de desempenho de 15 (quatro mulheres e 11 homens) atletas de elite do Taekwondo durante o Campeonato Nacional. Os resultados indicam que a atividade intermitente de competição de Taekwondo provoca uma ativação neuromuscular alta dos membros inferiores, no entanto a diminuição da força de preensão pode ser por causa dos abalos repetidos nos membros superiores usados para proteger dos chutes e socos do adversário voltados para a área de pontuação do tronco. Dentro dos esportes de combate o objetivo do treinamento de condicionamento é criar um ambiente com o pior cenário possível, imitando efetivamente uma situação real de competição. Para tanto, um estudo realizado com 6 atletas que se preparavam para uma competição de MMA realizado em Butte (Montana) todos com experiência em outros esportes, como o Boxe, Judô, Karate, e apenas um com participação anterior em evento de MMA, teve por objetivo: determinar as demandas metabólicas do esporte; a eficácia de programas de treinamento intervalados escolhidos para ajudar a preparar os competidores para este evento. Assim as taxas de medição de esforço foram mensuradas pela quantidade de lactato produzida durante a preparação pré-competição e logo após o confronto no evento. Como resultado 3 atletas obtiveram níveis de lactato durante o treinamento, que ultrapassaram os níveis de lactato imediatamente após o ataque. Estes dados indicam portanto, que ao utilizar o lactato como referência, o treinamento de condicionamento foi efetivo para estes três atletas. Assim, este estudo nos fornece informações iniciais de demanda metabólica, mostrando que aumentando os níveis de lactato durante a preparação dos atletas pode ser eficaz na melhora do desempenho (AMTMANN; AMTMANN; SPATH, 2008). As demandas fisiológicas do Boxe, embora se possa presumir que as exigências físicas de tal atividade seriam altas, tem havido pouca documentação científica em relação à taxa metabólica ou estresse cardiovascular durante um evento de Boxe. No

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entanto, se assemelham aos demais esportes como o Judô e o MMA (SIEGLER; HIRSCHER, 2010).Por exemplo, depois de dois rounds de 4 minutos (sparring do MMA) separados por uma recuperação de 1 minuto, Amtmann; Amtmann; Spath (2008), relataram valores de lactato com média de 15,2 mmol/L e as taxas de percepção de esforços no intervalo de 13-19, demonstrando um limiar anaeróbio individual alto, assemelhando-se às características do boxe. Um estudo realizado com 10 atletas experientes de Muay Thay, durante um combate que consiste em 3 rounds (3 minutos por rodada), com período de descanso de 1 minuto entre os rounds. Os investigadores descobriram que a média da freqüência

cardíaca e consumo de oxigênio para todos os atletas foi acima do limiar de lactato medido para todos os 3 rounds. Além disso, embora a freqüência cardíaca e o consumo

de oxigênio diminuíram ligeiramente no final de 1 minuto entre os rounds, ele ainda

estava acima do seu limiar de lactato e, portanto, não permitem a recuperação completa.

Excesso de produção de CO 2 (ou seja, o CO 2 produzido acima do metabolismo aeróbico normal) tem se mostrado bastante correlacionada com aumentos nas concentrações de

lactato e, para avaliar o índice indireto da glicólise. Os autores demonstraram que após

um aumento inicial de CO 2 atingiram o pico no primeiro turno e durante o período de

repouso subseqüente, houve um aumento constante da dependência do sistema aeróbio. Em outras palavras, a glicólise predominou no início do combate e então declinou com

a contribuição do sistema aeróbio aumentando nas rodadas subseqüentes (CRISTAFULLI; VITELLI; MILIA; TOCCO; MELIS; CONCU, 2009).

Portanto, vemos semelhanças fisiológicas e metabólicas na maioria dos esportes de combate, com participação tanto do sistema anaeróbio e aeróbio, tendo que

ser enfatizado dentro da preparação física exercícios que visem a melhora de ambos os sistemas.

3.2.3. Preparação Física nos Esportes de Combate

Um programa de condicionamento para atletas de MMA assim como para outras modalidades pode ser um desafio, pelas seguintes razões: 1. A maior parte do tempo de formação deve ser dedicada ao desenvolvimento de habilidades em todos os aspectos do combate, como Luta Livre, Jiu-Jítsu, Boxe, Kickboxing e Muay Thay, Boxe. 2. A possibilidade de over training (excesso de treinamento) devido aos rigores

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do esporte. 3. Dar tempo para recuperação. 4. Sintetizando todas essas variáveis em um programa eficaz de periodização. Dentro do MMA alguns atletas preferem agarrar, enquanto outros preferem ficar em pé (ou seja, socos, chutes, joelhos, etc.) Igualmente importantes as diferenças estratégicas quando enfrenta adversários específicos podem também alterar a natureza dos preparativos para cada luta. Por exemplo, um lutador pode querer concentrar em seu jogo em pé (ou seja, Boxe, Kickboxing e Muay Thay). Além disso, alguns lutadores são categorizados como velocistas, o que significa que competir em um ritmo muito rápido no início do combate (mas têm dificuldade em manter o ritmo). Outros lutadores são mais defensivos, orientados e tendem a diminuir o ritmo da luta. Todos esses fatores devem ser levados em consideração ao desenvolver um programa de treinamento personalizado para um atleta de MMA, levando em consideração a variabilidade individual entre atletas e filosofias de treinamento. Portanto, assim como no MMA em qualquer outro desporto, tem de haver a especificidade do treinamento (BOUTY; CAMPBELL; GALVAN; COOKE; ANTONIO, 2011). De modo geral, o treinamento intervalado de alta intensidade (TAI) é caracterizado pela alternância de alta intensidade (ou seja, perto de esforço máximo ou de pico) através de exercícios intermitentes com períodos de recuperação relativamente mais ativos e que são menos intensos. Quando TAI é realizado, a duração do intervalo de exercício é dependente da intensidade. Especificamente, o intervalo pode durar de alguns segundos até vários minutos, alternando com períodos de descanso, real ou algum tipo de exercício de baixa intensidade. Os benefícios da execução do TAI é que ela pode aumentar o VO 2 de pico e aumentar a capacidade oxidativa do músculo esquelético (avaliada por enzimas mitocondriais) mais rápido do que uma formação mais tradicional de alto volume de resistência, como atividade contínua (BOUTY; CAMPBELL; GALVAN; COOKE; ANTONIO, 2011). Segundo Bouty; Campbell; Galvan; Cooke e Antonio (2011) para aumentar o condicionamento, podemos utilizar vários tipos de treinamento intervalado. Principalmente os que utilizam os dois sistemas de energia: anaeróbio e aeróbio. Eles devem ser incluídos na preparação física. Além disso, uma força bem desenvolvida e rotina de treinamento podem ajudar a atenuar os desequilíbrios do potencial muscular, minimizar certas lesões músculo-esqueléticas, e melhorar o desempenho de diversas variáveis.

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Como os sistemas aeróbio e anaeróbio podem ser melhoradas através de trabalho intervalado, tais exercícios intermitentes devem ser fundamentais para o esquema de treinamento do atleta. O treino intervalado envolve esforços de intensidade máxima e de curta duração, geralmente com recuperação incompleta entre as séries. Muitas técnicas de Kickboxing, por exemplo, requerem movimentos dos membros de forma unilateral e de geração de forças rotacionais. O treinamento funcional deve imitar esses movimentos, podendo utilizar medicine balls, cabos e bandas, halteres e bolas de estabilidade. Para simular de forma eficaz as situações competitivas, os intervalos devem consistir de uma série de intensidade máxima, onde cada exercício dure cerca de 10 a 30 segundos e um repouso mínimo permitido entre as séries. Por exemplo, um Kickboxer pode executar a seqüência de quatro séries de intensidade máxima: 15 segundos de um exercício, descansar menos de 5 segundos (Uma rápida transição para o próximo exercício), onde os intervalos de descanso devem ser manipulados durante a preparação do atleta de acordo com seu preparo físico. Além do exemplo de intensidade máxima prevista anteriormente, a intensidade pode variar de leve a alto; a duração de alguns exercícios podem se estender a 2 minutos para desenvolver a resistência muscular, e períodos de descanso entre os rounds de treinamento intervalado podendo estender-se até quatro minutos (BUSE; SANTANA, 2008). Uma variável fisiológica que é extremamente importante para um lutador é a velocidade. A habilidade para executar socos rápidos, chutes e quedas é fundamental para o sucesso. A velocidade com que socos ou chutes são executados podem desempenhar um importante fator no potencial de um nocaute. Portanto, o desenvolvimento de velocidade também deve ser dirigida por treinadores na concepção de um programa de exercícios para um lutador. Uma forma de desenvolver a velocidade é incorporar exercícios pliométricos como parte de um esquema de halterofilismo. Outra forma de melhorar a velocidade é, possivelmente, incorporando o uso das faixas de resistência combinada com movimentos de velocidade máxima (BOUTY; CAMPBELL; GALVAN; COOKE; ANTONIO, 2011). Para Turner (2009) um programa de condicionamento de força poderá ser realizado durante os intervalos de descanso e os treinos selecionados devem ser alternados para evitar a monotonia neural, garantindo assim que o sistema neuromuscular está sendo continuamente desafiado a desenvolver (realizando exercícios balísticos no período de descanso). Apesar do desenvolvimento da força acontecer na maioria dos grupos musculares uma área que é muitas vezes negligenciado no trabalho

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de força em muitos programas de condicionamento, são exercícios especificamente para treinar a musculatura do pescoço. A força da garganta é importante para um lutador, mas um pescoço bem condicionado pode reduzir o risco de lesões cervicais

relacionados. Outro motivo é a luta contra o fato de que a cabeça está constantemente a ser agarrado e puxado em várias direções para controlar o oponente, quando eles são levados para baixo, assim exercícios para o pescoço devem orientar todos os principais movimentos, normalmente produzido na coluna cervical, como a flexão do pescoço, extensão, rotação e flexão lateral. Além disso, tanto os exercícios isométricos e isotônicos devem se incorporados num programa de fortalecimento cervical (BOUTY; CAMPBELL; GALVAN; COOKE; ANTONIO, 2011). Para Soares; Santos; Almeida; Miranda e Novaes (2005) a flexibilidade é a qualidade física utilizada pelo maior número de desportos, o que dentro das Artes Marciais é bem evidenciado. Sem dúvida, a flexibilidade é uma das qualidades físicas extremamente importantes na prática do dos esportes de combate. Da mesma forma, para a prática de Artes Marciais que utilizam socos e chutes, a flexibilidade, força e velocidade são pré-requisitos absolutamente indispensáveis. Portanto, o atleta e treinador devem ser assegurados que o fornecimento de treinamento com pesos é realizado usando a série completa do movimento, assim a flexibilidade não será perdida

e pode até mesmo ser aumentada. Isso pode ser corroborada pelos dados coletados em

um dos Jogos Olímpicos em que halterofilistas foram perdendo apenas para ginastas em uma bateria de testes de flexibilidade (TURNER, 2009).

Logo, dentro da preparação física de atletas de esporte de combate, tanto os sistemas energéticos devem ser considerados dentro de um planejamento, como o desenvolvimento da força, velocidade e flexibilidade a partir da especificidade individual que inclui todas as variáveis de cada atleta.

4. CONCLUSÃO

Conclui-se que conhecer os aspectos fisiológicos das modalidades esportivas de combate e a metodologia para melhor programar um plano de treinamento, pode tornar

a preparação física dos atletas mais eficiente e com maiores chances de sucesso e melhora de desempenho.

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REFERÊNCIAS

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