Sei sulla pagina 1di 19

1

2 UNIDADE:

- Socialismo de mercado (1º e 2º projeto)

A revolução russa, 1917, a partir disso começa um processo de fechar o comercio dessa região. No final da década de

70, 80, o pais que tinha parado comercialmente, só volta tardiamente. Essa via alternativa do socialismo de mercado é justamente para repropor isso.

Há dois projetos. O primeiro projeto em que o estado controlaria toda a parte dos bens de produção, e o mercado apenas atuaria nos bens de consumo. O estado controlando os bens de produç ão, criaria um ministério que diariamente faria um controle de como estava se comportando a questão dos preços. Mas obviamente o estado não poderia ter uns ministérios para elevar e abaixar o preço. É humanamente impossível. Além disso, não produziu um res ultado esperado. Ao resolveu o problema de escassez.

O segundo projeto também com a mesma linha de socialismo de mercado, que funcionou até o final da união soviética. Propôs o mercado controla produção de matéria prima e bens de consumo, e formam-se cooperativas de trabalhadores que vão executar essas tarefas. A massa trabalhadora continuaria com autonomia subsidiária do estado. Essa cooperativa estaria sob o estado e financiado pelo estado. No final do regime, isso foi o que salvou, que deu o impulso na união soviética para que não houvesse uma falência completa. A classe trabalhadora se organiza em regime de cooperativa. Não havia uma relação de emprego.

Esse regime foi o que deu um suporte, e em alguma medida influenciou outros países. No final dos anos 80 muitos países assimilaram esse regime de cooperativas.

1-Controle Social e Direito

Há três textos para esse assunto.

O tema controle social é um tema da sociologia, obviamente que quando pensamos em controle social vem logo o

direito. Mas para além do sistema estatal de controle social, existe controles sociais que são executados em outros

âmbitos. Ex.: a instituição familiar.

O primeiro momento é no ambiente familiar, onde dar-se um limite para a convivência em sociedade. Um segundo

momento é aquele que é realizado no ambiente escolar, a escola também é uma forma de controle social. Também realiza essa socialização do indivíduo para se adequar na sociedade. O ambiente escolar é um ambiente de controle social. O terceiro momento seria o exercido pelo estado.

O controle social associado ao direito é o terceiro momento do controle social. Isso ocorre somente quando esses

outros patamares de controle falha. O estado só intervém quando já não há outra saída.

- Controle Social: poder e dominação política

Controle social é o desenvolvimento de mecanismos que permitam essa convivência em sociedade. Esse mecanismo

de controle social não é somente repressivo, mas também preventivo

Se o controle social é um mecanismo que o estado se vale para o exercício dessa pa z social, os meios que ele vai se utilizar disso é que importa ao direito. Para que o estado exerça esse controle social ele precisa se valer das normas e das consequências previstas pelas normas. O direito acaba sendo um arcabouço para esse controle socia l.

Quando o controle social do estado atua, entende -se que o indivíduo já passou por outros controles sociais que não foram efetivos.

O controle social realizado pelo estado, a regra é que o estado tenha que se valer do sistema jurídico para valer esse

controle social. O que se pretende é que o estado evolua para apenas realizar campanhas educativas, etc. Mas o que

temos é a necessidade do estado aplicar norma jurídica e sanções. O estado evoluído seria justamente um que não

2

precise punir para ter um controle social. Há países em que o estado não precisa, de maneira recorrente, de punições para se valer do controle social.

- Quanto ao modo de exercício: Nesses casos, seria um controle social preventivo.

Instrumento de fiscalização: É o que a polícia, a SET, as blitzs fazem. Ela tem caráter preventivo. Mostrar ao cidadão de que o estado realiza rotineiramente fiscalizações, e você não deve descumprir a lei.

Instrumento de orientação: campanhas de conscientização.

- Quanto aos destinatários

Difusos: Será difuso quando se alcançar a sociedade como um todo, sem se direcionar a uma categoria específica.

Localizado: quando se referir a grupos determinados. Ex.: a policia da Bahia vai atuar no Ba x Vi repreendendo a briga de torcidas organizadas.

- Quanto aos agentes fiscalizadores

Órgãos estatais: realizado pelo próprio estado.

Sociedade em geral: ou pela sociedade.

- Quanto ao âmbito de atuação

Direto: diretamente sobre os cidadãos.

Indireto: quando o controle recai sobre as instituições. Ao invés de exercer o controle sobre o cidadão, será sobre as instituições.

- Perspectiva literal funcionalista: Ana Lucia Sabadel diz que existem duas formas associadas ao controle social. Literal Funcionalista e a Conflitiva.

Ana Lúcia trouxe na verdade é duas formas de se enxergar o controle social, uma mais conservadora, e outra mais critica (recondicionamento de classes).

Essa perspectiva literal funcionalista são aqueles que defendem o controle social exercido pelo estado como instrumento eficiente de pacificação social. Entendem que o mecanismo de aplicação de sanção é correto e eficiente para a manutenção da paz social.

Essa noção de funcionalista diz que cada um tem sua função, de modo que eles se inter-relacionam devido as suas diferenças.

Ela defende a atuação do estado como autorizado a manter o controle social, e entende que esse controle é eficiente, portanto, um controle que concretiza a ideia de paz social. E essa ideia de funcional nos remete à solidariedade orgânica. Daquela ideia de que numa estrutura social tem várias partes, sendo que essas partes interagem entre si. Sendo função do estado exercer esse controle social.

Essa perspectiva vai dizer que o estado é pessoa autorizada para o controle social, mas devem atender a algumas exigências. Seria o controle social como intervenção mínima.

Uma das coisas que é trabalhado é a noção de que o controle social deve ser exercido pelo estado somente quando necessário. O aparato penal do estado só deveria ser utilizado apenas quando todo o resto não se fez necessário. Na pratica, tem sido mais o primeiro mecanismo do que o ultimo.

3

O estado atua para conter a situação de violência, e permitir ao cidadão que se tenha uma liberdade mínima. No nosso

caso do Brasil, estamos repensando tudo sobre controle social por causa da evolução que teve com o tráfico de drogas,

e as violências de consequência dele.

- Perspectiva conflitiva: na verdade são autores que questionam o sistema de controle social, entendendo que este é

muito mais tendencioso a favorecer classes dominantes, do que implantar controles que tenham aplicação igual. Nosso sistema penal hoje apenas realimenta essa desigualdade de classes. É uma reprodução das desigualdades sociais

existentes.

Alessandro Barata fez um estudo em presídios brasileiros, e em sua maioria são negros, jovens até 24 anos, com baixa escolaridade e pobres. Ele questiona desde o sistema judicial que facilita essa condição,

- Controle social e direito

Institucionalizado: é sempre um controle social institucionalizado instituição pressupõe uma ideia de permanência, que tem regras definidas. Que tem regras que não são sazonais, são regras que permanecem.

Sanção: a sanção ela é uma consequência prevista pela norma. A norma jurídica para que ela tenha

assegurada a norma teremos a sanção, de modo que o sujeito se obriga a agir de acordo com a norma, terá à sua condução um efeito específico. Na pratica, esse funcionamento entre norma e sanção vai sofrer ajustes. Se

os indivíduos começam a ignorar a norma, ela tende a ser retirada.

Monopólio de interpretação e aplicação do direito: Também é uma característica do controle social pelo direito. O que a realidade mostra é que quem tem o monopólio é o poder judiciário, e acaba representando o controle do monopólio pelo estado.

- Sanção como instrumento de controle

Vimos que o direito é um instrumento de controle social, é um mecanismo para isso. Talvez seja a grande função do direito essa função de possibilitar a coexistência pacifica entre os sujeitos. Devemos compreender que o direito serve como limitação da liberdade, para permitir que todos coexistam pacificamente. Qual o mecanismo para o direito controlar os indivíduos em sociedade? A norma jurídica, obviamente, porque é o mecanismo de instrumentalização desse controle social e a sanção em si, que é a consequência dessa norma. ocorre quando o individuo atua em desacordo com o que está estabelecido no sistema.

A sanção, na sua função positiva, não terá essa conotação acima. A sanção ela é uma consequência prevista pelo

direito, para hipótese de descumprimento da norma. É a forma que o direito se vale para que os sujeitos atendam aos preceitos normativos. É um instrumento de tornar obrigatória uma determinada forma de agir em sociedade.

Independente de que posição se tenha, o certo é que a sanção é instrumento indispensável para assegurar o controle social. Isso porque é a única forma de garantir que a conduta será conforme ele deseja. É certo que o individuo agirá? Não, não é certo que com as sanções o individuo agirá conforme as regras.

Positivas: A ideia de sanção positiva, de sanção promocional, ela é uma ideia recente. No livro de Bobbio, Da

Estrutura a Função, ele fala da função promocional do direito, que é exatamente a hipótese da sanção positiva.

O conceito clássico - é quando o direito se vale da consequência prevista na norma para inibir uma conduta.

As sanções positivas são estímulos e incentivos para que o individuo haja conforme a norma. Só pensamos em sanção positiva sempre que essa consequência prevista pela norma for um estimulo para que seja seguida a norma. E não inibir uma conduta que infringe a norma.

Negativas: podem ser de 2 caráter preventivo ou repressivo.

Preventiva: são medidas que visam coibir uma futura prática contrária a norma. Ela não implica necessariamente numa consequência jurídica, na maioria das vezes é uma medida de fiscalização. Ex.:

uma blitz impõe ao individuo uma restrição de liberdade. Você estando ou não conforme a norma,

4

você já tem sua liberdade reduzida. Você pode passar por uma blitz sem ser parado, ou você pode ser parado e não ter irregularidade, ou ainda você pode passar e ser punido, por exemplo, porque consumiu álcool.

No caso da sanção preventiva, implica sempre uma restrição de liberdade e PODE implicar também uma sanção jurídica. Aqui a intenção é exercer um controle prévio. O Estado aplica uma medida previa para impedir ou evitar um ato ilícito.

Repressiva: estas tem a função efetivamente de aplicar uma penalidade frente a prática de um ilícito. O sujeito já desatendeu a um pressuposto e então aplica -se uma sanção para que seja coibida essa ação contrária a norma. Elas pode ser de diferentes modalidades. Isso porque no âmbito civil nós não temos privação de liberdade.

Constrição: Pode ter caráter constritivo. Aqui é você tomar um determinado bem ou limitar o uso de um determinado bem como forma de coibir a prática de um ilícito. Ex.: se tem conhecimento de que o sujeito está praticando o ilícito em seu consultório médico. A polícia irá requerer um mandado de busca e apreensão para verificar se isso procede. Para que assim, possa instrumentalizar a constrição da prática do ilícito. Não é só de caráter penal, ma s também de caráter civil.

Reparatória: são aquelas quantificadas. São sanções que visam reparar um dano sofrido pelo sujeito. São quantificáveis nesse sentido, são convertidas num quantum pecuniário para reparar o indivíduo que sofreu o dano. Aqui implica necessariamente a um dano que foi sofrido.

Existem danos que são inquantificáveis, então o juiz faz um calculo hipotético tentando mensurar. Além disso, a sanção reparatória tem que ser proporcional.

Muitos processos nos Juizados Especiais estabelecem acordos baixos ou condenações baixas. Além disso, as indenizações nos dias de hoje serão bem baixas.

Restritiva / Privativa de liberdade: São todas aquelas que implicam em alguma limitação de liberdade do individuo. Não são só limitações de prisão. Há as, por exemplo, medidas restritivas de direito, de prestação de serviço a comunidade, oferecer beneficio a uma instituição social, etc. Em alguma medida impõe ao individuo uma obrigação que limita a sua liberdade e, inclusive, de plena circulação.

- Princípios Norteadores

A aplicação da sanção ela é delimitada, ela é balizada por alguns princípios que vão fundamentar essa aplicação.

Legalidade

Proporcionalidade

Imparcialidade

Não pode há crime sem prévia lei que o estabeleça. Não se admite hoje que o individuo, f rente a uma prática, tenha uma pena desproporcional e exarcebada. E a questão da imparcialidade, não podendo os casos de impedimento e suspeição. O juiz tem relação direta com o processo ou relação com qualquer das partes.

- Normas sem sanção ou com pouca coerção: Há normas que não tem previsão de uma consequência jurídica ou com pouca coerção. São normas que não trazem uma consequência específica.

As normas de caráter organizatório é um exemplo de norma sem sanção. São aquelas normas que tem apenas funçã o de estruturar e organizar o sistema, normas de competência, normas procedimentais. Tem também as chamadas

5

obrigações naturais são situações em que é prevista uma obrigação, e o descumprimento dessa obrigação não gera consequência. Ex.: pagamento de dívida prescrita. O não pagamento de uma divida prescrita não gera nenhuma consequência, há também a dívida de jogo. Outra situação é a gorjeta, se há o descumprimento, não há uma consequência.

As normas constitucionais de caráter político não são sanções de caráter jurídico, mas de caráter político.

Normas internacionais tradicionalmente, as normas internacionais são normas sem sanção. A principio não haveria uma figura aplicadora da sanção. Na ordem internacional, a princípio, não haveria uma figura para legitimar a sanção. As sanções eram, geralmente, de caráter político. De alguma maneira se faziam para tentar coibir uma ação que não era positiva. A medida que foi avançando, tem criado estruturas para aplicar sanções no âmbito do direito internacional. O mais comum é que a sanção recaia sobre o Estado, e não ao individuo. Alguns livros ainda trazem normas de direito internacional. No direito internacional já entendemos que o fato de não haver sanção é algo superado.

- Razões para o direito realizar controle social: Existem algumas razões para o direito realizar o controle social. O direito é aquele que melhor se apresenta como controle social.

Certeza: O fato da norma jurídica ser previamente conhecida, ter suas consequências previamente estabelecidas traz uma segurança para que o individuo se coloque de acordo com a norma. O individuo sabe que conduta é permitida e proibida pelo direito, para que ele se coloque numa posição da legalidade.

Exigibilidade: a norma jurídica é exigível. A possibilidade de aplicar a sanção.

Generalidade: o direito cria situações que alcança o maior numero de pessoas possíveis. Criar modelos gerais que visa alcançar o maior numero de pessoas possível.

Garantia do bem comum: é o propósito do direito, através de suas normas, assegurar o bem, o que seja bom para a coletividade. A regra é que o direito seja uma expressão daquilo que seja os valores sociais. A regra é que o direito seja a expressão dos valores sociais. O direito nasce daquilo que é valor social.

Expansão: a tendência do direito a cada vez mais regular um maior numero de comportamentos.

Uniformidade: é a igualdade de controle. A semelhança de controle. Essa uniformidade se expressa de diversas maneiras. No caso do Brasil, podemos falar de uniformidade geográfico espacial, porque temos apenas um sistema jurídico que funciona em todo o país. Nos EUA, tem uma autonomia maior para os estados. O que se permite é alguma liberdade fiscal, de modo a incentivar a economia local, etc.

Geográfica: citada acima.

Objetiva: o direito, todo ele, é conformado através de institutos jurídicos. É raro a gente ter no Brasil, por exemplo, um tipo jurídico que seja específico de um estado. Porque mesmo na margem de liberdade fiscal que se dá entre os estados, há os institutos jurídicos que são uniformes.

Subjetiva: temos na nossa CF a igualdade perante a lei. A anunciação da igualdade seria uma hipótese.

Temporal: embora, obviamente, o nosso processo de civilização tenha sido diferente da Ásia, Oceania, etc., hoje há quase que uma uniformidade mundial no que diz respeito de como o direito vai se manifestar. O que se fala no sentido temporal, porque a medida que o tempo foi passando houve um processo de uniformização. Nós assimilamos um modelo de civilização em 400 anos.

LER TEXTOS PARA A PRÓXIMA AULA 23/04 – Alessandro Baratta, Pedro Scuro Neto e “Entre o morro e o asfalto

6

- Abordagem crítica do controle social pelo direito: Essa abordagem critica vai procurar alcançar essas manifestações de controle social que não estão expressas no sistema jurídico. Vão mostrar que existe aquilo que está declarado, mas existem consequências desse controle social do direito que não se encontram manifestas. Que estão encobertas. O que os críticos procuram trazer à tona é aquilo que não está declarado.

A primeira coisa que eles falam é sobre a ilegitimidade.

- Ilegitimidade do poder: na verdade, esse é um argumento muito utilizado pelas analises psicológicas desse sistema

punitivo, em parte ele é como uma forma da sociedade de limpar, de fazer uma limpeza social. De retirar da sociedade

o que não interessa. Acaba que o que está manifestado no sistema jurídico é o desejo de uma parcela da sociedade, a

dominante claro. É ilegítimo porque o poder punitivo funciona muito mais como uma forma de manifestação da sociedade que quer tirar da sociedade o que não interessa, do que realmente a punição porque precisa punir. Acaba sendo punida para tirar da sociedade o que não interessa. Ex.: a classe dominante não quer mais ver o usuário de crack, então vamos aplicar determinada norma que interna compulsoriamente esse individuo.

- Inexistência de bem x mal: outro argumento é o da inexistência da ideia de bem e mal. Os críticos vão mostrar que

na verdade o crime não é ruim, não é um malefício social, porque eles mostram que historicamente sempre existiu o crime, em qualquer momento da sociedade sempre existiu o crime. E ele acaba funcionando como um mecanismo de estabelecer valores sociais. Se entende que na verdade crime é algo que é parte da sociedade. É um instrumento de valores sociais. Ex.: o crime da lavagem de dinheiro é algo recente. Só se tornou atividade considerada ilícita, a partir do momento que houve a prática desse crime. Quando você tipifica algo como ilícito, você marca como algo contrário ao ordenamento.

O crime é parte da sociedade. Não há sociedade sem crime. É inerente a sociedade. Um outro ponto é que observa -se

que a existência de crimes também tem um caráter progressista. Tanto temos formas de agir que antes não eram consideradas crimes, e hoje são. Assim como o inverso, por exemplo, o adultério. Há um caráter progressista. O crime como uma forma também de se analisar as mudanças sociais.

- Inexistência de culpabilidade pessoal: Basicamente, essa linha vai criticar a ideia de culpabilidade porque entende

que não corresponde a realidade social. Ela analisa a conduta do sujeito em relação ao sistema, mas não analisa a conduta do sujeito em relação ao grupo social em que está inserido. Essa critica quer dizer que te condutas que são consideradas crime, mas no grupo social que ele está inserido aquela conduta é normalmente praticada. Não é considerada as práticas do local em que o sujeito vive. Ex.: Em determinadas comunidades do RJ o jovem é

estimulado a entrar para o crime. Porque ele vê no crime uma for ma de ascensão social. De ter os bens que se fosse por meio educacional do estado ele não conseguiria. Essa abordagem critica diz justamente sobre esse erro em não considerar a dimensão social como forma de aferir a culpabilidade do sujeito.

AulaDISCUSSÃO DOS TEXTOS

O TEXTO DE Alessandro Baratta é um pedaço do texto, porque na sua totalidade é muito denso, o propósito dele é

discutir o sistema de controle social nosso. Ele se debruça para fazer uma analise critica. Ele detecta de maneira clara

a existência de um estigma do preso e de um processo de seleção natural do próprio presídio. Ele tende a ser seletivo jovens, negros, pobres e com baixa escolaridade.

Há uma propensão de não só cometer o crime, mas também a prisão. O nosso sistema prisional é selet ivo, e não resocializante. A probabilidade de um sujeito de classe alta permanecer preso é muito menor do que um de classe mais baixa. Esse estudo releva que há uma desigualdade na sociedade brasileira. Isso porque a classe alta, muitas vezes, pratica atos mais graves, mas por ter como subsidiar a defesa técnica, consegue sair de forma mais rápida da prisão.

Esse texto ele critica o sistema penal, no sentido de propor sempre a pena de repressão. No direito penal, temos duas grandes linhas de estudiosos uma que defende um tratamento mais radical e outra linha chamada de garantista, onde entendem que a pena de reclusão não atende e não leva em conta a resocialização. Defende uma possibilidade de se contemplar um numero maior de penas alternativas. São mecanismos que o sistema de controle social vai encontrando

7

para condicionar o preso. O preso de alguma maneira presta um serviço, que inverte para o Estado em imposto e há uma diminuição da pena.

Texto Carolina Grilo

Ela fez uma analise comparativa entre o trafico de drogas com a classe média e no morro. Ela fala que a pesquisa de campo dela foi entre jovens de classe média e média alta, a parte do morro ela usou referencias bibliográficas. A pesquisa dela foi feita com pessoas amigas dela. Basicamente, ela mostra como o trafico praticado entre as classes médias e médias altas não cria o estigma do bandido, o sujeito não se sente bandido. Ele não assume essa personalidade de bandido. Seja porque isso seja “socialmente aceito”, pois não percebe que há nisso um t rafico, ou o grande volume do fluxo de consumo, que tende a ser mais aceito na classe média e média alta. Ela mostra também que há um processo de territorialização na classe baixa há uma demarcação de território, e isso de alguma maneira limita o trafico nessas localidades. Já nas classes mais altas não há essa demarcação, o sujeito que é o grande vendedor de um bairro, ele acaba vendendo para várias áreas da cidade. Não há a fixação em uma localidade.

O perfil do traficante da zona sul é aquele cara que vende em casa, para os amigos, não chama atenção. Ela mostra

como a própria forma como o crime se desenvolve em bairros de classe média baixa e alta, só nisso já há a desigualdade. A forma como o crime se dá é desigual. Há uma propensão muito maior do suje ito de classe baixa ser visto como bandido.

Há uma mercadoria política pois para manter a boca dele, na classe baixa, deve haver negociação com a polícia, por exemplo. Há uma rede de contatos para manter o crime.

Ela vai fazer essa analise comparativa. Num outro lado ela mostra, no caso da zona sul, a ausência da relação de subordinação. Você não tem violência, subordinação, não tem armas nem se utilizam de ameaça.

Ela tenta chamar atenção de que, mesmo havendo trafico em classe alta, não há violência. Mas para a droga chegar até eles, o “dono” do morro tem que dominar com violência, se utilizar de subordinação, armas, etc. Ela mostra como essas drogas sintéticas são, na sua grande maioria, traficadas de fora do Brasil. Essa já é uma outra linha de tráfic o, mais sofisticada, onde o sujeito pode falar outra língua, etc.

Qual a relação entre os textos? Ambos vão falar dessa desigualdade do âmbito social, só que sobre perspectivas diferentes. Baratta fala sobre uma perspectiva no âmbito prisional, Já Carolina fala numa perspectiva externa, avaliando na convivência.

2-Pluralismo Jurídico

- Conceito: Esse tema, na atualidade, está em alta por razões várias. Uma delas é pela própria insuficiência do sistema jurídico, mas também quando pensamos em direito internacional temos que refletir sobre o pluralismo jurídico. É representativo um pouco daquilo que é a concepção do estado na pós-modernidade.

A ideia primordial, o conceito fundamental, é a ideia de coexistência entre ordenamentos jurídicos. A linha pluralista

diz que não há somente o ordenamento estatal, mas também existem outros sistemas jurídicos produzidos de maneira difusa. Não há num ordenamento jurídico aquele único produzido pelo estado, alguns se dão pelo próprio corpo social

e de maneira difusa.

Na própria teoria do direito, necessariamente, tem que analisar o assunto pluralismo. É um tema que traz a tona diversas discussões.

O conceito fundamental é a consideração da existência de mais de um ordenamento jurídico, os autores, todos eles,

sustentam a ideia de que o direito não se resume ao direito produzido pelo estado.

O conceito contrário ao pluralismo é o conceito de monismo jurídico o Estado detém o monopólio de produção

normativa, e se este não autorizar a produção, não será válido.

8

Ao longo da historia tivemos alguns autores que trabalharam o tema e abordaram sobre várias visões. Nem todos esses autores trazem o tema do pluralismo como estudaremos.

Gierke: Ele é de uma linha chamada de PLURALISMO CORPORATIVISTA. Ele vai reconhecer como forma de produção jurídica toda norma produzida por associações. Não é só o estado que produz normas, mas todas as corporações. Devem ser entendidas como microssistemas jurídicos. Elas também produzem normas.

É um erro achar que só o estado é fonte produtora de norma, mas há outras formas.

Léon Duguik: Embora ele não se considerasse um autor do pluralismo jurídico, ele sempre foi um combatente do monismo jurídico. Ele é considerado autor da escolha sociológica do direito. O fato dele fazer um enfrentamento do monismo, o fato dele fazer uma defesa explicita dos sindicatos, acabou que a sua obra foi incorporada ao pluralismo jurídico. Ele defendia a produção de normas internas.

Maurice Hauriou: Ele é de uma linha chamada de PLURALISMO INSTITUCIONALISTA. Para ele toda instituição é fonte produtora de norma, o estado é apenas mais uma dessas instituições. Todas e las são fontes produtoras de normas. Dentre as instituições, há, obviamente, aquela que se destaca. A ideia de instituição é daquilo que permanece, é um organismo que permanente. Ex.: escola, família, estado, etc. Apenas há entre elas o estado que se destaca. A amplitude da norma produzida pelo estado é muito maior do que a produzida por outras instituições.

Santi Romanno: Ele é considerado o primeiro autor do chamado Pluralismo Puro. Ele vai abordar o tema do pluralismo construindo uma rede de conceitos e fundamentações mais definida. E definindo como hoje é estudado da sociologia jurídica. Ele vai dizer que o direito é aquele produzido por toda a sociedade nas suas mais diversas camadas. Inclusive aquelas em que o estado não reconhece. Seu pensamento, por essa razão, é que o pluralismo puro ganha uma conotação específica, pois reconhece a produção de normas, mesmo por aquelas camadas sociais não reconhecida pelo estado.

Em seu pensamento, a sua concepção do direito é o reconhecimento também por parcelas da sociedade que não é reconhecida pelo estado. Nessa concepção isso seria aceito.

Qual o ponto comum entre os autores? É, primeiro, o discurso antiformalista não entender direito só como lei. Uma defesa de compreensão do direito de algo que vai para além da lei. Eles entendem que esses movimentos sociais não incorporados pelo estado (ex.: movimento sem terra), em sua grande maioria não há uma legislação especifica, mas são movimentos que também são fontes produtoras de direito.

E obviamente, o reconhecimento de mais de um ordenamento, reconhecimento de outros microssistemas jurídicos.

- Caracteres e Fundamentos: Volguemer ele procura delimitar alguns caracteres e fundamentos do pluralismo jurídico. A primeira característica é o reconhecimento de um direito que emana da própria sociedade. Não é o direito somente que determina o corpo social. O corpo social também é fonte produtora de norma. Não há um engessamento da sociedade. Segundo, para o pluralismo não só é o direito que emana da sociedade, mas também a realidade social se sobrepõe a realidade jurídica.

Entende-se que a uma propensão da realidade social determinar a realidade jurídica. Outra característica é a produção do direito por novos sujeitos sociais é próprio do processo social sempre surgirem novas figuras e compostos sociais que não estão abarcados pelo direito. Ele vai dizer que o fato de sempre surgirem novos sujeitos sociais, faz com que existam microssistemas jurídicos na sociedade. Pois haverá sempre uma insuficiência do sistema estatal.

Haveria um pluralismo jurídico porque a própria sociedade tende a produzir novos sujeitos sociais, o sistema não tem como prevê esses novos sistemas sociais. Ex.: movimento quilombola. São sujeitos sociais que criam uma linha de identificação e de alguma maneira querem se ver contemplados pelo sistema.

A existência desses novos sujeitos sociais impulsiona um processo de transformação do direito.

9

Ultima característica é a coexistência de ordenamentos jurídicos, e a questão de fundo de tudo isso. A questão é a próprio insuficiência da concepção positivista. O positivismo jurídico criou uma sistemática que a medida que o tempo

foi se passando, se tornou insuficiente. Hoje, essa concepção de reduz a um ordenamento jurídico ficou insuficiente.

Em relação ao direito internacional, não é um problema resolvida a forma como se trabalha com isso.

- Referenciais Históricos: Boaventura de Sousa Santos fala sobre os referenciais históricos. Sempre houve na historia

da humanidade exemplos do pluralismo jurídico. Um exemplo é na idade média, onde havia um pluralismo de direitos

direitos da igreja, direitos da nobreza, direitos do estado. Outro exemplo histórico que ele apresenta é em relação aos

países colonizados, porque em muitos países houve uma coexistência do direito do colonizador com o direito do colonizado.

Mesmo ao longo da nossa história, não houve um rechaço do direito do colonizador.

Existem estudos que em um determinado período coexistiu o direito do colonizador com o direito do colonizado.

Os outros dois exemplos são em relação a Europa na atualidade. Existem na Europa países no limite entre Europa e Ásia, e que aceitam o sistema europeu jurídico, mas este coexiste com o sistema local. Nesses países, Turquia e Índia,

há um reconhecimento oficial dessa coexistência. O sistema judicial funciona com o “common Law”. Mas há o

sistema de castras, há o hinduísmo, o sistema penal é baseado no hinduísmo. Na Oceania também há situações como

esta.

Aqui no Brasil, há um estudo das favelas. Fala do pluralismo como resultado da dimensão continental (Brasil). Acaba por incorporar a existência de microssistemas, ma nem sempre são reconhecidos.

- Referenciais Teóricos:

xReferencial Teórico: Teoria Critica do direito

A teoria critica vai buscar na dialética Hegeliana a ideia de que o direito não é um fenômeno estático, e sim

dinâmico/vivo da sociedade. Não se esgota na norma!

-Tipos de pluralismo:

1.0. Estatal: manifestações do pluralismo jurídico que embora sejam produção espontânea da sociedade, passam por

um controle/fiscalização estatal. Ex: negócio jurídico e poder normativo dos grupos sociais (sindicatos, associações,

partidos políticos

procura -lo para resolução de algum conflito).

->ex: regras internas de condomínios em que o estado não o rege, mas que um morador pode vir a

2.0. Não estatal:

Legitimo – formas de manifestação as sociedade espontâneas, mas que não são “reconhecidas” pelo estado. Ex: movimento passe livre, MST

Ilegítimo

- antagonismo ao estado e de maneira ilícita. Ex: tráfico de drogas.

Manifestações

que tem um caráter normativo, mas com uma estrutura notadamente

de

-Pluralismojurídico no plano internacional:

- Comunidade Européiaexemplo mais avançado de pluralismo jurídico no plano internacional. Tem 51 anos de existência (fundada nos anos 70) e por essa razão desenvolveu um modelo mais bem elaborado de bloco econômico e agora também comunitário. -> Coexistência de direitos => direito interno de cada país com o direito comunitário de cada país (direito comum). => a regra é que quando houver o conflito entre a norma interna e a comunitária, prevalece a comunitária. -> Também há um conjunto de instituições que atendem ao funcionamento dessa comunidade.

10

- Movimentos separatistas na Espanha tem um movimento separatista forte (Catalunha e país Basco). Acabam sendo exemplo do pluralismo porque para que os movimentos separatistas ganhem folego, eles acabam criando uma lógica própria normativa de funcionamento -> numa tentativa de consolidar esse movimento!

- Movimentos paramilitares movimentos de antagonismo a estados que tem um caráter de militarização (portanto

de uso de armas), mas que usam como cobertura o fato de exercerem uma luta contra uma causa

ex: ASFARC.

-Wolkmer: pluralismo conservador x pluralismo emancipatório

Para Wolkmer, nesse universo que denominamos pluralismo jurídico, é necessário que distinguir as formas diversas de manifestação. No final dos anos 90, com o governo FHC houve um momento de ascensão de um pluralismo conservador que decorreria da politica -> veio da politica de FHC que foi caracterizada pela descentralização

administrativa e privatização, guardando para si um posição reguladora; a questão da integração de mercados

Essa

logica de estado se direcionada a anular a organização das massas. É muito mais fácil discutir c empresa do que com estado.

Em contrapartida fala de um pluralismo emancipatório, como forma de emancipação das massas. Fala em legitimar os sujeitos sociais (dar voz). Embora os reconheça não os antagoniza. Da como exemplo os movimentos sociais como o

negro, indígena, gay

sociais, mas também dar abertura de espaço para que eles se manifestem. Ex: audiências publicas

últimos requisitos: a questão da justa satisfação de necessidades (para ele a forma de pluralismo que não tem como fim satisfazer as saciedades humanas, não entra nessa forma de pluralismo.) e disso diz que decorreria a ética da alteridade (desse jogo de dialogo, de discussão, de debate, nasceria uma ética a partir do reconhecimento/respeito do outro como

diferente).

Fala também na abertura de espaços democráticos. Não é suficiente legitimar esses sujeitos

Coloca dois

TEXTO DE MARTHA PARA LER! A PRIVATIZAÇÃO DA POLÍCIA.

3-MOVIMENTOS SOCIAIS

1. Conceituação e Caracterização: uma teoria dos movimentos sociais porque a sociologia como um todo se volta para ações sociais, é um objeto de estudo. O movimento social é uma categoria de ação social. O maior estudioso sobre o tema é um estudioso Francês, chamado Alain Tourraine, foi quem primeiro dedicou uma obra inteira sobre estudos sociais. Em regra geral, o auto que estuda o movimento social estuda a partir de uma situação fática ocorrida.

É uma linha da sociologia que está fortemente vinculada pelo espaço empírico, por aquilo que efetivamente

acontece. Hoje já existe todo um suporte teórico.

O movimento social é uma espécie de ação social coletiva, onde indivíduos se reúnem (há identidade), por

razões sociais, políticas ou identitárias. Os individuo se mantêm conectados e ligados, por uma identidade política, social ou identitária. Não deixa de ser uma forma de organização da sociedade.

Em regra geral, os movimentos sociais resultam de movimentos históricos eu estão presentes e que impulsionam aos sujeitos se agruparem.

A obra para estudar é de Maria Glória Gohn Movimentos sociais. Ela aponta três características dos

movimentos sociais:

a) Identidade: é um elemento fundamental para a existência de um movimento social, pois há uma identificação entre os sujeitos envolvidos no movimento social. Há uma identificação, seja de caráter político, ideológico, mas deve haver entre os componentes do movimento social uma identificação. Devem convergir dentro de uma mesma identidade. Ex.: o movimento sem terra. Aqui havia uma identificação entre os sujeitos. É uma característica até para que se inicie o movimento social. Só é possível a existência de movimento social, se há a congregação de diversos sujeitos que possuem um mesmo interesse. Aqui há uma certa solidariedade entre os sujeitos.

11

Quando há o enfraquecimento dessa identidade, o movimento vem abaixo.

b) Oposição: aqui como não institucionalização do movimento. Ou seja, os autores e teóricos que estudam os movimentos sociais entendem que esses movimentos sobrevivem, subsistem do enfrentamento ao que se está institucionalizado. A regra é que o movimento social surja de algum direito que não está contemplado pelo estado. O sujeito não se vê contemplado no seu direito pelo estado, então há uma mobilização para o enfrentamento. Uma das criticas que se faz na contemporaneidade é os movimentos sociais que se transformaram em ONGs, em organizações não governamentais (institucionalizadas).

c) Normas para ação: os autores apontam como um resultado do movimento social a criação de normas para o alcance das finalidades do movimento social. Aqui norma esta no sentido de planejamento. Na medida em que os movimentos crescem, começam a se estruturar. Eles fazem um planejamento de ação.

2.

Desenvolvimento histórico dos movimentos sociais: há uma propensão da sociedade de relacionar os movimentos sociais ao que se passa na história. Assim como a facilidade de formar um movimento social por rede social é muito maior, a fluidez também é maior. Isso é resultado de um contexto histórico que vivenciamos hoje.

a) Corrente histórico estrutural: Essa é a primeira corrente. Essa corrente vai ter como autores que servem de inspiração Marx, Cramisci, Trotsky. Vai se preocupar com aqueles assuntos que giram em torno da classe trabalhadora. É o proletariado. Inicialmente é o próprio proletariado, depois outras classes também vão ser inseridos. No manifesto comunista, Marx mesmo não mencionando a expressão movimento social, ele incita a união dos trabalhadores, ele convoca à ação dessa classe de proletário. Ex.:

Revolução russa é impulsionada por um movimento social de operários em que depois alcança o poder.

Outro ponto dessa corrente é que os movimentos sociais dessa corrente se centraram sempre nessa relação de enfrentamento da classe explorada pela classe exploradora. Os movimentos sociais se centram nesse enfrentamento.

Outra característica são movimentos que tendem ao rompimento de uma estrutura. Nos movimentos subsequente não há a palavra revolução tão presente como nessa corrente. Aqui estava presente em quase todos os movimentos. Aqui revolução no sentido de quebrar uma estrutura política, social, que estava forte nesse período. O que se convocava era romper com isso. A revolução seria uma forma de romper.

Ocorre uma confusão no movimento social (é identificado como sindicato) Há uma mistura muito grande entre os componentes e uma empresa que represente esses componentes (entidade institucionalizada). O que se percebeu é que essa identificação prejudicava o movimento social, pois acaba sendo identificado como uma instituição (sindicato), sendo muitas vezes cooptado pelo estado. E acabava enfraquecendo o movimento social.

Esses movimentos sociais embora tenham seu auge no século XX, ele não se esgota nesse século. Continuamos tendo esse tipo de ação social que surge desse enfrentamento entre trabalhador e patrão. O que se modificou, na opinião da professora, é que você pensar na classe trabalhadora como algo uniforme, foi que perdeu força. Não tem mais a coletividade, hoje o individual tende a prevalecer sobre o coletivo. Hoje não há a identificação de classe, mas identifica-se pela causa. Não existe a classe bem definida.

Outro ponto é a questão do que é comum todo tempo da emancipação dessa classe explorada. É um ponto comum a luta pela emancipação da classe trabalhadora. Perma nece para esses movimentos a luta pela classe trabalhadora.

b) Corrente culturalista identitária: Vai ter como autores inspiradores Arandt, Bobbio, Foucault. Vai se desenvolver principalmente na segunda metade do século XX (Anos 60). Na época chamado de novos movimentos sociais. Tem como ponto comum congregarem as lutas de reconhecimento de novos sujeitos sociais à época. Era parcela da sociedade que era invisível para a sociedade negros, mulheres,

12

imigrantes, homossexuais. É um momento que rompe na sociedade a luta desses sujeitos. O que se modifica da corrente anterior? Essa corrente luta para uma identificação do individuo, e não da classe. Os movimentos sociais desta corrente se deram no cotidiano. A luta, por exemplo, era para o direito de cada mulher. Era luta para emancipação do indivíduo. Não há intermediação de nenhuma entidade. Aqui não se deu de forma classista, não tinha um momento marcado.

O momento principal que marcou é o chamado Maio 68, que foi um movimento na frança que se iniciou

em uma faculdade. Isso porque no pensionato era separado homens e mulheres e eles queriam acabar com isso. Mas cresceu tanto, que no dia 6 de maio parou tudo em Paris e 10 milhões de trabalhadores pararam

na frança. O objetivo inicial era coisa pequena, mas disso veio as lutas feministas, dos homossexuais, etc. Repercutiu a frança e no entorno dela.

Filme Bernardo Bertolutti Os sonhadores Mostra o movimento de 68 da janela do quarto deles.

Houve também o movimento do Woodstock. O movimento dem68 foi um ponto que refletiu nos anos seguintes.

O que ficou desse movimento e dessa corrente? Esses movimentos de reconhecimento de identidade. Foi

aqui que surgiu o movimento feminista, negro, gay, que hoje continuam ativos. Esses movimentos a partir

de então ganharam força.

c) Corrente institucional / organizacional: Essa terceira corrente vai agregar uma serie de movimentos sociais que tem se desenvolvido no final do século XX e início do século XXI. São movimentos sociais

surgidos, principalmente, nos EUA. De base utilitarista (propõe a maior felicidade para o maior número

de indivíduos), essa corrente vai ter esse fundamento teórico de Stuart Mill. Porque o utilitarismo serve de

fundamento? São movimentos sociais que lutam pela emancipação de classes excluídas da sociedade. Nesses movimentos organizacional institucional, eles não são compostos por membros dessas classes excluídas. Eles recorrem ao utilitarismo porque, além de propor essa felicidade, o utilitarismo de Stuart

fala muito da liberdade aqui como uma concretização dessa emancipação do individuo. Ele entendi que o individuo que tivesse sua liberdade garantida, conseguiria alcançar essa emancipação. Tem essa coisa de criar uma instituição para funcionamento da organização social.

Foi uma moda nos anos 90 se criar ONGs. Cria uma pessoa jurídica para defender uma classe. Para impulsionar o movimento. Essas ONGs aparecem como uma forma institucionalizada para impulsionar movimentos. Algumas ONGs acabam mascarando uma forma de arrecadação de dinheiro público par a um movimento específico. Outras cumprem sua função, mas algumas utilizam verbas para outras finalidade diferente da que deveria.

Se faz muitas críticas, porque se entende que acaba dando um caráter economicista ao movimento social. No momento que você cria e estrutura uma pessoa jurídica para subsidiar um movimento social, isso não

se enquadraria ao movimento social. Quando se acopla a uma ONG, passa a ser subsidiada por recursos.

Isso, iniciou-se nos EUA, mas ultrapassou o limite do país e hoje é muito c omum vermos ONGs. O sujeito cria uma instituição com uma causa específica, e busca recursos para subsidiar essas causas. Há

ONGs que são sustentadas com verbas estrangeiras.

Teve muita força nos anos 90, não se reduziu ao território dos EUA. Aqui no Brasil teve uma larga recepção.

Outra característica, que em parte é uma crítica, é o fato de haver de algum modo a mercantilização do movimento social, já que ele passa a ser sustentado com verbas. As ONGs criam subsídios para a inclusão dos sujeitos ao meio social. Tem a inclusão como uma pauta.

Dentro desses movimentos dessa teoria ainda estariam os movimentos sociais populares urbanos e rurais.

13

- Movimentos Populares urbanos e rurais: Os livros costumam colocar toda essa parte dos movimentos contemporâneos dentro dessa corrente. Mas a professora mostra de maneira separada.

Isso porque nesse período de 80 e 90, vão surgir no Brasil os movimentos de luta pela terra e moradia urbana. O movimento sem terra, ele surge lá pelos anos de 81 ou 82, no Rio Grande do Sul e vai ganhando espaço no Brasil a fora. É um movimento que, embora seja de luta por terra rural, é muito presente. A pauta do movimento sem terra era pauta da reforma agrária. Nessa época ainda estávamos no regime militar, e que começava o processo de abertura democrática no Brasil. Ele surge nos anos 80.

Os movimentos populares por moradia urbana só vão começar a aparecer nos anos 90 no Brasil. O movimento sem terra acabou servindo de referência para outros movimentos urbanos movimento sem teto. O fato do movimento sem terra produzir resultados, até mesmo politicamente, acabou impulsionando outros movimentos.

Esses movimentos populares urbanos e rurais vão ter força nos anos 80 e 90 e continuam em funcionamento. O que tem acontecido é que tiveram seu auge nesses anos, e tem passado por um processo de enfraquecimento, o MST tem perdido muitos componentes que antes faziam parte. A reportagem mostra que houve um processo de enfraquecimento, porque cresceu a demanda de trabalho e numero de empregos, e essa parcela que estava na luta do MST porque não encontravam espaço em outras atividades, partiram para os empregos formais. Outro ponto é que houve uma melhoria do agronegócio, trouxe tecnologias, e isso acabou também incorporando trabalhadores que faziam parte desse movimento. Então esses movimentos estão em crise.

Outro ponto é que as lideranças muitas vezes desviam as verbas, não chegando aos integrantes. Todos os pontos da reportagem acabaram enfraquecendo. Além disso, muitos integrantes fazem, hoje, parte da política são deputados, vereadores, por exemplo.

A mesma coisa é o movimento sem teto.

Esses movimentos populares urbanos e rurais foram a maior expressão e ainda hoje tem grande expressão na política brasileira.

3.

Conclusão: Movimentos decorrentes do processo de globalização / democracia deliberativa x movimentos sociais

Os teóricos ainda não criaram uma caracterização específica. São movimentos sociais supraestatais. São movimentos sociais muitas vezes desenvolvidos e divulgados a partir das redes sociais.

O que chama dos movimentos sociais da globalização, não são de um país, são supraestatais que e vale da

tecnologia, como uma forma de divulgar. Ainda não tem uma conceituação. Vale destacar o movimento ambientalista. Tem entidades, mais de uma, que funcionam com essa característica de serem supraestatais. Ex.: Greenpeace; SOS Mata Atlântica.

Tem hoje uma presença forte em vários países, tem força política. Hoje temos um tratado de Kyoto.

Outro ponto, é a relação entre (

Cidadania ativa são os processos políticos em que o cidadão tem participação direta. Ex.: a eleição. Todos

os processos políticos de um estado em que o cidadão participa ativamente. O movimento social encaixa- se nessa configuração porque é encabeçado pelos cidadãos. Com isso ele ganha corpo com essa participação do individuo.

).

O movimento social é também uma forma de cidadania ativa.

Recentemente

mecanismos de participação do cidadão, ganhando espaço de participação do próprio estado. Ex.:

audiências públicas.

passamos a ser uma democracia, e como todo sistema democrático, a parecem os

14

A democracia deliberativa tenta fazer com que esses movimentos sociais deixem de ser apenas de um movimento de enfrentamento com o estado, mas de discussão com o estado. Há um probabilidade de você aumentar a conscientização da população para esses movimentos. O fato da democracia deliberativa incorporar esses movimentos sociais, a tendência é que haja uma maior conscientização da s ociedade da necessidade de participação e movimentos que congreguem interesses coletivos.

Outros movimentos sociais:

a) Movimentos populares urbanos e rurais: a partir do anos 80

b) Movimentos X Globalização: anos 90 os movimentos sociais deixaram de ser identificados com o Estado de um país e passaram a ser vistos como extra-estatais, ou seja, globalizados. Movimentos do capitalismo, Black bloc, movimentos ambientalistas. Há uma certa fragmentação devido a uma grande pluralidade de identidades, porém os subgrupos se identificam entre si. Mas, de fato, de alguma forma essa pluralidade acaba enfraquecendo os movimentos sociais. Estes ultrapassam barreiras territoriais, se globalizados. As redes sociais é uma rede de transmissão para a construção desses movimentos. Observa-se, portanto, que os movimentos sociais enfrentam mudanças de manifestações, como exemplo a própria internet o modismo do movimento social sem uma dada efetiva ciência política do mesmo.

Conclusões: quanto mais o país consolida seu regime democrático e cria espaço para a democracia deliberativa, os movimentos sociais vão perdendo o antagonismo com o Estado e passam a ser fundamentais por cumprir um papel social. Legitimação do movimento social. Uma relação de retroalimentação.

4-Mudanças Sociais e Papel das Normas

- Anomia Movimentos Sociais Mudanças Sociais

Os autores que estudam os movimentos sociais identificam o principal fator para serem eles o principal fator de mudança social.

Quando da existência de certa anomia social, espaços de desregramento e descontrole, a probabilidade disso ser ausência do estado é muito grande. Os movimentos sociais surgem muitas vezes desses pontos de tensão, é uma parcela da sociedade que não está contemplada e, com isso, fazem movimentos para serem “vistos”.

São situações de pessoas por não estarem contempladas pelo arcabouço estatal, acabam se mobilizando. Todos os três autores que estudamos, trazem o tema mudança social, não discutem de maneira especifica o tema movimento social, mas eles falam ou procuram explicar fatores de mudanças sociais.

- Mudança Social

Weber: ele vai entender as mudanças sociais como um resultado da racionalização da sociedade. Esse processo de burocratização, de impessoalização das relações sociais que temeria provocar mudanças.

Ele diz sobre a dominação racional legal ela parte de uma premissa que independe de relações pessoais (sujeito sujeito). O fato da norma ser objetiva, não envolver sentimentos, faria do Direito essa expressão da modernidade. Ele via as mudanças sociais eram resultado desse processo de racionalização da sociedade.

Durkheim: Ele fala das mudanças sociais como algo que resulta da complexização da sociedade. A medida que a sociedade torna-se mais completa, modificam os laços de solidariedade social. Sociedades menos complexas solidariedade mecânica. A medida que ela vai ficando mais complexa muda e fica solidariedade orgânica. Essa solidariedade aqui já decorre da dessemelhança.

Marx: Já vai entender que o processo de mudança social decorre da luta de classes . O próprio processo de conflito social entre os trabalhadores e os seus patrões ele via ai a própria mudança social.

15

- Direito e Mudança Social: A pergunta que na verdade envolve esse tema, o ponto de partida de todo o estudo em relação a mudança social e o direito, é questionar se a sociedade é que é o elemento transformador do direito ou é o inverso? Quem produz o que? É o direito que produz a mudança? Disso surgem duas posições:

Sociedade determina o direito (visão realista) Vai entender que é a sociedade que transforma o direito. Os autores dessa linha realista vão afirmar isso. É realista porque eles veem no elemento real e empírico a mudança social. O processo é sempre da sociedade para o Direito. A modificação das relações sociais é que implicaria numa modificação do sistema jurídico.

O direito modifica a sociedade (visão idealista) Direito emperra a mudança; Direito impulsiona a mudança Vai afirmar que prevalece o direito, ou seja, o direito é que impulsiona a mudança. Aqui entende que o direito é que vai produzir mudanças sociais. Idealista porque remete a um conceito ideal (de norma jurídica) a responsabilidade pela realização de mudança social. Vai remeter para um conceito ideal no sentido de, pelo fato da norma ser um texto, ela terá aplicabilidade ideal, alcançando a realidade social - retirada de sua abstração e aplicando no caso concreto.

Dentro dessa visão idealista, temos ainda duas posições: Uma primeira é de autores que entendem que o direito é um instrumento que dificulta a mudança social. O direito produziria uma mudança social, mas criando dificuldades.

Outra visão entende que o direito é um instrumento de propulsão da mudança social.

- Direito emperra a mudança social: São autores que entende que o direito como está configurado, o

instrumental tanto normativo como judicial, acabam sendo mais um fator de obstáculo a mudança social, do que propriamente um elemento de mudança social.

São autores considerados da chamada Escola Crítica do Direito. São dessa escola justamente porque eles tem uma visão de como o direito está configurado dentro dessa visão positivista e burocrática, seria mais uma forma de emperrar a mudança social.

Essa Teoria Crítica do Direito aqui no Brasil é chamado de direito achado na rua. No que se refere ao direito alternativo, surge nos anos 60 e 70 surge na Itália, que cria e passa a defender uma linha jurídica que sustentasse a mudança. Eles assumem (os juízes) um posição em que se rompesse a barreira da simples aplicação da norma, para uma interpretação e uma aplicação diferenciada do Direito. O fundamento era superar as desigualdades sociais.

Essa corrente ganhou grande repercussão no Brasil, principalmente pelos autores do Paraná e Rio Grande do Sul. Porque isso tem relevância?

Eles tiverem repercussão nos anos 80 e 90. Eles têm uma leitura diferenciada. O direito alternativo parece mais uma proposta de modo de interpretação e aplicação, do que uma corrente teórica. Eles trazem uma visão interessante para o direito.

Em relação ao direito alternativo, eles trazem três dimensões do direito. A primeira é a Dimensão do Instituído Sonegado, Dimensão do Instituído Relido e Dimensão do Instituído Negado. São três linhas de trabalho.

A do Sonegado seria tudo aquilo que está assegurado já no nosso ordenamento jurídico, mas não é aplicado.

Não é concretizado. Ex.: se a gente for pro Art. 7º da CF que fala dos direitos sociais. Seriam as previsões legais, mas que jamais foram implantadas pelo estado. Por isso que é chamado de sonegado, é aquilo que foi

boicotiado pelo Estado.

O do Relido seria a proposta de reinterpretar institutos jurídicos de modo a assegurar esse maior alcance do

direito. Utilizam de uma interpretação diferenciada. De forma a corrigir essas desigualdades. Era uma forma

16

de fazer uma releitura de um instituto jurídico, de modo a garantir que esses institutos rompessem com essa

visão, esse modo preferencial de classes.

O Negado seriam situações que não estavam contempladas pelo ordenamento, coisas que não tinham

previsão

contemplado. Ex.: Na época tinha algo sobre as uniões homoafetivas. Na época não tinham nenhuma previsão legislativa.

fosse

no

ordenamento

jurídico.

Entendiam

que

deveria

ter

alguma

mobilização

para

que

- Direito impulsiona a mudança social: O direito aqui como elemento de propulsão da mudança social. Aqui tem o Garantismo Jurídico. É o inverso da linha crítica. Os autores entendem que através de um instrumento jurídico é possível sim modificar a sociedade. São autores que defe ndem a criação de medidas alternativas de aplicação da pena, compreendendo que na criação das formas alternativas estariam um modo de se resolver. De, por exemplo, redução da quantidade na carceragem. Em linhas gerais, o Garantismo são autores que através sim do direito que você consegue a mudança social.

O processo de afirmação e concretização dos direito fundamentais é um processo que nunca pode regredir. Por isso vedação ao retrocesso social. Impede qualquer legislação que implique numa redução dos direito fundamentais.

- Esferas de mudança: Dentro do Direito Brasileiro tivemos ao longo da historia duas correntes uma corrente crítica, conhecida pelo direito alternativo e uma corrente que entende que o direito é propulsor de mudança.

Mudança interna = a democratização (CF/88): Internamente, quando falamos em esferas de mudança e pensamos na relação interna, geralmente está associado a própria configuração de um

sistema jurídico de um país. Uma modificação de todo um sistema jurídico importa em mudanças sociais. Aqui no Brasil temos um exemplo significativo, que foi o processo de democratização a partir

da CF de 88.

A relação do estado com o cidadão antigamente era imperativa, no sentido do cidadão não ter nem o

direito de contestar.

Internamente temos o momento da constituinte de 88. É natural que esse processo de mudança social seja um processo que continue em curso, não é algo que foi modificado rapidamente e de imediato. Foi algo que foi se modificando ao longo do tempo.

Os autores mostram que internamente, a grande mudança social direcionada pelo direito (

).

Mudança internacional: Empréstimo Jurídico e Aculturação Jurídica se fala de dois formatos dessa mudança. Dão-se de modos diversos.

O que se chama de empréstimo é quando um determinado país de cide tomar determinados institutos

jurídicos de outro país. Nós aqui nos valemos desse instituto. Muitos dos nossos são institutos que

foram tomados da colônia portuguesa. Isso ocorre sem imposição. O que se chama atenção apenas é que esse empréstimo jurídico tem que ser feitos considerando as peculiaridades do país. Nós

recorremos

proporcionalidade, razoabilidade, reserva do

possível, etc. Isso acaba provocando situações de incompatibilidade, você não pode simplesmente importar uma ideia, e não construir para outra realidade (realidade do nosso país).

muito a

princípios de outros países

Não é apenas pegar um instituto de um país e aplicar em outro sem adequar a realidade.

O que chama de aculturação é uma situação de que não é um processo de tomar de um direito o outro.

È o imposto a um país um determinado, uma forma de sistema judiciário forma de se pensar e o

próprio sistema. Ex.: Índia é um país que convive com dois sistemas jurídicos (hinduísmo e o

17

Comom Low). Um foi imposto e o outro foi historicamente implantado. Aqui impõe um modelo jurídico e tenta descaracterizar outro modelo.

Esse processo de mudança social não é um caminho certo. As vezes o direito acaba recuando a mudança social. Existe um contexto social que limita essa mudança.

5-Estratificação social e direito:

Nao eh um tema de direito, eh da sociologia jurídica, diferentemente do pluralismo, que è mais do direito.

- perspectiva jurídica x perspectiva sociológica: socliigia e direito tratam esse tema de maneira diferente em pois, a sociologia toma como ponto de partida a moção de que existe classes social, como algo determinante. E isso determina a otica de análise da sociologia.

Já o direito já é diferente, partes e outro extremo, pois, o direito toma como premissa a ideia de que nao ha classe. O

direito procura ser neutro, geral. Caracteriistica da norma jurídica é Generalidade. A norma é a mesma para qualquer pessoa. Ponto fundamental para se pensar estrutura jurídica. A sociologia toma a existência de classes como principal

ponto para seus estudo. Não se cria distinção pela norma, pelo contrario, debe se proporcionar a igualdade.

A sociologia desenvolveu mecanimos de análises para facilitar o estudo das classes sociais que são:

- modos de análise:

*abordagem qualitativa : karl marx- vai considerar a classe social pela clarificação da classe. O sujeito vai ser da

classes se ele tem a qualidade da classe. Ex: classe de trabalhadores, são aqueles que tem a qualidade de oferecer trabalho, vender a sua força trabalho. Não tem a ver com condicao economica.

É marxista, pois foi o modo como marx pensou o site,a de classes, ele considerava as massas generalizadas. Ex:

proletário x detentor dos meios de produção. O olhar de marx não é individualizado e sim generalizado, do coletivo. Tem tambem a caractreristas de ser conflitiva, pensa a divisao de classes, com classes antagônicas. Luta das classes.

Ex: uma classe precisa da remuneração do trabalho e a outra precisa que esse trabalho seja prestado.

*abordagem quantitativa: max weber- tem como ponto de partida, a existência de diferentes classes sociais, ao invés de trabalhar com a pesperctiva conflitiva, vai se ater a extratificacao, a divisão de classes sociais. Considera a

aufericao de renda. Para classificar as classes se leva em conta a ca pacidade economica do sujeito. Ex: questionários

do IBGE, tem por objetivo definir a classe social do sujeito entrevistado.

Leva em conta ainda, não só a renda auferida, que é o principal criteiro mas não é o único, também se consdiera o nível de educação, quantos bens o sujeito possui, etc. É a que se mais utiliza no nosso cotidiano, pois se possibilita

identificar os estamentos e dar um posicionamento mais fiel.

-definição subjetiva x definição objetiva:

A objetiva é um pouco da abordagem qualitativa, se cria um determinado conceito para definir a classe, se e a pessoa

se encaixa nessa definição, ela pertence a classe. Critérios fixos para definição da classe social do individuo.

A subjetiva, depende da condicao que o sujeito determina para si. O sujeito se entende como parte da classe social.

Ex: proletário vai ser aquele que se entende como tal e participa dada atividades do proletariado. Tem a ver com

conscientização.

.considerações atuais: passou-se a considerar critérios novos para definir determinadas classes sociais, principalmente na quantitativa. Ex: gênero, idade, situcao de saúde e origem étnica. Isso ocorreu pois, com o passar do tempo o IBGE passoua. Perceber que existam critérios outros que deveriam ser considerados para melhor se demonstrar a estratificação social. Ex: diferenças entre homens e mulheres no emprego. E também os novos gêneros, se o sujeito é

18

homossexual, transexual, etc. Isso ocorre porque o estado precisa saber como esses sujeitos estão se relacionando na sociedade, em que posição eles se encontram.

A questão da idade é porque ha um processo de envelhecimento da sociedade brasileira.

.direito x neutralidade de classe: o direito na sua visão clássica é neutro, não vê o estado como um estado de classes, e sim composto por indivíduos que tem direitos a determinados elementos, e a lei vem para garantir isso. Historicamente se tem mudanças em falcão ao direito funcionando como instrumento a imperdir a luta de classes, e ha momento que o direito funciona como motivador dessas classes. Direito como obstáculo e como facilitador de mobilidade das classes.

O sujeito podera ascender de classe, como poderá ir para uma classe inferior. É o que se chama de mudança social. A

prof acredita que hoje o direito é mais facilitador da mudança social. *direito como instrumento impeditivo da mobilidade: questão de que antigamente a mulher não poderia votar, ou quando os analfabetos tambem nao poderiam votar. Nesses dois exemplos o direito criou impedimentos da mobilização de classe, pois se o sujeito não pode votar, ele não participa do processo de eleição do seu representante, que poderá levar a uma melhoria de vida, a depender do governo,etc. *direito como facilitador da mobilidade: exemplos - CLT- exemplo evidente de legislação que defende uma classe espefica, que é a classe trabalhadora. Outro exemplo é o ECA. O estatuto do idoso tambem. E o CDC tambem. O direito ganha com isso uma aproximação com a sociedade, tornando se mais efetivos quando garante direitos a essas classes.

No Brasil, as condições de desigualdade é um caso histórico e cultural além, do econômico.

Sérgio Buarque de Holanda Raízes do Brasil: escreve a origem da sociedade brasileira, tentando a entender. Cap.4 fala sobre processo de colonização brasileira em comparação a o de outros países da America latina que também foram colônias espanholas. A colonização portuguesa foi exploratória e a espanhola foi de ocupação do espaço. As cidades brasileiras só vão se desenvolver com a transferência da família real para o Brasil, nã o havendo antes disso nenhum interesse de modernização e crescimento. Já as colônias espanholas foram organizadas como cidades de estrutura parecida com a da Europa, houver, portanto, a intenção de formação do território. O Brasil foi um lugar onde pessoas desinteressadas chegaram, como alcoólatras, ex presidiários, prostitutas. Houve uma ocupação apenas e a priori do litoral brasileiro com a colonização portuguesa e na colonização espanhola foi ocupado todo o território. Não houve pretensão de civilizar o país brasileiro. Fala também da questão intelectual, onde no Brasil as faculdades demoraram de ser formadas, já nos países colonizados por europeus, implantou-se faculdades muito mais cedo.

Cap.5 Homem Cordial brasileiro reconhecido por sua cordialidade, povo amável, receptivo; mostra como essa cordialidade se mostra desde o jeito irreverente até a sua linguagem com o uso do diminutivo, o fato de chamar a pessoa pelo primeiro nome. Há uma certa aproximação afetiva entre os povos internos. Isso faz com que , de alguma forma, o público e o privado (intimidade) se misturam. Ponto positivo = somos bem quistos lá fora; ponto negativo = fez com que os brasileiros não saibam se posicionar diante os seus direitos, pela sua luta. Construiu-se uma falsa igualdade devido a essa proximidade, como exemplo, quando o empregado é “amigo” do patrão, o que dá ao empregado uma falsa sensação de igualdade. É um capítulo que fala do brasileiro cordial, mas que não é consciente dos seus direitos e que não tem noção das desigualdades por não saber se posicionar como tal.

José Murilo de Carvalho Os vechalizados - é historiador e fala do RJ pós república, onde cita um país num processo republicano mostrando seu retrato durante esse processo. Este foi verticalizado e veio de classes dominantes. Fala do carioca do período pós república. Havia neste um traço de ausência de espírito de ética associativo, onde era um brasileiro envolvido com um novo momento e que não tinha a menor consciência do que era aquele processo imperial para o republicano. Com isso, não houve uma consolidação dos direito, houve uma carnavalização do poder devido ao seu espírito de vitória festiva do que o que realmente deveria ser essa república. Brasileiro acostumado a uma relação com o Estado de favorecimento (caminho mais fácil) das coisas. O cidadão tem o hábito de se relacionar com o Estado

19

de uma maneira de camaradagem ao invés de saber que tem um direito e deve posicionar -se diante dele. A grande maioria que não tem acesso a esse poder ou a esse saber são de sfavorecidas. Há uma repetição de erros e equívocos que vem de longas eras. Os marginalizados portugueses vieram formar uma nova classe no Brasil e se tornaram subservientes aos senhores de engenho.

Ainda hoje, não conseguimos transformar a participação comunitária em participação cívica e política.

Ambas as obras procuram trazer uma percepção de que a nossa desigualdade não é só um fator econômico, mas também cultural por não termos a capacidade de nos percebermos enquanto cidadão.

Não adianta nada uma constituição tão ampla e progressista se não sabemos o que tudo aquilo significa e se ainda vivemos no “século XX” em relação ao nosso pensar. Não somos conhecedores dos nossos direitos. Devemos passar da sociedade passiva para a ativa, onde devemos mostrar o que temos para o Estado e não só o contrário.

Maria Thereza Sales: fetiche da igualdade construímos a idéia de que somos iguais. Tudo é muito velado; o racismo, a própria igualdade. Não adianta só leis que proíbam algo, mas sim atitudes puníveis. Não adianta tratar o problema e não tratar suas causas.