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Agência Prensa Latina

Eleições presidenciais colombianas, a paz como norte

Autor Erica Soares sábado, 14 de junio de 2014 Modificado el sábado, 14 de junio de 2014

14 de junio de 2014,

presidencial de amanhã, domingo, no qual será decido o rumo do país nos próximos quatro anos, com a paz como centro

e norte desse futuro. Como analistas líderes políticos e dirigentes de movimentos sociais haviam previsto, o apoio dos partidos cujos candidatos não passaram do primeiro turno, a favor de um dos dois candidatos que sobraram, desempenha um papel importante.

14:13Bogotá, 14 jun (Prensa Latina) A Colômbia viveu uma agitada semana véspera da eleição

De um lado o presidente Juan Manuel Santos -que tenta a reeleição- e do outro Oscar Iván Zuluaga, candidato do Centro Democrático (fundado e liderado pelo ex-presidente Álvaro Uribe).

Aderiram à campanha de Santos, representando a esquerda, os partido União Patriótica, o movimento político e social Marcha Patriótica, o Progressista, Opção Cidadã, a presidenta do Pólo Democrático, Clara López, e uma parte da bancada desse partido político.

Além desses, 80 por cento da bancada conservadora e uma maioria da Aliança Verde.

Sua candidatura recebeu também o apoio das três grandes centrais sindicais do país: a Central Geral do Trabalho, a Central Unitária de Trabalhadores e a Confederação Geral do Trabalho, que representam 90 por cento do sindicalismo no país.

Isso tudo motivado pelo processo de paz em curso, como elemento unificador para além das diferenças substanciais com suas políticas de Governo.

Também é apoiado pela Organização Nacional Indígena, que agrupa 80 por cento dos povos originários colombianos, o setor camponês, a Federação Colombiana de Educadores, sindicatos operários, artistas e ex-presidentes como Belisario Betancurt, Ernesto Samper e César Gaviria, chefe de sua campanha.

No tema da paz, ponto fundamental das eleições de amanhã, as diferenças dos dois candidatos marcam um abismo entre ambos.

Santos tem como respaldo um processo avançado de diálogo com a guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias de Colômbia - Exército do Povo (FARC-EP), com a assinatura de três acordos considerados históricos pela comunidade internacional.

Esses são o desenvolvimento agrário integral, a participação política e a solução ao problema das drogas ilícitas.

A isso se junta o mecanismo implementado para agilizar, através de duas mesas paralelas, o debate dos dois pontos

pendentes na agenda de cinco acordada: o tema das vítimas, com a participação direta destas nos diálogos de Havana e

10 diretrizes para embasar a discussão, e o fim do conflito em si.

Como complemento, o anúncio de contatos iniciais com o Exército de Libertação Nacional focadas em eventuais diálogos de paz, que mereceu um respaldo internacional unânime.

Zuluaga, por outro lado, declarou que seu objetivo é endurecer a postura contra as FARC-EP, impondo suas condições, depois de se empenhar em negar a existência de um conflito armado de mais de meio século, que prefere chamar de ataque terrorista.

As cartas estão sobre a mesa. As pesquisas tradicionais têm apontado, indistintamente, níveis flutuantes em intenção de votos para os dois candidatos, e ainda há uma margem imprevisível de abstenção ou voto em branco.

Os debates presidenciais, multiplicados desde o final da semana passada, caracterizados pelas diferenças -de um dos quais Zuluaga se retirou na última quarta-feira alegando uma laringite aguda-, evidenciaram algumas propostas capazes de inclinar a balança na eleição.

Como o anúncio de Santos de substituir, caso conquiste a paz, o serviço militar obrigatório por um serviço social para todos os estratos, após afirmar desses hoje recai apenas sobre os mais pobres.

Dessa maneira, acrescentou, os integrantes de todas as camadas socioeconômicas coincidiriam em uma causa a favor

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dos mais necessitados e prestariam um serviço social nas zonas carentes.

Ao falar sobre o panorama eleitoral, o analista político Alfredo Molano manifestou que "Santos tem muitas cartas que apontam a favor da paz e, já seu opositor não tem nada para mostrar que seja diferente da guerra".

"Zuluaga só nos mostrou agressividade e um passado sangrento que todos os colombianos lamentamos e que todos de alguma maneira já sofremos", acrescentou.

jf/ag/es