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F-329 [06] Estudo e caracterização de componentes não-lineares

Conceitos Componente não linear Dependência da resistência elétrica com a tensão aplicada. Semicondutores. Barreiras de potencial. Retificadores. Processos de Emissão de luz.

Introdução Mencionamos anteriormente que a resistência elétrica R entre dois terminais “A” e “B” não será necessariamente constante (i.e. poderá depender da corrente ou tensão aplicada). O comportamento destes elementos é chamado de “não linear” (ou “não ôhmico”). Neste experimento, realizaremos a caracterização básica, através do levantamento de curvas corrente vs. tensão, de três exemplos de componentes não- lineares: varistor, diodo e LED. Dividimos o texto a seguir em três partes correspondentes a cada um destes componentes.

1. Varistor (VDR, de “voltage dependent resistor”) Os varistores são feitos de cerâmicas policristalinas que têm como característica principal a presença de grãos; a interface entre eles cria defeitos que são fator determinante nas propriedades elétricas do material. O varistor é um componente eletrônico que apresenta uma resistência elétrica fortemente dependente da tensão que lhe é aplicada. À medida que a voltagem aplicada sobre o VDR aumenta, sua resistência diminui. O uso do VDR é comum como elemento de proteção contra transientes de alta tensão em circuitos (por exemplo filtros de linha). Isso é alcançado conectando-se o VDR em paralelo ao componente do circuito que se quer proteger (por quê?). A característica tensão vs. corrente do Varistor pode ser descrita por uma relação empírica do tipo:

V = cI

b

(onde

c e b

são constantes características do VDR).

No laboratório de F-329, o VDR utilizado apresenta resistências entre dezenas de ohms e dezenas de k-ohms quando submetido a tensões de até 12 V.

dezenas de k-ohms quando submetido a tensões de até 12 V. Figura 1. Montagem experimental. Cuidados

Figura 1. Montagem experimental.

Cuidados e dicas Não ultrapasse 30 mA de corrente sobre o varistor! Não se esqueça que o circuito para a medição de corrente e tensão depende do valor da resistência que está sendo medida (veja experimento F-329 [2]).

Procedimento

1. Realize a montagem do circuito da Figura 1(a). Para proteger a sua montagem use uma resistência de proteção de 22 em série com a fonte.

2. Deixe todos os instrumentos na escala de menor sensibilidade (máxima proteção).

experimental, reduza gradativamente a tensão da fonte, medindo cerca de 15 pontos. Não esqueça de registrar os desvios de todas as grandezas medidas.

4. Para cada ponto medido, calcule a resistência (R = V/I). Encontre o ponto (aproximado) em que você deve mudar a montagem para a da Figura 1(b). Justifique sua escolha.

5. Termine as medidas de V e I com a montagem 1(b).

6. Verifique a validade do modelo representado pela relação empírica dada, construindo um gráfico de V vs. I (escolha os tipos adequados de escalas para linearizar a curva).

7. Caracterize o VDR determinando c ± c e b ± b a partir do gráfico acima. Observe que as constantes c e b dependem das unidades utilizadas para a tensão e a corrente.

8. Faça um gráfico de R vs. V. Comente o resultado (compare com a relação de R em função de V derivada a partir da relação V x I empírica fornecida).

2. Diodo

Os diodos são hoje largamente utilizados na eletrônica e microeletrônica. Existem vários tipos de diodos; os mais comuns são fabricados com silício cristalino, como o diodo a ser estudado neste experimento. O silício é um semicondutor, termo que identifica o nível de condutividade deste tipo de material, para diferenciá-lo dos metais e dos isolantes. A condutividade dos metais é ordens de grandeza maior do que a dos semicondutores. Já os isolantes são várias ordens de grandeza mais resistivos do que os semicondutores. Entretanto, a caracterização de um material semicondutor não é dada apenas pela sua condutividade. A característica fundamental de um semicondutor é possuir o que chamamos de banda proibida, que é uma região (em energia) que os elétrons não podem ocupar. Isto permite criarmos uma barreira de potencial para os elétrons (como a junção p-n) ao unirmos dois semicondutores com diferentes níveis de impurezas (provenientes do processo de dopagem). A barreira de potencial fica localizada no interior do dispositivo, e os elétrons precisam ultrapassar esta barreira para que exista corrente. O estudo mais detalhado deste tema está além dos propósitos deste experimento, porém pode ser encontrado na bibliografia fornecida. No caso do diodo, ao ser polarizado no sentido direto ele conduz corrente de maneira exponencial em função da tensão aplicada. Para altas polarizações a expressão para a corrente é da forma:

I = Io exp( qV/kT)

(1)

onde q é a carga do elétron, V a tensão aplicada, k a constante de Boltzman e T a temperatura absoluta. Entretanto, a curva completa é mais complicada devido aos vários mecanismos de condução (que novamente estão além dos objetivos deste experimento). Podemos observar porém o comportamento exponencial do diodo e verificar que a corrente aumenta de forma muito rápida. No sentido de polarização inversa, a resistência é elevada de forma que a corrente é várias ordens de magnitude inferior à corrente obtida para polarizações diretas. Com esta propriedade o diodo opera como elemento retificador (além de outras aplicações). Para identificar o sentido direto nos diodos comerciais, uma marca específica identifica o terminal negativo. A figura abaixo mostra o símbolo do diodo e o sentido em que ele deve ser polarizado para que a corrente possa passar. O símbolo tem uma forma de seta que indica o sentido da corrente.

.

tem uma forma de seta que indica o sentido da corrente. . Figura 2. esquema da

Figura 2. esquema da orientação da corrente num diodo comercial.

Podemos associar ao diodo a tensão a partir da qual ele passa a conduzir. Esta tensão não é zero, mas o estudante deverá determiná-la. Este valor é um tanto subjetivo. Use argumentos razoáveis para determiná-lo de maneira aproximada utilizando a curva de corrente versus tensão.

Objetivos do trabalho

1. Utilizando a curva de corrente vs. tensão (na faixa entre aproximadamente + 0.7 a -0.7 V, não

ultrapassando corrente de 1 Ampère) mostrar que o diodo é um dispositivo retificador (deixa passar corrente no sentido direto mas não no sentido inverso – esta propriedade do diodo é utilizada para a fabricação de retificadores, que são dispositivos que transformam tensão alternada em tensão contínua).

2. Observar o mesmo fenômeno de retificação através de sua curva de resistência vs. tensão.

Material: diodo, miliamperímetro, microamperímetro, fonte de tensão.

Procedimento

Figura 3. Circuitos para medida de corrente vs. tensão no diodo: (a) diretamente polarizado e

Figura 3. Circuitos para medida de corrente vs. tensão no diodo:

(a) diretamente polarizado e (b) reversamente polarizado.

1. Monte o circuito da Figura 3(a), de polarização direta do diodo. Utilize um miliamperímetro.

2. Varie a tensão no diodo entre 0 e 0.7 Volts, e meça a corrente correspondente. Obtenha ~ 10 pontos

de corrente versus tensão. Atenção: MUITO CUIDADO para não danificar o voltímetro e miliamperímetro ao

utilizar o diodo no sentido direto. Sempre comece as medidas a partir das maiores escalas. Não ultrapasse 1 A (1000 mA) de corrente.

3. Monte o circuito da Figura 3(b), de polarização reversa do diodo. Utilize um microamperímetro.

4. Varie a tensão no diodo entre 0 e 15 Volts, e meça a corrente correspondente. Obtenha ~ 10 pontos

de corrente versus tensão.

5. Monte uma tabela de tensão, corrente e resistência utilizando os dados dos itens 2 e 4. Considere

os dados medidos do ítem 4 como tensão negativa (por quê?). Calcule a resistência a partir de V/I medidos.

6. Monte um gráfico de corrente vs. tensão (I x V) com os dados obtidos. Atenção: em experimentos

passados, obtivemos a curva de V x I (tensão vs. corrente) para diversos dispositivos eletrônicos. Aqui estamos fazendo o contrário (ou seja, queremos a corrente no eixo y e a tensão no eixo x).

7.

Monte um gráfico de resistência vs. tensão (R x V).

8.

A

partir desses gráficos, verifique que o diodo é um componente retificador (só deixa passar

corrente em uma direção).

9. Por que utilizamos circuitos diferentes para medir a corrente e tensão no diodo quando mudamos

sua polarização?

3. LED (Light Emitting Diode)

LEDs consistem basicamente em diodos semicondutores que, quando polarizados diretamente, emitem luz incoerente (diferentemente do laser semicondutor, onde a luz é coerente) num espectro relativamente pequeno de frequências O componente inclui também uma óptica que permite controlar o padrão da radiação emitida (por exemplo, um pequeno refletor pode coletar a radiação emitida e focalizá-la num menor ângulo sólido). LEDs em geral são usados como indicadores luminosos e para iluminação, inclusive em aplicações de mais alta potência, como displays de grande área.

A cor da radiação emitida depende das características (composição química, dopagem, etc) do

material utilizado para a fabricação do componente. O Si, elemento mais utilizado na microeletrônica, não emite luz. Em geral, os LEDs utilizam materiais semicondutores compostos, pois estes permitem a recombinação radiativa de portadores de carga, gerando assim a luz que observamos no dispositivo. Com estes materiais, temos LEDs nas faixas do infra-vermelho, visível e ultravioleta. Os LEDs em geral não são tão bons retificadores quanto os diodos de Si. Por este motivo, vamos medir sua curva de corrente vs. tensão somente para polarização direta.

Material: LED’s de diferentes cores, miliamperímetro, microamperímetro, fonte de tensão.

Procedimento:

1. Monte o circuito da Figura 3(a), de polarização direta do diodo, adicionando porém um resistor de

proteção de 1.5k

2. Varie a tensão aos poucos, anotando a corrente no circuito. Ao mesmo tempo, preste atenção ao

LED para quando ele começa a emitir luz. Verifique que a potência emitida aumenta com a corrente no

circuito de forma aproximadamente exponencial (como você pode visualizar este comportamento?).

entre a fonte e o LED. Utilize um microamperímetro para a medida da corrente.

4.

Plote todos os resultados num mesmo gráfico. Observe a voltagem a partir da qual os LEDs

começam a conduzir corrente e emitir luz. Os valores têm algo em comum?

5. Compare a curva corrente vs tensão dos LEDs com a do diodo da seção anterior.

Apêndice

Para um varistor (resistência não ôhmica) obtemos

logV = log cI

logV = log c + b log I

b

V = cI

b

. Tomando o logaritmo de ambos lados desta expressão

y = a + b x ou seja, obtemos a equação de uma reta onde y = log V, x = log I, a = log c (coeficiente linear) e b = b (coeficiente angular).

Bibliografia

Kaufman M. & Seidman A.H. (Editors), Handbook for Electronics Engineering Technicians ; McGraw-Hill 1976. Páginas 1-16 até 1-19. Biblioteca “IFGW” # R621.68102.K21h

Pocketbook 1973, Editor: N.V. Philips, Eindhoven - The Netherlands, 1973. Páginas C170 - C179. Biblioteca “IFGW” # R621.3815.P739.

Halliday-Resnick Walker, Cap. 46 (pp 227-242)

Feynmann, v. III, Cap. 14

Alonso Finn, Física III, Seções 6.6 - 6.8

John Avison, “The Word of Physics”, Biblioteca do IFGW # 530Av56w, pg. 344 -

S. M. Sze, Physical of Semiconductor Devices, Cap. 2, IFGW # 621.38152Se52.