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Graças aos novos sistemas de esquadrias e vidros de alta refletância, as fachadas do tipo cortina conseguem garantir o conforto dos usuários da edificação, além de valorizar a arquitetura

Por Silvana Rosso

além de valorizar a arquitetura Por Silvana Rosso A sede do BankBoston em São Paulo, na

A sede do BankBoston em São Paulo, na região da Vila Olímpia, foi a primeira obra corporativa da cidade a utilizar o sistema de fachada unitizada, composta por módulos com a altura do pé-direito do edifício

constituir as fachadas-cortina.

Leveza e transparência são as principais características que fazem do vidro um material insubstituível na arquitetura", afirma o arquiteto Valter Caldana, coordenador do Curso de Arquitetura e Urbanismo da FAU-Mackenzie. Ao mesmo tempoem que ele isola os ambientes, "tem a capacidade de ligar visual e emocionalmente o lado interno e o externo", completa a professora doutora Gilda Collet Bruna, coordenadora de Pós- Graduação em Arquitetura e Urbanismo da FAU- Mackenzie.

Por essas características particulares, o vidro tem enfeitiçado os usuários e lançado desafios a construtores e arquitetos desde o final do século XIX, quando passou a fazer parte dos materiais de construção. Somente em meados do século XX integrou-se ao alumínio para formar janelas industrializadas. Nos anos 60, passou de vez para o lado de fora, revestindo a edificação. Nos anos 70, graças à evolução dos sistemas de fixação, passou a

Apesar de promover a interação com o meio e trazer luz ao interior, a caixa de vidro também aprisiona calor e, em países tropicais, traz desconforto térmico. Ao contrário dos Estados Unidos, onde surgiu a fachada de vidro, "no Brasil, especificações do conjunto esquadria-vidro devem minimizar as condicionantes de luminosidade e absorção de calor, para garantir padrões adequados de conforto térmico e acústico e reduzir os custos com a climatização dos edifícios", ressalta Joel Carlos Ferreira de Souza, sócio gerente da SSG, empresa especializada no desenvolvimento e execução de componentes metálicos para construção civil. Para solucionar a equação conforto x redução de custos, os detalhes arquitetônicos têm ganhado cada vez mais importância.

Respondendo à demanda dos arquitetos e às condicionantes de luminosidade, calor, reflexibilidade etc., o vidro foi o componente das fachadas-cortina que mais apresentou inovações tecnológicas nos últimos anos. Os novos produtos propõem proteção de luz e calor, reduzindo o uso do ar-condicionado. Além disso, os perfis foram aperfeiçoados, contribuindo para a manutenção da temperatura ambiente e o bem-estar do usuário.

"Originalmente, é uma parede exterior (de qualquer material) não aderida e suportada pelo

edifício em qualquer pavimento por uma armação estrutural", descreve o engenheiro Amaury Antunes Siqueira em sua tese sobre fachadas. Hoje, o termo fachada-cortina define uma esquadria de alumínio que é instalada por fora da estrutura do prédio e compreende, no mínimo, dois pavimentos, representando neste trecho o revestimento e a vedação do edifício, que pode ser de vidro, cerâmica, alumínio e granito. "Em prédios comerciais, ela abrange, normalmente, a altura toda do prédio", explica o engenheiro mecânico e consultor de esquadrias Mário Newton Leme, que aponta entre as várias qualidades da cortina a agilização do processo construtivo.

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Graças aos novos sistemas de esquadrias e vidros de alta refletância, as fachadas do tipo cortina conseguem garantir o conforto dos usuários da edificação, além de valorizar a arquitetura

Por Silvana Rosso

além de valorizar a arquitetura Por Silvana Rosso Sistemas construtivos Na fachada Stick, as peças são

Sistemas construtivos Na fachada Stick, as peças são instaladas uma a uma com ajuda de um andaime. Primeiro, as colunas, em seguida as travessas, painéis compostos (se existirem) e finalmente as folhas de vidros móveis ou fixas. Esse sistema foi largamente usado nas primeiras fachadas e ainda hoje é muito empregado com versões melhoradas e de alto desempenho. "Suas vantagens são o baixo custo de transporte e manuseio, além de oferecer certa flexibilidade para ajustes em obra. Dentre suas desvantagens estão a necessidade de toda montagem ser feita no canteiro sem o controle de fábrica, e o fato da pré-instalação dos vidros ser improvável", aponta o especialista em fachadas Luiz Carlos Santos, diretor técnico da Alumínio Brasil Sistemas para Arquitetura.

O sistema Unitized é composto por módulos montados em fábrica que correspondem à altura do pé-direito do pavimento e à modulação horizontal da esquadria, recebendo todos os elementos de vedação e acabamento da fachada. "Os módulos são movimentados e instalados com equipamentos especiais, não exigindo andaime e serviços externos", justifica Leme. O sistema pode ser trabalhado em condições controladas de fábrica, podendo em alguns casos ser em local designado na própria obra.

"Além da facilidade para inspecionar o serviço e garantir sua qualidade, o sistema Unitized permite um fechamento muito rápido do edifício, reduzindo o trabalho durante a instalação em obra", alega Santos. Por outro lado os módulos são grandes e necessitam de maior espaço para estocagem e transporte. Precisam também de cuidados, tanto na estocagem como na instalação.

"Pelo aspecto construtivo, o sistema Unitized deve ser adotado em obras com grande volume de painéis, de maneira que a redução da mão-de-obra e a velocidade de execução compensem o custo que representam os equipamentos de movimentação e infra-estrutura necessários a esse método", recomenda Leme.

O Sistema Híbrido ou Sistema Coluna-folha é derivado dos dois anteriores. Nesse caso, instalam-se as colunas, que são a infra-estrutura principal, depois vêm as folhas, que podem compor uma unidade ou mais unidades verticais, dependendo da composição da fachada. As junções horizontais das folhas formam as travessas do conjunto. Como vantagem, reduz o trabalho em fábrica e na obra devido à ausência de travessas fixadas à coluna. "Dependendo do projeto, o sistema alcança índices de otimização de mão-de-obra de até 20% quando comparado com o Stick. Em relação ao Unitized, a vantagem está em não exigir equipamentos especiais para instalação", relata Santos.

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além de valorizar a arquitetura Por Silvana Rosso O Low-e é um vidro para fachadas de

O Low-e é um vidro para fachadas de quarta geração: baixa emissividade, corte térmico, grande transparência e pequeno índice de reflexão

tampas.

Classificação estética Cada um dos sistemas pode ser construído segundo características técnicas que os diferenciarão do ponto de vista estético, apresentando ou não os perfis de alumínio acabamento pintado ou anodizado visíveis.

No sistema tradicional, os perfis estruturais ficam externos às esquadrias, marcando verticalmente a fachada com elementos salientes em relação ao plano de vidro. Aqui, as folhas são fixadas às colunas por meio de presilhas com parafusos e

A Pele de Vidro é uma fachada-cortina predominantemente de vidro, originalmente com

pequenas marcações perimetrais de alumínio. Os perfis estruturais são montados

internamente, e as folhas são fixadas frontalmente por meio de presilhas.

O sistema Glazing eliminou o alumínio externo, possibilitando a construção de uma fachada

totalmente envidraçada. Toda infra-estrutura fica oculta pelos vidros. "Permite grande flexibilidade aos arquitetos e é largamente usado", relata Santos.

sse é o sistema mais utilizado hoje pois, entre as vantagens, "permite que se projete para fora, independentemente do vão", destaca o engenheiro mecânico Nelson Firmino, diretor da Algrad. Nesse sistema, os perfis estruturais são montados internamente e as esquadrias são fixadas frontalmente por meio de presilhas. Aqui, a fixação dos vidros é feita com silicone estrutural ou fita adesiva dupla face.

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Graças aos novos sistemas de esquadrias e vidros de alta refletância, as fachadas do tipo cortina conseguem garantir o conforto dos usuários da edificação, além de valorizar a arquitetura

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além de valorizar a arquitetura Por Silvana Rosso A fita adesiva dupla face e o silicone

A fita adesiva dupla face e o silicone estrutural

são duas formas de fixação dos vidros às esquadrias. Os dois materiais requerem procedimentos adequados,aplicação e grande controle para garantir a aderência entre o

sistema esquadria-vidro. Às vezes é necessário

o uso de primer ou outra ponte de aderência

seu entorno", ensina Leme.

No Grid, domina a marcação vertical e horizontal por meio de perfis, criando uma espécie de grelha. Basicamente, os perfis cobrem e ocultam as juntas das folhas ou módulos da fachada, formando um conjunto único. Nesse sistema, os perfis estruturais ficam internos ao vidro. "Variações mistas com o sistema Glazing permitem marcações exclusivamente verticais ou horizontais", orienta Santos.

Em qualquer um dos sistemas, "o dimensionamento dos perfis é conseqüência da modulação vertical e horizontal, do posicionamento e das quantidades das ancoragens, da localização da cidade, da altura e formato do prédio e da posição da obra em relação às características da topografia e dos obstáculos em

O vidro De acordo com as NBR 7199, 14.697 e 14.694 é obrigatória em fachadas a utilização de

vidros de segurança de qualquer tipo, visando à integridade física dos usuários dos edifícios

e dos transeuntes externos.

"A escolha do vidro se dá em função das necessidades específicas de cada projeto tais como isolamento termoacústico requerido, segurança, luminosidade, estética, design etc.", explica Ferreira de Souza.

A composição dos elementos em função da cor e espessura dos vidros, da reflexibilidade,

da escolha da película e da eventual utilização de câmaras internas, permite uma infindável gama de composições, que visam atender aos parâmetros técnicos requeridos no projeto de arquitetura. A seleção do vidro é primordial para a garantia do conforto do usuário.

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"Com a evolução das fachadas, houve um avanço extraordinário em suas características. Tudo seria incompleto se continuássemos a usar o vidro incolor e o fumê. Em um país tropical, o fumê absorve muito calor, o que demanda forte climatização", ressalta Firmino. Com a terceira geração de vidros, vieram os refletivos em várias cores, com índices luminosos e energéticos apropriados ao tipo de edifícios de cada região. E com a quarta geração veio o Low-e, "de baixa emissividade, corte térmico bom, grande transparência e pequeno índice de reflexão", elenca Leme.

Os vidros insulados, compostos por duas placas laminadas ou temperadas, espaçados por uma câmara de ar, são térmicos, evitam condensação do ar, perdas de temperatura e trocas constantes. "Como barreira acústica o vidro monolítico já atenuava cerca de 30 dB, o laminado aprimorou ainda mais e o insulado chega a reduzir entre 40 e 50 dB", diz Firmino.

Fixação Os sistemas de fixação dos vidros em fachadas-cortina evoluíram da instalação por guarnições de EPDM e acessórios mecânicos para um sistema químico por colagem com silicone estrutural ou fita adesiva dupla face. O novo processo eliminou a aba de fixação, possibilitando que o vidro ficasse externo a toda a estrutura da esquadria, formando um painel. No sistema Grid, o vidro é fixado por perfis de alumínio.

De acordo com Firmino, a colagem química demonstrou ser muito eficiente em perfis anodizados. Ao contrário para o acabamento pintado, que requer atachments para a colagem. "Para o ensaio da fita dupla face, ainda não há normas", diz a engenheira Michele Gleice da Silva, do Departamento Técnico do Itec (Instituto Tecnológico da Construção Civil) e, por isso, ainda não há muitos dados sobre o seu desempenho.

Tanto a fita dupla face quanto o silicone requerem cuidados especiais. Segundo Luiz Cláudio Viesti, consultor técnico da Afeal, a superfície deve ser limpa com desengordurante. A diferença entre os dois sistemas está na agilidade do processo. O silicone exige um tempopara cura. E a colagem da fita é imediata, feita por pressão.

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Vedação

A água é o fator mais significativo de deterioração nos edifícios, podendo danificar

diretamente materiais, reduzir a eficiência de isolamentos e ainda causar corrosão de metais. A deficiência na vedação é, na maioria das vezes, devida às falhas no projeto, malcalculado para enfrentar as forças externas da natureza, ou devido a erros durante a fabricação e instalação da fachada. Como a maior área de uma fachada-cortina é composta por materiais impermeáveis, o ponto-chave de sua eficiência são as juntas.

Basicamente, a vedação do sistema é feita com guarnições de EPDM. No entanto, diz Santos, da Alumínio Brasil, "a junta eficiente não é aquela totalmente selada e impenetrável. Uma junção ideal deve prevenir e ter meios de combater as forças externas". Para conseguir um projeto de sucesso, deve-se saber quais são essas forças, como elas agem na fachada e como esta reage em relação às forças. Segundo ele, "muitas vezes é melhor combater o efeito e não a causa. Conhecendo em detalhes as variáveis, pode-se controlar a quantidade, local e tempo de permanência da água em uma fachada". São elas a gravidade, a energia cinética, a ação capilar, a tensão superficial e a diferença de pressão. O controle dessas forças pode ser aplicado tanto numa escala grande como em toda a fachada ou numa escala pequena como em juntas individuais.

Especificação "Os detalhes fornecidos pelo arquiteto ajudam a definir o tipo de sistema a ser usado, o tamanho da obra e sua complexidade, e guiam a especificação e a formação de custos". Santos enfatiza a importância do projeto de arquitetura para que a fachada-cortina cumpra suas funções de forma eficiente. "O arquiteto determina a utilização da fachada-cortina, o consultor analisa as condicionantes técnicas e necessidades da obra, e decide a linha de perfis e a sua configuração", esclarece Ferreira Souza, da SSG.

O papel do consultor de fachadas é transformar as necessidades técnicas, comerciais e

conceituais do cliente em um projeto único. Além de detalhes arquitetônicos, o projeto

técnico deverá fornecer todos os dados necessários para a preparação de um orçamento e de um projeto pré-executivo da fachada. Com essas informações, o fabricante poderá compor a proposta e projeto pré-executivo.

Após a análise das informações do arquiteto e da pré-definição do sistema de fachada, devem ser consultadas normas que se apliquem ao projeto (veja normas técnicas), além daquelas que regulamentam os materiais que compõem a fachada, como alumínio, gaxetas etc. "O correto uso dessas informações ajuda a compor com segurança um projeto, e assim a evitar problemas futuros", indica Santos.

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Por Silvana Rosso

Dimensionamento Para Viesti, "a fachada ideal é aquela que apresenta viabilidade econômica, de fabricação e adequado desempenho estrutural, térmico, acústico e de luminosidade. Um bom projeto deve prever condições de combate simultâneo a todas as forças que atuam na fachada.

Do ponto de vista estrutural, Santos recomenda que se verifique primeiramente qual a pressão de vento atuante no edifício, e caso isso não esteja claramente especificado nos regulamentos e normas técnicas, deve-se partir para testes em túnel de vento.

A NBR 10821 serve como primeiro passo para a avaliação da situação, além de fixar as

condições exigíveis dos caixilhos usados em edificações residenciais e comerciais - tem

uma tabela com pressões de ventos para as diversas regiões do Brasil (veja tabela). Caso

a obra analisada seja especial de alguma forma, ou não se enquadre no que está disposto

na NBR 10821, o cálculo deve ser feito com base na NBR 6123. Na maioria das vezes essas duas normas devem ser usadas conjuntamente. Determinada a pressão de vento atuante na fachada, realiza-se o dimensionamento dos perfis e da espessura das placas de vidro.

Segundo a engenheira Michele Greice, "ensaios são realizados sob as condições reais da obra, para verificar a permeabilidade ao ar e à água, estanqueidade e deformação do sistema". Após os testes, a fachada não pode apresentar ruptura de vidros e mau funcionamento das folhas.

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Tipos de fachada de alumínio

Fachada típica - sistema de fachada de alumínio com silicone estrutural (U = 2.8 W/m2 OK) e vidro laminado (U = 5.8 W/m2 OK e fator solar 0.4). Corte térmico - sistema de fachada de alumínio com corte térmico (U = 2.8 W/m2 OK), silicone estrutural e vidro laminado (U = 5.8 W/m2 OK e fator solar

0.4).

Corte térmico com vidro insulado - sistema de fachada de alumínio com corte térmico, silicone estrutural e vidro insulado (U = 3 W/m2 OK e fator solar 0.3). Fachada dupla - composta de um sistema com fachada dupla na mesma estrutura de alumínio (U = 2.8 W/m2 OK), vidros laminados (U = 3 W/m2 OK e fator solar 0.3 externo e U = 5.8 W/m2 OK e fator solar 0.4) afastados cerca de 100 mm pela câmera ventilada e persiana integrada entre os vidros.

pela câmera ventilada e persiana integrada entre os vidros. Normas técnicas NBR 6485 - Caixilhos para

Normas técnicas

NBR 6485 - Caixilhos para Edificação - Janela, Fachada-cortina e Porta Externa - Verificação da Penetração de Ar. NBR 6486 - Caixilhos para Edificação - Janela, Fachada-cortina e Porta Externa - Verificação da Penetração à Água. NBR 6487 - Caixilhos para Edificação - Janela, Fachada-cortina e Porta Externa - Verificação do Comportamento quando Submetidos a Cargas Uniformemente Distribuídas. NBR 7199 - Projeto, Execução e Aplicações dos Vidros na Construção Civil. NBR 6123 - Forças Devido ao Vento em Edificações.

NBR 10821 - Especificação de Caixilhos Instruções Técnicas do Corpo de Bombeiros - Estabelecem os parâmetros de projeto contra incêndio.

Conforto térmico

Os edifícios com fachadas de vidro em países tropicais sempre geram polêmicas em função do desconforto térmico gerado pelo calor e pela reduzida ventilação natural, uma vez que os modelos de fachada-cortina prevêem a instalação basicamente de caixilhos fixos, maximo-ar e de venezianas fixas com ou sem ventilação.

"Enquanto a energia era barata, um aparelho de ar- condicionado retirava o calor de maneira eficiente", justifica o arquiteto Dominique Fretin, coordenador da Área Técnica e professor de Conforto Ambiental do Curso de Arquitetura da FAU-Mackenzie. Com o seu encarecimento, quanto menos ar- condicionado melhor.

"A chave para o problema do conforto está no projeto, que deve considerar a natureza dos materiais e os níveis de artificialidade e sustentabilidade desejados no ato da elaboração", diz Caldana. Hoje, a tecnologia do vidro compensa no próprio material as situações adversas. "É possível fazer uma caixa de vidro no meio do deserto, como em Dubai estão fazendo, e ser muito agradável", alega. A questão, diz ele, é quais artifícios para a climatização se deseja usar, e o quanto eles devem estar ligados à máquina e ao consumo de energia.

"A esquadria também está relacionada ao conforto térmico, e deve ser capaz de manter a temperatura interna desejada pelo maior tempo possível", afirma Santos. Conseguindo um desempenho ótimo tem-se a melhora dos níveis de conforto térmico e uma grande economia de energia (veja gráficos).

térmico e uma grande economia de energia (veja gráficos). Há diversos tipos de fachadas de alumínio

Há diversos tipos de fachadas de alumínio e cada uma se comporta de maneira diferente em relação ao conforto térmico, o que está diretamente relacionado à economia de energia (veja tipos de fachada). Santos diz que a especificação correta não considera apenas o desempenho do vidro, e sim o sistema como um todo, incluindo o processo de fabricação, que pode influenciar diretamente no desempenho de um caixilho.